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| |'''Localização actual''' | | |'''Localização actual''' |
| |Museu Nacional de Conimbriga (até 2023, conhecido como Museu Monográfico de Conimbriga), Condeixa-a-Velha e Condeixa-a-Nova, Condeixa-a-Nova, no distrito de Coimbra. | | |''museu ou sítio arqueológico, freguesia, concelho, distrito'' |
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| | ex: Museu Monográfico de Conímbriga, Condeixa-a-Velha e Condeixa-a-Nova |
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| |'''Localização admin. romana''' | | |'''Localização admin. romana''' |
| |Ciuitas de Conimbriga, Conuentus Scalabitanus, na província da Lusitânia. | | |''ciuitates, província'' |
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| | ex: Ciuitas de Conimbriga, província da Lusitânia |
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| |'''Cronologia''' | | |'''Cronologia''' |
| |Segundo quartel do séc. III, 226-250. | | |''indicar a data atribuída em anos e séculos'' |
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| | ex: 145-160, meados do séc. II |
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| == Estado da Arte == | | == Estado da Arte == |
| O levantamento e descrição deste mosaico é feita pela primeira vez no ''Corpus dos Mosaicos Romanos de Portugal, vol I - Casa dos Repuxos, Conímbriga,'' (Oleiro, 1992), que inclui a análise de cada mosaico da casa, incluindo cores, técnicas, tamanho e iconografia.
| | Estado da Arte do objeto selecionado, através da apresentação e análise crítica das fontes bibliográficas que revelem a importância do objeto no contexto do estudo dos mosaicos romanos em território português. |
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| Mais tarde, em ''Le Décor Géométrique de la Mosaïque Romaine II'' (Balmelle, Blanchard-Lemée, Darmon, 2002) é feita uma análise dos vários padrões e motivos que podem ser encontrados nos mosaicos romanos, onde é feita uma curta menção do mosaico em estudo (p. 209).
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| Em 2010, na tese de doutoramento ''A Arquitectura Doméstica de Conímbriga e as Estruturas Económicas e Sociais da Cidade Romana'' (Correia, 2010), é desenvolvido a arquitetura doméstica e compreende um capítulo dedicado à Casa dos Repuxos e aos seus mosaicos.
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| No entanto, o mosaico em si ainda não foi objeto de um estudo aprofundado ou exclusivo.
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| == Enquadramento/Contextualização Histórica == | | == Enquadramento/Contextualização Histórica == |
| As ruínas da Casa dos Repuxos, na cidade romana de Conimbriga e o seu conjunto de mosaicos foram encontradas durante as escavações da Casa de Cantaber, que se iniciaram em 1929, devido à projeção da edificação de um parque de estacionamento adjacente ao lado exterior da muralha do Baixo Império. É tomada a decisão de preservação ''in situ'' dos mosaicos, onde ainda hoje se situam.
| | (indicar o contexto espaço e tempo do achado do mosaico e o contexto histórico, arqueológico, arquitectónico do mosaico); ex.: O Mosaico do labirinto e do minotauro foi encontrado na cidade romana de Conimbriga na zona intramuros (no interior das muralhas da Antiguidade Tardia) no curso das primeiras escavações feitas no local em 1899 patrocinadas pela rainha D. Amélia. A localização exata do achado do mosaico não foi registada na altura. No entanto, pode colocar-se a hipótese de este mosaico ter pertencido a uma casa/domus situada intramuros e designada como Casa de Cantaber, cujo plano arquitectural data da segunda metade do século I….) |
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| As escavações nesta casa foram então realizadas entre agosto e outubro de 1939 (Correia, 2013, p. 149), após ser encontrada durante as escavações junto à muralha, mas apenas em 1953 é iniciado o restauro dos mosaicos, auxiliado pelo arqueólogo e estudioso do mosaico romano, João Manuel Bairrão Oleiro (Correia, 2013, p. 20).
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| Sob a direção de Bairrão Oleiro, é então criado o Museu Monográfico de Conímbriga em 1962 e é estabelecida uma relação com a Universidade de Bordéus, que deu origem às escavações luso-francesas entre 1964 e 1974.
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| Em 1991 e 1992 é instalada uma cobertura de proteção sobre a Casa dos Repuxos, que se mantém até à presente data e feitas algumas intervenções e revisões de dados das escavações realizadas nos anos 50.
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| O mosaico estudado encontra-se no interior da Casa dos Repuxos, no canto nordeste do peristilo. Esta casa, edificada em meados do século I d.C. de acordo com o material encontrado nos entulhos, no reinado de Cláudio ou Nero, tinha inicialmente um intuito comercial e artesanal, mas é posteriormente remodelada e adaptada para uma residência aristocrática no início do século II d.C., no reinado de Adriano (Cf Correia, 2004, pp. 54-55) e estende-se até ao século III d.C., quando é destruída para se realizar a construção da muralha do Baixo Império para a proteção das invasões germânicas. Foi nestas alterações que as caves foram fechadas e o piso superior foi quase todo alterado, sendo instalado o conjunto de mosaicos.
