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	<title>Opustessellatum-PT - Contribuições do utilizador [pt]</title>
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	<subtitle>Contribuições do utilizador</subtitle>
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		<id>https://wikimedia.pt/Opustessellatum-PT/index.php?title=Belerofonte_matando_a_Quimera&amp;diff=189</id>
		<title>Belerofonte matando a Quimera</title>
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		<updated>2025-12-18T22:54:34Z</updated>

		<summary type="html">&lt;p&gt;Vmoitinho: Vmoitinho moveu Belerofonte matando a Quimera para Medalhão com Belerofonte matando a Quimera (Casa dos Repuxos, Conímbriga)&lt;/p&gt;
&lt;hr /&gt;
&lt;div&gt;#REDIRECIONAMENTO [[Medalhão com Belerofonte matando a Quimera (Casa dos Repuxos, Conímbriga)]]&lt;/div&gt;</summary>
		<author><name>Vmoitinho</name></author>
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		<title>Medalhão com Belerofonte matando a Quimera (Casa dos Repuxos, Conímbriga)</title>
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		<updated>2025-12-18T22:54:31Z</updated>

		<summary type="html">&lt;p&gt;Vmoitinho: Vmoitinho moveu Belerofonte matando a Quimera para Medalhão com Belerofonte matando a Quimera (Casa dos Repuxos, Conímbriga)&lt;/p&gt;
&lt;hr /&gt;
&lt;div&gt;{{DISPLAYTITLE:Belerofonte matando a Quimera}}&lt;br /&gt;
{{DISPLAYTITLE:Belerofonte matando a Quimera}}&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
== Identificação ==&lt;br /&gt;
{| class=&amp;quot;wikitable&amp;quot;&lt;br /&gt;
|&#039;&#039;&#039;Localização actual&#039;&#039;&#039;&lt;br /&gt;
|Casa dos Repuxos, Museu Nacional de Conímbriga (até 2023, designado Museu Monográfico de Conímbriga). Freguesias de Condeixa-a-Velha e Condeixa-a-Nova, distrito de Coimbra&lt;br /&gt;
|-&lt;br /&gt;
|&#039;&#039;&#039;Localização admin. romana&#039;&#039;&#039; &lt;br /&gt;
|Ciuitas de Conimbriga, Conuentus Scalabitanus, Província da Lusitânia&lt;br /&gt;
|-&lt;br /&gt;
|&#039;&#039;&#039;Cronologia&#039;&#039;&#039;&lt;br /&gt;
|último quartel do séc. II a primeiro quartel do séc. III&lt;br /&gt;
|}&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
== Estado da Arte ==&lt;br /&gt;
Pode-se considerar que a pesquisa sobre os mosaicos romanos em Portugal começa com o artigo publicado por António Augusto Gonçalves em 1907, no &#039;&#039;Diário de Notícias&#039;&#039;, que dá conta da descoberta inicial da Casa dos Repuxos. Trinta anos mais tarde, aquando da “redescoberta” da Casa dos Repuxos, Vergílio Correia publica em agosto de 1939 o artigo “Arte e Arqueologia. Novos descobrimentos de mosaicos em Conímbriga”, no &#039;&#039;Diário de Coimbra&#039;&#039;. Será, porém, a partir dos anos 90 do século passado que a literatura mais significativa sobre o tema começará a ser publicada. &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Em 1992, J. M. Bairrão Oleiro publica &#039;&#039;Corpus dos Mosaicos Romanos de Portugal, vol. I – Casa dos Repuxos, Conímbriga&#039;&#039;– trata-se de uma obra pioneira que fornece uma documentação detalhada dos mosaicos da Casa dos Repuxos,em Conímbriga.  Consiste na minuciosa descrição das dimensões, cores, técnicas de execução e iconografia dos mosaicos em análise, tornando-se uma referência incontornável para o estudo desta arte no contexto português.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
No ano seguinte, é publicado o &#039;&#039;Dicionário de Motivos Geométricos no Mosaico Romano&#039;&#039; por Catarina Viegas, Fátima Abraços e Marta Macedo. Esta obra baseia-se na análise realizada pela obra &#039;&#039;Le Décor Géométrique de La Mosaique Romaine&#039;&#039;, coordenada por C.Balmelle, de 1985. Com a indicação do vocabulário em português, este dicionário oferece uma sistematização dos motivos geométricos presentes nos mosaicos romanos. Facilita também a identificação e análise dos padrões geométricos e simbólicos encontrados, com especial destaque para os mosaicos de Conímbriga.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Ainda em 1993, Jorge de Alarcão publica &#039;&#039;História da Arte em Portugal: Do Paleolítico à Arte Visigótica&#039;&#039;, uma obra de divulgação na qual aborda a produção de mosaicos romanos, contextualizando-os no processo de romanização e discutindo a sua importância como elemento decorativo e símbolo de estatuto nas vilas e residências romanas.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Mais recentemente, em 2005, Cristina Oliveira, publica um conjunto de textos sobre “Os Mosaicos de Conímbriga”, na sequência do &#039;&#039;X Colóquio Internacional da Associação Internacional para o Estudo do Mosaico Antigo&#039;&#039; (AIEMA), realizado em Conímbriga. Esses textos representam uma sistematização das obras anteriores, particularmente a de Oleiro, e contribuem para a organização e compreensão atualizada das descobertas arqueológicas sobre os mosaicos de Conímbriga, em particular os das casas que ainda não possuem &#039;&#039;corpus&#039;&#039;.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Em 2010, a tese de doutoramento de Virgílio Hipólito Correia intitulada “A Arquitetura Doméstica de Conimbriga e as Estruturas Económicas e Sociais da Cidade Romana” trata da arquitetura doméstica em Conímbriga, abordando os mosaicos da Casa dos Repuxos e da Casa de Cantaber.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Este conjunto de publicações constitui a base para o estudo dos mosaicos romanos em Portugal, fornecendo uma análise detalhada e contextualizada das técnicas, iconografia e importância cultural dos mosaicos, particularmente os de Conímbriga.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
== Enquadramento/Contextualização Histórica ==&lt;br /&gt;
Consta dos artigos de António Augusto Gonçalves e de Vergílio Correia que a Casa dos Repuxos terá sido inicial e temporariamente descoberta em 1907– «edifício com colunas de ladrilho, mosaicos, indícios de canalizações, piscinas ou tanques [...] fragmentos de estuques pintados [...]» (Correia 1909, p.250-261). A Casa dos Repuxos é redescoberta em agosto de 1939, por consequência das obras de desaterros e terraplanagem para a construção de uma nova estrada facilitadora do acesso às ruínas de Conímbriga.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
O Prof. J.M Bairrão Oleiro não crê que, no período de tempo entre a redescoberta da Casa dos Repuxos e a morte de Vergílio Correia em 1944, as obras de consolidação e restauro tenham abrangido os pavimentos de mosaico. (OLEIRO 1993, p.9-13).&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
«Estes só começaram a ser consolidados no segundo semestre de 1951, por iniciativa da Direcção-Geral dos Edifícios e Monumentos Nacionais (DGEMN), tendo-se encarregado dos trabalhos de levantamento e consolidação &#039;&#039;in situ&#039;&#039; uma brigada do Museu Etnológico Português, sob a orientação do Doutor Manuel Heleno (…)» (Oleiro 1993, p.12)&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
O grande peristilo retangular da Casa dos Repuxos situa-se no centro da casa. O pavimento das quatro alas do peristilo, com a largura média de 2,80 metros, era revestido com mosaicos policromos geométricos e figurados. No centro do peristilo, encontra-se um grande tanque, ocupando uma área superior a 170 metros quadrados. Este tanque servia de &#039;&#039;impluvium,&#039;&#039; recolhendo as águas pluviais e iluminando e arejando os compartimentos adjacentes. Contava ainda com um extraordinário elemento decorativo: numerosos jogos de água (“repuxos”) que conferiam animação e vivacidade a esta &#039;&#039;domus.&#039;&#039;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
== Descrição ==&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
=== Decomposição Visual/Gráfica ===&lt;br /&gt;
Motivos decorativos: geométricos, animais e figuras humanas;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Composição: no centro do medalhão; &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Identificação de cenas iconográficas: Belerofonte matando a Quimera.  &lt;br /&gt;
[[Ficheiro:Figura-3-Planta-de-la-segunda-fase-de-la-casa-dos-Repuxos-a-partir-de-Morand-2005-21.ppm.png|esquerda|miniaturadaimagem|431x431px|Fig.1- Planta da segunda fase da Casa dos Repuxos, adaptada de Morand (2005, p. 21, fig. 4). A localização do mosaico 1.3 é assinalada com uma cruz vermelha.]]&lt;br /&gt;
[[Ficheiro:Mosaico Medalhão com Belerofonte matando a Quimera.png|miniaturadaimagem|332x332px|Fig. 2-  Mosaico Medalhão com Belerofonte matando a Quimera, Casa dos Repuxos, Conímbriga. Fotografia a partir de imagem do Corpus dos Mosaicos Romanos de Portugal, I, Conimbriga, Casa dos Repuxos, Conímbriga, OLEIRO, J.M. BAIRRÃO (1992).|nenhum]]&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
=== Verbal ===&lt;br /&gt;
O mosaico em análise é composto por um painel quadrangular no qual se inclui um medalhão figurado com Belerofonte e a Quimera. Este mosaico insere-se no esquema decorativo B, de acordo com a representação da distribuição dos esquemas decorativos dos medalhões da Casa dos Repuxos realizada em sala de aula. A moldura do painel quadrangular (1.3.1.1) é constituída por um filete preto triplo.  &lt;br /&gt;
[[Ficheiro:WhatsApp Image 2024-12-10 at 00.25.34.jpg|centro|miniaturadaimagem|459x459px| Fig.3- Representação da distribuição dos esquemas decorativos dos medalhões da Casa dos Repuxos, Conímbriga. Autoria: Ana Neri Moreira, Catarina Nogueira, Carolina Fonseca, 14/11/2024.]]&lt;br /&gt;
Na área residual entre as duas molduras, a moldura do painel e as molduras do medalhão, encontramos, em cantoneira, em três dos quatro ângulos do quadrado, tridentes (a negro) com laços de pontas pendentes nos cabos, ladeados por dois golfinhos (corpo preto contornado a vermelho, com tesselas brancas em V e em vírgula que marcam as guelras e os olhos, respetivamente) e dois peixes (vermelho, com tesselas brancas e pretas a marcar as guelras e olhos). Os golfinhos estão dispostos de um e de outro lado dos tridentes, com uma orientação exterior, em direções opostas tocando-se nas caudas. &lt;br /&gt;
[[Ficheiro:Esquema numerado das molduras do mosaico.jpg|centro|miniaturadaimagem|536x536px|Fig.4- Esquema numerado das molduras do mosaico “Belerofonte matando a Quimera” da Casa dos Repuxos, Conímbriga. Autoria: Catarina Nogueira, Ana Neri Moreira,18/11/2024.]]&lt;br /&gt;
No que toca ao medalhão figurado, este é precedido por uma sequência de molduras, devidamente identificas na figura 4, nomeadamente: uma moldura composta por  filete negro com a largura de cerca de duas tesselas (1), uma idêntica em amarelo (2) e uma terceira em negro (3). Segue-se uma moldura composta por  uma “espécie de roda dentada”, como assim a designa o professor J.M. Bairrão Oleiro (negro debruado a vermelho) composta por semicírculos tangentes, com pequenos travessões vermelhos nas extremidades (4). Na área entre os vários “dentes” encontramos uma flor, composta por quatro tesselas vermelhas, sobre fundo branco. Partindo de uma outra perspectiva, poderíamos classificar esta mesma moldura como sendo um conjunto de arcos (em volta perfeita, um pouco abatidos) tangentes contiguos e sobrepostos, a branco. A este motivo seguem-se duas molduras de filete vermelho (5) e filete branco (6). Depois, encontramos uma moldura com trança de duas pontas com quatro cores (vermelho, amarelo, preto e branco) sobre fundo preto (7). Imediatamente antes do círculo figurado, podemos observar duas outras molduras (8 e 9) dois filetes duplos, vermelho e negro. &lt;br /&gt;
Quanto à parte figurada, esta área foi parcialmente destruída. Conseguimos, porém, identificar a cena representada como tratando-se de Belerofonte matando a Quimera, através dos elementos superviventes, nomeadamente: a Quimera e as patas dianteiras e o focinho do Pégaso. &lt;br /&gt;
A Quimera desenha-se com tesselas amarelas debruadas a vermelho e preto, um monstro com uma cabeça de leão, da qual sai uma grande língua vermelha, e, nas costas, uma cabeça do que parece ser um lobo. Na cauda deveria estar uma cabeça de serpente. A Quimera apoia as patas traseiras sobre uma linha de solo (a vermelho) e parece saltar para a frente, para um arbusto da mesma cor.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Do Pégaso, como já se referiu, apenas subsistem as patas da frente, uma parte do peito e da cabeça. O Pégaso seria desenhado com tesselas pretas e contorno vermelho, da mesma cor do arreio. O Pégaso parece estar, então, apoiado sobre as patas traseiras. A figura do herói Belerofonte, da qual já nada resta, surgiria montada no cavalo, no momento em que mata a Quimera com uma lança. &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&#039;&#039;&#039;A iconografia do mito de Belerofonte e a Quimera:&#039;&#039;&#039; &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Filho de Poseidon e de Eurínome, rainha de Corinto, Belerofonte é um jovem de origem divina e régia cujo percurso se entrelaça com a desventura: depois de acidentalmente matar um homem, o herói procura purificar-se na corte de Preto, rei de Tirinto. No entanto, a hospitalidade de Preto é pervertida pela sua esposa, Estenebeia, que, ao ver os seus avanços rejeitados por Belerofonte, o acusa falsamente de tentativa de sedução. Para evitar violar as leis da hospitalidade, Preto envia o herói ao seu sogro, Ióbates, rei da Lícia, com uma carta lacrada que contém um pedido velado de execução. Esta tensão entre hospitalidade e traição reflete uma temática recorrente nas narrativas mitológicas gregas, onde os vínculos sociais são simultaneamente testados e subvertidos.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Ióbates, preso às mesmas obrigações de hospitalidade, evita assassinar Belerofonte diretamente e, em vez disso, impõe-lhe uma série de desafios impossíveis, o primeiro dos quais é enfrentar a Quimera. Esta criatura monstruosa, descrita com corpo de leão, cabeça de cabra no dorso e cauda em forma de serpente, é representada iconograficamente como uma combinação destas feras e frequentemente expelindo fogo pela cabeça caprina. A Quimera devastava as terras da Lícia, sendo um arquétipo do inimigo sobrenatural.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Então, a ajuda divina de Atena desempenha um papel crucial. A deusa oferece a Belerofonte um freio de ouro para domar Pégaso, o cavalo alado nascido do sangue da Medusa. Este episódio é um dos momentos mais marcantes da iconografia associada ao mito, com Belerofonte frequentemente representado montado no Pégaso, voando sobre a Quimera. O herói derrota o monstro cravando-lhe uma lança de chumbo na garganta; o metal derrete devido às chamas exaladas pela criatura, matando-a.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Após esta vitória, Ióbates irá impor novos desafios a Belerofonte, após os quais reconhece a origem divina do herói, acolhendo-o como genro e oferecendo-lhe a sua filha em casamento, consolidando a sua posição na linhagem régia da Lícia. Apesar de todas as suas conquistas, o mito culmina na hybris de Belerofonte, que tenta ascender ao Olimpo montado em Pégaso, desafiando os limites da sua condição humana. Este ato de presunção é punido por Zeus, que envia uma mosca para picar Pégaso, derrubando o herói. Belerofonte sobrevive, mas é condenado à solidão, desprezado por homens e deuses. Por outro lado, Pégaso, símbolo de pureza e transcendência, é eternizado como uma constelação no firmamento. (MUELA 2013, p.63-65)[[Ficheiro:Fotografia de Ana Neri Moreira e Catarina Nogueira.png|miniaturadaimagem|462x462px|Fig.5- Mosaico Medalhão com Belerofonte matando a Quimera, Casa dos Repuxos, Conímbriga. Autoria: Ana Neri Moreira e Catarina Nogueira, 25/10/2024.|centro]]&lt;br /&gt;
== Fontes e Bibliografia ==&lt;br /&gt;
Oleiro, J. M. B. (1992). &#039;&#039;Corpus dos mosaicos romanos de Portugal: Conuentus Scallabitanus, Conimbriga, Casa dos Repuxos&#039;&#039; (Vol. I). Conimbriga: Museu Monográfico de Conimbriga; Lisboa: Instituto Portugus dos Museus.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Alarcão, J. (1993). &#039;&#039;História da Arte em Portugal: Do Paleolítico à Arte Visigótica&#039;&#039;. Lisboa: Publicações Alfa.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Oliveira, C. (2005). “Mosaicos de Conímbriga”. In &#039;&#039;X Colóquio Internacional da Associação Internacional para o Estudo do Mosaico Antigo&#039;&#039; (AIEMA). Conimbriga: Museu Monográfico de Conimbriga; Lisboa: Instituto Portugus dos Museus. Pp. 7-12.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Maciel, V. J. (2009). &#039;&#039;Vitrúvio. Tratado de Arquitetura&#039;&#039;. Lisboa: IST Press.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Balmelle, C. (1985). &#039;&#039;La Décor Géometrique de la Mosaique Romaine: répertoire graphique et descriptif des compositions linéaires et isotropes&#039;&#039;. Paris: Picard.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Carmona Muela, J. (2013). &#039;&#039;Iconografía clásica: guía básica para estudiantes&#039;&#039;. 5&amp;lt;sup&amp;gt;a&amp;lt;/sup&amp;gt; ed., 1&amp;lt;sup&amp;gt;a&amp;lt;/sup&amp;gt; reimp. Madrid: Akal.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&#039;&#039;&#039;Trabalho realizado por:&#039;&#039;&#039; Ana Machado Santos Neri Moreira e Catarina Ferraz Nogueira.&lt;/div&gt;</summary>
		<author><name>Vmoitinho</name></author>
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		<title>Mosaico dos Octógonos Côncavos</title>
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		<updated>2025-12-18T22:53:49Z</updated>

		<summary type="html">&lt;p&gt;Vmoitinho: Vmoitinho moveu Mosaico dos Octógonos Côncavos para Mosaico dos Octógonos Côncavos (Complexo Monumental de Santiago da Guarda)&lt;/p&gt;
&lt;hr /&gt;
&lt;div&gt;#REDIRECIONAMENTO [[Mosaico dos Octógonos Côncavos (Complexo Monumental de Santiago da Guarda)]]&lt;/div&gt;</summary>
		<author><name>Vmoitinho</name></author>
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		<title>Mosaico dos Octógonos Côncavos (Complexo Monumental de Santiago da Guarda)</title>
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		<updated>2025-12-18T22:53:49Z</updated>

		<summary type="html">&lt;p&gt;Vmoitinho: Vmoitinho moveu Mosaico dos Octógonos Côncavos para Mosaico dos Octógonos Côncavos (Complexo Monumental de Santiago da Guarda)&lt;/p&gt;
&lt;hr /&gt;
&lt;div&gt;&lt;br /&gt;
== Identificação[editar | editar código-fonte] ==&lt;br /&gt;
{| class=&amp;quot;wikitable&amp;quot;&lt;br /&gt;
|&#039;&#039;&#039;Localização actual&#039;&#039;&#039;&lt;br /&gt;
|Pars Urbana - Villa romana de Santiago da Guarda, Complexo Monumental. Conselho de Ansião, Distrito de Leiria&lt;br /&gt;
|-&lt;br /&gt;
|&#039;&#039;&#039;Localização admin. romana&#039;&#039;&#039;&lt;br /&gt;
|Ciuitas de Conimbriga ou Sellium, Conuentus Scalabitanus, Província da Lusitânia&lt;br /&gt;
|-&lt;br /&gt;
|&#039;&#039;&#039;Cronologia&#039;&#039;&#039;&lt;br /&gt;
|séc. IV-V &lt;br /&gt;
|}&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
== Estado da Arte[editar | editar código-fonte] ==&lt;br /&gt;
O mosaico dos octógonos côncavos&amp;lt;sup&amp;gt;[1]&amp;lt;/sup&amp;gt; da Villa Romana de Santiago da Guarda permanece pouco estudado em profundidade, carecendo de análises detalhadas que explorem sua singularidade e contexto cultural. As investigações realizadas até agora inserem-se em estudos mais amplos sobre os mosaicos desta &#039;&#039;pars urbana&#039;&#039; e não em estudos de mosaicos de divisões específicas da casa. Destacam-se as seguintes obras: &#039;&#039;The Late Roman Villa of Santiago da Guarda (Ansião, Portugal): One place, many centuries, a Decoration Project. In Estudios sobre mosaicos romanos: Dimas Fernández Galiano In memoriam de 2018 e Research and value: The Roman mosaics of the Villa of Santiago da Guarda (Ansião, Portugal).&#039;&#039; &#039;&#039;Mosaicos romanos en el espacial rural, Investigación y puesta en valor&#039;&#039; de 2019 ambos da autoria de Filomena Limão e Rodrigo Pereira&#039;&#039;; The Roman mosaics of the Roman villa in the monumental complex of Santiago de Guarda, Municipality of Ansião (Portugal)&#039;&#039; de Rodrigo Pereira; The mosaics of Santiago da Guarda: A virtual reconstruction. In &#039;&#039;Horizontes Artísticos da Lusitânia: Dinâmicas da Antiguidade Clássica e Tardia. Séculos I a VIII&#039;&#039; e &#039;&#039;Contributo para uma visão global dos pavimentos de mosaico da villa romana de Santiago da Guarda, Ansião.&#039;&#039; In &#039;&#039;Actas do Encontro Portugal-Galiza: Mosaicos Romanos – Rabaçal&#039;&#039; datado de  2019 por Luís Ribeiro.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Estes oferecem importantes contributos iniciais, mas deixam em aberto muitas questões sobre a técnica, simbologia e função decorativa do mosaico em questão, destacando a necessidade de pesquisas mais específicas que situem a obra no panorama artístico e arqueológico romano. A preservação do mosaico é fundamental. Oferece uma visão valiosa sobre os métodos artísticos e os materiais usados na época, permitindo comparações com outros mosaicos da herança romana encontrados em Portugal e no Mediterrâneo.&lt;br /&gt;
----&amp;lt;sup&amp;gt;[1]&amp;lt;/sup&amp;gt;Nome atribuído pelas alunas. Pode ser encontrado também como “Mosaico dos Fusos” in RIBEIRO, 2019, p. 88. Todos os nomes seguintes nesta investigação, sejam de painéis ou molduras, são da autoria das alunas.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
== Enquadramento/Contextualização Histórica[editar | editar código-fonte] ==&lt;br /&gt;
Inaugurado em 2006, o Complexo Monumental de Santiago da Guarda representa um sítio de elevado valor arqueológico e histórico. &lt;br /&gt;
[[Ficheiro:Planta.png|esquerda|miniaturadaimagem|330x330px|Fig.1 - Planta da Pars Urbana da Villa romana de Santiago da Guarda com o mosaico localizado na designada Sala de Receção (Rodrigo Pereira), a nordeste. Estudo gráfico sobre a planta de Santiago da Guarda realizado pela aluna Inês Gonçalves, utilizando o programa Inkscape.]]&lt;br /&gt;
O conjunto monumental é composto por uma torre do século XV e uma residência senhorial moderna datada do século XVI. A partir deste período, a propriedade tornou-se a residência da influente família Vasconcelos, que posteriormente adquiriu o título de Palácio dos Vasconcelos ou Residência Senhorial dos Condes de Castelo Maior (Limão &amp;amp; Pereira, 2018, p. 195). Na segunda metade do século XIX, o conjunto residencial deixou de pertencer à família dos Vasconcelos e, no início do século XX, perdeu a sua função habitacional. Ao longo do século passado, a estrutura sofreu algum abandono e descuido, mas isso não comprometeu o seu valor histórico, sendo classificada como Monumento Nacional em 1978. Em 1996, a Câmara Municipal de Ansião adquiriu a antiga residência dos Condes de Castelo Melhor e deu início a um ambicioso projeto de recuperação e adaptação do espaço. &lt;br /&gt;
[[Ficheiro:Fig. 2 - Ortofoto nº 7.png|miniaturadaimagem|306x306px|Fig. 2 - Ortofoto nº 7 do mosaico com indicação das partes constituintes do mosaico em análise, da autoria de Sergiy Scheblykin, e Filomena Limão (2021).]]&lt;br /&gt;
A grande descoberta aconteceu em 2002, com as intervenções arqueológicas que revelaram um achado surpreendente: pavimentos de mosaico que pertenciam à pars urbana de uma &#039;&#039;villa&#039;&#039; romana escondida sob o conjunto habitacional (Limão &amp;amp; Pereira, 2018 p. 197). De acordo com o arqueólogo responsável pela descoberta, Rodrigo Pereira, esta casa teria pertencido a uma família rica de uma área rural do território romano da Lusitânia. A residência aristocrática da &#039;&#039;villa&#039;&#039; romana de Santiago da Guarda, onde vivia o proprietário, teria sido construída e ocupada pela sua família entre os séc. IV e V (Complexo Monumental de Santiago da Guarda, [s.d], &#039;&#039;Domus construção e ocupação&#039;&#039;).&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
           Segundo o arqueólogo o mosaico que estudamos ocupava o espaço onde se localizava uma taberna na década de 1980 do século XX, o que terá contribuído para a sua deteriorização[1].&lt;br /&gt;
----[1] Informação fornecida pelo arqueólogo, Rodrigo Pereira, em 25 out. 2024, numa visita ao local.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
== Descrição[editar | editar código-fonte] ==&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
=== Decomposição Visual/Gráfica [editar | editar código-fonte] ===&lt;br /&gt;
&#039;&#039;&#039;7. Mosaico dos Octógonos Côncavos&#039;&#039;&#039;&lt;br /&gt;
[[Ficheiro:Fig. 3 Mosaico nº7.png|centro|miniaturadaimagem|Fig. 3 - Estudo gráfico da composição ortogonal dos octógonos côncavos (7.1). Estudo gráfico sobre a ortofoto realizado pela aluna Inês Gonçalves, utilizando o programa Inkscape.]]&lt;br /&gt;
7.1. Painel de composição ortogonal formado por octógonos de lados côncavos, compostos com uma trança de dois cordões.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
●       7.1.1. Filete linear branco com 4 tesselas de largura;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
●      7.1.2. Moldura de composição linear, composta por duas faixas de porções enlaçadas com quadrados denteados sobre o vértice incluídos nas aberturas amendoadas. Na parte exterior do ponto de laço, encontra-se o motivo de triângulo com perfil denteado&lt;br /&gt;
[[Ficheiro:Fig. 4 Mosaico nº 7 trança.png|centro|miniaturadaimagem|Fig. 4 Estudo gráfico das tranças (7.1.2). Estudo gráfico sobre o ortofoto realizado pela aluna Inês Gonçalves, utilizando o programa Inkscape.]]&lt;br /&gt;
&#039;&#039;&#039;8. Mosaico das Aspas&#039;&#039;&#039;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
8.1. Painel de composição linear com padrão em chevron correspondente às “aspas” &lt;br /&gt;
[[Ficheiro:Fig. 5 mosaico nº8.png|centro|miniaturadaimagem|Fig. 5 Estudo gráfico das “aspas” (8.1). Estudo gráfico sobre a ortofoto realizado pela aluna Inês Gonçalves, utilizando o programa Inkscape.]]&lt;br /&gt;
●       8.1.1. Filete linear branco com 3 tesselas de largura;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
●      8.1.2. Moldura linear (ou talvez parte de um painel) com quadrados sobre o vértice concêntricos, tangentes e denteados, emoldurados por preto e dispostos sobre um fundo amarelado. O quadrado concêntrico também é preto.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&#039;&#039;&#039;9. Continuação da moldura de quadrados sobre o vértice (8.1.2.)&#039;&#039;&#039;&lt;br /&gt;
[[Ficheiro:Fig. 6 mosaico nº9.png|centro|miniaturadaimagem|Fig. 6. Estudo gráfico dos quadrados sobre o vértice. (8.1.2 e 9) Estudo gráfico sobre a ortofoto realizado pela aluna Inês Gonçalves, utilizando o programa Inkscape.]]&lt;br /&gt;
&#039;&#039;&#039;10. Mosaico da Soleira&#039;&#039;&#039;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
·       10.1. Painel ortogonal com quadrados concêntricos adjacentes (vermelho, azul e amarelo), emoldurados por filetes pretos sobre o fundo branco.&lt;br /&gt;
[[Ficheiro:Fig. 7 Mmosaico nº10.png|centro|miniaturadaimagem|Fig. 7 Estudo gráfico dos quadrados concêntricos da soleira (10.1). Estudo gráfico sobre a ortofoto realizado pela aluna Inês Gonçalves, utilizando o programa Inkscape.]]&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
=== Verbal[editar | editar código-fonte] ===&lt;br /&gt;
O Mosaico dos Octógonos Côncavos exibe uma estrutura decorativa que se consegue identificar ainda que parcialmente danificada. &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Localizado &#039;&#039;in situ&#039;&#039; no pavimento da &#039;&#039;pars urbana&#039;&#039;, a noroeste da planta arquitetónica e a norte da sala da abside ou êxedra, pertencente a uma sala de recepção da casa, apresenta uma organização de motivos geométricos e vegetalistas. Daria continuidade ao mosaico da êxedra, pois seriam o mesmo mosaico. Tem 4,50 x 3,36 metros de comprimento (Pereira, 2017, p.294). Atendendo à densidade das tesselas, tem cerca de 115-117 dm² (RIBEIRO, 2019, p. 76). Conecta-se/Liga-se com o mosaico da Sala de Receção (acima referido) através da moldura dos quadrados sobre o vértice e do mosaico da soleira.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Este mosaico passou por um processo contemporâneo de limpeza e fixação das extremidades das tesselas, visando conter a desagregação que ameaça a integridade da obra ao longo do tempo. Este processo foi indispensável para estabilizar o mosaico e assegurar que as suas peças, que se tendem a soltar devido à sua fragilidade, permaneçam no local, preservando a estrutura e a estética originais (Ribeiro, 2015, p. 76). Para além das condições naturais do tempo, o mosaico enfrenta desafios específicos durante o inverno, devido ao clima caracteristicamente húmido e chuvoso de Santiago da Guarda. Essa humidade, somada à proximidade dos mosaicos às camadas mais profundas do solo, resulta em submersões periódicas. Essas condições fazem com que a água se infiltre no solo ao redor e abaixo da camada do mosaico, intensificando o desgaste e acelerando o processo de degradação (Limão &amp;amp; Pereira, 2019, p.40). Outro aspeto a realçar é o facto do local onde está situado ter sido uma taberna na década de 1980. A intensa movimentação de pessoas e a deslocação de produtos nesse espaço contribuíram para a degradação das tesselas, expondo-as a substâncias agressivas&amp;lt;sup&amp;gt;[1]&amp;lt;/sup&amp;gt;.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Começando a descrição pelo Mosaico nº7 (Fig 2, Fig. 4 e Fig. 5), encontra-se uma moldura de composição linear de duas faixas enlaçadas (7.1.2.) sobre um fundo branco. Estas alternam entre porções em gradação das cores vermelhas, azuis e amarelas. Em cada uma das suas aberturas amendoadas está incluído um quadrado sobre o vértice denteado, compondo um motivo floral; e em cada ponto do enlace, um elemento parecido a um triângulo isósceles com perfil denteado. Seguidamente, encontra-se um filete de composição linear branco de quatro tesselas de largura (7.1.1.) que emoldura o painel principal da sala. Este painel apresenta uma composição ortogonal e é formado por octógonos de lados côncavos (7.1.), daí a origem da atribuição do nome do mosaico completo. São compostos por uma trança de dois cordões. No interior, encontram-se dois quadrados entrelaçados, resultando numa estrela de oito pontas. No centro destas, dois quadrados concêntricos denteados sobre o vértice. No espaço ao redor da estrela de oito pontas (espaço residual) estão quatro trifólios em cantoneira: no canto superior esquerdo e no inferior direito (na planta, localizam-se nordeste e sudoeste), predominam as cores amarelo e azul; no canto superior direito e no inferior esquerdo (a noroeste e a sudeste), predominam o preto e o vermelho. Exteriores aos octógonos estão quatro motivos ovais envoltos em chevron, com as suas “aspas” de cores vermelho, azul e amarelo. No espaço branco residual a este padrão, notamos a presença de um motivo vegetalista, semelhante a um florão, incluído num quadrado sobre o vértice. Este parece que nem sempre se repete, de acordo com o que é possível visualizar na fig. 2. Possivelmente tinha uma flor de lótus delimitada por uma faixa preta e curva em cada canto.[1] &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
O Mosaico nº8 (Fig. 2 e Fig. 6) é composto por uma primeira moldura (ou talvez parte de um painel), de composição linear de quadrados sobre o vértice denteados, concêntricos e tangentes sobre um fundo amarelado. Alternam entre as cores vermelho, azul e amarelo, e são emoldurados por um filete preto (8.1.2.). Possivelmente percorria as extremidades da sala desta divisão. Seguidamente outra moldura: um filete de composição linear branco de três tesselas de largura (8.1.1. e 9.) que delimita o painel das aspas (8.1.). Este de composição linear com motivos em chevron/aspas de cores preto, branco, vermelho, azul e amarelo. O mosaico nº9 é a continuação da moldura de quadrados sobre o vértice denteados (8.1.2.).&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Para concluir, o Mosaico nº10 (Fig.2 e Fig. 3) apresenta o painel da soleira (10.1). Sabemos que é uma entrada, pois encontra-se no limiar do mosaico da sala da exedra. Apresenta uma composição ortogonal de quadrados concêntricos adjacentes, de cores vermelho, azul e amarelo. São emoldurados por filetes pretos sobre um fundo branco.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
----&amp;lt;sup&amp;gt;[1]&amp;lt;/sup&amp;gt;Informação fornecida pelo arqueólogo, Rodrigo Pereira, em 25 out. 2024, numa visita ao local.&lt;br /&gt;
----&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
== [Imagens e Iconografia do Objeto][editar | editar código-fonte] ==&lt;br /&gt;
[[Ficheiro:7.1 Painel dos óctognos côncavos.jpg|centro|miniaturadaimagem|499x499px|Fig. 8 – Painel do Óctogonos Côncavos (7.1.). Adaptado a partir da ortofoto]]&lt;br /&gt;
[[Ficheiro:7.1.1 Filete branco.jpg|centro|miniaturadaimagem|501x501px|Fig. 9– Filete branco (7.1.1.). Adaptado a partir da ortofoto.]]&lt;br /&gt;
[[Ficheiro:7.1.2 Moldura de duas faixas enlaçadas.jpg|centro|miniaturadaimagem|504x504px|Fig. 10 – Moldura de duas faixas enlaçadas (7.1.2.). Adaptado a partir da ortofoto.]]&lt;br /&gt;
[[Ficheiro:8.1 Painel das aspas.jpg|centro|miniaturadaimagem|502x502px|Fig. 11 – Painel das Aspas (8.1.). Adaptado a partir da ortofoto.]]&lt;br /&gt;
[[Ficheiro:8.1.1 Filete branco.jpg|centro|miniaturadaimagem|503x503px|Fig. 12 – Filete branco (8.1.1.). Adaptado a partir da ortofoto.]]&lt;br /&gt;
[[Ficheiro:8.1.2 e 9 Moldura quadrados sobre o vértice.jpg|centro|miniaturadaimagem|506x506px|Fig. 13 – Moldura dos Quadrados sobre o Vértice (8.1.2. e 9.). Adaptado a partir da ortofoto]]&lt;br /&gt;
[[Ficheiro:10. Painel da soleira.jpg|centro|miniaturadaimagem|508x508px|Fig. 14 – Painel da Soleira (10.1.). Adaptado a partir da ortofoto.]]&lt;br /&gt;
[[Ficheiro:Fig 15 fotografia do mosaico.jpg|centro|miniaturadaimagem|466x466px|Fig. 15- Vestígios do mosaico dos Octógonos Côncavos completo, parcialmente conservado no Complexo Monumental de Santiago da Guarda, evidenciando a deterioração da superfície decorativa e a exposição da base. Fotografia de Mariana Gonçalves (25/11/2024).]]&lt;br /&gt;
[[Ficheiro:Fig 16 fotografia do mosaico.jpg|centro|miniaturadaimagem|473x473px|Fig. 16-Vestígios do mosaico dos Octógonos Côncavos completo, parcialmente conservado no Complexo Monumental de Santiago da Guarda, evidenciando a deterioração da superfície decorativa e a exposição da base. Fotografia de Mariana Gonçalves (25/11/2024).]]&lt;br /&gt;
[[Ficheiro:Fig 17 fotografia do mosaico.jpg|centro|miniaturadaimagem|488x488px|Fig. 17- Lado direito do mosaico dos Octógonos Côncavos, parcialmente conservado no Complexo Monumental de Santiago da Guarda, evidenciando a deterioração da superfície decorativa e a exposição da base. Fotografia de Mariana Gonçalves (25/11/2024).]]&lt;br /&gt;
[[Ficheiro:Fig 18 fotografia do mosaico.jpg|centro|miniaturadaimagem|393x393px|Fig. 18 - Detalhe dos mosaicos romanos no Complexo Monumental de Santiago da Guarda, com padrões geométricos ainda visíveis, mas apresentando desgaste significativo.]]&lt;br /&gt;
[[Ficheiro:Fig 19 fotografia do mosaico.jpg|centro|miniaturadaimagem|397x397px|Fig. 19- Vista geral dos mosaicos romanos no Complexo Monumental de Santiago da Guarda, mostrando padrões geométricos deteriorados e lacunas na superfície Fotografia de Mariana Gonçalves (25/11/2024).]]&lt;br /&gt;
[[Ficheiro:Fig 20 fotografia do mosaico.jpg|centro|miniaturadaimagem|363x363px|Fig. 20 -Perspetiva lateral dos mosaicos romanos, destacando o estado de conservação parcial e as marcas de degradação ao longo do tempo. Fotografia de Mariana Gonçalves (25/11/2024).]]&lt;br /&gt;
[[Ficheiro:Fig 21 fotografia do mosaico.jpg|centro|miniaturadaimagem|451x451px|Fig. 21 -Detalhe lateral esquerda dos mosaicos romanos no Complexo Monumental de Santiago da Guarda, evidenciando a transição entre o revestimento e as estruturas adjacentes.Fotografia de Mariana Gonçalves (25/11/2024).]]&lt;br /&gt;
[[Ficheiro:Fig 22 fotografia do mosaico.jpg|centro|miniaturadaimagem|457x457px|Fig. 22 - Detalhe lateral direita dos mosaicos romanos no Complexo Monumental de Santiago da Guarda, evidenciando a transição entre o revestimento e as estruturas adjacentes. Fotografia de Mariana Gonçalves (25/11/2024).]]&lt;br /&gt;
[[Ficheiro:Fig 23 fotografia do mosaico.jpg|centro|miniaturadaimagem|347x347px|Fig. 23- Detalhe lateral direita dos mosaicos romanos no Complexo Monumental de Santiago da Guarda, evidenciando a transição entre o revestimento e as estruturas adjacentes. Fotografia de Mariana Gonçalves (25/11/2024).]]&lt;br /&gt;
[[Ficheiro:Fig 24 fotografia do mosaico.jpg|centro|miniaturadaimagem|355x355px|[[Ficheiro:Fig 25 fotografia do mosaico.png|centro|miniaturadaimagem|464x464px|Fig. 25- Fotografia retirada do artigo, “The Roman Mosaics of the Roman Villa in the Monumental Complex of Santiago da Guarda, Municipality of Ansião (Portugal)”, por Rodrigo Marques Pereira (2017)]]Fig. 24 - Detalhe lateral direita dos mosaicos romanos no Complexo Monumental de Santiago da Guarda, evidenciando a transição entre o revestimento e as estruturas adjacentes. Fotografia de Mariana Gonçalves (25/11/2024).]]&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
== Fontes e Bibliografia[editar | editar código-fonte] ==&lt;br /&gt;
Câmara Municipal de Ansião. (s.d.). &#039;&#039;Complexo Monumental de Santiago da Guarda&#039;&#039;. Complexo Monumental de Santiago da Guarda. &amp;lt;nowiki&amp;gt;https://www.cm-ansiao.pt/PT/visitantes/1/cultura-e-historia/27/complexo-monumental-de-santiago-da-guarda/98/complexo-monumental-santiago-da-guarda&amp;lt;/nowiki&amp;gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Cortesão, L., Pereira, R.M.M., Trindade, L. (2006). Um sedimento, uma ruína, um projecto: O Paço dos Vasconcelos, em Santiago da Guarda. &#039;&#039;Monumentos&#039;&#039;, (25), 214–225. Lisboa: DGEMN.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Limão, F., Pereira, R. (2018). The Late Roman Villa of Santiago da Guarda (Ansião, Portugal): One place, many centuries, a Decoration Project. In &#039;&#039;Estudios sobre mosaicos romanos: Dimas Fernández Galiano In memoriam&#039;&#039;.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Limão, F., Pereira, R. (2019). Research and value: The Roman mosaics of the Villa of Santiago da Guarda (Ansião, Portugal). In L. Neira Jiménez (Coord.), &#039;&#039;Mosaicos romanos en el espacial rural, Investigación y puesta en valor&#039;&#039; (pp. 39–45). “L’Erma” di Bretschneider, &#039;&#039;Hispania Antigua: Série Arqueológica&#039;&#039;, 10.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Pereira, R. (2017). The Roman mosaics of the Roman villa in the monumental complex of Santiago de Guarda, Municipality of Ansião (Portugal). &#039;&#039;Journal of Mosaic Research&#039;&#039;, &#039;&#039;10&#039;&#039;, 285–298.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Ribeiro, L.C. (2019). The mosaics of Santiago da Guarda: A virtual reconstruction. In &#039;&#039;Horizontes Artísticos da Lusitânia: Dinâmicas da Antiguidade Clássica e Tardia. Séculos I a VIII&#039;&#039; (pp. 338–355). Canto Redondo.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Ribeiro, L.C. (2015). Contributo para uma visão global dos pavimentos de mosaico da villa romana de Santiago da Guarda, Ansião. In &#039;&#039;Actas do Encontro Portugal-Galiza: Mosaicos Romanos – Rabaçal&#039;&#039; (pp. 71–91). APECMA / AIEMA.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Viegas, C., Abraços, F., Macedo, M. (1993). &#039;&#039;Dicionário de Motivos Geométricos no Mosaico Romano.&#039;&#039; Liga dos Amigos de Conímbriga (e.d).&lt;/div&gt;</summary>
		<author><name>Vmoitinho</name></author>
	</entry>
	<entry>
		<id>https://wikimedia.pt/Opustessellatum-PT/index.php?title=Mosaico_do_grande_corredor_%2B_tapete_norte,_cub%C3%ADculo_noroeste&amp;diff=185</id>
		<title>Mosaico do grande corredor + tapete norte, cubículo noroeste</title>
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		<updated>2025-12-18T22:53:32Z</updated>

		<summary type="html">&lt;p&gt;Vmoitinho: Vmoitinho moveu Mosaico do grande corredor + tapete norte, cubículo noroeste para Mosaico do grande corredor, tapete norte, cubiculo noroeste (Complexo Monumental de Santiago da Guarda)&lt;/p&gt;
&lt;hr /&gt;
&lt;div&gt;#REDIRECIONAMENTO [[Mosaico do grande corredor, tapete norte, cubiculo noroeste (Complexo Monumental de Santiago da Guarda)]]&lt;/div&gt;</summary>
		<author><name>Vmoitinho</name></author>
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		<title>Mosaico do grande corredor, tapete norte, cubiculo noroeste (Complexo Monumental de Santiago da Guarda)</title>
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		<updated>2025-12-18T22:53:32Z</updated>

		<summary type="html">&lt;p&gt;Vmoitinho: Vmoitinho moveu Mosaico do grande corredor + tapete norte, cubículo noroeste para Mosaico do grande corredor, tapete norte, cubiculo noroeste (Complexo Monumental de Santiago da Guarda)&lt;/p&gt;
&lt;hr /&gt;
&lt;div&gt;&lt;br /&gt;
== Identificação ==&lt;br /&gt;
{| class=&amp;quot;wikitable&amp;quot;&lt;br /&gt;
|&#039;&#039;&#039;Localização atual&#039;&#039;&#039;&lt;br /&gt;
|Pars Urbana - Villa romana de Santiago da Guarda, Complexo Monumental. Conselho de Ansião, Distrito de Leiria&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
|-&lt;br /&gt;
|&#039;&#039;&#039;Localização admin.  romana&#039;&#039;&#039; &lt;br /&gt;
|Ciuitas de Conimbriga ou Sellium, Conuentus Scalabitanus, Província da Lusitânia&lt;br /&gt;
|-&lt;br /&gt;
|&#039;&#039;&#039;Cronologia&#039;&#039;&#039;&lt;br /&gt;
|séc. IV-V&lt;br /&gt;
|}&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
== Estado da Arte ==&lt;br /&gt;
           Embora a informação sobre o complexo da &#039;&#039;villa&#039;&#039; romana de Santiago da Guarda atualmente acessível seja ainda limitada, existem alguns estudos e artigos que exploram a sua relevância. Entre os principais pesquisadores que se dedicaram a este tema, destaca-se Rodrigo Pereira. O seu trabalho inclui artigos fundamentais como &#039;&#039;&amp;quot;The Roman Mosaics of the Roman Villa in the Monumental Complex of Santiago de Guarda, Municipality of Ansião (Portugal)&amp;quot; (2017),&#039;&#039; que destaca as características dos mosaicos e uma descrição detalhada dos mesmos. A sua colaboração com Filomena Limão resultou também em importantes publicações como &#039;&#039;“The Late Roman Villa of Santiago da Guarda” (2018),&#039;&#039; onde são abordados o contexto e a continuidade da ocupação romana neste local ao longo dos séculos. Filomena Limão contribuiu também com diversas outras publicações neste contexto, sendo destacada a sua publicação de 2019 com Rodrigo Pereira, “Research and value: the Roman mosaics of the Villa of Santiago da Guarda” onde é abordada a importância dos mosaicos e a necessidade da preservação e valorização desta villa romana.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
           Podemos citar ainda Luísa Cortesão, Luís Andrade e Luís Campos Ribeiro em trabalhos como &#039;&#039;“Um sedimento, uma ruína, um projeto: o Paço dos Vasconcelos, em Santiago da Guarda”&#039;&#039; (2006), onde é citada a evolução da arquitetura romana no local, e &#039;&#039;“The Mosaics of Santiago da Guarda: A Virtual Reconstruction”&#039;&#039; (2019), que foca na reconstrução virtual dos mosaicos, oferecendo uma perspetiva mais clara do que poderia ter sido o aspeto original destas peças. Simultaneamente, todos estes estudos contribuem para uma visão mais ampla do que seria originalmente esta &#039;&#039;pars&#039;&#039; urbana em Santiago da Guarda, relevando a sua importância como elementos da presença romana em Portugal.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
== Enquadramento/Contextualização Histórica ==&lt;br /&gt;
A descoberta dos mosaicos romanos na &#039;&#039;pars&#039;&#039; urbana de uma &#039;&#039;Villa&#039;&#039; romana em Santiago da Guarda em 2002 representa um testemunho da presença romana em Portugal nos séculos IV e V. As escavações arqueológicas realizadas nesse ano revelaram a existência de uma villa romana, que estava associada à pars rural de uma pars urbana.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
A história do complexo monumental de Santiago da Guarda aponta para um período muito anterior, visto que este espaço reúne uma Torre quatrocentista com base medieval e uma Residência Senhorial quinhentista, datados da primeira metade do século XVI. Antes da descoberta dos mosaicos, em 1978, o conjunto arquitetónico foi reconhecido como Monumento Nacional devido a esta relevância histórica, sendo considerado como único exemplar de arquitetura manuelina do concelho. Dado este título, a proteção do monumento garantiu a sua preservação ao longo dos anos. Em 1996, a câmara de Ansião adquire esta antiga residência para realizar adaptações e recuperações de modo a integrar novas funções neste espaço.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
A estrutura arquitetónica de planta quadrangular coincide com a área ocupada pelos mosaicos descobertos na intervenção arqueológica de 2002. Da área total ocupada pelos mosaicos, mais de metade está visível para visitantes, enquanto a outra parte se encontra coberta com geotêxtil e areia para preservação. No pátio aberto do complexo, encontram-se visíveis no pavimento as marcações de dois muretes e duas bases de coluna, que representam aproximadamente o perímetro do peristilo pertencente a esta pars urbana, dando-nos uma visão mais clara da organização arquitetónica do espaço. Em 2012 foram contabilizados 21 pavimentos de mosaicos romanos num total de 299 metros quadrados. &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
== Descrição ==&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
=== Decomposição Visual/Gráfica ===&lt;br /&gt;
[[Ficheiro:Figura 2. Desenho da decomposição visual gráfica dos mosaicos (desenho por Ana Mourão)..png|esquerda|semmoldura|470x470px|Figura 2. Desenho da decomposição visual gráfica dos mosaicos (desenho por Ana Mourão).]]&lt;br /&gt;
[[Ficheiro:33 Sem Título 20241210185148.png|semmoldura|450x450px]]&lt;br /&gt;
=== Verbal ===&lt;br /&gt;
           Os mosaicos, compostos por tesselas calcárias, refletem um estilo visual detalhado, utilizando motivos geométricos e policromados que valorizam a simetria e os padrões. Partindo da parte superior do mosaico (mosaico nº20), observamos o tapete norte, cubículo noroeste, que possui um padrão elaborado e minucioso. Esta composição ortogonal de motivos inteiramente geométricos é composta por um moinho de peltas (elementos com formato triangular/semicircular) e, nas suas extremidades, elementos triangulares dentados.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Este mosaico é um pequeno espaço quadrangular de transição entre o grande corredor e outra divisão da casa e tem cerca de 130x150 centímetros. É composto por um único painel e três molduras. Duas dessas molduras são apenas filetes escuros (molduras 1 e 3 do painel nº20) de uma só tessela (cor preta/azulada) e, entre elas, um filete claro (moldura 2 do painel nº20) que tem entre três e quatro tesselas de espessura (faz a transição de três para quatro numa parte do mosaico degradada e que não é visível). O painel de composição ortogonal geométrica é policromado, utilizando cores que, nas fotos e imagens, não é possível identificar. No entanto, Rodrigo Pereira, no seu artigo ”The &#039;&#039;Roman Mosaics of the Roman Villa in the Monumental Complex of Santiago de Guarda, Municipality of Ansião (Portugal)”,&#039;&#039; afirma que as tesselas teriam cores como calcário/branco, azul-escuro/preto, azul-claro, vermelho, rosa e amarelo, sendo todo o motivo contornado por um filete de tesselas escuras. Apesar deste motivo não ter qualquer interpretação iconográfica, existem várias interpretações do que se poderia tratar o elemento triangular dentado que se forma entre os moinhos de peltas. Este elemento pode ser interpretado como uma folha de videira, uma folha de era, ou até um cacho de uvas, dependendo totalmente da interpretação do observador.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
O mosaico nº21, parte do grande corredor, tem a sua própria composição ortogonal de motivos geométricos (painel nº21). É adornado por um motivo em trança, com linhas entrelaçadas, que se desenvolve de forma a formar um meandro de suásticas, intercalado com motivos entrançados que compõem uma esteira de formato quadrangular.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
           Esta parte seria uma das principais da casa, dando acesso a muitas das suas dependências e divisões. Esta parte do mosaico tem também associadas a si duas molduras que seguem o mesmo padrão das já referidas, um filete escuro e um claro (molduras 1 e 2 do painel nº21, respetivamente). O que seria considerado a terceira moldura deste painel acaba por fazer já parte do contorno do motivo e, por isso, deixou de ser considerado como tal. À semelhança do anterior, esta composição de tranças e meandros de suásticas é toda ela contornada por um único filete de tesselas escuras e segue o mesmo esquema de cores. Diferente do outro, este padrão apresenta uma certa perspetiva, visto que no cruzamento onde se formaria a suástica as tranças sobrepõem-se.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
           Em ambas as figuras (1 e 2) é evidente que os mosaicos não estão completos, apresentando algumas falhas por degradação. Podemos notar que o mosaico nº20 tem o seu canto superior esquerdo completamente degradado enquanto no mosaico nº21 notamos algumas falhas ao longo de toda a composição.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
== Fontes e Bibliografia ==&lt;br /&gt;
&amp;quot;Mosaicos romanos de Santiago da Guarda entre os mais importantes do País&amp;quot;. s.d. Jornal de Leiria. Acedido a 15 de dezembro de 2024. &amp;lt;nowiki&amp;gt;https://www.jornaldeleiria.pt/noticia/mosaicos-romanos-de-santiago-da-guarda-entre-os-mais-importantes-do-pais-9809&amp;lt;/nowiki&amp;gt;.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Cortesão, L., Pereira, R.M.M., Trindade, L. (2006). “Um sedimento, uma ruína, um projecto: o Paço dos Vasconcelos, em Santiago da Guarda”. Monumentos. Lisboa: DGEMN. 25, 214-225.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Limão, F., Pereira, R. (2018). “The Late Roman Villa of Santiago da Guarda (Ansião, Portugal). One place, many centuries, a Decoration Project.The Corpus of the Roman Mosaics” in Estudios sobre mosaicos romanos. Dimas Fernández Galiano In memoriam.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Limão, F., Pereira, R. (2019). “Research and value: the Roman mosaics of the Villa of Santiago da Guarda (Ansião, Portugal),”Mosaicos romanos en el espacial rural, Investigación Y Puesta en Valor, “L’Erma” di Bretschneider, Hispania Antigua. Série Arqueológica, 10. Coordenação Luz Neira Jimenez. pp. 39-45.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Pereira, R. (2017). “The Roman Mosaics of the Roman Villa in the Monumental Complex of Santiago de Guarda, Municipality of Ansião (Portugal) Ansião, Journal of Mosaic Research X2017, pp. 285-298.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Ribeiro, L.C. (2019). The Mosaics of Santiago da Guarda: A Virtual Reconstruction” in Horizontes Artísticos da Lusitânia. Dinâmicas da Antiguidade Clássica e Tardia. Séculos I a VIII, Canto Redondo, Lisbon, pp. 338-355.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Ribeiro, L.C. (2015). ”Contributo para una visão global dos pavimentos de mosaico da villa romana de Santiago da Guarda, Ansião”, in Actas do Encontro Portugal - Galiza. Mosaicos Romanos – Rabaçal: APECMA / AIEMA, 71-91.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
www.publicenso.pt, Publicenso, Imagem e Comunicação-. s.d. &amp;quot;Complexo Monumental de Santiago da Guarda&amp;quot;. Portal do Município de Ansião. Acedido a 15 de dezembro de 2024. //www.cm-ansiao.pt/PT/visitantes/1/cultura-e-historia/27/complexo-monumental-de-santiago-da-guarda/98/complexo-monumental-santiago-da-guarda.&lt;/div&gt;</summary>
		<author><name>Vmoitinho</name></author>
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		<title>Mosaico do Grande Corredor; Cubículo Noroeste</title>
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		<updated>2025-12-18T22:53:17Z</updated>

