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	<title>Opustessellatum-PT - Contribuições do utilizador [pt]</title>
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	<subtitle>Contribuições do utilizador</subtitle>
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		<title>Ala Sudeste do Peristilo</title>
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		<updated>2026-03-14T22:27:59Z</updated>

		<summary type="html">&lt;p&gt;Rodrigo Ramos: Adição de Imagens&lt;/p&gt;
&lt;hr /&gt;
&lt;div&gt;#REDIRECIONAMENTO [[1.4 Ala Sudeste do peristilo 1.4 Southeast wing of the peristyle]]&lt;br /&gt;
= 1.4 Ala Sudeste do peristilo 1.4 Southeast wing of the peristyle =&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
{| class=&amp;quot;wikitable&amp;quot;&lt;br /&gt;
|Localização actual &lt;br /&gt;
|Museu Monográfico de Conímbriga,&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
(Museu Nacional de Conímbriga, desde 2023)&lt;br /&gt;
|-&lt;br /&gt;
|Localização admin.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
romana&lt;br /&gt;
|Ciuitas de Conímbriga, conuentus&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
scalabittanus, província da Lusitânia&lt;br /&gt;
|-&lt;br /&gt;
|Cronologia &lt;br /&gt;
|Último quartel do séc. II, e o primeiro quartel&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
do sec. III&lt;br /&gt;
|}&lt;br /&gt;
 Texto e Imagem por  Rodrigo Silva , Sara Tokälic estudantes da Licenciatura em História da Arte&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
== Estado da Arte ==&lt;br /&gt;
São diversos os estudos que, desde o século XX, se têm feito sobre a &#039;&#039;Domus&#039;&#039; designada dos Repuxos em Conimbriga.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Contudo existem três de índole crucial: Justino Maciel, (A Arte da Época Clássica (séculos II a C - II d. C.), In: P. Pereira, ed., História da Arte Portuguesa), Jorge de Alarcão (O Domínio romano em Portugal, Publicações Europa-América) e Bairrão Oleiro (Instituto Português de Museus Corpus dos mosaicos romanos de Portugal), o primeiro &#039;&#039;corpus&#039;&#039; dos mosaicos romanos em Portugal, precisamente aí denominada Casa dos Repuxos &#039;&#039;&#039;(Oleiro, 1992).&#039;&#039;&#039; Justino Maciel faz um estudo breve que versa sobre várias casas do complexo arqueológico, mencionando a casa dos repuxos como “mais interessante do conjunto conimbrigense” &#039;&#039;&#039;(Maciel.J,1995, p90.).&#039;&#039;&#039; Jorge de Alarcão aborda Conímbriga em vários capítulos da sua publicação de referência onde, destaca a menção aos escritos de Plínio o Velho, que nos permitem perceber a existência pré-romana de Conimbriga como um pequeno ópido. &#039;&#039;&#039;(Alarcão.J, 1998, p.44).&#039;&#039;&#039; O autor menciona mais que uma vez, a necessidade urgente de realizar e publicar um inventário (Corpus)dos mosaicos de Conímbriga, trabalho que vai ser levado a cabo mais tarde por Bairrão Oleiro.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Já Bairrão Oleiro inventaria não só o mosaico em estudo como todos os restantes desenterrados/descobertos/escavados na Casa do Repuxos em&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Conímbriga. O seu trabalho apresenta-se num formato de registo patrimonial formal, publicado no &#039;&#039;corpus&#039;&#039; mencionado anteriormente. O próprio autor menciona que o painel, “Não foi ainda um objeto de estudo.” &#039;&#039;&#039;(Oleiro, 1992,&#039;&#039;&#039; p.45&#039;&#039;&#039;).&#039;&#039;&#039;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Assim permaneceu até ter sido objeto de estudo de um projeto académico da Universidade Nova de Lisboa, “Mosaico romano em Portugal”, uma página da web, num vídeo da autoria de Inês Rodrigues e Samya Bruçó: “Mosaico do corredor do peristilo da Casa dos Repuxos em Conimbriga”.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
== Enquadramento/Contextualização Histórica ==&lt;br /&gt;
[[Ficheiro:Vestígios do Peristilo da Casa dos Repuxos, Conímbriga, 2024, Rodrigo Silva .jpg|miniaturadaimagem|&#039;&#039;&#039;Vestígios do Peristilo da Casa dos Repuxos, Conímbriga, 2024, Rodrigo Silva .jpg&#039;&#039;&#039;]]&lt;br /&gt;
O mosaico que será alvo de análise, integra o sítio arqueológico de Conímbriga capital da &#039;&#039;ciuuitas&#039;&#039; romana de Conímbriga, que se inseria por sua vez na província da Lusitânia. Localiza-se a sudeste do corredor do peristilo da Casa dos Repuxos. Conímbriga é pré-romana, antes da sua conquista por parte dos mesmos, organizava-se num ópido. Contudo após a conquista Romana, desenvolveu-se &#039;&#039;“transforming itself into a Roman city and oppidum stipendiarium”&#039;&#039; &#039;&#039;&#039;(Limão. F 2015, p.5). M&#039;&#039;&#039;ais tarde, ainda no século I, foi elevada a município, albergando até um novo fórum em honra de Flávio, além do mesmo termas, várias domus, anfiteatro, teatro. Estas são as informações que temos, uma vez que apenas 1/3 da cidade foi escavada até à data.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Justino Maciel refere que todas as &#039;&#039;domus&#039;&#039; de Conímbriga seguiam um modelo em que o peristilo, se tornava, o coração da casa em torno do qual todas as dependências se organizavam. &#039;&#039;&#039;(Maciel. J, 1995, p. 89). A Casa dos Repuxos é uma&#039;&#039;&#039; construção localizada extramuros, (fora da muralha da antiguidade tardia, data de III-V d.C.) e foi sacrificada como resultado da necessidade de reduzir o perímetro da cidade para fazer face às invasões cada vez mais frequentes dos povos germânicos, mais tarde já no século V, acaba por ser pilhada pelos suevos. &#039;&#039;&#039;(Limão.F, 2015, p.5).&#039;&#039;&#039; As casas (domus) de Conimbriga são profusamente ornamentadas, a “magnificência destas domus” &#039;&#039;&#039;(Maciel. J, 1995, p.90)&#039;&#039;&#039; traduz-se no poderio económico e intelecto da classe romana que habitava Conímbriga, permite-nos perceber a extensão da educação dos mesmos, devido aos temas eruditos representados ao longo do mesmo como o mito do Minotauro, Perseu e as Horas (provem de &#039;&#039;Horae&#039;&#039; (provem de uma personificação alegórica clássica das estações do ano). As escavações em Conimbriga iniciaram-se em 1930-44 pelo Arqueólogo Vergílio Correia, mas desde o final do século XIX que o interesse por Conimbriga tinha surgido a mando da rainha D. Amélia. &#039;&#039;&#039;(Limão. f 2015, p.p1-5).&#039;&#039;&#039;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Em relação às escavações é também relevante a menção à publicação das Fouilles de Conímbriga por Etiénne e Alarcão, um trabalho documental acerca das escavações enriquecido por registos fotográficos e ilustrações das mesmas.O valor desta abordagem global pode ser comprovado, pela seguinte citação de Raymond Brulet:&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&#039;&#039;“La parution du septième volume des Fouilles de Conimbriga, qui clôture une série dense et impressionnante de rapports de fouilles et d&#039;analyses de matériel, avalise le succès général de l&#039;entreprise que l&#039;on peut résumer en insistant sur la collaboration efficace des archéologues français et portugais, le respect d&#039;un programme de publication et, enfin, la mise à la disposition de la communauté scientifique d&#039;un nouvel outil de référence.”&#039;&#039;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&#039;&#039;&#039;&#039;&#039;Brulet Raymond. Alarcao (Jorge) et Étienne (Robert). Fouilles de Conimbriga. VII. Trouvailles diverses. Conclusions générales. In: Revue belge de philologie et d&#039;histoire, tome 58, fasc. 3, 1980. Langues et littératures modernes — Moderne taal- en letterkunde. pp. 683-684.&#039;&#039;&#039;&#039;&#039;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
== Decomposição Verbal ==&lt;br /&gt;
[[Ficheiro:Vectorização Mosaico 1.4 do Peristilo .png|miniaturadaimagem|365x365px|Vectorização do Mosaico 1.4 do Peristilo por Rodrigo Silva ]]&lt;br /&gt;
Para decompor verbalmente o mosaico, procedemos a uma subdivisão do mesmo em painéis: &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
* &#039;&#039;&#039;Painel 1.4&#039;&#039;&#039;&lt;br /&gt;
* &#039;&#039;&#039;Painel 14.R.a [restauro (a), figura 6 a verde]&#039;&#039;&#039;&lt;br /&gt;
* &#039;&#039;&#039;Painel14. R. b [restauro (b), figura 5 a rosa]&#039;&#039;&#039; &lt;br /&gt;
