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	<title>Opustessellatum-PT - Contribuições do utilizador [pt]</title>
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		<id>https://wikimedia.pt/Opustessellatum-PT/index.php?title=Mosaico_do_grande_corredor,_cubiculo_noroeste_(Complexo_Monumental_de_Santiago_da_Guarda)&amp;diff=68</id>
		<title>Mosaico do grande corredor, cubiculo noroeste (Complexo Monumental de Santiago da Guarda)</title>
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		<updated>2024-12-19T21:05:51Z</updated>

		<summary type="html">&lt;p&gt;Percival A. Soares: &lt;/p&gt;
&lt;hr /&gt;
&lt;div&gt;= Mosaico do Grande Corredor; Cubículo Noroeste =&lt;br /&gt;
{| class=&amp;quot;wikitable&amp;quot;&lt;br /&gt;
| &#039;&#039;&#039;                                                          Localização Atual&#039;&#039;&#039;&lt;br /&gt;
| &#039;&#039;&#039;    Pars Urbana, Villa Romana, Complexo  Monumental de Santiago da Guarda, Conselho de Ansião, Freguesia de Leiria&#039;&#039;&#039;&lt;br /&gt;
|-&lt;br /&gt;
| &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&#039;&#039;&#039;Localização admin. romana&#039;&#039;&#039;&lt;br /&gt;
|&#039;&#039;&#039;Ciuitas: Cunimbriga ou Sellium&#039;&#039;&#039;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&#039;&#039;&#039;Conuentus: Scalabitanus&#039;&#039;&#039;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&#039;&#039;&#039;Província: Lusitânia&#039;&#039;&#039;&lt;br /&gt;
|-&lt;br /&gt;
| &#039;&#039;&#039;                                                             Cronologia&#039;&#039;&#039;&lt;br /&gt;
| &#039;&#039;&#039;                                          &#039;&#039;&#039;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&#039;&#039;&#039;Séc. IV-V&#039;&#039;&#039;&lt;br /&gt;
|}&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
== &#039;&#039;&#039;Estado da Arte&#039;&#039;&#039; ==&lt;br /&gt;
[[Ficheiro:Imagem do Mosaico do Cubiculo Noroeste.png|miniaturadaimagem|398x398px|Pavimento do Cubículo Noroeste]]&lt;br /&gt;
Para a produção deste trabalho escrito foram utilizadas como principais fontes de informação os estudos sobre a &#039;&#039;Villa&#039;&#039; &#039;&#039;Romana&#039;&#039; de Santiago da Guarda feitos por Luís Campos Ribeiro (em destaque no livro Horizontes Artísticos Da Lusitânia Dinâmicas da Antiguidade Clássica e Tardia em Portugal; &#039;&#039;The Villa of Santiago da Guarda&#039;&#039; pp. 338-355) e dos trabalhos de Rodrigo Pereira e Filomena Limão que foram de suma importância no que tange a localização e mapeamento do Mosaico dentro da planta, para a contextualização da história antiga, moderna e contemporânea do local onde hoje se situa o Complexo Monumental de Santiago da Guarda, além de informações relevantes como as medidas, pigmentação e o estado de preservação do Mosaico. No âmbito da análise do Mosaico o “Dicionário de Motivos Geométricos no Mosaico Romano” de Viegas, Abraços e Macedo foi essencial durante o processo de classificação e identificação dos motivos presentes nas composições dos mosaicos, vale destacar que qualquer informação que não esteja nas fontes é mera suposição dos autores deste trabalho. &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
== &#039;&#039;&#039;Enquadramento/Contextualização&#039;&#039;&#039; ==&lt;br /&gt;
O pavimento foi concebido na antiga Província Romana da Lusitânia, &#039;&#039;Ciuitas&#039;&#039; de Conímbriga ou &#039;&#039;Sellium&#039;&#039;, uma província romana que cobria a maior parte do que hoje é Portugal e parte da Espanha. O mosaico está localizado numa antiga &#039;&#039;Villa Romana&#039;&#039; em Santiago da Guarda. Numa residência que devido ao tamanho e estrutura podemos deduzir que os seus antigos ocupantes eram pessoas de alto estatuto, provavelmente com conexões com a administração local, assim como, proprietários poderosos de terras agrarias na região.&lt;br /&gt;
[[Ficheiro:Planta da Villa Romana; Localização do Cubículo Noroeste.png|miniaturadaimagem|Planta da Villa Romana; Cubículo Noroeste, Rodrigo Pereira e Filomena Limão]]&lt;br /&gt;
Posteriormente, no século XV a nobre Família dos Vasconcelos contruiria sua residência em cima de onde estava a Casa Romana erguendo uma enorme estrutura, após a descoberta da &#039;&#039;villa&#039;&#039; já na contemporaneidade o local converteu-se no Complexo Monumental de Santiago da Guarda. (PEREIRA, 2019 p.5)&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
== &#039;&#039;&#039;Descrição do Pavimento&#039;&#039;&#039; ==&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&#039;&#039;&#039;Medida&#039;&#039;&#039; &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
8,70 x 6,10 m (PEREIRA, 2016)&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&#039;&#039;&#039;Material/Cor&#039;&#039;&#039;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Calcário/ Branco, azul-preto, azul-claro, vermelho, rosa, amarelo&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Este pavimento está localizado no cubículo noroeste do edifício, onde foi concebido para ser um espaço destinado à receção sendo uma zona nobre da &#039;&#039;villa&#039;&#039;.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
A composição apresenta uma complexidade policromático, formas e padrões. Na área de acesso, o mosaico está conectado ao grande corredor, onde se encontra um tapete em Chevron com esquema policromático que imitam um arco-íris, emoldurado por padrões geométricos de losangos, um posicionado a este e outro a oeste. Nos espaçamentos de trás da entrada do compartimento, apresentam-se dois mosaicos distintos, cada um com a sua linguagem estética. O maior exibe um padrão policromático com escamas fluido e dinâmico, enquanto o outro possui uma composição ortogonal de quadrados e retângulos concêntricos, que transmitem uma sensação de estrutura sólida e equilíbrio visual.  &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
A moldura do mosaico é adornada com uma trança de dois fios, um detalhe que complementa e integra a composição central. No coração do mosaico, a estrutura ortogonal é formada por círculos e quadrados, figuras perfeitas da Natureza, que emergem da própria trança de dois fios. Entre essa formas geométricas pequenos motivos florais ganham destaque, uma fusão de beleza vegetalista que se entrelaça com a precisão das formas geométricas. Os espaços que surgem entre esses elementos são preenchidos com triângulos e retângulos de lados côncavos, adornados com motivos vegetais.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
O pavimento do cubículo passou por diversas intervenções em períodos posteriores a partir disso podemos assumir que sua construção original já teria sofrido danos consideráveis, antes mesmo do período moderno, pressupõe-se que a estrutura do pavimento haveria de ser igual ou similar a está que vemos hoje.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&#039;&#039;&#039;N°11 Painel Central – Painel das Flores&#039;&#039;&#039;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
