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	<title>Porto Renascentista - Contribuições do utilizador [pt]</title>
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	<updated>2026-06-10T20:49:25Z</updated>
	<subtitle>Contribuições do utilizador</subtitle>
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		<id>https://wikimedia.pt/PortoRenascentista/index.php?title=Igreja_e_Mosteiro_de_S%C3%A3o_Bento_da_Vit%C3%B3ria_do_Porto&amp;diff=238</id>
		<title>Igreja e Mosteiro de São Bento da Vitória do Porto</title>
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		<updated>2025-03-08T17:21:52Z</updated>

		<summary type="html">&lt;p&gt;Danielafernandes01: &lt;/p&gt;
&lt;hr /&gt;
&lt;div&gt;[[Ficheiro:Fachada São Bento da Vitória.jpg|esquerda|miniaturadaimagem|Fotografia da fachada da igreja do mosteiro de São Bento da Vitória do Porto. Esta imagem foi capturada através da Rua de São Bento da Vitória. ]]&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
== Identificação ==&lt;br /&gt;
{| class=&amp;quot;wikitable&amp;quot;&lt;br /&gt;
|&#039;&#039;&#039;Designação&#039;&#039;&#039;&lt;br /&gt;
|Mosteiro de São Bento da Vitória &lt;br /&gt;
|-&lt;br /&gt;
|&#039;&#039;&#039;Localização&#039;&#039;&#039;&lt;br /&gt;
|Distrito do Porto, União das Freguesias de Cedofeita, Santo Ildefonso, Sé, Miragaia, São Nicolau e Vitória&#039;&#039;,&#039;&#039; Rua de São Bento da Vitória 45, 4050-542, junto ao edifício do atual Centro Português de Fotografia&lt;br /&gt;
|-&lt;br /&gt;
|&#039;&#039;&#039;Cronologia&#039;&#039;&#039;&lt;br /&gt;
|Séculos XVII-XVIII&lt;br /&gt;
|-&lt;br /&gt;
|&#039;&#039;&#039;Autor(es)&#039;&#039;&#039;&lt;br /&gt;
|Diogo Marques Lucas&lt;br /&gt;
|}&lt;br /&gt;
O Mosteiro de São Bento da Vitória é uma arquitetura de tipologia religiosa. Pertencia à Ordem Beneditina, instituída por S. Bento (480-547) em 529. Foi fundado em 1598 após a ordenação do capítulo Geral, em 1546, celebrada em Tibães, data onde foi tomada a decisão da fundação deste mosteiro. Após longas e complicadas negociações, os monges da Antiga Congregação Beneditina Portuguesa decidiram erguer este mosteiro como símbolo de presença monástica e ponto de apoio para os monges que viajavam de norte a sul ou vice-versa. Situava-se dentro das muralhas medievais do velho burgo junto à porta do Olival em terrenos cedidos pela Câmara que anteriormente abrigavam parte da judiaria nova. A sua construção teve como base a traça inicial de Diogo Marques Lucas, arquiteto do rei trazido de Lisboa pelo D. Abade Geral. No entanto, a sua construção seria lenta e não contínua, tendo-se prolongado quase ao longo de dois séculos, não só devido a certos entraves, principalmente no que se refere à aquisição dos terrenos, mas também porque os beneditinos nunca deixaram de transformar, ampliar e embelezar o seu mosteiro.&amp;lt;small&amp;gt;&amp;lt;sup&amp;gt;[1]&amp;lt;/sup&amp;gt;&amp;lt;/small&amp;gt; As obras iniciaram-se pela igreja em 1604 e a primeira pedra do mosteiro foi benzida pelo bispo D. Jerónimo de Meneses e colocada pelo próprio Abade Geral Frei Baltasar de Braga, ainda no segundo triénio, de 1596 a 1599.&amp;lt;small&amp;gt;&amp;lt;sup&amp;gt;[2]&amp;lt;/sup&amp;gt;&amp;lt;/small&amp;gt; Há quem considere que o mosteiro tenha sido concluído em 1646 e a igreja terminada em 1690. Contudo, a enorme extensão do período da execução das obras não permite identificar datas exatas.&amp;lt;small&amp;gt;&amp;lt;sup&amp;gt;[3]&amp;lt;/sup&amp;gt;&amp;lt;/small&amp;gt;&lt;br /&gt;
== Estado da Arte ==&lt;br /&gt;
Este objeto arquitetónico é referido na obra &#039;&#039;O Mosteiro de S. Bento da Vitória: quatrocentos anos&#039;&#039; (MORENO, 1997), bastante completa e de carácter geral, que apresenta o contexto histórico e a descrição do mosteiro e igreja. Além disso, as obras &#039;&#039;S. Bento da Vitória, do Porto, à luz dos «Estados» de Tibães&#039;&#039; (SMITH, 1950?) e &#039;&#039;Inventário Artístico de Portugal Cidade do Porto&#039;&#039; (QUARESMA, 1995) complementam o estudo do património integrado e oferecem descrições da igreja. &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
As dissertações de mestrado &#039;&#039;Os Conventos do Porto. Descontinuidades, Transformação e Reutilização&#039;&#039; (PEREIRA, 2007) e &#039;&#039;Do Sagrado ao Profano a reutilização adaptativa nos mosteiros portugueses – Mosteiro de Santa Maria do Bouro, Mosteiro de São Bento da Vitória e Mosteiro de Santo Tirso&#039;&#039; (SOARES, 2021), foram proveitosas no que concerne ao período após a extinção das ordens religiosas, à requalificação e às adaptações que o espaço sofreu. A tese de doutoramento &#039;&#039;Diálogos imagéticos. Iconografia beneditina em Portugal e a sua conexão com as fontes impressas da Idade Moderna&#039;&#039; (PAULA, 2023) facilitou o estudo na leitura iconográfica do património integrado, principalmente do cadeiral do coro alto. Relativamente ao cadeiral, a obra &#039;&#039;Cadeirais de Portugal&#039;&#039; (SMITH, 1968) e o artigo &#039;&#039;Hagiografia e iconografia beneditinas: Os “Diálogos” do papa S. Gregório Magno&#039;&#039; (DIAS, 2020) foram essenciais, tanto para a descrição formal como para a leitura iconográfica. Ainda no património integrado, o livro &#039;&#039;Obras de talha dourada, ensamblagem, e pintura na cidade e diocese do Porto&#039;&#039; (BRANDÃO, 1984) garantiu informações sobre autoria, datações e contratos.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Quanto ao estudo do claustro nobre do mosteiro, a tese de mestrado &#039;&#039;Claustros Serlianos em Portugal 1558 –163&#039;&#039; (SILVA, 2012) foi essencial para a descrição e compreensão do mesmo. Por fim, para conhecer o arquiteto responsável da traça inicial deste Mosteiro, a leitura da tese de doutoramento &#039;&#039;«O Eupalinos Moderno» Teoria e Prática da Arquitectura Religiosa em Portugal 1550-1640&#039;&#039; (RUÃO, 2006) e a consulta do &#039;&#039;Diccionario historico e documental dos architectos, engenheiros e constructores portuguezes ou a serviço de Portugal&#039;&#039; (VITERBO, 1899) revelaram-se fulcrais, pois apresentam alguns dados biográficos do responsável pelo projeto do edifício.&lt;br /&gt;
== Enquadramento ==&lt;br /&gt;
[[Ficheiro:Vista do Terreiro da Sé da Igreja de São Bento da Vitória.jpg|esquerda|miniaturadaimagem|Vista da fachada da Igreja de São Bento da Vitória, a partir do Terreiro da Sé do Porto. É possível observar a sua posição paralela ao atual Centro Português de Fotografia (CPF)]]&lt;br /&gt;
O Mosteiro de São Bento da Vitória situa-se no morro da freguesia da Vitória, junto à porta do Olival, dentro de muralhas, sem grande espaço para horta e cerca. Ocupa todo o interior do quarteirão entre a rua das Taipas, travessa das Taipas, rua de S. Bento da Vitória e travessa de S. Bento,  paralelo a norte com o edifício da antiga cadeia da Relação, atual Centro Português de Fotografia. Têm então um enquadramento urbano, erguendo-se em pleno centro histórico.&amp;lt;small&amp;gt;&amp;lt;sup&amp;gt;[4]&amp;lt;/sup&amp;gt;&amp;lt;/small&amp;gt; O facto de estar inserido num quarteirão sem cerca preservou o seu perímetro e a sua configuração exterior até hoje.&amp;lt;small&amp;gt;&amp;lt;sup&amp;gt;[5]&amp;lt;/sup&amp;gt;&amp;lt;/small&amp;gt; A fachada monumental da sua igreja está situada no ponto mais alto do conjunto, abrindo-se para uma rua estreita que dificulta uma leitura frontal, exceto através da observação em pontos altos da cidade, como por exemplo, no Terreiro da Sé, já que a fachada se volta na sua direção. O mosteiro tem uma área total de implantação de cerca de 4.000 m2, desenvolvendo-se ao redor de dois claustros. O próprio edifício faz a transição para o espaço exterior e a entrada principal fazia-se pela portaria que se encontrava ao lado da igreja na galilé na rua de S. Bento da Vitória. O acesso ao conjunto monástico faz-se hoje tanto através da rua das Taipas, onde atualmente se situa o Arquivo Distrital do Porto, como pela rua de S. Bento da Vitória, onde se localiza a fachada da igreja e faz-se o acesso ao mosteiro, agora pertencente ao Teatro Nacional de São João.&amp;lt;small&amp;gt;&amp;lt;sup&amp;gt;[6]&amp;lt;/sup&amp;gt;&amp;lt;/small&amp;gt; Nesta mesma rua, a sul, localiza-se a Igreja Paroquial de Nossa Senhora da Vitória, na confluência com a Rua da Bataria da Vitória. A sul, também se encontra o Miradouro da Vitória, onde os visitantes podem desfrutar de vistas sobre o casario da Vitória, o Rio Douro, a Sé Catedral, o Paço Episcopal, a Ponte Luís I e a zona beira-rio de Gaia.&amp;lt;small&amp;gt;&amp;lt;sup&amp;gt;[7]&amp;lt;/sup&amp;gt;&amp;lt;/small&amp;gt;&lt;br /&gt;
== Descrição ==&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
=== Objeto arquitetónico ===&lt;br /&gt;
A igreja de São Bento da Vitória é orientada a poente, não seguindo a orientação canónica das igrejas medievais. Isto acontece devido às condicionantes do terreno e à muralha medieval a este.&amp;lt;small&amp;gt;&amp;lt;sup&amp;gt;[8]&amp;lt;/sup&amp;gt;&amp;lt;/small&amp;gt; A igreja é de planta cruciforme, longitudinal, de nave única, precedida por uma galilé e transepto saliente. A fachada, toda de cantaria de granito, divide-se em três registos delimitados por cornijas salientes e vários corpos ritmados por pilastras. No primeiro registo, abrem-se cinco vãos para a rua de arco de volta perfeita, todos com gradeamentos de ferro, sendo o central mais alto do que os restantes que ostenta o brasão de armas da Ordem de São Bento e os outros quatro emblemas religiosos. No segundo registo, duas janelas com frontão curvo, flanqueando três nichos, os laterais com frontões triangulares e o central com frontão circular, com sobrecéu em forma de concha e imagens de barro pintado de Santa Escolástica, São Bento e Santa Gertrudes Magna. O terceiro registo, mais estreito e com remate lateral curvo é rasgado por uma janela termal interrompida por pilastras, que permite uma ampla iluminação no coro-alto da igreja. A rematar a fachada, sobre uma cornija, um último registo com frontão circular e um nicho que alberga a imagem de Nossa Senhora da Vitória, em homenagem à freguesia na qual se ergueu esta igreja e mosteiro. As duas torres quadrangulares, em cantaria com duplas pilastras nos cunhais e cobertas com cúpula bolbosas, foram integradas no corpo da igreja por cima das primeiras capelas laterais, depois da galilé.&amp;lt;small&amp;gt;[&amp;lt;sup&amp;gt;9]&amp;lt;/sup&amp;gt;&amp;lt;/small&amp;gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
A cobertura do corpo da igreja é de abóbada de berço em caixotões de granito bem lavrado, que se estende a todo o comprimento sendo intercetada pela abóbada do transepto e cruzeiro.&amp;lt;small&amp;gt;&amp;lt;sup&amp;gt;[10]&amp;lt;/sup&amp;gt;&amp;lt;/small&amp;gt; A nave tem seis capelas colaterais intercomunicantes entre si, de arco pleno e cobertura em abóbada de berço em caixotões, com retábulos de talha. Sobre quatro dessas capelas abrem-se janelas gémeas, quatro de cada lado, com varandas de ferro fundido douradas e sanefas de talha. Sobre o arco das restantes, junto ao coro-alto, estão os órgãos de tubos em talha, suportados por atlantes.&amp;lt;small&amp;gt;&amp;lt;sup&amp;gt;[11]&amp;lt;/sup&amp;gt;&amp;lt;/small&amp;gt; Apenas o órgão do lado da Epístola é verdadeiro, concebido e construído pelo irmão donato beneditino Fr. Manuel de S. Bento.&amp;lt;small&amp;gt;&amp;lt;sup&amp;gt;[12]&amp;lt;/sup&amp;gt;&amp;lt;/small&amp;gt; Junto ao transepto, nas extremidades da nave, estão os púlpitos.&amp;lt;small&amp;gt;&amp;lt;sup&amp;gt;[13]&amp;lt;/sup&amp;gt;&amp;lt;/small&amp;gt; Estes púlpitos erguem-se sobre peanhas ou mísulas de pedra, com grades torneadas de pau preto e são rematados por dois dóceis com imagens de Gabriel Rodrigues executadas em 1722.&amp;lt;sup&amp;gt;&amp;lt;small&amp;gt;[14]&amp;lt;/small&amp;gt;&amp;lt;/sup&amp;gt; O transepto também é coberto por abóbada de canhão em caixotões e o cruzeiro reveste-se por uma abóbada nervurada. Os braços do transepto têm no topo retábulos em talha, sendo ladeados por portas e janelas, coroadas por sanefas de talha e rematados por uma janela termal.&amp;lt;small&amp;gt;&amp;lt;sup&amp;gt;[15]&amp;lt;/sup&amp;gt;&amp;lt;/small&amp;gt; A flanquear o arco triunfal capelas com retábulos em talha encimados por janelas retangulares com sanefas. O arco-triunfal é coroado por uma grandiosa sanefa, em cujo centro se destaca o escudo da Congregação Beneditina Portuguesa. A capela-mor, retangular e profunda, seguindo a cobertura da nave, é rasgada em cada lado por três janelões com sanefas em talha que encimam o cadeiral e abriga um amplo retábulo de talha em forma de arco de triunfo, enquadrado por duas arquivoltas concêntricas e colunas torsas ou salomónicas que se abre para dar lugar ao trono do Santíssimo Sacramento, escalonado.&amp;lt;small&amp;gt;&amp;lt;sup&amp;gt;[16]&amp;lt;/sup&amp;gt;&amp;lt;/small&amp;gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
A sul da igreja de São Bento da Vitória, levanta-se o vasto bloco conventual, ocupando um espaço retangular entre as ruas paralelas de S. Bento da Vitória a este, das Taipas a oeste e a estreita Travessa das Taipas a sul.&amp;lt;small&amp;gt;&amp;lt;sup&amp;gt;[17]&amp;lt;/sup&amp;gt;&amp;lt;/small&amp;gt; A norte, levanta-se a monumental igreja.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
O mosteiro de São Bento da Vitória é um conjunto arquitetónico monástico, onde cada parte tem a sua função específica. Reparte-se por dois grupos de corpos ao redor de dois espaços abertos, chamados claustros, separados por um corpo intermédio. A sua construção passou por três fases até chegar ao acabamento total, sendo edificado pouco a pouco, ao longo de mais de dois séculos: a primeira fase corresponde à edificação da ala nascente, parte da ala sul e claustro, ainda que tenha sido concluído mais tarde (1596-1630); a segunda, por sua vez, à igreja nova e anexos (1680-1708); e a terceira, por fim, aos dormitórios novos, ala poente e claustro dos carros (1741-1780).&amp;lt;small&amp;gt;&amp;lt;sup&amp;gt;[18]&amp;lt;/sup&amp;gt;&amp;lt;/small&amp;gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
O edifício conventual, de alvenaria rebocada, apresenta pilastras nos cunhais, coroadas por pináculos. Composto por quatro pisos, a sua fachada é regularmente marcada por janelas, tendo os dois pisos superiores bandeiras.&amp;lt;small&amp;gt;&amp;lt;sup&amp;gt;[19]&amp;lt;/sup&amp;gt;&amp;lt;/small&amp;gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
O claustro nobre, do silêncio ou do cemitério, de planta quadrangular, todo em cantaria, “articula em cada ala três arcos de volta perfeita delimitados por duplas pilastras que incorporam no espaço interpilastral dois pequenos vãos, um portal retangular e um falso janelão superior.” (SILVA, 2012: 158). As almofadas do intradorso dos arcos são decoradas com motivos de “ponta-de-diamante” e ovais. Um entablamento liso separa o primeiro piso do segundo, onde se abrem janelas retangulares de varandins com balaustrada de cantaria e rematadas por frontões triangulares e curvo, ao centro. As abóbadas dos corredores do claustro são de arestas com chave central de florão.&amp;lt;small&amp;gt;&amp;lt;sup&amp;gt;[20]&amp;lt;/sup&amp;gt;&amp;lt;/small&amp;gt; O espaço aberto do claustro era ornamentado por um jardim de canteiros, tendo ao centro um imponente chafariz datado de 1777-80 com o brutesco de Hércules e da hidra (1783), obra que há muito se perdeu.&amp;lt;small&amp;gt;&amp;lt;sup&amp;gt;[21]&amp;lt;/sup&amp;gt;&amp;lt;/small&amp;gt; Em 2001, o claustro foi coberto por uma concha acústica, uma estrutura em aço assente em quatro pilares e o foi-lhe colocado um soalho de madeira. O espaço é utilizado atualmente para a realização de espetáculos teatrais, concertos e eventos especiais, além de receber iniciativas externas de natureza diversa. &amp;lt;small&amp;gt;&amp;lt;sup&amp;gt;[22]&amp;lt;/sup&amp;gt;&amp;lt;/small&amp;gt; Nuno da Silva, na sua Dissertação de Mestrado Integrado em Arquitetura, classifica este claustro como serliano, um grupo de claustros clássicos portugueses. O autor indica que estes modelos estão visivelmente enraizados à arquitetura palladiana e veneziana e são caracterizados pelos vãos arqueados que se intercalam com os vãos retangulares. Isto resulta numa nova forma de vão e de sustento da abóbada. Esta tipologia foi primeiramente adotada no claustro do Convento de Cristo em Tomar e pode ser encontrada em outras arquiteturas posteriores. Como ainda, data este claustro de 1608 e indica que é dado como concluído no início da segunda metade do século XVII, como afirma Frei Leão de S. Tomás em 1651 “a claustra no que toca a obra de pedra está acabada, mas do mais não está ainda perfeita.”&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
O segundo claustro, denomina-se de “claustro dos carros”, nome atribuído devido à sua função de receber os carros responsáveis pelo abastecimento do conjunto monástico. É um pátio com três lanços de arcos sobre pilastras maciças. Foi construído na altura das obras de ampliação do mosteiro, no tempo do abade Frei Manuel de S. Tomás (1740-1743). Os cronistas da época dedicaram-se a descrever detalhadamente esta construção, que foi ampliada com os dormitórios localizados na ala oeste, ao longo da rua das Taipas, durante as obras realizadas entre 1777 e 1780.&amp;lt;small&amp;gt;&amp;lt;sup&amp;gt;[23]&amp;lt;/sup&amp;gt;&amp;lt;/small&amp;gt; Trata-se de uma obra simples, típica de um claustro destinado aos serviços monásticos e não apresenta nenhum elemento ornamental que a enriqueça.&amp;lt;small&amp;gt;&amp;lt;sup&amp;gt;[24]&amp;lt;/sup&amp;gt;&amp;lt;/small&amp;gt; Este claustro, composto por três pisos separados por frisos, apresenta apenas duas alas formadas por arcos plenos sustentados por pilares, enquanto os pisos superiores possuem janelas do tipo guilhotina.&amp;lt;small&amp;gt;&amp;lt;sup&amp;gt;[25]&amp;lt;/sup&amp;gt;&amp;lt;/small&amp;gt; A fachada da cela dos beneditinos apresenta quatro vãos gradeados, não integrais, e ornamentados ao centro com o brasão de armas da Congregação Beneditina, à semelhança dos vãos da galilé.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
O Mosteiro foi a parte mais afetada de São Bento da Vitória, tendo sofrido pela passagem dos séculos. Perderam-se todos os azulejos descritos nos registos dos «Estados», bem como toda a talha e pinturas. Sob o uso militar quase constante a partir das invasões francesas de 1808, as suas amplas salas, bibliotecas e arquivo foram gradualmente devastados. Além disso, uma grande parte do edifício permaneceu virtualmente abandonada, chegando a ameaçar ruína.&amp;lt;small&amp;gt;&amp;lt;sup&amp;gt;[26]&amp;lt;/sup&amp;gt;&amp;lt;/small&amp;gt; Este mosteiro, ao longo da sua história, serviu como aquartelamento às tropas napoleónicas, hospital militar e, posteriormente, a outras funções militares após a extinção das ordens religiosas em 1834.&amp;lt;small&amp;gt;&amp;lt;sup&amp;gt;[27]&amp;lt;/sup&amp;gt;&amp;lt;/small&amp;gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
A partir de 1984, o edifício passou por um processo de restauração orientado pelo Instituto Português do Património Arquitetónico (IPPAR). Estas intervenções possibilitaram a adaptação de diferentes espaços a novos usos. O claustro nobre e as suas adjacências passaram a abrigar a sede da Orquestra Clássica do Porto. Na igreja, ala norte e no terceiro andar da ala poente, foi instalada a Cela dos Padres Beneditinos. Já o espaço que inclui o claustro dos carros e a ala transversal, passou a acolher o Arquivo Distrital do Porto. O espaço do mosteiro foi, assim, dividido e ocupado por estas três entidades, sofrendo as devidas adaptações necessárias para atender às suas necessidades específicas. Contudo, essas intervenções foram concretizadas com cuidado, preservando a traça original e diversos elementos de importância arquitetónica.&amp;lt;small&amp;gt;&amp;lt;sup&amp;gt;[28]&amp;lt;/sup&amp;gt;&amp;lt;/small&amp;gt; Em 2007, o Estado atribui ao Teatro Nacional de São João (TNSJ) uma parte significativa do mosteiro, abrangendo a ala nascente, parte da ala sul e o Claustro Nobre.&amp;lt;small&amp;gt;&amp;lt;sup&amp;gt;[29]&amp;lt;/sup&amp;gt;&amp;lt;/small&amp;gt; Outros espaços do edifício foram também adaptados para atender às novas funções do TNSJ. A antiga biblioteca, localizada no piso superior, foi transformada numa sala de apresentações teatrais. Por sua vez, as galerias que rodeiam o claustro, também no piso superior, foram destinadas à exposição de objetos cenográficos e peças de figurino utilizados nos espetáculos.&amp;lt;small&amp;gt;&amp;lt;sup&amp;gt;[30]&amp;lt;/sup&amp;gt;&amp;lt;/small&amp;gt;&lt;br /&gt;
=== Património integrado ===&lt;br /&gt;
A seguinte tabela apresenta algumas obras que se inserem no património integrado da igreja de São Bento da Vitória e foi elaborada tendo como base os livros &#039;&#039;Obras de talha dourada, ensamblagem, e pintura na cidade e diocese do Porto&#039;&#039; (Brandão 1984), &#039;&#039;O Mosteiro de S. Bento da Vitória: quatrocentos anos&#039;&#039; (Moreno 1997) e &#039;&#039;S. Bento da Vitória, do Porto, à luz dos «Estados» de Tibães&#039;&#039; (Smith 1950?).&lt;br /&gt;
{| class=&amp;quot;wikitable&amp;quot;&lt;br /&gt;
|&#039;&#039;&#039;Identificação&#039;&#039;&#039;&lt;br /&gt;
|&#039;&#039;&#039;Datação&#039;&#039;&#039;&lt;br /&gt;
|&#039;&#039;&#039;Autoria&#039;&#039;&#039;&lt;br /&gt;
|-&lt;br /&gt;
|Coro alto e outras obras de ensamblagem e de talha (estante, púlpitos, grades e  portas)&lt;br /&gt;
|Contrato  de setembro de 1704. Não executado. O prazo seria até dia 29 de setembro de 1705&lt;br /&gt;
|António  de Azevedo Fernandes, mestre ensamblador e Domingos Nunes, entalhador&lt;br /&gt;
|-&lt;br /&gt;
|Cadeirado do coro, portas do coro e grades das seis capelas e cruzeiro&lt;br /&gt;
|Contrato  de maio de 1718. As cadeiras e as portas do coro deveriam estar prontas até ao dia 15 de outubro  de 1718 e as grades até ao fim de março de 1719&lt;br /&gt;
|Manuel  Vieira e António Cardoso, mestres ensambladores&lt;br /&gt;
|-&lt;br /&gt;
|Varanda e talha dos órgãos (verdadeiro e mudo)&lt;br /&gt;
|Triénio de 1716-19&lt;br /&gt;
|Gabriel  Rodrigues, entalhador bracarense&lt;br /&gt;
|-&lt;br /&gt;
|Retábulo da capela-mor&lt;br /&gt;
|Triénio de 1716-19 e dourado entre 1722-25&lt;br /&gt;
|Talvez  por Gabriel Rodrigues, entalhador de Landim, Famalicão&lt;br /&gt;
|-&lt;br /&gt;
|Cadeiral do coro alto&lt;br /&gt;
|Triénio de 1716-1719&lt;br /&gt;
|Marceliano  de Araújo&lt;br /&gt;
|-&lt;br /&gt;
|Órgão de tubos&lt;br /&gt;
|Antes de 1719. Em finais de abril desse ano já estava em fase adiantada de  construção&lt;br /&gt;
|Fr.  Manuel de S. Bento, irmão donato beneditino&lt;br /&gt;
|-&lt;br /&gt;
|Estátuas dos púlpitos&lt;br /&gt;
|1722&lt;br /&gt;
|Gabriel  Rodrigues&lt;br /&gt;
|-&lt;br /&gt;
|Dois frontais de talha para os altares colaterais de Santa Escolástica e Santa Gertrudes e douramento do retábulo-mor&lt;br /&gt;
|Triénio de 1722-25&lt;br /&gt;
|Os  frontais de talha dourada para os altares colaterais foram oferecidos por um  devoto.&lt;br /&gt;
|-&lt;br /&gt;
|Retábulos dos topos do transepto&lt;br /&gt;
|Triénio de 1755-58&lt;br /&gt;
|José  da Fonseca Lima e José Martins Tinoco&lt;br /&gt;
|}&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
=== Objeto ou conjunto em destaque - O cadeiral do coro alto ===&lt;br /&gt;
O coro alto, sobre a galilé, era destinado à recitação das horas canónicas da liturgia monástica. O cadeiral, foi encomendado em 1704 e executado por Marceliano de Araújo entre 1716 e 1719, em madeira de jacarandá proveniente de 30 toros trazidos diretamente do Brasil em 1716. Ao centro destaca-se a cadeira abacial, rodeada por 50 estalas dispostas em forma de U, todas com as “misericórdias” cuidadosamente trabalhadas. O lambrim exibe 32 painéis em talha policromada e dourada em 1759, ilustrando cenas da vida de São Bento conforme os “Diálogos” de São Gregório Magno.&amp;lt;small&amp;gt;&amp;lt;sup&amp;gt;[31]&amp;lt;/sup&amp;gt;&amp;lt;/small&amp;gt; Nas superfícies irregulares das dramáticas caras destas figuras, refletem-se os mesmos maneirismos das imagens dos dosséis dos púlpitos, entalhadas por Gabriel Rodrigues em 1722. Vê-se, portanto, que o espaldar do cadeiral de São Bento da Vitória resulta da colaboração entre Gabriel Rodrigues, de Landim, e Marceliano de Araújo, de Braga, seguindo a traça de um autor ainda desconhecido. O cadeiral apresenta uma série de volutas adornadas com folhagens, de onde surgem golfinhos na fila inferior e meios-corpos femininos na superior, introduzindo um motivo inovador nos cadeirais do século XVIII. Embora influenciado pelas cadeiras de Tibães, distingue-se pelos seus perfis laterais e pelas garras de leão que alternam com as volutas nos pés das cadeiras, características de uma nova época.&amp;lt;small&amp;gt;&amp;lt;sup&amp;gt;[32]&amp;lt;/sup&amp;gt;&amp;lt;/small&amp;gt; O destaque deste cadeiral, considerado o mais notável do reino, é o imponente espaldar entalhado, dourado e estufado em 1759 por Manuel Homem Soares. Este, como foi dito anteriormente, é composto por 32 painéis em relevo, principalmente dedicados à vida de São Bento, com dois da história de Santa Escolástica, dispostos em duas filas como quadros em molduras ricamente talhadas. Esta organização remete ao sistema utilizado nas ilhargas da capela de Santa Gertrudes da igreja beneditina de São Martinho de Tibães, possivelmente do mesmo escultor, entre o triénio de 1710 e 1713.  Em ambos os monumentos, as figuras dos painéis destacam-se pela sua vivacidade, enriquecidas por uma abundância de detalhes de mobiliário e arquitetura.&amp;lt;small&amp;gt;&amp;lt;sup&amp;gt;[33]&amp;lt;/sup&amp;gt;&amp;lt;/small&amp;gt; Os painéis estão organizados em duas sequências horizontais: a inferior, com molduras retangulares e, a superior, predominantemente octogonais, exceto por dois painéis nas paredes do lado do Evangelho e da Epístola. A narrativa inicia-se na parte inferior do lado da Epístola, prosseguindo até ao lado do Evangelho, e recomeça na parte superior com os painéis octogonais, estendendo-se pelas três paredes do coro alto.&amp;lt;small&amp;gt;&amp;lt;sup&amp;gt;[34]&amp;lt;/sup&amp;gt;&amp;lt;/small&amp;gt; Os relevos de São Bento da Vitória seguem uma narrativa linear e lógica, semelhante ao II livro dos Diálogos. A primeira cena, amplamente retratada em Portugal, representa o nascimento de São Bento e de Santa Escolástica. A comparação destes relevos com os livros de emblemas usados na iconografia beneditina em Portugal, revela claras semelhanças entre a obra e a matriz, tanto nos espaços como nas personagens, e pode indicar que Marcelino de Araújo teve contacto com essas obras ou outras baseadas nelas.&amp;lt;small&amp;gt;&amp;lt;sup&amp;gt;[35]&amp;lt;/sup&amp;gt;&amp;lt;/small&amp;gt; Além dos 32 painéis principais, existem mais 4 dourados, mas não policromados, que representam santos beneditinos em trajes pontificais, o que totaliza o número de 36 painéis. Os dois quadros centrais não são alusivos à vida de São Bento nem possuem numeração. O painel central sobre a cadeira abacial, sem número, apresenta São Bento a entregar Regra a monges e monjas. O santo com vestes prelatícias é ladeado por anjos e o listel exibe a inscrição “&#039;&#039;De cello offertur tibi non alteri&#039;&#039;”.&amp;lt;small&amp;gt;&amp;lt;sup&amp;gt;[36]&amp;lt;/sup&amp;gt;&amp;lt;/small&amp;gt; O painel superior, retrata a figura de São Bento de pé, em posição hierática com vestes prelatícias, flanqueado por dois anjos que lhe entregam a mitra e o báculo.&amp;lt;small&amp;gt;&amp;lt;sup&amp;gt;[37]&amp;lt;/sup&amp;gt;&amp;lt;/small&amp;gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
== O arquiteto Diogo Marques Lucas ==&lt;br /&gt;
Diogo Marques Lucas em setembro de 1594 foi nomeado para um dos três lugares de aprendiz de arquitetura, a qual aprenderia com Filippe Terzo.&amp;lt;small&amp;gt;&amp;lt;sup&amp;gt;[38]&amp;lt;/sup&amp;gt;&amp;lt;/small&amp;gt; Assim, Diogo Marques foi um dos primeiros arquitetos a receber uma formação privilegiada, que incluía lições teóricas no campo da geometria, assim como estudos de arquitetura com o arquiteto-mor Felipe Terzi. Após o falecimento do arquiteto italiano, Diogo Marques continuou a complementar o seu estudo teórico com Nicolau de Frias até 1610, permanecendo com o cargo de “aprendiz” de arquitetura até 1616, altura em que foi substituído por Mateus Couto. Durante os inícios do novo século, aprendeu, auxiliou e colaborou nas principais obras régias, como também forneceu traças da sua própria autoria.&amp;lt;small&amp;gt;&amp;lt;sup&amp;gt;[39]&amp;lt;/sup&amp;gt;&amp;lt;/small&amp;gt; A sua substituição na «aula» de arquitetura coincidiu com a sua ascensão profissional e nomeação como mestre de obras do Convento de Cristo, em Tomar, após a renúncia de Pero Fernandes de Torres no ano anterior. Com um salário anual de 80.000 reais, manteve o cargo até à sua morte, sendo sucedido por Pero Vaz Pereira em 1641. Em janeiro de 1614, Diogo Marques foi proposto para ocupar o cargo de «mestre de obras» das Ordens Militares, juntamente com Pedro Nunes Tinoco e Mateus do Couto, após a morte do arquiteto Baltasar Álvares. No entanto, a nomeação recaiu em Mateus do Couto cinco anos depois. Em 1640, era já falecido, conforme mencionado numa breve missiva do prior do Convento de Cristo de Tomar.&amp;lt;small&amp;gt;&amp;lt;sup&amp;gt;[40]&amp;lt;/sup&amp;gt;&amp;lt;/small&amp;gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
== Imagens e Iconografia do Objeto ==&lt;br /&gt;
=== Objeto arquitetónico ===&lt;br /&gt;
&amp;lt;gallery mode=&amp;quot;packed-hover&amp;quot;&amp;gt;&lt;br /&gt;
Ficheiro:Interior São Bento da Vitória.jpg|Vista do interior da Igreja de São Bento da Vitória através do lado da Epístola&lt;br /&gt;
Ficheiro:IMG 1433.jpg|Vista do interior da Igreja de São Bento da Vitória. Fotografia capturada a partir do coro alto.&lt;br /&gt;
Ficheiro:IMG 1428.jpg|Interior da Igreja de São Bento da Vitória. Parede lateral da nave do lado do Evangelho. É possível visualizar-se duas capelas colaterais e as janelas gémeas rematadas por sanefas de talha&lt;br /&gt;
&amp;lt;/gallery&amp;gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
=== Património integrado ===&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
=== Objeto ou conjunto em destaque ===&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
== Fontes e Bibliografia ==&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
=== Fontes ===&lt;br /&gt;
&amp;lt;small&amp;gt;[1] SOARES, Renan Marinho de Morais, 2021&#039;&#039;. Do Sagrado ao Profano a reutilização adaptativa nos mosteiros portugueses – Mosteiro de Santa Maria do Bouro, Mosteiro de São Bento da Vitória e Mosteiro de Santo Tirso.&#039;&#039; Dissertação de Mestrado, Faculdade de Letras da Universidade do Porto, 126-127.&amp;lt;/small&amp;gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&amp;lt;small&amp;gt;[2] MORENO, Humberto Carlos Baquero, dir., 1997. &#039;&#039;O Mosteiro de S. Bento da Vitória: quatrocentos anos.&#039;&#039; Porto: Edições Afrontamento, 47.&amp;lt;/small&amp;gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&amp;lt;small&amp;gt;[3] QUARESMA, Maria Clementina de Carvalho,1995. &#039;&#039;Inventário Artístico de Portugal Cidade do Porto&#039;&#039;. Lisboa: Academia Nacional das Belas-Artes, 192.&amp;lt;/small&amp;gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&amp;lt;small&amp;gt;[4] PEREIRA, Ana Cristina da Cunha, 2007. &#039;&#039;Os Conventos do Porto. Descontinuidades, Transformação e Reutilização&#039;&#039;. Dissertação de Mestrado, Faculdade de Arquitetura da Universidade do Porto, 239.&amp;lt;/small&amp;gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&amp;lt;small&amp;gt;[5] SOARES, Renan Marinho de Morais, 2021&#039;&#039;. Do Sagrado ao Profano a reutilização adaptativa nos mosteiros portugueses – Mosteiro de Santa Maria do Bouro, Mosteiro de São Bento da Vitória e Mosteiro de Santo Tirso.&#039;&#039; Dissertação de Mestrado, Faculdade de Letras da Universidade do Porto, 134.&amp;lt;/small&amp;gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&amp;lt;small&amp;gt;[6] PEREIRA, Ana Cristina da Cunha, 2007. &#039;&#039;Os Conventos do Porto. Descontinuidades, Transformação e Reutilização&#039;&#039;. Dissertação de Mestrado, Faculdade de Arquitetura da Universidade do Porto, 240.&amp;lt;/small&amp;gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&amp;lt;small&amp;gt;[7] Agenda Cultural do Porto, 2023. &#039;&#039;Miradouro da Vitória – Porto.&#039;&#039; [consult. 2024-11-22]. Disponível em &amp;lt;nowiki&amp;gt;https://agendaculturalporto.org/miradouro-da-vitoria-porto/&amp;lt;/nowiki&amp;gt;&amp;lt;/small&amp;gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&amp;lt;small&amp;gt;[8] PEREIRA, Ana Cristina da Cunha, 2007. &#039;&#039;Os Conventos do Porto. Descontinuidades, Transformação e Reutilização&#039;&#039;. Dissertação de Mestrado, Faculdade de Arquitetura da Universidade do Porto, 241.&amp;lt;/small&amp;gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&amp;lt;small&amp;gt;[9] FILIPE, Ana, 2012. &#039;&#039;Convento de São Bento da Vitória.&#039;&#039; SIPA [Sistema de Informação para o Património Arquitetónico] [consult. 2024-11-14] Disponível em: &amp;lt;nowiki&amp;gt;http://www.monumentos.gov.pt/Site/APP_PagesUser/SIPA.aspx?id=5556&amp;lt;/nowiki&amp;gt;&amp;lt;/small&amp;gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&amp;lt;small&amp;gt;[10] MORENO, Humberto Carlos Baquero, dir., 1997. &#039;&#039;O Mosteiro de S. Bento da Vitória: quatrocentos anos.&#039;&#039; Porto: Edições Afrontamento, 56.&amp;lt;/small&amp;gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&amp;lt;small&amp;gt;[11] QUARESMA, Maria Clementina de Carvalho,1995. &#039;&#039;Inventário Artístico de Portugal Cidade do Porto&#039;&#039;. Lisboa: Academia Nacional das Belas-Artes, 192-193.&amp;lt;/small&amp;gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&amp;lt;small&amp;gt;[12] MORENO, Humberto Carlos Baquero, dir., 1997. &#039;&#039;O Mosteiro de S. Bento da Vitória: quatrocentos anos.&#039;&#039; Porto: Edições Afrontamento, 63.&amp;lt;/small&amp;gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&amp;lt;small&amp;gt;[13] QUARESMA, Maria Clementina de Carvalho,1995. &#039;&#039;Inventário Artístico de Portugal Cidade do Porto&#039;&#039;. Lisboa: Academia Nacional das Belas-Artes, 193.&amp;lt;/small&amp;gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&amp;lt;small&amp;gt;[14] MORENO, Humberto Carlos Baquero, dir., 1997. &#039;&#039;O Mosteiro de S. Bento da Vitória: quatrocentos anos.&#039;&#039; Porto: Edições Afrontamento, 61.&amp;lt;/small&amp;gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&amp;lt;small&amp;gt;[15] FILIPE, Ana, 2012. &#039;&#039;Convento de São Bento da Vitória.&#039;&#039; SIPA [Sistema de Informação para o Património Arquitetónico] [consult. 2024-11-14] Disponível em: &amp;lt;nowiki&amp;gt;http://www.monumentos.gov.pt/Site/APP_PagesUser/SIPA.aspx?id=5556&amp;lt;/nowiki&amp;gt;&amp;lt;/small&amp;gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&amp;lt;small&amp;gt;[16] MORENO, Humberto Carlos Baquero, dir., 1997. &#039;&#039;O Mosteiro de S. Bento da Vitória: quatrocentos anos.&#039;&#039; Porto: Edições Afrontamento, 56-57.&amp;lt;/small&amp;gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&amp;lt;small&amp;gt;[17] SMITH, Robert C, 1950?. &#039;&#039;S. Bento da Vitória, do Porto, à luz dos «Estados» de Tibães&#039;&#039;. Porto: Livraria Fernando Machado, 44.&amp;lt;/small&amp;gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&amp;lt;small&amp;gt;[18] MORENO, Humberto Carlos Baquero, dir., 1997. &#039;&#039;O Mosteiro de S. Bento da Vitória: quatrocentos anos.&#039;&#039; Porto: Edições Afrontamento, 45-46.&amp;lt;/small&amp;gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&amp;lt;small&amp;gt;[19] FILIPE, Ana, 2012. &#039;&#039;Convento de São Bento da Vitória.&#039;&#039; SIPA [Sistema de Informação para o Património Arquitetónico] [consult. 2024-11-14] Disponível em: &amp;lt;nowiki&amp;gt;http://www.monumentos.gov.pt/Site/APP_PagesUser/SIPA.aspx?id=5556&amp;lt;/nowiki&amp;gt;&amp;lt;/small&amp;gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&amp;lt;small&amp;gt;[20] SILVA, Nuno Miguel Maia da, 2012. &#039;&#039;Claustros Serlianos em Portugal 1558 –163.&#039;&#039; Dissertação de Mestrado, Faculdade de Ciências e Tecnologia da Universidade de Coimbra, 158.&amp;lt;/small&amp;gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&amp;lt;small&amp;gt;[21] MORENO, Humberto Carlos Baquero, dir., 1997. &#039;&#039;O Mosteiro de S. Bento da Vitória: quatrocentos anos.&#039;&#039; Porto: Edições Afrontamento, 66.&amp;lt;/small&amp;gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&amp;lt;small&amp;gt;[22] TNSJ [Teatro Nacional de São João], s.d. &#039;&#039;Mosteiro de São Bento da Vitória, Edifícios&#039;&#039;. [consult. 2024-11-16] Disponível em &amp;lt;nowiki&amp;gt;https://www.tnsj.pt/pt/edificios/mosteiro-de-sao-bento-da-vitoria&amp;lt;/nowiki&amp;gt;&amp;lt;/small&amp;gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&amp;lt;small&amp;gt;[23] MORENO, Humberto Carlos Baquero, dir., 1997. &#039;&#039;O Mosteiro de S. Bento da Vitória: quatrocentos anos.&#039;&#039; Porto: Edições Afrontamento, 75.&amp;lt;/small&amp;gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&amp;lt;small&amp;gt;[24] QUARESMA, Maria Clementina de Carvalho,1995. &#039;&#039;Inventário Artístico de Portugal Cidade do Porto&#039;&#039;. Lisboa: Academia Nacional das Belas-Artes, 195.&amp;lt;/small&amp;gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&amp;lt;small&amp;gt;[25] FILIPE, Ana, 2012. &#039;&#039;Convento de São Bento da Vitória.&#039;&#039; SIPA [Sistema de Informação para o Património Arquitetónico] [consult. 2024-11-14] Disponível em: &amp;lt;nowiki&amp;gt;http://www.monumentos.gov.pt/Site/APP_PagesUser/SIPA.aspx?id=5556&amp;lt;/nowiki&amp;gt;&amp;lt;/small&amp;gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&amp;lt;small&amp;gt;[26] SMITH, Robert C, 1950?. &#039;&#039;S. Bento da Vitória, do Porto, à luz dos «Estados» de Tibães&#039;&#039;. Porto: Livraria Fernando Machado, 44-45.&amp;lt;/small&amp;gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&amp;lt;small&amp;gt;[27] QUARESMA, Maria Clementina de Carvalho,1995. &#039;&#039;Inventário Artístico de Portugal Cidade do Porto&#039;&#039;. Lisboa: Academia Nacional das Belas-Artes, 195.&amp;lt;/small&amp;gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&amp;lt;small&amp;gt;[28] MORENO, Humberto Carlos Baquero, dir., 1997. &#039;&#039;O Mosteiro de S. Bento da Vitória: quatrocentos anos.&#039;&#039; Porto: Edições Afrontamento, 87.&amp;lt;/small&amp;gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&amp;lt;small&amp;gt;[29]  TNSJ [Teatro Nacional de São João], s.d. &#039;&#039;Mosteiro de São Bento da Vitória, Edifícios&#039;&#039;. [consult. 2024-11-16] Disponível em &amp;lt;nowiki&amp;gt;https://www.tnsj.pt/pt/edificios/mosteiro-de-sao-bento-da-vitoria&amp;lt;/nowiki&amp;gt;&amp;lt;/small&amp;gt; &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&amp;lt;small&amp;gt;[30] SOARES, Renan Marinho de Morais, 2021&#039;&#039;.&#039;&#039; &#039;&#039;Do Sagrado ao Profano a reutilização adaptativa nos mosteiros portugueses – Mosteiro de Santa Maria do Bouro, Mosteiro de São Bento da Vitória e Mosteiro de Santo Tirso&#039;&#039;. Dissertação de Mestrado, Faculdade de Letras da Universidade do Porto, 153.&amp;lt;/small&amp;gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&amp;lt;small&amp;gt;[31] MORENO, Humberto Carlos Baquero, dir., 1997. &#039;&#039;O Mosteiro de S. Bento da Vitória: quatrocentos anos.&#039;&#039; Porto: Edições Afrontamento, 61-62.&amp;lt;/small&amp;gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&amp;lt;small&amp;gt;[32] SMITH, Robert C, 1968. &#039;&#039;Cadeirais de Portugal&#039;&#039;. Lisboa: Livros Horizonte, 50-51.&amp;lt;/small&amp;gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&amp;lt;small&amp;gt;[33] SMITH, Robert C, 1968. &#039;&#039;Cadeirais de Portugal&#039;&#039;. Lisboa: Livros Horizonte, 51-52.&amp;lt;/small&amp;gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&amp;lt;small&amp;gt;[34] PAULA, Mara Raquel Rodrigues de, 2023. &#039;&#039;Diálogos imagéticos. Iconografia beneditina em Portugal e a sua conexão com as fontes impressas da Idade Moderna&#039;&#039;. Tese de Doutoramento, Faculdade de Letras da Universidade do Porto, 158-159.&amp;lt;/small&amp;gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&amp;lt;small&amp;gt;[35] PAULA, Mara Raquel Rodrigues de, 2023. &#039;&#039;Diálogos imagéticos. Iconografia beneditina em Portugal e a sua conexão com as fontes impressas da Idade Moderna&#039;&#039;. Tese de Doutoramento, Faculdade de Letras da Universidade do Porto, 162.&amp;lt;/small&amp;gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&amp;lt;small&amp;gt;[36] DIAS, Geraldo Coelho, 2020. &#039;&#039;Hagiografia e iconografia beneditinas: Os “Diálogos” do papa S. Gregório Magno&#039;&#039;. N.º 3 (1996): Via Spiritus: Revista de História da Espiritualidade e do Sentimento Religioso, 19-20.&amp;lt;/small&amp;gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&amp;lt;small&amp;gt;[37] DIAS, Geraldo Coelho, 2020. &#039;&#039;Hagiografia e iconografia beneditinas: Os “Diálogos” do papa S. Gregório Magno&#039;&#039;. N.º 3 (1996): Via Spiritus: Revista de História da Espiritualidade e do Sentimento Religioso, 22.&amp;lt;/small&amp;gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&amp;lt;small&amp;gt;[38] SOUSA VITERBO, Franscisco Marques de, 1899. &#039;&#039;Diccionario historico e documental dos architectos, engenheiros e constructores portuguezes ou a serviço de Portugal&#039;&#039;. Lisboa: Imprensa Nacional, p. 139.&amp;lt;/small&amp;gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&amp;lt;small&amp;gt;[39] RUÃO, Carlos, 2006. &#039;&#039;«O Eupalinos Moderno» Teoria e Prática da Arquitectura Religiosa em Portugal 1550-1640. Volume II, Da «Corte» à «Província»&#039;&#039;. Tese de Doutoramento, Faculdade de Letras da Universidade de Coimbra, 284.&amp;lt;/small&amp;gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&amp;lt;small&amp;gt;[40] RUÃO, Carlos, 2006. &#039;&#039;«O Eupalinos Moderno» Teoria e Prática da Arquitectura Religiosa em Portugal 1550-1640. Volume II, Da «Corte» à «Província»&#039;&#039;. Tese de Doutoramento, Faculdade de Letras da Universidade de Coimbra, 285.&amp;lt;/small&amp;gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
=== Bibliografia ===&lt;br /&gt;
BRANDÃO, Domingos de Pinho, 1984. &#039;&#039;Obras de talha dourada, ensamblagem, e pintura na cidade e diocese do Porto&#039;&#039;. Porto: Oficinas Gráficos Reunidos.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
DIAS, Geraldo Coelho, 2020. &#039;&#039;Hagiografia e iconografia beneditinas: Os “Diálogos” do papa S. Gregório Magno&#039;&#039;. N.º 3 (1996): Via Spiritus: Revista de História da Espiritualidade e do Sentimento Religioso. &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
DIAS, Geraldo José Amadeu Coelho, 1997. &#039;&#039;São Bento da Vitória: Quatrocentos Anos da Fundação do Mosteiro&#039;&#039;. O Tripeiro, 7.ª série, ano 16, n.º 6-7, jun./jul. 1997, p. 162-169. Porto: Associação Comercial do Porto. Disponível em: &amp;lt;nowiki&amp;gt;https://hdl.handle.net/10216/61351&amp;lt;/nowiki&amp;gt; &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
MORENO, Humberto Baquero, dir., 1997. &#039;&#039;O Mosteiro de S. Bento da Vitória: quatrocentos anos&#039;&#039;. Porto: Edições Afrontamento.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
PAULA, Mara Raquel Rodrigues de, 2023. &#039;&#039;Diálogos imagéticos. Iconografia beneditina em Portugal e a sua conexão com as fontes impressas da Idade Moderna&#039;&#039;. Tese de Doutoramento, Faculdade de Letras da Universidade do Porto. Disponível em: &amp;lt;nowiki&amp;gt;https://hdl.handle.net/10216/152548&amp;lt;/nowiki&amp;gt;. pp. 145-168&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
PEREIRA, Ana Cristina da Cunha, 2007. &#039;&#039;Os Conventos do Porto. Descontinuidades, Transformação e Reutilização&#039;&#039;. Dissertação de Mestrado, Faculdade de Arquitetura da Universidade do Porto. Disponível em: &amp;lt;nowiki&amp;gt;http://hdl.handle.net/10216/64322&amp;lt;/nowiki&amp;gt;. pp. 227-245&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
QUARESMA, Maria Clementina de Carvalho,1995. &#039;&#039;Inventário Artístico de Portugal Cidade do Porto&#039;&#039;. Lisboa: Academia Nacional das Belas-Artes. pp. 191-195&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
RUÃO, Carlos, 2006. &#039;&#039;«O Eupalinos Moderno» Teoria e Prática da Arquitectura Religiosa em Portugal 1550-1640. Volume II, Da «Corte» à «Província»&#039;&#039;. Tese de Doutoramento, Faculdade de Letras da Universidade de Coimbra. Disponível em: &amp;lt;nowiki&amp;gt;https://hdl.handle.net/10316/9600&amp;lt;/nowiki&amp;gt;. pp. 284-287&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
SILVA, Nuno Miguel Maia da, 2012. &#039;&#039;Claustros Serlianos em Portugal 1558 –163.&#039;&#039; Dissertação de Mestrado, Faculdade de Ciências e Tecnologia da Universidade de Coimbra. Disponível em: &amp;lt;nowiki&amp;gt;https://hdl.handle.net/10316/23318&amp;lt;/nowiki&amp;gt;. pp. 156-158&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
SMITH, Robert C., 1950?. &#039;&#039;S. Bento da Vitória, do Porto, à luz dos «Estados» de Tibães&#039;&#039;. Porto: Livraria Fernando Machado&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
SMITH, Robert C., 1968. &#039;&#039;Cadeirais de Portugal&#039;&#039;. Lisboa: Livros Horizonte. pp. 48-52&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
SOARES, Renan Marinho de Morais, 2021&#039;&#039;.&#039;&#039; &#039;&#039;Do Sagrado ao Profano a reutilização adaptativa nos mosteiros portugueses – Mosteiro de Santa Maria do Bouro, Mosteiro de São Bento da Vitória e Mosteiro de Santo Tirso&#039;&#039;. Dissertação de Mestrado, Faculdade de Letras da Universidade do Porto. Disponível em: &amp;lt;nowiki&amp;gt;https://hdl.handle.net/10216/139814&amp;lt;/nowiki&amp;gt;. pp. 123-156&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
SOUSA VITERBO, Franscisco Marques de, 1899. &#039;&#039;Diccionario historico e documental dos architectos, engenheiros e constructores portuguezes ou a serviço de Portugal&#039;&#039;. Volume 2. Lisboa: Imprensa Nacional&lt;/div&gt;</summary>
		<author><name>Danielafernandes01</name></author>
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		<title>Ficheiro:IMG 1428.jpg</title>
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		<updated>2025-03-08T17:21:03Z</updated>

		<summary type="html">&lt;p&gt;Danielafernandes01: Interior da Igreja de São Bento da Vitória. Parede lateral da nave do lado do Evangelho. É possível visualizar-se duas capelas colaterais e as janelas gémeas rematadas por sanefas de talha&lt;/p&gt;
&lt;hr /&gt;
&lt;div&gt;== Descrição do ficheiro ==&lt;br /&gt;
Interior da Igreja de São Bento da Vitória. Parede lateral da nave do lado do Evangelho. É possível visualizar-se duas capelas colaterais e as janelas gémeas rematadas por sanefas de talha&lt;/div&gt;</summary>
		<author><name>Danielafernandes01</name></author>
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		<title>Igreja e Mosteiro de São Bento da Vitória do Porto</title>
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		<updated>2025-03-08T17:18:13Z</updated>

		<summary type="html">&lt;p&gt;Danielafernandes01: &lt;/p&gt;
&lt;hr /&gt;
&lt;div&gt;[[Ficheiro:Fachada São Bento da Vitória.jpg|esquerda|miniaturadaimagem|Fotografia da fachada da igreja do mosteiro de São Bento da Vitória do Porto. Esta imagem foi capturada através da Rua de São Bento da Vitória. ]]&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
== Identificação ==&lt;br /&gt;
{| class=&amp;quot;wikitable&amp;quot;&lt;br /&gt;
|&#039;&#039;&#039;Designação&#039;&#039;&#039;&lt;br /&gt;
|Mosteiro de São Bento da Vitória &lt;br /&gt;
|-&lt;br /&gt;
|&#039;&#039;&#039;Localização&#039;&#039;&#039;&lt;br /&gt;
|Distrito do Porto, União das Freguesias de Cedofeita, Santo Ildefonso, Sé, Miragaia, São Nicolau e Vitória&#039;&#039;,&#039;&#039; Rua de São Bento da Vitória 45, 4050-542, junto ao edifício do atual Centro Português de Fotografia&lt;br /&gt;
|-&lt;br /&gt;
|&#039;&#039;&#039;Cronologia&#039;&#039;&#039;&lt;br /&gt;
|Séculos XVII-XVIII&lt;br /&gt;
|-&lt;br /&gt;
|&#039;&#039;&#039;Autor(es)&#039;&#039;&#039;&lt;br /&gt;
|Diogo Marques Lucas&lt;br /&gt;
|}&lt;br /&gt;
O Mosteiro de São Bento da Vitória é uma arquitetura de tipologia religiosa. Pertencia à Ordem Beneditina, instituída por S. Bento (480-547) em 529. Foi fundado em 1598 após a ordenação do capítulo Geral, em 1546, celebrada em Tibães, data onde foi tomada a decisão da fundação deste mosteiro. Após longas e complicadas negociações, os monges da Antiga Congregação Beneditina Portuguesa decidiram erguer este mosteiro como símbolo de presença monástica e ponto de apoio para os monges que viajavam de norte a sul ou vice-versa. Situava-se dentro das muralhas medievais do velho burgo junto à porta do Olival em terrenos cedidos pela Câmara que anteriormente abrigavam parte da judiaria nova. A sua construção teve como base a traça inicial de Diogo Marques Lucas, arquiteto do rei trazido de Lisboa pelo D. Abade Geral. No entanto, a sua construção seria lenta e não contínua, tendo-se prolongado quase ao longo de dois séculos, não só devido a certos entraves, principalmente no que se refere à aquisição dos terrenos, mas também porque os beneditinos nunca deixaram de transformar, ampliar e embelezar o seu mosteiro.&amp;lt;small&amp;gt;&amp;lt;sup&amp;gt;[1]&amp;lt;/sup&amp;gt;&amp;lt;/small&amp;gt; As obras iniciaram-se pela igreja em 1604 e a primeira pedra do mosteiro foi benzida pelo bispo D. Jerónimo de Meneses e colocada pelo próprio Abade Geral Frei Baltasar de Braga, ainda no segundo triénio, de 1596 a 1599.&amp;lt;small&amp;gt;&amp;lt;sup&amp;gt;[2]&amp;lt;/sup&amp;gt;&amp;lt;/small&amp;gt; Há quem considere que o mosteiro tenha sido concluído em 1646 e a igreja terminada em 1690. Contudo, a enorme extensão do período da execução das obras não permite identificar datas exatas.&amp;lt;small&amp;gt;&amp;lt;sup&amp;gt;[3]&amp;lt;/sup&amp;gt;&amp;lt;/small&amp;gt;&lt;br /&gt;
== Estado da Arte ==&lt;br /&gt;
Este objeto arquitetónico é referido na obra &#039;&#039;O Mosteiro de S. Bento da Vitória: quatrocentos anos&#039;&#039; (MORENO, 1997), bastante completa e de carácter geral, que apresenta o contexto histórico e a descrição do mosteiro e igreja. Além disso, as obras &#039;&#039;S. Bento da Vitória, do Porto, à luz dos «Estados» de Tibães&#039;&#039; (SMITH, 1950?) e &#039;&#039;Inventário Artístico de Portugal Cidade do Porto&#039;&#039; (QUARESMA, 1995) complementam o estudo do património integrado e oferecem descrições da igreja. &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
As dissertações de mestrado &#039;&#039;Os Conventos do Porto. Descontinuidades, Transformação e Reutilização&#039;&#039; (PEREIRA, 2007) e &#039;&#039;Do Sagrado ao Profano a reutilização adaptativa nos mosteiros portugueses – Mosteiro de Santa Maria do Bouro, Mosteiro de São Bento da Vitória e Mosteiro de Santo Tirso&#039;&#039; (SOARES, 2021), foram proveitosas no que concerne ao período após a extinção das ordens religiosas, à requalificação e às adaptações que o espaço sofreu. A tese de doutoramento &#039;&#039;Diálogos imagéticos. Iconografia beneditina em Portugal e a sua conexão com as fontes impressas da Idade Moderna&#039;&#039; (PAULA, 2023) facilitou o estudo na leitura iconográfica do património integrado, principalmente do cadeiral do coro alto. Relativamente ao cadeiral, a obra &#039;&#039;Cadeirais de Portugal&#039;&#039; (SMITH, 1968) e o artigo &#039;&#039;Hagiografia e iconografia beneditinas: Os “Diálogos” do papa S. Gregório Magno&#039;&#039; (DIAS, 2020) foram essenciais, tanto para a descrição formal como para a leitura iconográfica. Ainda no património integrado, o livro &#039;&#039;Obras de talha dourada, ensamblagem, e pintura na cidade e diocese do Porto&#039;&#039; (BRANDÃO, 1984) garantiu informações sobre autoria, datações e contratos.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Quanto ao estudo do claustro nobre do mosteiro, a tese de mestrado &#039;&#039;Claustros Serlianos em Portugal 1558 –163&#039;&#039; (SILVA, 2012) foi essencial para a descrição e compreensão do mesmo. Por fim, para conhecer o arquiteto responsável da traça inicial deste Mosteiro, a leitura da tese de doutoramento &#039;&#039;«O Eupalinos Moderno» Teoria e Prática da Arquitectura Religiosa em Portugal 1550-1640&#039;&#039; (RUÃO, 2006) e a consulta do &#039;&#039;Diccionario historico e documental dos architectos, engenheiros e constructores portuguezes ou a serviço de Portugal&#039;&#039; (VITERBO, 1899) revelaram-se fulcrais, pois apresentam alguns dados biográficos do responsável pelo projeto do edifício.&lt;br /&gt;
== Enquadramento ==&lt;br /&gt;
[[Ficheiro:Vista do Terreiro da Sé da Igreja de São Bento da Vitória.jpg|esquerda|miniaturadaimagem|Vista da fachada da Igreja de São Bento da Vitória, a partir do Terreiro da Sé do Porto. É possível observar a sua posição paralela ao atual Centro Português de Fotografia (CPF)]]&lt;br /&gt;
O Mosteiro de São Bento da Vitória situa-se no morro da freguesia da Vitória, junto à porta do Olival, dentro de muralhas, sem grande espaço para horta e cerca. Ocupa todo o interior do quarteirão entre a rua das Taipas, travessa das Taipas, rua de S. Bento da Vitória e travessa de S. Bento,  paralelo a norte com o edifício da antiga cadeia da Relação, atual Centro Português de Fotografia. Têm então um enquadramento urbano, erguendo-se em pleno centro histórico.&amp;lt;small&amp;gt;&amp;lt;sup&amp;gt;[4]&amp;lt;/sup&amp;gt;&amp;lt;/small&amp;gt; O facto de estar inserido num quarteirão sem cerca preservou o seu perímetro e a sua configuração exterior até hoje.&amp;lt;small&amp;gt;&amp;lt;sup&amp;gt;[5]&amp;lt;/sup&amp;gt;&amp;lt;/small&amp;gt; A fachada monumental da sua igreja está situada no ponto mais alto do conjunto, abrindo-se para uma rua estreita que dificulta uma leitura frontal, exceto através da observação em pontos altos da cidade, como por exemplo, no Terreiro da Sé, já que a fachada se volta na sua direção. O mosteiro tem uma área total de implantação de cerca de 4.000 m2, desenvolvendo-se ao redor de dois claustros. O próprio edifício faz a transição para o espaço exterior e a entrada principal fazia-se pela portaria que se encontrava ao lado da igreja na galilé na rua de S. Bento da Vitória. O acesso ao conjunto monástico faz-se hoje tanto através da rua das Taipas, onde atualmente se situa o Arquivo Distrital do Porto, como pela rua de S. Bento da Vitória, onde se localiza a fachada da igreja e faz-se o acesso ao mosteiro, agora pertencente ao Teatro Nacional de São João.&amp;lt;small&amp;gt;&amp;lt;sup&amp;gt;[6]&amp;lt;/sup&amp;gt;&amp;lt;/small&amp;gt; Nesta mesma rua, a sul, localiza-se a Igreja Paroquial de Nossa Senhora da Vitória, na confluência com a Rua da Bataria da Vitória. A sul, também se encontra o Miradouro da Vitória, onde os visitantes podem desfrutar de vistas sobre o casario da Vitória, o Rio Douro, a Sé Catedral, o Paço Episcopal, a Ponte Luís I e a zona beira-rio de Gaia.&amp;lt;small&amp;gt;&amp;lt;sup&amp;gt;[7]&amp;lt;/sup&amp;gt;&amp;lt;/small&amp;gt;&lt;br /&gt;
== Descrição ==&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
=== Objeto arquitetónico ===&lt;br /&gt;
A igreja de São Bento da Vitória é orientada a poente, não seguindo a orientação canónica das igrejas medievais. Isto acontece devido às condicionantes do terreno e à muralha medieval a este.&amp;lt;small&amp;gt;&amp;lt;sup&amp;gt;[8]&amp;lt;/sup&amp;gt;&amp;lt;/small&amp;gt; A igreja é de planta cruciforme, longitudinal, de nave única, precedida por uma galilé e transepto saliente. A fachada, toda de cantaria de granito, divide-se em três registos delimitados por cornijas salientes e vários corpos ritmados por pilastras. No primeiro registo, abrem-se cinco vãos para a rua de arco de volta perfeita, todos com gradeamentos de ferro, sendo o central mais alto do que os restantes que ostenta o brasão de armas da Ordem de São Bento e os outros quatro emblemas religiosos. No segundo registo, duas janelas com frontão curvo, flanqueando três nichos, os laterais com frontões triangulares e o central com frontão circular, com sobrecéu em forma de concha e imagens de barro pintado de Santa Escolástica, São Bento e Santa Gertrudes Magna. O terceiro registo, mais estreito e com remate lateral curvo é rasgado por uma janela termal interrompida por pilastras, que permite uma ampla iluminação no coro-alto da igreja. A rematar a fachada, sobre uma cornija, um último registo com frontão circular e um nicho que alberga a imagem de Nossa Senhora da Vitória, em homenagem à freguesia na qual se ergueu esta igreja e mosteiro. As duas torres quadrangulares, em cantaria com duplas pilastras nos cunhais e cobertas com cúpula bolbosas, foram integradas no corpo da igreja por cima das primeiras capelas laterais, depois da galilé.&amp;lt;small&amp;gt;[&amp;lt;sup&amp;gt;9]&amp;lt;/sup&amp;gt;&amp;lt;/small&amp;gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
A cobertura do corpo da igreja é de abóbada de berço em caixotões de granito bem lavrado, que se estende a todo o comprimento sendo intercetada pela abóbada do transepto e cruzeiro.&amp;lt;small&amp;gt;&amp;lt;sup&amp;gt;[10]&amp;lt;/sup&amp;gt;&amp;lt;/small&amp;gt; A nave tem seis capelas colaterais intercomunicantes entre si, de arco pleno e cobertura em abóbada de berço em caixotões, com retábulos de talha. Sobre quatro dessas capelas abrem-se janelas gémeas, quatro de cada lado, com varandas de ferro fundido douradas e sanefas de talha. Sobre o arco das restantes, junto ao coro-alto, estão os órgãos de tubos em talha, suportados por atlantes.&amp;lt;small&amp;gt;&amp;lt;sup&amp;gt;[11]&amp;lt;/sup&amp;gt;&amp;lt;/small&amp;gt; Apenas o órgão do lado da Epístola é verdadeiro, concebido e construído pelo irmão donato beneditino Fr. Manuel de S. Bento.&amp;lt;small&amp;gt;&amp;lt;sup&amp;gt;[12]&amp;lt;/sup&amp;gt;&amp;lt;/small&amp;gt; Junto ao transepto, nas extremidades da nave, estão os púlpitos.&amp;lt;small&amp;gt;&amp;lt;sup&amp;gt;[13]&amp;lt;/sup&amp;gt;&amp;lt;/small&amp;gt; Estes púlpitos erguem-se sobre peanhas ou mísulas de pedra, com grades torneadas de pau preto e são rematados por dois dóceis com imagens de Gabriel Rodrigues executadas em 1722.&amp;lt;sup&amp;gt;&amp;lt;small&amp;gt;[14]&amp;lt;/small&amp;gt;&amp;lt;/sup&amp;gt; O transepto também é coberto por abóbada de canhão em caixotões e o cruzeiro reveste-se por uma abóbada nervurada. Os braços do transepto têm no topo retábulos em talha, sendo ladeados por portas e janelas, coroadas por sanefas de talha e rematados por uma janela termal.&amp;lt;small&amp;gt;&amp;lt;sup&amp;gt;[15]&amp;lt;/sup&amp;gt;&amp;lt;/small&amp;gt; A flanquear o arco triunfal capelas com retábulos em talha encimados por janelas retangulares com sanefas. O arco-triunfal é coroado por uma grandiosa sanefa, em cujo centro se destaca o escudo da Congregação Beneditina Portuguesa. A capela-mor, retangular e profunda, seguindo a cobertura da nave, é rasgada em cada lado por três janelões com sanefas em talha que encimam o cadeiral e abriga um amplo retábulo de talha em forma de arco de triunfo, enquadrado por duas arquivoltas concêntricas e colunas torsas ou salomónicas que se abre para dar lugar ao trono do Santíssimo Sacramento, escalonado.&amp;lt;small&amp;gt;&amp;lt;sup&amp;gt;[16]&amp;lt;/sup&amp;gt;&amp;lt;/small&amp;gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
A sul da igreja de São Bento da Vitória, levanta-se o vasto bloco conventual, ocupando um espaço retangular entre as ruas paralelas de S. Bento da Vitória a este, das Taipas a oeste e a estreita Travessa das Taipas a sul.&amp;lt;small&amp;gt;&amp;lt;sup&amp;gt;[17]&amp;lt;/sup&amp;gt;&amp;lt;/small&amp;gt; A norte, levanta-se a monumental igreja.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
O mosteiro de São Bento da Vitória é um conjunto arquitetónico monástico, onde cada parte tem a sua função específica. Reparte-se por dois grupos de corpos ao redor de dois espaços abertos, chamados claustros, separados por um corpo intermédio. A sua construção passou por três fases até chegar ao acabamento total, sendo edificado pouco a pouco, ao longo de mais de dois séculos: a primeira fase corresponde à edificação da ala nascente, parte da ala sul e claustro, ainda que tenha sido concluído mais tarde (1596-1630); a segunda, por sua vez, à igreja nova e anexos (1680-1708); e a terceira, por fim, aos dormitórios novos, ala poente e claustro dos carros (1741-1780).&amp;lt;small&amp;gt;&amp;lt;sup&amp;gt;[18]&amp;lt;/sup&amp;gt;&amp;lt;/small&amp;gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
O edifício conventual, de alvenaria rebocada, apresenta pilastras nos cunhais, coroadas por pináculos. Composto por quatro pisos, a sua fachada é regularmente marcada por janelas, tendo os dois pisos superiores bandeiras.&amp;lt;small&amp;gt;&amp;lt;sup&amp;gt;[19]&amp;lt;/sup&amp;gt;&amp;lt;/small&amp;gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
O claustro nobre, do silêncio ou do cemitério, de planta quadrangular, todo em cantaria, “articula em cada ala três arcos de volta perfeita delimitados por duplas pilastras que incorporam no espaço interpilastral dois pequenos vãos, um portal retangular e um falso janelão superior.” (SILVA, 2012: 158). As almofadas do intradorso dos arcos são decoradas com motivos de “ponta-de-diamante” e ovais. Um entablamento liso separa o primeiro piso do segundo, onde se abrem janelas retangulares de varandins com balaustrada de cantaria e rematadas por frontões triangulares e curvo, ao centro. As abóbadas dos corredores do claustro são de arestas com chave central de florão.&amp;lt;small&amp;gt;&amp;lt;sup&amp;gt;[20]&amp;lt;/sup&amp;gt;&amp;lt;/small&amp;gt; O espaço aberto do claustro era ornamentado por um jardim de canteiros, tendo ao centro um imponente chafariz datado de 1777-80 com o brutesco de Hércules e da hidra (1783), obra que há muito se perdeu.&amp;lt;small&amp;gt;&amp;lt;sup&amp;gt;[21]&amp;lt;/sup&amp;gt;&amp;lt;/small&amp;gt; Em 2001, o claustro foi coberto por uma concha acústica, uma estrutura em aço assente em quatro pilares e o foi-lhe colocado um soalho de madeira. O espaço é utilizado atualmente para a realização de espetáculos teatrais, concertos e eventos especiais, além de receber iniciativas externas de natureza diversa. &amp;lt;small&amp;gt;&amp;lt;sup&amp;gt;[22]&amp;lt;/sup&amp;gt;&amp;lt;/small&amp;gt; Nuno da Silva, na sua Dissertação de Mestrado Integrado em Arquitetura, classifica este claustro como serliano, um grupo de claustros clássicos portugueses. O autor indica que estes modelos estão visivelmente enraizados à arquitetura palladiana e veneziana e são caracterizados pelos vãos arqueados que se intercalam com os vãos retangulares. Isto resulta numa nova forma de vão e de sustento da abóbada. Esta tipologia foi primeiramente adotada no claustro do Convento de Cristo em Tomar e pode ser encontrada em outras arquiteturas posteriores. Como ainda, data este claustro de 1608 e indica que é dado como concluído no início da segunda metade do século XVII, como afirma Frei Leão de S. Tomás em 1651 “a claustra no que toca a obra de pedra está acabada, mas do mais não está ainda perfeita.”&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
O segundo claustro, denomina-se de “claustro dos carros”, nome atribuído devido à sua função de receber os carros responsáveis pelo abastecimento do conjunto monástico. É um pátio com três lanços de arcos sobre pilastras maciças. Foi construído na altura das obras de ampliação do mosteiro, no tempo do abade Frei Manuel de S. Tomás (1740-1743). Os cronistas da época dedicaram-se a descrever detalhadamente esta construção, que foi ampliada com os dormitórios localizados na ala oeste, ao longo da rua das Taipas, durante as obras realizadas entre 1777 e 1780.&amp;lt;small&amp;gt;&amp;lt;sup&amp;gt;[23]&amp;lt;/sup&amp;gt;&amp;lt;/small&amp;gt; Trata-se de uma obra simples, típica de um claustro destinado aos serviços monásticos e não apresenta nenhum elemento ornamental que a enriqueça.&amp;lt;small&amp;gt;&amp;lt;sup&amp;gt;[24]&amp;lt;/sup&amp;gt;&amp;lt;/small&amp;gt; Este claustro, composto por três pisos separados por frisos, apresenta apenas duas alas formadas por arcos plenos sustentados por pilares, enquanto os pisos superiores possuem janelas do tipo guilhotina.&amp;lt;small&amp;gt;&amp;lt;sup&amp;gt;[25]&amp;lt;/sup&amp;gt;&amp;lt;/small&amp;gt; A fachada da cela dos beneditinos apresenta quatro vãos gradeados, não integrais, e ornamentados ao centro com o brasão de armas da Congregação Beneditina, à semelhança dos vãos da galilé.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
O Mosteiro foi a parte mais afetada de São Bento da Vitória, tendo sofrido pela passagem dos séculos. Perderam-se todos os azulejos descritos nos registos dos «Estados», bem como toda a talha e pinturas. Sob o uso militar quase constante a partir das invasões francesas de 1808, as suas amplas salas, bibliotecas e arquivo foram gradualmente devastados. Além disso, uma grande parte do edifício permaneceu virtualmente abandonada, chegando a ameaçar ruína.&amp;lt;small&amp;gt;&amp;lt;sup&amp;gt;[26]&amp;lt;/sup&amp;gt;&amp;lt;/small&amp;gt; Este mosteiro, ao longo da sua história, serviu como aquartelamento às tropas napoleónicas, hospital militar e, posteriormente, a outras funções militares após a extinção das ordens religiosas em 1834.&amp;lt;small&amp;gt;&amp;lt;sup&amp;gt;[27]&amp;lt;/sup&amp;gt;&amp;lt;/small&amp;gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
A partir de 1984, o edifício passou por um processo de restauração orientado pelo Instituto Português do Património Arquitetónico (IPPAR). Estas intervenções possibilitaram a adaptação de diferentes espaços a novos usos. O claustro nobre e as suas adjacências passaram a abrigar a sede da Orquestra Clássica do Porto. Na igreja, ala norte e no terceiro andar da ala poente, foi instalada a Cela dos Padres Beneditinos. Já o espaço que inclui o claustro dos carros e a ala transversal, passou a acolher o Arquivo Distrital do Porto. O espaço do mosteiro foi, assim, dividido e ocupado por estas três entidades, sofrendo as devidas adaptações necessárias para atender às suas necessidades específicas. Contudo, essas intervenções foram concretizadas com cuidado, preservando a traça original e diversos elementos de importância arquitetónica.&amp;lt;small&amp;gt;&amp;lt;sup&amp;gt;[28]&amp;lt;/sup&amp;gt;&amp;lt;/small&amp;gt; Em 2007, o Estado atribui ao Teatro Nacional de São João (TNSJ) uma parte significativa do mosteiro, abrangendo a ala nascente, parte da ala sul e o Claustro Nobre.&amp;lt;small&amp;gt;&amp;lt;sup&amp;gt;[29]&amp;lt;/sup&amp;gt;&amp;lt;/small&amp;gt; Outros espaços do edifício foram também adaptados para atender às novas funções do TNSJ. A antiga biblioteca, localizada no piso superior, foi transformada numa sala de apresentações teatrais. Por sua vez, as galerias que rodeiam o claustro, também no piso superior, foram destinadas à exposição de objetos cenográficos e peças de figurino utilizados nos espetáculos.&amp;lt;small&amp;gt;&amp;lt;sup&amp;gt;[30]&amp;lt;/sup&amp;gt;&amp;lt;/small&amp;gt;&lt;br /&gt;
=== Património integrado ===&lt;br /&gt;
A seguinte tabela apresenta algumas obras que se inserem no património integrado da igreja de São Bento da Vitória e foi elaborada tendo como base os livros &#039;&#039;Obras de talha dourada, ensamblagem, e pintura na cidade e diocese do Porto&#039;&#039; (Brandão 1984), &#039;&#039;O Mosteiro de S. Bento da Vitória: quatrocentos anos&#039;&#039; (Moreno 1997) e &#039;&#039;S. Bento da Vitória, do Porto, à luz dos «Estados» de Tibães&#039;&#039; (Smith 1950?).&lt;br /&gt;
{| class=&amp;quot;wikitable&amp;quot;&lt;br /&gt;
|&#039;&#039;&#039;Identificação&#039;&#039;&#039;&lt;br /&gt;
|&#039;&#039;&#039;Datação&#039;&#039;&#039;&lt;br /&gt;
|&#039;&#039;&#039;Autoria&#039;&#039;&#039;&lt;br /&gt;
|-&lt;br /&gt;
|Coro alto e outras obras de ensamblagem e de talha (estante, púlpitos, grades e  portas)&lt;br /&gt;
|Contrato  de setembro de 1704. Não executado. O prazo seria até dia 29 de setembro de 1705&lt;br /&gt;
|António  de Azevedo Fernandes, mestre ensamblador e Domingos Nunes, entalhador&lt;br /&gt;
|-&lt;br /&gt;
|Cadeirado do coro, portas do coro e grades das seis capelas e cruzeiro&lt;br /&gt;
|Contrato  de maio de 1718. As cadeiras e as portas do coro deveriam estar prontas até ao dia 15 de outubro  de 1718 e as grades até ao fim de março de 1719&lt;br /&gt;
|Manuel  Vieira e António Cardoso, mestres ensambladores&lt;br /&gt;
|-&lt;br /&gt;
|Varanda e talha dos órgãos (verdadeiro e mudo)&lt;br /&gt;
|Triénio de 1716-19&lt;br /&gt;
|Gabriel  Rodrigues, entalhador bracarense&lt;br /&gt;
|-&lt;br /&gt;
|Retábulo da capela-mor&lt;br /&gt;
|Triénio de 1716-19 e dourado entre 1722-25&lt;br /&gt;
|Talvez  por Gabriel Rodrigues, entalhador de Landim, Famalicão&lt;br /&gt;
|-&lt;br /&gt;
|Cadeiral do coro alto&lt;br /&gt;
|Triénio de 1716-1719&lt;br /&gt;
|Marceliano  de Araújo&lt;br /&gt;
|-&lt;br /&gt;
|Órgão de tubos&lt;br /&gt;
|Antes de 1719. Em finais de abril desse ano já estava em fase adiantada de  construção&lt;br /&gt;
|Fr.  Manuel de S. Bento, irmão donato beneditino&lt;br /&gt;
|-&lt;br /&gt;
|Estátuas dos púlpitos&lt;br /&gt;
|1722&lt;br /&gt;
|Gabriel  Rodrigues&lt;br /&gt;
|-&lt;br /&gt;
|Dois frontais de talha para os altares colaterais de Santa Escolástica e Santa Gertrudes e douramento do retábulo-mor&lt;br /&gt;
|Triénio de 1722-25&lt;br /&gt;
|Os  frontais de talha dourada para os altares colaterais foram oferecidos por um  devoto.&lt;br /&gt;
|-&lt;br /&gt;
|Retábulos dos topos do transepto&lt;br /&gt;
|Triénio de 1755-58&lt;br /&gt;
|José  da Fonseca Lima e José Martins Tinoco&lt;br /&gt;
|}&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
=== Objeto ou conjunto em destaque - O cadeiral do coro alto ===&lt;br /&gt;
O coro alto, sobre a galilé, era destinado à recitação das horas canónicas da liturgia monástica. O cadeiral, foi encomendado em 1704 e executado por Marceliano de Araújo entre 1716 e 1719, em madeira de jacarandá proveniente de 30 toros trazidos diretamente do Brasil em 1716. Ao centro destaca-se a cadeira abacial, rodeada por 50 estalas dispostas em forma de U, todas com as “misericórdias” cuidadosamente trabalhadas. O lambrim exibe 32 painéis em talha policromada e dourada em 1759, ilustrando cenas da vida de São Bento conforme os “Diálogos” de São Gregório Magno.&amp;lt;small&amp;gt;&amp;lt;sup&amp;gt;[31]&amp;lt;/sup&amp;gt;&amp;lt;/small&amp;gt; Nas superfícies irregulares das dramáticas caras destas figuras, refletem-se os mesmos maneirismos das imagens dos dosséis dos púlpitos, entalhadas por Gabriel Rodrigues em 1722. Vê-se, portanto, que o espaldar do cadeiral de São Bento da Vitória resulta da colaboração entre Gabriel Rodrigues, de Landim, e Marceliano de Araújo, de Braga, seguindo a traça de um autor ainda desconhecido. O cadeiral apresenta uma série de volutas adornadas com folhagens, de onde surgem golfinhos na fila inferior e meios-corpos femininos na superior, introduzindo um motivo inovador nos cadeirais do século XVIII. Embora influenciado pelas cadeiras de Tibães, distingue-se pelos seus perfis laterais e pelas garras de leão que alternam com as volutas nos pés das cadeiras, características de uma nova época.&amp;lt;small&amp;gt;&amp;lt;sup&amp;gt;[32]&amp;lt;/sup&amp;gt;&amp;lt;/small&amp;gt; O destaque deste cadeiral, considerado o mais notável do reino, é o imponente espaldar entalhado, dourado e estufado em 1759 por Manuel Homem Soares. Este, como foi dito anteriormente, é composto por 32 painéis em relevo, principalmente dedicados à vida de São Bento, com dois da história de Santa Escolástica, dispostos em duas filas como quadros em molduras ricamente talhadas. Esta organização remete ao sistema utilizado nas ilhargas da capela de Santa Gertrudes da igreja beneditina de São Martinho de Tibães, possivelmente do mesmo escultor, entre o triénio de 1710 e 1713.  Em ambos os monumentos, as figuras dos painéis destacam-se pela sua vivacidade, enriquecidas por uma abundância de detalhes de mobiliário e arquitetura.&amp;lt;small&amp;gt;&amp;lt;sup&amp;gt;[33]&amp;lt;/sup&amp;gt;&amp;lt;/small&amp;gt; Os painéis estão organizados em duas sequências horizontais: a inferior, com molduras retangulares e, a superior, predominantemente octogonais, exceto por dois painéis nas paredes do lado do Evangelho e da Epístola. A narrativa inicia-se na parte inferior do lado da Epístola, prosseguindo até ao lado do Evangelho, e recomeça na parte superior com os painéis octogonais, estendendo-se pelas três paredes do coro alto.&amp;lt;small&amp;gt;&amp;lt;sup&amp;gt;[34]&amp;lt;/sup&amp;gt;&amp;lt;/small&amp;gt; Os relevos de São Bento da Vitória seguem uma narrativa linear e lógica, semelhante ao II livro dos Diálogos. A primeira cena, amplamente retratada em Portugal, representa o nascimento de São Bento e de Santa Escolástica. A comparação destes relevos com os livros de emblemas usados na iconografia beneditina em Portugal, revela claras semelhanças entre a obra e a matriz, tanto nos espaços como nas personagens, e pode indicar que Marcelino de Araújo teve contacto com essas obras ou outras baseadas nelas.&amp;lt;small&amp;gt;&amp;lt;sup&amp;gt;[35]&amp;lt;/sup&amp;gt;&amp;lt;/small&amp;gt; Além dos 32 painéis principais, existem mais 4 dourados, mas não policromados, que representam santos beneditinos em trajes pontificais, o que totaliza o número de 36 painéis. Os dois quadros centrais não são alusivos à vida de São Bento nem possuem numeração. O painel central sobre a cadeira abacial, sem número, apresenta São Bento a entregar Regra a monges e monjas. O santo com vestes prelatícias é ladeado por anjos e o listel exibe a inscrição “&#039;&#039;De cello offertur tibi non alteri&#039;&#039;”.&amp;lt;small&amp;gt;&amp;lt;sup&amp;gt;[36]&amp;lt;/sup&amp;gt;&amp;lt;/small&amp;gt; O painel superior, retrata a figura de São Bento de pé, em posição hierática com vestes prelatícias, flanqueado por dois anjos que lhe entregam a mitra e o báculo.&amp;lt;small&amp;gt;&amp;lt;sup&amp;gt;[37]&amp;lt;/sup&amp;gt;&amp;lt;/small&amp;gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
== O arquiteto Diogo Marques Lucas ==&lt;br /&gt;
Diogo Marques Lucas em setembro de 1594 foi nomeado para um dos três lugares de aprendiz de arquitetura, a qual aprenderia com Filippe Terzo.&amp;lt;small&amp;gt;&amp;lt;sup&amp;gt;[38]&amp;lt;/sup&amp;gt;&amp;lt;/small&amp;gt; Assim, Diogo Marques foi um dos primeiros arquitetos a receber uma formação privilegiada, que incluía lições teóricas no campo da geometria, assim como estudos de arquitetura com o arquiteto-mor Felipe Terzi. Após o falecimento do arquiteto italiano, Diogo Marques continuou a complementar o seu estudo teórico com Nicolau de Frias até 1610, permanecendo com o cargo de “aprendiz” de arquitetura até 1616, altura em que foi substituído por Mateus Couto. Durante os inícios do novo século, aprendeu, auxiliou e colaborou nas principais obras régias, como também forneceu traças da sua própria autoria.&amp;lt;small&amp;gt;&amp;lt;sup&amp;gt;[39]&amp;lt;/sup&amp;gt;&amp;lt;/small&amp;gt; A sua substituição na «aula» de arquitetura coincidiu com a sua ascensão profissional e nomeação como mestre de obras do Convento de Cristo, em Tomar, após a renúncia de Pero Fernandes de Torres no ano anterior. Com um salário anual de 80.000 reais, manteve o cargo até à sua morte, sendo sucedido por Pero Vaz Pereira em 1641. Em janeiro de 1614, Diogo Marques foi proposto para ocupar o cargo de «mestre de obras» das Ordens Militares, juntamente com Pedro Nunes Tinoco e Mateus do Couto, após a morte do arquiteto Baltasar Álvares. No entanto, a nomeação recaiu em Mateus do Couto cinco anos depois. Em 1640, era já falecido, conforme mencionado numa breve missiva do prior do Convento de Cristo de Tomar.&amp;lt;small&amp;gt;&amp;lt;sup&amp;gt;[40]&amp;lt;/sup&amp;gt;&amp;lt;/small&amp;gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
== Imagens e Iconografia do Objeto ==&lt;br /&gt;
=== Objeto arquitetónico ===&lt;br /&gt;
&amp;lt;gallery mode=&amp;quot;packed-hover&amp;quot;&amp;gt;&lt;br /&gt;
Ficheiro:Interior São Bento da Vitória.jpg|Vista do interior da Igreja de São Bento da Vitória através do lado da Epístola&lt;br /&gt;
Ficheiro:IMG 1433.jpg|Vista do interior da Igreja de São Bento da Vitória. Fotografia capturada a partir do coro alto.&lt;br /&gt;
&amp;lt;/gallery&amp;gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
=== Património integrado ===&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
=== Objeto ou conjunto em destaque ===&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
== Fontes e Bibliografia ==&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
=== Fontes ===&lt;br /&gt;
&amp;lt;small&amp;gt;[1] SOARES, Renan Marinho de Morais, 2021&#039;&#039;. Do Sagrado ao Profano a reutilização adaptativa nos mosteiros portugueses – Mosteiro de Santa Maria do Bouro, Mosteiro de São Bento da Vitória e Mosteiro de Santo Tirso.&#039;&#039; Dissertação de Mestrado, Faculdade de Letras da Universidade do Porto, 126-127.&amp;lt;/small&amp;gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&amp;lt;small&amp;gt;[2] MORENO, Humberto Carlos Baquero, dir., 1997. &#039;&#039;O Mosteiro de S. Bento da Vitória: quatrocentos anos.&#039;&#039; Porto: Edições Afrontamento, 47.&amp;lt;/small&amp;gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&amp;lt;small&amp;gt;[3] QUARESMA, Maria Clementina de Carvalho,1995. &#039;&#039;Inventário Artístico de Portugal Cidade do Porto&#039;&#039;. Lisboa: Academia Nacional das Belas-Artes, 192.&amp;lt;/small&amp;gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&amp;lt;small&amp;gt;[4] PEREIRA, Ana Cristina da Cunha, 2007. &#039;&#039;Os Conventos do Porto. Descontinuidades, Transformação e Reutilização&#039;&#039;. Dissertação de Mestrado, Faculdade de Arquitetura da Universidade do Porto, 239.&amp;lt;/small&amp;gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&amp;lt;small&amp;gt;[5] SOARES, Renan Marinho de Morais, 2021&#039;&#039;. Do Sagrado ao Profano a reutilização adaptativa nos mosteiros portugueses – Mosteiro de Santa Maria do Bouro, Mosteiro de São Bento da Vitória e Mosteiro de Santo Tirso.&#039;&#039; Dissertação de Mestrado, Faculdade de Letras da Universidade do Porto, 134.&amp;lt;/small&amp;gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&amp;lt;small&amp;gt;[6] PEREIRA, Ana Cristina da Cunha, 2007. &#039;&#039;Os Conventos do Porto. Descontinuidades, Transformação e Reutilização&#039;&#039;. Dissertação de Mestrado, Faculdade de Arquitetura da Universidade do Porto, 240.&amp;lt;/small&amp;gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&amp;lt;small&amp;gt;[7] Agenda Cultural do Porto, 2023. &#039;&#039;Miradouro da Vitória – Porto.&#039;&#039; [consult. 2024-11-22]. Disponível em &amp;lt;nowiki&amp;gt;https://agendaculturalporto.org/miradouro-da-vitoria-porto/&amp;lt;/nowiki&amp;gt;&amp;lt;/small&amp;gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&amp;lt;small&amp;gt;[8] PEREIRA, Ana Cristina da Cunha, 2007. &#039;&#039;Os Conventos do Porto. Descontinuidades, Transformação e Reutilização&#039;&#039;. Dissertação de Mestrado, Faculdade de Arquitetura da Universidade do Porto, 241.&amp;lt;/small&amp;gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&amp;lt;small&amp;gt;[9] FILIPE, Ana, 2012. &#039;&#039;Convento de São Bento da Vitória.&#039;&#039; SIPA [Sistema de Informação para o Património Arquitetónico] [consult. 2024-11-14] Disponível em: &amp;lt;nowiki&amp;gt;http://www.monumentos.gov.pt/Site/APP_PagesUser/SIPA.aspx?id=5556&amp;lt;/nowiki&amp;gt;&amp;lt;/small&amp;gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&amp;lt;small&amp;gt;[10] MORENO, Humberto Carlos Baquero, dir., 1997. &#039;&#039;O Mosteiro de S. Bento da Vitória: quatrocentos anos.&#039;&#039; Porto: Edições Afrontamento, 56.&amp;lt;/small&amp;gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&amp;lt;small&amp;gt;[11] QUARESMA, Maria Clementina de Carvalho,1995. &#039;&#039;Inventário Artístico de Portugal Cidade do Porto&#039;&#039;. Lisboa: Academia Nacional das Belas-Artes, 192-193.&amp;lt;/small&amp;gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&amp;lt;small&amp;gt;[12] MORENO, Humberto Carlos Baquero, dir., 1997. &#039;&#039;O Mosteiro de S. Bento da Vitória: quatrocentos anos.&#039;&#039; Porto: Edições Afrontamento, 63.&amp;lt;/small&amp;gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&amp;lt;small&amp;gt;[13] QUARESMA, Maria Clementina de Carvalho,1995. &#039;&#039;Inventário Artístico de Portugal Cidade do Porto&#039;&#039;. Lisboa: Academia Nacional das Belas-Artes, 193.&amp;lt;/small&amp;gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&amp;lt;small&amp;gt;[14] MORENO, Humberto Carlos Baquero, dir., 1997. &#039;&#039;O Mosteiro de S. Bento da Vitória: quatrocentos anos.&#039;&#039; Porto: Edições Afrontamento, 61.&amp;lt;/small&amp;gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&amp;lt;small&amp;gt;[15] FILIPE, Ana, 2012. &#039;&#039;Convento de São Bento da Vitória.&#039;&#039; SIPA [Sistema de Informação para o Património Arquitetónico] [consult. 2024-11-14] Disponível em: &amp;lt;nowiki&amp;gt;http://www.monumentos.gov.pt/Site/APP_PagesUser/SIPA.aspx?id=5556&amp;lt;/nowiki&amp;gt;&amp;lt;/small&amp;gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&amp;lt;small&amp;gt;[16] MORENO, Humberto Carlos Baquero, dir., 1997. &#039;&#039;O Mosteiro de S. Bento da Vitória: quatrocentos anos.&#039;&#039; Porto: Edições Afrontamento, 56-57.&amp;lt;/small&amp;gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&amp;lt;small&amp;gt;[17] SMITH, Robert C, 1950?. &#039;&#039;S. Bento da Vitória, do Porto, à luz dos «Estados» de Tibães&#039;&#039;. Porto: Livraria Fernando Machado, 44.&amp;lt;/small&amp;gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&amp;lt;small&amp;gt;[18] MORENO, Humberto Carlos Baquero, dir., 1997. &#039;&#039;O Mosteiro de S. Bento da Vitória: quatrocentos anos.&#039;&#039; Porto: Edições Afrontamento, 45-46.&amp;lt;/small&amp;gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&amp;lt;small&amp;gt;[19] FILIPE, Ana, 2012. &#039;&#039;Convento de São Bento da Vitória.&#039;&#039; SIPA [Sistema de Informação para o Património Arquitetónico] [consult. 2024-11-14] Disponível em: &amp;lt;nowiki&amp;gt;http://www.monumentos.gov.pt/Site/APP_PagesUser/SIPA.aspx?id=5556&amp;lt;/nowiki&amp;gt;&amp;lt;/small&amp;gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&amp;lt;small&amp;gt;[20] SILVA, Nuno Miguel Maia da, 2012. &#039;&#039;Claustros Serlianos em Portugal 1558 –163.&#039;&#039; Dissertação de Mestrado, Faculdade de Ciências e Tecnologia da Universidade de Coimbra, 158.&amp;lt;/small&amp;gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&amp;lt;small&amp;gt;[21] MORENO, Humberto Carlos Baquero, dir., 1997. &#039;&#039;O Mosteiro de S. Bento da Vitória: quatrocentos anos.&#039;&#039; Porto: Edições Afrontamento, 66.&amp;lt;/small&amp;gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&amp;lt;small&amp;gt;[22] TNSJ [Teatro Nacional de São João], s.d. &#039;&#039;Mosteiro de São Bento da Vitória, Edifícios&#039;&#039;. [consult. 2024-11-16] Disponível em &amp;lt;nowiki&amp;gt;https://www.tnsj.pt/pt/edificios/mosteiro-de-sao-bento-da-vitoria&amp;lt;/nowiki&amp;gt;&amp;lt;/small&amp;gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&amp;lt;small&amp;gt;[23] MORENO, Humberto Carlos Baquero, dir., 1997. &#039;&#039;O Mosteiro de S. Bento da Vitória: quatrocentos anos.&#039;&#039; Porto: Edições Afrontamento, 75.&amp;lt;/small&amp;gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&amp;lt;small&amp;gt;[24] QUARESMA, Maria Clementina de Carvalho,1995. &#039;&#039;Inventário Artístico de Portugal Cidade do Porto&#039;&#039;. Lisboa: Academia Nacional das Belas-Artes, 195.&amp;lt;/small&amp;gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&amp;lt;small&amp;gt;[25] FILIPE, Ana, 2012. &#039;&#039;Convento de São Bento da Vitória.&#039;&#039; SIPA [Sistema de Informação para o Património Arquitetónico] [consult. 2024-11-14] Disponível em: &amp;lt;nowiki&amp;gt;http://www.monumentos.gov.pt/Site/APP_PagesUser/SIPA.aspx?id=5556&amp;lt;/nowiki&amp;gt;&amp;lt;/small&amp;gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&amp;lt;small&amp;gt;[26] SMITH, Robert C, 1950?. &#039;&#039;S. Bento da Vitória, do Porto, à luz dos «Estados» de Tibães&#039;&#039;. Porto: Livraria Fernando Machado, 44-45.&amp;lt;/small&amp;gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&amp;lt;small&amp;gt;[27] QUARESMA, Maria Clementina de Carvalho,1995. &#039;&#039;Inventário Artístico de Portugal Cidade do Porto&#039;&#039;. Lisboa: Academia Nacional das Belas-Artes, 195.&amp;lt;/small&amp;gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&amp;lt;small&amp;gt;[28] MORENO, Humberto Carlos Baquero, dir., 1997. &#039;&#039;O Mosteiro de S. Bento da Vitória: quatrocentos anos.&#039;&#039; Porto: Edições Afrontamento, 87.&amp;lt;/small&amp;gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&amp;lt;small&amp;gt;[29]  TNSJ [Teatro Nacional de São João], s.d. &#039;&#039;Mosteiro de São Bento da Vitória, Edifícios&#039;&#039;. [consult. 2024-11-16] Disponível em &amp;lt;nowiki&amp;gt;https://www.tnsj.pt/pt/edificios/mosteiro-de-sao-bento-da-vitoria&amp;lt;/nowiki&amp;gt;&amp;lt;/small&amp;gt; &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&amp;lt;small&amp;gt;[30] SOARES, Renan Marinho de Morais, 2021&#039;&#039;.&#039;&#039; &#039;&#039;Do Sagrado ao Profano a reutilização adaptativa nos mosteiros portugueses – Mosteiro de Santa Maria do Bouro, Mosteiro de São Bento da Vitória e Mosteiro de Santo Tirso&#039;&#039;. Dissertação de Mestrado, Faculdade de Letras da Universidade do Porto, 153.&amp;lt;/small&amp;gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&amp;lt;small&amp;gt;[31] MORENO, Humberto Carlos Baquero, dir., 1997. &#039;&#039;O Mosteiro de S. Bento da Vitória: quatrocentos anos.&#039;&#039; Porto: Edições Afrontamento, 61-62.&amp;lt;/small&amp;gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&amp;lt;small&amp;gt;[32] SMITH, Robert C, 1968. &#039;&#039;Cadeirais de Portugal&#039;&#039;. Lisboa: Livros Horizonte, 50-51.&amp;lt;/small&amp;gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&amp;lt;small&amp;gt;[33] SMITH, Robert C, 1968. &#039;&#039;Cadeirais de Portugal&#039;&#039;. Lisboa: Livros Horizonte, 51-52.&amp;lt;/small&amp;gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&amp;lt;small&amp;gt;[34] PAULA, Mara Raquel Rodrigues de, 2023. &#039;&#039;Diálogos imagéticos. Iconografia beneditina em Portugal e a sua conexão com as fontes impressas da Idade Moderna&#039;&#039;. Tese de Doutoramento, Faculdade de Letras da Universidade do Porto, 158-159.&amp;lt;/small&amp;gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&amp;lt;small&amp;gt;[35] PAULA, Mara Raquel Rodrigues de, 2023. &#039;&#039;Diálogos imagéticos. Iconografia beneditina em Portugal e a sua conexão com as fontes impressas da Idade Moderna&#039;&#039;. Tese de Doutoramento, Faculdade de Letras da Universidade do Porto, 162.&amp;lt;/small&amp;gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&amp;lt;small&amp;gt;[36] DIAS, Geraldo Coelho, 2020. &#039;&#039;Hagiografia e iconografia beneditinas: Os “Diálogos” do papa S. Gregório Magno&#039;&#039;. N.º 3 (1996): Via Spiritus: Revista de História da Espiritualidade e do Sentimento Religioso, 19-20.&amp;lt;/small&amp;gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&amp;lt;small&amp;gt;[37] DIAS, Geraldo Coelho, 2020. &#039;&#039;Hagiografia e iconografia beneditinas: Os “Diálogos” do papa S. Gregório Magno&#039;&#039;. N.º 3 (1996): Via Spiritus: Revista de História da Espiritualidade e do Sentimento Religioso, 22.&amp;lt;/small&amp;gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&amp;lt;small&amp;gt;[38] SOUSA VITERBO, Franscisco Marques de, 1899. &#039;&#039;Diccionario historico e documental dos architectos, engenheiros e constructores portuguezes ou a serviço de Portugal&#039;&#039;. Lisboa: Imprensa Nacional, p. 139.&amp;lt;/small&amp;gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&amp;lt;small&amp;gt;[39] RUÃO, Carlos, 2006. &#039;&#039;«O Eupalinos Moderno» Teoria e Prática da Arquitectura Religiosa em Portugal 1550-1640. Volume II, Da «Corte» à «Província»&#039;&#039;. Tese de Doutoramento, Faculdade de Letras da Universidade de Coimbra, 284.&amp;lt;/small&amp;gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&amp;lt;small&amp;gt;[40] RUÃO, Carlos, 2006. &#039;&#039;«O Eupalinos Moderno» Teoria e Prática da Arquitectura Religiosa em Portugal 1550-1640. Volume II, Da «Corte» à «Província»&#039;&#039;. Tese de Doutoramento, Faculdade de Letras da Universidade de Coimbra, 285.&amp;lt;/small&amp;gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
=== Bibliografia ===&lt;br /&gt;
BRANDÃO, Domingos de Pinho, 1984. &#039;&#039;Obras de talha dourada, ensamblagem, e pintura na cidade e diocese do Porto&#039;&#039;. Porto: Oficinas Gráficos Reunidos.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
DIAS, Geraldo Coelho, 2020. &#039;&#039;Hagiografia e iconografia beneditinas: Os “Diálogos” do papa S. Gregório Magno&#039;&#039;. N.º 3 (1996): Via Spiritus: Revista de História da Espiritualidade e do Sentimento Religioso. &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
DIAS, Geraldo José Amadeu Coelho, 1997. &#039;&#039;São Bento da Vitória: Quatrocentos Anos da Fundação do Mosteiro&#039;&#039;. O Tripeiro, 7.ª série, ano 16, n.º 6-7, jun./jul. 1997, p. 162-169. Porto: Associação Comercial do Porto. Disponível em: &amp;lt;nowiki&amp;gt;https://hdl.handle.net/10216/61351&amp;lt;/nowiki&amp;gt; &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
MORENO, Humberto Baquero, dir., 1997. &#039;&#039;O Mosteiro de S. Bento da Vitória: quatrocentos anos&#039;&#039;. Porto: Edições Afrontamento.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
PAULA, Mara Raquel Rodrigues de, 2023. &#039;&#039;Diálogos imagéticos. Iconografia beneditina em Portugal e a sua conexão com as fontes impressas da Idade Moderna&#039;&#039;. Tese de Doutoramento, Faculdade de Letras da Universidade do Porto. Disponível em: &amp;lt;nowiki&amp;gt;https://hdl.handle.net/10216/152548&amp;lt;/nowiki&amp;gt;. pp. 145-168&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
PEREIRA, Ana Cristina da Cunha, 2007. &#039;&#039;Os Conventos do Porto. Descontinuidades, Transformação e Reutilização&#039;&#039;. Dissertação de Mestrado, Faculdade de Arquitetura da Universidade do Porto. Disponível em: &amp;lt;nowiki&amp;gt;http://hdl.handle.net/10216/64322&amp;lt;/nowiki&amp;gt;. pp. 227-245&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
QUARESMA, Maria Clementina de Carvalho,1995. &#039;&#039;Inventário Artístico de Portugal Cidade do Porto&#039;&#039;. Lisboa: Academia Nacional das Belas-Artes. pp. 191-195&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
RUÃO, Carlos, 2006. &#039;&#039;«O Eupalinos Moderno» Teoria e Prática da Arquitectura Religiosa em Portugal 1550-1640. Volume II, Da «Corte» à «Província»&#039;&#039;. Tese de Doutoramento, Faculdade de Letras da Universidade de Coimbra. Disponível em: &amp;lt;nowiki&amp;gt;https://hdl.handle.net/10316/9600&amp;lt;/nowiki&amp;gt;. pp. 284-287&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
SILVA, Nuno Miguel Maia da, 2012. &#039;&#039;Claustros Serlianos em Portugal 1558 –163.&#039;&#039; Dissertação de Mestrado, Faculdade de Ciências e Tecnologia da Universidade de Coimbra. Disponível em: &amp;lt;nowiki&amp;gt;https://hdl.handle.net/10316/23318&amp;lt;/nowiki&amp;gt;. pp. 156-158&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
SMITH, Robert C., 1950?. &#039;&#039;S. Bento da Vitória, do Porto, à luz dos «Estados» de Tibães&#039;&#039;. Porto: Livraria Fernando Machado&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
SMITH, Robert C., 1968. &#039;&#039;Cadeirais de Portugal&#039;&#039;. Lisboa: Livros Horizonte. pp. 48-52&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
SOARES, Renan Marinho de Morais, 2021&#039;&#039;.&#039;&#039; &#039;&#039;Do Sagrado ao Profano a reutilização adaptativa nos mosteiros portugueses – Mosteiro de Santa Maria do Bouro, Mosteiro de São Bento da Vitória e Mosteiro de Santo Tirso&#039;&#039;. Dissertação de Mestrado, Faculdade de Letras da Universidade do Porto. Disponível em: &amp;lt;nowiki&amp;gt;https://hdl.handle.net/10216/139814&amp;lt;/nowiki&amp;gt;. pp. 123-156&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
SOUSA VITERBO, Franscisco Marques de, 1899. &#039;&#039;Diccionario historico e documental dos architectos, engenheiros e constructores portuguezes ou a serviço de Portugal&#039;&#039;. Volume 2. Lisboa: Imprensa Nacional&lt;/div&gt;</summary>
		<author><name>Danielafernandes01</name></author>
	</entry>
	<entry>
		<id>https://wikimedia.pt/PortoRenascentista/index.php?title=Igreja_e_Mosteiro_de_S%C3%A3o_Bento_da_Vit%C3%B3ria_do_Porto&amp;diff=235</id>
		<title>Igreja e Mosteiro de São Bento da Vitória do Porto</title>
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		<updated>2025-03-08T17:17:51Z</updated>