		<summary type="html">&lt;p&gt;Vmoitinho: Vmoitinho moveu Mosaico do Grande Corredor; Cubículo Noroeste para Mosaico do grande corredor, cubiculo noroeste (Complexo Monumental de Santiago da Guarda)&lt;/p&gt;
&lt;hr /&gt;
&lt;div&gt;#REDIRECIONAMENTO [[Mosaico do grande corredor, cubiculo noroeste (Complexo Monumental de Santiago da Guarda)]]&lt;/div&gt;</summary>
		<author><name>Vmoitinho</name></author>
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		<title>Mosaico do grande corredor, cubiculo noroeste (Complexo Monumental de Santiago da Guarda)</title>
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		<updated>2025-12-18T22:53:17Z</updated>

		<summary type="html">&lt;p&gt;Vmoitinho: Vmoitinho moveu Mosaico do Grande Corredor; Cubículo Noroeste para Mosaico do grande corredor, cubiculo noroeste (Complexo Monumental de Santiago da Guarda)&lt;/p&gt;
&lt;hr /&gt;
&lt;div&gt;= Mosaico do Grande Corredor; Cubículo Noroeste =&lt;br /&gt;
{| class=&amp;quot;wikitable&amp;quot;&lt;br /&gt;
| &#039;&#039;&#039;                                                          Localização Atual&#039;&#039;&#039;&lt;br /&gt;
| Pars Urbana - Villa romana de Santiago da Guarda, Complexo Monumental. Conselho de Ansião, Distrito de Leiria&lt;br /&gt;
|-&lt;br /&gt;
| &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&#039;&#039;&#039;Localização admin. romana&#039;&#039;&#039;&lt;br /&gt;
|Ciuitas de Conimbriga ou Sellium, Conuentus Scalabitanus, Província da Lusitânia&lt;br /&gt;
|-&lt;br /&gt;
| &#039;&#039;&#039;                                                             Cronologia&#039;&#039;&#039;&lt;br /&gt;
| &#039;&#039;&#039;                                          &#039;&#039;&#039;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
séc. IV-V&lt;br /&gt;
|}&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
== &#039;&#039;&#039;Estado da Arte&#039;&#039;&#039; ==&lt;br /&gt;
[[Ficheiro:Imagem do Mosaico do Cubiculo Noroeste.png|miniaturadaimagem|398x398px|Pavimento do Cubículo Noroeste]]&lt;br /&gt;
Para a produção deste trabalho escrito foram utilizadas como principais fontes de informação os estudos sobre a &#039;&#039;Villa&#039;&#039; &#039;&#039;Romana&#039;&#039; de Santiago da Guarda feitos por Luís Campos Ribeiro (em destaque no livro Horizontes Artísticos Da Lusitânia Dinâmicas da Antiguidade Clássica e Tardia em Portugal; &#039;&#039;The Villa of Santiago da Guarda&#039;&#039; pp. 338-355) e dos trabalhos de Rodrigo Pereira e Filomena Limão que foram de suma importância no que tange a localização e mapeamento do Mosaico dentro da planta, para a contextualização da história antiga, moderna e contemporânea do local onde hoje se situa o Complexo Monumental de Santiago da Guarda, além de informações relevantes como as medidas, pigmentação e o estado de preservação do Mosaico. No âmbito da análise do Mosaico o “Dicionário de Motivos Geométricos no Mosaico Romano” de Viegas, Abraços e Macedo foi essencial durante o processo de classificação e identificação dos motivos presentes nas composições dos mosaicos, vale destacar que qualquer informação que não esteja nas fontes é mera suposição dos autores deste trabalho. &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
== &#039;&#039;&#039;Enquadramento/Contextualização&#039;&#039;&#039; ==&lt;br /&gt;
O pavimento foi concebido na antiga Província Romana da Lusitânia, &#039;&#039;Ciuitas&#039;&#039; de Conímbriga ou &#039;&#039;Sellium&#039;&#039;, uma província romana que cobria a maior parte do que hoje é Portugal e parte da Espanha. O mosaico está localizado numa antiga &#039;&#039;Villa Romana&#039;&#039; em Santiago da Guarda. Numa residência que devido ao tamanho e estrutura podemos deduzir que os seus antigos ocupantes eram pessoas de alto estatuto, provavelmente com conexões com a administração local, assim como, proprietários poderosos de terras agrarias na região.&lt;br /&gt;
[[Ficheiro:Planta da Villa Romana; Localização do Cubículo Noroeste.png|miniaturadaimagem|Planta da Villa Romana; Cubículo Noroeste, Rodrigo Pereira e Filomena Limão]]&lt;br /&gt;
Posteriormente, no século XV a nobre Família dos Vasconcelos contruiria sua residência em cima de onde estava a Casa Romana erguendo uma enorme estrutura, após a descoberta da &#039;&#039;villa&#039;&#039; já na contemporaneidade o local converteu-se no Complexo Monumental de Santiago da Guarda. (PEREIRA, 2019 p.5)&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
== &#039;&#039;&#039;Descrição do Pavimento&#039;&#039;&#039; ==&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&#039;&#039;&#039;Medida&#039;&#039;&#039; &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
8,70 x 6,10 m (Pereira, 2016)&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&#039;&#039;&#039;Material/Cor&#039;&#039;&#039;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Calcário/ Branco, azul-preto, azul-claro, vermelho, rosa, amarelo&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Este pavimento está localizado no cubículo noroeste do edifício, onde foi concebido para ser um espaço destinado à receção sendo uma zona nobre da &#039;&#039;villa&#039;&#039;.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
A composição apresenta uma complexidade policromático, formas e padrões. Na área de acesso, o mosaico está conectado ao grande corredor, onde se encontra um tapete em Chevron com esquema policromático que imitam um arco-íris, emoldurado por padrões geométricos de losangos, um posicionado a este e outro a oeste. Nos espaçamentos de trás da entrada do compartimento, apresentam-se dois mosaicos distintos, cada um com a sua linguagem estética. O maior exibe um padrão policromático com escamas fluido e dinâmico, enquanto o outro possui uma composição ortogonal de quadrados e retângulos concêntricos, que transmitem uma sensação de estrutura sólida e equilíbrio visual.  &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
A moldura do mosaico é adornada com uma trança de dois fios, um detalhe que complementa e integra a composição central. No coração do mosaico, a estrutura ortogonal é formada por círculos e quadrados, figuras perfeitas da Natureza, que emergem da própria trança de dois fios. Entre essa formas geométricas pequenos motivos florais ganham destaque, uma fusão de beleza vegetalista que se entrelaça com a precisão das formas geométricas. Os espaços que surgem entre esses elementos são preenchidos com triângulos e retângulos de lados côncavos, adornados com motivos vegetais.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
O pavimento do cubículo passou por diversas intervenções em períodos posteriores a partir disso podemos assumir que sua construção original já teria sofrido danos consideráveis, antes mesmo do período moderno, pressupõe-se que a estrutura do pavimento haveria de ser igual ou similar a está que vemos hoje.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&#039;&#039;&#039;N°11 Painel Central – Painel das Flores&#039;&#039;&#039;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
O Painel Central apelidado de Painel das Flores (nome dado pelos autores deste trabalho), apresenta uma composição ortogonal de círculos, semicírculos, triângulos e de quadrados sobre o vértice, todas com um bordo trançado de duas cordas, ainda se observa diversos elementos vegetalistas como o florão presente no interior dos círculos e outro elemento desconhecido entre as tranças que se supõe que poderia ser a representação de figos, porém não se pode afirmar com exatidão; a considerável quantidade de elementos deste género podem refletir a vida campesina que seria comum aos proprietários da &#039;&#039;Villa.&#039;&#039; &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&#039;&#039;&#039;Nº12 Moldura do Painel Central&#039;&#039;&#039;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
A Moldura do Painel Central estende-se por todo o cubículo da entrada a parede norte por ser tão grande é o único a ter contato com todos os outros sendo essencial para a harmonia estética do pavimento do Cubículo Noroeste, compartilha com o Painel Central o motivo geométrico das tranças de duas cordas, tornando-se complementar a composição do Painel.  &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&#039;&#039;&#039;Nº13 Painel Lateral do Painel Central; Este&#039;&#039;&#039; &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
O Painel Lateral Este apresenta uma composição de chevron em direção austral com tapete único sendo dotado de uma policromia em tons de vermelho, azul e amarelo o que faz o mosaico assemelhar-se a um Arco-íris. &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&#039;&#039;&#039;Nº14 Painel Lateral do Painel Central; Oeste&#039;&#039;&#039;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Este Painel localizado no oeste do cubículo; o painel apresenta uma composição de dois tapetes Chevron policromáticos, devido a este fator assim como Nº13 aparenta ser um “Arco-íris” realçam o conteúdo do painel, decorados por dois tapetes em Chevron em arco-íris a este e oeste. (RIBEIRO, pp. 9) &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&#039;&#039;&#039;Nº15 Painel da Soleira (entrada) da porta&#039;&#039;&#039;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
O Painel da soleira ficava na entrada para o cubículo, possui um tapete de chevron é composto por pequenas tesselas de cerâmica em Chevron, organizadas com o formato de padrões geométricos intricados, além da sua beleza estética serviam para marcar a transição entre ambientes. &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&#039;&#039;&#039;Nº16 Moldura Este e Nº17 Moldura Oeste da Entrada&#039;&#039;&#039;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Ambos estão posicionados nas laterais do mosaico nº15 como se continuassem por trás dele, apresentam a composição de florzinha em cruz com efeito de relevo, no interior das flores podem ser encontradas as cores azul-claro, amarelo e vermelho. (RIBEIRO, pp. 9)&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&#039;&#039;&#039;Nº18 Painel Lateral da Entrada; Este&#039;&#039;&#039;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Este mosaico está no sudeste do Cubículo cercada por um filete amarelo, ao qual o mesmo apresenta uma composição ortogonal em quadricula de Faixa que formam quadrados e retângulos policromáticos algo que é percetível são as tesselas que se encontram no cruzamento das faixas possuem uma coloração avermelhada destacando-se sobres as faixas, com relação a policromia pode-se perceber que a pigmentação das tesselas de vermelho, azul e amarelo seguem uma linha horizontal e assumem tons mais fortes conformes se aproximam dos centros. (RIBEIRO, pp. 9) &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&#039;&#039;&#039;Nº19 Painel Lateral da Entrada; Oeste&#039;&#039;&#039;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Este mosaico localize no sudoeste do Cubículo; apresenta uma Composição em Escamas cercada por filete amarelo, as pigmentações das escamas seguem e horizontais em tons de amarelo, azul-claro e vermelho. (RIBEIRO, pp. 9)&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
== Fontes ==&lt;br /&gt;
Pereira, R. M. (2017). The Roman Mosaics of the Roman Villa in the Monumental Complex of Santiago da Guarda, Municipality of Ansião (Portugal). Journal of Mosaic Research. &amp;lt;nowiki&amp;gt;https://doi.org/10.26658/jmr.357097&amp;lt;/nowiki&amp;gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Maciel, M. J., &amp;amp; Limão, F. (Eds.). (2019). Horizontes artísticos da Lusitânia: dinâmicas da antiguidade clássica e tardia em Portugal: séculos I a VIII (1a edição). Canto Redondo.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
pp. 338-355&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Neira, L. (Ed.). (2019). Mosaicos romanos en el espacio rural: investigación y puesta en valor. “L’Erma” di Bretschneider.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Balmelle, C., &amp;amp; Prudhomme, R. (Eds.). (1985). Le Décor géométrique de la mosaïque romaine: répertoire graphique et descriptif des compositions linéaires et isotropes. Picard&lt;/div&gt;</summary>
		<author><name>Vmoitinho</name></author>
	</entry>
	<entry>
		<id>https://wikimedia.pt/Opustessellatum-PT/index.php?title=Mosaico_(1.10)_da_Ala_Leste-Nordeste_(ENE)_do_Peristilo_da_Casa_dos_Repuxos&amp;diff=181</id>
		<title>Mosaico (1.10) da Ala Leste-Nordeste (ENE) do Peristilo da Casa dos Repuxos</title>
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		<updated>2025-12-18T22:52:55Z</updated>

		<summary type="html">&lt;p&gt;Vmoitinho: Vmoitinho moveu Mosaico (1.10) da Ala Leste-Nordeste (ENE) do Peristilo da Casa dos Repuxos para Mosaico da ala este-nordeste do peristilo (Casa dos Repuxos, Conímbriga)&lt;/p&gt;
&lt;hr /&gt;
&lt;div&gt;#REDIRECIONAMENTO [[Mosaico da ala este-nordeste do peristilo (Casa dos Repuxos, Conímbriga)]]&lt;/div&gt;</summary>
		<author><name>Vmoitinho</name></author>
	</entry>
	<entry>
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		<title>Mosaico da ala este-nordeste do peristilo (Casa dos Repuxos, Conímbriga)</title>
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		<updated>2025-12-18T22:52:55Z</updated>

		<summary type="html">&lt;p&gt;Vmoitinho: Vmoitinho moveu Mosaico (1.10) da Ala Leste-Nordeste (ENE) do Peristilo da Casa dos Repuxos para Mosaico da ala este-nordeste do peristilo (Casa dos Repuxos, Conímbriga)&lt;/p&gt;
&lt;hr /&gt;
&lt;div&gt;[[Ficheiro:Conimbriga Repuxos Mosaico 1.10.jpg|miniaturadaimagem|347x347px|Mosaico 1.10 (Foto: Eric Sidi)]]&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
== Identificação ==&lt;br /&gt;
{| class=&amp;quot;wikitable&amp;quot;&lt;br /&gt;
|&#039;&#039;&#039;Localização actual&#039;&#039;&#039;&lt;br /&gt;
|Casa dos Repuxos, Museu Nacional de Conímbriga (até 2023, designado Museu Monográfico de Conímbriga). Freguesias de Condeixa-a-Velha e Condeixa-a-Nova, distrito de Coimbra&lt;br /&gt;
|-&lt;br /&gt;
|&#039;&#039;&#039;Localização admin. romana&#039;&#039;&#039; &lt;br /&gt;
|Ciuitas de Conimbriga, Conuentus Scalabitanus, Província da Lusitânia&lt;br /&gt;
|-&lt;br /&gt;
|&#039;&#039;&#039;Cronologia&#039;&#039;&#039;&lt;br /&gt;
|terceiro quartel do séc. III&lt;br /&gt;
|}&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
== Estado da Arte ==&lt;br /&gt;
[[Ficheiro:Localização Lusitãnia.png|miniaturadaimagem|207x207px|Figura 1 - Localização da Lusitânia no Império Romano (Mapa de Domínio Livre)]]&lt;br /&gt;
A ocupação romana na Península Ibérica é uma tema com um importante lugar na literatura histórica portuguesa, por ser um dos períodos da Antiguidade mais trabalhados neste território.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Em Portugal, em 1907, houve dois nomes que se destacaram no início do estudo de vestígios romanos em Conimbriga. Referimo-nos a António Augusto Gonçalves e Vergílio Correia, tendo sido os responsáveis pelas duas primeiras publicações sobre o assunto em questão, no Diário de Notícias, nesse mesmo ano. Apenas em 1939 voltamos a ter publicações, uma vez mais de Vergílio Correia, mas desta feita no Diário de Coimbra, já preconizando a ideia da fundação de um museu e estudo mais aprofundado desta &#039;&#039;ciuitas&#039;&#039; (Bairrão Oleiro, 1992:9-11).&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Ao longo do século XX multiplicaram-se as obras acerca do mundo romano. No caso de Portugal, salientamos Jorge de Alarcão ao publicar em 1988 &#039;&#039;O Domínio Romano em Portugal.&#039;&#039; Esta obra apresenta uma síntese da romanização no território atual português. Jorge de Alarcão colabora ainda com Robert Etiénne na obra &#039;&#039;Fouilles de Conimbriga,&#039;&#039; onde se registam as escavações por si lideradas e publicadas em 1977, trabalho que consagra o maior levantamento arqueológico feito em Conimbriga até à data.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Fora de Portugal a importância de Conímbriga é também notória. Em Espanha, Julián Francisco Martín, com &#039;&#039;Conquista y Romanización de Lusitania&#039;&#039;, em 1989, apresenta uma obra de análise e comparação histórica dentro da península. Leonard A. Curchin, autor canadiano, publicou em 1990 &#039;&#039;The Local Magistrates of Roman Spain&#039;&#039;, que nos permite conhecer mais do funcionamento do mundo romano na &#039;&#039;Iberia&#039;&#039;.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Estes trabalhos são seguidos por António de Oliveira Marques que, em 1990, sintetiza o domínio romano em Portugal no primeiro e terceiro volumes da &#039;&#039;Nova História de Portugal,&#039;&#039; obras dirigidas pelo historiador Joel Serrão&#039;&#039;.&#039;&#039; Neste último volume nota-se um grande foco no domínio romano do nosso território (pp343 – 489).&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
José Maria Blázquez com a sua obra &#039;&#039;Arte y Religión en el Mediterráneo Antiguo&#039;&#039; (2008), acrescenta às suas variadas obras acerca do império romano na &#039;&#039;Hispania&#039;&#039;, uma visão que se estende ao território da &#039;&#039;Lusitânia.&#039;&#039;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Devem ser referidos dois congressos: em 1990&amp;lt;ins&amp;gt;,&amp;lt;/ins&amp;gt; o II Congresso Peninsular de História Antiga, realizado em Coimbra, promovido pelo Instituto de Estudos Clássicos; e o segundo em 2005, o X Colóquio Internacional da AIEMA (&#039;&#039;Association Internacionale pour l’Étude de la Mosaique Antique&#039;&#039;) publicado com o título &#039;&#039;Mosaicos de Conimbriga&#039;&#039;. Este último colóquio trouxe a Portugal um vasto grupo de grandes especialistas mundiais sobre o mosaico romano e elevou a nível internacional o papel de Conimbriga. &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Existem ainda duas obras relevantes para o estudo do período romano na &#039;&#039;Lusitânia.&#039;&#039; Trata-se de &#039;&#039;Antiguidade Tardia e Paleocristianismo em Portugal&#039;&#039; (1996), de Justino Maciel e &#039;&#039;A Arquitectura doméstica de Conimbriga e as estruturas sociais e económicas da cidade romana&#039;&#039; (2013), de Virgílio Hipólito Correia, que descreve as várias casas de Conimbriga e suas peculiaridades.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Finalmente, sendo a obra mais pormenorizada, uma vez que incide especificamente no estudo dos mosaicos romanos e que permitiu o seu aprofundamento, de João Manuel Bairrão Oleiro, &#039;&#039;O Corpus Romano, Mosaicos de Conímbriga: Casas dos repuxos&#039;&#039;, foi um estudo singular, pioneiro e de fôlego em Portugal, analisando cada mosaico romano existente na casa dos Repuxos na cidade romana de Conimbriga.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
== Enquadramento/Contextualização Histórica ==&lt;br /&gt;
O Mosaico 1.10&amp;lt;ins&amp;gt;,&amp;lt;/ins&amp;gt; cujo estudo se apresenta, localiza-se na Ala Leste-Nordeste (ENE) do peristilo central da Casa dos Repuxos (figura 4). Durante o período da Antiguidade Clássica e Tardia, esta casa situava-se na &#039;&#039;Ciuitas&#039;&#039; de Conimbriga (figura 3), pertencente à província romana de &#039;&#039;Lusitânia&#039;&#039; (figura 2), cuja capital era Emérita Augusta, (atual Mérida, Espanha).&lt;br /&gt;
[[Ficheiro:Localização Conimbriga.png|esquerda|miniaturadaimagem|233x233px|Figura 2 - Localização de Conimbriga na Lusitânia (Mapa de Domínio Livre]]&lt;br /&gt;
[[Ficheiro:Localização Mosaico 1.10.png|miniaturadaimagem|213x213px|Figura 4 - Localização do Mosaico 1.10 no Peristilo da Casa dos Repuxos (Planta retirada de Correia, 2010:150)]]&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
[[Ficheiro:Localização Casa Repuxos.png|centro|miniaturadaimagem|323x323px|Figura 3 - Localização da Casa dos Repuxos em Conimbriga (Mapa de Domínio Livre)]]&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Este local era já habitado na era pré-romana, pela tribo dos Cónios. O &#039;&#039;oppidum&#039;&#039; de Conimbriga (povoamento pré-romano em local elevado) teve a sua romanização iniciada no século I, sendo inserido na tribo Quirina, a tribo imperial à época. Conimbriga teve, assim, ocupação romana a partir do século I e até ao século VIII, (momento de despovoamento devido a invasões de Suevos e Visigodos) com um crescimento relacionado com a capacidade de produção de vidro, cerâmica e moeda (Libório, Fábio, 2000).&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Já a Casa dos Repuxos, datada do século I, deixa de ser ocupada a partir do século IV devido à construção da muralha da Antiguidade Tardia que, para proteção da cidade, a encurtou, deixando esta casa fora do perímetro protegido (Bairrão Oleiro, 1992: 26).&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Os primeiros indícios da casa dos Repuxos foram descobertos em 1907, quase uma década após as primeiras escavações e descobertas, sendo que apenas 30 anos mais tarde, durante a construção de uma estrada de acesso a Conimbriga, novas escavações revelaram a dimensão desta &#039;&#039;domus&#039;&#039; (Correia, 2013:19). O levantamento do mosaico em estudo, &#039;&#039;per se&#039;&#039;, foi apenas feito durante a década de 1950, altura em que o processo de escavações foi consolidado por intervenção da DGEMN (Direção Geral dos Edifícios e Monumentos Nacionais). A configuração conhecida desta casa data de inícios do século II devido a uma remodelação feita que culminou num aumento espacial, relevando a classe social dos seus moradores (Correia, 2013:149).&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
No espaço ao qual dedicamos este estudo, o peristilo (zona central sem cobertura delimitada por colunas que organiza o espaço doméstico) ocupa um lugar central em termos arquitetónicos e acolhe uma panóplia de mosaico romano em bom estado de conservação, permitindo um estudo mais aprofundado do opus &#039;&#039;tessellatum&#039;&#039; em território atualmente português. Este Opus consiste num &#039;&#039;expolitio&#039;&#039; (acabamento), neste caso de pavimentação através da organização de tesselas, (Vitrúvio, sec. I a.C.: VII) - pequenas pedras cúbicas assentes sobre uma argamassa - modelo herdado da civilização grega (Plínio, o Velho, séc.I: XXXVI, 184).&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
O mosaico 1.10, assim numerado por Bairrão Oleiro, (figura 12) localiza-se na Ala Leste-Nordeste do peristilo e foi sujeito a alguns restauros no seu limite sudoeste, possivelmente devido ao traçado de canalização que assegurava o escoamento das águas (Bairrão Oleiro, 1992:21). Este ainda mantém os “remendos” originais e esta grande alteração na qual foram utilizadas partes de outros mosaicos, poderá constituir a razão do padrão aqui mostrado ser único em toda a Casa (Bairrão Oleiro, 1992:58).&lt;br /&gt;
[[Ficheiro:Mosaico 1.10.jpg|centro|miniaturadaimagem|Figura 12  - Mosaico 1.10 (Fotografia retirada de Oleiro, 1992: estampa 15)]]&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
== Descrição ==&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
=== &#039;&#039;&#039;Decomposição Visual/Gráfica&#039;&#039;&#039; ===&lt;br /&gt;
- Motivos decorativos: Geométricos. (Figuras 7 e 8)&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
- Composição: Ortogonal. (Figura 7)&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
- Identificação de cenas iconográficas: Não existem cenas iconográficas.&lt;br /&gt;
[[Ficheiro:Decomposicao Base 1.10 Orientacao.png|esquerda|miniaturadaimagem|252x252px|Figura 7 - Decomposição Gráfica dos Elementos Geométricos (Grafismo: Eric Sidi)]]&lt;br /&gt;
[[Ficheiro:Decomposicao Geometrica 1.10.png|centro|miniaturadaimagem|266x266px|Figura 8 - Decomposição Gráfica da Composição (Grafismo: Eric Sidi)]]&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
=== &#039;&#039;&#039;Descrição verbal&#039;&#039;&#039; ===&lt;br /&gt;
O mosaico da Ala Leste-Nordeste do peristilo da Casa dos Repuxos (figura 5) é um mosaico geométrico de formato retangular irregular. Na parte oeste da composição, o limite é acentuadamente oblíquo com restauro realizado na Antiguidade (figura 6), no século II, altura em que houve uma reconfiguração da casa dos Repuxos.&lt;br /&gt;
[[Ficheiro:Painel 1.10.3.png|centro|miniaturadaimagem|Figura 5 - Painel 1.10.3 (Foto: Eric Sidi)]]&lt;br /&gt;
[[Ficheiro:Painel 1.10.R.png|centro|miniaturadaimagem|263x263px|Figura 6 - Painel 1.10.3.R (Foto: Eric Sidi)]]&lt;br /&gt;
Neste mosaico encontra-se uma composição ortogonal, visível pela linearidade horizontal de quadrados e retângulos sobrepostos, cortados por duas linhas verticais de quadrados tangentes justapostos (figura 7).&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Estando orientado a partir de Oeste, é possível observar que horizontalmente, os retângulos estão separados por filetes duplos pretos; já os quadrados são tangentes, sendo notória a divisão pela alternância de cor (figura 9). Verifica-se uma sequência lateral de retângulos com losangos inscritos que são cortados por quadrados com quadrifólios de losangos (figura 10) entre os quarto e quinto, sexto e sétimo, oitavo e nono retângulos, sendo que numa das linhas horizontais o quadrado central é substituído por dois losangos.&lt;br /&gt;
[[Ficheiro:Decomposicao Cor 1.10.png|centro|miniaturadaimagem|235x235px|Figura 9 - Decomposição Gráfica de Cor Preta no Mosaico[1]  (Grafismo: Eric Sidi)]]&lt;br /&gt;
Verticalmente, os quadrados e retângulos são sempre tangentes. Numa primeira linha, a Este, vê-se losangos sobre o vértice correspondente ao ângulo obtuso e triângulos isósceles que delimitam a composição. Existem em seguida linhas de retângulos com quadrado como anteriormente descrito, alternadas por quatro linhas de losangos sobre o vértice correspondente ao ângulo obtuso (“deitados”) inscritos em retângulos pretos. Em cada canto, observam-se dois losangos brancos inscritos num quadrado preto (figura 10).&lt;br /&gt;
[[Ficheiro:Motivo Clepsidra-Ampulheta 1.10.jpg|miniaturadaimagem|Figura 11 – Motivo de Ampulheta/Clepsidra (Grafismo: Eric Sidi)]]&lt;br /&gt;
A composição utiliza apenas motivos geométricos, nomeadamente losangos e triângulos. Este mosaico não contém nenhuma representação iconográfica. Destacam-se motivos como quadrifólios de losangos (figura 10) inscritos em quadrados, organizados em duas linhas verticais, e dois motivos do tipo “ampulheta” ou “clepsidra” (figura 11), criados a partir de quatro triângulos isósceles com o vértice superior orientado para o centro do quadrado.&lt;br /&gt;
[[Ficheiro:Motivo Quadrifólio 1.10.jpg|esquerda|miniaturadaimagem|Figura 10 – Motivo de Quadrifólio de Losangos (Grafismo: Eric Sidi)]]&lt;br /&gt;
Existem quatro linhas horizontais contínuas de losangos sobre o vértice correspondente ao ângulo obtuso, uma das quais incompleta. Os restantes retângulos contém losangos inscritos. São utilizadas tesselas amarelas, vermelhas, brancas e negras, sendo as figuras geométricas demarcadas a negro e os motivos de enchimento com as restantes cores, criando assim uma composição com cores contrastantes. As diferentes cores de tesselas permitem a criação de uma sequência de losangos incluídos nos losangos inscritos em quadrados e retângulos, e padrões de alternância.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
O painel é completado por uma moldura de linha dupla (a sul e oeste), tripla (a este) e quadrupla (a norte) externa preta.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Finalmente, o mosaico é delimitado a norte e a sul por uma moldura exterior não pertencente especificamente ao painel, mas que é contínua pelo peristilo. Esta é composta por filetes triplos amarelos, sendo emoldurada pela principal moldura de suásticas em meandros que envolve todo o peristilo.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
== Fontes e Bibliografia ==&lt;br /&gt;
Alarcão, J. D. (1988). O domínio romano em Portugal.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Correia, V. N. H. (2010). A Arquitectura doméstica de Conimbriga e as estruturas económicas e sociais da cidade romana. Universidade de Coimbra (Portugal).&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Encarnação, J. D. (1993). A investigação sobre o Período Romano em Portugal. EVPHROSYNE, (XXI [nova série]), 461-465.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Libório, Fábio (2000). Conimbriga: De oppidum à municipium-século- I d.C. (Área de História Antiga) Monografia.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Oleiro, J. M. B. ( 1992). Corpus dos mosaicos romanos de Portugal – Conventus Scallabitanus, I Conimbriga, Casa dos Repuxos.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Oliveira, Madeira e Linhares (2005). Mosaicos de Conimbriga, X Colóquio Internacional da AIEMA. Instituto Português de Museus, Museu Monográfico de Conimbriga.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Viegas, C., Abraços, F., &amp;amp; Macedo, M. (1993). Dicionário de motivos geométricos no mosaico romano. Liga dos Amigos de Conímbriga.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
- &amp;lt;nowiki&amp;gt;https://www.conimbriga.pt/guias2/21/pt&amp;lt;/nowiki&amp;gt; - Visitado a 02/12/2024&lt;/div&gt;</summary>
		<author><name>Vmoitinho</name></author>
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		<title>Medalhao com Acteon</title>
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		<updated>2025-12-18T22:52:35Z</updated>

		<summary type="html">&lt;p&gt;Vmoitinho: Vmoitinho moveu Medalhao com Acteon para Medalhão com Acteon (Casa dos Repuxos, Conímbriga)&lt;/p&gt;
&lt;hr /&gt;
&lt;div&gt;#REDIRECIONAMENTO [[Medalhão com Acteon (Casa dos Repuxos, Conímbriga)]]&lt;/div&gt;</summary>
		<author><name>Vmoitinho</name></author>
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		<title>Medalhão com Acteon (Casa dos Repuxos, Conímbriga)</title>
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		<updated>2025-12-18T22:52:35Z</updated>

		<summary type="html">&lt;p&gt;Vmoitinho: Vmoitinho moveu Medalhao com Acteon para Medalhão com Acteon (Casa dos Repuxos, Conímbriga)&lt;/p&gt;
&lt;hr /&gt;
&lt;div&gt;== &#039;&#039;&#039;1.7. Medalhao com acteon&#039;&#039;&#039; ==&lt;br /&gt;
{| class=&amp;quot;wikitable&amp;quot;&lt;br /&gt;
|&#039;&#039;&#039;Localização actual&#039;&#039;&#039;&lt;br /&gt;
|Casa dos Repuxos, Museu Nacional de Conímbriga (até 2023, designado Museu Monográfico de Conímbriga). Freguesias de Condeixa-a-Velha e Condeixa-a-Nova, distrito de Coimbra&lt;br /&gt;
|-&lt;br /&gt;
|&#039;&#039;&#039;Localização admin. romana&#039;&#039;&#039; &lt;br /&gt;
|Ciuitas de Conimbriga, Conuentus Scalabitanus, Província da Lusitânia&lt;br /&gt;
|-&lt;br /&gt;
|&#039;&#039;&#039;Cronologia&#039;&#039;&#039;&lt;br /&gt;
|primeiro quartel do séc. III, 200-225.&lt;br /&gt;
|}&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
== Estado da Arte ==&lt;br /&gt;
Em Portugal, a primeira obra em que se faz um estudo sistemático sobre mosaicos romanos foi com o arqueólogo e professor, João Bairrão Oleiro. Este professor ficou conhecido pelo seu estudo sobre os mosaicos romanos em Portugal, particularmente em Conimbriga e por ter fundado o Museu Monográfico de Conimbriga, em 1959. Foi professor na Universidade Nova de Lisboa e, durante o seu tempo de ensino, foi fomentando nos seus mestrandos o gosto pelo estudo dos mosaicos. Bairrão Oleiro foi convidado a escrever o “Corpus dos Mosaicos Romanos em Portugal, Conimbriga, Casa dos Repuxos” pelo Professor Doutor Artur Nobre de Gusmão que era o antigo Director do Serviço de Belas Artes da Fundação Calouste Gulbenkian. O Corpus é um “corpo” organizado e completo de informação sobre um conjunto de objetos e, por ter este caráter sistemático, serve de base a outros estudos. A obra do “Corpus dos Mosaicos Romanos em Portugal, Conimbriga, Casa dos Repuxos” foi dividida em duas partes e publicada em 1992, com o primeiro volume do &amp;quot;Conventus Scalabitanus&amp;quot;, dedicado à Casa dos Repuxos de Conimbriga. A fonte desta informação foi um artigo da revista “Portvgalia”, escrito por Fátima Abraços em 2006.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
O primeiro volume do “Corpus dos Mosaicos Romanos em Portugal, Conimbriga, Casa dos Repuxos” é composto por uma introdução, um capítulo sobre a história das escavações e a arquitetura da casa. Além disso, também é composto pelo Corpus analítico e crítico dos 38 mosaicos estudados. O autor procurou fazer um estudo crítico e comparativo, referindo alguns paralelos e propondo a possível cronologia, tendo para isso elaborado uma ficha com os seguintes itens: localização, tema, materiais utilizados, cores, descrição, dimensões, referências bibliográficas, estudo analítico e comparativo e cronologia proposta. No item “descrição”, não só analisa a decoração, mas também, refere os restauros antigos e modernos a que cada mosaico foi submetido. &lt;br /&gt;
O segundo volume apresenta as estampas com as plantas da casa, o levantamento fotográfico dos mosaicos, o levantamento dos desenhos, dos motivos decorativos e as fotografias dos materiais arqueológicos descobertos na casa.&lt;br /&gt;
Na década de 1990, o Doutor Justino Maciel continuou o trabalho do professor Bairrão Oleiro, quanto à sensibilização para o estudo do mosaico romano. Esta sensibilização foi importante e teve impactos positivos na área da arqueologia pois foi possível aprofundar melhor o estudo dos mosaicos romanos em Portugal, o que permitiu novas descobertas históricas. A publicação dos dois primeiros volumes do Corpus dos mosaicos romanos mostrou a importância científica do estudo do mosaico nos seus aspectos estilístico e técnico, o que contribuiu para o aumento dos estudos sobre os mosaicos romanos em Portugal. &lt;br /&gt;
Justino Maciel é um professor português tendo exercido a sua atividade docente no Departamento de História da Arte da Faculdade de Ciências Sociais e Humanas da Universidade Nova de Lisboa. Este professor escreveu obras sobre a província da Lusitânia, incluindo Conimbriga. Sendo conhecido como um dos maiores autores sobre a presença romana em Portugal no período da Antiguidade Tardia. Algumas das suas obras mais prestigiadas foram as traduções dos 10 livros do de “Arquitectura de Vitrúvio” lançado em 2002  e “Antiguidade Tardia e Paleocristianismo em Portugal” de 1996.   &lt;br /&gt;
Virgilio Hipolito Correia e Jorge de Alarcão também se debruçaram sobre o estudo do espaço romano em Portugal. Virgilio Hipolito Correia é um arqueólogo formado nas universidades do Porto e Coimbra. Este arqueólogo trabalhou no Serviço Regional de Arqueologia do Sul de Portugal e posteriormente em Conimbriga, Museu que dirigiu entre 1999 e 2017. Ele escreveu alguns livros sobre Conimbriga, entre eles, “Conimbriga, a vida de uma cidade da Lusitânia” de 2024 e “A arqueologia doméstica de Conimbriga e as estruturas económicas e sociais da cidade romana” de 2011.  &lt;br /&gt;
Jorge de Alarcão é um arqueólogo e historiador português que escreveu várias obras sobre o período romano em Portugal. Este arqueólogo também fez parte de uma equipa luso-francesa que investigou as Ruínas de Conimbriga. Em 1977, Jorge de Alarcão junto com o historiador francês, Robert Étienne, lançaram uma obra sobre as escavações luso-francesas em Conimbriga. Esta obra chama-se “Fouilles de Conimbriga”. &lt;br /&gt;
== Enquadramento/Contextualização Histórica ==&lt;br /&gt;
Conimbriga foi uma cidade romana da Hispânia (Península Ibérica romana), na província da Lusitânia. Atualmente, este espaço engloba um museu onde é possível visitar as ruínas desta cidade. Dentro destas ruínas encontra-se a “Casa dos Repuxos” onde foram encontrados mosaicos romanos, no peristilo desta casa e nas áreas envolventes. &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Em 1873, o Instituto de Coimbra efetua a primeira escavação arqueológica e em 1889, recebeu o patrocínio da Rainha D. Amélia. Em 1907, foram encontrados vestígios do peristilo da casa porém, só foram redescobertos em 1939, durante a construção de uma estrada. &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Entre 1929 e 1944, numa colaboração entre a Universidade de Coimbra e a Direcção-Geral dos Edifícios e Monumentos Nacionais (DGEMN), decorrem escavações sistemáticas dirigidas por Vergílio Correia. Entre 1944 e 1962, a DGEMN procedeu à consolidação e restauro das estruturas. A partir de 1953, as intervenções nos mosaicos foram dirigidas por Bairrão Oleiro.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Entre 1957 e 1958, o mosaico que estudamos da Casa dos Repuxos, Medalhão com Actéon, foi levantado e consolidado sobre 3 placas de betão armado, incluindo as molduras exteriores. Em 1962, o Museu Monográfico de Conimbriga foi aberto com artefatos coletados em várias áreas arqueológicas. (Oleiro, 1992)&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
A “Casa dos Repuxos” localiza-se a Norte da via romana de acesso à porta principal da muralha (“Porta do Sol” ou “Porta de Tomar”), a um nível um pouco inferior ao da via. O mosaico “Medalhão com Actéon” localiza-se na ala Este do pátio porticado (A-17), frente à entrada para o oecus-triclinium, in situ. (Oleiro, 1992)&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Segundo o “Corpus dos Mosaicos Romanos em Portugal, Conimbriga, Casa dos Repuxos”, durante a época romana, a “Casa dos Repuxos” foi a casa de uma família de elite cuja identidade nunca foi descoberta. Acredita-se que os donos da casa eram de uma classe social alta e tinham grandes posses financeiras, devido à grandeza da casa e aos mosaicos que foram encontrados. Também é possível notar que seriam pessoas com um gosto refinado e uma conexão com a cultura e a mitologia. Esta casa é o exemplo perfeito da vida luxuosa que algumas famílias romanas levavam. (Oleiro, 1992)  &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Hoje em dia, podemos apreciar a beleza artística da “Casa dos Repuxos” no seu jardim com  mosaicos multicoloridos que contam histórias da cultura e mitologia. &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
== Descrição ==&lt;br /&gt;
[[Ficheiro:Moldura .jpg|miniaturadaimagem|Fig.1. Foto da moldura do Painel &amp;quot;Medalhão com Actéon&amp;quot;, adaptada por Mariana Silva e Issa Karuza, &amp;quot;Corpus dos Mosaicos Romanos de Portugal, Conimbriga, Casa dos Repuxos&amp;quot;, Bairrão Oleiro, 1992. ]]&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
=== -Decomposição visual / gráfica ===&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
[[Ficheiro:Moldura (aproximada).jpg|miniaturadaimagem|Fig.2. Foto da moldura do Painel “Medalhão com Actéon”, adaptada por Mariana Silva e Issa Karuza, &amp;quot;Corpus dos Mosaicos Romanos de Portugal, Conimbriga, Casa dos Repuxos&amp;quot;, Bairrão Oleiro, 1992. ]]&lt;/div&gt;</summary>
		<author><name>Vmoitinho</name></author>
	</entry>
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		<id>https://wikimedia.pt/Opustessellatum-PT/index.php?title=Canto_Nordeste_do_Peristilo_da_Casa_dos_Repuxos&amp;diff=177</id>
		<title>Canto Nordeste do Peristilo da Casa dos Repuxos</title>
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		<updated>2025-12-18T22:52:16Z</updated>

		<summary type="html">&lt;p&gt;Vmoitinho: Vmoitinho moveu Canto Nordeste do Peristilo da Casa dos Repuxos para Mosaico do canto nordeste do peristilo (Casa dos Repuxos, Conímbriga)&lt;/p&gt;
&lt;hr /&gt;
&lt;div&gt;#REDIRECIONAMENTO [[Mosaico do canto nordeste do peristilo (Casa dos Repuxos, Conímbriga)]]&lt;/div&gt;</summary>
		<author><name>Vmoitinho</name></author>
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		<title>Mosaico do canto nordeste do peristilo (Casa dos Repuxos, Conímbriga)</title>
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		<updated>2025-12-18T22:52:11Z</updated>