O Painel Central apelidado de Painel das Flores (nome dado pelos autores deste trabalho), apresenta uma composição ortogonal de círculos, semicírculos, triângulos e de quadrados sobre o vértice, todas com um bordo trançado de duas cordas, ainda se observa diversos elementos vegetalistas como o florão presente no interior dos círculos e outro elemento desconhecido entre as tranças que se supõe que poderia ser a representação de figos, porém não se pode afirmar com exatidão; a considerável quantidade de elementos deste género podem refletir a vida campesina que seria comum aos proprietários da &#039;&#039;Villa.&#039;&#039; &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&#039;&#039;&#039;Nº12 Moldura do Painel Central&#039;&#039;&#039;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
A Moldura do Painel Central estende-se por todo o cubículo da entrada a parede norte por ser tão grande é o único a ter contato com todos os outros sendo essencial para a harmonia estética do pavimento do Cubículo Noroeste, compartilha com o Painel Central o motivo geométrico das tranças de duas cordas, tornando-se complementar a composição do Painel.  &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&#039;&#039;&#039;Nº13 Painel Lateral do Painel Central; Este&#039;&#039;&#039; &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
O Painel Lateral Este apresenta uma composição de chevron em direção austral com tapete único sendo dotado de uma policromia em tons de vermelho, azul e amarelo o que faz o mosaico assemelhar-se a um Arco-íris. &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&#039;&#039;&#039;Nº14 Painel Lateral do Painel Central; Oeste&#039;&#039;&#039;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Este Painel localizado no oeste do cubículo; o painel apresenta uma composição de dois tapetes Chevron policromáticos, devido a este fator assim como Nº13 aparenta ser um “Arco-íris” realçam o conteúdo do painel, decorados por dois tapetes em Chevron em arco-íris a este e oeste. (RIBEIRO, pp. 9) &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&#039;&#039;&#039;Nº15 Painel da Soleira (entrada) da porta&#039;&#039;&#039;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
O Painel da soleira ficava na entrada para o cubículo, possui um tapete de chevron é composto por pequenas tesselas de cerâmica em Chevron, organizadas com o formato de padrões geométricos intricados, além da sua beleza estética serviam para marcar a transição entre ambientes. &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&#039;&#039;&#039;Nº16 Moldura Este e Nº17 Moldura Oeste da Entrada&#039;&#039;&#039;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Ambos estão posicionados nas laterais do mosaico nº15 como se continuassem por trás dele, apresentam a composição de florzinha em cruz com efeito de relevo, no interior das flores podem ser encontradas as cores azul-claro, amarelo e vermelho. (RIBEIRO, pp. 9)&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&#039;&#039;&#039;Nº18 Painel Lateral da Entrada; Este&#039;&#039;&#039;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Este mosaico está no sudeste do Cubículo cercada por um filete amarelo, ao qual o mesmo apresenta uma composição ortogonal em quadricula de Faixa que formam quadrados e retângulos policromáticos algo que é percetível são as tesselas que se encontram no cruzamento das faixas possuem uma coloração avermelhada destacando-se sobres as faixas, com relação a policromia pode-se perceber que a pigmentação das tesselas de vermelho, azul e amarelo seguem uma linha horizontal e assumem tons mais fortes conformes se aproximam dos centros. (RIBEIRO, pp. 9) &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&#039;&#039;&#039;Nº19 Painel Lateral da Entrada; Oeste&#039;&#039;&#039;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Este mosaico localize no sudoeste do Cubículo; apresenta uma Composição em Escamas cercada por filete amarelo, as pigmentações das escamas seguem e horizontais em tons de amarelo, azul-claro e vermelho. (RIBEIRO, pp. 9)&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
== Fontes ==&lt;br /&gt;
Pereira, R. M. (2017). The Roman Mosaics of the Roman Villa in the Monumental Complex of Santiago da Guarda, Municipality of Ansião (Portugal). Journal of Mosaic Research. &amp;lt;nowiki&amp;gt;https://doi.org/10.26658/jmr.357097&amp;lt;/nowiki&amp;gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Maciel, M. J., &amp;amp; Limão, F. (Eds.). (2019). Horizontes artísticos da Lusitânia: dinâmicas da antiguidade clássica e tardia em Portugal: séculos I a VIII (1a edição). Canto Redondo.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
pp. 338-355&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Neira, L. (Ed.). (2019). Mosaicos romanos en el espacio rural: investigación y puesta en valor. “L’Erma” di Bretschneider.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Balmelle, C., &amp;amp; Prudhomme, R. (Eds.). (1985). Le Décor géométrique de la mosaïque romaine: répertoire graphique et descriptif des compositions linéaires et isotropes. Picard&lt;/div&gt;</summary>
		<author><name>Percival A. Soares</name></author>
	</entry>
	<entry>
		<id>https://wikimedia.pt/Opustessellatum-PT/index.php?title=Mosaico_do_grande_corredor,_cubiculo_noroeste_(Complexo_Monumental_de_Santiago_da_Guarda)&amp;diff=67</id>
		<title>Mosaico do grande corredor, cubiculo noroeste (Complexo Monumental de Santiago da Guarda)</title>
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		<updated>2024-12-19T21:02:39Z</updated>

		<summary type="html">&lt;p&gt;Percival A. Soares: &lt;/p&gt;
&lt;hr /&gt;
&lt;div&gt;= Mosaico do Grande Corredor; Cubículo Noroeste =&lt;br /&gt;
{| class=&amp;quot;wikitable&amp;quot;&lt;br /&gt;
| &#039;&#039;&#039;                                                          Localização Atual&#039;&#039;&#039;&lt;br /&gt;
| &#039;&#039;&#039;    Pars Urbana, Villa Romana, Complexo  Monumental de Santiago da Guarda, Conselho de Ansião, Freguesia de Leiria&#039;&#039;&#039;&lt;br /&gt;
|-&lt;br /&gt;
| &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&#039;&#039;&#039;Localização admin. romana&#039;&#039;&#039;&lt;br /&gt;
|&#039;&#039;&#039;Ciuitas: Cunimbriga ou Sellium&#039;&#039;&#039;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&#039;&#039;&#039;Conuentus: Scalabitanus&#039;&#039;&#039;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&#039;&#039;&#039;Província: Lusitânia&#039;&#039;&#039;&lt;br /&gt;
|-&lt;br /&gt;
| &#039;&#039;&#039;                                                             Cronologia&#039;&#039;&#039;&lt;br /&gt;
| &#039;&#039;&#039;                                          &#039;&#039;&#039;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&#039;&#039;&#039;Séc. IV-V&#039;&#039;&#039;&lt;br /&gt;
|}&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
=  &#039;&#039;&#039;Estado da Arte&#039;&#039;&#039; =&lt;br /&gt;
[[Ficheiro:Imagem do Mosaico do Cubiculo Noroeste.png|miniaturadaimagem|398x398px|Pavimento do Cubículo Noroeste]]&lt;br /&gt;
Para a produção deste trabalho escrito foram utilizadas como principais fontes de informação os estudos sobre a &#039;&#039;Villa&#039;&#039; &#039;&#039;Romana&#039;&#039; de Santiago da Guarda feitos por Luís Campos Ribeiro (em destaque no livro Horizontes Artísticos Da Lusitânia Dinâmicas da Antiguidade Clássica e Tardia em Portugal; &#039;&#039;The Villa of Santiago da Guarda&#039;&#039; pp. 338-355) e dos trabalhos de Rodrigo Pereira e Filomena Limão que foram de suma importância no que tange a localização e mapeamento do Mosaico dentro da planta, para a contextualização da história antiga, moderna e contemporânea do local onde hoje se situa o Complexo Monumental de Santiago da Guarda, além de informações relevantes como as medidas, pigmentação e o estado de preservação do Mosaico. No âmbito da análise do Mosaico o “Dicionário de Motivos Geométricos no Mosaico Romano” de Viegas, Abraços e Macedo foi essencial durante o processo de classificação e identificação dos motivos presentes nas composições dos mosaicos, vale destacar que qualquer informação que não esteja nas fontes é mera suposição dos autores deste trabalho. &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