* &#039;&#039;&#039;1.4.R.c[restauro (c), figura 7 a rosa].&#039;&#039;&#039;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Produzido em tesselas calcárias, entre último quartel do séc. II, e o primeiro quartel do séc. III, foi alvo de restauros dos próprios romanos, e moderno. &#039;&#039;&#039;(Oleiro, 1992, p.45).&#039;&#039;&#039; “Arrancado, e consolidado, em 1957/58, sobre trinta e quatro camadas de betão armado. Conservaram-se os restauros e remendos antigos, com exceção dos de &#039;&#039;Opus Signinium&#039;&#039;” &#039;&#039;&#039;(Oleiro, 1992, p&#039;&#039;&#039;.45).&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&#039;&#039;&#039;1.4 Ala sudeste do Pátio Porticado (composição principal) / 1.4 Southeast wing of the porticated patio (main composition)&#039;&#039;&#039;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Painel com composição ortogonal de quadrados sobre o vértice e retângulos brancos, delimitados a preto, determinando uma forma geométrica cruciforme. Nos retângulos encontram-se inscritos losangos negros. Já os quadrados são preenchidos por um motivo vegetalista de florão incluído ao qual denominamos: (Florão nº1). &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
[[Ficheiro:Recorte dos Florões.png|esquerda|miniaturadaimagem|315x315px|Tipos de Florão, Recorte de uma Vectorização do Mosaico 1.4 do Peristilo]]&lt;br /&gt;
[[Ficheiro:Vetorização do Mosaico 1.4 do Peristilo da Casa dos Repuxos, Detalhe do restauro romano.png|miniaturadaimagem|276x276px|Vetorização do Mosaico 1.4 do Peristilo da Casa dos Repuxos, Detalhe do restauro romano]]&lt;br /&gt;
Na figura cruciforme determinada pela composição encontramos incluídos outros dois tipos de motivo vegetalista: (Florão nº2/ 2.1). No espaço residual da composição observamos peltas negras com as pontas tangentes à moldura. A moldura do painel, constitui um fileto negro com a largura de 3 tesselas. &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Esta composição é repetida ao longo do peristilo. Não só esta moldura, como outras, repetem-se ao longo do painel.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&#039;&#039;&#039;Florão (Flower) nº1&#039;&#039;&#039;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Motivo vegetalista composto por 4 pétalas lanceoladas, cruzadas por 4 pétalas apontadas e de espessura delgada, com formato triangular. Ao centro são notáveis dois quadrados sobrepostos. As suas cores alternam entre tons de vermelho, amarelo, azul e negro.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&#039;&#039;&#039;Florão (Flower) nº2&#039;&#039;&#039;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Motivo vegetalista composto por 4 pétalas de aspeto lanceolado, subsequentemente cruzadas por 4 pétalas cordiformes, acentuadas por um contorno á sua integridade que geralmente segue o cromatismo das mesmas. As cores alteram entre tons de amarelo, azul, vermelho e negro.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&#039;&#039;&#039;Florão (Flower) nº2.1&#039;&#039;&#039;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Motivo de florão de carácter vegetalista semelhante ao Florão nº2, difere nas pétalas cordiformes, não apresentando contorno em uma ou mais das suas pétalas. Segue também a policromia do Florão nº2.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
[[Ficheiro:Vectorização do Mosaico 1.4 do Peristilo, Detalhe do restauro romano b .png|miniaturadaimagem|233x233px|Vectorização do Mosaico 1.4 do Peristilo, Detalhe do restauro romano b ]]&lt;br /&gt;
&#039;&#039;&#039;1.4.R.a Restauro Romano (a)/ 1.4 Roman restauration (a)&#039;&#039;&#039;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Composição ortogonal de quadrados, brancos e negros com motivos quadrangulares de diversas tipologias (sobre o vértice, de cantos recurvos etc.) inscritos, também a branco e negro. Há apenas um motivo geométrico não quadrangular (rodeado a vermelho), mas lanceolado. A delimitação da área deste painel é de um pendor bastante irregular.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Apresenta na parte inferior um motivo vegetalista em voluta o que poderia indicar a existência de um vaso nesta composição, um tema bastante reproduzido na antiguidade em Portugal, tanto a fresco,  como em mosaico(Maciel, J,1995,pp.118-119).&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&#039;&#039;&#039;1.4.R.b Restauro Romano (b) /1.4 Roman restauration (b)&#039;&#039;&#039;&lt;br /&gt;
[[Ficheiro:Vectorização do Mosaico 1.4 do Peristilo Restauro Romano C..png|miniaturadaimagem|238x238px|Vectorização do Mosaico 1.4 do Peristilo Restauro Romano C.]]&lt;br /&gt;
Painel irregular com composição, composta por filetes recurvos de espessura irregular justapostos de cor branca e negra. Podemos observar uma tentativa de continuação do padrão geométrico do Painel 1.4 com uma pelta de pontas recurvas inseridas num quadrado delimitado a branco (tomando o lugar do florão nº1 na composição do painel principal). Está representado ao lado delimitado a rosa.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&#039;&#039;&#039;1.4.R.c Restauro Romano (c) /1.4 Roman restauration(c)&#039;&#039;&#039;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Painel de delimitações irregulares é composto por um fundo de tesselas negras sobre o qual se destaca um círculo a branco com um diâmetro de aproximadamente 13 tesselas. Em torno desse motivo circular dispõem-se tesselas brancas isoladas de um modo irregular.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
== Iconografia ==&lt;br /&gt;
A decoração este mosaico carrega acima de tudo um pendor vegetalista e geométrico. Por outro lado, o Painel 1.4.c deixa-nos espaço aberto para&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
ponderar um sentido iconográfico, ponderamos que carregue um foro astronómico, podendo ser a representação da lua no céu estrelado.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
É importante demarcar que, quer na composição principal como nos painéis de restauro, o objeto, a forma, a imagem, adaptam-se ao espaço&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
em que estão inseridas.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
== Fontes e Bibliografia ==&lt;br /&gt;
J. M. Bairrão Oleiro, Janine Lancha, (1992) Instituto Português de Museus, Corpus dos mosaicos romanos de Portugal, p.45;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Limão. F, “Conimbriga,” in &#039;&#039;The Encyclopedia of Ancient History&#039;&#039;, ed. Roger&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
S. Bagnall et al., 1st ed. (Wiley, 2015), [p.p.]1–5Maciel, J., (1995) A Arte da Época Clássica (séculos II a C - II d. C.),. In: P.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Pereira , ed., História da Arte Portuguesa , Círculo de Leitores;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Alarcao J., (1988) O Domínio romano em Portugal, Publicações Europa-América;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Viegas, C., Abraços, F., &amp;amp; Macedo, M. (1993). &#039;&#039;Dicionário de motivos geométricos no mosaico romano&#039;&#039;. Liga dos Amigos de Conímbriga.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Brulet Raymond. Alarcao (Jorge) et Étienne (Robert). Fouilles de Conimbriga. VII. Trouvailles diverses. Conclusions générales. In: Revue belge de philologie et d&#039;histoire, tome 58, fasc. 3, 1980. Langues etlittératures modernes — Moderne taal- en letterkunde. pp. 683-684.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
[s.d],Rodrigues.I, Bruçó.S, Mosaico Romano em Portugal, FCSH, disponível em: &amp;lt;&amp;lt;nowiki&amp;gt;http://www2.fcsh.unl.pt/cadeiras/Opusmusiuum/m.conimbriga0003.html&amp;lt;/nowiki&amp;gt;&amp;gt;&lt;/div&gt;</summary>
		<author><name>Rodrigo Ramos</name></author>
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		<id>https://wikimedia.pt/Opustessellatum-PT/index.php?title=Ficheiro:Vest%C3%ADgios_do_Peristilo_da_Casa_dos_Repuxos,_Con%C3%ADmbriga,_2024,_Rodrigo_Silva_.jpg&amp;diff=200</id>
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		<updated>2026-03-14T22:25:22Z</updated>

		<summary type="html">&lt;p&gt;Rodrigo Ramos: &lt;/p&gt;
&lt;hr /&gt;
&lt;div&gt;Fotografia dos vestígios da Casa dos Repuxos.&lt;/div&gt;</summary>
		<author><name>Rodrigo Ramos</name></author>
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		<updated>2026-03-14T22:20:11Z</updated>

		<summary type="html">&lt;p&gt;Rodrigo Ramos: &lt;/p&gt;
&lt;hr /&gt;
&lt;div&gt;Vectorização do Mosaico 1.4 do Peristilo Restauro Romano C.&lt;/div&gt;</summary>
		<author><name>Rodrigo Ramos</name></author>
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		<updated>2026-03-14T22:00:24Z</updated>

		<summary type="html">&lt;p&gt;Rodrigo Ramos: &lt;/p&gt;
&lt;hr /&gt;
&lt;div&gt;Vectorização do Mosaico 1.4 do Peristilo, Detalhe do restauro romano b&lt;/div&gt;</summary>
		<author><name>Rodrigo Ramos</name></author>
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		<updated>2026-03-14T21:52:01Z</updated>

		<summary type="html">&lt;p&gt;Rodrigo Ramos: &lt;/p&gt;
&lt;hr /&gt;