		<summary type="html">&lt;p&gt;Vmoitinho: Vmoitinho moveu Canto Nordeste do Peristilo da Casa dos Repuxos para Mosaico do canto nordeste do peristilo (Casa dos Repuxos, Conímbriga)&lt;/p&gt;
&lt;hr /&gt;
&lt;div&gt;&lt;br /&gt;
== Identificação ==&lt;br /&gt;
{| class=&amp;quot;wikitable&amp;quot;&lt;br /&gt;
|&#039;&#039;&#039;Localização actual&#039;&#039;&#039;&lt;br /&gt;
|Casa dos Repuxos, Museu Nacional de Conímbriga (até 2023, designado Museu Monográfico de Conímbriga). Freguesias de Condeixa-a-Velha e Condeixa-a-Nova, distrito de Coimbra&lt;br /&gt;
|-&lt;br /&gt;
|&#039;&#039;&#039;Localização admin. romana&#039;&#039;&#039;&lt;br /&gt;
|Ciuitas de Conimbriga, Conuentus Scalabitanus, Província da Lusitânia&lt;br /&gt;
|-&lt;br /&gt;
|&#039;&#039;&#039;Cronologia&#039;&#039;&#039;&lt;br /&gt;
|segundo quartel do séc. III, 226-250.&lt;br /&gt;
|}&lt;br /&gt;
== Estado da Arte ==&lt;br /&gt;
Das escavações Luso-Francesas em 1964, foi escrito o &#039;&#039;Fouilles de Conimbriga&#039;&#039; (Alarcão, Etienne, 1979), uma obra essencial para os estudos futuros de Conimbriga. De seguida, o levantamento e descrição deste mosaico é feita no &#039;&#039;Corpus dos Mosaicos Romanos de Portugal, vol I - Casa dos Repuxos, Conímbriga&#039;&#039; (Oleiro, 1992), que inclui a análise de cada mosaico da casa, incluindo cores, técnicas, tamanho e iconografia. Mais tarde, em &#039;&#039;Le Décor Géométrique de la Mosaïque Romaine II&#039;&#039; (Balmelle, Blanchard-Lemée, Darmon, 2002), é feita uma análise dos vários padrões e motivos que podem ser encontrados nos mosaicos romanos, onde é feita uma curta menção do mosaico em estudo (p. 209). Em 2010, na tese de doutoramento &#039;&#039;A Arquitectura Doméstica de Conímbriga e as Estruturas Económicas e Sociais da Cidade Romana&#039;&#039; (Correia, 2010), é desenvolvida a arquitetura doméstica e compreende um capítulo dedicado à Casa dos Repuxos e aos seus mosaicos. No entanto, o mosaico em si ainda não foi objeto de um estudo aprofundado ou exclusivo.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
== Contextualização Histórica ==&lt;br /&gt;
[[Ficheiro:Planta da Casa dos Repuxos com o mosaico 1.9 assinalado.png|miniaturadaimagem|Fig. 1 Planta da Casa dos Repuxos com o mosaico 1.9 assinalado. Imagem original de Morand (2005, p. 21, fig. 4).]]&lt;br /&gt;
As ruínas da Casa dos Repuxos, na cidade romana de Conimbriga, e o seu conjunto de mosaicos, foram encontradas durante as escavações da Casa de Cantaber, que se iniciaram em 1929, devido à projeção da edificação de um parque de estacionamento adjacente ao lado exterior da muralha do Baixo Império. É tomada a decisão de preservação &#039;&#039;in situ&#039;&#039; dos mosaicos, onde ainda hoje se situam. As escavações nesta casa foram realizadas entre agosto e outubro de 1939 &amp;lt;sup&amp;gt;[1]&amp;lt;/sup&amp;gt;, após ser encontrada durante as escavações junto à muralha, mas apenas em 1953 é iniciado o restauro dos mosaicos, auxiliado pelo arqueólogo e estudioso de mosaico romano, João Manuel Bairrão Oleiro &amp;lt;sup&amp;gt;[2]&amp;lt;/sup&amp;gt;. Sob a direção de Bairrão Oleiro, em 1962 é então criado o Museu Monográfico de Conímbriga e estabelecida uma relação com a Universidade de Bordéus, que deu origem às escavações luso francesas entre 1964 e 1974, resultando na publicação da obra &#039;&#039;Fouilles de Conimbriga&#039;&#039;, em 1979. Em 1991 e 1992 é instalada uma cobertura de proteção sobre a Casa dos Repuxos, que se mantém até à presente data e feitas algumas intervenções e revisões de dados das escavações realizadas nos anos 50 do séc. XX. O mosaico estudado encontra-se no interior da Casa dos Repuxos, no canto nordeste do peristilo. Esta casa, edificada no segundo quartel do séc. I d.C., de acordo com o material encontrado nos entulhos, no reinado de Cláudio ou Nero, tinha inicialmente uma função comercial e artesanal. É posteriormente remodelada e adaptada para uma residência aristocrática no início do século II d.C., no reinado de Adriano &amp;lt;sup&amp;gt;[3]&amp;lt;/sup&amp;gt;, e estende-se até ao século III d.C., quando é destruída para se realizar a construção da muralha do Baixo Império para a proteção das invasões germânicas. Foi nestas alterações que as caves foram fechadas e o piso superior foi quase todo alterado, sendo instalado o conjunto de mosaicos.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
== Descrição ==&lt;br /&gt;
[[Ficheiro:Fotografia do Mosaico do canto nordeste do peristilo.jpg|miniaturadaimagem|Fig. 2 Painel do canto nordeste da Casa dos Repuxos, Conímbriga (foto: Hugo Marques / Museu Nacional de Conímbriga, s.d.).]]&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
=== Decomposição Visual/Gráfica ===&lt;br /&gt;
[[Ficheiro:Composição do painel.png|miniaturadaimagem|Fig. 3 Composição do mosaico.]]&lt;br /&gt;
[[Ficheiro:Composição do painel, com molduras e espaços residuais assinalados.png|miniaturadaimagem|Fig. 4 Composição do mosaico com as molduras e espaços residuais assinalados.]]&lt;br /&gt;
O mosaico apresenta motivos decorativos geométricos, vegetalistas e objetos e uma composição centrada com um fundo branco. Decompõe-se num painel emoldurado que inclui 4 espaços residuais e medalhão, que, por si, decompõe-se de 4 molduras com 4 quadrados e 8 losangos centrados num quadrado. Encontra-se na Casa dos Repuxos, no canto nordeste do peristilo, que define a área central da casa.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
=== Verbal ===&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
==== O Mosaico 1.9 ====&lt;br /&gt;
O mosaico (1.9) do canto nordeste do peristilo encontra-se preservado. Tem um formato quadrangular de 196 x 196 cm, com uma densidade de 93 tesselas por dm&amp;lt;sup&amp;gt;2&amp;lt;/sup&amp;gt; e com um tamanho médio de tesselas entre 9 a 11 mm.&amp;lt;sup&amp;gt;[4]&amp;lt;/sup&amp;gt; Este mosaico apresenta uma composição centrada, com um medalhão no seu centro, cuja circunferência tem 181 cm de diâmetro. O peristilo está delimitado pelas molduras de filetes pretos e amarelos e um meandro de suásticas.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
===== O Painel 1.9.1D e Moldura 1.9.1.1 =====&lt;br /&gt;
O painel (1.9.1D) de fundo branco delimita-se por uma moldura (1.9.1.1) de filete preto de 3 tesselas com um medalhão incluso. Encaixados nos espaços residuais A1 e A3, encontram-se dois crater ligeiramente diferentes um do outro, sendo um deles mais estreito, ambos de cores vermelha, preta, branca e amarela, alternando com dois cálices vegetais estilizados nos espaços A2 e A4, de cores vermelha, preta e amarela. Os vasos estão nos cantos nordeste e sudoeste, enquanto os cálices estão nos cantos noroeste e sudeste. De cada um destes elementos, emergem duas gavinhas com volutas que se estendem nos espaços residuais.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
===== As Molduras 1.9.1.2, 1.9.1.3, 1.9.1.4 e 1.9.1.5 =====&lt;br /&gt;
O medalhão tem 4 molduras, a mais exterior (1.9.1.2) é constituída por uma trança, em ilhó branca, de dois cordões. Um dos cordões é vermelho, branco e preto, o outro é amarelo, branco e preto. A trança está incluída numa faixa preta que se segue por um intervalo em filete branco. A moldura seguinte (1.9.1.3) é composta por um filete preto montado com dentículo quadrangular de 2 x 2 tesselas. A parte central do medalhão é emoldurada por dois filetes, um amarelo (1.9.1.4) e outro, preto (1.9.1.5), ambos de 2 tesselas.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
===== O Esquema Interior do Medalhão =====&lt;br /&gt;
[[Ficheiro:Particularidade do Painel do canto nordeste do peristilo.png|esquerda|miniaturadaimagem|Fig. 5 Particularidade do Painel (foto: Hugo Marques / Museu Nacional de Conímbriga, s.d.)]]&lt;br /&gt;
No interior do medalhão, centrados num quadrado preto e delineados por um filete preto de 2 tesselas, inscrevem-se 4 quadrados pretos menores assentes no vértice tangentes às faces do quadrado central e 8 espaços residuais em formato de losango, de forma a criar uma estrela de 8 pontas. Nos espaços residuais entre a estrela e a moldura (1.9.1.5) encaixam-se triângulos isósceles amarelos e vermelhos concêntricos ao respetivo espaço. Nos espaços residuais losangulares, também se encontram losangos concêntricos amarelos e vermelhos. Os quadrados menores incluem outro quadrado negro concêntrico, onde se encontram nós de Salomão pretos, brancos, vermelhos e amarelos. Encaixado no quadrado central encontra-se uma trança encanastrada de 4 cordões em ilhó, preta, branca, amarela e vermelha. Adicionalmente também se repara que um dos losangos é diferente dos outros, este é vermelho com um perfil denteado de 1 x 1 tessela, que inclui um losango preto concêntrico. Não se sabe certamente porque esta particularidade, mas assume-se ser um mero capricho do autor ou uma assinatura.[[Ficheiro:Fotografia do Mosaico do canto nordeste do peristilo.jpg|miniaturadaimagem|Fig. 6 Painel do canto nordeste da Casa dos Repuxos, Conímbriga (foto: Hugo Marques / Museu Nacional de Conímbriga, s.d.)]]&lt;br /&gt;
[[Ficheiro:Fotografia do canto nordeste do peristilo.jpg|miniaturadaimagem|Fotografia do canto nordeste do peristilo (fotografia de Carolina Fonseca)]]&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
== Imagens e Iconografia do Objeto ==&lt;br /&gt;
== Referências ==&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
# Correia (2013) p. 149&lt;br /&gt;
# Correia (2013) p. 20&lt;br /&gt;
# Correia (2004) pp. 54-55&lt;br /&gt;
# Oleiro (1992) p. 55&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
== Fontes e Bibliografia ==&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
* Abraços, M. F. Viegas, C., Macedo, M. (1993). &#039;&#039;Dicionário de Motivos Geométricos no Mosaico Romano&#039;&#039;, Liga dos Amigos de Conimbriga, Conimbriga.&lt;br /&gt;
* Balmelle, C., Blanchard-Lemée, M., &amp;amp; Darmon, J.-P. (2002). &#039;&#039;Le décor géométrique de la mosaïque romaine II&#039;&#039;. Paris: Picard.&lt;br /&gt;
* Carretas, J., Pancadares, C.: &#039;&#039;Mosaico Romano em Portugal, Tapete do peristilo da Casa dos Repuxos em Conimbriga&#039;&#039;, Faculdade de Ciências Sociais e Humanas, Universidade Nova de Lisboa - http://www2.fcsh.unl.pt/cadeiras/Opusmusiuum/m.conimbriga0001.html&lt;br /&gt;
* Correia, V. H. (2013). &#039;&#039;A Arquitectura Doméstica de Conímbriga e as Estruturas Económicas e Sociais da Cidade Romana&#039;&#039;, Coimbra.&lt;br /&gt;
* Limão, F., Silva, M. (2015). &#039;&#039;Linhas de Fronteira no Desenho do Mosaico: Breve Reflexão Sobre as Relações entre Paineis Centrais e Molduras nos Pavimentos Musivos, Estudios sobre mosaicos antiguos y medievales&#039;&#039;, Luz Neira Jiménez Editora&lt;br /&gt;
* Oleiro, J. M. B. (1992). &#039;&#039;Corpus dos Mosaicos Romanos de Portugal, Vol. I, Conuentus Scallabitanus, Conimbriga, Casa dos Repuxos&#039;&#039;, texto e imagens. Conímbriga: Museu Nacional de Conímbriga; Lisboa: Instituto Português dos Museus.&lt;/div&gt;</summary>
		<author><name>Vmoitinho</name></author>
	</entry>
	<entry>
		<id>https://wikimedia.pt/Opustessellatum-PT/index.php?title=Mosaico_da_ala_sudeste_(Casa_dos_Repuxos,_Con%C3%ADmbriga)&amp;diff=175</id>
		<title>Mosaico da ala sudeste (Casa dos Repuxos, Conímbriga)</title>
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		<updated>2025-12-18T22:51:32Z</updated>

		<summary type="html">&lt;p&gt;Vmoitinho: Vmoitinho moveu Mosaico da ala sudeste (Casa dos Repuxos, Conímbriga) para Mosaico da ala sudeste do peristilo (Casa dos Repuxos, Conímbriga)&lt;/p&gt;
&lt;hr /&gt;
&lt;div&gt;#REDIRECIONAMENTO [[Mosaico da ala sudeste do peristilo (Casa dos Repuxos, Conímbriga)]]&lt;/div&gt;</summary>
		<author><name>Vmoitinho</name></author>
	</entry>
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		<title>Mosaico da ala sudeste do peristilo (Casa dos Repuxos, Conímbriga)</title>
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		<updated>2025-12-18T22:51:32Z</updated>

		<summary type="html">&lt;p&gt;Vmoitinho: Vmoitinho moveu Mosaico da ala sudeste (Casa dos Repuxos, Conímbriga) para Mosaico da ala sudeste do peristilo (Casa dos Repuxos, Conímbriga)&lt;/p&gt;
&lt;hr /&gt;
&lt;div&gt;{| class=&amp;quot;wikitable&amp;quot;&lt;br /&gt;
|&#039;&#039;&#039;Localização actual&#039;&#039;&#039;&lt;br /&gt;
|Casa dos Repuxos, Museu Nacional de Conímbriga (até 2023, designado Museu Monográfico de Conímbriga). Freguesias de Condeixa-a-Velha e Condeixa-a-Nova, distrito de Coimbra&lt;br /&gt;
|-&lt;br /&gt;
|&#039;&#039;&#039;Localização admin. romana&#039;&#039;&#039;&lt;br /&gt;
|Ciuitas de Conimbriga, Conuentus Scalabitanus, Província da Lusitânia&lt;br /&gt;
|-&lt;br /&gt;
|&#039;&#039;&#039;Cronologia&#039;&#039;&#039;&lt;br /&gt;
|último quartel do séc. II a primeiro quartel do séc. III&lt;br /&gt;
|}&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
== &amp;lt;big&amp;gt;Estado da Arte&amp;lt;/big&amp;gt; ==&lt;br /&gt;
Produzido em tesselas calcárias, entre o último quartel do séc. II e o primeiro quartel do séc. III, foi alvo de restauros dos próprios Romanos, e moderno.&amp;lt;sup&amp;gt;[1]&amp;lt;/sup&amp;gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Terá sido escavado aquando das explorações arqueológicas de 1930-44 pelo Arqueólogo Virgilio Correia, a mando da rainha D. Amélia.&amp;lt;sup&amp;gt;[2]&amp;lt;/sup&amp;gt; Será importante referênciar que apenas 1/3 do complexo arqueológico foi escavado até à data.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Há bastantes registos escritos e trabalhos de investigação sobre a &#039;&#039;domus&#039;&#039; em que o mosaico inerente ao nosso estudo se insere. Seria um trabalho bastante extenso, embora não impossível, referenciar toda a bibliografia e pesquisa desenvolvida em torno desta casa principalmente do peristilo. Contudo, devido ao tamanho deste trabalho é importante referenciar as mais relevantes. De Justino Maciel a Jorge de Alarcão, muitos foram os autores a fazê-lo. &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
É importante mencionar que embora a análise desta casa seja extensa, nenhum estudo aborda em específico o painel em questão. Talvez devido ao seu pendor geométrico e o seu carácter de preenchimento do espaço entre os medalhões que carregavam iconografia e simbologia de um pendor mais erudito. &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Encontra-se quase como inventariado no Corpus de Conímbriga de J. M. Bairrão Oleiro. O próprio autor menciona que este painel “Não foi ainda um objeto de estudo.”&amp;lt;sup&amp;gt;[3]&amp;lt;/sup&amp;gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
É descrito brevemente no vídeo “Mosaico do corredor do peristilo da Casa dos Repuxos em Conimbriga” da autoria de Inês Rodrigues e de Samya Bruçó, que integra um projeto académico da Universidade Nova de Lisboa, “Mosaico romano em Portugal”.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
== &amp;lt;big&amp;gt;Enquadramento/Contextualização Histórica&amp;lt;/big&amp;gt; ==&lt;br /&gt;
Como mencionado anteriormente, este mosaico integra o complexo arqueológico de Conímbriga. Está localizado a sudeste do corredor, no peristilo da Casa dos Repuxos. &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Justino Maciel refere que todas as &#039;&#039;domus&#039;&#039; de Conímbriga seguiam um modelo em que o peristilo se tornava o coração da casa em torno do qual todas as dependências se organizavam.&amp;lt;sup&amp;gt;[4]&amp;lt;/sup&amp;gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Trata-se de uma construção localizada extramuros, fora das muralhas da Antiguidade Tardia. Foi mais tarde pilhada pelos suevos.&amp;lt;sup&amp;gt;[5]&amp;lt;/sup&amp;gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
A Casa dos Repuxos, é um dos melhores exemplares de &#039;&#039;domus&#039;&#039; em Portugal. Profusamente ornamentada, especialmente no peristilo, o que traduz não só o poder económico de quem lá viveu, a “magnificência da classe romana”&amp;lt;sup&amp;gt;[6]&amp;lt;/sup&amp;gt; que habitava em Conímbriga, mas também a educação dos mesmos devido aos temas eruditos representados ao longo do mesmo como o mito do Minotauro, Perseu e as Horas. &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Sob administração Romana localizava-se na província da Lusitânia, inserida no conuentus scalabittanus.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Escavado por Virgílio Correia (como mencionado a cima), no curso das primeiras escavações iniciadas no local em 1899 patrocinadas pela rainha D. Amélia.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
“Arrancado, e consolidado, em 1957/58, sobre tinta e quatro camadas de betão armado. Conservaram-se os restauros e remendos antigos, com exceção dos de Opus Signinium”&amp;lt;sup&amp;gt;[7]&amp;lt;/sup&amp;gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
== &amp;lt;big&amp;gt;Decomposição Visual/Gráfica&amp;lt;/big&amp;gt; ==&lt;br /&gt;
Para decompor visualmente o mosaico, procedemos a uma subdivisão do mesmo em painéis:&#039;&#039;&#039;Painel 1.4, Painel 14.R.a [restauro (a)], Painel14.R.b 1.4.R.c.&#039;&#039;&#039;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&#039;&#039;&#039;1.4 Ala sudeste do Pátio Porticado (composição principal) / 1.4 Southeast wing of the porticated patio (main composition)&#039;&#039;&#039;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Composição ortogonal de quadrados sobre o vértice e retângulos brancos, delimitados a preto, determinando uma forma geométrica cruciforme. Losangos negros encontram-se inscritos nos retângulos, já os quadrados são preenchidos por um motivo vegetalista de florão incluído ao qual denominamos: Florão nº1. Na figura cruciforme determinada pela composição encontramos incluídos outros dois tipos de motivo vegetalista: Florão nº2/ 2.1. No espaço residual da composição observamos peltas negras com as pontas tangentes à moldura do painel que constitui um fileto negro com a largura de 3 tesselas. Esta composição é repetida ao longo do peristilo.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&#039;&#039;&#039;Florão (Flower) nº1&#039;&#039;&#039;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Motivo vegetalista composto por 4 pétalas lanceoladas, cruzadas por 4 pétalas apontadas e de espessura delgada, com formato triangular. Ao centro, são notáveis dois quadrados sobrepostos. As suas cores alternam entre tons de vermelho, amarelo, azul e negro.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&#039;&#039;&#039;Florão (Flower) nº2&#039;&#039;&#039;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Motivo vegetalista de florão composto por 4 pétalas de especto lanceolado, subsequentemente cruzadas por 4 pétalas cordiformes. Cada uma destas pétalas composta por 3 formas cordiformes sobrepostas, proporcionando ao observador um efeito de contorno. As cores alternam entre tons de amarelo, azul, vermelho e negro.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&#039;&#039;&#039;Florão (Flower) nº2.1&#039;&#039;&#039;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Motivo de florão de carácter vegetalista semelhante ao Florão nº2, difere nas pétalas cordiformes, não apresentando contorno (sobreposição de formas cordiformes) em uma ou mais das suas pétalas. Segue também a sua policromia.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&#039;&#039;&#039;1.4.R.a Restauro Romano (a)/ 1.4 Roman restauration (a)&#039;&#039;&#039;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Composição ortogonal de quadrados brancos e negros com motivos quadrangulares de diversas tipologias (sobre o vértice, de cantos recurvos etc.) inscritos, também a branco e negro. Na extremidade há apenas um motivo geométrico não quadrangular, mas lanceolado. A delimitação da área deste painel é de um pendor bastante irregular. Apresenta na parte inferior um motivo vegetalista em voluta, o que poderia indicar a existência de um vaso nesta composição, um tema bastante reproduzido na antiguidade em Portugal, tanto a fresco, como em mosaico.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&#039;&#039;&#039;1.4.R.b Restauro Romano (b) /1.4 Roman restauration (b)&#039;&#039;&#039;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Painel irregular com composição em escama, composto por filetes recurvos de espessura irregular justapostos a branco e negro.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&#039;&#039;&#039;1.4.R.c Restauro Romano (c) /1.4 Roman restauration (c)&#039;&#039;&#039;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Painel de delimitações irregulares, composto por um fundo de tesselas negras sobre o qual se destaca um círculo a branco com um diâmetro de aproximadamente 13 tesselas. Em torno desse motivo circular dispõem-se tesselas brancas isoladas de um modo irregular. Na extremidade, vemos uma tentativa de continuação do padrão geométrico do Painel 1.4 com uma pelta de pontas recurvas inseridas num quadrado delimitado a branco (tomando o lugar do Florão nº1 na composição do painel principal).&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
== &amp;lt;big&amp;gt;Imagens e Iconografia do Objeto&amp;lt;/big&amp;gt; ==&lt;br /&gt;
A iconografia destes painéis carrega acima de tudo um pendor vegetalista e geométrico. Contudo, o Painel 1.4.c deixa-nos espaço aberto para ponderar o significado iconográfico que o mesmo carrega, poderá ser, por exemplo, uma representação de um forro astronómico. Seria importante demarcar que quer na composição principal como nos painéis de restauro, o objeto, a forma, a imagem, adaptam-se ao espaço em que estão inseridas.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
== Fontes e notas de rodapé ==&lt;br /&gt;
----[1]  J. M. Bairrão Oleiro, Janine Lancha, Instituto Português de Museus, Corpus dos mosaicos romanos de Portugal, p.45&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
[2]  Limão. F, “Conimbriga,” in &#039;&#039;The Encyclopedia of Ancient History&#039;&#039;, ed. Roger S. Bagnall et al., 1st ed. (Wiley, 2015), [p.p.]1–5, acedido em:(14-11-24)  disponível em: &amp;lt;&amp;lt;nowiki&amp;gt;https://onlinelibrary.wiley.com/doi/10.1002/9781444338386.wbeah26212&amp;lt;/nowiki&amp;gt;.&amp;gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
[3] J. M. Bairrão Oleiro, Janine Lancha, Instituto Português de Museus, Corpus dos mosaicos romanos de Portugal, p.45&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
[4]Maciel, J.; A Arte da Época Clássica (séculos II a C - II d. C.),. In: P. Pereira , ed., História da Arte Portuguesa , Círculo de Leitores , 1995&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
[5] Limão. F, “Conimbriga,” in &#039;&#039;The Encyclopedia of Ancient History&#039;&#039;, ed. Roger S. Bagnall et al., 1st ed. (Wiley, 2015), [p.p.]1–5, acedido em:(14-11-24)  disponível em: &amp;lt;&amp;lt;nowiki&amp;gt;https://onlinelibrary.wiley.com/doi/10.1002/9781444338386.wbeah26212&amp;lt;/nowiki&amp;gt;.&amp;gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
[6] Maciel, J.; A Arte da Época Clássica (séculos II a C - II d. C.),. In: P. Pereira , ed., História da Arte Portuguesa , Círculo de Leitores , 1995&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
[7] J. M. Bairrão Oleiro, Janine Lancha, Instituto Português de Museus, Corpus dos mosaicos romanos de Portugal, p.45&lt;/div&gt;</summary>
		<author><name>Vmoitinho</name></author>
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		<title>Ala Sudeste do Peristilo</title>
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		<updated>2025-12-18T22:48:29Z</updated>

		<summary type="html">&lt;p&gt;Vmoitinho: Vmoitinho moveu Ala Sudeste do Peristilo para Mosaico da ala sudeste (Casa dos Repuxos, Conímbriga)&lt;/p&gt;
&lt;hr /&gt;
&lt;div&gt;#REDIRECIONAMENTO [[Mosaico da ala sudeste (Casa dos Repuxos, Conímbriga)]]&lt;/div&gt;</summary>
		<author><name>Vmoitinho</name></author>
	</entry>
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		<title>Mosaico da ala sudeste do peristilo (Casa dos Repuxos, Conímbriga)</title>
		<link rel="alternate" type="text/html" href="https://wikimedia.pt/Opustessellatum-PT/index.php?title=Mosaico_da_ala_sudeste_do_peristilo_(Casa_dos_Repuxos,_Con%C3%ADmbriga)&amp;diff=172"/>
		<updated>2025-12-18T22:48:29Z</updated>

		<summary type="html">&lt;p&gt;Vmoitinho: Vmoitinho moveu Ala Sudeste do Peristilo para Mosaico da ala sudeste (Casa dos Repuxos, Conímbriga)&lt;/p&gt;
&lt;hr /&gt;
&lt;div&gt;{| class=&amp;quot;wikitable&amp;quot;&lt;br /&gt;
|&#039;&#039;&#039;Localização actual&#039;&#039;&#039;&lt;br /&gt;
|Casa dos Repuxos, Museu Nacional de Conímbriga (até 2023, designado Museu Monográfico de Conímbriga). Freguesias de Condeixa-a-Velha e Condeixa-a-Nova, distrito de Coimbra&lt;br /&gt;
|-&lt;br /&gt;
|&#039;&#039;&#039;Localização admin. romana&#039;&#039;&#039;&lt;br /&gt;
|Ciuitas de Conimbriga, Conuentus Scalabitanus, Província da Lusitânia&lt;br /&gt;
|-&lt;br /&gt;
|&#039;&#039;&#039;Cronologia&#039;&#039;&#039;&lt;br /&gt;
|último quartel do séc. II a primeiro quartel do séc. III&lt;br /&gt;
|}&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
== &amp;lt;big&amp;gt;Estado da Arte&amp;lt;/big&amp;gt; ==&lt;br /&gt;
Produzido em tesselas calcárias, entre o último quartel do séc. II e o primeiro quartel do séc. III, foi alvo de restauros dos próprios Romanos, e moderno.&amp;lt;sup&amp;gt;[1]&amp;lt;/sup&amp;gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Terá sido escavado aquando das explorações arqueológicas de 1930-44 pelo Arqueólogo Virgilio Correia, a mando da rainha D. Amélia.&amp;lt;sup&amp;gt;[2]&amp;lt;/sup&amp;gt; Será importante referênciar que apenas 1/3 do complexo arqueológico foi escavado até à data.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Há bastantes registos escritos e trabalhos de investigação sobre a &#039;&#039;domus&#039;&#039; em que o mosaico inerente ao nosso estudo se insere. Seria um trabalho bastante extenso, embora não impossível, referenciar toda a bibliografia e pesquisa desenvolvida em torno desta casa principalmente do peristilo. Contudo, devido ao tamanho deste trabalho é importante referenciar as mais relevantes. De Justino Maciel a Jorge de Alarcão, muitos foram os autores a fazê-lo. &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
É importante mencionar que embora a análise desta casa seja extensa, nenhum estudo aborda em específico o painel em questão. Talvez devido ao seu pendor geométrico e o seu carácter de preenchimento do espaço entre os medalhões que carregavam iconografia e simbologia de um pendor mais erudito. &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Encontra-se quase como inventariado no Corpus de Conímbriga de J. M. Bairrão Oleiro. O próprio autor menciona que este painel “Não foi ainda um objeto de estudo.”&amp;lt;sup&amp;gt;[3]&amp;lt;/sup&amp;gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
É descrito brevemente no vídeo “Mosaico do corredor do peristilo da Casa dos Repuxos em Conimbriga” da autoria de Inês Rodrigues e de Samya Bruçó, que integra um projeto académico da Universidade Nova de Lisboa, “Mosaico romano em Portugal”.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
== &amp;lt;big&amp;gt;Enquadramento/Contextualização Histórica&amp;lt;/big&amp;gt; ==&lt;br /&gt;
Como mencionado anteriormente, este mosaico integra o complexo arqueológico de Conímbriga. Está localizado a sudeste do corredor, no peristilo da Casa dos Repuxos. &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Justino Maciel refere que todas as &#039;&#039;domus&#039;&#039; de Conímbriga seguiam um modelo em que o peristilo se tornava o coração da casa em torno do qual todas as dependências se organizavam.&amp;lt;sup&amp;gt;[4]&amp;lt;/sup&amp;gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Trata-se de uma construção localizada extramuros, fora das muralhas da Antiguidade Tardia. Foi mais tarde pilhada pelos suevos.&amp;lt;sup&amp;gt;[5]&amp;lt;/sup&amp;gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
A Casa dos Repuxos, é um dos melhores exemplares de &#039;&#039;domus&#039;&#039; em Portugal. Profusamente ornamentada, especialmente no peristilo, o que traduz não só o poder económico de quem lá viveu, a “magnificência da classe romana”&amp;lt;sup&amp;gt;[6]&amp;lt;/sup&amp;gt; que habitava em Conímbriga, mas também a educação dos mesmos devido aos temas eruditos representados ao longo do mesmo como o mito do Minotauro, Perseu e as Horas. &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Sob administração Romana localizava-se na província da Lusitânia, inserida no conuentus scalabittanus.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Escavado por Virgílio Correia (como mencionado a cima), no curso das primeiras escavações iniciadas no local em 1899 patrocinadas pela rainha D. Amélia.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
“Arrancado, e consolidado, em 1957/58, sobre tinta e quatro camadas de betão armado. Conservaram-se os restauros e remendos antigos, com exceção dos de Opus Signinium”&amp;lt;sup&amp;gt;[7]&amp;lt;/sup&amp;gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
== &amp;lt;big&amp;gt;Decomposição Visual/Gráfica&amp;lt;/big&amp;gt; ==&lt;br /&gt;
Para decompor visualmente o mosaico, procedemos a uma subdivisão do mesmo em painéis:&#039;&#039;&#039;Painel 1.4, Painel 14.R.a [restauro (a)], Painel14.R.b 1.4.R.c.&#039;&#039;&#039;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&#039;&#039;&#039;1.4 Ala sudeste do Pátio Porticado (composição principal) / 1.4 Southeast wing of the porticated patio (main composition)&#039;&#039;&#039;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Composição ortogonal de quadrados sobre o vértice e retângulos brancos, delimitados a preto, determinando uma forma geométrica cruciforme. Losangos negros encontram-se inscritos nos retângulos, já os quadrados são preenchidos por um motivo vegetalista de florão incluído ao qual denominamos: Florão nº1. Na figura cruciforme determinada pela composição encontramos incluídos outros dois tipos de motivo vegetalista: Florão nº2/ 2.1. No espaço residual da composição observamos peltas negras com as pontas tangentes à moldura do painel que constitui um fileto negro com a largura de 3 tesselas. Esta composição é repetida ao longo do peristilo.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&#039;&#039;&#039;Florão (Flower) nº1&#039;&#039;&#039;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Motivo vegetalista composto por 4 pétalas lanceoladas, cruzadas por 4 pétalas apontadas e de espessura delgada, com formato triangular. Ao centro, são notáveis dois quadrados sobrepostos. As suas cores alternam entre tons de vermelho, amarelo, azul e negro.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&#039;&#039;&#039;Florão (Flower) nº2&#039;&#039;&#039;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Motivo vegetalista de florão composto por 4 pétalas de especto lanceolado, subsequentemente cruzadas por 4 pétalas cordiformes. Cada uma destas pétalas composta por 3 formas cordiformes sobrepostas, proporcionando ao observador um efeito de contorno. As cores alternam entre tons de amarelo, azul, vermelho e negro.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&#039;&#039;&#039;Florão (Flower) nº2.1&#039;&#039;&#039;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Motivo de florão de carácter vegetalista semelhante ao Florão nº2, difere nas pétalas cordiformes, não apresentando contorno (sobreposição de formas cordiformes) em uma ou mais das suas pétalas. Segue também a sua policromia.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&#039;&#039;&#039;1.4.R.a Restauro Romano (a)/ 1.4 Roman restauration (a)&#039;&#039;&#039;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Composição ortogonal de quadrados brancos e negros com motivos quadrangulares de diversas tipologias (sobre o vértice, de cantos recurvos etc.) inscritos, também a branco e negro. Na extremidade há apenas um motivo geométrico não quadrangular, mas lanceolado. A delimitação da área deste painel é de um pendor bastante irregular. Apresenta na parte inferior um motivo vegetalista em voluta, o que poderia indicar a existência de um vaso nesta composição, um tema bastante reproduzido na antiguidade em Portugal, tanto a fresco, como em mosaico.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&#039;&#039;&#039;1.4.R.b Restauro Romano (b) /1.4 Roman restauration (b)&#039;&#039;&#039;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Painel irregular com composição em escama, composto por filetes recurvos de espessura irregular justapostos a branco e negro.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&#039;&#039;&#039;1.4.R.c Restauro Romano (c) /1.4 Roman restauration (c)&#039;&#039;&#039;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Painel de delimitações irregulares, composto por um fundo de tesselas negras sobre o qual se destaca um círculo a branco com um diâmetro de aproximadamente 13 tesselas. Em torno desse motivo circular dispõem-se tesselas brancas isoladas de um modo irregular. Na extremidade, vemos uma tentativa de continuação do padrão geométrico do Painel 1.4 com uma pelta de pontas recurvas inseridas num quadrado delimitado a branco (tomando o lugar do Florão nº1 na composição do painel principal).&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
== &amp;lt;big&amp;gt;Imagens e Iconografia do Objeto&amp;lt;/big&amp;gt; ==&lt;br /&gt;
A iconografia destes painéis carrega acima de tudo um pendor vegetalista e geométrico. Contudo, o Painel 1.4.c deixa-nos espaço aberto para ponderar o significado iconográfico que o mesmo carrega, poderá ser, por exemplo, uma representação de um forro astronómico. Seria importante demarcar que quer na composição principal como nos painéis de restauro, o objeto, a forma, a imagem, adaptam-se ao espaço em que estão inseridas.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
== Fontes e notas de rodapé ==&lt;br /&gt;
----[1]  J. M. Bairrão Oleiro, Janine Lancha, Instituto Português de Museus, Corpus dos mosaicos romanos de Portugal, p.45&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
[2]  Limão. F, “Conimbriga,” in &#039;&#039;The Encyclopedia of Ancient History&#039;&#039;, ed. Roger S. Bagnall et al., 1st ed. (Wiley, 2015), [p.p.]1–5, acedido em:(14-11-24)  disponível em: &amp;lt;&amp;lt;nowiki&amp;gt;https://onlinelibrary.wiley.com/doi/10.1002/9781444338386.wbeah26212&amp;lt;/nowiki&amp;gt;.&amp;gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
[3] J. M. Bairrão Oleiro, Janine Lancha, Instituto Português de Museus, Corpus dos mosaicos romanos de Portugal, p.45&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
[4]Maciel, J.; A Arte da Época Clássica (séculos II a C - II d. C.),. In: P. Pereira , ed., História da Arte Portuguesa , Círculo de Leitores , 1995&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
[5] Limão. F, “Conimbriga,” in &#039;&#039;The Encyclopedia of Ancient History&#039;&#039;, ed. Roger S. Bagnall et al., 1st ed. (Wiley, 2015), [p.p.]1–5, acedido em:(14-11-24)  disponível em: &amp;lt;&amp;lt;nowiki&amp;gt;https://onlinelibrary.wiley.com/doi/10.1002/9781444338386.wbeah26212&amp;lt;/nowiki&amp;gt;.&amp;gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
[6] Maciel, J.; A Arte da Época Clássica (séculos II a C - II d. C.),. In: P. Pereira , ed., História da Arte Portuguesa , Círculo de Leitores , 1995&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
[7] J. M. Bairrão Oleiro, Janine Lancha, Instituto Português de Museus, Corpus dos mosaicos romanos de Portugal, p.45&lt;/div&gt;</summary>
		<author><name>Vmoitinho</name></author>
	</entry>
	<entry>
		<id>https://wikimedia.pt/Opustessellatum-PT/index.php?title=Mosaico_dos_Oct%C3%B3gonos_C%C3%B4ncavos_(Complexo_Monumental_de_Santiago_da_Guarda)&amp;diff=171</id>
		<title>Mosaico dos Octógonos Côncavos (Complexo Monumental de Santiago da Guarda)</title>
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		<updated>2025-12-18T11:51:18Z</updated>

		<summary type="html">&lt;p&gt;Vmoitinho: &lt;/p&gt;
&lt;hr /&gt;
&lt;div&gt;&lt;br /&gt;
== Identificação[editar | editar código-fonte] ==&lt;br /&gt;
{| class=&amp;quot;wikitable&amp;quot;&lt;br /&gt;
|&#039;&#039;&#039;Localização actual&#039;&#039;&#039;&lt;br /&gt;
|Pars Urbana - Villa romana de Santiago da Guarda, Complexo Monumental. Conselho de Ansião, Distrito de Leiria&lt;br /&gt;
|-&lt;br /&gt;
|&#039;&#039;&#039;Localização admin. romana&#039;&#039;&#039;&lt;br /&gt;
|Ciuitas de Conimbriga ou Sellium, Conuentus Scalabitanus, Província da Lusitânia&lt;br /&gt;
|-&lt;br /&gt;
|&#039;&#039;&#039;Cronologia&#039;&#039;&#039;&lt;br /&gt;
|séc. IV-V &lt;br /&gt;
|}&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
== Estado da Arte[editar | editar código-fonte] ==&lt;br /&gt;
O mosaico dos octógonos côncavos&amp;lt;sup&amp;gt;[1]&amp;lt;/sup&amp;gt; da Villa Romana de Santiago da Guarda permanece pouco estudado em profundidade, carecendo de análises detalhadas que explorem sua singularidade e contexto cultural. As investigações realizadas até agora inserem-se em estudos mais amplos sobre os mosaicos desta &#039;&#039;pars urbana&#039;&#039; e não em estudos de mosaicos de divisões específicas da casa. Destacam-se as seguintes obras: &#039;&#039;The Late Roman Villa of Santiago da Guarda (Ansião, Portugal): One place, many centuries, a Decoration Project. In Estudios sobre mosaicos romanos: Dimas Fernández Galiano In memoriam de 2018 e Research and value: The Roman mosaics of the Villa of Santiago da Guarda (Ansião, Portugal).&#039;&#039; &#039;&#039;Mosaicos romanos en el espacial rural, Investigación y puesta en valor&#039;&#039; de 2019 ambos da autoria de Filomena Limão e Rodrigo Pereira&#039;&#039;; The Roman mosaics of the Roman villa in the monumental complex of Santiago de Guarda, Municipality of Ansião (Portugal)&#039;&#039; de Rodrigo Pereira; The mosaics of Santiago da Guarda: A virtual reconstruction. In &#039;&#039;Horizontes Artísticos da Lusitânia: Dinâmicas da Antiguidade Clássica e Tardia. Séculos I a VIII&#039;&#039; e &#039;&#039;Contributo para uma visão global dos pavimentos de mosaico da villa romana de Santiago da Guarda, Ansião.&#039;&#039; In &#039;&#039;Actas do Encontro Portugal-Galiza: Mosaicos Romanos – Rabaçal&#039;&#039; datado de  2019 por Luís Ribeiro.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Estes oferecem importantes contributos iniciais, mas deixam em aberto muitas questões sobre a técnica, simbologia e função decorativa do mosaico em questão, destacando a necessidade de pesquisas mais específicas que situem a obra no panorama artístico e arqueológico romano. A preservação do mosaico é fundamental. Oferece uma visão valiosa sobre os métodos artísticos e os materiais usados na época, permitindo comparações com outros mosaicos da herança romana encontrados em Portugal e no Mediterrâneo.&lt;br /&gt;
----&amp;lt;sup&amp;gt;[1]&amp;lt;/sup&amp;gt;Nome atribuído pelas alunas. Pode ser encontrado também como “Mosaico dos Fusos” in RIBEIRO, 2019, p. 88. Todos os nomes seguintes nesta investigação, sejam de painéis ou molduras, são da autoria das alunas.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
== Enquadramento/Contextualização Histórica[editar | editar código-fonte] ==&lt;br /&gt;
Inaugurado em 2006, o Complexo Monumental de Santiago da Guarda representa um sítio de elevado valor arqueológico e histórico. &lt;br /&gt;
[[Ficheiro:Planta.png|esquerda|miniaturadaimagem|330x330px|Fig.1 - Planta da Pars Urbana da Villa romana de Santiago da Guarda com o mosaico localizado na designada Sala de Receção (Rodrigo Pereira), a nordeste. Estudo gráfico sobre a planta de Santiago da Guarda realizado pela aluna Inês Gonçalves, utilizando o programa Inkscape.]]&lt;br /&gt;
O conjunto monumental é composto por uma torre do século XV e uma residência senhorial moderna datada do século XVI. A partir deste período, a propriedade tornou-se a residência da influente família Vasconcelos, que posteriormente adquiriu o título de Palácio dos Vasconcelos ou Residência Senhorial dos Condes de Castelo Maior (Limão &amp;amp; Pereira, 2018, p. 195). Na segunda metade do século XIX, o conjunto residencial deixou de pertencer à família dos Vasconcelos e, no início do século XX, perdeu a sua função habitacional. Ao longo do século passado, a estrutura sofreu algum abandono e descuido, mas isso não comprometeu o seu valor histórico, sendo classificada como Monumento Nacional em 1978. Em 1996, a Câmara Municipal de Ansião adquiriu a antiga residência dos Condes de Castelo Melhor e deu início a um ambicioso projeto de recuperação e adaptação do espaço. &lt;br /&gt;
[[Ficheiro:Fig. 2 - Ortofoto nº 7.png|miniaturadaimagem|306x306px|Fig. 2 - Ortofoto nº 7 do mosaico com indicação das partes constituintes do mosaico em análise, da autoria de Sergiy Scheblykin, e Filomena Limão (2021).]]&lt;br /&gt;
A grande descoberta aconteceu em 2002, com as intervenções arqueológicas que revelaram um achado surpreendente: pavimentos de mosaico que pertenciam à pars urbana de uma &#039;&#039;villa&#039;&#039; romana escondida sob o conjunto habitacional (Limão &amp;amp; Pereira, 2018 p. 197). De acordo com o arqueólogo responsável pela descoberta, Rodrigo Pereira, esta casa teria pertencido a uma família rica de uma área rural do território romano da Lusitânia. A residência aristocrática da &#039;&#039;villa&#039;&#039; romana de Santiago da Guarda, onde vivia o proprietário, teria sido construída e ocupada pela sua família entre os séc. IV e V (Complexo Monumental de Santiago da Guarda, [s.d], &#039;&#039;Domus construção e ocupação&#039;&#039;).&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
           Segundo o arqueólogo o mosaico que estudamos ocupava o espaço onde se localizava uma taberna na década de 1980 do século XX, o que terá contribuído para a sua deteriorização[1].&lt;br /&gt;
----[1] Informação fornecida pelo arqueólogo, Rodrigo Pereira, em 25 out. 2024, numa visita ao local.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
== Descrição[editar | editar código-fonte] ==&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
=== Decomposição Visual/Gráfica [editar | editar código-fonte] ===&lt;br /&gt;
&#039;&#039;&#039;7. Mosaico dos Octógonos Côncavos&#039;&#039;&#039;&lt;br /&gt;
[[Ficheiro:Fig. 3 Mosaico nº7.png|centro|miniaturadaimagem|Fig. 3 - Estudo gráfico da composição ortogonal dos octógonos côncavos (7.1). Estudo gráfico sobre a ortofoto realizado pela aluna Inês Gonçalves, utilizando o programa Inkscape.]]&lt;br /&gt;
7.1. Painel de composição ortogonal formado por octógonos de lados côncavos, compostos com uma trança de dois cordões.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
●       7.1.1. Filete linear branco com 4 tesselas de largura;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
●      7.1.2. Moldura de composição linear, composta por duas faixas de porções enlaçadas com quadrados denteados sobre o vértice incluídos nas aberturas amendoadas. Na parte exterior do ponto de laço, encontra-se o motivo de triângulo com perfil denteado&lt;br /&gt;
[[Ficheiro:Fig. 4 Mosaico nº 7 trança.png|centro|miniaturadaimagem|Fig. 4 Estudo gráfico das tranças (7.1.2). Estudo gráfico sobre o ortofoto realizado pela aluna Inês Gonçalves, utilizando o programa Inkscape.]]&lt;br /&gt;
&#039;&#039;&#039;8. Mosaico das Aspas&#039;&#039;&#039;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
8.1. Painel de composição linear com padrão em chevron correspondente às “aspas” &lt;br /&gt;
[[Ficheiro:Fig. 5 mosaico nº8.png|centro|miniaturadaimagem|Fig. 5 Estudo gráfico das “aspas” (8.1). Estudo gráfico sobre a ortofoto realizado pela aluna Inês Gonçalves, utilizando o programa Inkscape.]]&lt;br /&gt;
●       8.1.1. Filete linear branco com 3 tesselas de largura;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
●      8.1.2. Moldura linear (ou talvez parte de um painel) com quadrados sobre o vértice concêntricos, tangentes e denteados, emoldurados por preto e dispostos sobre um fundo amarelado. O quadrado concêntrico também é preto.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&#039;&#039;&#039;9. Continuação da moldura de quadrados sobre o vértice (8.1.2.)&#039;&#039;&#039;&lt;br /&gt;
[[Ficheiro:Fig. 6 mosaico nº9.png|centro|miniaturadaimagem|Fig. 6. Estudo gráfico dos quadrados sobre o vértice. (8.1.2 e 9) Estudo gráfico sobre a ortofoto realizado pela aluna Inês Gonçalves, utilizando o programa Inkscape.]]&lt;br /&gt;
&#039;&#039;&#039;10. Mosaico da Soleira&#039;&#039;&#039;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
·       10.1. Painel ortogonal com quadrados concêntricos adjacentes (vermelho, azul e amarelo), emoldurados por filetes pretos sobre o fundo branco.&lt;br /&gt;
[[Ficheiro:Fig. 7 Mmosaico nº10.png|centro|miniaturadaimagem|Fig. 7 Estudo gráfico dos quadrados concêntricos da soleira (10.1). Estudo gráfico sobre a ortofoto realizado pela aluna Inês Gonçalves, utilizando o programa Inkscape.]]&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
=== Verbal[editar | editar código-fonte] ===&lt;br /&gt;
O Mosaico dos Octógonos Côncavos exibe uma estrutura decorativa que se consegue identificar ainda que parcialmente danificada. &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Localizado &#039;&#039;in situ&#039;&#039; no pavimento da &#039;&#039;pars urbana&#039;&#039;, a noroeste da planta arquitetónica e a norte da sala da abside ou êxedra, pertencente a uma sala de recepção da casa, apresenta uma organização de motivos geométricos e vegetalistas. Daria continuidade ao mosaico da êxedra, pois seriam o mesmo mosaico. Tem 4,50 x 3,36 metros de comprimento (Pereira, 2017, p.294). Atendendo à densidade das tesselas, tem cerca de 115-117 dm² (RIBEIRO, 2019, p. 76). Conecta-se/Liga-se com o mosaico da Sala de Receção (acima referido) através da moldura dos quadrados sobre o vértice e do mosaico da soleira.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Este mosaico passou por um processo contemporâneo de limpeza e fixação das extremidades das tesselas, visando conter a desagregação que ameaça a integridade da obra ao longo do tempo. Este processo foi indispensável para estabilizar o mosaico e assegurar que as suas peças, que se tendem a soltar devido à sua fragilidade, permaneçam no local, preservando a estrutura e a estética originais (Ribeiro, 2015, p. 76). Para além das condições naturais do tempo, o mosaico enfrenta desafios específicos durante o inverno, devido ao clima caracteristicamente húmido e chuvoso de Santiago da Guarda. Essa humidade, somada à proximidade dos mosaicos às camadas mais profundas do solo, resulta em submersões periódicas. Essas condições fazem com que a água se infiltre no solo ao redor e abaixo da camada do mosaico, intensificando o desgaste e acelerando o processo de degradação (Limão &amp;amp; Pereira, 2019, p.40). Outro aspeto a realçar é o facto do local onde está situado ter sido uma taberna na década de 1980. A intensa movimentação de pessoas e a deslocação de produtos nesse espaço contribuíram para a degradação das tesselas, expondo-as a substâncias agressivas&amp;lt;sup&amp;gt;[1]&amp;lt;/sup&amp;gt;.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Começando a descrição pelo Mosaico nº7 (Fig 2, Fig. 4 e Fig. 5), encontra-se uma moldura de composição linear de duas faixas enlaçadas (7.1.2.) sobre um fundo branco. Estas alternam entre porções em gradação das cores vermelhas, azuis e amarelas. Em cada uma das suas aberturas amendoadas está incluído um quadrado sobre o vértice denteado, compondo um motivo floral; e em cada ponto do enlace, um elemento parecido a um triângulo isósceles com perfil denteado. Seguidamente, encontra-se um filete de composição linear branco de quatro tesselas de largura (7.1.1.) que emoldura o painel principal da sala. Este painel apresenta uma composição ortogonal e é formado por octógonos de lados côncavos (7.1.), daí a origem da atribuição do nome do mosaico completo. São compostos por uma trança de dois cordões. No interior, encontram-se dois quadrados entrelaçados, resultando numa estrela de oito pontas. No centro destas, dois quadrados concêntricos denteados sobre o vértice. No espaço ao redor da estrela de oito pontas (espaço residual) estão quatro trifólios em cantoneira: no canto superior esquerdo e no inferior direito (na planta, localizam-se nordeste e sudoeste), predominam as cores amarelo e azul; no canto superior direito e no inferior esquerdo (a noroeste e a sudeste), predominam o preto e o vermelho. Exteriores aos octógonos estão quatro motivos ovais envoltos em chevron, com as suas “aspas” de cores vermelho, azul e amarelo. No espaço branco residual a este padrão, notamos a presença de um motivo vegetalista, semelhante a um florão, incluído num quadrado sobre o vértice. Este parece que nem sempre se repete, de acordo com o que é possível visualizar na fig. 2. Possivelmente tinha uma flor de lótus delimitada por uma faixa preta e curva em cada canto.[1] &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
O Mosaico nº8 (Fig. 2 e Fig. 6) é composto por uma primeira moldura (ou talvez parte de um painel), de composição linear de quadrados sobre o vértice denteados, concêntricos e tangentes sobre um fundo amarelado. Alternam entre as cores vermelho, azul e amarelo, e são emoldurados por um filete preto (8.1.2.). Possivelmente percorria as extremidades da sala desta divisão. Seguidamente outra moldura: um filete de composição linear branco de três tesselas de largura (8.1.1. e 9.) que delimita o painel das aspas (8.1.). Este de composição linear com motivos em chevron/aspas de cores preto, branco, vermelho, azul e amarelo. O mosaico nº9 é a continuação da moldura de quadrados sobre o vértice denteados (8.1.2.).&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Para concluir, o Mosaico nº10 (Fig.2 e Fig. 3) apresenta o painel da soleira (10.1). Sabemos que é uma entrada, pois encontra-se no limiar do mosaico da sala da exedra. Apresenta uma composição ortogonal de quadrados concêntricos adjacentes, de cores vermelho, azul e amarelo. São emoldurados por filetes pretos sobre um fundo branco.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
----&amp;lt;sup&amp;gt;[1]&amp;lt;/sup&amp;gt;Informação fornecida pelo arqueólogo, Rodrigo Pereira, em 25 out. 2024, numa visita ao local.&lt;br /&gt;
----&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
== [Imagens e Iconografia do Objeto][editar | editar código-fonte] ==&lt;br /&gt;
[[Ficheiro:7.1 Painel dos óctognos côncavos.jpg|centro|miniaturadaimagem|499x499px|Fig. 8 – Painel do Óctogonos Côncavos (7.1.). Adaptado a partir da ortofoto]]&lt;br /&gt;
[[Ficheiro:7.1.1 Filete branco.jpg|centro|miniaturadaimagem|501x501px|Fig. 9– Filete branco (7.1.1.). Adaptado a partir da ortofoto.]]&lt;br /&gt;
[[Ficheiro:7.1.2 Moldura de duas faixas enlaçadas.jpg|centro|miniaturadaimagem|504x504px|Fig. 10 – Moldura de duas faixas enlaçadas (7.1.2.). Adaptado a partir da ortofoto.]]&lt;br /&gt;
[[Ficheiro:8.1 Painel das aspas.jpg|centro|miniaturadaimagem|502x502px|Fig. 11 – Painel das Aspas (8.1.). Adaptado a partir da ortofoto.]]&lt;br /&gt;
[[Ficheiro:8.1.1 Filete branco.jpg|centro|miniaturadaimagem|503x503px|Fig. 12 – Filete branco (8.1.1.). Adaptado a partir da ortofoto.]]&lt;br /&gt;
[[Ficheiro:8.1.2 e 9 Moldura quadrados sobre o vértice.jpg|centro|miniaturadaimagem|506x506px|Fig. 13 – Moldura dos Quadrados sobre o Vértice (8.1.2. e 9.). Adaptado a partir da ortofoto]]&lt;br /&gt;
[[Ficheiro:10. Painel da soleira.jpg|centro|miniaturadaimagem|508x508px|Fig. 14 – Painel da Soleira (10.1.). Adaptado a partir da ortofoto.]]&lt;br /&gt;
[[Ficheiro:Fig 15 fotografia do mosaico.jpg|centro|miniaturadaimagem|466x466px|Fig. 15- Vestígios do mosaico dos Octógonos Côncavos completo, parcialmente conservado no Complexo Monumental de Santiago da Guarda, evidenciando a deterioração da superfície decorativa e a exposição da base. Fotografia de Mariana Gonçalves (25/11/2024).]]&lt;br /&gt;
[[Ficheiro:Fig 16 fotografia do mosaico.jpg|centro|miniaturadaimagem|473x473px|Fig. 16-Vestígios do mosaico dos Octógonos Côncavos completo, parcialmente conservado no Complexo Monumental de Santiago da Guarda, evidenciando a deterioração da superfície decorativa e a exposição da base. Fotografia de Mariana Gonçalves (25/11/2024).]]&lt;br /&gt;
[[Ficheiro:Fig 17 fotografia do mosaico.jpg|centro|miniaturadaimagem|488x488px|Fig. 17- Lado direito do mosaico dos Octógonos Côncavos, parcialmente conservado no Complexo Monumental de Santiago da Guarda, evidenciando a deterioração da superfície decorativa e a exposição da base. Fotografia de Mariana Gonçalves (25/11/2024).]]&lt;br /&gt;
[[Ficheiro:Fig 18 fotografia do mosaico.jpg|centro|miniaturadaimagem|393x393px|Fig. 18 - Detalhe dos mosaicos romanos no Complexo Monumental de Santiago da Guarda, com padrões geométricos ainda visíveis, mas apresentando desgaste significativo.]]&lt;br /&gt;
[[Ficheiro:Fig 19 fotografia do mosaico.jpg|centro|miniaturadaimagem|397x397px|Fig. 19- Vista geral dos mosaicos romanos no Complexo Monumental de Santiago da Guarda, mostrando padrões geométricos deteriorados e lacunas na superfície Fotografia de Mariana Gonçalves (25/11/2024).]]&lt;br /&gt;
[[Ficheiro:Fig 20 fotografia do mosaico.jpg|centro|miniaturadaimagem|363x363px|Fig. 20 -Perspetiva lateral dos mosaicos romanos, destacando o estado de conservação parcial e as marcas de degradação ao longo do tempo. Fotografia de Mariana Gonçalves (25/11/2024).]]&lt;br /&gt;
[[Ficheiro:Fig 21 fotografia do mosaico.jpg|centro|miniaturadaimagem|451x451px|Fig. 21 -Detalhe lateral esquerda dos mosaicos romanos no Complexo Monumental de Santiago da Guarda, evidenciando a transição entre o revestimento e as estruturas adjacentes.Fotografia de Mariana Gonçalves (25/11/2024).]]&lt;br /&gt;
[[Ficheiro:Fig 22 fotografia do mosaico.jpg|centro|miniaturadaimagem|457x457px|Fig. 22 - Detalhe lateral direita dos mosaicos romanos no Complexo Monumental de Santiago da Guarda, evidenciando a transição entre o revestimento e as estruturas adjacentes. Fotografia de Mariana Gonçalves (25/11/2024).]]&lt;br /&gt;
[[Ficheiro:Fig 23 fotografia do mosaico.jpg|centro|miniaturadaimagem|347x347px|Fig. 23- Detalhe lateral direita dos mosaicos romanos no Complexo Monumental de Santiago da Guarda, evidenciando a transição entre o revestimento e as estruturas adjacentes. Fotografia de Mariana Gonçalves (25/11/2024).]]&lt;br /&gt;
[[Ficheiro:Fig 24 fotografia do mosaico.jpg|centro|miniaturadaimagem|355x355px|[[Ficheiro:Fig 25 fotografia do mosaico.png|centro|miniaturadaimagem|464x464px|Fig. 25- Fotografia retirada do artigo, “The Roman Mosaics of the Roman Villa in the Monumental Complex of Santiago da Guarda, Municipality of Ansião (Portugal)”, por Rodrigo Marques Pereira (2017)]]Fig. 24 - Detalhe lateral direita dos mosaicos romanos no Complexo Monumental de Santiago da Guarda, evidenciando a transição entre o revestimento e as estruturas adjacentes. Fotografia de Mariana Gonçalves (25/11/2024).]]&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
== Fontes e Bibliografia[editar | editar código-fonte] ==&lt;br /&gt;
Câmara Municipal de Ansião. (s.d.). &#039;&#039;Complexo Monumental de Santiago da Guarda&#039;&#039;. Complexo Monumental de Santiago da Guarda. &amp;lt;nowiki&amp;gt;https://www.cm-ansiao.pt/PT/visitantes/1/cultura-e-historia/27/complexo-monumental-de-santiago-da-guarda/98/complexo-monumental-santiago-da-guarda&amp;lt;/nowiki&amp;gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Cortesão, L., Pereira, R.M.M., Trindade, L. (2006). Um sedimento, uma ruína, um projecto: O Paço dos Vasconcelos, em Santiago da Guarda. &#039;&#039;Monumentos&#039;&#039;, (25), 214–225. Lisboa: DGEMN.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Limão, F., Pereira, R. (2018). The Late Roman Villa of Santiago da Guarda (Ansião, Portugal): One place, many centuries, a Decoration Project. In &#039;&#039;Estudios sobre mosaicos romanos: Dimas Fernández Galiano In memoriam&#039;&#039;.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Limão, F., Pereira, R. (2019). Research and value: The Roman mosaics of the Villa of Santiago da Guarda (Ansião, Portugal). In L. Neira Jiménez (Coord.), &#039;&#039;Mosaicos romanos en el espacial rural, Investigación y puesta en valor&#039;&#039; (pp. 39–45). “L’Erma” di Bretschneider, &#039;&#039;Hispania Antigua: Série Arqueológica&#039;&#039;, 10.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Pereira, R. (2017). The Roman mosaics of the Roman villa in the monumental complex of Santiago de Guarda, Municipality of Ansião (Portugal). &#039;&#039;Journal of Mosaic Research&#039;&#039;, &#039;&#039;10&#039;&#039;, 285–298.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Ribeiro, L.C. (2019). The mosaics of Santiago da Guarda: A virtual reconstruction. In &#039;&#039;Horizontes Artísticos da Lusitânia: Dinâmicas da Antiguidade Clássica e Tardia. Séculos I a VIII&#039;&#039; (pp. 338–355). Canto Redondo.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Ribeiro, L.C. (2015). Contributo para uma visão global dos pavimentos de mosaico da villa romana de Santiago da Guarda, Ansião. In &#039;&#039;Actas do Encontro Portugal-Galiza: Mosaicos Romanos – Rabaçal&#039;&#039; (pp. 71–91). APECMA / AIEMA.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Viegas, C., Abraços, F., Macedo, M. (1993). &#039;&#039;Dicionário de Motivos Geométricos no Mosaico Romano.&#039;&#039; Liga dos Amigos de Conímbriga (e.d).&lt;/div&gt;</summary>
		<author><name>Vmoitinho</name></author>
	</entry>
	<entry>
		<id>https://wikimedia.pt/Opustessellatum-PT/index.php?title=Mosaico_do_grande_corredor,_tapete_norte,_cubiculo_noroeste_(Complexo_Monumental_de_Santiago_da_Guarda)&amp;diff=170</id>
		<title>Mosaico do grande corredor, tapete norte, cubiculo noroeste (Complexo Monumental de Santiago da Guarda)</title>
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		<updated>2025-12-18T11:51:11Z</updated>