== &#039;&#039;&#039;Enquadramento/Contextualização&#039;&#039;&#039; ==&lt;br /&gt;
O pavimento foi concebido na antiga Província Romana da Lusitânia, &#039;&#039;Ciuitas&#039;&#039; de Conímbriga ou &#039;&#039;Sellium&#039;&#039;, uma província romana que cobria a maior parte do que hoje é Portugal e parte da Espanha. O mosaico está localizado numa antiga &#039;&#039;Villa Romana&#039;&#039; em Santiago da Guarda. Numa residência que devido ao tamanho e estrutura podemos deduzir que os seus antigos ocupantes eram pessoas de alto estatuto, provavelmente com conexões com a administração local, assim como, proprietários poderosos de terras agrarias na região.&lt;br /&gt;
[[Ficheiro:Planta da Villa Romana; Localização do Cubículo Noroeste.png|miniaturadaimagem|Planta da Villa Romana; Cubículo Noroeste, Rodrigo Pereira e Filomena Limão]]&lt;br /&gt;
Posteriormente, no século XV a nobre Família dos Vasconcelos contruiria sua residência em cima de onde estava a Casa Romana erguendo uma enorme estrutura, após a descoberta da &#039;&#039;villa&#039;&#039; já na contemporaneidade o local converteu-se no Complexo Monumental de Santiago da Guarda. (PEREIRA, 2019 p.5)&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
== &#039;&#039;&#039;Descrição do Pavimento&#039;&#039;&#039; ==&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&#039;&#039;&#039;Medida&#039;&#039;&#039; &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
8,70 x 6,10 m (PEREIRA, 2016)&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&#039;&#039;&#039;Material/Cor&#039;&#039;&#039;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Calcário/ Branco, azul-preto, azul-claro, vermelho, rosa, amarelo&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Este pavimento está localizado no cubículo noroeste do edifício, onde foi concebido para ser um espaço destinado à receção sendo uma zona nobre da &#039;&#039;villa&#039;&#039;.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
A composição apresenta uma complexidade policromático, formas e padrões. Na área de acesso, o mosaico está conectado ao grande corredor, onde se encontra um tapete em Chevron com esquema policromático que imitam um arco-íris, emoldurado por padrões geométricos de losangos, um posicionado a este e outro a oeste. Nos espaçamentos de trás da entrada do compartimento, apresentam-se dois mosaicos distintos, cada um com a sua linguagem estética. O maior exibe um padrão policromático com escamas fluido e dinâmico, enquanto o outro possui uma composição ortogonal de quadrados e retângulos concêntricos, que transmitem uma sensação de estrutura sólida e equilíbrio visual.  &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
A moldura do mosaico é adornada com uma trança de dois fios, um detalhe que complementa e integra a composição central. No coração do mosaico, a estrutura ortogonal é formada por círculos e quadrados, figuras perfeitas da Natureza, que emergem da própria trança de dois fios. Entre essa formas geométricas pequenos motivos florais ganham destaque, uma fusão de beleza vegetalista que se entrelaça com a precisão das formas geométricas. Os espaços que surgem entre esses elementos são preenchidos com triângulos e retângulos de lados côncavos, adornados com motivos vegetais.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
O pavimento do cubículo passou por diversas intervenções em períodos posteriores a partir disso podemos assumir que sua construção original já teria sofrido danos consideráveis, antes mesmo do período moderno, pressupõe-se que a estrutura do pavimento haveria de ser igual ou similar a está que vemos hoje.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&#039;&#039;&#039;N°11 Painel Central – Painel das Flores&#039;&#039;&#039;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
O Painel Central apelidado de Painel das Flores (nome dado pelos autores deste trabalho), apresenta uma composição ortogonal de círculos, semicírculos, triângulos e de quadrados sobre o vértice, todas com um bordo trançado de duas cordas, ainda se observa diversos elementos vegetalistas como o florão presente no interior dos círculos e outro elemento desconhecido entre as tranças que se supõe que poderia ser a representação de figos, porém não se pode afirmar com exatidão; a considerável quantidade de elementos deste género podem refletir a vida campesina que seria comum aos proprietários da &#039;&#039;Villa.&#039;&#039; &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&#039;&#039;&#039;Nº12 Moldura do Painel Central&#039;&#039;&#039;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
A Moldura do Painel Central estende-se por todo o cubículo da entrada a parede norte por ser tão grande é o único a ter contato com todos os outros sendo essencial para a harmonia estética do pavimento do Cubículo Noroeste, compartilha com o Painel Central o motivo geométrico das tranças de duas cordas, tornando-se complementar a composição do Painel.  &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&#039;&#039;&#039;Nº13 Painel Lateral do Painel Central; Este&#039;&#039;&#039; &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
O Painel Lateral Este apresenta uma composição de chevron em direção austral com tapete único sendo dotado de uma policromia em tons de vermelho, azul e amarelo o que faz o mosaico assemelhar-se a um Arco-íris. &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&#039;&#039;&#039;Nº14 Painel Lateral do Painel Central; Oeste&#039;&#039;&#039;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Este Painel localizado no oeste do cubículo; o painel apresenta uma composição de dois tapetes Chevron policromáticos, devido a este fator assim como Nº13 aparenta ser um “Arco-íris” realçam o conteúdo do painel, decorados por dois tapetes em Chevron em arco-íris a este e oeste. (RIBEIRO, pp. 9) &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&#039;&#039;&#039;Nº15 Painel da Soleira (entrada) da porta&#039;&#039;&#039;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