&lt;div&gt;Vetorização do Mosaico 1.4 do Peristilo da Casa dos Repuxos, Detalhe do restauro romano&lt;/div&gt;</summary>
		<author><name>Rodrigo Ramos</name></author>
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		<updated>2026-03-14T21:49:25Z</updated>

		<summary type="html">&lt;p&gt;Rodrigo Ramos: &lt;/p&gt;
&lt;hr /&gt;
&lt;div&gt;Recorte de uma Vectorização do Mosaico 1.4 do Peristilo.&lt;/div&gt;</summary>
		<author><name>Rodrigo Ramos</name></author>
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		<updated>2026-03-14T21:44:41Z</updated>

		<summary type="html">&lt;p&gt;Rodrigo Ramos: &lt;/p&gt;
&lt;hr /&gt;
&lt;div&gt;Vectorização rigorosa do Mosaico 1.4 do Peristilo realizada através de sobreposição a um registo fotográfico do mesmo.&lt;/div&gt;</summary>
		<author><name>Rodrigo Ramos</name></author>
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		<title>Ala Sudeste do Peristilo</title>
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		<updated>2026-03-14T20:17:34Z</updated>

		<summary type="html">&lt;p&gt;Rodrigo Ramos: &lt;/p&gt;
&lt;hr /&gt;
&lt;div&gt;#REDIRECIONAMENTO [[1.4 Ala Sudeste do peristilo 1.4 Southeast wing of the peristyle]]&lt;br /&gt;
= 1.4 Ala Sudeste do peristilo 1.4 Southeast wing of the peristyle =&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
{| class=&amp;quot;wikitable&amp;quot;&lt;br /&gt;
|Localização actual &lt;br /&gt;
|Museu Monográfico de Conímbriga,&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
(Museu Nacional de Conímbriga, desde 2023)&lt;br /&gt;
|-&lt;br /&gt;
|Localização admin.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
romana&lt;br /&gt;
|Ciuitas de Conímbriga, conuentus&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
scalabittanus, província da Lusitânia&lt;br /&gt;
|-&lt;br /&gt;
|Cronologia &lt;br /&gt;
|Último quartel do séc. II, e o primeiro quartel&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
do sec. III&lt;br /&gt;
|}&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
== Estado da Arte ==&lt;br /&gt;
São diversos os estudos que, desde o século XX, se têm feito sobre a &#039;&#039;Domus&#039;&#039; designada dos Repuxos em Conimbriga.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Contudo existem três de índole crucial: Justino Maciel, (A Arte da Época Clássica (séculos II a C - II d. C.), In: P. Pereira, ed., História da Arte Portuguesa), Jorge de Alarcão (O Domínio romano em Portugal, Publicações Europa-América) e Bairrão Oleiro (Instituto Português de Museus Corpus dos mosaicos romanos de Portugal), o primeiro &#039;&#039;corpus&#039;&#039; dos mosaicos romanos em Portugal, precisamente aí denominada Casa dos Repuxos &#039;&#039;&#039;(Oleiro, 1992).&#039;&#039;&#039; Justino Maciel faz um estudo breve que versa sobre várias casas do complexo arqueológico, mencionando a casa dos repuxos como “mais interessante do conjunto conimbrigense” &#039;&#039;&#039;(Maciel.J,1995, p90.).&#039;&#039;&#039; Jorge de Alarcão aborda Conímbriga em vários capítulos da sua publicação de referência onde, destaca a menção aos escritos de Plínio o Velho, que nos permitem perceber a existência pré-romana de Conimbriga como um pequeno ópido. &#039;&#039;&#039;(Alarcão.J, 1998, p.44).&#039;&#039;&#039; O autor menciona mais que uma vez, a necessidade urgente de realizar e publicar um inventário (Corpus)dos mosaicos de Conímbriga, trabalho que vai ser levado a cabo mais tarde por Bairrão Oleiro.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Já Bairrão Oleiro inventaria não só o mosaico em estudo como todos os restantes desenterrados/descobertos/escavados na Casa do Repuxos em&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Conímbriga. O seu trabalho apresenta-se num formato de registo patrimonial formal, publicado no &#039;&#039;corpus&#039;&#039; mencionado anteriormente. O próprio autor menciona que o painel, “Não foi ainda um objeto de estudo.” &#039;&#039;&#039;(Oleiro, 1992,&#039;&#039;&#039; p.45&#039;&#039;&#039;).&#039;&#039;&#039;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Assim permaneceu até ter sido objeto de estudo de um projeto académico da Universidade Nova de Lisboa, “Mosaico romano em Portugal”, uma página da web, num vídeo da autoria de Inês Rodrigues e Samya Bruçó: “Mosaico do corredor do peristilo da Casa dos Repuxos em Conimbriga”.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
== Enquadramento/Contextualização Histórica ==&lt;br /&gt;
O mosaico que será alvo de análise, integra o sítio arqueológico de Conímbriga capital da &#039;&#039;ciuuitas&#039;&#039; romana de Conímbriga, que se inseria por sua vez na província da Lusitânia. Localiza-se a sudeste do corredor do peristilo da Casa dos Repuxos. Conímbriga é pré-romana, antes da sua conquista por parte dos mesmos, organizava-se num ópido. Contudo após a conquista Romana, desenvolveu-se &#039;&#039;“transforming itself into a Roman city and oppidum stipendiarium”&#039;&#039; &#039;&#039;&#039;(Limão. F 2015, p.5). M&#039;&#039;&#039;ais tarde, ainda no século I, foi elevada a município, albergando até um novo fórum em honra de Flávio, além do mesmo termas, várias domus, anfiteatro, teatro. Estas são as informações que temos, uma vez que apenas 1/3 da cidade foi escavada até à data.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Justino Maciel refere que todas as &#039;&#039;domus&#039;&#039; de Conímbriga seguiam um modelo em que o peristilo, se tornava, o coração da casa em torno do qual todas as dependências se organizavam. &#039;&#039;&#039;(Maciel. J, 1995, p. 89). A Casa dos Repuxos é uma&#039;&#039;&#039; construção localizada extramuros, (fora da muralha da antiguidade tardia, data de III-V d.C.) e foi sacrificada como resultado da necessidade de reduzir o perímetro da cidade para fazer face às invasões cada vez mais frequentes dos povos germânicos, mais tarde já no século V, acaba por ser pilhada pelos suevos. &#039;&#039;&#039;(Limão.F, 2015, p.5).&#039;&#039;&#039; As casas (domus) de Conimbriga são profusamente ornamentadas, a “magnificência destas domus” &#039;&#039;&#039;(Maciel. J, 1995, p.90)&#039;&#039;&#039; traduz-se no poderio económico e intelecto da classe romana que habitava Conímbriga, permite-nos perceber a extensão da educação dos mesmos, devido aos temas eruditos representados ao longo do mesmo como o mito do Minotauro, Perseu e as Horas (provem de &#039;&#039;Horae&#039;&#039; (provem de uma personificação alegórica clássica das estações do ano). As escavações em Conimbriga iniciaram-se em 1930-44 pelo Arqueólogo Vergílio Correia, mas desde o final do século XIX que o interesse por Conimbriga tinha surgido a mando da rainha D. Amélia. &#039;&#039;&#039;(Limão. f 2015, p.p1-5).&#039;&#039;&#039;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Em relação às escavações é também relevante a menção à publicação das Fouilles de Conímbriga por Etiénne e Alarcão, um trabalho documental acerca das escavações enriquecido por registos fotográficos e ilustrações das mesmas.O valor desta abordagem global pode ser comprovado, pela seguinte citação de Raymond Brulet:&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&#039;&#039;“La parution du septième volume des Fouilles de Conimbriga, qui clôture une série dense et impressionnante de rapports de fouilles et d&#039;analyses de matériel, avalise le succès général de l&#039;entreprise que l&#039;on peut résumer en insistant sur la collaboration efficace des archéologues français et portugais, le respect d&#039;un programme de publication et, enfin, la mise à la disposition de la communauté scientifique d&#039;un nouvel outil de référence.”&#039;&#039;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&#039;&#039;&#039;&#039;&#039;Brulet Raymond. Alarcao (Jorge) et Étienne (Robert). Fouilles de Conimbriga. VII. Trouvailles diverses. Conclusions générales. In: Revue belge de philologie et d&#039;histoire, tome 58, fasc. 3, 1980. Langues et littératures modernes — Moderne taal- en letterkunde. pp. 683-684.&#039;&#039;&#039;&#039;&#039;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
== Decomposição Verbal ==&lt;br /&gt;
