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== '''Mosaico 1.11.''' ==
== Identificação ==
== Identificação ==
{| class="wikitable"
{| class="wikitable"
|'''Localização actual'''
|'''Localização actual'''
|Museu Nacional de Conimbriga (até 2023, conhecido como Museu Monográfico de Conimbriga), Condeixa-a-Velha e Condeixa-a-Nova, Condeixa-a-Nova, no distrito de Coimbra.
|Museu Monográfico, Museu Nacional de Conimbriga desde 2023, Condeixa-a-Velha e Condeixa-a-Nova  
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|'''Localização admin. romana'''  
|'''Localização admin. romana'''  
|Ciuitas de Conimbriga, Conuentus Scalabitanus, na província da Lusitânia.
|Ciuitas de Conimbriga, conuentus scalabitanus, província da Lusitânia  
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|'''Cronologia'''
|'''Cronologia'''
|Segundo quartel do séc. III, 226-250.
|Último quartel do século II-primeiro do século III
|}
|}


== Estado da Arte ==
== Estado da Arte ==
O levantamento e descrição deste mosaico é feita pela primeira vez no ''Corpus dos Mosaicos Romanos de Portugal, vol I - Casa dos Repuxos, Conímbriga,'' (Oleiro, 1992), que inclui a análise de cada mosaico da casa, incluindo cores, técnicas, tamanho e iconografia.  
Em Portugal, a investigação sobre mosaico romano tem conhecido avanços embora ainda seja uma área que apresenta lacunas, existindo pouca informação no que diz respeito a este campo, segundo Cristina Oliveira (Oliveira, 2010, p. 253).


Mais tarde, em ''Le Décor Géométrique de la Mosaïque Romaine II'' (Balmelle, Blanchard-Lemée, Darmon, 2002) é feita uma análise dos vários padrões e motivos que podem ser encontrados nos mosaicos romanos, onde é feita uma curta menção do mosaico em estudo (p. 209).  
As ruínas da cidade de Conimbriga são conhecidas desde o século XVI, mas foi em 1873 que realmente começou o estudo da cidade através da criação de uma secção dedicada a esse estudo e de um Museu Arqueológico por parte do Instituto de Coimbra (Oleiro, CONIMBRIGA, 1973, pp. 1-2).


Em 2010, na tese de doutoramento ''A Arquitectura Doméstica de Conímbriga e as Estruturas Económicas e Sociais da Cidade Romana'' (Correia, 2010), é desenvolvido a arquitetura doméstica e compreende um capítulo dedicado à Casa dos Repuxos e aos seus mosaicos.
É a esta data que remetem as primeiras escavações. Em 1899, é elaborada a planta do ''oppidum'' e feitos os primeiros levantamentos de mosaicos. Mas, é apenas em 1929, que as escavações se tornam regulares, sob a direção de Virgílio Correia (Museus e Monumentos de Portugal, s.d.).


No entanto, o mosaico em si ainda não foi objeto de um estudo aprofundado ou exclusivo.
Com o prolongar das escavações e dos estudos acerca de Conimbriga e dos seus mosaicos, tornou-se necessária a criação de documentos que permitissem a análise deste estudo, como é o caso de “CONIMBRIGA: A VIDA DE UMA CIDADE DA LUSITÂNIA (Correia, CONIMBRIGA A VIDA DE UMA CIDADE DA LUSITÂNIA, 2024), “MOSAICOS DE CONIMBRIGA ENCONTRADOS DURANTE AS SONDAGENS DE 1899” (Oleiro, MOSAICOS DE CONIMBRIGA ENCONTRADOS DURANTE AS SONDAGENS DE 1899, 1973), por exemplo.
 
No entanto, a obra mais emblemática é, sem dúvida, o ''Corpus'' dos Mosaicos Romanos em Conimbriga, “CONIMBRIGA CASA DOS REPUXOS” (Oleiro, I Conimbriga Casa dos Repuxos, 1992). Esta obra abrange o contexto história de Conimbriga e da Casa dos Repuxos e trabalha minuciosamente todos os mosaicos desta, tendo sido absolutamente indispensável para a realização deste trabalho.
 
Os estudos sobre Conimbriga e o ''Corpus'' da Casa dos Repuxos motivou outros trabalhos sobre o mosaico em território português, como é o caso de “PATRIMÓNIO ARQUEOLÓGICO E MUSEOLÓGICO DE CONIMBRIGA: INTERVENÇÕES DE CONSERVAÇÃO” (Almeida, 2020), “MOSAICO DA CORISCADA: METODOLOGIAS DE ANÁLISE” (Carvalho, 2018), e o ''Corpus'' sobre os “MOSAICOS ROMANOS DE PORTUGAL – O ALGARVE ORIENTAL” (Oliveira, 2010), também esta uma obra fundamental, analítica descritiva e documentada sobre os mosaicos romanos do Algarve.