O Painel da soleira ficava na entrada para o cubículo, possui um tapete de chevron é composto por pequenas tesselas de cerâmica em Chevron, organizadas com o formato de padrões geométricos intricados, além da sua beleza estética serviam para marcar a transição entre ambientes. &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&#039;&#039;&#039;Nº16 Moldura Este e Nº17 Moldura Oeste da Entrada&#039;&#039;&#039;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Ambos estão posicionados nas laterais do mosaico nº15 como se continuassem por trás dele, apresentam a composição de florzinha em cruz com efeito de relevo, no interior das flores podem ser encontradas as cores azul-claro, amarelo e vermelho. (RIBEIRO, pp. 9)&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&#039;&#039;&#039;Nº18 Painel Lateral da Entrada; Este&#039;&#039;&#039;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Este mosaico está no sudeste do Cubículo cercada por um filete amarelo, ao qual o mesmo apresenta uma composição ortogonal em quadricula de Faixa que formam quadrados e retângulos policromáticos algo que é percetível são as tesselas que se encontram no cruzamento das faixas possuem uma coloração avermelhada destacando-se sobres as faixas, com relação a policromia pode-se perceber que a pigmentação das tesselas de vermelho, azul e amarelo seguem uma linha horizontal e assumem tons mais fortes conformes se aproximam dos centros. (RIBEIRO, pp. 9) &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&#039;&#039;&#039;Nº19 Painel Lateral da Entrada; Oeste&#039;&#039;&#039;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Este mosaico localize no sudoeste do Cubículo; apresenta uma Composição em Escamas cercada por filete amarelo, as pigmentações das escamas seguem e horizontais em tons de amarelo, azul-claro e vermelho. (RIBEIRO, pp. 9)&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
== Fontes ==&lt;br /&gt;
Pereira, R. M. (2017). The Roman Mosaics of the Roman Villa in the Monumental Complex of Santiago da Guarda, Municipality of Ansião (Portugal). Journal of Mosaic Research. &amp;lt;nowiki&amp;gt;https://doi.org/10.26658/jmr.357097&amp;lt;/nowiki&amp;gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Maciel, M. J., &amp;amp; Limão, F. (Eds.). (2019). Horizontes artísticos da Lusitânia: dinâmicas da antiguidade clássica e tardia em Portugal: séculos I a VIII (1a edição). Canto Redondo.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
pp. 338-355&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Neira, L. (Ed.). (2019). Mosaicos romanos en el espacio rural: investigación y puesta en valor. “L’Erma” di Bretschneider.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Balmelle, C., &amp;amp; Prudhomme, R. (Eds.). (1985). Le Décor géométrique de la mosaïque romaine: répertoire graphique et descriptif des compositions linéaires et isotropes. Picard&lt;/div&gt;</summary>
		<author><name>Percival A. Soares</name></author>
	</entry>
	<entry>
		<id>https://wikimedia.pt/Opustessellatum-PT/index.php?title=Mosaico_do_grande_corredor,_cubiculo_noroeste_(Complexo_Monumental_de_Santiago_da_Guarda)&amp;diff=66</id>
		<title>Mosaico do grande corredor, cubiculo noroeste (Complexo Monumental de Santiago da Guarda)</title>
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		<updated>2024-12-19T20:59:57Z</updated>

		<summary type="html">&lt;p&gt;Percival A. Soares: &lt;/p&gt;
&lt;hr /&gt;
&lt;div&gt;= Mosaico do Grande Corredor; Cubículo Noroeste =&lt;br /&gt;
{| class=&amp;quot;wikitable&amp;quot;&lt;br /&gt;
| &#039;&#039;&#039;                                                          Localização Atual&#039;&#039;&#039;&lt;br /&gt;
| &#039;&#039;&#039;    Pars Urbana, Villa Romana, Complexo  Monumental de Santiago da Guarda, Conselho de Ansião, Freguesia de Leiria&#039;&#039;&#039;&lt;br /&gt;
|-&lt;br /&gt;
| &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&#039;&#039;&#039;Localização admin. romana&#039;&#039;&#039;&lt;br /&gt;
|&#039;&#039;&#039;Ciuitas: Cunimbriga ou Sellium&#039;&#039;&#039;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&#039;&#039;&#039;Conuentus: Scalabitanus&#039;&#039;&#039;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&#039;&#039;&#039;Província: Lusitânia&#039;&#039;&#039;&lt;br /&gt;
|-&lt;br /&gt;
| &#039;&#039;&#039;                                                             Cronologia&#039;&#039;&#039;&lt;br /&gt;
| &#039;&#039;&#039;                                          &#039;&#039;&#039;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&#039;&#039;&#039;Séc. IV-V&#039;&#039;&#039;&lt;br /&gt;
|}&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
=  &#039;&#039;&#039;Estado da Arte&#039;&#039;&#039; =&lt;br /&gt;
[[Ficheiro:Imagem do Mosaico do Cubiculo Noroeste.png|miniaturadaimagem|398x398px|Pavimento do Cubículo Noroeste]]&lt;br /&gt;
Para a produção deste trabalho escrito foram utilizadas como principais fontes de informação os estudos sobre a &#039;&#039;Villa&#039;&#039; &#039;&#039;Romana&#039;&#039; de Santiago da Guarda feitos por Luís Campos Ribeiro (em destaque no livro Horizontes Artísticos Da Lusitânia Dinâmicas da Antiguidade Clássica e Tardia em Portugal; &#039;&#039;The Villa of Santiago da Guarda&#039;&#039; pp. 338-355) e dos trabalhos de Rodrigo Pereira e Filomena Limão que foram de suma importância no que tange a localização e mapeamento do Mosaico dentro da planta, para a contextualização da história antiga, moderna e contemporânea do local onde hoje se situa o Complexo Monumental de Santiago da Guarda, além de informações relevantes como as medidas, pigmentação e o estado de preservação do Mosaico. No âmbito da análise do Mosaico o “Dicionário de Motivos Geométricos no Mosaico Romano” de Viegas, Abraços e Macedo foi essencial durante o processo de classificação e identificação dos motivos presentes nas composições dos mosaicos, vale destacar que qualquer informação que não esteja nas fontes é mera suposição dos autores deste trabalho. &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&#039;&#039;&#039;Enquadramento/Contextualização&#039;&#039;&#039;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
O pavimento foi concebido na antiga Província Romana da Lusitânia, &#039;&#039;Ciuitas&#039;&#039; de Conímbriga ou &#039;&#039;Sellium&#039;&#039;, uma província romana que cobria a maior parte do que hoje é Portugal e parte da Espanha. O mosaico está localizado numa antiga &#039;&#039;Villa Romana&#039;&#039; em Santiago da Guarda. Numa residência que devido ao tamanho e estrutura podemos deduzir que os seus antigos ocupantes eram pessoas de alto estatuto, provavelmente com conexões com a administração local, assim como, proprietários poderosos de terras agrarias na região.&lt;br /&gt;
[[Ficheiro:Planta da Villa Romana; Localização do Cubículo Noroeste.png|miniaturadaimagem|Planta da Villa Romana; Cubículo Noroeste, Rodrigo Pereira e Filomena Limão]]&lt;br /&gt;
Posteriormente, no século XV a nobre Família dos Vasconcelos contruiria sua residência em cima de onde estava a Casa Romana erguendo uma enorme estrutura, após a descoberta da &#039;&#039;villa&#039;&#039; já na contemporaneidade o local converteu-se no Complexo Monumental de Santiago da Guarda. (PEREIRA, 2019 p.5)&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&#039;&#039;&#039;Medidas&#039;&#039;&#039; &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
8,70 x 6,10 m (PEREIRA, 2016)&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&#039;&#039;&#039;Material/Cor&#039;&#039;&#039;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Calcário/ Branco, azul-preto, azul-claro, vermelho, rosa, amarelo&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&#039;&#039;&#039;Descrição do Pavimento&#039;&#039;&#039;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Este pavimento está localizado no cubículo noroeste do edifício, onde foi concebido para ser um espaço destinado à receção sendo uma zona nobre da &#039;&#039;villa&#039;&#039;.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