Para decompor verbalmente o mosaico, procedemos a uma subdivisão do mesmo em painéis: &#039;&#039;&#039;Painel 1.4, Painel 14.R.a [restauro (a), figura 6 a verde], Painel14. R. b [restauro (b), figura 5 a rosa] 1.4.R.c[restauro (c), figura 7 a rosa].&#039;&#039;&#039; Produzido em tesselas calcárias, entre último quartel do séc. II, e o primeiro quartel do séc. III, foi alvo de restauros dos próprios romanos, e moderno. &#039;&#039;&#039;(Oleiro, 1992, p.45).&#039;&#039;&#039; “Arrancado, e consolidado, em 1957/58, sobre trinta e quatro camadas de betão armado. Conservaram-se os restauros e remendos antigos, com exceção dos de &#039;&#039;Opus Signinium&#039;&#039;” &#039;&#039;&#039;(Oleiro, 1992, p&#039;&#039;&#039;.45)&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&#039;&#039;&#039;1.4 Ala sudeste do Pátio Porticado (composição principal) / 1.4 Southeast wing of the porticated patio (main composition)&#039;&#039;&#039;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Painel com composição ortogonal de quadrados sobre o vértice e retângulos brancos, delimitados a preto, determinando uma forma geométrica cruciforme. Nos retângulos encontram-se inscritos losangos negros. Já os quadrados são preenchidos por um motivo vegetalista de florão incluído ao qual denominamos: (Florão nº1). Na figura cruciforme determinada pela composição encontramos incluídos outros dois tipos de motivo vegetalista: (Florão nº2/ 2.1). No espaço residual da composição observamos peltas negras com as pontas tangentes à moldura. A moldura do painel, constitui um fileto negro com a largura de 3 tesselas. Esta composição é repetida ao longo do peristilo. Não só esta moldura, como outras, repetem-se ao longo do painel.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&#039;&#039;&#039;Florão (Flower) nº1&#039;&#039;&#039;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Motivo vegetalista composto por 4 pétalas lanceoladas, cruzadas por 4 pétalas apontadas e de espessura delgada, com formato triangular. Ao centro são notáveis dois quadrados sobrepostos. As suas cores alternam entre tons de vermelho, amarelo, azul e negro.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&#039;&#039;&#039;Florão (Flower) nº2&#039;&#039;&#039;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Motivo vegetalista composto por 4 pétalas de aspeto lanceolado, subsequentemente cruzadas por 4 pétalas cordiformes, acentuadas por um contorno á sua integridade que geralmente segue o cromatismo das mesmas. As cores alteram entre tons de amarelo, azul, vermelho e negro.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&#039;&#039;&#039;Florão (Flower) nº2.1&#039;&#039;&#039;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Motivo de florão de carácter vegetalista semelhante ao Florão nº2, difere nas pétalas cordiformes, não apresentando contorno em uma ou mais das suas pétalas. Segue também a policromia do Florão nº2.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&#039;&#039;&#039;1.4.R.a Restauro Romano (a)/ 1.4 Roman restauration (a)&#039;&#039;&#039;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Composição ortogonal de quadrados, brancos e negros com motivos quadrangulares de diversas tipologias (sobre o vértice, de cantos recurvos etc.) inscritos, também a branco e negro. Há apenas um motivo geométrico não quadrangular (rodeado a vermelho), mas lanceolado. A delimitação da área deste painel é de um pendor bastante irregular.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Apresenta na parte inferior um motivo vegetalista em voluta o que poderia indicar a existência de um vaso nesta composição, um tema bastante reproduzido na antiguidade em Portugal, tanto a fresco,  como em mosaico(Maciel, J,1995,pp.118-119).&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&#039;&#039;&#039;1.4.R.b Restauro Romano (b) /1.4 Roman restauration (b)&#039;&#039;&#039;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Painel irregular com composição, composta por filetes recurvos de espessura irregular justapostos de cor branca e negra. Podemos observar uma tentativa de continuação do padrão geométrico do Painel 1.4 com uma pelta de pontas recurvas inseridas num quadrado delimitado a branco (tomando o lugar do florão nº1 na composição do painel principal). Está representado ao lado delimitado a rosa.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&#039;&#039;&#039;1.4.R.c Restauro Romano (c) /1.4 Roman restauration(c)&#039;&#039;&#039;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Painel de delimitações irregulares é composto por um fundo de tesselas negras sobre o qual se destaca um círculo a branco com um diâmetro de aproximadamente 13 tesselas. Em torno desse motivo circular dispõem-se tesselas brancas isoladas de um modo irregular.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
== Iconografia ==&lt;br /&gt;
A decoração este mosaico carrega acima de tudo um pendor vegetalista e geométrico. Por outro lado, o Painel 1.4.c deixa-nos espaço aberto para&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
ponderar um sentido iconográfico, ponderamos que carregue um foro astronómico, podendo ser a representação da lua no céu estrelado.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
É importante demarcar que, quer na composição principal como nos painéis de restauro, o objeto, a forma, a imagem, adaptam-se ao espaço&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
em que estão inseridas.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
== Fontes e Bibliografia ==&lt;br /&gt;
J. M. Bairrão Oleiro, Janine Lancha, (1992) Instituto Português de Museus, Corpus dos mosaicos romanos de Portugal, p.45;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Limão. F, “Conimbriga,” in &#039;&#039;The Encyclopedia of Ancient History&#039;&#039;, ed. Roger&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
S. Bagnall et al., 1st ed. (Wiley, 2015), [p.p.]1–5Maciel, J., (1995) A Arte da Época Clássica (séculos II a C - II d. C.),. In: P.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Pereira , ed., História da Arte Portuguesa , Círculo de Leitores;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Alarcao J., (1988) O Domínio romano em Portugal, Publicações Europa-América;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Viegas, C., Abraços, F., &amp;amp; Macedo, M. (1993). &#039;&#039;Dicionário de motivos geométricos no mosaico romano&#039;&#039;. Liga dos Amigos de Conímbriga.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Brulet Raymond. Alarcao (Jorge) et Étienne (Robert). Fouilles de Conimbriga. VII. Trouvailles diverses. Conclusions générales. In: Revue belge de philologie et d&#039;histoire, tome 58, fasc. 3, 1980. Langues etlittératures modernes — Moderne taal- en letterkunde. pp. 683-684.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
[s.d],Rodrigues.I, Bruçó.S, Mosaico Romano em Portugal, FCSH, disponível em: &amp;lt;&amp;lt;nowiki&amp;gt;http://www2.fcsh.unl.pt/cadeiras/Opusmusiuum/m.conimbriga0003.html&amp;lt;/nowiki&amp;gt;&amp;gt;&lt;/div&gt;</summary>
		<author><name>Rodrigo Ramos</name></author>
	</entry>
	<entry>
		<id>https://wikimedia.pt/Opustessellatum-PT/index.php?title=Ala_Sudeste_do_Peristilo&amp;diff=193</id>
		<title>Ala Sudeste do Peristilo</title>
		<link rel="alternate" type="text/html" href="https://wikimedia.pt/Opustessellatum-PT/index.php?title=Ala_Sudeste_do_Peristilo&amp;diff=193"/>
		<updated>2026-03-14T20:15:21Z</updated>

		<summary type="html">&lt;p&gt;Rodrigo Ramos: Inseri toda a informação escrita, irei proceder postumamente  a inserir os elementos visuais.&lt;/p&gt;
&lt;hr /&gt;
&lt;div&gt;#REDIRECIONAMENTO [[1.4 Ala Sudeste do peristilo 1.4 Southeast wing of the peristyle]]&lt;br /&gt;
= 1.4 Ala Sudeste do peristilo 1.4 Southeast wing of the peristyle =&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
{| class=&amp;quot;wikitable&amp;quot;&lt;br /&gt;
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scalabittanus, província da Lusitânia&lt;br /&gt;
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|Cronologia &lt;br /&gt;
|Último quartel do séc. II, e o primeiro quartel&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
do sec. III&lt;br /&gt;
|}&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
== Estado da Arte ==&lt;br /&gt;