== Enquadramento/Contextualização Histórica ==
== Enquadramento/Contextualização Histórica ==
As ruínas da Casa dos Repuxos, na cidade romana de Conimbriga e o seu conjunto de mosaicos foram encontradas durante as escavações da Casa de Cantaber, que se iniciaram em 1929, devido à projeção da edificação de um parque de estacionamento adjacente ao lado exterior da muralha do Baixo Império. É tomada a decisão de preservação ''in situ'' dos mosaicos, onde ainda hoje se situam.
É no alto de um planalto que as ruínas da cidade romana de Conimbriga estão localizadas, pertencendo atualmente ao distrito de Coimbra. Este local conheceu várias ocupações por diversos povos, devido aos recursos naturais que apresentava. Proporcionava ainda uma proteção natural, devido ao terreno, e estava próxima de zonas que eram fontes de materiais e alimento (Correia, Conimbriga: a vida de uma cidade da Lusitânia, 2024, p. 19; 22).
 
O povo indígena que ocupava Conimbriga antes da chegada dos romanos também se deparou com dificuldades, nomeadamente na procura de recursos. Os hidráulicos foram o principal problema, apesar da proximidade do rio Ega. Os romanos rapidamente resolveram a fragilidade dos recursos hídricos através da construção de um aqueduto. Este povo indígena é de onde surge, possivelmente, o nome de Conimbriga os Cónios (Correia, Conimbriga: a vida de uma cidade da Lusitânia, 2024, p. 22; Limão, 2015, p. 1).
 
Palco de imensos acontecimentos históricos, Conimbriga perde-se no tempo. Desde a sua descoberta, em 1907, as investigações continuam em curso e o seu estudo está longe do fim. Até ao momento, as escavações realizadas correspondem a 14%, tendo, por isso, ainda muito a revelar (Pinheiro, 2024; Oleiro, I Conimbriga Casa dos Repuxos, 1992, p. 10).
 
O período de Conimbriga abordado ao longo deste o trabalho, corresponde à ocupação romana, que teve início no ano de 138 a.C.  (Pinheiro, 2024; Limão, 2015).
 
No campo da arquitetura civil, das habitações, na Conimbriga romana, dominam os ''insulae'' e as ''domus'', com ''peristylum'', como é o caso da Casa dos Repuxos. Em ambas as arquiteturas pública e privada, os elementos decorativos são abundantes, tendo o mosaico alcançado um lugar de destaque (Bento, 2019, p. 6).
 
A Casa dos Repuxos, ''domus'' que alberga o mosaico em estudo, é uma obra arquitetónica que foi fruto da remodelação de um edifício anterior dedicado ao comércio e à manufatura. Tendo sido construído em meados do século I (Bento, 2019, p. 6; Oleiro, I Conimbriga Casa dos Repuxos, 1992).


As escavações nesta casa foram então realizadas entre agosto e outubro de 1939 (Correia, 2013, p. 149), após ser encontrada durante as escavações junto à muralha, mas apenas em 1953 é iniciado o restauro dos mosaicos, auxiliado pelo arqueólogo e estudioso do mosaico romano, João Manuel Bairrão Oleiro (Correia, 2013, p. 20).
Entre 120 e 150, teve lugar uma remodelação do local pelos seus proprietários. O resultado foi a construção de uma residência aristocrática de grandes dimensões, cuja função durou até meados do século III. Os seus mosaicos albergam cerca de 1800 anos, sendo possível corroborar a sua elevada resistência, devido à prolongada exposição aos agentes climáticos (Bento, 2019; Oleiro, I Conimbriga Casa dos Repuxos, 1992).


Sob a direção de Bairrão Oleiro, é então criado o Museu Monográfico de Conímbriga em 1962 e é estabelecida uma relação com a Universidade de Bordéus, que deu origem às escavações luso-francesas entre 1964 e 1974.
Em meados do século III-IV, não passa despercebida a drástica redução do perímetro da cidade de Conimbriga devido à construção da segunda muralha, esta já defensiva, que tinha como objetivo a proteção da cidade das invasões dos povos germânicos, conhecidos como “bárbaros”, que se tornaram cada vez mais regulares (Almeida, 2020, p. 6).


Em 1991 e 1992 é instalada uma cobertura de proteção sobre a Casa dos Repuxos, que se mantém até à presente data e feitas algumas intervenções e revisões de dados das escavações realizadas nos anos 50.
Os materiais utilizados e a sua construção denotam a pressa e o desespero dos romanos de a verem concluída. Foram utilizados materiais de outras construções, que não iriam estar inclusas na fortificação, devido à topografia do terreno  (Pinheiro, 2024).


O mosaico estudado encontra-se no interior da Casa dos Repuxos, no canto nordeste do peristilo. Esta casa, edificada em meados do século I d.C. de acordo com o material encontrado nos entulhos, no reinado de Cláudio ou Nero, tinha inicialmente um intuito comercial e artesanal, mas é posteriormente remodelada e adaptada para uma residência aristocrática no início do século II d.C., no reinado de Adriano (Cf Correia, 2004, pp. 54-55) e estende-se até ao século III d.C., quando é destruída para se realizar a construção da muralha do Baixo Império para a proteção das invasões germânicas. Foi nestas alterações que as caves foram fechadas e o piso superior foi quase todo alterado, sendo instalado o conjunto de mosaicos.
A Casa dos Repuxos, redescoberta em 1939, foi um dos vários edifícios sacrificados, mas outros ''domus'' tiveram o mesmo destino. É de salientar o seu gosto requintado, comprovado através dos mosaicos nelas existentes (Cravo, Bonifácio, & Amaral, 1992/2005; Oleiro, I Conimbriga Casa dos Repuxos, 1992, p.9).
 