		<summary type="html">&lt;p&gt;Danielafernandes01: &lt;/p&gt;
&lt;hr /&gt;
&lt;div&gt;[[Ficheiro:Fachada São Bento da Vitória.jpg|esquerda|miniaturadaimagem|Fotografia da fachada da igreja do mosteiro de São Bento da Vitória do Porto. Esta imagem foi capturada através da Rua de São Bento da Vitória. ]]&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
== Identificação ==&lt;br /&gt;
{| class=&amp;quot;wikitable&amp;quot;&lt;br /&gt;
|&#039;&#039;&#039;Designação&#039;&#039;&#039;&lt;br /&gt;
|Mosteiro de São Bento da Vitória &lt;br /&gt;
|-&lt;br /&gt;
|&#039;&#039;&#039;Localização&#039;&#039;&#039;&lt;br /&gt;
|Distrito do Porto, União das Freguesias de Cedofeita, Santo Ildefonso, Sé, Miragaia, São Nicolau e Vitória&#039;&#039;,&#039;&#039; Rua de São Bento da Vitória 45, 4050-542, junto ao edifício do atual Centro Português de Fotografia&lt;br /&gt;
|-&lt;br /&gt;
|&#039;&#039;&#039;Cronologia&#039;&#039;&#039;&lt;br /&gt;
|Séculos XVII-XVIII&lt;br /&gt;
|-&lt;br /&gt;
|&#039;&#039;&#039;Autor(es)&#039;&#039;&#039;&lt;br /&gt;
|Diogo Marques Lucas&lt;br /&gt;
|}&lt;br /&gt;
O Mosteiro de São Bento da Vitória é uma arquitetura de tipologia religiosa. Pertencia à Ordem Beneditina, instituída por S. Bento (480-547) em 529. Foi fundado em 1598 após a ordenação do capítulo Geral, em 1546, celebrada em Tibães, data onde foi tomada a decisão da fundação deste mosteiro. Após longas e complicadas negociações, os monges da Antiga Congregação Beneditina Portuguesa decidiram erguer este mosteiro como símbolo de presença monástica e ponto de apoio para os monges que viajavam de norte a sul ou vice-versa. Situava-se dentro das muralhas medievais do velho burgo junto à porta do Olival em terrenos cedidos pela Câmara que anteriormente abrigavam parte da judiaria nova. A sua construção teve como base a traça inicial de Diogo Marques Lucas, arquiteto do rei trazido de Lisboa pelo D. Abade Geral. No entanto, a sua construção seria lenta e não contínua, tendo-se prolongado quase ao longo de dois séculos, não só devido a certos entraves, principalmente no que se refere à aquisição dos terrenos, mas também porque os beneditinos nunca deixaram de transformar, ampliar e embelezar o seu mosteiro.&amp;lt;small&amp;gt;&amp;lt;sup&amp;gt;[1]&amp;lt;/sup&amp;gt;&amp;lt;/small&amp;gt; As obras iniciaram-se pela igreja em 1604 e a primeira pedra do mosteiro foi benzida pelo bispo D. Jerónimo de Meneses e colocada pelo próprio Abade Geral Frei Baltasar de Braga, ainda no segundo triénio, de 1596 a 1599.&amp;lt;small&amp;gt;&amp;lt;sup&amp;gt;[2]&amp;lt;/sup&amp;gt;&amp;lt;/small&amp;gt; Há quem considere que o mosteiro tenha sido concluído em 1646 e a igreja terminada em 1690. Contudo, a enorme extensão do período da execução das obras não permite identificar datas exatas.&amp;lt;small&amp;gt;&amp;lt;sup&amp;gt;[3]&amp;lt;/sup&amp;gt;&amp;lt;/small&amp;gt;&lt;br /&gt;
== Estado da Arte ==&lt;br /&gt;
Este objeto arquitetónico é referido na obra &#039;&#039;O Mosteiro de S. Bento da Vitória: quatrocentos anos&#039;&#039; (MORENO, 1997), bastante completa e de carácter geral, que apresenta o contexto histórico e a descrição do mosteiro e igreja. Além disso, as obras &#039;&#039;S. Bento da Vitória, do Porto, à luz dos «Estados» de Tibães&#039;&#039; (SMITH, 1950?) e &#039;&#039;Inventário Artístico de Portugal Cidade do Porto&#039;&#039; (QUARESMA, 1995) complementam o estudo do património integrado e oferecem descrições da igreja. &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
As dissertações de mestrado &#039;&#039;Os Conventos do Porto. Descontinuidades, Transformação e Reutilização&#039;&#039; (PEREIRA, 2007) e &#039;&#039;Do Sagrado ao Profano a reutilização adaptativa nos mosteiros portugueses – Mosteiro de Santa Maria do Bouro, Mosteiro de São Bento da Vitória e Mosteiro de Santo Tirso&#039;&#039; (SOARES, 2021), foram proveitosas no que concerne ao período após a extinção das ordens religiosas, à requalificação e às adaptações que o espaço sofreu. A tese de doutoramento &#039;&#039;Diálogos imagéticos. Iconografia beneditina em Portugal e a sua conexão com as fontes impressas da Idade Moderna&#039;&#039; (PAULA, 2023) facilitou o estudo na leitura iconográfica do património integrado, principalmente do cadeiral do coro alto. Relativamente ao cadeiral, a obra &#039;&#039;Cadeirais de Portugal&#039;&#039; (SMITH, 1968) e o artigo &#039;&#039;Hagiografia e iconografia beneditinas: Os “Diálogos” do papa S. Gregório Magno&#039;&#039; (DIAS, 2020) foram essenciais, tanto para a descrição formal como para a leitura iconográfica. Ainda no património integrado, o livro &#039;&#039;Obras de talha dourada, ensamblagem, e pintura na cidade e diocese do Porto&#039;&#039; (BRANDÃO, 1984) garantiu informações sobre autoria, datações e contratos.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Quanto ao estudo do claustro nobre do mosteiro, a tese de mestrado &#039;&#039;Claustros Serlianos em Portugal 1558 –163&#039;&#039; (SILVA, 2012) foi essencial para a descrição e compreensão do mesmo. Por fim, para conhecer o arquiteto responsável da traça inicial deste Mosteiro, a leitura da tese de doutoramento &#039;&#039;«O Eupalinos Moderno» Teoria e Prática da Arquitectura Religiosa em Portugal 1550-1640&#039;&#039; (RUÃO, 2006) e a consulta do &#039;&#039;Diccionario historico e documental dos architectos, engenheiros e constructores portuguezes ou a serviço de Portugal&#039;&#039; (VITERBO, 1899) revelaram-se fulcrais, pois apresentam alguns dados biográficos do responsável pelo projeto do edifício.&lt;br /&gt;
== Enquadramento ==&lt;br /&gt;
[[Ficheiro:Vista do Terreiro da Sé da Igreja de São Bento da Vitória.jpg|esquerda|miniaturadaimagem|Vista da fachada da Igreja de São Bento da Vitória, a partir do Terreiro da Sé do Porto. É possível observar a sua posição paralela ao atual Centro Português de Fotografia (CPF)]]&lt;br /&gt;
O Mosteiro de São Bento da Vitória situa-se no morro da freguesia da Vitória, junto à porta do Olival, dentro de muralhas, sem grande espaço para horta e cerca. Ocupa todo o interior do quarteirão entre a rua das Taipas, travessa das Taipas, rua de S. Bento da Vitória e travessa de S. Bento,  paralelo a norte com o edifício da antiga cadeia da Relação, atual Centro Português de Fotografia. Têm então um enquadramento urbano, erguendo-se em pleno centro histórico.&amp;lt;small&amp;gt;&amp;lt;sup&amp;gt;[4]&amp;lt;/sup&amp;gt;&amp;lt;/small&amp;gt; O facto de estar inserido num quarteirão sem cerca preservou o seu perímetro e a sua configuração exterior até hoje.&amp;lt;small&amp;gt;&amp;lt;sup&amp;gt;[5]&amp;lt;/sup&amp;gt;&amp;lt;/small&amp;gt; A fachada monumental da sua igreja está situada no ponto mais alto do conjunto, abrindo-se para uma rua estreita que dificulta uma leitura frontal, exceto através da observação em pontos altos da cidade, como por exemplo, no Terreiro da Sé, já que a fachada se volta na sua direção. O mosteiro tem uma área total de implantação de cerca de 4.000 m2, desenvolvendo-se ao redor de dois claustros. O próprio edifício faz a transição para o espaço exterior e a entrada principal fazia-se pela portaria que se encontrava ao lado da igreja na galilé na rua de S. Bento da Vitória. O acesso ao conjunto monástico faz-se hoje tanto através da rua das Taipas, onde atualmente se situa o Arquivo Distrital do Porto, como pela rua de S. Bento da Vitória, onde se localiza a fachada da igreja e faz-se o acesso ao mosteiro, agora pertencente ao Teatro Nacional de São João.&amp;lt;small&amp;gt;&amp;lt;sup&amp;gt;[6]&amp;lt;/sup&amp;gt;&amp;lt;/small&amp;gt; Nesta mesma rua, a sul, localiza-se a Igreja Paroquial de Nossa Senhora da Vitória, na confluência com a Rua da Bataria da Vitória. A sul, também se encontra o Miradouro da Vitória, onde os visitantes podem desfrutar de vistas sobre o casario da Vitória, o Rio Douro, a Sé Catedral, o Paço Episcopal, a Ponte Luís I e a zona beira-rio de Gaia.&amp;lt;small&amp;gt;&amp;lt;sup&amp;gt;[7]&amp;lt;/sup&amp;gt;&amp;lt;/small&amp;gt;&lt;br /&gt;
== Descrição ==&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
=== Objeto arquitetónico ===&lt;br /&gt;
A igreja de São Bento da Vitória é orientada a poente, não seguindo a orientação canónica das igrejas medievais. Isto acontece devido às condicionantes do terreno e à muralha medieval a este.&amp;lt;small&amp;gt;&amp;lt;sup&amp;gt;[8]&amp;lt;/sup&amp;gt;&amp;lt;/small&amp;gt; A igreja é de planta cruciforme, longitudinal, de nave única, precedida por uma galilé e transepto saliente. A fachada, toda de cantaria de granito, divide-se em três registos delimitados por cornijas salientes e vários corpos ritmados por pilastras. No primeiro registo, abrem-se cinco vãos para a rua de arco de volta perfeita, todos com gradeamentos de ferro, sendo o central mais alto do que os restantes que ostenta o brasão de armas da Ordem de São Bento e os outros quatro emblemas religiosos. No segundo registo, duas janelas com frontão curvo, flanqueando três nichos, os laterais com frontões triangulares e o central com frontão circular, com sobrecéu em forma de concha e imagens de barro pintado de Santa Escolástica, São Bento e Santa Gertrudes Magna. O terceiro registo, mais estreito e com remate lateral curvo é rasgado por uma janela termal interrompida por pilastras, que permite uma ampla iluminação no coro-alto da igreja. A rematar a fachada, sobre uma cornija, um último registo com frontão circular e um nicho que alberga a imagem de Nossa Senhora da Vitória, em homenagem à freguesia na qual se ergueu esta igreja e mosteiro. As duas torres quadrangulares, em cantaria com duplas pilastras nos cunhais e cobertas com cúpula bolbosas, foram integradas no corpo da igreja por cima das primeiras capelas laterais, depois da galilé.&amp;lt;small&amp;gt;[&amp;lt;sup&amp;gt;9]&amp;lt;/sup&amp;gt;&amp;lt;/small&amp;gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
A cobertura do corpo da igreja é de abóbada de berço em caixotões de granito bem lavrado, que se estende a todo o comprimento sendo intercetada pela abóbada do transepto e cruzeiro.&amp;lt;small&amp;gt;&amp;lt;sup&amp;gt;[10]&amp;lt;/sup&amp;gt;&amp;lt;/small&amp;gt; A nave tem seis capelas colaterais intercomunicantes entre si, de arco pleno e cobertura em abóbada de berço em caixotões, com retábulos de talha. Sobre quatro dessas capelas abrem-se janelas gémeas, quatro de cada lado, com varandas de ferro fundido douradas e sanefas de talha. Sobre o arco das restantes, junto ao coro-alto, estão os órgãos de tubos em talha, suportados por atlantes.&amp;lt;small&amp;gt;&amp;lt;sup&amp;gt;[11]&amp;lt;/sup&amp;gt;&amp;lt;/small&amp;gt; Apenas o órgão do lado da Epístola é verdadeiro, concebido e construído pelo irmão donato beneditino Fr. Manuel de S. Bento.&amp;lt;small&amp;gt;&amp;lt;sup&amp;gt;[12]&amp;lt;/sup&amp;gt;&amp;lt;/small&amp;gt; Junto ao transepto, nas extremidades da nave, estão os púlpitos.&amp;lt;small&amp;gt;&amp;lt;sup&amp;gt;[13]&amp;lt;/sup&amp;gt;&amp;lt;/small&amp;gt; Estes púlpitos erguem-se sobre peanhas ou mísulas de pedra, com grades torneadas de pau preto e são rematados por dois dóceis com imagens de Gabriel Rodrigues executadas em 1722.&amp;lt;sup&amp;gt;&amp;lt;small&amp;gt;[14]&amp;lt;/small&amp;gt;&amp;lt;/sup&amp;gt; O transepto também é coberto por abóbada de canhão em caixotões e o cruzeiro reveste-se por uma abóbada nervurada. Os braços do transepto têm no topo retábulos em talha, sendo ladeados por portas e janelas, coroadas por sanefas de talha e rematados por uma janela termal.&amp;lt;small&amp;gt;&amp;lt;sup&amp;gt;[15]&amp;lt;/sup&amp;gt;&amp;lt;/small&amp;gt; A flanquear o arco triunfal capelas com retábulos em talha encimados por janelas retangulares com sanefas. O arco-triunfal é coroado por uma grandiosa sanefa, em cujo centro se destaca o escudo da Congregação Beneditina Portuguesa. A capela-mor, retangular e profunda, seguindo a cobertura da nave, é rasgada em cada lado por três janelões com sanefas em talha que encimam o cadeiral e abriga um amplo retábulo de talha em forma de arco de triunfo, enquadrado por duas arquivoltas concêntricas e colunas torsas ou salomónicas que se abre para dar lugar ao trono do Santíssimo Sacramento, escalonado.&amp;lt;small&amp;gt;&amp;lt;sup&amp;gt;[16]&amp;lt;/sup&amp;gt;&amp;lt;/small&amp;gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
A sul da igreja de São Bento da Vitória, levanta-se o vasto bloco conventual, ocupando um espaço retangular entre as ruas paralelas de S. Bento da Vitória a este, das Taipas a oeste e a estreita Travessa das Taipas a sul.&amp;lt;small&amp;gt;&amp;lt;sup&amp;gt;[17]&amp;lt;/sup&amp;gt;&amp;lt;/small&amp;gt; A norte, levanta-se a monumental igreja.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
O mosteiro de São Bento da Vitória é um conjunto arquitetónico monástico, onde cada parte tem a sua função específica. Reparte-se por dois grupos de corpos ao redor de dois espaços abertos, chamados claustros, separados por um corpo intermédio. A sua construção passou por três fases até chegar ao acabamento total, sendo edificado pouco a pouco, ao longo de mais de dois séculos: a primeira fase corresponde à edificação da ala nascente, parte da ala sul e claustro, ainda que tenha sido concluído mais tarde (1596-1630); a segunda, por sua vez, à igreja nova e anexos (1680-1708); e a terceira, por fim, aos dormitórios novos, ala poente e claustro dos carros (1741-1780).&amp;lt;small&amp;gt;&amp;lt;sup&amp;gt;[18]&amp;lt;/sup&amp;gt;&amp;lt;/small&amp;gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
O edifício conventual, de alvenaria rebocada, apresenta pilastras nos cunhais, coroadas por pináculos. Composto por quatro pisos, a sua fachada é regularmente marcada por janelas, tendo os dois pisos superiores bandeiras.&amp;lt;small&amp;gt;&amp;lt;sup&amp;gt;[19]&amp;lt;/sup&amp;gt;&amp;lt;/small&amp;gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
O claustro nobre, do silêncio ou do cemitério, de planta quadrangular, todo em cantaria, “articula em cada ala três arcos de volta perfeita delimitados por duplas pilastras que incorporam no espaço interpilastral dois pequenos vãos, um portal retangular e um falso janelão superior.” (SILVA, 2012: 158). As almofadas do intradorso dos arcos são decoradas com motivos de “ponta-de-diamante” e ovais. Um entablamento liso separa o primeiro piso do segundo, onde se abrem janelas retangulares de varandins com balaustrada de cantaria e rematadas por frontões triangulares e curvo, ao centro. As abóbadas dos corredores do claustro são de arestas com chave central de florão.&amp;lt;small&amp;gt;&amp;lt;sup&amp;gt;[20]&amp;lt;/sup&amp;gt;&amp;lt;/small&amp;gt; O espaço aberto do claustro era ornamentado por um jardim de canteiros, tendo ao centro um imponente chafariz datado de 1777-80 com o brutesco de Hércules e da hidra (1783), obra que há muito se perdeu.&amp;lt;small&amp;gt;&amp;lt;sup&amp;gt;[21]&amp;lt;/sup&amp;gt;&amp;lt;/small&amp;gt; Em 2001, o claustro foi coberto por uma concha acústica, uma estrutura em aço assente em quatro pilares e o foi-lhe colocado um soalho de madeira. O espaço é utilizado atualmente para a realização de espetáculos teatrais, concertos e eventos especiais, além de receber iniciativas externas de natureza diversa. &amp;lt;small&amp;gt;&amp;lt;sup&amp;gt;[22]&amp;lt;/sup&amp;gt;&amp;lt;/small&amp;gt; Nuno da Silva, na sua Dissertação de Mestrado Integrado em Arquitetura, classifica este claustro como serliano, um grupo de claustros clássicos portugueses. O autor indica que estes modelos estão visivelmente enraizados à arquitetura palladiana e veneziana e são caracterizados pelos vãos arqueados que se intercalam com os vãos retangulares. Isto resulta numa nova forma de vão e de sustento da abóbada. Esta tipologia foi primeiramente adotada no claustro do Convento de Cristo em Tomar e pode ser encontrada em outras arquiteturas posteriores. Como ainda, data este claustro de 1608 e indica que é dado como concluído no início da segunda metade do século XVII, como afirma Frei Leão de S. Tomás em 1651 “a claustra no que toca a obra de pedra está acabada, mas do mais não está ainda perfeita.”&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
O segundo claustro, denomina-se de “claustro dos carros”, nome atribuído devido à sua função de receber os carros responsáveis pelo abastecimento do conjunto monástico. É um pátio com três lanços de arcos sobre pilastras maciças. Foi construído na altura das obras de ampliação do mosteiro, no tempo do abade Frei Manuel de S. Tomás (1740-1743). Os cronistas da época dedicaram-se a descrever detalhadamente esta construção, que foi ampliada com os dormitórios localizados na ala oeste, ao longo da rua das Taipas, durante as obras realizadas entre 1777 e 1780.&amp;lt;small&amp;gt;&amp;lt;sup&amp;gt;[23]&amp;lt;/sup&amp;gt;&amp;lt;/small&amp;gt; Trata-se de uma obra simples, típica de um claustro destinado aos serviços monásticos e não apresenta nenhum elemento ornamental que a enriqueça.&amp;lt;small&amp;gt;&amp;lt;sup&amp;gt;[24]&amp;lt;/sup&amp;gt;&amp;lt;/small&amp;gt; Este claustro, composto por três pisos separados por frisos, apresenta apenas duas alas formadas por arcos plenos sustentados por pilares, enquanto os pisos superiores possuem janelas do tipo guilhotina.&amp;lt;small&amp;gt;&amp;lt;sup&amp;gt;[25]&amp;lt;/sup&amp;gt;&amp;lt;/small&amp;gt; A fachada da cela dos beneditinos apresenta quatro vãos gradeados, não integrais, e ornamentados ao centro com o brasão de armas da Congregação Beneditina, à semelhança dos vãos da galilé.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
O Mosteiro foi a parte mais afetada de São Bento da Vitória, tendo sofrido pela passagem dos séculos. Perderam-se todos os azulejos descritos nos registos dos «Estados», bem como toda a talha e pinturas. Sob o uso militar quase constante a partir das invasões francesas de 1808, as suas amplas salas, bibliotecas e arquivo foram gradualmente devastados. Além disso, uma grande parte do edifício permaneceu virtualmente abandonada, chegando a ameaçar ruína.&amp;lt;small&amp;gt;&amp;lt;sup&amp;gt;[26]&amp;lt;/sup&amp;gt;&amp;lt;/small&amp;gt; Este mosteiro, ao longo da sua história, serviu como aquartelamento às tropas napoleónicas, hospital militar e, posteriormente, a outras funções militares após a extinção das ordens religiosas em 1834.&amp;lt;small&amp;gt;&amp;lt;sup&amp;gt;[27]&amp;lt;/sup&amp;gt;&amp;lt;/small&amp;gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
A partir de 1984, o edifício passou por um processo de restauração orientado pelo Instituto Português do Património Arquitetónico (IPPAR). Estas intervenções possibilitaram a adaptação de diferentes espaços a novos usos. O claustro nobre e as suas adjacências passaram a abrigar a sede da Orquestra Clássica do Porto. Na igreja, ala norte e no terceiro andar da ala poente, foi instalada a Cela dos Padres Beneditinos. Já o espaço que inclui o claustro dos carros e a ala transversal, passou a acolher o Arquivo Distrital do Porto. O espaço do mosteiro foi, assim, dividido e ocupado por estas três entidades, sofrendo as devidas adaptações necessárias para atender às suas necessidades específicas. Contudo, essas intervenções foram concretizadas com cuidado, preservando a traça original e diversos elementos de importância arquitetónica.&amp;lt;small&amp;gt;&amp;lt;sup&amp;gt;[28]&amp;lt;/sup&amp;gt;&amp;lt;/small&amp;gt; Em 2007, o Estado atribui ao Teatro Nacional de São João (TNSJ) uma parte significativa do mosteiro, abrangendo a ala nascente, parte da ala sul e o Claustro Nobre.&amp;lt;small&amp;gt;&amp;lt;sup&amp;gt;[29]&amp;lt;/sup&amp;gt;&amp;lt;/small&amp;gt; Outros espaços do edifício foram também adaptados para atender às novas funções do TNSJ. A antiga biblioteca, localizada no piso superior, foi transformada numa sala de apresentações teatrais. Por sua vez, as galerias que rodeiam o claustro, também no piso superior, foram destinadas à exposição de objetos cenográficos e peças de figurino utilizados nos espetáculos.&amp;lt;small&amp;gt;&amp;lt;sup&amp;gt;[30]&amp;lt;/sup&amp;gt;&amp;lt;/small&amp;gt;&lt;br /&gt;
=== Património integrado ===&lt;br /&gt;
A seguinte tabela apresenta algumas obras que se inserem no património integrado da igreja de São Bento da Vitória e foi elaborada tendo como base os livros &#039;&#039;Obras de talha dourada, ensamblagem, e pintura na cidade e diocese do Porto&#039;&#039; (Brandão 1984), &#039;&#039;O Mosteiro de S. Bento da Vitória: quatrocentos anos&#039;&#039; (Moreno 1997) e &#039;&#039;S. Bento da Vitória, do Porto, à luz dos «Estados» de Tibães&#039;&#039; (Smith 1950?).&lt;br /&gt;
{| class=&amp;quot;wikitable&amp;quot;&lt;br /&gt;
|&#039;&#039;&#039;Identificação&#039;&#039;&#039;&lt;br /&gt;
|&#039;&#039;&#039;Datação&#039;&#039;&#039;&lt;br /&gt;
|&#039;&#039;&#039;Autoria&#039;&#039;&#039;&lt;br /&gt;
|-&lt;br /&gt;
|Coro alto e outras obras de ensamblagem e de talha (estante, púlpitos, grades e  portas)&lt;br /&gt;
|Contrato  de setembro de 1704. Não executado. O prazo seria até dia 29 de setembro de 1705&lt;br /&gt;
|António  de Azevedo Fernandes, mestre ensamblador e Domingos Nunes, entalhador&lt;br /&gt;
|-&lt;br /&gt;
|Cadeirado do coro, portas do coro e grades das seis capelas e cruzeiro&lt;br /&gt;
|Contrato  de maio de 1718. As cadeiras e as portas do coro deveriam estar prontas até ao dia 15 de outubro  de 1718 e as grades até ao fim de março de 1719&lt;br /&gt;
|Manuel  Vieira e António Cardoso, mestres ensambladores&lt;br /&gt;
|-&lt;br /&gt;
|Varanda e talha dos órgãos (verdadeiro e mudo)&lt;br /&gt;
|Triénio de 1716-19&lt;br /&gt;
|Gabriel  Rodrigues, entalhador bracarense&lt;br /&gt;
|-&lt;br /&gt;
|Retábulo da capela-mor&lt;br /&gt;
|Triénio de 1716-19 e dourado entre 1722-25&lt;br /&gt;
|Talvez  por Gabriel Rodrigues, entalhador de Landim, Famalicão&lt;br /&gt;
|-&lt;br /&gt;
|Cadeiral do coro alto&lt;br /&gt;
|Triénio de 1716-1719&lt;br /&gt;
|Marceliano  de Araújo&lt;br /&gt;
|-&lt;br /&gt;
|Órgão de tubos&lt;br /&gt;
|Antes de 1719. Em finais de abril desse ano já estava em fase adiantada de  construção&lt;br /&gt;
|Fr.  Manuel de S. Bento, irmão donato beneditino&lt;br /&gt;
|-&lt;br /&gt;
|Estátuas dos púlpitos&lt;br /&gt;
|1722&lt;br /&gt;
|Gabriel  Rodrigues&lt;br /&gt;
|-&lt;br /&gt;
|Dois frontais de talha para os altares colaterais de Santa Escolástica e Santa Gertrudes e douramento do retábulo-mor&lt;br /&gt;
|Triénio de 1722-25&lt;br /&gt;
|Os  frontais de talha dourada para os altares colaterais foram oferecidos por um  devoto.&lt;br /&gt;
|-&lt;br /&gt;
|Retábulos dos topos do transepto&lt;br /&gt;
|Triénio de 1755-58&lt;br /&gt;
|José  da Fonseca Lima e José Martins Tinoco&lt;br /&gt;
|}&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
=== Objeto ou conjunto em destaque - O cadeiral do coro alto ===&lt;br /&gt;
O coro alto, sobre a galilé, era destinado à recitação das horas canónicas da liturgia monástica. O cadeiral, foi encomendado em 1704 e executado por Marceliano de Araújo entre 1716 e 1719, em madeira de jacarandá proveniente de 30 toros trazidos diretamente do Brasil em 1716. Ao centro destaca-se a cadeira abacial, rodeada por 50 estalas dispostas em forma de U, todas com as “misericórdias” cuidadosamente trabalhadas. O lambrim exibe 32 painéis em talha policromada e dourada em 1759, ilustrando cenas da vida de São Bento conforme os “Diálogos” de São Gregório Magno.&amp;lt;small&amp;gt;&amp;lt;sup&amp;gt;[31]&amp;lt;/sup&amp;gt;&amp;lt;/small&amp;gt; Nas superfícies irregulares das dramáticas caras destas figuras, refletem-se os mesmos maneirismos das imagens dos dosséis dos púlpitos, entalhadas por Gabriel Rodrigues em 1722. Vê-se, portanto, que o espaldar do cadeiral de São Bento da Vitória resulta da colaboração entre Gabriel Rodrigues, de Landim, e Marceliano de Araújo, de Braga, seguindo a traça de um autor ainda desconhecido. O cadeiral apresenta uma série de volutas adornadas com folhagens, de onde surgem golfinhos na fila inferior e meios-corpos femininos na superior, introduzindo um motivo inovador nos cadeirais do século XVIII. Embora influenciado pelas cadeiras de Tibães, distingue-se pelos seus perfis laterais e pelas garras de leão que alternam com as volutas nos pés das cadeiras, características de uma nova época.&amp;lt;small&amp;gt;&amp;lt;sup&amp;gt;[32]&amp;lt;/sup&amp;gt;&amp;lt;/small&amp;gt; O destaque deste cadeiral, considerado o mais notável do reino, é o imponente espaldar entalhado, dourado e estufado em 1759 por Manuel Homem Soares. Este, como foi dito anteriormente, é composto por 32 painéis em relevo, principalmente dedicados à vida de São Bento, com dois da história de Santa Escolástica, dispostos em duas filas como quadros em molduras ricamente talhadas. Esta organização remete ao sistema utilizado nas ilhargas da capela de Santa Gertrudes da igreja beneditina de São Martinho de Tibães, possivelmente do mesmo escultor, entre o triénio de 1710 e 1713.  Em ambos os monumentos, as figuras dos painéis destacam-se pela sua vivacidade, enriquecidas por uma abundância de detalhes de mobiliário e arquitetura.&amp;lt;small&amp;gt;&amp;lt;sup&amp;gt;[33]&amp;lt;/sup&amp;gt;&amp;lt;/small&amp;gt; Os painéis estão organizados em duas sequências horizontais: a inferior, com molduras retangulares e, a superior, predominantemente octogonais, exceto por dois painéis nas paredes do lado do Evangelho e da Epístola. A narrativa inicia-se na parte inferior do lado da Epístola, prosseguindo até ao lado do Evangelho, e recomeça na parte superior com os painéis octogonais, estendendo-se pelas três paredes do coro alto.&amp;lt;small&amp;gt;&amp;lt;sup&amp;gt;[34]&amp;lt;/sup&amp;gt;&amp;lt;/small&amp;gt; Os relevos de São Bento da Vitória seguem uma narrativa linear e lógica, semelhante ao II livro dos Diálogos. A primeira cena, amplamente retratada em Portugal, representa o nascimento de São Bento e de Santa Escolástica. A comparação destes relevos com os livros de emblemas usados na iconografia beneditina em Portugal, revela claras semelhanças entre a obra e a matriz, tanto nos espaços como nas personagens, e pode indicar que Marcelino de Araújo teve contacto com essas obras ou outras baseadas nelas.&amp;lt;small&amp;gt;&amp;lt;sup&amp;gt;[35]&amp;lt;/sup&amp;gt;&amp;lt;/small&amp;gt; Além dos 32 painéis principais, existem mais 4 dourados, mas não policromados, que representam santos beneditinos em trajes pontificais, o que totaliza o número de 36 painéis. Os dois quadros centrais não são alusivos à vida de São Bento nem possuem numeração. O painel central sobre a cadeira abacial, sem número, apresenta São Bento a entregar Regra a monges e monjas. O santo com vestes prelatícias é ladeado por anjos e o listel exibe a inscrição “&#039;&#039;De cello offertur tibi non alteri&#039;&#039;”.&amp;lt;small&amp;gt;&amp;lt;sup&amp;gt;[36]&amp;lt;/sup&amp;gt;&amp;lt;/small&amp;gt; O painel superior, retrata a figura de São Bento de pé, em posição hierática com vestes prelatícias, flanqueado por dois anjos que lhe entregam a mitra e o báculo.&amp;lt;small&amp;gt;&amp;lt;sup&amp;gt;[37]&amp;lt;/sup&amp;gt;&amp;lt;/small&amp;gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
== O arquiteto Diogo Marques Lucas ==&lt;br /&gt;
Diogo Marques Lucas em setembro de 1594 foi nomeado para um dos três lugares de aprendiz de arquitetura, a qual aprenderia com Filippe Terzo.&amp;lt;small&amp;gt;&amp;lt;sup&amp;gt;[38]&amp;lt;/sup&amp;gt;&amp;lt;/small&amp;gt; Assim, Diogo Marques foi um dos primeiros arquitetos a receber uma formação privilegiada, que incluía lições teóricas no campo da geometria, assim como estudos de arquitetura com o arquiteto-mor Felipe Terzi. Após o falecimento do arquiteto italiano, Diogo Marques continuou a complementar o seu estudo teórico com Nicolau de Frias até 1610, permanecendo com o cargo de “aprendiz” de arquitetura até 1616, altura em que foi substituído por Mateus Couto. Durante os inícios do novo século, aprendeu, auxiliou e colaborou nas principais obras régias, como também forneceu traças da sua própria autoria.&amp;lt;small&amp;gt;&amp;lt;sup&amp;gt;[39]&amp;lt;/sup&amp;gt;&amp;lt;/small&amp;gt; A sua substituição na «aula» de arquitetura coincidiu com a sua ascensão profissional e nomeação como mestre de obras do Convento de Cristo, em Tomar, após a renúncia de Pero Fernandes de Torres no ano anterior. Com um salário anual de 80.000 reais, manteve o cargo até à sua morte, sendo sucedido por Pero Vaz Pereira em 1641. Em janeiro de 1614, Diogo Marques foi proposto para ocupar o cargo de «mestre de obras» das Ordens Militares, juntamente com Pedro Nunes Tinoco e Mateus do Couto, após a morte do arquiteto Baltasar Álvares. No entanto, a nomeação recaiu em Mateus do Couto cinco anos depois. Em 1640, era já falecido, conforme mencionado numa breve missiva do prior do Convento de Cristo de Tomar.&amp;lt;small&amp;gt;&amp;lt;sup&amp;gt;[40]&amp;lt;/sup&amp;gt;&amp;lt;/small&amp;gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
== Imagens e Iconografia do Objeto ==&lt;br /&gt;
=== Objeto arquitetónico ===&lt;br /&gt;
&amp;lt;gallery mode=&amp;quot;packed-overlay&amp;quot;&amp;gt;&lt;br /&gt;
Ficheiro:Interior São Bento da Vitória.jpg|Vista do interior da Igreja de São Bento da Vitória através do lado da Epístola&lt;br /&gt;
Ficheiro:IMG 1433.jpg|Vista do interior da Igreja de São Bento da Vitória. Fotografia capturada a partir do coro alto.&lt;br /&gt;
&amp;lt;/gallery&amp;gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
=== Património integrado ===&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
=== Objeto ou conjunto em destaque ===&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
== Fontes e Bibliografia ==&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
=== Fontes ===&lt;br /&gt;
&amp;lt;small&amp;gt;[1] SOARES, Renan Marinho de Morais, 2021&#039;&#039;. Do Sagrado ao Profano a reutilização adaptativa nos mosteiros portugueses – Mosteiro de Santa Maria do Bouro, Mosteiro de São Bento da Vitória e Mosteiro de Santo Tirso.&#039;&#039; Dissertação de Mestrado, Faculdade de Letras da Universidade do Porto, 126-127.&amp;lt;/small&amp;gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&amp;lt;small&amp;gt;[2] MORENO, Humberto Carlos Baquero, dir., 1997. &#039;&#039;O Mosteiro de S. Bento da Vitória: quatrocentos anos.&#039;&#039; Porto: Edições Afrontamento, 47.&amp;lt;/small&amp;gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&amp;lt;small&amp;gt;[3] QUARESMA, Maria Clementina de Carvalho,1995. &#039;&#039;Inventário Artístico de Portugal Cidade do Porto&#039;&#039;. Lisboa: Academia Nacional das Belas-Artes, 192.&amp;lt;/small&amp;gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&amp;lt;small&amp;gt;[4] PEREIRA, Ana Cristina da Cunha, 2007. &#039;&#039;Os Conventos do Porto. Descontinuidades, Transformação e Reutilização&#039;&#039;. Dissertação de Mestrado, Faculdade de Arquitetura da Universidade do Porto, 239.&amp;lt;/small&amp;gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&amp;lt;small&amp;gt;[5] SOARES, Renan Marinho de Morais, 2021&#039;&#039;. Do Sagrado ao Profano a reutilização adaptativa nos mosteiros portugueses – Mosteiro de Santa Maria do Bouro, Mosteiro de São Bento da Vitória e Mosteiro de Santo Tirso.&#039;&#039; Dissertação de Mestrado, Faculdade de Letras da Universidade do Porto, 134.&amp;lt;/small&amp;gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&amp;lt;small&amp;gt;[6] PEREIRA, Ana Cristina da Cunha, 2007. &#039;&#039;Os Conventos do Porto. Descontinuidades, Transformação e Reutilização&#039;&#039;. Dissertação de Mestrado, Faculdade de Arquitetura da Universidade do Porto, 240.&amp;lt;/small&amp;gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&amp;lt;small&amp;gt;[7] Agenda Cultural do Porto, 2023. &#039;&#039;Miradouro da Vitória – Porto.&#039;&#039; [consult. 2024-11-22]. Disponível em &amp;lt;nowiki&amp;gt;https://agendaculturalporto.org/miradouro-da-vitoria-porto/&amp;lt;/nowiki&amp;gt;&amp;lt;/small&amp;gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&amp;lt;small&amp;gt;[8] PEREIRA, Ana Cristina da Cunha, 2007. &#039;&#039;Os Conventos do Porto. Descontinuidades, Transformação e Reutilização&#039;&#039;. Dissertação de Mestrado, Faculdade de Arquitetura da Universidade do Porto, 241.&amp;lt;/small&amp;gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&amp;lt;small&amp;gt;[9] FILIPE, Ana, 2012. &#039;&#039;Convento de São Bento da Vitória.&#039;&#039; SIPA [Sistema de Informação para o Património Arquitetónico] [consult. 2024-11-14] Disponível em: &amp;lt;nowiki&amp;gt;http://www.monumentos.gov.pt/Site/APP_PagesUser/SIPA.aspx?id=5556&amp;lt;/nowiki&amp;gt;&amp;lt;/small&amp;gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&amp;lt;small&amp;gt;[10] MORENO, Humberto Carlos Baquero, dir., 1997. &#039;&#039;O Mosteiro de S. Bento da Vitória: quatrocentos anos.&#039;&#039; Porto: Edições Afrontamento, 56.&amp;lt;/small&amp;gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&amp;lt;small&amp;gt;[11] QUARESMA, Maria Clementina de Carvalho,1995. &#039;&#039;Inventário Artístico de Portugal Cidade do Porto&#039;&#039;. Lisboa: Academia Nacional das Belas-Artes, 192-193.&amp;lt;/small&amp;gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&amp;lt;small&amp;gt;[12] MORENO, Humberto Carlos Baquero, dir., 1997. &#039;&#039;O Mosteiro de S. Bento da Vitória: quatrocentos anos.&#039;&#039; Porto: Edições Afrontamento, 63.&amp;lt;/small&amp;gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&amp;lt;small&amp;gt;[13] QUARESMA, Maria Clementina de Carvalho,1995. &#039;&#039;Inventário Artístico de Portugal Cidade do Porto&#039;&#039;. Lisboa: Academia Nacional das Belas-Artes, 193.&amp;lt;/small&amp;gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&amp;lt;small&amp;gt;[14] MORENO, Humberto Carlos Baquero, dir., 1997. &#039;&#039;O Mosteiro de S. Bento da Vitória: quatrocentos anos.&#039;&#039; Porto: Edições Afrontamento, 61.&amp;lt;/small&amp;gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&amp;lt;small&amp;gt;[15] FILIPE, Ana, 2012. &#039;&#039;Convento de São Bento da Vitória.&#039;&#039; SIPA [Sistema de Informação para o Património Arquitetónico] [consult. 2024-11-14] Disponível em: &amp;lt;nowiki&amp;gt;http://www.monumentos.gov.pt/Site/APP_PagesUser/SIPA.aspx?id=5556&amp;lt;/nowiki&amp;gt;&amp;lt;/small&amp;gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&amp;lt;small&amp;gt;[16] MORENO, Humberto Carlos Baquero, dir., 1997. &#039;&#039;O Mosteiro de S. Bento da Vitória: quatrocentos anos.&#039;&#039; Porto: Edições Afrontamento, 56-57.&amp;lt;/small&amp;gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&amp;lt;small&amp;gt;[17] SMITH, Robert C, 1950?. &#039;&#039;S. Bento da Vitória, do Porto, à luz dos «Estados» de Tibães&#039;&#039;. Porto: Livraria Fernando Machado, 44.&amp;lt;/small&amp;gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&amp;lt;small&amp;gt;[18] MORENO, Humberto Carlos Baquero, dir., 1997. &#039;&#039;O Mosteiro de S. Bento da Vitória: quatrocentos anos.&#039;&#039; Porto: Edições Afrontamento, 45-46.&amp;lt;/small&amp;gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&amp;lt;small&amp;gt;[19] FILIPE, Ana, 2012. &#039;&#039;Convento de São Bento da Vitória.&#039;&#039; SIPA [Sistema de Informação para o Património Arquitetónico] [consult. 2024-11-14] Disponível em: &amp;lt;nowiki&amp;gt;http://www.monumentos.gov.pt/Site/APP_PagesUser/SIPA.aspx?id=5556&amp;lt;/nowiki&amp;gt;&amp;lt;/small&amp;gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&amp;lt;small&amp;gt;[20] SILVA, Nuno Miguel Maia da, 2012. &#039;&#039;Claustros Serlianos em Portugal 1558 –163.&#039;&#039; Dissertação de Mestrado, Faculdade de Ciências e Tecnologia da Universidade de Coimbra, 158.&amp;lt;/small&amp;gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&amp;lt;small&amp;gt;[21] MORENO, Humberto Carlos Baquero, dir., 1997. &#039;&#039;O Mosteiro de S. Bento da Vitória: quatrocentos anos.&#039;&#039; Porto: Edições Afrontamento, 66.&amp;lt;/small&amp;gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&amp;lt;small&amp;gt;[22] TNSJ [Teatro Nacional de São João], s.d. &#039;&#039;Mosteiro de São Bento da Vitória, Edifícios&#039;&#039;. [consult. 2024-11-16] Disponível em &amp;lt;nowiki&amp;gt;https://www.tnsj.pt/pt/edificios/mosteiro-de-sao-bento-da-vitoria&amp;lt;/nowiki&amp;gt;&amp;lt;/small&amp;gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&amp;lt;small&amp;gt;[23] MORENO, Humberto Carlos Baquero, dir., 1997. &#039;&#039;O Mosteiro de S. Bento da Vitória: quatrocentos anos.&#039;&#039; Porto: Edições Afrontamento, 75.&amp;lt;/small&amp;gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&amp;lt;small&amp;gt;[24] QUARESMA, Maria Clementina de Carvalho,1995. &#039;&#039;Inventário Artístico de Portugal Cidade do Porto&#039;&#039;. Lisboa: Academia Nacional das Belas-Artes, 195.&amp;lt;/small&amp;gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&amp;lt;small&amp;gt;[25] FILIPE, Ana, 2012. &#039;&#039;Convento de São Bento da Vitória.&#039;&#039; SIPA [Sistema de Informação para o Património Arquitetónico] [consult. 2024-11-14] Disponível em: &amp;lt;nowiki&amp;gt;http://www.monumentos.gov.pt/Site/APP_PagesUser/SIPA.aspx?id=5556&amp;lt;/nowiki&amp;gt;&amp;lt;/small&amp;gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&amp;lt;small&amp;gt;[26] SMITH, Robert C, 1950?. &#039;&#039;S. Bento da Vitória, do Porto, à luz dos «Estados» de Tibães&#039;&#039;. Porto: Livraria Fernando Machado, 44-45.&amp;lt;/small&amp;gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&amp;lt;small&amp;gt;[27] QUARESMA, Maria Clementina de Carvalho,1995. &#039;&#039;Inventário Artístico de Portugal Cidade do Porto&#039;&#039;. Lisboa: Academia Nacional das Belas-Artes, 195.&amp;lt;/small&amp;gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&amp;lt;small&amp;gt;[28] MORENO, Humberto Carlos Baquero, dir., 1997. &#039;&#039;O Mosteiro de S. Bento da Vitória: quatrocentos anos.&#039;&#039; Porto: Edições Afrontamento, 87.&amp;lt;/small&amp;gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&amp;lt;small&amp;gt;[29]  TNSJ [Teatro Nacional de São João], s.d. &#039;&#039;Mosteiro de São Bento da Vitória, Edifícios&#039;&#039;. [consult. 2024-11-16] Disponível em &amp;lt;nowiki&amp;gt;https://www.tnsj.pt/pt/edificios/mosteiro-de-sao-bento-da-vitoria&amp;lt;/nowiki&amp;gt;&amp;lt;/small&amp;gt; &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&amp;lt;small&amp;gt;[30] SOARES, Renan Marinho de Morais, 2021&#039;&#039;.&#039;&#039; &#039;&#039;Do Sagrado ao Profano a reutilização adaptativa nos mosteiros portugueses – Mosteiro de Santa Maria do Bouro, Mosteiro de São Bento da Vitória e Mosteiro de Santo Tirso&#039;&#039;. Dissertação de Mestrado, Faculdade de Letras da Universidade do Porto, 153.&amp;lt;/small&amp;gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&amp;lt;small&amp;gt;[31] MORENO, Humberto Carlos Baquero, dir., 1997. &#039;&#039;O Mosteiro de S. Bento da Vitória: quatrocentos anos.&#039;&#039; Porto: Edições Afrontamento, 61-62.&amp;lt;/small&amp;gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&amp;lt;small&amp;gt;[32] SMITH, Robert C, 1968. &#039;&#039;Cadeirais de Portugal&#039;&#039;. Lisboa: Livros Horizonte, 50-51.&amp;lt;/small&amp;gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&amp;lt;small&amp;gt;[33] SMITH, Robert C, 1968. &#039;&#039;Cadeirais de Portugal&#039;&#039;. Lisboa: Livros Horizonte, 51-52.&amp;lt;/small&amp;gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&amp;lt;small&amp;gt;[34] PAULA, Mara Raquel Rodrigues de, 2023. &#039;&#039;Diálogos imagéticos. Iconografia beneditina em Portugal e a sua conexão com as fontes impressas da Idade Moderna&#039;&#039;. Tese de Doutoramento, Faculdade de Letras da Universidade do Porto, 158-159.&amp;lt;/small&amp;gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&amp;lt;small&amp;gt;[35] PAULA, Mara Raquel Rodrigues de, 2023. &#039;&#039;Diálogos imagéticos. Iconografia beneditina em Portugal e a sua conexão com as fontes impressas da Idade Moderna&#039;&#039;. Tese de Doutoramento, Faculdade de Letras da Universidade do Porto, 162.&amp;lt;/small&amp;gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&amp;lt;small&amp;gt;[36] DIAS, Geraldo Coelho, 2020. &#039;&#039;Hagiografia e iconografia beneditinas: Os “Diálogos” do papa S. Gregório Magno&#039;&#039;. N.º 3 (1996): Via Spiritus: Revista de História da Espiritualidade e do Sentimento Religioso, 19-20.&amp;lt;/small&amp;gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&amp;lt;small&amp;gt;[37] DIAS, Geraldo Coelho, 2020. &#039;&#039;Hagiografia e iconografia beneditinas: Os “Diálogos” do papa S. Gregório Magno&#039;&#039;. N.º 3 (1996): Via Spiritus: Revista de História da Espiritualidade e do Sentimento Religioso, 22.&amp;lt;/small&amp;gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&amp;lt;small&amp;gt;[38] SOUSA VITERBO, Franscisco Marques de, 1899. &#039;&#039;Diccionario historico e documental dos architectos, engenheiros e constructores portuguezes ou a serviço de Portugal&#039;&#039;. Lisboa: Imprensa Nacional, p. 139.&amp;lt;/small&amp;gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&amp;lt;small&amp;gt;[39] RUÃO, Carlos, 2006. &#039;&#039;«O Eupalinos Moderno» Teoria e Prática da Arquitectura Religiosa em Portugal 1550-1640. Volume II, Da «Corte» à «Província»&#039;&#039;. Tese de Doutoramento, Faculdade de Letras da Universidade de Coimbra, 284.&amp;lt;/small&amp;gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&amp;lt;small&amp;gt;[40] RUÃO, Carlos, 2006. &#039;&#039;«O Eupalinos Moderno» Teoria e Prática da Arquitectura Religiosa em Portugal 1550-1640. Volume II, Da «Corte» à «Província»&#039;&#039;. Tese de Doutoramento, Faculdade de Letras da Universidade de Coimbra, 285.&amp;lt;/small&amp;gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
=== Bibliografia ===&lt;br /&gt;
BRANDÃO, Domingos de Pinho, 1984. &#039;&#039;Obras de talha dourada, ensamblagem, e pintura na cidade e diocese do Porto&#039;&#039;. Porto: Oficinas Gráficos Reunidos.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
DIAS, Geraldo Coelho, 2020. &#039;&#039;Hagiografia e iconografia beneditinas: Os “Diálogos” do papa S. Gregório Magno&#039;&#039;. N.º 3 (1996): Via Spiritus: Revista de História da Espiritualidade e do Sentimento Religioso. &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
DIAS, Geraldo José Amadeu Coelho, 1997. &#039;&#039;São Bento da Vitória: Quatrocentos Anos da Fundação do Mosteiro&#039;&#039;. O Tripeiro, 7.ª série, ano 16, n.º 6-7, jun./jul. 1997, p. 162-169. Porto: Associação Comercial do Porto. Disponível em: &amp;lt;nowiki&amp;gt;https://hdl.handle.net/10216/61351&amp;lt;/nowiki&amp;gt; &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
MORENO, Humberto Baquero, dir., 1997. &#039;&#039;O Mosteiro de S. Bento da Vitória: quatrocentos anos&#039;&#039;. Porto: Edições Afrontamento.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
PAULA, Mara Raquel Rodrigues de, 2023. &#039;&#039;Diálogos imagéticos. Iconografia beneditina em Portugal e a sua conexão com as fontes impressas da Idade Moderna&#039;&#039;. Tese de Doutoramento, Faculdade de Letras da Universidade do Porto. Disponível em: &amp;lt;nowiki&amp;gt;https://hdl.handle.net/10216/152548&amp;lt;/nowiki&amp;gt;. pp. 145-168&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
PEREIRA, Ana Cristina da Cunha, 2007. &#039;&#039;Os Conventos do Porto. Descontinuidades, Transformação e Reutilização&#039;&#039;. Dissertação de Mestrado, Faculdade de Arquitetura da Universidade do Porto. Disponível em: &amp;lt;nowiki&amp;gt;http://hdl.handle.net/10216/64322&amp;lt;/nowiki&amp;gt;. pp. 227-245&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
QUARESMA, Maria Clementina de Carvalho,1995. &#039;&#039;Inventário Artístico de Portugal Cidade do Porto&#039;&#039;. Lisboa: Academia Nacional das Belas-Artes. pp. 191-195&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
RUÃO, Carlos, 2006. &#039;&#039;«O Eupalinos Moderno» Teoria e Prática da Arquitectura Religiosa em Portugal 1550-1640. Volume II, Da «Corte» à «Província»&#039;&#039;. Tese de Doutoramento, Faculdade de Letras da Universidade de Coimbra. Disponível em: &amp;lt;nowiki&amp;gt;https://hdl.handle.net/10316/9600&amp;lt;/nowiki&amp;gt;. pp. 284-287&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
SILVA, Nuno Miguel Maia da, 2012. &#039;&#039;Claustros Serlianos em Portugal 1558 –163.&#039;&#039; Dissertação de Mestrado, Faculdade de Ciências e Tecnologia da Universidade de Coimbra. Disponível em: &amp;lt;nowiki&amp;gt;https://hdl.handle.net/10316/23318&amp;lt;/nowiki&amp;gt;. pp. 156-158&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
SMITH, Robert C., 1950?. &#039;&#039;S. Bento da Vitória, do Porto, à luz dos «Estados» de Tibães&#039;&#039;. Porto: Livraria Fernando Machado&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
SMITH, Robert C., 1968. &#039;&#039;Cadeirais de Portugal&#039;&#039;. Lisboa: Livros Horizonte. pp. 48-52&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
SOARES, Renan Marinho de Morais, 2021&#039;&#039;.&#039;&#039; &#039;&#039;Do Sagrado ao Profano a reutilização adaptativa nos mosteiros portugueses – Mosteiro de Santa Maria do Bouro, Mosteiro de São Bento da Vitória e Mosteiro de Santo Tirso&#039;&#039;. Dissertação de Mestrado, Faculdade de Letras da Universidade do Porto. Disponível em: &amp;lt;nowiki&amp;gt;https://hdl.handle.net/10216/139814&amp;lt;/nowiki&amp;gt;. pp. 123-156&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
SOUSA VITERBO, Franscisco Marques de, 1899. &#039;&#039;Diccionario historico e documental dos architectos, engenheiros e constructores portuguezes ou a serviço de Portugal&#039;&#039;. Volume 2. Lisboa: Imprensa Nacional&lt;/div&gt;</summary>
		<author><name>Danielafernandes01</name></author>
	</entry>
	<entry>
		<id>https://wikimedia.pt/PortoRenascentista/index.php?title=Igreja_e_Mosteiro_de_S%C3%A3o_Bento_da_Vit%C3%B3ria_do_Porto&amp;diff=234</id>
		<title>Igreja e Mosteiro de São Bento da Vitória do Porto</title>
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		<updated>2025-03-08T17:17:05Z</updated>