A composição apresenta uma complexidade policromático, formas e padrões. Na área de acesso, o mosaico está conectado ao grande corredor, onde se encontra um tapete em Chevron com esquema policromático que imitam um arco-íris, emoldurado por padrões geométricos de losangos, um posicionado a este e outro a oeste. Nos espaçamentos de trás da entrada do compartimento, apresentam-se dois mosaicos distintos, cada um com a sua linguagem estética. O maior exibe um padrão policromático com escamas fluido e dinâmico, enquanto o outro possui uma composição ortogonal de quadrados e retângulos concêntricos, que transmitem uma sensação de estrutura sólida e equilíbrio visual.  &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
A moldura do mosaico é adornada com uma trança de dois fios, um detalhe que complementa e integra a composição central. No coração do mosaico, a estrutura ortogonal é formada por círculos e quadrados, figuras perfeitas da Natureza, que emergem da própria trança de dois fios. Entre essa formas geométricas pequenos motivos florais ganham destaque, uma fusão de beleza vegetalista que se entrelaça com a precisão das formas geométricas. Os espaços que surgem entre esses elementos são preenchidos com triângulos e retângulos de lados côncavos, adornados com motivos vegetais.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
O pavimento do cubículo passou por diversas intervenções em períodos posteriores a partir disso podemos assumir que sua construção original já teria sofrido danos consideráveis, antes mesmo do período moderno, pressupõe-se que a estrutura do pavimento haveria de ser igual ou similar a está que vemos hoje.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&#039;&#039;&#039;N°11 Painel Central – Painel das Flores&#039;&#039;&#039;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
O Painel Central apelidado de Painel das Flores (nome dado pelos autores deste trabalho), apresenta uma composição ortogonal de círculos, semicírculos, triângulos e de quadrados sobre o vértice, todas com um bordo trançado de duas cordas, ainda se observa diversos elementos vegetalistas como o florão presente no interior dos círculos e outro elemento desconhecido entre as tranças que se supõe que poderia ser a representação de figos, porém não se pode afirmar com exatidão; a considerável quantidade de elementos deste género podem refletir a vida campesina que seria comum aos proprietários da &#039;&#039;Villa.&#039;&#039; &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&#039;&#039;&#039;Nº12 Moldura do Painel Central&#039;&#039;&#039;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
A Moldura do Painel Central estende-se por todo o cubículo da entrada a parede norte por ser tão grande é o único a ter contato com todos os outros sendo essencial para a harmonia estética do pavimento do Cubículo Noroeste, compartilha com o Painel Central o motivo geométrico das tranças de duas cordas, tornando-se complementar a composição do Painel.  &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&#039;&#039;&#039;Nº13 Painel Lateral do Painel Central; Este&#039;&#039;&#039; &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
O Painel Lateral Este apresenta uma composição de chevron em direção austral com tapete único sendo dotado de uma policromia em tons de vermelho, azul e amarelo o que faz o mosaico assemelhar-se a um Arco-íris. &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&#039;&#039;&#039;Nº14 Painel Lateral do Painel Central; Oeste&#039;&#039;&#039;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Este Painel localizado no oeste do cubículo; o painel apresenta uma composição de dois tapetes Chevron policromáticos, devido a este fator assim como Nº13 aparenta ser um “Arco-íris” realçam o conteúdo do painel, decorados por dois tapetes em Chevron em arco-íris a este e oeste. (RIBEIRO, pp. 9) &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&#039;&#039;&#039;Nº15 Painel da Soleira (entrada) da porta&#039;&#039;&#039;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
O Painel da soleira ficava na entrada para o cubículo, possui um tapete de chevron é composto por pequenas tesselas de cerâmica em Chevron, organizadas com o formato de padrões geométricos intricados, além da sua beleza estética serviam para marcar a transição entre ambientes. &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&#039;&#039;&#039;Nº16 Moldura Este e Nº17 Moldura Oeste da Entrada&#039;&#039;&#039;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Ambos estão posicionados nas laterais do mosaico nº15 como se continuassem por trás dele, apresentam a composição de florzinha em cruz com efeito de relevo, no interior das flores podem ser encontradas as cores azul-claro, amarelo e vermelho. (RIBEIRO, pp. 9)&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&#039;&#039;&#039;Nº18 Painel Lateral da Entrada; Este&#039;&#039;&#039;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Este mosaico está no sudeste do Cubículo cercada por um filete amarelo, ao qual o mesmo apresenta uma composição ortogonal em quadricula de Faixa que formam quadrados e retângulos policromáticos algo que é percetível são as tesselas que se encontram no cruzamento das faixas possuem uma coloração avermelhada destacando-se sobres as faixas, com relação a policromia pode-se perceber que a pigmentação das tesselas de vermelho, azul e amarelo seguem uma linha horizontal e assumem tons mais fortes conformes se aproximam dos centros. (RIBEIRO, pp. 9) &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&#039;&#039;&#039;Nº19 Painel Lateral da Entrada; Oeste&#039;&#039;&#039;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Este mosaico localize no sudoeste do Cubículo; apresenta uma Composição em Escamas cercada por filete amarelo, as pigmentações das escamas seguem e horizontais em tons de amarelo, azul-claro e vermelho. (RIBEIRO, pp. 9)&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
== Fontes ==&lt;br /&gt;
Pereira, R. M. (2017). The Roman Mosaics of the Roman Villa in the Monumental Complex of Santiago da Guarda, Municipality of Ansião (Portugal). Journal of Mosaic Research. &amp;lt;nowiki&amp;gt;https://doi.org/10.26658/jmr.357097&amp;lt;/nowiki&amp;gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Maciel, M. J., &amp;amp; Limão, F. (Eds.). (2019). Horizontes artísticos da Lusitânia: dinâmicas da antiguidade clássica e tardia em Portugal: séculos I a VIII (1a edição). Canto Redondo.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
pp. 338-355&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Neira, L. (Ed.). (2019). Mosaicos romanos en el espacio rural: investigación y puesta en valor. “L’Erma” di Bretschneider.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Balmelle, C., &amp;amp; Prudhomme, R. (Eds.). (1985). Le Décor géométrique de la mosaïque romaine: répertoire graphique et descriptif des compositions linéaires et isotropes. Picard&lt;/div&gt;</summary>
		<author><name>Percival A. Soares</name></author>
	</entry>
	<entry>
		<id>https://wikimedia.pt/Opustessellatum-PT/index.php?title=Mosaico_do_grande_corredor,_cubiculo_noroeste_(Complexo_Monumental_de_Santiago_da_Guarda)&amp;diff=65</id>
		<title>Mosaico do grande corredor, cubiculo noroeste (Complexo Monumental de Santiago da Guarda)</title>
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		<updated>2024-12-19T20:58:55Z</updated>

		<summary type="html">&lt;p&gt;Percival A. Soares: &lt;/p&gt;
&lt;hr /&gt;
&lt;div&gt;{| class=&amp;quot;wikitable&amp;quot;&lt;br /&gt;
| &#039;&#039;&#039;                                                          Localização Atual&#039;&#039;&#039;&lt;br /&gt;