São diversos os estudos que, desde o século XX, se têm feito sobre a &#039;&#039;Domus&#039;&#039; designada dos Repuxos em Conimbriga.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Contudo existem três de índole crucial: Justino Maciel, (A Arte da Época Clássica (séculos II a C - II d. C.), In: P. Pereira, ed., História da Arte Portuguesa), Jorge de Alarcão (O Domínio romano em Portugal, Publicações Europa-América) e Bairrão Oleiro (Instituto Português de Museus Corpus dos mosaicos romanos de Portugal), o primeiro &#039;&#039;corpus&#039;&#039; dos mosaicos romanos em Portugal, precisamente aí denominada Casa dos Repuxos &#039;&#039;&#039;(Oleiro, 1992).&#039;&#039;&#039; Justino Maciel faz um estudo breve que versa sobre várias casas do complexo arqueológico, mencionando a casa dos repuxos como “mais interessante do conjunto conimbrigense” &#039;&#039;&#039;(Maciel.J,1995, p90.).&#039;&#039;&#039; Jorge de Alarcão aborda Conímbriga em vários capítulos da sua publicação de referência onde, destaca a menção aos escritos de Plínio o Velho, que nos permitem perceber a existência pré-romana de Conimbriga como um pequeno ópido. &#039;&#039;&#039;(Alarcão.J, 1998, p.44).&#039;&#039;&#039; O autor menciona mais que uma vez, a necessidade urgente de realizar e publicar um inventário (Corpus)dos mosaicos de Conímbriga, trabalho que vai ser levado a cabo mais tarde por Bairrão Oleiro.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Já Bairrão Oleiro inventaria não só o mosaico em estudo como todos os restantes desenterrados/descobertos/escavados na Casa do Repuxos em&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Conímbriga. O seu trabalho apresenta-se num formato de registo patrimonial formal, publicado no &#039;&#039;corpus&#039;&#039; mencionado anteriormente. O próprio autor menciona que o painel, “Não foi ainda um objeto de estudo.” &#039;&#039;&#039;(Oleiro, 1992,&#039;&#039;&#039; p.45&#039;&#039;&#039;).&#039;&#039;&#039;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Assim permaneceu até ter sido objeto de estudo de um projeto académico da Universidade Nova de Lisboa, “Mosaico romano em Portugal”, uma página da web, num vídeo da autoria de Inês Rodrigues e Samya Bruçó: “Mosaico do corredor do peristilo da Casa dos Repuxos em Conimbriga”.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
== Enquadramento/Contextualização Histórica ==&lt;br /&gt;
O mosaico que será alvo de análise, integra o sítio arqueológico de Conímbriga capital da &#039;&#039;ciuuitas&#039;&#039; romana de Conímbriga, que se inseria por sua vez na província da Lusitânia. Localiza-se a sudeste do corredor do peristilo da Casa dos Repuxos. Conímbriga é pré-romana, antes da sua conquista por parte dos mesmos, organizava-se num ópido. Contudo após a conquista Romana, desenvolveu-se &#039;&#039;“transforming itself into a Roman city and oppidum stipendiarium”&#039;&#039; &#039;&#039;&#039;(Limão. F 2015, p.5). M&#039;&#039;&#039;ais tarde, ainda no século I, foi elevada a município, albergando até um novo fórum em honra de Flávio, além do mesmo termas, várias domus, anfiteatro, teatro. Estas são as informações que temos, uma vez que apenas 1/3 da cidade foi escavada até à data.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Justino Maciel refere que todas as &#039;&#039;domus&#039;&#039; de Conímbriga seguiam um modelo em que o peristilo, se tornava, o coração da casa em torno do qual todas as dependências se organizavam. &#039;&#039;&#039;(Maciel. J, 1995, p. 89). A Casa dos Repuxos é uma&#039;&#039;&#039; construção localizada extramuros, (fora da muralha da antiguidade tardia, data de III-V d.C.) e foi sacrificada como resultado da necessidade de reduzir o perímetro da cidade para fazer face às invasões cada vez mais frequentes dos povos germânicos, mais tarde já no século V, acaba por ser pilhada pelos suevos. &#039;&#039;&#039;(Limão.F, 2015, p.5).&#039;&#039;&#039; As casas (domus) de Conimbriga são profusamente ornamentadas, a “magnificência destas domus” &#039;&#039;&#039;(Maciel. J, 1995, p.90)&#039;&#039;&#039; traduz-se no poderio económico e intelecto da classe romana que habitava Conímbriga, permite-nos perceber a extensão da educação dos mesmos, devido aos temas eruditos representados ao longo do mesmo como o mito do Minotauro, Perseu e as Horas (provem de &#039;&#039;Horae&#039;&#039; (provem de uma personificação alegórica clássica das estações do ano). As escavações em Conimbriga iniciaram-se em 1930-44 pelo Arqueólogo Vergílio Correia, mas desde o final do século XIX que o interesse por Conimbriga tinha surgido a mando da rainha D. Amélia. &#039;&#039;&#039;(Limão. f 2015, p.p1-5).&#039;&#039;&#039;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Em relação às escavações é também relevante a menção à publicação das Fouilles de Conímbriga por Etiénne e Alarcão, um trabalho documental acerca das escavações enriquecido por registos fotográficos e ilustrações das mesmas.O valor desta abordagem global pode ser comprovado, pela seguinte citação de Raymond Brulet:&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&#039;&#039;“La parution du septième volume des Fouilles de Conimbriga, qui clôture une série dense et impressionnante de rapports de fouilles et d&#039;analyses de matériel, avalise le succès général de l&#039;entreprise que l&#039;on peut résumer en insistant sur la collaboration efficace des archéologues français et portugais, le respect d&#039;un programme de publication et, enfin, la mise à la disposition de la communauté scientifique d&#039;un nouvel outil de référence.”&#039;&#039;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&#039;&#039;&#039;&#039;&#039;Brulet Raymond. Alarcao (Jorge) et Étienne (Robert). Fouilles de Conimbriga. VII. Trouvailles diverses. Conclusions générales. In: Revue belge de philologie et d&#039;histoire, tome 58, fasc. 3, 1980. Langues et littératures modernes — Moderne taal- en letterkunde. pp. 683-684.&#039;&#039;&#039;&#039;&#039;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
== 1.4 Ala sudeste do Pátio Porticado (composição principal) / 1.4 Southeast wing of the porticated patio (main composition) ==&lt;br /&gt;
Painel com composição ortogonal de quadrados sobre o vértice e retângulos brancos, delimitados a preto, determinando uma forma geométrica&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
cruciforme. Nos retângulos encontram-se inscritos losangos negros. Já os quadrados são preenchidos por um motivo vegetalista de florão incluído ao qual denominamos: (Florão nº1). Na figura cruciforme determinada pela composição encontramos incluídos outros dois tipos de motivo vegetalista: (Florão nº2/ 2.1). No espaço residual da composição observamos peltas negras com as pontas tangentes à moldura. A moldura do painel, constitui um fileto negro com a largura de 3 tesselas. Esta composição é repetida ao longo do peristilo. Não só esta moldura, como outras, repetem-se ao longo do painel.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&#039;&#039;&#039;Florão (Flower) nº1&#039;&#039;&#039;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Motivo vegetalista composto por 4 pétalas lanceoladas, cruzadas por 4 pétalas apontadas e de espessura delgada, com formato triangular. Ao centro são notáveis dois quadrados sobrepostos. As suas cores alternam entre tons de vermelho, amarelo, azul e negro.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&#039;&#039;&#039;Florão (Flower) nº2&#039;&#039;&#039;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Motivo vegetalista composto por 4 pétalas de aspeto lanceolado, subsequentemente cruzadas por 4 pétalas cordiformes, acentuadas por um contorno á sua integridade que geralmente segue o cromatismo das mesmas. As cores alteram entre tons de amarelo, azul, vermelho e negro.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&#039;&#039;&#039;Florão (Flower) nº2.1&#039;&#039;&#039;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Motivo de florão de carácter vegetalista semelhante ao Florão nº2, difere nas pétalas cordiformes, não apresentando contorno em uma ou mais das suas pétalas. Segue também a policromia do Florão nº2.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&#039;&#039;&#039;1.4.R.a Restauro Romano (a)/ 1.4 Roman restauration (a)&#039;&#039;&#039;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Composição ortogonal de quadrados, brancos e negros com motivos quadrangulares de diversas tipologias (sobre o vértice, de cantos recurvos etc.) inscritos, também a branco e negro. Há apenas um motivo geométrico não quadrangular (rodeado a vermelho), mas lanceolado. A delimitação da área deste painel é de um pendor bastante irregular.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Apresenta na parte inferior um motivo vegetalista em voluta o que poderia indicar a existência de um vaso nesta composição, um tema bastante reproduzido na antiguidade em Portugal, tanto a fresco,  como em mosaico(Maciel, J,1995,pp.118-119).&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&#039;&#039;&#039;1.4.R.b Restauro Romano (b) /1.4 Roman restauration (b)&#039;&#039;&#039;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Painel irregular com composição, composta por filetes recurvos de espessura irregular justapostos de cor branca e negra. Podemos observar uma tentativa de continuação do padrão geométrico do Painel 1.4 com uma pelta de pontas recurvas inseridas num quadrado delimitado a branco (tomando o lugar do florão nº1 na composição do painel principal). Está representado ao lado delimitado a rosa.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&#039;&#039;&#039;1.4.R.c Restauro Romano (c) /1.4 Roman restauration(c)&#039;&#039;&#039;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Painel de delimitações irregulares é composto por um fundo de tesselas negras sobre o qual se destaca um círculo a branco com um diâmetro de aproximadamente 13 tesselas. Em torno desse motivo circular dispõem-se tesselas brancas isoladas de um modo irregular.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