		<summary type="html">&lt;p&gt;Danielafernandes01: &lt;/p&gt;
&lt;hr /&gt;
&lt;div&gt;[[Ficheiro:Fachada São Bento da Vitória.jpg|esquerda|miniaturadaimagem|Fotografia da fachada da igreja do mosteiro de São Bento da Vitória do Porto. Esta imagem foi capturada através da Rua de São Bento da Vitória. ]]&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
== Identificação ==&lt;br /&gt;
{| class=&amp;quot;wikitable&amp;quot;&lt;br /&gt;
|&#039;&#039;&#039;Designação&#039;&#039;&#039;&lt;br /&gt;
|Mosteiro de São Bento da Vitória &lt;br /&gt;
|-&lt;br /&gt;
|&#039;&#039;&#039;Localização&#039;&#039;&#039;&lt;br /&gt;
|Distrito do Porto, União das Freguesias de Cedofeita, Santo Ildefonso, Sé, Miragaia, São Nicolau e Vitória&#039;&#039;,&#039;&#039; Rua de São Bento da Vitória 45, 4050-542, junto ao edifício do atual Centro Português de Fotografia&lt;br /&gt;
|-&lt;br /&gt;
|&#039;&#039;&#039;Cronologia&#039;&#039;&#039;&lt;br /&gt;
|Séculos XVII-XVIII&lt;br /&gt;
|-&lt;br /&gt;
|&#039;&#039;&#039;Autor(es)&#039;&#039;&#039;&lt;br /&gt;
|Diogo Marques Lucas&lt;br /&gt;
|}&lt;br /&gt;
O Mosteiro de São Bento da Vitória é uma arquitetura de tipologia religiosa. Pertencia à Ordem Beneditina, instituída por S. Bento (480-547) em 529. Foi fundado em 1598 após a ordenação do capítulo Geral, em 1546, celebrada em Tibães, data onde foi tomada a decisão da fundação deste mosteiro. Após longas e complicadas negociações, os monges da Antiga Congregação Beneditina Portuguesa decidiram erguer este mosteiro como símbolo de presença monástica e ponto de apoio para os monges que viajavam de norte a sul ou vice-versa. Situava-se dentro das muralhas medievais do velho burgo junto à porta do Olival em terrenos cedidos pela Câmara que anteriormente abrigavam parte da judiaria nova. A sua construção teve como base a traça inicial de Diogo Marques Lucas, arquiteto do rei trazido de Lisboa pelo D. Abade Geral. No entanto, a sua construção seria lenta e não contínua, tendo-se prolongado quase ao longo de dois séculos, não só devido a certos entraves, principalmente no que se refere à aquisição dos terrenos, mas também porque os beneditinos nunca deixaram de transformar, ampliar e embelezar o seu mosteiro.&amp;lt;small&amp;gt;&amp;lt;sup&amp;gt;[1]&amp;lt;/sup&amp;gt;&amp;lt;/small&amp;gt; As obras iniciaram-se pela igreja em 1604 e a primeira pedra do mosteiro foi benzida pelo bispo D. Jerónimo de Meneses e colocada pelo próprio Abade Geral Frei Baltasar de Braga, ainda no segundo triénio, de 1596 a 1599.&amp;lt;small&amp;gt;&amp;lt;sup&amp;gt;[2]&amp;lt;/sup&amp;gt;&amp;lt;/small&amp;gt; Há quem considere que o mosteiro tenha sido concluído em 1646 e a igreja terminada em 1690. Contudo, a enorme extensão do período da execução das obras não permite identificar datas exatas.&amp;lt;small&amp;gt;&amp;lt;sup&amp;gt;[3]&amp;lt;/sup&amp;gt;&amp;lt;/small&amp;gt;&lt;br /&gt;
== Estado da Arte ==&lt;br /&gt;
Este objeto arquitetónico é referido na obra &#039;&#039;O Mosteiro de S. Bento da Vitória: quatrocentos anos&#039;&#039; (MORENO, 1997), bastante completa e de carácter geral, que apresenta o contexto histórico e a descrição do mosteiro e igreja. Além disso, as obras &#039;&#039;S. Bento da Vitória, do Porto, à luz dos «Estados» de Tibães&#039;&#039; (SMITH, 1950?) e &#039;&#039;Inventário Artístico de Portugal Cidade do Porto&#039;&#039; (QUARESMA, 1995) complementam o estudo do património integrado e oferecem descrições da igreja. &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
As dissertações de mestrado &#039;&#039;Os Conventos do Porto. Descontinuidades, Transformação e Reutilização&#039;&#039; (PEREIRA, 2007) e &#039;&#039;Do Sagrado ao Profano a reutilização adaptativa nos mosteiros portugueses – Mosteiro de Santa Maria do Bouro, Mosteiro de São Bento da Vitória e Mosteiro de Santo Tirso&#039;&#039; (SOARES, 2021), foram proveitosas no que concerne ao período após a extinção das ordens religiosas, à requalificação e às adaptações que o espaço sofreu. A tese de doutoramento &#039;&#039;Diálogos imagéticos. Iconografia beneditina em Portugal e a sua conexão com as fontes impressas da Idade Moderna&#039;&#039; (PAULA, 2023) facilitou o estudo na leitura iconográfica do património integrado, principalmente do cadeiral do coro alto. Relativamente ao cadeiral, a obra &#039;&#039;Cadeirais de Portugal&#039;&#039; (SMITH, 1968) e o artigo &#039;&#039;Hagiografia e iconografia beneditinas: Os “Diálogos” do papa S. Gregório Magno&#039;&#039; (DIAS, 2020) foram essenciais, tanto para a descrição formal como para a leitura iconográfica. Ainda no património integrado, o livro &#039;&#039;Obras de talha dourada, ensamblagem, e pintura na cidade e diocese do Porto&#039;&#039; (BRANDÃO, 1984) garantiu informações sobre autoria, datações e contratos.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Quanto ao estudo do claustro nobre do mosteiro, a tese de mestrado &#039;&#039;Claustros Serlianos em Portugal 1558 –163&#039;&#039; (SILVA, 2012) foi essencial para a descrição e compreensão do mesmo. Por fim, para conhecer o arquiteto responsável da traça inicial deste Mosteiro, a leitura da tese de doutoramento &#039;&#039;«O Eupalinos Moderno» Teoria e Prática da Arquitectura Religiosa em Portugal 1550-1640&#039;&#039; (RUÃO, 2006) e a consulta do &#039;&#039;Diccionario historico e documental dos architectos, engenheiros e constructores portuguezes ou a serviço de Portugal&#039;&#039; (VITERBO, 1899) revelaram-se fulcrais, pois apresentam alguns dados biográficos do responsável pelo projeto do edifício.&lt;br /&gt;
== Enquadramento ==&lt;br /&gt;
[[Ficheiro:Vista do Terreiro da Sé da Igreja de São Bento da Vitória.jpg|esquerda|miniaturadaimagem|Vista da fachada da Igreja de São Bento da Vitória, a partir do Terreiro da Sé do Porto. É possível observar a sua posição paralela ao atual Centro Português de Fotografia (CPF)]]&lt;br /&gt;
O Mosteiro de São Bento da Vitória situa-se no morro da freguesia da Vitória, junto à porta do Olival, dentro de muralhas, sem grande espaço para horta e cerca. Ocupa todo o interior do quarteirão entre a rua das Taipas, travessa das Taipas, rua de S. Bento da Vitória e travessa de S. Bento,  paralelo a norte com o edifício da antiga cadeia da Relação, atual Centro Português de Fotografia. Têm então um enquadramento urbano, erguendo-se em pleno centro histórico.&amp;lt;small&amp;gt;&amp;lt;sup&amp;gt;[4]&amp;lt;/sup&amp;gt;&amp;lt;/small&amp;gt; O facto de estar inserido num quarteirão sem cerca preservou o seu perímetro e a sua configuração exterior até hoje.&amp;lt;small&amp;gt;&amp;lt;sup&amp;gt;[5]&amp;lt;/sup&amp;gt;&amp;lt;/small&amp;gt; A fachada monumental da sua igreja está situada no ponto mais alto do conjunto, abrindo-se para uma rua estreita que dificulta uma leitura frontal, exceto através da observação em pontos altos da cidade, como por exemplo, no Terreiro da Sé, já que a fachada se volta na sua direção. O mosteiro tem uma área total de implantação de cerca de 4.000 m2, desenvolvendo-se ao redor de dois claustros. O próprio edifício faz a transição para o espaço exterior e a entrada principal fazia-se pela portaria que se encontrava ao lado da igreja na galilé na rua de S. Bento da Vitória. O acesso ao conjunto monástico faz-se hoje tanto através da rua das Taipas, onde atualmente se situa o Arquivo Distrital do Porto, como pela rua de S. Bento da Vitória, onde se localiza a fachada da igreja e faz-se o acesso ao mosteiro, agora pertencente ao Teatro Nacional de São João.&amp;lt;small&amp;gt;&amp;lt;sup&amp;gt;[6]&amp;lt;/sup&amp;gt;&amp;lt;/small&amp;gt; Nesta mesma rua, a sul, localiza-se a Igreja Paroquial de Nossa Senhora da Vitória, na confluência com a Rua da Bataria da Vitória. A sul, também se encontra o Miradouro da Vitória, onde os visitantes podem desfrutar de vistas sobre o casario da Vitória, o Rio Douro, a Sé Catedral, o Paço Episcopal, a Ponte Luís I e a zona beira-rio de Gaia.&amp;lt;small&amp;gt;&amp;lt;sup&amp;gt;[7]&amp;lt;/sup&amp;gt;&amp;lt;/small&amp;gt;&lt;br /&gt;
== Descrição ==&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
=== Objeto arquitetónico ===&lt;br /&gt;
A igreja de São Bento da Vitória é orientada a poente, não seguindo a orientação canónica das igrejas medievais. Isto acontece devido às condicionantes do terreno e à muralha medieval a este.&amp;lt;small&amp;gt;&amp;lt;sup&amp;gt;[8]&amp;lt;/sup&amp;gt;&amp;lt;/small&amp;gt; A igreja é de planta cruciforme, longitudinal, de nave única, precedida por uma galilé e transepto saliente. A fachada, toda de cantaria de granito, divide-se em três registos delimitados por cornijas salientes e vários corpos ritmados por pilastras. No primeiro registo, abrem-se cinco vãos para a rua de arco de volta perfeita, todos com gradeamentos de ferro, sendo o central mais alto do que os restantes que ostenta o brasão de armas da Ordem de São Bento e os outros quatro emblemas religiosos. No segundo registo, duas janelas com frontão curvo, flanqueando três nichos, os laterais com frontões triangulares e o central com frontão circular, com sobrecéu em forma de concha e imagens de barro pintado de Santa Escolástica, São Bento e Santa Gertrudes Magna. O terceiro registo, mais estreito e com remate lateral curvo é rasgado por uma janela termal interrompida por pilastras, que permite uma ampla iluminação no coro-alto da igreja. A rematar a fachada, sobre uma cornija, um último registo com frontão circular e um nicho que alberga a imagem de Nossa Senhora da Vitória, em homenagem à freguesia na qual se ergueu esta igreja e mosteiro. As duas torres quadrangulares, em cantaria com duplas pilastras nos cunhais e cobertas com cúpula bolbosas, foram integradas no corpo da igreja por cima das primeiras capelas laterais, depois da galilé.&amp;lt;small&amp;gt;[&amp;lt;sup&amp;gt;9]&amp;lt;/sup&amp;gt;&amp;lt;/small&amp;gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
A cobertura do corpo da igreja é de abóbada de berço em caixotões de granito bem lavrado, que se estende a todo o comprimento sendo intercetada pela abóbada do transepto e cruzeiro.&amp;lt;small&amp;gt;&amp;lt;sup&amp;gt;[10]&amp;lt;/sup&amp;gt;&amp;lt;/small&amp;gt; A nave tem seis capelas colaterais intercomunicantes entre si, de arco pleno e cobertura em abóbada de berço em caixotões, com retábulos de talha. Sobre quatro dessas capelas abrem-se janelas gémeas, quatro de cada lado, com varandas de ferro fundido douradas e sanefas de talha. Sobre o arco das restantes, junto ao coro-alto, estão os órgãos de tubos em talha, suportados por atlantes.&amp;lt;small&amp;gt;&amp;lt;sup&amp;gt;[11]&amp;lt;/sup&amp;gt;&amp;lt;/small&amp;gt; Apenas o órgão do lado da Epístola é verdadeiro, concebido e construído pelo irmão donato beneditino Fr. Manuel de S. Bento.&amp;lt;small&amp;gt;&amp;lt;sup&amp;gt;[12]&amp;lt;/sup&amp;gt;&amp;lt;/small&amp;gt; Junto ao transepto, nas extremidades da nave, estão os púlpitos.&amp;lt;small&amp;gt;&amp;lt;sup&amp;gt;[13]&amp;lt;/sup&amp;gt;&amp;lt;/small&amp;gt; Estes púlpitos erguem-se sobre peanhas ou mísulas de pedra, com grades torneadas de pau preto e são rematados por dois dóceis com imagens de Gabriel Rodrigues executadas em 1722.&amp;lt;sup&amp;gt;&amp;lt;small&amp;gt;[14]&amp;lt;/small&amp;gt;&amp;lt;/sup&amp;gt; O transepto também é coberto por abóbada de canhão em caixotões e o cruzeiro reveste-se por uma abóbada nervurada. Os braços do transepto têm no topo retábulos em talha, sendo ladeados por portas e janelas, coroadas por sanefas de talha e rematados por uma janela termal.&amp;lt;small&amp;gt;&amp;lt;sup&amp;gt;[15]&amp;lt;/sup&amp;gt;&amp;lt;/small&amp;gt; A flanquear o arco triunfal capelas com retábulos em talha encimados por janelas retangulares com sanefas. O arco-triunfal é coroado por uma grandiosa sanefa, em cujo centro se destaca o escudo da Congregação Beneditina Portuguesa. A capela-mor, retangular e profunda, seguindo a cobertura da nave, é rasgada em cada lado por três janelões com sanefas em talha que encimam o cadeiral e abriga um amplo retábulo de talha em forma de arco de triunfo, enquadrado por duas arquivoltas concêntricas e colunas torsas ou salomónicas que se abre para dar lugar ao trono do Santíssimo Sacramento, escalonado.&amp;lt;small&amp;gt;&amp;lt;sup&amp;gt;[16]&amp;lt;/sup&amp;gt;&amp;lt;/small&amp;gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
A sul da igreja de São Bento da Vitória, levanta-se o vasto bloco conventual, ocupando um espaço retangular entre as ruas paralelas de S. Bento da Vitória a este, das Taipas a oeste e a estreita Travessa das Taipas a sul.&amp;lt;small&amp;gt;&amp;lt;sup&amp;gt;[17]&amp;lt;/sup&amp;gt;&amp;lt;/small&amp;gt; A norte, levanta-se a monumental igreja.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
O mosteiro de São Bento da Vitória é um conjunto arquitetónico monástico, onde cada parte tem a sua função específica. Reparte-se por dois grupos de corpos ao redor de dois espaços abertos, chamados claustros, separados por um corpo intermédio. A sua construção passou por três fases até chegar ao acabamento total, sendo edificado pouco a pouco, ao longo de mais de dois séculos: a primeira fase corresponde à edificação da ala nascente, parte da ala sul e claustro, ainda que tenha sido concluído mais tarde (1596-1630); a segunda, por sua vez, à igreja nova e anexos (1680-1708); e a terceira, por fim, aos dormitórios novos, ala poente e claustro dos carros (1741-1780).&amp;lt;small&amp;gt;&amp;lt;sup&amp;gt;[18]&amp;lt;/sup&amp;gt;&amp;lt;/small&amp;gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
O edifício conventual, de alvenaria rebocada, apresenta pilastras nos cunhais, coroadas por pináculos. Composto por quatro pisos, a sua fachada é regularmente marcada por janelas, tendo os dois pisos superiores bandeiras.&amp;lt;small&amp;gt;&amp;lt;sup&amp;gt;[19]&amp;lt;/sup&amp;gt;&amp;lt;/small&amp;gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
O claustro nobre, do silêncio ou do cemitério, de planta quadrangular, todo em cantaria, “articula em cada ala três arcos de volta perfeita delimitados por duplas pilastras que incorporam no espaço interpilastral dois pequenos vãos, um portal retangular e um falso janelão superior.” (SILVA, 2012: 158). As almofadas do intradorso dos arcos são decoradas com motivos de “ponta-de-diamante” e ovais. Um entablamento liso separa o primeiro piso do segundo, onde se abrem janelas retangulares de varandins com balaustrada de cantaria e rematadas por frontões triangulares e curvo, ao centro. As abóbadas dos corredores do claustro são de arestas com chave central de florão.&amp;lt;small&amp;gt;&amp;lt;sup&amp;gt;[20]&amp;lt;/sup&amp;gt;&amp;lt;/small&amp;gt; O espaço aberto do claustro era ornamentado por um jardim de canteiros, tendo ao centro um imponente chafariz datado de 1777-80 com o brutesco de Hércules e da hidra (1783), obra que há muito se perdeu.&amp;lt;small&amp;gt;&amp;lt;sup&amp;gt;[21]&amp;lt;/sup&amp;gt;&amp;lt;/small&amp;gt; Em 2001, o claustro foi coberto por uma concha acústica, uma estrutura em aço assente em quatro pilares e o foi-lhe colocado um soalho de madeira. O espaço é utilizado atualmente para a realização de espetáculos teatrais, concertos e eventos especiais, além de receber iniciativas externas de natureza diversa. &amp;lt;small&amp;gt;&amp;lt;sup&amp;gt;[22]&amp;lt;/sup&amp;gt;&amp;lt;/small&amp;gt; Nuno da Silva, na sua Dissertação de Mestrado Integrado em Arquitetura, classifica este claustro como serliano, um grupo de claustros clássicos portugueses. O autor indica que estes modelos estão visivelmente enraizados à arquitetura palladiana e veneziana e são caracterizados pelos vãos arqueados que se intercalam com os vãos retangulares. Isto resulta numa nova forma de vão e de sustento da abóbada. Esta tipologia foi primeiramente adotada no claustro do Convento de Cristo em Tomar e pode ser encontrada em outras arquiteturas posteriores. Como ainda, data este claustro de 1608 e indica que é dado como concluído no início da segunda metade do século XVII, como afirma Frei Leão de S. Tomás em 1651 “a claustra no que toca a obra de pedra está acabada, mas do mais não está ainda perfeita.”&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
O segundo claustro, denomina-se de “claustro dos carros”, nome atribuído devido à sua função de receber os carros responsáveis pelo abastecimento do conjunto monástico. É um pátio com três lanços de arcos sobre pilastras maciças. Foi construído na altura das obras de ampliação do mosteiro, no tempo do abade Frei Manuel de S. Tomás (1740-1743). Os cronistas da época dedicaram-se a descrever detalhadamente esta construção, que foi ampliada com os dormitórios localizados na ala oeste, ao longo da rua das Taipas, durante as obras realizadas entre 1777 e 1780.&amp;lt;small&amp;gt;&amp;lt;sup&amp;gt;[23]&amp;lt;/sup&amp;gt;&amp;lt;/small&amp;gt; Trata-se de uma obra simples, típica de um claustro destinado aos serviços monásticos e não apresenta nenhum elemento ornamental que a enriqueça.&amp;lt;small&amp;gt;&amp;lt;sup&amp;gt;[24]&amp;lt;/sup&amp;gt;&amp;lt;/small&amp;gt; Este claustro, composto por três pisos separados por frisos, apresenta apenas duas alas formadas por arcos plenos sustentados por pilares, enquanto os pisos superiores possuem janelas do tipo guilhotina.&amp;lt;small&amp;gt;&amp;lt;sup&amp;gt;[25]&amp;lt;/sup&amp;gt;&amp;lt;/small&amp;gt; A fachada da cela dos beneditinos apresenta quatro vãos gradeados, não integrais, e ornamentados ao centro com o brasão de armas da Congregação Beneditina, à semelhança dos vãos da galilé.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
O Mosteiro foi a parte mais afetada de São Bento da Vitória, tendo sofrido pela passagem dos séculos. Perderam-se todos os azulejos descritos nos registos dos «Estados», bem como toda a talha e pinturas. Sob o uso militar quase constante a partir das invasões francesas de 1808, as suas amplas salas, bibliotecas e arquivo foram gradualmente devastados. Além disso, uma grande parte do edifício permaneceu virtualmente abandonada, chegando a ameaçar ruína.&amp;lt;small&amp;gt;&amp;lt;sup&amp;gt;[26]&amp;lt;/sup&amp;gt;&amp;lt;/small&amp;gt; Este mosteiro, ao longo da sua história, serviu como aquartelamento às tropas napoleónicas, hospital militar e, posteriormente, a outras funções militares após a extinção das ordens religiosas em 1834.&amp;lt;small&amp;gt;&amp;lt;sup&amp;gt;[27]&amp;lt;/sup&amp;gt;&amp;lt;/small&amp;gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
A partir de 1984, o edifício passou por um processo de restauração orientado pelo Instituto Português do Património Arquitetónico (IPPAR). Estas intervenções possibilitaram a adaptação de diferentes espaços a novos usos. O claustro nobre e as suas adjacências passaram a abrigar a sede da Orquestra Clássica do Porto. Na igreja, ala norte e no terceiro andar da ala poente, foi instalada a Cela dos Padres Beneditinos. Já o espaço que inclui o claustro dos carros e a ala transversal, passou a acolher o Arquivo Distrital do Porto. O espaço do mosteiro foi, assim, dividido e ocupado por estas três entidades, sofrendo as devidas adaptações necessárias para atender às suas necessidades específicas. Contudo, essas intervenções foram concretizadas com cuidado, preservando a traça original e diversos elementos de importância arquitetónica.&amp;lt;small&amp;gt;&amp;lt;sup&amp;gt;[28]&amp;lt;/sup&amp;gt;&amp;lt;/small&amp;gt; Em 2007, o Estado atribui ao Teatro Nacional de São João (TNSJ) uma parte significativa do mosteiro, abrangendo a ala nascente, parte da ala sul e o Claustro Nobre.&amp;lt;small&amp;gt;&amp;lt;sup&amp;gt;[29]&amp;lt;/sup&amp;gt;&amp;lt;/small&amp;gt; Outros espaços do edifício foram também adaptados para atender às novas funções do TNSJ. A antiga biblioteca, localizada no piso superior, foi transformada numa sala de apresentações teatrais. Por sua vez, as galerias que rodeiam o claustro, também no piso superior, foram destinadas à exposição de objetos cenográficos e peças de figurino utilizados nos espetáculos.&amp;lt;small&amp;gt;&amp;lt;sup&amp;gt;[30]&amp;lt;/sup&amp;gt;&amp;lt;/small&amp;gt;&lt;br /&gt;
=== Património integrado ===&lt;br /&gt;
A seguinte tabela apresenta algumas obras que se inserem no património integrado da igreja de São Bento da Vitória e foi elaborada tendo como base os livros &#039;&#039;Obras de talha dourada, ensamblagem, e pintura na cidade e diocese do Porto&#039;&#039; (Brandão 1984), &#039;&#039;O Mosteiro de S. Bento da Vitória: quatrocentos anos&#039;&#039; (Moreno 1997) e &#039;&#039;S. Bento da Vitória, do Porto, à luz dos «Estados» de Tibães&#039;&#039; (Smith 1950?).&lt;br /&gt;
{| class=&amp;quot;wikitable&amp;quot;&lt;br /&gt;
|&#039;&#039;&#039;Identificação&#039;&#039;&#039;&lt;br /&gt;
|&#039;&#039;&#039;Datação&#039;&#039;&#039;&lt;br /&gt;
|&#039;&#039;&#039;Autoria&#039;&#039;&#039;&lt;br /&gt;
|-&lt;br /&gt;
|Coro alto e outras obras de ensamblagem e de talha (estante, púlpitos, grades e  portas)&lt;br /&gt;
|Contrato  de setembro de 1704. Não executado. O prazo seria até dia 29 de setembro de 1705&lt;br /&gt;
|António  de Azevedo Fernandes, mestre ensamblador e Domingos Nunes, entalhador&lt;br /&gt;
|-&lt;br /&gt;
|Cadeirado do coro, portas do coro e grades das seis capelas e cruzeiro&lt;br /&gt;
|Contrato  de maio de 1718. As cadeiras e as portas do coro deveriam estar prontas até ao dia 15 de outubro  de 1718 e as grades até ao fim de março de 1719&lt;br /&gt;
|Manuel  Vieira e António Cardoso, mestres ensambladores&lt;br /&gt;
|-&lt;br /&gt;
|Varanda e talha dos órgãos (verdadeiro e mudo)&lt;br /&gt;
|Triénio de 1716-19&lt;br /&gt;
|Gabriel  Rodrigues, entalhador bracarense&lt;br /&gt;
|-&lt;br /&gt;
|Retábulo da capela-mor&lt;br /&gt;
|Triénio de 1716-19 e dourado entre 1722-25&lt;br /&gt;
|Talvez  por Gabriel Rodrigues, entalhador de Landim, Famalicão&lt;br /&gt;
|-&lt;br /&gt;
|Cadeiral do coro alto&lt;br /&gt;
|Triénio de 1716-1719&lt;br /&gt;
|Marceliano  de Araújo&lt;br /&gt;
|-&lt;br /&gt;
|Órgão de tubos&lt;br /&gt;
|Antes de 1719. Em finais de abril desse ano já estava em fase adiantada de  construção&lt;br /&gt;
|Fr.  Manuel de S. Bento, irmão donato beneditino&lt;br /&gt;
|-&lt;br /&gt;
|Estátuas dos púlpitos&lt;br /&gt;
|1722&lt;br /&gt;
|Gabriel  Rodrigues&lt;br /&gt;
|-&lt;br /&gt;
|Dois frontais de talha para os altares colaterais de Santa Escolástica e Santa Gertrudes e douramento do retábulo-mor&lt;br /&gt;
|Triénio de 1722-25&lt;br /&gt;
|Os  frontais de talha dourada para os altares colaterais foram oferecidos por um  devoto.&lt;br /&gt;
|-&lt;br /&gt;
|Retábulos dos topos do transepto&lt;br /&gt;
|Triénio de 1755-58&lt;br /&gt;
|José  da Fonseca Lima e José Martins Tinoco&lt;br /&gt;
|}&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
=== Objeto ou conjunto em destaque - O cadeiral do coro alto ===&lt;br /&gt;
O coro alto, sobre a galilé, era destinado à recitação das horas canónicas da liturgia monástica. O cadeiral, foi encomendado em 1704 e executado por Marceliano de Araújo entre 1716 e 1719, em madeira de jacarandá proveniente de 30 toros trazidos diretamente do Brasil em 1716. Ao centro destaca-se a cadeira abacial, rodeada por 50 estalas dispostas em forma de U, todas com as “misericórdias” cuidadosamente trabalhadas. O lambrim exibe 32 painéis em talha policromada e dourada em 1759, ilustrando cenas da vida de São Bento conforme os “Diálogos” de São Gregório Magno.&amp;lt;small&amp;gt;&amp;lt;sup&amp;gt;[31]&amp;lt;/sup&amp;gt;&amp;lt;/small&amp;gt; Nas superfícies irregulares das dramáticas caras destas figuras, refletem-se os mesmos maneirismos das imagens dos dosséis dos púlpitos, entalhadas por Gabriel Rodrigues em 1722. Vê-se, portanto, que o espaldar do cadeiral de São Bento da Vitória resulta da colaboração entre Gabriel Rodrigues, de Landim, e Marceliano de Araújo, de Braga, seguindo a traça de um autor ainda desconhecido. O cadeiral apresenta uma série de volutas adornadas com folhagens, de onde surgem golfinhos na fila inferior e meios-corpos femininos na superior, introduzindo um motivo inovador nos cadeirais do século XVIII. Embora influenciado pelas cadeiras de Tibães, distingue-se pelos seus perfis laterais e pelas garras de leão que alternam com as volutas nos pés das cadeiras, características de uma nova época.&amp;lt;small&amp;gt;&amp;lt;sup&amp;gt;[32]&amp;lt;/sup&amp;gt;&amp;lt;/small&amp;gt; O destaque deste cadeiral, considerado o mais notável do reino, é o imponente espaldar entalhado, dourado e estufado em 1759 por Manuel Homem Soares. Este, como foi dito anteriormente, é composto por 32 painéis em relevo, principalmente dedicados à vida de São Bento, com dois da história de Santa Escolástica, dispostos em duas filas como quadros em molduras ricamente talhadas. Esta organização remete ao sistema utilizado nas ilhargas da capela de Santa Gertrudes da igreja beneditina de São Martinho de Tibães, possivelmente do mesmo escultor, entre o triénio de 1710 e 1713.  Em ambos os monumentos, as figuras dos painéis destacam-se pela sua vivacidade, enriquecidas por uma abundância de detalhes de mobiliário e arquitetura.&amp;lt;small&amp;gt;&amp;lt;sup&amp;gt;[33]&amp;lt;/sup&amp;gt;&amp;lt;/small&amp;gt; Os painéis estão organizados em duas sequências horizontais: a inferior, com molduras retangulares e, a superior, predominantemente octogonais, exceto por dois painéis nas paredes do lado do Evangelho e da Epístola. A narrativa inicia-se na parte inferior do lado da Epístola, prosseguindo até ao lado do Evangelho, e recomeça na parte superior com os painéis octogonais, estendendo-se pelas três paredes do coro alto.&amp;lt;small&amp;gt;&amp;lt;sup&amp;gt;[34]&amp;lt;/sup&amp;gt;&amp;lt;/small&amp;gt; Os relevos de São Bento da Vitória seguem uma narrativa linear e lógica, semelhante ao II livro dos Diálogos. A primeira cena, amplamente retratada em Portugal, representa o nascimento de São Bento e de Santa Escolástica. A comparação destes relevos com os livros de emblemas usados na iconografia beneditina em Portugal, revela claras semelhanças entre a obra e a matriz, tanto nos espaços como nas personagens, e pode indicar que Marcelino de Araújo teve contacto com essas obras ou outras baseadas nelas.&amp;lt;small&amp;gt;&amp;lt;sup&amp;gt;[35]&amp;lt;/sup&amp;gt;&amp;lt;/small&amp;gt; Além dos 32 painéis principais, existem mais 4 dourados, mas não policromados, que representam santos beneditinos em trajes pontificais, o que totaliza o número de 36 painéis. Os dois quadros centrais não são alusivos à vida de São Bento nem possuem numeração. O painel central sobre a cadeira abacial, sem número, apresenta São Bento a entregar Regra a monges e monjas. O santo com vestes prelatícias é ladeado por anjos e o listel exibe a inscrição “&#039;&#039;De cello offertur tibi non alteri&#039;&#039;”.&amp;lt;small&amp;gt;&amp;lt;sup&amp;gt;[36]&amp;lt;/sup&amp;gt;&amp;lt;/small&amp;gt; O painel superior, retrata a figura de São Bento de pé, em posição hierática com vestes prelatícias, flanqueado por dois anjos que lhe entregam a mitra e o báculo.&amp;lt;small&amp;gt;&amp;lt;sup&amp;gt;[37]&amp;lt;/sup&amp;gt;&amp;lt;/small&amp;gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
== O arquiteto Diogo Marques Lucas ==&lt;br /&gt;
Diogo Marques Lucas em setembro de 1594 foi nomeado para um dos três lugares de aprendiz de arquitetura, a qual aprenderia com Filippe Terzo.&amp;lt;small&amp;gt;&amp;lt;sup&amp;gt;[38]&amp;lt;/sup&amp;gt;&amp;lt;/small&amp;gt; Assim, Diogo Marques foi um dos primeiros arquitetos a receber uma formação privilegiada, que incluía lições teóricas no campo da geometria, assim como estudos de arquitetura com o arquiteto-mor Felipe Terzi. Após o falecimento do arquiteto italiano, Diogo Marques continuou a complementar o seu estudo teórico com Nicolau de Frias até 1610, permanecendo com o cargo de “aprendiz” de arquitetura até 1616, altura em que foi substituído por Mateus Couto. Durante os inícios do novo século, aprendeu, auxiliou e colaborou nas principais obras régias, como também forneceu traças da sua própria autoria.&amp;lt;small&amp;gt;&amp;lt;sup&amp;gt;[39]&amp;lt;/sup&amp;gt;&amp;lt;/small&amp;gt; A sua substituição na «aula» de arquitetura coincidiu com a sua ascensão profissional e nomeação como mestre de obras do Convento de Cristo, em Tomar, após a renúncia de Pero Fernandes de Torres no ano anterior. Com um salário anual de 80.000 reais, manteve o cargo até à sua morte, sendo sucedido por Pero Vaz Pereira em 1641. Em janeiro de 1614, Diogo Marques foi proposto para ocupar o cargo de «mestre de obras» das Ordens Militares, juntamente com Pedro Nunes Tinoco e Mateus do Couto, após a morte do arquiteto Baltasar Álvares. No entanto, a nomeação recaiu em Mateus do Couto cinco anos depois. Em 1640, era já falecido, conforme mencionado numa breve missiva do prior do Convento de Cristo de Tomar.&amp;lt;small&amp;gt;&amp;lt;sup&amp;gt;[40]&amp;lt;/sup&amp;gt;&amp;lt;/small&amp;gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
== Imagens e Iconografia do Objeto ==&lt;br /&gt;
=== Objeto arquitetónico ===&lt;br /&gt;
&amp;lt;gallery mode=&amp;quot;nolines&amp;quot;&amp;gt;&lt;br /&gt;
Ficheiro:Interior São Bento da Vitória.jpg|Vista do interior da Igreja de São Bento da Vitória através do lado da Epístola&lt;br /&gt;
Ficheiro:IMG 1433.jpg|Vista do interior da Igreja de São Bento da Vitória. Fotografia capturada a partir do coro alto.&lt;br /&gt;
&amp;lt;/gallery&amp;gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
=== Património integrado ===&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
=== Objeto ou conjunto em destaque ===&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
== Fontes e Bibliografia ==&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
=== Fontes ===&lt;br /&gt;
&amp;lt;small&amp;gt;[1] SOARES, Renan Marinho de Morais, 2021&#039;&#039;. Do Sagrado ao Profano a reutilização adaptativa nos mosteiros portugueses – Mosteiro de Santa Maria do Bouro, Mosteiro de São Bento da Vitória e Mosteiro de Santo Tirso.&#039;&#039; Dissertação de Mestrado, Faculdade de Letras da Universidade do Porto, 126-127.&amp;lt;/small&amp;gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&amp;lt;small&amp;gt;[2] MORENO, Humberto Carlos Baquero, dir., 1997. &#039;&#039;O Mosteiro de S. Bento da Vitória: quatrocentos anos.&#039;&#039; Porto: Edições Afrontamento, 47.&amp;lt;/small&amp;gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&amp;lt;small&amp;gt;[3] QUARESMA, Maria Clementina de Carvalho,1995. &#039;&#039;Inventário Artístico de Portugal Cidade do Porto&#039;&#039;. Lisboa: Academia Nacional das Belas-Artes, 192.&amp;lt;/small&amp;gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&amp;lt;small&amp;gt;[4] PEREIRA, Ana Cristina da Cunha, 2007. &#039;&#039;Os Conventos do Porto. Descontinuidades, Transformação e Reutilização&#039;&#039;. Dissertação de Mestrado, Faculdade de Arquitetura da Universidade do Porto, 239.&amp;lt;/small&amp;gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&amp;lt;small&amp;gt;[5] SOARES, Renan Marinho de Morais, 2021&#039;&#039;. Do Sagrado ao Profano a reutilização adaptativa nos mosteiros portugueses – Mosteiro de Santa Maria do Bouro, Mosteiro de São Bento da Vitória e Mosteiro de Santo Tirso.&#039;&#039; Dissertação de Mestrado, Faculdade de Letras da Universidade do Porto, 134.&amp;lt;/small&amp;gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&amp;lt;small&amp;gt;[6] PEREIRA, Ana Cristina da Cunha, 2007. &#039;&#039;Os Conventos do Porto. Descontinuidades, Transformação e Reutilização&#039;&#039;. Dissertação de Mestrado, Faculdade de Arquitetura da Universidade do Porto, 240.&amp;lt;/small&amp;gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&amp;lt;small&amp;gt;[7] Agenda Cultural do Porto, 2023. &#039;&#039;Miradouro da Vitória – Porto.&#039;&#039; [consult. 2024-11-22]. Disponível em &amp;lt;nowiki&amp;gt;https://agendaculturalporto.org/miradouro-da-vitoria-porto/&amp;lt;/nowiki&amp;gt;&amp;lt;/small&amp;gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&amp;lt;small&amp;gt;[8] PEREIRA, Ana Cristina da Cunha, 2007. &#039;&#039;Os Conventos do Porto. Descontinuidades, Transformação e Reutilização&#039;&#039;. Dissertação de Mestrado, Faculdade de Arquitetura da Universidade do Porto, 241.&amp;lt;/small&amp;gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&amp;lt;small&amp;gt;[9] FILIPE, Ana, 2012. &#039;&#039;Convento de São Bento da Vitória.&#039;&#039; SIPA [Sistema de Informação para o Património Arquitetónico] [consult. 2024-11-14] Disponível em: &amp;lt;nowiki&amp;gt;http://www.monumentos.gov.pt/Site/APP_PagesUser/SIPA.aspx?id=5556&amp;lt;/nowiki&amp;gt;&amp;lt;/small&amp;gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&amp;lt;small&amp;gt;[10] MORENO, Humberto Carlos Baquero, dir., 1997. &#039;&#039;O Mosteiro de S. Bento da Vitória: quatrocentos anos.&#039;&#039; Porto: Edições Afrontamento, 56.&amp;lt;/small&amp;gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&amp;lt;small&amp;gt;[11] QUARESMA, Maria Clementina de Carvalho,1995. &#039;&#039;Inventário Artístico de Portugal Cidade do Porto&#039;&#039;. Lisboa: Academia Nacional das Belas-Artes, 192-193.&amp;lt;/small&amp;gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&amp;lt;small&amp;gt;[12] MORENO, Humberto Carlos Baquero, dir., 1997. &#039;&#039;O Mosteiro de S. Bento da Vitória: quatrocentos anos.&#039;&#039; Porto: Edições Afrontamento, 63.&amp;lt;/small&amp;gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&amp;lt;small&amp;gt;[13] QUARESMA, Maria Clementina de Carvalho,1995. &#039;&#039;Inventário Artístico de Portugal Cidade do Porto&#039;&#039;. Lisboa: Academia Nacional das Belas-Artes, 193.&amp;lt;/small&amp;gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&amp;lt;small&amp;gt;[14] MORENO, Humberto Carlos Baquero, dir., 1997. &#039;&#039;O Mosteiro de S. Bento da Vitória: quatrocentos anos.&#039;&#039; Porto: Edições Afrontamento, 61.&amp;lt;/small&amp;gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&amp;lt;small&amp;gt;[15] FILIPE, Ana, 2012. &#039;&#039;Convento de São Bento da Vitória.&#039;&#039; SIPA [Sistema de Informação para o Património Arquitetónico] [consult. 2024-11-14] Disponível em: &amp;lt;nowiki&amp;gt;http://www.monumentos.gov.pt/Site/APP_PagesUser/SIPA.aspx?id=5556&amp;lt;/nowiki&amp;gt;&amp;lt;/small&amp;gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&amp;lt;small&amp;gt;[16] MORENO, Humberto Carlos Baquero, dir., 1997. &#039;&#039;O Mosteiro de S. Bento da Vitória: quatrocentos anos.&#039;&#039; Porto: Edições Afrontamento, 56-57.&amp;lt;/small&amp;gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&amp;lt;small&amp;gt;[17] SMITH, Robert C, 1950?. &#039;&#039;S. Bento da Vitória, do Porto, à luz dos «Estados» de Tibães&#039;&#039;. Porto: Livraria Fernando Machado, 44.&amp;lt;/small&amp;gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&amp;lt;small&amp;gt;[18] MORENO, Humberto Carlos Baquero, dir., 1997. &#039;&#039;O Mosteiro de S. Bento da Vitória: quatrocentos anos.&#039;&#039; Porto: Edições Afrontamento, 45-46.&amp;lt;/small&amp;gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&amp;lt;small&amp;gt;[19] FILIPE, Ana, 2012. &#039;&#039;Convento de São Bento da Vitória.&#039;&#039; SIPA [Sistema de Informação para o Património Arquitetónico] [consult. 2024-11-14] Disponível em: &amp;lt;nowiki&amp;gt;http://www.monumentos.gov.pt/Site/APP_PagesUser/SIPA.aspx?id=5556&amp;lt;/nowiki&amp;gt;&amp;lt;/small&amp;gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&amp;lt;small&amp;gt;[20] SILVA, Nuno Miguel Maia da, 2012. &#039;&#039;Claustros Serlianos em Portugal 1558 –163.&#039;&#039; Dissertação de Mestrado, Faculdade de Ciências e Tecnologia da Universidade de Coimbra, 158.&amp;lt;/small&amp;gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&amp;lt;small&amp;gt;[21] MORENO, Humberto Carlos Baquero, dir., 1997. &#039;&#039;O Mosteiro de S. Bento da Vitória: quatrocentos anos.&#039;&#039; Porto: Edições Afrontamento, 66.&amp;lt;/small&amp;gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&amp;lt;small&amp;gt;[22] TNSJ [Teatro Nacional de São João], s.d. &#039;&#039;Mosteiro de São Bento da Vitória, Edifícios&#039;&#039;. [consult. 2024-11-16] Disponível em &amp;lt;nowiki&amp;gt;https://www.tnsj.pt/pt/edificios/mosteiro-de-sao-bento-da-vitoria&amp;lt;/nowiki&amp;gt;&amp;lt;/small&amp;gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&amp;lt;small&amp;gt;[23] MORENO, Humberto Carlos Baquero, dir., 1997. &#039;&#039;O Mosteiro de S. Bento da Vitória: quatrocentos anos.&#039;&#039; Porto: Edições Afrontamento, 75.&amp;lt;/small&amp;gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&amp;lt;small&amp;gt;[24] QUARESMA, Maria Clementina de Carvalho,1995. &#039;&#039;Inventário Artístico de Portugal Cidade do Porto&#039;&#039;. Lisboa: Academia Nacional das Belas-Artes, 195.&amp;lt;/small&amp;gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&amp;lt;small&amp;gt;[25] FILIPE, Ana, 2012. &#039;&#039;Convento de São Bento da Vitória.&#039;&#039; SIPA [Sistema de Informação para o Património Arquitetónico] [consult. 2024-11-14] Disponível em: &amp;lt;nowiki&amp;gt;http://www.monumentos.gov.pt/Site/APP_PagesUser/SIPA.aspx?id=5556&amp;lt;/nowiki&amp;gt;&amp;lt;/small&amp;gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&amp;lt;small&amp;gt;[26] SMITH, Robert C, 1950?. &#039;&#039;S. Bento da Vitória, do Porto, à luz dos «Estados» de Tibães&#039;&#039;. Porto: Livraria Fernando Machado, 44-45.&amp;lt;/small&amp;gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&amp;lt;small&amp;gt;[27] QUARESMA, Maria Clementina de Carvalho,1995. &#039;&#039;Inventário Artístico de Portugal Cidade do Porto&#039;&#039;. Lisboa: Academia Nacional das Belas-Artes, 195.&amp;lt;/small&amp;gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&amp;lt;small&amp;gt;[28] MORENO, Humberto Carlos Baquero, dir., 1997. &#039;&#039;O Mosteiro de S. Bento da Vitória: quatrocentos anos.&#039;&#039; Porto: Edições Afrontamento, 87.&amp;lt;/small&amp;gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&amp;lt;small&amp;gt;[29]  TNSJ [Teatro Nacional de São João], s.d. &#039;&#039;Mosteiro de São Bento da Vitória, Edifícios&#039;&#039;. [consult. 2024-11-16] Disponível em &amp;lt;nowiki&amp;gt;https://www.tnsj.pt/pt/edificios/mosteiro-de-sao-bento-da-vitoria&amp;lt;/nowiki&amp;gt;&amp;lt;/small&amp;gt; &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&amp;lt;small&amp;gt;[30] SOARES, Renan Marinho de Morais, 2021&#039;&#039;.&#039;&#039; &#039;&#039;Do Sagrado ao Profano a reutilização adaptativa nos mosteiros portugueses – Mosteiro de Santa Maria do Bouro, Mosteiro de São Bento da Vitória e Mosteiro de Santo Tirso&#039;&#039;. Dissertação de Mestrado, Faculdade de Letras da Universidade do Porto, 153.&amp;lt;/small&amp;gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&amp;lt;small&amp;gt;[31] MORENO, Humberto Carlos Baquero, dir., 1997. &#039;&#039;O Mosteiro de S. Bento da Vitória: quatrocentos anos.&#039;&#039; Porto: Edições Afrontamento, 61-62.&amp;lt;/small&amp;gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&amp;lt;small&amp;gt;[32] SMITH, Robert C, 1968. &#039;&#039;Cadeirais de Portugal&#039;&#039;. Lisboa: Livros Horizonte, 50-51.&amp;lt;/small&amp;gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&amp;lt;small&amp;gt;[33] SMITH, Robert C, 1968. &#039;&#039;Cadeirais de Portugal&#039;&#039;. Lisboa: Livros Horizonte, 51-52.&amp;lt;/small&amp;gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&amp;lt;small&amp;gt;[34] PAULA, Mara Raquel Rodrigues de, 2023. &#039;&#039;Diálogos imagéticos. Iconografia beneditina em Portugal e a sua conexão com as fontes impressas da Idade Moderna&#039;&#039;. Tese de Doutoramento, Faculdade de Letras da Universidade do Porto, 158-159.&amp;lt;/small&amp;gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&amp;lt;small&amp;gt;[35] PAULA, Mara Raquel Rodrigues de, 2023. &#039;&#039;Diálogos imagéticos. Iconografia beneditina em Portugal e a sua conexão com as fontes impressas da Idade Moderna&#039;&#039;. Tese de Doutoramento, Faculdade de Letras da Universidade do Porto, 162.&amp;lt;/small&amp;gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&amp;lt;small&amp;gt;[36] DIAS, Geraldo Coelho, 2020. &#039;&#039;Hagiografia e iconografia beneditinas: Os “Diálogos” do papa S. Gregório Magno&#039;&#039;. N.º 3 (1996): Via Spiritus: Revista de História da Espiritualidade e do Sentimento Religioso, 19-20.&amp;lt;/small&amp;gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&amp;lt;small&amp;gt;[37] DIAS, Geraldo Coelho, 2020. &#039;&#039;Hagiografia e iconografia beneditinas: Os “Diálogos” do papa S. Gregório Magno&#039;&#039;. N.º 3 (1996): Via Spiritus: Revista de História da Espiritualidade e do Sentimento Religioso, 22.&amp;lt;/small&amp;gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&amp;lt;small&amp;gt;[38] SOUSA VITERBO, Franscisco Marques de, 1899. &#039;&#039;Diccionario historico e documental dos architectos, engenheiros e constructores portuguezes ou a serviço de Portugal&#039;&#039;. Lisboa: Imprensa Nacional, p. 139.&amp;lt;/small&amp;gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&amp;lt;small&amp;gt;[39] RUÃO, Carlos, 2006. &#039;&#039;«O Eupalinos Moderno» Teoria e Prática da Arquitectura Religiosa em Portugal 1550-1640. Volume II, Da «Corte» à «Província»&#039;&#039;. Tese de Doutoramento, Faculdade de Letras da Universidade de Coimbra, 284.&amp;lt;/small&amp;gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&amp;lt;small&amp;gt;[40] RUÃO, Carlos, 2006. &#039;&#039;«O Eupalinos Moderno» Teoria e Prática da Arquitectura Religiosa em Portugal 1550-1640. Volume II, Da «Corte» à «Província»&#039;&#039;. Tese de Doutoramento, Faculdade de Letras da Universidade de Coimbra, 285.&amp;lt;/small&amp;gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
=== Bibliografia ===&lt;br /&gt;
BRANDÃO, Domingos de Pinho, 1984. &#039;&#039;Obras de talha dourada, ensamblagem, e pintura na cidade e diocese do Porto&#039;&#039;. Porto: Oficinas Gráficos Reunidos.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
DIAS, Geraldo Coelho, 2020. &#039;&#039;Hagiografia e iconografia beneditinas: Os “Diálogos” do papa S. Gregório Magno&#039;&#039;. N.º 3 (1996): Via Spiritus: Revista de História da Espiritualidade e do Sentimento Religioso. &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
DIAS, Geraldo José Amadeu Coelho, 1997. &#039;&#039;São Bento da Vitória: Quatrocentos Anos da Fundação do Mosteiro&#039;&#039;. O Tripeiro, 7.ª série, ano 16, n.º 6-7, jun./jul. 1997, p. 162-169. Porto: Associação Comercial do Porto. Disponível em: &amp;lt;nowiki&amp;gt;https://hdl.handle.net/10216/61351&amp;lt;/nowiki&amp;gt; &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
MORENO, Humberto Baquero, dir., 1997. &#039;&#039;O Mosteiro de S. Bento da Vitória: quatrocentos anos&#039;&#039;. Porto: Edições Afrontamento.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
PAULA, Mara Raquel Rodrigues de, 2023. &#039;&#039;Diálogos imagéticos. Iconografia beneditina em Portugal e a sua conexão com as fontes impressas da Idade Moderna&#039;&#039;. Tese de Doutoramento, Faculdade de Letras da Universidade do Porto. Disponível em: &amp;lt;nowiki&amp;gt;https://hdl.handle.net/10216/152548&amp;lt;/nowiki&amp;gt;. pp. 145-168&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
PEREIRA, Ana Cristina da Cunha, 2007. &#039;&#039;Os Conventos do Porto. Descontinuidades, Transformação e Reutilização&#039;&#039;. Dissertação de Mestrado, Faculdade de Arquitetura da Universidade do Porto. Disponível em: &amp;lt;nowiki&amp;gt;http://hdl.handle.net/10216/64322&amp;lt;/nowiki&amp;gt;. pp. 227-245&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
QUARESMA, Maria Clementina de Carvalho,1995. &#039;&#039;Inventário Artístico de Portugal Cidade do Porto&#039;&#039;. Lisboa: Academia Nacional das Belas-Artes. pp. 191-195&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
RUÃO, Carlos, 2006. &#039;&#039;«O Eupalinos Moderno» Teoria e Prática da Arquitectura Religiosa em Portugal 1550-1640. Volume II, Da «Corte» à «Província»&#039;&#039;. Tese de Doutoramento, Faculdade de Letras da Universidade de Coimbra. Disponível em: &amp;lt;nowiki&amp;gt;https://hdl.handle.net/10316/9600&amp;lt;/nowiki&amp;gt;. pp. 284-287&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
SILVA, Nuno Miguel Maia da, 2012. &#039;&#039;Claustros Serlianos em Portugal 1558 –163.&#039;&#039; Dissertação de Mestrado, Faculdade de Ciências e Tecnologia da Universidade de Coimbra. Disponível em: &amp;lt;nowiki&amp;gt;https://hdl.handle.net/10316/23318&amp;lt;/nowiki&amp;gt;. pp. 156-158&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
SMITH, Robert C., 1950?. &#039;&#039;S. Bento da Vitória, do Porto, à luz dos «Estados» de Tibães&#039;&#039;. Porto: Livraria Fernando Machado&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
SMITH, Robert C., 1968. &#039;&#039;Cadeirais de Portugal&#039;&#039;. Lisboa: Livros Horizonte. pp. 48-52&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
SOARES, Renan Marinho de Morais, 2021&#039;&#039;.&#039;&#039; &#039;&#039;Do Sagrado ao Profano a reutilização adaptativa nos mosteiros portugueses – Mosteiro de Santa Maria do Bouro, Mosteiro de São Bento da Vitória e Mosteiro de Santo Tirso&#039;&#039;. Dissertação de Mestrado, Faculdade de Letras da Universidade do Porto. Disponível em: &amp;lt;nowiki&amp;gt;https://hdl.handle.net/10216/139814&amp;lt;/nowiki&amp;gt;. pp. 123-156&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
SOUSA VITERBO, Franscisco Marques de, 1899. &#039;&#039;Diccionario historico e documental dos architectos, engenheiros e constructores portuguezes ou a serviço de Portugal&#039;&#039;. Volume 2. Lisboa: Imprensa Nacional&lt;/div&gt;</summary>
		<author><name>Danielafernandes01</name></author>
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		<title>Ficheiro:IMG 1433.jpg</title>
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		<updated>2025-03-08T17:16:26Z</updated>

		<summary type="html">&lt;p&gt;Danielafernandes01: Vista do interior da Igreja de São Bento da Vitória. Fotografia capturada a partir do coro alto.&lt;/p&gt;
&lt;hr /&gt;
&lt;div&gt;== Descrição do ficheiro ==&lt;br /&gt;
Vista do interior da Igreja de São Bento da Vitória. Fotografia capturada a partir do coro alto.&lt;/div&gt;</summary>
		<author><name>Danielafernandes01</name></author>
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		<title>Igreja e Mosteiro de São Bento da Vitória do Porto</title>
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		<updated>2025-03-08T17:14:33Z</updated>

		<summary type="html">&lt;p&gt;Danielafernandes01: &lt;/p&gt;
&lt;hr /&gt;
&lt;div&gt;[[Ficheiro:Fachada São Bento da Vitória.jpg|esquerda|miniaturadaimagem|Fotografia da fachada da igreja do mosteiro de São Bento da Vitória do Porto. Esta imagem foi capturada através da Rua de São Bento da Vitória. ]]&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
== Identificação ==&lt;br /&gt;
{| class=&amp;quot;wikitable&amp;quot;&lt;br /&gt;
|&#039;&#039;&#039;Designação&#039;&#039;&#039;&lt;br /&gt;
|Mosteiro de São Bento da Vitória &lt;br /&gt;
|-&lt;br /&gt;
|&#039;&#039;&#039;Localização&#039;&#039;&#039;&lt;br /&gt;
|Distrito do Porto, União das Freguesias de Cedofeita, Santo Ildefonso, Sé, Miragaia, São Nicolau e Vitória&#039;&#039;,&#039;&#039; Rua de São Bento da Vitória 45, 4050-542, junto ao edifício do atual Centro Português de Fotografia&lt;br /&gt;
|-&lt;br /&gt;
|&#039;&#039;&#039;Cronologia&#039;&#039;&#039;&lt;br /&gt;
|Séculos XVII-XVIII&lt;br /&gt;
|-&lt;br /&gt;
|&#039;&#039;&#039;Autor(es)&#039;&#039;&#039;&lt;br /&gt;
|Diogo Marques Lucas&lt;br /&gt;
|}&lt;br /&gt;
O Mosteiro de São Bento da Vitória é uma arquitetura de tipologia religiosa. Pertencia à Ordem Beneditina, instituída por S. Bento (480-547) em 529. Foi fundado em 1598 após a ordenação do capítulo Geral, em 1546, celebrada em Tibães, data onde foi tomada a decisão da fundação deste mosteiro. Após longas e complicadas negociações, os monges da Antiga Congregação Beneditina Portuguesa decidiram erguer este mosteiro como símbolo de presença monástica e ponto de apoio para os monges que viajavam de norte a sul ou vice-versa. Situava-se dentro das muralhas medievais do velho burgo junto à porta do Olival em terrenos cedidos pela Câmara que anteriormente abrigavam parte da judiaria nova. A sua construção teve como base a traça inicial de Diogo Marques Lucas, arquiteto do rei trazido de Lisboa pelo D. Abade Geral. No entanto, a sua construção seria lenta e não contínua, tendo-se prolongado quase ao longo de dois séculos, não só devido a certos entraves, principalmente no que se refere à aquisição dos terrenos, mas também porque os beneditinos nunca deixaram de transformar, ampliar e embelezar o seu mosteiro.&amp;lt;small&amp;gt;&amp;lt;sup&amp;gt;[1]&amp;lt;/sup&amp;gt;&amp;lt;/small&amp;gt; As obras iniciaram-se pela igreja em 1604 e a primeira pedra do mosteiro foi benzida pelo bispo D. Jerónimo de Meneses e colocada pelo próprio Abade Geral Frei Baltasar de Braga, ainda no segundo triénio, de 1596 a 1599.&amp;lt;small&amp;gt;&amp;lt;sup&amp;gt;[2]&amp;lt;/sup&amp;gt;&amp;lt;/small&amp;gt; Há quem considere que o mosteiro tenha sido concluído em 1646 e a igreja terminada em 1690. Contudo, a enorme extensão do período da execução das obras não permite identificar datas exatas.&amp;lt;small&amp;gt;&amp;lt;sup&amp;gt;[3]&amp;lt;/sup&amp;gt;&amp;lt;/small&amp;gt;&lt;br /&gt;
== Estado da Arte ==&lt;br /&gt;
Este objeto arquitetónico é referido na obra &#039;&#039;O Mosteiro de S. Bento da Vitória: quatrocentos anos&#039;&#039; (MORENO, 1997), bastante completa e de carácter geral, que apresenta o contexto histórico e a descrição do mosteiro e igreja. Além disso, as obras &#039;&#039;S. Bento da Vitória, do Porto, à luz dos «Estados» de Tibães&#039;&#039; (SMITH, 1950?) e &#039;&#039;Inventário Artístico de Portugal Cidade do Porto&#039;&#039; (QUARESMA, 1995) complementam o estudo do património integrado e oferecem descrições da igreja. &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
As dissertações de mestrado &#039;&#039;Os Conventos do Porto. Descontinuidades, Transformação e Reutilização&#039;&#039; (PEREIRA, 2007) e &#039;&#039;Do Sagrado ao Profano a reutilização adaptativa nos mosteiros portugueses – Mosteiro de Santa Maria do Bouro, Mosteiro de São Bento da Vitória e Mosteiro de Santo Tirso&#039;&#039; (SOARES, 2021), foram proveitosas no que concerne ao período após a extinção das ordens religiosas, à requalificação e às adaptações que o espaço sofreu. A tese de doutoramento &#039;&#039;Diálogos imagéticos. Iconografia beneditina em Portugal e a sua conexão com as fontes impressas da Idade Moderna&#039;&#039; (PAULA, 2023) facilitou o estudo na leitura iconográfica do património integrado, principalmente do cadeiral do coro alto. Relativamente ao cadeiral, a obra &#039;&#039;Cadeirais de Portugal&#039;&#039; (SMITH, 1968) e o artigo &#039;&#039;Hagiografia e iconografia beneditinas: Os “Diálogos” do papa S. Gregório Magno&#039;&#039; (DIAS, 2020) foram essenciais, tanto para a descrição formal como para a leitura iconográfica. Ainda no património integrado, o livro &#039;&#039;Obras de talha dourada, ensamblagem, e pintura na cidade e diocese do Porto&#039;&#039; (BRANDÃO, 1984) garantiu informações sobre autoria, datações e contratos.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Quanto ao estudo do claustro nobre do mosteiro, a tese de mestrado &#039;&#039;Claustros Serlianos em Portugal 1558 –163&#039;&#039; (SILVA, 2012) foi essencial para a descrição e compreensão do mesmo. Por fim, para conhecer o arquiteto responsável da traça inicial deste Mosteiro, a leitura da tese de doutoramento &#039;&#039;«O Eupalinos Moderno» Teoria e Prática da Arquitectura Religiosa em Portugal 1550-1640&#039;&#039; (RUÃO, 2006) e a consulta do &#039;&#039;Diccionario historico e documental dos architectos, engenheiros e constructores portuguezes ou a serviço de Portugal&#039;&#039; (VITERBO, 1899) revelaram-se fulcrais, pois apresentam alguns dados biográficos do responsável pelo projeto do edifício.&lt;br /&gt;
== Enquadramento ==&lt;br /&gt;
[[Ficheiro:Vista do Terreiro da Sé da Igreja de São Bento da Vitória.jpg|esquerda|miniaturadaimagem|Vista da fachada da Igreja de São Bento da Vitória, a partir do Terreiro da Sé do Porto. É possível observar a sua posição paralela ao atual Centro Português de Fotografia (CPF)]]&lt;br /&gt;
O Mosteiro de São Bento da Vitória situa-se no morro da freguesia da Vitória, junto à porta do Olival, dentro de muralhas, sem grande espaço para horta e cerca. Ocupa todo o interior do quarteirão entre a rua das Taipas, travessa das Taipas, rua de S. Bento da Vitória e travessa de S. Bento,  paralelo a norte com o edifício da antiga cadeia da Relação, atual Centro Português de Fotografia. Têm então um enquadramento urbano, erguendo-se em pleno centro histórico.&amp;lt;small&amp;gt;&amp;lt;sup&amp;gt;[4]&amp;lt;/sup&amp;gt;&amp;lt;/small&amp;gt; O facto de estar inserido num quarteirão sem cerca preservou o seu perímetro e a sua configuração exterior até hoje.&amp;lt;small&amp;gt;&amp;lt;sup&amp;gt;[5]&amp;lt;/sup&amp;gt;&amp;lt;/small&amp;gt; A fachada monumental da sua igreja está situada no ponto mais alto do conjunto, abrindo-se para uma rua estreita que dificulta uma leitura frontal, exceto através da observação em pontos altos da cidade, como por exemplo, no Terreiro da Sé, já que a fachada se volta na sua direção. O mosteiro tem uma área total de implantação de cerca de 4.000 m2, desenvolvendo-se ao redor de dois claustros. O próprio edifício faz a transição para o espaço exterior e a entrada principal fazia-se pela portaria que se encontrava ao lado da igreja na galilé na rua de S. Bento da Vitória. O acesso ao conjunto monástico faz-se hoje tanto através da rua das Taipas, onde atualmente se situa o Arquivo Distrital do Porto, como pela rua de S. Bento da Vitória, onde se localiza a fachada da igreja e faz-se o acesso ao mosteiro, agora pertencente ao Teatro Nacional de São João.&amp;lt;small&amp;gt;&amp;lt;sup&amp;gt;[6]&amp;lt;/sup&amp;gt;&amp;lt;/small&amp;gt; Nesta mesma rua, a sul, localiza-se a Igreja Paroquial de Nossa Senhora da Vitória, na confluência com a Rua da Bataria da Vitória. A sul, também se encontra o Miradouro da Vitória, onde os visitantes podem desfrutar de vistas sobre o casario da Vitória, o Rio Douro, a Sé Catedral, o Paço Episcopal, a Ponte Luís I e a zona beira-rio de Gaia.&amp;lt;small&amp;gt;&amp;lt;sup&amp;gt;[7]&amp;lt;/sup&amp;gt;&amp;lt;/small&amp;gt;&lt;br /&gt;
== Descrição ==&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
=== Objeto arquitetónico ===&lt;br /&gt;
A igreja de São Bento da Vitória é orientada a poente, não seguindo a orientação canónica das igrejas medievais. Isto acontece devido às condicionantes do terreno e à muralha medieval a este.&amp;lt;small&amp;gt;&amp;lt;sup&amp;gt;[8]&amp;lt;/sup&amp;gt;&amp;lt;/small&amp;gt; A igreja é de planta cruciforme, longitudinal, de nave única, precedida por uma galilé e transepto saliente. A fachada, toda de cantaria de granito, divide-se em três registos delimitados por cornijas salientes e vários corpos ritmados por pilastras. No primeiro registo, abrem-se cinco vãos para a rua de arco de volta perfeita, todos com gradeamentos de ferro, sendo o central mais alto do que os restantes que ostenta o brasão de armas da Ordem de São Bento e os outros quatro emblemas religiosos. No segundo registo, duas janelas com frontão curvo, flanqueando três nichos, os laterais com frontões triangulares e o central com frontão circular, com sobrecéu em forma de concha e imagens de barro pintado de Santa Escolástica, São Bento e Santa Gertrudes Magna. O terceiro registo, mais estreito e com remate lateral curvo é rasgado por uma janela termal interrompida por pilastras, que permite uma ampla iluminação no coro-alto da igreja. A rematar a fachada, sobre uma cornija, um último registo com frontão circular e um nicho que alberga a imagem de Nossa Senhora da Vitória, em homenagem à freguesia na qual se ergueu esta igreja e mosteiro. As duas torres quadrangulares, em cantaria com duplas pilastras nos cunhais e cobertas com cúpula bolbosas, foram integradas no corpo da igreja por cima das primeiras capelas laterais, depois da galilé.&amp;lt;small&amp;gt;[&amp;lt;sup&amp;gt;9]&amp;lt;/sup&amp;gt;&amp;lt;/small&amp;gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
A cobertura do corpo da igreja é de abóbada de berço em caixotões de granito bem lavrado, que se estende a todo o comprimento sendo intercetada pela abóbada do transepto e cruzeiro.&amp;lt;small&amp;gt;&amp;lt;sup&amp;gt;[10]&amp;lt;/sup&amp;gt;&amp;lt;/small&amp;gt; A nave tem seis capelas colaterais intercomunicantes entre si, de arco pleno e cobertura em abóbada de berço em caixotões, com retábulos de talha. Sobre quatro dessas capelas abrem-se janelas gémeas, quatro de cada lado, com varandas de ferro fundido douradas e sanefas de talha. Sobre o arco das restantes, junto ao coro-alto, estão os órgãos de tubos em talha, suportados por atlantes.&amp;lt;small&amp;gt;&amp;lt;sup&amp;gt;[11]&amp;lt;/sup&amp;gt;&amp;lt;/small&amp;gt; Apenas o órgão do lado da Epístola é verdadeiro, concebido e construído pelo irmão donato beneditino Fr. Manuel de S. Bento.&amp;lt;small&amp;gt;&amp;lt;sup&amp;gt;[12]&amp;lt;/sup&amp;gt;&amp;lt;/small&amp;gt; Junto ao transepto, nas extremidades da nave, estão os púlpitos.&amp;lt;small&amp;gt;&amp;lt;sup&amp;gt;[13]&amp;lt;/sup&amp;gt;&amp;lt;/small&amp;gt; Estes púlpitos erguem-se sobre peanhas ou mísulas de pedra, com grades torneadas de pau preto e são rematados por dois dóceis com imagens de Gabriel Rodrigues executadas em 1722.&amp;lt;sup&amp;gt;&amp;lt;small&amp;gt;[14]&amp;lt;/small&amp;gt;&amp;lt;/sup&amp;gt; O transepto também é coberto por abóbada de canhão em caixotões e o cruzeiro reveste-se por uma abóbada nervurada. Os braços do transepto têm no topo retábulos em talha, sendo ladeados por portas e janelas, coroadas por sanefas de talha e rematados por uma janela termal.&amp;lt;small&amp;gt;&amp;lt;sup&amp;gt;[15]&amp;lt;/sup&amp;gt;&amp;lt;/small&amp;gt; A flanquear o arco triunfal capelas com retábulos em talha encimados por janelas retangulares com sanefas. O arco-triunfal é coroado por uma grandiosa sanefa, em cujo centro se destaca o escudo da Congregação Beneditina Portuguesa. A capela-mor, retangular e profunda, seguindo a cobertura da nave, é rasgada em cada lado por três janelões com sanefas em talha que encimam o cadeiral e abriga um amplo retábulo de talha em forma de arco de triunfo, enquadrado por duas arquivoltas concêntricas e colunas torsas ou salomónicas que se abre para dar lugar ao trono do Santíssimo Sacramento, escalonado.&amp;lt;small&amp;gt;&amp;lt;sup&amp;gt;[16]&amp;lt;/sup&amp;gt;&amp;lt;/small&amp;gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
A sul da igreja de São Bento da Vitória, levanta-se o vasto bloco conventual, ocupando um espaço retangular entre as ruas paralelas de S. Bento da Vitória a este, das Taipas a oeste e a estreita Travessa das Taipas a sul.&amp;lt;small&amp;gt;&amp;lt;sup&amp;gt;[17]&amp;lt;/sup&amp;gt;&amp;lt;/small&amp;gt; A norte, levanta-se a monumental igreja.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
O mosteiro de São Bento da Vitória é um conjunto arquitetónico monástico, onde cada parte tem a sua função específica. Reparte-se por dois grupos de corpos ao redor de dois espaços abertos, chamados claustros, separados por um corpo intermédio. A sua construção passou por três fases até chegar ao acabamento total, sendo edificado pouco a pouco, ao longo de mais de dois séculos: a primeira fase corresponde à edificação da ala nascente, parte da ala sul e claustro, ainda que tenha sido concluído mais tarde (1596-1630); a segunda, por sua vez, à igreja nova e anexos (1680-1708); e a terceira, por fim, aos dormitórios novos, ala poente e claustro dos carros (1741-1780).&amp;lt;small&amp;gt;&amp;lt;sup&amp;gt;[18]&amp;lt;/sup&amp;gt;&amp;lt;/small&amp;gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
O edifício conventual, de alvenaria rebocada, apresenta pilastras nos cunhais, coroadas por pináculos. Composto por quatro pisos, a sua fachada é regularmente marcada por janelas, tendo os dois pisos superiores bandeiras.&amp;lt;small&amp;gt;&amp;lt;sup&amp;gt;[19]&amp;lt;/sup&amp;gt;&amp;lt;/small&amp;gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
O claustro nobre, do silêncio ou do cemitério, de planta quadrangular, todo em cantaria, “articula em cada ala três arcos de volta perfeita delimitados por duplas pilastras que incorporam no espaço interpilastral dois pequenos vãos, um portal retangular e um falso janelão superior.” (SILVA, 2012: 158). As almofadas do intradorso dos arcos são decoradas com motivos de “ponta-de-diamante” e ovais. Um entablamento liso separa o primeiro piso do segundo, onde se abrem janelas retangulares de varandins com balaustrada de cantaria e rematadas por frontões triangulares e curvo, ao centro. As abóbadas dos corredores do claustro são de arestas com chave central de florão.&amp;lt;small&amp;gt;&amp;lt;sup&amp;gt;[20]&amp;lt;/sup&amp;gt;&amp;lt;/small&amp;gt; O espaço aberto do claustro era ornamentado por um jardim de canteiros, tendo ao centro um imponente chafariz datado de 1777-80 com o brutesco de Hércules e da hidra (1783), obra que há muito se perdeu.&amp;lt;small&amp;gt;&amp;lt;sup&amp;gt;[21]&amp;lt;/sup&amp;gt;&amp;lt;/small&amp;gt; Em 2001, o claustro foi coberto por uma concha acústica, uma estrutura em aço assente em quatro pilares e o foi-lhe colocado um soalho de madeira. O espaço é utilizado atualmente para a realização de espetáculos teatrais, concertos e eventos especiais, além de receber iniciativas externas de natureza diversa. &amp;lt;small&amp;gt;&amp;lt;sup&amp;gt;[22]&amp;lt;/sup&amp;gt;&amp;lt;/small&amp;gt; Nuno da Silva, na sua Dissertação de Mestrado Integrado em Arquitetura, classifica este claustro como serliano, um grupo de claustros clássicos portugueses. O autor indica que estes modelos estão visivelmente enraizados à arquitetura palladiana e veneziana e são caracterizados pelos vãos arqueados que se intercalam com os vãos retangulares. Isto resulta numa nova forma de vão e de sustento da abóbada. Esta tipologia foi primeiramente adotada no claustro do Convento de Cristo em Tomar e pode ser encontrada em outras arquiteturas posteriores. Como ainda, data este claustro de 1608 e indica que é dado como concluído no início da segunda metade do século XVII, como afirma Frei Leão de S. Tomás em 1651 “a claustra no que toca a obra de pedra está acabada, mas do mais não está ainda perfeita.”&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
O segundo claustro, denomina-se de “claustro dos carros”, nome atribuído devido à sua função de receber os carros responsáveis pelo abastecimento do conjunto monástico. É um pátio com três lanços de arcos sobre pilastras maciças. Foi construído na altura das obras de ampliação do mosteiro, no tempo do abade Frei Manuel de S. Tomás (1740-1743). Os cronistas da época dedicaram-se a descrever detalhadamente esta construção, que foi ampliada com os dormitórios localizados na ala oeste, ao longo da rua das Taipas, durante as obras realizadas entre 1777 e 1780.&amp;lt;small&amp;gt;&amp;lt;sup&amp;gt;[23]&amp;lt;/sup&amp;gt;&amp;lt;/small&amp;gt; Trata-se de uma obra simples, típica de um claustro destinado aos serviços monásticos e não apresenta nenhum elemento ornamental que a enriqueça.&amp;lt;small&amp;gt;&amp;lt;sup&amp;gt;[24]&amp;lt;/sup&amp;gt;&amp;lt;/small&amp;gt; Este claustro, composto por três pisos separados por frisos, apresenta apenas duas alas formadas por arcos plenos sustentados por pilares, enquanto os pisos superiores possuem janelas do tipo guilhotina.&amp;lt;small&amp;gt;&amp;lt;sup&amp;gt;[25]&amp;lt;/sup&amp;gt;&amp;lt;/small&amp;gt; A fachada da cela dos beneditinos apresenta quatro vãos gradeados, não integrais, e ornamentados ao centro com o brasão de armas da Congregação Beneditina, à semelhança dos vãos da galilé.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
O Mosteiro foi a parte mais afetada de São Bento da Vitória, tendo sofrido pela passagem dos séculos. Perderam-se todos os azulejos descritos nos registos dos «Estados», bem como toda a talha e pinturas. Sob o uso militar quase constante a partir das invasões francesas de 1808, as suas amplas salas, bibliotecas e arquivo foram gradualmente devastados. Além disso, uma grande parte do edifício permaneceu virtualmente abandonada, chegando a ameaçar ruína.&amp;lt;small&amp;gt;&amp;lt;sup&amp;gt;[26]&amp;lt;/sup&amp;gt;&amp;lt;/small&amp;gt; Este mosteiro, ao longo da sua história, serviu como aquartelamento às tropas napoleónicas, hospital militar e, posteriormente, a outras funções militares após a extinção das ordens religiosas em 1834.&amp;lt;small&amp;gt;&amp;lt;sup&amp;gt;[27]&amp;lt;/sup&amp;gt;&amp;lt;/small&amp;gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
A partir de 1984, o edifício passou por um processo de restauração orientado pelo Instituto Português do Património Arquitetónico (IPPAR). Estas intervenções possibilitaram a adaptação de diferentes espaços a novos usos. O claustro nobre e as suas adjacências passaram a abrigar a sede da Orquestra Clássica do Porto. Na igreja, ala norte e no terceiro andar da ala poente, foi instalada a Cela dos Padres Beneditinos. Já o espaço que inclui o claustro dos carros e a ala transversal, passou a acolher o Arquivo Distrital do Porto. O espaço do mosteiro foi, assim, dividido e ocupado por estas três entidades, sofrendo as devidas adaptações necessárias para atender às suas necessidades específicas. Contudo, essas intervenções foram concretizadas com cuidado, preservando a traça original e diversos elementos de importância arquitetónica.&amp;lt;small&amp;gt;&amp;lt;sup&amp;gt;[28]&amp;lt;/sup&amp;gt;&amp;lt;/small&amp;gt; Em 2007, o Estado atribui ao Teatro Nacional de São João (TNSJ) uma parte significativa do mosteiro, abrangendo a ala nascente, parte da ala sul e o Claustro Nobre.&amp;lt;small&amp;gt;&amp;lt;sup&amp;gt;[29]&amp;lt;/sup&amp;gt;&amp;lt;/small&amp;gt; Outros espaços do edifício foram também adaptados para atender às novas funções do TNSJ. A antiga biblioteca, localizada no piso superior, foi transformada numa sala de apresentações teatrais. Por sua vez, as galerias que rodeiam o claustro, também no piso superior, foram destinadas à exposição de objetos cenográficos e peças de figurino utilizados nos espetáculos.&amp;lt;small&amp;gt;&amp;lt;sup&amp;gt;[30]&amp;lt;/sup&amp;gt;&amp;lt;/small&amp;gt;&lt;br /&gt;
=== Património integrado ===&lt;br /&gt;
A seguinte tabela apresenta algumas obras que se inserem no património integrado da igreja de São Bento da Vitória e foi elaborada tendo como base os livros &#039;&#039;Obras de talha dourada, ensamblagem, e pintura na cidade e diocese do Porto&#039;&#039; (Brandão 1984), &#039;&#039;O Mosteiro de S. Bento da Vitória: quatrocentos anos&#039;&#039; (Moreno 1997) e &#039;&#039;S. Bento da Vitória, do Porto, à luz dos «Estados» de Tibães&#039;&#039; (Smith 1950?).&lt;br /&gt;
{| class=&amp;quot;wikitable&amp;quot;&lt;br /&gt;
|&#039;&#039;&#039;Identificação&#039;&#039;&#039;&lt;br /&gt;
|&#039;&#039;&#039;Datação&#039;&#039;&#039;&lt;br /&gt;
|&#039;&#039;&#039;Autoria&#039;&#039;&#039;&lt;br /&gt;
|-&lt;br /&gt;
|Coro alto e outras obras de ensamblagem e de talha (estante, púlpitos, grades e  portas)&lt;br /&gt;
|Contrato  de setembro de 1704. Não executado. O prazo seria até dia 29 de setembro de 1705&lt;br /&gt;
|António  de Azevedo Fernandes, mestre ensamblador e Domingos Nunes, entalhador&lt;br /&gt;
|-&lt;br /&gt;
|Cadeirado do coro, portas do coro e grades das seis capelas e cruzeiro&lt;br /&gt;
|Contrato  de maio de 1718. As cadeiras e as portas do coro deveriam estar prontas até ao dia 15 de outubro  de 1718 e as grades até ao fim de março de 1719&lt;br /&gt;
|Manuel  Vieira e António Cardoso, mestres ensambladores&lt;br /&gt;
|-&lt;br /&gt;
|Varanda e talha dos órgãos (verdadeiro e mudo)&lt;br /&gt;
|Triénio de 1716-19&lt;br /&gt;
|Gabriel  Rodrigues, entalhador bracarense&lt;br /&gt;
|-&lt;br /&gt;
|Retábulo da capela-mor&lt;br /&gt;
|Triénio de 1716-19 e dourado entre 1722-25&lt;br /&gt;
|Talvez  por Gabriel Rodrigues, entalhador de Landim, Famalicão&lt;br /&gt;
|-&lt;br /&gt;
|Cadeiral do coro alto&lt;br /&gt;
|Triénio de 1716-1719&lt;br /&gt;
|Marceliano  de Araújo&lt;br /&gt;
|-&lt;br /&gt;
|Órgão de tubos&lt;br /&gt;
|Antes de 1719. Em finais de abril desse ano já estava em fase adiantada de  construção&lt;br /&gt;
|Fr.  Manuel de S. Bento, irmão donato beneditino&lt;br /&gt;
|-&lt;br /&gt;
|Estátuas dos púlpitos&lt;br /&gt;
|1722&lt;br /&gt;
|Gabriel  Rodrigues&lt;br /&gt;
|-&lt;br /&gt;
|Dois frontais de talha para os altares colaterais de Santa Escolástica e Santa Gertrudes e douramento do retábulo-mor&lt;br /&gt;
|Triénio de 1722-25&lt;br /&gt;
|Os  frontais de talha dourada para os altares colaterais foram oferecidos por um  devoto.&lt;br /&gt;
|-&lt;br /&gt;
|Retábulos dos topos do transepto&lt;br /&gt;
|Triénio de 1755-58&lt;br /&gt;
|José  da Fonseca Lima e José Martins Tinoco&lt;br /&gt;
|}&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
=== Objeto ou conjunto em destaque - O cadeiral do coro alto ===&lt;br /&gt;
O coro alto, sobre a galilé, era destinado à recitação das horas canónicas da liturgia monástica. O cadeiral, foi encomendado em 1704 e executado por Marceliano de Araújo entre 1716 e 1719, em madeira de jacarandá proveniente de 30 toros trazidos diretamente do Brasil em 1716. Ao centro destaca-se a cadeira abacial, rodeada por 50 estalas dispostas em forma de U, todas com as “misericórdias” cuidadosamente trabalhadas. O lambrim exibe 32 painéis em talha policromada e dourada em 1759, ilustrando cenas da vida de São Bento conforme os “Diálogos” de São Gregório Magno.&amp;lt;small&amp;gt;&amp;lt;sup&amp;gt;[31]&amp;lt;/sup&amp;gt;&amp;lt;/small&amp;gt; Nas superfícies irregulares das dramáticas caras destas figuras, refletem-se os mesmos maneirismos das imagens dos dosséis dos púlpitos, entalhadas por Gabriel Rodrigues em 1722. Vê-se, portanto, que o espaldar do cadeiral de São Bento da Vitória resulta da colaboração entre Gabriel Rodrigues, de Landim, e Marceliano de Araújo, de Braga, seguindo a traça de um autor ainda desconhecido. O cadeiral apresenta uma série de volutas adornadas com folhagens, de onde surgem golfinhos na fila inferior e meios-corpos femininos na superior, introduzindo um motivo inovador nos cadeirais do século XVIII. Embora influenciado pelas cadeiras de Tibães, distingue-se pelos seus perfis laterais e pelas garras de leão que alternam com as volutas nos pés das cadeiras, características de uma nova época.&amp;lt;small&amp;gt;&amp;lt;sup&amp;gt;[32]&amp;lt;/sup&amp;gt;&amp;lt;/small&amp;gt; O destaque deste cadeiral, considerado o mais notável do reino, é o imponente espaldar entalhado, dourado e estufado em 1759 por Manuel Homem Soares. Este, como foi dito anteriormente, é composto por 32 painéis em relevo, principalmente dedicados à vida de São Bento, com dois da história de Santa Escolástica, dispostos em duas filas como quadros em molduras ricamente talhadas. Esta organização remete ao sistema utilizado nas ilhargas da capela de Santa Gertrudes da igreja beneditina de São Martinho de Tibães, possivelmente do mesmo escultor, entre o triénio de 1710 e 1713.  Em ambos os monumentos, as figuras dos painéis destacam-se pela sua vivacidade, enriquecidas por uma abundância de detalhes de mobiliário e arquitetura.&amp;lt;small&amp;gt;&amp;lt;sup&amp;gt;[33]&amp;lt;/sup&amp;gt;&amp;lt;/small&amp;gt; Os painéis estão organizados em duas sequências horizontais: a inferior, com molduras retangulares e, a superior, predominantemente octogonais, exceto por dois painéis nas paredes do lado do Evangelho e da Epístola. A narrativa inicia-se na parte inferior do lado da Epístola, prosseguindo até ao lado do Evangelho, e recomeça na parte superior com os painéis octogonais, estendendo-se pelas três paredes do coro alto.&amp;lt;small&amp;gt;&amp;lt;sup&amp;gt;[34]&amp;lt;/sup&amp;gt;&amp;lt;/small&amp;gt; Os relevos de São Bento da Vitória seguem uma narrativa linear e lógica, semelhante ao II livro dos Diálogos. A primeira cena, amplamente retratada em Portugal, representa o nascimento de São Bento e de Santa Escolástica. A comparação destes relevos com os livros de emblemas usados na iconografia beneditina em Portugal, revela claras semelhanças entre a obra e a matriz, tanto nos espaços como nas personagens, e pode indicar que Marcelino de Araújo teve contacto com essas obras ou outras baseadas nelas.&amp;lt;small&amp;gt;&amp;lt;sup&amp;gt;[35]&amp;lt;/sup&amp;gt;&amp;lt;/small&amp;gt; Além dos 32 painéis principais, existem mais 4 dourados, mas não policromados, que representam santos beneditinos em trajes pontificais, o que totaliza o número de 36 painéis. Os dois quadros centrais não são alusivos à vida de São Bento nem possuem numeração. O painel central sobre a cadeira abacial, sem número, apresenta São Bento a entregar Regra a monges e monjas. O santo com vestes prelatícias é ladeado por anjos e o listel exibe a inscrição “&#039;&#039;De cello offertur tibi non alteri&#039;&#039;”.&amp;lt;small&amp;gt;&amp;lt;sup&amp;gt;[36]&amp;lt;/sup&amp;gt;&amp;lt;/small&amp;gt; O painel superior, retrata a figura de São Bento de pé, em posição hierática com vestes prelatícias, flanqueado por dois anjos que lhe entregam a mitra e o báculo.&amp;lt;small&amp;gt;&amp;lt;sup&amp;gt;[37]&amp;lt;/sup&amp;gt;&amp;lt;/small&amp;gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
== O arquiteto Diogo Marques Lucas ==&lt;br /&gt;
Diogo Marques Lucas em setembro de 1594 foi nomeado para um dos três lugares de aprendiz de arquitetura, a qual aprenderia com Filippe Terzo.&amp;lt;small&amp;gt;&amp;lt;sup&amp;gt;[38]&amp;lt;/sup&amp;gt;&amp;lt;/small&amp;gt; Assim, Diogo Marques foi um dos primeiros arquitetos a receber uma formação privilegiada, que incluía lições teóricas no campo da geometria, assim como estudos de arquitetura com o arquiteto-mor Felipe Terzi. Após o falecimento do arquiteto italiano, Diogo Marques continuou a complementar o seu estudo teórico com Nicolau de Frias até 1610, permanecendo com o cargo de “aprendiz” de arquitetura até 1616, altura em que foi substituído por Mateus Couto. Durante os inícios do novo século, aprendeu, auxiliou e colaborou nas principais obras régias, como também forneceu traças da sua própria autoria.&amp;lt;small&amp;gt;&amp;lt;sup&amp;gt;[39]&amp;lt;/sup&amp;gt;&amp;lt;/small&amp;gt; A sua substituição na «aula» de arquitetura coincidiu com a sua ascensão profissional e nomeação como mestre de obras do Convento de Cristo, em Tomar, após a renúncia de Pero Fernandes de Torres no ano anterior. Com um salário anual de 80.000 reais, manteve o cargo até à sua morte, sendo sucedido por Pero Vaz Pereira em 1641. Em janeiro de 1614, Diogo Marques foi proposto para ocupar o cargo de «mestre de obras» das Ordens Militares, juntamente com Pedro Nunes Tinoco e Mateus do Couto, após a morte do arquiteto Baltasar Álvares. No entanto, a nomeação recaiu em Mateus do Couto cinco anos depois. Em 1640, era já falecido, conforme mencionado numa breve missiva do prior do Convento de Cristo de Tomar.&amp;lt;small&amp;gt;&amp;lt;sup&amp;gt;[40]&amp;lt;/sup&amp;gt;&amp;lt;/small&amp;gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
== Imagens e Iconografia do Objeto ==&lt;br /&gt;
=== Objeto arquitetónico ===&lt;br /&gt;
&amp;lt;gallery&amp;gt;&lt;br /&gt;
Ficheiro:Interior São Bento da Vitória.jpg|Vista do interior da Igreja de São Bento da Vitória através do lado da Epístola&lt;br /&gt;
&amp;lt;/gallery&amp;gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
=== Património integrado ===&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
=== Objeto ou conjunto em destaque ===&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
== Fontes e Bibliografia ==&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
=== Fontes ===&lt;br /&gt;
&amp;lt;small&amp;gt;[1] SOARES, Renan Marinho de Morais, 2021&#039;&#039;. Do Sagrado ao Profano a reutilização adaptativa nos mosteiros portugueses – Mosteiro de Santa Maria do Bouro, Mosteiro de São Bento da Vitória e Mosteiro de Santo Tirso.&#039;&#039; Dissertação de Mestrado, Faculdade de Letras da Universidade do Porto, 126-127.&amp;lt;/small&amp;gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&amp;lt;small&amp;gt;[2] MORENO, Humberto Carlos Baquero, dir., 1997. &#039;&#039;O Mosteiro de S. Bento da Vitória: quatrocentos anos.&#039;&#039; Porto: Edições Afrontamento, 47.&amp;lt;/small&amp;gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&amp;lt;small&amp;gt;[3] QUARESMA, Maria Clementina de Carvalho,1995. &#039;&#039;Inventário Artístico de Portugal Cidade do Porto&#039;&#039;. Lisboa: Academia Nacional das Belas-Artes, 192.&amp;lt;/small&amp;gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&amp;lt;small&amp;gt;[4] PEREIRA, Ana Cristina da Cunha, 2007. &#039;&#039;Os Conventos do Porto. Descontinuidades, Transformação e Reutilização&#039;&#039;. Dissertação de Mestrado, Faculdade de Arquitetura da Universidade do Porto, 239.&amp;lt;/small&amp;gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&amp;lt;small&amp;gt;[5] SOARES, Renan Marinho de Morais, 2021&#039;&#039;. Do Sagrado ao Profano a reutilização adaptativa nos mosteiros portugueses – Mosteiro de Santa Maria do Bouro, Mosteiro de São Bento da Vitória e Mosteiro de Santo Tirso.&#039;&#039; Dissertação de Mestrado, Faculdade de Letras da Universidade do Porto, 134.&amp;lt;/small&amp;gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&amp;lt;small&amp;gt;[6] PEREIRA, Ana Cristina da Cunha, 2007. &#039;&#039;Os Conventos do Porto. Descontinuidades, Transformação e Reutilização&#039;&#039;. Dissertação de Mestrado, Faculdade de Arquitetura da Universidade do Porto, 240.&amp;lt;/small&amp;gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&amp;lt;small&amp;gt;[7] Agenda Cultural do Porto, 2023. &#039;&#039;Miradouro da Vitória – Porto.&#039;&#039; [consult. 2024-11-22]. Disponível em &amp;lt;nowiki&amp;gt;https://agendaculturalporto.org/miradouro-da-vitoria-porto/&amp;lt;/nowiki&amp;gt;&amp;lt;/small&amp;gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&amp;lt;small&amp;gt;[8] PEREIRA, Ana Cristina da Cunha, 2007. &#039;&#039;Os Conventos do Porto. Descontinuidades, Transformação e Reutilização&#039;&#039;. Dissertação de Mestrado, Faculdade de Arquitetura da Universidade do Porto, 241.&amp;lt;/small&amp;gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&amp;lt;small&amp;gt;[9] FILIPE, Ana, 2012. &#039;&#039;Convento de São Bento da Vitória.&#039;&#039; SIPA [Sistema de Informação para o Património Arquitetónico] [consult. 2024-11-14] Disponível em: &amp;lt;nowiki&amp;gt;http://www.monumentos.gov.pt/Site/APP_PagesUser/SIPA.aspx?id=5556&amp;lt;/nowiki&amp;gt;&amp;lt;/small&amp;gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&amp;lt;small&amp;gt;[10] MORENO, Humberto Carlos Baquero, dir., 1997. &#039;&#039;O Mosteiro de S. Bento da Vitória: quatrocentos anos.&#039;&#039; Porto: Edições Afrontamento, 56.&amp;lt;/small&amp;gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&amp;lt;small&amp;gt;[11] QUARESMA, Maria Clementina de Carvalho,1995. &#039;&#039;Inventário Artístico de Portugal Cidade do Porto&#039;&#039;. Lisboa: Academia Nacional das Belas-Artes, 192-193.&amp;lt;/small&amp;gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&amp;lt;small&amp;gt;[12] MORENO, Humberto Carlos Baquero, dir., 1997. &#039;&#039;O Mosteiro de S. Bento da Vitória: quatrocentos anos.&#039;&#039; Porto: Edições Afrontamento, 63.&amp;lt;/small&amp;gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&amp;lt;small&amp;gt;[13] QUARESMA, Maria Clementina de Carvalho,1995. &#039;&#039;Inventário Artístico de Portugal Cidade do Porto&#039;&#039;. Lisboa: Academia Nacional das Belas-Artes, 193.&amp;lt;/small&amp;gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&amp;lt;small&amp;gt;[14] MORENO, Humberto Carlos Baquero, dir., 1997. &#039;&#039;O Mosteiro de S. Bento da Vitória: quatrocentos anos.&#039;&#039; Porto: Edições Afrontamento, 61.&amp;lt;/small&amp;gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&amp;lt;small&amp;gt;[15] FILIPE, Ana, 2012. &#039;&#039;Convento de São Bento da Vitória.&#039;&#039; SIPA [Sistema de Informação para o Património Arquitetónico] [consult. 2024-11-14] Disponível em: &amp;lt;nowiki&amp;gt;http://www.monumentos.gov.pt/Site/APP_PagesUser/SIPA.aspx?id=5556&amp;lt;/nowiki&amp;gt;&amp;lt;/small&amp;gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&amp;lt;small&amp;gt;[16] MORENO, Humberto Carlos Baquero, dir., 1997. &#039;&#039;O Mosteiro de S. Bento da Vitória: quatrocentos anos.&#039;&#039; Porto: Edições Afrontamento, 56-57.&amp;lt;/small&amp;gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&amp;lt;small&amp;gt;[17] SMITH, Robert C, 1950?. &#039;&#039;S. Bento da Vitória, do Porto, à luz dos «Estados» de Tibães&#039;&#039;. Porto: Livraria Fernando Machado, 44.&amp;lt;/small&amp;gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&amp;lt;small&amp;gt;[18] MORENO, Humberto Carlos Baquero, dir., 1997. &#039;&#039;O Mosteiro de S. Bento da Vitória: quatrocentos anos.&#039;&#039; Porto: Edições Afrontamento, 45-46.&amp;lt;/small&amp;gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&amp;lt;small&amp;gt;[19] FILIPE, Ana, 2012. &#039;&#039;Convento de São Bento da Vitória.&#039;&#039; SIPA [Sistema de Informação para o Património Arquitetónico] [consult. 2024-11-14] Disponível em: &amp;lt;nowiki&amp;gt;http://www.monumentos.gov.pt/Site/APP_PagesUser/SIPA.aspx?id=5556&amp;lt;/nowiki&amp;gt;&amp;lt;/small&amp;gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&amp;lt;small&amp;gt;[20] SILVA, Nuno Miguel Maia da, 2012. &#039;&#039;Claustros Serlianos em Portugal 1558 –163.&#039;&#039; Dissertação de Mestrado, Faculdade de Ciências e Tecnologia da Universidade de Coimbra, 158.&amp;lt;/small&amp;gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&amp;lt;small&amp;gt;[21] MORENO, Humberto Carlos Baquero, dir., 1997. &#039;&#039;O Mosteiro de S. Bento da Vitória: quatrocentos anos.&#039;&#039; Porto: Edições Afrontamento, 66.&amp;lt;/small&amp;gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&amp;lt;small&amp;gt;[22] TNSJ [Teatro Nacional de São João], s.d. &#039;&#039;Mosteiro de São Bento da Vitória, Edifícios&#039;&#039;. [consult. 2024-11-16] Disponível em &amp;lt;nowiki&amp;gt;https://www.tnsj.pt/pt/edificios/mosteiro-de-sao-bento-da-vitoria&amp;lt;/nowiki&amp;gt;&amp;lt;/small&amp;gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&amp;lt;small&amp;gt;[23] MORENO, Humberto Carlos Baquero, dir., 1997. &#039;&#039;O Mosteiro de S. Bento da Vitória: quatrocentos anos.&#039;&#039; Porto: Edições Afrontamento, 75.&amp;lt;/small&amp;gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&amp;lt;small&amp;gt;[24] QUARESMA, Maria Clementina de Carvalho,1995. &#039;&#039;Inventário Artístico de Portugal Cidade do Porto&#039;&#039;. Lisboa: Academia Nacional das Belas-Artes, 195.&amp;lt;/small&amp;gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&amp;lt;small&amp;gt;[25] FILIPE, Ana, 2012. &#039;&#039;Convento de São Bento da Vitória.&#039;&#039; SIPA [Sistema de Informação para o Património Arquitetónico] [consult. 2024-11-14] Disponível em: &amp;lt;nowiki&amp;gt;http://www.monumentos.gov.pt/Site/APP_PagesUser/SIPA.aspx?id=5556&amp;lt;/nowiki&amp;gt;&amp;lt;/small&amp;gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&amp;lt;small&amp;gt;[26] SMITH, Robert C, 1950?. &#039;&#039;S. Bento da Vitória, do Porto, à luz dos «Estados» de Tibães&#039;&#039;. Porto: Livraria Fernando Machado, 44-45.&amp;lt;/small&amp;gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&amp;lt;small&amp;gt;[27] QUARESMA, Maria Clementina de Carvalho,1995. &#039;&#039;Inventário Artístico de Portugal Cidade do Porto&#039;&#039;. Lisboa: Academia Nacional das Belas-Artes, 195.&amp;lt;/small&amp;gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&amp;lt;small&amp;gt;[28] MORENO, Humberto Carlos Baquero, dir., 1997. &#039;&#039;O Mosteiro de S. Bento da Vitória: quatrocentos anos.&#039;&#039; Porto: Edições Afrontamento, 87.&amp;lt;/small&amp;gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&amp;lt;small&amp;gt;[29]  TNSJ [Teatro Nacional de São João], s.d. &#039;&#039;Mosteiro de São Bento da Vitória, Edifícios&#039;&#039;. [consult. 2024-11-16] Disponível em &amp;lt;nowiki&amp;gt;https://www.tnsj.pt/pt/edificios/mosteiro-de-sao-bento-da-vitoria&amp;lt;/nowiki&amp;gt;&amp;lt;/small&amp;gt; &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&amp;lt;small&amp;gt;[30] SOARES, Renan Marinho de Morais, 2021&#039;&#039;.&#039;&#039; &#039;&#039;Do Sagrado ao Profano a reutilização adaptativa nos mosteiros portugueses – Mosteiro de Santa Maria do Bouro, Mosteiro de São Bento da Vitória e Mosteiro de Santo Tirso&#039;&#039;. Dissertação de Mestrado, Faculdade de Letras da Universidade do Porto, 153.&amp;lt;/small&amp;gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&amp;lt;small&amp;gt;[31] MORENO, Humberto Carlos Baquero, dir., 1997. &#039;&#039;O Mosteiro de S. Bento da Vitória: quatrocentos anos.&#039;&#039; Porto: Edições Afrontamento, 61-62.&amp;lt;/small&amp;gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&amp;lt;small&amp;gt;[32] SMITH, Robert C, 1968. &#039;&#039;Cadeirais de Portugal&#039;&#039;. Lisboa: Livros Horizonte, 50-51.&amp;lt;/small&amp;gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&amp;lt;small&amp;gt;[33] SMITH, Robert C, 1968. &#039;&#039;Cadeirais de Portugal&#039;&#039;. Lisboa: Livros Horizonte, 51-52.&amp;lt;/small&amp;gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&amp;lt;small&amp;gt;[34] PAULA, Mara Raquel Rodrigues de, 2023. &#039;&#039;Diálogos imagéticos. Iconografia beneditina em Portugal e a sua conexão com as fontes impressas da Idade Moderna&#039;&#039;. Tese de Doutoramento, Faculdade de Letras da Universidade do Porto, 158-159.&amp;lt;/small&amp;gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&amp;lt;small&amp;gt;[35] PAULA, Mara Raquel Rodrigues de, 2023. &#039;&#039;Diálogos imagéticos. Iconografia beneditina em Portugal e a sua conexão com as fontes impressas da Idade Moderna&#039;&#039;. Tese de Doutoramento, Faculdade de Letras da Universidade do Porto, 162.&amp;lt;/small&amp;gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&amp;lt;small&amp;gt;[36] DIAS, Geraldo Coelho, 2020. &#039;&#039;Hagiografia e iconografia beneditinas: Os “Diálogos” do papa S. Gregório Magno&#039;&#039;. N.º 3 (1996): Via Spiritus: Revista de História da Espiritualidade e do Sentimento Religioso, 19-20.&amp;lt;/small&amp;gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&amp;lt;small&amp;gt;[37] DIAS, Geraldo Coelho, 2020. &#039;&#039;Hagiografia e iconografia beneditinas: Os “Diálogos” do papa S. Gregório Magno&#039;&#039;. N.º 3 (1996): Via Spiritus: Revista de História da Espiritualidade e do Sentimento Religioso, 22.&amp;lt;/small&amp;gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&amp;lt;small&amp;gt;[38] SOUSA VITERBO, Franscisco Marques de, 1899. &#039;&#039;Diccionario historico e documental dos architectos, engenheiros e constructores portuguezes ou a serviço de Portugal&#039;&#039;. Lisboa: Imprensa Nacional, p. 139.&amp;lt;/small&amp;gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&amp;lt;small&amp;gt;[39] RUÃO, Carlos, 2006. &#039;&#039;«O Eupalinos Moderno» Teoria e Prática da Arquitectura Religiosa em Portugal 1550-1640. Volume II, Da «Corte» à «Província»&#039;&#039;. Tese de Doutoramento, Faculdade de Letras da Universidade de Coimbra, 284.&amp;lt;/small&amp;gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&amp;lt;small&amp;gt;[40] RUÃO, Carlos, 2006. &#039;&#039;«O Eupalinos Moderno» Teoria e Prática da Arquitectura Religiosa em Portugal 1550-1640. Volume II, Da «Corte» à «Província»&#039;&#039;. Tese de Doutoramento, Faculdade de Letras da Universidade de Coimbra, 285.&amp;lt;/small&amp;gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
=== Bibliografia ===&lt;br /&gt;
BRANDÃO, Domingos de Pinho, 1984. &#039;&#039;Obras de talha dourada, ensamblagem, e pintura na cidade e diocese do Porto&#039;&#039;. Porto: Oficinas Gráficos Reunidos.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
DIAS, Geraldo Coelho, 2020. &#039;&#039;Hagiografia e iconografia beneditinas: Os “Diálogos” do papa S. Gregório Magno&#039;&#039;. N.º 3 (1996): Via Spiritus: Revista de História da Espiritualidade e do Sentimento Religioso. &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
DIAS, Geraldo José Amadeu Coelho, 1997. &#039;&#039;São Bento da Vitória: Quatrocentos Anos da Fundação do Mosteiro&#039;&#039;. O Tripeiro, 7.ª série, ano 16, n.º 6-7, jun./jul. 1997, p. 162-169. Porto: Associação Comercial do Porto. Disponível em: &amp;lt;nowiki&amp;gt;https://hdl.handle.net/10216/61351&amp;lt;/nowiki&amp;gt; &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
MORENO, Humberto Baquero, dir., 1997. &#039;&#039;O Mosteiro de S. Bento da Vitória: quatrocentos anos&#039;&#039;. Porto: Edições Afrontamento.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
PAULA, Mara Raquel Rodrigues de, 2023. &#039;&#039;Diálogos imagéticos. Iconografia beneditina em Portugal e a sua conexão com as fontes impressas da Idade Moderna&#039;&#039;. Tese de Doutoramento, Faculdade de Letras da Universidade do Porto. Disponível em: &amp;lt;nowiki&amp;gt;https://hdl.handle.net/10216/152548&amp;lt;/nowiki&amp;gt;. pp. 145-168&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
PEREIRA, Ana Cristina da Cunha, 2007. &#039;&#039;Os Conventos do Porto. Descontinuidades, Transformação e Reutilização&#039;&#039;. Dissertação de Mestrado, Faculdade de Arquitetura da Universidade do Porto. Disponível em: &amp;lt;nowiki&amp;gt;http://hdl.handle.net/10216/64322&amp;lt;/nowiki&amp;gt;. pp. 227-245&lt;br /&gt;
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QUARESMA, Maria Clementina de Carvalho,1995. &#039;&#039;Inventário Artístico de Portugal Cidade do Porto&#039;&#039;. Lisboa: Academia Nacional das Belas-Artes. pp. 191-195&lt;br /&gt;
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RUÃO, Carlos, 2006. &#039;&#039;«O Eupalinos Moderno» Teoria e Prática da Arquitectura Religiosa em Portugal 1550-1640. Volume II, Da «Corte» à «Província»&#039;&#039;. Tese de Doutoramento, Faculdade de Letras da Universidade de Coimbra. Disponível em: &amp;lt;nowiki&amp;gt;https://hdl.handle.net/10316/9600&amp;lt;/nowiki&amp;gt;. pp. 284-287&lt;br /&gt;
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SILVA, Nuno Miguel Maia da, 2012. &#039;&#039;Claustros Serlianos em Portugal 1558 –163.&#039;&#039; Dissertação de Mestrado, Faculdade de Ciências e Tecnologia da Universidade de Coimbra. Disponível em: &amp;lt;nowiki&amp;gt;https://hdl.handle.net/10316/23318&amp;lt;/nowiki&amp;gt;. pp. 156-158&lt;br /&gt;
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SMITH, Robert C., 1950?. &#039;&#039;S. Bento da Vitória, do Porto, à luz dos «Estados» de Tibães&#039;&#039;. Porto: Livraria Fernando Machado&lt;br /&gt;
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SMITH, Robert C., 1968. &#039;&#039;Cadeirais de Portugal&#039;&#039;. Lisboa: Livros Horizonte. pp. 48-52&lt;br /&gt;
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SOARES, Renan Marinho de Morais, 2021&#039;&#039;.&#039;&#039; &#039;&#039;Do Sagrado ao Profano a reutilização adaptativa nos mosteiros portugueses – Mosteiro de Santa Maria do Bouro, Mosteiro de São Bento da Vitória e Mosteiro de Santo Tirso&#039;&#039;. Dissertação de Mestrado, Faculdade de Letras da Universidade do Porto. Disponível em: &amp;lt;nowiki&amp;gt;https://hdl.handle.net/10216/139814&amp;lt;/nowiki&amp;gt;. pp. 123-156&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
SOUSA VITERBO, Franscisco Marques de, 1899. &#039;&#039;Diccionario historico e documental dos architectos, engenheiros e constructores portuguezes ou a serviço de Portugal&#039;&#039;. Volume 2. Lisboa: Imprensa Nacional&lt;/div&gt;</summary>
		<author><name>Danielafernandes01</name></author>
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		<summary type="html">&lt;p&gt;Danielafernandes01: &lt;/p&gt;
&lt;hr /&gt;
&lt;div&gt;Vista do interior da Igreja de São Bento da Vitória através do lado da Epístola&lt;/div&gt;</summary>
		<author><name>Danielafernandes01</name></author>
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		<title>Igreja e Mosteiro de São Bento da Vitória do Porto</title>
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		<summary type="html">&lt;p&gt;Danielafernandes01: &lt;/p&gt;
&lt;hr /&gt;
&lt;div&gt;[[Ficheiro:Fachada São Bento da Vitória.jpg|esquerda|miniaturadaimagem|Fotografia da fachada da igreja do mosteiro de São Bento da Vitória do Porto. Esta imagem foi capturada através da Rua de São Bento da Vitória. ]]&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
== Identificação ==&lt;br /&gt;
{| class=&amp;quot;wikitable&amp;quot;&lt;br /&gt;
|&#039;&#039;&#039;Designação&#039;&#039;&#039;&lt;br /&gt;
|Mosteiro de São Bento da Vitória &lt;br /&gt;
|-&lt;br /&gt;
|&#039;&#039;&#039;Localização&#039;&#039;&#039;&lt;br /&gt;
|Distrito do Porto, União das Freguesias de Cedofeita, Santo Ildefonso, Sé, Miragaia, São Nicolau e Vitória&#039;&#039;,&#039;&#039; Rua de São Bento da Vitória 45, 4050-542, junto ao edifício do atual Centro Português de Fotografia&lt;br /&gt;
|-&lt;br /&gt;
|&#039;&#039;&#039;Cronologia&#039;&#039;&#039;&lt;br /&gt;
|Séculos XVII-XVIII&lt;br /&gt;
|-&lt;br /&gt;
|&#039;&#039;&#039;Autor(es)&#039;&#039;&#039;&lt;br /&gt;
|Diogo Marques Lucas&lt;br /&gt;
|}&lt;br /&gt;
O Mosteiro de São Bento da Vitória é uma arquitetura de tipologia religiosa. Pertencia à Ordem Beneditina, instituída por S. Bento (480-547) em 529. Foi fundado em 1598 após a ordenação do capítulo Geral, em 1546, celebrada em Tibães, data onde foi tomada a decisão da fundação deste mosteiro. Após longas e complicadas negociações, os monges da Antiga Congregação Beneditina Portuguesa decidiram erguer este mosteiro como símbolo de presença monástica e ponto de apoio para os monges que viajavam de norte a sul ou vice-versa. Situava-se dentro das muralhas medievais do velho burgo junto à porta do Olival em terrenos cedidos pela Câmara que anteriormente abrigavam parte da judiaria nova. A sua construção teve como base a traça inicial de Diogo Marques Lucas, arquiteto do rei trazido de Lisboa pelo D. Abade Geral. No entanto, a sua construção seria lenta e não contínua, tendo-se prolongado quase ao longo de dois séculos, não só devido a certos entraves, principalmente no que se refere à aquisição dos terrenos, mas também porque os beneditinos nunca deixaram de transformar, ampliar e embelezar o seu mosteiro.&amp;lt;small&amp;gt;&amp;lt;sup&amp;gt;[1]&amp;lt;/sup&amp;gt;&amp;lt;/small&amp;gt; As obras iniciaram-se pela igreja em 1604 e a primeira pedra do mosteiro foi benzida pelo bispo D. Jerónimo de Meneses e colocada pelo próprio Abade Geral Frei Baltasar de Braga, ainda no segundo triénio, de 1596 a 1599.&amp;lt;small&amp;gt;&amp;lt;sup&amp;gt;[2]&amp;lt;/sup&amp;gt;&amp;lt;/small&amp;gt; Há quem considere que o mosteiro tenha sido concluído em 1646 e a igreja terminada em 1690. Contudo, a enorme extensão do período da execução das obras não permite identificar datas exatas.&amp;lt;small&amp;gt;&amp;lt;sup&amp;gt;[3]&amp;lt;/sup&amp;gt;&amp;lt;/small&amp;gt;&lt;br /&gt;
== Estado da Arte ==&lt;br /&gt;
Este objeto arquitetónico é referido na obra &#039;&#039;O Mosteiro de S. Bento da Vitória: quatrocentos anos&#039;&#039; (MORENO, 1997), bastante completa e de carácter geral, que apresenta o contexto histórico e a descrição do mosteiro e igreja. Além disso, as obras &#039;&#039;S. Bento da Vitória, do Porto, à luz dos «Estados» de Tibães&#039;&#039; (SMITH, 1950?) e &#039;&#039;Inventário Artístico de Portugal Cidade do Porto&#039;&#039; (QUARESMA, 1995) complementam o estudo do património integrado e oferecem descrições da igreja. &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
As dissertações de mestrado &#039;&#039;Os Conventos do Porto. Descontinuidades, Transformação e Reutilização&#039;&#039; (PEREIRA, 2007) e &#039;&#039;Do Sagrado ao Profano a reutilização adaptativa nos mosteiros portugueses – Mosteiro de Santa Maria do Bouro, Mosteiro de São Bento da Vitória e Mosteiro de Santo Tirso&#039;&#039; (SOARES, 2021), foram proveitosas no que concerne ao período após a extinção das ordens religiosas, à requalificação e às adaptações que o espaço sofreu. A tese de doutoramento &#039;&#039;Diálogos imagéticos. Iconografia beneditina em Portugal e a sua conexão com as fontes impressas da Idade Moderna&#039;&#039; (PAULA, 2023) facilitou o estudo na leitura iconográfica do património integrado, principalmente do cadeiral do coro alto. Relativamente ao cadeiral, a obra &#039;&#039;Cadeirais de Portugal&#039;&#039; (SMITH, 1968) e o artigo &#039;&#039;Hagiografia e iconografia beneditinas: Os “Diálogos” do papa S. Gregório Magno&#039;&#039; (DIAS, 2020) foram essenciais, tanto para a descrição formal como para a leitura iconográfica. Ainda no património integrado, o livro &#039;&#039;Obras de talha dourada, ensamblagem, e pintura na cidade e diocese do Porto&#039;&#039; (BRANDÃO, 1984) garantiu informações sobre autoria, datações e contratos.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Quanto ao estudo do claustro nobre do mosteiro, a tese de mestrado &#039;&#039;Claustros Serlianos em Portugal 1558 –163&#039;&#039; (SILVA, 2012) foi essencial para a descrição e compreensão do mesmo. Por fim, para conhecer o arquiteto responsável da traça inicial deste Mosteiro, a leitura da tese de doutoramento &#039;&#039;«O Eupalinos Moderno» Teoria e Prática da Arquitectura Religiosa em Portugal 1550-1640&#039;&#039; (RUÃO, 2006) e a consulta do &#039;&#039;Diccionario historico e documental dos architectos, engenheiros e constructores portuguezes ou a serviço de Portugal&#039;&#039; (VITERBO, 1899) revelaram-se fulcrais, pois apresentam alguns dados biográficos do responsável pelo projeto do edifício.&lt;br /&gt;
== Enquadramento ==&lt;br /&gt;
[[Ficheiro:Vista do Terreiro da Sé da Igreja de São Bento da Vitória.jpg|esquerda|miniaturadaimagem|Vista da fachada da Igreja de São Bento da Vitória, a partir do Terreiro da Sé do Porto. É possível observar a sua posição paralela ao atual Centro Português de Fotografia (CPF)]]&lt;br /&gt;
O Mosteiro de São Bento da Vitória situa-se no morro da freguesia da Vitória, junto à porta do Olival, dentro de muralhas, sem grande espaço para horta e cerca. Ocupa todo o interior do quarteirão entre a rua das Taipas, travessa das Taipas, rua de S. Bento da Vitória e travessa de S. Bento,  paralelo a norte com o edifício da antiga cadeia da Relação, atual Centro Português de Fotografia. Têm então um enquadramento urbano, erguendo-se em pleno centro histórico.&amp;lt;small&amp;gt;&amp;lt;sup&amp;gt;[4]&amp;lt;/sup&amp;gt;&amp;lt;/small&amp;gt; O facto de estar inserido num quarteirão sem cerca preservou o seu perímetro e a sua configuração exterior até hoje.&amp;lt;small&amp;gt;&amp;lt;sup&amp;gt;[5]&amp;lt;/sup&amp;gt;&amp;lt;/small&amp;gt; A fachada monumental da sua igreja está situada no ponto mais alto do conjunto, abrindo-se para uma rua estreita que dificulta uma leitura frontal, exceto através da observação em pontos altos da cidade, como por exemplo, no Terreiro da Sé, já que a fachada se volta na sua direção. O mosteiro tem uma área total de implantação de cerca de 4.000 m2, desenvolvendo-se ao redor de dois claustros. O próprio edifício faz a transição para o espaço exterior e a entrada principal fazia-se pela portaria que se encontrava ao lado da igreja na galilé na rua de S. Bento da Vitória. O acesso ao conjunto monástico faz-se hoje tanto através da rua das Taipas, onde atualmente se situa o Arquivo Distrital do Porto, como pela rua de S. Bento da Vitória, onde se localiza a fachada da igreja e faz-se o acesso ao mosteiro, agora pertencente ao Teatro Nacional de São João.&amp;lt;small&amp;gt;&amp;lt;sup&amp;gt;[6]&amp;lt;/sup&amp;gt;&amp;lt;/small&amp;gt; Nesta mesma rua, a sul, localiza-se a Igreja Paroquial de Nossa Senhora da Vitória, na confluência com a Rua da Bataria da Vitória. A sul, também se encontra o Miradouro da Vitória, onde os visitantes podem desfrutar de vistas sobre o casario da Vitória, o Rio Douro, a Sé Catedral, o Paço Episcopal, a Ponte Luís I e a zona beira-rio de Gaia.&amp;lt;small&amp;gt;&amp;lt;sup&amp;gt;[7]&amp;lt;/sup&amp;gt;&amp;lt;/small&amp;gt;&lt;br /&gt;
== Descrição ==&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
=== Objeto arquitetónico ===&lt;br /&gt;
A igreja de São Bento da Vitória é orientada a poente, não seguindo a orientação canónica das igrejas medievais. Isto acontece devido às condicionantes do terreno e à muralha medieval a este.&amp;lt;small&amp;gt;&amp;lt;sup&amp;gt;[8]&amp;lt;/sup&amp;gt;&amp;lt;/small&amp;gt; A igreja é de planta cruciforme, longitudinal, de nave única, precedida por uma galilé e transepto saliente. A fachada, toda de cantaria de granito, divide-se em três registos delimitados por cornijas salientes e vários corpos ritmados por pilastras. No primeiro registo, abrem-se cinco vãos para a rua de arco de volta perfeita, todos com gradeamentos de ferro, sendo o central mais alto do que os restantes que ostenta o brasão de armas da Ordem de São Bento e os outros quatro emblemas religiosos. No segundo registo, duas janelas com frontão curvo, flanqueando três nichos, os laterais com frontões triangulares e o central com frontão circular, com sobrecéu em forma de concha e imagens de barro pintado de Santa Escolástica, São Bento e Santa Gertrudes Magna. O terceiro registo, mais estreito e com remate lateral curvo é rasgado por uma janela termal interrompida por pilastras, que permite uma ampla iluminação no coro-alto da igreja. A rematar a fachada, sobre uma cornija, um último registo com frontão circular e um nicho que alberga a imagem de Nossa Senhora da Vitória, em homenagem à freguesia na qual se ergueu esta igreja e mosteiro. As duas torres quadrangulares, em cantaria com duplas pilastras nos cunhais e cobertas com cúpula bolbosas, foram integradas no corpo da igreja por cima das primeiras capelas laterais, depois da galilé.&amp;lt;small&amp;gt;[&amp;lt;sup&amp;gt;9]&amp;lt;/sup&amp;gt;&amp;lt;/small&amp;gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
A cobertura do corpo da igreja é de abóbada de berço em caixotões de granito bem lavrado, que se estende a todo o comprimento sendo intercetada pela abóbada do transepto e cruzeiro.&amp;lt;small&amp;gt;&amp;lt;sup&amp;gt;[10]&amp;lt;/sup&amp;gt;&amp;lt;/small&amp;gt; A nave tem seis capelas colaterais intercomunicantes entre si, de arco pleno e cobertura em abóbada de berço em caixotões, com retábulos de talha. Sobre quatro dessas capelas abrem-se janelas gémeas, quatro de cada lado, com varandas de ferro fundido douradas e sanefas de talha. Sobre o arco das restantes, junto ao coro-alto, estão os órgãos de tubos em talha, suportados por atlantes.&amp;lt;small&amp;gt;&amp;lt;sup&amp;gt;[11]&amp;lt;/sup&amp;gt;&amp;lt;/small&amp;gt; Apenas o órgão do lado da Epístola é verdadeiro, concebido e construído pelo irmão donato beneditino Fr. Manuel de S. Bento.&amp;lt;small&amp;gt;&amp;lt;sup&amp;gt;[12]&amp;lt;/sup&amp;gt;&amp;lt;/small&amp;gt; Junto ao transepto, nas extremidades da nave, estão os púlpitos.&amp;lt;small&amp;gt;&amp;lt;sup&amp;gt;[13]&amp;lt;/sup&amp;gt;&amp;lt;/small&amp;gt; Estes púlpitos erguem-se sobre peanhas ou mísulas de pedra, com grades torneadas de pau preto e são rematados por dois dóceis com imagens de Gabriel Rodrigues executadas em 1722.&amp;lt;sup&amp;gt;&amp;lt;small&amp;gt;[14]&amp;lt;/small&amp;gt;&amp;lt;/sup&amp;gt; O transepto também é coberto por abóbada de canhão em caixotões e o cruzeiro reveste-se por uma abóbada nervurada. Os braços do transepto têm no topo retábulos em talha, sendo ladeados por portas e janelas, coroadas por sanefas de talha e rematados por uma janela termal.&amp;lt;small&amp;gt;&amp;lt;sup&amp;gt;[15]&amp;lt;/sup&amp;gt;&amp;lt;/small&amp;gt; A flanquear o arco triunfal capelas com retábulos em talha encimados por janelas retangulares com sanefas. O arco-triunfal é coroado por uma grandiosa sanefa, em cujo centro se destaca o escudo da Congregação Beneditina Portuguesa. A capela-mor, retangular e profunda, seguindo a cobertura da nave, é rasgada em cada lado por três janelões com sanefas em talha que encimam o cadeiral e abriga um amplo retábulo de talha em forma de arco de triunfo, enquadrado por duas arquivoltas concêntricas e colunas torsas ou salomónicas que se abre para dar lugar ao trono do Santíssimo Sacramento, escalonado.&amp;lt;small&amp;gt;&amp;lt;sup&amp;gt;[16]&amp;lt;/sup&amp;gt;&amp;lt;/small&amp;gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
A sul da igreja de São Bento da Vitória, levanta-se o vasto bloco conventual, ocupando um espaço retangular entre as ruas paralelas de S. Bento da Vitória a este, das Taipas a oeste e a estreita Travessa das Taipas a sul.&amp;lt;small&amp;gt;&amp;lt;sup&amp;gt;[17]&amp;lt;/sup&amp;gt;&amp;lt;/small&amp;gt; A norte, levanta-se a monumental igreja.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
O mosteiro de São Bento da Vitória é um conjunto arquitetónico monástico, onde cada parte tem a sua função específica. Reparte-se por dois grupos de corpos ao redor de dois espaços abertos, chamados claustros, separados por um corpo intermédio. A sua construção passou por três fases até chegar ao acabamento total, sendo edificado pouco a pouco, ao longo de mais de dois séculos: a primeira fase corresponde à edificação da ala nascente, parte da ala sul e claustro, ainda que tenha sido concluído mais tarde (1596-1630); a segunda, por sua vez, à igreja nova e anexos (1680-1708); e a terceira, por fim, aos dormitórios novos, ala poente e claustro dos carros (1741-1780).&amp;lt;small&amp;gt;&amp;lt;sup&amp;gt;[18]&amp;lt;/sup&amp;gt;&amp;lt;/small&amp;gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
O edifício conventual, de alvenaria rebocada, apresenta pilastras nos cunhais, coroadas por pináculos. Composto por quatro pisos, a sua fachada é regularmente marcada por janelas, tendo os dois pisos superiores bandeiras.&amp;lt;small&amp;gt;&amp;lt;sup&amp;gt;[19]&amp;lt;/sup&amp;gt;&amp;lt;/small&amp;gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
O claustro nobre, do silêncio ou do cemitério, de planta quadrangular, todo em cantaria, “articula em cada ala três arcos de volta perfeita delimitados por duplas pilastras que incorporam no espaço interpilastral dois pequenos vãos, um portal retangular e um falso janelão superior.” (SILVA, 2012: 158). As almofadas do intradorso dos arcos são decoradas com motivos de “ponta-de-diamante” e ovais. Um entablamento liso separa o primeiro piso do segundo, onde se abrem janelas retangulares de varandins com balaustrada de cantaria e rematadas por frontões triangulares e curvo, ao centro. As abóbadas dos corredores do claustro são de arestas com chave central de florão.&amp;lt;small&amp;gt;&amp;lt;sup&amp;gt;[20]&amp;lt;/sup&amp;gt;&amp;lt;/small&amp;gt; O espaço aberto do claustro era ornamentado por um jardim de canteiros, tendo ao centro um imponente chafariz datado de 1777-80 com o brutesco de Hércules e da hidra (1783), obra que há muito se perdeu.&amp;lt;small&amp;gt;&amp;lt;sup&amp;gt;[21]&amp;lt;/sup&amp;gt;&amp;lt;/small&amp;gt; Em 2001, o claustro foi coberto por uma concha acústica, uma estrutura em aço assente em quatro pilares e o foi-lhe colocado um soalho de madeira. O espaço é utilizado atualmente para a realização de espetáculos teatrais, concertos e eventos especiais, além de receber iniciativas externas de natureza diversa. &amp;lt;small&amp;gt;&amp;lt;sup&amp;gt;[22]&amp;lt;/sup&amp;gt;&amp;lt;/small&amp;gt; Nuno da Silva, na sua Dissertação de Mestrado Integrado em Arquitetura, classifica este claustro como serliano, um grupo de claustros clássicos portugueses. O autor indica que estes modelos estão visivelmente enraizados à arquitetura palladiana e veneziana e são caracterizados pelos vãos arqueados que se intercalam com os vãos retangulares. Isto resulta numa nova forma de vão e de sustento da abóbada. Esta tipologia foi primeiramente adotada no claustro do Convento de Cristo em Tomar e pode ser encontrada em outras arquiteturas posteriores. Como ainda, data este claustro de 1608 e indica que é dado como concluído no início da segunda metade do século XVII, como afirma Frei Leão de S. Tomás em 1651 “a claustra no que toca a obra de pedra está acabada, mas do mais não está ainda perfeita.”&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
O segundo claustro, denomina-se de “claustro dos carros”, nome atribuído devido à sua função de receber os carros responsáveis pelo abastecimento do conjunto monástico. É um pátio com três lanços de arcos sobre pilastras maciças. Foi construído na altura das obras de ampliação do mosteiro, no tempo do abade Frei Manuel de S. Tomás (1740-1743). Os cronistas da época dedicaram-se a descrever detalhadamente esta construção, que foi ampliada com os dormitórios localizados na ala oeste, ao longo da rua das Taipas, durante as obras realizadas entre 1777 e 1780.&amp;lt;small&amp;gt;&amp;lt;sup&amp;gt;[23]&amp;lt;/sup&amp;gt;&amp;lt;/small&amp;gt; Trata-se de uma obra simples, típica de um claustro destinado aos serviços monásticos e não apresenta nenhum elemento ornamental que a enriqueça.&amp;lt;small&amp;gt;&amp;lt;sup&amp;gt;[24]&amp;lt;/sup&amp;gt;&amp;lt;/small&amp;gt; Este claustro, composto por três pisos separados por frisos, apresenta apenas duas alas formadas por arcos plenos sustentados por pilares, enquanto os pisos superiores possuem janelas do tipo guilhotina.&amp;lt;small&amp;gt;&amp;lt;sup&amp;gt;[25]&amp;lt;/sup&amp;gt;&amp;lt;/small&amp;gt; A fachada da cela dos beneditinos apresenta quatro vãos gradeados, não integrais, e ornamentados ao centro com o brasão de armas da Congregação Beneditina, à semelhança dos vãos da galilé.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
O Mosteiro foi a parte mais afetada de São Bento da Vitória, tendo sofrido pela passagem dos séculos. Perderam-se todos os azulejos descritos nos registos dos «Estados», bem como toda a talha e pinturas. Sob o uso militar quase constante a partir das invasões francesas de 1808, as suas amplas salas, bibliotecas e arquivo foram gradualmente devastados. Além disso, uma grande parte do edifício permaneceu virtualmente abandonada, chegando a ameaçar ruína.&amp;lt;small&amp;gt;&amp;lt;sup&amp;gt;[26]&amp;lt;/sup&amp;gt;&amp;lt;/small&amp;gt; Este mosteiro, ao longo da sua história, serviu como aquartelamento às tropas napoleónicas, hospital militar e, posteriormente, a outras funções militares após a extinção das ordens religiosas em 1834.&amp;lt;small&amp;gt;&amp;lt;sup&amp;gt;[27]&amp;lt;/sup&amp;gt;&amp;lt;/small&amp;gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
A partir de 1984, o edifício passou por um processo de restauração orientado pelo Instituto Português do Património Arquitetónico (IPPAR). Estas intervenções possibilitaram a adaptação de diferentes espaços a novos usos. O claustro nobre e as suas adjacências passaram a abrigar a sede da Orquestra Clássica do Porto. Na igreja, ala norte e no terceiro andar da ala poente, foi instalada a Cela dos Padres Beneditinos. Já o espaço que inclui o claustro dos carros e a ala transversal, passou a acolher o Arquivo Distrital do Porto. O espaço do mosteiro foi, assim, dividido e ocupado por estas três entidades, sofrendo as devidas adaptações necessárias para atender às suas necessidades específicas. Contudo, essas intervenções foram concretizadas com cuidado, preservando a traça original e diversos elementos de importância arquitetónica.&amp;lt;small&amp;gt;&amp;lt;sup&amp;gt;[28]&amp;lt;/sup&amp;gt;&amp;lt;/small&amp;gt; Em 2007, o Estado atribui ao Teatro Nacional de São João (TNSJ) uma parte significativa do mosteiro, abrangendo a ala nascente, parte da ala sul e o Claustro Nobre.&amp;lt;small&amp;gt;&amp;lt;sup&amp;gt;[29]&amp;lt;/sup&amp;gt;&amp;lt;/small&amp;gt; Outros espaços do edifício foram também adaptados para atender às novas funções do TNSJ. A antiga biblioteca, localizada no piso superior, foi transformada numa sala de apresentações teatrais. Por sua vez, as galerias que rodeiam o claustro, também no piso superior, foram destinadas à exposição de objetos cenográficos e peças de figurino utilizados nos espetáculos.&amp;lt;small&amp;gt;&amp;lt;sup&amp;gt;[30]&amp;lt;/sup&amp;gt;&amp;lt;/small&amp;gt;&lt;br /&gt;
=== Património integrado ===&lt;br /&gt;
A seguinte tabela apresenta algumas obras que se inserem no património integrado da igreja de São Bento da Vitória e foi elaborada tendo como base os livros &#039;&#039;Obras de talha dourada, ensamblagem, e pintura na cidade e diocese do Porto&#039;&#039; (Brandão 1984), &#039;&#039;O Mosteiro de S. Bento da Vitória: quatrocentos anos&#039;&#039; (Moreno 1997) e &#039;&#039;S. Bento da Vitória, do Porto, à luz dos «Estados» de Tibães&#039;&#039; (Smith 1950?).&lt;br /&gt;
{| class=&amp;quot;wikitable&amp;quot;&lt;br /&gt;
|&#039;&#039;&#039;Identificação&#039;&#039;&#039;&lt;br /&gt;
|&#039;&#039;&#039;Datação&#039;&#039;&#039;&lt;br /&gt;
|&#039;&#039;&#039;Autoria&#039;&#039;&#039;&lt;br /&gt;
|-&lt;br /&gt;
|Coro alto e outras obras de ensamblagem e de talha (estante, púlpitos, grades e  portas)&lt;br /&gt;
|Contrato  de setembro de 1704. Não executado. O prazo seria até dia 29 de setembro de 1705&lt;br /&gt;
|António  de Azevedo Fernandes, mestre ensamblador e Domingos Nunes, entalhador&lt;br /&gt;
|-&lt;br /&gt;
|Cadeirado do coro, portas do coro e grades das seis capelas e cruzeiro&lt;br /&gt;
|Contrato  de maio de 1718. As cadeiras e as portas do coro deveriam estar prontas até ao dia 15 de outubro  de 1718 e as grades até ao fim de março de 1719&lt;br /&gt;
|Manuel  Vieira e António Cardoso, mestres ensambladores&lt;br /&gt;
|-&lt;br /&gt;
|Varanda e talha dos órgãos (verdadeiro e mudo)&lt;br /&gt;
|Triénio de 1716-19&lt;br /&gt;
|Gabriel  Rodrigues, entalhador bracarense&lt;br /&gt;
|-&lt;br /&gt;
|Retábulo da capela-mor&lt;br /&gt;
|Triénio de 1716-19 e dourado entre 1722-25&lt;br /&gt;
|Talvez  por Gabriel Rodrigues, entalhador de Landim, Famalicão&lt;br /&gt;
|-&lt;br /&gt;
|Cadeiral do coro alto&lt;br /&gt;
|Triénio de 1716-1719&lt;br /&gt;
|Marceliano  de Araújo&lt;br /&gt;
|-&lt;br /&gt;
|Órgão de tubos&lt;br /&gt;
|Antes de 1719. Em finais de abril desse ano já estava em fase adiantada de  construção&lt;br /&gt;
|Fr.  Manuel de S. Bento, irmão donato beneditino&lt;br /&gt;
|-&lt;br /&gt;
|Estátuas dos púlpitos&lt;br /&gt;
|1722&lt;br /&gt;
|Gabriel  Rodrigues&lt;br /&gt;
|-&lt;br /&gt;
|Dois frontais de talha para os altares colaterais de Santa Escolástica e Santa Gertrudes e douramento do retábulo-mor&lt;br /&gt;
|Triénio de 1722-25&lt;br /&gt;
|Os  frontais de talha dourada para os altares colaterais foram oferecidos por um  devoto.&lt;br /&gt;
|-&lt;br /&gt;
|Retábulos dos topos do transepto&lt;br /&gt;
|Triénio de 1755-58&lt;br /&gt;
|José  da Fonseca Lima e José Martins Tinoco&lt;br /&gt;
|}&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
=== Objeto ou conjunto em destaque - O cadeiral do coro alto ===&lt;br /&gt;
O coro alto, sobre a galilé, era destinado à recitação das horas canónicas da liturgia monástica. O cadeiral, foi encomendado em 1704 e executado por Marceliano de Araújo entre 1716 e 1719, em madeira de jacarandá proveniente de 30 toros trazidos diretamente do Brasil em 1716. Ao centro destaca-se a cadeira abacial, rodeada por 50 estalas dispostas em forma de U, todas com as “misericórdias” cuidadosamente trabalhadas. O lambrim exibe 32 painéis em talha policromada e dourada em 1759, ilustrando cenas da vida de São Bento conforme os “Diálogos” de São Gregório Magno.&amp;lt;small&amp;gt;&amp;lt;sup&amp;gt;[31]&amp;lt;/sup&amp;gt;&amp;lt;/small&amp;gt; Nas superfícies irregulares das dramáticas caras destas figuras, refletem-se os mesmos maneirismos das imagens dos dosséis dos púlpitos, entalhadas por Gabriel Rodrigues em 1722. Vê-se, portanto, que o espaldar do cadeiral de São Bento da Vitória resulta da colaboração entre Gabriel Rodrigues, de Landim, e Marceliano de Araújo, de Braga, seguindo a traça de um autor ainda desconhecido. O cadeiral apresenta uma série de volutas adornadas com folhagens, de onde surgem golfinhos na fila inferior e meios-corpos femininos na superior, introduzindo um motivo inovador nos cadeirais do século XVIII. Embora influenciado pelas cadeiras de Tibães, distingue-se pelos seus perfis laterais e pelas garras de leão que alternam com as volutas nos pés das cadeiras, características de uma nova época.&amp;lt;small&amp;gt;&amp;lt;sup&amp;gt;[32]&amp;lt;/sup&amp;gt;&amp;lt;/small&amp;gt; O destaque deste cadeiral, considerado o mais notável do reino, é o imponente espaldar entalhado, dourado e estufado em 1759 por Manuel Homem Soares. Este, como foi dito anteriormente, é composto por 32 painéis em relevo, principalmente dedicados à vida de São Bento, com dois da história de Santa Escolástica, dispostos em duas filas como quadros em molduras ricamente talhadas. Esta organização remete ao sistema utilizado nas ilhargas da capela de Santa Gertrudes da igreja beneditina de São Martinho de Tibães, possivelmente do mesmo escultor, entre o triénio de 1710 e 1713.  Em ambos os monumentos, as figuras dos painéis destacam-se pela sua vivacidade, enriquecidas por uma abundância de detalhes de mobiliário e arquitetura.&amp;lt;small&amp;gt;&amp;lt;sup&amp;gt;[33]&amp;lt;/sup&amp;gt;&amp;lt;/small&amp;gt; Os painéis estão organizados em duas sequências horizontais: a inferior, com molduras retangulares e, a superior, predominantemente octogonais, exceto por dois painéis nas paredes do lado do Evangelho e da Epístola. A narrativa inicia-se na parte inferior do lado da Epístola, prosseguindo até ao lado do Evangelho, e recomeça na parte superior com os painéis octogonais, estendendo-se pelas três paredes do coro alto.&amp;lt;small&amp;gt;&amp;lt;sup&amp;gt;[34]&amp;lt;/sup&amp;gt;&amp;lt;/small&amp;gt; Os relevos de São Bento da Vitória seguem uma narrativa linear e lógica, semelhante ao II livro dos Diálogos. A primeira cena, amplamente retratada em Portugal, representa o nascimento de São Bento e de Santa Escolástica. A comparação destes relevos com os livros de emblemas usados na iconografia beneditina em Portugal, revela claras semelhanças entre a obra e a matriz, tanto nos espaços como nas personagens, e pode indicar que Marcelino de Araújo teve contacto com essas obras ou outras baseadas nelas.&amp;lt;small&amp;gt;&amp;lt;sup&amp;gt;[35]&amp;lt;/sup&amp;gt;&amp;lt;/small&amp;gt; Além dos 32 painéis principais, existem mais 4 dourados, mas não policromados, que representam santos beneditinos em trajes pontificais, o que totaliza o número de 36 painéis. Os dois quadros centrais não são alusivos à vida de São Bento nem possuem numeração. O painel central sobre a cadeira abacial, sem número, apresenta São Bento a entregar Regra a monges e monjas. O santo com vestes prelatícias é ladeado por anjos e o listel exibe a inscrição “&#039;&#039;De cello offertur tibi non alteri&#039;&#039;”.&amp;lt;small&amp;gt;&amp;lt;sup&amp;gt;[36]&amp;lt;/sup&amp;gt;&amp;lt;/small&amp;gt; O painel superior, retrata a figura de São Bento de pé, em posição hierática com vestes prelatícias, flanqueado por dois anjos que lhe entregam a mitra e o báculo.&amp;lt;small&amp;gt;&amp;lt;sup&amp;gt;[37]&amp;lt;/sup&amp;gt;&amp;lt;/small&amp;gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
== O arquiteto Diogo Marques Lucas ==&lt;br /&gt;
Diogo Marques Lucas em setembro de 1594 foi nomeado para um dos três lugares de aprendiz de arquitetura, a qual aprenderia com Filippe Terzo.&amp;lt;small&amp;gt;&amp;lt;sup&amp;gt;[38]&amp;lt;/sup&amp;gt;&amp;lt;/small&amp;gt; Assim, Diogo Marques foi um dos primeiros arquitetos a receber uma formação privilegiada, que incluía lições teóricas no campo da geometria, assim como estudos de arquitetura com o arquiteto-mor Felipe Terzi. Após o falecimento do arquiteto italiano, Diogo Marques continuou a complementar o seu estudo teórico com Nicolau de Frias até 1610, permanecendo com o cargo de “aprendiz” de arquitetura até 1616, altura em que foi substituído por Mateus Couto. Durante os inícios do novo século, aprendeu, auxiliou e colaborou nas principais obras régias, como também forneceu traças da sua própria autoria.&amp;lt;small&amp;gt;&amp;lt;sup&amp;gt;[39]&amp;lt;/sup&amp;gt;&amp;lt;/small&amp;gt; A sua substituição na «aula» de arquitetura coincidiu com a sua ascensão profissional e nomeação como mestre de obras do Convento de Cristo, em Tomar, após a renúncia de Pero Fernandes de Torres no ano anterior. Com um salário anual de 80.000 reais, manteve o cargo até à sua morte, sendo sucedido por Pero Vaz Pereira em 1641. Em janeiro de 1614, Diogo Marques foi proposto para ocupar o cargo de «mestre de obras» das Ordens Militares, juntamente com Pedro Nunes Tinoco e Mateus do Couto, após a morte do arquiteto Baltasar Álvares. No entanto, a nomeação recaiu em Mateus do Couto cinco anos depois. Em 1640, era já falecido, conforme mencionado numa breve missiva do prior do Convento de Cristo de Tomar.&amp;lt;small&amp;gt;&amp;lt;sup&amp;gt;[40]&amp;lt;/sup&amp;gt;&amp;lt;/small&amp;gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
== Imagens e Iconografia do Objeto ==&lt;br /&gt;
=== Objeto arquitetónico ===&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
=== Património integrado ===&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
=== Objeto ou conjunto em destaque ===&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
== Fontes e Bibliografia ==&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
=== Fontes ===&lt;br /&gt;
&amp;lt;small&amp;gt;[1] SOARES, Renan Marinho de Morais, 2021&#039;&#039;. Do Sagrado ao Profano a reutilização adaptativa nos mosteiros portugueses – Mosteiro de Santa Maria do Bouro, Mosteiro de São Bento da Vitória e Mosteiro de Santo Tirso.&#039;&#039; Dissertação de Mestrado, Faculdade de Letras da Universidade do Porto, 126-127.&amp;lt;/small&amp;gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&amp;lt;small&amp;gt;[2] MORENO, Humberto Carlos Baquero, dir., 1997. &#039;&#039;O Mosteiro de S. Bento da Vitória: quatrocentos anos.&#039;&#039; Porto: Edições Afrontamento, 47.&amp;lt;/small&amp;gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&amp;lt;small&amp;gt;[3] QUARESMA, Maria Clementina de Carvalho,1995. &#039;&#039;Inventário Artístico de Portugal Cidade do Porto&#039;&#039;. Lisboa: Academia Nacional das Belas-Artes, 192.&amp;lt;/small&amp;gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&amp;lt;small&amp;gt;[4] PEREIRA, Ana Cristina da Cunha, 2007. &#039;&#039;Os Conventos do Porto. Descontinuidades, Transformação e Reutilização&#039;&#039;. Dissertação de Mestrado, Faculdade de Arquitetura da Universidade do Porto, 239.&amp;lt;/small&amp;gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&amp;lt;small&amp;gt;[5] SOARES, Renan Marinho de Morais, 2021&#039;&#039;. Do Sagrado ao Profano a reutilização adaptativa nos mosteiros portugueses – Mosteiro de Santa Maria do Bouro, Mosteiro de São Bento da Vitória e Mosteiro de Santo Tirso.&#039;&#039; Dissertação de Mestrado, Faculdade de Letras da Universidade do Porto, 134.&amp;lt;/small&amp;gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&amp;lt;small&amp;gt;[6] PEREIRA, Ana Cristina da Cunha, 2007. &#039;&#039;Os Conventos do Porto. Descontinuidades, Transformação e Reutilização&#039;&#039;. Dissertação de Mestrado, Faculdade de Arquitetura da Universidade do Porto, 240.&amp;lt;/small&amp;gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&amp;lt;small&amp;gt;[7] Agenda Cultural do Porto, 2023. &#039;&#039;Miradouro da Vitória – Porto.&#039;&#039; [consult. 2024-11-22]. Disponível em &amp;lt;nowiki&amp;gt;https://agendaculturalporto.org/miradouro-da-vitoria-porto/&amp;lt;/nowiki&amp;gt;&amp;lt;/small&amp;gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&amp;lt;small&amp;gt;[8] PEREIRA, Ana Cristina da Cunha, 2007. &#039;&#039;Os Conventos do Porto. Descontinuidades, Transformação e Reutilização&#039;&#039;. Dissertação de Mestrado, Faculdade de Arquitetura da Universidade do Porto, 241.&amp;lt;/small&amp;gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&amp;lt;small&amp;gt;[9] FILIPE, Ana, 2012. &#039;&#039;Convento de São Bento da Vitória.&#039;&#039; SIPA [Sistema de Informação para o Património Arquitetónico] [consult. 2024-11-14] Disponível em: &amp;lt;nowiki&amp;gt;http://www.monumentos.gov.pt/Site/APP_PagesUser/SIPA.aspx?id=5556&amp;lt;/nowiki&amp;gt;&amp;lt;/small&amp;gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&amp;lt;small&amp;gt;[10] MORENO, Humberto Carlos Baquero, dir., 1997. &#039;&#039;O Mosteiro de S. Bento da Vitória: quatrocentos anos.&#039;&#039; Porto: Edições Afrontamento, 56.&amp;lt;/small&amp;gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&amp;lt;small&amp;gt;[11] QUARESMA, Maria Clementina de Carvalho,1995. &#039;&#039;Inventário Artístico de Portugal Cidade do Porto&#039;&#039;. Lisboa: Academia Nacional das Belas-Artes, 192-193.&amp;lt;/small&amp;gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&amp;lt;small&amp;gt;[12] MORENO, Humberto Carlos Baquero, dir., 1997. &#039;&#039;O Mosteiro de S. Bento da Vitória: quatrocentos anos.&#039;&#039; Porto: Edições Afrontamento, 63.&amp;lt;/small&amp;gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&amp;lt;small&amp;gt;[13] QUARESMA, Maria Clementina de Carvalho,1995. &#039;&#039;Inventário Artístico de Portugal Cidade do Porto&#039;&#039;. Lisboa: Academia Nacional das Belas-Artes, 193.&amp;lt;/small&amp;gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&amp;lt;small&amp;gt;[14] MORENO, Humberto Carlos Baquero, dir., 1997. &#039;&#039;O Mosteiro de S. Bento da Vitória: quatrocentos anos.&#039;&#039; Porto: Edições Afrontamento, 61.&amp;lt;/small&amp;gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&amp;lt;small&amp;gt;[15] FILIPE, Ana, 2012. &#039;&#039;Convento de São Bento da Vitória.&#039;&#039; SIPA [Sistema de Informação para o Património Arquitetónico] [consult. 2024-11-14] Disponível em: &amp;lt;nowiki&amp;gt;http://www.monumentos.gov.pt/Site/APP_PagesUser/SIPA.aspx?id=5556&amp;lt;/nowiki&amp;gt;&amp;lt;/small&amp;gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&amp;lt;small&amp;gt;[16] MORENO, Humberto Carlos Baquero, dir., 1997. &#039;&#039;O Mosteiro de S. Bento da Vitória: quatrocentos anos.&#039;&#039; Porto: Edições Afrontamento, 56-57.&amp;lt;/small&amp;gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&amp;lt;small&amp;gt;[17] SMITH, Robert C, 1950?. &#039;&#039;S. Bento da Vitória, do Porto, à luz dos «Estados» de Tibães&#039;&#039;. Porto: Livraria Fernando Machado, 44.&amp;lt;/small&amp;gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&amp;lt;small&amp;gt;[18] MORENO, Humberto Carlos Baquero, dir., 1997. &#039;&#039;O Mosteiro de S. Bento da Vitória: quatrocentos anos.&#039;&#039; Porto: Edições Afrontamento, 45-46.&amp;lt;/small&amp;gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&amp;lt;small&amp;gt;[19] FILIPE, Ana, 2012. &#039;&#039;Convento de São Bento da Vitória.&#039;&#039; SIPA [Sistema de Informação para o Património Arquitetónico] [consult. 2024-11-14] Disponível em: &amp;lt;nowiki&amp;gt;http://www.monumentos.gov.pt/Site/APP_PagesUser/SIPA.aspx?id=5556&amp;lt;/nowiki&amp;gt;&amp;lt;/small&amp;gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&amp;lt;small&amp;gt;[20] SILVA, Nuno Miguel Maia da, 2012. &#039;&#039;Claustros Serlianos em Portugal 1558 –163.&#039;&#039; Dissertação de Mestrado, Faculdade de Ciências e Tecnologia da Universidade de Coimbra, 158.&amp;lt;/small&amp;gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&amp;lt;small&amp;gt;[21] MORENO, Humberto Carlos Baquero, dir., 1997. &#039;&#039;O Mosteiro de S. Bento da Vitória: quatrocentos anos.&#039;&#039; Porto: Edições Afrontamento, 66.&amp;lt;/small&amp;gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&amp;lt;small&amp;gt;[22] TNSJ [Teatro Nacional de São João], s.d. &#039;&#039;Mosteiro de São Bento da Vitória, Edifícios&#039;&#039;. [consult. 2024-11-16] Disponível em &amp;lt;nowiki&amp;gt;https://www.tnsj.pt/pt/edificios/mosteiro-de-sao-bento-da-vitoria&amp;lt;/nowiki&amp;gt;&amp;lt;/small&amp;gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&amp;lt;small&amp;gt;[23] MORENO, Humberto Carlos Baquero, dir., 1997. &#039;&#039;O Mosteiro de S. Bento da Vitória: quatrocentos anos.&#039;&#039; Porto: Edições Afrontamento, 75.&amp;lt;/small&amp;gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&amp;lt;small&amp;gt;[24] QUARESMA, Maria Clementina de Carvalho,1995. &#039;&#039;Inventário Artístico de Portugal Cidade do Porto&#039;&#039;. Lisboa: Academia Nacional das Belas-Artes, 195.&amp;lt;/small&amp;gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&amp;lt;small&amp;gt;[25] FILIPE, Ana, 2012. &#039;&#039;Convento de São Bento da Vitória.&#039;&#039; SIPA [Sistema de Informação para o Património Arquitetónico] [consult. 2024-11-14] Disponível em: &amp;lt;nowiki&amp;gt;http://www.monumentos.gov.pt/Site/APP_PagesUser/SIPA.aspx?id=5556&amp;lt;/nowiki&amp;gt;&amp;lt;/small&amp;gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&amp;lt;small&amp;gt;[26] SMITH, Robert C, 1950?. &#039;&#039;S. Bento da Vitória, do Porto, à luz dos «Estados» de Tibães&#039;&#039;. Porto: Livraria Fernando Machado, 44-45.&amp;lt;/small&amp;gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&amp;lt;small&amp;gt;[27] QUARESMA, Maria Clementina de Carvalho,1995. &#039;&#039;Inventário Artístico de Portugal Cidade do Porto&#039;&#039;. Lisboa: Academia Nacional das Belas-Artes, 195.&amp;lt;/small&amp;gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&amp;lt;small&amp;gt;[28] MORENO, Humberto Carlos Baquero, dir., 1997. &#039;&#039;O Mosteiro de S. Bento da Vitória: quatrocentos anos.&#039;&#039; Porto: Edições Afrontamento, 87.&amp;lt;/small&amp;gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&amp;lt;small&amp;gt;[29]  TNSJ [Teatro Nacional de São João], s.d. &#039;&#039;Mosteiro de São Bento da Vitória, Edifícios&#039;&#039;. [consult. 2024-11-16] Disponível em &amp;lt;nowiki&amp;gt;https://www.tnsj.pt/pt/edificios/mosteiro-de-sao-bento-da-vitoria&amp;lt;/nowiki&amp;gt;&amp;lt;/small&amp;gt; &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&amp;lt;small&amp;gt;[30] SOARES, Renan Marinho de Morais, 2021&#039;&#039;.&#039;&#039; &#039;&#039;Do Sagrado ao Profano a reutilização adaptativa nos mosteiros portugueses – Mosteiro de Santa Maria do Bouro, Mosteiro de São Bento da Vitória e Mosteiro de Santo Tirso&#039;&#039;. Dissertação de Mestrado, Faculdade de Letras da Universidade do Porto, 153.&amp;lt;/small&amp;gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&amp;lt;small&amp;gt;[31] MORENO, Humberto Carlos Baquero, dir., 1997. &#039;&#039;O Mosteiro de S. Bento da Vitória: quatrocentos anos.&#039;&#039; Porto: Edições Afrontamento, 61-62.&amp;lt;/small&amp;gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&amp;lt;small&amp;gt;[32] SMITH, Robert C, 1968. &#039;&#039;Cadeirais de Portugal&#039;&#039;. Lisboa: Livros Horizonte, 50-51.&amp;lt;/small&amp;gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&amp;lt;small&amp;gt;[33] SMITH, Robert C, 1968. &#039;&#039;Cadeirais de Portugal&#039;&#039;. Lisboa: Livros Horizonte, 51-52.&amp;lt;/small&amp;gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&amp;lt;small&amp;gt;[34] PAULA, Mara Raquel Rodrigues de, 2023. &#039;&#039;Diálogos imagéticos. Iconografia beneditina em Portugal e a sua conexão com as fontes impressas da Idade Moderna&#039;&#039;. Tese de Doutoramento, Faculdade de Letras da Universidade do Porto, 158-159.&amp;lt;/small&amp;gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&amp;lt;small&amp;gt;[35] PAULA, Mara Raquel Rodrigues de, 2023. &#039;&#039;Diálogos imagéticos. Iconografia beneditina em Portugal e a sua conexão com as fontes impressas da Idade Moderna&#039;&#039;. Tese de Doutoramento, Faculdade de Letras da Universidade do Porto, 162.&amp;lt;/small&amp;gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&amp;lt;small&amp;gt;[36] DIAS, Geraldo Coelho, 2020. &#039;&#039;Hagiografia e iconografia beneditinas: Os “Diálogos” do papa S. Gregório Magno&#039;&#039;. N.º 3 (1996): Via Spiritus: Revista de História da Espiritualidade e do Sentimento Religioso, 19-20.&amp;lt;/small&amp;gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&amp;lt;small&amp;gt;[37] DIAS, Geraldo Coelho, 2020. &#039;&#039;Hagiografia e iconografia beneditinas: Os “Diálogos” do papa S. Gregório Magno&#039;&#039;. N.º 3 (1996): Via Spiritus: Revista de História da Espiritualidade e do Sentimento Religioso, 22.&amp;lt;/small&amp;gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&amp;lt;small&amp;gt;[38] SOUSA VITERBO, Franscisco Marques de, 1899. &#039;&#039;Diccionario historico e documental dos architectos, engenheiros e constructores portuguezes ou a serviço de Portugal&#039;&#039;. Lisboa: Imprensa Nacional, p. 139.&amp;lt;/small&amp;gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&amp;lt;small&amp;gt;[39] RUÃO, Carlos, 2006. &#039;&#039;«O Eupalinos Moderno» Teoria e Prática da Arquitectura Religiosa em Portugal 1550-1640. Volume II, Da «Corte» à «Província»&#039;&#039;. Tese de Doutoramento, Faculdade de Letras da Universidade de Coimbra, 284.&amp;lt;/small&amp;gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&amp;lt;small&amp;gt;[40] RUÃO, Carlos, 2006. &#039;&#039;«O Eupalinos Moderno» Teoria e Prática da Arquitectura Religiosa em Portugal 1550-1640. Volume II, Da «Corte» à «Província»&#039;&#039;. Tese de Doutoramento, Faculdade de Letras da Universidade de Coimbra, 285.&amp;lt;/small&amp;gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
=== Bibliografia ===&lt;br /&gt;
BRANDÃO, Domingos de Pinho, 1984. &#039;&#039;Obras de talha dourada, ensamblagem, e pintura na cidade e diocese do Porto&#039;&#039;. Porto: Oficinas Gráficos Reunidos.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
DIAS, Geraldo Coelho, 2020. &#039;&#039;Hagiografia e iconografia beneditinas: Os “Diálogos” do papa S. Gregório Magno&#039;&#039;. N.º 3 (1996): Via Spiritus: Revista de História da Espiritualidade e do Sentimento Religioso. &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
DIAS, Geraldo José Amadeu Coelho, 1997. &#039;&#039;São Bento da Vitória: Quatrocentos Anos da Fundação do Mosteiro&#039;&#039;. O Tripeiro, 7.ª série, ano 16, n.º 6-7, jun./jul. 1997, p. 162-169. Porto: Associação Comercial do Porto. Disponível em: &amp;lt;nowiki&amp;gt;https://hdl.handle.net/10216/61351&amp;lt;/nowiki&amp;gt; &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
MORENO, Humberto Baquero, dir., 1997. &#039;&#039;O Mosteiro de S. Bento da Vitória: quatrocentos anos&#039;&#039;. Porto: Edições Afrontamento.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
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PEREIRA, Ana Cristina da Cunha, 2007. &#039;&#039;Os Conventos do Porto. Descontinuidades, Transformação e Reutilização&#039;&#039;. Dissertação de Mestrado, Faculdade de Arquitetura da Universidade do Porto. Disponível em: &amp;lt;nowiki&amp;gt;http://hdl.handle.net/10216/64322&amp;lt;/nowiki&amp;gt;. pp. 227-245&lt;br /&gt;
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RUÃO, Carlos, 2006. &#039;&#039;«O Eupalinos Moderno» Teoria e Prática da Arquitectura Religiosa em Portugal 1550-1640. Volume II, Da «Corte» à «Província»&#039;&#039;. Tese de Doutoramento, Faculdade de Letras da Universidade de Coimbra. Disponível em: &amp;lt;nowiki&amp;gt;https://hdl.handle.net/10316/9600&amp;lt;/nowiki&amp;gt;. pp. 284-287&lt;br /&gt;
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SMITH, Robert C., 1950?. &#039;&#039;S. Bento da Vitória, do Porto, à luz dos «Estados» de Tibães&#039;&#039;. Porto: Livraria Fernando Machado&lt;br /&gt;
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SOARES, Renan Marinho de Morais, 2021&#039;&#039;.&#039;&#039; &#039;&#039;Do Sagrado ao Profano a reutilização adaptativa nos mosteiros portugueses – Mosteiro de Santa Maria do Bouro, Mosteiro de São Bento da Vitória e Mosteiro de Santo Tirso&#039;&#039;. Dissertação de Mestrado, Faculdade de Letras da Universidade do Porto. Disponível em: &amp;lt;nowiki&amp;gt;https://hdl.handle.net/10216/139814&amp;lt;/nowiki&amp;gt;. pp. 123-156&lt;br /&gt;
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SOUSA VITERBO, Franscisco Marques de, 1899. &#039;&#039;Diccionario historico e documental dos architectos, engenheiros e constructores portuguezes ou a serviço de Portugal&#039;&#039;. Volume 2. Lisboa: Imprensa Nacional&lt;/div&gt;</summary>
		<author><name>Danielafernandes01</name></author>
	</entry>
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		<id>https://wikimedia.pt/PortoRenascentista/index.php?title=Ficheiro:Fachada_S%C3%A3o_Bento_da_Vit%C3%B3ria.jpg&amp;diff=229</id>
		<title>Ficheiro:Fachada São Bento da Vitória.jpg</title>
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		<updated>2025-03-08T17:02:42Z</updated>