| &#039;&#039;&#039;    Pars Urbana, Villa Romana, Complexo  Monumental de Santiago da Guarda, Conselho de Ansião, Freguesia de Leiria&#039;&#039;&#039;&lt;br /&gt;
|-&lt;br /&gt;
| &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&#039;&#039;&#039;Localização admin. romana&#039;&#039;&#039;&lt;br /&gt;
|&#039;&#039;&#039;Ciuitas: Cunimbriga ou Sellium&#039;&#039;&#039;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&#039;&#039;&#039;Conuentus: Scalabitanus&#039;&#039;&#039;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&#039;&#039;&#039;Província: Lusitânia&#039;&#039;&#039;&lt;br /&gt;
|-&lt;br /&gt;
| &#039;&#039;&#039;                                                             Cronologia&#039;&#039;&#039;&lt;br /&gt;
| &#039;&#039;&#039;                                          &#039;&#039;&#039;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&#039;&#039;&#039;Séc. IV-V&#039;&#039;&#039;&lt;br /&gt;
|}&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&#039;&#039;&#039;Estado da Arte&#039;&#039;&#039;&lt;br /&gt;
[[Ficheiro:Imagem do Mosaico do Cubiculo Noroeste.png|miniaturadaimagem|398x398px|Pavimento do Cubículo Noroeste]]&lt;br /&gt;
Para a produção deste trabalho escrito foram utilizadas como principais fontes de informação os estudos sobre a &#039;&#039;Villa&#039;&#039; &#039;&#039;Romana&#039;&#039; de Santiago da Guarda feitos por Luís Campos Ribeiro (em destaque no livro Horizontes Artísticos Da Lusitânia Dinâmicas da Antiguidade Clássica e Tardia em Portugal; &#039;&#039;The Villa of Santiago da Guarda&#039;&#039; pp. 338-355) e dos trabalhos de Rodrigo Pereira e Filomena Limão que foram de suma importância no que tange a localização e mapeamento do Mosaico dentro da planta, para a contextualização da história antiga, moderna e contemporânea do local onde hoje se situa o Complexo Monumental de Santiago da Guarda, além de informações relevantes como as medidas, pigmentação e o estado de preservação do Mosaico. No âmbito da análise do Mosaico o “Dicionário de Motivos Geométricos no Mosaico Romano” de Viegas, Abraços e Macedo foi essencial durante o processo de classificação e identificação dos motivos presentes nas composições dos mosaicos, vale destacar que qualquer informação que não esteja nas fontes é mera suposição dos autores deste trabalho. &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&#039;&#039;&#039;Enquadramento/Contextualização&#039;&#039;&#039;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
O pavimento foi concebido na antiga Província Romana da Lusitânia, &#039;&#039;Ciuitas&#039;&#039; de Conímbriga ou &#039;&#039;Sellium&#039;&#039;, uma província romana que cobria a maior parte do que hoje é Portugal e parte da Espanha. O mosaico está localizado numa antiga &#039;&#039;Villa Romana&#039;&#039; em Santiago da Guarda. Numa residência que devido ao tamanho e estrutura podemos deduzir que os seus antigos ocupantes eram pessoas de alto estatuto, provavelmente com conexões com a administração local, assim como, proprietários poderosos de terras agrarias na região.&lt;br /&gt;
[[Ficheiro:Planta da Villa Romana; Localização do Cubículo Noroeste.png|miniaturadaimagem|Planta da Villa Romana; Cubículo Noroeste, Rodrigo Pereira e Filomena Limão]]&lt;br /&gt;
Posteriormente, no século XV a nobre Família dos Vasconcelos contruiria sua residência em cima de onde estava a Casa Romana erguendo uma enorme estrutura, após a descoberta da &#039;&#039;villa&#039;&#039; já na contemporaneidade o local converteu-se no Complexo Monumental de Santiago da Guarda. (PEREIRA, 2019 p.5)&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&#039;&#039;&#039;Medidas&#039;&#039;&#039; &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
8,70 x 6,10 m (PEREIRA, 2016)&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&#039;&#039;&#039;Material/Cor&#039;&#039;&#039;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Calcário/ Branco, azul-preto, azul-claro, vermelho, rosa, amarelo&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&#039;&#039;&#039;Descrição do Pavimento&#039;&#039;&#039;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Este pavimento está localizado no cubículo noroeste do edifício, onde foi concebido para ser um espaço destinado à receção sendo uma zona nobre da &#039;&#039;villa&#039;&#039;.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
A composição apresenta uma complexidade policromático, formas e padrões. Na área de acesso, o mosaico está conectado ao grande corredor, onde se encontra um tapete em Chevron com esquema policromático que imitam um arco-íris, emoldurado por padrões geométricos de losangos, um posicionado a este e outro a oeste. Nos espaçamentos de trás da entrada do compartimento, apresentam-se dois mosaicos distintos, cada um com a sua linguagem estética. O maior exibe um padrão policromático com escamas fluido e dinâmico, enquanto o outro possui uma composição ortogonal de quadrados e retângulos concêntricos, que transmitem uma sensação de estrutura sólida e equilíbrio visual.  &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
A moldura do mosaico é adornada com uma trança de dois fios, um detalhe que complementa e integra a composição central. No coração do mosaico, a estrutura ortogonal é formada por círculos e quadrados, figuras perfeitas da Natureza, que emergem da própria trança de dois fios. Entre essa formas geométricas pequenos motivos florais ganham destaque, uma fusão de beleza vegetalista que se entrelaça com a precisão das formas geométricas. Os espaços que surgem entre esses elementos são preenchidos com triângulos e retângulos de lados côncavos, adornados com motivos vegetais.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
O pavimento do cubículo passou por diversas intervenções em períodos posteriores a partir disso podemos assumir que sua construção original já teria sofrido danos consideráveis, antes mesmo do período moderno, pressupõe-se que a estrutura do pavimento haveria de ser igual ou similar a está que vemos hoje.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&#039;&#039;&#039;N°11 Painel Central – Painel das Flores&#039;&#039;&#039;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
O Painel Central apelidado de Painel das Flores (nome dado pelos autores deste trabalho), apresenta uma composição ortogonal de círculos, semicírculos, triângulos e de quadrados sobre o vértice, todas com um bordo trançado de duas cordas, ainda se observa diversos elementos vegetalistas como o florão presente no interior dos círculos e outro elemento desconhecido entre as tranças que se supõe que poderia ser a representação de figos, porém não se pode afirmar com exatidão; a considerável quantidade de elementos deste género podem refletir a vida campesina que seria comum aos proprietários da &#039;&#039;Villa.&#039;&#039; &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&#039;&#039;&#039;Nº12 Moldura do Painel Central&#039;&#039;&#039;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
A Moldura do Painel Central estende-se por todo o cubículo da entrada a parede norte por ser tão grande é o único a ter contato com todos os outros sendo essencial para a harmonia estética do pavimento do Cubículo Noroeste, compartilha com o Painel Central o motivo geométrico das tranças de duas cordas, tornando-se complementar a composição do Painel.  &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&#039;&#039;&#039;Nº13 Painel Lateral do Painel Central; Este&#039;&#039;&#039; &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
