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Mosaico do Grande Corredor; Cubículo Noroestencipal

Fonte: Opustessellatum-PT

Mosaico do Grande Corredor; Cubículo Noroeste[editar | editar código-fonte]

Mosaico do Grande Corredor; Cubículo Noroeste. Imagem fornecida por Filomena Limão
                                                          Localização Atual     Pars Urbana, Villa Romana, Complexo Monumental de Santiago da Guarda, Conselho de Ansião, Freguesia de Leiria

Localização admin. romana

Ciuitas: Cunimbriga ou Sellium

Conuentus: Scalabitanus

Província: Lusitânia

                                                             Cronologia                                           

Séc. IV-V


Estado da Arte

Para a produção deste trabalho escrito foram utilizadas como principais fontes de informação os estudos sobre a Villa Romana de Santiago da Guarda feitos por Luís Campos Ribeiro (em destaque no livro Horizontes Artísticos Da Lusitânia Dinâmicas da Antiguidade Clássica e Tardia em Portugal; The Villa of Santiago da Guarda pp. 338-355) e dos trabalhos de Rodrigo Pereira e Filomena Limão que foram de suma importância no que tange a localização e mapeamento do Mosaico dentro da planta, para a contextualização da história antiga, moderna e contemporânea do local onde hoje se situa o Complexo Monumental de Santiago da Guarda, além de informações relevantes como as medidas, pigmentação e o estado de preservação do Mosaico. No âmbito da análise do Mosaico o “Dicionário de Motivos Geométricos no Mosaico Romano” de Viegas, Abraços e Macedo foi essencial durante o processo de classificação e identificação dos motivos presentes nas composições dos mosaicos, vale destacar que qualquer informação que não esteja nas fontes vem da análise dos autores deste trabalho.

Medidas

8,70 x 6,10 m (PEREIRA, 2016)

Material/Cor

Calcário/ Branco, azul-preto, azul-claro, vermelho, rosa, amarelo

N°11 Painel Central – Painel das Flores

O Painel Central apelidado de Painel das Flores (nome dado pelos autores deste trabalho), apresenta uma composição ortogonal de círculos, semicírculos, triângulos e de quadrados sobre o vértice, todas com um bordo trançado de duas cordas, ainda se observa diversos elementos vegetalistas como o florão presente no interior dos círculos e  outro elemento desconhecido entre as tranças que se supõe que poderia ser a representação de figos, porém não se pode afirmar com exatidão; a considerável quantidade de elementos deste género podem refletir a vida campesina que seria comum aos proprietários da Villa.

Nº12 Moldura do Painel Central

A Moldura do Painel Central estende-se por todo o cubículo da entrada a parede norte por ser tão grande é o único a ter contato com todos os outros sendo essencial para a harmonia estética dos Mosaicos do Cubículo Noroeste, compartilha com o Painel Central o motivo geométrico das tranças de duas cordas, tornando-se complementar a composição do Painel.


Nº13 Painel Lateral do Painel Central; Este

O Painel Lateral Este apresenta uma composição de chevron em direção austral com tapete único sendo dotado de uma policromia em tons de vermelho, azul e amarelo o que faz o mosaico assemelhar-se a um Arco-íris.

Nº14 Painel Lateral do Painel Central; Oeste

Este Painel localize no oeste do cubículo; o painel apresenta uma composição de dois tapetes Chevron policromáticos, devido a este fator assim como Nº13 aparenta ser um “Arco-íris” realçam o conteúdo do painel, decorados por dois tapetes em Chevron em arco-íris a este e oeste.

Nº15 Painel da Soleira (entrada) da porta

O Painel da soleira ficava na entrada para o cubículo, possui um tapete de chevron é composto por pequenas tesselas de cerâmica em Chevron, organizadas com o formato de padrões geométricos intricados, além da sua beleza estética serviam para marcar a transição entre ambientes.

Nº16 Moldura Este e Nº17 Moldura Oeste da Entrada

Ambos estão posicionados nas laterais do mosaico nº15 como se continuassem por trás dele, apresentam a composição de florzinha em cruz com efeito de relevo, no interior das flores podem ser encontradas as cores azul-claro, amarelo e vermelho.

Nº18 Painel Lateral da Entrada; Este

Este mosaico está no sudeste do Cubículo cercada por um filete amarelo, ao qual o mesmo apresenta uma composição ortogonal em quadricula de Faixa que formam quadrados e retângulos policromáticos algo que é percetível são as tesselas que se encontram no cruzamento das faixas possuem uma coloração avermelhada destacando-se sobres as faixas, com relação a policromia pode-se perceber que a pigmentação das tesselas de vermelho, azul e amarelo seguem uma linha horizontal e assumem tons mais fortes conformes se aproximam dos centros. (RIBEIRO, pp. 9)

Nº19 Painel Lateral da Entrada; Oeste

Este mosaico localize no sudoeste do Cubículo; apresenta uma Composição em Escamas cercada por filete amarelo, as pigmentações das escamas seguem e horizontais em tons de amarelo, azul-claro e vermelho. (RIBEIRO, pp. 9)



O mosaico constitui um dos maiores e mais significativos testemunhos da técnica, expressão histórica e engenho artístico da presença romana no mundo mediterrânico ao longo da Antiguidade Clássica e Tardia. O mosaico reveste sobretudo pavimentos de espaços públicos e privados, mas também se apresenta em paredes e tetos.

No atual território português, encontram-se muitos exemplos de mosaico romano in situ, museus, centros interpretativos ou guardados em reserva. Nalguns casos, conservam-se painéis quase completos, permitindo a análise dos temas decorativos e a compreensão da sua pertença num determinado espaço. Noutros, conservam-se fragmentos que desafiam a leitura do investigador e a possibilidade de completar o puzzle. Os mosaicos de Conímbriga, constituem um caso de estudo emblemático para a compreensão da arte musiva no espaço urbano, mas existem outros. Em contexto rural (Villae), os vestígios são em maior número e mais dispersos. O estudo do mosaico romano pode ser realizado em diversas vertentes, desde a material, concretizada na expressão Opus Tessellatum (obra feita a partir das tesselas), até à decorativa e iconográfica.

Objectivos[editar | editar código-fonte]

  • Iniciar os estudantes nas práticas metodológicas de investigação, desde organização e gestão bibliográfica, à aquisição e tratamento de dados qualitativos/quantitativos diversos, usando ferramentas digitais que lhes permitirão analisar e interpretar os dados de uma forma rigorosa, comparativa e integrada.
  • Este trabalho constitui um caminho para um estudo maior e necessário que junte os mosaicos romanos em território português num corpus digital, proporcionando uma leitura global dos temas e motivos contextualizada e comparada com o restante mundo romano.