		<summary type="html">&lt;p&gt;Danielafernandes01: Fotografia da fachada da igreja do mosteiro de São Bento da Vitória, no Porto&lt;/p&gt;
&lt;hr /&gt;
&lt;div&gt;== Descrição do ficheiro ==&lt;br /&gt;
Fotografia da fachada da igreja do mosteiro de São Bento da Vitória, no Porto&lt;/div&gt;</summary>
		<author><name>Danielafernandes01</name></author>
	</entry>
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		<id>https://wikimedia.pt/PortoRenascentista/index.php?title=Igreja_e_Mosteiro_de_S%C3%A3o_Bento_da_Vit%C3%B3ria_do_Porto&amp;diff=228</id>
		<title>Igreja e Mosteiro de São Bento da Vitória do Porto</title>
		<link rel="alternate" type="text/html" href="https://wikimedia.pt/PortoRenascentista/index.php?title=Igreja_e_Mosteiro_de_S%C3%A3o_Bento_da_Vit%C3%B3ria_do_Porto&amp;diff=228"/>
		<updated>2025-03-08T17:01:15Z</updated>

		<summary type="html">&lt;p&gt;Danielafernandes01: &lt;/p&gt;
&lt;hr /&gt;
&lt;div&gt;== Identificação ==&lt;br /&gt;
{| class=&amp;quot;wikitable&amp;quot;&lt;br /&gt;
|+&lt;br /&gt;
|&#039;&#039;&#039;Designação&#039;&#039;&#039;&lt;br /&gt;
|Mosteiro de São Bento da Vitória &lt;br /&gt;
|-&lt;br /&gt;
|&#039;&#039;&#039;Localização&#039;&#039;&#039;&lt;br /&gt;
|Distrito do Porto, União das Freguesias de Cedofeita, Santo Ildefonso, Sé, Miragaia, São Nicolau e Vitória&#039;&#039;,&#039;&#039; Rua de São Bento da Vitória 45, 4050-542, junto ao edifício do atual Centro Português de Fotografia&lt;br /&gt;
|-&lt;br /&gt;
|&#039;&#039;&#039;Cronologia&#039;&#039;&#039;&lt;br /&gt;
|Séculos XVII-XVIII&lt;br /&gt;
|-&lt;br /&gt;
|&#039;&#039;&#039;Autor(es)&#039;&#039;&#039;&lt;br /&gt;
|Diogo Marques Lucas&lt;br /&gt;
|}&lt;br /&gt;
O Mosteiro de São Bento da Vitória é uma arquitetura de tipologia religiosa. Pertencia à Ordem Beneditina, instituída por S. Bento (480-547) em 529. Foi fundado em 1598 após a ordenação do capítulo Geral, em 1546, celebrada em Tibães, data onde foi tomada a decisão da fundação deste mosteiro. Após longas e complicadas negociações, os monges da Antiga Congregação Beneditina Portuguesa decidiram erguer este mosteiro como símbolo de presença monástica e ponto de apoio para os monges que viajavam de norte a sul ou vice-versa. Situava-se dentro das muralhas medievais do velho burgo junto à porta do Olival em terrenos cedidos pela Câmara que anteriormente abrigavam parte da judiaria nova. A sua construção teve como base a traça inicial de Diogo Marques Lucas, arquiteto do rei trazido de Lisboa pelo D. Abade Geral. No entanto, a sua construção seria lenta e não contínua, tendo-se prolongado quase ao longo de dois séculos, não só devido a certos entraves, principalmente no que se refere à aquisição dos terrenos, mas também porque os beneditinos nunca deixaram de transformar, ampliar e embelezar o seu mosteiro.&amp;lt;small&amp;gt;&amp;lt;sup&amp;gt;[1]&amp;lt;/sup&amp;gt;&amp;lt;/small&amp;gt; As obras iniciaram-se pela igreja em 1604 e a primeira pedra do mosteiro foi benzida pelo bispo D. Jerónimo de Meneses e colocada pelo próprio Abade Geral Frei Baltasar de Braga, ainda no segundo triénio, de 1596 a 1599.&amp;lt;small&amp;gt;&amp;lt;sup&amp;gt;[2]&amp;lt;/sup&amp;gt;&amp;lt;/small&amp;gt; Há quem considere que o mosteiro tenha sido concluído em 1646 e a igreja terminada em 1690. Contudo, a enorme extensão do período da execução das obras não permite identificar datas exatas.&amp;lt;small&amp;gt;&amp;lt;sup&amp;gt;[3]&amp;lt;/sup&amp;gt;&amp;lt;/small&amp;gt;&lt;br /&gt;
== Estado da Arte ==&lt;br /&gt;
Este objeto arquitetónico é referido na obra &#039;&#039;O Mosteiro de S. Bento da Vitória: quatrocentos anos&#039;&#039; (MORENO, 1997), bastante completa e de carácter geral, que apresenta o contexto histórico e a descrição do mosteiro e igreja. Além disso, as obras &#039;&#039;S. Bento da Vitória, do Porto, à luz dos «Estados» de Tibães&#039;&#039; (SMITH, 1950?) e &#039;&#039;Inventário Artístico de Portugal Cidade do Porto&#039;&#039; (QUARESMA, 1995) complementam o estudo do património integrado e oferecem descrições da igreja. &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
As dissertações de mestrado &#039;&#039;Os Conventos do Porto. Descontinuidades, Transformação e Reutilização&#039;&#039; (PEREIRA, 2007) e &#039;&#039;Do Sagrado ao Profano a reutilização adaptativa nos mosteiros portugueses – Mosteiro de Santa Maria do Bouro, Mosteiro de São Bento da Vitória e Mosteiro de Santo Tirso&#039;&#039; (SOARES, 2021), foram proveitosas no que concerne ao período após a extinção das ordens religiosas, à requalificação e às adaptações que o espaço sofreu. A tese de doutoramento &#039;&#039;Diálogos imagéticos. Iconografia beneditina em Portugal e a sua conexão com as fontes impressas da Idade Moderna&#039;&#039; (PAULA, 2023) facilitou o estudo na leitura iconográfica do património integrado, principalmente do cadeiral do coro alto. Relativamente ao cadeiral, a obra &#039;&#039;Cadeirais de Portugal&#039;&#039; (SMITH, 1968) e o artigo &#039;&#039;Hagiografia e iconografia beneditinas: Os “Diálogos” do papa S. Gregório Magno&#039;&#039; (DIAS, 2020) foram essenciais, tanto para a descrição formal como para a leitura iconográfica. Ainda no património integrado, o livro &#039;&#039;Obras de talha dourada, ensamblagem, e pintura na cidade e diocese do Porto&#039;&#039; (BRANDÃO, 1984) garantiu informações sobre autoria, datações e contratos.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Quanto ao estudo do claustro nobre do mosteiro, a tese de mestrado &#039;&#039;Claustros Serlianos em Portugal 1558 –163&#039;&#039; (SILVA, 2012) foi essencial para a descrição e compreensão do mesmo. Por fim, para conhecer o arquiteto responsável da traça inicial deste Mosteiro, a leitura da tese de doutoramento &#039;&#039;«O Eupalinos Moderno» Teoria e Prática da Arquitectura Religiosa em Portugal 1550-1640&#039;&#039; (RUÃO, 2006) e a consulta do &#039;&#039;Diccionario historico e documental dos architectos, engenheiros e constructores portuguezes ou a serviço de Portugal&#039;&#039; (VITERBO, 1899) revelaram-se fulcrais, pois apresentam alguns dados biográficos do responsável pelo projeto do edifício.&lt;br /&gt;
== Enquadramento ==&lt;br /&gt;
O Mosteiro de São Bento da Vitória situa-se no morro da freguesia da Vitória, junto à porta do Olival, dentro de muralhas, sem grande espaço para horta e cerca. Ocupa todo o interior do quarteirão entre a rua das Taipas, travessa das Taipas, rua de S. Bento da Vitória e travessa de S. Bento,  paralelo a norte com o edifício da antiga cadeia da Relação, atual Centro Português de Fotografia. Têm então um enquadramento urbano, erguendo-se em pleno centro histórico.&amp;lt;small&amp;gt;&amp;lt;sup&amp;gt;[4]&amp;lt;/sup&amp;gt;&amp;lt;/small&amp;gt; O facto de estar inserido num quarteirão sem cerca preservou o seu perímetro e a sua configuração exterior até hoje.&amp;lt;small&amp;gt;&amp;lt;sup&amp;gt;[5]&amp;lt;/sup&amp;gt;&amp;lt;/small&amp;gt; A fachada monumental da sua igreja está situada no ponto mais alto do conjunto, abrindo-se para uma rua estreita que dificulta uma leitura frontal, exceto através da observação em pontos altos da cidade, como por exemplo, no Terreiro da Sé, já que a fachada se volta na sua direção. O mosteiro tem uma área total de implantação de cerca de 4.000 m2, desenvolvendo-se ao redor de dois claustros. O próprio edifício faz a transição para o espaço exterior e a entrada principal fazia-se pela portaria que se encontrava ao lado da igreja na galilé na rua de S. Bento da Vitória. O acesso ao conjunto monástico faz-se hoje tanto através da rua das Taipas, onde atualmente se situa o Arquivo Distrital do Porto, como pela rua de S. Bento da Vitória, onde se localiza a fachada da igreja e faz-se o acesso ao mosteiro, agora pertencente ao Teatro Nacional de São João.&amp;lt;small&amp;gt;&amp;lt;sup&amp;gt;[6]&amp;lt;/sup&amp;gt;&amp;lt;/small&amp;gt; Nesta mesma rua, a sul, localiza-se a Igreja Paroquial de Nossa Senhora da Vitória, na confluência com a Rua da Bataria da Vitória. A sul, também se encontra o Miradouro da Vitória, onde os visitantes podem desfrutar de vistas sobre o casario da Vitória, o Rio Douro, a Sé Catedral, o Paço Episcopal, a Ponte Luís I e a zona beira-rio de Gaia.&amp;lt;small&amp;gt;&amp;lt;sup&amp;gt;[7]&amp;lt;/sup&amp;gt;&amp;lt;/small&amp;gt;&lt;br /&gt;
== Descrição ==&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
=== Objeto arquitetónico ===&lt;br /&gt;
A igreja de São Bento da Vitória é orientada a poente, não seguindo a orientação canónica das igrejas medievais. Isto acontece devido às condicionantes do terreno e à muralha medieval a este.&amp;lt;small&amp;gt;&amp;lt;sup&amp;gt;[8]&amp;lt;/sup&amp;gt;&amp;lt;/small&amp;gt; A igreja é de planta cruciforme, longitudinal, de nave única, precedida por uma galilé e transepto saliente. A fachada, toda de cantaria de granito, divide-se em três registos delimitados por cornijas salientes e vários corpos ritmados por pilastras. No primeiro registo, abrem-se cinco vãos para a rua de arco de volta perfeita, todos com gradeamentos de ferro, sendo o central mais alto do que os restantes que ostenta o brasão de armas da Ordem de São Bento e os outros quatro emblemas religiosos. No segundo registo, duas janelas com frontão curvo, flanqueando três nichos, os laterais com frontões triangulares e o central com frontão circular, com sobrecéu em forma de concha e imagens de barro pintado de Santa Escolástica, São Bento e Santa Gertrudes Magna. O terceiro registo, mais estreito e com remate lateral curvo é rasgado por uma janela termal interrompida por pilastras, que permite uma ampla iluminação no coro-alto da igreja. A rematar a fachada, sobre uma cornija, um último registo com frontão circular e um nicho que alberga a imagem de Nossa Senhora da Vitória, em homenagem à freguesia na qual se ergueu esta igreja e mosteiro. As duas torres quadrangulares, em cantaria com duplas pilastras nos cunhais e cobertas com cúpula bolbosas, foram integradas no corpo da igreja por cima das primeiras capelas laterais, depois da galilé.&amp;lt;small&amp;gt;[&amp;lt;sup&amp;gt;9]&amp;lt;/sup&amp;gt;&amp;lt;/small&amp;gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
A cobertura do corpo da igreja é de abóbada de berço em caixotões de granito bem lavrado, que se estende a todo o comprimento sendo intercetada pela abóbada do transepto e cruzeiro.&amp;lt;small&amp;gt;&amp;lt;sup&amp;gt;[10]&amp;lt;/sup&amp;gt;&amp;lt;/small&amp;gt; A nave tem seis capelas colaterais intercomunicantes entre si, de arco pleno e cobertura em abóbada de berço em caixotões, com retábulos de talha. Sobre quatro dessas capelas abrem-se janelas gémeas, quatro de cada lado, com varandas de ferro fundido douradas e sanefas de talha. Sobre o arco das restantes, junto ao coro-alto, estão os órgãos de tubos em talha, suportados por atlantes.&amp;lt;small&amp;gt;&amp;lt;sup&amp;gt;[11]&amp;lt;/sup&amp;gt;&amp;lt;/small&amp;gt; Apenas o órgão do lado da Epístola é verdadeiro, concebido e construído pelo irmão donato beneditino Fr. Manuel de S. Bento.&amp;lt;small&amp;gt;&amp;lt;sup&amp;gt;[12]&amp;lt;/sup&amp;gt;&amp;lt;/small&amp;gt; Junto ao transepto, nas extremidades da nave, estão os púlpitos.&amp;lt;small&amp;gt;&amp;lt;sup&amp;gt;[13]&amp;lt;/sup&amp;gt;&amp;lt;/small&amp;gt; Estes púlpitos erguem-se sobre peanhas ou mísulas de pedra, com grades torneadas de pau preto e são rematados por dois dóceis com imagens de Gabriel Rodrigues executadas em 1722.&amp;lt;sup&amp;gt;&amp;lt;small&amp;gt;[14]&amp;lt;/small&amp;gt;&amp;lt;/sup&amp;gt; O transepto também é coberto por abóbada de canhão em caixotões e o cruzeiro reveste-se por uma abóbada nervurada. Os braços do transepto têm no topo retábulos em talha, sendo ladeados por portas e janelas, coroadas por sanefas de talha e rematados por uma janela termal.&amp;lt;small&amp;gt;&amp;lt;sup&amp;gt;[15]&amp;lt;/sup&amp;gt;&amp;lt;/small&amp;gt; A flanquear o arco triunfal capelas com retábulos em talha encimados por janelas retangulares com sanefas. O arco-triunfal é coroado por uma grandiosa sanefa, em cujo centro se destaca o escudo da Congregação Beneditina Portuguesa. A capela-mor, retangular e profunda, seguindo a cobertura da nave, é rasgada em cada lado por três janelões com sanefas em talha que encimam o cadeiral e abriga um amplo retábulo de talha em forma de arco de triunfo, enquadrado por duas arquivoltas concêntricas e colunas torsas ou salomónicas que se abre para dar lugar ao trono do Santíssimo Sacramento, escalonado.&amp;lt;small&amp;gt;&amp;lt;sup&amp;gt;[16]&amp;lt;/sup&amp;gt;&amp;lt;/small&amp;gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
A sul da igreja de São Bento da Vitória, levanta-se o vasto bloco conventual, ocupando um espaço retangular entre as ruas paralelas de S. Bento da Vitória a este, das Taipas a oeste e a estreita Travessa das Taipas a sul.&amp;lt;small&amp;gt;&amp;lt;sup&amp;gt;[17]&amp;lt;/sup&amp;gt;&amp;lt;/small&amp;gt; A norte, levanta-se a monumental igreja.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
O mosteiro de São Bento da Vitória é um conjunto arquitetónico monástico, onde cada parte tem a sua função específica. Reparte-se por dois grupos de corpos ao redor de dois espaços abertos, chamados claustros, separados por um corpo intermédio. A sua construção passou por três fases até chegar ao acabamento total, sendo edificado pouco a pouco, ao longo de mais de dois séculos: a primeira fase corresponde à edificação da ala nascente, parte da ala sul e claustro, ainda que tenha sido concluído mais tarde (1596-1630); a segunda, por sua vez, à igreja nova e anexos (1680-1708); e a terceira, por fim, aos dormitórios novos, ala poente e claustro dos carros (1741-1780).&amp;lt;small&amp;gt;&amp;lt;sup&amp;gt;[18]&amp;lt;/sup&amp;gt;&amp;lt;/small&amp;gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
O edifício conventual, de alvenaria rebocada, apresenta pilastras nos cunhais, coroadas por pináculos. Composto por quatro pisos, a sua fachada é regularmente marcada por janelas, tendo os dois pisos superiores bandeiras.&amp;lt;small&amp;gt;&amp;lt;sup&amp;gt;[19]&amp;lt;/sup&amp;gt;&amp;lt;/small&amp;gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
O claustro nobre, do silêncio ou do cemitério, de planta quadrangular, todo em cantaria, “articula em cada ala três arcos de volta perfeita delimitados por duplas pilastras que incorporam no espaço interpilastral dois pequenos vãos, um portal retangular e um falso janelão superior.” (SILVA, 2012: 158). As almofadas do intradorso dos arcos são decoradas com motivos de “ponta-de-diamante” e ovais. Um entablamento liso separa o primeiro piso do segundo, onde se abrem janelas retangulares de varandins com balaustrada de cantaria e rematadas por frontões triangulares e curvo, ao centro. As abóbadas dos corredores do claustro são de arestas com chave central de florão.&amp;lt;small&amp;gt;&amp;lt;sup&amp;gt;[20]&amp;lt;/sup&amp;gt;&amp;lt;/small&amp;gt; O espaço aberto do claustro era ornamentado por um jardim de canteiros, tendo ao centro um imponente chafariz datado de 1777-80 com o brutesco de Hércules e da hidra (1783), obra que há muito se perdeu.&amp;lt;small&amp;gt;&amp;lt;sup&amp;gt;[21]&amp;lt;/sup&amp;gt;&amp;lt;/small&amp;gt; Em 2001, o claustro foi coberto por uma concha acústica, uma estrutura em aço assente em quatro pilares e o foi-lhe colocado um soalho de madeira. O espaço é utilizado atualmente para a realização de espetáculos teatrais, concertos e eventos especiais, além de receber iniciativas externas de natureza diversa. &amp;lt;small&amp;gt;&amp;lt;sup&amp;gt;[22]&amp;lt;/sup&amp;gt;&amp;lt;/small&amp;gt; Nuno da Silva, na sua Dissertação de Mestrado Integrado em Arquitetura, classifica este claustro como serliano, um grupo de claustros clássicos portugueses. O autor indica que estes modelos estão visivelmente enraizados à arquitetura palladiana e veneziana e são caracterizados pelos vãos arqueados que se intercalam com os vãos retangulares. Isto resulta numa nova forma de vão e de sustento da abóbada. Esta tipologia foi primeiramente adotada no claustro do Convento de Cristo em Tomar e pode ser encontrada em outras arquiteturas posteriores. Como ainda, data este claustro de 1608 e indica que é dado como concluído no início da segunda metade do século XVII, como afirma Frei Leão de S. Tomás em 1651 “a claustra no que toca a obra de pedra está acabada, mas do mais não está ainda perfeita.”&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
O segundo claustro, denomina-se de “claustro dos carros”, nome atribuído devido à sua função de receber os carros responsáveis pelo abastecimento do conjunto monástico. É um pátio com três lanços de arcos sobre pilastras maciças. Foi construído na altura das obras de ampliação do mosteiro, no tempo do abade Frei Manuel de S. Tomás (1740-1743). Os cronistas da época dedicaram-se a descrever detalhadamente esta construção, que foi ampliada com os dormitórios localizados na ala oeste, ao longo da rua das Taipas, durante as obras realizadas entre 1777 e 1780.&amp;lt;small&amp;gt;&amp;lt;sup&amp;gt;[23]&amp;lt;/sup&amp;gt;&amp;lt;/small&amp;gt; Trata-se de uma obra simples, típica de um claustro destinado aos serviços monásticos e não apresenta nenhum elemento ornamental que a enriqueça.&amp;lt;small&amp;gt;&amp;lt;sup&amp;gt;[24]&amp;lt;/sup&amp;gt;&amp;lt;/small&amp;gt; Este claustro, composto por três pisos separados por frisos, apresenta apenas duas alas formadas por arcos plenos sustentados por pilares, enquanto os pisos superiores possuem janelas do tipo guilhotina.&amp;lt;small&amp;gt;&amp;lt;sup&amp;gt;[25]&amp;lt;/sup&amp;gt;&amp;lt;/small&amp;gt; A fachada da cela dos beneditinos apresenta quatro vãos gradeados, não integrais, e ornamentados ao centro com o brasão de armas da Congregação Beneditina, à semelhança dos vãos da galilé.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
O Mosteiro foi a parte mais afetada de São Bento da Vitória, tendo sofrido pela passagem dos séculos. Perderam-se todos os azulejos descritos nos registos dos «Estados», bem como toda a talha e pinturas. Sob o uso militar quase constante a partir das invasões francesas de 1808, as suas amplas salas, bibliotecas e arquivo foram gradualmente devastados. Além disso, uma grande parte do edifício permaneceu virtualmente abandonada, chegando a ameaçar ruína.&amp;lt;small&amp;gt;&amp;lt;sup&amp;gt;[26]&amp;lt;/sup&amp;gt;&amp;lt;/small&amp;gt; Este mosteiro, ao longo da sua história, serviu como aquartelamento às tropas napoleónicas, hospital militar e, posteriormente, a outras funções militares após a extinção das ordens religiosas em 1834.&amp;lt;small&amp;gt;&amp;lt;sup&amp;gt;[27]&amp;lt;/sup&amp;gt;&amp;lt;/small&amp;gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
A partir de 1984, o edifício passou por um processo de restauração orientado pelo Instituto Português do Património Arquitetónico (IPPAR). Estas intervenções possibilitaram a adaptação de diferentes espaços a novos usos. O claustro nobre e as suas adjacências passaram a abrigar a sede da Orquestra Clássica do Porto. Na igreja, ala norte e no terceiro andar da ala poente, foi instalada a Cela dos Padres Beneditinos. Já o espaço que inclui o claustro dos carros e a ala transversal, passou a acolher o Arquivo Distrital do Porto. O espaço do mosteiro foi, assim, dividido e ocupado por estas três entidades, sofrendo as devidas adaptações necessárias para atender às suas necessidades específicas. Contudo, essas intervenções foram concretizadas com cuidado, preservando a traça original e diversos elementos de importância arquitetónica.&amp;lt;small&amp;gt;&amp;lt;sup&amp;gt;[28]&amp;lt;/sup&amp;gt;&amp;lt;/small&amp;gt; Em 2007, o Estado atribui ao Teatro Nacional de São João (TNSJ) uma parte significativa do mosteiro, abrangendo a ala nascente, parte da ala sul e o Claustro Nobre.&amp;lt;small&amp;gt;&amp;lt;sup&amp;gt;[29]&amp;lt;/sup&amp;gt;&amp;lt;/small&amp;gt; Outros espaços do edifício foram também adaptados para atender às novas funções do TNSJ. A antiga biblioteca, localizada no piso superior, foi transformada numa sala de apresentações teatrais. Por sua vez, as galerias que rodeiam o claustro, também no piso superior, foram destinadas à exposição de objetos cenográficos e peças de figurino utilizados nos espetáculos.&amp;lt;small&amp;gt;&amp;lt;sup&amp;gt;[30]&amp;lt;/sup&amp;gt;&amp;lt;/small&amp;gt;&lt;br /&gt;
=== Património integrado ===&lt;br /&gt;
A seguinte tabela apresenta algumas obras que se inserem no património integrado da igreja de São Bento da Vitória e foi elaborada tendo como base os livros &#039;&#039;Obras de talha dourada, ensamblagem, e pintura na cidade e diocese do Porto&#039;&#039; (Brandão 1984), &#039;&#039;O Mosteiro de S. Bento da Vitória: quatrocentos anos&#039;&#039; (Moreno 1997) e &#039;&#039;S. Bento da Vitória, do Porto, à luz dos «Estados» de Tibães&#039;&#039; (Smith 1950?).&lt;br /&gt;
{| class=&amp;quot;wikitable&amp;quot;&lt;br /&gt;
|&#039;&#039;&#039;Identificação&#039;&#039;&#039;&lt;br /&gt;
|&#039;&#039;&#039;Datação&#039;&#039;&#039;&lt;br /&gt;
|&#039;&#039;&#039;Autoria&#039;&#039;&#039;&lt;br /&gt;
|-&lt;br /&gt;
|Coro alto e outras obras de ensamblagem e de talha (estante, púlpitos, grades e  portas)&lt;br /&gt;
|Contrato  de setembro de 1704. Não executado. O prazo seria até dia 29 de setembro de 1705&lt;br /&gt;
|António  de Azevedo Fernandes, mestre ensamblador e Domingos Nunes, entalhador&lt;br /&gt;
|-&lt;br /&gt;
|Cadeirado do coro, portas do coro e grades das seis capelas e cruzeiro&lt;br /&gt;
|Contrato  de maio de 1718. As cadeiras e as portas do coro deveriam estar prontas até ao dia 15 de outubro  de 1718 e as grades até ao fim de março de 1719&lt;br /&gt;
|Manuel  Vieira e António Cardoso, mestres ensambladores&lt;br /&gt;
|-&lt;br /&gt;
|Varanda e talha dos órgãos (verdadeiro e mudo)&lt;br /&gt;
|Triénio de 1716-19&lt;br /&gt;
|Gabriel  Rodrigues, entalhador bracarense&lt;br /&gt;
|-&lt;br /&gt;
|Retábulo da capela-mor&lt;br /&gt;
|Triénio de 1716-19 e dourado entre 1722-25&lt;br /&gt;
|Talvez  por Gabriel Rodrigues, entalhador de Landim, Famalicão&lt;br /&gt;
|-&lt;br /&gt;
|Cadeiral do coro alto&lt;br /&gt;
|Triénio de 1716-1719&lt;br /&gt;
|Marceliano  de Araújo&lt;br /&gt;
|-&lt;br /&gt;
|Órgão de tubos&lt;br /&gt;
|Antes de 1719. Em finais de abril desse ano já estava em fase adiantada de  construção&lt;br /&gt;
|Fr.  Manuel de S. Bento, irmão donato beneditino&lt;br /&gt;
|-&lt;br /&gt;
|Estátuas dos púlpitos&lt;br /&gt;
|1722&lt;br /&gt;
|Gabriel  Rodrigues&lt;br /&gt;
|-&lt;br /&gt;
|Dois frontais de talha para os altares colaterais de Santa Escolástica e Santa Gertrudes e douramento do retábulo-mor&lt;br /&gt;
|Triénio de 1722-25&lt;br /&gt;
|Os  frontais de talha dourada para os altares colaterais foram oferecidos por um  devoto.&lt;br /&gt;
|-&lt;br /&gt;
|Retábulos dos topos do transepto&lt;br /&gt;
|Triénio de 1755-58&lt;br /&gt;
|José  da Fonseca Lima e José Martins Tinoco&lt;br /&gt;
|}&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
=== Objeto ou conjunto em destaque - O cadeiral do coro alto ===&lt;br /&gt;
O coro alto, sobre a galilé, era destinado à recitação das horas canónicas da liturgia monástica. O cadeiral, foi encomendado em 1704 e executado por Marceliano de Araújo entre 1716 e 1719, em madeira de jacarandá proveniente de 30 toros trazidos diretamente do Brasil em 1716. Ao centro destaca-se a cadeira abacial, rodeada por 50 estalas dispostas em forma de U, todas com as “misericórdias” cuidadosamente trabalhadas. O lambrim exibe 32 painéis em talha policromada e dourada em 1759, ilustrando cenas da vida de São Bento conforme os “Diálogos” de São Gregório Magno.&amp;lt;small&amp;gt;&amp;lt;sup&amp;gt;[31]&amp;lt;/sup&amp;gt;&amp;lt;/small&amp;gt; Nas superfícies irregulares das dramáticas caras destas figuras, refletem-se os mesmos maneirismos das imagens dos dosséis dos púlpitos, entalhadas por Gabriel Rodrigues em 1722. Vê-se, portanto, que o espaldar do cadeiral de São Bento da Vitória resulta da colaboração entre Gabriel Rodrigues, de Landim, e Marceliano de Araújo, de Braga, seguindo a traça de um autor ainda desconhecido. O cadeiral apresenta uma série de volutas adornadas com folhagens, de onde surgem golfinhos na fila inferior e meios-corpos femininos na superior, introduzindo um motivo inovador nos cadeirais do século XVIII. Embora influenciado pelas cadeiras de Tibães, distingue-se pelos seus perfis laterais e pelas garras de leão que alternam com as volutas nos pés das cadeiras, características de uma nova época.&amp;lt;small&amp;gt;&amp;lt;sup&amp;gt;[32]&amp;lt;/sup&amp;gt;&amp;lt;/small&amp;gt; O destaque deste cadeiral, considerado o mais notável do reino, é o imponente espaldar entalhado, dourado e estufado em 1759 por Manuel Homem Soares. Este, como foi dito anteriormente, é composto por 32 painéis em relevo, principalmente dedicados à vida de São Bento, com dois da história de Santa Escolástica, dispostos em duas filas como quadros em molduras ricamente talhadas. Esta organização remete ao sistema utilizado nas ilhargas da capela de Santa Gertrudes da igreja beneditina de São Martinho de Tibães, possivelmente do mesmo escultor, entre o triénio de 1710 e 1713.  Em ambos os monumentos, as figuras dos painéis destacam-se pela sua vivacidade, enriquecidas por uma abundância de detalhes de mobiliário e arquitetura.&amp;lt;small&amp;gt;&amp;lt;sup&amp;gt;[33]&amp;lt;/sup&amp;gt;&amp;lt;/small&amp;gt; Os painéis estão organizados em duas sequências horizontais: a inferior, com molduras retangulares e, a superior, predominantemente octogonais, exceto por dois painéis nas paredes do lado do Evangelho e da Epístola. A narrativa inicia-se na parte inferior do lado da Epístola, prosseguindo até ao lado do Evangelho, e recomeça na parte superior com os painéis octogonais, estendendo-se pelas três paredes do coro alto.&amp;lt;small&amp;gt;&amp;lt;sup&amp;gt;[34]&amp;lt;/sup&amp;gt;&amp;lt;/small&amp;gt; Os relevos de São Bento da Vitória seguem uma narrativa linear e lógica, semelhante ao II livro dos Diálogos. A primeira cena, amplamente retratada em Portugal, representa o nascimento de São Bento e de Santa Escolástica. A comparação destes relevos com os livros de emblemas usados na iconografia beneditina em Portugal, revela claras semelhanças entre a obra e a matriz, tanto nos espaços como nas personagens, e pode indicar que Marcelino de Araújo teve contacto com essas obras ou outras baseadas nelas.&amp;lt;small&amp;gt;&amp;lt;sup&amp;gt;[35]&amp;lt;/sup&amp;gt;&amp;lt;/small&amp;gt; Além dos 32 painéis principais, existem mais 4 dourados, mas não policromados, que representam santos beneditinos em trajes pontificais, o que totaliza o número de 36 painéis. Os dois quadros centrais não são alusivos à vida de São Bento nem possuem numeração. O painel central sobre a cadeira abacial, sem número, apresenta São Bento a entregar Regra a monges e monjas. O santo com vestes prelatícias é ladeado por anjos e o listel exibe a inscrição “&#039;&#039;De cello offertur tibi non alteri&#039;&#039;”.&amp;lt;small&amp;gt;&amp;lt;sup&amp;gt;[36]&amp;lt;/sup&amp;gt;&amp;lt;/small&amp;gt; O painel superior, retrata a figura de São Bento de pé, em posição hierática com vestes prelatícias, flanqueado por dois anjos que lhe entregam a mitra e o báculo.&amp;lt;small&amp;gt;&amp;lt;sup&amp;gt;[37]&amp;lt;/sup&amp;gt;&amp;lt;/small&amp;gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
== O arquiteto Diogo Marques Lucas ==&lt;br /&gt;
Diogo Marques Lucas em setembro de 1594 foi nomeado para um dos três lugares de aprendiz de arquitetura, a qual aprenderia com Filippe Terzo.&amp;lt;small&amp;gt;&amp;lt;sup&amp;gt;[38]&amp;lt;/sup&amp;gt;&amp;lt;/small&amp;gt; Assim, Diogo Marques foi um dos primeiros arquitetos a receber uma formação privilegiada, que incluía lições teóricas no campo da geometria, assim como estudos de arquitetura com o arquiteto-mor Felipe Terzi. Após o falecimento do arquiteto italiano, Diogo Marques continuou a complementar o seu estudo teórico com Nicolau de Frias até 1610, permanecendo com o cargo de “aprendiz” de arquitetura até 1616, altura em que foi substituído por Mateus Couto. Durante os inícios do novo século, aprendeu, auxiliou e colaborou nas principais obras régias, como também forneceu traças da sua própria autoria.&amp;lt;small&amp;gt;&amp;lt;sup&amp;gt;[39]&amp;lt;/sup&amp;gt;&amp;lt;/small&amp;gt; A sua substituição na «aula» de arquitetura coincidiu com a sua ascensão profissional e nomeação como mestre de obras do Convento de Cristo, em Tomar, após a renúncia de Pero Fernandes de Torres no ano anterior. Com um salário anual de 80.000 reais, manteve o cargo até à sua morte, sendo sucedido por Pero Vaz Pereira em 1641. Em janeiro de 1614, Diogo Marques foi proposto para ocupar o cargo de «mestre de obras» das Ordens Militares, juntamente com Pedro Nunes Tinoco e Mateus do Couto, após a morte do arquiteto Baltasar Álvares. No entanto, a nomeação recaiu em Mateus do Couto cinco anos depois. Em 1640, era já falecido, conforme mencionado numa breve missiva do prior do Convento de Cristo de Tomar.&amp;lt;small&amp;gt;&amp;lt;sup&amp;gt;[40]&amp;lt;/sup&amp;gt;&amp;lt;/small&amp;gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
== Imagens e Iconografia do Objeto ==&lt;br /&gt;
=== Objeto arquitetónico ===&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
=== Património integrado ===&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
=== Objeto ou conjunto em destaque ===&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
== Fontes e Bibliografia ==&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
=== Fontes ===&lt;br /&gt;
&amp;lt;small&amp;gt;[1] SOARES, Renan Marinho de Morais, 2021&#039;&#039;. Do Sagrado ao Profano a reutilização adaptativa nos mosteiros portugueses – Mosteiro de Santa Maria do Bouro, Mosteiro de São Bento da Vitória e Mosteiro de Santo Tirso.&#039;&#039; Dissertação de Mestrado, Faculdade de Letras da Universidade do Porto, 126-127.&amp;lt;/small&amp;gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&amp;lt;small&amp;gt;[2] MORENO, Humberto Carlos Baquero, dir., 1997. &#039;&#039;O Mosteiro de S. Bento da Vitória: quatrocentos anos.&#039;&#039; Porto: Edições Afrontamento, 47.&amp;lt;/small&amp;gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&amp;lt;small&amp;gt;[3] QUARESMA, Maria Clementina de Carvalho,1995. &#039;&#039;Inventário Artístico de Portugal Cidade do Porto&#039;&#039;. Lisboa: Academia Nacional das Belas-Artes, 192.&amp;lt;/small&amp;gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&amp;lt;small&amp;gt;[4] PEREIRA, Ana Cristina da Cunha, 2007. &#039;&#039;Os Conventos do Porto. Descontinuidades, Transformação e Reutilização&#039;&#039;. Dissertação de Mestrado, Faculdade de Arquitetura da Universidade do Porto, 239.&amp;lt;/small&amp;gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&amp;lt;small&amp;gt;[5] SOARES, Renan Marinho de Morais, 2021&#039;&#039;. Do Sagrado ao Profano a reutilização adaptativa nos mosteiros portugueses – Mosteiro de Santa Maria do Bouro, Mosteiro de São Bento da Vitória e Mosteiro de Santo Tirso.&#039;&#039; Dissertação de Mestrado, Faculdade de Letras da Universidade do Porto, 134.&amp;lt;/small&amp;gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&amp;lt;small&amp;gt;[6] PEREIRA, Ana Cristina da Cunha, 2007. &#039;&#039;Os Conventos do Porto. Descontinuidades, Transformação e Reutilização&#039;&#039;. Dissertação de Mestrado, Faculdade de Arquitetura da Universidade do Porto, 240.&amp;lt;/small&amp;gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&amp;lt;small&amp;gt;[7] Agenda Cultural do Porto, 2023. &#039;&#039;Miradouro da Vitória – Porto.&#039;&#039; [consult. 2024-11-22]. Disponível em &amp;lt;nowiki&amp;gt;https://agendaculturalporto.org/miradouro-da-vitoria-porto/&amp;lt;/nowiki&amp;gt;&amp;lt;/small&amp;gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&amp;lt;small&amp;gt;[8] PEREIRA, Ana Cristina da Cunha, 2007. &#039;&#039;Os Conventos do Porto. Descontinuidades, Transformação e Reutilização&#039;&#039;. Dissertação de Mestrado, Faculdade de Arquitetura da Universidade do Porto, 241.&amp;lt;/small&amp;gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&amp;lt;small&amp;gt;[9] FILIPE, Ana, 2012. &#039;&#039;Convento de São Bento da Vitória.&#039;&#039; SIPA [Sistema de Informação para o Património Arquitetónico] [consult. 2024-11-14] Disponível em: &amp;lt;nowiki&amp;gt;http://www.monumentos.gov.pt/Site/APP_PagesUser/SIPA.aspx?id=5556&amp;lt;/nowiki&amp;gt;&amp;lt;/small&amp;gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&amp;lt;small&amp;gt;[10] MORENO, Humberto Carlos Baquero, dir., 1997. &#039;&#039;O Mosteiro de S. Bento da Vitória: quatrocentos anos.&#039;&#039; Porto: Edições Afrontamento, 56.&amp;lt;/small&amp;gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&amp;lt;small&amp;gt;[11] QUARESMA, Maria Clementina de Carvalho,1995. &#039;&#039;Inventário Artístico de Portugal Cidade do Porto&#039;&#039;. Lisboa: Academia Nacional das Belas-Artes, 192-193.&amp;lt;/small&amp;gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&amp;lt;small&amp;gt;[12] MORENO, Humberto Carlos Baquero, dir., 1997. &#039;&#039;O Mosteiro de S. Bento da Vitória: quatrocentos anos.&#039;&#039; Porto: Edições Afrontamento, 63.&amp;lt;/small&amp;gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&amp;lt;small&amp;gt;[13] QUARESMA, Maria Clementina de Carvalho,1995. &#039;&#039;Inventário Artístico de Portugal Cidade do Porto&#039;&#039;. Lisboa: Academia Nacional das Belas-Artes, 193.&amp;lt;/small&amp;gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&amp;lt;small&amp;gt;[14] MORENO, Humberto Carlos Baquero, dir., 1997. &#039;&#039;O Mosteiro de S. Bento da Vitória: quatrocentos anos.&#039;&#039; Porto: Edições Afrontamento, 61.&amp;lt;/small&amp;gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&amp;lt;small&amp;gt;[15] FILIPE, Ana, 2012. &#039;&#039;Convento de São Bento da Vitória.&#039;&#039; SIPA [Sistema de Informação para o Património Arquitetónico] [consult. 2024-11-14] Disponível em: &amp;lt;nowiki&amp;gt;http://www.monumentos.gov.pt/Site/APP_PagesUser/SIPA.aspx?id=5556&amp;lt;/nowiki&amp;gt;&amp;lt;/small&amp;gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&amp;lt;small&amp;gt;[16] MORENO, Humberto Carlos Baquero, dir., 1997. &#039;&#039;O Mosteiro de S. Bento da Vitória: quatrocentos anos.&#039;&#039; Porto: Edições Afrontamento, 56-57.&amp;lt;/small&amp;gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&amp;lt;small&amp;gt;[17] SMITH, Robert C, 1950?. &#039;&#039;S. Bento da Vitória, do Porto, à luz dos «Estados» de Tibães&#039;&#039;. Porto: Livraria Fernando Machado, 44.&amp;lt;/small&amp;gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&amp;lt;small&amp;gt;[18] MORENO, Humberto Carlos Baquero, dir., 1997. &#039;&#039;O Mosteiro de S. Bento da Vitória: quatrocentos anos.&#039;&#039; Porto: Edições Afrontamento, 45-46.&amp;lt;/small&amp;gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&amp;lt;small&amp;gt;[19] FILIPE, Ana, 2012. &#039;&#039;Convento de São Bento da Vitória.&#039;&#039; SIPA [Sistema de Informação para o Património Arquitetónico] [consult. 2024-11-14] Disponível em: &amp;lt;nowiki&amp;gt;http://www.monumentos.gov.pt/Site/APP_PagesUser/SIPA.aspx?id=5556&amp;lt;/nowiki&amp;gt;&amp;lt;/small&amp;gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&amp;lt;small&amp;gt;[20] SILVA, Nuno Miguel Maia da, 2012. &#039;&#039;Claustros Serlianos em Portugal 1558 –163.&#039;&#039; Dissertação de Mestrado, Faculdade de Ciências e Tecnologia da Universidade de Coimbra, 158.&amp;lt;/small&amp;gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&amp;lt;small&amp;gt;[21] MORENO, Humberto Carlos Baquero, dir., 1997. &#039;&#039;O Mosteiro de S. Bento da Vitória: quatrocentos anos.&#039;&#039; Porto: Edições Afrontamento, 66.&amp;lt;/small&amp;gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&amp;lt;small&amp;gt;[22] TNSJ [Teatro Nacional de São João], s.d. &#039;&#039;Mosteiro de São Bento da Vitória, Edifícios&#039;&#039;. [consult. 2024-11-16] Disponível em &amp;lt;nowiki&amp;gt;https://www.tnsj.pt/pt/edificios/mosteiro-de-sao-bento-da-vitoria&amp;lt;/nowiki&amp;gt;&amp;lt;/small&amp;gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&amp;lt;small&amp;gt;[23] MORENO, Humberto Carlos Baquero, dir., 1997. &#039;&#039;O Mosteiro de S. Bento da Vitória: quatrocentos anos.&#039;&#039; Porto: Edições Afrontamento, 75.&amp;lt;/small&amp;gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&amp;lt;small&amp;gt;[24] QUARESMA, Maria Clementina de Carvalho,1995. &#039;&#039;Inventário Artístico de Portugal Cidade do Porto&#039;&#039;. Lisboa: Academia Nacional das Belas-Artes, 195.&amp;lt;/small&amp;gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&amp;lt;small&amp;gt;[25] FILIPE, Ana, 2012. &#039;&#039;Convento de São Bento da Vitória.&#039;&#039; SIPA [Sistema de Informação para o Património Arquitetónico] [consult. 2024-11-14] Disponível em: &amp;lt;nowiki&amp;gt;http://www.monumentos.gov.pt/Site/APP_PagesUser/SIPA.aspx?id=5556&amp;lt;/nowiki&amp;gt;&amp;lt;/small&amp;gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&amp;lt;small&amp;gt;[26] SMITH, Robert C, 1950?. &#039;&#039;S. Bento da Vitória, do Porto, à luz dos «Estados» de Tibães&#039;&#039;. Porto: Livraria Fernando Machado, 44-45.&amp;lt;/small&amp;gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&amp;lt;small&amp;gt;[27] QUARESMA, Maria Clementina de Carvalho,1995. &#039;&#039;Inventário Artístico de Portugal Cidade do Porto&#039;&#039;. Lisboa: Academia Nacional das Belas-Artes, 195.&amp;lt;/small&amp;gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&amp;lt;small&amp;gt;[28] MORENO, Humberto Carlos Baquero, dir., 1997. &#039;&#039;O Mosteiro de S. Bento da Vitória: quatrocentos anos.&#039;&#039; Porto: Edições Afrontamento, 87.&amp;lt;/small&amp;gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&amp;lt;small&amp;gt;[29]  TNSJ [Teatro Nacional de São João], s.d. &#039;&#039;Mosteiro de São Bento da Vitória, Edifícios&#039;&#039;. [consult. 2024-11-16] Disponível em &amp;lt;nowiki&amp;gt;https://www.tnsj.pt/pt/edificios/mosteiro-de-sao-bento-da-vitoria&amp;lt;/nowiki&amp;gt;&amp;lt;/small&amp;gt; &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&amp;lt;small&amp;gt;[30] SOARES, Renan Marinho de Morais, 2021&#039;&#039;.&#039;&#039; &#039;&#039;Do Sagrado ao Profano a reutilização adaptativa nos mosteiros portugueses – Mosteiro de Santa Maria do Bouro, Mosteiro de São Bento da Vitória e Mosteiro de Santo Tirso&#039;&#039;. Dissertação de Mestrado, Faculdade de Letras da Universidade do Porto, 153.&amp;lt;/small&amp;gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&amp;lt;small&amp;gt;[31] MORENO, Humberto Carlos Baquero, dir., 1997. &#039;&#039;O Mosteiro de S. Bento da Vitória: quatrocentos anos.&#039;&#039; Porto: Edições Afrontamento, 61-62.&amp;lt;/small&amp;gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&amp;lt;small&amp;gt;[32] SMITH, Robert C, 1968. &#039;&#039;Cadeirais de Portugal&#039;&#039;. Lisboa: Livros Horizonte, 50-51.&amp;lt;/small&amp;gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&amp;lt;small&amp;gt;[33] SMITH, Robert C, 1968. &#039;&#039;Cadeirais de Portugal&#039;&#039;. Lisboa: Livros Horizonte, 51-52.&amp;lt;/small&amp;gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&amp;lt;small&amp;gt;[34] PAULA, Mara Raquel Rodrigues de, 2023. &#039;&#039;Diálogos imagéticos. Iconografia beneditina em Portugal e a sua conexão com as fontes impressas da Idade Moderna&#039;&#039;. Tese de Doutoramento, Faculdade de Letras da Universidade do Porto, 158-159.&amp;lt;/small&amp;gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&amp;lt;small&amp;gt;[35] PAULA, Mara Raquel Rodrigues de, 2023. &#039;&#039;Diálogos imagéticos. Iconografia beneditina em Portugal e a sua conexão com as fontes impressas da Idade Moderna&#039;&#039;. Tese de Doutoramento, Faculdade de Letras da Universidade do Porto, 162.&amp;lt;/small&amp;gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&amp;lt;small&amp;gt;[36] DIAS, Geraldo Coelho, 2020. &#039;&#039;Hagiografia e iconografia beneditinas: Os “Diálogos” do papa S. Gregório Magno&#039;&#039;. N.º 3 (1996): Via Spiritus: Revista de História da Espiritualidade e do Sentimento Religioso, 19-20.&amp;lt;/small&amp;gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&amp;lt;small&amp;gt;[37] DIAS, Geraldo Coelho, 2020. &#039;&#039;Hagiografia e iconografia beneditinas: Os “Diálogos” do papa S. Gregório Magno&#039;&#039;. N.º 3 (1996): Via Spiritus: Revista de História da Espiritualidade e do Sentimento Religioso, 22.&amp;lt;/small&amp;gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&amp;lt;small&amp;gt;[38] SOUSA VITERBO, Franscisco Marques de, 1899. &#039;&#039;Diccionario historico e documental dos architectos, engenheiros e constructores portuguezes ou a serviço de Portugal&#039;&#039;. Lisboa: Imprensa Nacional, p. 139.&amp;lt;/small&amp;gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&amp;lt;small&amp;gt;[39] RUÃO, Carlos, 2006. &#039;&#039;«O Eupalinos Moderno» Teoria e Prática da Arquitectura Religiosa em Portugal 1550-1640. Volume II, Da «Corte» à «Província»&#039;&#039;. Tese de Doutoramento, Faculdade de Letras da Universidade de Coimbra, 284.&amp;lt;/small&amp;gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&amp;lt;small&amp;gt;[40] RUÃO, Carlos, 2006. &#039;&#039;«O Eupalinos Moderno» Teoria e Prática da Arquitectura Religiosa em Portugal 1550-1640. Volume II, Da «Corte» à «Província»&#039;&#039;. Tese de Doutoramento, Faculdade de Letras da Universidade de Coimbra, 285.&amp;lt;/small&amp;gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
=== Bibliografia ===&lt;br /&gt;
BRANDÃO, Domingos de Pinho, 1984. &#039;&#039;Obras de talha dourada, ensamblagem, e pintura na cidade e diocese do Porto&#039;&#039;. Porto: Oficinas Gráficos Reunidos.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
DIAS, Geraldo Coelho, 2020. &#039;&#039;Hagiografia e iconografia beneditinas: Os “Diálogos” do papa S. Gregório Magno&#039;&#039;. N.º 3 (1996): Via Spiritus: Revista de História da Espiritualidade e do Sentimento Religioso. &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
DIAS, Geraldo José Amadeu Coelho, 1997. &#039;&#039;São Bento da Vitória: Quatrocentos Anos da Fundação do Mosteiro&#039;&#039;. O Tripeiro, 7.ª série, ano 16, n.º 6-7, jun./jul. 1997, p. 162-169. Porto: Associação Comercial do Porto. Disponível em: &amp;lt;nowiki&amp;gt;https://hdl.handle.net/10216/61351&amp;lt;/nowiki&amp;gt; &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
MORENO, Humberto Baquero, dir., 1997. &#039;&#039;O Mosteiro de S. Bento da Vitória: quatrocentos anos&#039;&#039;. Porto: Edições Afrontamento.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
PAULA, Mara Raquel Rodrigues de, 2023. &#039;&#039;Diálogos imagéticos. Iconografia beneditina em Portugal e a sua conexão com as fontes impressas da Idade Moderna&#039;&#039;. Tese de Doutoramento, Faculdade de Letras da Universidade do Porto. Disponível em: &amp;lt;nowiki&amp;gt;https://hdl.handle.net/10216/152548&amp;lt;/nowiki&amp;gt;. pp. 145-168&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
PEREIRA, Ana Cristina da Cunha, 2007. &#039;&#039;Os Conventos do Porto. Descontinuidades, Transformação e Reutilização&#039;&#039;. Dissertação de Mestrado, Faculdade de Arquitetura da Universidade do Porto. Disponível em: &amp;lt;nowiki&amp;gt;http://hdl.handle.net/10216/64322&amp;lt;/nowiki&amp;gt;. pp. 227-245&lt;br /&gt;
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QUARESMA, Maria Clementina de Carvalho,1995. &#039;&#039;Inventário Artístico de Portugal Cidade do Porto&#039;&#039;. Lisboa: Academia Nacional das Belas-Artes. pp. 191-195&lt;br /&gt;
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RUÃO, Carlos, 2006. &#039;&#039;«O Eupalinos Moderno» Teoria e Prática da Arquitectura Religiosa em Portugal 1550-1640. Volume II, Da «Corte» à «Província»&#039;&#039;. Tese de Doutoramento, Faculdade de Letras da Universidade de Coimbra. Disponível em: &amp;lt;nowiki&amp;gt;https://hdl.handle.net/10316/9600&amp;lt;/nowiki&amp;gt;. pp. 284-287&lt;br /&gt;
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SILVA, Nuno Miguel Maia da, 2012. &#039;&#039;Claustros Serlianos em Portugal 1558 –163.&#039;&#039; Dissertação de Mestrado, Faculdade de Ciências e Tecnologia da Universidade de Coimbra. Disponível em: &amp;lt;nowiki&amp;gt;https://hdl.handle.net/10316/23318&amp;lt;/nowiki&amp;gt;. pp. 156-158&lt;br /&gt;
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SMITH, Robert C., 1950?. &#039;&#039;S. Bento da Vitória, do Porto, à luz dos «Estados» de Tibães&#039;&#039;. Porto: Livraria Fernando Machado&lt;br /&gt;
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SMITH, Robert C., 1968. &#039;&#039;Cadeirais de Portugal&#039;&#039;. Lisboa: Livros Horizonte. pp. 48-52&lt;br /&gt;
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SOARES, Renan Marinho de Morais, 2021&#039;&#039;.&#039;&#039; &#039;&#039;Do Sagrado ao Profano a reutilização adaptativa nos mosteiros portugueses – Mosteiro de Santa Maria do Bouro, Mosteiro de São Bento da Vitória e Mosteiro de Santo Tirso&#039;&#039;. Dissertação de Mestrado, Faculdade de Letras da Universidade do Porto. Disponível em: &amp;lt;nowiki&amp;gt;https://hdl.handle.net/10216/139814&amp;lt;/nowiki&amp;gt;. pp. 123-156&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
SOUSA VITERBO, Franscisco Marques de, 1899. &#039;&#039;Diccionario historico e documental dos architectos, engenheiros e constructores portuguezes ou a serviço de Portugal&#039;&#039;. Volume 2. Lisboa: Imprensa Nacional&lt;/div&gt;</summary>
		<author><name>Danielafernandes01</name></author>
	</entry>
	<entry>
		<id>https://wikimedia.pt/PortoRenascentista/index.php?title=Igreja_e_Mosteiro_de_S%C3%A3o_Bento_da_Vit%C3%B3ria_do_Porto&amp;diff=227</id>
		<title>Igreja e Mosteiro de São Bento da Vitória do Porto</title>
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		<updated>2025-03-08T16:59:59Z</updated>