		<summary type="html">&lt;p&gt;Vmoitinho: &lt;/p&gt;
&lt;hr /&gt;
&lt;div&gt;&lt;br /&gt;
== Identificação ==&lt;br /&gt;
{| class=&amp;quot;wikitable&amp;quot;&lt;br /&gt;
|&#039;&#039;&#039;Localização atual&#039;&#039;&#039;&lt;br /&gt;
|Pars Urbana - Villa romana de Santiago da Guarda, Complexo Monumental. Conselho de Ansião, Distrito de Leiria&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
|-&lt;br /&gt;
|&#039;&#039;&#039;Localização admin.  romana&#039;&#039;&#039; &lt;br /&gt;
|Ciuitas de Conimbriga ou Sellium, Conuentus Scalabitanus, Província da Lusitânia&lt;br /&gt;
|-&lt;br /&gt;
|&#039;&#039;&#039;Cronologia&#039;&#039;&#039;&lt;br /&gt;
|séc. IV-V&lt;br /&gt;
|}&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
== Estado da Arte ==&lt;br /&gt;
           Embora a informação sobre o complexo da &#039;&#039;villa&#039;&#039; romana de Santiago da Guarda atualmente acessível seja ainda limitada, existem alguns estudos e artigos que exploram a sua relevância. Entre os principais pesquisadores que se dedicaram a este tema, destaca-se Rodrigo Pereira. O seu trabalho inclui artigos fundamentais como &#039;&#039;&amp;quot;The Roman Mosaics of the Roman Villa in the Monumental Complex of Santiago de Guarda, Municipality of Ansião (Portugal)&amp;quot; (2017),&#039;&#039; que destaca as características dos mosaicos e uma descrição detalhada dos mesmos. A sua colaboração com Filomena Limão resultou também em importantes publicações como &#039;&#039;“The Late Roman Villa of Santiago da Guarda” (2018),&#039;&#039; onde são abordados o contexto e a continuidade da ocupação romana neste local ao longo dos séculos. Filomena Limão contribuiu também com diversas outras publicações neste contexto, sendo destacada a sua publicação de 2019 com Rodrigo Pereira, “Research and value: the Roman mosaics of the Villa of Santiago da Guarda” onde é abordada a importância dos mosaicos e a necessidade da preservação e valorização desta villa romana.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
           Podemos citar ainda Luísa Cortesão, Luís Andrade e Luís Campos Ribeiro em trabalhos como &#039;&#039;“Um sedimento, uma ruína, um projeto: o Paço dos Vasconcelos, em Santiago da Guarda”&#039;&#039; (2006), onde é citada a evolução da arquitetura romana no local, e &#039;&#039;“The Mosaics of Santiago da Guarda: A Virtual Reconstruction”&#039;&#039; (2019), que foca na reconstrução virtual dos mosaicos, oferecendo uma perspetiva mais clara do que poderia ter sido o aspeto original destas peças. Simultaneamente, todos estes estudos contribuem para uma visão mais ampla do que seria originalmente esta &#039;&#039;pars&#039;&#039; urbana em Santiago da Guarda, relevando a sua importância como elementos da presença romana em Portugal.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
== Enquadramento/Contextualização Histórica ==&lt;br /&gt;
A descoberta dos mosaicos romanos na &#039;&#039;pars&#039;&#039; urbana de uma &#039;&#039;Villa&#039;&#039; romana em Santiago da Guarda em 2002 representa um testemunho da presença romana em Portugal nos séculos IV e V. As escavações arqueológicas realizadas nesse ano revelaram a existência de uma villa romana, que estava associada à pars rural de uma pars urbana.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
A história do complexo monumental de Santiago da Guarda aponta para um período muito anterior, visto que este espaço reúne uma Torre quatrocentista com base medieval e uma Residência Senhorial quinhentista, datados da primeira metade do século XVI. Antes da descoberta dos mosaicos, em 1978, o conjunto arquitetónico foi reconhecido como Monumento Nacional devido a esta relevância histórica, sendo considerado como único exemplar de arquitetura manuelina do concelho. Dado este título, a proteção do monumento garantiu a sua preservação ao longo dos anos. Em 1996, a câmara de Ansião adquire esta antiga residência para realizar adaptações e recuperações de modo a integrar novas funções neste espaço.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
A estrutura arquitetónica de planta quadrangular coincide com a área ocupada pelos mosaicos descobertos na intervenção arqueológica de 2002. Da área total ocupada pelos mosaicos, mais de metade está visível para visitantes, enquanto a outra parte se encontra coberta com geotêxtil e areia para preservação. No pátio aberto do complexo, encontram-se visíveis no pavimento as marcações de dois muretes e duas bases de coluna, que representam aproximadamente o perímetro do peristilo pertencente a esta pars urbana, dando-nos uma visão mais clara da organização arquitetónica do espaço. Em 2012 foram contabilizados 21 pavimentos de mosaicos romanos num total de 299 metros quadrados. &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
== Descrição ==&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
=== Decomposição Visual/Gráfica ===&lt;br /&gt;
[[Ficheiro:Figura 2. Desenho da decomposição visual gráfica dos mosaicos (desenho por Ana Mourão)..png|esquerda|semmoldura|470x470px|Figura 2. Desenho da decomposição visual gráfica dos mosaicos (desenho por Ana Mourão).]]&lt;br /&gt;
[[Ficheiro:33 Sem Título 20241210185148.png|semmoldura|450x450px]]&lt;br /&gt;
=== Verbal ===&lt;br /&gt;
           Os mosaicos, compostos por tesselas calcárias, refletem um estilo visual detalhado, utilizando motivos geométricos e policromados que valorizam a simetria e os padrões. Partindo da parte superior do mosaico (mosaico nº20), observamos o tapete norte, cubículo noroeste, que possui um padrão elaborado e minucioso. Esta composição ortogonal de motivos inteiramente geométricos é composta por um moinho de peltas (elementos com formato triangular/semicircular) e, nas suas extremidades, elementos triangulares dentados.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Este mosaico é um pequeno espaço quadrangular de transição entre o grande corredor e outra divisão da casa e tem cerca de 130x150 centímetros. É composto por um único painel e três molduras. Duas dessas molduras são apenas filetes escuros (molduras 1 e 3 do painel nº20) de uma só tessela (cor preta/azulada) e, entre elas, um filete claro (moldura 2 do painel nº20) que tem entre três e quatro tesselas de espessura (faz a transição de três para quatro numa parte do mosaico degradada e que não é visível). O painel de composição ortogonal geométrica é policromado, utilizando cores que, nas fotos e imagens, não é possível identificar. No entanto, Rodrigo Pereira, no seu artigo ”The &#039;&#039;Roman Mosaics of the Roman Villa in the Monumental Complex of Santiago de Guarda, Municipality of Ansião (Portugal)”,&#039;&#039; afirma que as tesselas teriam cores como calcário/branco, azul-escuro/preto, azul-claro, vermelho, rosa e amarelo, sendo todo o motivo contornado por um filete de tesselas escuras. Apesar deste motivo não ter qualquer interpretação iconográfica, existem várias interpretações do que se poderia tratar o elemento triangular dentado que se forma entre os moinhos de peltas. Este elemento pode ser interpretado como uma folha de videira, uma folha de era, ou até um cacho de uvas, dependendo totalmente da interpretação do observador.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
O mosaico nº21, parte do grande corredor, tem a sua própria composição ortogonal de motivos geométricos (painel nº21). É adornado por um motivo em trança, com linhas entrelaçadas, que se desenvolve de forma a formar um meandro de suásticas, intercalado com motivos entrançados que compõem uma esteira de formato quadrangular.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
           Esta parte seria uma das principais da casa, dando acesso a muitas das suas dependências e divisões. Esta parte do mosaico tem também associadas a si duas molduras que seguem o mesmo padrão das já referidas, um filete escuro e um claro (molduras 1 e 2 do painel nº21, respetivamente). O que seria considerado a terceira moldura deste painel acaba por fazer já parte do contorno do motivo e, por isso, deixou de ser considerado como tal. À semelhança do anterior, esta composição de tranças e meandros de suásticas é toda ela contornada por um único filete de tesselas escuras e segue o mesmo esquema de cores. Diferente do outro, este padrão apresenta uma certa perspetiva, visto que no cruzamento onde se formaria a suástica as tranças sobrepõem-se.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
           Em ambas as figuras (1 e 2) é evidente que os mosaicos não estão completos, apresentando algumas falhas por degradação. Podemos notar que o mosaico nº20 tem o seu canto superior esquerdo completamente degradado enquanto no mosaico nº21 notamos algumas falhas ao longo de toda a composição.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
== Fontes e Bibliografia ==&lt;br /&gt;
&amp;quot;Mosaicos romanos de Santiago da Guarda entre os mais importantes do País&amp;quot;. s.d. Jornal de Leiria. Acedido a 15 de dezembro de 2024. &amp;lt;nowiki&amp;gt;https://www.jornaldeleiria.pt/noticia/mosaicos-romanos-de-santiago-da-guarda-entre-os-mais-importantes-do-pais-9809&amp;lt;/nowiki&amp;gt;.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Cortesão, L., Pereira, R.M.M., Trindade, L. (2006). “Um sedimento, uma ruína, um projecto: o Paço dos Vasconcelos, em Santiago da Guarda”. Monumentos. Lisboa: DGEMN. 25, 214-225.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Limão, F., Pereira, R. (2018). “The Late Roman Villa of Santiago da Guarda (Ansião, Portugal). One place, many centuries, a Decoration Project.The Corpus of the Roman Mosaics” in Estudios sobre mosaicos romanos. Dimas Fernández Galiano In memoriam.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Limão, F., Pereira, R. (2019). “Research and value: the Roman mosaics of the Villa of Santiago da Guarda (Ansião, Portugal),”Mosaicos romanos en el espacial rural, Investigación Y Puesta en Valor, “L’Erma” di Bretschneider, Hispania Antigua. Série Arqueológica, 10. Coordenação Luz Neira Jimenez. pp. 39-45.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Pereira, R. (2017). “The Roman Mosaics of the Roman Villa in the Monumental Complex of Santiago de Guarda, Municipality of Ansião (Portugal) Ansião, Journal of Mosaic Research X2017, pp. 285-298.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Ribeiro, L.C. (2019). The Mosaics of Santiago da Guarda: A Virtual Reconstruction” in Horizontes Artísticos da Lusitânia. Dinâmicas da Antiguidade Clássica e Tardia. Séculos I a VIII, Canto Redondo, Lisbon, pp. 338-355.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Ribeiro, L.C. (2015). ”Contributo para una visão global dos pavimentos de mosaico da villa romana de Santiago da Guarda, Ansião”, in Actas do Encontro Portugal - Galiza. Mosaicos Romanos – Rabaçal: APECMA / AIEMA, 71-91.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
www.publicenso.pt, Publicenso, Imagem e Comunicação-. s.d. &amp;quot;Complexo Monumental de Santiago da Guarda&amp;quot;. Portal do Município de Ansião. Acedido a 15 de dezembro de 2024. //www.cm-ansiao.pt/PT/visitantes/1/cultura-e-historia/27/complexo-monumental-de-santiago-da-guarda/98/complexo-monumental-santiago-da-guarda.&lt;/div&gt;</summary>
		<author><name>Vmoitinho</name></author>
	</entry>
	<entry>
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		<title>Mosaico do grande corredor, cubiculo noroeste (Complexo Monumental de Santiago da Guarda)</title>
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		<updated>2025-12-18T11:51:03Z</updated>

		<summary type="html">&lt;p&gt;Vmoitinho: &lt;/p&gt;
&lt;hr /&gt;
&lt;div&gt;= Mosaico do Grande Corredor; Cubículo Noroeste =&lt;br /&gt;
{| class=&amp;quot;wikitable&amp;quot;&lt;br /&gt;
| &#039;&#039;&#039;                                                          Localização Atual&#039;&#039;&#039;&lt;br /&gt;
| Pars Urbana - Villa romana de Santiago da Guarda, Complexo Monumental. Conselho de Ansião, Distrito de Leiria&lt;br /&gt;
|-&lt;br /&gt;
| &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&#039;&#039;&#039;Localização admin. romana&#039;&#039;&#039;&lt;br /&gt;
|Ciuitas de Conimbriga ou Sellium, Conuentus Scalabitanus, Província da Lusitânia&lt;br /&gt;
|-&lt;br /&gt;
| &#039;&#039;&#039;                                                             Cronologia&#039;&#039;&#039;&lt;br /&gt;
| &#039;&#039;&#039;                                          &#039;&#039;&#039;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
séc. IV-V&lt;br /&gt;
|}&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
== &#039;&#039;&#039;Estado da Arte&#039;&#039;&#039; ==&lt;br /&gt;
[[Ficheiro:Imagem do Mosaico do Cubiculo Noroeste.png|miniaturadaimagem|398x398px|Pavimento do Cubículo Noroeste]]&lt;br /&gt;
Para a produção deste trabalho escrito foram utilizadas como principais fontes de informação os estudos sobre a &#039;&#039;Villa&#039;&#039; &#039;&#039;Romana&#039;&#039; de Santiago da Guarda feitos por Luís Campos Ribeiro (em destaque no livro Horizontes Artísticos Da Lusitânia Dinâmicas da Antiguidade Clássica e Tardia em Portugal; &#039;&#039;The Villa of Santiago da Guarda&#039;&#039; pp. 338-355) e dos trabalhos de Rodrigo Pereira e Filomena Limão que foram de suma importância no que tange a localização e mapeamento do Mosaico dentro da planta, para a contextualização da história antiga, moderna e contemporânea do local onde hoje se situa o Complexo Monumental de Santiago da Guarda, além de informações relevantes como as medidas, pigmentação e o estado de preservação do Mosaico. No âmbito da análise do Mosaico o “Dicionário de Motivos Geométricos no Mosaico Romano” de Viegas, Abraços e Macedo foi essencial durante o processo de classificação e identificação dos motivos presentes nas composições dos mosaicos, vale destacar que qualquer informação que não esteja nas fontes é mera suposição dos autores deste trabalho. &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
== &#039;&#039;&#039;Enquadramento/Contextualização&#039;&#039;&#039; ==&lt;br /&gt;
O pavimento foi concebido na antiga Província Romana da Lusitânia, &#039;&#039;Ciuitas&#039;&#039; de Conímbriga ou &#039;&#039;Sellium&#039;&#039;, uma província romana que cobria a maior parte do que hoje é Portugal e parte da Espanha. O mosaico está localizado numa antiga &#039;&#039;Villa Romana&#039;&#039; em Santiago da Guarda. Numa residência que devido ao tamanho e estrutura podemos deduzir que os seus antigos ocupantes eram pessoas de alto estatuto, provavelmente com conexões com a administração local, assim como, proprietários poderosos de terras agrarias na região.&lt;br /&gt;
[[Ficheiro:Planta da Villa Romana; Localização do Cubículo Noroeste.png|miniaturadaimagem|Planta da Villa Romana; Cubículo Noroeste, Rodrigo Pereira e Filomena Limão]]&lt;br /&gt;
Posteriormente, no século XV a nobre Família dos Vasconcelos contruiria sua residência em cima de onde estava a Casa Romana erguendo uma enorme estrutura, após a descoberta da &#039;&#039;villa&#039;&#039; já na contemporaneidade o local converteu-se no Complexo Monumental de Santiago da Guarda. (PEREIRA, 2019 p.5)&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
== &#039;&#039;&#039;Descrição do Pavimento&#039;&#039;&#039; ==&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&#039;&#039;&#039;Medida&#039;&#039;&#039; &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
8,70 x 6,10 m (Pereira, 2016)&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&#039;&#039;&#039;Material/Cor&#039;&#039;&#039;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Calcário/ Branco, azul-preto, azul-claro, vermelho, rosa, amarelo&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Este pavimento está localizado no cubículo noroeste do edifício, onde foi concebido para ser um espaço destinado à receção sendo uma zona nobre da &#039;&#039;villa&#039;&#039;.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
A composição apresenta uma complexidade policromático, formas e padrões. Na área de acesso, o mosaico está conectado ao grande corredor, onde se encontra um tapete em Chevron com esquema policromático que imitam um arco-íris, emoldurado por padrões geométricos de losangos, um posicionado a este e outro a oeste. Nos espaçamentos de trás da entrada do compartimento, apresentam-se dois mosaicos distintos, cada um com a sua linguagem estética. O maior exibe um padrão policromático com escamas fluido e dinâmico, enquanto o outro possui uma composição ortogonal de quadrados e retângulos concêntricos, que transmitem uma sensação de estrutura sólida e equilíbrio visual.  &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
A moldura do mosaico é adornada com uma trança de dois fios, um detalhe que complementa e integra a composição central. No coração do mosaico, a estrutura ortogonal é formada por círculos e quadrados, figuras perfeitas da Natureza, que emergem da própria trança de dois fios. Entre essa formas geométricas pequenos motivos florais ganham destaque, uma fusão de beleza vegetalista que se entrelaça com a precisão das formas geométricas. Os espaços que surgem entre esses elementos são preenchidos com triângulos e retângulos de lados côncavos, adornados com motivos vegetais.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
O pavimento do cubículo passou por diversas intervenções em períodos posteriores a partir disso podemos assumir que sua construção original já teria sofrido danos consideráveis, antes mesmo do período moderno, pressupõe-se que a estrutura do pavimento haveria de ser igual ou similar a está que vemos hoje.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&#039;&#039;&#039;N°11 Painel Central – Painel das Flores&#039;&#039;&#039;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
O Painel Central apelidado de Painel das Flores (nome dado pelos autores deste trabalho), apresenta uma composição ortogonal de círculos, semicírculos, triângulos e de quadrados sobre o vértice, todas com um bordo trançado de duas cordas, ainda se observa diversos elementos vegetalistas como o florão presente no interior dos círculos e outro elemento desconhecido entre as tranças que se supõe que poderia ser a representação de figos, porém não se pode afirmar com exatidão; a considerável quantidade de elementos deste género podem refletir a vida campesina que seria comum aos proprietários da &#039;&#039;Villa.&#039;&#039; &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&#039;&#039;&#039;Nº12 Moldura do Painel Central&#039;&#039;&#039;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
A Moldura do Painel Central estende-se por todo o cubículo da entrada a parede norte por ser tão grande é o único a ter contato com todos os outros sendo essencial para a harmonia estética do pavimento do Cubículo Noroeste, compartilha com o Painel Central o motivo geométrico das tranças de duas cordas, tornando-se complementar a composição do Painel.  &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&#039;&#039;&#039;Nº13 Painel Lateral do Painel Central; Este&#039;&#039;&#039; &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
O Painel Lateral Este apresenta uma composição de chevron em direção austral com tapete único sendo dotado de uma policromia em tons de vermelho, azul e amarelo o que faz o mosaico assemelhar-se a um Arco-íris. &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&#039;&#039;&#039;Nº14 Painel Lateral do Painel Central; Oeste&#039;&#039;&#039;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Este Painel localizado no oeste do cubículo; o painel apresenta uma composição de dois tapetes Chevron policromáticos, devido a este fator assim como Nº13 aparenta ser um “Arco-íris” realçam o conteúdo do painel, decorados por dois tapetes em Chevron em arco-íris a este e oeste. (RIBEIRO, pp. 9) &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&#039;&#039;&#039;Nº15 Painel da Soleira (entrada) da porta&#039;&#039;&#039;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
O Painel da soleira ficava na entrada para o cubículo, possui um tapete de chevron é composto por pequenas tesselas de cerâmica em Chevron, organizadas com o formato de padrões geométricos intricados, além da sua beleza estética serviam para marcar a transição entre ambientes. &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&#039;&#039;&#039;Nº16 Moldura Este e Nº17 Moldura Oeste da Entrada&#039;&#039;&#039;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Ambos estão posicionados nas laterais do mosaico nº15 como se continuassem por trás dele, apresentam a composição de florzinha em cruz com efeito de relevo, no interior das flores podem ser encontradas as cores azul-claro, amarelo e vermelho. (RIBEIRO, pp. 9)&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&#039;&#039;&#039;Nº18 Painel Lateral da Entrada; Este&#039;&#039;&#039;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Este mosaico está no sudeste do Cubículo cercada por um filete amarelo, ao qual o mesmo apresenta uma composição ortogonal em quadricula de Faixa que formam quadrados e retângulos policromáticos algo que é percetível são as tesselas que se encontram no cruzamento das faixas possuem uma coloração avermelhada destacando-se sobres as faixas, com relação a policromia pode-se perceber que a pigmentação das tesselas de vermelho, azul e amarelo seguem uma linha horizontal e assumem tons mais fortes conformes se aproximam dos centros. (RIBEIRO, pp. 9) &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&#039;&#039;&#039;Nº19 Painel Lateral da Entrada; Oeste&#039;&#039;&#039;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Este mosaico localize no sudoeste do Cubículo; apresenta uma Composição em Escamas cercada por filete amarelo, as pigmentações das escamas seguem e horizontais em tons de amarelo, azul-claro e vermelho. (RIBEIRO, pp. 9)&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
== Fontes ==&lt;br /&gt;
Pereira, R. M. (2017). The Roman Mosaics of the Roman Villa in the Monumental Complex of Santiago da Guarda, Municipality of Ansião (Portugal). Journal of Mosaic Research. &amp;lt;nowiki&amp;gt;https://doi.org/10.26658/jmr.357097&amp;lt;/nowiki&amp;gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Maciel, M. J., &amp;amp; Limão, F. (Eds.). (2019). Horizontes artísticos da Lusitânia: dinâmicas da antiguidade clássica e tardia em Portugal: séculos I a VIII (1a edição). Canto Redondo.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
pp. 338-355&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Neira, L. (Ed.). (2019). Mosaicos romanos en el espacio rural: investigación y puesta en valor. “L’Erma” di Bretschneider.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Balmelle, C., &amp;amp; Prudhomme, R. (Eds.). (1985). Le Décor géométrique de la mosaïque romaine: répertoire graphique et descriptif des compositions linéaires et isotropes. Picard&lt;/div&gt;</summary>
		<author><name>Vmoitinho</name></author>
	</entry>
	<entry>
		<id>https://wikimedia.pt/Opustessellatum-PT/index.php?title=Mosaico_da_ala_este-nordeste_do_peristilo_(Casa_dos_Repuxos,_Con%C3%ADmbriga)&amp;diff=168</id>
		<title>Mosaico da ala este-nordeste do peristilo (Casa dos Repuxos, Conímbriga)</title>
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		<updated>2025-12-18T11:50:53Z</updated>

		<summary type="html">&lt;p&gt;Vmoitinho: &lt;/p&gt;
&lt;hr /&gt;
&lt;div&gt;[[Ficheiro:Conimbriga Repuxos Mosaico 1.10.jpg|miniaturadaimagem|347x347px|Mosaico 1.10 (Foto: Eric Sidi)]]&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
== Identificação ==&lt;br /&gt;
{| class=&amp;quot;wikitable&amp;quot;&lt;br /&gt;
|&#039;&#039;&#039;Localização actual&#039;&#039;&#039;&lt;br /&gt;
|Casa dos Repuxos, Museu Nacional de Conímbriga (até 2023, designado Museu Monográfico de Conímbriga). Freguesias de Condeixa-a-Velha e Condeixa-a-Nova, distrito de Coimbra&lt;br /&gt;
|-&lt;br /&gt;
|&#039;&#039;&#039;Localização admin. romana&#039;&#039;&#039; &lt;br /&gt;
|Ciuitas de Conimbriga, Conuentus Scalabitanus, Província da Lusitânia&lt;br /&gt;
|-&lt;br /&gt;
|&#039;&#039;&#039;Cronologia&#039;&#039;&#039;&lt;br /&gt;
|terceiro quartel do séc. III&lt;br /&gt;
|}&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
== Estado da Arte ==&lt;br /&gt;
[[Ficheiro:Localização Lusitãnia.png|miniaturadaimagem|207x207px|Figura 1 - Localização da Lusitânia no Império Romano (Mapa de Domínio Livre)]]&lt;br /&gt;
A ocupação romana na Península Ibérica é uma tema com um importante lugar na literatura histórica portuguesa, por ser um dos períodos da Antiguidade mais trabalhados neste território.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Em Portugal, em 1907, houve dois nomes que se destacaram no início do estudo de vestígios romanos em Conimbriga. Referimo-nos a António Augusto Gonçalves e Vergílio Correia, tendo sido os responsáveis pelas duas primeiras publicações sobre o assunto em questão, no Diário de Notícias, nesse mesmo ano. Apenas em 1939 voltamos a ter publicações, uma vez mais de Vergílio Correia, mas desta feita no Diário de Coimbra, já preconizando a ideia da fundação de um museu e estudo mais aprofundado desta &#039;&#039;ciuitas&#039;&#039; (Bairrão Oleiro, 1992:9-11).&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Ao longo do século XX multiplicaram-se as obras acerca do mundo romano. No caso de Portugal, salientamos Jorge de Alarcão ao publicar em 1988 &#039;&#039;O Domínio Romano em Portugal.&#039;&#039; Esta obra apresenta uma síntese da romanização no território atual português. Jorge de Alarcão colabora ainda com Robert Etiénne na obra &#039;&#039;Fouilles de Conimbriga,&#039;&#039; onde se registam as escavações por si lideradas e publicadas em 1977, trabalho que consagra o maior levantamento arqueológico feito em Conimbriga até à data.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Fora de Portugal a importância de Conímbriga é também notória. Em Espanha, Julián Francisco Martín, com &#039;&#039;Conquista y Romanización de Lusitania&#039;&#039;, em 1989, apresenta uma obra de análise e comparação histórica dentro da península. Leonard A. Curchin, autor canadiano, publicou em 1990 &#039;&#039;The Local Magistrates of Roman Spain&#039;&#039;, que nos permite conhecer mais do funcionamento do mundo romano na &#039;&#039;Iberia&#039;&#039;.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Estes trabalhos são seguidos por António de Oliveira Marques que, em 1990, sintetiza o domínio romano em Portugal no primeiro e terceiro volumes da &#039;&#039;Nova História de Portugal,&#039;&#039; obras dirigidas pelo historiador Joel Serrão&#039;&#039;.&#039;&#039; Neste último volume nota-se um grande foco no domínio romano do nosso território (pp343 – 489).&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
José Maria Blázquez com a sua obra &#039;&#039;Arte y Religión en el Mediterráneo Antiguo&#039;&#039; (2008), acrescenta às suas variadas obras acerca do império romano na &#039;&#039;Hispania&#039;&#039;, uma visão que se estende ao território da &#039;&#039;Lusitânia.&#039;&#039;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Devem ser referidos dois congressos: em 1990&amp;lt;ins&amp;gt;,&amp;lt;/ins&amp;gt; o II Congresso Peninsular de História Antiga, realizado em Coimbra, promovido pelo Instituto de Estudos Clássicos; e o segundo em 2005, o X Colóquio Internacional da AIEMA (&#039;&#039;Association Internacionale pour l’Étude de la Mosaique Antique&#039;&#039;) publicado com o título &#039;&#039;Mosaicos de Conimbriga&#039;&#039;. Este último colóquio trouxe a Portugal um vasto grupo de grandes especialistas mundiais sobre o mosaico romano e elevou a nível internacional o papel de Conimbriga. &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Existem ainda duas obras relevantes para o estudo do período romano na &#039;&#039;Lusitânia.&#039;&#039; Trata-se de &#039;&#039;Antiguidade Tardia e Paleocristianismo em Portugal&#039;&#039; (1996), de Justino Maciel e &#039;&#039;A Arquitectura doméstica de Conimbriga e as estruturas sociais e económicas da cidade romana&#039;&#039; (2013), de Virgílio Hipólito Correia, que descreve as várias casas de Conimbriga e suas peculiaridades.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Finalmente, sendo a obra mais pormenorizada, uma vez que incide especificamente no estudo dos mosaicos romanos e que permitiu o seu aprofundamento, de João Manuel Bairrão Oleiro, &#039;&#039;O Corpus Romano, Mosaicos de Conímbriga: Casas dos repuxos&#039;&#039;, foi um estudo singular, pioneiro e de fôlego em Portugal, analisando cada mosaico romano existente na casa dos Repuxos na cidade romana de Conimbriga.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
== Enquadramento/Contextualização Histórica ==&lt;br /&gt;
O Mosaico 1.10&amp;lt;ins&amp;gt;,&amp;lt;/ins&amp;gt; cujo estudo se apresenta, localiza-se na Ala Leste-Nordeste (ENE) do peristilo central da Casa dos Repuxos (figura 4). Durante o período da Antiguidade Clássica e Tardia, esta casa situava-se na &#039;&#039;Ciuitas&#039;&#039; de Conimbriga (figura 3), pertencente à província romana de &#039;&#039;Lusitânia&#039;&#039; (figura 2), cuja capital era Emérita Augusta, (atual Mérida, Espanha).&lt;br /&gt;
[[Ficheiro:Localização Conimbriga.png|esquerda|miniaturadaimagem|233x233px|Figura 2 - Localização de Conimbriga na Lusitânia (Mapa de Domínio Livre]]&lt;br /&gt;
[[Ficheiro:Localização Mosaico 1.10.png|miniaturadaimagem|213x213px|Figura 4 - Localização do Mosaico 1.10 no Peristilo da Casa dos Repuxos (Planta retirada de Correia, 2010:150)]]&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
[[Ficheiro:Localização Casa Repuxos.png|centro|miniaturadaimagem|323x323px|Figura 3 - Localização da Casa dos Repuxos em Conimbriga (Mapa de Domínio Livre)]]&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Este local era já habitado na era pré-romana, pela tribo dos Cónios. O &#039;&#039;oppidum&#039;&#039; de Conimbriga (povoamento pré-romano em local elevado) teve a sua romanização iniciada no século I, sendo inserido na tribo Quirina, a tribo imperial à época. Conimbriga teve, assim, ocupação romana a partir do século I e até ao século VIII, (momento de despovoamento devido a invasões de Suevos e Visigodos) com um crescimento relacionado com a capacidade de produção de vidro, cerâmica e moeda (Libório, Fábio, 2000).&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Já a Casa dos Repuxos, datada do século I, deixa de ser ocupada a partir do século IV devido à construção da muralha da Antiguidade Tardia que, para proteção da cidade, a encurtou, deixando esta casa fora do perímetro protegido (Bairrão Oleiro, 1992: 26).&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Os primeiros indícios da casa dos Repuxos foram descobertos em 1907, quase uma década após as primeiras escavações e descobertas, sendo que apenas 30 anos mais tarde, durante a construção de uma estrada de acesso a Conimbriga, novas escavações revelaram a dimensão desta &#039;&#039;domus&#039;&#039; (Correia, 2013:19). O levantamento do mosaico em estudo, &#039;&#039;per se&#039;&#039;, foi apenas feito durante a década de 1950, altura em que o processo de escavações foi consolidado por intervenção da DGEMN (Direção Geral dos Edifícios e Monumentos Nacionais). A configuração conhecida desta casa data de inícios do século II devido a uma remodelação feita que culminou num aumento espacial, relevando a classe social dos seus moradores (Correia, 2013:149).&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
No espaço ao qual dedicamos este estudo, o peristilo (zona central sem cobertura delimitada por colunas que organiza o espaço doméstico) ocupa um lugar central em termos arquitetónicos e acolhe uma panóplia de mosaico romano em bom estado de conservação, permitindo um estudo mais aprofundado do opus &#039;&#039;tessellatum&#039;&#039; em território atualmente português. Este Opus consiste num &#039;&#039;expolitio&#039;&#039; (acabamento), neste caso de pavimentação através da organização de tesselas, (Vitrúvio, sec. I a.C.: VII) - pequenas pedras cúbicas assentes sobre uma argamassa - modelo herdado da civilização grega (Plínio, o Velho, séc.I: XXXVI, 184).&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
O mosaico 1.10, assim numerado por Bairrão Oleiro, (figura 12) localiza-se na Ala Leste-Nordeste do peristilo e foi sujeito a alguns restauros no seu limite sudoeste, possivelmente devido ao traçado de canalização que assegurava o escoamento das águas (Bairrão Oleiro, 1992:21). Este ainda mantém os “remendos” originais e esta grande alteração na qual foram utilizadas partes de outros mosaicos, poderá constituir a razão do padrão aqui mostrado ser único em toda a Casa (Bairrão Oleiro, 1992:58).&lt;br /&gt;
[[Ficheiro:Mosaico 1.10.jpg|centro|miniaturadaimagem|Figura 12  - Mosaico 1.10 (Fotografia retirada de Oleiro, 1992: estampa 15)]]&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
== Descrição ==&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
=== &#039;&#039;&#039;Decomposição Visual/Gráfica&#039;&#039;&#039; ===&lt;br /&gt;
- Motivos decorativos: Geométricos. (Figuras 7 e 8)&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
- Composição: Ortogonal. (Figura 7)&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
- Identificação de cenas iconográficas: Não existem cenas iconográficas.&lt;br /&gt;
[[Ficheiro:Decomposicao Base 1.10 Orientacao.png|esquerda|miniaturadaimagem|252x252px|Figura 7 - Decomposição Gráfica dos Elementos Geométricos (Grafismo: Eric Sidi)]]&lt;br /&gt;
[[Ficheiro:Decomposicao Geometrica 1.10.png|centro|miniaturadaimagem|266x266px|Figura 8 - Decomposição Gráfica da Composição (Grafismo: Eric Sidi)]]&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
=== &#039;&#039;&#039;Descrição verbal&#039;&#039;&#039; ===&lt;br /&gt;
O mosaico da Ala Leste-Nordeste do peristilo da Casa dos Repuxos (figura 5) é um mosaico geométrico de formato retangular irregular. Na parte oeste da composição, o limite é acentuadamente oblíquo com restauro realizado na Antiguidade (figura 6), no século II, altura em que houve uma reconfiguração da casa dos Repuxos.&lt;br /&gt;
[[Ficheiro:Painel 1.10.3.png|centro|miniaturadaimagem|Figura 5 - Painel 1.10.3 (Foto: Eric Sidi)]]&lt;br /&gt;
[[Ficheiro:Painel 1.10.R.png|centro|miniaturadaimagem|263x263px|Figura 6 - Painel 1.10.3.R (Foto: Eric Sidi)]]&lt;br /&gt;
Neste mosaico encontra-se uma composição ortogonal, visível pela linearidade horizontal de quadrados e retângulos sobrepostos, cortados por duas linhas verticais de quadrados tangentes justapostos (figura 7).&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Estando orientado a partir de Oeste, é possível observar que horizontalmente, os retângulos estão separados por filetes duplos pretos; já os quadrados são tangentes, sendo notória a divisão pela alternância de cor (figura 9). Verifica-se uma sequência lateral de retângulos com losangos inscritos que são cortados por quadrados com quadrifólios de losangos (figura 10) entre os quarto e quinto, sexto e sétimo, oitavo e nono retângulos, sendo que numa das linhas horizontais o quadrado central é substituído por dois losangos.&lt;br /&gt;
[[Ficheiro:Decomposicao Cor 1.10.png|centro|miniaturadaimagem|235x235px|Figura 9 - Decomposição Gráfica de Cor Preta no Mosaico[1]  (Grafismo: Eric Sidi)]]&lt;br /&gt;
Verticalmente, os quadrados e retângulos são sempre tangentes. Numa primeira linha, a Este, vê-se losangos sobre o vértice correspondente ao ângulo obtuso e triângulos isósceles que delimitam a composição. Existem em seguida linhas de retângulos com quadrado como anteriormente descrito, alternadas por quatro linhas de losangos sobre o vértice correspondente ao ângulo obtuso (“deitados”) inscritos em retângulos pretos. Em cada canto, observam-se dois losangos brancos inscritos num quadrado preto (figura 10).&lt;br /&gt;
[[Ficheiro:Motivo Clepsidra-Ampulheta 1.10.jpg|miniaturadaimagem|Figura 11 – Motivo de Ampulheta/Clepsidra (Grafismo: Eric Sidi)]]&lt;br /&gt;
A composição utiliza apenas motivos geométricos, nomeadamente losangos e triângulos. Este mosaico não contém nenhuma representação iconográfica. Destacam-se motivos como quadrifólios de losangos (figura 10) inscritos em quadrados, organizados em duas linhas verticais, e dois motivos do tipo “ampulheta” ou “clepsidra” (figura 11), criados a partir de quatro triângulos isósceles com o vértice superior orientado para o centro do quadrado.&lt;br /&gt;
[[Ficheiro:Motivo Quadrifólio 1.10.jpg|esquerda|miniaturadaimagem|Figura 10 – Motivo de Quadrifólio de Losangos (Grafismo: Eric Sidi)]]&lt;br /&gt;
Existem quatro linhas horizontais contínuas de losangos sobre o vértice correspondente ao ângulo obtuso, uma das quais incompleta. Os restantes retângulos contém losangos inscritos. São utilizadas tesselas amarelas, vermelhas, brancas e negras, sendo as figuras geométricas demarcadas a negro e os motivos de enchimento com as restantes cores, criando assim uma composição com cores contrastantes. As diferentes cores de tesselas permitem a criação de uma sequência de losangos incluídos nos losangos inscritos em quadrados e retângulos, e padrões de alternância.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
O painel é completado por uma moldura de linha dupla (a sul e oeste), tripla (a este) e quadrupla (a norte) externa preta.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Finalmente, o mosaico é delimitado a norte e a sul por uma moldura exterior não pertencente especificamente ao painel, mas que é contínua pelo peristilo. Esta é composta por filetes triplos amarelos, sendo emoldurada pela principal moldura de suásticas em meandros que envolve todo o peristilo.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
== Fontes e Bibliografia ==&lt;br /&gt;
Alarcão, J. D. (1988). O domínio romano em Portugal.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Correia, V. N. H. (2010). A Arquitectura doméstica de Conimbriga e as estruturas económicas e sociais da cidade romana. Universidade de Coimbra (Portugal).&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Encarnação, J. D. (1993). A investigação sobre o Período Romano em Portugal. EVPHROSYNE, (XXI [nova série]), 461-465.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Libório, Fábio (2000). Conimbriga: De oppidum à municipium-século- I d.C. (Área de História Antiga) Monografia.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Oleiro, J. M. B. ( 1992). Corpus dos mosaicos romanos de Portugal – Conventus Scallabitanus, I Conimbriga, Casa dos Repuxos.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Oliveira, Madeira e Linhares (2005). Mosaicos de Conimbriga, X Colóquio Internacional da AIEMA. Instituto Português de Museus, Museu Monográfico de Conimbriga.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Viegas, C., Abraços, F., &amp;amp; Macedo, M. (1993). Dicionário de motivos geométricos no mosaico romano. Liga dos Amigos de Conímbriga.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
- &amp;lt;nowiki&amp;gt;https://www.conimbriga.pt/guias2/21/pt&amp;lt;/nowiki&amp;gt; - Visitado a 02/12/2024&lt;/div&gt;</summary>
		<author><name>Vmoitinho</name></author>
	</entry>
	<entry>
		<id>https://wikimedia.pt/Opustessellatum-PT/index.php?title=Medalh%C3%A3o_com_Acteon_(Casa_dos_Repuxos,_Con%C3%ADmbriga)&amp;diff=167</id>
		<title>Medalhão com Acteon (Casa dos Repuxos, Conímbriga)</title>
		<link rel="alternate" type="text/html" href="https://wikimedia.pt/Opustessellatum-PT/index.php?title=Medalh%C3%A3o_com_Acteon_(Casa_dos_Repuxos,_Con%C3%ADmbriga)&amp;diff=167"/>
		<updated>2025-12-18T11:50:41Z</updated>