== Iconografia ==&lt;br /&gt;
A decoração este mosaico carrega acima de tudo um pendor vegetalista e geométrico. Por outro lado, o Painel 1.4.c deixa-nos espaço aberto para&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
ponderar um sentido iconográfico, ponderamos que carregue um foro astronómico, podendo ser a representação da lua no céu estrelado.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
É importante demarcar que, quer na composição principal como nos painéis de restauro, o objeto, a forma, a imagem, adaptam-se ao espaço&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
em que estão inseridas.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
== Fontes e Bibliografia ==&lt;br /&gt;
J. M. Bairrão Oleiro, Janine Lancha, (1992) Instituto Português de Museus, Corpus dos mosaicos romanos de Portugal, p.45;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Limão. F, “Conimbriga,” in &#039;&#039;The Encyclopedia of Ancient History&#039;&#039;, ed. Roger&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
S. Bagnall et al., 1st ed. (Wiley, 2015), [p.p.]1–5Maciel, J., (1995) A Arte da Época Clássica (séculos II a C - II d. C.),. In: P.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Pereira , ed., História da Arte Portuguesa , Círculo de Leitores;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Alarcao J., (1988) O Domínio romano em Portugal, Publicações Europa-América;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Viegas, C., Abraços, F., &amp;amp; Macedo, M. (1993). &#039;&#039;Dicionário de motivos geométricos no mosaico romano&#039;&#039;. Liga dos Amigos de Conímbriga.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Brulet Raymond. Alarcao (Jorge) et Étienne (Robert). Fouilles de Conimbriga. VII. Trouvailles diverses. Conclusions générales. In: Revue belge de philologie et d&#039;histoire, tome 58, fasc. 3, 1980. Langues etlittératures modernes — Moderne taal- en letterkunde. pp. 683-684.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
[s.d],Rodrigues.I, Bruçó.S, Mosaico Romano em Portugal, FCSH, disponível em: &amp;lt;&amp;lt;nowiki&amp;gt;http://www2.fcsh.unl.pt/cadeiras/Opusmusiuum/m.conimbriga0003.html&amp;lt;/nowiki&amp;gt;&amp;gt;&lt;/div&gt;</summary>
		<author><name>Rodrigo Ramos</name></author>
	</entry>
	<entry>
		<id>https://wikimedia.pt/Opustessellatum-PT/index.php?title=Mosaico_da_ala_sudeste_do_peristilo_(Casa_dos_Repuxos,_Con%C3%ADmbriga)&amp;diff=133</id>
		<title>Mosaico da ala sudeste do peristilo (Casa dos Repuxos, Conímbriga)</title>
		<link rel="alternate" type="text/html" href="https://wikimedia.pt/Opustessellatum-PT/index.php?title=Mosaico_da_ala_sudeste_do_peristilo_(Casa_dos_Repuxos,_Con%C3%ADmbriga)&amp;diff=133"/>
		<updated>2025-02-13T16:44:24Z</updated>

		<summary type="html">&lt;p&gt;Rodrigo Ramos: Alteração da formatação dos títulos&lt;/p&gt;
&lt;hr /&gt;
&lt;div&gt;{| class=&amp;quot;wikitable&amp;quot;&lt;br /&gt;
|&#039;&#039;&#039;Localização actual&#039;&#039;&#039;&lt;br /&gt;
|Museu Monográfico de Conímbriga, Condeixa-a-Velha e Condeixa-a-Nova&lt;br /&gt;
|-&lt;br /&gt;
|&#039;&#039;&#039;Localização admin. romana&#039;&#039;&#039;&lt;br /&gt;
|Ciuitas Conuentus Scalabitanus&lt;br /&gt;
|-&lt;br /&gt;
|&#039;&#039;&#039;Cronologia&#039;&#039;&#039;&lt;br /&gt;
|&#039;&#039;último quartel do séc. II, e o primeiro quartel&#039;&#039; &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&#039;&#039;do sec. III&#039;&#039; &lt;br /&gt;
|}&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
== &amp;lt;big&amp;gt;Estado da Arte&amp;lt;/big&amp;gt; ==&lt;br /&gt;
Produzido em tesselas calcárias, entre último quartel do séc. II, e o primeiro quartel do séc. III, foi alvo de restauros dos próprios Romanos, e moderno.&amp;lt;sup&amp;gt;[1]&amp;lt;/sup&amp;gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Terá sido escavado aquando das explorações arqueológicas de 1930-44 pelo Arqueólogo Virgilio Correia, a mando da rainha D. Amélia.&amp;lt;sup&amp;gt;[2]&amp;lt;/sup&amp;gt; Será importante referênciar que apenas 1/3 do complexo arqueológico foi desenterrado até á data.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Há bastantes registos escritos e trabalhos de investigação sobre a &#039;&#039;domus&#039;&#039; em que o mosaico inerente ao nosso estudo se insere. Seria um trabalho bastante extenso, (embora não impossível) referenciar toda a bibliografia e pesquisa desenvolvida em torno desta casa principalmente do peristilo, contudo devido ao tamanho deste trabalho é importante referenciar as mais relevantes. De Justino Maciel a Jorge de Alarcão, muitos foram os autores a fazê-lo. &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
É importante mencionar que embora que a análise desta casa, seja extensa, nenhum estudo aborda em específico o painel em questão. (Talvez devido ao seu pendor geométrico e o seu carácter de preenchimento do espaço entre os medalhões que carregavam iconografia e simbologia de um pendor mais erudito). &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Encontra-se quase como inventariado no Corpus de Conímbriga de J. M. Bairrão Oleiro. O próprio autor menciona que este painel “Não foi ainda um objeto de estudo.”&amp;lt;sup&amp;gt;[3]&amp;lt;/sup&amp;gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
É descrito brevemente num vídeo, que integra um projeto académico da Universidade Nova de Lisboa, “Mosaico romano em Portugal”, uma página da web, num vídeo da autoria de Inês Rodrigues e Samya Bruçó: “Mosaico do corredor do peristilo da Casa dos Repuxos em Conimbriga”.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
== &amp;lt;big&amp;gt;Enquadramento/Contextualização Histórica&amp;lt;/big&amp;gt; ==&lt;br /&gt;
Como mencionado anteriormente, este mosaico, integra o complexo arqueológico de Conímbriga. Estando este localizado a sudeste do corredor, no peristilo da casa dos Repuxos. &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Justino Maciel refere que todas as &#039;&#039;domus&#039;&#039; de Conímbriga seguiam um modelo em que o peristilo se tornava o coração da casa em torno do qual todas as dependências se organizavam.&amp;lt;sup&amp;gt;[4]&amp;lt;/sup&amp;gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Uma construção localizada extramuros (fora das muralhas da Antiguidade Tardia). Foi mais tarde pilhada pelos suevos.&amp;lt;sup&amp;gt;[5]&amp;lt;/sup&amp;gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Casa dos Repuxos, é um dos melhores exemplares de &#039;&#039;domus&#039;&#039; em Portugal. Profusamente ornamentada, especialmente no peristilo, o que traduz não só o poder económico de quem lá viveu, a “magnificência da classe romana”&amp;lt;sup&amp;gt;[6]&amp;lt;/sup&amp;gt; que habitava em Conímbriga, mas também a educação dos mesmos devido aos temas eruditos representados ao longo do mesmo como o mito do Minotauro, Perseu e as Horas. &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Sobre administração Romana localizava-se na província da Lusitânia, inserida no conuentus scalabittanus.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Escavado por Virgílio Correia ( como mencionado a cima), no curso das primeiras escavações iniciadas no local em 1899 patrocinadas pela rainha D. Amélia.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
“Arrancado, e consolidado, em 1957/58, sobre tinta e quatro camadas de betão armado. Conservaram-se os restauros e remendos antigos, com exceção dos de Opus Signinium”&amp;lt;sup&amp;gt;[7]&amp;lt;/sup&amp;gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
== &amp;lt;big&amp;gt;Decomposição Visual/Gráfica&amp;lt;/big&amp;gt; ==&lt;br /&gt;