A Casa dos Repuxos foi uma das primeiras construções romanas, em Conimbriga e, atualmente, é um dos maiores pontos de interesse da cidade, devido à qualidade dos seus mosaicos. Todo este interesse, curiosidade e vontade de saber mais sobre Conimbriga e os povos que por ela passaram, levam a investigações e estudos constantes. O resultado são descobertas extremamente importantes, como por exemplo, a técnica de conservação ''in situ'' dos mosaicos (Bento, 2019, p. 27).


== Descrição ==
== Descrição ==


=== Decomposição Visual/Gráfica ===
=== Decomposição Visual/Gráfica ===
O mosaico apresenta motivos decorativos geométricos, vegetalistas e objetos e uma composição centrada com um fundo branco. Decompõe-se de um painel emoldurado que inclui 4 espaços residuais e medalhão, que, por si, decompõe-se de 4 molduras com 4 quadrados e 8 losangos centrados num quadrado. Encontra-se na casa dos repuxos, no canto nordeste do peristilo, que define a área central da casa.
[[Ficheiro:Figura I.jpg|nenhum|miniaturadaimagem|Figura I - Planta e localização do mosaico 1.11. no peristilo da Casa dos Repuxos. Imagem retirada do Corpus. Desenho feito por Mafalda Pereira e Maria Carvalho.]]
[[Ficheiro:Figura II.jpg|nenhum|miniaturadaimagem|Figura II - Imagem do mosaico 1.11. com indicações da moldura e do painel, com especificações. Fotografias retiradas do Corpus, estampas 17 e 14. Colagem realizada por Mafalda Pereira e Maria Carvalho.]]
[[Ficheiro:Figura III.jpg|nenhum|miniaturadaimagem|Figura III - Desenho de uma parte do mosaico 1.11. Esboço realizado por Mafalda Pereira e Maria Carvalho.]]
[[Ficheiro:Figura IV.jpg|nenhum|miniaturadaimagem|Figura IV - Desenho dos motivos presentes no mosaico 1.11. Esboço realizado por Mafalda Pereira e Maria Carvalho.]]


=== Verbal ===
=== Verbal ===
'''O Mosaico 1.9'''
O mosaico 1.11. da Ala Nordeste do Peristilo da Casa dos Repuxos, é composto por um painel retangular com 7,50 metros de comprimento por 2,90 metros de largura, com moldura de 7,50 metros de comprimento e 90cm de largura (Oleiro, I Conimbriga Casa dos Repuxos, 1992).
 
A área interna do mosaico mede 7,35 metros de comprimento por 2 metros de largura. O material utilizado na sua constituição é o calcário, recorrendo-se a tesselas de cores branca, preta, amarela e vermelha (Oleiro, I Conimbriga Casa dos Repuxos, 1992).
 
De um modo geral, o mosaico pode ser dividido em duas partes, a moldura e o painel central. Seguindo a regra geral, a descrição será realizada da periferia para o centro, que pode ser acompanhada através da figura II, para uma melhor visualização da composição e dos motivos presentes no mosaico.


Segundo a obra de Oleiro (p. 55), o mosaico '''(1.9)''' do canto nordeste do peristilo encontra-se preservado. Tem um formato quadrangular de 196 x 196 cm, com uma densidade de 93 tesselas por dm2 e com um tamanho médio de tesselas entre 9 a 11 mm. Este mosaico apresenta uma composição centrada, com um medalhão no seu centro, cuja circunferência tem 181 cm de diâmetro. O peristilo está delimitado pelas molduras de filetes pretos e amarelos e um meandro de suásticas.  
O painel deste mosaico, designado 1.11.1., está envolto numa moldura, composta apenas por um filete amarelo, e as faixas de ligação são formadas por tessela brancas (Oleiro, I Conimbriga Casa dos Repuxos, 1992).


* '''O Painel 1.9.1D e Moldura 1.9.1.1'''
A zona do painel, próxima às molduras, é designada de espaço residual, local onde estão representadas peltas negras com as pontas tangentes à moldura, primeiro desenho da figura IV (Oleiro, I Conimbriga Casa dos Repuxos, 1992).