O Painel Lateral Este apresenta uma composição de chevron em direção austral com tapete único sendo dotado de uma policromia em tons de vermelho, azul e amarelo o que faz o mosaico assemelhar-se a um Arco-íris. &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&#039;&#039;&#039;Nº14 Painel Lateral do Painel Central; Oeste&#039;&#039;&#039;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Este Painel localizado no oeste do cubículo; o painel apresenta uma composição de dois tapetes Chevron policromáticos, devido a este fator assim como Nº13 aparenta ser um “Arco-íris” realçam o conteúdo do painel, decorados por dois tapetes em Chevron em arco-íris a este e oeste. (RIBEIRO, pp. 9) &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&#039;&#039;&#039;Nº15 Painel da Soleira (entrada) da porta&#039;&#039;&#039;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
O Painel da soleira ficava na entrada para o cubículo, possui um tapete de chevron é composto por pequenas tesselas de cerâmica em Chevron, organizadas com o formato de padrões geométricos intricados, além da sua beleza estética serviam para marcar a transição entre ambientes. &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&#039;&#039;&#039;Nº16 Moldura Este e Nº17 Moldura Oeste da Entrada&#039;&#039;&#039;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Ambos estão posicionados nas laterais do mosaico nº15 como se continuassem por trás dele, apresentam a composição de florzinha em cruz com efeito de relevo, no interior das flores podem ser encontradas as cores azul-claro, amarelo e vermelho. (RIBEIRO, pp. 9)&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&#039;&#039;&#039;Nº18 Painel Lateral da Entrada; Este&#039;&#039;&#039;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Este mosaico está no sudeste do Cubículo cercada por um filete amarelo, ao qual o mesmo apresenta uma composição ortogonal em quadricula de Faixa que formam quadrados e retângulos policromáticos algo que é percetível são as tesselas que se encontram no cruzamento das faixas possuem uma coloração avermelhada destacando-se sobres as faixas, com relação a policromia pode-se perceber que a pigmentação das tesselas de vermelho, azul e amarelo seguem uma linha horizontal e assumem tons mais fortes conformes se aproximam dos centros. (RIBEIRO, pp. 9) &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&#039;&#039;&#039;Nº19 Painel Lateral da Entrada; Oeste&#039;&#039;&#039;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Este mosaico localize no sudoeste do Cubículo; apresenta uma Composição em Escamas cercada por filete amarelo, as pigmentações das escamas seguem e horizontais em tons de amarelo, azul-claro e vermelho. (RIBEIRO, pp. 9)&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
== Fontes ==&lt;br /&gt;
Pereira, R. M. (2017). The Roman Mosaics of the Roman Villa in the Monumental Complex of Santiago da Guarda, Municipality of Ansião (Portugal). Journal of Mosaic Research. &amp;lt;nowiki&amp;gt;https://doi.org/10.26658/jmr.357097&amp;lt;/nowiki&amp;gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Maciel, M. J., &amp;amp; Limão, F. (Eds.). (2019). Horizontes artísticos da Lusitânia: dinâmicas da antiguidade clássica e tardia em Portugal: séculos I a VIII (1a edição). Canto Redondo.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
pp. 338-355&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Neira, L. (Ed.). (2019). Mosaicos romanos en el espacio rural: investigación y puesta en valor. “L’Erma” di Bretschneider.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Balmelle, C., &amp;amp; Prudhomme, R. (Eds.). (1985). Le Décor géométrique de la mosaïque romaine: répertoire graphique et descriptif des compositions linéaires et isotropes. Picard&lt;/div&gt;</summary>
		<author><name>Percival A. Soares</name></author>
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		<title>Ficheiro:Imagem do Mosaico do Cubiculo Noroeste.png</title>
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		<updated>2024-12-19T20:56:11Z</updated>

		<summary type="html">&lt;p&gt;Percival A. Soares: &lt;/p&gt;
&lt;hr /&gt;
&lt;div&gt;Feita por Eduardo Martins&lt;/div&gt;</summary>
		<author><name>Percival A. Soares</name></author>
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		<title>Mosaico do Grande Corredor; Cubículo Noroestencipal</title>
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		<updated>2024-12-16T02:33:22Z</updated>

		<summary type="html">&lt;p&gt;Percival A. Soares: Começo do Trabalho&lt;/p&gt;
&lt;hr /&gt;
&lt;div&gt;= Mosaico do Grande Corredor; Cubículo Noroeste =&lt;br /&gt;
[[Ficheiro:Mosa.jpg|miniaturadaimagem|301x301px|Mosaico do Grande Corredor; Cubículo Noroeste. Imagem fornecida por Filomena Limão]]&lt;br /&gt;
{| class=&amp;quot;wikitable&amp;quot;&lt;br /&gt;
| &#039;&#039;&#039;                                                          Localização Atual&#039;&#039;&#039;&lt;br /&gt;
| &#039;&#039;&#039;    Pars Urbana, Villa Romana, Complexo  Monumental de Santiago da Guarda, Conselho de Ansião, Freguesia de Leiria&#039;&#039;&#039;&lt;br /&gt;
|-&lt;br /&gt;
| &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&#039;&#039;&#039;Localização admin. romana&#039;&#039;&#039;&lt;br /&gt;
|&#039;&#039;&#039;Ciuitas: Cunimbriga ou Sellium&#039;&#039;&#039;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&#039;&#039;&#039;Conuentus: Scalabitanus&#039;&#039;&#039;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&#039;&#039;&#039;Província: Lusitânia&#039;&#039;&#039;&lt;br /&gt;
|-&lt;br /&gt;
| &#039;&#039;&#039;                                                             Cronologia&#039;&#039;&#039;&lt;br /&gt;
| &#039;&#039;&#039;                                          &#039;&#039;&#039;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&#039;&#039;&#039;Séc. IV-V&#039;&#039;&#039;&lt;br /&gt;
|}&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&#039;&#039;&#039;Estado da Arte&#039;&#039;&#039;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Para a produção deste trabalho escrito foram utilizadas como principais fontes de informação os estudos sobre a &#039;&#039;Villa&#039;&#039; &#039;&#039;Romana&#039;&#039; de Santiago da Guarda feitos por Luís Campos Ribeiro (em destaque no livro Horizontes Artísticos Da Lusitânia Dinâmicas da Antiguidade Clássica e Tardia em Portugal; &#039;&#039;The Villa of Santiago da Guarda&#039;&#039; pp. 338-355) e dos trabalhos de Rodrigo Pereira e Filomena Limão que foram de suma importância no que tange a localização e mapeamento do Mosaico dentro da planta, para a contextualização da história antiga, moderna e contemporânea do local onde hoje se situa o Complexo Monumental de Santiago da Guarda, além de informações relevantes como as medidas, pigmentação e o estado de preservação do Mosaico. No âmbito da análise do Mosaico o “Dicionário de Motivos Geométricos no Mosaico Romano” de Viegas, Abraços e Macedo foi essencial durante o processo de classificação e identificação dos motivos presentes nas composições dos mosaicos, vale destacar que qualquer informação que não esteja nas fontes vem da análise dos autores deste trabalho.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&#039;&#039;&#039;Medidas&#039;&#039;&#039; &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