		<summary type="html">&lt;p&gt;Danielafernandes01: &lt;/p&gt;
&lt;hr /&gt;
&lt;div&gt;[[Ficheiro:Vista do Terreiro da Sé da Igreja de São Bento da Vitória.jpg|esquerda|Vista da fachada da Igreja do Mosteiro de São Bento da Vitória, através do Terreiro da Sé do Porto|alt=Vista da fachada da Igreja do Mosteiro de São Bento da Vitória, através do Terreiro da Sé do Porto|commoldura]]&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
== Identificação ==&lt;br /&gt;
{| class=&amp;quot;wikitable&amp;quot;&lt;br /&gt;
|+&lt;br /&gt;
|&#039;&#039;&#039;Designação&#039;&#039;&#039;&lt;br /&gt;
|Mosteiro de São Bento da Vitória &lt;br /&gt;
|-&lt;br /&gt;
|&#039;&#039;&#039;Localização&#039;&#039;&#039;&lt;br /&gt;
|Distrito do Porto, União das Freguesias de Cedofeita, Santo Ildefonso, Sé, Miragaia, São Nicolau e Vitória&#039;&#039;,&#039;&#039; Rua de São Bento da Vitória 45, 4050-542, junto ao edifício do atual Centro Português de Fotografia&lt;br /&gt;
|-&lt;br /&gt;
|&#039;&#039;&#039;Cronologia&#039;&#039;&#039;&lt;br /&gt;
|Séculos XVII-XVIII&lt;br /&gt;
|-&lt;br /&gt;
|&#039;&#039;&#039;Autor(es)&#039;&#039;&#039;&lt;br /&gt;
|Diogo Marques Lucas&lt;br /&gt;
|}&lt;br /&gt;
O Mosteiro de São Bento da Vitória é uma arquitetura de tipologia religiosa. Pertencia à Ordem Beneditina, instituída por S. Bento (480-547) em 529. Foi fundado em 1598 após a ordenação do capítulo Geral, em 1546, celebrada em Tibães, data onde foi tomada a decisão da fundação deste mosteiro. Após longas e complicadas negociações, os monges da Antiga Congregação Beneditina Portuguesa decidiram erguer este mosteiro como símbolo de presença monástica e ponto de apoio para os monges que viajavam de norte a sul ou vice-versa. Situava-se dentro das muralhas medievais do velho burgo junto à porta do Olival em terrenos cedidos pela Câmara que anteriormente abrigavam parte da judiaria nova. A sua construção teve como base a traça inicial de Diogo Marques Lucas, arquiteto do rei trazido de Lisboa pelo D. Abade Geral. No entanto, a sua construção seria lenta e não contínua, tendo-se prolongado quase ao longo de dois séculos, não só devido a certos entraves, principalmente no que se refere à aquisição dos terrenos, mas também porque os beneditinos nunca deixaram de transformar, ampliar e embelezar o seu mosteiro.&amp;lt;small&amp;gt;&amp;lt;sup&amp;gt;[1]&amp;lt;/sup&amp;gt;&amp;lt;/small&amp;gt; As obras iniciaram-se pela igreja em 1604 e a primeira pedra do mosteiro foi benzida pelo bispo D. Jerónimo de Meneses e colocada pelo próprio Abade Geral Frei Baltasar de Braga, ainda no segundo triénio, de 1596 a 1599.&amp;lt;small&amp;gt;&amp;lt;sup&amp;gt;[2]&amp;lt;/sup&amp;gt;&amp;lt;/small&amp;gt; Há quem considere que o mosteiro tenha sido concluído em 1646 e a igreja terminada em 1690. Contudo, a enorme extensão do período da execução das obras não permite identificar datas exatas.&amp;lt;small&amp;gt;&amp;lt;sup&amp;gt;[3]&amp;lt;/sup&amp;gt;&amp;lt;/small&amp;gt;&lt;br /&gt;
== Estado da Arte ==&lt;br /&gt;
Este objeto arquitetónico é referido na obra &#039;&#039;O Mosteiro de S. Bento da Vitória: quatrocentos anos&#039;&#039; (MORENO, 1997), bastante completa e de carácter geral, que apresenta o contexto histórico e a descrição do mosteiro e igreja. Além disso, as obras &#039;&#039;S. Bento da Vitória, do Porto, à luz dos «Estados» de Tibães&#039;&#039; (SMITH, 1950?) e &#039;&#039;Inventário Artístico de Portugal Cidade do Porto&#039;&#039; (QUARESMA, 1995) complementam o estudo do património integrado e oferecem descrições da igreja. &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
As dissertações de mestrado &#039;&#039;Os Conventos do Porto. Descontinuidades, Transformação e Reutilização&#039;&#039; (PEREIRA, 2007) e &#039;&#039;Do Sagrado ao Profano a reutilização adaptativa nos mosteiros portugueses – Mosteiro de Santa Maria do Bouro, Mosteiro de São Bento da Vitória e Mosteiro de Santo Tirso&#039;&#039; (SOARES, 2021), foram proveitosas no que concerne ao período após a extinção das ordens religiosas, à requalificação e às adaptações que o espaço sofreu. A tese de doutoramento &#039;&#039;Diálogos imagéticos. Iconografia beneditina em Portugal e a sua conexão com as fontes impressas da Idade Moderna&#039;&#039; (PAULA, 2023) facilitou o estudo na leitura iconográfica do património integrado, principalmente do cadeiral do coro alto. Relativamente ao cadeiral, a obra &#039;&#039;Cadeirais de Portugal&#039;&#039; (SMITH, 1968) e o artigo &#039;&#039;Hagiografia e iconografia beneditinas: Os “Diálogos” do papa S. Gregório Magno&#039;&#039; (DIAS, 2020) foram essenciais, tanto para a descrição formal como para a leitura iconográfica. Ainda no património integrado, o livro &#039;&#039;Obras de talha dourada, ensamblagem, e pintura na cidade e diocese do Porto&#039;&#039; (BRANDÃO, 1984) garantiu informações sobre autoria, datações e contratos.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Quanto ao estudo do claustro nobre do mosteiro, a tese de mestrado &#039;&#039;Claustros Serlianos em Portugal 1558 –163&#039;&#039; (SILVA, 2012) foi essencial para a descrição e compreensão do mesmo. Por fim, para conhecer o arquiteto responsável da traça inicial deste Mosteiro, a leitura da tese de doutoramento &#039;&#039;«O Eupalinos Moderno» Teoria e Prática da Arquitectura Religiosa em Portugal 1550-1640&#039;&#039; (RUÃO, 2006) e a consulta do &#039;&#039;Diccionario historico e documental dos architectos, engenheiros e constructores portuguezes ou a serviço de Portugal&#039;&#039; (VITERBO, 1899) revelaram-se fulcrais, pois apresentam alguns dados biográficos do responsável pelo projeto do edifício.&lt;br /&gt;
== Enquadramento ==&lt;br /&gt;
O Mosteiro de São Bento da Vitória situa-se no morro da freguesia da Vitória, junto à porta do Olival, dentro de muralhas, sem grande espaço para horta e cerca. Ocupa todo o interior do quarteirão entre a rua das Taipas, travessa das Taipas, rua de S. Bento da Vitória e travessa de S. Bento,  paralelo a norte com o edifício da antiga cadeia da Relação, atual Centro Português de Fotografia. Têm então um enquadramento urbano, erguendo-se em pleno centro histórico.&amp;lt;small&amp;gt;&amp;lt;sup&amp;gt;[4]&amp;lt;/sup&amp;gt;&amp;lt;/small&amp;gt; O facto de estar inserido num quarteirão sem cerca preservou o seu perímetro e a sua configuração exterior até hoje.&amp;lt;small&amp;gt;&amp;lt;sup&amp;gt;[5]&amp;lt;/sup&amp;gt;&amp;lt;/small&amp;gt; A fachada monumental da sua igreja está situada no ponto mais alto do conjunto, abrindo-se para uma rua estreita que dificulta uma leitura frontal, exceto através da observação em pontos altos da cidade, como por exemplo, no Terreiro da Sé, já que a fachada se volta na sua direção. O mosteiro tem uma área total de implantação de cerca de 4.000 m2, desenvolvendo-se ao redor de dois claustros. O próprio edifício faz a transição para o espaço exterior e a entrada principal fazia-se pela portaria que se encontrava ao lado da igreja na galilé na rua de S. Bento da Vitória. O acesso ao conjunto monástico faz-se hoje tanto através da rua das Taipas, onde atualmente se situa o Arquivo Distrital do Porto, como pela rua de S. Bento da Vitória, onde se localiza a fachada da igreja e faz-se o acesso ao mosteiro, agora pertencente ao Teatro Nacional de São João.&amp;lt;small&amp;gt;&amp;lt;sup&amp;gt;[6]&amp;lt;/sup&amp;gt;&amp;lt;/small&amp;gt; Nesta mesma rua, a sul, localiza-se a Igreja Paroquial de Nossa Senhora da Vitória, na confluência com a Rua da Bataria da Vitória. A sul, também se encontra o Miradouro da Vitória, onde os visitantes podem desfrutar de vistas sobre o casario da Vitória, o Rio Douro, a Sé Catedral, o Paço Episcopal, a Ponte Luís I e a zona beira-rio de Gaia.&amp;lt;small&amp;gt;&amp;lt;sup&amp;gt;[7]&amp;lt;/sup&amp;gt;&amp;lt;/small&amp;gt;&lt;br /&gt;
== Descrição ==&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
=== Objeto arquitetónico ===&lt;br /&gt;
A igreja de São Bento da Vitória é orientada a poente, não seguindo a orientação canónica das igrejas medievais. Isto acontece devido às condicionantes do terreno e à muralha medieval a este.&amp;lt;small&amp;gt;&amp;lt;sup&amp;gt;[8]&amp;lt;/sup&amp;gt;&amp;lt;/small&amp;gt; A igreja é de planta cruciforme, longitudinal, de nave única, precedida por uma galilé e transepto saliente. A fachada, toda de cantaria de granito, divide-se em três registos delimitados por cornijas salientes e vários corpos ritmados por pilastras. No primeiro registo, abrem-se cinco vãos para a rua de arco de volta perfeita, todos com gradeamentos de ferro, sendo o central mais alto do que os restantes que ostenta o brasão de armas da Ordem de São Bento e os outros quatro emblemas religiosos. No segundo registo, duas janelas com frontão curvo, flanqueando três nichos, os laterais com frontões triangulares e o central com frontão circular, com sobrecéu em forma de concha e imagens de barro pintado de Santa Escolástica, São Bento e Santa Gertrudes Magna. O terceiro registo, mais estreito e com remate lateral curvo é rasgado por uma janela termal interrompida por pilastras, que permite uma ampla iluminação no coro-alto da igreja. A rematar a fachada, sobre uma cornija, um último registo com frontão circular e um nicho que alberga a imagem de Nossa Senhora da Vitória, em homenagem à freguesia na qual se ergueu esta igreja e mosteiro. As duas torres quadrangulares, em cantaria com duplas pilastras nos cunhais e cobertas com cúpula bolbosas, foram integradas no corpo da igreja por cima das primeiras capelas laterais, depois da galilé.&amp;lt;small&amp;gt;[&amp;lt;sup&amp;gt;9]&amp;lt;/sup&amp;gt;&amp;lt;/small&amp;gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
A cobertura do corpo da igreja é de abóbada de berço em caixotões de granito bem lavrado, que se estende a todo o comprimento sendo intercetada pela abóbada do transepto e cruzeiro.&amp;lt;small&amp;gt;&amp;lt;sup&amp;gt;[10]&amp;lt;/sup&amp;gt;&amp;lt;/small&amp;gt; A nave tem seis capelas colaterais intercomunicantes entre si, de arco pleno e cobertura em abóbada de berço em caixotões, com retábulos de talha. Sobre quatro dessas capelas abrem-se janelas gémeas, quatro de cada lado, com varandas de ferro fundido douradas e sanefas de talha. Sobre o arco das restantes, junto ao coro-alto, estão os órgãos de tubos em talha, suportados por atlantes.&amp;lt;small&amp;gt;&amp;lt;sup&amp;gt;[11]&amp;lt;/sup&amp;gt;&amp;lt;/small&amp;gt; Apenas o órgão do lado da Epístola é verdadeiro, concebido e construído pelo irmão donato beneditino Fr. Manuel de S. Bento.&amp;lt;small&amp;gt;&amp;lt;sup&amp;gt;[12]&amp;lt;/sup&amp;gt;&amp;lt;/small&amp;gt; Junto ao transepto, nas extremidades da nave, estão os púlpitos.&amp;lt;small&amp;gt;&amp;lt;sup&amp;gt;[13]&amp;lt;/sup&amp;gt;&amp;lt;/small&amp;gt; Estes púlpitos erguem-se sobre peanhas ou mísulas de pedra, com grades torneadas de pau preto e são rematados por dois dóceis com imagens de Gabriel Rodrigues executadas em 1722.&amp;lt;sup&amp;gt;&amp;lt;small&amp;gt;[14]&amp;lt;/small&amp;gt;&amp;lt;/sup&amp;gt; O transepto também é coberto por abóbada de canhão em caixotões e o cruzeiro reveste-se por uma abóbada nervurada. Os braços do transepto têm no topo retábulos em talha, sendo ladeados por portas e janelas, coroadas por sanefas de talha e rematados por uma janela termal.&amp;lt;small&amp;gt;&amp;lt;sup&amp;gt;[15]&amp;lt;/sup&amp;gt;&amp;lt;/small&amp;gt; A flanquear o arco triunfal capelas com retábulos em talha encimados por janelas retangulares com sanefas. O arco-triunfal é coroado por uma grandiosa sanefa, em cujo centro se destaca o escudo da Congregação Beneditina Portuguesa. A capela-mor, retangular e profunda, seguindo a cobertura da nave, é rasgada em cada lado por três janelões com sanefas em talha que encimam o cadeiral e abriga um amplo retábulo de talha em forma de arco de triunfo, enquadrado por duas arquivoltas concêntricas e colunas torsas ou salomónicas que se abre para dar lugar ao trono do Santíssimo Sacramento, escalonado.&amp;lt;small&amp;gt;&amp;lt;sup&amp;gt;[16]&amp;lt;/sup&amp;gt;&amp;lt;/small&amp;gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
A sul da igreja de São Bento da Vitória, levanta-se o vasto bloco conventual, ocupando um espaço retangular entre as ruas paralelas de S. Bento da Vitória a este, das Taipas a oeste e a estreita Travessa das Taipas a sul.&amp;lt;small&amp;gt;&amp;lt;sup&amp;gt;[17]&amp;lt;/sup&amp;gt;&amp;lt;/small&amp;gt; A norte, levanta-se a monumental igreja.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
O mosteiro de São Bento da Vitória é um conjunto arquitetónico monástico, onde cada parte tem a sua função específica. Reparte-se por dois grupos de corpos ao redor de dois espaços abertos, chamados claustros, separados por um corpo intermédio. A sua construção passou por três fases até chegar ao acabamento total, sendo edificado pouco a pouco, ao longo de mais de dois séculos: a primeira fase corresponde à edificação da ala nascente, parte da ala sul e claustro, ainda que tenha sido concluído mais tarde (1596-1630); a segunda, por sua vez, à igreja nova e anexos (1680-1708); e a terceira, por fim, aos dormitórios novos, ala poente e claustro dos carros (1741-1780).&amp;lt;small&amp;gt;&amp;lt;sup&amp;gt;[18]&amp;lt;/sup&amp;gt;&amp;lt;/small&amp;gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
O edifício conventual, de alvenaria rebocada, apresenta pilastras nos cunhais, coroadas por pináculos. Composto por quatro pisos, a sua fachada é regularmente marcada por janelas, tendo os dois pisos superiores bandeiras.&amp;lt;small&amp;gt;&amp;lt;sup&amp;gt;[19]&amp;lt;/sup&amp;gt;&amp;lt;/small&amp;gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
O claustro nobre, do silêncio ou do cemitério, de planta quadrangular, todo em cantaria, “articula em cada ala três arcos de volta perfeita delimitados por duplas pilastras que incorporam no espaço interpilastral dois pequenos vãos, um portal retangular e um falso janelão superior.” (SILVA, 2012: 158). As almofadas do intradorso dos arcos são decoradas com motivos de “ponta-de-diamante” e ovais. Um entablamento liso separa o primeiro piso do segundo, onde se abrem janelas retangulares de varandins com balaustrada de cantaria e rematadas por frontões triangulares e curvo, ao centro. As abóbadas dos corredores do claustro são de arestas com chave central de florão.&amp;lt;small&amp;gt;&amp;lt;sup&amp;gt;[20]&amp;lt;/sup&amp;gt;&amp;lt;/small&amp;gt; O espaço aberto do claustro era ornamentado por um jardim de canteiros, tendo ao centro um imponente chafariz datado de 1777-80 com o brutesco de Hércules e da hidra (1783), obra que há muito se perdeu.&amp;lt;small&amp;gt;&amp;lt;sup&amp;gt;[21]&amp;lt;/sup&amp;gt;&amp;lt;/small&amp;gt; Em 2001, o claustro foi coberto por uma concha acústica, uma estrutura em aço assente em quatro pilares e o foi-lhe colocado um soalho de madeira. O espaço é utilizado atualmente para a realização de espetáculos teatrais, concertos e eventos especiais, além de receber iniciativas externas de natureza diversa. &amp;lt;small&amp;gt;&amp;lt;sup&amp;gt;[22]&amp;lt;/sup&amp;gt;&amp;lt;/small&amp;gt; Nuno da Silva, na sua Dissertação de Mestrado Integrado em Arquitetura, classifica este claustro como serliano, um grupo de claustros clássicos portugueses. O autor indica que estes modelos estão visivelmente enraizados à arquitetura palladiana e veneziana e são caracterizados pelos vãos arqueados que se intercalam com os vãos retangulares. Isto resulta numa nova forma de vão e de sustento da abóbada. Esta tipologia foi primeiramente adotada no claustro do Convento de Cristo em Tomar e pode ser encontrada em outras arquiteturas posteriores. Como ainda, data este claustro de 1608 e indica que é dado como concluído no início da segunda metade do século XVII, como afirma Frei Leão de S. Tomás em 1651 “a claustra no que toca a obra de pedra está acabada, mas do mais não está ainda perfeita.”&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
O segundo claustro, denomina-se de “claustro dos carros”, nome atribuído devido à sua função de receber os carros responsáveis pelo abastecimento do conjunto monástico. É um pátio com três lanços de arcos sobre pilastras maciças. Foi construído na altura das obras de ampliação do mosteiro, no tempo do abade Frei Manuel de S. Tomás (1740-1743). Os cronistas da época dedicaram-se a descrever detalhadamente esta construção, que foi ampliada com os dormitórios localizados na ala oeste, ao longo da rua das Taipas, durante as obras realizadas entre 1777 e 1780.&amp;lt;small&amp;gt;&amp;lt;sup&amp;gt;[23]&amp;lt;/sup&amp;gt;&amp;lt;/small&amp;gt; Trata-se de uma obra simples, típica de um claustro destinado aos serviços monásticos e não apresenta nenhum elemento ornamental que a enriqueça.&amp;lt;small&amp;gt;&amp;lt;sup&amp;gt;[24]&amp;lt;/sup&amp;gt;&amp;lt;/small&amp;gt; Este claustro, composto por três pisos separados por frisos, apresenta apenas duas alas formadas por arcos plenos sustentados por pilares, enquanto os pisos superiores possuem janelas do tipo guilhotina.&amp;lt;small&amp;gt;&amp;lt;sup&amp;gt;[25]&amp;lt;/sup&amp;gt;&amp;lt;/small&amp;gt; A fachada da cela dos beneditinos apresenta quatro vãos gradeados, não integrais, e ornamentados ao centro com o brasão de armas da Congregação Beneditina, à semelhança dos vãos da galilé.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
O Mosteiro foi a parte mais afetada de São Bento da Vitória, tendo sofrido pela passagem dos séculos. Perderam-se todos os azulejos descritos nos registos dos «Estados», bem como toda a talha e pinturas. Sob o uso militar quase constante a partir das invasões francesas de 1808, as suas amplas salas, bibliotecas e arquivo foram gradualmente devastados. Além disso, uma grande parte do edifício permaneceu virtualmente abandonada, chegando a ameaçar ruína.&amp;lt;small&amp;gt;&amp;lt;sup&amp;gt;[26]&amp;lt;/sup&amp;gt;&amp;lt;/small&amp;gt; Este mosteiro, ao longo da sua história, serviu como aquartelamento às tropas napoleónicas, hospital militar e, posteriormente, a outras funções militares após a extinção das ordens religiosas em 1834.&amp;lt;small&amp;gt;&amp;lt;sup&amp;gt;[27]&amp;lt;/sup&amp;gt;&amp;lt;/small&amp;gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
A partir de 1984, o edifício passou por um processo de restauração orientado pelo Instituto Português do Património Arquitetónico (IPPAR). Estas intervenções possibilitaram a adaptação de diferentes espaços a novos usos. O claustro nobre e as suas adjacências passaram a abrigar a sede da Orquestra Clássica do Porto. Na igreja, ala norte e no terceiro andar da ala poente, foi instalada a Cela dos Padres Beneditinos. Já o espaço que inclui o claustro dos carros e a ala transversal, passou a acolher o Arquivo Distrital do Porto. O espaço do mosteiro foi, assim, dividido e ocupado por estas três entidades, sofrendo as devidas adaptações necessárias para atender às suas necessidades específicas. Contudo, essas intervenções foram concretizadas com cuidado, preservando a traça original e diversos elementos de importância arquitetónica.&amp;lt;small&amp;gt;&amp;lt;sup&amp;gt;[28]&amp;lt;/sup&amp;gt;&amp;lt;/small&amp;gt; Em 2007, o Estado atribui ao Teatro Nacional de São João (TNSJ) uma parte significativa do mosteiro, abrangendo a ala nascente, parte da ala sul e o Claustro Nobre.&amp;lt;small&amp;gt;&amp;lt;sup&amp;gt;[29]&amp;lt;/sup&amp;gt;&amp;lt;/small&amp;gt; Outros espaços do edifício foram também adaptados para atender às novas funções do TNSJ. A antiga biblioteca, localizada no piso superior, foi transformada numa sala de apresentações teatrais. Por sua vez, as galerias que rodeiam o claustro, também no piso superior, foram destinadas à exposição de objetos cenográficos e peças de figurino utilizados nos espetáculos.&amp;lt;small&amp;gt;&amp;lt;sup&amp;gt;[30]&amp;lt;/sup&amp;gt;&amp;lt;/small&amp;gt;&lt;br /&gt;
=== Património integrado ===&lt;br /&gt;
A seguinte tabela apresenta algumas obras que se inserem no património integrado da igreja de São Bento da Vitória e foi elaborada tendo como base os livros &#039;&#039;Obras de talha dourada, ensamblagem, e pintura na cidade e diocese do Porto&#039;&#039; (Brandão 1984), &#039;&#039;O Mosteiro de S. Bento da Vitória: quatrocentos anos&#039;&#039; (Moreno 1997) e &#039;&#039;S. Bento da Vitória, do Porto, à luz dos «Estados» de Tibães&#039;&#039; (Smith 1950?).&lt;br /&gt;
{| class=&amp;quot;wikitable&amp;quot;&lt;br /&gt;
|&#039;&#039;&#039;Identificação&#039;&#039;&#039;&lt;br /&gt;
|&#039;&#039;&#039;Datação&#039;&#039;&#039;&lt;br /&gt;
|&#039;&#039;&#039;Autoria&#039;&#039;&#039;&lt;br /&gt;
|-&lt;br /&gt;
|Coro alto e outras obras de ensamblagem e de talha (estante, púlpitos, grades e  portas)&lt;br /&gt;
|Contrato  de setembro de 1704. Não executado. O prazo seria até dia 29 de setembro de 1705&lt;br /&gt;
|António  de Azevedo Fernandes, mestre ensamblador e Domingos Nunes, entalhador&lt;br /&gt;
|-&lt;br /&gt;
|Cadeirado do coro, portas do coro e grades das seis capelas e cruzeiro&lt;br /&gt;
|Contrato  de maio de 1718. As cadeiras e as portas do coro deveriam estar prontas até ao dia 15 de outubro  de 1718 e as grades até ao fim de março de 1719&lt;br /&gt;
|Manuel  Vieira e António Cardoso, mestres ensambladores&lt;br /&gt;
|-&lt;br /&gt;
|Varanda e talha dos órgãos (verdadeiro e mudo)&lt;br /&gt;
|Triénio de 1716-19&lt;br /&gt;
|Gabriel  Rodrigues, entalhador bracarense&lt;br /&gt;
|-&lt;br /&gt;
|Retábulo da capela-mor&lt;br /&gt;
|Triénio de 1716-19 e dourado entre 1722-25&lt;br /&gt;
|Talvez  por Gabriel Rodrigues, entalhador de Landim, Famalicão&lt;br /&gt;
|-&lt;br /&gt;
|Cadeiral do coro alto&lt;br /&gt;
|Triénio de 1716-1719&lt;br /&gt;
|Marceliano  de Araújo&lt;br /&gt;
|-&lt;br /&gt;
|Órgão de tubos&lt;br /&gt;
|Antes de 1719. Em finais de abril desse ano já estava em fase adiantada de  construção&lt;br /&gt;
|Fr.  Manuel de S. Bento, irmão donato beneditino&lt;br /&gt;
|-&lt;br /&gt;
|Estátuas dos púlpitos&lt;br /&gt;
|1722&lt;br /&gt;
|Gabriel  Rodrigues&lt;br /&gt;
|-&lt;br /&gt;
|Dois frontais de talha para os altares colaterais de Santa Escolástica e Santa Gertrudes e douramento do retábulo-mor&lt;br /&gt;
|Triénio de 1722-25&lt;br /&gt;
|Os  frontais de talha dourada para os altares colaterais foram oferecidos por um  devoto.&lt;br /&gt;
|-&lt;br /&gt;
|Retábulos dos topos do transepto&lt;br /&gt;
|Triénio de 1755-58&lt;br /&gt;
|José  da Fonseca Lima e José Martins Tinoco&lt;br /&gt;
|}&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
=== Objeto ou conjunto em destaque - O cadeiral do coro alto ===&lt;br /&gt;
O coro alto, sobre a galilé, era destinado à recitação das horas canónicas da liturgia monástica. O cadeiral, foi encomendado em 1704 e executado por Marceliano de Araújo entre 1716 e 1719, em madeira de jacarandá proveniente de 30 toros trazidos diretamente do Brasil em 1716. Ao centro destaca-se a cadeira abacial, rodeada por 50 estalas dispostas em forma de U, todas com as “misericórdias” cuidadosamente trabalhadas. O lambrim exibe 32 painéis em talha policromada e dourada em 1759, ilustrando cenas da vida de São Bento conforme os “Diálogos” de São Gregório Magno.&amp;lt;small&amp;gt;&amp;lt;sup&amp;gt;[31]&amp;lt;/sup&amp;gt;&amp;lt;/small&amp;gt; Nas superfícies irregulares das dramáticas caras destas figuras, refletem-se os mesmos maneirismos das imagens dos dosséis dos púlpitos, entalhadas por Gabriel Rodrigues em 1722. Vê-se, portanto, que o espaldar do cadeiral de São Bento da Vitória resulta da colaboração entre Gabriel Rodrigues, de Landim, e Marceliano de Araújo, de Braga, seguindo a traça de um autor ainda desconhecido. O cadeiral apresenta uma série de volutas adornadas com folhagens, de onde surgem golfinhos na fila inferior e meios-corpos femininos na superior, introduzindo um motivo inovador nos cadeirais do século XVIII. Embora influenciado pelas cadeiras de Tibães, distingue-se pelos seus perfis laterais e pelas garras de leão que alternam com as volutas nos pés das cadeiras, características de uma nova época.&amp;lt;small&amp;gt;&amp;lt;sup&amp;gt;[32]&amp;lt;/sup&amp;gt;&amp;lt;/small&amp;gt; O destaque deste cadeiral, considerado o mais notável do reino, é o imponente espaldar entalhado, dourado e estufado em 1759 por Manuel Homem Soares. Este, como foi dito anteriormente, é composto por 32 painéis em relevo, principalmente dedicados à vida de São Bento, com dois da história de Santa Escolástica, dispostos em duas filas como quadros em molduras ricamente talhadas. Esta organização remete ao sistema utilizado nas ilhargas da capela de Santa Gertrudes da igreja beneditina de São Martinho de Tibães, possivelmente do mesmo escultor, entre o triénio de 1710 e 1713.  Em ambos os monumentos, as figuras dos painéis destacam-se pela sua vivacidade, enriquecidas por uma abundância de detalhes de mobiliário e arquitetura.&amp;lt;small&amp;gt;&amp;lt;sup&amp;gt;[33]&amp;lt;/sup&amp;gt;&amp;lt;/small&amp;gt; Os painéis estão organizados em duas sequências horizontais: a inferior, com molduras retangulares e, a superior, predominantemente octogonais, exceto por dois painéis nas paredes do lado do Evangelho e da Epístola. A narrativa inicia-se na parte inferior do lado da Epístola, prosseguindo até ao lado do Evangelho, e recomeça na parte superior com os painéis octogonais, estendendo-se pelas três paredes do coro alto.&amp;lt;small&amp;gt;&amp;lt;sup&amp;gt;[34]&amp;lt;/sup&amp;gt;&amp;lt;/small&amp;gt; Os relevos de São Bento da Vitória seguem uma narrativa linear e lógica, semelhante ao II livro dos Diálogos. A primeira cena, amplamente retratada em Portugal, representa o nascimento de São Bento e de Santa Escolástica. A comparação destes relevos com os livros de emblemas usados na iconografia beneditina em Portugal, revela claras semelhanças entre a obra e a matriz, tanto nos espaços como nas personagens, e pode indicar que Marcelino de Araújo teve contacto com essas obras ou outras baseadas nelas.&amp;lt;small&amp;gt;&amp;lt;sup&amp;gt;[35]&amp;lt;/sup&amp;gt;&amp;lt;/small&amp;gt; Além dos 32 painéis principais, existem mais 4 dourados, mas não policromados, que representam santos beneditinos em trajes pontificais, o que totaliza o número de 36 painéis. Os dois quadros centrais não são alusivos à vida de São Bento nem possuem numeração. O painel central sobre a cadeira abacial, sem número, apresenta São Bento a entregar Regra a monges e monjas. O santo com vestes prelatícias é ladeado por anjos e o listel exibe a inscrição “&#039;&#039;De cello offertur tibi non alteri&#039;&#039;”.&amp;lt;small&amp;gt;&amp;lt;sup&amp;gt;[36]&amp;lt;/sup&amp;gt;&amp;lt;/small&amp;gt; O painel superior, retrata a figura de São Bento de pé, em posição hierática com vestes prelatícias, flanqueado por dois anjos que lhe entregam a mitra e o báculo.&amp;lt;small&amp;gt;&amp;lt;sup&amp;gt;[37]&amp;lt;/sup&amp;gt;&amp;lt;/small&amp;gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
== O arquiteto Diogo Marques Lucas ==&lt;br /&gt;
Diogo Marques Lucas em setembro de 1594 foi nomeado para um dos três lugares de aprendiz de arquitetura, a qual aprenderia com Filippe Terzo.&amp;lt;small&amp;gt;&amp;lt;sup&amp;gt;[38]&amp;lt;/sup&amp;gt;&amp;lt;/small&amp;gt; Assim, Diogo Marques foi um dos primeiros arquitetos a receber uma formação privilegiada, que incluía lições teóricas no campo da geometria, assim como estudos de arquitetura com o arquiteto-mor Felipe Terzi. Após o falecimento do arquiteto italiano, Diogo Marques continuou a complementar o seu estudo teórico com Nicolau de Frias até 1610, permanecendo com o cargo de “aprendiz” de arquitetura até 1616, altura em que foi substituído por Mateus Couto. Durante os inícios do novo século, aprendeu, auxiliou e colaborou nas principais obras régias, como também forneceu traças da sua própria autoria.&amp;lt;small&amp;gt;&amp;lt;sup&amp;gt;[39]&amp;lt;/sup&amp;gt;&amp;lt;/small&amp;gt; A sua substituição na «aula» de arquitetura coincidiu com a sua ascensão profissional e nomeação como mestre de obras do Convento de Cristo, em Tomar, após a renúncia de Pero Fernandes de Torres no ano anterior. Com um salário anual de 80.000 reais, manteve o cargo até à sua morte, sendo sucedido por Pero Vaz Pereira em 1641. Em janeiro de 1614, Diogo Marques foi proposto para ocupar o cargo de «mestre de obras» das Ordens Militares, juntamente com Pedro Nunes Tinoco e Mateus do Couto, após a morte do arquiteto Baltasar Álvares. No entanto, a nomeação recaiu em Mateus do Couto cinco anos depois. Em 1640, era já falecido, conforme mencionado numa breve missiva do prior do Convento de Cristo de Tomar.&amp;lt;small&amp;gt;&amp;lt;sup&amp;gt;[40]&amp;lt;/sup&amp;gt;&amp;lt;/small&amp;gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
== Imagens e Iconografia do Objeto ==&lt;br /&gt;
=== Objeto arquitetónico ===&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
=== Património integrado ===&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
=== Objeto ou conjunto em destaque ===&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
== Fontes e Bibliografia ==&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
=== Fontes ===&lt;br /&gt;
&amp;lt;small&amp;gt;[1] SOARES, Renan Marinho de Morais, 2021&#039;&#039;. Do Sagrado ao Profano a reutilização adaptativa nos mosteiros portugueses – Mosteiro de Santa Maria do Bouro, Mosteiro de São Bento da Vitória e Mosteiro de Santo Tirso.&#039;&#039; Dissertação de Mestrado, Faculdade de Letras da Universidade do Porto, 126-127.&amp;lt;/small&amp;gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&amp;lt;small&amp;gt;[2] MORENO, Humberto Carlos Baquero, dir., 1997. &#039;&#039;O Mosteiro de S. Bento da Vitória: quatrocentos anos.&#039;&#039; Porto: Edições Afrontamento, 47.&amp;lt;/small&amp;gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&amp;lt;small&amp;gt;[3] QUARESMA, Maria Clementina de Carvalho,1995. &#039;&#039;Inventário Artístico de Portugal Cidade do Porto&#039;&#039;. Lisboa: Academia Nacional das Belas-Artes, 192.&amp;lt;/small&amp;gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&amp;lt;small&amp;gt;[4] PEREIRA, Ana Cristina da Cunha, 2007. &#039;&#039;Os Conventos do Porto. Descontinuidades, Transformação e Reutilização&#039;&#039;. Dissertação de Mestrado, Faculdade de Arquitetura da Universidade do Porto, 239.&amp;lt;/small&amp;gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&amp;lt;small&amp;gt;[5] SOARES, Renan Marinho de Morais, 2021&#039;&#039;. Do Sagrado ao Profano a reutilização adaptativa nos mosteiros portugueses – Mosteiro de Santa Maria do Bouro, Mosteiro de São Bento da Vitória e Mosteiro de Santo Tirso.&#039;&#039; Dissertação de Mestrado, Faculdade de Letras da Universidade do Porto, 134.&amp;lt;/small&amp;gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&amp;lt;small&amp;gt;[6] PEREIRA, Ana Cristina da Cunha, 2007. &#039;&#039;Os Conventos do Porto. Descontinuidades, Transformação e Reutilização&#039;&#039;. Dissertação de Mestrado, Faculdade de Arquitetura da Universidade do Porto, 240.&amp;lt;/small&amp;gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&amp;lt;small&amp;gt;[7] Agenda Cultural do Porto, 2023. &#039;&#039;Miradouro da Vitória – Porto.&#039;&#039; [consult. 2024-11-22]. Disponível em &amp;lt;nowiki&amp;gt;https://agendaculturalporto.org/miradouro-da-vitoria-porto/&amp;lt;/nowiki&amp;gt;&amp;lt;/small&amp;gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&amp;lt;small&amp;gt;[8] PEREIRA, Ana Cristina da Cunha, 2007. &#039;&#039;Os Conventos do Porto. Descontinuidades, Transformação e Reutilização&#039;&#039;. Dissertação de Mestrado, Faculdade de Arquitetura da Universidade do Porto, 241.&amp;lt;/small&amp;gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&amp;lt;small&amp;gt;[9] FILIPE, Ana, 2012. &#039;&#039;Convento de São Bento da Vitória.&#039;&#039; SIPA [Sistema de Informação para o Património Arquitetónico] [consult. 2024-11-14] Disponível em: &amp;lt;nowiki&amp;gt;http://www.monumentos.gov.pt/Site/APP_PagesUser/SIPA.aspx?id=5556&amp;lt;/nowiki&amp;gt;&amp;lt;/small&amp;gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&amp;lt;small&amp;gt;[10] MORENO, Humberto Carlos Baquero, dir., 1997. &#039;&#039;O Mosteiro de S. Bento da Vitória: quatrocentos anos.&#039;&#039; Porto: Edições Afrontamento, 56.&amp;lt;/small&amp;gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&amp;lt;small&amp;gt;[11] QUARESMA, Maria Clementina de Carvalho,1995. &#039;&#039;Inventário Artístico de Portugal Cidade do Porto&#039;&#039;. Lisboa: Academia Nacional das Belas-Artes, 192-193.&amp;lt;/small&amp;gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&amp;lt;small&amp;gt;[12] MORENO, Humberto Carlos Baquero, dir., 1997. &#039;&#039;O Mosteiro de S. Bento da Vitória: quatrocentos anos.&#039;&#039; Porto: Edições Afrontamento, 63.&amp;lt;/small&amp;gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&amp;lt;small&amp;gt;[13] QUARESMA, Maria Clementina de Carvalho,1995. &#039;&#039;Inventário Artístico de Portugal Cidade do Porto&#039;&#039;. Lisboa: Academia Nacional das Belas-Artes, 193.&amp;lt;/small&amp;gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&amp;lt;small&amp;gt;[14] MORENO, Humberto Carlos Baquero, dir., 1997. &#039;&#039;O Mosteiro de S. Bento da Vitória: quatrocentos anos.&#039;&#039; Porto: Edições Afrontamento, 61.&amp;lt;/small&amp;gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&amp;lt;small&amp;gt;[15] FILIPE, Ana, 2012. &#039;&#039;Convento de São Bento da Vitória.&#039;&#039; SIPA [Sistema de Informação para o Património Arquitetónico] [consult. 2024-11-14] Disponível em: &amp;lt;nowiki&amp;gt;http://www.monumentos.gov.pt/Site/APP_PagesUser/SIPA.aspx?id=5556&amp;lt;/nowiki&amp;gt;&amp;lt;/small&amp;gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&amp;lt;small&amp;gt;[16] MORENO, Humberto Carlos Baquero, dir., 1997. &#039;&#039;O Mosteiro de S. Bento da Vitória: quatrocentos anos.&#039;&#039; Porto: Edições Afrontamento, 56-57.&amp;lt;/small&amp;gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&amp;lt;small&amp;gt;[17] SMITH, Robert C, 1950?. &#039;&#039;S. Bento da Vitória, do Porto, à luz dos «Estados» de Tibães&#039;&#039;. Porto: Livraria Fernando Machado, 44.&amp;lt;/small&amp;gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&amp;lt;small&amp;gt;[18] MORENO, Humberto Carlos Baquero, dir., 1997. &#039;&#039;O Mosteiro de S. Bento da Vitória: quatrocentos anos.&#039;&#039; Porto: Edições Afrontamento, 45-46.&amp;lt;/small&amp;gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&amp;lt;small&amp;gt;[19] FILIPE, Ana, 2012. &#039;&#039;Convento de São Bento da Vitória.&#039;&#039; SIPA [Sistema de Informação para o Património Arquitetónico] [consult. 2024-11-14] Disponível em: &amp;lt;nowiki&amp;gt;http://www.monumentos.gov.pt/Site/APP_PagesUser/SIPA.aspx?id=5556&amp;lt;/nowiki&amp;gt;&amp;lt;/small&amp;gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&amp;lt;small&amp;gt;[20] SILVA, Nuno Miguel Maia da, 2012. &#039;&#039;Claustros Serlianos em Portugal 1558 –163.&#039;&#039; Dissertação de Mestrado, Faculdade de Ciências e Tecnologia da Universidade de Coimbra, 158.&amp;lt;/small&amp;gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&amp;lt;small&amp;gt;[21] MORENO, Humberto Carlos Baquero, dir., 1997. &#039;&#039;O Mosteiro de S. Bento da Vitória: quatrocentos anos.&#039;&#039; Porto: Edições Afrontamento, 66.&amp;lt;/small&amp;gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&amp;lt;small&amp;gt;[22] TNSJ [Teatro Nacional de São João], s.d. &#039;&#039;Mosteiro de São Bento da Vitória, Edifícios&#039;&#039;. [consult. 2024-11-16] Disponível em &amp;lt;nowiki&amp;gt;https://www.tnsj.pt/pt/edificios/mosteiro-de-sao-bento-da-vitoria&amp;lt;/nowiki&amp;gt;&amp;lt;/small&amp;gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&amp;lt;small&amp;gt;[23] MORENO, Humberto Carlos Baquero, dir., 1997. &#039;&#039;O Mosteiro de S. Bento da Vitória: quatrocentos anos.&#039;&#039; Porto: Edições Afrontamento, 75.&amp;lt;/small&amp;gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&amp;lt;small&amp;gt;[24] QUARESMA, Maria Clementina de Carvalho,1995. &#039;&#039;Inventário Artístico de Portugal Cidade do Porto&#039;&#039;. Lisboa: Academia Nacional das Belas-Artes, 195.&amp;lt;/small&amp;gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&amp;lt;small&amp;gt;[25] FILIPE, Ana, 2012. &#039;&#039;Convento de São Bento da Vitória.&#039;&#039; SIPA [Sistema de Informação para o Património Arquitetónico] [consult. 2024-11-14] Disponível em: &amp;lt;nowiki&amp;gt;http://www.monumentos.gov.pt/Site/APP_PagesUser/SIPA.aspx?id=5556&amp;lt;/nowiki&amp;gt;&amp;lt;/small&amp;gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&amp;lt;small&amp;gt;[26] SMITH, Robert C, 1950?. &#039;&#039;S. Bento da Vitória, do Porto, à luz dos «Estados» de Tibães&#039;&#039;. Porto: Livraria Fernando Machado, 44-45.&amp;lt;/small&amp;gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&amp;lt;small&amp;gt;[27] QUARESMA, Maria Clementina de Carvalho,1995. &#039;&#039;Inventário Artístico de Portugal Cidade do Porto&#039;&#039;. Lisboa: Academia Nacional das Belas-Artes, 195.&amp;lt;/small&amp;gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&amp;lt;small&amp;gt;[28] MORENO, Humberto Carlos Baquero, dir., 1997. &#039;&#039;O Mosteiro de S. Bento da Vitória: quatrocentos anos.&#039;&#039; Porto: Edições Afrontamento, 87.&amp;lt;/small&amp;gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&amp;lt;small&amp;gt;[29]  TNSJ [Teatro Nacional de São João], s.d. &#039;&#039;Mosteiro de São Bento da Vitória, Edifícios&#039;&#039;. [consult. 2024-11-16] Disponível em &amp;lt;nowiki&amp;gt;https://www.tnsj.pt/pt/edificios/mosteiro-de-sao-bento-da-vitoria&amp;lt;/nowiki&amp;gt;&amp;lt;/small&amp;gt; &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&amp;lt;small&amp;gt;[30] SOARES, Renan Marinho de Morais, 2021&#039;&#039;.&#039;&#039; &#039;&#039;Do Sagrado ao Profano a reutilização adaptativa nos mosteiros portugueses – Mosteiro de Santa Maria do Bouro, Mosteiro de São Bento da Vitória e Mosteiro de Santo Tirso&#039;&#039;. Dissertação de Mestrado, Faculdade de Letras da Universidade do Porto, 153.&amp;lt;/small&amp;gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&amp;lt;small&amp;gt;[31] MORENO, Humberto Carlos Baquero, dir., 1997. &#039;&#039;O Mosteiro de S. Bento da Vitória: quatrocentos anos.&#039;&#039; Porto: Edições Afrontamento, 61-62.&amp;lt;/small&amp;gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&amp;lt;small&amp;gt;[32] SMITH, Robert C, 1968. &#039;&#039;Cadeirais de Portugal&#039;&#039;. Lisboa: Livros Horizonte, 50-51.&amp;lt;/small&amp;gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&amp;lt;small&amp;gt;[33] SMITH, Robert C, 1968. &#039;&#039;Cadeirais de Portugal&#039;&#039;. Lisboa: Livros Horizonte, 51-52.&amp;lt;/small&amp;gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&amp;lt;small&amp;gt;[34] PAULA, Mara Raquel Rodrigues de, 2023. &#039;&#039;Diálogos imagéticos. Iconografia beneditina em Portugal e a sua conexão com as fontes impressas da Idade Moderna&#039;&#039;. Tese de Doutoramento, Faculdade de Letras da Universidade do Porto, 158-159.&amp;lt;/small&amp;gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&amp;lt;small&amp;gt;[35] PAULA, Mara Raquel Rodrigues de, 2023. &#039;&#039;Diálogos imagéticos. Iconografia beneditina em Portugal e a sua conexão com as fontes impressas da Idade Moderna&#039;&#039;. Tese de Doutoramento, Faculdade de Letras da Universidade do Porto, 162.&amp;lt;/small&amp;gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&amp;lt;small&amp;gt;[36] DIAS, Geraldo Coelho, 2020. &#039;&#039;Hagiografia e iconografia beneditinas: Os “Diálogos” do papa S. Gregório Magno&#039;&#039;. N.º 3 (1996): Via Spiritus: Revista de História da Espiritualidade e do Sentimento Religioso, 19-20.&amp;lt;/small&amp;gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&amp;lt;small&amp;gt;[37] DIAS, Geraldo Coelho, 2020. &#039;&#039;Hagiografia e iconografia beneditinas: Os “Diálogos” do papa S. Gregório Magno&#039;&#039;. N.º 3 (1996): Via Spiritus: Revista de História da Espiritualidade e do Sentimento Religioso, 22.&amp;lt;/small&amp;gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&amp;lt;small&amp;gt;[38] SOUSA VITERBO, Franscisco Marques de, 1899. &#039;&#039;Diccionario historico e documental dos architectos, engenheiros e constructores portuguezes ou a serviço de Portugal&#039;&#039;. Lisboa: Imprensa Nacional, p. 139.&amp;lt;/small&amp;gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&amp;lt;small&amp;gt;[39] RUÃO, Carlos, 2006. &#039;&#039;«O Eupalinos Moderno» Teoria e Prática da Arquitectura Religiosa em Portugal 1550-1640. Volume II, Da «Corte» à «Província»&#039;&#039;. Tese de Doutoramento, Faculdade de Letras da Universidade de Coimbra, 284.&amp;lt;/small&amp;gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&amp;lt;small&amp;gt;[40] RUÃO, Carlos, 2006. &#039;&#039;«O Eupalinos Moderno» Teoria e Prática da Arquitectura Religiosa em Portugal 1550-1640. Volume II, Da «Corte» à «Província»&#039;&#039;. Tese de Doutoramento, Faculdade de Letras da Universidade de Coimbra, 285.&amp;lt;/small&amp;gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
=== Bibliografia ===&lt;br /&gt;
BRANDÃO, Domingos de Pinho, 1984. &#039;&#039;Obras de talha dourada, ensamblagem, e pintura na cidade e diocese do Porto&#039;&#039;. Porto: Oficinas Gráficos Reunidos.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
DIAS, Geraldo Coelho, 2020. &#039;&#039;Hagiografia e iconografia beneditinas: Os “Diálogos” do papa S. Gregório Magno&#039;&#039;. N.º 3 (1996): Via Spiritus: Revista de História da Espiritualidade e do Sentimento Religioso. &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
DIAS, Geraldo José Amadeu Coelho, 1997. &#039;&#039;São Bento da Vitória: Quatrocentos Anos da Fundação do Mosteiro&#039;&#039;. O Tripeiro, 7.ª série, ano 16, n.º 6-7, jun./jul. 1997, p. 162-169. Porto: Associação Comercial do Porto. Disponível em: &amp;lt;nowiki&amp;gt;https://hdl.handle.net/10216/61351&amp;lt;/nowiki&amp;gt; &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
MORENO, Humberto Baquero, dir., 1997. &#039;&#039;O Mosteiro de S. Bento da Vitória: quatrocentos anos&#039;&#039;. Porto: Edições Afrontamento.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
PAULA, Mara Raquel Rodrigues de, 2023. &#039;&#039;Diálogos imagéticos. Iconografia beneditina em Portugal e a sua conexão com as fontes impressas da Idade Moderna&#039;&#039;. Tese de Doutoramento, Faculdade de Letras da Universidade do Porto. Disponível em: &amp;lt;nowiki&amp;gt;https://hdl.handle.net/10216/152548&amp;lt;/nowiki&amp;gt;. pp. 145-168&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
PEREIRA, Ana Cristina da Cunha, 2007. &#039;&#039;Os Conventos do Porto. Descontinuidades, Transformação e Reutilização&#039;&#039;. Dissertação de Mestrado, Faculdade de Arquitetura da Universidade do Porto. Disponível em: &amp;lt;nowiki&amp;gt;http://hdl.handle.net/10216/64322&amp;lt;/nowiki&amp;gt;. pp. 227-245&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
QUARESMA, Maria Clementina de Carvalho,1995. &#039;&#039;Inventário Artístico de Portugal Cidade do Porto&#039;&#039;. Lisboa: Academia Nacional das Belas-Artes. pp. 191-195&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
RUÃO, Carlos, 2006. &#039;&#039;«O Eupalinos Moderno» Teoria e Prática da Arquitectura Religiosa em Portugal 1550-1640. Volume II, Da «Corte» à «Província»&#039;&#039;. Tese de Doutoramento, Faculdade de Letras da Universidade de Coimbra. Disponível em: &amp;lt;nowiki&amp;gt;https://hdl.handle.net/10316/9600&amp;lt;/nowiki&amp;gt;. pp. 284-287&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
SILVA, Nuno Miguel Maia da, 2012. &#039;&#039;Claustros Serlianos em Portugal 1558 –163.&#039;&#039; Dissertação de Mestrado, Faculdade de Ciências e Tecnologia da Universidade de Coimbra. Disponível em: &amp;lt;nowiki&amp;gt;https://hdl.handle.net/10316/23318&amp;lt;/nowiki&amp;gt;. pp. 156-158&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
SMITH, Robert C., 1950?. &#039;&#039;S. Bento da Vitória, do Porto, à luz dos «Estados» de Tibães&#039;&#039;. Porto: Livraria Fernando Machado&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
SMITH, Robert C., 1968. &#039;&#039;Cadeirais de Portugal&#039;&#039;. Lisboa: Livros Horizonte. pp. 48-52&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
SOARES, Renan Marinho de Morais, 2021&#039;&#039;.&#039;&#039; &#039;&#039;Do Sagrado ao Profano a reutilização adaptativa nos mosteiros portugueses – Mosteiro de Santa Maria do Bouro, Mosteiro de São Bento da Vitória e Mosteiro de Santo Tirso&#039;&#039;. Dissertação de Mestrado, Faculdade de Letras da Universidade do Porto. Disponível em: &amp;lt;nowiki&amp;gt;https://hdl.handle.net/10216/139814&amp;lt;/nowiki&amp;gt;. pp. 123-156&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
SOUSA VITERBO, Franscisco Marques de, 1899. &#039;&#039;Diccionario historico e documental dos architectos, engenheiros e constructores portuguezes ou a serviço de Portugal&#039;&#039;. Volume 2. Lisboa: Imprensa Nacional&lt;/div&gt;</summary>
		<author><name>Danielafernandes01</name></author>
	</entry>
	<entry>
		<id>https://wikimedia.pt/PortoRenascentista/index.php?title=Igreja_e_Mosteiro_de_S%C3%A3o_Bento_da_Vit%C3%B3ria_do_Porto&amp;diff=226</id>
		<title>Igreja e Mosteiro de São Bento da Vitória do Porto</title>
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		<updated>2025-03-08T16:59:09Z</updated>

		<summary type="html">&lt;p&gt;Danielafernandes01: &lt;/p&gt;
&lt;hr /&gt;
&lt;div&gt;[[Ficheiro:Vista do Terreiro da Sé da Igreja de São Bento da Vitória.jpg|esquerda|semmoldura|373x373px|Vista da fachada da Igreja do Mosteiro de São Bento da Vitória, através do Terreiro da Sé do Porto]]&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
== Identificação ==&lt;br /&gt;
{| class=&amp;quot;wikitable&amp;quot;&lt;br /&gt;
|+&lt;br /&gt;
|&#039;&#039;&#039;Designação&#039;&#039;&#039;&lt;br /&gt;
|Mosteiro de São Bento da Vitória &lt;br /&gt;
|-&lt;br /&gt;
|&#039;&#039;&#039;Localização&#039;&#039;&#039;&lt;br /&gt;
|Distrito do Porto, União das Freguesias de Cedofeita, Santo Ildefonso, Sé, Miragaia, São Nicolau e Vitória&#039;&#039;,&#039;&#039; Rua de São Bento da Vitória 45, 4050-542, junto ao edifício do atual Centro Português de Fotografia&lt;br /&gt;
|-&lt;br /&gt;
|&#039;&#039;&#039;Cronologia&#039;&#039;&#039;&lt;br /&gt;
|Séculos XVII-XVIII&lt;br /&gt;
|-&lt;br /&gt;
|&#039;&#039;&#039;Autor(es)&#039;&#039;&#039;&lt;br /&gt;
|Diogo Marques Lucas&lt;br /&gt;
|}&lt;br /&gt;
O Mosteiro de São Bento da Vitória é uma arquitetura de tipologia religiosa. Pertencia à Ordem Beneditina, instituída por S. Bento (480-547) em 529. Foi fundado em 1598 após a ordenação do capítulo Geral, em 1546, celebrada em Tibães, data onde foi tomada a decisão da fundação deste mosteiro. Após longas e complicadas negociações, os monges da Antiga Congregação Beneditina Portuguesa decidiram erguer este mosteiro como símbolo de presença monástica e ponto de apoio para os monges que viajavam de norte a sul ou vice-versa. Situava-se dentro das muralhas medievais do velho burgo junto à porta do Olival em terrenos cedidos pela Câmara que anteriormente abrigavam parte da judiaria nova. A sua construção teve como base a traça inicial de Diogo Marques Lucas, arquiteto do rei trazido de Lisboa pelo D. Abade Geral. No entanto, a sua construção seria lenta e não contínua, tendo-se prolongado quase ao longo de dois séculos, não só devido a certos entraves, principalmente no que se refere à aquisição dos terrenos, mas também porque os beneditinos nunca deixaram de transformar, ampliar e embelezar o seu mosteiro.&amp;lt;small&amp;gt;&amp;lt;sup&amp;gt;[1]&amp;lt;/sup&amp;gt;&amp;lt;/small&amp;gt; As obras iniciaram-se pela igreja em 1604 e a primeira pedra do mosteiro foi benzida pelo bispo D. Jerónimo de Meneses e colocada pelo próprio Abade Geral Frei Baltasar de Braga, ainda no segundo triénio, de 1596 a 1599.&amp;lt;small&amp;gt;&amp;lt;sup&amp;gt;[2]&amp;lt;/sup&amp;gt;&amp;lt;/small&amp;gt; Há quem considere que o mosteiro tenha sido concluído em 1646 e a igreja terminada em 1690. Contudo, a enorme extensão do período da execução das obras não permite identificar datas exatas.&amp;lt;small&amp;gt;&amp;lt;sup&amp;gt;[3]&amp;lt;/sup&amp;gt;&amp;lt;/small&amp;gt;&lt;br /&gt;
== Estado da Arte ==&lt;br /&gt;
Este objeto arquitetónico é referido na obra &#039;&#039;O Mosteiro de S. Bento da Vitória: quatrocentos anos&#039;&#039; (MORENO, 1997), bastante completa e de carácter geral, que apresenta o contexto histórico e a descrição do mosteiro e igreja. Além disso, as obras &#039;&#039;S. Bento da Vitória, do Porto, à luz dos «Estados» de Tibães&#039;&#039; (SMITH, 1950?) e &#039;&#039;Inventário Artístico de Portugal Cidade do Porto&#039;&#039; (QUARESMA, 1995) complementam o estudo do património integrado e oferecem descrições da igreja. &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
As dissertações de mestrado &#039;&#039;Os Conventos do Porto. Descontinuidades, Transformação e Reutilização&#039;&#039; (PEREIRA, 2007) e &#039;&#039;Do Sagrado ao Profano a reutilização adaptativa nos mosteiros portugueses – Mosteiro de Santa Maria do Bouro, Mosteiro de São Bento da Vitória e Mosteiro de Santo Tirso&#039;&#039; (SOARES, 2021), foram proveitosas no que concerne ao período após a extinção das ordens religiosas, à requalificação e às adaptações que o espaço sofreu. A tese de doutoramento &#039;&#039;Diálogos imagéticos. Iconografia beneditina em Portugal e a sua conexão com as fontes impressas da Idade Moderna&#039;&#039; (PAULA, 2023) facilitou o estudo na leitura iconográfica do património integrado, principalmente do cadeiral do coro alto. Relativamente ao cadeiral, a obra &#039;&#039;Cadeirais de Portugal&#039;&#039; (SMITH, 1968) e o artigo &#039;&#039;Hagiografia e iconografia beneditinas: Os “Diálogos” do papa S. Gregório Magno&#039;&#039; (DIAS, 2020) foram essenciais, tanto para a descrição formal como para a leitura iconográfica. Ainda no património integrado, o livro &#039;&#039;Obras de talha dourada, ensamblagem, e pintura na cidade e diocese do Porto&#039;&#039; (BRANDÃO, 1984) garantiu informações sobre autoria, datações e contratos.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Quanto ao estudo do claustro nobre do mosteiro, a tese de mestrado &#039;&#039;Claustros Serlianos em Portugal 1558 –163&#039;&#039; (SILVA, 2012) foi essencial para a descrição e compreensão do mesmo. Por fim, para conhecer o arquiteto responsável da traça inicial deste Mosteiro, a leitura da tese de doutoramento &#039;&#039;«O Eupalinos Moderno» Teoria e Prática da Arquitectura Religiosa em Portugal 1550-1640&#039;&#039; (RUÃO, 2006) e a consulta do &#039;&#039;Diccionario historico e documental dos architectos, engenheiros e constructores portuguezes ou a serviço de Portugal&#039;&#039; (VITERBO, 1899) revelaram-se fulcrais, pois apresentam alguns dados biográficos do responsável pelo projeto do edifício.&lt;br /&gt;
== Enquadramento ==&lt;br /&gt;
O Mosteiro de São Bento da Vitória situa-se no morro da freguesia da Vitória, junto à porta do Olival, dentro de muralhas, sem grande espaço para horta e cerca. Ocupa todo o interior do quarteirão entre a rua das Taipas, travessa das Taipas, rua de S. Bento da Vitória e travessa de S. Bento,  paralelo a norte com o edifício da antiga cadeia da Relação, atual Centro Português de Fotografia. Têm então um enquadramento urbano, erguendo-se em pleno centro histórico.&amp;lt;small&amp;gt;&amp;lt;sup&amp;gt;[4]&amp;lt;/sup&amp;gt;&amp;lt;/small&amp;gt; O facto de estar inserido num quarteirão sem cerca preservou o seu perímetro e a sua configuração exterior até hoje.&amp;lt;small&amp;gt;&amp;lt;sup&amp;gt;[5]&amp;lt;/sup&amp;gt;&amp;lt;/small&amp;gt; A fachada monumental da sua igreja está situada no ponto mais alto do conjunto, abrindo-se para uma rua estreita que dificulta uma leitura frontal, exceto através da observação em pontos altos da cidade, como por exemplo, no Terreiro da Sé, já que a fachada se volta na sua direção. O mosteiro tem uma área total de implantação de cerca de 4.000 m2, desenvolvendo-se ao redor de dois claustros. O próprio edifício faz a transição para o espaço exterior e a entrada principal fazia-se pela portaria que se encontrava ao lado da igreja na galilé na rua de S. Bento da Vitória. O acesso ao conjunto monástico faz-se hoje tanto através da rua das Taipas, onde atualmente se situa o Arquivo Distrital do Porto, como pela rua de S. Bento da Vitória, onde se localiza a fachada da igreja e faz-se o acesso ao mosteiro, agora pertencente ao Teatro Nacional de São João.&amp;lt;small&amp;gt;&amp;lt;sup&amp;gt;[6]&amp;lt;/sup&amp;gt;&amp;lt;/small&amp;gt; Nesta mesma rua, a sul, localiza-se a Igreja Paroquial de Nossa Senhora da Vitória, na confluência com a Rua da Bataria da Vitória. A sul, também se encontra o Miradouro da Vitória, onde os visitantes podem desfrutar de vistas sobre o casario da Vitória, o Rio Douro, a Sé Catedral, o Paço Episcopal, a Ponte Luís I e a zona beira-rio de Gaia.&amp;lt;small&amp;gt;&amp;lt;sup&amp;gt;[7]&amp;lt;/sup&amp;gt;&amp;lt;/small&amp;gt;&lt;br /&gt;
== Descrição ==&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
=== Objeto arquitetónico ===&lt;br /&gt;
A igreja de São Bento da Vitória é orientada a poente, não seguindo a orientação canónica das igrejas medievais. Isto acontece devido às condicionantes do terreno e à muralha medieval a este.&amp;lt;small&amp;gt;&amp;lt;sup&amp;gt;[8]&amp;lt;/sup&amp;gt;&amp;lt;/small&amp;gt; A igreja é de planta cruciforme, longitudinal, de nave única, precedida por uma galilé e transepto saliente. A fachada, toda de cantaria de granito, divide-se em três registos delimitados por cornijas salientes e vários corpos ritmados por pilastras. No primeiro registo, abrem-se cinco vãos para a rua de arco de volta perfeita, todos com gradeamentos de ferro, sendo o central mais alto do que os restantes que ostenta o brasão de armas da Ordem de São Bento e os outros quatro emblemas religiosos. No segundo registo, duas janelas com frontão curvo, flanqueando três nichos, os laterais com frontões triangulares e o central com frontão circular, com sobrecéu em forma de concha e imagens de barro pintado de Santa Escolástica, São Bento e Santa Gertrudes Magna. O terceiro registo, mais estreito e com remate lateral curvo é rasgado por uma janela termal interrompida por pilastras, que permite uma ampla iluminação no coro-alto da igreja. A rematar a fachada, sobre uma cornija, um último registo com frontão circular e um nicho que alberga a imagem de Nossa Senhora da Vitória, em homenagem à freguesia na qual se ergueu esta igreja e mosteiro. As duas torres quadrangulares, em cantaria com duplas pilastras nos cunhais e cobertas com cúpula bolbosas, foram integradas no corpo da igreja por cima das primeiras capelas laterais, depois da galilé.&amp;lt;small&amp;gt;[&amp;lt;sup&amp;gt;9]&amp;lt;/sup&amp;gt;&amp;lt;/small&amp;gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
A cobertura do corpo da igreja é de abóbada de berço em caixotões de granito bem lavrado, que se estende a todo o comprimento sendo intercetada pela abóbada do transepto e cruzeiro.&amp;lt;small&amp;gt;&amp;lt;sup&amp;gt;[10]&amp;lt;/sup&amp;gt;&amp;lt;/small&amp;gt; A nave tem seis capelas colaterais intercomunicantes entre si, de arco pleno e cobertura em abóbada de berço em caixotões, com retábulos de talha. Sobre quatro dessas capelas abrem-se janelas gémeas, quatro de cada lado, com varandas de ferro fundido douradas e sanefas de talha. Sobre o arco das restantes, junto ao coro-alto, estão os órgãos de tubos em talha, suportados por atlantes.&amp;lt;small&amp;gt;&amp;lt;sup&amp;gt;[11]&amp;lt;/sup&amp;gt;&amp;lt;/small&amp;gt; Apenas o órgão do lado da Epístola é verdadeiro, concebido e construído pelo irmão donato beneditino Fr. Manuel de S. Bento.&amp;lt;small&amp;gt;&amp;lt;sup&amp;gt;[12]&amp;lt;/sup&amp;gt;&amp;lt;/small&amp;gt; Junto ao transepto, nas extremidades da nave, estão os púlpitos.&amp;lt;small&amp;gt;&amp;lt;sup&amp;gt;[13]&amp;lt;/sup&amp;gt;&amp;lt;/small&amp;gt; Estes púlpitos erguem-se sobre peanhas ou mísulas de pedra, com grades torneadas de pau preto e são rematados por dois dóceis com imagens de Gabriel Rodrigues executadas em 1722.&amp;lt;sup&amp;gt;&amp;lt;small&amp;gt;[14]&amp;lt;/small&amp;gt;&amp;lt;/sup&amp;gt; O transepto também é coberto por abóbada de canhão em caixotões e o cruzeiro reveste-se por uma abóbada nervurada. Os braços do transepto têm no topo retábulos em talha, sendo ladeados por portas e janelas, coroadas por sanefas de talha e rematados por uma janela termal.&amp;lt;small&amp;gt;&amp;lt;sup&amp;gt;[15]&amp;lt;/sup&amp;gt;&amp;lt;/small&amp;gt; A flanquear o arco triunfal capelas com retábulos em talha encimados por janelas retangulares com sanefas. O arco-triunfal é coroado por uma grandiosa sanefa, em cujo centro se destaca o escudo da Congregação Beneditina Portuguesa. A capela-mor, retangular e profunda, seguindo a cobertura da nave, é rasgada em cada lado por três janelões com sanefas em talha que encimam o cadeiral e abriga um amplo retábulo de talha em forma de arco de triunfo, enquadrado por duas arquivoltas concêntricas e colunas torsas ou salomónicas que se abre para dar lugar ao trono do Santíssimo Sacramento, escalonado.&amp;lt;small&amp;gt;&amp;lt;sup&amp;gt;[16]&amp;lt;/sup&amp;gt;&amp;lt;/small&amp;gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
A sul da igreja de São Bento da Vitória, levanta-se o vasto bloco conventual, ocupando um espaço retangular entre as ruas paralelas de S. Bento da Vitória a este, das Taipas a oeste e a estreita Travessa das Taipas a sul.&amp;lt;small&amp;gt;&amp;lt;sup&amp;gt;[17]&amp;lt;/sup&amp;gt;&amp;lt;/small&amp;gt; A norte, levanta-se a monumental igreja.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
O mosteiro de São Bento da Vitória é um conjunto arquitetónico monástico, onde cada parte tem a sua função específica. Reparte-se por dois grupos de corpos ao redor de dois espaços abertos, chamados claustros, separados por um corpo intermédio. A sua construção passou por três fases até chegar ao acabamento total, sendo edificado pouco a pouco, ao longo de mais de dois séculos: a primeira fase corresponde à edificação da ala nascente, parte da ala sul e claustro, ainda que tenha sido concluído mais tarde (1596-1630); a segunda, por sua vez, à igreja nova e anexos (1680-1708); e a terceira, por fim, aos dormitórios novos, ala poente e claustro dos carros (1741-1780).&amp;lt;small&amp;gt;&amp;lt;sup&amp;gt;[18]&amp;lt;/sup&amp;gt;&amp;lt;/small&amp;gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
O edifício conventual, de alvenaria rebocada, apresenta pilastras nos cunhais, coroadas por pináculos. Composto por quatro pisos, a sua fachada é regularmente marcada por janelas, tendo os dois pisos superiores bandeiras.&amp;lt;small&amp;gt;&amp;lt;sup&amp;gt;[19]&amp;lt;/sup&amp;gt;&amp;lt;/small&amp;gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
O claustro nobre, do silêncio ou do cemitério, de planta quadrangular, todo em cantaria, “articula em cada ala três arcos de volta perfeita delimitados por duplas pilastras que incorporam no espaço interpilastral dois pequenos vãos, um portal retangular e um falso janelão superior.” (SILVA, 2012: 158). As almofadas do intradorso dos arcos são decoradas com motivos de “ponta-de-diamante” e ovais. Um entablamento liso separa o primeiro piso do segundo, onde se abrem janelas retangulares de varandins com balaustrada de cantaria e rematadas por frontões triangulares e curvo, ao centro. As abóbadas dos corredores do claustro são de arestas com chave central de florão.&amp;lt;small&amp;gt;&amp;lt;sup&amp;gt;[20]&amp;lt;/sup&amp;gt;&amp;lt;/small&amp;gt; O espaço aberto do claustro era ornamentado por um jardim de canteiros, tendo ao centro um imponente chafariz datado de 1777-80 com o brutesco de Hércules e da hidra (1783), obra que há muito se perdeu.&amp;lt;small&amp;gt;&amp;lt;sup&amp;gt;[21]&amp;lt;/sup&amp;gt;&amp;lt;/small&amp;gt; Em 2001, o claustro foi coberto por uma concha acústica, uma estrutura em aço assente em quatro pilares e o foi-lhe colocado um soalho de madeira. O espaço é utilizado atualmente para a realização de espetáculos teatrais, concertos e eventos especiais, além de receber iniciativas externas de natureza diversa. &amp;lt;small&amp;gt;&amp;lt;sup&amp;gt;[22]&amp;lt;/sup&amp;gt;&amp;lt;/small&amp;gt; Nuno da Silva, na sua Dissertação de Mestrado Integrado em Arquitetura, classifica este claustro como serliano, um grupo de claustros clássicos portugueses. O autor indica que estes modelos estão visivelmente enraizados à arquitetura palladiana e veneziana e são caracterizados pelos vãos arqueados que se intercalam com os vãos retangulares. Isto resulta numa nova forma de vão e de sustento da abóbada. Esta tipologia foi primeiramente adotada no claustro do Convento de Cristo em Tomar e pode ser encontrada em outras arquiteturas posteriores. Como ainda, data este claustro de 1608 e indica que é dado como concluído no início da segunda metade do século XVII, como afirma Frei Leão de S. Tomás em 1651 “a claustra no que toca a obra de pedra está acabada, mas do mais não está ainda perfeita.”&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
O segundo claustro, denomina-se de “claustro dos carros”, nome atribuído devido à sua função de receber os carros responsáveis pelo abastecimento do conjunto monástico. É um pátio com três lanços de arcos sobre pilastras maciças. Foi construído na altura das obras de ampliação do mosteiro, no tempo do abade Frei Manuel de S. Tomás (1740-1743). Os cronistas da época dedicaram-se a descrever detalhadamente esta construção, que foi ampliada com os dormitórios localizados na ala oeste, ao longo da rua das Taipas, durante as obras realizadas entre 1777 e 1780.&amp;lt;small&amp;gt;&amp;lt;sup&amp;gt;[23]&amp;lt;/sup&amp;gt;&amp;lt;/small&amp;gt; Trata-se de uma obra simples, típica de um claustro destinado aos serviços monásticos e não apresenta nenhum elemento ornamental que a enriqueça.&amp;lt;small&amp;gt;&amp;lt;sup&amp;gt;[24]&amp;lt;/sup&amp;gt;&amp;lt;/small&amp;gt; Este claustro, composto por três pisos separados por frisos, apresenta apenas duas alas formadas por arcos plenos sustentados por pilares, enquanto os pisos superiores possuem janelas do tipo guilhotina.&amp;lt;small&amp;gt;&amp;lt;sup&amp;gt;[25]&amp;lt;/sup&amp;gt;&amp;lt;/small&amp;gt; A fachada da cela dos beneditinos apresenta quatro vãos gradeados, não integrais, e ornamentados ao centro com o brasão de armas da Congregação Beneditina, à semelhança dos vãos da galilé.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
O Mosteiro foi a parte mais afetada de São Bento da Vitória, tendo sofrido pela passagem dos séculos. Perderam-se todos os azulejos descritos nos registos dos «Estados», bem como toda a talha e pinturas. Sob o uso militar quase constante a partir das invasões francesas de 1808, as suas amplas salas, bibliotecas e arquivo foram gradualmente devastados. Além disso, uma grande parte do edifício permaneceu virtualmente abandonada, chegando a ameaçar ruína.&amp;lt;small&amp;gt;&amp;lt;sup&amp;gt;[26]&amp;lt;/sup&amp;gt;&amp;lt;/small&amp;gt; Este mosteiro, ao longo da sua história, serviu como aquartelamento às tropas napoleónicas, hospital militar e, posteriormente, a outras funções militares após a extinção das ordens religiosas em 1834.&amp;lt;small&amp;gt;&amp;lt;sup&amp;gt;[27]&amp;lt;/sup&amp;gt;&amp;lt;/small&amp;gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
A partir de 1984, o edifício passou por um processo de restauração orientado pelo Instituto Português do Património Arquitetónico (IPPAR). Estas intervenções possibilitaram a adaptação de diferentes espaços a novos usos. O claustro nobre e as suas adjacências passaram a abrigar a sede da Orquestra Clássica do Porto. Na igreja, ala norte e no terceiro andar da ala poente, foi instalada a Cela dos Padres Beneditinos. Já o espaço que inclui o claustro dos carros e a ala transversal, passou a acolher o Arquivo Distrital do Porto. O espaço do mosteiro foi, assim, dividido e ocupado por estas três entidades, sofrendo as devidas adaptações necessárias para atender às suas necessidades específicas. Contudo, essas intervenções foram concretizadas com cuidado, preservando a traça original e diversos elementos de importância arquitetónica.&amp;lt;small&amp;gt;&amp;lt;sup&amp;gt;[28]&amp;lt;/sup&amp;gt;&amp;lt;/small&amp;gt; Em 2007, o Estado atribui ao Teatro Nacional de São João (TNSJ) uma parte significativa do mosteiro, abrangendo a ala nascente, parte da ala sul e o Claustro Nobre.&amp;lt;small&amp;gt;&amp;lt;sup&amp;gt;[29]&amp;lt;/sup&amp;gt;&amp;lt;/small&amp;gt; Outros espaços do edifício foram também adaptados para atender às novas funções do TNSJ. A antiga biblioteca, localizada no piso superior, foi transformada numa sala de apresentações teatrais. Por sua vez, as galerias que rodeiam o claustro, também no piso superior, foram destinadas à exposição de objetos cenográficos e peças de figurino utilizados nos espetáculos.&amp;lt;small&amp;gt;&amp;lt;sup&amp;gt;[30]&amp;lt;/sup&amp;gt;&amp;lt;/small&amp;gt;&lt;br /&gt;
=== Património integrado ===&lt;br /&gt;
A seguinte tabela apresenta algumas obras que se inserem no património integrado da igreja de São Bento da Vitória e foi elaborada tendo como base os livros &#039;&#039;Obras de talha dourada, ensamblagem, e pintura na cidade e diocese do Porto&#039;&#039; (Brandão 1984), &#039;&#039;O Mosteiro de S. Bento da Vitória: quatrocentos anos&#039;&#039; (Moreno 1997) e &#039;&#039;S. Bento da Vitória, do Porto, à luz dos «Estados» de Tibães&#039;&#039; (Smith 1950?).&lt;br /&gt;
{| class=&amp;quot;wikitable&amp;quot;&lt;br /&gt;
|&#039;&#039;&#039;Identificação&#039;&#039;&#039;&lt;br /&gt;
|&#039;&#039;&#039;Datação&#039;&#039;&#039;&lt;br /&gt;
|&#039;&#039;&#039;Autoria&#039;&#039;&#039;&lt;br /&gt;
|-&lt;br /&gt;
|Coro alto e outras obras de ensamblagem e de talha (estante, púlpitos, grades e  portas)&lt;br /&gt;
|Contrato  de setembro de 1704. Não executado. O prazo seria até dia 29 de setembro de 1705&lt;br /&gt;
|António  de Azevedo Fernandes, mestre ensamblador e Domingos Nunes, entalhador&lt;br /&gt;
|-&lt;br /&gt;
|Cadeirado do coro, portas do coro e grades das seis capelas e cruzeiro&lt;br /&gt;
|Contrato  de maio de 1718. As cadeiras e as portas do coro deveriam estar prontas até ao dia 15 de outubro  de 1718 e as grades até ao fim de março de 1719&lt;br /&gt;
|Manuel  Vieira e António Cardoso, mestres ensambladores&lt;br /&gt;
|-&lt;br /&gt;
|Varanda e talha dos órgãos (verdadeiro e mudo)&lt;br /&gt;
|Triénio de 1716-19&lt;br /&gt;
|Gabriel  Rodrigues, entalhador bracarense&lt;br /&gt;
|-&lt;br /&gt;
|Retábulo da capela-mor&lt;br /&gt;
|Triénio de 1716-19 e dourado entre 1722-25&lt;br /&gt;
|Talvez  por Gabriel Rodrigues, entalhador de Landim, Famalicão&lt;br /&gt;
|-&lt;br /&gt;
|Cadeiral do coro alto&lt;br /&gt;
|Triénio de 1716-1719&lt;br /&gt;
|Marceliano  de Araújo&lt;br /&gt;
|-&lt;br /&gt;
|Órgão de tubos&lt;br /&gt;
|Antes de 1719. Em finais de abril desse ano já estava em fase adiantada de  construção&lt;br /&gt;
|Fr.  Manuel de S. Bento, irmão donato beneditino&lt;br /&gt;
|-&lt;br /&gt;
|Estátuas dos púlpitos&lt;br /&gt;
|1722&lt;br /&gt;
|Gabriel  Rodrigues&lt;br /&gt;
|-&lt;br /&gt;
|Dois frontais de talha para os altares colaterais de Santa Escolástica e Santa Gertrudes e douramento do retábulo-mor&lt;br /&gt;
|Triénio de 1722-25&lt;br /&gt;
|Os  frontais de talha dourada para os altares colaterais foram oferecidos por um  devoto.&lt;br /&gt;
|-&lt;br /&gt;
|Retábulos dos topos do transepto&lt;br /&gt;
|Triénio de 1755-58&lt;br /&gt;
|José  da Fonseca Lima e José Martins Tinoco&lt;br /&gt;
|}&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
=== Objeto ou conjunto em destaque - O cadeiral do coro alto ===&lt;br /&gt;
O coro alto, sobre a galilé, era destinado à recitação das horas canónicas da liturgia monástica. O cadeiral, foi encomendado em 1704 e executado por Marceliano de Araújo entre 1716 e 1719, em madeira de jacarandá proveniente de 30 toros trazidos diretamente do Brasil em 1716. Ao centro destaca-se a cadeira abacial, rodeada por 50 estalas dispostas em forma de U, todas com as “misericórdias” cuidadosamente trabalhadas. O lambrim exibe 32 painéis em talha policromada e dourada em 1759, ilustrando cenas da vida de São Bento conforme os “Diálogos” de São Gregório Magno.&amp;lt;small&amp;gt;&amp;lt;sup&amp;gt;[31]&amp;lt;/sup&amp;gt;&amp;lt;/small&amp;gt; Nas superfícies irregulares das dramáticas caras destas figuras, refletem-se os mesmos maneirismos das imagens dos dosséis dos púlpitos, entalhadas por Gabriel Rodrigues em 1722. Vê-se, portanto, que o espaldar do cadeiral de São Bento da Vitória resulta da colaboração entre Gabriel Rodrigues, de Landim, e Marceliano de Araújo, de Braga, seguindo a traça de um autor ainda desconhecido. O cadeiral apresenta uma série de volutas adornadas com folhagens, de onde surgem golfinhos na fila inferior e meios-corpos femininos na superior, introduzindo um motivo inovador nos cadeirais do século XVIII. Embora influenciado pelas cadeiras de Tibães, distingue-se pelos seus perfis laterais e pelas garras de leão que alternam com as volutas nos pés das cadeiras, características de uma nova época.&amp;lt;small&amp;gt;&amp;lt;sup&amp;gt;[32]&amp;lt;/sup&amp;gt;&amp;lt;/small&amp;gt; O destaque deste cadeiral, considerado o mais notável do reino, é o imponente espaldar entalhado, dourado e estufado em 1759 por Manuel Homem Soares. Este, como foi dito anteriormente, é composto por 32 painéis em relevo, principalmente dedicados à vida de São Bento, com dois da história de Santa Escolástica, dispostos em duas filas como quadros em molduras ricamente talhadas. Esta organização remete ao sistema utilizado nas ilhargas da capela de Santa Gertrudes da igreja beneditina de São Martinho de Tibães, possivelmente do mesmo escultor, entre o triénio de 1710 e 1713.  Em ambos os monumentos, as figuras dos painéis destacam-se pela sua vivacidade, enriquecidas por uma abundância de detalhes de mobiliário e arquitetura.&amp;lt;small&amp;gt;&amp;lt;sup&amp;gt;[33]&amp;lt;/sup&amp;gt;&amp;lt;/small&amp;gt; Os painéis estão organizados em duas sequências horizontais: a inferior, com molduras retangulares e, a superior, predominantemente octogonais, exceto por dois painéis nas paredes do lado do Evangelho e da Epístola. A narrativa inicia-se na parte inferior do lado da Epístola, prosseguindo até ao lado do Evangelho, e recomeça na parte superior com os painéis octogonais, estendendo-se pelas três paredes do coro alto.&amp;lt;small&amp;gt;&amp;lt;sup&amp;gt;[34]&amp;lt;/sup&amp;gt;&amp;lt;/small&amp;gt; Os relevos de São Bento da Vitória seguem uma narrativa linear e lógica, semelhante ao II livro dos Diálogos. A primeira cena, amplamente retratada em Portugal, representa o nascimento de São Bento e de Santa Escolástica. A comparação destes relevos com os livros de emblemas usados na iconografia beneditina em Portugal, revela claras semelhanças entre a obra e a matriz, tanto nos espaços como nas personagens, e pode indicar que Marcelino de Araújo teve contacto com essas obras ou outras baseadas nelas.&amp;lt;small&amp;gt;&amp;lt;sup&amp;gt;[35]&amp;lt;/sup&amp;gt;&amp;lt;/small&amp;gt; Além dos 32 painéis principais, existem mais 4 dourados, mas não policromados, que representam santos beneditinos em trajes pontificais, o que totaliza o número de 36 painéis. Os dois quadros centrais não são alusivos à vida de São Bento nem possuem numeração. O painel central sobre a cadeira abacial, sem número, apresenta São Bento a entregar Regra a monges e monjas. O santo com vestes prelatícias é ladeado por anjos e o listel exibe a inscrição “&#039;&#039;De cello offertur tibi non alteri&#039;&#039;”.&amp;lt;small&amp;gt;&amp;lt;sup&amp;gt;[36]&amp;lt;/sup&amp;gt;&amp;lt;/small&amp;gt; O painel superior, retrata a figura de São Bento de pé, em posição hierática com vestes prelatícias, flanqueado por dois anjos que lhe entregam a mitra e o báculo.&amp;lt;small&amp;gt;&amp;lt;sup&amp;gt;[37]&amp;lt;/sup&amp;gt;&amp;lt;/small&amp;gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
== O arquiteto Diogo Marques Lucas ==&lt;br /&gt;
Diogo Marques Lucas em setembro de 1594 foi nomeado para um dos três lugares de aprendiz de arquitetura, a qual aprenderia com Filippe Terzo.&amp;lt;small&amp;gt;&amp;lt;sup&amp;gt;[38]&amp;lt;/sup&amp;gt;&amp;lt;/small&amp;gt; Assim, Diogo Marques foi um dos primeiros arquitetos a receber uma formação privilegiada, que incluía lições teóricas no campo da geometria, assim como estudos de arquitetura com o arquiteto-mor Felipe Terzi. Após o falecimento do arquiteto italiano, Diogo Marques continuou a complementar o seu estudo teórico com Nicolau de Frias até 1610, permanecendo com o cargo de “aprendiz” de arquitetura até 1616, altura em que foi substituído por Mateus Couto. Durante os inícios do novo século, aprendeu, auxiliou e colaborou nas principais obras régias, como também forneceu traças da sua própria autoria.&amp;lt;small&amp;gt;&amp;lt;sup&amp;gt;[39]&amp;lt;/sup&amp;gt;&amp;lt;/small&amp;gt; A sua substituição na «aula» de arquitetura coincidiu com a sua ascensão profissional e nomeação como mestre de obras do Convento de Cristo, em Tomar, após a renúncia de Pero Fernandes de Torres no ano anterior. Com um salário anual de 80.000 reais, manteve o cargo até à sua morte, sendo sucedido por Pero Vaz Pereira em 1641. Em janeiro de 1614, Diogo Marques foi proposto para ocupar o cargo de «mestre de obras» das Ordens Militares, juntamente com Pedro Nunes Tinoco e Mateus do Couto, após a morte do arquiteto Baltasar Álvares. No entanto, a nomeação recaiu em Mateus do Couto cinco anos depois. Em 1640, era já falecido, conforme mencionado numa breve missiva do prior do Convento de Cristo de Tomar.&amp;lt;small&amp;gt;&amp;lt;sup&amp;gt;[40]&amp;lt;/sup&amp;gt;&amp;lt;/small&amp;gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
== Imagens e Iconografia do Objeto ==&lt;br /&gt;
=== Objeto arquitetónico ===&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
=== Património integrado ===&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
=== Objeto ou conjunto em destaque ===&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
== Fontes e Bibliografia ==&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
=== Fontes ===&lt;br /&gt;
&amp;lt;small&amp;gt;[1] SOARES, Renan Marinho de Morais, 2021&#039;&#039;. Do Sagrado ao Profano a reutilização adaptativa nos mosteiros portugueses – Mosteiro de Santa Maria do Bouro, Mosteiro de São Bento da Vitória e Mosteiro de Santo Tirso.&#039;&#039; Dissertação de Mestrado, Faculdade de Letras da Universidade do Porto, 126-127.&amp;lt;/small&amp;gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&amp;lt;small&amp;gt;[2] MORENO, Humberto Carlos Baquero, dir., 1997. &#039;&#039;O Mosteiro de S. Bento da Vitória: quatrocentos anos.&#039;&#039; Porto: Edições Afrontamento, 47.&amp;lt;/small&amp;gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&amp;lt;small&amp;gt;[3] QUARESMA, Maria Clementina de Carvalho,1995. &#039;&#039;Inventário Artístico de Portugal Cidade do Porto&#039;&#039;. Lisboa: Academia Nacional das Belas-Artes, 192.&amp;lt;/small&amp;gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&amp;lt;small&amp;gt;[4] PEREIRA, Ana Cristina da Cunha, 2007. &#039;&#039;Os Conventos do Porto. Descontinuidades, Transformação e Reutilização&#039;&#039;. Dissertação de Mestrado, Faculdade de Arquitetura da Universidade do Porto, 239.&amp;lt;/small&amp;gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&amp;lt;small&amp;gt;[5] SOARES, Renan Marinho de Morais, 2021&#039;&#039;. Do Sagrado ao Profano a reutilização adaptativa nos mosteiros portugueses – Mosteiro de Santa Maria do Bouro, Mosteiro de São Bento da Vitória e Mosteiro de Santo Tirso.&#039;&#039; Dissertação de Mestrado, Faculdade de Letras da Universidade do Porto, 134.&amp;lt;/small&amp;gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&amp;lt;small&amp;gt;[6] PEREIRA, Ana Cristina da Cunha, 2007. &#039;&#039;Os Conventos do Porto. Descontinuidades, Transformação e Reutilização&#039;&#039;. Dissertação de Mestrado, Faculdade de Arquitetura da Universidade do Porto, 240.&amp;lt;/small&amp;gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&amp;lt;small&amp;gt;[7] Agenda Cultural do Porto, 2023. &#039;&#039;Miradouro da Vitória – Porto.&#039;&#039; [consult. 2024-11-22]. Disponível em &amp;lt;nowiki&amp;gt;https://agendaculturalporto.org/miradouro-da-vitoria-porto/&amp;lt;/nowiki&amp;gt;&amp;lt;/small&amp;gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&amp;lt;small&amp;gt;[8] PEREIRA, Ana Cristina da Cunha, 2007. &#039;&#039;Os Conventos do Porto. Descontinuidades, Transformação e Reutilização&#039;&#039;. Dissertação de Mestrado, Faculdade de Arquitetura da Universidade do Porto, 241.&amp;lt;/small&amp;gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&amp;lt;small&amp;gt;[9] FILIPE, Ana, 2012. &#039;&#039;Convento de São Bento da Vitória.&#039;&#039; SIPA [Sistema de Informação para o Património Arquitetónico] [consult. 2024-11-14] Disponível em: &amp;lt;nowiki&amp;gt;http://www.monumentos.gov.pt/Site/APP_PagesUser/SIPA.aspx?id=5556&amp;lt;/nowiki&amp;gt;&amp;lt;/small&amp;gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&amp;lt;small&amp;gt;[10] MORENO, Humberto Carlos Baquero, dir., 1997. &#039;&#039;O Mosteiro de S. Bento da Vitória: quatrocentos anos.&#039;&#039; Porto: Edições Afrontamento, 56.&amp;lt;/small&amp;gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&amp;lt;small&amp;gt;[11] QUARESMA, Maria Clementina de Carvalho,1995. &#039;&#039;Inventário Artístico de Portugal Cidade do Porto&#039;&#039;. Lisboa: Academia Nacional das Belas-Artes, 192-193.&amp;lt;/small&amp;gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&amp;lt;small&amp;gt;[12] MORENO, Humberto Carlos Baquero, dir., 1997. &#039;&#039;O Mosteiro de S. Bento da Vitória: quatrocentos anos.&#039;&#039; Porto: Edições Afrontamento, 63.&amp;lt;/small&amp;gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&amp;lt;small&amp;gt;[13] QUARESMA, Maria Clementina de Carvalho,1995. &#039;&#039;Inventário Artístico de Portugal Cidade do Porto&#039;&#039;. Lisboa: Academia Nacional das Belas-Artes, 193.&amp;lt;/small&amp;gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&amp;lt;small&amp;gt;[14] MORENO, Humberto Carlos Baquero, dir., 1997. &#039;&#039;O Mosteiro de S. Bento da Vitória: quatrocentos anos.&#039;&#039; Porto: Edições Afrontamento, 61.&amp;lt;/small&amp;gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&amp;lt;small&amp;gt;[15] FILIPE, Ana, 2012. &#039;&#039;Convento de São Bento da Vitória.&#039;&#039; SIPA [Sistema de Informação para o Património Arquitetónico] [consult. 2024-11-14] Disponível em: &amp;lt;nowiki&amp;gt;http://www.monumentos.gov.pt/Site/APP_PagesUser/SIPA.aspx?id=5556&amp;lt;/nowiki&amp;gt;&amp;lt;/small&amp;gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&amp;lt;small&amp;gt;[16] MORENO, Humberto Carlos Baquero, dir., 1997. &#039;&#039;O Mosteiro de S. Bento da Vitória: quatrocentos anos.&#039;&#039; Porto: Edições Afrontamento, 56-57.&amp;lt;/small&amp;gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&amp;lt;small&amp;gt;[17] SMITH, Robert C, 1950?. &#039;&#039;S. Bento da Vitória, do Porto, à luz dos «Estados» de Tibães&#039;&#039;. Porto: Livraria Fernando Machado, 44.&amp;lt;/small&amp;gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&amp;lt;small&amp;gt;[18] MORENO, Humberto Carlos Baquero, dir., 1997. &#039;&#039;O Mosteiro de S. Bento da Vitória: quatrocentos anos.&#039;&#039; Porto: Edições Afrontamento, 45-46.&amp;lt;/small&amp;gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&amp;lt;small&amp;gt;[19] FILIPE, Ana, 2012. &#039;&#039;Convento de São Bento da Vitória.&#039;&#039; SIPA [Sistema de Informação para o Património Arquitetónico] [consult. 2024-11-14] Disponível em: &amp;lt;nowiki&amp;gt;http://www.monumentos.gov.pt/Site/APP_PagesUser/SIPA.aspx?id=5556&amp;lt;/nowiki&amp;gt;&amp;lt;/small&amp;gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&amp;lt;small&amp;gt;[20] SILVA, Nuno Miguel Maia da, 2012. &#039;&#039;Claustros Serlianos em Portugal 1558 –163.&#039;&#039; Dissertação de Mestrado, Faculdade de Ciências e Tecnologia da Universidade de Coimbra, 158.&amp;lt;/small&amp;gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&amp;lt;small&amp;gt;[21] MORENO, Humberto Carlos Baquero, dir., 1997. &#039;&#039;O Mosteiro de S. Bento da Vitória: quatrocentos anos.&#039;&#039; Porto: Edições Afrontamento, 66.&amp;lt;/small&amp;gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&amp;lt;small&amp;gt;[22] TNSJ [Teatro Nacional de São João], s.d. &#039;&#039;Mosteiro de São Bento da Vitória, Edifícios&#039;&#039;. [consult. 2024-11-16] Disponível em &amp;lt;nowiki&amp;gt;https://www.tnsj.pt/pt/edificios/mosteiro-de-sao-bento-da-vitoria&amp;lt;/nowiki&amp;gt;&amp;lt;/small&amp;gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&amp;lt;small&amp;gt;[23] MORENO, Humberto Carlos Baquero, dir., 1997. &#039;&#039;O Mosteiro de S. Bento da Vitória: quatrocentos anos.&#039;&#039; Porto: Edições Afrontamento, 75.&amp;lt;/small&amp;gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&amp;lt;small&amp;gt;[24] QUARESMA, Maria Clementina de Carvalho,1995. &#039;&#039;Inventário Artístico de Portugal Cidade do Porto&#039;&#039;. Lisboa: Academia Nacional das Belas-Artes, 195.&amp;lt;/small&amp;gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&amp;lt;small&amp;gt;[25] FILIPE, Ana, 2012. &#039;&#039;Convento de São Bento da Vitória.&#039;&#039; SIPA [Sistema de Informação para o Património Arquitetónico] [consult. 2024-11-14] Disponível em: &amp;lt;nowiki&amp;gt;http://www.monumentos.gov.pt/Site/APP_PagesUser/SIPA.aspx?id=5556&amp;lt;/nowiki&amp;gt;&amp;lt;/small&amp;gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&amp;lt;small&amp;gt;[26] SMITH, Robert C, 1950?. &#039;&#039;S. Bento da Vitória, do Porto, à luz dos «Estados» de Tibães&#039;&#039;. Porto: Livraria Fernando Machado, 44-45.&amp;lt;/small&amp;gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&amp;lt;small&amp;gt;[27] QUARESMA, Maria Clementina de Carvalho,1995. &#039;&#039;Inventário Artístico de Portugal Cidade do Porto&#039;&#039;. Lisboa: Academia Nacional das Belas-Artes, 195.&amp;lt;/small&amp;gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&amp;lt;small&amp;gt;[28] MORENO, Humberto Carlos Baquero, dir., 1997. &#039;&#039;O Mosteiro de S. Bento da Vitória: quatrocentos anos.&#039;&#039; Porto: Edições Afrontamento, 87.&amp;lt;/small&amp;gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&amp;lt;small&amp;gt;[29]  TNSJ [Teatro Nacional de São João], s.d. &#039;&#039;Mosteiro de São Bento da Vitória, Edifícios&#039;&#039;. [consult. 2024-11-16] Disponível em &amp;lt;nowiki&amp;gt;https://www.tnsj.pt/pt/edificios/mosteiro-de-sao-bento-da-vitoria&amp;lt;/nowiki&amp;gt;&amp;lt;/small&amp;gt; &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&amp;lt;small&amp;gt;[30] SOARES, Renan Marinho de Morais, 2021&#039;&#039;.&#039;&#039; &#039;&#039;Do Sagrado ao Profano a reutilização adaptativa nos mosteiros portugueses – Mosteiro de Santa Maria do Bouro, Mosteiro de São Bento da Vitória e Mosteiro de Santo Tirso&#039;&#039;. Dissertação de Mestrado, Faculdade de Letras da Universidade do Porto, 153.&amp;lt;/small&amp;gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&amp;lt;small&amp;gt;[31] MORENO, Humberto Carlos Baquero, dir., 1997. &#039;&#039;O Mosteiro de S. Bento da Vitória: quatrocentos anos.&#039;&#039; Porto: Edições Afrontamento, 61-62.&amp;lt;/small&amp;gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&amp;lt;small&amp;gt;[32] SMITH, Robert C, 1968. &#039;&#039;Cadeirais de Portugal&#039;&#039;. Lisboa: Livros Horizonte, 50-51.&amp;lt;/small&amp;gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&amp;lt;small&amp;gt;[33] SMITH, Robert C, 1968. &#039;&#039;Cadeirais de Portugal&#039;&#039;. Lisboa: Livros Horizonte, 51-52.&amp;lt;/small&amp;gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&amp;lt;small&amp;gt;[34] PAULA, Mara Raquel Rodrigues de, 2023. &#039;&#039;Diálogos imagéticos. Iconografia beneditina em Portugal e a sua conexão com as fontes impressas da Idade Moderna&#039;&#039;. Tese de Doutoramento, Faculdade de Letras da Universidade do Porto, 158-159.&amp;lt;/small&amp;gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&amp;lt;small&amp;gt;[35] PAULA, Mara Raquel Rodrigues de, 2023. &#039;&#039;Diálogos imagéticos. Iconografia beneditina em Portugal e a sua conexão com as fontes impressas da Idade Moderna&#039;&#039;. Tese de Doutoramento, Faculdade de Letras da Universidade do Porto, 162.&amp;lt;/small&amp;gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&amp;lt;small&amp;gt;[36] DIAS, Geraldo Coelho, 2020. &#039;&#039;Hagiografia e iconografia beneditinas: Os “Diálogos” do papa S. Gregório Magno&#039;&#039;. N.º 3 (1996): Via Spiritus: Revista de História da Espiritualidade e do Sentimento Religioso, 19-20.&amp;lt;/small&amp;gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&amp;lt;small&amp;gt;[37] DIAS, Geraldo Coelho, 2020. &#039;&#039;Hagiografia e iconografia beneditinas: Os “Diálogos” do papa S. Gregório Magno&#039;&#039;. N.º 3 (1996): Via Spiritus: Revista de História da Espiritualidade e do Sentimento Religioso, 22.&amp;lt;/small&amp;gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&amp;lt;small&amp;gt;[38] SOUSA VITERBO, Franscisco Marques de, 1899. &#039;&#039;Diccionario historico e documental dos architectos, engenheiros e constructores portuguezes ou a serviço de Portugal&#039;&#039;. Lisboa: Imprensa Nacional, p. 139.&amp;lt;/small&amp;gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&amp;lt;small&amp;gt;[39] RUÃO, Carlos, 2006. &#039;&#039;«O Eupalinos Moderno» Teoria e Prática da Arquitectura Religiosa em Portugal 1550-1640. Volume II, Da «Corte» à «Província»&#039;&#039;. Tese de Doutoramento, Faculdade de Letras da Universidade de Coimbra, 284.&amp;lt;/small&amp;gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&amp;lt;small&amp;gt;[40] RUÃO, Carlos, 2006. &#039;&#039;«O Eupalinos Moderno» Teoria e Prática da Arquitectura Religiosa em Portugal 1550-1640. Volume II, Da «Corte» à «Província»&#039;&#039;. Tese de Doutoramento, Faculdade de Letras da Universidade de Coimbra, 285.&amp;lt;/small&amp;gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
=== Bibliografia ===&lt;br /&gt;
BRANDÃO, Domingos de Pinho, 1984. &#039;&#039;Obras de talha dourada, ensamblagem, e pintura na cidade e diocese do Porto&#039;&#039;. Porto: Oficinas Gráficos Reunidos.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
DIAS, Geraldo Coelho, 2020. &#039;&#039;Hagiografia e iconografia beneditinas: Os “Diálogos” do papa S. Gregório Magno&#039;&#039;. N.º 3 (1996): Via Spiritus: Revista de História da Espiritualidade e do Sentimento Religioso. &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
DIAS, Geraldo José Amadeu Coelho, 1997. &#039;&#039;São Bento da Vitória: Quatrocentos Anos da Fundação do Mosteiro&#039;&#039;. O Tripeiro, 7.ª série, ano 16, n.º 6-7, jun./jul. 1997, p. 162-169. Porto: Associação Comercial do Porto. Disponível em: &amp;lt;nowiki&amp;gt;https://hdl.handle.net/10216/61351&amp;lt;/nowiki&amp;gt; &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
MORENO, Humberto Baquero, dir., 1997. &#039;&#039;O Mosteiro de S. Bento da Vitória: quatrocentos anos&#039;&#039;. Porto: Edições Afrontamento.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
PAULA, Mara Raquel Rodrigues de, 2023. &#039;&#039;Diálogos imagéticos. Iconografia beneditina em Portugal e a sua conexão com as fontes impressas da Idade Moderna&#039;&#039;. Tese de Doutoramento, Faculdade de Letras da Universidade do Porto. Disponível em: &amp;lt;nowiki&amp;gt;https://hdl.handle.net/10216/152548&amp;lt;/nowiki&amp;gt;. pp. 145-168&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
PEREIRA, Ana Cristina da Cunha, 2007. &#039;&#039;Os Conventos do Porto. Descontinuidades, Transformação e Reutilização&#039;&#039;. Dissertação de Mestrado, Faculdade de Arquitetura da Universidade do Porto. Disponível em: &amp;lt;nowiki&amp;gt;http://hdl.handle.net/10216/64322&amp;lt;/nowiki&amp;gt;. pp. 227-245&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
QUARESMA, Maria Clementina de Carvalho,1995. &#039;&#039;Inventário Artístico de Portugal Cidade do Porto&#039;&#039;. Lisboa: Academia Nacional das Belas-Artes. pp. 191-195&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
RUÃO, Carlos, 2006. &#039;&#039;«O Eupalinos Moderno» Teoria e Prática da Arquitectura Religiosa em Portugal 1550-1640. Volume II, Da «Corte» à «Província»&#039;&#039;. Tese de Doutoramento, Faculdade de Letras da Universidade de Coimbra. Disponível em: &amp;lt;nowiki&amp;gt;https://hdl.handle.net/10316/9600&amp;lt;/nowiki&amp;gt;. pp. 284-287&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
SILVA, Nuno Miguel Maia da, 2012. &#039;&#039;Claustros Serlianos em Portugal 1558 –163.&#039;&#039; Dissertação de Mestrado, Faculdade de Ciências e Tecnologia da Universidade de Coimbra. Disponível em: &amp;lt;nowiki&amp;gt;https://hdl.handle.net/10316/23318&amp;lt;/nowiki&amp;gt;. pp. 156-158&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
SMITH, Robert C., 1950?. &#039;&#039;S. Bento da Vitória, do Porto, à luz dos «Estados» de Tibães&#039;&#039;. Porto: Livraria Fernando Machado&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
SMITH, Robert C., 1968. &#039;&#039;Cadeirais de Portugal&#039;&#039;. Lisboa: Livros Horizonte. pp. 48-52&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
SOARES, Renan Marinho de Morais, 2021&#039;&#039;.&#039;&#039; &#039;&#039;Do Sagrado ao Profano a reutilização adaptativa nos mosteiros portugueses – Mosteiro de Santa Maria do Bouro, Mosteiro de São Bento da Vitória e Mosteiro de Santo Tirso&#039;&#039;. Dissertação de Mestrado, Faculdade de Letras da Universidade do Porto. Disponível em: &amp;lt;nowiki&amp;gt;https://hdl.handle.net/10216/139814&amp;lt;/nowiki&amp;gt;. pp. 123-156&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
SOUSA VITERBO, Franscisco Marques de, 1899. &#039;&#039;Diccionario historico e documental dos architectos, engenheiros e constructores portuguezes ou a serviço de Portugal&#039;&#039;. Volume 2. Lisboa: Imprensa Nacional&lt;/div&gt;</summary>
		<author><name>Danielafernandes01</name></author>
	</entry>
	<entry>
		<id>https://wikimedia.pt/PortoRenascentista/index.php?title=Igreja_e_Mosteiro_de_S%C3%A3o_Bento_da_Vit%C3%B3ria_do_Porto&amp;diff=225</id>
		<title>Igreja e Mosteiro de São Bento da Vitória do Porto</title>
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		<updated>2025-03-08T16:53:50Z</updated>