O painel '''(1.9.1D)''' de fundo branco delimita-se por uma moldura '''(1.9.1.1)''' de filete preto de 3 tesselas com um medalhão incluso. Encaixados nos espaços residuais '''A1''' e '''A3''', encontram-se dois ''crater'' ligeiramente diferentes um do outro, sendo um deles mais estreito, ambos de cores vermelha, preta, branca e amarela, alternando com dois cálices vegetais estilizados nos espaços '''A2''' e '''A4''', de cores vermelha, preta e amarela. Os vasos estão nos cantos nordeste e sudoeste, enquanto os cálices estão nos cantos noroeste e sudeste. De cada um destes elementos, emergem duas gavinhas.
O painel do mosaico apresenta uma composição ortogonal de quadrados sobre o vértice, ligados entre si por retângulos, com losangos negros inclusos. Determinando, assim, uma figura geométrica cruciforme (Viegas, Abraços , & Macedo, 1993, p. 24).


* '''As Molduras 1.9.1.2, 1.9.1.3, 1.9.1.4 e 1.9.1.5'''
Este motivo deixa áreas incompletas, em branco. Como complemento, nos quadrados sobre o vértice, foram representados, no seu interior, florões. Neste caso, o florão referido é designado como Florão 1 (visível no segundo desenho da figura IV composto por quatro formas lanceoladas, cruzadas por quatro pétalas apontadas, de espessura delgada com formato triangular, que, ao centro, apresentam dois quadrados sobrepostos (Viegas, Abraços , & Macedo, 1993, pp. 29, 54).


O medalhão tem 4 molduras, a mais exterior '''(1.9.1.2)''' é constituída por uma trança, em ilhó branca, de dois cordões. Um dos cordões é vermelho, branco e preto, o outro é amarelo, branco e preto. A trança está incluída numa faixa preta que se segue por um intervalo em filete branco. A moldura seguinte '''(1.9.1.3)''' é composta por um filete preto montado com dentículo quadrangular de 2x2 tesselas. A parte central do medalhão é emoldurada por dois filetes, um amarelo '''(1.9.1.4)''' e outro, preto '''(1.9.1.5)''', ambos de 2 tesselas.
Dentro da forma cruciforme está presente o Florão 2, constituído por formas lanceoladas, cruzadas por quatro formas cordiformes contornadas. No centro, apresentam-se dois círculos sobrepostos que, no final, alternam as cores. Este florão corresponde ao quarto desenho da figura IV (Viegas, Abraços , & Macedo, 1993, p. 54).


* '''O Esquema Interior do Medalhão'''
Ainda foi identificado um terceiro tipo de florão – uma variante do tipo 2 -, denominado 2.1. Este encontra-se nos mosaicos 1.4. e 1.13. das alas do peristilo, que têm um motivo semelhante ao investigado neste trabalho. Contudo, esta figura não se encontra presente no mosaico 1.11.


No interior do medalhão, centrados num quadrado preto e delineados por um filete preto de 2 tesselas, inscrevem-se 4 quadrados pretos menores assentes no vértice tangentes às faces do quadrado central e 8 espaços residuais em formato de losango, de forma a criar uma estrela de 8 pontas. Nos espaços residuais entre a estrela e a moldura '''(1.9.1.5)''' encaixam-se triângulos isósceles amarelos e vermelhos concêntricos ao respetivo espaço. Nos espaços residuais losangulares, também se encontram losangos concêntricos amarelos e vermelhos. Os quadrados menores incluem outro quadrado negro concentrico, onde se encontram nós de Salomão pretos, brancos, vermelhos e amarelos. Encaixado no quadrado central encontra-se uma trança encanastrada de 4 cordões em ilhó, preta, branca, amarela e vermelha. Adicionalmente também se repara que um dos losangos é diferente dos outros, este é vermelho com um perfil denteado de 1x1 tessela, que inclui um losango preto concêntrico. Não se sabe certamente porque esta particularidade, mas assume-se ser um mero capricho do autor ou uma assinatura.
O mosaico apresenta várias áreas danificadas e restauros que remontam à antiguidade, frequentemente realizadas com fragmentos de outros mosaicos e sem seguir o esquema original. Entre esses restauros destacam-se duas suásticas e quatro losangos inseridos em retângulos, formando um “L” (Oleiro, I Conimbriga Casa dos Repuxos, 1992).
 
No corpus, também é referida a existência de um peixe, que utiliza a paleta preto, branco e vermelho, apesar desta figura não ser visível nas fotos apresentadas. A parte leste do painel é a mais comprometida em termos de restauros, sendo possível que algumas dessas intervenções derivem de camadas anteriores do próprio painel (Oleiro, I Conimbriga Casa dos Repuxos, 1992).
 
Em 1959, o mosaico 1.11. da Ala Nordeste da Casa dos Repuxos, foi arrancado para ser consolidado sobre vinte e duas placas de betão armado. No entanto, as suas falhas ainda não foram recuperadas, tendo ainda mantido todos os restauros e remendos antigos. Como referido no corpus, em 1992, o mosaico não foi objeto de estudo (Oleiro, I Conimbriga Casa dos Repuxos, 1992).