		<summary type="html">&lt;p&gt;Vmoitinho: &lt;/p&gt;
&lt;hr /&gt;
&lt;div&gt;== &#039;&#039;&#039;1.7. Medalhao com acteon&#039;&#039;&#039; ==&lt;br /&gt;
{| class=&amp;quot;wikitable&amp;quot;&lt;br /&gt;
|&#039;&#039;&#039;Localização actual&#039;&#039;&#039;&lt;br /&gt;
|Casa dos Repuxos, Museu Nacional de Conímbriga (até 2023, designado Museu Monográfico de Conímbriga). Freguesias de Condeixa-a-Velha e Condeixa-a-Nova, distrito de Coimbra&lt;br /&gt;
|-&lt;br /&gt;
|&#039;&#039;&#039;Localização admin. romana&#039;&#039;&#039; &lt;br /&gt;
|Ciuitas de Conimbriga, Conuentus Scalabitanus, Província da Lusitânia&lt;br /&gt;
|-&lt;br /&gt;
|&#039;&#039;&#039;Cronologia&#039;&#039;&#039;&lt;br /&gt;
|primeiro quartel do séc. III, 200-225.&lt;br /&gt;
|}&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
== Estado da Arte ==&lt;br /&gt;
Em Portugal, a primeira obra em que se faz um estudo sistemático sobre mosaicos romanos foi com o arqueólogo e professor, João Bairrão Oleiro. Este professor ficou conhecido pelo seu estudo sobre os mosaicos romanos em Portugal, particularmente em Conimbriga e por ter fundado o Museu Monográfico de Conimbriga, em 1959. Foi professor na Universidade Nova de Lisboa e, durante o seu tempo de ensino, foi fomentando nos seus mestrandos o gosto pelo estudo dos mosaicos. Bairrão Oleiro foi convidado a escrever o “Corpus dos Mosaicos Romanos em Portugal, Conimbriga, Casa dos Repuxos” pelo Professor Doutor Artur Nobre de Gusmão que era o antigo Director do Serviço de Belas Artes da Fundação Calouste Gulbenkian. O Corpus é um “corpo” organizado e completo de informação sobre um conjunto de objetos e, por ter este caráter sistemático, serve de base a outros estudos. A obra do “Corpus dos Mosaicos Romanos em Portugal, Conimbriga, Casa dos Repuxos” foi dividida em duas partes e publicada em 1992, com o primeiro volume do &amp;quot;Conventus Scalabitanus&amp;quot;, dedicado à Casa dos Repuxos de Conimbriga. A fonte desta informação foi um artigo da revista “Portvgalia”, escrito por Fátima Abraços em 2006.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
O primeiro volume do “Corpus dos Mosaicos Romanos em Portugal, Conimbriga, Casa dos Repuxos” é composto por uma introdução, um capítulo sobre a história das escavações e a arquitetura da casa. Além disso, também é composto pelo Corpus analítico e crítico dos 38 mosaicos estudados. O autor procurou fazer um estudo crítico e comparativo, referindo alguns paralelos e propondo a possível cronologia, tendo para isso elaborado uma ficha com os seguintes itens: localização, tema, materiais utilizados, cores, descrição, dimensões, referências bibliográficas, estudo analítico e comparativo e cronologia proposta. No item “descrição”, não só analisa a decoração, mas também, refere os restauros antigos e modernos a que cada mosaico foi submetido. &lt;br /&gt;
O segundo volume apresenta as estampas com as plantas da casa, o levantamento fotográfico dos mosaicos, o levantamento dos desenhos, dos motivos decorativos e as fotografias dos materiais arqueológicos descobertos na casa.&lt;br /&gt;
Na década de 1990, o Doutor Justino Maciel continuou o trabalho do professor Bairrão Oleiro, quanto à sensibilização para o estudo do mosaico romano. Esta sensibilização foi importante e teve impactos positivos na área da arqueologia pois foi possível aprofundar melhor o estudo dos mosaicos romanos em Portugal, o que permitiu novas descobertas históricas. A publicação dos dois primeiros volumes do Corpus dos mosaicos romanos mostrou a importância científica do estudo do mosaico nos seus aspectos estilístico e técnico, o que contribuiu para o aumento dos estudos sobre os mosaicos romanos em Portugal. &lt;br /&gt;
Justino Maciel é um professor português tendo exercido a sua atividade docente no Departamento de História da Arte da Faculdade de Ciências Sociais e Humanas da Universidade Nova de Lisboa. Este professor escreveu obras sobre a província da Lusitânia, incluindo Conimbriga. Sendo conhecido como um dos maiores autores sobre a presença romana em Portugal no período da Antiguidade Tardia. Algumas das suas obras mais prestigiadas foram as traduções dos 10 livros do de “Arquitectura de Vitrúvio” lançado em 2002  e “Antiguidade Tardia e Paleocristianismo em Portugal” de 1996.   &lt;br /&gt;
Virgilio Hipolito Correia e Jorge de Alarcão também se debruçaram sobre o estudo do espaço romano em Portugal. Virgilio Hipolito Correia é um arqueólogo formado nas universidades do Porto e Coimbra. Este arqueólogo trabalhou no Serviço Regional de Arqueologia do Sul de Portugal e posteriormente em Conimbriga, Museu que dirigiu entre 1999 e 2017. Ele escreveu alguns livros sobre Conimbriga, entre eles, “Conimbriga, a vida de uma cidade da Lusitânia” de 2024 e “A arqueologia doméstica de Conimbriga e as estruturas económicas e sociais da cidade romana” de 2011.  &lt;br /&gt;
Jorge de Alarcão é um arqueólogo e historiador português que escreveu várias obras sobre o período romano em Portugal. Este arqueólogo também fez parte de uma equipa luso-francesa que investigou as Ruínas de Conimbriga. Em 1977, Jorge de Alarcão junto com o historiador francês, Robert Étienne, lançaram uma obra sobre as escavações luso-francesas em Conimbriga. Esta obra chama-se “Fouilles de Conimbriga”. &lt;br /&gt;
== Enquadramento/Contextualização Histórica ==&lt;br /&gt;
Conimbriga foi uma cidade romana da Hispânia (Península Ibérica romana), na província da Lusitânia. Atualmente, este espaço engloba um museu onde é possível visitar as ruínas desta cidade. Dentro destas ruínas encontra-se a “Casa dos Repuxos” onde foram encontrados mosaicos romanos, no peristilo desta casa e nas áreas envolventes. &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Em 1873, o Instituto de Coimbra efetua a primeira escavação arqueológica e em 1889, recebeu o patrocínio da Rainha D. Amélia. Em 1907, foram encontrados vestígios do peristilo da casa porém, só foram redescobertos em 1939, durante a construção de uma estrada. &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Entre 1929 e 1944, numa colaboração entre a Universidade de Coimbra e a Direcção-Geral dos Edifícios e Monumentos Nacionais (DGEMN), decorrem escavações sistemáticas dirigidas por Vergílio Correia. Entre 1944 e 1962, a DGEMN procedeu à consolidação e restauro das estruturas. A partir de 1953, as intervenções nos mosaicos foram dirigidas por Bairrão Oleiro.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Entre 1957 e 1958, o mosaico que estudamos da Casa dos Repuxos, Medalhão com Actéon, foi levantado e consolidado sobre 3 placas de betão armado, incluindo as molduras exteriores. Em 1962, o Museu Monográfico de Conimbriga foi aberto com artefatos coletados em várias áreas arqueológicas. (Oleiro, 1992)&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
A “Casa dos Repuxos” localiza-se a Norte da via romana de acesso à porta principal da muralha (“Porta do Sol” ou “Porta de Tomar”), a um nível um pouco inferior ao da via. O mosaico “Medalhão com Actéon” localiza-se na ala Este do pátio porticado (A-17), frente à entrada para o oecus-triclinium, in situ. (Oleiro, 1992)&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Segundo o “Corpus dos Mosaicos Romanos em Portugal, Conimbriga, Casa dos Repuxos”, durante a época romana, a “Casa dos Repuxos” foi a casa de uma família de elite cuja identidade nunca foi descoberta. Acredita-se que os donos da casa eram de uma classe social alta e tinham grandes posses financeiras, devido à grandeza da casa e aos mosaicos que foram encontrados. Também é possível notar que seriam pessoas com um gosto refinado e uma conexão com a cultura e a mitologia. Esta casa é o exemplo perfeito da vida luxuosa que algumas famílias romanas levavam. (Oleiro, 1992)  &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Hoje em dia, podemos apreciar a beleza artística da “Casa dos Repuxos” no seu jardim com  mosaicos multicoloridos que contam histórias da cultura e mitologia. &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
== Descrição ==&lt;br /&gt;
[[Ficheiro:Moldura .jpg|miniaturadaimagem|Fig.1. Foto da moldura do Painel &amp;quot;Medalhão com Actéon&amp;quot;, adaptada por Mariana Silva e Issa Karuza, &amp;quot;Corpus dos Mosaicos Romanos de Portugal, Conimbriga, Casa dos Repuxos&amp;quot;, Bairrão Oleiro, 1992. ]]&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
=== -Decomposição visual / gráfica ===&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
[[Ficheiro:Moldura (aproximada).jpg|miniaturadaimagem|Fig.2. Foto da moldura do Painel “Medalhão com Actéon”, adaptada por Mariana Silva e Issa Karuza, &amp;quot;Corpus dos Mosaicos Romanos de Portugal, Conimbriga, Casa dos Repuxos&amp;quot;, Bairrão Oleiro, 1992. ]]&lt;/div&gt;</summary>
		<author><name>Vmoitinho</name></author>
	</entry>
	<entry>
		<id>https://wikimedia.pt/Opustessellatum-PT/index.php?title=Mosaico_do_canto_nordeste_do_peristilo_(Casa_dos_Repuxos,_Con%C3%ADmbriga)&amp;diff=166</id>
		<title>Mosaico do canto nordeste do peristilo (Casa dos Repuxos, Conímbriga)</title>
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		<updated>2025-12-18T11:50:27Z</updated>

		<summary type="html">&lt;p&gt;Vmoitinho: &lt;/p&gt;
&lt;hr /&gt;
&lt;div&gt;&lt;br /&gt;
== Identificação ==&lt;br /&gt;
{| class=&amp;quot;wikitable&amp;quot;&lt;br /&gt;
|&#039;&#039;&#039;Localização actual&#039;&#039;&#039;&lt;br /&gt;
|Casa dos Repuxos, Museu Nacional de Conímbriga (até 2023, designado Museu Monográfico de Conímbriga). Freguesias de Condeixa-a-Velha e Condeixa-a-Nova, distrito de Coimbra&lt;br /&gt;
|-&lt;br /&gt;
|&#039;&#039;&#039;Localização admin. romana&#039;&#039;&#039;&lt;br /&gt;
|Ciuitas de Conimbriga, Conuentus Scalabitanus, Província da Lusitânia&lt;br /&gt;
|-&lt;br /&gt;
|&#039;&#039;&#039;Cronologia&#039;&#039;&#039;&lt;br /&gt;
|segundo quartel do séc. III, 226-250.&lt;br /&gt;
|}&lt;br /&gt;
== Estado da Arte ==&lt;br /&gt;
Das escavações Luso-Francesas em 1964, foi escrito o &#039;&#039;Fouilles de Conimbriga&#039;&#039; (Alarcão, Etienne, 1979), uma obra essencial para os estudos futuros de Conimbriga. De seguida, o levantamento e descrição deste mosaico é feita no &#039;&#039;Corpus dos Mosaicos Romanos de Portugal, vol I - Casa dos Repuxos, Conímbriga&#039;&#039; (Oleiro, 1992), que inclui a análise de cada mosaico da casa, incluindo cores, técnicas, tamanho e iconografia. Mais tarde, em &#039;&#039;Le Décor Géométrique de la Mosaïque Romaine II&#039;&#039; (Balmelle, Blanchard-Lemée, Darmon, 2002), é feita uma análise dos vários padrões e motivos que podem ser encontrados nos mosaicos romanos, onde é feita uma curta menção do mosaico em estudo (p. 209). Em 2010, na tese de doutoramento &#039;&#039;A Arquitectura Doméstica de Conímbriga e as Estruturas Económicas e Sociais da Cidade Romana&#039;&#039; (Correia, 2010), é desenvolvida a arquitetura doméstica e compreende um capítulo dedicado à Casa dos Repuxos e aos seus mosaicos. No entanto, o mosaico em si ainda não foi objeto de um estudo aprofundado ou exclusivo.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
== Contextualização Histórica ==&lt;br /&gt;
[[Ficheiro:Planta da Casa dos Repuxos com o mosaico 1.9 assinalado.png|miniaturadaimagem|Fig. 1 Planta da Casa dos Repuxos com o mosaico 1.9 assinalado. Imagem original de Morand (2005, p. 21, fig. 4).]]&lt;br /&gt;
As ruínas da Casa dos Repuxos, na cidade romana de Conimbriga, e o seu conjunto de mosaicos, foram encontradas durante as escavações da Casa de Cantaber, que se iniciaram em 1929, devido à projeção da edificação de um parque de estacionamento adjacente ao lado exterior da muralha do Baixo Império. É tomada a decisão de preservação &#039;&#039;in situ&#039;&#039; dos mosaicos, onde ainda hoje se situam. As escavações nesta casa foram realizadas entre agosto e outubro de 1939 &amp;lt;sup&amp;gt;[1]&amp;lt;/sup&amp;gt;, após ser encontrada durante as escavações junto à muralha, mas apenas em 1953 é iniciado o restauro dos mosaicos, auxiliado pelo arqueólogo e estudioso de mosaico romano, João Manuel Bairrão Oleiro &amp;lt;sup&amp;gt;[2]&amp;lt;/sup&amp;gt;. Sob a direção de Bairrão Oleiro, em 1962 é então criado o Museu Monográfico de Conímbriga e estabelecida uma relação com a Universidade de Bordéus, que deu origem às escavações luso francesas entre 1964 e 1974, resultando na publicação da obra &#039;&#039;Fouilles de Conimbriga&#039;&#039;, em 1979. Em 1991 e 1992 é instalada uma cobertura de proteção sobre a Casa dos Repuxos, que se mantém até à presente data e feitas algumas intervenções e revisões de dados das escavações realizadas nos anos 50 do séc. XX. O mosaico estudado encontra-se no interior da Casa dos Repuxos, no canto nordeste do peristilo. Esta casa, edificada no segundo quartel do séc. I d.C., de acordo com o material encontrado nos entulhos, no reinado de Cláudio ou Nero, tinha inicialmente uma função comercial e artesanal. É posteriormente remodelada e adaptada para uma residência aristocrática no início do século II d.C., no reinado de Adriano &amp;lt;sup&amp;gt;[3]&amp;lt;/sup&amp;gt;, e estende-se até ao século III d.C., quando é destruída para se realizar a construção da muralha do Baixo Império para a proteção das invasões germânicas. Foi nestas alterações que as caves foram fechadas e o piso superior foi quase todo alterado, sendo instalado o conjunto de mosaicos.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
== Descrição ==&lt;br /&gt;
[[Ficheiro:Fotografia do Mosaico do canto nordeste do peristilo.jpg|miniaturadaimagem|Fig. 2 Painel do canto nordeste da Casa dos Repuxos, Conímbriga (foto: Hugo Marques / Museu Nacional de Conímbriga, s.d.).]]&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
=== Decomposição Visual/Gráfica ===&lt;br /&gt;
[[Ficheiro:Composição do painel.png|miniaturadaimagem|Fig. 3 Composição do mosaico.]]&lt;br /&gt;
[[Ficheiro:Composição do painel, com molduras e espaços residuais assinalados.png|miniaturadaimagem|Fig. 4 Composição do mosaico com as molduras e espaços residuais assinalados.]]&lt;br /&gt;
O mosaico apresenta motivos decorativos geométricos, vegetalistas e objetos e uma composição centrada com um fundo branco. Decompõe-se num painel emoldurado que inclui 4 espaços residuais e medalhão, que, por si, decompõe-se de 4 molduras com 4 quadrados e 8 losangos centrados num quadrado. Encontra-se na Casa dos Repuxos, no canto nordeste do peristilo, que define a área central da casa.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
=== Verbal ===&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
==== O Mosaico 1.9 ====&lt;br /&gt;
O mosaico (1.9) do canto nordeste do peristilo encontra-se preservado. Tem um formato quadrangular de 196 x 196 cm, com uma densidade de 93 tesselas por dm&amp;lt;sup&amp;gt;2&amp;lt;/sup&amp;gt; e com um tamanho médio de tesselas entre 9 a 11 mm.&amp;lt;sup&amp;gt;[4]&amp;lt;/sup&amp;gt; Este mosaico apresenta uma composição centrada, com um medalhão no seu centro, cuja circunferência tem 181 cm de diâmetro. O peristilo está delimitado pelas molduras de filetes pretos e amarelos e um meandro de suásticas.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
===== O Painel 1.9.1D e Moldura 1.9.1.1 =====&lt;br /&gt;
O painel (1.9.1D) de fundo branco delimita-se por uma moldura (1.9.1.1) de filete preto de 3 tesselas com um medalhão incluso. Encaixados nos espaços residuais A1 e A3, encontram-se dois crater ligeiramente diferentes um do outro, sendo um deles mais estreito, ambos de cores vermelha, preta, branca e amarela, alternando com dois cálices vegetais estilizados nos espaços A2 e A4, de cores vermelha, preta e amarela. Os vasos estão nos cantos nordeste e sudoeste, enquanto os cálices estão nos cantos noroeste e sudeste. De cada um destes elementos, emergem duas gavinhas com volutas que se estendem nos espaços residuais.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
===== As Molduras 1.9.1.2, 1.9.1.3, 1.9.1.4 e 1.9.1.5 =====&lt;br /&gt;
O medalhão tem 4 molduras, a mais exterior (1.9.1.2) é constituída por uma trança, em ilhó branca, de dois cordões. Um dos cordões é vermelho, branco e preto, o outro é amarelo, branco e preto. A trança está incluída numa faixa preta que se segue por um intervalo em filete branco. A moldura seguinte (1.9.1.3) é composta por um filete preto montado com dentículo quadrangular de 2 x 2 tesselas. A parte central do medalhão é emoldurada por dois filetes, um amarelo (1.9.1.4) e outro, preto (1.9.1.5), ambos de 2 tesselas.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
===== O Esquema Interior do Medalhão =====&lt;br /&gt;
[[Ficheiro:Particularidade do Painel do canto nordeste do peristilo.png|esquerda|miniaturadaimagem|Fig. 5 Particularidade do Painel (foto: Hugo Marques / Museu Nacional de Conímbriga, s.d.)]]&lt;br /&gt;
No interior do medalhão, centrados num quadrado preto e delineados por um filete preto de 2 tesselas, inscrevem-se 4 quadrados pretos menores assentes no vértice tangentes às faces do quadrado central e 8 espaços residuais em formato de losango, de forma a criar uma estrela de 8 pontas. Nos espaços residuais entre a estrela e a moldura (1.9.1.5) encaixam-se triângulos isósceles amarelos e vermelhos concêntricos ao respetivo espaço. Nos espaços residuais losangulares, também se encontram losangos concêntricos amarelos e vermelhos. Os quadrados menores incluem outro quadrado negro concêntrico, onde se encontram nós de Salomão pretos, brancos, vermelhos e amarelos. Encaixado no quadrado central encontra-se uma trança encanastrada de 4 cordões em ilhó, preta, branca, amarela e vermelha. Adicionalmente também se repara que um dos losangos é diferente dos outros, este é vermelho com um perfil denteado de 1 x 1 tessela, que inclui um losango preto concêntrico. Não se sabe certamente porque esta particularidade, mas assume-se ser um mero capricho do autor ou uma assinatura.[[Ficheiro:Fotografia do Mosaico do canto nordeste do peristilo.jpg|miniaturadaimagem|Fig. 6 Painel do canto nordeste da Casa dos Repuxos, Conímbriga (foto: Hugo Marques / Museu Nacional de Conímbriga, s.d.)]]&lt;br /&gt;
[[Ficheiro:Fotografia do canto nordeste do peristilo.jpg|miniaturadaimagem|Fotografia do canto nordeste do peristilo (fotografia de Carolina Fonseca)]]&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
== Imagens e Iconografia do Objeto ==&lt;br /&gt;
== Referências ==&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
# Correia (2013) p. 149&lt;br /&gt;
# Correia (2013) p. 20&lt;br /&gt;
# Correia (2004) pp. 54-55&lt;br /&gt;
# Oleiro (1992) p. 55&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
== Fontes e Bibliografia ==&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
* Abraços, M. F. Viegas, C., Macedo, M. (1993). &#039;&#039;Dicionário de Motivos Geométricos no Mosaico Romano&#039;&#039;, Liga dos Amigos de Conimbriga, Conimbriga.&lt;br /&gt;
* Balmelle, C., Blanchard-Lemée, M., &amp;amp; Darmon, J.-P. (2002). &#039;&#039;Le décor géométrique de la mosaïque romaine II&#039;&#039;. Paris: Picard.&lt;br /&gt;
* Carretas, J., Pancadares, C.: &#039;&#039;Mosaico Romano em Portugal, Tapete do peristilo da Casa dos Repuxos em Conimbriga&#039;&#039;, Faculdade de Ciências Sociais e Humanas, Universidade Nova de Lisboa - http://www2.fcsh.unl.pt/cadeiras/Opusmusiuum/m.conimbriga0001.html&lt;br /&gt;
* Correia, V. H. (2013). &#039;&#039;A Arquitectura Doméstica de Conímbriga e as Estruturas Económicas e Sociais da Cidade Romana&#039;&#039;, Coimbra.&lt;br /&gt;
* Limão, F., Silva, M. (2015). &#039;&#039;Linhas de Fronteira no Desenho do Mosaico: Breve Reflexão Sobre as Relações entre Paineis Centrais e Molduras nos Pavimentos Musivos, Estudios sobre mosaicos antiguos y medievales&#039;&#039;, Luz Neira Jiménez Editora&lt;br /&gt;
* Oleiro, J. M. B. (1992). &#039;&#039;Corpus dos Mosaicos Romanos de Portugal, Vol. I, Conuentus Scallabitanus, Conimbriga, Casa dos Repuxos&#039;&#039;, texto e imagens. Conímbriga: Museu Nacional de Conímbriga; Lisboa: Instituto Português dos Museus.&lt;/div&gt;</summary>
		<author><name>Vmoitinho</name></author>
	</entry>
	<entry>
		<id>https://wikimedia.pt/Opustessellatum-PT/index.php?title=Medalh%C3%A3o_com_Belerofonte_matando_a_Quimera_(Casa_dos_Repuxos,_Con%C3%ADmbriga)&amp;diff=165</id>
		<title>Medalhão com Belerofonte matando a Quimera (Casa dos Repuxos, Conímbriga)</title>
		<link rel="alternate" type="text/html" href="https://wikimedia.pt/Opustessellatum-PT/index.php?title=Medalh%C3%A3o_com_Belerofonte_matando_a_Quimera_(Casa_dos_Repuxos,_Con%C3%ADmbriga)&amp;diff=165"/>
		<updated>2025-12-18T11:50:13Z</updated>

		<summary type="html">&lt;p&gt;Vmoitinho: &lt;/p&gt;
&lt;hr /&gt;
&lt;div&gt;{{DISPLAYTITLE:Belerofonte matando a Quimera}}&lt;br /&gt;
{{DISPLAYTITLE:Belerofonte matando a Quimera}}&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
== Identificação ==&lt;br /&gt;
{| class=&amp;quot;wikitable&amp;quot;&lt;br /&gt;
|&#039;&#039;&#039;Localização actual&#039;&#039;&#039;&lt;br /&gt;
|Casa dos Repuxos, Museu Nacional de Conímbriga (até 2023, designado Museu Monográfico de Conímbriga). Freguesias de Condeixa-a-Velha e Condeixa-a-Nova, distrito de Coimbra&lt;br /&gt;
|-&lt;br /&gt;
|&#039;&#039;&#039;Localização admin. romana&#039;&#039;&#039; &lt;br /&gt;
|Ciuitas de Conimbriga, Conuentus Scalabitanus, Província da Lusitânia&lt;br /&gt;
|-&lt;br /&gt;
|&#039;&#039;&#039;Cronologia&#039;&#039;&#039;&lt;br /&gt;
|último quartel do séc. II a primeiro quartel do séc. III&lt;br /&gt;
|}&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
== Estado da Arte ==&lt;br /&gt;
Pode-se considerar que a pesquisa sobre os mosaicos romanos em Portugal começa com o artigo publicado por António Augusto Gonçalves em 1907, no &#039;&#039;Diário de Notícias&#039;&#039;, que dá conta da descoberta inicial da Casa dos Repuxos. Trinta anos mais tarde, aquando da “redescoberta” da Casa dos Repuxos, Vergílio Correia publica em agosto de 1939 o artigo “Arte e Arqueologia. Novos descobrimentos de mosaicos em Conímbriga”, no &#039;&#039;Diário de Coimbra&#039;&#039;. Será, porém, a partir dos anos 90 do século passado que a literatura mais significativa sobre o tema começará a ser publicada. &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Em 1992, J. M. Bairrão Oleiro publica &#039;&#039;Corpus dos Mosaicos Romanos de Portugal, vol. I – Casa dos Repuxos, Conímbriga&#039;&#039;– trata-se de uma obra pioneira que fornece uma documentação detalhada dos mosaicos da Casa dos Repuxos,em Conímbriga.  Consiste na minuciosa descrição das dimensões, cores, técnicas de execução e iconografia dos mosaicos em análise, tornando-se uma referência incontornável para o estudo desta arte no contexto português.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
No ano seguinte, é publicado o &#039;&#039;Dicionário de Motivos Geométricos no Mosaico Romano&#039;&#039; por Catarina Viegas, Fátima Abraços e Marta Macedo. Esta obra baseia-se na análise realizada pela obra &#039;&#039;Le Décor Géométrique de La Mosaique Romaine&#039;&#039;, coordenada por C.Balmelle, de 1985. Com a indicação do vocabulário em português, este dicionário oferece uma sistematização dos motivos geométricos presentes nos mosaicos romanos. Facilita também a identificação e análise dos padrões geométricos e simbólicos encontrados, com especial destaque para os mosaicos de Conímbriga.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Ainda em 1993, Jorge de Alarcão publica &#039;&#039;História da Arte em Portugal: Do Paleolítico à Arte Visigótica&#039;&#039;, uma obra de divulgação na qual aborda a produção de mosaicos romanos, contextualizando-os no processo de romanização e discutindo a sua importância como elemento decorativo e símbolo de estatuto nas vilas e residências romanas.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Mais recentemente, em 2005, Cristina Oliveira, publica um conjunto de textos sobre “Os Mosaicos de Conímbriga”, na sequência do &#039;&#039;X Colóquio Internacional da Associação Internacional para o Estudo do Mosaico Antigo&#039;&#039; (AIEMA), realizado em Conímbriga. Esses textos representam uma sistematização das obras anteriores, particularmente a de Oleiro, e contribuem para a organização e compreensão atualizada das descobertas arqueológicas sobre os mosaicos de Conímbriga, em particular os das casas que ainda não possuem &#039;&#039;corpus&#039;&#039;.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Em 2010, a tese de doutoramento de Virgílio Hipólito Correia intitulada “A Arquitetura Doméstica de Conimbriga e as Estruturas Económicas e Sociais da Cidade Romana” trata da arquitetura doméstica em Conímbriga, abordando os mosaicos da Casa dos Repuxos e da Casa de Cantaber.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Este conjunto de publicações constitui a base para o estudo dos mosaicos romanos em Portugal, fornecendo uma análise detalhada e contextualizada das técnicas, iconografia e importância cultural dos mosaicos, particularmente os de Conímbriga.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
== Enquadramento/Contextualização Histórica ==&lt;br /&gt;
Consta dos artigos de António Augusto Gonçalves e de Vergílio Correia que a Casa dos Repuxos terá sido inicial e temporariamente descoberta em 1907– «edifício com colunas de ladrilho, mosaicos, indícios de canalizações, piscinas ou tanques [...] fragmentos de estuques pintados [...]» (Correia 1909, p.250-261). A Casa dos Repuxos é redescoberta em agosto de 1939, por consequência das obras de desaterros e terraplanagem para a construção de uma nova estrada facilitadora do acesso às ruínas de Conímbriga.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
O Prof. J.M Bairrão Oleiro não crê que, no período de tempo entre a redescoberta da Casa dos Repuxos e a morte de Vergílio Correia em 1944, as obras de consolidação e restauro tenham abrangido os pavimentos de mosaico. (OLEIRO 1993, p.9-13).&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
«Estes só começaram a ser consolidados no segundo semestre de 1951, por iniciativa da Direcção-Geral dos Edifícios e Monumentos Nacionais (DGEMN), tendo-se encarregado dos trabalhos de levantamento e consolidação &#039;&#039;in situ&#039;&#039; uma brigada do Museu Etnológico Português, sob a orientação do Doutor Manuel Heleno (…)» (Oleiro 1993, p.12)&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
O grande peristilo retangular da Casa dos Repuxos situa-se no centro da casa. O pavimento das quatro alas do peristilo, com a largura média de 2,80 metros, era revestido com mosaicos policromos geométricos e figurados. No centro do peristilo, encontra-se um grande tanque, ocupando uma área superior a 170 metros quadrados. Este tanque servia de &#039;&#039;impluvium,&#039;&#039; recolhendo as águas pluviais e iluminando e arejando os compartimentos adjacentes. Contava ainda com um extraordinário elemento decorativo: numerosos jogos de água (“repuxos”) que conferiam animação e vivacidade a esta &#039;&#039;domus.&#039;&#039;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
== Descrição ==&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
=== Decomposição Visual/Gráfica ===&lt;br /&gt;
Motivos decorativos: geométricos, animais e figuras humanas;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Composição: no centro do medalhão; &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Identificação de cenas iconográficas: Belerofonte matando a Quimera.  &lt;br /&gt;
[[Ficheiro:Figura-3-Planta-de-la-segunda-fase-de-la-casa-dos-Repuxos-a-partir-de-Morand-2005-21.ppm.png|esquerda|miniaturadaimagem|431x431px|Fig.1- Planta da segunda fase da Casa dos Repuxos, adaptada de Morand (2005, p. 21, fig. 4). A localização do mosaico 1.3 é assinalada com uma cruz vermelha.]]&lt;br /&gt;
[[Ficheiro:Mosaico Medalhão com Belerofonte matando a Quimera.png|miniaturadaimagem|332x332px|Fig. 2-  Mosaico Medalhão com Belerofonte matando a Quimera, Casa dos Repuxos, Conímbriga. Fotografia a partir de imagem do Corpus dos Mosaicos Romanos de Portugal, I, Conimbriga, Casa dos Repuxos, Conímbriga, OLEIRO, J.M. BAIRRÃO (1992).|nenhum]]&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
=== Verbal ===&lt;br /&gt;
O mosaico em análise é composto por um painel quadrangular no qual se inclui um medalhão figurado com Belerofonte e a Quimera. Este mosaico insere-se no esquema decorativo B, de acordo com a representação da distribuição dos esquemas decorativos dos medalhões da Casa dos Repuxos realizada em sala de aula. A moldura do painel quadrangular (1.3.1.1) é constituída por um filete preto triplo.  &lt;br /&gt;
[[Ficheiro:WhatsApp Image 2024-12-10 at 00.25.34.jpg|centro|miniaturadaimagem|459x459px| Fig.3- Representação da distribuição dos esquemas decorativos dos medalhões da Casa dos Repuxos, Conímbriga. Autoria: Ana Neri Moreira, Catarina Nogueira, Carolina Fonseca, 14/11/2024.]]&lt;br /&gt;
Na área residual entre as duas molduras, a moldura do painel e as molduras do medalhão, encontramos, em cantoneira, em três dos quatro ângulos do quadrado, tridentes (a negro) com laços de pontas pendentes nos cabos, ladeados por dois golfinhos (corpo preto contornado a vermelho, com tesselas brancas em V e em vírgula que marcam as guelras e os olhos, respetivamente) e dois peixes (vermelho, com tesselas brancas e pretas a marcar as guelras e olhos). Os golfinhos estão dispostos de um e de outro lado dos tridentes, com uma orientação exterior, em direções opostas tocando-se nas caudas. &lt;br /&gt;
[[Ficheiro:Esquema numerado das molduras do mosaico.jpg|centro|miniaturadaimagem|536x536px|Fig.4- Esquema numerado das molduras do mosaico “Belerofonte matando a Quimera” da Casa dos Repuxos, Conímbriga. Autoria: Catarina Nogueira, Ana Neri Moreira,18/11/2024.]]&lt;br /&gt;
No que toca ao medalhão figurado, este é precedido por uma sequência de molduras, devidamente identificas na figura 4, nomeadamente: uma moldura composta por  filete negro com a largura de cerca de duas tesselas (1), uma idêntica em amarelo (2) e uma terceira em negro (3). Segue-se uma moldura composta por  uma “espécie de roda dentada”, como assim a designa o professor J.M. Bairrão Oleiro (negro debruado a vermelho) composta por semicírculos tangentes, com pequenos travessões vermelhos nas extremidades (4). Na área entre os vários “dentes” encontramos uma flor, composta por quatro tesselas vermelhas, sobre fundo branco. Partindo de uma outra perspectiva, poderíamos classificar esta mesma moldura como sendo um conjunto de arcos (em volta perfeita, um pouco abatidos) tangentes contiguos e sobrepostos, a branco. A este motivo seguem-se duas molduras de filete vermelho (5) e filete branco (6). Depois, encontramos uma moldura com trança de duas pontas com quatro cores (vermelho, amarelo, preto e branco) sobre fundo preto (7). Imediatamente antes do círculo figurado, podemos observar duas outras molduras (8 e 9) dois filetes duplos, vermelho e negro. &lt;br /&gt;
Quanto à parte figurada, esta área foi parcialmente destruída. Conseguimos, porém, identificar a cena representada como tratando-se de Belerofonte matando a Quimera, através dos elementos superviventes, nomeadamente: a Quimera e as patas dianteiras e o focinho do Pégaso. &lt;br /&gt;
A Quimera desenha-se com tesselas amarelas debruadas a vermelho e preto, um monstro com uma cabeça de leão, da qual sai uma grande língua vermelha, e, nas costas, uma cabeça do que parece ser um lobo. Na cauda deveria estar uma cabeça de serpente. A Quimera apoia as patas traseiras sobre uma linha de solo (a vermelho) e parece saltar para a frente, para um arbusto da mesma cor.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Do Pégaso, como já se referiu, apenas subsistem as patas da frente, uma parte do peito e da cabeça. O Pégaso seria desenhado com tesselas pretas e contorno vermelho, da mesma cor do arreio. O Pégaso parece estar, então, apoiado sobre as patas traseiras. A figura do herói Belerofonte, da qual já nada resta, surgiria montada no cavalo, no momento em que mata a Quimera com uma lança. &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&#039;&#039;&#039;A iconografia do mito de Belerofonte e a Quimera:&#039;&#039;&#039; &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Filho de Poseidon e de Eurínome, rainha de Corinto, Belerofonte é um jovem de origem divina e régia cujo percurso se entrelaça com a desventura: depois de acidentalmente matar um homem, o herói procura purificar-se na corte de Preto, rei de Tirinto. No entanto, a hospitalidade de Preto é pervertida pela sua esposa, Estenebeia, que, ao ver os seus avanços rejeitados por Belerofonte, o acusa falsamente de tentativa de sedução. Para evitar violar as leis da hospitalidade, Preto envia o herói ao seu sogro, Ióbates, rei da Lícia, com uma carta lacrada que contém um pedido velado de execução. Esta tensão entre hospitalidade e traição reflete uma temática recorrente nas narrativas mitológicas gregas, onde os vínculos sociais são simultaneamente testados e subvertidos.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Ióbates, preso às mesmas obrigações de hospitalidade, evita assassinar Belerofonte diretamente e, em vez disso, impõe-lhe uma série de desafios impossíveis, o primeiro dos quais é enfrentar a Quimera. Esta criatura monstruosa, descrita com corpo de leão, cabeça de cabra no dorso e cauda em forma de serpente, é representada iconograficamente como uma combinação destas feras e frequentemente expelindo fogo pela cabeça caprina. A Quimera devastava as terras da Lícia, sendo um arquétipo do inimigo sobrenatural.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Então, a ajuda divina de Atena desempenha um papel crucial. A deusa oferece a Belerofonte um freio de ouro para domar Pégaso, o cavalo alado nascido do sangue da Medusa. Este episódio é um dos momentos mais marcantes da iconografia associada ao mito, com Belerofonte frequentemente representado montado no Pégaso, voando sobre a Quimera. O herói derrota o monstro cravando-lhe uma lança de chumbo na garganta; o metal derrete devido às chamas exaladas pela criatura, matando-a.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Após esta vitória, Ióbates irá impor novos desafios a Belerofonte, após os quais reconhece a origem divina do herói, acolhendo-o como genro e oferecendo-lhe a sua filha em casamento, consolidando a sua posição na linhagem régia da Lícia. Apesar de todas as suas conquistas, o mito culmina na hybris de Belerofonte, que tenta ascender ao Olimpo montado em Pégaso, desafiando os limites da sua condição humana. Este ato de presunção é punido por Zeus, que envia uma mosca para picar Pégaso, derrubando o herói. Belerofonte sobrevive, mas é condenado à solidão, desprezado por homens e deuses. Por outro lado, Pégaso, símbolo de pureza e transcendência, é eternizado como uma constelação no firmamento. (MUELA 2013, p.63-65)[[Ficheiro:Fotografia de Ana Neri Moreira e Catarina Nogueira.png|miniaturadaimagem|462x462px|Fig.5- Mosaico Medalhão com Belerofonte matando a Quimera, Casa dos Repuxos, Conímbriga. Autoria: Ana Neri Moreira e Catarina Nogueira, 25/10/2024.|centro]]&lt;br /&gt;
== Fontes e Bibliografia ==&lt;br /&gt;
Oleiro, J. M. B. (1992). &#039;&#039;Corpus dos mosaicos romanos de Portugal: Conuentus Scallabitanus, Conimbriga, Casa dos Repuxos&#039;&#039; (Vol. I). Conimbriga: Museu Monográfico de Conimbriga; Lisboa: Instituto Portugus dos Museus.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Alarcão, J. (1993). &#039;&#039;História da Arte em Portugal: Do Paleolítico à Arte Visigótica&#039;&#039;. Lisboa: Publicações Alfa.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Oliveira, C. (2005). “Mosaicos de Conímbriga”. In &#039;&#039;X Colóquio Internacional da Associação Internacional para o Estudo do Mosaico Antigo&#039;&#039; (AIEMA). Conimbriga: Museu Monográfico de Conimbriga; Lisboa: Instituto Portugus dos Museus. Pp. 7-12.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Maciel, V. J. (2009). &#039;&#039;Vitrúvio. Tratado de Arquitetura&#039;&#039;. Lisboa: IST Press.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Balmelle, C. (1985). &#039;&#039;La Décor Géometrique de la Mosaique Romaine: répertoire graphique et descriptif des compositions linéaires et isotropes&#039;&#039;. Paris: Picard.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Carmona Muela, J. (2013). &#039;&#039;Iconografía clásica: guía básica para estudiantes&#039;&#039;. 5&amp;lt;sup&amp;gt;a&amp;lt;/sup&amp;gt; ed., 1&amp;lt;sup&amp;gt;a&amp;lt;/sup&amp;gt; reimp. Madrid: Akal.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&#039;&#039;&#039;Trabalho realizado por:&#039;&#039;&#039; Ana Machado Santos Neri Moreira e Catarina Ferraz Nogueira.&lt;/div&gt;</summary>
		<author><name>Vmoitinho</name></author>
	</entry>
	<entry>
		<id>https://wikimedia.pt/Opustessellatum-PT/index.php?title=Mosaico_da_ala_sudeste_do_peristilo_(Casa_dos_Repuxos,_Con%C3%ADmbriga)&amp;diff=164</id>
		<title>Mosaico da ala sudeste do peristilo (Casa dos Repuxos, Conímbriga)</title>
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		<updated>2025-12-18T11:50:02Z</updated>

		<summary type="html">&lt;p&gt;Vmoitinho: &lt;/p&gt;
&lt;hr /&gt;
&lt;div&gt;{| class=&amp;quot;wikitable&amp;quot;&lt;br /&gt;
|&#039;&#039;&#039;Localização actual&#039;&#039;&#039;&lt;br /&gt;
|Casa dos Repuxos, Museu Nacional de Conímbriga (até 2023, designado Museu Monográfico de Conímbriga). Freguesias de Condeixa-a-Velha e Condeixa-a-Nova, distrito de Coimbra&lt;br /&gt;
|-&lt;br /&gt;
|&#039;&#039;&#039;Localização admin. romana&#039;&#039;&#039;&lt;br /&gt;
|Ciuitas de Conimbriga, Conuentus Scalabitanus, Província da Lusitânia&lt;br /&gt;
|-&lt;br /&gt;
|&#039;&#039;&#039;Cronologia&#039;&#039;&#039;&lt;br /&gt;
|último quartel do séc. II a primeiro quartel do séc. III&lt;br /&gt;
|}&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
== &amp;lt;big&amp;gt;Estado da Arte&amp;lt;/big&amp;gt; ==&lt;br /&gt;
Produzido em tesselas calcárias, entre o último quartel do séc. II e o primeiro quartel do séc. III, foi alvo de restauros dos próprios Romanos, e moderno.&amp;lt;sup&amp;gt;[1]&amp;lt;/sup&amp;gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Terá sido escavado aquando das explorações arqueológicas de 1930-44 pelo Arqueólogo Virgilio Correia, a mando da rainha D. Amélia.&amp;lt;sup&amp;gt;[2]&amp;lt;/sup&amp;gt; Será importante referênciar que apenas 1/3 do complexo arqueológico foi escavado até à data.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Há bastantes registos escritos e trabalhos de investigação sobre a &#039;&#039;domus&#039;&#039; em que o mosaico inerente ao nosso estudo se insere. Seria um trabalho bastante extenso, embora não impossível, referenciar toda a bibliografia e pesquisa desenvolvida em torno desta casa principalmente do peristilo. Contudo, devido ao tamanho deste trabalho é importante referenciar as mais relevantes. De Justino Maciel a Jorge de Alarcão, muitos foram os autores a fazê-lo. &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
É importante mencionar que embora a análise desta casa seja extensa, nenhum estudo aborda em específico o painel em questão. Talvez devido ao seu pendor geométrico e o seu carácter de preenchimento do espaço entre os medalhões que carregavam iconografia e simbologia de um pendor mais erudito. &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Encontra-se quase como inventariado no Corpus de Conímbriga de J. M. Bairrão Oleiro. O próprio autor menciona que este painel “Não foi ainda um objeto de estudo.”&amp;lt;sup&amp;gt;[3]&amp;lt;/sup&amp;gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
É descrito brevemente no vídeo “Mosaico do corredor do peristilo da Casa dos Repuxos em Conimbriga” da autoria de Inês Rodrigues e de Samya Bruçó, que integra um projeto académico da Universidade Nova de Lisboa, “Mosaico romano em Portugal”.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
== &amp;lt;big&amp;gt;Enquadramento/Contextualização Histórica&amp;lt;/big&amp;gt; ==&lt;br /&gt;
Como mencionado anteriormente, este mosaico integra o complexo arqueológico de Conímbriga. Está localizado a sudeste do corredor, no peristilo da Casa dos Repuxos. &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Justino Maciel refere que todas as &#039;&#039;domus&#039;&#039; de Conímbriga seguiam um modelo em que o peristilo se tornava o coração da casa em torno do qual todas as dependências se organizavam.&amp;lt;sup&amp;gt;[4]&amp;lt;/sup&amp;gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Trata-se de uma construção localizada extramuros, fora das muralhas da Antiguidade Tardia. Foi mais tarde pilhada pelos suevos.&amp;lt;sup&amp;gt;[5]&amp;lt;/sup&amp;gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
A Casa dos Repuxos, é um dos melhores exemplares de &#039;&#039;domus&#039;&#039; em Portugal. Profusamente ornamentada, especialmente no peristilo, o que traduz não só o poder económico de quem lá viveu, a “magnificência da classe romana”&amp;lt;sup&amp;gt;[6]&amp;lt;/sup&amp;gt; que habitava em Conímbriga, mas também a educação dos mesmos devido aos temas eruditos representados ao longo do mesmo como o mito do Minotauro, Perseu e as Horas. &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Sob administração Romana localizava-se na província da Lusitânia, inserida no conuentus scalabittanus.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Escavado por Virgílio Correia (como mencionado a cima), no curso das primeiras escavações iniciadas no local em 1899 patrocinadas pela rainha D. Amélia.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
“Arrancado, e consolidado, em 1957/58, sobre tinta e quatro camadas de betão armado. Conservaram-se os restauros e remendos antigos, com exceção dos de Opus Signinium”&amp;lt;sup&amp;gt;[7]&amp;lt;/sup&amp;gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
== &amp;lt;big&amp;gt;Decomposição Visual/Gráfica&amp;lt;/big&amp;gt; ==&lt;br /&gt;
Para decompor visualmente o mosaico, procedemos a uma subdivisão do mesmo em painéis:&#039;&#039;&#039;Painel 1.4, Painel 14.R.a [restauro (a)], Painel14.R.b 1.4.R.c.&#039;&#039;&#039;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&#039;&#039;&#039;1.4 Ala sudeste do Pátio Porticado (composição principal) / 1.4 Southeast wing of the porticated patio (main composition)&#039;&#039;&#039;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Composição ortogonal de quadrados sobre o vértice e retângulos brancos, delimitados a preto, determinando uma forma geométrica cruciforme. Losangos negros encontram-se inscritos nos retângulos, já os quadrados são preenchidos por um motivo vegetalista de florão incluído ao qual denominamos: Florão nº1. Na figura cruciforme determinada pela composição encontramos incluídos outros dois tipos de motivo vegetalista: Florão nº2/ 2.1. No espaço residual da composição observamos peltas negras com as pontas tangentes à moldura do painel que constitui um fileto negro com a largura de 3 tesselas. Esta composição é repetida ao longo do peristilo.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&#039;&#039;&#039;Florão (Flower) nº1&#039;&#039;&#039;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Motivo vegetalista composto por 4 pétalas lanceoladas, cruzadas por 4 pétalas apontadas e de espessura delgada, com formato triangular. Ao centro, são notáveis dois quadrados sobrepostos. As suas cores alternam entre tons de vermelho, amarelo, azul e negro.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&#039;&#039;&#039;Florão (Flower) nº2&#039;&#039;&#039;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Motivo vegetalista de florão composto por 4 pétalas de especto lanceolado, subsequentemente cruzadas por 4 pétalas cordiformes. Cada uma destas pétalas composta por 3 formas cordiformes sobrepostas, proporcionando ao observador um efeito de contorno. As cores alternam entre tons de amarelo, azul, vermelho e negro.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&#039;&#039;&#039;Florão (Flower) nº2.1&#039;&#039;&#039;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Motivo de florão de carácter vegetalista semelhante ao Florão nº2, difere nas pétalas cordiformes, não apresentando contorno (sobreposição de formas cordiformes) em uma ou mais das suas pétalas. Segue também a sua policromia.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&#039;&#039;&#039;1.4.R.a Restauro Romano (a)/ 1.4 Roman restauration (a)&#039;&#039;&#039;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Composição ortogonal de quadrados brancos e negros com motivos quadrangulares de diversas tipologias (sobre o vértice, de cantos recurvos etc.) inscritos, também a branco e negro. Na extremidade há apenas um motivo geométrico não quadrangular, mas lanceolado. A delimitação da área deste painel é de um pendor bastante irregular. Apresenta na parte inferior um motivo vegetalista em voluta, o que poderia indicar a existência de um vaso nesta composição, um tema bastante reproduzido na antiguidade em Portugal, tanto a fresco, como em mosaico.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&#039;&#039;&#039;1.4.R.b Restauro Romano (b) /1.4 Roman restauration (b)&#039;&#039;&#039;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Painel irregular com composição em escama, composto por filetes recurvos de espessura irregular justapostos a branco e negro.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&#039;&#039;&#039;1.4.R.c Restauro Romano (c) /1.4 Roman restauration (c)&#039;&#039;&#039;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Painel de delimitações irregulares, composto por um fundo de tesselas negras sobre o qual se destaca um círculo a branco com um diâmetro de aproximadamente 13 tesselas. Em torno desse motivo circular dispõem-se tesselas brancas isoladas de um modo irregular. Na extremidade, vemos uma tentativa de continuação do padrão geométrico do Painel 1.4 com uma pelta de pontas recurvas inseridas num quadrado delimitado a branco (tomando o lugar do Florão nº1 na composição do painel principal).&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
== &amp;lt;big&amp;gt;Imagens e Iconografia do Objeto&amp;lt;/big&amp;gt; ==&lt;br /&gt;
A iconografia destes painéis carrega acima de tudo um pendor vegetalista e geométrico. Contudo, o Painel 1.4.c deixa-nos espaço aberto para ponderar o significado iconográfico que o mesmo carrega, poderá ser, por exemplo, uma representação de um forro astronómico. Seria importante demarcar que quer na composição principal como nos painéis de restauro, o objeto, a forma, a imagem, adaptam-se ao espaço em que estão inseridas.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
== Fontes e notas de rodapé ==&lt;br /&gt;
----[1]  J. M. Bairrão Oleiro, Janine Lancha, Instituto Português de Museus, Corpus dos mosaicos romanos de Portugal, p.45&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
[2]  Limão. F, “Conimbriga,” in &#039;&#039;The Encyclopedia of Ancient History&#039;&#039;, ed. Roger S. Bagnall et al., 1st ed. (Wiley, 2015), [p.p.]1–5, acedido em:(14-11-24)  disponível em: &amp;lt;&amp;lt;nowiki&amp;gt;https://onlinelibrary.wiley.com/doi/10.1002/9781444338386.wbeah26212&amp;lt;/nowiki&amp;gt;.&amp;gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
[3] J. M. Bairrão Oleiro, Janine Lancha, Instituto Português de Museus, Corpus dos mosaicos romanos de Portugal, p.45&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
[4]Maciel, J.; A Arte da Época Clássica (séculos II a C - II d. C.),. In: P. Pereira , ed., História da Arte Portuguesa , Círculo de Leitores , 1995&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
[5] Limão. F, “Conimbriga,” in &#039;&#039;The Encyclopedia of Ancient History&#039;&#039;, ed. Roger S. Bagnall et al., 1st ed. (Wiley, 2015), [p.p.]1–5, acedido em:(14-11-24)  disponível em: &amp;lt;&amp;lt;nowiki&amp;gt;https://onlinelibrary.wiley.com/doi/10.1002/9781444338386.wbeah26212&amp;lt;/nowiki&amp;gt;.&amp;gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
[6] Maciel, J.; A Arte da Época Clássica (séculos II a C - II d. C.),. In: P. Pereira , ed., História da Arte Portuguesa , Círculo de Leitores , 1995&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
[7] J. M. Bairrão Oleiro, Janine Lancha, Instituto Português de Museus, Corpus dos mosaicos romanos de Portugal, p.45&lt;/div&gt;</summary>
		<author><name>Vmoitinho</name></author>
	</entry>
	<entry>
		<id>https://wikimedia.pt/Opustessellatum-PT/index.php?title=Minotauro_em_Conimbriga&amp;diff=163</id>
		<title>Minotauro em Conimbriga</title>
		<link rel="alternate" type="text/html" href="https://wikimedia.pt/Opustessellatum-PT/index.php?title=Minotauro_em_Conimbriga&amp;diff=163"/>
		<updated>2025-12-18T11:28:53Z</updated>