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| == Descrição == | | == Descrição == |
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| === Decomposição Visual/Gráfica === | | === Decomposição Visual/Gráfica === |
| O mosaico apresenta motivos decorativos geométricos, vegetalistas e objetos e uma composição centrada com um fundo branco. Decompõe-se de um painel emoldurado que inclui 4 espaços residuais e medalhão, que, por si, decompõe-se de 4 molduras com 4 quadrados e 8 losangos centrados num quadrado. Encontra-se na casa dos repuxos, no canto nordeste do peristilo, que define a área central da casa.
| | Motivos decorativos (p.ex.: geométricos, vegetalistas, mistos); |
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| === Verbal ===
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| '''O Mosaico 1.9'''
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| Segundo a obra de Oleiro (p. 55), o mosaico '''(1.9)''' do canto nordeste do peristilo encontra-se preservado. Tem um formato quadrangular de 196 x 196 cm, com uma densidade de 93 tesselas por dm2 e com um tamanho médio de tesselas entre 9 a 11 mm. Este mosaico apresenta uma composição centrada, com um medalhão no seu centro, cuja circunferência tem 181 cm de diâmetro. O peristilo está delimitado pelas molduras de filetes pretos e amarelos e um meandro de suásticas.
| | Composição (p.ex.: ortogonal, triaxial, centrada…) |
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| * '''O Painel 1.9.1D e Moldura 1.9.1.1'''
| | Identificação de cenas iconográficas (p.ex.: Cena do Labirinto e do Minotauro). |
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| O painel '''(1.9.1D)''' de fundo branco delimita-se por uma moldura '''(1.9.1.1)''' de filete preto de 3 tesselas com um medalhão incluso. Encaixados nos espaços residuais '''A1''' e '''A3''', encontram-se dois ''crater'' ligeiramente diferentes um do outro, sendo um deles mais estreito, ambos de cores vermelha, preta, branca e amarela, alternando com dois cálices vegetais estilizados nos espaços '''A2''' e '''A4''', de cores vermelha, preta e amarela. Os vasos estão nos cantos nordeste e sudoeste, enquanto os cálices estão nos cantos noroeste e sudeste. De cada um destes elementos, emergem duas gavinhas.
| | === Verbal === |
| | | Indicar uma descrição verbal que retrate a disposição visual do mosaico iniciando-se, por exemplo, do exterior para o interior utilizando o léxico específico do mosaico romano (ver bibliografia da unidades curriculares de História da Arte e Cultura Clássicas e descrições em <nowiki>http://www2.fcsh.unl.pt/cadeiras/Opusmusiuum/home.html</nowiki> ) (p.ex.: O mosaico do labirinto e do minotauro é um mosaico incompleto, com um formato quadrangular ou rectangular rodeado por uma moldura. Esta moldura representa uma muralha de cidade em aparelho isódomo intervalado com portões de entrada a meio da muralha e torres nos cantos/ângulos. Os portões e torres estão coroadas com merlões em formato de um T. O espaço do mosaico delimitado por esta moldura é ocupado por uma padrão de labirinto em meandro em formato de L tendo no centro o rosto do Minotauro…). |
| * '''As Molduras 1.9.1.2, 1.9.1.3, 1.9.1.4 e 1.9.1.5'''
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| O medalhão tem 4 molduras, a mais exterior '''(1.9.1.2)''' é constituída por uma trança, em ilhó branca, de dois cordões. Um dos cordões é vermelho, branco e preto, o outro é amarelo, branco e preto. A trança está incluída numa faixa preta que se segue por um intervalo em filete branco. A moldura seguinte '''(1.9.1.3)''' é composta por um filete preto montado com dentículo quadrangular de 2x2 tesselas. A parte central do medalhão é emoldurada por dois filetes, um amarelo '''(1.9.1.4)''' e outro, preto '''(1.9.1.5)''', ambos de 2 tesselas. | |
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| * '''O Esquema Interior do Medalhão'''
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| No interior do medalhão, centrados num quadrado preto e delineados por um filete preto de 2 tesselas, inscrevem-se 4 quadrados pretos menores assentes no vértice tangentes às faces do quadrado central e 8 espaços residuais em formato de losango, de forma a criar uma estrela de 8 pontas. Nos espaços residuais entre a estrela e a moldura '''(1.9.1.5)''' encaixam-se triângulos isósceles amarelos e vermelhos concêntricos ao respetivo espaço. Nos espaços residuais losangulares, também se encontram losangos concêntricos amarelos e vermelhos. Os quadrados menores incluem outro quadrado negro concentrico, onde se encontram nós de Salomão pretos, brancos, vermelhos e amarelos. Encaixado no quadrado central encontra-se uma trança encanastrada de 4 cordões em ilhó, preta, branca, amarela e vermelha. Adicionalmente também se repara que um dos losangos é diferente dos outros, este é vermelho com um perfil denteado de 1x1 tessela, que inclui um losango preto concêntrico. Não se sabe certamente porque esta particularidade, mas assume-se ser um mero capricho do autor ou uma assinatura. | | No caso de o mosaico estar localizado num determinado espaço arquitectónico, devem ser indicados os pontos cardeais e usados para descrever o mosaico (p.ex.: o painel leste do mosaico situado no triclinium da Casa dos Repuxos…). |
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| == [Imagens e Iconografia do Objeto] == | | == [Imagens e Iconografia do Objeto] == |
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| == Fontes e Bibliografia == | | == Fontes e Bibliografia == |
| | | Indicar a bibliografia consultada e a bibliografia recomendada. Para cada imagem, indicar a numeração, legenda e fonte/bibliografia. |
| * Abraços, M. F. Viegas, C., Macedo, M. (1993 ): ''Dicionário de Motivos Geométricos no Mosaico Romano'', Liga dos Amigos de Conimbriga, Conimbriga.