== [Imagens e Iconografia do Objeto] ==
== [Imagens e Iconografia do Objeto] ==
Mapas, plantas, alçados, fotografias recentes/antigas, estampas, etc., com numeração, legenda individual que identifique a imagem e o autor ou da fonte da imagem.
[[Ficheiro:Figura V.jpg|nenhum|miniaturadaimagem|Figura V - Vista aérea de Conimbriga. Imagem retirada do livro "Conimbriga: a vida de uma cidade da Lusitânia" de Virgílio, Hipólito Correia.]]
[[Ficheiro:Figura VI.jpg|nenhum|miniaturadaimagem|Figura VI - Imagem onde é visível o mosaico 1.11. Imagem retirada do Corpus, estampa 16.]]


== Fontes e Bibliografia ==
== Fontes e Bibliografia ==
Almeida, B. J. (2020). ''PATRIMÓNIO ARQUEOLÓGICO E MUSEOLÓGICO DE CONÍMBRIGA:INTERVENÇÕES DE CONSERVAÇÃO .'' Coimbra.
Bento, F. A. (2019). ''EESTUDO DOS ELEMENTOS DECORATIVOS ROMANOS: UMA INTERVENÇÃO - Decoração privada romana em Conímbriga.'' Universidade de Coimbra. Obtido em 30 de outubro de 2024, de <nowiki>https://estudogeral.uc.pt/bitstream/10316/93352/1/FilipaBento_versaofinal.pdf</nowiki>
Carvalho, M. J. (2018). ''MOSAICO DA CORISCADA: METODOLOGIAS DE ANÁLISE.'' Coimbra.
Correia, V. H. (2024). ''CONIMBRIGA A VIDA DE UMA CIDADE DA LUSITÂNIA.'' Imprensa da Universidade de Conimbriga.
Correia, V. H. (2024). ''Conimbriga: a vida de uma cidade da Lusitânia.'' Imprensa da Universidade de Conimbriga. doi:<nowiki>https://doi.org/10.14195/978-989-26-2484-6</nowiki>
Cravo, J., Bonifácio, H., & Amaral, C. (1992/2005). ''Cidade romana de Conímbriga / Ruínas de Conímbriga''. Obtido em 30 de outubro de 2024, de SIPA: <nowiki>http://www.monumentos.gov.pt/Site/APP_PagesUser/SIPA.aspx?id=2710</nowiki>
''Museus e Monumentos de Portugal''. (s.d.). Obtido de Museu Nacional de Conimbriga: <nowiki>https://www.museusemonumentos.pt/pt/museus-e-monumentos/museu-nacional-de-conimbriga</nowiki>
Oleiro, J. M. (1973). ''CONIMBRIGA.'' Coimbra.
Oleiro, J. M. (1973). ''Mosaicos de Conimbriga encontrados durante as sondagens de 1899.'' Imprensa da Universidade de Coimbra.
Oleiro, J. M. (1992). ''I CONIMBRIGA CASA DOS REPUXOS'' (Vol. I). Conímbriga: Instituto Português de Museus Museu Monográfico de Conímbriga. Obtido em 30 de outubro de 2024
Oliveira, C. F. (2010). MOSAICOS ROMANOS DE PORTUGAL O ALGARVE ORIENTAL. Coimbra.
Pinheiro, P. M. (14 de outubro de 2024). RTP Play. ''Visita Guiada''. Obtido em 26 de outubro de 2024, de <nowiki>https://www.rtp.pt/play/p13200/e800944/visita-guiada</nowiki>


* Abraços, M. F. Viegas, C., Macedo, M. (1993 ): ''Dicionário de Motivos Geométricos no Mosaico Romano'', Liga dos Amigos de Conimbriga, Conimbriga.
Viegas, C., Abraços , F., & Macedo, M. (1993). ''Dicionário de motivos geométricos no mosaico romano.'' Conimbriga: Liga dos amigos de Conimbriga.
* Balmelle, C., Blanchard-Lemée, M., & Darmon, J.-P. (2002): ''Le décor géométrique de la mosaïque romaine II''. Picard.
* Carretas, J., Pancadares, C.: ''Mosaico Romano em Portugal, Tapete do peristilo da Casa dos Repuxos em Conimbriga,'' Faculdade de Ciências Sociais e Humanas, Universidade Nova de Lisboa - http://www2.fcsh.unl.pt/cadeiras/Opusmusiuum/m.conimbriga0001.html
* Correia, V. H. (2013): ''A Arquitectura Doméstica de Conímbriga e as Estruturas Económicas e Sociais da Cidade Romana'', Coimbra.
* Limão, F., Silva, M. (2015): ''Linhas de Fronteira no Desenho do Mosaico: Breve Reflexão Sobre as Relações entre Paineis Centrais e Molduras nos Pavimentos Musivos,'' Estudios sobre mosaicos antiguos y medievales, Luz Neira Jiménez Editora
* Oleiro, J. M. B. (1992): ''Corpus dos Mosaicos Romanos de Portugal, Vol. I, Conuentus Scallabitanus, Conimbriga, Casa dos Repuxos'', texto e imagens, Instituto Português dos Museus, Museu Nacional de Conímbriga, Conímbriga.