		<summary type="html">&lt;p&gt;Vmoitinho: Vmoitinho moveu Minotauro em Conimbriga para Modelo de página&lt;/p&gt;
&lt;hr /&gt;
&lt;div&gt;#REDIRECIONAMENTO [[Modelo de página]]&lt;/div&gt;</summary>
		<author><name>Vmoitinho</name></author>
	</entry>
	<entry>
		<id>https://wikimedia.pt/Opustessellatum-PT/index.php?title=Modelo_de_p%C3%A1gina&amp;diff=162</id>
		<title>Modelo de página</title>
		<link rel="alternate" type="text/html" href="https://wikimedia.pt/Opustessellatum-PT/index.php?title=Modelo_de_p%C3%A1gina&amp;diff=162"/>
		<updated>2025-12-18T11:28:53Z</updated>

		<summary type="html">&lt;p&gt;Vmoitinho: Vmoitinho moveu Minotauro em Conimbriga para Modelo de página&lt;/p&gt;
&lt;hr /&gt;
&lt;div&gt;&lt;br /&gt;
== Identificação ==&lt;br /&gt;
{| class=&amp;quot;wikitable&amp;quot;&lt;br /&gt;
|&#039;&#039;&#039;Localização actual&#039;&#039;&#039;&lt;br /&gt;
|&#039;&#039;museu ou sítio arqueológico, freguesia, concelho, distrito&#039;&#039;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
ex: Museu Monográfico de Conímbriga, Condeixa-a-Velha e Condeixa-a-Nova&lt;br /&gt;
|-&lt;br /&gt;
|&#039;&#039;&#039;Localização admin. romana&#039;&#039;&#039; &lt;br /&gt;
|&#039;&#039;ciuitates, província&#039;&#039;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
ex: Ciuitas de Conimbriga, província da Lusitânia&lt;br /&gt;
|-&lt;br /&gt;
|&#039;&#039;&#039;Cronologia&#039;&#039;&#039;&lt;br /&gt;
|&#039;&#039;indicar a data atribuída em anos e séculos&#039;&#039;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
ex: 145-160, meados do séc. II&lt;br /&gt;
|}&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
== Estado da Arte ==&lt;br /&gt;
Estado da Arte do objeto selecionado, através da apresentação e análise crítica das fontes bibliográficas que revelem a importância do objeto no contexto do estudo dos mosaicos romanos em território português.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
== Enquadramento/Contextualização Histórica ==&lt;br /&gt;
(indicar o contexto espaço e tempo do achado do mosaico e o contexto histórico, arqueológico, arquitectónico do mosaico); ex.: O Mosaico do labirinto e do minotauro foi encontrado na cidade romana de Conimbriga na zona intramuros (no interior das muralhas da Antiguidade Tardia) no curso das primeiras escavações feitas no local em 1899 patrocinadas pela rainha D. Amélia. A localização exata do achado do mosaico não foi registada na altura. No entanto, pode colocar-se a hipótese de este mosaico ter pertencido a uma casa/domus situada intramuros e designada como Casa de Cantaber, cujo plano arquitectural data da segunda metade do século I….)&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
== Descrição ==&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
=== Decomposição Visual/Gráfica ===&lt;br /&gt;
Motivos decorativos (p.ex.: geométricos, vegetalistas, mistos);&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Composição (p.ex.: ortogonal, triaxial, centrada…)&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Identificação de cenas iconográficas (p.ex.: Cena do Labirinto e do Minotauro).&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
=== Verbal ===&lt;br /&gt;
Indicar uma descrição verbal que retrate a disposição visual do mosaico iniciando-se, por exemplo, do exterior para o interior utilizando o léxico específico do mosaico romano (ver bibliografia da unidades curriculares de História da Arte e Cultura Clássicas e descrições em &amp;lt;nowiki&amp;gt;http://www2.fcsh.unl.pt/cadeiras/Opusmusiuum/home.html&amp;lt;/nowiki&amp;gt; ) (p.ex.: O mosaico do labirinto e do minotauro é um mosaico incompleto, com um formato quadrangular ou rectangular rodeado por uma moldura. Esta moldura representa uma muralha de cidade em aparelho isódomo intervalado com portões de entrada a meio da muralha e torres nos cantos/ângulos. Os portões e torres estão coroadas com merlões em formato de um T. O espaço do mosaico delimitado por esta moldura é ocupado por uma padrão de labirinto em meandro em formato de L tendo no centro o rosto do Minotauro…).&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
No caso de o mosaico estar localizado num determinado espaço arquitectónico, devem ser indicados os pontos cardeais e usados para descrever o mosaico (p.ex.: o painel leste do mosaico situado no triclinium da Casa dos Repuxos…).&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
== [Imagens e Iconografia do Objeto] ==&lt;br /&gt;
Mapas, plantas, alçados, fotografias recentes/antigas, estampas, etc., com numeração, legenda individual que identifique a imagem e o autor ou da fonte da imagem.&lt;br /&gt;
[[Ficheiro:Opustessellatum-PT - moldura.png|alt=Moldura|miniaturadaimagem|279x279px|Moldura]]&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
== Fontes e Bibliografia ==&lt;br /&gt;
Indicar a bibliografia consultada e a bibliografia recomendada. Para cada imagem, indicar a numeração, legenda e fonte/bibliografia.&lt;/div&gt;</summary>
		<author><name>Vmoitinho</name></author>
	</entry>
	<entry>
		<id>https://wikimedia.pt/Opustessellatum-PT/index.php?title=Mosaico_dos_Oct%C3%B3gonos_C%C3%B4ncavos_(Complexo_Monumental_de_Santiago_da_Guarda)&amp;diff=161</id>
		<title>Mosaico dos Octógonos Côncavos (Complexo Monumental de Santiago da Guarda)</title>
		<link rel="alternate" type="text/html" href="https://wikimedia.pt/Opustessellatum-PT/index.php?title=Mosaico_dos_Oct%C3%B3gonos_C%C3%B4ncavos_(Complexo_Monumental_de_Santiago_da_Guarda)&amp;diff=161"/>
		<updated>2025-12-15T21:11:43Z</updated>

		<summary type="html">&lt;p&gt;Vmoitinho: &lt;/p&gt;
&lt;hr /&gt;
&lt;div&gt;&lt;br /&gt;
== Identificação[editar | editar código-fonte] ==&lt;br /&gt;
{| class=&amp;quot;wikitable&amp;quot;&lt;br /&gt;
|&#039;&#039;&#039;Localização actual&#039;&#039;&#039;&lt;br /&gt;
|Pars Urbana - Villa romana de Santiago da Guarda, Complexo Monumental. Concelho de Ansião, Distrito de Leiria&lt;br /&gt;
|-&lt;br /&gt;
|&#039;&#039;&#039;Localização admin. romana&#039;&#039;&#039;&lt;br /&gt;
|Província da Lusitânia, Conuentus Scalabitanus, Ciuitas de Conimbriga ou Sellium.&lt;br /&gt;
|-&lt;br /&gt;
|&#039;&#039;&#039;Cronologia&#039;&#039;&#039;&lt;br /&gt;
|séc. IV-V &lt;br /&gt;
|}&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
== Estado da Arte[editar | editar código-fonte] ==&lt;br /&gt;
O mosaico dos octógonos côncavos&amp;lt;sup&amp;gt;[1]&amp;lt;/sup&amp;gt; da Villa Romana de Santiago da Guarda permanece pouco estudado em profundidade, carecendo de análises detalhadas que explorem sua singularidade e contexto cultural. As investigações realizadas até agora inserem-se em estudos mais amplos sobre os mosaicos desta &#039;&#039;pars urbana&#039;&#039; e não em estudos de mosaicos de divisões específicas da casa. Destacam-se as seguintes obras: &#039;&#039;The Late Roman Villa of Santiago da Guarda (Ansião, Portugal): One place, many centuries, a Decoration Project. In Estudios sobre mosaicos romanos: Dimas Fernández Galiano In memoriam de 2018 e Research and value: The Roman mosaics of the Villa of Santiago da Guarda (Ansião, Portugal).&#039;&#039; &#039;&#039;Mosaicos romanos en el espacial rural, Investigación y puesta en valor&#039;&#039; de 2019 ambos da autoria de Filomena Limão e Rodrigo Pereira&#039;&#039;; The Roman mosaics of the Roman villa in the monumental complex of Santiago de Guarda, Municipality of Ansião (Portugal)&#039;&#039; de Rodrigo Pereira; The mosaics of Santiago da Guarda: A virtual reconstruction. In &#039;&#039;Horizontes Artísticos da Lusitânia: Dinâmicas da Antiguidade Clássica e Tardia. Séculos I a VIII&#039;&#039; e &#039;&#039;Contributo para uma visão global dos pavimentos de mosaico da villa romana de Santiago da Guarda, Ansião.&#039;&#039; In &#039;&#039;Actas do Encontro Portugal-Galiza: Mosaicos Romanos – Rabaçal&#039;&#039; datado de  2019 por Luís Ribeiro.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Estes oferecem importantes contributos iniciais, mas deixam em aberto muitas questões sobre a técnica, simbologia e função decorativa do mosaico em questão, destacando a necessidade de pesquisas mais específicas que situem a obra no panorama artístico e arqueológico romano. A preservação do mosaico é fundamental. Oferece uma visão valiosa sobre os métodos artísticos e os materiais usados na época, permitindo comparações com outros mosaicos da herança romana encontrados em Portugal e no Mediterrâneo.&lt;br /&gt;
----&amp;lt;sup&amp;gt;[1]&amp;lt;/sup&amp;gt;Nome atribuído pelas alunas. Pode ser encontrado também como “Mosaico dos Fusos” in RIBEIRO, 2019, p. 88. Todos os nomes seguintes nesta investigação, sejam de painéis ou molduras, são da autoria das alunas.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
== Enquadramento/Contextualização Histórica[editar | editar código-fonte] ==&lt;br /&gt;
Inaugurado em 2006, o Complexo Monumental de Santiago da Guarda representa um sítio de elevado valor arqueológico e histórico. &lt;br /&gt;
[[Ficheiro:Planta.png|esquerda|miniaturadaimagem|330x330px|Fig.1 - Planta da Pars Urbana da Villa romana de Santiago da Guarda com o mosaico localizado na designada Sala de Receção (Rodrigo Pereira), a nordeste. Estudo gráfico sobre a planta de Santiago da Guarda realizado pela aluna Inês Gonçalves, utilizando o programa Inkscape.]]&lt;br /&gt;
O conjunto monumental é composto por uma torre do século XV e uma residência senhorial moderna datada do século XVI. A partir deste período, a propriedade tornou-se a residência da influente família Vasconcelos, que posteriormente adquiriu o título de Palácio dos Vasconcelos ou Residência Senhorial dos Condes de Castelo Maior (Limão &amp;amp; Pereira, 2018, p. 195). Na segunda metade do século XIX, o conjunto residencial deixou de pertencer à família dos Vasconcelos e, no início do século XX, perdeu a sua função habitacional. Ao longo do século passado, a estrutura sofreu algum abandono e descuido, mas isso não comprometeu o seu valor histórico, sendo classificada como Monumento Nacional em 1978. Em 1996, a Câmara Municipal de Ansião adquiriu a antiga residência dos Condes de Castelo Melhor e deu início a um ambicioso projeto de recuperação e adaptação do espaço. &lt;br /&gt;
[[Ficheiro:Fig. 2 - Ortofoto nº 7.png|miniaturadaimagem|306x306px|Fig. 2 - Ortofoto nº 7 do mosaico com indicação das partes constituintes do mosaico em análise, da autoria de Sergiy Scheblykin, e Filomena Limão (2021).]]&lt;br /&gt;
A grande descoberta aconteceu em 2002, com as intervenções arqueológicas que revelaram um achado surpreendente: pavimentos de mosaico que pertenciam à pars urbana de uma &#039;&#039;villa&#039;&#039; romana escondida sob o conjunto habitacional (Limão &amp;amp; Pereira, 2018 p. 197). De acordo com o arqueólogo responsável pela descoberta, Rodrigo Pereira, esta casa teria pertencido a uma família rica de uma área rural do território romano da Lusitânia. A residência aristocrática da &#039;&#039;villa&#039;&#039; romana de Santiago da Guarda, onde vivia o proprietário, teria sido construída e ocupada pela sua família entre os séc. IV e V (Complexo Monumental de Santiago da Guarda, [s.d], &#039;&#039;Domus construção e ocupação&#039;&#039;).&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
           Segundo o arqueólogo o mosaico que estudamos ocupava o espaço onde se localizava uma taberna na década de 1980 do século XX, o que terá contribuído para a sua deteriorização[1].&lt;br /&gt;
----[1] Informação fornecida pelo arqueólogo, Rodrigo Pereira, em 25 out. 2024, numa visita ao local.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
== Descrição[editar | editar código-fonte] ==&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
=== Decomposição Visual/Gráfica [editar | editar código-fonte] ===&lt;br /&gt;
&#039;&#039;&#039;7. Mosaico dos Octógonos Côncavos&#039;&#039;&#039;&lt;br /&gt;
[[Ficheiro:Fig. 3 Mosaico nº7.png|centro|miniaturadaimagem|Fig. 3 - Estudo gráfico da composição ortogonal dos octógonos côncavos (7.1). Estudo gráfico sobre a ortofoto realizado pela aluna Inês Gonçalves, utilizando o programa Inkscape.]]&lt;br /&gt;
7.1. Painel de composição ortogonal formado por octógonos de lados côncavos, compostos com uma trança de dois cordões.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
●       7.1.1. Filete linear branco com 4 tesselas de largura;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
●      7.1.2. Moldura de composição linear, composta por duas faixas de porções enlaçadas com quadrados denteados sobre o vértice incluídos nas aberturas amendoadas. Na parte exterior do ponto de laço, encontra-se o motivo de triângulo com perfil denteado&lt;br /&gt;
[[Ficheiro:Fig. 4 Mosaico nº 7 trança.png|centro|miniaturadaimagem|Fig. 4 Estudo gráfico das tranças (7.1.2). Estudo gráfico sobre o ortofoto realizado pela aluna Inês Gonçalves, utilizando o programa Inkscape.]]&lt;br /&gt;
&#039;&#039;&#039;8. Mosaico das Aspas&#039;&#039;&#039;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
8.1. Painel de composição linear com padrão em chevron correspondente às “aspas” &lt;br /&gt;
[[Ficheiro:Fig. 5 mosaico nº8.png|centro|miniaturadaimagem|Fig. 5 Estudo gráfico das “aspas” (8.1). Estudo gráfico sobre a ortofoto realizado pela aluna Inês Gonçalves, utilizando o programa Inkscape.]]&lt;br /&gt;
●       8.1.1. Filete linear branco com 3 tesselas de largura;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
●      8.1.2. Moldura linear (ou talvez parte de um painel) com quadrados sobre o vértice concêntricos, tangentes e denteados, emoldurados por preto e dispostos sobre um fundo amarelado. O quadrado concêntrico também é preto.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&#039;&#039;&#039;9. Continuação da moldura de quadrados sobre o vértice (8.1.2.)&#039;&#039;&#039;&lt;br /&gt;
[[Ficheiro:Fig. 6 mosaico nº9.png|centro|miniaturadaimagem|Fig. 6. Estudo gráfico dos quadrados sobre o vértice. (8.1.2 e 9) Estudo gráfico sobre a ortofoto realizado pela aluna Inês Gonçalves, utilizando o programa Inkscape.]]&lt;br /&gt;
&#039;&#039;&#039;10. Mosaico da Soleira&#039;&#039;&#039;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
·       10.1. Painel ortogonal com quadrados concêntricos adjacentes (vermelho, azul e amarelo), emoldurados por filetes pretos sobre o fundo branco.&lt;br /&gt;
[[Ficheiro:Fig. 7 Mmosaico nº10.png|centro|miniaturadaimagem|Fig. 7 Estudo gráfico dos quadrados concêntricos da soleira (10.1). Estudo gráfico sobre a ortofoto realizado pela aluna Inês Gonçalves, utilizando o programa Inkscape.]]&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
=== Verbal[editar | editar código-fonte] ===&lt;br /&gt;
O Mosaico dos Octógonos Côncavos exibe uma estrutura decorativa que se consegue identificar ainda que parcialmente danificada. &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Localizado &#039;&#039;in situ&#039;&#039; no pavimento da &#039;&#039;pars urbana&#039;&#039;, a noroeste da planta arquitetónica e a norte da sala da abside ou êxedra, pertencente a uma sala de recepção da casa, apresenta uma organização de motivos geométricos e vegetalistas. Daria continuidade ao mosaico da êxedra, pois seriam o mesmo mosaico. Tem 4,50 x 3,36 metros de comprimento (Pereira, 2017, p.294). Atendendo à densidade das tesselas, tem cerca de 115-117 dm² (RIBEIRO, 2019, p. 76). Conecta-se/Liga-se com o mosaico da Sala de Receção (acima referido) através da moldura dos quadrados sobre o vértice e do mosaico da soleira.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Este mosaico passou por um processo contemporâneo de limpeza e fixação das extremidades das tesselas, visando conter a desagregação que ameaça a integridade da obra ao longo do tempo. Este processo foi indispensável para estabilizar o mosaico e assegurar que as suas peças, que se tendem a soltar devido à sua fragilidade, permaneçam no local, preservando a estrutura e a estética originais (Ribeiro, 2015, p. 76). Para além das condições naturais do tempo, o mosaico enfrenta desafios específicos durante o inverno, devido ao clima caracteristicamente húmido e chuvoso de Santiago da Guarda. Essa humidade, somada à proximidade dos mosaicos às camadas mais profundas do solo, resulta em submersões periódicas. Essas condições fazem com que a água se infiltre no solo ao redor e abaixo da camada do mosaico, intensificando o desgaste e acelerando o processo de degradação (Limão &amp;amp; Pereira, 2019, p.40). Outro aspeto a realçar é o facto do local onde está situado ter sido uma taberna na década de 1980. A intensa movimentação de pessoas e a deslocação de produtos nesse espaço contribuíram para a degradação das tesselas, expondo-as a substâncias agressivas&amp;lt;sup&amp;gt;[1]&amp;lt;/sup&amp;gt;.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Começando a descrição pelo Mosaico nº7 (Fig 2, Fig. 4 e Fig. 5), encontra-se uma moldura de composição linear de duas faixas enlaçadas (7.1.2.) sobre um fundo branco. Estas alternam entre porções em gradação das cores vermelhas, azuis e amarelas. Em cada uma das suas aberturas amendoadas está incluído um quadrado sobre o vértice denteado, compondo um motivo floral; e em cada ponto do enlace, um elemento parecido a um triângulo isósceles com perfil denteado. Seguidamente, encontra-se um filete de composição linear branco de quatro tesselas de largura (7.1.1.) que emoldura o painel principal da sala. Este painel apresenta uma composição ortogonal e é formado por octógonos de lados côncavos (7.1.), daí a origem da atribuição do nome do mosaico completo. São compostos por uma trança de dois cordões. No interior, encontram-se dois quadrados entrelaçados, resultando numa estrela de oito pontas. No centro destas, dois quadrados concêntricos denteados sobre o vértice. No espaço ao redor da estrela de oito pontas (espaço residual) estão quatro trifólios em cantoneira: no canto superior esquerdo e no inferior direito (na planta, localizam-se nordeste e sudoeste), predominam as cores amarelo e azul; no canto superior direito e no inferior esquerdo (a noroeste e a sudeste), predominam o preto e o vermelho. Exteriores aos octógonos estão quatro motivos ovais envoltos em chevron, com as suas “aspas” de cores vermelho, azul e amarelo. No espaço branco residual a este padrão, notamos a presença de um motivo vegetalista, semelhante a um florão, incluído num quadrado sobre o vértice. Este parece que nem sempre se repete, de acordo com o que é possível visualizar na fig. 2. Possivelmente tinha uma flor de lótus delimitada por uma faixa preta e curva em cada canto.[1] &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
O Mosaico nº8 (Fig. 2 e Fig. 6) é composto por uma primeira moldura (ou talvez parte de um painel), de composição linear de quadrados sobre o vértice denteados, concêntricos e tangentes sobre um fundo amarelado. Alternam entre as cores vermelho, azul e amarelo, e são emoldurados por um filete preto (8.1.2.). Possivelmente percorria as extremidades da sala desta divisão. Seguidamente outra moldura: um filete de composição linear branco de três tesselas de largura (8.1.1. e 9.) que delimita o painel das aspas (8.1.). Este de composição linear com motivos em chevron/aspas de cores preto, branco, vermelho, azul e amarelo. O mosaico nº9 é a continuação da moldura de quadrados sobre o vértice denteados (8.1.2.).&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Para concluir, o Mosaico nº10 (Fig.2 e Fig. 3) apresenta o painel da soleira (10.1). Sabemos que é uma entrada, pois encontra-se no limiar do mosaico da sala da exedra. Apresenta uma composição ortogonal de quadrados concêntricos adjacentes, de cores vermelho, azul e amarelo. São emoldurados por filetes pretos sobre um fundo branco.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
----&amp;lt;sup&amp;gt;[1]&amp;lt;/sup&amp;gt;Informação fornecida pelo arqueólogo, Rodrigo Pereira, em 25 out. 2024, numa visita ao local.&lt;br /&gt;
----&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
== [Imagens e Iconografia do Objeto][editar | editar código-fonte] ==&lt;br /&gt;
[[Ficheiro:7.1 Painel dos óctognos côncavos.jpg|centro|miniaturadaimagem|499x499px|Fig. 8 – Painel do Óctogonos Côncavos (7.1.). Adaptado a partir da ortofoto]]&lt;br /&gt;
[[Ficheiro:7.1.1 Filete branco.jpg|centro|miniaturadaimagem|501x501px|Fig. 9– Filete branco (7.1.1.). Adaptado a partir da ortofoto.]]&lt;br /&gt;
[[Ficheiro:7.1.2 Moldura de duas faixas enlaçadas.jpg|centro|miniaturadaimagem|504x504px|Fig. 10 – Moldura de duas faixas enlaçadas (7.1.2.). Adaptado a partir da ortofoto.]]&lt;br /&gt;
[[Ficheiro:8.1 Painel das aspas.jpg|centro|miniaturadaimagem|502x502px|Fig. 11 – Painel das Aspas (8.1.). Adaptado a partir da ortofoto.]]&lt;br /&gt;
[[Ficheiro:8.1.1 Filete branco.jpg|centro|miniaturadaimagem|503x503px|Fig. 12 – Filete branco (8.1.1.). Adaptado a partir da ortofoto.]]&lt;br /&gt;
[[Ficheiro:8.1.2 e 9 Moldura quadrados sobre o vértice.jpg|centro|miniaturadaimagem|506x506px|Fig. 13 – Moldura dos Quadrados sobre o Vértice (8.1.2. e 9.). Adaptado a partir da ortofoto]]&lt;br /&gt;
[[Ficheiro:10. Painel da soleira.jpg|centro|miniaturadaimagem|508x508px|Fig. 14 – Painel da Soleira (10.1.). Adaptado a partir da ortofoto.]]&lt;br /&gt;
[[Ficheiro:Fig 15 fotografia do mosaico.jpg|centro|miniaturadaimagem|466x466px|Fig. 15- Vestígios do mosaico dos Octógonos Côncavos completo, parcialmente conservado no Complexo Monumental de Santiago da Guarda, evidenciando a deterioração da superfície decorativa e a exposição da base. Fotografia de Mariana Gonçalves (25/11/2024).]]&lt;br /&gt;
[[Ficheiro:Fig 16 fotografia do mosaico.jpg|centro|miniaturadaimagem|473x473px|Fig. 16-Vestígios do mosaico dos Octógonos Côncavos completo, parcialmente conservado no Complexo Monumental de Santiago da Guarda, evidenciando a deterioração da superfície decorativa e a exposição da base. Fotografia de Mariana Gonçalves (25/11/2024).]]&lt;br /&gt;
[[Ficheiro:Fig 17 fotografia do mosaico.jpg|centro|miniaturadaimagem|488x488px|Fig. 17- Lado direito do mosaico dos Octógonos Côncavos, parcialmente conservado no Complexo Monumental de Santiago da Guarda, evidenciando a deterioração da superfície decorativa e a exposição da base. Fotografia de Mariana Gonçalves (25/11/2024).]]&lt;br /&gt;
[[Ficheiro:Fig 18 fotografia do mosaico.jpg|centro|miniaturadaimagem|393x393px|Fig. 18 - Detalhe dos mosaicos romanos no Complexo Monumental de Santiago da Guarda, com padrões geométricos ainda visíveis, mas apresentando desgaste significativo.]]&lt;br /&gt;
[[Ficheiro:Fig 19 fotografia do mosaico.jpg|centro|miniaturadaimagem|397x397px|Fig. 19- Vista geral dos mosaicos romanos no Complexo Monumental de Santiago da Guarda, mostrando padrões geométricos deteriorados e lacunas na superfície Fotografia de Mariana Gonçalves (25/11/2024).]]&lt;br /&gt;
[[Ficheiro:Fig 20 fotografia do mosaico.jpg|centro|miniaturadaimagem|363x363px|Fig. 20 -Perspetiva lateral dos mosaicos romanos, destacando o estado de conservação parcial e as marcas de degradação ao longo do tempo. Fotografia de Mariana Gonçalves (25/11/2024).]]&lt;br /&gt;
[[Ficheiro:Fig 21 fotografia do mosaico.jpg|centro|miniaturadaimagem|451x451px|Fig. 21 -Detalhe lateral esquerda dos mosaicos romanos no Complexo Monumental de Santiago da Guarda, evidenciando a transição entre o revestimento e as estruturas adjacentes.Fotografia de Mariana Gonçalves (25/11/2024).]]&lt;br /&gt;
[[Ficheiro:Fig 22 fotografia do mosaico.jpg|centro|miniaturadaimagem|457x457px|Fig. 22 - Detalhe lateral direita dos mosaicos romanos no Complexo Monumental de Santiago da Guarda, evidenciando a transição entre o revestimento e as estruturas adjacentes. Fotografia de Mariana Gonçalves (25/11/2024).]]&lt;br /&gt;
[[Ficheiro:Fig 23 fotografia do mosaico.jpg|centro|miniaturadaimagem|347x347px|Fig. 23- Detalhe lateral direita dos mosaicos romanos no Complexo Monumental de Santiago da Guarda, evidenciando a transição entre o revestimento e as estruturas adjacentes. Fotografia de Mariana Gonçalves (25/11/2024).]]&lt;br /&gt;
[[Ficheiro:Fig 24 fotografia do mosaico.jpg|centro|miniaturadaimagem|355x355px|[[Ficheiro:Fig 25 fotografia do mosaico.png|centro|miniaturadaimagem|464x464px|Fig. 25- Fotografia retirada do artigo, “The Roman Mosaics of the Roman Villa in the Monumental Complex of Santiago da Guarda, Municipality of Ansião (Portugal)”, por Rodrigo Marques Pereira (2017)]]Fig. 24 - Detalhe lateral direita dos mosaicos romanos no Complexo Monumental de Santiago da Guarda, evidenciando a transição entre o revestimento e as estruturas adjacentes. Fotografia de Mariana Gonçalves (25/11/2024).]]&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
== Fontes e Bibliografia[editar | editar código-fonte] ==&lt;br /&gt;
Câmara Municipal de Ansião. (s.d.). &#039;&#039;Complexo Monumental de Santiago da Guarda&#039;&#039;. Complexo Monumental de Santiago da Guarda. &amp;lt;nowiki&amp;gt;https://www.cm-ansiao.pt/PT/visitantes/1/cultura-e-historia/27/complexo-monumental-de-santiago-da-guarda/98/complexo-monumental-santiago-da-guarda&amp;lt;/nowiki&amp;gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Cortesão, L., Pereira, R.M.M., Trindade, L. (2006). Um sedimento, uma ruína, um projecto: O Paço dos Vasconcelos, em Santiago da Guarda. &#039;&#039;Monumentos&#039;&#039;, (25), 214–225. Lisboa: DGEMN.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Limão, F., Pereira, R. (2018). The Late Roman Villa of Santiago da Guarda (Ansião, Portugal): One place, many centuries, a Decoration Project. In &#039;&#039;Estudios sobre mosaicos romanos: Dimas Fernández Galiano In memoriam&#039;&#039;.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Limão, F., Pereira, R. (2019). Research and value: The Roman mosaics of the Villa of Santiago da Guarda (Ansião, Portugal). In L. Neira Jiménez (Coord.), &#039;&#039;Mosaicos romanos en el espacial rural, Investigación y puesta en valor&#039;&#039; (pp. 39–45). “L’Erma” di Bretschneider, &#039;&#039;Hispania Antigua: Série Arqueológica&#039;&#039;, 10.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Pereira, R. (2017). The Roman mosaics of the Roman villa in the monumental complex of Santiago de Guarda, Municipality of Ansião (Portugal). &#039;&#039;Journal of Mosaic Research&#039;&#039;, &#039;&#039;10&#039;&#039;, 285–298.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Ribeiro, L.C. (2019). The mosaics of Santiago da Guarda: A virtual reconstruction. In &#039;&#039;Horizontes Artísticos da Lusitânia: Dinâmicas da Antiguidade Clássica e Tardia. Séculos I a VIII&#039;&#039; (pp. 338–355). Canto Redondo.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Ribeiro, L.C. (2015). Contributo para uma visão global dos pavimentos de mosaico da villa romana de Santiago da Guarda, Ansião. In &#039;&#039;Actas do Encontro Portugal-Galiza: Mosaicos Romanos – Rabaçal&#039;&#039; (pp. 71–91). APECMA / AIEMA.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Viegas, C., Abraços, F., Macedo, M. (1993). &#039;&#039;Dicionário de Motivos Geométricos no Mosaico Romano.&#039;&#039; Liga dos Amigos de Conímbriga (e.d).&lt;/div&gt;</summary>
		<author><name>Vmoitinho</name></author>
	</entry>
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		<id>https://wikimedia.pt/Opustessellatum-PT/index.php?title=Mosaico_do_grande_corredor,_tapete_norte,_cubiculo_noroeste_(Complexo_Monumental_de_Santiago_da_Guarda)&amp;diff=160</id>
		<title>Mosaico do grande corredor, tapete norte, cubiculo noroeste (Complexo Monumental de Santiago da Guarda)</title>
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		<updated>2025-12-15T21:08:46Z</updated>

		<summary type="html">&lt;p&gt;Vmoitinho: &lt;/p&gt;
&lt;hr /&gt;
&lt;div&gt;&lt;br /&gt;
== Identificação ==&lt;br /&gt;
{| class=&amp;quot;wikitable&amp;quot;&lt;br /&gt;
|&#039;&#039;&#039;Localização atual&#039;&#039;&#039;&lt;br /&gt;
|Villa romana de Santiago da Guarda, Complexo Monumental.  Concelho de Ansião, Distrito de Leiria&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
|-&lt;br /&gt;
|&#039;&#039;&#039;Localização admin.  romana&#039;&#039;&#039; &lt;br /&gt;
|Ciuitas de Sellium ou Conimbriga. Conuentus Scalabitanus.  Província da Lusitânia&lt;br /&gt;
|-&lt;br /&gt;
|&#039;&#039;&#039;Cronologia&#039;&#039;&#039;&lt;br /&gt;
|séc. IV-V&lt;br /&gt;
|}&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
== Estado da Arte ==&lt;br /&gt;
           Embora a informação sobre o complexo da &#039;&#039;villa&#039;&#039; romana de Santiago da Guarda atualmente acessível seja ainda limitada, existem alguns estudos e artigos que exploram a sua relevância. Entre os principais pesquisadores que se dedicaram a este tema, destaca-se Rodrigo Pereira. O seu trabalho inclui artigos fundamentais como &#039;&#039;&amp;quot;The Roman Mosaics of the Roman Villa in the Monumental Complex of Santiago de Guarda, Municipality of Ansião (Portugal)&amp;quot; (2017),&#039;&#039; que destaca as características dos mosaicos e uma descrição detalhada dos mesmos. A sua colaboração com Filomena Limão resultou também em importantes publicações como &#039;&#039;“The Late Roman Villa of Santiago da Guarda” (2018),&#039;&#039; onde são abordados o contexto e a continuidade da ocupação romana neste local ao longo dos séculos. Filomena Limão contribuiu também com diversas outras publicações neste contexto, sendo destacada a sua publicação de 2019 com Rodrigo Pereira, “Research and value: the Roman mosaics of the Villa of Santiago da Guarda” onde é abordada a importância dos mosaicos e a necessidade da preservação e valorização desta villa romana.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
           Podemos citar ainda Luísa Cortesão, Luís Andrade e Luís Campos Ribeiro em trabalhos como &#039;&#039;“Um sedimento, uma ruína, um projeto: o Paço dos Vasconcelos, em Santiago da Guarda”&#039;&#039; (2006), onde é citada a evolução da arquitetura romana no local, e &#039;&#039;“The Mosaics of Santiago da Guarda: A Virtual Reconstruction”&#039;&#039; (2019), que foca na reconstrução virtual dos mosaicos, oferecendo uma perspetiva mais clara do que poderia ter sido o aspeto original destas peças. Simultaneamente, todos estes estudos contribuem para uma visão mais ampla do que seria originalmente esta &#039;&#039;pars&#039;&#039; urbana em Santiago da Guarda, relevando a sua importância como elementos da presença romana em Portugal.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
== Enquadramento/Contextualização Histórica ==&lt;br /&gt;
A descoberta dos mosaicos romanos na &#039;&#039;pars&#039;&#039; urbana de uma &#039;&#039;Villa&#039;&#039; romana em Santiago da Guarda em 2002 representa um testemunho da presença romana em Portugal nos séculos IV e V. As escavações arqueológicas realizadas nesse ano revelaram a existência de uma villa romana, que estava associada à pars rural de uma pars urbana.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
A história do complexo monumental de Santiago da Guarda aponta para um período muito anterior, visto que este espaço reúne uma Torre quatrocentista com base medieval e uma Residência Senhorial quinhentista, datados da primeira metade do século XVI. Antes da descoberta dos mosaicos, em 1978, o conjunto arquitetónico foi reconhecido como Monumento Nacional devido a esta relevância histórica, sendo considerado como único exemplar de arquitetura manuelina do concelho. Dado este título, a proteção do monumento garantiu a sua preservação ao longo dos anos. Em 1996, a câmara de Ansião adquire esta antiga residência para realizar adaptações e recuperações de modo a integrar novas funções neste espaço.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
A estrutura arquitetónica de planta quadrangular coincide com a área ocupada pelos mosaicos descobertos na intervenção arqueológica de 2002. Da área total ocupada pelos mosaicos, mais de metade está visível para visitantes, enquanto a outra parte se encontra coberta com geotêxtil e areia para preservação. No pátio aberto do complexo, encontram-se visíveis no pavimento as marcações de dois muretes e duas bases de coluna, que representam aproximadamente o perímetro do peristilo pertencente a esta pars urbana, dando-nos uma visão mais clara da organização arquitetónica do espaço. Em 2012 foram contabilizados 21 pavimentos de mosaicos romanos num total de 299 metros quadrados. &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
== Descrição ==&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
=== Decomposição Visual/Gráfica ===&lt;br /&gt;
[[Ficheiro:Figura 2. Desenho da decomposição visual gráfica dos mosaicos (desenho por Ana Mourão)..png|esquerda|semmoldura|470x470px|Figura 2. Desenho da decomposição visual gráfica dos mosaicos (desenho por Ana Mourão).]]&lt;br /&gt;
[[Ficheiro:33 Sem Título 20241210185148.png|semmoldura|450x450px]]&lt;br /&gt;
=== Verbal ===&lt;br /&gt;
           Os mosaicos, compostos por tesselas calcárias, refletem um estilo visual detalhado, utilizando motivos geométricos e policromados que valorizam a simetria e os padrões. Partindo da parte superior do mosaico (mosaico nº20), observamos o tapete norte, cubículo noroeste, que possui um padrão elaborado e minucioso. Esta composição ortogonal de motivos inteiramente geométricos é composta por um moinho de peltas (elementos com formato triangular/semicircular) e, nas suas extremidades, elementos triangulares dentados.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Este mosaico é um pequeno espaço quadrangular de transição entre o grande corredor e outra divisão da casa e tem cerca de 130x150 centímetros. É composto por um único painel e três molduras. Duas dessas molduras são apenas filetes escuros (molduras 1 e 3 do painel nº20) de uma só tessela (cor preta/azulada) e, entre elas, um filete claro (moldura 2 do painel nº20) que tem entre três e quatro tesselas de espessura (faz a transição de três para quatro numa parte do mosaico degradada e que não é visível). O painel de composição ortogonal geométrica é policromado, utilizando cores que, nas fotos e imagens, não é possível identificar. No entanto, Rodrigo Pereira, no seu artigo ”The &#039;&#039;Roman Mosaics of the Roman Villa in the Monumental Complex of Santiago de Guarda, Municipality of Ansião (Portugal)”,&#039;&#039; afirma que as tesselas teriam cores como calcário/branco, azul-escuro/preto, azul-claro, vermelho, rosa e amarelo, sendo todo o motivo contornado por um filete de tesselas escuras. Apesar deste motivo não ter qualquer interpretação iconográfica, existem várias interpretações do que se poderia tratar o elemento triangular dentado que se forma entre os moinhos de peltas. Este elemento pode ser interpretado como uma folha de videira, uma folha de era, ou até um cacho de uvas, dependendo totalmente da interpretação do observador.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
O mosaico nº21, parte do grande corredor, tem a sua própria composição ortogonal de motivos geométricos (painel nº21). É adornado por um motivo em trança, com linhas entrelaçadas, que se desenvolve de forma a formar um meandro de suásticas, intercalado com motivos entrançados que compõem uma esteira de formato quadrangular.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
           Esta parte seria uma das principais da casa, dando acesso a muitas das suas dependências e divisões. Esta parte do mosaico tem também associadas a si duas molduras que seguem o mesmo padrão das já referidas, um filete escuro e um claro (molduras 1 e 2 do painel nº21, respetivamente). O que seria considerado a terceira moldura deste painel acaba por fazer já parte do contorno do motivo e, por isso, deixou de ser considerado como tal. À semelhança do anterior, esta composição de tranças e meandros de suásticas é toda ela contornada por um único filete de tesselas escuras e segue o mesmo esquema de cores. Diferente do outro, este padrão apresenta uma certa perspetiva, visto que no cruzamento onde se formaria a suástica as tranças sobrepõem-se.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
           Em ambas as figuras (1 e 2) é evidente que os mosaicos não estão completos, apresentando algumas falhas por degradação. Podemos notar que o mosaico nº20 tem o seu canto superior esquerdo completamente degradado enquanto no mosaico nº21 notamos algumas falhas ao longo de toda a composição.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
== Fontes e Bibliografia ==&lt;br /&gt;
&amp;quot;Mosaicos romanos de Santiago da Guarda entre os mais importantes do País&amp;quot;. s.d. Jornal de Leiria. Acedido a 15 de dezembro de 2024. &amp;lt;nowiki&amp;gt;https://www.jornaldeleiria.pt/noticia/mosaicos-romanos-de-santiago-da-guarda-entre-os-mais-importantes-do-pais-9809&amp;lt;/nowiki&amp;gt;.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Cortesão, L., Pereira, R.M.M., Trindade, L. (2006). “Um sedimento, uma ruína, um projecto: o Paço dos Vasconcelos, em Santiago da Guarda”. Monumentos. Lisboa: DGEMN. 25, 214-225.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Limão, F., Pereira, R. (2018). “The Late Roman Villa of Santiago da Guarda (Ansião, Portugal). One place, many centuries, a Decoration Project.The Corpus of the Roman Mosaics” in Estudios sobre mosaicos romanos. Dimas Fernández Galiano In memoriam.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Limão, F., Pereira, R. (2019). “Research and value: the Roman mosaics of the Villa of Santiago da Guarda (Ansião, Portugal),”Mosaicos romanos en el espacial rural, Investigación Y Puesta en Valor, “L’Erma” di Bretschneider, Hispania Antigua. Série Arqueológica, 10. Coordenação Luz Neira Jimenez. pp. 39-45.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Pereira, R. (2017). “The Roman Mosaics of the Roman Villa in the Monumental Complex of Santiago de Guarda, Municipality of Ansião (Portugal) Ansião, Journal of Mosaic Research X2017, pp. 285-298.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Ribeiro, L.C. (2019). The Mosaics of Santiago da Guarda: A Virtual Reconstruction” in Horizontes Artísticos da Lusitânia. Dinâmicas da Antiguidade Clássica e Tardia. Séculos I a VIII, Canto Redondo, Lisbon, pp. 338-355.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Ribeiro, L.C. (2015). ”Contributo para una visão global dos pavimentos de mosaico da villa romana de Santiago da Guarda, Ansião”, in Actas do Encontro Portugal - Galiza. Mosaicos Romanos – Rabaçal: APECMA / AIEMA, 71-91.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
www.publicenso.pt, Publicenso, Imagem e Comunicação-. s.d. &amp;quot;Complexo Monumental de Santiago da Guarda&amp;quot;. Portal do Município de Ansião. Acedido a 15 de dezembro de 2024. //www.cm-ansiao.pt/PT/visitantes/1/cultura-e-historia/27/complexo-monumental-de-santiago-da-guarda/98/complexo-monumental-santiago-da-guarda.&lt;/div&gt;</summary>
		<author><name>Vmoitinho</name></author>
	</entry>
	<entry>
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		<title>Mosaico do grande corredor, cubiculo noroeste (Complexo Monumental de Santiago da Guarda)</title>
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		<updated>2025-12-15T21:04:35Z</updated>

		<summary type="html">&lt;p&gt;Vmoitinho: &lt;/p&gt;
&lt;hr /&gt;
&lt;div&gt;= Mosaico do Grande Corredor; Cubículo Noroeste =&lt;br /&gt;
{| class=&amp;quot;wikitable&amp;quot;&lt;br /&gt;
| &#039;&#039;&#039;                                                          Localização Atual&#039;&#039;&#039;&lt;br /&gt;
| Pars Urbana, Villa Romana, Complexo  Monumental de Santiago da Guarda, Conselho de Ansião, Freguesia de Leiria&lt;br /&gt;
|-&lt;br /&gt;
| &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&#039;&#039;&#039;Localização admin. romana&#039;&#039;&#039;&lt;br /&gt;
|Ciuitas: Cunimbriga ou Sellium&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Conuentus: Scalabitanus&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Província: Lusitânia&lt;br /&gt;
|-&lt;br /&gt;
| &#039;&#039;&#039;                                                             Cronologia&#039;&#039;&#039;&lt;br /&gt;
| &#039;&#039;&#039;                                          &#039;&#039;&#039;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
séc. IV-V&lt;br /&gt;
|}&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
== &#039;&#039;&#039;Estado da Arte&#039;&#039;&#039; ==&lt;br /&gt;
[[Ficheiro:Imagem do Mosaico do Cubiculo Noroeste.png|miniaturadaimagem|398x398px|Pavimento do Cubículo Noroeste]]&lt;br /&gt;
Para a produção deste trabalho escrito foram utilizadas como principais fontes de informação os estudos sobre a &#039;&#039;Villa&#039;&#039; &#039;&#039;Romana&#039;&#039; de Santiago da Guarda feitos por Luís Campos Ribeiro (em destaque no livro Horizontes Artísticos Da Lusitânia Dinâmicas da Antiguidade Clássica e Tardia em Portugal; &#039;&#039;The Villa of Santiago da Guarda&#039;&#039; pp. 338-355) e dos trabalhos de Rodrigo Pereira e Filomena Limão que foram de suma importância no que tange a localização e mapeamento do Mosaico dentro da planta, para a contextualização da história antiga, moderna e contemporânea do local onde hoje se situa o Complexo Monumental de Santiago da Guarda, além de informações relevantes como as medidas, pigmentação e o estado de preservação do Mosaico. No âmbito da análise do Mosaico o “Dicionário de Motivos Geométricos no Mosaico Romano” de Viegas, Abraços e Macedo foi essencial durante o processo de classificação e identificação dos motivos presentes nas composições dos mosaicos, vale destacar que qualquer informação que não esteja nas fontes é mera suposição dos autores deste trabalho. &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
== &#039;&#039;&#039;Enquadramento/Contextualização&#039;&#039;&#039; ==&lt;br /&gt;
O pavimento foi concebido na antiga Província Romana da Lusitânia, &#039;&#039;Ciuitas&#039;&#039; de Conímbriga ou &#039;&#039;Sellium&#039;&#039;, uma província romana que cobria a maior parte do que hoje é Portugal e parte da Espanha. O mosaico está localizado numa antiga &#039;&#039;Villa Romana&#039;&#039; em Santiago da Guarda. Numa residência que devido ao tamanho e estrutura podemos deduzir que os seus antigos ocupantes eram pessoas de alto estatuto, provavelmente com conexões com a administração local, assim como, proprietários poderosos de terras agrarias na região.&lt;br /&gt;
[[Ficheiro:Planta da Villa Romana; Localização do Cubículo Noroeste.png|miniaturadaimagem|Planta da Villa Romana; Cubículo Noroeste, Rodrigo Pereira e Filomena Limão]]&lt;br /&gt;
Posteriormente, no século XV a nobre Família dos Vasconcelos contruiria sua residência em cima de onde estava a Casa Romana erguendo uma enorme estrutura, após a descoberta da &#039;&#039;villa&#039;&#039; já na contemporaneidade o local converteu-se no Complexo Monumental de Santiago da Guarda. (PEREIRA, 2019 p.5)&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
== &#039;&#039;&#039;Descrição do Pavimento&#039;&#039;&#039; ==&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&#039;&#039;&#039;Medida&#039;&#039;&#039; &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
8,70 x 6,10 m (Pereira, 2016)&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&#039;&#039;&#039;Material/Cor&#039;&#039;&#039;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Calcário/ Branco, azul-preto, azul-claro, vermelho, rosa, amarelo&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Este pavimento está localizado no cubículo noroeste do edifício, onde foi concebido para ser um espaço destinado à receção sendo uma zona nobre da &#039;&#039;villa&#039;&#039;.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
A composição apresenta uma complexidade policromático, formas e padrões. Na área de acesso, o mosaico está conectado ao grande corredor, onde se encontra um tapete em Chevron com esquema policromático que imitam um arco-íris, emoldurado por padrões geométricos de losangos, um posicionado a este e outro a oeste. Nos espaçamentos de trás da entrada do compartimento, apresentam-se dois mosaicos distintos, cada um com a sua linguagem estética. O maior exibe um padrão policromático com escamas fluido e dinâmico, enquanto o outro possui uma composição ortogonal de quadrados e retângulos concêntricos, que transmitem uma sensação de estrutura sólida e equilíbrio visual.  &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
A moldura do mosaico é adornada com uma trança de dois fios, um detalhe que complementa e integra a composição central. No coração do mosaico, a estrutura ortogonal é formada por círculos e quadrados, figuras perfeitas da Natureza, que emergem da própria trança de dois fios. Entre essa formas geométricas pequenos motivos florais ganham destaque, uma fusão de beleza vegetalista que se entrelaça com a precisão das formas geométricas. Os espaços que surgem entre esses elementos são preenchidos com triângulos e retângulos de lados côncavos, adornados com motivos vegetais.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
O pavimento do cubículo passou por diversas intervenções em períodos posteriores a partir disso podemos assumir que sua construção original já teria sofrido danos consideráveis, antes mesmo do período moderno, pressupõe-se que a estrutura do pavimento haveria de ser igual ou similar a está que vemos hoje.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&#039;&#039;&#039;N°11 Painel Central – Painel das Flores&#039;&#039;&#039;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
O Painel Central apelidado de Painel das Flores (nome dado pelos autores deste trabalho), apresenta uma composição ortogonal de círculos, semicírculos, triângulos e de quadrados sobre o vértice, todas com um bordo trançado de duas cordas, ainda se observa diversos elementos vegetalistas como o florão presente no interior dos círculos e outro elemento desconhecido entre as tranças que se supõe que poderia ser a representação de figos, porém não se pode afirmar com exatidão; a considerável quantidade de elementos deste género podem refletir a vida campesina que seria comum aos proprietários da &#039;&#039;Villa.&#039;&#039; &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&#039;&#039;&#039;Nº12 Moldura do Painel Central&#039;&#039;&#039;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
A Moldura do Painel Central estende-se por todo o cubículo da entrada a parede norte por ser tão grande é o único a ter contato com todos os outros sendo essencial para a harmonia estética do pavimento do Cubículo Noroeste, compartilha com o Painel Central o motivo geométrico das tranças de duas cordas, tornando-se complementar a composição do Painel.  &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&#039;&#039;&#039;Nº13 Painel Lateral do Painel Central; Este&#039;&#039;&#039; &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
O Painel Lateral Este apresenta uma composição de chevron em direção austral com tapete único sendo dotado de uma policromia em tons de vermelho, azul e amarelo o que faz o mosaico assemelhar-se a um Arco-íris. &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&#039;&#039;&#039;Nº14 Painel Lateral do Painel Central; Oeste&#039;&#039;&#039;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Este Painel localizado no oeste do cubículo; o painel apresenta uma composição de dois tapetes Chevron policromáticos, devido a este fator assim como Nº13 aparenta ser um “Arco-íris” realçam o conteúdo do painel, decorados por dois tapetes em Chevron em arco-íris a este e oeste. (RIBEIRO, pp. 9) &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&#039;&#039;&#039;Nº15 Painel da Soleira (entrada) da porta&#039;&#039;&#039;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
O Painel da soleira ficava na entrada para o cubículo, possui um tapete de chevron é composto por pequenas tesselas de cerâmica em Chevron, organizadas com o formato de padrões geométricos intricados, além da sua beleza estética serviam para marcar a transição entre ambientes. &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&#039;&#039;&#039;Nº16 Moldura Este e Nº17 Moldura Oeste da Entrada&#039;&#039;&#039;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Ambos estão posicionados nas laterais do mosaico nº15 como se continuassem por trás dele, apresentam a composição de florzinha em cruz com efeito de relevo, no interior das flores podem ser encontradas as cores azul-claro, amarelo e vermelho. (RIBEIRO, pp. 9)&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&#039;&#039;&#039;Nº18 Painel Lateral da Entrada; Este&#039;&#039;&#039;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Este mosaico está no sudeste do Cubículo cercada por um filete amarelo, ao qual o mesmo apresenta uma composição ortogonal em quadricula de Faixa que formam quadrados e retângulos policromáticos algo que é percetível são as tesselas que se encontram no cruzamento das faixas possuem uma coloração avermelhada destacando-se sobres as faixas, com relação a policromia pode-se perceber que a pigmentação das tesselas de vermelho, azul e amarelo seguem uma linha horizontal e assumem tons mais fortes conformes se aproximam dos centros. (RIBEIRO, pp. 9) &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&#039;&#039;&#039;Nº19 Painel Lateral da Entrada; Oeste&#039;&#039;&#039;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Este mosaico localize no sudoeste do Cubículo; apresenta uma Composição em Escamas cercada por filete amarelo, as pigmentações das escamas seguem e horizontais em tons de amarelo, azul-claro e vermelho. (RIBEIRO, pp. 9)&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
== Fontes ==&lt;br /&gt;
Pereira, R. M. (2017). The Roman Mosaics of the Roman Villa in the Monumental Complex of Santiago da Guarda, Municipality of Ansião (Portugal). Journal of Mosaic Research. &amp;lt;nowiki&amp;gt;https://doi.org/10.26658/jmr.357097&amp;lt;/nowiki&amp;gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Maciel, M. J., &amp;amp; Limão, F. (Eds.). (2019). Horizontes artísticos da Lusitânia: dinâmicas da antiguidade clássica e tardia em Portugal: séculos I a VIII (1a edição). Canto Redondo.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
pp. 338-355&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Neira, L. (Ed.). (2019). Mosaicos romanos en el espacio rural: investigación y puesta en valor. “L’Erma” di Bretschneider.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Balmelle, C., &amp;amp; Prudhomme, R. (Eds.). (1985). Le Décor géométrique de la mosaïque romaine: répertoire graphique et descriptif des compositions linéaires et isotropes. Picard&lt;/div&gt;</summary>
		<author><name>Vmoitinho</name></author>
	</entry>
	<entry>
		<id>https://wikimedia.pt/Opustessellatum-PT/index.php?title=Mosaico_da_ala_este-nordeste_do_peristilo_(Casa_dos_Repuxos,_Con%C3%ADmbriga)&amp;diff=158</id>
		<title>Mosaico da ala este-nordeste do peristilo (Casa dos Repuxos, Conímbriga)</title>
		<link rel="alternate" type="text/html" href="https://wikimedia.pt/Opustessellatum-PT/index.php?title=Mosaico_da_ala_este-nordeste_do_peristilo_(Casa_dos_Repuxos,_Con%C3%ADmbriga)&amp;diff=158"/>
		<updated>2025-12-15T21:02:25Z</updated>