		<summary type="html">&lt;p&gt;Danielafernandes01: &lt;/p&gt;
&lt;hr /&gt;
&lt;div&gt;== Identificação ==&lt;br /&gt;
{| class=&amp;quot;wikitable&amp;quot;&lt;br /&gt;
|+&lt;br /&gt;
|&#039;&#039;&#039;Designação&#039;&#039;&#039;&lt;br /&gt;
|Mosteiro de São Bento da Vitória &lt;br /&gt;
|-&lt;br /&gt;
|&#039;&#039;&#039;Localização&#039;&#039;&#039;&lt;br /&gt;
|Distrito do Porto, União das Freguesias de Cedofeita, Santo Ildefonso, Sé, Miragaia, São Nicolau e Vitória&#039;&#039;,&#039;&#039; Rua de São Bento da Vitória 45, 4050-542, junto ao edifício do atual Centro Português de Fotografia&lt;br /&gt;
|-&lt;br /&gt;
|&#039;&#039;&#039;Cronologia&#039;&#039;&#039;&lt;br /&gt;
|Séculos XVII-XVIII&lt;br /&gt;
|-&lt;br /&gt;
|&#039;&#039;&#039;Autor(es)&#039;&#039;&#039;&lt;br /&gt;
|Diogo Marques Lucas&lt;br /&gt;
|}&lt;br /&gt;
O Mosteiro de São Bento da Vitória é uma arquitetura de tipologia religiosa. Pertencia à Ordem Beneditina, instituída por S. Bento (480-547) em 529. Foi fundado em 1598 após a ordenação do capítulo Geral, em 1546, celebrada em Tibães, data onde foi tomada a decisão da fundação deste mosteiro. Após longas e complicadas negociações, os monges da Antiga Congregação Beneditina Portuguesa decidiram erguer este mosteiro como símbolo de presença monástica e ponto de apoio para os monges que viajavam de norte a sul ou vice-versa. Situava-se dentro das muralhas medievais do velho burgo junto à porta do Olival em terrenos cedidos pela Câmara que anteriormente abrigavam parte da judiaria nova. A sua construção teve como base a traça inicial de Diogo Marques Lucas, arquiteto do rei trazido de Lisboa pelo D. Abade Geral. No entanto, a sua construção seria lenta e não contínua, tendo-se prolongado quase ao longo de dois séculos, não só devido a certos entraves, principalmente no que se refere à aquisição dos terrenos, mas também porque os beneditinos nunca deixaram de transformar, ampliar e embelezar o seu mosteiro.&amp;lt;small&amp;gt;&amp;lt;sup&amp;gt;[1]&amp;lt;/sup&amp;gt;&amp;lt;/small&amp;gt; As obras iniciaram-se pela igreja em 1604 e a primeira pedra do mosteiro foi benzida pelo bispo D. Jerónimo de Meneses e colocada pelo próprio Abade Geral Frei Baltasar de Braga, ainda no segundo triénio, de 1596 a 1599.&amp;lt;small&amp;gt;&amp;lt;sup&amp;gt;[2]&amp;lt;/sup&amp;gt;&amp;lt;/small&amp;gt; Há quem considere que o mosteiro tenha sido concluído em 1646 e a igreja terminada em 1690. Contudo, a enorme extensão do período da execução das obras não permite identificar datas exatas.&amp;lt;small&amp;gt;&amp;lt;sup&amp;gt;[3]&amp;lt;/sup&amp;gt;&amp;lt;/small&amp;gt;&lt;br /&gt;
== Estado da Arte ==&lt;br /&gt;
Este objeto arquitetónico é referido na obra &#039;&#039;O Mosteiro de S. Bento da Vitória: quatrocentos anos&#039;&#039; (MORENO, 1997), bastante completa e de carácter geral, que apresenta o contexto histórico e a descrição do mosteiro e igreja. Além disso, as obras &#039;&#039;S. Bento da Vitória, do Porto, à luz dos «Estados» de Tibães&#039;&#039; (SMITH, 1950?) e &#039;&#039;Inventário Artístico de Portugal Cidade do Porto&#039;&#039; (QUARESMA, 1995) complementam o estudo do património integrado e oferecem descrições da igreja. &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
As dissertações de mestrado &#039;&#039;Os Conventos do Porto. Descontinuidades, Transformação e Reutilização&#039;&#039; (PEREIRA, 2007) e &#039;&#039;Do Sagrado ao Profano a reutilização adaptativa nos mosteiros portugueses – Mosteiro de Santa Maria do Bouro, Mosteiro de São Bento da Vitória e Mosteiro de Santo Tirso&#039;&#039; (SOARES, 2021), foram proveitosas no que concerne ao período após a extinção das ordens religiosas, à requalificação e às adaptações que o espaço sofreu. A tese de doutoramento &#039;&#039;Diálogos imagéticos. Iconografia beneditina em Portugal e a sua conexão com as fontes impressas da Idade Moderna&#039;&#039; (PAULA, 2023) facilitou o estudo na leitura iconográfica do património integrado, principalmente do cadeiral do coro alto. Relativamente ao cadeiral, a obra &#039;&#039;Cadeirais de Portugal&#039;&#039; (SMITH, 1968) e o artigo &#039;&#039;Hagiografia e iconografia beneditinas: Os “Diálogos” do papa S. Gregório Magno&#039;&#039; (DIAS, 2020) foram essenciais, tanto para a descrição formal como para a leitura iconográfica. Ainda no património integrado, o livro &#039;&#039;Obras de talha dourada, ensamblagem, e pintura na cidade e diocese do Porto&#039;&#039; (BRANDÃO, 1984) garantiu informações sobre autoria, datações e contratos.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Quanto ao estudo do claustro nobre do mosteiro, a tese de mestrado &#039;&#039;Claustros Serlianos em Portugal 1558 –163&#039;&#039; (SILVA, 2012) foi essencial para a descrição e compreensão do mesmo. Por fim, para conhecer o arquiteto responsável da traça inicial deste Mosteiro, a leitura da tese de doutoramento &#039;&#039;«O Eupalinos Moderno» Teoria e Prática da Arquitectura Religiosa em Portugal 1550-1640&#039;&#039; (RUÃO, 2006) e a consulta do &#039;&#039;Diccionario historico e documental dos architectos, engenheiros e constructores portuguezes ou a serviço de Portugal&#039;&#039; (VITERBO, 1899) revelaram-se fulcrais, pois apresentam alguns dados biográficos do responsável pelo projeto do edifício.&lt;br /&gt;
== Enquadramento ==&lt;br /&gt;
O Mosteiro de São Bento da Vitória situa-se no morro da freguesia da Vitória, junto à porta do Olival, dentro de muralhas, sem grande espaço para horta e cerca. Ocupa todo o interior do quarteirão entre a rua das Taipas, travessa das Taipas, rua de S. Bento da Vitória e travessa de S. Bento,  paralelo a norte com o edifício da antiga cadeia da Relação, atual Centro Português de Fotografia. Têm então um enquadramento urbano, erguendo-se em pleno centro histórico.&amp;lt;small&amp;gt;&amp;lt;sup&amp;gt;[4]&amp;lt;/sup&amp;gt;&amp;lt;/small&amp;gt; O facto de estar inserido num quarteirão sem cerca preservou o seu perímetro e a sua configuração exterior até hoje.&amp;lt;small&amp;gt;&amp;lt;sup&amp;gt;[5]&amp;lt;/sup&amp;gt;&amp;lt;/small&amp;gt; A fachada monumental da sua igreja está situada no ponto mais alto do conjunto, abrindo-se para uma rua estreita que dificulta uma leitura frontal, exceto através da observação em pontos altos da cidade, como por exemplo, no Terreiro da Sé, já que a fachada se volta na sua direção. O mosteiro tem uma área total de implantação de cerca de 4.000 m2, desenvolvendo-se ao redor de dois claustros. O próprio edifício faz a transição para o espaço exterior e a entrada principal fazia-se pela portaria que se encontrava ao lado da igreja na galilé na rua de S. Bento da Vitória. O acesso ao conjunto monástico faz-se hoje tanto através da rua das Taipas, onde atualmente se situa o Arquivo Distrital do Porto, como pela rua de S. Bento da Vitória, onde se localiza a fachada da igreja e faz-se o acesso ao mosteiro, agora pertencente ao Teatro Nacional de São João.&amp;lt;small&amp;gt;&amp;lt;sup&amp;gt;[6]&amp;lt;/sup&amp;gt;&amp;lt;/small&amp;gt; Nesta mesma rua, a sul, localiza-se a Igreja Paroquial de Nossa Senhora da Vitória, na confluência com a Rua da Bataria da Vitória. A sul, também se encontra o Miradouro da Vitória, onde os visitantes podem desfrutar de vistas sobre o casario da Vitória, o Rio Douro, a Sé Catedral, o Paço Episcopal, a Ponte Luís I e a zona beira-rio de Gaia.&amp;lt;small&amp;gt;&amp;lt;sup&amp;gt;[7]&amp;lt;/sup&amp;gt;&amp;lt;/small&amp;gt;&lt;br /&gt;
== Descrição ==&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
=== Objeto arquitetónico ===&lt;br /&gt;
A igreja de São Bento da Vitória é orientada a poente, não seguindo a orientação canónica das igrejas medievais. Isto acontece devido às condicionantes do terreno e à muralha medieval a este.&amp;lt;small&amp;gt;&amp;lt;sup&amp;gt;[8]&amp;lt;/sup&amp;gt;&amp;lt;/small&amp;gt; A igreja é de planta cruciforme, longitudinal, de nave única, precedida por uma galilé e transepto saliente. A fachada, toda de cantaria de granito, divide-se em três registos delimitados por cornijas salientes e vários corpos ritmados por pilastras. No primeiro registo, abrem-se cinco vãos para a rua de arco de volta perfeita, todos com gradeamentos de ferro, sendo o central mais alto do que os restantes que ostenta o brasão de armas da Ordem de São Bento e os outros quatro emblemas religiosos. No segundo registo, duas janelas com frontão curvo, flanqueando três nichos, os laterais com frontões triangulares e o central com frontão circular, com sobrecéu em forma de concha e imagens de barro pintado de Santa Escolástica, São Bento e Santa Gertrudes Magna. O terceiro registo, mais estreito e com remate lateral curvo é rasgado por uma janela termal interrompida por pilastras, que permite uma ampla iluminação no coro-alto da igreja. A rematar a fachada, sobre uma cornija, um último registo com frontão circular e um nicho que alberga a imagem de Nossa Senhora da Vitória, em homenagem à freguesia na qual se ergueu esta igreja e mosteiro. As duas torres quadrangulares, em cantaria com duplas pilastras nos cunhais e cobertas com cúpula bolbosas, foram integradas no corpo da igreja por cima das primeiras capelas laterais, depois da galilé.&amp;lt;small&amp;gt;[&amp;lt;sup&amp;gt;9]&amp;lt;/sup&amp;gt;&amp;lt;/small&amp;gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
A cobertura do corpo da igreja é de abóbada de berço em caixotões de granito bem lavrado, que se estende a todo o comprimento sendo intercetada pela abóbada do transepto e cruzeiro.&amp;lt;small&amp;gt;&amp;lt;sup&amp;gt;[10]&amp;lt;/sup&amp;gt;&amp;lt;/small&amp;gt; A nave tem seis capelas colaterais intercomunicantes entre si, de arco pleno e cobertura em abóbada de berço em caixotões, com retábulos de talha. Sobre quatro dessas capelas abrem-se janelas gémeas, quatro de cada lado, com varandas de ferro fundido douradas e sanefas de talha. Sobre o arco das restantes, junto ao coro-alto, estão os órgãos de tubos em talha, suportados por atlantes.&amp;lt;small&amp;gt;&amp;lt;sup&amp;gt;[11]&amp;lt;/sup&amp;gt;&amp;lt;/small&amp;gt; Apenas o órgão do lado da Epístola é verdadeiro, concebido e construído pelo irmão donato beneditino Fr. Manuel de S. Bento.&amp;lt;small&amp;gt;&amp;lt;sup&amp;gt;[12]&amp;lt;/sup&amp;gt;&amp;lt;/small&amp;gt; Junto ao transepto, nas extremidades da nave, estão os púlpitos.&amp;lt;small&amp;gt;&amp;lt;sup&amp;gt;[13]&amp;lt;/sup&amp;gt;&amp;lt;/small&amp;gt; Estes púlpitos erguem-se sobre peanhas ou mísulas de pedra, com grades torneadas de pau preto e são rematados por dois dóceis com imagens de Gabriel Rodrigues executadas em 1722.&amp;lt;sup&amp;gt;&amp;lt;small&amp;gt;[14]&amp;lt;/small&amp;gt;&amp;lt;/sup&amp;gt; O transepto também é coberto por abóbada de canhão em caixotões e o cruzeiro reveste-se por uma abóbada nervurada. Os braços do transepto têm no topo retábulos em talha, sendo ladeados por portas e janelas, coroadas por sanefas de talha e rematados por uma janela termal.&amp;lt;small&amp;gt;&amp;lt;sup&amp;gt;[15]&amp;lt;/sup&amp;gt;&amp;lt;/small&amp;gt; A flanquear o arco triunfal capelas com retábulos em talha encimados por janelas retangulares com sanefas. O arco-triunfal é coroado por uma grandiosa sanefa, em cujo centro se destaca o escudo da Congregação Beneditina Portuguesa. A capela-mor, retangular e profunda, seguindo a cobertura da nave, é rasgada em cada lado por três janelões com sanefas em talha que encimam o cadeiral e abriga um amplo retábulo de talha em forma de arco de triunfo, enquadrado por duas arquivoltas concêntricas e colunas torsas ou salomónicas que se abre para dar lugar ao trono do Santíssimo Sacramento, escalonado.&amp;lt;small&amp;gt;&amp;lt;sup&amp;gt;[16]&amp;lt;/sup&amp;gt;&amp;lt;/small&amp;gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
A sul da igreja de São Bento da Vitória, levanta-se o vasto bloco conventual, ocupando um espaço retangular entre as ruas paralelas de S. Bento da Vitória a este, das Taipas a oeste e a estreita Travessa das Taipas a sul.&amp;lt;small&amp;gt;&amp;lt;sup&amp;gt;[17]&amp;lt;/sup&amp;gt;&amp;lt;/small&amp;gt; A norte, levanta-se a monumental igreja.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
O mosteiro de São Bento da Vitória é um conjunto arquitetónico monástico, onde cada parte tem a sua função específica. Reparte-se por dois grupos de corpos ao redor de dois espaços abertos, chamados claustros, separados por um corpo intermédio. A sua construção passou por três fases até chegar ao acabamento total, sendo edificado pouco a pouco, ao longo de mais de dois séculos: a primeira fase corresponde à edificação da ala nascente, parte da ala sul e claustro, ainda que tenha sido concluído mais tarde (1596-1630); a segunda, por sua vez, à igreja nova e anexos (1680-1708); e a terceira, por fim, aos dormitórios novos, ala poente e claustro dos carros (1741-1780).&amp;lt;small&amp;gt;&amp;lt;sup&amp;gt;[18]&amp;lt;/sup&amp;gt;&amp;lt;/small&amp;gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
O edifício conventual, de alvenaria rebocada, apresenta pilastras nos cunhais, coroadas por pináculos. Composto por quatro pisos, a sua fachada é regularmente marcada por janelas, tendo os dois pisos superiores bandeiras.&amp;lt;small&amp;gt;&amp;lt;sup&amp;gt;[19]&amp;lt;/sup&amp;gt;&amp;lt;/small&amp;gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
O claustro nobre, do silêncio ou do cemitério, de planta quadrangular, todo em cantaria, “articula em cada ala três arcos de volta perfeita delimitados por duplas pilastras que incorporam no espaço interpilastral dois pequenos vãos, um portal retangular e um falso janelão superior.” (SILVA, 2012: 158). As almofadas do intradorso dos arcos são decoradas com motivos de “ponta-de-diamante” e ovais. Um entablamento liso separa o primeiro piso do segundo, onde se abrem janelas retangulares de varandins com balaustrada de cantaria e rematadas por frontões triangulares e curvo, ao centro. As abóbadas dos corredores do claustro são de arestas com chave central de florão.&amp;lt;small&amp;gt;&amp;lt;sup&amp;gt;[20]&amp;lt;/sup&amp;gt;&amp;lt;/small&amp;gt; O espaço aberto do claustro era ornamentado por um jardim de canteiros, tendo ao centro um imponente chafariz datado de 1777-80 com o brutesco de Hércules e da hidra (1783), obra que há muito se perdeu.&amp;lt;small&amp;gt;&amp;lt;sup&amp;gt;[21]&amp;lt;/sup&amp;gt;&amp;lt;/small&amp;gt; Em 2001, o claustro foi coberto por uma concha acústica, uma estrutura em aço assente em quatro pilares e o foi-lhe colocado um soalho de madeira. O espaço é utilizado atualmente para a realização de espetáculos teatrais, concertos e eventos especiais, além de receber iniciativas externas de natureza diversa. &amp;lt;small&amp;gt;&amp;lt;sup&amp;gt;[22]&amp;lt;/sup&amp;gt;&amp;lt;/small&amp;gt; Nuno da Silva, na sua Dissertação de Mestrado Integrado em Arquitetura, classifica este claustro como serliano, um grupo de claustros clássicos portugueses. O autor indica que estes modelos estão visivelmente enraizados à arquitetura palladiana e veneziana e são caracterizados pelos vãos arqueados que se intercalam com os vãos retangulares. Isto resulta numa nova forma de vão e de sustento da abóbada. Esta tipologia foi primeiramente adotada no claustro do Convento de Cristo em Tomar e pode ser encontrada em outras arquiteturas posteriores. Como ainda, data este claustro de 1608 e indica que é dado como concluído no início da segunda metade do século XVII, como afirma Frei Leão de S. Tomás em 1651 “a claustra no que toca a obra de pedra está acabada, mas do mais não está ainda perfeita.”&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
O segundo claustro, denomina-se de “claustro dos carros”, nome atribuído devido à sua função de receber os carros responsáveis pelo abastecimento do conjunto monástico. É um pátio com três lanços de arcos sobre pilastras maciças. Foi construído na altura das obras de ampliação do mosteiro, no tempo do abade Frei Manuel de S. Tomás (1740-1743). Os cronistas da época dedicaram-se a descrever detalhadamente esta construção, que foi ampliada com os dormitórios localizados na ala oeste, ao longo da rua das Taipas, durante as obras realizadas entre 1777 e 1780.&amp;lt;small&amp;gt;&amp;lt;sup&amp;gt;[23]&amp;lt;/sup&amp;gt;&amp;lt;/small&amp;gt; Trata-se de uma obra simples, típica de um claustro destinado aos serviços monásticos e não apresenta nenhum elemento ornamental que a enriqueça.&amp;lt;small&amp;gt;&amp;lt;sup&amp;gt;[24]&amp;lt;/sup&amp;gt;&amp;lt;/small&amp;gt; Este claustro, composto por três pisos separados por frisos, apresenta apenas duas alas formadas por arcos plenos sustentados por pilares, enquanto os pisos superiores possuem janelas do tipo guilhotina.&amp;lt;small&amp;gt;&amp;lt;sup&amp;gt;[25]&amp;lt;/sup&amp;gt;&amp;lt;/small&amp;gt; A fachada da cela dos beneditinos apresenta quatro vãos gradeados, não integrais, e ornamentados ao centro com o brasão de armas da Congregação Beneditina, à semelhança dos vãos da galilé.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
O Mosteiro foi a parte mais afetada de São Bento da Vitória, tendo sofrido pela passagem dos séculos. Perderam-se todos os azulejos descritos nos registos dos «Estados», bem como toda a talha e pinturas. Sob o uso militar quase constante a partir das invasões francesas de 1808, as suas amplas salas, bibliotecas e arquivo foram gradualmente devastados. Além disso, uma grande parte do edifício permaneceu virtualmente abandonada, chegando a ameaçar ruína.&amp;lt;small&amp;gt;&amp;lt;sup&amp;gt;[26]&amp;lt;/sup&amp;gt;&amp;lt;/small&amp;gt; Este mosteiro, ao longo da sua história, serviu como aquartelamento às tropas napoleónicas, hospital militar e, posteriormente, a outras funções militares após a extinção das ordens religiosas em 1834.&amp;lt;small&amp;gt;&amp;lt;sup&amp;gt;[27]&amp;lt;/sup&amp;gt;&amp;lt;/small&amp;gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
A partir de 1984, o edifício passou por um processo de restauração orientado pelo Instituto Português do Património Arquitetónico (IPPAR). Estas intervenções possibilitaram a adaptação de diferentes espaços a novos usos. O claustro nobre e as suas adjacências passaram a abrigar a sede da Orquestra Clássica do Porto. Na igreja, ala norte e no terceiro andar da ala poente, foi instalada a Cela dos Padres Beneditinos. Já o espaço que inclui o claustro dos carros e a ala transversal, passou a acolher o Arquivo Distrital do Porto. O espaço do mosteiro foi, assim, dividido e ocupado por estas três entidades, sofrendo as devidas adaptações necessárias para atender às suas necessidades específicas. Contudo, essas intervenções foram concretizadas com cuidado, preservando a traça original e diversos elementos de importância arquitetónica.&amp;lt;small&amp;gt;&amp;lt;sup&amp;gt;[28]&amp;lt;/sup&amp;gt;&amp;lt;/small&amp;gt; Em 2007, o Estado atribui ao Teatro Nacional de São João (TNSJ) uma parte significativa do mosteiro, abrangendo a ala nascente, parte da ala sul e o Claustro Nobre.&amp;lt;small&amp;gt;&amp;lt;sup&amp;gt;[29]&amp;lt;/sup&amp;gt;&amp;lt;/small&amp;gt; Outros espaços do edifício foram também adaptados para atender às novas funções do TNSJ. A antiga biblioteca, localizada no piso superior, foi transformada numa sala de apresentações teatrais. Por sua vez, as galerias que rodeiam o claustro, também no piso superior, foram destinadas à exposição de objetos cenográficos e peças de figurino utilizados nos espetáculos.&amp;lt;small&amp;gt;&amp;lt;sup&amp;gt;[30]&amp;lt;/sup&amp;gt;&amp;lt;/small&amp;gt;&lt;br /&gt;
=== Património integrado ===&lt;br /&gt;
A seguinte tabela apresenta algumas obras que se inserem no património integrado da igreja de São Bento da Vitória e foi elaborada tendo como base os livros &#039;&#039;Obras de talha dourada, ensamblagem, e pintura na cidade e diocese do Porto&#039;&#039; (Brandão 1984), &#039;&#039;O Mosteiro de S. Bento da Vitória: quatrocentos anos&#039;&#039; (Moreno 1997) e &#039;&#039;S. Bento da Vitória, do Porto, à luz dos «Estados» de Tibães&#039;&#039; (Smith 1950?).&lt;br /&gt;
{| class=&amp;quot;wikitable&amp;quot;&lt;br /&gt;
|&#039;&#039;&#039;Identificação&#039;&#039;&#039;&lt;br /&gt;
|&#039;&#039;&#039;Datação&#039;&#039;&#039;&lt;br /&gt;
|&#039;&#039;&#039;Autoria&#039;&#039;&#039;&lt;br /&gt;
|-&lt;br /&gt;
|Coro alto e outras obras de ensamblagem e de talha (estante, púlpitos, grades e  portas)&lt;br /&gt;
|Contrato  de setembro de 1704. Não executado. O prazo seria até dia 29 de setembro de 1705&lt;br /&gt;
|António  de Azevedo Fernandes, mestre ensamblador e Domingos Nunes, entalhador&lt;br /&gt;
|-&lt;br /&gt;
|Cadeirado do coro, portas do coro e grades das seis capelas e cruzeiro&lt;br /&gt;
|Contrato  de maio de 1718. As cadeiras e as portas do coro deveriam estar prontas até ao dia 15 de outubro  de 1718 e as grades até ao fim de março de 1719&lt;br /&gt;
|Manuel  Vieira e António Cardoso, mestres ensambladores&lt;br /&gt;
|-&lt;br /&gt;
|Varanda e talha dos órgãos (verdadeiro e mudo)&lt;br /&gt;
|Triénio de 1716-19&lt;br /&gt;
|Gabriel  Rodrigues, entalhador bracarense&lt;br /&gt;
|-&lt;br /&gt;
|Retábulo da capela-mor&lt;br /&gt;
|Triénio de 1716-19 e dourado entre 1722-25&lt;br /&gt;
|Talvez  por Gabriel Rodrigues, entalhador de Landim, Famalicão&lt;br /&gt;
|-&lt;br /&gt;
|Cadeiral do coro alto&lt;br /&gt;
|Triénio de 1716-1719&lt;br /&gt;
|Marceliano  de Araújo&lt;br /&gt;
|-&lt;br /&gt;
|Órgão de tubos&lt;br /&gt;
|Antes de 1719. Em finais de abril desse ano já estava em fase adiantada de  construção&lt;br /&gt;
|Fr.  Manuel de S. Bento, irmão donato beneditino&lt;br /&gt;
|-&lt;br /&gt;
|Estátuas dos púlpitos&lt;br /&gt;
|1722&lt;br /&gt;
|Gabriel  Rodrigues&lt;br /&gt;
|-&lt;br /&gt;
|Dois frontais de talha para os altares colaterais de Santa Escolástica e Santa Gertrudes e douramento do retábulo-mor&lt;br /&gt;
|Triénio de 1722-25&lt;br /&gt;
|Os  frontais de talha dourada para os altares colaterais foram oferecidos por um  devoto.&lt;br /&gt;
|-&lt;br /&gt;
|Retábulos dos topos do transepto&lt;br /&gt;
|Triénio de 1755-58&lt;br /&gt;
|José  da Fonseca Lima e José Martins Tinoco&lt;br /&gt;
|}&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
=== Objeto ou conjunto em destaque - O cadeiral do coro alto ===&lt;br /&gt;
O coro alto, sobre a galilé, era destinado à recitação das horas canónicas da liturgia monástica. O cadeiral, foi encomendado em 1704 e executado por Marceliano de Araújo entre 1716 e 1719, em madeira de jacarandá proveniente de 30 toros trazidos diretamente do Brasil em 1716. Ao centro destaca-se a cadeira abacial, rodeada por 50 estalas dispostas em forma de U, todas com as “misericórdias” cuidadosamente trabalhadas. O lambrim exibe 32 painéis em talha policromada e dourada em 1759, ilustrando cenas da vida de São Bento conforme os “Diálogos” de São Gregório Magno.&amp;lt;small&amp;gt;&amp;lt;sup&amp;gt;[31]&amp;lt;/sup&amp;gt;&amp;lt;/small&amp;gt; Nas superfícies irregulares das dramáticas caras destas figuras, refletem-se os mesmos maneirismos das imagens dos dosséis dos púlpitos, entalhadas por Gabriel Rodrigues em 1722. Vê-se, portanto, que o espaldar do cadeiral de São Bento da Vitória resulta da colaboração entre Gabriel Rodrigues, de Landim, e Marceliano de Araújo, de Braga, seguindo a traça de um autor ainda desconhecido. O cadeiral apresenta uma série de volutas adornadas com folhagens, de onde surgem golfinhos na fila inferior e meios-corpos femininos na superior, introduzindo um motivo inovador nos cadeirais do século XVIII. Embora influenciado pelas cadeiras de Tibães, distingue-se pelos seus perfis laterais e pelas garras de leão que alternam com as volutas nos pés das cadeiras, características de uma nova época.&amp;lt;small&amp;gt;&amp;lt;sup&amp;gt;[32]&amp;lt;/sup&amp;gt;&amp;lt;/small&amp;gt; O destaque deste cadeiral, considerado o mais notável do reino, é o imponente espaldar entalhado, dourado e estufado em 1759 por Manuel Homem Soares. Este, como foi dito anteriormente, é composto por 32 painéis em relevo, principalmente dedicados à vida de São Bento, com dois da história de Santa Escolástica, dispostos em duas filas como quadros em molduras ricamente talhadas. Esta organização remete ao sistema utilizado nas ilhargas da capela de Santa Gertrudes da igreja beneditina de São Martinho de Tibães, possivelmente do mesmo escultor, entre o triénio de 1710 e 1713.  Em ambos os monumentos, as figuras dos painéis destacam-se pela sua vivacidade, enriquecidas por uma abundância de detalhes de mobiliário e arquitetura.&amp;lt;small&amp;gt;&amp;lt;sup&amp;gt;[33]&amp;lt;/sup&amp;gt;&amp;lt;/small&amp;gt; Os painéis estão organizados em duas sequências horizontais: a inferior, com molduras retangulares e, a superior, predominantemente octogonais, exceto por dois painéis nas paredes do lado do Evangelho e da Epístola. A narrativa inicia-se na parte inferior do lado da Epístola, prosseguindo até ao lado do Evangelho, e recomeça na parte superior com os painéis octogonais, estendendo-se pelas três paredes do coro alto.&amp;lt;small&amp;gt;&amp;lt;sup&amp;gt;[34]&amp;lt;/sup&amp;gt;&amp;lt;/small&amp;gt; Os relevos de São Bento da Vitória seguem uma narrativa linear e lógica, semelhante ao II livro dos Diálogos. A primeira cena, amplamente retratada em Portugal, representa o nascimento de São Bento e de Santa Escolástica. A comparação destes relevos com os livros de emblemas usados na iconografia beneditina em Portugal, revela claras semelhanças entre a obra e a matriz, tanto nos espaços como nas personagens, e pode indicar que Marcelino de Araújo teve contacto com essas obras ou outras baseadas nelas.&amp;lt;small&amp;gt;&amp;lt;sup&amp;gt;[35]&amp;lt;/sup&amp;gt;&amp;lt;/small&amp;gt; Além dos 32 painéis principais, existem mais 4 dourados, mas não policromados, que representam santos beneditinos em trajes pontificais, o que totaliza o número de 36 painéis. Os dois quadros centrais não são alusivos à vida de São Bento nem possuem numeração. O painel central sobre a cadeira abacial, sem número, apresenta São Bento a entregar Regra a monges e monjas. O santo com vestes prelatícias é ladeado por anjos e o listel exibe a inscrição “&#039;&#039;De cello offertur tibi non alteri&#039;&#039;”.&amp;lt;small&amp;gt;&amp;lt;sup&amp;gt;[36]&amp;lt;/sup&amp;gt;&amp;lt;/small&amp;gt; O painel superior, retrata a figura de São Bento de pé, em posição hierática com vestes prelatícias, flanqueado por dois anjos que lhe entregam a mitra e o báculo.&amp;lt;small&amp;gt;&amp;lt;sup&amp;gt;[37]&amp;lt;/sup&amp;gt;&amp;lt;/small&amp;gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
== O arquiteto Diogo Marques Lucas ==&lt;br /&gt;
Diogo Marques Lucas em setembro de 1594 foi nomeado para um dos três lugares de aprendiz de arquitetura, a qual aprenderia com Filippe Terzo.&amp;lt;small&amp;gt;&amp;lt;sup&amp;gt;[38]&amp;lt;/sup&amp;gt;&amp;lt;/small&amp;gt; Assim, Diogo Marques foi um dos primeiros arquitetos a receber uma formação privilegiada, que incluía lições teóricas no campo da geometria, assim como estudos de arquitetura com o arquiteto-mor Felipe Terzi. Após o falecimento do arquiteto italiano, Diogo Marques continuou a complementar o seu estudo teórico com Nicolau de Frias até 1610, permanecendo com o cargo de “aprendiz” de arquitetura até 1616, altura em que foi substituído por Mateus Couto. Durante os inícios do novo século, aprendeu, auxiliou e colaborou nas principais obras régias, como também forneceu traças da sua própria autoria.&amp;lt;small&amp;gt;&amp;lt;sup&amp;gt;[39]&amp;lt;/sup&amp;gt;&amp;lt;/small&amp;gt; A sua substituição na «aula» de arquitetura coincidiu com a sua ascensão profissional e nomeação como mestre de obras do Convento de Cristo, em Tomar, após a renúncia de Pero Fernandes de Torres no ano anterior. Com um salário anual de 80.000 reais, manteve o cargo até à sua morte, sendo sucedido por Pero Vaz Pereira em 1641. Em janeiro de 1614, Diogo Marques foi proposto para ocupar o cargo de «mestre de obras» das Ordens Militares, juntamente com Pedro Nunes Tinoco e Mateus do Couto, após a morte do arquiteto Baltasar Álvares. No entanto, a nomeação recaiu em Mateus do Couto cinco anos depois. Em 1640, era já falecido, conforme mencionado numa breve missiva do prior do Convento de Cristo de Tomar.&amp;lt;small&amp;gt;&amp;lt;sup&amp;gt;[40]&amp;lt;/sup&amp;gt;&amp;lt;/small&amp;gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
== Imagens e Iconografia do Objeto ==&lt;br /&gt;
=== Objeto arquitetónico ===&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
=== Património integrado ===&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
=== Objeto ou conjunto em destaque ===&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
== Fontes e Bibliografia ==&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
=== Fontes ===&lt;br /&gt;
&amp;lt;small&amp;gt;[1] SOARES, Renan Marinho de Morais, 2021&#039;&#039;. Do Sagrado ao Profano a reutilização adaptativa nos mosteiros portugueses – Mosteiro de Santa Maria do Bouro, Mosteiro de São Bento da Vitória e Mosteiro de Santo Tirso.&#039;&#039; Dissertação de Mestrado, Faculdade de Letras da Universidade do Porto, 126-127.&amp;lt;/small&amp;gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&amp;lt;small&amp;gt;[2] MORENO, Humberto Carlos Baquero, dir., 1997. &#039;&#039;O Mosteiro de S. Bento da Vitória: quatrocentos anos.&#039;&#039; Porto: Edições Afrontamento, 47.&amp;lt;/small&amp;gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&amp;lt;small&amp;gt;[3] QUARESMA, Maria Clementina de Carvalho,1995. &#039;&#039;Inventário Artístico de Portugal Cidade do Porto&#039;&#039;. Lisboa: Academia Nacional das Belas-Artes, 192.&amp;lt;/small&amp;gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&amp;lt;small&amp;gt;[4] PEREIRA, Ana Cristina da Cunha, 2007. &#039;&#039;Os Conventos do Porto. Descontinuidades, Transformação e Reutilização&#039;&#039;. Dissertação de Mestrado, Faculdade de Arquitetura da Universidade do Porto, 239.&amp;lt;/small&amp;gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&amp;lt;small&amp;gt;[5] SOARES, Renan Marinho de Morais, 2021&#039;&#039;. Do Sagrado ao Profano a reutilização adaptativa nos mosteiros portugueses – Mosteiro de Santa Maria do Bouro, Mosteiro de São Bento da Vitória e Mosteiro de Santo Tirso.&#039;&#039; Dissertação de Mestrado, Faculdade de Letras da Universidade do Porto, 134.&amp;lt;/small&amp;gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&amp;lt;small&amp;gt;[6] PEREIRA, Ana Cristina da Cunha, 2007. &#039;&#039;Os Conventos do Porto. Descontinuidades, Transformação e Reutilização&#039;&#039;. Dissertação de Mestrado, Faculdade de Arquitetura da Universidade do Porto, 240.&amp;lt;/small&amp;gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&amp;lt;small&amp;gt;[7] Agenda Cultural do Porto, 2023. &#039;&#039;Miradouro da Vitória – Porto.&#039;&#039; [consult. 2024-11-22]. Disponível em &amp;lt;nowiki&amp;gt;https://agendaculturalporto.org/miradouro-da-vitoria-porto/&amp;lt;/nowiki&amp;gt;&amp;lt;/small&amp;gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&amp;lt;small&amp;gt;[8] PEREIRA, Ana Cristina da Cunha, 2007. &#039;&#039;Os Conventos do Porto. Descontinuidades, Transformação e Reutilização&#039;&#039;. Dissertação de Mestrado, Faculdade de Arquitetura da Universidade do Porto, 241.&amp;lt;/small&amp;gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&amp;lt;small&amp;gt;[9] FILIPE, Ana, 2012. &#039;&#039;Convento de São Bento da Vitória.&#039;&#039; SIPA [Sistema de Informação para o Património Arquitetónico] [consult. 2024-11-14] Disponível em: &amp;lt;nowiki&amp;gt;http://www.monumentos.gov.pt/Site/APP_PagesUser/SIPA.aspx?id=5556&amp;lt;/nowiki&amp;gt;&amp;lt;/small&amp;gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&amp;lt;small&amp;gt;[10] MORENO, Humberto Carlos Baquero, dir., 1997. &#039;&#039;O Mosteiro de S. Bento da Vitória: quatrocentos anos.&#039;&#039; Porto: Edições Afrontamento, 56.&amp;lt;/small&amp;gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&amp;lt;small&amp;gt;[11] QUARESMA, Maria Clementina de Carvalho,1995. &#039;&#039;Inventário Artístico de Portugal Cidade do Porto&#039;&#039;. Lisboa: Academia Nacional das Belas-Artes, 192-193.&amp;lt;/small&amp;gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&amp;lt;small&amp;gt;[12] MORENO, Humberto Carlos Baquero, dir., 1997. &#039;&#039;O Mosteiro de S. Bento da Vitória: quatrocentos anos.&#039;&#039; Porto: Edições Afrontamento, 63.&amp;lt;/small&amp;gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&amp;lt;small&amp;gt;[13] QUARESMA, Maria Clementina de Carvalho,1995. &#039;&#039;Inventário Artístico de Portugal Cidade do Porto&#039;&#039;. Lisboa: Academia Nacional das Belas-Artes, 193.&amp;lt;/small&amp;gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&amp;lt;small&amp;gt;[14] MORENO, Humberto Carlos Baquero, dir., 1997. &#039;&#039;O Mosteiro de S. Bento da Vitória: quatrocentos anos.&#039;&#039; Porto: Edições Afrontamento, 61.&amp;lt;/small&amp;gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&amp;lt;small&amp;gt;[15] FILIPE, Ana, 2012. &#039;&#039;Convento de São Bento da Vitória.&#039;&#039; SIPA [Sistema de Informação para o Património Arquitetónico] [consult. 2024-11-14] Disponível em: &amp;lt;nowiki&amp;gt;http://www.monumentos.gov.pt/Site/APP_PagesUser/SIPA.aspx?id=5556&amp;lt;/nowiki&amp;gt;&amp;lt;/small&amp;gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&amp;lt;small&amp;gt;[16] MORENO, Humberto Carlos Baquero, dir., 1997. &#039;&#039;O Mosteiro de S. Bento da Vitória: quatrocentos anos.&#039;&#039; Porto: Edições Afrontamento, 56-57.&amp;lt;/small&amp;gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&amp;lt;small&amp;gt;[17] SMITH, Robert C, 1950?. &#039;&#039;S. Bento da Vitória, do Porto, à luz dos «Estados» de Tibães&#039;&#039;. Porto: Livraria Fernando Machado, 44.&amp;lt;/small&amp;gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&amp;lt;small&amp;gt;[18] MORENO, Humberto Carlos Baquero, dir., 1997. &#039;&#039;O Mosteiro de S. Bento da Vitória: quatrocentos anos.&#039;&#039; Porto: Edições Afrontamento, 45-46.&amp;lt;/small&amp;gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&amp;lt;small&amp;gt;[19] FILIPE, Ana, 2012. &#039;&#039;Convento de São Bento da Vitória.&#039;&#039; SIPA [Sistema de Informação para o Património Arquitetónico] [consult. 2024-11-14] Disponível em: &amp;lt;nowiki&amp;gt;http://www.monumentos.gov.pt/Site/APP_PagesUser/SIPA.aspx?id=5556&amp;lt;/nowiki&amp;gt;&amp;lt;/small&amp;gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&amp;lt;small&amp;gt;[20] SILVA, Nuno Miguel Maia da, 2012. &#039;&#039;Claustros Serlianos em Portugal 1558 –163.&#039;&#039; Dissertação de Mestrado, Faculdade de Ciências e Tecnologia da Universidade de Coimbra, 158.&amp;lt;/small&amp;gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&amp;lt;small&amp;gt;[21] MORENO, Humberto Carlos Baquero, dir., 1997. &#039;&#039;O Mosteiro de S. Bento da Vitória: quatrocentos anos.&#039;&#039; Porto: Edições Afrontamento, 66.&amp;lt;/small&amp;gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&amp;lt;small&amp;gt;[22] TNSJ [Teatro Nacional de São João], s.d. &#039;&#039;Mosteiro de São Bento da Vitória, Edifícios&#039;&#039;. [consult. 2024-11-16] Disponível em &amp;lt;nowiki&amp;gt;https://www.tnsj.pt/pt/edificios/mosteiro-de-sao-bento-da-vitoria&amp;lt;/nowiki&amp;gt;&amp;lt;/small&amp;gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&amp;lt;small&amp;gt;[23] MORENO, Humberto Carlos Baquero, dir., 1997. &#039;&#039;O Mosteiro de S. Bento da Vitória: quatrocentos anos.&#039;&#039; Porto: Edições Afrontamento, 75.&amp;lt;/small&amp;gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&amp;lt;small&amp;gt;[24] QUARESMA, Maria Clementina de Carvalho,1995. &#039;&#039;Inventário Artístico de Portugal Cidade do Porto&#039;&#039;. Lisboa: Academia Nacional das Belas-Artes, 195.&amp;lt;/small&amp;gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&amp;lt;small&amp;gt;[25] FILIPE, Ana, 2012. &#039;&#039;Convento de São Bento da Vitória.&#039;&#039; SIPA [Sistema de Informação para o Património Arquitetónico] [consult. 2024-11-14] Disponível em: &amp;lt;nowiki&amp;gt;http://www.monumentos.gov.pt/Site/APP_PagesUser/SIPA.aspx?id=5556&amp;lt;/nowiki&amp;gt;&amp;lt;/small&amp;gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&amp;lt;small&amp;gt;[26] SMITH, Robert C, 1950?. &#039;&#039;S. Bento da Vitória, do Porto, à luz dos «Estados» de Tibães&#039;&#039;. Porto: Livraria Fernando Machado, 44-45.&amp;lt;/small&amp;gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&amp;lt;small&amp;gt;[27] QUARESMA, Maria Clementina de Carvalho,1995. &#039;&#039;Inventário Artístico de Portugal Cidade do Porto&#039;&#039;. Lisboa: Academia Nacional das Belas-Artes, 195.&amp;lt;/small&amp;gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&amp;lt;small&amp;gt;[28] MORENO, Humberto Carlos Baquero, dir., 1997. &#039;&#039;O Mosteiro de S. Bento da Vitória: quatrocentos anos.&#039;&#039; Porto: Edições Afrontamento, 87.&amp;lt;/small&amp;gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&amp;lt;small&amp;gt;[29]  TNSJ [Teatro Nacional de São João], s.d. &#039;&#039;Mosteiro de São Bento da Vitória, Edifícios&#039;&#039;. [consult. 2024-11-16] Disponível em &amp;lt;nowiki&amp;gt;https://www.tnsj.pt/pt/edificios/mosteiro-de-sao-bento-da-vitoria&amp;lt;/nowiki&amp;gt;&amp;lt;/small&amp;gt; &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&amp;lt;small&amp;gt;[30] SOARES, Renan Marinho de Morais, 2021&#039;&#039;.&#039;&#039; &#039;&#039;Do Sagrado ao Profano a reutilização adaptativa nos mosteiros portugueses – Mosteiro de Santa Maria do Bouro, Mosteiro de São Bento da Vitória e Mosteiro de Santo Tirso&#039;&#039;. Dissertação de Mestrado, Faculdade de Letras da Universidade do Porto, 153.&amp;lt;/small&amp;gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&amp;lt;small&amp;gt;[31] MORENO, Humberto Carlos Baquero, dir., 1997. &#039;&#039;O Mosteiro de S. Bento da Vitória: quatrocentos anos.&#039;&#039; Porto: Edições Afrontamento, 61-62.&amp;lt;/small&amp;gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&amp;lt;small&amp;gt;[32] SMITH, Robert C, 1968. &#039;&#039;Cadeirais de Portugal&#039;&#039;. Lisboa: Livros Horizonte, 50-51.&amp;lt;/small&amp;gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&amp;lt;small&amp;gt;[33] SMITH, Robert C, 1968. &#039;&#039;Cadeirais de Portugal&#039;&#039;. Lisboa: Livros Horizonte, 51-52.&amp;lt;/small&amp;gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&amp;lt;small&amp;gt;[34] PAULA, Mara Raquel Rodrigues de, 2023. &#039;&#039;Diálogos imagéticos. Iconografia beneditina em Portugal e a sua conexão com as fontes impressas da Idade Moderna&#039;&#039;. Tese de Doutoramento, Faculdade de Letras da Universidade do Porto, 158-159.&amp;lt;/small&amp;gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&amp;lt;small&amp;gt;[35] PAULA, Mara Raquel Rodrigues de, 2023. &#039;&#039;Diálogos imagéticos. Iconografia beneditina em Portugal e a sua conexão com as fontes impressas da Idade Moderna&#039;&#039;. Tese de Doutoramento, Faculdade de Letras da Universidade do Porto, 162.&amp;lt;/small&amp;gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&amp;lt;small&amp;gt;[36] DIAS, Geraldo Coelho, 2020. &#039;&#039;Hagiografia e iconografia beneditinas: Os “Diálogos” do papa S. Gregório Magno&#039;&#039;. N.º 3 (1996): Via Spiritus: Revista de História da Espiritualidade e do Sentimento Religioso, 19-20.&amp;lt;/small&amp;gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&amp;lt;small&amp;gt;[37] DIAS, Geraldo Coelho, 2020. &#039;&#039;Hagiografia e iconografia beneditinas: Os “Diálogos” do papa S. Gregório Magno&#039;&#039;. N.º 3 (1996): Via Spiritus: Revista de História da Espiritualidade e do Sentimento Religioso, 22.&amp;lt;/small&amp;gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&amp;lt;small&amp;gt;[38] SOUSA VITERBO, Franscisco Marques de, 1899. &#039;&#039;Diccionario historico e documental dos architectos, engenheiros e constructores portuguezes ou a serviço de Portugal&#039;&#039;. Lisboa: Imprensa Nacional, p. 139.&amp;lt;/small&amp;gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&amp;lt;small&amp;gt;[39] RUÃO, Carlos, 2006. &#039;&#039;«O Eupalinos Moderno» Teoria e Prática da Arquitectura Religiosa em Portugal 1550-1640. Volume II, Da «Corte» à «Província»&#039;&#039;. Tese de Doutoramento, Faculdade de Letras da Universidade de Coimbra, 284.&amp;lt;/small&amp;gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&amp;lt;small&amp;gt;[40] RUÃO, Carlos, 2006. &#039;&#039;«O Eupalinos Moderno» Teoria e Prática da Arquitectura Religiosa em Portugal 1550-1640. Volume II, Da «Corte» à «Província»&#039;&#039;. Tese de Doutoramento, Faculdade de Letras da Universidade de Coimbra, 285.&amp;lt;/small&amp;gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
=== Bibliografia ===&lt;br /&gt;
BRANDÃO, Domingos de Pinho, 1984. &#039;&#039;Obras de talha dourada, ensamblagem, e pintura na cidade e diocese do Porto&#039;&#039;. Porto: Oficinas Gráficos Reunidos.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
DIAS, Geraldo Coelho, 2020. &#039;&#039;Hagiografia e iconografia beneditinas: Os “Diálogos” do papa S. Gregório Magno&#039;&#039;. N.º 3 (1996): Via Spiritus: Revista de História da Espiritualidade e do Sentimento Religioso. &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
DIAS, Geraldo José Amadeu Coelho, 1997. &#039;&#039;São Bento da Vitória: Quatrocentos Anos da Fundação do Mosteiro&#039;&#039;. O Tripeiro, 7.ª série, ano 16, n.º 6-7, jun./jul. 1997, p. 162-169. Porto: Associação Comercial do Porto. Disponível em: &amp;lt;nowiki&amp;gt;https://hdl.handle.net/10216/61351&amp;lt;/nowiki&amp;gt; &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
MORENO, Humberto Baquero, dir., 1997. &#039;&#039;O Mosteiro de S. Bento da Vitória: quatrocentos anos&#039;&#039;. Porto: Edições Afrontamento.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
PAULA, Mara Raquel Rodrigues de, 2023. &#039;&#039;Diálogos imagéticos. Iconografia beneditina em Portugal e a sua conexão com as fontes impressas da Idade Moderna&#039;&#039;. Tese de Doutoramento, Faculdade de Letras da Universidade do Porto. Disponível em: &amp;lt;nowiki&amp;gt;https://hdl.handle.net/10216/152548&amp;lt;/nowiki&amp;gt;. pp. 145-168&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
PEREIRA, Ana Cristina da Cunha, 2007. &#039;&#039;Os Conventos do Porto. Descontinuidades, Transformação e Reutilização&#039;&#039;. Dissertação de Mestrado, Faculdade de Arquitetura da Universidade do Porto. Disponível em: &amp;lt;nowiki&amp;gt;http://hdl.handle.net/10216/64322&amp;lt;/nowiki&amp;gt;. pp. 227-245&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
QUARESMA, Maria Clementina de Carvalho,1995. &#039;&#039;Inventário Artístico de Portugal Cidade do Porto&#039;&#039;. Lisboa: Academia Nacional das Belas-Artes. pp. 191-195&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
RUÃO, Carlos, 2006. &#039;&#039;«O Eupalinos Moderno» Teoria e Prática da Arquitectura Religiosa em Portugal 1550-1640. Volume II, Da «Corte» à «Província»&#039;&#039;. Tese de Doutoramento, Faculdade de Letras da Universidade de Coimbra. Disponível em: &amp;lt;nowiki&amp;gt;https://hdl.handle.net/10316/9600&amp;lt;/nowiki&amp;gt;. pp. 284-287&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
SILVA, Nuno Miguel Maia da, 2012. &#039;&#039;Claustros Serlianos em Portugal 1558 –163.&#039;&#039; Dissertação de Mestrado, Faculdade de Ciências e Tecnologia da Universidade de Coimbra. Disponível em: &amp;lt;nowiki&amp;gt;https://hdl.handle.net/10316/23318&amp;lt;/nowiki&amp;gt;. pp. 156-158&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
SMITH, Robert C., 1950?. &#039;&#039;S. Bento da Vitória, do Porto, à luz dos «Estados» de Tibães&#039;&#039;. Porto: Livraria Fernando Machado&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
SMITH, Robert C., 1968. &#039;&#039;Cadeirais de Portugal&#039;&#039;. Lisboa: Livros Horizonte. pp. 48-52&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
SOARES, Renan Marinho de Morais, 2021&#039;&#039;.&#039;&#039; &#039;&#039;Do Sagrado ao Profano a reutilização adaptativa nos mosteiros portugueses – Mosteiro de Santa Maria do Bouro, Mosteiro de São Bento da Vitória e Mosteiro de Santo Tirso&#039;&#039;. Dissertação de Mestrado, Faculdade de Letras da Universidade do Porto. Disponível em: &amp;lt;nowiki&amp;gt;https://hdl.handle.net/10216/139814&amp;lt;/nowiki&amp;gt;. pp. 123-156&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
SOUSA VITERBO, Franscisco Marques de, 1899. &#039;&#039;Diccionario historico e documental dos architectos, engenheiros e constructores portuguezes ou a serviço de Portugal&#039;&#039;. Volume 2. Lisboa: Imprensa Nacional&lt;/div&gt;</summary>
		<author><name>Danielafernandes01</name></author>
	</entry>
	<entry>
		<id>https://wikimedia.pt/PortoRenascentista/index.php?title=Capela/Farol_de_S%C3%A3o_Miguel-O-Anjo&amp;diff=224</id>
		<title>Capela/Farol de São Miguel-O-Anjo</title>
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		<updated>2025-03-08T16:43:47Z</updated>

		<summary type="html">&lt;p&gt;Danielafernandes01: &lt;/p&gt;
&lt;hr /&gt;
&lt;div&gt;= Capela/Farol de São Miguel-O-Anjo =&lt;br /&gt;
[[Ficheiro:Fachada do edifício dos Socorros a Náufragos e da Capela de São Miguel-O-Anjo.jpg|miniaturadaimagem|407x407px|Fachada do edifício dos Socorros a Náufragos e da Capela de São Miguel-O-Anjo. Demonstra a ocultação do farol, pelo edifício dos Socorros a Náufragos, posteriormente construído. &lt;br /&gt;
{| class=&amp;quot;wikitable&amp;quot;&lt;br /&gt;
!Designação&lt;br /&gt;
!Capela/Farol de São Miguel-O-Anjo&lt;br /&gt;
|-&lt;br /&gt;
|&#039;&#039;&#039;Localização&#039;&#039;&#039;&lt;br /&gt;
|&#039;&#039;&#039;Foz do Douro&#039;&#039;&#039;&lt;br /&gt;
|-&lt;br /&gt;
|&#039;&#039;&#039;Cronologia&#039;&#039;&#039;&lt;br /&gt;
|&#039;&#039;&#039;Séc. XVI, ano de 1528&#039;&#039;&#039;&lt;br /&gt;
|-&lt;br /&gt;
|&#039;&#039;&#039;Autor&#039;&#039;&#039;&lt;br /&gt;
|&#039;&#039;&#039;Francesco Cremona&#039;&#039;&#039;&lt;br /&gt;
|}&lt;br /&gt;
|esquerda]]&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
== Estado da Arte ==&lt;br /&gt;
Após muita pesquisa e recolha de informações sobre a Capela/Farol de São Miguel-O-Anjo, na Foz do Douro, percebe-se a importância deste pequeno monumento que passa despercebido, devido à implantação do edifício dos Socorros a Náufragos. &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
O farol representa um valor incalculável, não só a nível local, como também a nível nacional devido ao impacto que teve para a evolução da cidade costeira. A sua construção proporcionou o aumento e a melhoria da navegação marítima, e possibilitou mais tráfego através do rio e do mar de uma forma mais segura e calculada.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Se realmente o projeto de D. Miguel da Silva fosse levado a avante, o porto e toda a arquitetura envolvente tornaria esta terra numa das primeiras a conter uma reorganização renascentista, algo necessário nesta época.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
A pesquisa concretizada, embora um tanto quanto extensa, foi um pouco repetitiva a nível de informação encontrada. Isto sugere, provavelmente, uma falta de estudo em volta não só desta cidade, como também de D. Miguel da Silva, bispo de Viseu e, ainda de &#039;&#039;Francesco Cremona&#039;&#039;, um arquiteto fundamental para o renascimento no Norte de Portugal.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Mais importante que consultar muita bibliografia e webgrafia é realizar uma visita ao próprio local para se ter noção da dimensão e da importância que estes monumentos possam ter tido no passado e até no presente, independentemente do seu estado de conservação e de acessibilidade.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
== Enquadramento ==&lt;br /&gt;
A Capela/Farol de São Miguel-O-Anjo fica localizada na União de Freguesias de Aldoar, Foz do Douro e Nevogilde. O monumento atualmente encontra-se integrado no edifício dos Socorros a Náufragos.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Na sua periferia alguns dos edifícios que o inserem na época renascentista são a antiga Igreja de São João da Foz, inscrita no forte de São João Baptista e o Farol da Senhora da Luz, uma construção mais recente que veio substituir o Farol de São Miguel-O-Anjo na primeira metade do século XVII, altura em que passou a funcionar essencialmente como capela votiva.  &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
== Foz do Douro, uma freguesia pequena mas cheia de História                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                           ==&lt;br /&gt;
A Foz, conhecida por este nome por se localizar no término do rio Douro, era caracterizada, até ao séc. XIX, como uma vila piscatória pobre. O seu tamanho reduzido e o afastamento das muralhas da cidade do Porto faziam com que a sua importância, tanto a nível económico como demográfico, fosse bastante reduzido. Mesmo assim, comparada com outras freguesias, como Massarelos e Nevogilde, apresentava um maior número de casais ou fogos. &amp;lt;small&amp;gt;[https://www.portosecretspots.com/post/a-foz-a-cantareira-e-o-farol-de-s-miguel-o-anjo &amp;lt;sup&amp;gt;&amp;lt;nowiki&amp;gt;[1]&amp;lt;/nowiki&amp;gt;&amp;lt;/sup&amp;gt;]&amp;lt;/small&amp;gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
A cidade de São João da Foz do Douro, anteriormente assim conhecida, “viu as suas atividades ligadas ao mar incentivadas pelo Império Romano, que trouxe consigo novas técnicas de construção de barcos e uma ampla experiência de navegação.” &amp;lt;small&amp;gt;[https://aldoarfoznevogilde.pt/autarquia/uniao-das-freguesias/ &amp;lt;sup&amp;gt;&amp;lt;nowiki&amp;gt;[2]&amp;lt;/nowiki&amp;gt;&amp;lt;/sup&amp;gt;]&amp;lt;/small&amp;gt;, permitindo a evolução da zona devido ao negócio a nível marítimo.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
A sua maior riqueza estava nas relações marítimas que passavam pela barra do rio Douro. Foi aqui que se verificaram os primeiros sinais do renascimento em Portugal, com o forte de São João Baptista da Foz, mandado construir por D. Sebastião.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
É ainda importante salientar o brasão desta freguesia. É composto por um escudo com um fundo prateado, uma torre preta com o topo em vermelho, que evoca o Farol de São Miguel-O-Anjo, ladeada por dois ferros de enxada azuis, ligados à vida agrícola desta zona, pois esta população estava ligada à Terra e ao Mar. Na zona inferior do brasão, encontram-se ondas azuis, prateadas e verdes e o nome da freguesia a preto. Na parte superior, uma coroa com quatro torres prateadas simboliza a humildade e a “riqueza da sua entrega total”.&lt;br /&gt;
----&amp;lt;small&amp;gt;[1] https://www.portosecretspots.com/post/a-foz-a-cantareira-e-o-farol-de-s-miguel-o-anjo&amp;lt;/small&amp;gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&amp;lt;small&amp;gt;[2] https://aldoarfoznevogilde.pt/autarquia/uniao-das-freguesias/&amp;lt;/small&amp;gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
== Descrição ==&lt;br /&gt;
A Capela de São Miguel-O-Anjo, anteriormente conhecida como São João da Foz, localizada na Cantareira, Foz do Douro, em honra do seu santo padroeiro São João Baptista, sempre foi alvo de algumas controvérsias quanto à sua designação.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Foi o farol mais antigo, construído de raiz em Portugal e um dos mais antigos a nível europeu. Também foi o primeiro edifício puramente renascentista no nosso país, o que o torna um dos monumentos mais importantes tanto a nível nacional como internacional.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
“Nessa pretendida sintonia entre a Foz e o porto de Ostia se levantaram os dois monumentos construtivos que dignificam a acção mecenática do bispo de Viseu, a capela de S. Miguel-o-Anjo (1528) e a igreja de São João da Foz (1527-46) …” (Craveiro 2009, p. 75)&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
O que vemos hoje é o farol que foi construído na torre da capela de São Miguel-O-Anjo, segundo Maria Clementina de Carvalho Quaresma &amp;lt;small&amp;gt;&amp;lt;sup&amp;gt;[1]&amp;lt;/sup&amp;gt;&amp;lt;/small&amp;gt;. Neste mesmo livro, está traduzida a inscrição em latim presente na parte traseira desta torre que se lê «D. MIGUEL DA SILVA, BISPO ELEITO DE VIS/EU, FEZ ESTA TORRE PARA GOVERNO DA/ ENTRADA DOS NAVIOS E DEU E CONSIGNOU/CAMPOS COMPRADOS COM O SEU DINHEIRO/PARA QUE DO RESPETIVO RENDIMENTO SE/ ACENDESSEM DA TORRE FOGOS PERPETUA/MENTE» ANO MDXXVIII.»&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Esta inscrição é fundamental não só para a datação da torre como também para identificar quem a mandou construir, neste caso D. Miguel da Silva, bispo de Viseu e abade do mosteiro de Santo Tirso, com projeto de Francesco de Cremona, um arquiteto italiano que trabalhou em Portugal a partir de 1525.&lt;br /&gt;
----&amp;lt;small&amp;gt;[1] Quaresma, Maria Clementina Carvalho,1995. &#039;&#039;Inventário Artístico de Portugal.&#039;&#039; &#039;&#039;Cidade do Porto&#039;&#039;. Lisboa: Academia Nacional de Belas-Artes&amp;lt;/small&amp;gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
== Caracterização ==&lt;br /&gt;
Este monumento tem uma planta quadrangular, possivelmente inspirado na torre de Hércules da Corunha,  destinado a auxiliar as embarcações na difícil entrada na barra.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Na sua fachada, embora coberta quase totalmente pelo edifício do século XIX, ainda é possível observar um alto soco maciço.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Estão também presentes duas janelas de peitoril, percorridas por frisos, com cornija reta na parte superior, uma com a conversadeira ainda presente. É apenas possível observar uma do lado de fora, com o propósito de iluminar o seu interior. O friso e a cornija são encimados por uma balaustrada, antes em pedra e rematados pelo elemento mais importante do farol, a cúpula oitavada.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Também conta com duas inscrições na pedra, uma no reverso e outra no lado direito do edifício. Estas estão incluídas num número reduzido de inscrições em pedra e um dos primeiros com a utilização do alfabeto capital de origem clássica. &amp;lt;small&amp;gt;&amp;lt;sup&amp;gt;[http://www.monumentos.gov.pt/site/APP_PagesUser/SIPA.aspx?id=3862 &amp;lt;nowiki&amp;gt;[1]&amp;lt;/nowiki&amp;gt;]&amp;lt;/sup&amp;gt;&amp;lt;/small&amp;gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
No interior, embora que nos dias correntes esteja bastante maltratado e despojado de qualquer ornamentação, ainda é possível observar três nichos, encimadas por um motivo em forma de concha, tendo o do centro dimensões maiores do que os nichos que o ladeiam.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Segundo o Sistema de Informação para o Património Arquitetónico &amp;lt;small&amp;gt;&amp;lt;sup&amp;gt;[http://www.monumentos.gov.pt/site/APP_PagesUser/SIPA.aspx?id=3862 &amp;lt;nowiki&amp;gt;[2]&amp;lt;/nowiki&amp;gt;]&amp;lt;/sup&amp;gt;&amp;lt;/small&amp;gt;, nestes lugares estariam presentes as figuras de São Miguel, homónimo do bispo de Viseu, D. Miguel da Silva, a de São João Baptista, o santo padroeiro da Foz do Douro e, ainda a de São Bento, patrono do Mosteiro de Santo Tirso, possivelmente albergando um oratório na parede sul do edifício.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Ainda no espaço reduzido da parte interna desta capela, é possível ver uma escadaria em caracol que daria acesso à zona superior do farol.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
A sua planta organiza-se numa forma cruciforme, estando coberto por uma pseudo-cúpula de tijolo, com nervuras e oitavada, com uma forte influência das obras de Bramante, arquiteto conhecido pela construção do Tempietto de São Pedro in Montorio.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Tanto na sua cúpula como nos nichos em forma de concha, há ainda vestígios de terem sido espaços policromados, uma prática bastante comum no Renascimento.&lt;br /&gt;
----&amp;lt;small&amp;gt;[1] http://www.monumentos.gov.pt/site/APP_PagesUser/SIPA.aspx?id=3862&amp;lt;/small&amp;gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&amp;lt;small&amp;gt;[2] http://www.monumentos.gov.pt/site/APP_PagesUser/SIPA.aspx?id=3862&amp;lt;/small&amp;gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
=== Património integrado ===&lt;br /&gt;
Embora não apresente nenhum património integrado nos dias de hoje, segundo as Memorias Paroquias de 1758 &amp;lt;small&amp;gt;&amp;lt;sup&amp;gt;[1]&amp;lt;/sup&amp;gt;&amp;lt;/small&amp;gt; este edifício contava com um retábulo “à moderna”, com uma representação de Nossa Senhora de Encarnação ao centro e, ainda “a antiga de São Miguel, com cobertura oitavada, rodeada por balaústres, e com a porta acedida por alguns degraus e ladeado por um púlpito de pedra, ao que parece, precedida por terreiro quadrado, delimitado por parapeito, do qual ainda subsistem alguns vestígios.” &amp;lt;sup&amp;gt;&amp;lt;small&amp;gt;[http://www.monumentos.gov.pt/site/APP_PagesUser/SIPA.aspx?id=3862 &amp;lt;nowiki&amp;gt;[2]&amp;lt;/nowiki&amp;gt;]&amp;lt;/small&amp;gt;&amp;lt;/sup&amp;gt;&lt;br /&gt;
----&amp;lt;small&amp;gt;[1] Capela, José Viriato, Matos, Henrique e Borralheiro, Rogério, 2009. &#039;&#039;As freguesias do distrito do Porto nas Memórias Paroquiais de 1758: memórias, história e património.&#039;&#039; Braga: Edição do Autor.&amp;lt;/small&amp;gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&amp;lt;small&amp;gt;[2] http://www.monumentos.gov.pt/site/APP_PagesUser/SIPA.aspx?id=3862&amp;lt;/small&amp;gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
== Imagens e Iconografia do Objeto ==&lt;br /&gt;
&amp;lt;gallery mode=&amp;quot;packed-overlay&amp;quot;&amp;gt;&lt;br /&gt;
Ficheiro:Marégrafo.jpg|Marégrafo da Foz do Douro - visível da Capela/Farol de São Miguel-O-Anjo &lt;br /&gt;
Ficheiro:Capela-Farol de São Miguel-O-Anjo - fachada Sul.jpg|Capela/Farol de São Miguel-O-Anjo - fachada Sul&lt;br /&gt;
Ficheiro:Fachada sul com inscrição.jpg|Fachada sul da Capela/Farol de São Miguel-O-Anjo com inscrição&lt;br /&gt;
Ficheiro:Pormenor da cúpula - vista da fachada sul.jpg|Pormenor da cúpula - vista da fachada sul&lt;br /&gt;
Ficheiro:Pormenor da inscrição da fachada sul da torre.jpg|Pormenor da inscrição da fachada sul da torre&lt;br /&gt;
Ficheiro:Inscrição do lado direito da torre.jpg|Inscrição do lado direito da torre&lt;br /&gt;
&amp;lt;/gallery&amp;gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
== Bibliografia e Webgrafia ==&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
=== Bibliografia ===&lt;br /&gt;
Quaresma, M. C. de C. (1995). &#039;&#039;Cidade do Porto&#039;&#039;. Academia Nacional de Belas-Artes.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Capela José Viriato, Matos Henrique, Borralheiro Rogério, Capela José Viriato, Matos Henrique, &amp;amp; Borralheiro Rogério. (2009). &#039;&#039;As freguesias do distrito do Porto nas Memórias Paroquiais de 1758: memórias, história e património.&#039;&#039; Edição do Autor.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Marnoto, R. (2017). &#039;&#039;(Org. Dossiê) Arquitectos italianos em Portugal&#039;&#039;.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Marta Maria Peters Arriscado de Oliveira. (2005). &#039;&#039;Porto, São Miguel o Anjo: uma torre-farol e capela. Memória para uma intervenção na obra&#039;&#039;.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Craveiro, M. de L. (2009). &#039;&#039;A Arquitectura “ao Romano”&#039;&#039;. Fubu.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
PEREIRA, P., &#039;&#039;História da Arte Portuguesa&#039;&#039; (1995), Vol. II, Círculo de Leitores&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
SERRÃO, V., &#039;&#039;História da Arte em Portugal&#039;&#039; (2002) &#039;&#039;- O Renascimento e o Maneirismo (1500- 1620)&#039;&#039;, Lisboa, Editorial Presença.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
SOROMENHO, M., &#039;&#039;A Arquitectura do Ciclo Filipino&#039;&#039;, 2009&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Pereira, P. (2014). &#039;&#039;Renascimento&#039;&#039;. Círculo de Leitores.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Fernandes, J. A. R. (1989). &#039;&#039;A Foz: entre o rio, o mar e a cidade&#039;&#039;. Associação de Cultura e Turismo da Foz.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
=== Webgrafia ===&lt;br /&gt;
&amp;lt;nowiki&amp;gt;https://www.portosecretspots.com/post/a-foz-a-cantareira-e-o-farol-de-s-miguel-o-anjo&amp;lt;/nowiki&amp;gt; consultado em 15 de novembro de 2024&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&amp;lt;nowiki&amp;gt;https://www.infopedia.pt/artigos/$latrao-v&amp;lt;/nowiki&amp;gt; consultado em 15 de novembro de 2024&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&amp;lt;nowiki&amp;gt;https://www.infopedia.pt/artigos/$cisma-do-ocidente?intlink=true&amp;lt;/nowiki&amp;gt; consultado em 15 de novembro de 2024&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&amp;lt;nowiki&amp;gt;https://diocesedeviseu.pt/catedral/&amp;lt;/nowiki&amp;gt; consultado em 15 de novembro de 2024&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&amp;lt;nowiki&amp;gt;http://www.monumentos.gov.pt/site/APP_PagesUser/SIPA.aspx?id=5541&amp;lt;/nowiki&amp;gt; consultado em 02 de novembro de 2024&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&amp;lt;nowiki&amp;gt;https://www.aldoarfoznevogilde.pt/pages/372.html&amp;lt;/nowiki&amp;gt; consultado em 05 de dezembro de 2024&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&amp;lt;nowiki&amp;gt;https://www.e-cultura.pt/patrimonio_item/13975&amp;lt;/nowiki&amp;gt; consultado em 06 de dezembro de 2024&lt;/div&gt;</summary>
		<author><name>Danielafernandes01</name></author>
	</entry>
	<entry>
		<id>https://wikimedia.pt/PortoRenascentista/index.php?title=Capela/Farol_de_S%C3%A3o_Miguel-O-Anjo&amp;diff=223</id>
		<title>Capela/Farol de São Miguel-O-Anjo</title>
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		<updated>2025-03-08T16:42:46Z</updated>

		<summary type="html">&lt;p&gt;Danielafernandes01: &lt;/p&gt;
&lt;hr /&gt;
&lt;div&gt;= Capela/Farol de São Miguel-O-Anjo =&lt;br /&gt;
[[Ficheiro:Fachada do edifício dos Socorros a Náufragos e da Capela de São Miguel-O-Anjo.jpg|miniaturadaimagem|407x407px|Fachada do edifício dos Socorros a Náufragos e da Capela de São Miguel-O-Anjo. Demonstra a ocultação do farol, pelo edifício dos Socorros a Náufragos, posteriormente construído. &lt;br /&gt;
{| class=&amp;quot;wikitable&amp;quot;&lt;br /&gt;
!Designação&lt;br /&gt;
!Capela/Farol de São Miguel-O-Anjo&lt;br /&gt;
|-&lt;br /&gt;
|&#039;&#039;&#039;Localização&#039;&#039;&#039;&lt;br /&gt;
|&#039;&#039;&#039;Foz do Douro&#039;&#039;&#039;&lt;br /&gt;
|-&lt;br /&gt;
|&#039;&#039;&#039;Cronologia&#039;&#039;&#039;&lt;br /&gt;
|&#039;&#039;&#039;Séc. XVI, ano de 1528&#039;&#039;&#039;&lt;br /&gt;
|-&lt;br /&gt;
|&#039;&#039;&#039;Autor&#039;&#039;&#039;&lt;br /&gt;
|&#039;&#039;&#039;Francesco Cremona&#039;&#039;&#039;&lt;br /&gt;
|}&lt;br /&gt;
|esquerda]]&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
== Estado da Arte ==&lt;br /&gt;
Após muita pesquisa e recolha de informações sobre a Capela/Farol de São Miguel-O-Anjo, na Foz do Douro, percebe-se a importância deste pequeno monumento que passa despercebido, devido à implantação do edifício dos Socorros a Náufragos. &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
O farol representa um valor incalculável, não só a nível local, como também a nível nacional devido ao impacto que teve para a evolução da cidade costeira. A sua construção proporcionou o aumento e a melhoria da navegação marítima, e possibilitou mais tráfego através do rio e do mar de uma forma mais segura e calculada.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Se realmente o projeto de D. Miguel da Silva fosse levado a avante, o porto e toda a arquitetura envolvente tornaria esta terra numa das primeiras a conter uma reorganização renascentista, algo necessário nesta época.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
A pesquisa concretizada, embora um tanto quanto extensa, foi um pouco repetitiva a nível de informação encontrada. Isto sugere, provavelmente, uma falta de estudo em volta não só desta cidade, como também de D. Miguel da Silva, bispo de Viseu e, ainda de &#039;&#039;Francesco Cremona&#039;&#039;, um arquiteto fundamental para o renascimento no Norte de Portugal.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Mais importante que consultar muita bibliografia e webgrafia é realizar uma visita ao próprio local para se ter noção da dimensão e da importância que estes monumentos possam ter tido no passado e até no presente, independentemente do seu estado de conservação e de acessibilidade.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
== Enquadramento ==&lt;br /&gt;
A Capela/Farol de São Miguel-O-Anjo fica localizada na União de Freguesias de Aldoar, Foz do Douro e Nevogilde. O monumento atualmente encontra-se integrado no edifício dos Socorros a Náufragos.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Na sua periferia alguns dos edifícios que o inserem na época renascentista são a antiga Igreja de São João da Foz, inscrita no forte de São João Baptista e o Farol da Senhora da Luz, uma construção mais recente que veio substituir o Farol de São Miguel-O-Anjo na primeira metade do século XVII, altura em que passou a funcionar essencialmente como capela votiva.  &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
== Foz do Douro, uma freguesia pequena mas cheia de História                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                           ==&lt;br /&gt;
A Foz, conhecida por este nome por se localizar no término do rio Douro, era caracterizada, até ao séc. XIX, como uma vila piscatória pobre. O seu tamanho reduzido e o afastamento das muralhas da cidade do Porto faziam com que a sua importância, tanto a nível económico como demográfico, fosse bastante reduzido. Mesmo assim, comparada com outras freguesias, como Massarelos e Nevogilde, apresentava um maior número de casais ou fogos. &amp;lt;small&amp;gt;[https://www.portosecretspots.com/post/a-foz-a-cantareira-e-o-farol-de-s-miguel-o-anjo &amp;lt;sup&amp;gt;&amp;lt;nowiki&amp;gt;[1]&amp;lt;/nowiki&amp;gt;&amp;lt;/sup&amp;gt;]&amp;lt;/small&amp;gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
A cidade de São João da Foz do Douro, anteriormente assim conhecida, “viu as suas atividades ligadas ao mar incentivadas pelo Império Romano, que trouxe consigo novas técnicas de construção de barcos e uma ampla experiência de navegação.” &amp;lt;small&amp;gt;[https://aldoarfoznevogilde.pt/autarquia/uniao-das-freguesias/ &amp;lt;sup&amp;gt;&amp;lt;nowiki&amp;gt;[2]&amp;lt;/nowiki&amp;gt;&amp;lt;/sup&amp;gt;]&amp;lt;/small&amp;gt;, permitindo a evolução da zona devido ao negócio a nível marítimo.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
A sua maior riqueza estava nas relações marítimas que passavam pela barra do rio Douro. Foi aqui que se verificaram os primeiros sinais do renascimento em Portugal, com o forte de São João Baptista da Foz, mandado construir por D. Sebastião.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
É ainda importante salientar o brasão desta freguesia. É composto por um escudo com um fundo prateado, uma torre preta com o topo em vermelho, que evoca o Farol de São Miguel-O-Anjo, ladeada por dois ferros de enxada azuis, ligados à vida agrícola desta zona, pois esta população estava ligada à Terra e ao Mar. Na zona inferior do brasão, encontram-se ondas azuis, prateadas e verdes e o nome da freguesia a preto. Na parte superior, uma coroa com quatro torres prateadas simboliza a humildade e a “riqueza da sua entrega total”.&lt;br /&gt;
----&amp;lt;small&amp;gt;[1] https://www.portosecretspots.com/post/a-foz-a-cantareira-e-o-farol-de-s-miguel-o-anjo&amp;lt;/small&amp;gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&amp;lt;small&amp;gt;[2] https://aldoarfoznevogilde.pt/autarquia/uniao-das-freguesias/&amp;lt;/small&amp;gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
== Descrição ==&lt;br /&gt;
A Capela de São Miguel-O-Anjo, anteriormente conhecida como São João da Foz, localizada na Cantareira, Foz do Douro, em honra do seu santo padroeiro São João Baptista, sempre foi alvo de algumas controvérsias quanto à sua designação.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Foi o farol mais antigo, construído de raiz em Portugal e um dos mais antigos a nível europeu. Também foi o primeiro edifício puramente renascentista no nosso país, o que o torna um dos monumentos mais importantes tanto a nível nacional como internacional.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
“Nessa pretendida sintonia entre a Foz e o porto de Ostia se levantaram os dois monumentos construtivos que dignificam a acção mecenática do bispo de Viseu, a capela de S. Miguel-o-Anjo (1528) e a igreja de São João da Foz (1527-46) …” (Craveiro 2009, p. 75)&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
O que vemos hoje é o farol que foi construído na torre da capela de São Miguel-O-Anjo, segundo Maria Clementina de Carvalho Quaresma &amp;lt;small&amp;gt;&amp;lt;sup&amp;gt;[1]&amp;lt;/sup&amp;gt;&amp;lt;/small&amp;gt;. Neste mesmo livro, está traduzida a inscrição em latim presente na parte traseira desta torre que se lê «D. MIGUEL DA SILVA, BISPO ELEITO DE VIS/EU, FEZ ESTA TORRE PARA GOVERNO DA/ ENTRADA DOS NAVIOS E DEU E CONSIGNOU/CAMPOS COMPRADOS COM O SEU DINHEIRO/PARA QUE DO RESPETIVO RENDIMENTO SE/ ACENDESSEM DA TORRE FOGOS PERPETUA/MENTE» ANO MDXXVIII.»&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Esta inscrição é fundamental não só para a datação da torre como também para identificar quem a mandou construir, neste caso D. Miguel da Silva, bispo de Viseu e abade do mosteiro de Santo Tirso, com projeto de Francesco de Cremona, um arquiteto italiano que trabalhou em Portugal a partir de 1525.&lt;br /&gt;
----&amp;lt;small&amp;gt;[1] Quaresma, Maria Clementina Carvalho,1995. &#039;&#039;Inventário Artístico de Portugal.&#039;&#039; &#039;&#039;Cidade do Porto&#039;&#039;. Lisboa: Academia Nacional de Belas-Artes&amp;lt;/small&amp;gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
== Caracterização ==&lt;br /&gt;
Este monumento tem uma planta quadrangular, possivelmente inspirado na torre de Hércules da Corunha,  destinado a auxiliar as embarcações na difícil entrada na barra.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Na sua fachada, embora coberta quase totalmente pelo edifício do século XIX, ainda é possível observar um alto soco maciço.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Estão também presentes duas janelas de peitoril, percorridas por frisos, com cornija reta na parte superior, uma com a conversadeira ainda presente. É apenas possível observar uma do lado de fora, com o propósito de iluminar o seu interior. O friso e a cornija são encimados por uma balaustrada, antes em pedra e rematados pelo elemento mais importante do farol, a cúpula oitavada.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Também conta com duas inscrições na pedra, uma no reverso e outra no lado direito do edifício. Estas estão incluídas num número reduzido de inscrições em pedra e um dos primeiros com a utilização do alfabeto capital de origem clássica. &amp;lt;small&amp;gt;&amp;lt;sup&amp;gt;[http://www.monumentos.gov.pt/site/APP_PagesUser/SIPA.aspx?id=3862 &amp;lt;nowiki&amp;gt;[1]&amp;lt;/nowiki&amp;gt;]&amp;lt;/sup&amp;gt;&amp;lt;/small&amp;gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
No interior, embora que nos dias correntes esteja bastante maltratado e despojado de qualquer ornamentação, ainda é possível observar três nichos, encimadas por um motivo em forma de concha, tendo o do centro dimensões maiores do que os nichos que o ladeiam.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Segundo o Sistema de Informação para o Património Arquitetónico &amp;lt;small&amp;gt;&amp;lt;sup&amp;gt;[http://www.monumentos.gov.pt/site/APP_PagesUser/SIPA.aspx?id=3862 &amp;lt;nowiki&amp;gt;[2]&amp;lt;/nowiki&amp;gt;]&amp;lt;/sup&amp;gt;&amp;lt;/small&amp;gt;, nestes lugares estariam presentes as figuras de São Miguel, homónimo do bispo de Viseu, D. Miguel da Silva, a de São João Baptista, o santo padroeiro da Foz do Douro e, ainda a de São Bento, patrono do Mosteiro de Santo Tirso, possivelmente albergando um oratório na parede sul do edifício.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Ainda no espaço reduzido da parte interna desta capela, é possível ver uma escadaria em caracol que daria acesso à zona superior do farol.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
A sua planta organiza-se numa forma cruciforme, estando coberto por uma pseudo-cúpula de tijolo, com nervuras e oitavada, com uma forte influência das obras de Bramante, arquiteto conhecido pela construção do Tempietto de São Pedro in Montorio.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Tanto na sua cúpula como nos nichos em forma de concha, há ainda vestígios de terem sido espaços policromados, uma prática bastante comum no Renascimento.&lt;br /&gt;
----&amp;lt;small&amp;gt;[1] &amp;lt;nowiki&amp;gt;http://www.monumentos.gov.pt/site/APP_PagesUser/SIPA.aspx?id=3862&amp;lt;/nowiki&amp;gt;&amp;lt;/small&amp;gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&amp;lt;small&amp;gt;[2] &amp;lt;nowiki&amp;gt;http://www.monumentos.gov.pt/site/APP_PagesUser/SIPA.aspx?id=3862&amp;lt;/nowiki&amp;gt;&amp;lt;/small&amp;gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
=== Património integrado ===&lt;br /&gt;
Embora não apresente nenhum património integrado nos dias de hoje, segundo as Memorias Paroquias de 1758 &amp;lt;small&amp;gt;&amp;lt;sup&amp;gt;[1]&amp;lt;/sup&amp;gt;&amp;lt;/small&amp;gt; este edifício contava com um retábulo “à moderna”, com uma representação de Nossa Senhora de Encarnação ao centro e, ainda “a antiga de São Miguel, com cobertura oitavada, rodeada por balaústres, e com a porta acedida por alguns degraus e ladeado por um púlpito de pedra, ao que parece, precedida por terreiro quadrado, delimitado por parapeito, do qual ainda subsistem alguns vestígios.” &amp;lt;sup&amp;gt;&amp;lt;small&amp;gt;[http://www.monumentos.gov.pt/site/APP_PagesUser/SIPA.aspx?id=3862 &amp;lt;nowiki&amp;gt;[2]&amp;lt;/nowiki&amp;gt;]&amp;lt;/small&amp;gt;&amp;lt;/sup&amp;gt;&lt;br /&gt;
----&amp;lt;small&amp;gt;[1] Capela, José Viriato, Matos, Henrique e Borralheiro, Rogério, 2009. &#039;&#039;As freguesias do distrito do Porto nas Memórias Paroquiais de 1758: memórias, história e património.&#039;&#039; Braga: Edição do Autor.&amp;lt;/small&amp;gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&amp;lt;small&amp;gt;[2] &amp;lt;nowiki&amp;gt;http://www.monumentos.gov.pt/site/APP_PagesUser/SIPA.aspx?id=3862&amp;lt;/nowiki&amp;gt;&amp;lt;/small&amp;gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
== Imagens e Iconografia do Objeto ==&lt;br /&gt;
&amp;lt;gallery mode=&amp;quot;packed-overlay&amp;quot;&amp;gt;&lt;br /&gt;
Ficheiro:Marégrafo.jpg|Marégrafo da Foz do Douro - visível da Capela/Farol de São Miguel-O-Anjo &lt;br /&gt;
Ficheiro:Capela-Farol de São Miguel-O-Anjo - fachada Sul.jpg|Capela/Farol de São Miguel-O-Anjo - fachada Sul&lt;br /&gt;
Ficheiro:Fachada sul com inscrição.jpg|Fachada sul da Capela/Farol de São Miguel-O-Anjo com inscrição&lt;br /&gt;
Ficheiro:Pormenor da cúpula - vista da fachada sul.jpg|Pormenor da cúpula - vista da fachada sul&lt;br /&gt;
Ficheiro:Pormenor da inscrição da fachada sul da torre.jpg|Pormenor da inscrição da fachada sul da torre&lt;br /&gt;
Ficheiro:Inscrição do lado direito da torre.jpg|Inscrição do lado direito da torre&lt;br /&gt;
&amp;lt;/gallery&amp;gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
== Bibliografia e Webgrafia ==&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
=== Bibliografia ===&lt;br /&gt;
Quaresma, M. C. de C. (1995). &#039;&#039;Cidade do Porto&#039;&#039;. Academia Nacional de Belas-Artes.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Capela José Viriato, Matos Henrique, Borralheiro Rogério, Capela José Viriato, Matos Henrique, &amp;amp; Borralheiro Rogério. (2009). &#039;&#039;As freguesias do distrito do Porto nas Memórias Paroquiais de 1758: memórias, história e património.&#039;&#039; Edição do Autor.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Marnoto, R. (2017). &#039;&#039;(Org. Dossiê) Arquitectos italianos em Portugal&#039;&#039;.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Marta Maria Peters Arriscado de Oliveira. (2005). &#039;&#039;Porto, São Miguel o Anjo: uma torre-farol e capela. Memória para uma intervenção na obra&#039;&#039;.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Craveiro, M. de L. (2009). &#039;&#039;A Arquitectura “ao Romano”&#039;&#039;. Fubu.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
PEREIRA, P., &#039;&#039;História da Arte Portuguesa&#039;&#039; (1995), Vol. II, Círculo de Leitores&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
SERRÃO, V., &#039;&#039;História da Arte em Portugal&#039;&#039; (2002) &#039;&#039;- O Renascimento e o Maneirismo (1500- 1620)&#039;&#039;, Lisboa, Editorial Presença.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
SOROMENHO, M., &#039;&#039;A Arquitectura do Ciclo Filipino&#039;&#039;, 2009&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Pereira, P. (2014). &#039;&#039;Renascimento&#039;&#039;. Círculo de Leitores.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Fernandes, J. A. R. (1989). &#039;&#039;A Foz: entre o rio, o mar e a cidade&#039;&#039;. Associação de Cultura e Turismo da Foz.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
=== Webgrafia ===&lt;br /&gt;
&amp;lt;nowiki&amp;gt;https://www.portosecretspots.com/post/a-foz-a-cantareira-e-o-farol-de-s-miguel-o-anjo&amp;lt;/nowiki&amp;gt; consultado em 15 de novembro de 2024&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&amp;lt;nowiki&amp;gt;https://www.infopedia.pt/artigos/$latrao-v&amp;lt;/nowiki&amp;gt; consultado em 15 de novembro de 2024&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&amp;lt;nowiki&amp;gt;https://www.infopedia.pt/artigos/$cisma-do-ocidente?intlink=true&amp;lt;/nowiki&amp;gt; consultado em 15 de novembro de 2024&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&amp;lt;nowiki&amp;gt;https://diocesedeviseu.pt/catedral/&amp;lt;/nowiki&amp;gt; consultado em 15 de novembro de 2024&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&amp;lt;nowiki&amp;gt;http://www.monumentos.gov.pt/site/APP_PagesUser/SIPA.aspx?id=5541&amp;lt;/nowiki&amp;gt; consultado em 02 de novembro de 2024&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&amp;lt;nowiki&amp;gt;https://www.aldoarfoznevogilde.pt/pages/372.html&amp;lt;/nowiki&amp;gt; consultado em 05 de dezembro de 2024&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&amp;lt;nowiki&amp;gt;https://www.e-cultura.pt/patrimonio_item/13975&amp;lt;/nowiki&amp;gt; consultado em 06 de dezembro de 2024&lt;/div&gt;</summary>
		<author><name>Danielafernandes01</name></author>
	</entry>
	<entry>
		<id>https://wikimedia.pt/PortoRenascentista/index.php?title=Capela/Farol_de_S%C3%A3o_Miguel-O-Anjo&amp;diff=222</id>
		<title>Capela/Farol de São Miguel-O-Anjo</title>
		<link rel="alternate" type="text/html" href="https://wikimedia.pt/PortoRenascentista/index.php?title=Capela/Farol_de_S%C3%A3o_Miguel-O-Anjo&amp;diff=222"/>
		<updated>2025-03-08T16:36:25Z</updated>