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| * Balmelle, C., Blanchard-Lemée, M., & Darmon, J.-P. (2002): ''Le décor géométrique de la mosaïque romaine II''. Picard.
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| * Carretas, J., Pancadares, C.: ''Mosaico Romano em Portugal, Tapete do peristilo da Casa dos Repuxos em Conimbriga,'' Faculdade de Ciências Sociais e Humanas, Universidade Nova de Lisboa - http://www2.fcsh.unl.pt/cadeiras/Opusmusiuum/m.conimbriga0001.html
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| * Correia, V. H. (2013): ''A Arquitectura Doméstica de Conímbriga e as Estruturas Económicas e Sociais da Cidade Romana'', Coimbra.
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| * Limão, F., Silva, M. (2015): ''Linhas de Fronteira no Desenho do Mosaico: Breve Reflexão Sobre as Relações entre Paineis Centrais e Molduras nos Pavimentos Musivos,'' Estudios sobre mosaicos antiguos y medievales, Luz Neira Jiménez Editora
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| * Oleiro, J. M. B. (1992): ''Corpus dos Mosaicos Romanos de Portugal, Vol. I, Conuentus Scallabitanus, Conimbriga, Casa dos Repuxos'', texto e imagens, Instituto Português dos Museus, Museu Nacional de Conímbriga, Conímbriga.
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Identificação
| Localização actual
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museu ou sítio arqueológico, freguesia, concelho, distrito
ex: Museu Monográfico de Conímbriga, Condeixa-a-Velha e Condeixa-a-Nova
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| Localização admin. romana
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ciuitates, província
ex: Ciuitas de Conimbriga, província da Lusitânia
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| Cronologia
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indicar a data atribuída em anos e séculos
ex: 145-160, meados do séc. II
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Estado da Arte
Estado da Arte do objeto selecionado, através da apresentação e análise crítica das fontes bibliográficas que revelem a importância do objeto no contexto do estudo dos mosaicos romanos em território português.
Enquadramento/Contextualização Histórica
(indicar o contexto espaço e tempo do achado do mosaico e o contexto histórico, arqueológico, arquitectónico do mosaico); ex.: O Mosaico do labirinto e do minotauro foi encontrado na cidade romana de Conimbriga na zona intramuros (no interior das muralhas da Antiguidade Tardia) no curso das primeiras escavações feitas no local em 1899 patrocinadas pela rainha D. Amélia. A localização exata do achado do mosaico não foi registada na altura. No entanto, pode colocar-se a hipótese de este mosaico ter pertencido a uma casa/domus situada intramuros e designada como Casa de Cantaber, cujo plano arquitectural data da segunda metade do século I….)
Descrição
Decomposição Visual/Gráfica
Motivos decorativos (p.ex.: geométricos, vegetalistas, mistos);
Composição (p.ex.: ortogonal, triaxial, centrada…)
Identificação de cenas iconográficas (p.ex.: Cena do Labirinto e do Minotauro).
Verbal
Indicar uma descrição verbal que retrate a disposição visual do mosaico iniciando-se, por exemplo, do exterior para o interior utilizando o léxico específico do mosaico romano (ver bibliografia da unidades curriculares de História da Arte e Cultura Clássicas e descrições em http://www2.fcsh.unl.pt/cadeiras/Opusmusiuum/home.html ) (p.ex.: O mosaico do labirinto e do minotauro é um mosaico incompleto, com um formato quadrangular ou rectangular rodeado por uma moldura. Esta moldura representa uma muralha de cidade em aparelho isódomo intervalado com portões de entrada a meio da muralha e torres nos cantos/ângulos. Os portões e torres estão coroadas com merlões em formato de um T. O espaço do mosaico delimitado por esta moldura é ocupado por uma padrão de labirinto em meandro em formato de L tendo no centro o rosto do Minotauro…).
No caso de o mosaico estar localizado num determinado espaço arquitectónico, devem ser indicados os pontos cardeais e usados para descrever o mosaico (p.ex.: o painel leste do mosaico situado no triclinium da Casa dos Repuxos…).
[Imagens e Iconografia do Objeto]
Mapas, plantas, alçados, fotografias recentes/antigas, estampas, etc., com numeração, legenda individual que identifique a imagem e o autor ou da fonte da imagem.
Fontes e Bibliografia
Indicar a bibliografia consultada e a bibliografia recomendada. Para cada imagem, indicar a numeração, legenda e fonte/bibliografia.