		<summary type="html">&lt;p&gt;Vmoitinho: &lt;/p&gt;
&lt;hr /&gt;
&lt;div&gt;[[Ficheiro:Conimbriga Repuxos Mosaico 1.10.jpg|miniaturadaimagem|347x347px|Mosaico 1.10 (Foto: Eric Sidi)]]&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
== Identificação ==&lt;br /&gt;
{| class=&amp;quot;wikitable&amp;quot;&lt;br /&gt;
|&#039;&#039;&#039;Localização actual&#039;&#039;&#039;&lt;br /&gt;
|Museu Nacional de Conimbriga&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
(Museu Monográfico de Conimbriga - até  2023), Condeixa -a Velha, Condeixa -a -Nova, Coimbra.&lt;br /&gt;
|-&lt;br /&gt;
|&#039;&#039;&#039;Localização admin. romana&#039;&#039;&#039; &lt;br /&gt;
|Província da &#039;&#039;Lusitânia, Conuentus  Scalabitanus, Ciuitas&#039;&#039; de Conimbriga&lt;br /&gt;
|-&lt;br /&gt;
|&#039;&#039;&#039;Cronologia&#039;&#039;&#039;&lt;br /&gt;
|terceiro quartel do séc. III&lt;br /&gt;
|}&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
== Estado da Arte ==&lt;br /&gt;
[[Ficheiro:Localização Lusitãnia.png|miniaturadaimagem|207x207px|Figura 1 - Localização da Lusitânia no Império Romano (Mapa de Domínio Livre)]]&lt;br /&gt;
A ocupação romana na Península Ibérica é uma tema com um importante lugar na literatura histórica portuguesa, por ser um dos períodos da Antiguidade mais trabalhados neste território.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Em Portugal, em 1907, houve dois nomes que se destacaram no início do estudo de vestígios romanos em Conimbriga. Referimo-nos a António Augusto Gonçalves e Vergílio Correia, tendo sido os responsáveis pelas duas primeiras publicações sobre o assunto em questão, no Diário de Notícias, nesse mesmo ano. Apenas em 1939 voltamos a ter publicações, uma vez mais de Vergílio Correia, mas desta feita no Diário de Coimbra, já preconizando a ideia da fundação de um museu e estudo mais aprofundado desta &#039;&#039;ciuitas&#039;&#039; (Bairrão Oleiro, 1992:9-11).&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Ao longo do século XX multiplicaram-se as obras acerca do mundo romano. No caso de Portugal, salientamos Jorge de Alarcão ao publicar em 1988 &#039;&#039;O Domínio Romano em Portugal.&#039;&#039; Esta obra apresenta uma síntese da romanização no território atual português. Jorge de Alarcão colabora ainda com Robert Etiénne na obra &#039;&#039;Fouilles de Conimbriga,&#039;&#039; onde se registam as escavações por si lideradas e publicadas em 1977, trabalho que consagra o maior levantamento arqueológico feito em Conimbriga até à data.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Fora de Portugal a importância de Conímbriga é também notória. Em Espanha, Julián Francisco Martín, com &#039;&#039;Conquista y Romanización de Lusitania&#039;&#039;, em 1989, apresenta uma obra de análise e comparação histórica dentro da península. Leonard A. Curchin, autor canadiano, publicou em 1990 &#039;&#039;The Local Magistrates of Roman Spain&#039;&#039;, que nos permite conhecer mais do funcionamento do mundo romano na &#039;&#039;Iberia&#039;&#039;.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Estes trabalhos são seguidos por António de Oliveira Marques que, em 1990, sintetiza o domínio romano em Portugal no primeiro e terceiro volumes da &#039;&#039;Nova História de Portugal,&#039;&#039; obras dirigidas pelo historiador Joel Serrão&#039;&#039;.&#039;&#039; Neste último volume nota-se um grande foco no domínio romano do nosso território (pp343 – 489).&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
José Maria Blázquez com a sua obra &#039;&#039;Arte y Religión en el Mediterráneo Antiguo&#039;&#039; (2008), acrescenta às suas variadas obras acerca do império romano na &#039;&#039;Hispania&#039;&#039;, uma visão que se estende ao território da &#039;&#039;Lusitânia.&#039;&#039;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Devem ser referidos dois congressos: em 1990&amp;lt;ins&amp;gt;,&amp;lt;/ins&amp;gt; o II Congresso Peninsular de História Antiga, realizado em Coimbra, promovido pelo Instituto de Estudos Clássicos; e o segundo em 2005, o X Colóquio Internacional da AIEMA (&#039;&#039;Association Internacionale pour l’Étude de la Mosaique Antique&#039;&#039;) publicado com o título &#039;&#039;Mosaicos de Conimbriga&#039;&#039;. Este último colóquio trouxe a Portugal um vasto grupo de grandes especialistas mundiais sobre o mosaico romano e elevou a nível internacional o papel de Conimbriga. &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Existem ainda duas obras relevantes para o estudo do período romano na &#039;&#039;Lusitânia.&#039;&#039; Trata-se de &#039;&#039;Antiguidade Tardia e Paleocristianismo em Portugal&#039;&#039; (1996), de Justino Maciel e &#039;&#039;A Arquitectura doméstica de Conimbriga e as estruturas sociais e económicas da cidade romana&#039;&#039; (2013), de Virgílio Hipólito Correia, que descreve as várias casas de Conimbriga e suas peculiaridades.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Finalmente, sendo a obra mais pormenorizada, uma vez que incide especificamente no estudo dos mosaicos romanos e que permitiu o seu aprofundamento, de João Manuel Bairrão Oleiro, &#039;&#039;O Corpus Romano, Mosaicos de Conímbriga: Casas dos repuxos&#039;&#039;, foi um estudo singular, pioneiro e de fôlego em Portugal, analisando cada mosaico romano existente na casa dos Repuxos na cidade romana de Conimbriga.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
== Enquadramento/Contextualização Histórica ==&lt;br /&gt;
O Mosaico 1.10&amp;lt;ins&amp;gt;,&amp;lt;/ins&amp;gt; cujo estudo se apresenta, localiza-se na Ala Leste-Nordeste (ENE) do peristilo central da Casa dos Repuxos (figura 4). Durante o período da Antiguidade Clássica e Tardia, esta casa situava-se na &#039;&#039;Ciuitas&#039;&#039; de Conimbriga (figura 3), pertencente à província romana de &#039;&#039;Lusitânia&#039;&#039; (figura 2), cuja capital era Emérita Augusta, (atual Mérida, Espanha).&lt;br /&gt;
[[Ficheiro:Localização Conimbriga.png|esquerda|miniaturadaimagem|233x233px|Figura 2 - Localização de Conimbriga na Lusitânia (Mapa de Domínio Livre]]&lt;br /&gt;
[[Ficheiro:Localização Mosaico 1.10.png|miniaturadaimagem|213x213px|Figura 4 - Localização do Mosaico 1.10 no Peristilo da Casa dos Repuxos (Planta retirada de Correia, 2010:150)]]&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
[[Ficheiro:Localização Casa Repuxos.png|centro|miniaturadaimagem|323x323px|Figura 3 - Localização da Casa dos Repuxos em Conimbriga (Mapa de Domínio Livre)]]&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Este local era já habitado na era pré-romana, pela tribo dos Cónios. O &#039;&#039;oppidum&#039;&#039; de Conimbriga (povoamento pré-romano em local elevado) teve a sua romanização iniciada no século I, sendo inserido na tribo Quirina, a tribo imperial à época. Conimbriga teve, assim, ocupação romana a partir do século I e até ao século VIII, (momento de despovoamento devido a invasões de Suevos e Visigodos) com um crescimento relacionado com a capacidade de produção de vidro, cerâmica e moeda (Libório, Fábio, 2000).&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Já a Casa dos Repuxos, datada do século I, deixa de ser ocupada a partir do século IV devido à construção da muralha da Antiguidade Tardia que, para proteção da cidade, a encurtou, deixando esta casa fora do perímetro protegido (Bairrão Oleiro, 1992: 26).&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Os primeiros indícios da casa dos Repuxos foram descobertos em 1907, quase uma década após as primeiras escavações e descobertas, sendo que apenas 30 anos mais tarde, durante a construção de uma estrada de acesso a Conimbriga, novas escavações revelaram a dimensão desta &#039;&#039;domus&#039;&#039; (Correia, 2013:19). O levantamento do mosaico em estudo, &#039;&#039;per se&#039;&#039;, foi apenas feito durante a década de 1950, altura em que o processo de escavações foi consolidado por intervenção da DGEMN (Direção Geral dos Edifícios e Monumentos Nacionais). A configuração conhecida desta casa data de inícios do século II devido a uma remodelação feita que culminou num aumento espacial, relevando a classe social dos seus moradores (Correia, 2013:149).&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
No espaço ao qual dedicamos este estudo, o peristilo (zona central sem cobertura delimitada por colunas que organiza o espaço doméstico) ocupa um lugar central em termos arquitetónicos e acolhe uma panóplia de mosaico romano em bom estado de conservação, permitindo um estudo mais aprofundado do opus &#039;&#039;tessellatum&#039;&#039; em território atualmente português. Este Opus consiste num &#039;&#039;expolitio&#039;&#039; (acabamento), neste caso de pavimentação através da organização de tesselas, (Vitrúvio, sec. I a.C.: VII) - pequenas pedras cúbicas assentes sobre uma argamassa - modelo herdado da civilização grega (Plínio, o Velho, séc.I: XXXVI, 184).&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
O mosaico 1.10, assim numerado por Bairrão Oleiro, (figura 12) localiza-se na Ala Leste-Nordeste do peristilo e foi sujeito a alguns restauros no seu limite sudoeste, possivelmente devido ao traçado de canalização que assegurava o escoamento das águas (Bairrão Oleiro, 1992:21). Este ainda mantém os “remendos” originais e esta grande alteração na qual foram utilizadas partes de outros mosaicos, poderá constituir a razão do padrão aqui mostrado ser único em toda a Casa (Bairrão Oleiro, 1992:58).&lt;br /&gt;
[[Ficheiro:Mosaico 1.10.jpg|centro|miniaturadaimagem|Figura 12  - Mosaico 1.10 (Fotografia retirada de Oleiro, 1992: estampa 15)]]&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
== Descrição ==&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
=== &#039;&#039;&#039;Decomposição Visual/Gráfica&#039;&#039;&#039; ===&lt;br /&gt;
- Motivos decorativos: Geométricos. (Figuras 7 e 8)&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
- Composição: Ortogonal. (Figura 7)&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
- Identificação de cenas iconográficas: Não existem cenas iconográficas.&lt;br /&gt;
[[Ficheiro:Decomposicao Base 1.10 Orientacao.png|esquerda|miniaturadaimagem|252x252px|Figura 7 - Decomposição Gráfica dos Elementos Geométricos (Grafismo: Eric Sidi)]]&lt;br /&gt;
[[Ficheiro:Decomposicao Geometrica 1.10.png|centro|miniaturadaimagem|266x266px|Figura 8 - Decomposição Gráfica da Composição (Grafismo: Eric Sidi)]]&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
=== &#039;&#039;&#039;Descrição verbal&#039;&#039;&#039; ===&lt;br /&gt;
O mosaico da Ala Leste-Nordeste do peristilo da Casa dos Repuxos (figura 5) é um mosaico geométrico de formato retangular irregular. Na parte oeste da composição, o limite é acentuadamente oblíquo com restauro realizado na Antiguidade (figura 6), no século II, altura em que houve uma reconfiguração da casa dos Repuxos.&lt;br /&gt;
[[Ficheiro:Painel 1.10.3.png|centro|miniaturadaimagem|Figura 5 - Painel 1.10.3 (Foto: Eric Sidi)]]&lt;br /&gt;
[[Ficheiro:Painel 1.10.R.png|centro|miniaturadaimagem|263x263px|Figura 6 - Painel 1.10.3.R (Foto: Eric Sidi)]]&lt;br /&gt;
Neste mosaico encontra-se uma composição ortogonal, visível pela linearidade horizontal de quadrados e retângulos sobrepostos, cortados por duas linhas verticais de quadrados tangentes justapostos (figura 7).&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Estando orientado a partir de Oeste, é possível observar que horizontalmente, os retângulos estão separados por filetes duplos pretos; já os quadrados são tangentes, sendo notória a divisão pela alternância de cor (figura 9). Verifica-se uma sequência lateral de retângulos com losangos inscritos que são cortados por quadrados com quadrifólios de losangos (figura 10) entre os quarto e quinto, sexto e sétimo, oitavo e nono retângulos, sendo que numa das linhas horizontais o quadrado central é substituído por dois losangos.&lt;br /&gt;
[[Ficheiro:Decomposicao Cor 1.10.png|centro|miniaturadaimagem|235x235px|Figura 9 - Decomposição Gráfica de Cor Preta no Mosaico[1]  (Grafismo: Eric Sidi)]]&lt;br /&gt;
Verticalmente, os quadrados e retângulos são sempre tangentes. Numa primeira linha, a Este, vê-se losangos sobre o vértice correspondente ao ângulo obtuso e triângulos isósceles que delimitam a composição. Existem em seguida linhas de retângulos com quadrado como anteriormente descrito, alternadas por quatro linhas de losangos sobre o vértice correspondente ao ângulo obtuso (“deitados”) inscritos em retângulos pretos. Em cada canto, observam-se dois losangos brancos inscritos num quadrado preto (figura 10).&lt;br /&gt;
[[Ficheiro:Motivo Clepsidra-Ampulheta 1.10.jpg|miniaturadaimagem|Figura 11 – Motivo de Ampulheta/Clepsidra (Grafismo: Eric Sidi)]]&lt;br /&gt;
A composição utiliza apenas motivos geométricos, nomeadamente losangos e triângulos. Este mosaico não contém nenhuma representação iconográfica. Destacam-se motivos como quadrifólios de losangos (figura 10) inscritos em quadrados, organizados em duas linhas verticais, e dois motivos do tipo “ampulheta” ou “clepsidra” (figura 11), criados a partir de quatro triângulos isósceles com o vértice superior orientado para o centro do quadrado.&lt;br /&gt;
[[Ficheiro:Motivo Quadrifólio 1.10.jpg|esquerda|miniaturadaimagem|Figura 10 – Motivo de Quadrifólio de Losangos (Grafismo: Eric Sidi)]]&lt;br /&gt;
Existem quatro linhas horizontais contínuas de losangos sobre o vértice correspondente ao ângulo obtuso, uma das quais incompleta. Os restantes retângulos contém losangos inscritos. São utilizadas tesselas amarelas, vermelhas, brancas e negras, sendo as figuras geométricas demarcadas a negro e os motivos de enchimento com as restantes cores, criando assim uma composição com cores contrastantes. As diferentes cores de tesselas permitem a criação de uma sequência de losangos incluídos nos losangos inscritos em quadrados e retângulos, e padrões de alternância.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
O painel é completado por uma moldura de linha dupla (a sul e oeste), tripla (a este) e quadrupla (a norte) externa preta.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Finalmente, o mosaico é delimitado a norte e a sul por uma moldura exterior não pertencente especificamente ao painel, mas que é contínua pelo peristilo. Esta é composta por filetes triplos amarelos, sendo emoldurada pela principal moldura de suásticas em meandros que envolve todo o peristilo.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
== Fontes e Bibliografia ==&lt;br /&gt;
Alarcão, J. D. (1988). O domínio romano em Portugal.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Correia, V. N. H. (2010). A Arquitectura doméstica de Conimbriga e as estruturas económicas e sociais da cidade romana. Universidade de Coimbra (Portugal).&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Encarnação, J. D. (1993). A investigação sobre o Período Romano em Portugal. EVPHROSYNE, (XXI [nova série]), 461-465.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Libório, Fábio (2000). Conimbriga: De oppidum à municipium-século- I d.C. (Área de História Antiga) Monografia.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Oleiro, J. M. B. ( 1992). Corpus dos mosaicos romanos de Portugal – Conventus Scallabitanus, I Conimbriga, Casa dos Repuxos.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Oliveira, Madeira e Linhares (2005). Mosaicos de Conimbriga, X Colóquio Internacional da AIEMA. Instituto Português de Museus, Museu Monográfico de Conimbriga.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Viegas, C., Abraços, F., &amp;amp; Macedo, M. (1993). Dicionário de motivos geométricos no mosaico romano. Liga dos Amigos de Conímbriga.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
- &amp;lt;nowiki&amp;gt;https://www.conimbriga.pt/guias2/21/pt&amp;lt;/nowiki&amp;gt; - Visitado a 02/12/2024&lt;/div&gt;</summary>
		<author><name>Vmoitinho</name></author>
	</entry>
	<entry>
		<id>https://wikimedia.pt/Opustessellatum-PT/index.php?title=Medalh%C3%A3o_com_Acteon_(Casa_dos_Repuxos,_Con%C3%ADmbriga)&amp;diff=157</id>
		<title>Medalhão com Acteon (Casa dos Repuxos, Conímbriga)</title>
		<link rel="alternate" type="text/html" href="https://wikimedia.pt/Opustessellatum-PT/index.php?title=Medalh%C3%A3o_com_Acteon_(Casa_dos_Repuxos,_Con%C3%ADmbriga)&amp;diff=157"/>
		<updated>2025-12-15T21:00:08Z</updated>

		<summary type="html">&lt;p&gt;Vmoitinho: &lt;/p&gt;
&lt;hr /&gt;
&lt;div&gt;== &#039;&#039;&#039;1.7. Medalhao com acteon&#039;&#039;&#039; ==&lt;br /&gt;
{| class=&amp;quot;wikitable&amp;quot;&lt;br /&gt;
|&#039;&#039;&#039;Localização actual&#039;&#039;&#039;&lt;br /&gt;
|Casa dos Repuxos, Museu Nacional de Conimbriga, desde 2023.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Freguesia: Condeixa-a-Velha e Condeixa-a-Nova.    &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Distrito: Coimbra.&lt;br /&gt;
|-&lt;br /&gt;
|&#039;&#039;&#039;Localização admin. romana&#039;&#039;&#039; &lt;br /&gt;
|Ciuitas de Conimbriga, conventus scalabitanus, província da Lusitânia.&lt;br /&gt;
|-&lt;br /&gt;
|&#039;&#039;&#039;Cronologia&#039;&#039;&#039;&lt;br /&gt;
|primeiro quartel do séc. III, 200-225.&lt;br /&gt;
|}&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
== Estado da Arte ==&lt;br /&gt;
Em Portugal, a primeira obra em que se faz um estudo sistemático sobre mosaicos romanos foi com o arqueólogo e professor, João Bairrão Oleiro. Este professor ficou conhecido pelo seu estudo sobre os mosaicos romanos em Portugal, particularmente em Conimbriga e por ter fundado o Museu Monográfico de Conimbriga, em 1959. Foi professor na Universidade Nova de Lisboa e, durante o seu tempo de ensino, foi fomentando nos seus mestrandos o gosto pelo estudo dos mosaicos. Bairrão Oleiro foi convidado a escrever o “Corpus dos Mosaicos Romanos em Portugal, Conimbriga, Casa dos Repuxos” pelo Professor Doutor Artur Nobre de Gusmão que era o antigo Director do Serviço de Belas Artes da Fundação Calouste Gulbenkian. O Corpus é um “corpo” organizado e completo de informação sobre um conjunto de objetos e, por ter este caráter sistemático, serve de base a outros estudos. A obra do “Corpus dos Mosaicos Romanos em Portugal, Conimbriga, Casa dos Repuxos” foi dividida em duas partes e publicada em 1992, com o primeiro volume do &amp;quot;Conventus Scalabitanus&amp;quot;, dedicado à Casa dos Repuxos de Conimbriga. A fonte desta informação foi um artigo da revista “Portvgalia”, escrito por Fátima Abraços em 2006.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
O primeiro volume do “Corpus dos Mosaicos Romanos em Portugal, Conimbriga, Casa dos Repuxos” é composto por uma introdução, um capítulo sobre a história das escavações e a arquitetura da casa. Além disso, também é composto pelo Corpus analítico e crítico dos 38 mosaicos estudados. O autor procurou fazer um estudo crítico e comparativo, referindo alguns paralelos e propondo a possível cronologia, tendo para isso elaborado uma ficha com os seguintes itens: localização, tema, materiais utilizados, cores, descrição, dimensões, referências bibliográficas, estudo analítico e comparativo e cronologia proposta. No item “descrição”, não só analisa a decoração, mas também, refere os restauros antigos e modernos a que cada mosaico foi submetido. &lt;br /&gt;
O segundo volume apresenta as estampas com as plantas da casa, o levantamento fotográfico dos mosaicos, o levantamento dos desenhos, dos motivos decorativos e as fotografias dos materiais arqueológicos descobertos na casa.&lt;br /&gt;
Na década de 1990, o Doutor Justino Maciel continuou o trabalho do professor Bairrão Oleiro, quanto à sensibilização para o estudo do mosaico romano. Esta sensibilização foi importante e teve impactos positivos na área da arqueologia pois foi possível aprofundar melhor o estudo dos mosaicos romanos em Portugal, o que permitiu novas descobertas históricas. A publicação dos dois primeiros volumes do Corpus dos mosaicos romanos mostrou a importância científica do estudo do mosaico nos seus aspectos estilístico e técnico, o que contribuiu para o aumento dos estudos sobre os mosaicos romanos em Portugal. &lt;br /&gt;
Justino Maciel é um professor português tendo exercido a sua atividade docente no Departamento de História da Arte da Faculdade de Ciências Sociais e Humanas da Universidade Nova de Lisboa. Este professor escreveu obras sobre a província da Lusitânia, incluindo Conimbriga. Sendo conhecido como um dos maiores autores sobre a presença romana em Portugal no período da Antiguidade Tardia. Algumas das suas obras mais prestigiadas foram as traduções dos 10 livros do de “Arquitectura de Vitrúvio” lançado em 2002  e “Antiguidade Tardia e Paleocristianismo em Portugal” de 1996.   &lt;br /&gt;
Virgilio Hipolito Correia e Jorge de Alarcão também se debruçaram sobre o estudo do espaço romano em Portugal. Virgilio Hipolito Correia é um arqueólogo formado nas universidades do Porto e Coimbra. Este arqueólogo trabalhou no Serviço Regional de Arqueologia do Sul de Portugal e posteriormente em Conimbriga, Museu que dirigiu entre 1999 e 2017. Ele escreveu alguns livros sobre Conimbriga, entre eles, “Conimbriga, a vida de uma cidade da Lusitânia” de 2024 e “A arqueologia doméstica de Conimbriga e as estruturas económicas e sociais da cidade romana” de 2011.  &lt;br /&gt;
Jorge de Alarcão é um arqueólogo e historiador português que escreveu várias obras sobre o período romano em Portugal. Este arqueólogo também fez parte de uma equipa luso-francesa que investigou as Ruínas de Conimbriga. Em 1977, Jorge de Alarcão junto com o historiador francês, Robert Étienne, lançaram uma obra sobre as escavações luso-francesas em Conimbriga. Esta obra chama-se “Fouilles de Conimbriga”. &lt;br /&gt;
== Enquadramento/Contextualização Histórica ==&lt;br /&gt;
Conimbriga foi uma cidade romana da Hispânia (Península Ibérica romana), na província da Lusitânia. Atualmente, este espaço engloba um museu onde é possível visitar as ruínas desta cidade. Dentro destas ruínas encontra-se a “Casa dos Repuxos” onde foram encontrados mosaicos romanos, no peristilo desta casa e nas áreas envolventes. &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Em 1873, o Instituto de Coimbra efetua a primeira escavação arqueológica e em 1889, recebeu o patrocínio da Rainha D. Amélia. Em 1907, foram encontrados vestígios do peristilo da casa porém, só foram redescobertos em 1939, durante a construção de uma estrada. &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Entre 1929 e 1944, numa colaboração entre a Universidade de Coimbra e a Direcção-Geral dos Edifícios e Monumentos Nacionais (DGEMN), decorrem escavações sistemáticas dirigidas por Vergílio Correia. Entre 1944 e 1962, a DGEMN procedeu à consolidação e restauro das estruturas. A partir de 1953, as intervenções nos mosaicos foram dirigidas por Bairrão Oleiro.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Entre 1957 e 1958, o mosaico que estudamos da Casa dos Repuxos, Medalhão com Actéon, foi levantado e consolidado sobre 3 placas de betão armado, incluindo as molduras exteriores. Em 1962, o Museu Monográfico de Conimbriga foi aberto com artefatos coletados em várias áreas arqueológicas. (Oleiro, 1992)&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
A “Casa dos Repuxos” localiza-se a Norte da via romana de acesso à porta principal da muralha (“Porta do Sol” ou “Porta de Tomar”), a um nível um pouco inferior ao da via. O mosaico “Medalhão com Actéon” localiza-se na ala Este do pátio porticado (A-17), frente à entrada para o oecus-triclinium, in situ. (Oleiro, 1992)&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Segundo o “Corpus dos Mosaicos Romanos em Portugal, Conimbriga, Casa dos Repuxos”, durante a época romana, a “Casa dos Repuxos” foi a casa de uma família de elite cuja identidade nunca foi descoberta. Acredita-se que os donos da casa eram de uma classe social alta e tinham grandes posses financeiras, devido à grandeza da casa e aos mosaicos que foram encontrados. Também é possível notar que seriam pessoas com um gosto refinado e uma conexão com a cultura e a mitologia. Esta casa é o exemplo perfeito da vida luxuosa que algumas famílias romanas levavam. (Oleiro, 1992)  &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Hoje em dia, podemos apreciar a beleza artística da “Casa dos Repuxos” no seu jardim com  mosaicos multicoloridos que contam histórias da cultura e mitologia. &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
== Descrição ==&lt;br /&gt;
[[Ficheiro:Moldura .jpg|miniaturadaimagem|Fig.1. Foto da moldura do Painel &amp;quot;Medalhão com Actéon&amp;quot;, adaptada por Mariana Silva e Issa Karuza, &amp;quot;Corpus dos Mosaicos Romanos de Portugal, Conimbriga, Casa dos Repuxos&amp;quot;, Bairrão Oleiro, 1992. ]]&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
=== -Decomposição visual / gráfica ===&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
[[Ficheiro:Moldura (aproximada).jpg|miniaturadaimagem|Fig.2. Foto da moldura do Painel “Medalhão com Actéon”, adaptada por Mariana Silva e Issa Karuza, &amp;quot;Corpus dos Mosaicos Romanos de Portugal, Conimbriga, Casa dos Repuxos&amp;quot;, Bairrão Oleiro, 1992. ]]&lt;/div&gt;</summary>
		<author><name>Vmoitinho</name></author>
	</entry>
	<entry>
		<id>https://wikimedia.pt/Opustessellatum-PT/index.php?title=Mosaico_do_canto_nordeste_do_peristilo_(Casa_dos_Repuxos,_Con%C3%ADmbriga)&amp;diff=156</id>
		<title>Mosaico do canto nordeste do peristilo (Casa dos Repuxos, Conímbriga)</title>
		<link rel="alternate" type="text/html" href="https://wikimedia.pt/Opustessellatum-PT/index.php?title=Mosaico_do_canto_nordeste_do_peristilo_(Casa_dos_Repuxos,_Con%C3%ADmbriga)&amp;diff=156"/>
		<updated>2025-12-15T20:58:33Z</updated>

		<summary type="html">&lt;p&gt;Vmoitinho: &lt;/p&gt;
&lt;hr /&gt;
&lt;div&gt;&lt;br /&gt;
== Identificação ==&lt;br /&gt;
{| class=&amp;quot;wikitable&amp;quot;&lt;br /&gt;
|&#039;&#039;&#039;Localização actual&#039;&#039;&#039;&lt;br /&gt;
|Museu Nacional de Conimbriga (até 2023, conhecido como Museu Monográfico de Conimbriga), Condeixa-a-Velha e Condeixa-a-Nova, Condeixa-a-Nova, no distrito de Coimbra.&lt;br /&gt;
|-&lt;br /&gt;
|&#039;&#039;&#039;Localização admin. romana&#039;&#039;&#039;&lt;br /&gt;
|Ciuitas de Conimbriga, Conuentus Scalabitanus, na província da Lusitânia.&lt;br /&gt;
|-&lt;br /&gt;
|&#039;&#039;&#039;Cronologia&#039;&#039;&#039;&lt;br /&gt;
|segundo quartel do séc. III, 226-250.&lt;br /&gt;
|}&lt;br /&gt;
== Estado da Arte ==&lt;br /&gt;
Das escavações Luso-Francesas em 1964, foi escrito o &#039;&#039;Fouilles de Conimbriga&#039;&#039; (Alarcão, Etienne, 1979), uma obra essencial para os estudos futuros de Conimbriga. De seguida, o levantamento e descrição deste mosaico é feita no &#039;&#039;Corpus dos Mosaicos Romanos de Portugal, vol I - Casa dos Repuxos, Conímbriga&#039;&#039; (Oleiro, 1992), que inclui a análise de cada mosaico da casa, incluindo cores, técnicas, tamanho e iconografia. Mais tarde, em &#039;&#039;Le Décor Géométrique de la Mosaïque Romaine II&#039;&#039; (Balmelle, Blanchard-Lemée, Darmon, 2002), é feita uma análise dos vários padrões e motivos que podem ser encontrados nos mosaicos romanos, onde é feita uma curta menção do mosaico em estudo (p. 209). Em 2010, na tese de doutoramento &#039;&#039;A Arquitectura Doméstica de Conímbriga e as Estruturas Económicas e Sociais da Cidade Romana&#039;&#039; (Correia, 2010), é desenvolvida a arquitetura doméstica e compreende um capítulo dedicado à Casa dos Repuxos e aos seus mosaicos. No entanto, o mosaico em si ainda não foi objeto de um estudo aprofundado ou exclusivo.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
== Contextualização Histórica ==&lt;br /&gt;
[[Ficheiro:Planta da Casa dos Repuxos com o mosaico 1.9 assinalado.png|miniaturadaimagem|Fig. 1 Planta da Casa dos Repuxos com o mosaico 1.9 assinalado. Imagem original de Morand (2005, p. 21, fig. 4).]]&lt;br /&gt;
As ruínas da Casa dos Repuxos, na cidade romana de Conimbriga, e o seu conjunto de mosaicos, foram encontradas durante as escavações da Casa de Cantaber, que se iniciaram em 1929, devido à projeção da edificação de um parque de estacionamento adjacente ao lado exterior da muralha do Baixo Império. É tomada a decisão de preservação &#039;&#039;in situ&#039;&#039; dos mosaicos, onde ainda hoje se situam. As escavações nesta casa foram realizadas entre agosto e outubro de 1939 &amp;lt;sup&amp;gt;[1]&amp;lt;/sup&amp;gt;, após ser encontrada durante as escavações junto à muralha, mas apenas em 1953 é iniciado o restauro dos mosaicos, auxiliado pelo arqueólogo e estudioso de mosaico romano, João Manuel Bairrão Oleiro &amp;lt;sup&amp;gt;[2]&amp;lt;/sup&amp;gt;. Sob a direção de Bairrão Oleiro, em 1962 é então criado o Museu Monográfico de Conímbriga e estabelecida uma relação com a Universidade de Bordéus, que deu origem às escavações luso francesas entre 1964 e 1974, resultando na publicação da obra &#039;&#039;Fouilles de Conimbriga&#039;&#039;, em 1979. Em 1991 e 1992 é instalada uma cobertura de proteção sobre a Casa dos Repuxos, que se mantém até à presente data e feitas algumas intervenções e revisões de dados das escavações realizadas nos anos 50 do séc. XX. O mosaico estudado encontra-se no interior da Casa dos Repuxos, no canto nordeste do peristilo. Esta casa, edificada no segundo quartel do séc. I d.C., de acordo com o material encontrado nos entulhos, no reinado de Cláudio ou Nero, tinha inicialmente uma função comercial e artesanal. É posteriormente remodelada e adaptada para uma residência aristocrática no início do século II d.C., no reinado de Adriano &amp;lt;sup&amp;gt;[3]&amp;lt;/sup&amp;gt;, e estende-se até ao século III d.C., quando é destruída para se realizar a construção da muralha do Baixo Império para a proteção das invasões germânicas. Foi nestas alterações que as caves foram fechadas e o piso superior foi quase todo alterado, sendo instalado o conjunto de mosaicos.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
== Descrição ==&lt;br /&gt;
[[Ficheiro:Fotografia do Mosaico do canto nordeste do peristilo.jpg|miniaturadaimagem|Fig. 2 Painel do canto nordeste da Casa dos Repuxos, Conímbriga (foto: Hugo Marques / Museu Nacional de Conímbriga, s.d.).]]&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
=== Decomposição Visual/Gráfica ===&lt;br /&gt;
[[Ficheiro:Composição do painel.png|miniaturadaimagem|Fig. 3 Composição do mosaico.]]&lt;br /&gt;
[[Ficheiro:Composição do painel, com molduras e espaços residuais assinalados.png|miniaturadaimagem|Fig. 4 Composição do mosaico com as molduras e espaços residuais assinalados.]]&lt;br /&gt;
O mosaico apresenta motivos decorativos geométricos, vegetalistas e objetos e uma composição centrada com um fundo branco. Decompõe-se num painel emoldurado que inclui 4 espaços residuais e medalhão, que, por si, decompõe-se de 4 molduras com 4 quadrados e 8 losangos centrados num quadrado. Encontra-se na Casa dos Repuxos, no canto nordeste do peristilo, que define a área central da casa.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
=== Verbal ===&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
==== O Mosaico 1.9 ====&lt;br /&gt;
O mosaico (1.9) do canto nordeste do peristilo encontra-se preservado. Tem um formato quadrangular de 196 x 196 cm, com uma densidade de 93 tesselas por dm&amp;lt;sup&amp;gt;2&amp;lt;/sup&amp;gt; e com um tamanho médio de tesselas entre 9 a 11 mm.&amp;lt;sup&amp;gt;[4]&amp;lt;/sup&amp;gt; Este mosaico apresenta uma composição centrada, com um medalhão no seu centro, cuja circunferência tem 181 cm de diâmetro. O peristilo está delimitado pelas molduras de filetes pretos e amarelos e um meandro de suásticas.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
===== O Painel 1.9.1D e Moldura 1.9.1.1 =====&lt;br /&gt;
O painel (1.9.1D) de fundo branco delimita-se por uma moldura (1.9.1.1) de filete preto de 3 tesselas com um medalhão incluso. Encaixados nos espaços residuais A1 e A3, encontram-se dois crater ligeiramente diferentes um do outro, sendo um deles mais estreito, ambos de cores vermelha, preta, branca e amarela, alternando com dois cálices vegetais estilizados nos espaços A2 e A4, de cores vermelha, preta e amarela. Os vasos estão nos cantos nordeste e sudoeste, enquanto os cálices estão nos cantos noroeste e sudeste. De cada um destes elementos, emergem duas gavinhas com volutas que se estendem nos espaços residuais.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
===== As Molduras 1.9.1.2, 1.9.1.3, 1.9.1.4 e 1.9.1.5 =====&lt;br /&gt;
O medalhão tem 4 molduras, a mais exterior (1.9.1.2) é constituída por uma trança, em ilhó branca, de dois cordões. Um dos cordões é vermelho, branco e preto, o outro é amarelo, branco e preto. A trança está incluída numa faixa preta que se segue por um intervalo em filete branco. A moldura seguinte (1.9.1.3) é composta por um filete preto montado com dentículo quadrangular de 2 x 2 tesselas. A parte central do medalhão é emoldurada por dois filetes, um amarelo (1.9.1.4) e outro, preto (1.9.1.5), ambos de 2 tesselas.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
===== O Esquema Interior do Medalhão =====&lt;br /&gt;
[[Ficheiro:Particularidade do Painel do canto nordeste do peristilo.png|esquerda|miniaturadaimagem|Fig. 5 Particularidade do Painel (foto: Hugo Marques / Museu Nacional de Conímbriga, s.d.)]]&lt;br /&gt;
No interior do medalhão, centrados num quadrado preto e delineados por um filete preto de 2 tesselas, inscrevem-se 4 quadrados pretos menores assentes no vértice tangentes às faces do quadrado central e 8 espaços residuais em formato de losango, de forma a criar uma estrela de 8 pontas. Nos espaços residuais entre a estrela e a moldura (1.9.1.5) encaixam-se triângulos isósceles amarelos e vermelhos concêntricos ao respetivo espaço. Nos espaços residuais losangulares, também se encontram losangos concêntricos amarelos e vermelhos. Os quadrados menores incluem outro quadrado negro concêntrico, onde se encontram nós de Salomão pretos, brancos, vermelhos e amarelos. Encaixado no quadrado central encontra-se uma trança encanastrada de 4 cordões em ilhó, preta, branca, amarela e vermelha. Adicionalmente também se repara que um dos losangos é diferente dos outros, este é vermelho com um perfil denteado de 1 x 1 tessela, que inclui um losango preto concêntrico. Não se sabe certamente porque esta particularidade, mas assume-se ser um mero capricho do autor ou uma assinatura.[[Ficheiro:Fotografia do Mosaico do canto nordeste do peristilo.jpg|miniaturadaimagem|Fig. 6 Painel do canto nordeste da Casa dos Repuxos, Conímbriga (foto: Hugo Marques / Museu Nacional de Conímbriga, s.d.)]]&lt;br /&gt;
[[Ficheiro:Fotografia do canto nordeste do peristilo.jpg|miniaturadaimagem|Fotografia do canto nordeste do peristilo (fotografia de Carolina Fonseca)]]&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
== Imagens e Iconografia do Objeto ==&lt;br /&gt;
== Referências ==&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
# Correia (2013) p. 149&lt;br /&gt;
# Correia (2013) p. 20&lt;br /&gt;
# Correia (2004) pp. 54-55&lt;br /&gt;
# Oleiro (1992) p. 55&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
== Fontes e Bibliografia ==&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
* Abraços, M. F. Viegas, C., Macedo, M. (1993). &#039;&#039;Dicionário de Motivos Geométricos no Mosaico Romano&#039;&#039;, Liga dos Amigos de Conimbriga, Conimbriga.&lt;br /&gt;
* Balmelle, C., Blanchard-Lemée, M., &amp;amp; Darmon, J.-P. (2002). &#039;&#039;Le décor géométrique de la mosaïque romaine II&#039;&#039;. Paris: Picard.&lt;br /&gt;
* Carretas, J., Pancadares, C.: &#039;&#039;Mosaico Romano em Portugal, Tapete do peristilo da Casa dos Repuxos em Conimbriga&#039;&#039;, Faculdade de Ciências Sociais e Humanas, Universidade Nova de Lisboa - http://www2.fcsh.unl.pt/cadeiras/Opusmusiuum/m.conimbriga0001.html&lt;br /&gt;
* Correia, V. H. (2013). &#039;&#039;A Arquitectura Doméstica de Conímbriga e as Estruturas Económicas e Sociais da Cidade Romana&#039;&#039;, Coimbra.&lt;br /&gt;
* Limão, F., Silva, M. (2015). &#039;&#039;Linhas de Fronteira no Desenho do Mosaico: Breve Reflexão Sobre as Relações entre Paineis Centrais e Molduras nos Pavimentos Musivos, Estudios sobre mosaicos antiguos y medievales&#039;&#039;, Luz Neira Jiménez Editora&lt;br /&gt;
* Oleiro, J. M. B. (1992). &#039;&#039;Corpus dos Mosaicos Romanos de Portugal, Vol. I, Conuentus Scallabitanus, Conimbriga, Casa dos Repuxos&#039;&#039;, texto e imagens. Conímbriga: Museu Nacional de Conímbriga; Lisboa: Instituto Português dos Museus.&lt;/div&gt;</summary>
		<author><name>Vmoitinho</name></author>
	</entry>
	<entry>
		<id>https://wikimedia.pt/Opustessellatum-PT/index.php?title=Mosaico_da_ala_sudeste_do_peristilo_(Casa_dos_Repuxos,_Con%C3%ADmbriga)&amp;diff=154</id>
		<title>Mosaico da ala sudeste do peristilo (Casa dos Repuxos, Conímbriga)</title>
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		<updated>2025-12-15T19:47:55Z</updated>

		<summary type="html">&lt;p&gt;Vmoitinho: &lt;/p&gt;
&lt;hr /&gt;
&lt;div&gt;{| class=&amp;quot;wikitable&amp;quot;&lt;br /&gt;
|&#039;&#039;&#039;Localização actual&#039;&#039;&#039;&lt;br /&gt;
|Museu Monográfico de Conímbriga, Condeixa-a-Velha e Condeixa-a-Nova&lt;br /&gt;
|-&lt;br /&gt;
|&#039;&#039;&#039;Localização admin. romana&#039;&#039;&#039;&lt;br /&gt;
|Ciuitas Conuentus Scalabitanus&lt;br /&gt;
|-&lt;br /&gt;
|&#039;&#039;&#039;Cronologia&#039;&#039;&#039;&lt;br /&gt;
|último quartel do séc. II e primeiro quartel do séc. III&lt;br /&gt;
|}&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
== &amp;lt;big&amp;gt;Estado da Arte&amp;lt;/big&amp;gt; ==&lt;br /&gt;
Produzido em tesselas calcárias, entre o último quartel do séc. II e o primeiro quartel do séc. III, foi alvo de restauros dos próprios Romanos, e moderno.&amp;lt;sup&amp;gt;[1]&amp;lt;/sup&amp;gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Terá sido escavado aquando das explorações arqueológicas de 1930-44 pelo Arqueólogo Virgilio Correia, a mando da rainha D. Amélia.&amp;lt;sup&amp;gt;[2]&amp;lt;/sup&amp;gt; Será importante referênciar que apenas 1/3 do complexo arqueológico foi escavado até à data.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Há bastantes registos escritos e trabalhos de investigação sobre a &#039;&#039;domus&#039;&#039; em que o mosaico inerente ao nosso estudo se insere. Seria um trabalho bastante extenso, embora não impossível, referenciar toda a bibliografia e pesquisa desenvolvida em torno desta casa principalmente do peristilo. Contudo, devido ao tamanho deste trabalho é importante referenciar as mais relevantes. De Justino Maciel a Jorge de Alarcão, muitos foram os autores a fazê-lo. &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
É importante mencionar que embora a análise desta casa seja extensa, nenhum estudo aborda em específico o painel em questão. Talvez devido ao seu pendor geométrico e o seu carácter de preenchimento do espaço entre os medalhões que carregavam iconografia e simbologia de um pendor mais erudito. &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Encontra-se quase como inventariado no Corpus de Conímbriga de J. M. Bairrão Oleiro. O próprio autor menciona que este painel “Não foi ainda um objeto de estudo.”&amp;lt;sup&amp;gt;[3]&amp;lt;/sup&amp;gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
É descrito brevemente no vídeo “Mosaico do corredor do peristilo da Casa dos Repuxos em Conimbriga” da autoria de Inês Rodrigues e de Samya Bruçó, que integra um projeto académico da Universidade Nova de Lisboa, “Mosaico romano em Portugal”.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
== &amp;lt;big&amp;gt;Enquadramento/Contextualização Histórica&amp;lt;/big&amp;gt; ==&lt;br /&gt;
Como mencionado anteriormente, este mosaico integra o complexo arqueológico de Conímbriga. Está localizado a sudeste do corredor, no peristilo da Casa dos Repuxos. &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Justino Maciel refere que todas as &#039;&#039;domus&#039;&#039; de Conímbriga seguiam um modelo em que o peristilo se tornava o coração da casa em torno do qual todas as dependências se organizavam.&amp;lt;sup&amp;gt;[4]&amp;lt;/sup&amp;gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Trata-se de uma construção localizada extramuros, fora das muralhas da Antiguidade Tardia. Foi mais tarde pilhada pelos suevos.&amp;lt;sup&amp;gt;[5]&amp;lt;/sup&amp;gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
A Casa dos Repuxos, é um dos melhores exemplares de &#039;&#039;domus&#039;&#039; em Portugal. Profusamente ornamentada, especialmente no peristilo, o que traduz não só o poder económico de quem lá viveu, a “magnificência da classe romana”&amp;lt;sup&amp;gt;[6]&amp;lt;/sup&amp;gt; que habitava em Conímbriga, mas também a educação dos mesmos devido aos temas eruditos representados ao longo do mesmo como o mito do Minotauro, Perseu e as Horas. &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Sob administração Romana localizava-se na província da Lusitânia, inserida no conuentus scalabittanus.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Escavado por Virgílio Correia (como mencionado a cima), no curso das primeiras escavações iniciadas no local em 1899 patrocinadas pela rainha D. Amélia.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
“Arrancado, e consolidado, em 1957/58, sobre tinta e quatro camadas de betão armado. Conservaram-se os restauros e remendos antigos, com exceção dos de Opus Signinium”&amp;lt;sup&amp;gt;[7]&amp;lt;/sup&amp;gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
== &amp;lt;big&amp;gt;Decomposição Visual/Gráfica&amp;lt;/big&amp;gt; ==&lt;br /&gt;
Para decompor visualmente o mosaico, procedemos a uma subdivisão do mesmo em painéis:&#039;&#039;&#039;Painel 1.4, Painel 14.R.a [restauro (a)], Painel14.R.b 1.4.R.c.&#039;&#039;&#039;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&#039;&#039;&#039;1.4 Ala sudeste do Pátio Porticado (composição principal) / 1.4 Southeast wing of the porticated patio (main composition)&#039;&#039;&#039;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Composição ortogonal de quadrados sobre o vértice e retângulos brancos, delimitados a preto, determinando uma forma geométrica cruciforme. Losangos negros encontram-se inscritos nos retângulos, já os quadrados são preenchidos por um motivo vegetalista de florão incluído ao qual denominamos: Florão nº1. Na figura cruciforme determinada pela composição encontramos incluídos outros dois tipos de motivo vegetalista: Florão nº2/ 2.1. No espaço residual da composição observamos peltas negras com as pontas tangentes à moldura do painel que constitui um fileto negro com a largura de 3 tesselas. Esta composição é repetida ao longo do peristilo.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&#039;&#039;&#039;Florão (Flower) nº1&#039;&#039;&#039;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Motivo vegetalista composto por 4 pétalas lanceoladas, cruzadas por 4 pétalas apontadas e de espessura delgada, com formato triangular. Ao centro, são notáveis dois quadrados sobrepostos. As suas cores alternam entre tons de vermelho, amarelo, azul e negro.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&#039;&#039;&#039;Florão (Flower) nº2&#039;&#039;&#039;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Motivo vegetalista de florão composto por 4 pétalas de especto lanceolado, subsequentemente cruzadas por 4 pétalas cordiformes. Cada uma destas pétalas composta por 3 formas cordiformes sobrepostas, proporcionando ao observador um efeito de contorno. As cores alternam entre tons de amarelo, azul, vermelho e negro.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&#039;&#039;&#039;Florão (Flower) nº2.1&#039;&#039;&#039;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Motivo de florão de carácter vegetalista semelhante ao Florão nº2, difere nas pétalas cordiformes, não apresentando contorno (sobreposição de formas cordiformes) em uma ou mais das suas pétalas. Segue também a sua policromia.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&#039;&#039;&#039;1.4.R.a Restauro Romano (a)/ 1.4 Roman restauration (a)&#039;&#039;&#039;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Composição ortogonal de quadrados brancos e negros com motivos quadrangulares de diversas tipologias (sobre o vértice, de cantos recurvos etc.) inscritos, também a branco e negro. Na extremidade há apenas um motivo geométrico não quadrangular, mas lanceolado. A delimitação da área deste painel é de um pendor bastante irregular. Apresenta na parte inferior um motivo vegetalista em voluta, o que poderia indicar a existência de um vaso nesta composição, um tema bastante reproduzido na antiguidade em Portugal, tanto a fresco, como em mosaico.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&#039;&#039;&#039;1.4.R.b Restauro Romano (b) /1.4 Roman restauration (b)&#039;&#039;&#039;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Painel irregular com composição em escama, composto por filetes recurvos de espessura irregular justapostos a branco e negro.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&#039;&#039;&#039;1.4.R.c Restauro Romano (c) /1.4 Roman restauration (c)&#039;&#039;&#039;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Painel de delimitações irregulares, composto por um fundo de tesselas negras sobre o qual se destaca um círculo a branco com um diâmetro de aproximadamente 13 tesselas. Em torno desse motivo circular dispõem-se tesselas brancas isoladas de um modo irregular. Na extremidade, vemos uma tentativa de continuação do padrão geométrico do Painel 1.4 com uma pelta de pontas recurvas inseridas num quadrado delimitado a branco (tomando o lugar do Florão nº1 na composição do painel principal).&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
== &amp;lt;big&amp;gt;Imagens e Iconografia do Objeto&amp;lt;/big&amp;gt; ==&lt;br /&gt;
A iconografia destes painéis carrega acima de tudo um pendor vegetalista e geométrico. Contudo, o Painel 1.4.c deixa-nos espaço aberto para ponderar o significado iconográfico que o mesmo carrega, poderá ser, por exemplo, uma representação de um forro astronómico. Seria importante demarcar que quer na composição principal como nos painéis de restauro, o objeto, a forma, a imagem, adaptam-se ao espaço em que estão inseridas.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
== Fontes e notas de rodapé ==&lt;br /&gt;
----[1]  J. M. Bairrão Oleiro, Janine Lancha, Instituto Português de Museus, Corpus dos mosaicos romanos de Portugal, p.45&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
[2]  Limão. F, “Conimbriga,” in &#039;&#039;The Encyclopedia of Ancient History&#039;&#039;, ed. Roger S. Bagnall et al., 1st ed. (Wiley, 2015), [p.p.]1–5, acedido em:(14-11-24)  disponível em: &amp;lt;&amp;lt;nowiki&amp;gt;https://onlinelibrary.wiley.com/doi/10.1002/9781444338386.wbeah26212&amp;lt;/nowiki&amp;gt;.&amp;gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
[3] J. M. Bairrão Oleiro, Janine Lancha, Instituto Português de Museus, Corpus dos mosaicos romanos de Portugal, p.45&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
[4]Maciel, J.; A Arte da Época Clássica (séculos II a C - II d. C.),. In: P. Pereira , ed., História da Arte Portuguesa , Círculo de Leitores , 1995&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
[5] Limão. F, “Conimbriga,” in &#039;&#039;The Encyclopedia of Ancient History&#039;&#039;, ed. Roger S. Bagnall et al., 1st ed. (Wiley, 2015), [p.p.]1–5, acedido em:(14-11-24)  disponível em: &amp;lt;&amp;lt;nowiki&amp;gt;https://onlinelibrary.wiley.com/doi/10.1002/9781444338386.wbeah26212&amp;lt;/nowiki&amp;gt;.&amp;gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
[6] Maciel, J.; A Arte da Época Clássica (séculos II a C - II d. C.),. In: P. Pereira , ed., História da Arte Portuguesa , Círculo de Leitores , 1995&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
[7] J. M. Bairrão Oleiro, Janine Lancha, Instituto Português de Museus, Corpus dos mosaicos romanos de Portugal, p.45&lt;/div&gt;</summary>
		<author><name>Vmoitinho</name></author>
	</entry>
	<entry>
		<id>https://wikimedia.pt/Opustessellatum-PT/index.php?title=Mosaico_da_ala_sudeste_do_peristilo_(Casa_dos_Repuxos,_Con%C3%ADmbriga)&amp;diff=153</id>
		<title>Mosaico da ala sudeste do peristilo (Casa dos Repuxos, Conímbriga)</title>
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		<updated>2025-12-15T19:42:08Z</updated>