		<summary type="html">&lt;p&gt;Danielafernandes01: &lt;/p&gt;
&lt;hr /&gt;
&lt;div&gt;= Capela/Farol de São Miguel-O-Anjo =&lt;br /&gt;
[[Ficheiro:Fachada do edifício dos Socorros a Náufragos e da Capela de São Miguel-O-Anjo.jpg|miniaturadaimagem|407x407px|Fachada do edifício dos Socorros a Náufragos e da Capela de São Miguel-O-Anjo. Demonstra a ocultação do farol, pelo edifício dos Socorros a Náufragos, posteriormente construído. &lt;br /&gt;
{| class=&amp;quot;wikitable&amp;quot;&lt;br /&gt;
!Designação&lt;br /&gt;
!Capela/Farol de São Miguel-O-Anjo&lt;br /&gt;
|-&lt;br /&gt;
|&#039;&#039;&#039;Localização&#039;&#039;&#039;&lt;br /&gt;
|&#039;&#039;&#039;Foz do Douro&#039;&#039;&#039;&lt;br /&gt;
|-&lt;br /&gt;
|&#039;&#039;&#039;Cronologia&#039;&#039;&#039;&lt;br /&gt;
|&#039;&#039;&#039;Séc. XVI, ano de 1528&#039;&#039;&#039;&lt;br /&gt;
|-&lt;br /&gt;
|&#039;&#039;&#039;Autor&#039;&#039;&#039;&lt;br /&gt;
|&#039;&#039;&#039;Francesco Cremona&#039;&#039;&#039;&lt;br /&gt;
|}&lt;br /&gt;
|esquerda]]&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
== Estado da Arte ==&lt;br /&gt;
Após muita pesquisa e recolha de informações sobre a Capela/Farol de São Miguel-O-Anjo, na Foz do Douro, percebe-se a importância deste pequeno monumento que passa despercebido, devido à implantação do edifício dos Socorros a Náufragos. &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
O farol representa um valor incalculável, não só a nível local, como também a nível nacional devido ao impacto que teve para a evolução da cidade costeira. A sua construção proporcionou o aumento e a melhoria da navegação marítima, e possibilitou mais tráfego através do rio e do mar de uma forma mais segura e calculada.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Se realmente o projeto de D. Miguel da Silva fosse levado a avante, o porto e toda a arquitetura envolvente tornaria esta terra numa das primeiras a conter uma reorganização renascentista, algo necessário nesta época.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
A pesquisa concretizada, embora um tanto quanto extensa, foi um pouco repetitiva a nível de informação encontrada. Isto sugere, provavelmente, uma falta de estudo em volta não só desta cidade, como também de D. Miguel da Silva, bispo de Viseu e, ainda de &#039;&#039;Francesco Cremona&#039;&#039;, um arquiteto fundamental para o renascimento no Norte de Portugal.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Mais importante que consultar muita bibliografia e webgrafia é realizar uma visita ao próprio local para se ter noção da dimensão e da importância que estes monumentos possam ter tido no passado e até no presente, independentemente do seu estado de conservação e de acessibilidade.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
== Enquadramento ==&lt;br /&gt;
A Capela/Farol de São Miguel-O-Anjo fica localizada na União de Freguesias de Aldoar, Foz do Douro e Nevogilde. O monumento atualmente encontra-se integrado no edifício dos Socorros a Náufragos.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Na sua periferia alguns dos edifícios que o inserem na época renascentista são a antiga Igreja de São João da Foz, inscrita no forte de São João Baptista e o Farol da Senhora da Luz, uma construção mais recente que veio substituir o Farol de São Miguel-O-Anjo na primeira metade do século XVII, altura em que passou a funcionar essencialmente como capela votiva.  &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
== Foz do Douro, uma freguesia pequena mas cheia de História                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                           ==&lt;br /&gt;
A Foz, conhecida por este nome por se localizar no término do rio Douro, era caracterizada, até ao séc. XIX, como uma vila piscatória pobre. O seu tamanho reduzido e o afastamento das muralhas da cidade do Porto faziam com que a sua importância, tanto a nível económico como demográfico, fosse bastante reduzido. Mesmo assim, comparada com outras freguesias, como Massarelos e Nevogilde, apresentava um maior número de casais ou fogos. &amp;lt;small&amp;gt;[https://www.portosecretspots.com/post/a-foz-a-cantareira-e-o-farol-de-s-miguel-o-anjo &amp;lt;nowiki&amp;gt;[1]&amp;lt;/nowiki&amp;gt;]&amp;lt;/small&amp;gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
A cidade de São João da Foz do Douro, anteriormente assim conhecida, “viu as suas atividades ligadas ao mar incentivadas pelo Império Romano, que trouxe consigo novas técnicas de construção de barcos e uma ampla experiência de navegação.” &amp;lt;small&amp;gt;[https://aldoarfoznevogilde.pt/autarquia/uniao-das-freguesias/ &amp;lt;nowiki&amp;gt;[2]&amp;lt;/nowiki&amp;gt;]&amp;lt;/small&amp;gt;, permitindo a evolução da zona devido ao negócio a nível marítimo.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
A sua maior riqueza estava nas relações marítimas que passavam pela barra do rio Douro. Foi aqui que se verificaram os primeiros sinais do renascimento em Portugal, com o forte de São João Baptista da Foz, mandado construir por D. Sebastião.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
É ainda importante salientar o brasão desta freguesia. É composto por um escudo com um fundo prateado, uma torre preta com o topo em vermelho, que evoca o Farol de São Miguel-O-Anjo, ladeada por dois ferros de enxada azuis, ligados à vida agrícola desta zona, pois esta população estava ligada à Terra e ao Mar. Na zona inferior do brasão, encontram-se ondas azuis, prateadas e verdes e o nome da freguesia a preto. Na parte superior, uma coroa com quatro torres prateadas simboliza a humildade e a “riqueza da sua entrega total”.&lt;br /&gt;
----&amp;lt;small&amp;gt;[1] https://www.portosecretspots.com/post/a-foz-a-cantareira-e-o-farol-de-s-miguel-o-anjo&amp;lt;/small&amp;gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&amp;lt;small&amp;gt;[2] https://aldoarfoznevogilde.pt/autarquia/uniao-das-freguesias/&amp;lt;/small&amp;gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
== Descrição ==&lt;br /&gt;
A Capela de São Miguel-O-Anjo, anteriormente conhecida como São João da Foz, localizada na Cantareira, Foz do Douro, em honra do seu santo padroeiro São João Baptista, sempre foi alvo de algumas controvérsias quanto à sua designação.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Foi o farol mais antigo, construído de raiz em Portugal e um dos mais antigos a nível europeu. Também foi o primeiro edifício puramente renascentista no nosso país, o que o torna um dos monumentos mais importantes tanto a nível nacional como internacional.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
“Nessa pretendida sintonia entre a Foz e o porto de Ostia se levantaram os dois monumentos construtivos que dignificam a acção mecenática do bispo de Viseu, a capela de S. Miguel-o-Anjo (1528) e a igreja de São João da Foz (1527-46) …” (Craveiro 2009, p. 75)&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
O que vemos hoje é o farol que foi construído na torre da capela de São Miguel-O-Anjo, segundo Maria Clementina de Carvalho Quaresma &amp;lt;small&amp;gt;[1]&amp;lt;/small&amp;gt;. Neste mesmo livro, está traduzida a inscrição em latim presente na parte traseira desta torre que se lê «D. MIGUEL DA SILVA, BISPO ELEITO DE VIS/EU, FEZ ESTA TORRE PARA GOVERNO DA/ ENTRADA DOS NAVIOS E DEU E CONSIGNOU/CAMPOS COMPRADOS COM O SEU DINHEIRO/PARA QUE DO RESPETIVO RENDIMENTO SE/ ACENDESSEM DA TORRE FOGOS PERPETUA/MENTE» ANO MDXXVIII.»&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Esta inscrição é fundamental não só para a datação da torre como também para identificar quem a mandou construir, neste caso D. Miguel da Silva, bispo de Viseu e abade do mosteiro de Santo Tirso, com projeto de Francesco de Cremona, um arquiteto italiano que trabalhou em Portugal a partir de 1525.&lt;br /&gt;
----&amp;lt;small&amp;gt;[1] Quaresma, Maria Clementina Carvalho,1995. &#039;&#039;Inventário Artístico de Portugal.&#039;&#039; &#039;&#039;Cidade do Porto&#039;&#039;. Lisboa: &#039;&#039;Academia Nacional de Belas-Artes&#039;&#039;&amp;lt;/small&amp;gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
== Caracterização ==&lt;br /&gt;
Este monumento tem uma planta quadrangular, possivelmente inspirado na torre de Hércules da Corunha,  destinado a auxiliar as embarcações na difícil entrada na barra.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Na sua fachada, embora coberta quase totalmente pelo edifício do século XIX, ainda é possível observar um alto soco maciço.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Estão também presentes duas janelas de peitoril, percorridas por frisos, com cornija reta na parte superior, uma com a conversadeira ainda presente. É apenas possível observar uma do lado de fora, com o propósito de iluminar o seu interior. O friso e a cornija são encimados por uma balaustrada, antes em pedra e rematados pelo elemento mais importante do farol, a cúpula oitavada.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Também conta com duas inscrições na pedra, uma no reverso e outra no lado direito do edifício. Estas estão incluídas num número reduzido de inscrições em pedra e um dos primeiros com a utilização do alfabeto capital de origem clássica. [1]&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
No interior, embora que nos dias correntes esteja bastante maltratado e despojado de qualquer ornamentação, ainda é possível observar três nichos, encimadas por um motivo em forma de concha, tendo o do centro dimensões maiores do que os nichos que o ladeiam.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Segundo o SIPA [2], nestes lugares estariam presentes as figuras de São Miguel, homónimo do bispo de Viseu, D. Miguel da Silva, a de São João Baptista, o santo padroeiro da Foz do Douro e, ainda a de São Bento, patrono do Mosteiro de Santo Tirso, possivelmente albergando um oratório na parede sul do edifício.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Ainda no espaço reduzido da parte interna desta capela, é possível ver uma escadaria em caracol que daria acesso à zona superior do farol.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
A sua planta organiza-se numa forma cruciforme, estando coberto por uma pseudo-cúpula de tijolo, com nervuras e oitavada, com uma forte influência das obras de Bramante, arquiteto conhecido pela construção do Tempietto de São Pedro in Montorio.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Tanto na sua cúpula como nos nichos em forma de concha, há ainda vestígios de terem sido espaços policromados, uma prática bastante comum no Renascimento.&lt;br /&gt;
----&amp;lt;small&amp;gt;[1] &amp;lt;nowiki&amp;gt;http://www.monumentos.gov.pt/site/APP_PagesUser/SIPA.aspx?id=3862&amp;lt;/nowiki&amp;gt;&amp;lt;/small&amp;gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&amp;lt;small&amp;gt;[2] &amp;lt;nowiki&amp;gt;http://www.monumentos.gov.pt/site/APP_PagesUser/SIPA.aspx?id=3862&amp;lt;/nowiki&amp;gt;&amp;lt;/small&amp;gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
=== Património integrado ===&lt;br /&gt;
Embora não apresente nenhum património integrado nos dias de hoje, segundo as Memorias Paroquias de 1758 [1] este edifício contava com um retábulo “à moderna”, possuindo uma representação de Nossa Senhora de Encarnação ao centro e, ainda “a antiga de São Miguel, com cobertura oitavada, rodeada por balaústres, e com a porta acedida por alguns degraus e ladeado por um púlpito de pedra, ao que parece, precedida por terreiro quadrado, delimitado por parapeito, do qual ainda subsistem alguns vestígios.”[2]&lt;br /&gt;
----&amp;lt;small&amp;gt;[1] Capela José Viriato, Matos Henrique, Borralheiro Rogério, Capela José Viriato, Matos Henrique, &amp;amp; Borralheiro Rogério. (2009). &#039;&#039;As freguesias do distrito do Porto nas Memórias Paroquiais de 1758: memórias, história e património.&#039;&#039; Edição do Autor.&amp;lt;/small&amp;gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&amp;lt;small&amp;gt;[2] &amp;lt;nowiki&amp;gt;http://www.monumentos.gov.pt/site/APP_PagesUser/SIPA.aspx?id=3862&amp;lt;/nowiki&amp;gt;&amp;lt;/small&amp;gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
== Imagens e Iconografia do Objeto ==&lt;br /&gt;
&amp;lt;gallery mode=&amp;quot;packed-overlay&amp;quot;&amp;gt;&lt;br /&gt;
Ficheiro:Marégrafo.jpg|Marégrafo da Foz do Douro - visível da Capela/Farol de São Miguel-O-Anjo &lt;br /&gt;
Ficheiro:Capela-Farol de São Miguel-O-Anjo - fachada Sul.jpg|Capela/Farol de São Miguel-O-Anjo - fachada Sul&lt;br /&gt;
Ficheiro:Fachada sul com inscrição.jpg|Fachada sul da Capela/Farol de São Miguel-O-Anjo com inscrição&lt;br /&gt;
Ficheiro:Pormenor da cúpula - vista da fachada sul.jpg|Pormenor da cúpula - vista da fachada sul&lt;br /&gt;
Ficheiro:Pormenor da inscrição da fachada sul da torre.jpg|Pormenor da inscrição da fachada sul da torre&lt;br /&gt;
Ficheiro:Inscrição do lado direito da torre.jpg|Inscrição do lado direito da torre&lt;br /&gt;
&amp;lt;/gallery&amp;gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
== Bibliografia e Webgrafia ==&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
=== Bibliografia ===&lt;br /&gt;
Quaresma, M. C. de C. (1995). &#039;&#039;Cidade do Porto&#039;&#039;. Academia Nacional de Belas-Artes.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Capela José Viriato, Matos Henrique, Borralheiro Rogério, Capela José Viriato, Matos Henrique, &amp;amp; Borralheiro Rogério. (2009). &#039;&#039;As freguesias do distrito do Porto nas Memórias Paroquiais de 1758: memórias, história e património.&#039;&#039; Edição do Autor.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Marnoto, R. (2017). &#039;&#039;(Org. Dossiê) Arquitectos italianos em Portugal&#039;&#039;.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Marta Maria Peters Arriscado de Oliveira. (2005). &#039;&#039;Porto, São Miguel o Anjo: uma torre-farol e capela. Memória para uma intervenção na obra&#039;&#039;.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Craveiro, M. de L. (2009). &#039;&#039;A Arquitectura “ao Romano”&#039;&#039;. Fubu.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
PEREIRA, P., &#039;&#039;História da Arte Portuguesa&#039;&#039; (1995), Vol. II, Círculo de Leitores&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
SERRÃO, V., &#039;&#039;História da Arte em Portugal&#039;&#039; (2002) &#039;&#039;- O Renascimento e o Maneirismo (1500- 1620)&#039;&#039;, Lisboa, Editorial Presença.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
SOROMENHO, M., &#039;&#039;A Arquitectura do Ciclo Filipino&#039;&#039;, 2009&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Pereira, P. (2014). &#039;&#039;Renascimento&#039;&#039;. Círculo de Leitores.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Fernandes, J. A. R. (1989). &#039;&#039;A Foz: entre o rio, o mar e a cidade&#039;&#039;. Associação de Cultura e Turismo da Foz.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
=== Webgrafia ===&lt;br /&gt;
&amp;lt;nowiki&amp;gt;https://www.portosecretspots.com/post/a-foz-a-cantareira-e-o-farol-de-s-miguel-o-anjo&amp;lt;/nowiki&amp;gt; consultado em 15 de novembro de 2024&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&amp;lt;nowiki&amp;gt;https://www.infopedia.pt/artigos/$latrao-v&amp;lt;/nowiki&amp;gt; consultado em 15 de novembro de 2024&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&amp;lt;nowiki&amp;gt;https://www.infopedia.pt/artigos/$cisma-do-ocidente?intlink=true&amp;lt;/nowiki&amp;gt; consultado em 15 de novembro de 2024&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&amp;lt;nowiki&amp;gt;https://diocesedeviseu.pt/catedral/&amp;lt;/nowiki&amp;gt; consultado em 15 de novembro de 2024&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&amp;lt;nowiki&amp;gt;http://www.monumentos.gov.pt/site/APP_PagesUser/SIPA.aspx?id=5541&amp;lt;/nowiki&amp;gt; consultado em 02 de novembro de 2024&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&amp;lt;nowiki&amp;gt;https://www.aldoarfoznevogilde.pt/pages/372.html&amp;lt;/nowiki&amp;gt; consultado em 05 de dezembro de 2024&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&amp;lt;nowiki&amp;gt;https://www.e-cultura.pt/patrimonio_item/13975&amp;lt;/nowiki&amp;gt; consultado em 06 de dezembro de 2024&lt;/div&gt;</summary>
		<author><name>Danielafernandes01</name></author>
	</entry>
	<entry>
		<id>https://wikimedia.pt/PortoRenascentista/index.php?title=Capela/Farol_de_S%C3%A3o_Miguel-O-Anjo&amp;diff=221</id>
		<title>Capela/Farol de São Miguel-O-Anjo</title>
		<link rel="alternate" type="text/html" href="https://wikimedia.pt/PortoRenascentista/index.php?title=Capela/Farol_de_S%C3%A3o_Miguel-O-Anjo&amp;diff=221"/>
		<updated>2025-03-08T16:36:02Z</updated>

		<summary type="html">&lt;p&gt;Danielafernandes01: &lt;/p&gt;
&lt;hr /&gt;
&lt;div&gt;= Capela/Farol de São Miguel-O-Anjo =&lt;br /&gt;
[[Ficheiro:Fachada do edifício dos Socorros a Náufragos e da Capela de São Miguel-O-Anjo.jpg|miniaturadaimagem|407x407px|Fachada do edifício dos Socorros a Náufragos e da Capela de São Miguel-O-Anjo. Demonstra a ocultação do farol, pelo edifício dos Socorros a Náufragos, posteriormente construído. &lt;br /&gt;
{| class=&amp;quot;wikitable&amp;quot;&lt;br /&gt;
!Designação&lt;br /&gt;
!Capela/Farol de São Miguel-O-Anjo&lt;br /&gt;
|-&lt;br /&gt;
|&#039;&#039;&#039;Localização&#039;&#039;&#039;&lt;br /&gt;
|&#039;&#039;&#039;Foz do Douro&#039;&#039;&#039;&lt;br /&gt;
|-&lt;br /&gt;
|&#039;&#039;&#039;Cronologia&#039;&#039;&#039;&lt;br /&gt;
|&#039;&#039;&#039;Séc. XVI, ano de 1528&#039;&#039;&#039;&lt;br /&gt;
|-&lt;br /&gt;
|&#039;&#039;&#039;Autor&#039;&#039;&#039;&lt;br /&gt;
|&#039;&#039;&#039;Francesco Cremona&#039;&#039;&#039;&lt;br /&gt;
|}&lt;br /&gt;
|esquerda]]&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
== Estado da Arte ==&lt;br /&gt;
Após muita pesquisa e recolha de informações sobre a Capela/Farol de São Miguel-O-Anjo, na Foz do Douro, percebe-se a importância deste pequeno monumento que passa despercebido, devido à implantação do edifício dos Socorros a Náufragos. &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
O farol representa um valor incalculável, não só a nível local, como também a nível nacional devido ao impacto que teve para a evolução da cidade costeira. A sua construção proporcionou o aumento e a melhoria da navegação marítima, e possibilitou mais tráfego através do rio e do mar de uma forma mais segura e calculada.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Se realmente o projeto de D. Miguel da Silva fosse levado a avante, o porto e toda a arquitetura envolvente tornaria esta terra numa das primeiras a conter uma reorganização renascentista, algo necessário nesta época.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
A pesquisa concretizada, embora um tanto quanto extensa, foi um pouco repetitiva a nível de informação encontrada. Isto sugere, provavelmente, uma falta de estudo em volta não só desta cidade, como também de D. Miguel da Silva, bispo de Viseu e, ainda de &#039;&#039;Francesco Cremona&#039;&#039;, um arquiteto fundamental para o renascimento no Norte de Portugal.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Mais importante que consultar muita bibliografia e webgrafia é realizar uma visita ao próprio local para se ter noção da dimensão e da importância que estes monumentos possam ter tido no passado e até no presente, independentemente do seu estado de conservação e de acessibilidade.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
== Enquadramento ==&lt;br /&gt;
A Capela/Farol de São Miguel-O-Anjo fica localizada na União de Freguesias de Aldoar, Foz do Douro e Nevogilde. O monumento atualmente encontra-se integrado no edifício dos Socorros a Náufragos.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Na sua periferia alguns dos edifícios que o inserem na época renascentista são a antiga Igreja de São João da Foz, inscrita no forte de São João Baptista e o Farol da Senhora da Luz, uma construção mais recente que veio substituir o Farol de São Miguel-O-Anjo na primeira metade do século XVII, altura em que passou a funcionar essencialmente como capela votiva.  &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
== Foz do Douro, uma freguesia pequena mas cheia de História                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                           ==&lt;br /&gt;
A Foz, conhecida por este nome por se localizar no término do rio Douro, era caracterizada, até ao séc. XIX, como uma vila piscatória pobre. O seu tamanho reduzido e o afastamento das muralhas da cidade do Porto faziam com que a sua importância, tanto a nível económico como demográfico, fosse bastante reduzido. Mesmo assim, comparada com outras freguesias, como Massarelos e Nevogilde, apresentava um maior número de casais ou fogos. &amp;lt;small&amp;gt;[https://www.portosecretspots.com/post/a-foz-a-cantareira-e-o-farol-de-s-miguel-o-anjo &amp;lt;nowiki&amp;gt;[1]&amp;lt;/nowiki&amp;gt;]&amp;lt;/small&amp;gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
A cidade de São João da Foz do Douro, anteriormente assim conhecida, “viu as suas atividades ligadas ao mar incentivadas pelo Império Romano, que trouxe consigo novas técnicas de construção de barcos e uma ampla experiência de navegação.” &amp;lt;small&amp;gt;[https://aldoarfoznevogilde.pt/autarquia/uniao-das-freguesias/ &amp;lt;nowiki&amp;gt;[2]&amp;lt;/nowiki&amp;gt;]&amp;lt;/small&amp;gt;, permitindo a evolução da zona devido ao negócio a nível marítimo.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
A sua maior riqueza estava nas relações marítimas que passavam pela barra do rio Douro. Foi aqui que se verificaram os primeiros sinais do renascimento em Portugal, com o forte de São João Baptista da Foz, mandado construir por D. Sebastião.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
É ainda importante salientar o brasão desta freguesia. É composto por um escudo com um fundo prateado, uma torre preta com o topo em vermelho, que evoca o Farol de São Miguel-O-Anjo, ladeada por dois ferros de enxada azuis, ligados à vida agrícola desta zona, pois esta população estava ligada à Terra e ao Mar. Na zona inferior do brasão, encontram-se ondas azuis, prateadas e verdes e o nome da freguesia a preto. Na parte superior, uma coroa com quatro torres prateadas simboliza a humildade e a “riqueza da sua entrega total”.&lt;br /&gt;
----&amp;lt;small&amp;gt;[1] https://www.portosecretspots.com/post/a-foz-a-cantareira-e-o-farol-de-s-miguel-o-anjo&amp;lt;/small&amp;gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&amp;lt;small&amp;gt;[2] https://aldoarfoznevogilde.pt/autarquia/uniao-das-freguesias/&amp;lt;/small&amp;gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
== Descrição ==&lt;br /&gt;
A Capela de São Miguel-O-Anjo, anteriormente conhecida como São João da Foz, localizada na Cantareira, Foz do Douro, em honra do seu santo padroeiro São João Baptista, sempre foi alvo de algumas controvérsias quanto à sua designação.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Foi o farol mais antigo, construído de raiz em Portugal e um dos mais antigos a nível europeu. Também foi o primeiro edifício puramente renascentista no nosso país, o que o torna um dos monumentos mais importantes tanto a nível nacional como internacional.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
“Nessa pretendida sintonia entre a Foz e o porto de Ostia se levantaram os dois monumentos construtivos que dignificam a acção mecenática do bispo de Viseu, a capela de S. Miguel-o-Anjo (1528) e a igreja de São João da Foz (1527-46) …” (Craveiro 2009, p. 75)&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
O que vemos hoje é o farol que foi construído na torre da capela de São Miguel-O-Anjo, segundo Maria Clementina de Carvalho Quaresma &amp;lt;small&amp;gt;[[Quaresma, Maria Clementina Carvalho,1995. Inventário Artístico de Portugal. Cidade do Porto. Lisboa: Academia Nacional de Belas-Artes|[1]]]&amp;lt;/small&amp;gt;. Neste mesmo livro, está traduzida a inscrição em latim presente na parte traseira desta torre que se lê «D. MIGUEL DA SILVA, BISPO ELEITO DE VIS/EU, FEZ ESTA TORRE PARA GOVERNO DA/ ENTRADA DOS NAVIOS E DEU E CONSIGNOU/CAMPOS COMPRADOS COM O SEU DINHEIRO/PARA QUE DO RESPETIVO RENDIMENTO SE/ ACENDESSEM DA TORRE FOGOS PERPETUA/MENTE» ANO MDXXVIII.»&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Esta inscrição é fundamental não só para a datação da torre como também para identificar quem a mandou construir, neste caso D. Miguel da Silva, bispo de Viseu e abade do mosteiro de Santo Tirso, com projeto de Francesco de Cremona, um arquiteto italiano que trabalhou em Portugal a partir de 1525.&lt;br /&gt;
----&amp;lt;small&amp;gt;[1] Quaresma, Maria Clementina Carvalho,1995. &#039;&#039;Inventário Artístico de Portugal.&#039;&#039; &#039;&#039;Cidade do Porto&#039;&#039;. Lisboa: &#039;&#039;Academia Nacional de Belas-Artes&#039;&#039;&amp;lt;/small&amp;gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
== Caracterização ==&lt;br /&gt;
Este monumento tem uma planta quadrangular, possivelmente inspirado na torre de Hércules da Corunha,  destinado a auxiliar as embarcações na difícil entrada na barra.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Na sua fachada, embora coberta quase totalmente pelo edifício do século XIX, ainda é possível observar um alto soco maciço.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Estão também presentes duas janelas de peitoril, percorridas por frisos, com cornija reta na parte superior, uma com a conversadeira ainda presente. É apenas possível observar uma do lado de fora, com o propósito de iluminar o seu interior. O friso e a cornija são encimados por uma balaustrada, antes em pedra e rematados pelo elemento mais importante do farol, a cúpula oitavada.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Também conta com duas inscrições na pedra, uma no reverso e outra no lado direito do edifício. Estas estão incluídas num número reduzido de inscrições em pedra e um dos primeiros com a utilização do alfabeto capital de origem clássica. [1]&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
No interior, embora que nos dias correntes esteja bastante maltratado e despojado de qualquer ornamentação, ainda é possível observar três nichos, encimadas por um motivo em forma de concha, tendo o do centro dimensões maiores do que os nichos que o ladeiam.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Segundo o SIPA [2], nestes lugares estariam presentes as figuras de São Miguel, homónimo do bispo de Viseu, D. Miguel da Silva, a de São João Baptista, o santo padroeiro da Foz do Douro e, ainda a de São Bento, patrono do Mosteiro de Santo Tirso, possivelmente albergando um oratório na parede sul do edifício.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Ainda no espaço reduzido da parte interna desta capela, é possível ver uma escadaria em caracol que daria acesso à zona superior do farol.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
A sua planta organiza-se numa forma cruciforme, estando coberto por uma pseudo-cúpula de tijolo, com nervuras e oitavada, com uma forte influência das obras de Bramante, arquiteto conhecido pela construção do Tempietto de São Pedro in Montorio.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Tanto na sua cúpula como nos nichos em forma de concha, há ainda vestígios de terem sido espaços policromados, uma prática bastante comum no Renascimento.&lt;br /&gt;
----&amp;lt;small&amp;gt;[1] &amp;lt;nowiki&amp;gt;http://www.monumentos.gov.pt/site/APP_PagesUser/SIPA.aspx?id=3862&amp;lt;/nowiki&amp;gt;&amp;lt;/small&amp;gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&amp;lt;small&amp;gt;[2] &amp;lt;nowiki&amp;gt;http://www.monumentos.gov.pt/site/APP_PagesUser/SIPA.aspx?id=3862&amp;lt;/nowiki&amp;gt;&amp;lt;/small&amp;gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
=== Património integrado ===&lt;br /&gt;
Embora não apresente nenhum património integrado nos dias de hoje, segundo as Memorias Paroquias de 1758 [1] este edifício contava com um retábulo “à moderna”, possuindo uma representação de Nossa Senhora de Encarnação ao centro e, ainda “a antiga de São Miguel, com cobertura oitavada, rodeada por balaústres, e com a porta acedida por alguns degraus e ladeado por um púlpito de pedra, ao que parece, precedida por terreiro quadrado, delimitado por parapeito, do qual ainda subsistem alguns vestígios.”[2]&lt;br /&gt;
----&amp;lt;small&amp;gt;[1] Capela José Viriato, Matos Henrique, Borralheiro Rogério, Capela José Viriato, Matos Henrique, &amp;amp; Borralheiro Rogério. (2009). &#039;&#039;As freguesias do distrito do Porto nas Memórias Paroquiais de 1758: memórias, história e património.&#039;&#039; Edição do Autor.&amp;lt;/small&amp;gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&amp;lt;small&amp;gt;[2] &amp;lt;nowiki&amp;gt;http://www.monumentos.gov.pt/site/APP_PagesUser/SIPA.aspx?id=3862&amp;lt;/nowiki&amp;gt;&amp;lt;/small&amp;gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
== Imagens e Iconografia do Objeto ==&lt;br /&gt;
&amp;lt;gallery mode=&amp;quot;packed-overlay&amp;quot;&amp;gt;&lt;br /&gt;
Ficheiro:Marégrafo.jpg|Marégrafo da Foz do Douro - visível da Capela/Farol de São Miguel-O-Anjo &lt;br /&gt;
Ficheiro:Capela-Farol de São Miguel-O-Anjo - fachada Sul.jpg|Capela/Farol de São Miguel-O-Anjo - fachada Sul&lt;br /&gt;
Ficheiro:Fachada sul com inscrição.jpg|Fachada sul da Capela/Farol de São Miguel-O-Anjo com inscrição&lt;br /&gt;
Ficheiro:Pormenor da cúpula - vista da fachada sul.jpg|Pormenor da cúpula - vista da fachada sul&lt;br /&gt;
Ficheiro:Pormenor da inscrição da fachada sul da torre.jpg|Pormenor da inscrição da fachada sul da torre&lt;br /&gt;
Ficheiro:Inscrição do lado direito da torre.jpg|Inscrição do lado direito da torre&lt;br /&gt;
&amp;lt;/gallery&amp;gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
== Bibliografia e Webgrafia ==&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
=== Bibliografia ===&lt;br /&gt;
Quaresma, M. C. de C. (1995). &#039;&#039;Cidade do Porto&#039;&#039;. Academia Nacional de Belas-Artes.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
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		<author><name>Danielafernandes01</name></author>
	</entry>
	<entry>
		<id>https://wikimedia.pt/PortoRenascentista/index.php?title=Igreja_e_Mosteiro_de_S%C3%A3o_Bento_da_Vit%C3%B3ria_do_Porto&amp;diff=219</id>
		<title>Igreja e Mosteiro de São Bento da Vitória do Porto</title>
		<link rel="alternate" type="text/html" href="https://wikimedia.pt/PortoRenascentista/index.php?title=Igreja_e_Mosteiro_de_S%C3%A3o_Bento_da_Vit%C3%B3ria_do_Porto&amp;diff=219"/>
		<updated>2025-03-01T17:47:59Z</updated>

		<summary type="html">&lt;p&gt;Danielafernandes01: &lt;/p&gt;
&lt;hr /&gt;
&lt;div&gt;== Identificação ==&lt;br /&gt;
{| class=&amp;quot;wikitable&amp;quot;&lt;br /&gt;
|+&lt;br /&gt;
|&#039;&#039;&#039;Designação&#039;&#039;&#039;&lt;br /&gt;
|Mosteiro de São Bento da Vitória &lt;br /&gt;
|-&lt;br /&gt;
|&#039;&#039;&#039;Localização&#039;&#039;&#039;&lt;br /&gt;
|Distrito do Porto, União das Freguesias de Cedofeita, Santo Ildefonso, Sé, Miragaia, São Nicolau e Vitória&#039;&#039;,&#039;&#039; Rua de São Bento da Vitória 45, 4050-542, junto ao edifício do atual Centro Português de Fotografia&lt;br /&gt;
|-&lt;br /&gt;
|&#039;&#039;&#039;Cronologia&#039;&#039;&#039;&lt;br /&gt;
|Séculos XVII-XVIII&lt;br /&gt;
|-&lt;br /&gt;
|&#039;&#039;&#039;Autor(es)&#039;&#039;&#039;&lt;br /&gt;
|Diogo Marques Lucas&lt;br /&gt;
|}&lt;br /&gt;
O Mosteiro de São Bento da Vitória é uma arquitetura de tipologia religiosa. Pertencia à Ordem Beneditina, instituída por S. Bento (480-547) em 529. Foi fundado em 1598 após a ordenação do capítulo Geral, em 1546, celebrada em Tibães, data onde foi tomada a decisão da fundação deste mosteiro. Após longas e complicadas negociações, os monges da Antiga Congregação Beneditina Portuguesa decidiram erguer este mosteiro como símbolo de presença monástica e ponto de apoio para os monges que viajavam de norte a sul ou vice-versa. Situava-se dentro das muralhas medievais do velho burgo junto à porta do Olival em terrenos cedidos pela Câmara que anteriormente abrigavam parte da judiaria nova. A sua construção teve como base a traça inicial de Diogo Marques Lucas, arquiteto do rei trazido de Lisboa pelo D. Abade Geral. No entanto, a sua construção seria lenta e não contínua, tendo-se prolongado quase ao longo de dois séculos, não só devido a certos entraves, principalmente no que se refere à aquisição dos terrenos, mas também porque os beneditinos nunca deixaram de transformar, ampliar e embelezar o seu mosteiro.&amp;lt;small&amp;gt;[1]&amp;lt;/small&amp;gt; As obras iniciaram-se pela igreja em 1604 e a primeira pedra do mosteiro foi benzida pelo bispo D. Jerónimo de Meneses e colocada pelo próprio Abade Geral Frei Baltasar de Braga, ainda no segundo triénio, de 1596 a 1599.&amp;lt;small&amp;gt;[2]&amp;lt;/small&amp;gt; Há quem considere que o mosteiro tenha sido concluído em 1646 e a igreja terminada em 1690. Contudo, a enorme extensão do período da execução das obras não permite identificar datas exatas.&amp;lt;small&amp;gt;[3]&amp;lt;/small&amp;gt;&lt;br /&gt;
== Estado da Arte ==&lt;br /&gt;
Este objeto arquitetónico é referido na obra &#039;&#039;O Mosteiro de S. Bento da Vitória: quatrocentos anos&#039;&#039; (MORENO, 1997), bastante completa e de carácter geral, que apresenta o contexto histórico e a descrição do mosteiro e igreja. Além disso, as obras &#039;&#039;S. Bento da Vitória, do Porto, à luz dos «Estados» de Tibães&#039;&#039; (SMITH, 1950?) e &#039;&#039;Inventário Artístico de Portugal Cidade do Porto&#039;&#039; (QUARESMA, 1995) complementam o estudo do património integrado e oferecem descrições da igreja. &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
As dissertações de mestrado &#039;&#039;Os Conventos do Porto. Descontinuidades, Transformação e Reutilização&#039;&#039; (PEREIRA, 2007) e &#039;&#039;Do Sagrado ao Profano a reutilização adaptativa nos mosteiros portugueses – Mosteiro de Santa Maria do Bouro, Mosteiro de São Bento da Vitória e Mosteiro de Santo Tirso&#039;&#039; (SOARES, 2021), foram proveitosas no que concerne ao período após a extinção das ordens religiosas, à requalificação e às adaptações que o espaço sofreu. A tese de doutoramento &#039;&#039;Diálogos imagéticos. Iconografia beneditina em Portugal e a sua conexão com as fontes impressas da Idade Moderna&#039;&#039; (PAULA, 2023) facilitou o estudo na leitura iconográfica do património integrado, principalmente do cadeiral do coro alto. Relativamente ao cadeiral, a obra &#039;&#039;Cadeirais de Portugal&#039;&#039; (SMITH, 1968) e o artigo &#039;&#039;Hagiografia e iconografia beneditinas: Os “Diálogos” do papa S. Gregório Magno&#039;&#039; (DIAS, 2020) foram essenciais, tanto para a descrição formal como para a leitura iconográfica. Ainda no património integrado, o livro &#039;&#039;Obras de talha dourada, ensamblagem, e pintura na cidade e diocese do Porto&#039;&#039; (BRANDÃO, 1984) garantiu informações sobre autoria, datações e contratos.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Quanto ao estudo do claustro nobre do mosteiro, a tese de mestrado &#039;&#039;Claustros Serlianos em Portugal 1558 –163&#039;&#039; (SILVA, 2012) foi essencial para a descrição e compreensão do mesmo. Por fim, para conhecer o arquiteto responsável da traça inicial deste Mosteiro, a leitura da tese de doutoramento &#039;&#039;«O Eupalinos Moderno» Teoria e Prática da Arquitectura Religiosa em Portugal 1550-1640&#039;&#039; (RUÃO, 2006) e a consulta do &#039;&#039;Diccionario historico e documental dos architectos, engenheiros e constructores portuguezes ou a serviço de Portugal&#039;&#039; (VITERBO, 1899) revelaram-se fulcrais, apresentando alguns dados biográficos do responsável pelo projeto do edifício.&lt;br /&gt;
== Enquadramento ==&lt;br /&gt;
O Mosteiro de São Bento da Vitória situa-se no morro da freguesia da Vitória, junto à porta do Olival, dentro de muralhas, sem grande espaço para horta e cerca. Ocupa todo o interior do quarteirão entre a rua das Taipas, travessa das Taipas, rua de S. Bento da Vitória e travessa de S. Bento,  paralelo a norte com o edifício da antiga cadeia da Relação, atual Centro Português de Fotografia. Têm então um enquadramento urbano, erguendo-se em pleno centro histórico.&amp;lt;small&amp;gt;[4]&amp;lt;/small&amp;gt; O facto de estar inserido num quarteirão sem cerca preservou o seu perímetro e a sua configuração exterior até hoje.&amp;lt;small&amp;gt;[5]&amp;lt;/small&amp;gt; A fachada monumental da sua igreja está situada no ponto mais alto do conjunto, abrindo-se para uma rua estreita que dificulta uma leitura frontal, exceto através da observação em pontos altos da cidade, como por exemplo, no Terreiro da Sé, já que a fachada se volta na sua direção. O mosteiro tem uma área total de implantação de cerca de 4.000 m2, desenvolvendo-se ao redor de dois claustros. O próprio edifício faz a transição para o espaço exterior e a entrada principal fazia-se pela portaria que se encontrava ao lado da igreja na galilé na rua de S. Bento da Vitória. O acesso ao conjunto monástico faz-se hoje tanto através da rua das Taipas, onde atualmente se situa o Arquivo Distrital do Porto, como pela rua de S. Bento da Vitória, onde se localiza a fachada da igreja e faz-se o acesso ao mosteiro, agora pertencente ao Teatro Nacional de São João.&amp;lt;small&amp;gt;[6]&amp;lt;/small&amp;gt; Nesta mesma rua, a sul, localiza-se a Igreja Paroquial de Nossa Senhora da Vitória, na confluência com a Rua da Bataria da Vitória. A sul, também se encontra o Miradouro da Vitória, onde os visitantes podem desfrutar de vistas sobre o casario da Vitória, o Rio Douro, a Sé Catedral, o Paço Episcopal, a Ponte Luís I e a zona beira-rio de Gaia.&amp;lt;small&amp;gt;[7]&amp;lt;/small&amp;gt;&lt;br /&gt;
== Descrição ==&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
=== Objeto arquitetónico ===&lt;br /&gt;
A igreja de São Bento da Vitória é orientada a poente, não seguindo a orientação canónica das igrejas medievais. Isto acontece devido às condicionantes do terreno e à muralha medieval a este.&amp;lt;small&amp;gt;[8]&amp;lt;/small&amp;gt; A igreja é de planta cruciforme, longitudinal, de nave única, precedida por uma galilé e transepto saliente. A fachada, toda de cantaria de granito, divide-se em três registos delimitados por cornijas salientes e vários corpos ritmados por pilastras. No primeiro registo, abrem-se cinco vãos para a rua de arco de volta perfeita, todos com gradeamentos de ferro, sendo o central mais alto do que os restantes que ostenta o brasão de armas da Ordem de São Bento e os outros quatro emblemas religiosos. No segundo registo, duas janelas com frontão curvo, flanqueando três nichos, os laterais com frontões triangulares e o central com frontão circular, com sobrecéu em forma de concha e imagens de barro pintado de Santa Escolástica, São Bento e Santa Gertrudes Magna. O terceiro registo, mais estreito e com remate lateral curvo é rasgado por uma janela termal interrompida por pilastras, que permite uma ampla iluminação no coro-alto da igreja. A rematar a fachada, sobre uma cornija, um último registo com frontão circular e um nicho que alberga a imagem de Nossa Senhora da Vitória, em homenagem à freguesia na qual se ergueu esta igreja e mosteiro. As duas torres quadrangulares, em cantaria com duplas pilastras nos cunhais e cobertas com cúpula bolbosas, foram integradas no corpo da igreja por cima das primeiras capelas laterais, depois da galilé.&amp;lt;small&amp;gt;[9]&amp;lt;/small&amp;gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
A cobertura do corpo da igreja é de abóbada de berço em caixotões de granito bem lavrado, que se estende a todo o comprimento sendo intercetada pela abóbada do transepto e cruzeiro.&amp;lt;small&amp;gt;[10]&amp;lt;/small&amp;gt; A nave tem seis capelas colaterais intercomunicantes entre si, de arco pleno e cobertura em abóbada de berço em caixotões, com retábulos de talha. Sobre quatro dessas capelas abrem-se janelas gémeas, quatro de cada lado, com varandas de ferro fundido douradas e sanefas de talha. Sobre o arco das restantes, junto ao coro-alto, estão os órgãos de tubos em talha, suportados por atlantes.&amp;lt;small&amp;gt;[11]&amp;lt;/small&amp;gt; Apenas o órgão do lado da Epístola é verdadeiro, concebido e construído pelo irmão donato beneditino Fr. Manuel de S. Bento.&amp;lt;small&amp;gt;[12]&amp;lt;/small&amp;gt; Junto ao transepto, nas extremidades da nave, estão os púlpitos.&amp;lt;small&amp;gt;[13]&amp;lt;/small&amp;gt; Estes púlpitos erguem-se sobre peanhas ou mísulas de pedra, com grades torneadas de pau preto e são rematados por dois dóceis com imagens de Gabriel Rodrigues executadas em 1722.&amp;lt;small&amp;gt;[14]&amp;lt;/small&amp;gt; O transepto também é coberto por abóbada de canhão em caixotões e o cruzeiro reveste-se por uma abóbada nervurada. Os braços do transepto têm no topo retábulos em talha, sendo ladeados por portas e janelas, coroadas por sanefas de talha e rematados por uma janela termal.&amp;lt;small&amp;gt;[15]&amp;lt;/small&amp;gt; A flanquear o arco triunfal capelas com retábulos em talha encimados por janelas retangulares com sanefas. O arco-triunfal é coroado por uma grandiosa sanefa, em cujo centro se destaca o escudo da Congregação Beneditina Portuguesa. A capela-mor, retangular e profunda, seguindo a cobertura da nave, é rasgada em cada lado por três janelões com sanefas em talha que encimam o cadeiral e abriga um amplo retábulo de talha em forma de arco de triunfo, enquadrado por duas arquivoltas concêntricas e colunas torsas ou salomónicas que se abre para dar lugar ao trono do Santíssimo Sacramento, escalonado.&amp;lt;small&amp;gt;[16]&amp;lt;/small&amp;gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
A sul da igreja de São Bento da Vitória, levanta-se o vasto bloco conventual, ocupando um espaço retangular entre as ruas paralelas de S. Bento da Vitória a este, das Taipas a oeste e a estreita Travessa das Taipas a sul.&amp;lt;small&amp;gt;[17]&amp;lt;/small&amp;gt; A norte, levanta-se a monumental igreja.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
O mosteiro de São Bento da Vitória é um conjunto arquitetónico monástico, onde cada parte tem a sua função específica. Reparte-se por dois grupos de corpos ao redor de dois espaços abertos, chamados claustros, separados por um corpo intermédio. A sua construção passou por três fases até chegar ao acabamento total, sendo edificado pouco a pouco, ao longo de mais de dois séculos: a primeira fase corresponde à edificação da ala nascente, parte da ala sul e claustro, ainda que tenha sido concluído mais tarde (1596-1630); a segunda, por sua vez, à igreja nova e anexos (1680-1708); e a terceira, por fim, aos dormitórios novos, ala poente e claustro dos carros (1741-1780).&amp;lt;small&amp;gt;[18]&amp;lt;/small&amp;gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
O edifício conventual, de alvenaria rebocada, apresenta pilastras nos cunhais, coroadas por pináculos. Composto por quatro pisos, a sua fachada é regularmente marcada por janelas, tendo os dois pisos superiores bandeiras.&amp;lt;small&amp;gt;[19]&amp;lt;/small&amp;gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
O claustro nobre, do silêncio ou do cemitério, de planta quadrangular, todo em cantaria, “articula em cada ala três arcos de volta perfeita delimitados por duplas pilastras que incorporam no espaço interpilastral dois pequenos vãos, um portal retangular e um falso janelão superior.” (SILVA, 2012: 158). As almofadas do intradorso dos arcos são decoradas com motivos de “ponta-de-diamante” e ovais. Um entablamento liso separa o primeiro piso do segundo, onde se abrem janelas retangulares de varandins com balaustrada de cantaria e rematadas por frontões triangulares e curvo, ao centro. As abóbadas dos corredores do claustro são de arestas com chave central de florão.&amp;lt;small&amp;gt;[20]&amp;lt;/small&amp;gt; O espaço aberto do claustro era ornamentado por um jardim de canteiros, tendo ao centro um imponente chafariz datado de 1777-80 com o brutesco de Hércules e da hidra (1783), obra que há muito se perdeu.&amp;lt;small&amp;gt;[21]&amp;lt;/small&amp;gt; Em 2001, o claustro foi coberto por uma concha acústica, uma estrutura em aço assente em quatro pilares e o foi-lhe colocado um soalho de madeira. O espaço é utilizado atualmente para a realização de espetáculos teatrais, concertos e eventos especiais, além de receber iniciativas externas de natureza diversa. &amp;lt;small&amp;gt;[22]&amp;lt;/small&amp;gt; Nuno da Silva, na sua Dissertação de Mestrado Integrado em Arquitetura, classifica este claustro como serliano, um grupo de claustros clássicos portugueses. O autor indica que estes modelos estão visivelmente enraizados à arquitetura palladiana e veneziana e são caracterizados pelos vãos arqueados que se intercalam com os vãos retangulares. Isto resulta numa nova forma de vão e de sustento da abóbada. Esta tipologia foi primeiramente adotada no claustro do Convento de Cristo em Tomar e pode ser encontrada em outras arquiteturas posteriores. Como ainda, data este claustro de 1608 e indica que é dado como concluído no início da segunda metade do século XVII, como afirma Frei Leão de S. Tomás em 1651 “a claustra no que toca a obra de pedra está acabada, mas do mais não está ainda perfeita.”&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
O segundo claustro, denomina-se de “claustro dos carros”, nome atribuído devido à sua função de receber os carros responsáveis pelo abastecimento do conjunto monástico. É um pátio com três lanços de arcos sobre pilastras maciças. Foi construído na altura das obras de ampliação do mosteiro, no tempo do abade Frei Manuel de S. Tomás (1740-1743). Os cronistas da época dedicaram-se a descrever detalhadamente esta construção, que foi ampliada com os dormitórios localizados na ala oeste, ao longo da rua das Taipas, durante as obras realizadas entre 1777 e 1780.&amp;lt;small&amp;gt;[23]&amp;lt;/small&amp;gt; Trata-se de uma obra simples, típica de um claustro destinado aos serviços monásticos e não apresenta nenhum elemento ornamental que a enriqueça.&amp;lt;small&amp;gt;[24]&amp;lt;/small&amp;gt; Este claustro, composto por três pisos separados por frisos, apresenta apenas duas alas formadas por arcos plenos sustentados por pilares, enquanto os pisos superiores possuem janelas do tipo guilhotina.&amp;lt;small&amp;gt;[25]&amp;lt;/small&amp;gt; A fachada da cela dos beneditinos apresenta quatro vãos gradeados, não integrais, e ornamentados ao centro com o brasão de armas da Congregação Beneditina, à semelhança dos vãos da galilé.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
O Mosteiro foi a parte mais afetada de São Bento da Vitória, tendo sofrido pela passagem dos séculos. Perderam-se todos os azulejos descritos nos registos dos «Estados», bem como toda a talha e pinturas. Sob o uso militar quase constante a partir das invasões francesas de 1808, as suas amplas salas, bibliotecas e arquivo foram gradualmente devastados. Além disso, uma grande parte do edifício permaneceu virtualmente abandonada, chegando a ameaçar ruína.&amp;lt;small&amp;gt;[26]&amp;lt;/small&amp;gt; Este mosteiro, ao longo da sua história, serviu como aquartelamento às tropas napoleónicas, hospital militar e, posteriormente, a outras funções militares após a extinção das ordens religiosas em 1834.&amp;lt;small&amp;gt;[27]&amp;lt;/small&amp;gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
A partir de 1984, o edifício passou por um processo de restauração orientado pelo Instituto Português do Património Arquitetónico (IPPAR). Estas intervenções possibilitaram a adaptação de diferentes espaços a novos usos. O claustro nobre e as suas adjacências passaram a abrigar a sede da Orquestra Clássica do Porto. Na igreja, ala norte e no terceiro andar da ala poente, foi instalada a Cela dos Padres Beneditinos. Já o espaço que inclui o claustro dos carros e a ala transversal, passou a acolher o Arquivo Distrital do Porto. O espaço do mosteiro foi, assim, dividido e ocupado por estas três entidades, sofrendo as devidas adaptações necessárias para atender às suas necessidades específicas. Contudo, essas intervenções foram concretizadas com cuidado, preservando a traça original e diversos elementos de importância arquitetónica.&amp;lt;small&amp;gt;[28]&amp;lt;/small&amp;gt; Em 2007, o Estado atribui ao Teatro Nacional de São João (TNSJ) uma parte significativa do mosteiro, abrangendo a ala nascente, parte da ala sul e o Claustro Nobre.&amp;lt;small&amp;gt;[29]&amp;lt;/small&amp;gt; Outros espaços do edifício foram também adaptados para atender às novas funções do TNSJ. A antiga biblioteca, localizada no piso superior, foi transformada numa sala de apresentações teatrais. Por sua vez, as galerias que rodeiam o claustro, também no piso superior, foram destinadas à exposição de objetos cenográficos e peças de figurino utilizados nos espetáculos.&amp;lt;small&amp;gt;[30]&amp;lt;/small&amp;gt;&lt;br /&gt;
=== Património integrado ===&lt;br /&gt;
A seguinte tabela apresenta algumas obras que se inserem no património integrado da igreja de São Bento da Vitória e foi elaborada tendo como base os livros &#039;&#039;Obras de talha dourada, ensamblagem, e pintura na cidade e diocese do Porto&#039;&#039; (Brandão 1984), &#039;&#039;O Mosteiro de S. Bento da Vitória: quatrocentos anos&#039;&#039; (Moreno 1997) e &#039;&#039;S. Bento da Vitória, do Porto, à luz dos «Estados» de Tibães&#039;&#039; (Smith 1950?).&lt;br /&gt;
{| class=&amp;quot;wikitable&amp;quot;&lt;br /&gt;
|&#039;&#039;&#039;Identificação&#039;&#039;&#039;&lt;br /&gt;
|&#039;&#039;&#039;Datação&#039;&#039;&#039;&lt;br /&gt;
|&#039;&#039;&#039;Autoria&#039;&#039;&#039;&lt;br /&gt;
|-&lt;br /&gt;
|Coro alto e outras obras de ensamblagem e de talha (estante, púlpitos, grades e  portas)&lt;br /&gt;
|Contrato  de setembro de 1704. Não executado. O prazo seria até dia 29 de setembro de 1705&lt;br /&gt;
|António  de Azevedo Fernandes, mestre ensamblador e Domingos Nunes, entalhador&lt;br /&gt;
|-&lt;br /&gt;
|Cadeirado do coro, portas do coro e grades das seis capelas e cruzeiro&lt;br /&gt;
|Contrato  de maio de 1718. As cadeiras e as portas do coro deveriam estar prontas até ao dia 15 de outubro  de 1718 e as grades até ao fim de março de 1719&lt;br /&gt;
|Manuel  Vieira e António Cardoso, mestres ensambladores&lt;br /&gt;
|-&lt;br /&gt;
|Varanda e talha dos órgãos (verdadeiro e mudo)&lt;br /&gt;
|Triénio de 1716-19&lt;br /&gt;
|Gabriel  Rodrigues, entalhador bracarense&lt;br /&gt;
|-&lt;br /&gt;
|Retábulo da capela-mor&lt;br /&gt;
|Triénio de 1716-19 e dourado entre 1722-25&lt;br /&gt;
|Talvez  por Gabriel Rodrigues, entalhador de Landim, Famalicão&lt;br /&gt;
|-&lt;br /&gt;
|Cadeiral do coro alto&lt;br /&gt;
|Triénio de 1716-1719&lt;br /&gt;
|Marceliano  de Araújo&lt;br /&gt;
|-&lt;br /&gt;
|Órgão de tubos&lt;br /&gt;
|Antes de 1719. Em finais de abril desse ano já estava em fase adiantada de  construção&lt;br /&gt;
|Fr.  Manuel de S. Bento, irmão donato beneditino&lt;br /&gt;
|-&lt;br /&gt;
|Estátuas dos púlpitos&lt;br /&gt;
|1722&lt;br /&gt;
|Gabriel  Rodrigues&lt;br /&gt;
|-&lt;br /&gt;
|Dois frontais de talha para os altares colaterais de Santa Escolástica e Santa Gertrudes e douramento do retábulo-mor&lt;br /&gt;
|Triénio de 1722-25&lt;br /&gt;
|Os  frontais de talha dourada para os altares colaterais foram oferecidos por um  devoto.&lt;br /&gt;
|-&lt;br /&gt;
|Retábulos dos topos do transepto&lt;br /&gt;
|Triénio de 1755-58&lt;br /&gt;
|José  da Fonseca Lima e José Martins Tinoco&lt;br /&gt;
|}&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
=== Objeto ou conjunto em destaque - O cadeiral do coro alto ===&lt;br /&gt;
O coro alto, sobre a galilé, era destinado à recitação das horas canónicas da liturgia monástica. O cadeiral, foi encomendado em 1704 e executado por Marceliano de Araújo entre 1716 e 1719, em madeira de jacarandá proveniente de 30 toros trazidos diretamente do Brasil em 1716. Ao centro destaca-se a cadeira abacial, rodeada por 50 estalas dispostas em forma de U, todas com as “misericórdias” cuidadosamente trabalhadas. O lambrim exibe 32 painéis em talha policromada e dourada em 1759, ilustrando cenas da vida de São Bento conforme os “Diálogos” de São Gregório Magno.&amp;lt;small&amp;gt;[31]&amp;lt;/small&amp;gt; Nas superfícies irregulares das dramáticas caras destas figuras, refletem-se os mesmos maneirismos das imagens dos dosséis dos púlpitos, entalhadas por Gabriel Rodrigues em 1722. Vê-se, portanto, que o espaldar do cadeiral de São Bento da Vitória resulta da colaboração entre Gabriel Rodrigues, de Landim, e Marceliano de Araújo, de Braga, seguindo a traça de um autor ainda desconhecido. O cadeiral apresenta uma série de volutas adornadas com folhagens, de onde surgem golfinhos na fila inferior e meios-corpos femininos na superior, introduzindo um motivo inovador nos cadeirais do século XVIII. Embora influenciado pelas cadeiras de Tibães, distingue-se pelos seus perfis laterais e pelas garras de leão que alternam com as volutas nos pés das cadeiras, características de uma nova época.&amp;lt;small&amp;gt;[32]&amp;lt;/small&amp;gt; O destaque deste cadeiral, considerado o mais notável do reino, é o imponente espaldar entalhado, dourado e estufado em 1759 por Manuel Homem Soares. Este, como foi dito anteriormente, é composto por 32 painéis em relevo, principalmente dedicados à vida de São Bento, com dois da história de Santa Escolástica, dispostos em duas filas como quadros em molduras ricamente talhadas. Esta organização remete ao sistema utilizado nas ilhargas da capela de Santa Gertrudes da igreja beneditina de São Martinho de Tibães, possivelmente do mesmo escultor, entre o triénio de 1710 e 1713.  Em ambos os monumentos, as figuras dos painéis destacam-se pela sua vivacidade, enriquecidas por uma abundância de detalhes de mobiliário e arquitetura.&amp;lt;small&amp;gt;[33]&amp;lt;/small&amp;gt; Os painéis estão organizados em duas sequências horizontais: a inferior, com molduras retangulares e, a superior, predominantemente octogonais, exceto por dois painéis nas paredes do lado do Evangelho e da Epístola. A narrativa inicia-se na parte inferior do lado da Epístola, prosseguindo até ao lado do Evangelho, e recomeça na parte superior com os painéis octogonais, estendendo-se pelas três paredes do coro alto.&amp;lt;small&amp;gt;[34]&amp;lt;/small&amp;gt; Os relevos de São Bento da Vitória seguem uma narrativa linear e lógica, semelhante ao II livro dos Diálogos. A primeira cena, amplamente retratada em Portugal, representa o nascimento de São Bento e de Santa Escolástica. A comparação destes relevos com os livros de emblemas usados na iconografia beneditina em Portugal, revela claras semelhanças entre a obra e a matriz, tanto nos espaços como nas personagens, e pode indicar que Marcelino de Araújo teve contacto com essas obras ou outras baseadas nelas.&amp;lt;small&amp;gt;[35]&amp;lt;/small&amp;gt; Além dos 32 painéis principais, existem mais 4 dourados, mas não policromados, que representam santos beneditinos em trajes pontificais, o que totaliza o número de 36 painéis. Os dois quadros centrais não são alusivos à vida de São Bento nem possuem numeração. O painel central sobre a cadeira abacial, sem número, apresenta São Bento a entregar Regra a monges e monjas. O santo com vestes prelatícias é ladeado por anjos e o listel exibe a inscrição “&#039;&#039;De cello offertur tibi non alteri&#039;&#039;”.&amp;lt;small&amp;gt;[36]&amp;lt;/small&amp;gt; O painel superior, retrata a figura de São Bento de pé, em posição hierática com vestes prelatícias, flanqueado por dois anjos que lhe entregam a mitra e o báculo.&amp;lt;small&amp;gt;[37]&amp;lt;/small&amp;gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
== O arquiteto Diogo Marques Lucas ==&lt;br /&gt;
Diogo Marques Lucas em setembro de 1594 foi nomeado para um dos três lugares de aprendiz de arquitetura, a qual aprenderia com Filippe Terzo.&amp;lt;small&amp;gt;[38]&amp;lt;/small&amp;gt; Assim, Diogo Marques foi um dos primeiros arquitetos a receber uma formação privilegiada, que incluía lições teóricas no campo da geometria, assim como estudos de arquitetura com o arquiteto-mor Felipe Terzi. Após o falecimento do arquiteto italiano, Diogo Marques continuou a complementar o seu estudo teórico com Nicolau de Frias até 1610, permanecendo com o cargo de “aprendiz” de arquitetura até 1616, altura em que foi substituído por Mateus Couto. Durante os inícios do novo século, aprendeu, auxiliou e colaborou nas principais obras régias, como também forneceu traças da sua própria autoria.&amp;lt;small&amp;gt;[39]&amp;lt;/small&amp;gt; A sua substituição na «aula» de arquitetura coincidiu com a sua ascensão profissional e nomeação como mestre de obras do Convento de Cristo, em Tomar, após a renúncia de Pero Fernandes de Torres no ano anterior. Com um salário anual de 80.000 reais, manteve o cargo até à sua morte, sendo sucedido por Pero Vaz Pereira em 1641. Em janeiro de 1614, Diogo Marques foi proposto para ocupar o cargo de «mestre de obras» das Ordens Militares, juntamente com Pedro Nunes Tinoco e Mateus do Couto, após a morte do arquiteto Baltasar Álvares. No entanto, a nomeação recaiu em Mateus do Couto cinco anos depois. Em 1640, era já falecido, conforme mencionado numa breve missiva do prior do Convento de Cristo de Tomar.&amp;lt;small&amp;gt;[40]&amp;lt;/small&amp;gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
== Imagens e Iconografia do Objeto ==&lt;br /&gt;
Mapas, plantas, alçados, fotografias recentes / antigas, estampas, etc., com legenda individual que identifique o autor ou da fonte da imagem.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
=== Objeto arquitetónico ===&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
=== Património integrado ===&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
=== Objeto ou conjunto em destaque ===&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
== Fontes e Bibliografia ==&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
=== Fontes ===&lt;br /&gt;
&amp;lt;small&amp;gt;[1] SOARES, Renan Marinho de Morais, 2021&#039;&#039;. Do Sagrado ao Profano a reutilização adaptativa nos mosteiros portugueses – Mosteiro de Santa Maria do Bouro, Mosteiro de São Bento da Vitória e Mosteiro de Santo Tirso.&#039;&#039; Dissertação de Mestrado, Faculdade de Letras da Universidade do Porto, 126-127.&amp;lt;/small&amp;gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&amp;lt;small&amp;gt;[2] MORENO, Humberto Carlos Baquero, dir., 1997. &#039;&#039;O Mosteiro de S. Bento da Vitória: quatrocentos anos.&#039;&#039; Porto: Edições Afrontamento, 47.&amp;lt;/small&amp;gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&amp;lt;small&amp;gt;[3] QUARESMA, Maria Clementina de Carvalho,1995. &#039;&#039;Inventário Artístico de Portugal Cidade do Porto&#039;&#039;. Lisboa: Academia Nacional das Belas-Artes, 192.&amp;lt;/small&amp;gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&amp;lt;small&amp;gt;[4] PEREIRA, Ana Cristina da Cunha, 2007. &#039;&#039;Os Conventos do Porto. Descontinuidades, Transformação e Reutilização&#039;&#039;. Dissertação de Mestrado, Faculdade de Arquitetura da Universidade do Porto, 239.&amp;lt;/small&amp;gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&amp;lt;small&amp;gt;[5] SOARES, Renan Marinho de Morais, 2021&#039;&#039;. Do Sagrado ao Profano a reutilização adaptativa nos mosteiros portugueses – Mosteiro de Santa Maria do Bouro, Mosteiro de São Bento da Vitória e Mosteiro de Santo Tirso.&#039;&#039; Dissertação de Mestrado, Faculdade de Letras da Universidade do Porto, 134.&amp;lt;/small&amp;gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&amp;lt;small&amp;gt;[6] PEREIRA, Ana Cristina da Cunha, 2007. &#039;&#039;Os Conventos do Porto. Descontinuidades, Transformação e Reutilização&#039;&#039;. Dissertação de Mestrado, Faculdade de Arquitetura da Universidade do Porto, 240.&amp;lt;/small&amp;gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&amp;lt;small&amp;gt;[7] Agenda Cultural do Porto, 2023. &#039;&#039;Miradouro da Vitória – Porto.&#039;&#039; [consult. 2024-11-22]. Disponível em &amp;lt;nowiki&amp;gt;https://agendaculturalporto.org/miradouro-da-vitoria-porto/&amp;lt;/nowiki&amp;gt;&amp;lt;/small&amp;gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&amp;lt;small&amp;gt;[8] PEREIRA, Ana Cristina da Cunha, 2007. &#039;&#039;Os Conventos do Porto. Descontinuidades, Transformação e Reutilização&#039;&#039;. Dissertação de Mestrado, Faculdade de Arquitetura da Universidade do Porto, 241.&amp;lt;/small&amp;gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&amp;lt;small&amp;gt;[9] FILIPE, Ana, 2012. &#039;&#039;Convento de São Bento da Vitória.&#039;&#039; SIPA [Sistema de Informação para o Património Arquitetónico] [consult. 2024-11-14] Disponível em: &amp;lt;nowiki&amp;gt;http://www.monumentos.gov.pt/Site/APP_PagesUser/SIPA.aspx?id=5556&amp;lt;/nowiki&amp;gt;&amp;lt;/small&amp;gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&amp;lt;small&amp;gt;[10] MORENO, Humberto Carlos Baquero, dir., 1997. &#039;&#039;O Mosteiro de S. Bento da Vitória: quatrocentos anos.&#039;&#039; Porto: Edições Afrontamento, 56.&amp;lt;/small&amp;gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&amp;lt;small&amp;gt;[11] QUARESMA, Maria Clementina de Carvalho,1995. &#039;&#039;Inventário Artístico de Portugal Cidade do Porto&#039;&#039;. Lisboa: Academia Nacional das Belas-Artes, 192-193.&amp;lt;/small&amp;gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&amp;lt;small&amp;gt;[12] MORENO, Humberto Carlos Baquero, dir., 1997. &#039;&#039;O Mosteiro de S. Bento da Vitória: quatrocentos anos.&#039;&#039; Porto: Edições Afrontamento, 63.&amp;lt;/small&amp;gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&amp;lt;small&amp;gt;[13] QUARESMA, Maria Clementina de Carvalho,1995. &#039;&#039;Inventário Artístico de Portugal Cidade do Porto&#039;&#039;. Lisboa: Academia Nacional das Belas-Artes, 193.&amp;lt;/small&amp;gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&amp;lt;small&amp;gt;[14] MORENO, Humberto Carlos Baquero, dir., 1997. &#039;&#039;O Mosteiro de S. Bento da Vitória: quatrocentos anos.&#039;&#039; Porto: Edições Afrontamento, 61.&amp;lt;/small&amp;gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&amp;lt;small&amp;gt;[15] FILIPE, Ana, 2012. &#039;&#039;Convento de São Bento da Vitória.&#039;&#039; SIPA [Sistema de Informação para o Património Arquitetónico] [consult. 2024-11-14] Disponível em: &amp;lt;nowiki&amp;gt;http://www.monumentos.gov.pt/Site/APP_PagesUser/SIPA.aspx?id=5556&amp;lt;/nowiki&amp;gt;&amp;lt;/small&amp;gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&amp;lt;small&amp;gt;[16] MORENO, Humberto Carlos Baquero, dir., 1997. &#039;&#039;O Mosteiro de S. Bento da Vitória: quatrocentos anos.&#039;&#039; Porto: Edições Afrontamento, 56-57.&amp;lt;/small&amp;gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&amp;lt;small&amp;gt;[17] SMITH, Robert C, 1950?. &#039;&#039;S. Bento da Vitória, do Porto, à luz dos «Estados» de Tibães&#039;&#039;. Porto: Livraria Fernando Machado, 44.&amp;lt;/small&amp;gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&amp;lt;small&amp;gt;[18] MORENO, Humberto Carlos Baquero, dir., 1997. &#039;&#039;O Mosteiro de S. Bento da Vitória: quatrocentos anos.&#039;&#039; Porto: Edições Afrontamento, 45-46.&amp;lt;/small&amp;gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&amp;lt;small&amp;gt;[19] FILIPE, Ana, 2012. &#039;&#039;Convento de São Bento da Vitória.&#039;&#039; SIPA [Sistema de Informação para o Património Arquitetónico] [consult. 2024-11-14] Disponível em: &amp;lt;nowiki&amp;gt;http://www.monumentos.gov.pt/Site/APP_PagesUser/SIPA.aspx?id=5556&amp;lt;/nowiki&amp;gt;&amp;lt;/small&amp;gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&amp;lt;small&amp;gt;[20] SILVA, Nuno Miguel Maia da, 2012. &#039;&#039;Claustros Serlianos em Portugal 1558 –163.&#039;&#039; Dissertação de Mestrado, Faculdade de Ciências e Tecnologia da Universidade de Coimbra, 158.&amp;lt;/small&amp;gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&amp;lt;small&amp;gt;[21] MORENO, Humberto Carlos Baquero, dir., 1997. &#039;&#039;O Mosteiro de S. Bento da Vitória: quatrocentos anos.&#039;&#039; Porto: Edições Afrontamento, 66.&amp;lt;/small&amp;gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&amp;lt;small&amp;gt;[22] TNSJ [Teatro Nacional de São João], s.d. &#039;&#039;Mosteiro de São Bento da Vitória, Edifícios&#039;&#039;. [consult. 2024-11-16] Disponível em &amp;lt;nowiki&amp;gt;https://www.tnsj.pt/pt/edificios/mosteiro-de-sao-bento-da-vitoria&amp;lt;/nowiki&amp;gt;&amp;lt;/small&amp;gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&amp;lt;small&amp;gt;[23] MORENO, Humberto Carlos Baquero, dir., 1997. &#039;&#039;O Mosteiro de S. Bento da Vitória: quatrocentos anos.&#039;&#039; Porto: Edições Afrontamento, 75.&amp;lt;/small&amp;gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&amp;lt;small&amp;gt;[24] QUARESMA, Maria Clementina de Carvalho,1995. &#039;&#039;Inventário Artístico de Portugal Cidade do Porto&#039;&#039;. Lisboa: Academia Nacional das Belas-Artes, 195.&amp;lt;/small&amp;gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&amp;lt;small&amp;gt;[25] FILIPE, Ana, 2012. &#039;&#039;Convento de São Bento da Vitória.&#039;&#039; SIPA [Sistema de Informação para o Património Arquitetónico] [consult. 2024-11-14] Disponível em: &amp;lt;nowiki&amp;gt;http://www.monumentos.gov.pt/Site/APP_PagesUser/SIPA.aspx?id=5556&amp;lt;/nowiki&amp;gt;&amp;lt;/small&amp;gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&amp;lt;small&amp;gt;[26] SMITH, Robert C, 1950?. &#039;&#039;S. Bento da Vitória, do Porto, à luz dos «Estados» de Tibães&#039;&#039;. Porto: Livraria Fernando Machado, 44-45.&amp;lt;/small&amp;gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&amp;lt;small&amp;gt;[27] QUARESMA, Maria Clementina de Carvalho,1995. &#039;&#039;Inventário Artístico de Portugal Cidade do Porto&#039;&#039;. Lisboa: Academia Nacional das Belas-Artes, 195.&amp;lt;/small&amp;gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&amp;lt;small&amp;gt;[28] MORENO, Humberto Carlos Baquero, dir., 1997. &#039;&#039;O Mosteiro de S. Bento da Vitória: quatrocentos anos.&#039;&#039; Porto: Edições Afrontamento, 87.&amp;lt;/small&amp;gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&amp;lt;small&amp;gt;[29]  TNSJ [Teatro Nacional de São João], s.d. &#039;&#039;Mosteiro de São Bento da Vitória, Edifícios&#039;&#039;. [consult. 2024-11-16] Disponível em &amp;lt;nowiki&amp;gt;https://www.tnsj.pt/pt/edificios/mosteiro-de-sao-bento-da-vitoria&amp;lt;/nowiki&amp;gt;&amp;lt;/small&amp;gt; &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&amp;lt;small&amp;gt;[30] SOARES, Renan Marinho de Morais, 2021&#039;&#039;.&#039;&#039; &#039;&#039;Do Sagrado ao Profano a reutilização adaptativa nos mosteiros portugueses – Mosteiro de Santa Maria do Bouro, Mosteiro de São Bento da Vitória e Mosteiro de Santo Tirso&#039;&#039;. Dissertação de Mestrado, Faculdade de Letras da Universidade do Porto, 153.&amp;lt;/small&amp;gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&amp;lt;small&amp;gt;[31] MORENO, Humberto Carlos Baquero, dir., 1997. &#039;&#039;O Mosteiro de S. Bento da Vitória: quatrocentos anos.&#039;&#039; Porto: Edições Afrontamento, 61-62.&amp;lt;/small&amp;gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&amp;lt;small&amp;gt;[32] SMITH, Robert C, 1968. &#039;&#039;Cadeirais de Portugal&#039;&#039;. Lisboa: Livros Horizonte, 50-51.&amp;lt;/small&amp;gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&amp;lt;small&amp;gt;[33] SMITH, Robert C, 1968. &#039;&#039;Cadeirais de Portugal&#039;&#039;. Lisboa: Livros Horizonte, 51-52.&amp;lt;/small&amp;gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&amp;lt;small&amp;gt;[34] PAULA, Mara Raquel Rodrigues de, 2023. &#039;&#039;Diálogos imagéticos. Iconografia beneditina em Portugal e a sua conexão com as fontes impressas da Idade Moderna&#039;&#039;. Tese de Doutoramento, Faculdade de Letras da Universidade do Porto, 158-159.&amp;lt;/small&amp;gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&amp;lt;small&amp;gt;[35] PAULA, Mara Raquel Rodrigues de, 2023. &#039;&#039;Diálogos imagéticos. Iconografia beneditina em Portugal e a sua conexão com as fontes impressas da Idade Moderna&#039;&#039;. Tese de Doutoramento, Faculdade de Letras da Universidade do Porto, 162.&amp;lt;/small&amp;gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&amp;lt;small&amp;gt;[36] DIAS, Geraldo Coelho, 2020. &#039;&#039;Hagiografia e iconografia beneditinas: Os “Diálogos” do papa S. Gregório Magno&#039;&#039;. N.º 3 (1996): Via Spiritus: Revista de História da Espiritualidade e do Sentimento Religioso, 19-20.&amp;lt;/small&amp;gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&amp;lt;small&amp;gt;[37] DIAS, Geraldo Coelho, 2020. &#039;&#039;Hagiografia e iconografia beneditinas: Os “Diálogos” do papa S. Gregório Magno&#039;&#039;. N.º 3 (1996): Via Spiritus: Revista de História da Espiritualidade e do Sentimento Religioso, 22.&amp;lt;/small&amp;gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&amp;lt;small&amp;gt;[38] SOUSA VITERBO, Franscisco Marques de, 1899. &#039;&#039;Diccionario historico e documental dos architectos, engenheiros e constructores portuguezes ou a serviço de Portugal&#039;&#039;. Lisboa: Imprensa Nacional, p. 139.&amp;lt;/small&amp;gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&amp;lt;small&amp;gt;[39] RUÃO, Carlos, 2006. &#039;&#039;«O Eupalinos Moderno» Teoria e Prática da Arquitectura Religiosa em Portugal 1550-1640. Volume II, Da «Corte» à «Província»&#039;&#039;. Tese de Doutoramento, Faculdade de Letras da Universidade de Coimbra, 284.&amp;lt;/small&amp;gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&amp;lt;small&amp;gt;[40] RUÃO, Carlos, 2006. &#039;&#039;«O Eupalinos Moderno» Teoria e Prática da Arquitectura Religiosa em Portugal 1550-1640. Volume II, Da «Corte» à «Província»&#039;&#039;. Tese de Doutoramento, Faculdade de Letras da Universidade de Coimbra, 285.&amp;lt;/small&amp;gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
=== Bibliografia ===&lt;br /&gt;
BRANDÃO, Domingos de Pinho, 1984. &#039;&#039;Obras de talha dourada, ensamblagem, e pintura na cidade e diocese do Porto&#039;&#039;. Porto: Oficinas Gráficos Reunidos.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
DIAS, Geraldo Coelho, 2020. &#039;&#039;Hagiografia e iconografia beneditinas: Os “Diálogos” do papa S. Gregório Magno&#039;&#039;. N.º 3 (1996): Via Spiritus: Revista de História da Espiritualidade e do Sentimento Religioso. &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
DIAS, Geraldo José Amadeu Coelho, 1997. &#039;&#039;São Bento da Vitória: Quatrocentos Anos da Fundação do Mosteiro&#039;&#039;. O Tripeiro, 7.ª série, ano 16, n.º 6-7, jun./jul. 1997, p. 162-169. Porto: Associação Comercial do Porto. Disponível em: &amp;lt;nowiki&amp;gt;https://hdl.handle.net/10216/61351&amp;lt;/nowiki&amp;gt; &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
MORENO, Humberto Baquero, dir., 1997. &#039;&#039;O Mosteiro de S. Bento da Vitória: quatrocentos anos&#039;&#039;. Porto: Edições Afrontamento.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
PAULA, Mara Raquel Rodrigues de, 2023. &#039;&#039;Diálogos imagéticos. Iconografia beneditina em Portugal e a sua conexão com as fontes impressas da Idade Moderna&#039;&#039;. Tese de Doutoramento, Faculdade de Letras da Universidade do Porto. Disponível em: &amp;lt;nowiki&amp;gt;https://hdl.handle.net/10216/152548&amp;lt;/nowiki&amp;gt;. pp. 145-168&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
PEREIRA, Ana Cristina da Cunha, 2007. &#039;&#039;Os Conventos do Porto. Descontinuidades, Transformação e Reutilização&#039;&#039;. Dissertação de Mestrado, Faculdade de Arquitetura da Universidade do Porto. Disponível em: &amp;lt;nowiki&amp;gt;http://hdl.handle.net/10216/64322&amp;lt;/nowiki&amp;gt;. pp. 227-245&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
QUARESMA, Maria Clementina de Carvalho,1995. &#039;&#039;Inventário Artístico de Portugal Cidade do Porto&#039;&#039;. Lisboa: Academia Nacional das Belas-Artes. pp. 191-195&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
RUÃO, Carlos, 2006. &#039;&#039;«O Eupalinos Moderno» Teoria e Prática da Arquitectura Religiosa em Portugal 1550-1640. Volume II, Da «Corte» à «Província»&#039;&#039;. Tese de Doutoramento, Faculdade de Letras da Universidade de Coimbra. Disponível em: &amp;lt;nowiki&amp;gt;https://hdl.handle.net/10316/9600&amp;lt;/nowiki&amp;gt;. pp. 284-287&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
SILVA, Nuno Miguel Maia da, 2012. &#039;&#039;Claustros Serlianos em Portugal 1558 –163.&#039;&#039; Dissertação de Mestrado, Faculdade de Ciências e Tecnologia da Universidade de Coimbra. Disponível em: &amp;lt;nowiki&amp;gt;https://hdl.handle.net/10316/23318&amp;lt;/nowiki&amp;gt;. pp. 156-158&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
SMITH, Robert C., 1950?. &#039;&#039;S. Bento da Vitória, do Porto, à luz dos «Estados» de Tibães&#039;&#039;. Porto: Livraria Fernando Machado&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
SMITH, Robert C., 1968. &#039;&#039;Cadeirais de Portugal&#039;&#039;. Lisboa: Livros Horizonte. pp. 48-52&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
SOARES, Renan Marinho de Morais, 2021&#039;&#039;.&#039;&#039; &#039;&#039;Do Sagrado ao Profano a reutilização adaptativa nos mosteiros portugueses – Mosteiro de Santa Maria do Bouro, Mosteiro de São Bento da Vitória e Mosteiro de Santo Tirso&#039;&#039;. Dissertação de Mestrado, Faculdade de Letras da Universidade do Porto. Disponível em: &amp;lt;nowiki&amp;gt;https://hdl.handle.net/10216/139814&amp;lt;/nowiki&amp;gt;. pp. 123-156&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
SOUSA VITERBO, Franscisco Marques de, 1899. &#039;&#039;Diccionario historico e documental dos architectos, engenheiros e constructores portuguezes ou a serviço de Portugal&#039;&#039;. Volume 2. Lisboa: Imprensa Nacional&lt;/div&gt;</summary>
		<author><name>Danielafernandes01</name></author>
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		<title>Igreja e Mosteiro de São Bento da Vitória do Porto</title>
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		<updated>2025-03-01T17:33:38Z</updated>