Edição atual desde as 15h52min de 6 de fevereiro de 2025

Mosaico 1.11.[editar | editar código-fonte]

Identificação[editar | editar código-fonte]

Localização actual Museu Monográfico, Museu Nacional de Conimbriga desde 2023, Condeixa-a-Velha e Condeixa-a-Nova
Localização admin. romana Ciuitas de Conimbriga, conuentus scalabitanus, província da Lusitânia
Cronologia Último quartel do século II-primeiro do século III

Estado da Arte[editar | editar código-fonte]

Em Portugal, a investigação sobre mosaico romano tem conhecido avanços embora ainda seja uma área que apresenta lacunas, existindo pouca informação no que diz respeito a este campo, segundo Cristina Oliveira (Oliveira, 2010, p. 253).

As ruínas da cidade de Conimbriga são conhecidas desde o século XVI, mas foi em 1873 que realmente começou o estudo da cidade através da criação de uma secção dedicada a esse estudo e de um Museu Arqueológico por parte do Instituto de Coimbra (Oleiro, CONIMBRIGA, 1973, pp. 1-2).

É a esta data que remetem as primeiras escavações. Em 1899, é elaborada a planta do oppidum e feitos os primeiros levantamentos de mosaicos. Mas, é apenas em 1929, que as escavações se tornam regulares, sob a direção de Virgílio Correia (Museus e Monumentos de Portugal, s.d.).

Com o prolongar das escavações e dos estudos acerca de Conimbriga e dos seus mosaicos, tornou-se necessária a criação de documentos que permitissem a análise deste estudo, como é o caso de “CONIMBRIGA: A VIDA DE UMA CIDADE DA LUSITÂNIA (Correia, CONIMBRIGA A VIDA DE UMA CIDADE DA LUSITÂNIA, 2024), “MOSAICOS DE CONIMBRIGA ENCONTRADOS DURANTE AS SONDAGENS DE 1899” (Oleiro, MOSAICOS DE CONIMBRIGA ENCONTRADOS DURANTE AS SONDAGENS DE 1899, 1973), por exemplo.

No entanto, a obra mais emblemática é, sem dúvida, o Corpus dos Mosaicos Romanos em Conimbriga, “CONIMBRIGA CASA DOS REPUXOS” (Oleiro, I Conimbriga Casa dos Repuxos, 1992). Esta obra abrange o contexto história de Conimbriga e da Casa dos Repuxos e trabalha minuciosamente todos os mosaicos desta, tendo sido absolutamente indispensável para a realização deste trabalho.

Os estudos sobre Conimbriga e o Corpus da Casa dos Repuxos motivou outros trabalhos sobre o mosaico em território português, como é o caso de “PATRIMÓNIO ARQUEOLÓGICO E MUSEOLÓGICO DE CONIMBRIGA: INTERVENÇÕES DE CONSERVAÇÃO” (Almeida, 2020), “MOSAICO DA CORISCADA: METODOLOGIAS DE ANÁLISE” (Carvalho, 2018), e o Corpus sobre os “MOSAICOS ROMANOS DE PORTUGAL – O ALGARVE ORIENTAL” (Oliveira, 2010), também esta uma obra fundamental, analítica descritiva e documentada sobre os mosaicos romanos do Algarve.

Enquadramento/Contextualização Histórica[editar | editar código-fonte]

É no alto de um planalto que as ruínas da cidade romana de Conimbriga estão localizadas, pertencendo atualmente ao distrito de Coimbra. Este local conheceu várias ocupações por diversos povos, devido aos recursos naturais que apresentava. Proporcionava ainda uma proteção natural, devido ao terreno, e estava próxima de zonas que eram fontes de materiais e alimento (Correia, Conimbriga: a vida de uma cidade da Lusitânia, 2024, p. 19; 22).

O povo indígena que ocupava Conimbriga antes da chegada dos romanos também se deparou com dificuldades, nomeadamente na procura de recursos. Os hidráulicos foram o principal problema, apesar da proximidade do rio Ega. Os romanos rapidamente resolveram a fragilidade dos recursos hídricos através da construção de um aqueduto. Este povo indígena é de onde surge, possivelmente, o nome de Conimbriga os Cónios (Correia, Conimbriga: a vida de uma cidade da Lusitânia, 2024, p. 22; Limão, 2015, p. 1).

Palco de imensos acontecimentos históricos, Conimbriga perde-se no tempo. Desde a sua descoberta, em 1907, as investigações continuam em curso e o seu estudo está longe do fim. Até ao momento, as escavações realizadas correspondem a 14%, tendo, por isso, ainda muito a revelar (Pinheiro, 2024; Oleiro, I Conimbriga Casa dos Repuxos, 1992, p. 10).

O período de Conimbriga abordado ao longo deste o trabalho, corresponde à ocupação romana, que teve início no ano de 138 a.C.  (Pinheiro, 2024; Limão, 2015).

No campo da arquitetura civil, das habitações, na Conimbriga romana, dominam os insulae e as domus, com peristylum, como é o caso da Casa dos Repuxos. Em ambas as arquiteturas pública e privada, os elementos decorativos são abundantes, tendo o mosaico alcançado um lugar de destaque (Bento, 2019, p. 6).