Para decompor visualmente o mosaico, procedemos a uma subdivisão do mesmo em painéis:&#039;&#039;&#039;Painel 1.4, Painel 14.R.a [restauro (a)], Painel14.R.b 1.4.R.c.&#039;&#039;&#039;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&#039;&#039;&#039;1.4 Ala sudeste do Pátio Porticado (composição principal) / 1.4 Southeast wing of the porticated patio (main composition)&#039;&#039;&#039;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Composição ortogonal de quadrados sobre o vértice e retângulos brancos, delimitados a preto, determinando uma forma geométrica cruciforme. Losangos negros encontram-se inscritos nos retângulos, já os quadrados são preenchidos por um motivo vegetalista de florão incluído ao qual denominamos: (Florão nº1). Na figura cruciforme determinada pela composição encontramos incluídos outros dois tipos de motivo vegetalista: (Florão nº2/ 2.1). No espaço residual da composição observamos peltas negras com as pontas tangentes á moldura do painel que constitui um fileto negro com a largura de 3 tesselas. Esta composição é repetida ao longo do peristilo.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&#039;&#039;&#039;Florão (Flower) nº1&#039;&#039;&#039;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Motivo vegetalista composto por 4 pétalas lanceoladas, cruzadas por 4 pétalas apontadas e de espessura delgada, com formato triangular. Ao centro são notáveis dois quadrados sobrepostos. As suas cores alternam entre tons de vermelho, amarelo, azul e negro.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&#039;&#039;&#039;Florão (Flower) nº2&#039;&#039;&#039;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Motivo vegetalista de Florão composto por 4 pétalas de especto lanceolado, subsequentemente cruzadas por 4 pétalas cordiformes. Cada uma destas pétalas composta por 3 formas cordiformes sobrepostas proporcionando ao observador um efeito de contorno. As cores alteram entre tons de amarelo, azul, vermelho e negro.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&#039;&#039;&#039;Florão (Flower) nº2.1&#039;&#039;&#039;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Motivo de florão de carácter vegetalista semelhante ao Florão nº2, difere nas pétalas cordiformes, não apresentando contorno (sobreposição de formas cordiformes) em uma ou mais das suas pétalas. Segue também a sua policromia.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&#039;&#039;&#039;1.4.R.a Restauro Romano (a)/ 1.4 Roman restauration (a)&#039;&#039;&#039;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Composição Ortogonal de quadrados, brancos e negros com motivos quadrangulares de diversas tipologias(sobre o vértice, de cantos recurvos etc.)  inscritos, também a branco e negro, na extremidade há apenas um motivo geométrico não quadrangular, mas lanceolado. A delimitação da área deste painel é de um pendor bastante irregular. Apresenta na parte inferior um motivo vegetalista em voluta o que poderia indicar a existência de um vaso nesta composição, um tema bastante reproduzido na antiguidade em Portugal, tanto a fresco, como em mosaico.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&#039;&#039;&#039;1.4.R.b Restauro Romano (b) /1.4 Roman restauration (b)&#039;&#039;&#039;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Painel irregular com composição em escama, composto por filetes recurvos de espessura irregular justapostos a branco e negro.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&#039;&#039;&#039;1.4.R.c Restauro Romano (c) /1.4 Roman restauration (c)&#039;&#039;&#039;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Painel de delimitações irregulares é composto por um fundo de tesselas negras sobre o qual se destaca um círculo a branco com um diâmetro de aproximadamente 13 tesselas. Em torno desse motivo circular dispõem-se tesselas brancas isoladas de um modo irregular. Na extremidade vemos uma tentativa de continuação do padrão geométrico do Painel 1.4 com uma pelta de pontas recurvas inseridas num quadrado delimitado a branco (tomando o lugar do florão nº1 na composição do painel principal).&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
== &amp;lt;big&amp;gt;Imagens e Iconografia do Objeto&amp;lt;/big&amp;gt; ==&lt;br /&gt;
A iconografia destes painéis carrega acima de tudo um pendor vegetalista e geométrico, contudo o Painel 1.4.c deixa-nos espaço aberto para ponderar o significado iconográfico que o mesmo carrega, poderá ser por exemplo uma representação de um forro astronómico. Seria importante demarcar que quer na composição principal como nos painéis de restauro, o objeto, a forma, a imagem, adaptam-se ao espaço em que estão inseridas.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
== Fontes e notas de rodapé ==&lt;br /&gt;
----[1]  J. M. Bairrão Oleiro, Janine Lancha, Instituto Português de Museus, Corpus dos mosaicos romanos de Portugal, p.45&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
[2]  Limão. F, “Conimbriga,” in &#039;&#039;The Encyclopedia of Ancient History&#039;&#039;, ed. Roger S. Bagnall et al., 1st ed. (Wiley, 2015), [p.p.]1–5, acedido em:(14-11-24)  disponível em: &amp;lt;&amp;lt;nowiki&amp;gt;https://onlinelibrary.wiley.com/doi/10.1002/9781444338386.wbeah26212&amp;lt;/nowiki&amp;gt;.&amp;gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
[3] J. M. Bairrão Oleiro, Janine Lancha, Instituto Português de Museus, Corpus dos mosaicos romanos de Portugal, p.45&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
[4]Maciel, J.; A Arte da Época Clássica (séculos II a C - II d. C.),. In: P. Pereira , ed., História da Arte Portuguesa , Círculo de Leitores , 1995&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
[5] Limão. F, “Conimbriga,” in &#039;&#039;The Encyclopedia of Ancient History&#039;&#039;, ed. Roger S. Bagnall et al., 1st ed. (Wiley, 2015), [p.p.]1–5, acedido em:(14-11-24)  disponível em: &amp;lt;&amp;lt;nowiki&amp;gt;https://onlinelibrary.wiley.com/doi/10.1002/9781444338386.wbeah26212&amp;lt;/nowiki&amp;gt;.&amp;gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
[6] Maciel, J.; A Arte da Época Clássica (séculos II a C - II d. C.),. In: P. Pereira , ed., História da Arte Portuguesa , Círculo de Leitores , 1995&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
[7] J. M. Bairrão Oleiro, Janine Lancha, Instituto Português de Museus, Corpus dos mosaicos romanos de Portugal, p.45&lt;/div&gt;</summary>
		<author><name>Rodrigo Ramos</name></author>
	</entry>
	<entry>
		<id>https://wikimedia.pt/Opustessellatum-PT/index.php?title=Mosaico_da_ala_sudeste_do_peristilo_(Casa_dos_Repuxos,_Con%C3%ADmbriga)&amp;diff=132</id>
		<title>Mosaico da ala sudeste do peristilo (Casa dos Repuxos, Conímbriga)</title>
		<link rel="alternate" type="text/html" href="https://wikimedia.pt/Opustessellatum-PT/index.php?title=Mosaico_da_ala_sudeste_do_peristilo_(Casa_dos_Repuxos,_Con%C3%ADmbriga)&amp;diff=132"/>
		<updated>2025-02-13T16:39:25Z</updated>

		<summary type="html">&lt;p&gt;Rodrigo Ramos: Criação da página, seguida da transladação do conteúdo do template.&lt;/p&gt;
&lt;hr /&gt;
&lt;div&gt;{| class=&amp;quot;wikitable&amp;quot;&lt;br /&gt;
|&#039;&#039;&#039;Localização actual&#039;&#039;&#039;&lt;br /&gt;
|Museu Monográfico de Conímbriga, Condeixa-a-Velha e Condeixa-a-Nova&lt;br /&gt;
|-&lt;br /&gt;
|&#039;&#039;&#039;Localização admin. romana&#039;&#039;&#039;&lt;br /&gt;
|Ciuitas Conuentus Scalabitanus&lt;br /&gt;
|-&lt;br /&gt;
|&#039;&#039;&#039;Cronologia&#039;&#039;&#039;&lt;br /&gt;
|&#039;&#039;último quartel do séc. II, e o primeiro quartel&#039;&#039; &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&#039;&#039;do sec. III&#039;&#039; &lt;br /&gt;
|}&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&#039;&#039;&#039;&amp;lt;big&amp;gt;Estado da Arte&amp;lt;/big&amp;gt;&#039;&#039;&#039;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Produzido em tesselas calcárias, entre último quartel do séc. II, e o primeiro quartel do séc. III, foi alvo de restauros dos próprios Romanos, e moderno.&amp;lt;sup&amp;gt;[1]&amp;lt;/sup&amp;gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Terá sido escavado aquando das explorações arqueológicas de 1930-44 pelo Arqueólogo Virgilio Correia, a mando da rainha D. Amélia.&amp;lt;sup&amp;gt;[2]&amp;lt;/sup&amp;gt; Será importante referênciar que apenas 1/3 do complexo arqueológico foi desenterrado até á data.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Há bastantes registos escritos e trabalhos de investigação sobre a &#039;&#039;domus&#039;&#039; em que o mosaico inerente ao nosso estudo se insere. Seria um trabalho bastante extenso, (embora não impossível) referenciar toda a bibliografia e pesquisa desenvolvida em torno desta casa principalmente do peristilo, contudo devido ao tamanho deste trabalho é importante referenciar as mais relevantes. De Justino Maciel a Jorge de Alarcão, muitos foram os autores a fazê-lo. &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
É importante mencionar que embora que a análise desta casa, seja extensa, nenhum estudo aborda em específico o painel em questão. (Talvez devido ao seu pendor geométrico e o seu carácter de preenchimento do espaço entre os medalhões que carregavam iconografia e simbologia de um pendor mais erudito). &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Encontra-se quase como inventariado no Corpus de Conímbriga de J. M. Bairrão Oleiro. O próprio autor menciona que este painel “Não foi ainda um objeto de estudo.”&amp;lt;sup&amp;gt;[3]&amp;lt;/sup&amp;gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