		<summary type="html">&lt;p&gt;Vmoitinho: &lt;/p&gt;
&lt;hr /&gt;
&lt;div&gt;{| class=&amp;quot;wikitable&amp;quot;&lt;br /&gt;
|&#039;&#039;&#039;Localização actual&#039;&#039;&#039;&lt;br /&gt;
|Museu Monográfico de Conímbriga, Condeixa-a-Velha e Condeixa-a-Nova&lt;br /&gt;
|-&lt;br /&gt;
|&#039;&#039;&#039;Localização admin. romana&#039;&#039;&#039;&lt;br /&gt;
|Ciuitas Conuentus Scalabitanus&lt;br /&gt;
|-&lt;br /&gt;
|&#039;&#039;&#039;Cronologia&#039;&#039;&#039;&lt;br /&gt;
|&#039;&#039;último quartel do séc. II e o primeiro quartel do séc. III&#039;&#039;&lt;br /&gt;
|}&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
== &amp;lt;big&amp;gt;Estado da Arte&amp;lt;/big&amp;gt; ==&lt;br /&gt;
Produzido em tesselas calcárias, entre o último quartel do séc. II e o primeiro quartel do séc. III, foi alvo de restauros dos próprios Romanos, e moderno.&amp;lt;sup&amp;gt;[1]&amp;lt;/sup&amp;gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Terá sido escavado aquando das explorações arqueológicas de 1930-44 pelo Arqueólogo Virgilio Correia, a mando da rainha D. Amélia.&amp;lt;sup&amp;gt;[2]&amp;lt;/sup&amp;gt; Será importante referênciar que apenas 1/3 do complexo arqueológico foi escavado até à data.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Há bastantes registos escritos e trabalhos de investigação sobre a &#039;&#039;domus&#039;&#039; em que o mosaico inerente ao nosso estudo se insere. Seria um trabalho bastante extenso, embora não impossível, referenciar toda a bibliografia e pesquisa desenvolvida em torno desta casa principalmente do peristilo. Contudo, devido ao tamanho deste trabalho é importante referenciar as mais relevantes. De Justino Maciel a Jorge de Alarcão, muitos foram os autores a fazê-lo. &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
É importante mencionar que embora a análise desta casa seja extensa, nenhum estudo aborda em específico o painel em questão. Talvez devido ao seu pendor geométrico e o seu carácter de preenchimento do espaço entre os medalhões que carregavam iconografia e simbologia de um pendor mais erudito. &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Encontra-se quase como inventariado no Corpus de Conímbriga de J. M. Bairrão Oleiro. O próprio autor menciona que este painel “Não foi ainda um objeto de estudo.”&amp;lt;sup&amp;gt;[3]&amp;lt;/sup&amp;gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
É descrito brevemente no vídeo “Mosaico do corredor do peristilo da Casa dos Repuxos em Conimbriga” da autoria de Inês Rodrigues e de Samya Bruçó, que integra um projeto académico da Universidade Nova de Lisboa, “Mosaico romano em Portugal”.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
== &amp;lt;big&amp;gt;Enquadramento/Contextualização Histórica&amp;lt;/big&amp;gt; ==&lt;br /&gt;
Como mencionado anteriormente, este mosaico integra o complexo arqueológico de Conímbriga. Está localizado a sudeste do corredor, no peristilo da Casa dos Repuxos. &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Justino Maciel refere que todas as &#039;&#039;domus&#039;&#039; de Conímbriga seguiam um modelo em que o peristilo se tornava o coração da casa em torno do qual todas as dependências se organizavam.&amp;lt;sup&amp;gt;[4]&amp;lt;/sup&amp;gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Trata-se de uma construção localizada extramuros, fora das muralhas da Antiguidade Tardia. Foi mais tarde pilhada pelos suevos.&amp;lt;sup&amp;gt;[5]&amp;lt;/sup&amp;gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
A Casa dos Repuxos, é um dos melhores exemplares de &#039;&#039;domus&#039;&#039; em Portugal. Profusamente ornamentada, especialmente no peristilo, o que traduz não só o poder económico de quem lá viveu, a “magnificência da classe romana”&amp;lt;sup&amp;gt;[6]&amp;lt;/sup&amp;gt; que habitava em Conímbriga, mas também a educação dos mesmos devido aos temas eruditos representados ao longo do mesmo como o mito do Minotauro, Perseu e as Horas. &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Sob administração Romana localizava-se na província da Lusitânia, inserida no conuentus scalabittanus.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Escavado por Virgílio Correia (como mencionado a cima), no curso das primeiras escavações iniciadas no local em 1899 patrocinadas pela rainha D. Amélia.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
“Arrancado, e consolidado, em 1957/58, sobre tinta e quatro camadas de betão armado. Conservaram-se os restauros e remendos antigos, com exceção dos de Opus Signinium”&amp;lt;sup&amp;gt;[7]&amp;lt;/sup&amp;gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
== &amp;lt;big&amp;gt;Decomposição Visual/Gráfica&amp;lt;/big&amp;gt; ==&lt;br /&gt;
Para decompor visualmente o mosaico, procedemos a uma subdivisão do mesmo em painéis:&#039;&#039;&#039;Painel 1.4, Painel 14.R.a [restauro (a)], Painel14.R.b 1.4.R.c.&#039;&#039;&#039;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&#039;&#039;&#039;1.4 Ala sudeste do Pátio Porticado (composição principal) / 1.4 Southeast wing of the porticated patio (main composition)&#039;&#039;&#039;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Composição ortogonal de quadrados sobre o vértice e retângulos brancos, delimitados a preto, determinando uma forma geométrica cruciforme. Losangos negros encontram-se inscritos nos retângulos, já os quadrados são preenchidos por um motivo vegetalista de florão incluído ao qual denominamos: Florão nº1. Na figura cruciforme determinada pela composição encontramos incluídos outros dois tipos de motivo vegetalista: Florão nº2/ 2.1. No espaço residual da composição observamos peltas negras com as pontas tangentes à moldura do painel que constitui um fileto negro com a largura de 3 tesselas. Esta composição é repetida ao longo do peristilo.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&#039;&#039;&#039;Florão (Flower) nº1&#039;&#039;&#039;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Motivo vegetalista composto por 4 pétalas lanceoladas, cruzadas por 4 pétalas apontadas e de espessura delgada, com formato triangular. Ao centro, são notáveis dois quadrados sobrepostos. As suas cores alternam entre tons de vermelho, amarelo, azul e negro.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&#039;&#039;&#039;Florão (Flower) nº2&#039;&#039;&#039;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Motivo vegetalista de florão composto por 4 pétalas de especto lanceolado, subsequentemente cruzadas por 4 pétalas cordiformes. Cada uma destas pétalas composta por 3 formas cordiformes sobrepostas, proporcionando ao observador um efeito de contorno. As cores alternam entre tons de amarelo, azul, vermelho e negro.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&#039;&#039;&#039;Florão (Flower) nº2.1&#039;&#039;&#039;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Motivo de florão de carácter vegetalista semelhante ao Florão nº2, difere nas pétalas cordiformes, não apresentando contorno (sobreposição de formas cordiformes) em uma ou mais das suas pétalas. Segue também a sua policromia.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&#039;&#039;&#039;1.4.R.a Restauro Romano (a)/ 1.4 Roman restauration (a)&#039;&#039;&#039;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Composição ortogonal de quadrados brancos e negros com motivos quadrangulares de diversas tipologias (sobre o vértice, de cantos recurvos etc.) inscritos, também a branco e negro. Na extremidade há apenas um motivo geométrico não quadrangular, mas lanceolado. A delimitação da área deste painel é de um pendor bastante irregular. Apresenta na parte inferior um motivo vegetalista em voluta, o que poderia indicar a existência de um vaso nesta composição, um tema bastante reproduzido na antiguidade em Portugal, tanto a fresco, como em mosaico.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&#039;&#039;&#039;1.4.R.b Restauro Romano (b) /1.4 Roman restauration (b)&#039;&#039;&#039;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Painel irregular com composição em escama, composto por filetes recurvos de espessura irregular justapostos a branco e negro.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&#039;&#039;&#039;1.4.R.c Restauro Romano (c) /1.4 Roman restauration (c)&#039;&#039;&#039;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Painel de delimitações irregulares, composto por um fundo de tesselas negras sobre o qual se destaca um círculo a branco com um diâmetro de aproximadamente 13 tesselas. Em torno desse motivo circular dispõem-se tesselas brancas isoladas de um modo irregular. Na extremidade, vemos uma tentativa de continuação do padrão geométrico do Painel 1.4 com uma pelta de pontas recurvas inseridas num quadrado delimitado a branco (tomando o lugar do Florão nº1 na composição do painel principal).&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
== &amp;lt;big&amp;gt;Imagens e Iconografia do Objeto&amp;lt;/big&amp;gt; ==&lt;br /&gt;
A iconografia destes painéis carrega acima de tudo um pendor vegetalista e geométrico. Contudo, o Painel 1.4.c deixa-nos espaço aberto para ponderar o significado iconográfico que o mesmo carrega, poderá ser, por exemplo, uma representação de um forro astronómico. Seria importante demarcar que quer na composição principal como nos painéis de restauro, o objeto, a forma, a imagem, adaptam-se ao espaço em que estão inseridas.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
== Fontes e notas de rodapé ==&lt;br /&gt;
----[1]  J. M. Bairrão Oleiro, Janine Lancha, Instituto Português de Museus, Corpus dos mosaicos romanos de Portugal, p.45&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
[2]  Limão. F, “Conimbriga,” in &#039;&#039;The Encyclopedia of Ancient History&#039;&#039;, ed. Roger S. Bagnall et al., 1st ed. (Wiley, 2015), [p.p.]1–5, acedido em:(14-11-24)  disponível em: &amp;lt;&amp;lt;nowiki&amp;gt;https://onlinelibrary.wiley.com/doi/10.1002/9781444338386.wbeah26212&amp;lt;/nowiki&amp;gt;.&amp;gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
[3] J. M. Bairrão Oleiro, Janine Lancha, Instituto Português de Museus, Corpus dos mosaicos romanos de Portugal, p.45&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
[4]Maciel, J.; A Arte da Época Clássica (séculos II a C - II d. C.),. In: P. Pereira , ed., História da Arte Portuguesa , Círculo de Leitores , 1995&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
[5] Limão. F, “Conimbriga,” in &#039;&#039;The Encyclopedia of Ancient History&#039;&#039;, ed. Roger S. Bagnall et al., 1st ed. (Wiley, 2015), [p.p.]1–5, acedido em:(14-11-24)  disponível em: &amp;lt;&amp;lt;nowiki&amp;gt;https://onlinelibrary.wiley.com/doi/10.1002/9781444338386.wbeah26212&amp;lt;/nowiki&amp;gt;.&amp;gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
[6] Maciel, J.; A Arte da Época Clássica (séculos II a C - II d. C.),. In: P. Pereira , ed., História da Arte Portuguesa , Círculo de Leitores , 1995&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
[7] J. M. Bairrão Oleiro, Janine Lancha, Instituto Português de Museus, Corpus dos mosaicos romanos de Portugal, p.45&lt;/div&gt;</summary>
		<author><name>Vmoitinho</name></author>
	</entry>
	<entry>
		<id>https://wikimedia.pt/Opustessellatum-PT/index.php?title=Mosaico_da_ala_sudeste_do_peristilo_(Casa_dos_Repuxos,_Con%C3%ADmbriga)&amp;diff=152</id>
		<title>Mosaico da ala sudeste do peristilo (Casa dos Repuxos, Conímbriga)</title>
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		<updated>2025-12-15T19:10:11Z</updated>

		<summary type="html">&lt;p&gt;Vmoitinho: &lt;/p&gt;
&lt;hr /&gt;
&lt;div&gt;{| class=&amp;quot;wikitable&amp;quot;&lt;br /&gt;
|&#039;&#039;&#039;Localização actual&#039;&#039;&#039;&lt;br /&gt;
|Museu Monográfico de Conímbriga, Condeixa-a-Velha e Condeixa-a-Nova&lt;br /&gt;
|-&lt;br /&gt;
|&#039;&#039;&#039;Localização admin. romana&#039;&#039;&#039;&lt;br /&gt;
|Ciuitas Conuentus Scalabitanus&lt;br /&gt;
|-&lt;br /&gt;
|&#039;&#039;&#039;Cronologia&#039;&#039;&#039;&lt;br /&gt;
|&#039;&#039;último quartel do séc. II e o primeiro quartel do séc. III&#039;&#039;&lt;br /&gt;
|}&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
== &amp;lt;big&amp;gt;Estado da Arte&amp;lt;/big&amp;gt; ==&lt;br /&gt;
Produzido em tesselas calcárias, entre o último quartel do séc. II e o primeiro quartel do séc. III, foi alvo de restauros dos próprios Romanos, e moderno.&amp;lt;sup&amp;gt;[1]&amp;lt;/sup&amp;gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Terá sido escavado aquando das explorações arqueológicas de 1930-44 pelo Arqueólogo Virgilio Correia, a mando da rainha D. Amélia.&amp;lt;sup&amp;gt;[2]&amp;lt;/sup&amp;gt; Será importante referênciar que apenas 1/3 do complexo arqueológico foi desenterrado até á data.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Há bastantes registos escritos e trabalhos de investigação sobre a &#039;&#039;domus&#039;&#039; em que o mosaico inerente ao nosso estudo se insere. Seria um trabalho bastante extenso, (embora não impossível) referenciar toda a bibliografia e pesquisa desenvolvida em torno desta casa principalmente do peristilo, contudo devido ao tamanho deste trabalho é importante referenciar as mais relevantes. De Justino Maciel a Jorge de Alarcão, muitos foram os autores a fazê-lo. &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
É importante mencionar que embora que a análise desta casa, seja extensa, nenhum estudo aborda em específico o painel em questão. (Talvez devido ao seu pendor geométrico e o seu carácter de preenchimento do espaço entre os medalhões que carregavam iconografia e simbologia de um pendor mais erudito). &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Encontra-se quase como inventariado no Corpus de Conímbriga de J. M. Bairrão Oleiro. O próprio autor menciona que este painel “Não foi ainda um objeto de estudo.”&amp;lt;sup&amp;gt;[3]&amp;lt;/sup&amp;gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
É descrito brevemente num vídeo, que integra um projeto académico da Universidade Nova de Lisboa, “Mosaico romano em Portugal”, uma página da web, num vídeo da autoria de Inês Rodrigues e Samya Bruçó: “Mosaico do corredor do peristilo da Casa dos Repuxos em Conimbriga”.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
== &amp;lt;big&amp;gt;Enquadramento/Contextualização Histórica&amp;lt;/big&amp;gt; ==&lt;br /&gt;
Como mencionado anteriormente, este mosaico, integra o complexo arqueológico de Conímbriga. Estando este localizado a sudeste do corredor, no peristilo da casa dos Repuxos. &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Justino Maciel refere que todas as &#039;&#039;domus&#039;&#039; de Conímbriga seguiam um modelo em que o peristilo se tornava o coração da casa em torno do qual todas as dependências se organizavam.&amp;lt;sup&amp;gt;[4]&amp;lt;/sup&amp;gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Uma construção localizada extramuros (fora das muralhas da Antiguidade Tardia). Foi mais tarde pilhada pelos suevos.&amp;lt;sup&amp;gt;[5]&amp;lt;/sup&amp;gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Casa dos Repuxos, é um dos melhores exemplares de &#039;&#039;domus&#039;&#039; em Portugal. Profusamente ornamentada, especialmente no peristilo, o que traduz não só o poder económico de quem lá viveu, a “magnificência da classe romana”&amp;lt;sup&amp;gt;[6]&amp;lt;/sup&amp;gt; que habitava em Conímbriga, mas também a educação dos mesmos devido aos temas eruditos representados ao longo do mesmo como o mito do Minotauro, Perseu e as Horas. &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Sobre administração Romana localizava-se na província da Lusitânia, inserida no conuentus scalabittanus.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Escavado por Virgílio Correia ( como mencionado a cima), no curso das primeiras escavações iniciadas no local em 1899 patrocinadas pela rainha D. Amélia.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
“Arrancado, e consolidado, em 1957/58, sobre tinta e quatro camadas de betão armado. Conservaram-se os restauros e remendos antigos, com exceção dos de Opus Signinium”&amp;lt;sup&amp;gt;[7]&amp;lt;/sup&amp;gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
== &amp;lt;big&amp;gt;Decomposição Visual/Gráfica&amp;lt;/big&amp;gt; ==&lt;br /&gt;
Para decompor visualmente o mosaico, procedemos a uma subdivisão do mesmo em painéis:&#039;&#039;&#039;Painel 1.4, Painel 14.R.a [restauro (a)], Painel14.R.b 1.4.R.c.&#039;&#039;&#039;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&#039;&#039;&#039;1.4 Ala sudeste do Pátio Porticado (composição principal) / 1.4 Southeast wing of the porticated patio (main composition)&#039;&#039;&#039;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Composição ortogonal de quadrados sobre o vértice e retângulos brancos, delimitados a preto, determinando uma forma geométrica cruciforme. Losangos negros encontram-se inscritos nos retângulos, já os quadrados são preenchidos por um motivo vegetalista de florão incluído ao qual denominamos: (Florão nº1). Na figura cruciforme determinada pela composição encontramos incluídos outros dois tipos de motivo vegetalista: (Florão nº2/ 2.1). No espaço residual da composição observamos peltas negras com as pontas tangentes á moldura do painel que constitui um fileto negro com a largura de 3 tesselas. Esta composição é repetida ao longo do peristilo.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&#039;&#039;&#039;Florão (Flower) nº1&#039;&#039;&#039;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Motivo vegetalista composto por 4 pétalas lanceoladas, cruzadas por 4 pétalas apontadas e de espessura delgada, com formato triangular. Ao centro são notáveis dois quadrados sobrepostos. As suas cores alternam entre tons de vermelho, amarelo, azul e negro.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&#039;&#039;&#039;Florão (Flower) nº2&#039;&#039;&#039;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Motivo vegetalista de Florão composto por 4 pétalas de especto lanceolado, subsequentemente cruzadas por 4 pétalas cordiformes. Cada uma destas pétalas composta por 3 formas cordiformes sobrepostas proporcionando ao observador um efeito de contorno. As cores alteram entre tons de amarelo, azul, vermelho e negro.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&#039;&#039;&#039;Florão (Flower) nº2.1&#039;&#039;&#039;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Motivo de florão de carácter vegetalista semelhante ao Florão nº2, difere nas pétalas cordiformes, não apresentando contorno (sobreposição de formas cordiformes) em uma ou mais das suas pétalas. Segue também a sua policromia.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&#039;&#039;&#039;1.4.R.a Restauro Romano (a)/ 1.4 Roman restauration (a)&#039;&#039;&#039;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Composição Ortogonal de quadrados, brancos e negros com motivos quadrangulares de diversas tipologias(sobre o vértice, de cantos recurvos etc.)  inscritos, também a branco e negro, na extremidade há apenas um motivo geométrico não quadrangular, mas lanceolado. A delimitação da área deste painel é de um pendor bastante irregular. Apresenta na parte inferior um motivo vegetalista em voluta o que poderia indicar a existência de um vaso nesta composição, um tema bastante reproduzido na antiguidade em Portugal, tanto a fresco, como em mosaico.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&#039;&#039;&#039;1.4.R.b Restauro Romano (b) /1.4 Roman restauration (b)&#039;&#039;&#039;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Painel irregular com composição em escama, composto por filetes recurvos de espessura irregular justapostos a branco e negro.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&#039;&#039;&#039;1.4.R.c Restauro Romano (c) /1.4 Roman restauration (c)&#039;&#039;&#039;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Painel de delimitações irregulares é composto por um fundo de tesselas negras sobre o qual se destaca um círculo a branco com um diâmetro de aproximadamente 13 tesselas. Em torno desse motivo circular dispõem-se tesselas brancas isoladas de um modo irregular. Na extremidade vemos uma tentativa de continuação do padrão geométrico do Painel 1.4 com uma pelta de pontas recurvas inseridas num quadrado delimitado a branco (tomando o lugar do florão nº1 na composição do painel principal).&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
== &amp;lt;big&amp;gt;Imagens e Iconografia do Objeto&amp;lt;/big&amp;gt; ==&lt;br /&gt;
A iconografia destes painéis carrega acima de tudo um pendor vegetalista e geométrico, contudo o Painel 1.4.c deixa-nos espaço aberto para ponderar o significado iconográfico que o mesmo carrega, poderá ser por exemplo uma representação de um forro astronómico. Seria importante demarcar que quer na composição principal como nos painéis de restauro, o objeto, a forma, a imagem, adaptam-se ao espaço em que estão inseridas.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
== Fontes e notas de rodapé ==&lt;br /&gt;
----[1]  J. M. Bairrão Oleiro, Janine Lancha, Instituto Português de Museus, Corpus dos mosaicos romanos de Portugal, p.45&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
[2]  Limão. F, “Conimbriga,” in &#039;&#039;The Encyclopedia of Ancient History&#039;&#039;, ed. Roger S. Bagnall et al., 1st ed. (Wiley, 2015), [p.p.]1–5, acedido em:(14-11-24)  disponível em: &amp;lt;&amp;lt;nowiki&amp;gt;https://onlinelibrary.wiley.com/doi/10.1002/9781444338386.wbeah26212&amp;lt;/nowiki&amp;gt;.&amp;gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
[3] J. M. Bairrão Oleiro, Janine Lancha, Instituto Português de Museus, Corpus dos mosaicos romanos de Portugal, p.45&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
[4]Maciel, J.; A Arte da Época Clássica (séculos II a C - II d. C.),. In: P. Pereira , ed., História da Arte Portuguesa , Círculo de Leitores , 1995&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
[5] Limão. F, “Conimbriga,” in &#039;&#039;The Encyclopedia of Ancient History&#039;&#039;, ed. Roger S. Bagnall et al., 1st ed. (Wiley, 2015), [p.p.]1–5, acedido em:(14-11-24)  disponível em: &amp;lt;&amp;lt;nowiki&amp;gt;https://onlinelibrary.wiley.com/doi/10.1002/9781444338386.wbeah26212&amp;lt;/nowiki&amp;gt;.&amp;gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
[6] Maciel, J.; A Arte da Época Clássica (séculos II a C - II d. C.),. In: P. Pereira , ed., História da Arte Portuguesa , Círculo de Leitores , 1995&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
[7] J. M. Bairrão Oleiro, Janine Lancha, Instituto Português de Museus, Corpus dos mosaicos romanos de Portugal, p.45&lt;/div&gt;</summary>
		<author><name>Vmoitinho</name></author>
	</entry>
	<entry>
		<id>https://wikimedia.pt/Opustessellatum-PT/index.php?title=Mosaico_da_ala_sudeste_do_peristilo_(Casa_dos_Repuxos,_Con%C3%ADmbriga)&amp;diff=151</id>
		<title>Mosaico da ala sudeste do peristilo (Casa dos Repuxos, Conímbriga)</title>
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		<updated>2025-12-15T19:02:19Z</updated>

		<summary type="html">&lt;p&gt;Vmoitinho: &lt;/p&gt;
&lt;hr /&gt;
&lt;div&gt;{| class=&amp;quot;wikitable&amp;quot;&lt;br /&gt;
|&#039;&#039;&#039;Localização actual&#039;&#039;&#039;&lt;br /&gt;
|Museu Monográfico de Conímbriga, Condeixa-a-Velha e Condeixa-a-Nova&lt;br /&gt;
|-&lt;br /&gt;
|&#039;&#039;&#039;Localização admin. romana&#039;&#039;&#039;&lt;br /&gt;
|Ciuitas Conuentus Scalabitanus&lt;br /&gt;
|-&lt;br /&gt;
|&#039;&#039;&#039;Cronologia&#039;&#039;&#039;&lt;br /&gt;
|&#039;&#039;último quartel do séc. II, e o primeiro quartel do séc. III&#039;&#039;&lt;br /&gt;
|}&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
== &amp;lt;big&amp;gt;Estado da Arte&amp;lt;/big&amp;gt; ==&lt;br /&gt;
Produzido em tesselas calcárias, entre o último quartel do séc. II, e o primeiro quartel do séc. III, foi alvo de restauros dos próprios Romanos, e moderno.&amp;lt;sup&amp;gt;[1]&amp;lt;/sup&amp;gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Terá sido escavado aquando das explorações arqueológicas de 1930-44 pelo Arqueólogo Virgilio Correia, a mando da rainha D. Amélia.&amp;lt;sup&amp;gt;[2]&amp;lt;/sup&amp;gt; Será importante referênciar que apenas 1/3 do complexo arqueológico foi desenterrado até á data.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Há bastantes registos escritos e trabalhos de investigação sobre a &#039;&#039;domus&#039;&#039; em que o mosaico inerente ao nosso estudo se insere. Seria um trabalho bastante extenso, (embora não impossível) referenciar toda a bibliografia e pesquisa desenvolvida em torno desta casa principalmente do peristilo, contudo devido ao tamanho deste trabalho é importante referenciar as mais relevantes. De Justino Maciel a Jorge de Alarcão, muitos foram os autores a fazê-lo. &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
É importante mencionar que embora que a análise desta casa, seja extensa, nenhum estudo aborda em específico o painel em questão. (Talvez devido ao seu pendor geométrico e o seu carácter de preenchimento do espaço entre os medalhões que carregavam iconografia e simbologia de um pendor mais erudito). &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Encontra-se quase como inventariado no Corpus de Conímbriga de J. M. Bairrão Oleiro. O próprio autor menciona que este painel “Não foi ainda um objeto de estudo.”&amp;lt;sup&amp;gt;[3]&amp;lt;/sup&amp;gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
É descrito brevemente num vídeo, que integra um projeto académico da Universidade Nova de Lisboa, “Mosaico romano em Portugal”, uma página da web, num vídeo da autoria de Inês Rodrigues e Samya Bruçó: “Mosaico do corredor do peristilo da Casa dos Repuxos em Conimbriga”.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
== &amp;lt;big&amp;gt;Enquadramento/Contextualização Histórica&amp;lt;/big&amp;gt; ==&lt;br /&gt;
Como mencionado anteriormente, este mosaico, integra o complexo arqueológico de Conímbriga. Estando este localizado a sudeste do corredor, no peristilo da casa dos Repuxos. &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Justino Maciel refere que todas as &#039;&#039;domus&#039;&#039; de Conímbriga seguiam um modelo em que o peristilo se tornava o coração da casa em torno do qual todas as dependências se organizavam.&amp;lt;sup&amp;gt;[4]&amp;lt;/sup&amp;gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Uma construção localizada extramuros (fora das muralhas da Antiguidade Tardia). Foi mais tarde pilhada pelos suevos.&amp;lt;sup&amp;gt;[5]&amp;lt;/sup&amp;gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Casa dos Repuxos, é um dos melhores exemplares de &#039;&#039;domus&#039;&#039; em Portugal. Profusamente ornamentada, especialmente no peristilo, o que traduz não só o poder económico de quem lá viveu, a “magnificência da classe romana”&amp;lt;sup&amp;gt;[6]&amp;lt;/sup&amp;gt; que habitava em Conímbriga, mas também a educação dos mesmos devido aos temas eruditos representados ao longo do mesmo como o mito do Minotauro, Perseu e as Horas. &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Sobre administração Romana localizava-se na província da Lusitânia, inserida no conuentus scalabittanus.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Escavado por Virgílio Correia ( como mencionado a cima), no curso das primeiras escavações iniciadas no local em 1899 patrocinadas pela rainha D. Amélia.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
“Arrancado, e consolidado, em 1957/58, sobre tinta e quatro camadas de betão armado. Conservaram-se os restauros e remendos antigos, com exceção dos de Opus Signinium”&amp;lt;sup&amp;gt;[7]&amp;lt;/sup&amp;gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
== &amp;lt;big&amp;gt;Decomposição Visual/Gráfica&amp;lt;/big&amp;gt; ==&lt;br /&gt;
Para decompor visualmente o mosaico, procedemos a uma subdivisão do mesmo em painéis:&#039;&#039;&#039;Painel 1.4, Painel 14.R.a [restauro (a)], Painel14.R.b 1.4.R.c.&#039;&#039;&#039;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&#039;&#039;&#039;1.4 Ala sudeste do Pátio Porticado (composição principal) / 1.4 Southeast wing of the porticated patio (main composition)&#039;&#039;&#039;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Composição ortogonal de quadrados sobre o vértice e retângulos brancos, delimitados a preto, determinando uma forma geométrica cruciforme. Losangos negros encontram-se inscritos nos retângulos, já os quadrados são preenchidos por um motivo vegetalista de florão incluído ao qual denominamos: (Florão nº1). Na figura cruciforme determinada pela composição encontramos incluídos outros dois tipos de motivo vegetalista: (Florão nº2/ 2.1). No espaço residual da composição observamos peltas negras com as pontas tangentes á moldura do painel que constitui um fileto negro com a largura de 3 tesselas. Esta composição é repetida ao longo do peristilo.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&#039;&#039;&#039;Florão (Flower) nº1&#039;&#039;&#039;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Motivo vegetalista composto por 4 pétalas lanceoladas, cruzadas por 4 pétalas apontadas e de espessura delgada, com formato triangular. Ao centro são notáveis dois quadrados sobrepostos. As suas cores alternam entre tons de vermelho, amarelo, azul e negro.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&#039;&#039;&#039;Florão (Flower) nº2&#039;&#039;&#039;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Motivo vegetalista de Florão composto por 4 pétalas de especto lanceolado, subsequentemente cruzadas por 4 pétalas cordiformes. Cada uma destas pétalas composta por 3 formas cordiformes sobrepostas proporcionando ao observador um efeito de contorno. As cores alteram entre tons de amarelo, azul, vermelho e negro.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&#039;&#039;&#039;Florão (Flower) nº2.1&#039;&#039;&#039;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Motivo de florão de carácter vegetalista semelhante ao Florão nº2, difere nas pétalas cordiformes, não apresentando contorno (sobreposição de formas cordiformes) em uma ou mais das suas pétalas. Segue também a sua policromia.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&#039;&#039;&#039;1.4.R.a Restauro Romano (a)/ 1.4 Roman restauration (a)&#039;&#039;&#039;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Composição Ortogonal de quadrados, brancos e negros com motivos quadrangulares de diversas tipologias(sobre o vértice, de cantos recurvos etc.)  inscritos, também a branco e negro, na extremidade há apenas um motivo geométrico não quadrangular, mas lanceolado. A delimitação da área deste painel é de um pendor bastante irregular. Apresenta na parte inferior um motivo vegetalista em voluta o que poderia indicar a existência de um vaso nesta composição, um tema bastante reproduzido na antiguidade em Portugal, tanto a fresco, como em mosaico.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&#039;&#039;&#039;1.4.R.b Restauro Romano (b) /1.4 Roman restauration (b)&#039;&#039;&#039;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Painel irregular com composição em escama, composto por filetes recurvos de espessura irregular justapostos a branco e negro.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&#039;&#039;&#039;1.4.R.c Restauro Romano (c) /1.4 Roman restauration (c)&#039;&#039;&#039;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Painel de delimitações irregulares é composto por um fundo de tesselas negras sobre o qual se destaca um círculo a branco com um diâmetro de aproximadamente 13 tesselas. Em torno desse motivo circular dispõem-se tesselas brancas isoladas de um modo irregular. Na extremidade vemos uma tentativa de continuação do padrão geométrico do Painel 1.4 com uma pelta de pontas recurvas inseridas num quadrado delimitado a branco (tomando o lugar do florão nº1 na composição do painel principal).&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
== &amp;lt;big&amp;gt;Imagens e Iconografia do Objeto&amp;lt;/big&amp;gt; ==&lt;br /&gt;
A iconografia destes painéis carrega acima de tudo um pendor vegetalista e geométrico, contudo o Painel 1.4.c deixa-nos espaço aberto para ponderar o significado iconográfico que o mesmo carrega, poderá ser por exemplo uma representação de um forro astronómico. Seria importante demarcar que quer na composição principal como nos painéis de restauro, o objeto, a forma, a imagem, adaptam-se ao espaço em que estão inseridas.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
== Fontes e notas de rodapé ==&lt;br /&gt;
----[1]  J. M. Bairrão Oleiro, Janine Lancha, Instituto Português de Museus, Corpus dos mosaicos romanos de Portugal, p.45&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
[2]  Limão. F, “Conimbriga,” in &#039;&#039;The Encyclopedia of Ancient History&#039;&#039;, ed. Roger S. Bagnall et al., 1st ed. (Wiley, 2015), [p.p.]1–5, acedido em:(14-11-24)  disponível em: &amp;lt;&amp;lt;nowiki&amp;gt;https://onlinelibrary.wiley.com/doi/10.1002/9781444338386.wbeah26212&amp;lt;/nowiki&amp;gt;.&amp;gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
[3] J. M. Bairrão Oleiro, Janine Lancha, Instituto Português de Museus, Corpus dos mosaicos romanos de Portugal, p.45&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
[4]Maciel, J.; A Arte da Época Clássica (séculos II a C - II d. C.),. In: P. Pereira , ed., História da Arte Portuguesa , Círculo de Leitores , 1995&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
[5] Limão. F, “Conimbriga,” in &#039;&#039;The Encyclopedia of Ancient History&#039;&#039;, ed. Roger S. Bagnall et al., 1st ed. (Wiley, 2015), [p.p.]1–5, acedido em:(14-11-24)  disponível em: &amp;lt;&amp;lt;nowiki&amp;gt;https://onlinelibrary.wiley.com/doi/10.1002/9781444338386.wbeah26212&amp;lt;/nowiki&amp;gt;.&amp;gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
[6] Maciel, J.; A Arte da Época Clássica (séculos II a C - II d. C.),. In: P. Pereira , ed., História da Arte Portuguesa , Círculo de Leitores , 1995&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
[7] J. M. Bairrão Oleiro, Janine Lancha, Instituto Português de Museus, Corpus dos mosaicos romanos de Portugal, p.45&lt;/div&gt;</summary>
		<author><name>Vmoitinho</name></author>
	</entry>
	<entry>
		<id>https://wikimedia.pt/Opustessellatum-PT/index.php?title=Mosaico_da_ala_sudeste_do_peristilo_(Casa_dos_Repuxos,_Con%C3%ADmbriga)&amp;diff=150</id>
		<title>Mosaico da ala sudeste do peristilo (Casa dos Repuxos, Conímbriga)</title>
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		<updated>2025-12-15T19:00:52Z</updated>

		<summary type="html">&lt;p&gt;Vmoitinho: &lt;/p&gt;
&lt;hr /&gt;
&lt;div&gt;{| class=&amp;quot;wikitable&amp;quot;&lt;br /&gt;
|&#039;&#039;&#039;Localização actual&#039;&#039;&#039;&lt;br /&gt;
|Museu Monográfico de Conímbriga, Condeixa-a-Velha e Condeixa-a-Nova&lt;br /&gt;
|-&lt;br /&gt;
|&#039;&#039;&#039;Localização admin. romana&#039;&#039;&#039;&lt;br /&gt;
|Ciuitas Conuentus Scalabitanus&lt;br /&gt;
|-&lt;br /&gt;
|&#039;&#039;&#039;Cronologia&#039;&#039;&#039;&lt;br /&gt;
|&#039;&#039;último quartel do séc. II, e o primeiro quartel&#039;&#039; &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&#039;&#039;do séc. III&#039;&#039; &lt;br /&gt;
|}&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
== &amp;lt;big&amp;gt;Estado da Arte&amp;lt;/big&amp;gt; ==&lt;br /&gt;
Produzido em tesselas calcárias, entre último quartel do séc. II, e o primeiro quartel do séc. III, foi alvo de restauros dos próprios Romanos, e moderno.&amp;lt;sup&amp;gt;[1]&amp;lt;/sup&amp;gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Terá sido escavado aquando das explorações arqueológicas de 1930-44 pelo Arqueólogo Virgilio Correia, a mando da rainha D. Amélia.&amp;lt;sup&amp;gt;[2]&amp;lt;/sup&amp;gt; Será importante referênciar que apenas 1/3 do complexo arqueológico foi desenterrado até á data.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Há bastantes registos escritos e trabalhos de investigação sobre a &#039;&#039;domus&#039;&#039; em que o mosaico inerente ao nosso estudo se insere. Seria um trabalho bastante extenso, (embora não impossível) referenciar toda a bibliografia e pesquisa desenvolvida em torno desta casa principalmente do peristilo, contudo devido ao tamanho deste trabalho é importante referenciar as mais relevantes. De Justino Maciel a Jorge de Alarcão, muitos foram os autores a fazê-lo. &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
É importante mencionar que embora que a análise desta casa, seja extensa, nenhum estudo aborda em específico o painel em questão. (Talvez devido ao seu pendor geométrico e o seu carácter de preenchimento do espaço entre os medalhões que carregavam iconografia e simbologia de um pendor mais erudito). &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Encontra-se quase como inventariado no Corpus de Conímbriga de J. M. Bairrão Oleiro. O próprio autor menciona que este painel “Não foi ainda um objeto de estudo.”&amp;lt;sup&amp;gt;[3]&amp;lt;/sup&amp;gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
É descrito brevemente num vídeo, que integra um projeto académico da Universidade Nova de Lisboa, “Mosaico romano em Portugal”, uma página da web, num vídeo da autoria de Inês Rodrigues e Samya Bruçó: “Mosaico do corredor do peristilo da Casa dos Repuxos em Conimbriga”.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
== &amp;lt;big&amp;gt;Enquadramento/Contextualização Histórica&amp;lt;/big&amp;gt; ==&lt;br /&gt;
Como mencionado anteriormente, este mosaico, integra o complexo arqueológico de Conímbriga. Estando este localizado a sudeste do corredor, no peristilo da casa dos Repuxos. &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Justino Maciel refere que todas as &#039;&#039;domus&#039;&#039; de Conímbriga seguiam um modelo em que o peristilo se tornava o coração da casa em torno do qual todas as dependências se organizavam.&amp;lt;sup&amp;gt;[4]&amp;lt;/sup&amp;gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Uma construção localizada extramuros (fora das muralhas da Antiguidade Tardia). Foi mais tarde pilhada pelos suevos.&amp;lt;sup&amp;gt;[5]&amp;lt;/sup&amp;gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Casa dos Repuxos, é um dos melhores exemplares de &#039;&#039;domus&#039;&#039; em Portugal. Profusamente ornamentada, especialmente no peristilo, o que traduz não só o poder económico de quem lá viveu, a “magnificência da classe romana”&amp;lt;sup&amp;gt;[6]&amp;lt;/sup&amp;gt; que habitava em Conímbriga, mas também a educação dos mesmos devido aos temas eruditos representados ao longo do mesmo como o mito do Minotauro, Perseu e as Horas. &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Sobre administração Romana localizava-se na província da Lusitânia, inserida no conuentus scalabittanus.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Escavado por Virgílio Correia ( como mencionado a cima), no curso das primeiras escavações iniciadas no local em 1899 patrocinadas pela rainha D. Amélia.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
“Arrancado, e consolidado, em 1957/58, sobre tinta e quatro camadas de betão armado. Conservaram-se os restauros e remendos antigos, com exceção dos de Opus Signinium”&amp;lt;sup&amp;gt;[7]&amp;lt;/sup&amp;gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
== &amp;lt;big&amp;gt;Decomposição Visual/Gráfica&amp;lt;/big&amp;gt; ==&lt;br /&gt;
Para decompor visualmente o mosaico, procedemos a uma subdivisão do mesmo em painéis:&#039;&#039;&#039;Painel 1.4, Painel 14.R.a [restauro (a)], Painel14.R.b 1.4.R.c.&#039;&#039;&#039;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&#039;&#039;&#039;1.4 Ala sudeste do Pátio Porticado (composição principal) / 1.4 Southeast wing of the porticated patio (main composition)&#039;&#039;&#039;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Composição ortogonal de quadrados sobre o vértice e retângulos brancos, delimitados a preto, determinando uma forma geométrica cruciforme. Losangos negros encontram-se inscritos nos retângulos, já os quadrados são preenchidos por um motivo vegetalista de florão incluído ao qual denominamos: (Florão nº1). Na figura cruciforme determinada pela composição encontramos incluídos outros dois tipos de motivo vegetalista: (Florão nº2/ 2.1). No espaço residual da composição observamos peltas negras com as pontas tangentes á moldura do painel que constitui um fileto negro com a largura de 3 tesselas. Esta composição é repetida ao longo do peristilo.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&#039;&#039;&#039;Florão (Flower) nº1&#039;&#039;&#039;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Motivo vegetalista composto por 4 pétalas lanceoladas, cruzadas por 4 pétalas apontadas e de espessura delgada, com formato triangular. Ao centro são notáveis dois quadrados sobrepostos. As suas cores alternam entre tons de vermelho, amarelo, azul e negro.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&#039;&#039;&#039;Florão (Flower) nº2&#039;&#039;&#039;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Motivo vegetalista de Florão composto por 4 pétalas de especto lanceolado, subsequentemente cruzadas por 4 pétalas cordiformes. Cada uma destas pétalas composta por 3 formas cordiformes sobrepostas proporcionando ao observador um efeito de contorno. As cores alteram entre tons de amarelo, azul, vermelho e negro.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&#039;&#039;&#039;Florão (Flower) nº2.1&#039;&#039;&#039;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Motivo de florão de carácter vegetalista semelhante ao Florão nº2, difere nas pétalas cordiformes, não apresentando contorno (sobreposição de formas cordiformes) em uma ou mais das suas pétalas. Segue também a sua policromia.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&#039;&#039;&#039;1.4.R.a Restauro Romano (a)/ 1.4 Roman restauration (a)&#039;&#039;&#039;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Composição Ortogonal de quadrados, brancos e negros com motivos quadrangulares de diversas tipologias(sobre o vértice, de cantos recurvos etc.)  inscritos, também a branco e negro, na extremidade há apenas um motivo geométrico não quadrangular, mas lanceolado. A delimitação da área deste painel é de um pendor bastante irregular. Apresenta na parte inferior um motivo vegetalista em voluta o que poderia indicar a existência de um vaso nesta composição, um tema bastante reproduzido na antiguidade em Portugal, tanto a fresco, como em mosaico.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&#039;&#039;&#039;1.4.R.b Restauro Romano (b) /1.4 Roman restauration (b)&#039;&#039;&#039;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Painel irregular com composição em escama, composto por filetes recurvos de espessura irregular justapostos a branco e negro.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&#039;&#039;&#039;1.4.R.c Restauro Romano (c) /1.4 Roman restauration (c)&#039;&#039;&#039;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Painel de delimitações irregulares é composto por um fundo de tesselas negras sobre o qual se destaca um círculo a branco com um diâmetro de aproximadamente 13 tesselas. Em torno desse motivo circular dispõem-se tesselas brancas isoladas de um modo irregular. Na extremidade vemos uma tentativa de continuação do padrão geométrico do Painel 1.4 com uma pelta de pontas recurvas inseridas num quadrado delimitado a branco (tomando o lugar do florão nº1 na composição do painel principal).&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
== &amp;lt;big&amp;gt;Imagens e Iconografia do Objeto&amp;lt;/big&amp;gt; ==&lt;br /&gt;
A iconografia destes painéis carrega acima de tudo um pendor vegetalista e geométrico, contudo o Painel 1.4.c deixa-nos espaço aberto para ponderar o significado iconográfico que o mesmo carrega, poderá ser por exemplo uma representação de um forro astronómico. Seria importante demarcar que quer na composição principal como nos painéis de restauro, o objeto, a forma, a imagem, adaptam-se ao espaço em que estão inseridas.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
== Fontes e notas de rodapé ==&lt;br /&gt;
----[1]  J. M. Bairrão Oleiro, Janine Lancha, Instituto Português de Museus, Corpus dos mosaicos romanos de Portugal, p.45&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
[2]  Limão. F, “Conimbriga,” in &#039;&#039;The Encyclopedia of Ancient History&#039;&#039;, ed. Roger S. Bagnall et al., 1st ed. (Wiley, 2015), [p.p.]1–5, acedido em:(14-11-24)  disponível em: &amp;lt;&amp;lt;nowiki&amp;gt;https://onlinelibrary.wiley.com/doi/10.1002/9781444338386.wbeah26212&amp;lt;/nowiki&amp;gt;.&amp;gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
[3] J. M. Bairrão Oleiro, Janine Lancha, Instituto Português de Museus, Corpus dos mosaicos romanos de Portugal, p.45&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
[4]Maciel, J.; A Arte da Época Clássica (séculos II a C - II d. C.),. In: P. Pereira , ed., História da Arte Portuguesa , Círculo de Leitores , 1995&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
[5] Limão. F, “Conimbriga,” in &#039;&#039;The Encyclopedia of Ancient History&#039;&#039;, ed. Roger S. Bagnall et al., 1st ed. (Wiley, 2015), [p.p.]1–5, acedido em:(14-11-24)  disponível em: &amp;lt;&amp;lt;nowiki&amp;gt;https://onlinelibrary.wiley.com/doi/10.1002/9781444338386.wbeah26212&amp;lt;/nowiki&amp;gt;.&amp;gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
[6] Maciel, J.; A Arte da Época Clássica (séculos II a C - II d. C.),. In: P. Pereira , ed., História da Arte Portuguesa , Círculo de Leitores , 1995&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
[7] J. M. Bairrão Oleiro, Janine Lancha, Instituto Português de Museus, Corpus dos mosaicos romanos de Portugal, p.45&lt;/div&gt;</summary>
		<author><name>Vmoitinho</name></author>
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