A Casa dos Repuxos, domus que alberga o mosaico em estudo, é uma obra arquitetónica que foi fruto da remodelação de um edifício anterior dedicado ao comércio e à manufatura. Tendo sido construído em meados do século I (Bento, 2019, p. 6; Oleiro, I Conimbriga Casa dos Repuxos, 1992).

Entre 120 e 150, teve lugar uma remodelação do local pelos seus proprietários. O resultado foi a construção de uma residência aristocrática de grandes dimensões, cuja função durou até meados do século III. Os seus mosaicos albergam cerca de 1800 anos, sendo possível corroborar a sua elevada resistência, devido à prolongada exposição aos agentes climáticos (Bento, 2019; Oleiro, I Conimbriga Casa dos Repuxos, 1992).

Em meados do século III-IV, não passa despercebida a drástica redução do perímetro da cidade de Conimbriga devido à construção da segunda muralha, esta já defensiva, que tinha como objetivo a proteção da cidade das invasões dos povos germânicos, conhecidos como “bárbaros”, que se tornaram cada vez mais regulares (Almeida, 2020, p. 6).

Os materiais utilizados e a sua construção denotam a pressa e o desespero dos romanos de a verem concluída. Foram utilizados materiais de outras construções, que não iriam estar inclusas na fortificação, devido à topografia do terreno  (Pinheiro, 2024).

A Casa dos Repuxos, redescoberta em 1939, foi um dos vários edifícios sacrificados, mas outros domus tiveram o mesmo destino. É de salientar o seu gosto requintado, comprovado através dos mosaicos nelas existentes (Cravo, Bonifácio, & Amaral, 1992/2005; Oleiro, I Conimbriga Casa dos Repuxos, 1992, p.9).

A Casa dos Repuxos foi uma das primeiras construções romanas, em Conimbriga e, atualmente, é um dos maiores pontos de interesse da cidade, devido à qualidade dos seus mosaicos. Todo este interesse, curiosidade e vontade de saber mais sobre Conimbriga e os povos que por ela passaram, levam a investigações e estudos constantes. O resultado são descobertas extremamente importantes, como por exemplo, a técnica de conservação in situ dos mosaicos (Bento, 2019, p. 27).

Descrição[editar | editar código-fonte]

Decomposição Visual/Gráfica[editar | editar código-fonte]

Figura I - Planta e localização do mosaico 1.11. no peristilo da Casa dos Repuxos. Imagem retirada do Corpus. Desenho feito por Mafalda Pereira e Maria Carvalho.
Figura II - Imagem do mosaico 1.11. com indicações da moldura e do painel, com especificações. Fotografias retiradas do Corpus, estampas 17 e 14. Colagem realizada por Mafalda Pereira e Maria Carvalho.
Figura III - Desenho de uma parte do mosaico 1.11. Esboço realizado por Mafalda Pereira e Maria Carvalho.
Figura IV - Desenho dos motivos presentes no mosaico 1.11. Esboço realizado por Mafalda Pereira e Maria Carvalho.

Verbal[editar | editar código-fonte]

O mosaico 1.11. da Ala Nordeste do Peristilo da Casa dos Repuxos, é composto por um painel retangular com 7,50 metros de comprimento por 2,90 metros de largura, com moldura de 7,50 metros de comprimento e 90cm de largura (Oleiro, I Conimbriga Casa dos Repuxos, 1992).

A área interna do mosaico mede 7,35 metros de comprimento por 2 metros de largura. O material utilizado na sua constituição é o calcário, recorrendo-se a tesselas de cores branca, preta, amarela e vermelha (Oleiro, I Conimbriga Casa dos Repuxos, 1992).

De um modo geral, o mosaico pode ser dividido em duas partes, a moldura e o painel central. Seguindo a regra geral, a descrição será realizada da periferia para o centro, que pode ser acompanhada através da figura II, para uma melhor visualização da composição e dos motivos presentes no mosaico.

O painel deste mosaico, designado 1.11.1., está envolto numa moldura, composta apenas por um filete amarelo, e as faixas de ligação são formadas por tessela brancas (Oleiro, I Conimbriga Casa dos Repuxos, 1992).

A zona do painel, próxima às molduras, é designada de espaço residual, local onde estão representadas peltas negras com as pontas tangentes à moldura, primeiro desenho da figura IV (Oleiro, I Conimbriga Casa dos Repuxos, 1992).

O painel do mosaico apresenta uma composição ortogonal de quadrados sobre o vértice, ligados entre si por retângulos, com losangos negros inclusos. Determinando, assim, uma figura geométrica cruciforme (Viegas, Abraços , & Macedo, 1993, p. 24).

Este motivo deixa áreas incompletas, em branco. Como complemento, nos quadrados sobre o vértice, foram representados, no seu interior, florões. Neste caso, o florão referido é designado como Florão 1 (visível no segundo desenho da figura IV composto por quatro formas lanceoladas, cruzadas por quatro pétalas apontadas, de espessura delgada com formato triangular, que, ao centro, apresentam dois quadrados sobrepostos (Viegas, Abraços , & Macedo, 1993, pp. 29, 54).