É descrito brevemente num vídeo, que integra um projeto académico da Universidade Nova de Lisboa, “Mosaico romano em Portugal”, uma página da web, num vídeo da autoria de Inês Rodrigues e Samya Bruçó: “Mosaico do corredor do peristilo da Casa dos Repuxos em Conimbriga”.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&#039;&#039;&#039;&amp;lt;big&amp;gt;Enquadramento/Contextualização Histórica&amp;lt;/big&amp;gt;&#039;&#039;&#039;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Como mencionado anteriormente, este mosaico, integra o complexo arqueológico de Conímbriga. Estando este localizado a sudeste do corredor, no peristilo da casa dos Repuxos. &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Justino Maciel refere que todas as &#039;&#039;domus&#039;&#039; de Conímbriga seguiam um modelo em que o peristilo se tornava o coração da casa em torno do qual todas as dependências se organizavam.&amp;lt;sup&amp;gt;[4]&amp;lt;/sup&amp;gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Uma construção localizada extramuros (fora das muralhas da Antiguidade Tardia). Foi mais tarde pilhada pelos suevos.&amp;lt;sup&amp;gt;[5]&amp;lt;/sup&amp;gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Casa dos Repuxos, é um dos melhores exemplares de &#039;&#039;domus&#039;&#039; em Portugal. Profusamente ornamentada, especialmente no peristilo, o que traduz não só o poder económico de quem lá viveu, a “magnificência da classe romana”&amp;lt;sup&amp;gt;[6]&amp;lt;/sup&amp;gt; que habitava em Conímbriga, mas também a educação dos mesmos devido aos temas eruditos representados ao longo do mesmo como o mito do Minotauro, Perseu e as Horas. &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Sobre administração Romana localizava-se na província da Lusitânia, inserida no conuentus scalabittanus.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Escavado por Virgílio Correia ( como mencionado a cima), no curso das primeiras escavações iniciadas no local em 1899 patrocinadas pela rainha D. Amélia.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
“Arrancado, e consolidado, em 1957/58, sobre tinta e quatro camadas de betão armado. Conservaram-se os restauros e remendos antigos, com exceção dos de Opus Signinium”&amp;lt;sup&amp;gt;[7]&amp;lt;/sup&amp;gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&#039;&#039;&#039;&amp;lt;big&amp;gt;Decomposição Visual/Gráfica&amp;lt;/big&amp;gt;&#039;&#039;&#039;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Para decompor visualmente o mosaico, procedemos a uma subdivisão do mesmo em painéis:&#039;&#039;&#039;Painel 1.4, Painel 14.R.a [restauro (a)], Painel14.R.b 1.4.R.c.&#039;&#039;&#039;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&#039;&#039;&#039;1.4 Ala sudeste do Pátio Porticado (composição principal) / 1.4 Southeast wing of the porticated patio (main composition)&#039;&#039;&#039;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Composição ortogonal de quadrados sobre o vértice e retângulos brancos, delimitados a preto, determinando uma forma geométrica cruciforme. Losangos negros encontram-se inscritos nos retângulos, já os quadrados são preenchidos por um motivo vegetalista de florão incluído ao qual denominamos: (Florão nº1). Na figura cruciforme determinada pela composição encontramos incluídos outros dois tipos de motivo vegetalista: (Florão nº2/ 2.1). No espaço residual da composição observamos peltas negras com as pontas tangentes á moldura do painel que constitui um fileto negro com a largura de 3 tesselas. Esta composição é repetida ao longo do peristilo.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&#039;&#039;&#039;Florão (Flower) nº1&#039;&#039;&#039;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Motivo vegetalista composto por 4 pétalas lanceoladas, cruzadas por 4 pétalas apontadas e de espessura delgada, com formato triangular. Ao centro são notáveis dois quadrados sobrepostos. As suas cores alternam entre tons de vermelho, amarelo, azul e negro.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&#039;&#039;&#039;Florão (Flower) nº2&#039;&#039;&#039;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Motivo vegetalista de Florão composto por 4 pétalas de especto lanceolado, subsequentemente cruzadas por 4 pétalas cordiformes. Cada uma destas pétalas composta por 3 formas cordiformes sobrepostas proporcionando ao observador um efeito de contorno. As cores alteram entre tons de amarelo, azul, vermelho e negro.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&#039;&#039;&#039;Florão (Flower) nº2.1&#039;&#039;&#039;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Motivo de florão de carácter vegetalista semelhante ao Florão nº2, difere nas pétalas cordiformes, não apresentando contorno (sobreposição de formas cordiformes) em uma ou mais das suas pétalas. Segue também a sua policromia.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&#039;&#039;&#039;1.4.R.a Restauro Romano (a)/ 1.4 Roman restauration (a)&#039;&#039;&#039;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Composição Ortogonal de quadrados, brancos e negros com motivos quadrangulares de diversas tipologias(sobre o vértice, de cantos recurvos etc.)  inscritos, também a branco e negro, na extremidade há apenas um motivo geométrico não quadrangular, mas lanceolado. A delimitação da área deste painel é de um pendor bastante irregular. Apresenta na parte inferior um motivo vegetalista em voluta o que poderia indicar a existência de um vaso nesta composição, um tema bastante reproduzido na antiguidade em Portugal, tanto a fresco, como em mosaico.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&#039;&#039;&#039;1.4.R.b Restauro Romano (b) /1.4 Roman restauration (b)&#039;&#039;&#039;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Painel irregular com composição em escama, composto por filetes recurvos de espessura irregular justapostos a branco e negro.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&#039;&#039;&#039;1.4.R.c Restauro Romano (c) /1.4 Roman restauration (c)&#039;&#039;&#039;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Painel de delimitações irregulares é composto por um fundo de tesselas negras sobre o qual se destaca um círculo a branco com um diâmetro de aproximadamente 13 tesselas. Em torno desse motivo circular dispõem-se tesselas brancas isoladas de um modo irregular. Na extremidade vemos uma tentativa de continuação do padrão geométrico do Painel 1.4 com uma pelta de pontas recurvas inseridas num quadrado delimitado a branco (tomando o lugar do florão nº1 na composição do painel principal).&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&amp;lt;big&amp;gt;&#039;&#039;&#039;Imagens e Iconografia do Objeto&#039;&#039;&#039;&amp;lt;/big&amp;gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
A iconografia destes painéis carrega acima de tudo um pendor vegetalista e geométrico, contudo o Painel 1.4.c deixa-nos espaço aberto para ponderar o significado iconográfico que o mesmo carrega, poderá ser por exemplo uma representação de um forro astronómico. Seria importante demarcar que quer na composição principal como nos painéis de restauro, o objeto, a forma, a imagem, adaptam-se ao espaço em que estão inseridas.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
----[1]  J. M. Bairrão Oleiro, Janine Lancha, Instituto Português de Museus, Corpus dos mosaicos romanos de Portugal, p.45&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
[2]  Limão. F, “Conimbriga,” in &#039;&#039;The Encyclopedia of Ancient History&#039;&#039;, ed. Roger S. Bagnall et al., 1st ed. (Wiley, 2015), [p.p.]1–5, acedido em:(14-11-24)  disponível em: &amp;lt;&amp;lt;nowiki&amp;gt;https://onlinelibrary.wiley.com/doi/10.1002/9781444338386.wbeah26212&amp;lt;/nowiki&amp;gt;.&amp;gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
[3] J. M. Bairrão Oleiro, Janine Lancha, Instituto Português de Museus, Corpus dos mosaicos romanos de Portugal, p.45&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
[4]Maciel, J.; A Arte da Época Clássica (séculos II a C - II d. C.),. In: P. Pereira , ed., História da Arte Portuguesa , Círculo de Leitores , 1995&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
[5] Limão. F, “Conimbriga,” in &#039;&#039;The Encyclopedia of Ancient History&#039;&#039;, ed. Roger S. Bagnall et al., 1st ed. (Wiley, 2015), [p.p.]1–5, acedido em:(14-11-24)  disponível em: &amp;lt;&amp;lt;nowiki&amp;gt;https://onlinelibrary.wiley.com/doi/10.1002/9781444338386.wbeah26212&amp;lt;/nowiki&amp;gt;.&amp;gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
[6] Maciel, J.; A Arte da Época Clássica (séculos II a C - II d. C.),. In: P. Pereira , ed., História da Arte Portuguesa , Círculo de Leitores , 1995&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
[7] J. M. Bairrão Oleiro, Janine Lancha, Instituto Português de Museus, Corpus dos mosaicos romanos de Portugal, p.45&lt;/div&gt;</summary>
		<author><name>Rodrigo Ramos</name></author>
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