8,70 x 6,10 m (PEREIRA, 2016)&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&#039;&#039;&#039;Material/Cor&#039;&#039;&#039;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Calcário/ Branco, azul-preto, azul-claro, vermelho, rosa, amarelo&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&#039;&#039;&#039;N°11 Painel Central – Painel das Flores&#039;&#039;&#039;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
O Painel Central apelidado de Painel das Flores (nome dado pelos autores deste trabalho), apresenta uma composição ortogonal de círculos, semicírculos, triângulos e de quadrados sobre o vértice, todas com um bordo trançado de duas cordas, ainda se observa diversos elementos vegetalistas como o florão presente no interior dos círculos e  outro elemento desconhecido entre as tranças que se supõe que poderia ser a representação de figos, porém não se pode afirmar com exatidão; a considerável quantidade de elementos deste género podem refletir a vida campesina que seria comum aos proprietários da &#039;&#039;Villa.&#039;&#039;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&#039;&#039;&#039;Nº12 Moldura do Painel Central&#039;&#039;&#039;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
A Moldura do Painel Central estende-se por todo o cubículo da entrada a parede norte por ser tão grande é o único a ter contato com todos os outros sendo essencial para a harmonia estética dos Mosaicos do Cubículo Noroeste, compartilha com o Painel Central o motivo geométrico das tranças de duas cordas, tornando-se complementar a composição do Painel.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&#039;&#039;&#039;Nº13 Painel Lateral do Painel Central; Este&#039;&#039;&#039; &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
O Painel Lateral Este apresenta uma composição de chevron em direção austral com tapete único sendo dotado de uma policromia em tons de vermelho, azul e amarelo o que faz o mosaico assemelhar-se a um Arco-íris. &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&#039;&#039;&#039;Nº14 Painel Lateral do Painel Central; Oeste&#039;&#039;&#039;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Este Painel localize no oeste do cubículo; o painel apresenta uma composição de dois tapetes Chevron policromáticos, devido a este fator assim como Nº13 aparenta ser um “Arco-íris” realçam o conteúdo do painel, decorados por dois tapetes em Chevron em arco-íris a este e oeste.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&#039;&#039;&#039;Nº15 Painel da Soleira (entrada) da porta&#039;&#039;&#039;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
O Painel da soleira ficava na entrada para o cubículo, possui um tapete de chevron é composto por pequenas tesselas de cerâmica em Chevron, organizadas com o formato de padrões geométricos intricados, além da sua beleza estética serviam para marcar a transição entre ambientes.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&#039;&#039;&#039;Nº16 Moldura Este e Nº17 Moldura Oeste da Entrada&#039;&#039;&#039;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Ambos estão posicionados nas laterais do mosaico nº15 como se continuassem por trás dele, apresentam a composição de florzinha em cruz com efeito de relevo, no interior das flores podem ser encontradas as cores azul-claro, amarelo e vermelho.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&#039;&#039;&#039;Nº18 Painel Lateral da Entrada; Este&#039;&#039;&#039;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Este mosaico está no sudeste do Cubículo cercada por um filete amarelo, ao qual o mesmo apresenta uma composição ortogonal em quadricula de Faixa que formam quadrados e retângulos policromáticos algo que é percetível são as tesselas que se encontram no cruzamento das faixas possuem uma coloração avermelhada destacando-se sobres as faixas, com relação a policromia pode-se perceber que a pigmentação das tesselas de vermelho, azul e amarelo seguem uma linha horizontal e assumem tons mais fortes conformes se aproximam dos centros. (RIBEIRO, pp. 9) &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&#039;&#039;&#039;Nº19 Painel Lateral da Entrada; Oeste&#039;&#039;&#039;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Este mosaico localize no sudoeste do Cubículo; apresenta uma Composição em Escamas cercada por filete amarelo, as pigmentações das escamas seguem e horizontais em tons de amarelo, azul-claro e vermelho. (RIBEIRO, pp. 9)&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
O mosaico constitui um dos maiores e mais significativos testemunhos da técnica, expressão histórica e engenho artístico da presença romana no mundo mediterrânico ao longo da Antiguidade Clássica e Tardia. O mosaico reveste sobretudo pavimentos de espaços públicos e privados, mas também se apresenta em paredes e tetos.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
No atual território português, encontram-se muitos exemplos de mosaico romano in situ, museus, centros interpretativos ou guardados em reserva. Nalguns casos, conservam-se painéis quase completos, permitindo a análise dos temas decorativos e a compreensão da sua pertença num determinado espaço. Noutros, conservam-se fragmentos que desafiam a leitura do investigador e a possibilidade de completar o puzzle. Os mosaicos de Conímbriga, constituem um caso de estudo emblemático para a compreensão da arte musiva no espaço urbano, mas existem outros. Em contexto rural (Villae), os vestígios são em maior número e mais dispersos. O estudo do mosaico romano pode ser realizado em diversas vertentes, desde a material, concretizada na expressão Opus Tessellatum (obra feita a partir das tesselas), até à decorativa e iconográfica.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
== Objectivos ==&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
* Iniciar os estudantes nas práticas metodológicas de investigação, desde organização e gestão bibliográfica, à aquisição e tratamento de dados qualitativos/quantitativos diversos, usando ferramentas digitais que lhes permitirão analisar e interpretar os dados de uma forma rigorosa, comparativa e integrada. &lt;br /&gt;
* Este trabalho constitui um caminho para um estudo maior e necessário que junte os mosaicos romanos em território português num corpus digital, proporcionando uma leitura global dos temas e motivos contextualizada e comparada com o restante mundo romano.&lt;/div&gt;</summary>
		<author><name>Percival A. Soares</name></author>
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		<title>Ficheiro:Mosa.jpg</title>
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		<updated>2024-12-16T02:11:16Z</updated>

		<summary type="html">&lt;p&gt;Percival A. Soares: &lt;/p&gt;
&lt;hr /&gt;
&lt;div&gt;Mosaico do Grande Corredor; Cubículo Noroeste&lt;/div&gt;</summary>
		<author><name>Percival A. Soares</name></author>
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		<title>Ficheiro:Planta da Villa Romana; Localização do Cubículo Noroeste.png</title>
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		<updated>2024-12-16T02:05:02Z</updated>

		<summary type="html">&lt;p&gt;Percival A. Soares: &lt;/p&gt;
&lt;hr /&gt;
&lt;div&gt;Planta da Villa Romana; Localização do Cubículo Noroeste&lt;/div&gt;</summary>
		<author><name>Percival A. Soares</name></author>
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