Dentro da forma cruciforme está presente o Florão 2, constituído por formas lanceoladas, cruzadas por quatro formas cordiformes contornadas. No centro, apresentam-se dois círculos sobrepostos que, no final, alternam as cores. Este florão corresponde ao quarto desenho da figura IV (Viegas, Abraços , & Macedo, 1993, p. 54).

Ainda foi identificado um terceiro tipo de florão – uma variante do tipo 2 -, denominado 2.1. Este encontra-se nos mosaicos 1.4. e 1.13. das alas do peristilo, que têm um motivo semelhante ao investigado neste trabalho. Contudo, esta figura não se encontra presente no mosaico 1.11.

O mosaico apresenta várias áreas danificadas e restauros que remontam à antiguidade, frequentemente realizadas com fragmentos de outros mosaicos e sem seguir o esquema original. Entre esses restauros destacam-se duas suásticas e quatro losangos inseridos em retângulos, formando um “L” (Oleiro, I Conimbriga Casa dos Repuxos, 1992).

No corpus, também é referida a existência de um peixe, que utiliza a paleta preto, branco e vermelho, apesar desta figura não ser visível nas fotos apresentadas. A parte leste do painel é a mais comprometida em termos de restauros, sendo possível que algumas dessas intervenções derivem de camadas anteriores do próprio painel (Oleiro, I Conimbriga Casa dos Repuxos, 1992).

Em 1959, o mosaico 1.11. da Ala Nordeste da Casa dos Repuxos, foi arrancado para ser consolidado sobre vinte e duas placas de betão armado. No entanto, as suas falhas ainda não foram recuperadas, tendo ainda mantido todos os restauros e remendos antigos. Como referido no corpus, em 1992, o mosaico não foi objeto de estudo (Oleiro, I Conimbriga Casa dos Repuxos, 1992).

[Imagens e Iconografia do Objeto][editar | editar código-fonte]

Figura V - Vista aérea de Conimbriga. Imagem retirada do livro "Conimbriga: a vida de uma cidade da Lusitânia" de Virgílio, Hipólito Correia.
Figura VI - Imagem onde é visível o mosaico 1.11. Imagem retirada do Corpus, estampa 16.

Fontes e Bibliografia[editar | editar código-fonte]

Almeida, B. J. (2020). PATRIMÓNIO ARQUEOLÓGICO E MUSEOLÓGICO DE CONÍMBRIGA:INTERVENÇÕES DE CONSERVAÇÃO . Coimbra.

Bento, F. A. (2019). EESTUDO DOS ELEMENTOS DECORATIVOS ROMANOS: UMA INTERVENÇÃO - Decoração privada romana em Conímbriga. Universidade de Coimbra. Obtido em 30 de outubro de 2024, de https://estudogeral.uc.pt/bitstream/10316/93352/1/FilipaBento_versaofinal.pdf

Carvalho, M. J. (2018). MOSAICO DA CORISCADA: METODOLOGIAS DE ANÁLISE. Coimbra.

Correia, V. H. (2024). CONIMBRIGA A VIDA DE UMA CIDADE DA LUSITÂNIA. Imprensa da Universidade de Conimbriga.

Correia, V. H. (2024). Conimbriga: a vida de uma cidade da Lusitânia. Imprensa da Universidade de Conimbriga. doi:https://doi.org/10.14195/978-989-26-2484-6

Cravo, J., Bonifácio, H., & Amaral, C. (1992/2005). Cidade romana de Conímbriga / Ruínas de Conímbriga. Obtido em 30 de outubro de 2024, de SIPA: http://www.monumentos.gov.pt/Site/APP_PagesUser/SIPA.aspx?id=2710

Museus e Monumentos de Portugal. (s.d.). Obtido de Museu Nacional de Conimbriga: https://www.museusemonumentos.pt/pt/museus-e-monumentos/museu-nacional-de-conimbriga

Oleiro, J. M. (1973). CONIMBRIGA. Coimbra.

Oleiro, J. M. (1973). Mosaicos de Conimbriga encontrados durante as sondagens de 1899. Imprensa da Universidade de Coimbra.

Oleiro, J. M. (1992). I CONIMBRIGA CASA DOS REPUXOS (Vol. I). Conímbriga: Instituto Português de Museus Museu Monográfico de Conímbriga. Obtido em 30 de outubro de 2024

Oliveira, C. F. (2010). MOSAICOS ROMANOS DE PORTUGAL O ALGARVE ORIENTAL. Coimbra.

Pinheiro, P. M. (14 de outubro de 2024). RTP Play. Visita Guiada. Obtido em 26 de outubro de 2024, de https://www.rtp.pt/play/p13200/e800944/visita-guiada

Viegas, C., Abraços , F., & Macedo, M. (1993). Dicionário de motivos geométricos no mosaico romano. Conimbriga: Liga dos amigos de Conimbriga.