		<summary type="html">&lt;p&gt;Danielafernandes01: &lt;/p&gt;
&lt;hr /&gt;
&lt;div&gt;== Identificação ==&lt;br /&gt;
{| class=&amp;quot;wikitable&amp;quot;&lt;br /&gt;
|+&lt;br /&gt;
|&#039;&#039;&#039;Designação&#039;&#039;&#039;&lt;br /&gt;
|Mosteiro de São Bento da Vitória &lt;br /&gt;
|-&lt;br /&gt;
|&#039;&#039;&#039;Localização&#039;&#039;&#039;&lt;br /&gt;
|Distrito do Porto, União das Freguesias de Cedofeita, Santo Ildefonso, Sé, Miragaia, São Nicolau e Vitória&#039;&#039;,&#039;&#039; Rua de São Bento da Vitória 45, 4050-542, junto ao edifício do atual Centro Português de Fotografia&lt;br /&gt;
|-&lt;br /&gt;
|&#039;&#039;&#039;Cronologia&#039;&#039;&#039;&lt;br /&gt;
|Séculos XVII-XVIII&lt;br /&gt;
|-&lt;br /&gt;
|&#039;&#039;&#039;Autor(es)&#039;&#039;&#039;&lt;br /&gt;
|Diogo Marques Lucas&lt;br /&gt;
|}&lt;br /&gt;
O Mosteiro de São Bento da Vitória é uma arquitetura de tipologia religiosa. Pertencia à Ordem Beneditina, instituída por S. Bento (480-547) em 529. Foi fundado em 1598 após a ordenação do capítulo Geral, em 1546, celebrada em Tibães, data onde foi tomada a decisão da fundação deste mosteiro. Após longas e complicadas negociações, os monges da Antiga Congregação Beneditina Portuguesa decidiram erguer este mosteiro como símbolo de presença monástica e ponto de apoio para os monges que viajavam de norte a sul ou vice-versa. Situava-se dentro das muralhas medievais do velho burgo junto à porta do Olival em terrenos cedidos pela Câmara que anteriormente abrigavam parte da judiaria nova. A sua construção teve como base a traça inicial de Diogo Marques Lucas, arquiteto do rei trazido de Lisboa pelo D. Abade Geral. No entanto, a sua construção seria lenta e não contínua, tendo-se prolongado quase ao longo de dois séculos, não só devido a certos entraves, principalmente no que se refere à aquisição dos terrenos, mas também porque os beneditinos nunca deixaram de transformar, ampliar e embelezar o seu mosteiro.&amp;lt;small&amp;gt;[1]&amp;lt;/small&amp;gt; As obras iniciaram-se pela igreja em 1604 e a primeira pedra do mosteiro foi benzida pelo bispo D. Jerónimo de Meneses e colocada pelo próprio Abade Geral Frei Baltasar de Braga, ainda no segundo triénio, de 1596 a 1599.&amp;lt;small&amp;gt;[2]&amp;lt;/small&amp;gt; Há quem considere que o mosteiro tenha sido concluído em 1646 e a igreja terminada em 1690. Contudo, a enorme extensão do período da execução das obras não permite identificar datas exatas.&amp;lt;small&amp;gt;[3]&amp;lt;/small&amp;gt;&lt;br /&gt;
== Estado da Arte ==&lt;br /&gt;
Este objeto arquitetónico é referido na obra &#039;&#039;O Mosteiro de S. Bento da Vitória: quatrocentos anos&#039;&#039; (MORENO, 1997), bastante completa e de carácter geral, que apresenta o contexto histórico e a descrição do mosteiro e igreja. Além disso, as obras &#039;&#039;S. Bento da Vitória, do Porto, à luz dos «Estados» de Tibães&#039;&#039; (SMITH, 1950?) e &#039;&#039;Inventário Artístico de Portugal Cidade do Porto&#039;&#039; (QUARESMA, 1995) complementam o estudo do património integrado e oferecem descrições da igreja. &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
As dissertações de mestrado &#039;&#039;Os Conventos do Porto. Descontinuidades, Transformação e Reutilização&#039;&#039; (PEREIRA, 2007) e &#039;&#039;Do Sagrado ao Profano a reutilização adaptativa nos mosteiros portugueses – Mosteiro de Santa Maria do Bouro, Mosteiro de São Bento da Vitória e Mosteiro de Santo Tirso&#039;&#039; (SOARES, 2021), foram proveitosas no que concerne ao período após a extinção das ordens religiosas, à requalificação e às adaptações que o espaço sofreu. A tese de doutoramento &#039;&#039;Diálogos imagéticos. Iconografia beneditina em Portugal e a sua conexão com as fontes impressas da Idade Moderna&#039;&#039; (PAULA, 2023) facilitou o estudo na leitura iconográfica do património integrado, principalmente do cadeiral do coro alto. Relativamente ao cadeiral, a obra &#039;&#039;Cadeirais de Portugal&#039;&#039; (SMITH, 1968) e o artigo &#039;&#039;Hagiografia e iconografia beneditinas: Os “Diálogos” do papa S. Gregório Magno&#039;&#039; (DIAS, 2020) foram essenciais, tanto para a descrição formal como para a leitura iconográfica. Ainda no património integrado, o livro &#039;&#039;Obras de talha dourada, ensamblagem, e pintura na cidade e diocese do Porto&#039;&#039; (BRANDÃO, 1984) garantiu informações sobre autoria, datações e contratos.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Quanto ao estudo do claustro nobre do mosteiro, a tese de mestrado &#039;&#039;Claustros Serlianos em Portugal 1558 –163&#039;&#039; (SILVA, 2012) foi essencial para a descrição e compreensão do mesmo. Por fim, para conhecer o arquiteto responsável da traça inicial deste Mosteiro, a leitura da tese de doutoramento &#039;&#039;«O Eupalinos Moderno» Teoria e Prática da Arquitectura Religiosa em Portugal 1550-1640&#039;&#039; (RUÃO, 2006) e a consulta do &#039;&#039;Diccionario historico e documental dos architectos, engenheiros e constructores portuguezes ou a serviço de Portugal&#039;&#039; (VITERBO, 1899) revelaram-se fulcrais, apresentando alguns dados biográficos do responsável pelo projeto do edifício.&lt;br /&gt;
== Enquadramento ==&lt;br /&gt;
O Mosteiro de São Bento da Vitória situa-se no morro da freguesia da Vitória, junto à porta do Olival, dentro de muralhas, sem grande espaço para horta e cerca. Ocupa todo o interior do quarteirão entre a rua das Taipas, travessa das Taipas, rua de S. Bento da Vitória e travessa de S. Bento,  paralelo a norte com o edifício da antiga cadeia da Relação, atual Centro Português de Fotografia. Têm então um enquadramento urbano, erguendo-se em pleno centro histórico.&amp;lt;small&amp;gt;[4]&amp;lt;/small&amp;gt; O facto de estar inserido num quarteirão sem cerca preservou o seu perímetro e a sua configuração exterior até hoje.&amp;lt;small&amp;gt;[5]&amp;lt;/small&amp;gt; A fachada monumental da sua igreja está situada no ponto mais alto do conjunto, abrindo-se para uma rua estreita que dificulta uma leitura frontal, exceto através da observação em pontos altos da cidade, como por exemplo, no Terreiro da Sé, já que a fachada se volta na sua direção. O mosteiro tem uma área total de implantação de cerca de 4.000 m2, desenvolvendo-se ao redor de dois claustros. O próprio edifício faz a transição para o espaço exterior e a entrada principal fazia-se pela portaria que se encontrava ao lado da igreja na galilé na rua de S. Bento da Vitória. O acesso ao conjunto monástico faz-se hoje tanto através da rua das Taipas, onde atualmente se situa o Arquivo Distrital do Porto, como pela rua de S. Bento da Vitória, onde se localiza a fachada da igreja e faz-se o acesso ao mosteiro, agora pertencente ao Teatro Nacional de São João.&amp;lt;small&amp;gt;[6]&amp;lt;/small&amp;gt; Nesta mesma rua, a sul, localiza-se a Igreja Paroquial de Nossa Senhora da Vitória, na confluência com a Rua da Bataria da Vitória. A sul, também se encontra o Miradouro da Vitória, onde os visitantes podem desfrutar de vistas sobre o casario da Vitória, o Rio Douro, a Sé Catedral, o Paço Episcopal, a Ponte Luís I e a zona beira-rio de Gaia.&amp;lt;small&amp;gt;[7]&amp;lt;/small&amp;gt;&lt;br /&gt;
== Descrição ==&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
=== Objeto arquitetónico ===&lt;br /&gt;
A igreja de São Bento da Vitória é orientada a poente, não seguindo a orientação canónica das igrejas medievais. Isto acontece devido às condicionantes do terreno e à muralha medieval a este.&amp;lt;small&amp;gt;[8]&amp;lt;/small&amp;gt; A igreja é de planta cruciforme, longitudinal, de nave única, precedida por uma galilé e transepto saliente. A fachada, toda de cantaria de granito, divide-se em três registos delimitados por cornijas salientes e vários corpos ritmados por pilastras. No primeiro registo, abrem-se cinco vãos para a rua de arco de volta perfeita, todos com gradeamentos de ferro, sendo o central mais alto do que os restantes que ostenta o brasão de armas da Ordem de São Bento e os outros quatro emblemas religiosos. No segundo registo, duas janelas com frontão curvo, flanqueando três nichos, os laterais com frontões triangulares e o central com frontão circular, com sobrecéu em forma de concha e imagens de barro pintado de Santa Escolástica, São Bento e Santa Gertrudes Magna. O terceiro registo, mais estreito e com remate lateral curvo é rasgado por uma janela termal interrompida por pilastras, que permite uma ampla iluminação no coro-alto da igreja. A rematar a fachada, sobre uma cornija, um último registo com frontão circular e um nicho que alberga a imagem de Nossa Senhora da Vitória, em homenagem à freguesia na qual se ergueu esta igreja e mosteiro. As duas torres quadrangulares, em cantaria com duplas pilastras nos cunhais e cobertas com cúpula bolbosas, foram integradas no corpo da igreja por cima das primeiras capelas laterais, depois da galilé.&amp;lt;small&amp;gt;[9]&amp;lt;/small&amp;gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
A cobertura do corpo da igreja é de abóbada de berço em caixotões de granito bem lavrado, que se estende a todo o comprimento sendo intercetada pela abóbada do transepto e cruzeiro.&amp;lt;small&amp;gt;[10]&amp;lt;/small&amp;gt; A nave tem seis capelas colaterais intercomunicantes entre si, de arco pleno e cobertura em abóbada de berço em caixotões, com retábulos de talha. Sobre quatro dessas capelas abrem-se janelas gémeas, quatro de cada lado, com varandas de ferro fundido douradas e sanefas de talha. Sobre o arco das restantes, junto ao coro-alto, estão os órgãos de tubos em talha, suportados por atlantes.&amp;lt;small&amp;gt;[11]&amp;lt;/small&amp;gt; Apenas o órgão do lado da Epístola é verdadeiro, concebido e construído pelo irmão donato beneditino Fr. Manuel de S. Bento.&amp;lt;small&amp;gt;[12]&amp;lt;/small&amp;gt; Junto ao transepto, nas extremidades da nave, estão os púlpitos.&amp;lt;small&amp;gt;[13]&amp;lt;/small&amp;gt; Estes púlpitos erguem-se sobre peanhas ou mísulas de pedra, com grades torneadas de pau preto e são rematados por dois dóceis com imagens de Gabriel Rodrigues executadas em 1722.&amp;lt;small&amp;gt;[14]&amp;lt;/small&amp;gt; O transepto também é coberto por abóbada de canhão em caixotões e o cruzeiro reveste-se por uma abóbada nervurada. Os braços do transepto têm no topo retábulos em talha, sendo ladeados por portas e janelas, coroadas por sanefas de talha e rematados por uma janela termal.&amp;lt;small&amp;gt;[15]&amp;lt;/small&amp;gt; A flanquear o arco triunfal capelas com retábulos em talha encimados por janelas retangulares com sanefas. O arco-triunfal é coroado por uma grandiosa sanefa, em cujo centro se destaca o escudo da Congregação Beneditina Portuguesa. A capela-mor, retangular e profunda, seguindo a cobertura da nave, é rasgada em cada lado por três janelões com sanefas em talha que encimam o cadeiral e abriga um amplo retábulo de talha em forma de arco de triunfo, enquadrado por duas arquivoltas concêntricas e colunas torsas ou salomónicas que se abre para dar lugar ao trono do Santíssimo Sacramento, escalonado.&amp;lt;small&amp;gt;[16]&amp;lt;/small&amp;gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
A sul da igreja de São Bento da Vitória, levanta-se o vasto bloco conventual, ocupando um espaço retangular entre as ruas paralelas de S. Bento da Vitória a este, das Taipas a oeste e a estreita Travessa das Taipas a sul.&amp;lt;small&amp;gt;[17]&amp;lt;/small&amp;gt; A norte, levanta-se a monumental igreja.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
O mosteiro de São Bento da Vitória é um conjunto arquitetónico monástico, onde cada parte tem a sua função específica. Reparte-se por dois grupos de corpos ao redor de dois espaços abertos, chamados claustros, separados por um corpo intermédio. A sua construção passou por três fases até chegar ao acabamento total, sendo edificado pouco a pouco, ao longo de mais de dois séculos: a primeira fase corresponde à edificação da ala nascente, parte da ala sul e claustro, ainda que tenha sido concluído mais tarde (1596-1630); a segunda, por sua vez, à igreja nova e anexos (1680-1708); e a terceira, por fim, aos dormitórios novos, ala poente e claustro dos carros (1741-1780).&amp;lt;small&amp;gt;[18]&amp;lt;/small&amp;gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
O edifício conventual, de alvenaria rebocada, apresenta pilastras nos cunhais, coroadas por pináculos. Composto por quatro pisos, a sua fachada é regularmente marcada por janelas, tendo os dois pisos superiores bandeiras.&amp;lt;small&amp;gt;[19]&amp;lt;/small&amp;gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
O claustro nobre, do silêncio ou do cemitério, de planta quadrangular, todo em cantaria, “articula em cada ala três arcos de volta perfeita delimitados por duplas pilastras que incorporam no espaço interpilastral dois pequenos vãos, um portal retangular e um falso janelão superior.” (SILVA, 2012: 158). As almofadas do intradorso dos arcos são decoradas com motivos de “ponta-de-diamante” e ovais. Um entablamento liso separa o primeiro piso do segundo, onde se abrem janelas retangulares de varandins com balaustrada de cantaria e rematadas por frontões triangulares e curvo, ao centro. As abóbadas dos corredores do claustro são de arestas com chave central de florão.&amp;lt;small&amp;gt;[20]&amp;lt;/small&amp;gt; O espaço aberto do claustro era ornamentado por um jardim de canteiros, tendo ao centro um imponente chafariz datado de 1777-80 com o brutesco de Hércules e da hidra (1783), obra que há muito se perdeu.&amp;lt;small&amp;gt;[21]&amp;lt;/small&amp;gt; Em 2001, o claustro foi coberto por uma concha acústica, uma estrutura em aço assente em quatro pilares e o foi-lhe colocado um soalho de madeira. O espaço é utilizado atualmente para a realização de espetáculos teatrais, concertos e eventos especiais, além de receber iniciativas externas de natureza diversa. &amp;lt;small&amp;gt;[22]&amp;lt;/small&amp;gt; Nuno da Silva, na sua Dissertação de Mestrado Integrado em Arquitetura, classifica este claustro como serliano, um grupo de claustros clássicos portugueses. O autor indica que estes modelos estão visivelmente enraizados à arquitetura palladiana e veneziana e são caracterizados pelos vãos arqueados que se intercalam com os vãos retangulares. Isto resulta numa nova forma de vão e de sustento da abóbada. Esta tipologia foi primeiramente adotada no claustro do Convento de Cristo em Tomar e pode ser encontrada em outras arquiteturas posteriores. Como ainda, data este claustro de 1608 e indica que é dado como concluído no início da segunda metade do século XVII, como afirma Frei Leão de S. Tomás em 1651 “a claustra no que toca a obra de pedra está acabada, mas do mais não está ainda perfeita.”&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
O segundo claustro, denomina-se de “claustro dos carros”, nome atribuído devido à sua função de receber os carros responsáveis pelo abastecimento do conjunto monástico. É um pátio com três lanços de arcos sobre pilastras maciças. Foi construído na altura das obras de ampliação do mosteiro, no tempo do abade Frei Manuel de S. Tomás (1740-1743). Os cronistas da época dedicaram-se a descrever detalhadamente esta construção, que foi ampliada com os dormitórios localizados na ala oeste, ao longo da rua das Taipas, durante as obras realizadas entre 1777 e 1780.&amp;lt;small&amp;gt;[23]&amp;lt;/small&amp;gt; Trata-se de uma obra simples, típica de um claustro destinado aos serviços monásticos e não apresenta nenhum elemento ornamental que a enriqueça.&amp;lt;small&amp;gt;[24]&amp;lt;/small&amp;gt; Este claustro, composto por três pisos separados por frisos, apresenta apenas duas alas formadas por arcos plenos sustentados por pilares, enquanto os pisos superiores possuem janelas do tipo guilhotina.&amp;lt;small&amp;gt;[25]&amp;lt;/small&amp;gt; A fachada da cela dos beneditinos apresenta quatro vãos gradeados, não integrais, e ornamentados ao centro com o brasão de armas da Congregação Beneditina, à semelhança dos vãos da galilé.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
O Mosteiro foi a parte mais afetada de São Bento da Vitória, tendo sofrido pela passagem dos séculos. Perderam-se todos os azulejos descritos nos registos dos «Estados», bem como toda a talha e pinturas. Sob o uso militar quase constante a partir das invasões francesas de 1808, as suas amplas salas, bibliotecas e arquivo foram gradualmente devastados. Além disso, uma grande parte do edifício permaneceu virtualmente abandonada, chegando a ameaçar ruína.&amp;lt;small&amp;gt;[26]&amp;lt;/small&amp;gt; Este mosteiro, ao longo da sua história, serviu como aquartelamento às tropas napoleónicas, hospital militar e, posteriormente, a outras funções militares após a extinção das ordens religiosas em 1834.&amp;lt;small&amp;gt;[27]&amp;lt;/small&amp;gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
A partir de 1984, o edifício passou por um processo de restauração orientado pelo Instituto Português do Património Arquitetónico (IPPAR). Estas intervenções possibilitaram a adaptação de diferentes espaços a novos usos. O claustro nobre e as suas adjacências passaram a abrigar a sede da Orquestra Clássica do Porto. Na igreja, ala norte e no terceiro andar da ala poente, foi instalada a Cela dos Padres Beneditinos. Já o espaço que inclui o claustro dos carros e a ala transversal, passou a acolher o Arquivo Distrital do Porto. O espaço do mosteiro foi, assim, dividido e ocupado por estas três entidades, sofrendo as devidas adaptações necessárias para atender às suas necessidades específicas. Contudo, essas intervenções foram concretizadas com cuidado, preservando a traça original e diversos elementos de importância arquitetónica.&amp;lt;small&amp;gt;[28]&amp;lt;/small&amp;gt; Em 2007, o Estado atribui ao Teatro Nacional de São João (TNSJ) uma parte significativa do mosteiro, abrangendo a ala nascente, parte da ala sul e o Claustro Nobre.&amp;lt;small&amp;gt;[29]&amp;lt;/small&amp;gt; Outros espaços do edifício foram também adaptados para atender às novas funções do TNSJ. A antiga biblioteca, localizada no piso superior, foi transformada numa sala de apresentações teatrais. Por sua vez, as galerias que rodeiam o claustro, também no piso superior, foram destinadas à exposição de objetos cenográficos e peças de figurino utilizados nos espetáculos.&amp;lt;small&amp;gt;[30]&amp;lt;/small&amp;gt;&lt;br /&gt;
=== Património integrado ===&lt;br /&gt;
A seguinte tabela apresenta algumas obras que se inserem no património integrado da igreja de São Bento da Vitória e foi elaborada tendo como base os livros &#039;&#039;Obras de talha dourada, ensamblagem, e pintura na cidade e diocese do Porto&#039;&#039; (Brandão 1984), &#039;&#039;O Mosteiro de S. Bento da Vitória: quatrocentos anos&#039;&#039; (Moreno 1997) e &#039;&#039;S. Bento da Vitória, do Porto, à luz dos «Estados» de Tibães&#039;&#039; (Smith 1950?).&lt;br /&gt;
{| class=&amp;quot;wikitable&amp;quot;&lt;br /&gt;
|&#039;&#039;&#039;Identificação&#039;&#039;&#039;&lt;br /&gt;
|&#039;&#039;&#039;Datação&#039;&#039;&#039;&lt;br /&gt;
|&#039;&#039;&#039;Autoria&#039;&#039;&#039;&lt;br /&gt;
|-&lt;br /&gt;
|Coro alto e outras obras de ensamblagem e de talha (estante, púlpitos, grades e  portas)&lt;br /&gt;
|Contrato  de setembro de 1704. Não executado. O prazo seria até dia 29 de setembro de 1705&lt;br /&gt;
|António  de Azevedo Fernandes, mestre ensamblador e Domingos Nunes, entalhador&lt;br /&gt;
|-&lt;br /&gt;
|Cadeirado do coro, portas do coro e grades das seis capelas e cruzeiro&lt;br /&gt;
|Contrato  de maio de 1718. As cadeiras e as portas do coro deveriam estar prontas até ao dia 15 de outubro  de 1718 e as grades até ao fim de março de 1719&lt;br /&gt;
|Manuel  Vieira e António Cardoso, mestres ensambladores&lt;br /&gt;
|-&lt;br /&gt;
|Varanda e talha dos órgãos (verdadeiro e mudo)&lt;br /&gt;
|Triénio de 1716-19&lt;br /&gt;
|Gabriel  Rodrigues, entalhador bracarense&lt;br /&gt;
|-&lt;br /&gt;
|Retábulo da capela-mor&lt;br /&gt;
|Triénio de 1716-19 e dourado entre 1722-25&lt;br /&gt;
|Talvez  por Gabriel Rodrigues, entalhador de Landim, Famalicão&lt;br /&gt;
|-&lt;br /&gt;
|Cadeiral do coro alto&lt;br /&gt;
|Triénio de 1716-1719&lt;br /&gt;
|Marceliano  de Araújo&lt;br /&gt;
|-&lt;br /&gt;
|Órgão de tubos&lt;br /&gt;
|Antes de 1719. Em finais de abril desse ano já estava em fase adiantada de  construção&lt;br /&gt;
|Fr.  Manuel de S. Bento, irmão donato beneditino&lt;br /&gt;
|-&lt;br /&gt;
|Estátuas dos púlpitos&lt;br /&gt;
|1722&lt;br /&gt;
|Gabriel  Rodrigues&lt;br /&gt;
|-&lt;br /&gt;
|Dois frontais de talha para os altares colaterais de Santa Escolástica e Santa Gertrudes e douramento do retábulo-mor&lt;br /&gt;
|Triénio de 1722-25&lt;br /&gt;
|Os  frontais de talha dourada para os altares colaterais foram oferecidos por um  devoto.&lt;br /&gt;
|-&lt;br /&gt;
|Retábulos dos topos do transepto&lt;br /&gt;
|Triénio de 1755-58&lt;br /&gt;
|José  da Fonseca Lima e José Martins Tinoco&lt;br /&gt;
|}&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
=== Objeto ou conjunto em destaque - O cadeiral do coro alto ===&lt;br /&gt;
O coro alto, sobre a galilé, era destinado à recitação das horas canónicas da liturgia monástica. O cadeiral, foi encomendado em 1704 e executado por Marceliano de Araújo entre 1716 e 1719, em madeira de jacarandá proveniente de 30 toros trazidos diretamente do Brasil em 1716. Ao centro destaca-se a cadeira abacial, rodeada por 50 estalas dispostas em forma de U, todas com as “misericórdias” cuidadosamente trabalhadas. O lambrim exibe 32 painéis em talha policromada e dourada em 1759, ilustrando cenas da vida de São Bento conforme os “Diálogos” de São Gregório Magno.&amp;lt;small&amp;gt;[31]&amp;lt;/small&amp;gt; Nas superfícies irregulares das dramáticas caras destas figuras, refletem-se os mesmos maneirismos das imagens dos dosséis dos púlpitos, entalhadas por Gabriel Rodrigues em 1722. Vê-se, portanto, que o espaldar do cadeiral de São Bento da Vitória resulta da colaboração entre Gabriel Rodrigues, de Landim, e Marceliano de Araújo, de Braga, seguindo a traça de um autor ainda desconhecido. O cadeiral apresenta uma série de volutas adornadas com folhagens, de onde surgem golfinhos na fila inferior e meios-corpos femininos na superior, introduzindo um motivo inovador nos cadeirais do século XVIII. Embora influenciado pelas cadeiras de Tibães, distingue-se pelos seus perfis laterais e pelas garras de leão que alternam com as volutas nos pés das cadeiras, características de uma nova época.&amp;lt;small&amp;gt;[32]&amp;lt;/small&amp;gt; O destaque deste cadeiral, considerado o mais notável do reino, é o imponente espaldar entalhado, dourado e estufado em 1759 por Manuel Homem Soares. Este, como foi dito anteriormente, é composto por 32 painéis em relevo, principalmente dedicados à vida de São Bento, com dois da história de Santa Escolástica, dispostos em duas filas como quadros em molduras ricamente talhadas. Esta organização remete ao sistema utilizado nas ilhargas da capela de Santa Gertrudes da igreja beneditina de São Martinho de Tibães, possivelmente do mesmo escultor, entre o triénio de 1710 e 1713.  Em ambos os monumentos, as figuras dos painéis destacam-se pela sua vivacidade, enriquecidas por uma abundância de detalhes de mobiliário e arquitetura.&amp;lt;small&amp;gt;[33]&amp;lt;/small&amp;gt; Os painéis estão organizados em duas sequências horizontais: a inferior, com molduras retangulares e, a superior, predominantemente octogonais, exceto por dois painéis nas paredes do lado do Evangelho e da Epístola. A narrativa inicia-se na parte inferior do lado da Epístola, prosseguindo até ao lado do Evangelho, e recomeça na parte superior com os painéis octogonais, estendendo-se pelas três paredes do coro alto.&amp;lt;small&amp;gt;[34]&amp;lt;/small&amp;gt; Os relevos de São Bento da Vitória seguem uma narrativa linear e lógica, semelhante ao II livro dos Diálogos. A primeira cena, amplamente retratada em Portugal, representa o nascimento de São Bento e de Santa Escolástica. A comparação destes relevos com os livros de emblemas usados na iconografia beneditina em Portugal, revela claras semelhanças entre a obra e a matriz, tanto nos espaços como nas personagens, e pode indicar que Marcelino de Araújo teve contacto com essas obras ou outras baseadas nelas.&amp;lt;small&amp;gt;[35]&amp;lt;/small&amp;gt; Além dos 32 painéis principais, existem mais 4 dourados, mas não policromados, que representam santos beneditinos em trajes pontificais, o que totaliza o número de 36 painéis. Os dois quadros centrais não são alusivos à vida de São Bento nem possuem numeração. O painel central sobre a cadeira abacial, sem número, apresenta São Bento a entregar Regra a monges e monjas. O santo com vestes prelatícias é ladeado por anjos e o listel exibe a inscrição “&#039;&#039;De cello offertur tibi non alteri&#039;&#039;”.&amp;lt;small&amp;gt;[36]&amp;lt;/small&amp;gt; O painel superior, retrata a figura de São Bento de pé, em posição hierática com vestes prelatícias, flanqueado por dois anjos que lhe entregam a mitra e o báculo.&amp;lt;small&amp;gt;[37]&amp;lt;/small&amp;gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
== O arquiteto Diogo Marques Lucas ==&lt;br /&gt;
Diogo Marques Lucas em setembro de 1594 foi nomeado para um dos três lugares de aprendiz de arquitetura, a qual aprenderia com Filippe Terzo.&amp;lt;small&amp;gt;[38]&amp;lt;/small&amp;gt; Assim, Diogo Marques foi um dos primeiros arquitetos a receber uma formação privilegiada, que incluía lições teóricas no campo da geometria, assim como estudos de arquitetura com o arquiteto-mor Felipe Terzi. Após o falecimento do arquiteto italiano, Diogo Marques continuou a complementar o seu estudo teórico com Nicolau de Frias até 1610, permanecendo com o cargo de “aprendiz” de arquitetura até 1616, altura em que foi substituído por Mateus Couto. Durante os inícios do novo século, aprendeu, auxiliou e colaborou nas principais obras régias, como também forneceu traças da sua própria autoria.&amp;lt;small&amp;gt;[39]&amp;lt;/small&amp;gt; A sua substituição na «aula» de arquitetura coincidiu com a sua ascensão profissional e nomeação como mestre de obras do Convento de Cristo, em Tomar, após a renúncia de Pero Fernandes de Torres no ano anterior. Com um salário anual de 80.000 reais, manteve o cargo até à sua morte, sendo sucedido por Pero Vaz Pereira em 1641. Em janeiro de 1614, Diogo Marques foi proposto para ocupar o cargo de «mestre de obras» das Ordens Militares, juntamente com Pedro Nunes Tinoco e Mateus do Couto, após a morte do arquiteto Baltasar Álvares. No entanto, a nomeação recaiu em Mateus do Couto cinco anos depois. Em 1640, era já falecido, conforme mencionado numa breve missiva do prior do Convento de Cristo de Tomar.&amp;lt;small&amp;gt;[40]&amp;lt;/small&amp;gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
== Imagens e Iconografia do Objeto ==&lt;br /&gt;
Mapas, plantas, alçados, fotografias recentes / antigas, estampas, etc., com legenda individual que identifique o autor ou da fonte da imagem.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
=== Objeto arquitetónico ===&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
=== Património integrado ===&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
=== Objeto ou conjunto em destaque ===&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
== Fontes e Bibliografia ==&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
=== Fontes ===&lt;br /&gt;
&amp;lt;small&amp;gt;[1] SOARES, Renan Marinho de Morais, 2021&#039;&#039;. Do Sagrado ao Profano a reutilização adaptativa nos mosteiros portugueses – Mosteiro de Santa Maria do Bouro, Mosteiro de São Bento da Vitória e Mosteiro de Santo Tirso.&#039;&#039; Dissertação de Mestrado, Faculdade de Letras da Universidade do Porto, 126-127.&amp;lt;/small&amp;gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&amp;lt;small&amp;gt;[2] MORENO, Humberto Carlos Baquero, dir., 1997. &#039;&#039;O Mosteiro de S. Bento da Vitória: quatrocentos anos.&#039;&#039; Porto: Edições Afrontamento, 47.&amp;lt;/small&amp;gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&amp;lt;small&amp;gt;[3] QUARESMA, Maria Clementina de Carvalho,1995. &#039;&#039;Inventário Artístico de Portugal Cidade do Porto&#039;&#039;. Lisboa: Academia Nacional das Belas-Artes, 192.&amp;lt;/small&amp;gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&amp;lt;small&amp;gt;[4] PEREIRA, Ana Cristina da Cunha, 2007. &#039;&#039;Os Conventos do Porto. Descontinuidades, Transformação e Reutilização&#039;&#039;. Dissertação de Mestrado, Faculdade de Arquitetura da Universidade do Porto, 239.&amp;lt;/small&amp;gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&amp;lt;small&amp;gt;[5] SOARES, Renan Marinho de Morais, 2021&#039;&#039;. Do Sagrado ao Profano a reutilização adaptativa nos mosteiros portugueses – Mosteiro de Santa Maria do Bouro, Mosteiro de São Bento da Vitória e Mosteiro de Santo Tirso.&#039;&#039; Dissertação de Mestrado, Faculdade de Letras da Universidade do Porto, 134.&amp;lt;/small&amp;gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&amp;lt;small&amp;gt;[6] PEREIRA, Ana Cristina da Cunha, 2007. &#039;&#039;Os Conventos do Porto. Descontinuidades, Transformação e Reutilização&#039;&#039;. Dissertação de Mestrado, Faculdade de Arquitetura da Universidade do Porto, 240.&amp;lt;/small&amp;gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&amp;lt;small&amp;gt;[7] Agenda Cultural do Porto, 2023. &#039;&#039;Miradouro da Vitória – Porto.&#039;&#039; [consult. 2024-11-22]. Disponível em &amp;lt;nowiki&amp;gt;https://agendaculturalporto.org/miradouro-da-vitoria-porto/&amp;lt;/nowiki&amp;gt;&amp;lt;/small&amp;gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&amp;lt;small&amp;gt;[8] PEREIRA, Ana Cristina da Cunha, 2007. &#039;&#039;Os Conventos do Porto. Descontinuidades, Transformação e Reutilização&#039;&#039;. Dissertação de Mestrado, Faculdade de Arquitetura da Universidade do Porto, 241.&amp;lt;/small&amp;gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&amp;lt;small&amp;gt;[9] FILIPE, Ana, 2012. &#039;&#039;Convento de São Bento da Vitória.&#039;&#039; SIPA [Sistema de Informação para o Património Arquitetónico] [consult. 2024-11-14] Disponível em: &amp;lt;nowiki&amp;gt;http://www.monumentos.gov.pt/Site/APP_PagesUser/SIPA.aspx?id=5556&amp;lt;/nowiki&amp;gt;&amp;lt;/small&amp;gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&amp;lt;small&amp;gt;[10] MORENO, Humberto Carlos Baquero, dir., 1997. &#039;&#039;O Mosteiro de S. Bento da Vitória: quatrocentos anos.&#039;&#039; Porto: Edições Afrontamento, 56.&amp;lt;/small&amp;gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&amp;lt;small&amp;gt;[11] QUARESMA, Maria Clementina de Carvalho,1995. &#039;&#039;Inventário Artístico de Portugal Cidade do Porto&#039;&#039;. Lisboa: Academia Nacional das Belas-Artes, 192-193.&amp;lt;/small&amp;gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&amp;lt;small&amp;gt;[12] MORENO, Humberto Carlos Baquero, dir., 1997. &#039;&#039;O Mosteiro de S. Bento da Vitória: quatrocentos anos.&#039;&#039; Porto: Edições Afrontamento, 63.&amp;lt;/small&amp;gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&amp;lt;small&amp;gt;[13] QUARESMA, Maria Clementina de Carvalho,1995. &#039;&#039;Inventário Artístico de Portugal Cidade do Porto&#039;&#039;. Lisboa: Academia Nacional das Belas-Artes, 193.&amp;lt;/small&amp;gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&amp;lt;small&amp;gt;[14] MORENO, Humberto Carlos Baquero, dir., 1997. &#039;&#039;O Mosteiro de S. Bento da Vitória: quatrocentos anos.&#039;&#039; Porto: Edições Afrontamento, 61.&amp;lt;/small&amp;gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&amp;lt;small&amp;gt;[15] FILIPE, Ana, 2012. &#039;&#039;Convento de São Bento da Vitória.&#039;&#039; SIPA [Sistema de Informação para o Património Arquitetónico] [consult. 2024-11-14] Disponível em: &amp;lt;nowiki&amp;gt;http://www.monumentos.gov.pt/Site/APP_PagesUser/SIPA.aspx?id=5556&amp;lt;/nowiki&amp;gt;&amp;lt;/small&amp;gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&amp;lt;small&amp;gt;[16] MORENO, Humberto Carlos Baquero, dir., 1997. &#039;&#039;O Mosteiro de S. Bento da Vitória: quatrocentos anos.&#039;&#039; Porto: Edições Afrontamento, 56-57.&amp;lt;/small&amp;gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&amp;lt;small&amp;gt;[17] SMITH, Robert C, 1950?. &#039;&#039;S. Bento da Vitória, do Porto, à luz dos «Estados» de Tibães&#039;&#039;. Porto: Livraria Fernando Machado, 44.&amp;lt;/small&amp;gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&amp;lt;small&amp;gt;[18] MORENO, Humberto Carlos Baquero, dir., 1997. &#039;&#039;O Mosteiro de S. Bento da Vitória: quatrocentos anos.&#039;&#039; Porto: Edições Afrontamento, 45-46.&amp;lt;/small&amp;gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&amp;lt;small&amp;gt;[19] FILIPE, Ana, 2012. &#039;&#039;Convento de São Bento da Vitória.&#039;&#039; SIPA [Sistema de Informação para o Património Arquitetónico] [consult. 2024-11-14] Disponível em: &amp;lt;nowiki&amp;gt;http://www.monumentos.gov.pt/Site/APP_PagesUser/SIPA.aspx?id=5556&amp;lt;/nowiki&amp;gt;&amp;lt;/small&amp;gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&amp;lt;small&amp;gt;[20] SILVA, Nuno Miguel Maia da, 2012. &#039;&#039;Claustros Serlianos em Portugal 1558 –163.&#039;&#039; Dissertação de Mestrado, Faculdade de Ciências e Tecnologia da Universidade de Coimbra, 158.&amp;lt;/small&amp;gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&amp;lt;small&amp;gt;[21] MORENO, Humberto Carlos Baquero, dir., 1997. &#039;&#039;O Mosteiro de S. Bento da Vitória: quatrocentos anos.&#039;&#039; Porto: Edições Afrontamento, 66.&amp;lt;/small&amp;gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&amp;lt;small&amp;gt;[22] TNSJ [Teatro Nacional de São João], s.d. &#039;&#039;Mosteiro de São Bento da Vitória, Edifícios&#039;&#039;. [consult. 2024-11-16] Disponível em &amp;lt;nowiki&amp;gt;https://www.tnsj.pt/pt/edificios/mosteiro-de-sao-bento-da-vitoria&amp;lt;/nowiki&amp;gt;&amp;lt;/small&amp;gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&amp;lt;small&amp;gt;[23] MORENO, Humberto Carlos Baquero, dir., 1997. &#039;&#039;O Mosteiro de S. Bento da Vitória: quatrocentos anos.&#039;&#039; Porto: Edições Afrontamento, 75.&amp;lt;/small&amp;gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&amp;lt;small&amp;gt;[24] QUARESMA, Maria Clementina de Carvalho,1995. &#039;&#039;Inventário Artístico de Portugal Cidade do Porto&#039;&#039;. Lisboa: Academia Nacional das Belas-Artes, 195.&amp;lt;/small&amp;gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&amp;lt;small&amp;gt;[25] FILIPE, Ana, 2012. &#039;&#039;Convento de São Bento da Vitória.&#039;&#039; SIPA [Sistema de Informação para o Património Arquitetónico] [consult. 2024-11-14] Disponível em: &amp;lt;nowiki&amp;gt;http://www.monumentos.gov.pt/Site/APP_PagesUser/SIPA.aspx?id=5556&amp;lt;/nowiki&amp;gt;&amp;lt;/small&amp;gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&amp;lt;small&amp;gt;[26] SMITH, Robert C, 1950?. &#039;&#039;S. Bento da Vitória, do Porto, à luz dos «Estados» de Tibães&#039;&#039;. Porto: Livraria Fernando Machado, 44-45.&amp;lt;/small&amp;gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&amp;lt;small&amp;gt;[27] QUARESMA, Maria Clementina de Carvalho,1995. &#039;&#039;Inventário Artístico de Portugal Cidade do Porto&#039;&#039;. Lisboa: Academia Nacional das Belas-Artes, 195.&amp;lt;/small&amp;gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&amp;lt;small&amp;gt;[28] MORENO, Humberto Carlos Baquero, dir., 1997. &#039;&#039;O Mosteiro de S. Bento da Vitória: quatrocentos anos.&#039;&#039; Porto: Edições Afrontamento, 87.&amp;lt;/small&amp;gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&amp;lt;small&amp;gt;[29]  TNSJ [Teatro Nacional de São João], s.d. &#039;&#039;Mosteiro de São Bento da Vitória, Edifícios&#039;&#039;. [consult. 2024-11-16] Disponível em &amp;lt;nowiki&amp;gt;https://www.tnsj.pt/pt/edificios/mosteiro-de-sao-bento-da-vitoria&amp;lt;/nowiki&amp;gt;&amp;lt;/small&amp;gt; &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&amp;lt;small&amp;gt;[30] SOARES, R. M. de M. (2021). &#039;&#039;Do Sagrado ao Profano a reutilização adaptativa nos mosteiros portugueses – Mosteiro de Santa Maria do Bouro, Mosteiro de São Bento da Vitória e Mosteiro de Santo Tirso&#039;&#039;. [Dissertação de Mestrado, Faculdade de Letras da Universidade do Porto], 153.&amp;lt;/small&amp;gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&amp;lt;small&amp;gt;[31] MORENO, Humberto Carlos Baquero, dir., 1997. &#039;&#039;O Mosteiro de S. Bento da Vitória: quatrocentos anos.&#039;&#039; Porto: Edições Afrontamento, 61-62.&amp;lt;/small&amp;gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&amp;lt;small&amp;gt;[32] SMITH, Robert C, 1968. &#039;&#039;Cadeirais de Portugal&#039;&#039;. Lisboa: Livros Horizonte, 50-51.&amp;lt;/small&amp;gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&amp;lt;small&amp;gt;[33] SMITH, Robert C, 1968. &#039;&#039;Cadeirais de Portugal&#039;&#039;. Lisboa: Livros Horizonte, 51-52.&amp;lt;/small&amp;gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&amp;lt;small&amp;gt;[34] PAULA, Mara Raquel Rodrigues de, 2023. &#039;&#039;Diálogos imagéticos. Iconografia beneditina em Portugal e a sua conexão com as fontes impressas da Idade Moderna&#039;&#039;. Tese de Doutoramento, Faculdade de Letras da Universidade do Porto, 158-159.&amp;lt;/small&amp;gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&amp;lt;small&amp;gt;[35] AULA, Mara Raquel Rodrigues de, 2023. &#039;&#039;Diálogos imagéticos. Iconografia beneditina em Portugal e a sua conexão com as fontes impressas da Idade Moderna&#039;&#039;. Tese de Doutoramento, Faculdade de Letras da Universidade do Porto, 162.&amp;lt;/small&amp;gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&amp;lt;small&amp;gt;[36] DIAS, Geraldo Coelho, 2020. &#039;&#039;Hagiografia e iconografia beneditinas: Os “Diálogos” do papa S. Gregório Magno&#039;&#039;. N.º 3 (1996): Via Spiritus: Revista de História da Espiritualidade e do Sentimento Religioso, 19-20.&amp;lt;/small&amp;gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&amp;lt;small&amp;gt;[37] DIAS, Geraldo Coelho, 2020. &#039;&#039;Hagiografia e iconografia beneditinas: Os “Diálogos” do papa S. Gregório Magno&#039;&#039;. N.º 3 (1996): Via Spiritus: Revista de História da Espiritualidade e do Sentimento Religioso, 22.&amp;lt;/small&amp;gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&amp;lt;small&amp;gt;[38] SOUSA VITERBO, Franscisco Marques de, 1899. &#039;&#039;Diccionario historico e documental dos architectos, engenheiros e constructores portuguezes ou a serviço de Portugal&#039;&#039;. Lisboa: Imprensa Nacional, p. 139.&amp;lt;/small&amp;gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&amp;lt;small&amp;gt;[39] RUÃO, Carlos, 2006. &#039;&#039;«O Eupalinos Moderno» Teoria e Prática da Arquitectura Religiosa em Portugal 1550-1640. Volume II, Da «Corte» à «Província»&#039;&#039;. Tese de Doutoramento, Faculdade de Letras da Universidade de Coimbra, 284.&amp;lt;/small&amp;gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&amp;lt;small&amp;gt;[40] RUÃO, Carlos, 2006. &#039;&#039;«O Eupalinos Moderno» Teoria e Prática da Arquitectura Religiosa em Portugal 1550-1640. Volume II, Da «Corte» à «Província»&#039;&#039;. Tese de Doutoramento, Faculdade de Letras da Universidade de Coimbra, 285.&amp;lt;/small&amp;gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
=== Bibliografia ===&lt;/div&gt;</summary>
		<author><name>Danielafernandes01</name></author>
	</entry>
	<entry>
		<id>https://wikimedia.pt/PortoRenascentista/index.php?title=Igreja_e_Mosteiro_de_S%C3%A3o_Bento_da_Vit%C3%B3ria_do_Porto&amp;diff=217</id>
		<title>Igreja e Mosteiro de São Bento da Vitória do Porto</title>
		<link rel="alternate" type="text/html" href="https://wikimedia.pt/PortoRenascentista/index.php?title=Igreja_e_Mosteiro_de_S%C3%A3o_Bento_da_Vit%C3%B3ria_do_Porto&amp;diff=217"/>
		<updated>2025-03-01T17:24:04Z</updated>

		<summary type="html">&lt;p&gt;Danielafernandes01: &lt;/p&gt;
&lt;hr /&gt;
&lt;div&gt;== Identificação ==&lt;br /&gt;
{| class=&amp;quot;wikitable&amp;quot;&lt;br /&gt;
|+&lt;br /&gt;
|&#039;&#039;&#039;Designação&#039;&#039;&#039;&lt;br /&gt;
|Mosteiro de São Bento da Vitória &lt;br /&gt;
|-&lt;br /&gt;
|&#039;&#039;&#039;Localização&#039;&#039;&#039;&lt;br /&gt;
|Distrito do Porto, União das Freguesias de Cedofeita, Santo Ildefonso, Sé, Miragaia, São Nicolau e Vitória&#039;&#039;,&#039;&#039; Rua de São Bento da Vitória 45, 4050-542, junto ao edifício do atual Centro Português de Fotografia&lt;br /&gt;
|-&lt;br /&gt;
|&#039;&#039;&#039;Cronologia&#039;&#039;&#039;&lt;br /&gt;
|Séculos XVII-XVIII&lt;br /&gt;
|-&lt;br /&gt;
|&#039;&#039;&#039;Autor(es)&#039;&#039;&#039;&lt;br /&gt;
|Diogo Marques Lucas&lt;br /&gt;
|}&lt;br /&gt;
O Mosteiro de São Bento da Vitória é uma arquitetura de tipologia religiosa. Pertencia à Ordem Beneditina, instituída por S. Bento (480-547) em 529. Foi fundado em 1598 após a ordenação do capítulo Geral, em 1546, celebrada em Tibães, data onde foi tomada a decisão da fundação deste mosteiro. Após longas e complicadas negociações, os monges da Antiga Congregação Beneditina Portuguesa decidiram erguer este mosteiro como símbolo de presença monástica e ponto de apoio para os monges que viajavam de norte a sul ou vice-versa. Situava-se dentro das muralhas medievais do velho burgo junto à porta do Olival em terrenos cedidos pela Câmara que anteriormente abrigavam parte da judiaria nova. A sua construção teve como base a traça inicial de Diogo Marques Lucas, arquiteto do rei trazido de Lisboa pelo D. Abade Geral. No entanto, a sua construção seria lenta e não contínua, tendo-se prolongado quase ao longo de dois séculos, não só devido a certos entraves, principalmente no que se refere à aquisição dos terrenos, mas também porque os beneditinos nunca deixaram de transformar, ampliar e embelezar o seu mosteiro.&amp;lt;small&amp;gt;[1]&amp;lt;/small&amp;gt; As obras iniciaram-se pela igreja em 1604 e a primeira pedra do mosteiro foi benzida pelo bispo D. Jerónimo de Meneses e colocada pelo próprio Abade Geral Frei Baltasar de Braga, ainda no segundo triénio, de 1596 a 1599.&amp;lt;small&amp;gt;[2]&amp;lt;/small&amp;gt; Há quem considere que o mosteiro tenha sido concluído em 1646 e a igreja terminada em 1690. Contudo, a enorme extensão do período da execução das obras não permite identificar datas exatas.&amp;lt;small&amp;gt;[3]&amp;lt;/small&amp;gt;&lt;br /&gt;
== Estado da Arte ==&lt;br /&gt;
Este objeto arquitetónico é referido na obra &#039;&#039;O Mosteiro de S. Bento da Vitória: quatrocentos anos&#039;&#039; (MORENO, 1997), bastante completa e de carácter geral, que apresenta o contexto histórico e a descrição do mosteiro e igreja. Além disso, as obras &#039;&#039;S. Bento da Vitória, do Porto, à luz dos «Estados» de Tibães&#039;&#039; (SMITH, 1950?) e &#039;&#039;Inventário Artístico de Portugal Cidade do Porto&#039;&#039; (QUARESMA, 1995) complementam o estudo do património integrado e oferecem descrições da igreja. &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
As dissertações de mestrado &#039;&#039;Os Conventos do Porto. Descontinuidades, Transformação e Reutilização&#039;&#039; (PEREIRA, 2007) e &#039;&#039;Do Sagrado ao Profano a reutilização adaptativa nos mosteiros portugueses – Mosteiro de Santa Maria do Bouro, Mosteiro de São Bento da Vitória e Mosteiro de Santo Tirso&#039;&#039; (SOARES, 2021), foram proveitosas no que concerne ao período após a extinção das ordens religiosas, à requalificação e às adaptações que o espaço sofreu. Já, a tese de doutoramento &#039;&#039;Diálogos imagéticos. Iconografia beneditina em Portugal e a sua conexão com as fontes impressas da Idade Moderna&#039;&#039; (PAULA, 2023) facilitou o meu estudo na leitura iconográfica do património integrado, no qual destaquei o cadeiral do coro alto. Relativamente ao cadeiral, a obra &#039;&#039;Cadeirais de Portugal&#039;&#039; (SMITH, 1968) e o artigo &#039;&#039;Hagiografia e iconografia beneditinas: Os “Diálogos” do papa S. Gregório Magno&#039;&#039; (DIAS, 2020) foram essenciais, tanto para a descrição formal como para a leitura iconográfica. Ainda no património integrado, o livro &#039;&#039;Obras de talha dourada, ensamblagem, e pintura na cidade e diocese do Porto&#039;&#039; (BRANDÃO, 1984) garantiu-me informações sobre autoria, datações e contratos.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Quanto ao estudo do claustro nobre do mosteiro, a tese de mestrado &#039;&#039;Claustros Serlianos em Portugal 1558 –163&#039;&#039; (SILVA, 2012) foi essencial para a descrição e compreensão do mesmo. Por fim, para conhecer o arquiteto responsável da traça inicial deste Mosteiro, a leitura da tese de doutoramento &#039;&#039;«O Eupalinos Moderno» Teoria e Prática da Arquitectura Religiosa em Portugal 1550-1640&#039;&#039; (RUÃO, 2006) e a consulta do &#039;&#039;Diccionario historico e documental dos architectos, engenheiros e constructores portuguezes ou a serviço de Portugal&#039;&#039; (VITERBO, 1899) revelaram-se fulcrais, apresentando alguns dados biográficos do responsável pelo projeto do edifício.&lt;br /&gt;
== Enquadramento ==&lt;br /&gt;
O Mosteiro de São Bento da Vitória situa-se no morro da freguesia da Vitória, junto à porta do Olival, dentro de muralhas, sem grande espaço para horta e cerca. Ocupa todo o interior do quarteirão entre a rua das Taipas, travessa das Taipas, rua de S. Bento da Vitória e travessa de S. Bento,  paralelo a norte com o edifício da antiga cadeia da Relação, atual Centro Português de Fotografia. Têm então um enquadramento urbano, erguendo-se em pleno centro histórico.&amp;lt;small&amp;gt;[4]&amp;lt;/small&amp;gt; O facto de estar inserido num quarteirão sem cerca preservou o seu perímetro e a sua configuração exterior até hoje.&amp;lt;small&amp;gt;[5]&amp;lt;/small&amp;gt; A fachada monumental da sua igreja está situada no ponto mais alto do conjunto, abrindo-se para uma rua estreita que dificulta uma leitura frontal, exceto através da observação em pontos altos da cidade, como por exemplo, no Terreiro da Sé, já que a fachada se volta na sua direção. O mosteiro tem uma área total de implantação de cerca de 4.000 m2, desenvolvendo-se ao redor de dois claustros. O próprio edifício faz a transição para o espaço exterior e a entrada principal fazia-se pela portaria que se encontrava ao lado da igreja na galilé na rua de S. Bento da Vitória. O acesso ao conjunto monástico faz-se hoje tanto através da rua das Taipas, onde atualmente se situa o Arquivo Distrital do Porto, como pela rua de S. Bento da Vitória, onde se localiza a fachada da igreja e faz-se o acesso ao mosteiro, agora pertencente ao Teatro Nacional de São João.&amp;lt;small&amp;gt;[6]&amp;lt;/small&amp;gt; Nesta mesma rua, a sul, localiza-se a Igreja Paroquial de Nossa Senhora da Vitória, na confluência com a Rua da Bataria da Vitória. A sul, também se encontra o Miradouro da Vitória, onde os visitantes podem desfrutar de vistas sobre o casario da Vitória, o Rio Douro, a Sé Catedral, o Paço Episcopal, a Ponte Luís I e a zona beira-rio de Gaia.&amp;lt;small&amp;gt;[7]&amp;lt;/small&amp;gt;&lt;br /&gt;
== Descrição ==&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
=== Objeto arquitetónico ===&lt;br /&gt;
A igreja de São Bento da Vitória é orientada a poente, não seguindo a orientação canónica das igrejas medievais. Isto acontece devido às condicionantes do terreno e à muralha medieval a este.&amp;lt;small&amp;gt;[8]&amp;lt;/small&amp;gt; A igreja é de planta cruciforme, longitudinal, de nave única, precedida por uma galilé e transepto saliente. A fachada, toda de cantaria de granito, divide-se em três registos delimitados por cornijas salientes e vários corpos ritmados por pilastras. No primeiro registo, abrem-se cinco vãos para a rua de arco de volta perfeita, todos com gradeamentos de ferro, sendo o central mais alto do que os restantes que ostenta o brasão de armas da Ordem de São Bento e os outros quatro emblemas religiosos. No segundo registo, duas janelas com frontão curvo, flanqueando três nichos, os laterais com frontões triangulares e o central com frontão circular, com sobrecéu em forma de concha e imagens de barro pintado de Santa Escolástica, São Bento e Santa Gertrudes Magna. O terceiro registo, mais estreito e com remate lateral curvo é rasgado por uma janela termal interrompida por pilastras, que permite uma ampla iluminação no coro-alto da igreja. A rematar a fachada, sobre uma cornija, um último registo com frontão circular e um nicho que alberga a imagem de Nossa Senhora da Vitória, em homenagem à freguesia na qual se ergueu esta igreja e mosteiro. As duas torres quadrangulares, em cantaria com duplas pilastras nos cunhais e cobertas com cúpula bolbosas, foram integradas no corpo da igreja por cima das primeiras capelas laterais, depois da galilé.&amp;lt;small&amp;gt;[9]&amp;lt;/small&amp;gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
A cobertura do corpo da igreja é de abóbada de berço em caixotões de granito bem lavrado, que se estende a todo o comprimento sendo intercetada pela abóbada do transepto e cruzeiro.&amp;lt;small&amp;gt;[10]&amp;lt;/small&amp;gt; A nave tem seis capelas colaterais intercomunicantes entre si, de arco pleno e cobertura em abóbada de berço em caixotões, com retábulos de talha. Sobre quatro dessas capelas abrem-se janelas gémeas, quatro de cada lado, com varandas de ferro fundido douradas e sanefas de talha. Sobre o arco das restantes, junto ao coro-alto, estão os órgãos de tubos em talha, suportados por atlantes.&amp;lt;small&amp;gt;[11]&amp;lt;/small&amp;gt; Apenas o órgão do lado da Epístola é verdadeiro, concebido e construído pelo irmão donato beneditino Fr. Manuel de S. Bento.&amp;lt;small&amp;gt;[12]&amp;lt;/small&amp;gt; Junto ao transepto, nas extremidades da nave, estão os púlpitos.&amp;lt;small&amp;gt;[13]&amp;lt;/small&amp;gt; Estes púlpitos erguem-se sobre peanhas ou mísulas de pedra, com grades torneadas de pau preto e são rematados por dois dóceis com imagens de Gabriel Rodrigues executadas em 1722.&amp;lt;small&amp;gt;[14]&amp;lt;/small&amp;gt; O transepto também é coberto por abóbada de canhão em caixotões e o cruzeiro reveste-se por uma abóbada nervurada. Os braços do transepto têm no topo retábulos em talha, sendo ladeados por portas e janelas, coroadas por sanefas de talha e rematados por uma janela termal.&amp;lt;small&amp;gt;[15]&amp;lt;/small&amp;gt; A flanquear o arco triunfal capelas com retábulos em talha encimados por janelas retangulares com sanefas. O arco-triunfal é coroado por uma grandiosa sanefa, em cujo centro se destaca o escudo da Congregação Beneditina Portuguesa. A capela-mor, retangular e profunda, seguindo a cobertura da nave, é rasgada em cada lado por três janelões com sanefas em talha que encimam o cadeiral e abriga um amplo retábulo de talha em forma de arco de triunfo, enquadrado por duas arquivoltas concêntricas e colunas torsas ou salomónicas que se abre para dar lugar ao trono do Santíssimo Sacramento, escalonado.&amp;lt;small&amp;gt;[16]&amp;lt;/small&amp;gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
A sul da igreja de São Bento da Vitória, levanta-se o vasto bloco conventual, ocupando um espaço retangular entre as ruas paralelas de S. Bento da Vitória a este, das Taipas a oeste e a estreita Travessa das Taipas a sul.&amp;lt;small&amp;gt;[17]&amp;lt;/small&amp;gt; A norte, levanta-se a monumental igreja.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
O mosteiro de São Bento da Vitória é um conjunto arquitetónico monástico, onde cada parte tem a sua função específica. Reparte-se por dois grupos de corpos ao redor de dois espaços abertos, chamados claustros, separados por um corpo intermédio. A sua construção passou por três fases até chegar ao acabamento total, sendo edificado pouco a pouco, ao longo de mais de dois séculos: a primeira fase corresponde à edificação da ala nascente, parte da ala sul e claustro, ainda que tenha sido concluído mais tarde (1596-1630); a segunda, por sua vez, à igreja nova e anexos (1680-1708); e a terceira, por fim, aos dormitórios novos, ala poente e claustro dos carros (1741-1780).&amp;lt;small&amp;gt;[18]&amp;lt;/small&amp;gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
O edifício conventual, de alvenaria rebocada, apresenta pilastras nos cunhais, coroadas por pináculos. Composto por quatro pisos, a sua fachada é regularmente marcada por janelas, tendo os dois pisos superiores bandeiras.&amp;lt;small&amp;gt;[19]&amp;lt;/small&amp;gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
O claustro nobre, do silêncio ou do cemitério, de planta quadrangular, todo em cantaria, “articula em cada ala três arcos de volta perfeita delimitados por duplas pilastras que incorporam no espaço interpilastral dois pequenos vãos, um portal retangular e um falso janelão superior.” (SILVA, 2012: 158). As almofadas do intradorso dos arcos são decoradas com motivos de “ponta-de-diamante” e ovais. Um entablamento liso separa o primeiro piso do segundo, onde se abrem janelas retangulares de varandins com balaustrada de cantaria e rematadas por frontões triangulares e curvo, ao centro. As abóbadas dos corredores do claustro são de arestas com chave central de florão.&amp;lt;small&amp;gt;[20]&amp;lt;/small&amp;gt; O espaço aberto do claustro era ornamentado por um jardim de canteiros, tendo ao centro um imponente chafariz datado de 1777-80 com o brutesco de Hércules e da hidra (1783), obra que há muito se perdeu.&amp;lt;small&amp;gt;[21]&amp;lt;/small&amp;gt; Em 2001, o claustro foi coberto por uma concha acústica, uma estrutura em aço assente em quatro pilares e o foi-lhe colocado um soalho de madeira. O espaço é utilizado atualmente para a realização de espetáculos teatrais, concertos e eventos especiais, além de receber iniciativas externas de natureza diversa. &amp;lt;small&amp;gt;[22]&amp;lt;/small&amp;gt; Nuno da Silva, na sua Dissertação de Mestrado Integrado em Arquitetura, classifica este claustro como serliano, um grupo de claustros clássicos portugueses. O autor indica que estes modelos estão visivelmente enraizados à arquitetura palladiana e veneziana e são caracterizados pelos vãos arqueados que se intercalam com os vãos retangulares. Isto resulta numa nova forma de vão e de sustento da abóbada. Esta tipologia foi primeiramente adotada no claustro do Convento de Cristo em Tomar e pode ser encontrada em outras arquiteturas posteriores. Como ainda, data este claustro de 1608 e indica que é dado como concluído no início da segunda metade do século XVII, como afirma Frei Leão de S. Tomás em 1651 “a claustra no que toca a obra de pedra está acabada, mas do mais não está ainda perfeita.”&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
O segundo claustro, denomina-se de “claustro dos carros”, nome atribuído devido à sua função de receber os carros responsáveis pelo abastecimento do conjunto monástico. É um pátio com três lanços de arcos sobre pilastras maciças. Foi construído na altura das obras de ampliação do mosteiro, no tempo do abade Frei Manuel de S. Tomás (1740-1743). Os cronistas da época dedicaram-se a descrever detalhadamente esta construção, que foi ampliada com os dormitórios localizados na ala oeste, ao longo da rua das Taipas, durante as obras realizadas entre 1777 e 1780.&amp;lt;small&amp;gt;[23]&amp;lt;/small&amp;gt; Trata-se de uma obra simples, típica de um claustro destinado aos serviços monásticos e não apresenta nenhum elemento ornamental que a enriqueça.&amp;lt;small&amp;gt;[24]&amp;lt;/small&amp;gt; Este claustro, composto por três pisos separados por frisos, apresenta apenas duas alas formadas por arcos plenos sustentados por pilares, enquanto os pisos superiores possuem janelas do tipo guilhotina.&amp;lt;small&amp;gt;[25]&amp;lt;/small&amp;gt; A fachada da cela dos beneditinos apresenta quatro vãos gradeados, não integrais, e ornamentados ao centro com o brasão de armas da Congregação Beneditina, à semelhança dos vãos da galilé.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
O Mosteiro foi a parte mais afetada de São Bento da Vitória, tendo sofrido pela passagem dos séculos. Perderam-se todos os azulejos descritos nos registos dos «Estados», bem como toda a talha e pinturas. Sob o uso militar quase constante a partir das invasões francesas de 1808, as suas amplas salas, bibliotecas e arquivo foram gradualmente devastados. Além disso, uma grande parte do edifício permaneceu virtualmente abandonada, chegando a ameaçar ruína.&amp;lt;small&amp;gt;[26]&amp;lt;/small&amp;gt; Este mosteiro, ao longo da sua história, serviu como aquartelamento às tropas napoleónicas, hospital militar e, posteriormente, a outras funções militares após a extinção das ordens religiosas em 1834.&amp;lt;small&amp;gt;[27]&amp;lt;/small&amp;gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
A partir de 1984, o edifício passou por um processo de restauração orientado pelo Instituto Português do Património Arquitetónico (IPPAR). Estas intervenções possibilitaram a adaptação de diferentes espaços a novos usos. O claustro nobre e as suas adjacências passaram a abrigar a sede da Orquestra Clássica do Porto. Na igreja, ala norte e no terceiro andar da ala poente, foi instalada a Cela dos Padres Beneditinos. Já o espaço que inclui o claustro dos carros e a ala transversal, passou a acolher o Arquivo Distrital do Porto. O espaço do mosteiro foi, assim, dividido e ocupado por estas três entidades, sofrendo as devidas adaptações necessárias para atender às suas necessidades específicas. Contudo, essas intervenções foram concretizadas com cuidado, preservando a traça original e diversos elementos de importância arquitetónica.&amp;lt;small&amp;gt;[28]&amp;lt;/small&amp;gt; Em 2007, o Estado atribui ao Teatro Nacional de São João (TNSJ) uma parte significativa do mosteiro, abrangendo a ala nascente, parte da ala sul e o Claustro Nobre.&amp;lt;small&amp;gt;[29]&amp;lt;/small&amp;gt; Outros espaços do edifício foram também adaptados para atender às novas funções do TNSJ. A antiga biblioteca, localizada no piso superior, foi transformada numa sala de apresentações teatrais. Por sua vez, as galerias que rodeiam o claustro, também no piso superior, foram destinadas à exposição de objetos cenográficos e peças de figurino utilizados nos espetáculos.&amp;lt;small&amp;gt;[30]&amp;lt;/small&amp;gt;&lt;br /&gt;
=== Património integrado ===&lt;br /&gt;
A seguinte tabela apresenta algumas obras que se inserem no património integrado da igreja de São Bento da Vitória e foi elaborada tendo como base os livros &#039;&#039;Obras de talha dourada, ensamblagem, e pintura na cidade e diocese do Porto&#039;&#039; (Brandão 1984), &#039;&#039;O Mosteiro de S. Bento da Vitória: quatrocentos anos&#039;&#039; (Moreno 1997) e &#039;&#039;S. Bento da Vitória, do Porto, à luz dos «Estados» de Tibães&#039;&#039; (Smith 1950?).&lt;br /&gt;
{| class=&amp;quot;wikitable&amp;quot;&lt;br /&gt;
|&#039;&#039;&#039;Identificação&#039;&#039;&#039;&lt;br /&gt;
|&#039;&#039;&#039;Datação&#039;&#039;&#039;&lt;br /&gt;
|&#039;&#039;&#039;Autoria&#039;&#039;&#039;&lt;br /&gt;
|-&lt;br /&gt;
|Coro alto e outras obras de ensamblagem e de talha (estante, púlpitos, grades e  portas)&lt;br /&gt;
|Contrato  de setembro de 1704. Não executado. O prazo seria até dia 29 de setembro de 1705&lt;br /&gt;
|António  de Azevedo Fernandes, mestre ensamblador e Domingos Nunes, entalhador&lt;br /&gt;
|-&lt;br /&gt;
|Cadeirado do coro, portas do coro e grades das seis capelas e cruzeiro&lt;br /&gt;
|Contrato  de maio de 1718. As cadeiras e as portas do coro deveriam estar prontas até ao dia 15 de outubro  de 1718 e as grades até ao fim de março de 1719&lt;br /&gt;
|Manuel  Vieira e António Cardoso, mestres ensambladores&lt;br /&gt;
|-&lt;br /&gt;
|Varanda e talha dos órgãos (verdadeiro e mudo)&lt;br /&gt;
|Triénio de 1716-19&lt;br /&gt;
|Gabriel  Rodrigues, entalhador bracarense&lt;br /&gt;
|-&lt;br /&gt;
|Retábulo da capela-mor&lt;br /&gt;
|Triénio de 1716-19 e dourado entre 1722-25&lt;br /&gt;
|Talvez  por Gabriel Rodrigues, entalhador de Landim, Famalicão&lt;br /&gt;
|-&lt;br /&gt;
|Cadeiral do coro alto&lt;br /&gt;
|Triénio de 1716-1719&lt;br /&gt;
|Marceliano  de Araújo&lt;br /&gt;
|-&lt;br /&gt;
|Órgão de tubos&lt;br /&gt;
|Antes de 1719. Em finais de abril desse ano já estava em fase adiantada de  construção&lt;br /&gt;
|Fr.  Manuel de S. Bento, irmão donato beneditino&lt;br /&gt;
|-&lt;br /&gt;
|Estátuas dos púlpitos&lt;br /&gt;
|1722&lt;br /&gt;
|Gabriel  Rodrigues&lt;br /&gt;
|-&lt;br /&gt;
|Dois frontais de talha para os altares colaterais de Santa Escolástica e Santa Gertrudes e douramento do retábulo-mor&lt;br /&gt;
|Triénio de 1722-25&lt;br /&gt;
|Os  frontais de talha dourada para os altares colaterais foram oferecidos por um  devoto.&lt;br /&gt;
|-&lt;br /&gt;
|Retábulos dos topos do transepto&lt;br /&gt;
|Triénio de 1755-58&lt;br /&gt;
|José  da Fonseca Lima e José Martins Tinoco&lt;br /&gt;
|}&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
=== Objeto ou conjunto em destaque - O cadeiral do coro alto ===&lt;br /&gt;
O coro alto, sobre a galilé, era destinado à recitação das horas canónicas da liturgia monástica. O cadeiral, foi encomendado em 1704 e executado por Marceliano de Araújo entre 1716 e 1719, em madeira de jacarandá proveniente de 30 toros trazidos diretamente do Brasil em 1716. Ao centro destaca-se a cadeira abacial, rodeada por 50 estalas dispostas em forma de U, todas com as “misericórdias” cuidadosamente trabalhadas. O lambrim exibe 32 painéis em talha policromada e dourada em 1759, ilustrando cenas da vida de São Bento conforme os “Diálogos” de São Gregório Magno.&amp;lt;small&amp;gt;[31]&amp;lt;/small&amp;gt; Nas superfícies irregulares das dramáticas caras destas figuras, refletem-se os mesmos maneirismos das imagens dos dosséis dos púlpitos, entalhadas por Gabriel Rodrigues em 1722. Vê-se, portanto, que o espaldar do cadeiral de São Bento da Vitória resulta da colaboração entre Gabriel Rodrigues, de Landim, e Marceliano de Araújo, de Braga, seguindo a traça de um autor ainda desconhecido. O cadeiral apresenta uma série de volutas adornadas com folhagens, de onde surgem golfinhos na fila inferior e meios-corpos femininos na superior, introduzindo um motivo inovador nos cadeirais do século XVIII. Embora influenciado pelas cadeiras de Tibães, distingue-se pelos seus perfis laterais e pelas garras de leão que alternam com as volutas nos pés das cadeiras, características de uma nova época.&amp;lt;small&amp;gt;[32]&amp;lt;/small&amp;gt; O destaque deste cadeiral, considerado o mais notável do reino, é o imponente espaldar entalhado, dourado e estufado em 1759 por Manuel Homem Soares. Este, como foi dito anteriormente, é composto por 32 painéis em relevo, principalmente dedicados à vida de São Bento, com dois da história de Santa Escolástica, dispostos em duas filas como quadros em molduras ricamente talhadas. Esta organização remete ao sistema utilizado nas ilhargas da capela de Santa Gertrudes da igreja beneditina de São Martinho de Tibães, possivelmente do mesmo escultor, entre o triénio de 1710 e 1713.  Em ambos os monumentos, as figuras dos painéis destacam-se pela sua vivacidade, enriquecidas por uma abundância de detalhes de mobiliário e arquitetura.&amp;lt;small&amp;gt;[33]&amp;lt;/small&amp;gt; Os painéis estão organizados em duas sequências horizontais: a inferior, com molduras retangulares e, a superior, predominantemente octogonais, exceto por dois painéis nas paredes do lado do Evangelho e da Epístola. A narrativa inicia-se na parte inferior do lado da Epístola, prosseguindo até ao lado do Evangelho, e recomeça na parte superior com os painéis octogonais, estendendo-se pelas três paredes do coro alto.&amp;lt;small&amp;gt;[34]&amp;lt;/small&amp;gt; Os relevos de São Bento da Vitória seguem uma narrativa linear e lógica, semelhante ao II livro dos Diálogos. A primeira cena, amplamente retratada em Portugal, representa o nascimento de São Bento e de Santa Escolástica. A comparação destes relevos com os livros de emblemas usados na iconografia beneditina em Portugal, revela claras semelhanças entre a obra e a matriz, tanto nos espaços como nas personagens, e pode indicar que Marcelino de Araújo teve contacto com essas obras ou outras baseadas nelas.&amp;lt;small&amp;gt;[35]&amp;lt;/small&amp;gt; Além dos 32 painéis principais, existem mais 4 dourados, mas não policromados, que representam santos beneditinos em trajes pontificais, o que totaliza o número de 36 painéis. Os dois quadros centrais não são alusivos à vida de São Bento nem possuem numeração. O painel central sobre a cadeira abacial, sem número, apresenta São Bento a entregar Regra a monges e monjas. O santo com vestes prelatícias é ladeado por anjos e o listel exibe a inscrição “&#039;&#039;De cello offertur tibi non alteri&#039;&#039;”.&amp;lt;small&amp;gt;[36]&amp;lt;/small&amp;gt; O painel superior, retrata a figura de São Bento de pé, em posição hierática com vestes prelatícias, flanqueado por dois anjos que lhe entregam a mitra e o báculo.&amp;lt;small&amp;gt;[37]&amp;lt;/small&amp;gt;&lt;br /&gt;
== Imagens e Iconografia do Objeto ==&lt;br /&gt;
Mapas, plantas, alçados, fotografias recentes / antigas, estampas, etc., com legenda individual que identifique o autor ou da fonte da imagem.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
=== Objeto arquitetónico ===&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
=== Património integrado ===&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
=== Objeto ou conjunto em destaque ===&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
== Fontes e Bibliografia ==&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
=== Fontes ===&lt;br /&gt;
&amp;lt;small&amp;gt;[1] SOARES, Renan Marinho de Morais, 2021&#039;&#039;. Do Sagrado ao Profano a reutilização adaptativa nos mosteiros portugueses – Mosteiro de Santa Maria do Bouro, Mosteiro de São Bento da Vitória e Mosteiro de Santo Tirso.&#039;&#039; Dissertação de Mestrado, Faculdade de Letras da Universidade do Porto, 126-127.&amp;lt;/small&amp;gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&amp;lt;small&amp;gt;[2] MORENO, Humberto Carlos Baquero, dir., 1997. &#039;&#039;O Mosteiro de S. Bento da Vitória: quatrocentos anos.&#039;&#039; Porto: Edições Afrontamento, 47.&amp;lt;/small&amp;gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&amp;lt;small&amp;gt;[3] QUARESMA, Maria Clementina de Carvalho,1995. &#039;&#039;Inventário Artístico de Portugal Cidade do Porto&#039;&#039;. Lisboa: Academia Nacional das Belas-Artes, 192.&amp;lt;/small&amp;gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&amp;lt;small&amp;gt;[4] PEREIRA, Ana Cristina da Cunha, 2007. &#039;&#039;Os Conventos do Porto. Descontinuidades, Transformação e Reutilização&#039;&#039;. Dissertação de Mestrado, Faculdade de Arquitetura da Universidade do Porto, 239.&amp;lt;/small&amp;gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&amp;lt;small&amp;gt;[5] SOARES, Renan Marinho de Morais, 2021&#039;&#039;. Do Sagrado ao Profano a reutilização adaptativa nos mosteiros portugueses – Mosteiro de Santa Maria do Bouro, Mosteiro de São Bento da Vitória e Mosteiro de Santo Tirso.&#039;&#039; Dissertação de Mestrado, Faculdade de Letras da Universidade do Porto, 134.&amp;lt;/small&amp;gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&amp;lt;small&amp;gt;[6] PEREIRA, Ana Cristina da Cunha, 2007. &#039;&#039;Os Conventos do Porto. Descontinuidades, Transformação e Reutilização&#039;&#039;. Dissertação de Mestrado, Faculdade de Arquitetura da Universidade do Porto, 240.&amp;lt;/small&amp;gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&amp;lt;small&amp;gt;[7] Agenda Cultural do Porto, 2023. &#039;&#039;Miradouro da Vitória – Porto.&#039;&#039; [consult. 2024-11-22]. Disponível em &amp;lt;nowiki&amp;gt;https://agendaculturalporto.org/miradouro-da-vitoria-porto/&amp;lt;/nowiki&amp;gt;&amp;lt;/small&amp;gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&amp;lt;small&amp;gt;[8] PEREIRA, Ana Cristina da Cunha, 2007. &#039;&#039;Os Conventos do Porto. Descontinuidades, Transformação e Reutilização&#039;&#039;. Dissertação de Mestrado, Faculdade de Arquitetura da Universidade do Porto, 241.&amp;lt;/small&amp;gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&amp;lt;small&amp;gt;[9] FILIPE, Ana, 2012. &#039;&#039;Convento de São Bento da Vitória.&#039;&#039; SIPA [Sistema de Informação para o Património Arquitetónico] [consult. 2024-11-14] Disponível em: &amp;lt;nowiki&amp;gt;http://www.monumentos.gov.pt/Site/APP_PagesUser/SIPA.aspx?id=5556&amp;lt;/nowiki&amp;gt;&amp;lt;/small&amp;gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&amp;lt;small&amp;gt;[10] MORENO, Humberto Carlos Baquero, dir., 1997. &#039;&#039;O Mosteiro de S. Bento da Vitória: quatrocentos anos.&#039;&#039; Porto: Edições Afrontamento, 56.&amp;lt;/small&amp;gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&amp;lt;small&amp;gt;[11] QUARESMA, Maria Clementina de Carvalho,1995. &#039;&#039;Inventário Artístico de Portugal Cidade do Porto&#039;&#039;. Lisboa: Academia Nacional das Belas-Artes, 192-193.&amp;lt;/small&amp;gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&amp;lt;small&amp;gt;[12] MORENO, Humberto Carlos Baquero, dir., 1997. &#039;&#039;O Mosteiro de S. Bento da Vitória: quatrocentos anos.&#039;&#039; Porto: Edições Afrontamento, 63.&amp;lt;/small&amp;gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&amp;lt;small&amp;gt;[13] QUARESMA, Maria Clementina de Carvalho,1995. &#039;&#039;Inventário Artístico de Portugal Cidade do Porto&#039;&#039;. Lisboa: Academia Nacional das Belas-Artes, 193.&amp;lt;/small&amp;gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&amp;lt;small&amp;gt;[14] MORENO, Humberto Carlos Baquero, dir., 1997. &#039;&#039;O Mosteiro de S. Bento da Vitória: quatrocentos anos.&#039;&#039; Porto: Edições Afrontamento, 61.&amp;lt;/small&amp;gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&amp;lt;small&amp;gt;[15] FILIPE, Ana, 2012. &#039;&#039;Convento de São Bento da Vitória.&#039;&#039; SIPA [Sistema de Informação para o Património Arquitetónico] [consult. 2024-11-14] Disponível em: &amp;lt;nowiki&amp;gt;http://www.monumentos.gov.pt/Site/APP_PagesUser/SIPA.aspx?id=5556&amp;lt;/nowiki&amp;gt;&amp;lt;/small&amp;gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&amp;lt;small&amp;gt;[16] MORENO, Humberto Carlos Baquero, dir., 1997. &#039;&#039;O Mosteiro de S. Bento da Vitória: quatrocentos anos.&#039;&#039; Porto: Edições Afrontamento, 56-57.&amp;lt;/small&amp;gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&amp;lt;small&amp;gt;[17] SMITH, Robert C, 1950?. &#039;&#039;S. Bento da Vitória, do Porto, à luz dos «Estados» de Tibães&#039;&#039;. Porto: Livraria Fernando Machado, 44.&amp;lt;/small&amp;gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&amp;lt;small&amp;gt;[18] MORENO, Humberto Carlos Baquero, dir., 1997. &#039;&#039;O Mosteiro de S. Bento da Vitória: quatrocentos anos.&#039;&#039; Porto: Edições Afrontamento, 45-46.&amp;lt;/small&amp;gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&amp;lt;small&amp;gt;[19] FILIPE, Ana, 2012. &#039;&#039;Convento de São Bento da Vitória.&#039;&#039; SIPA [Sistema de Informação para o Património Arquitetónico] [consult. 2024-11-14] Disponível em: &amp;lt;nowiki&amp;gt;http://www.monumentos.gov.pt/Site/APP_PagesUser/SIPA.aspx?id=5556&amp;lt;/nowiki&amp;gt;&amp;lt;/small&amp;gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&amp;lt;small&amp;gt;[20] SILVA, Nuno Miguel Maia da, 2012. &#039;&#039;Claustros Serlianos em Portugal 1558 –163.&#039;&#039; Dissertação de Mestrado, Faculdade de Ciências e Tecnologia da Universidade de Coimbra, 158.&amp;lt;/small&amp;gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&amp;lt;small&amp;gt;[21] MORENO, Humberto Carlos Baquero, dir., 1997. &#039;&#039;O Mosteiro de S. Bento da Vitória: quatrocentos anos.&#039;&#039; Porto: Edições Afrontamento, 66.&amp;lt;/small&amp;gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&amp;lt;small&amp;gt;[22] TNSJ [Teatro Nacional de São João], s.d. &#039;&#039;Mosteiro de São Bento da Vitória, Edifícios&#039;&#039;. [consult. 2024-11-16] Disponível em &amp;lt;nowiki&amp;gt;https://www.tnsj.pt/pt/edificios/mosteiro-de-sao-bento-da-vitoria&amp;lt;/nowiki&amp;gt;&amp;lt;/small&amp;gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&amp;lt;small&amp;gt;[23] MORENO, Humberto Carlos Baquero, dir., 1997. &#039;&#039;O Mosteiro de S. Bento da Vitória: quatrocentos anos.&#039;&#039; Porto: Edições Afrontamento, 75.&amp;lt;/small&amp;gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&amp;lt;small&amp;gt;[24] QUARESMA, Maria Clementina de Carvalho,1995. &#039;&#039;Inventário Artístico de Portugal Cidade do Porto&#039;&#039;. Lisboa: Academia Nacional das Belas-Artes, 195.&amp;lt;/small&amp;gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&amp;lt;small&amp;gt;[25] FILIPE, Ana, 2012. &#039;&#039;Convento de São Bento da Vitória.&#039;&#039; SIPA [Sistema de Informação para o Património Arquitetónico] [consult. 2024-11-14] Disponível em: &amp;lt;nowiki&amp;gt;http://www.monumentos.gov.pt/Site/APP_PagesUser/SIPA.aspx?id=5556&amp;lt;/nowiki&amp;gt;&amp;lt;/small&amp;gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&amp;lt;small&amp;gt;[26] SMITH, Robert C, 1950?. &#039;&#039;S. Bento da Vitória, do Porto, à luz dos «Estados» de Tibães&#039;&#039;. Porto: Livraria Fernando Machado, 44-45.&amp;lt;/small&amp;gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&amp;lt;small&amp;gt;[27] QUARESMA, Maria Clementina de Carvalho,1995. &#039;&#039;Inventário Artístico de Portugal Cidade do Porto&#039;&#039;. Lisboa: Academia Nacional das Belas-Artes, 195.&amp;lt;/small&amp;gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&amp;lt;small&amp;gt;[28] MORENO, Humberto Carlos Baquero, dir., 1997. &#039;&#039;O Mosteiro de S. Bento da Vitória: quatrocentos anos.&#039;&#039; Porto: Edições Afrontamento, 87.&amp;lt;/small&amp;gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&amp;lt;small&amp;gt;[29]  TNSJ [Teatro Nacional de São João], s.d. &#039;&#039;Mosteiro de São Bento da Vitória, Edifícios&#039;&#039;. [consult. 2024-11-16] Disponível em &amp;lt;nowiki&amp;gt;https://www.tnsj.pt/pt/edificios/mosteiro-de-sao-bento-da-vitoria&amp;lt;/nowiki&amp;gt;&amp;lt;/small&amp;gt; &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&amp;lt;small&amp;gt;[30] SOARES, R. M. de M. (2021). &#039;&#039;Do Sagrado ao Profano a reutilização adaptativa nos mosteiros portugueses – Mosteiro de Santa Maria do Bouro, Mosteiro de São Bento da Vitória e Mosteiro de Santo Tirso&#039;&#039;. [Dissertação de Mestrado, Faculdade de Letras da Universidade do Porto], 153.&amp;lt;/small&amp;gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&amp;lt;small&amp;gt;[31] MORENO, Humberto Carlos Baquero, dir., 1997. &#039;&#039;O Mosteiro de S. Bento da Vitória: quatrocentos anos.&#039;&#039; Porto: Edições Afrontamento, 61-62.&amp;lt;/small&amp;gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&amp;lt;small&amp;gt;[32] SMITH, Robert C, 1968. &#039;&#039;Cadeirais de Portugal&#039;&#039;. Lisboa: Livros Horizonte, 50-51.&amp;lt;/small&amp;gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&amp;lt;small&amp;gt;[33] SMITH, Robert C, 1968. &#039;&#039;Cadeirais de Portugal&#039;&#039;. Lisboa: Livros Horizonte, 51-52.&amp;lt;/small&amp;gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&amp;lt;small&amp;gt;[34] PAULA, Mara Raquel Rodrigues de, 2023. &#039;&#039;Diálogos imagéticos. Iconografia beneditina em Portugal e a sua conexão com as fontes impressas da Idade Moderna&#039;&#039;. Tese de Doutoramento, Faculdade de Letras da Universidade do Porto, 158-159.&amp;lt;/small&amp;gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&amp;lt;small&amp;gt;[35] AULA, Mara Raquel Rodrigues de, 2023. &#039;&#039;Diálogos imagéticos. Iconografia beneditina em Portugal e a sua conexão com as fontes impressas da Idade Moderna&#039;&#039;. Tese de Doutoramento, Faculdade de Letras da Universidade do Porto, 162.&amp;lt;/small&amp;gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&amp;lt;small&amp;gt;[36] DIAS, Geraldo Coelho, 2020. &#039;&#039;Hagiografia e iconografia beneditinas: Os “Diálogos” do papa S. Gregório Magno&#039;&#039;. N.º 3 (1996): Via Spiritus: Revista de História da Espiritualidade e do Sentimento Religioso, 19-20.&amp;lt;/small&amp;gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&amp;lt;small&amp;gt;[37] DIAS, Geraldo Coelho, 2020. &#039;&#039;Hagiografia e iconografia beneditinas: Os “Diálogos” do papa S. Gregório Magno&#039;&#039;. N.º 3 (1996): Via Spiritus: Revista de História da Espiritualidade e do Sentimento Religioso, 22.&amp;lt;/small&amp;gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
=== Bibliografia ===&lt;/div&gt;</summary>
		<author><name>Danielafernandes01</name></author>
	</entry>
	<entry>
		<id>https://wikimedia.pt/PortoRenascentista/index.php?title=Igreja_e_Mosteiro_de_S%C3%A3o_Bento_da_Vit%C3%B3ria_do_Porto&amp;diff=216</id>
		<title>Igreja e Mosteiro de São Bento da Vitória do Porto</title>
		<link rel="alternate" type="text/html" href="https://wikimedia.pt/PortoRenascentista/index.php?title=Igreja_e_Mosteiro_de_S%C3%A3o_Bento_da_Vit%C3%B3ria_do_Porto&amp;diff=216"/>
		<updated>2025-03-01T17:11:17Z</updated>

		<summary type="html">&lt;p&gt;Danielafernandes01: &lt;/p&gt;
&lt;hr /&gt;
&lt;div&gt;== Identificação ==&lt;br /&gt;
{| class=&amp;quot;wikitable&amp;quot;&lt;br /&gt;
|+&lt;br /&gt;
|&#039;&#039;&#039;Designação&#039;&#039;&#039;&lt;br /&gt;
|Mosteiro de São Bento da Vitória &lt;br /&gt;
|-&lt;br /&gt;
|&#039;&#039;&#039;Localização&#039;&#039;&#039;&lt;br /&gt;
|Distrito do Porto, União das Freguesias de Cedofeita, Santo Ildefonso, Sé, Miragaia, São Nicolau e Vitória&#039;&#039;,&#039;&#039; Rua de São Bento da Vitória 45, 4050-542, junto ao edifício do atual Centro Português de Fotografia&lt;br /&gt;
|-&lt;br /&gt;
|&#039;&#039;&#039;Cronologia&#039;&#039;&#039;&lt;br /&gt;
|Séculos XVII-XVIII&lt;br /&gt;
|-&lt;br /&gt;
|&#039;&#039;&#039;Autor(es)&#039;&#039;&#039;&lt;br /&gt;
|Diogo Marques Lucas&lt;br /&gt;
|}&lt;br /&gt;
O Mosteiro de São Bento da Vitória é uma arquitetura de tipologia religiosa. Pertencia à Ordem Beneditina, instituída por S. Bento (480-547) em 529. Foi fundado em 1598 após a ordenação do capítulo Geral, em 1546, celebrada em Tibães, data onde foi tomada a decisão da fundação deste mosteiro. Após longas e complicadas negociações, os monges da Antiga Congregação Beneditina Portuguesa decidiram erguer este mosteiro como símbolo de presença monástica e ponto de apoio para os monges que viajavam de norte a sul ou vice-versa. Situava-se dentro das muralhas medievais do velho burgo junto à porta do Olival em terrenos cedidos pela Câmara que anteriormente abrigavam parte da judiaria nova. A sua construção teve como base a traça inicial de Diogo Marques Lucas, arquiteto do rei trazido de Lisboa pelo D. Abade Geral. No entanto, a sua construção seria lenta e não contínua, tendo-se prolongado quase ao longo de dois séculos, não só devido a certos entraves, principalmente no que se refere à aquisição dos terrenos, mas também porque os beneditinos nunca deixaram de transformar, ampliar e embelezar o seu mosteiro.&amp;lt;small&amp;gt;[1]&amp;lt;/small&amp;gt; As obras iniciaram-se pela igreja em 1604 e a primeira pedra do mosteiro foi benzida pelo bispo D. Jerónimo de Meneses e colocada pelo próprio Abade Geral Frei Baltasar de Braga, ainda no segundo triénio, de 1596 a 1599.&amp;lt;small&amp;gt;[2]&amp;lt;/small&amp;gt; Há quem considere que o mosteiro tenha sido concluído em 1646 e a igreja terminada em 1690. Contudo, a enorme extensão do período da execução das obras não permite identificar datas exatas.&amp;lt;small&amp;gt;[3]&amp;lt;/small&amp;gt;&lt;br /&gt;
== Estado da Arte ==&lt;br /&gt;
Este objeto arquitetónico é referido em diversas obras e estudos &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
== Enquadramento ==&lt;br /&gt;
O Mosteiro de São Bento da Vitória situa-se no morro da freguesia da Vitória, junto à porta do Olival, dentro de muralhas, sem grande espaço para horta e cerca. Ocupa todo o interior do quarteirão entre a rua das Taipas, travessa das Taipas, rua de S. Bento da Vitória e travessa de S. Bento,  paralelo a norte com o edifício da antiga cadeia da Relação, atual Centro Português de Fotografia. Têm então um enquadramento urbano, erguendo-se em pleno centro histórico.&amp;lt;small&amp;gt;[4]&amp;lt;/small&amp;gt; O facto de estar inserido num quarteirão sem cerca preservou o seu perímetro e a sua configuração exterior até hoje.&amp;lt;small&amp;gt;[5]&amp;lt;/small&amp;gt; A fachada monumental da sua igreja está situada no ponto mais alto do conjunto, abrindo-se para uma rua estreita que dificulta uma leitura frontal, exceto através da observação em pontos altos da cidade, como por exemplo, no Terreiro da Sé, já que a fachada se volta na sua direção. O mosteiro tem uma área total de implantação de cerca de 4.000 m2, desenvolvendo-se ao redor de dois claustros. O próprio edifício faz a transição para o espaço exterior e a entrada principal fazia-se pela portaria que se encontrava ao lado da igreja na galilé na rua de S. Bento da Vitória. O acesso ao conjunto monástico faz-se hoje tanto através da rua das Taipas, onde atualmente se situa o Arquivo Distrital do Porto, como pela rua de S. Bento da Vitória, onde se localiza a fachada da igreja e faz-se o acesso ao mosteiro, agora pertencente ao Teatro Nacional de São João.&amp;lt;small&amp;gt;[6]&amp;lt;/small&amp;gt; Nesta mesma rua, a sul, localiza-se a Igreja Paroquial de Nossa Senhora da Vitória, na confluência com a Rua da Bataria da Vitória. A sul, também se encontra o Miradouro da Vitória, onde os visitantes podem desfrutar de vistas sobre o casario da Vitória, o Rio Douro, a Sé Catedral, o Paço Episcopal, a Ponte Luís I e a zona beira-rio de Gaia.&amp;lt;small&amp;gt;[7]&amp;lt;/small&amp;gt;&lt;br /&gt;
== Descrição ==&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
=== Objeto arquitetónico ===&lt;br /&gt;
A igreja de São Bento da Vitória é orientada a poente, não seguindo a orientação canónica das igrejas medievais. Isto acontece devido às condicionantes do terreno e à muralha medieval a este.&amp;lt;small&amp;gt;[8]&amp;lt;/small&amp;gt; A igreja é de planta cruciforme, longitudinal, de nave única, precedida por uma galilé e transepto saliente. A fachada, toda de cantaria de granito, divide-se em três registos delimitados por cornijas salientes e vários corpos ritmados por pilastras. No primeiro registo, abrem-se cinco vãos para a rua de arco de volta perfeita, todos com gradeamentos de ferro, sendo o central mais alto do que os restantes que ostenta o brasão de armas da Ordem de São Bento e os outros quatro emblemas religiosos. No segundo registo, duas janelas com frontão curvo, flanqueando três nichos, os laterais com frontões triangulares e o central com frontão circular, com sobrecéu em forma de concha e imagens de barro pintado de Santa Escolástica, São Bento e Santa Gertrudes Magna. O terceiro registo, mais estreito e com remate lateral curvo é rasgado por uma janela termal interrompida por pilastras, que permite uma ampla iluminação no coro-alto da igreja. A rematar a fachada, sobre uma cornija, um último registo com frontão circular e um nicho que alberga a imagem de Nossa Senhora da Vitória, em homenagem à freguesia na qual se ergueu esta igreja e mosteiro. As duas torres quadrangulares, em cantaria com duplas pilastras nos cunhais e cobertas com cúpula bolbosas, foram integradas no corpo da igreja por cima das primeiras capelas laterais, depois da galilé.&amp;lt;small&amp;gt;[9]&amp;lt;/small&amp;gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
A cobertura do corpo da igreja é de abóbada de berço em caixotões de granito bem lavrado, que se estende a todo o comprimento sendo intercetada pela abóbada do transepto e cruzeiro.&amp;lt;small&amp;gt;[10]&amp;lt;/small&amp;gt; A nave tem seis capelas colaterais intercomunicantes entre si, de arco pleno e cobertura em abóbada de berço em caixotões, com retábulos de talha. Sobre quatro dessas capelas abrem-se janelas gémeas, quatro de cada lado, com varandas de ferro fundido douradas e sanefas de talha. Sobre o arco das restantes, junto ao coro-alto, estão os órgãos de tubos em talha, suportados por atlantes.&amp;lt;small&amp;gt;[11]&amp;lt;/small&amp;gt; Apenas o órgão do lado da Epístola é verdadeiro, concebido e construído pelo irmão donato beneditino Fr. Manuel de S. Bento.&amp;lt;small&amp;gt;[12]&amp;lt;/small&amp;gt; Junto ao transepto, nas extremidades da nave, estão os púlpitos.&amp;lt;small&amp;gt;[13]&amp;lt;/small&amp;gt; Estes púlpitos erguem-se sobre peanhas ou mísulas de pedra, com grades torneadas de pau preto e são rematados por dois dóceis com imagens de Gabriel Rodrigues executadas em 1722.&amp;lt;small&amp;gt;[14]&amp;lt;/small&amp;gt; O transepto também é coberto por abóbada de canhão em caixotões e o cruzeiro reveste-se por uma abóbada nervurada. Os braços do transepto têm no topo retábulos em talha, sendo ladeados por portas e janelas, coroadas por sanefas de talha e rematados por uma janela termal.&amp;lt;small&amp;gt;[15]&amp;lt;/small&amp;gt; A flanquear o arco triunfal capelas com retábulos em talha encimados por janelas retangulares com sanefas. O arco-triunfal é coroado por uma grandiosa sanefa, em cujo centro se destaca o escudo da Congregação Beneditina Portuguesa. A capela-mor, retangular e profunda, seguindo a cobertura da nave, é rasgada em cada lado por três janelões com sanefas em talha que encimam o cadeiral e abriga um amplo retábulo de talha em forma de arco de triunfo, enquadrado por duas arquivoltas concêntricas e colunas torsas ou salomónicas que se abre para dar lugar ao trono do Santíssimo Sacramento, escalonado.&amp;lt;small&amp;gt;[16]&amp;lt;/small&amp;gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
A sul da igreja de São Bento da Vitória, levanta-se o vasto bloco conventual, ocupando um espaço retangular entre as ruas paralelas de S. Bento da Vitória a este, das Taipas a oeste e a estreita Travessa das Taipas a sul.&amp;lt;small&amp;gt;[17]&amp;lt;/small&amp;gt; A norte, levanta-se a monumental igreja.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
O mosteiro de São Bento da Vitória é um conjunto arquitetónico monástico, onde cada parte tem a sua função específica. Reparte-se por dois grupos de corpos ao redor de dois espaços abertos, chamados claustros, separados por um corpo intermédio. A sua construção passou por três fases até chegar ao acabamento total, sendo edificado pouco a pouco, ao longo de mais de dois séculos: a primeira fase corresponde à edificação da ala nascente, parte da ala sul e claustro, ainda que tenha sido concluído mais tarde (1596-1630); a segunda, por sua vez, à igreja nova e anexos (1680-1708); e a terceira, por fim, aos dormitórios novos, ala poente e claustro dos carros (1741-1780).&amp;lt;small&amp;gt;[18]&amp;lt;/small&amp;gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
O edifício conventual, de alvenaria rebocada, apresenta pilastras nos cunhais, coroadas por pináculos. Composto por quatro pisos, a sua fachada é regularmente marcada por janelas, tendo os dois pisos superiores bandeiras.&amp;lt;small&amp;gt;[19]&amp;lt;/small&amp;gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
O claustro nobre, do silêncio ou do cemitério, de planta quadrangular, todo em cantaria, “articula em cada ala três arcos de volta perfeita delimitados por duplas pilastras que incorporam no espaço interpilastral dois pequenos vãos, um portal retangular e um falso janelão superior.” (SILVA, 2012: 158). As almofadas do intradorso dos arcos são decoradas com motivos de “ponta-de-diamante” e ovais. Um entablamento liso separa o primeiro piso do segundo, onde se abrem janelas retangulares de varandins com balaustrada de cantaria e rematadas por frontões triangulares e curvo, ao centro. As abóbadas dos corredores do claustro são de arestas com chave central de florão.&amp;lt;small&amp;gt;[20]&amp;lt;/small&amp;gt; O espaço aberto do claustro era ornamentado por um jardim de canteiros, tendo ao centro um imponente chafariz datado de 1777-80 com o brutesco de Hércules e da hidra (1783), obra que há muito se perdeu.&amp;lt;small&amp;gt;[21]&amp;lt;/small&amp;gt; Em 2001, o claustro foi coberto por uma concha acústica, uma estrutura em aço assente em quatro pilares e o foi-lhe colocado um soalho de madeira. O espaço é utilizado atualmente para a realização de espetáculos teatrais, concertos e eventos especiais, além de receber iniciativas externas de natureza diversa. &amp;lt;small&amp;gt;[22]&amp;lt;/small&amp;gt; Nuno da Silva, na sua Dissertação de Mestrado Integrado em Arquitetura, classifica este claustro como serliano, um grupo de claustros clássicos portugueses. O autor indica que estes modelos estão visivelmente enraizados à arquitetura palladiana e veneziana e são caracterizados pelos vãos arqueados que se intercalam com os vãos retangulares. Isto resulta numa nova forma de vão e de sustento da abóbada. Esta tipologia foi primeiramente adotada no claustro do Convento de Cristo em Tomar e pode ser encontrada em outras arquiteturas posteriores. Como ainda, data este claustro de 1608 e indica que é dado como concluído no início da segunda metade do século XVII, como afirma Frei Leão de S. Tomás em 1651 “a claustra no que toca a obra de pedra está acabada, mas do mais não está ainda perfeita.”&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
O segundo claustro, denomina-se de “claustro dos carros”, nome atribuído devido à sua função de receber os carros responsáveis pelo abastecimento do conjunto monástico. É um pátio com três lanços de arcos sobre pilastras maciças. Foi construído na altura das obras de ampliação do mosteiro, no tempo do abade Frei Manuel de S. Tomás (1740-1743). Os cronistas da época dedicaram-se a descrever detalhadamente esta construção, que foi ampliada com os dormitórios localizados na ala oeste, ao longo da rua das Taipas, durante as obras realizadas entre 1777 e 1780.&amp;lt;small&amp;gt;[23]&amp;lt;/small&amp;gt; Trata-se de uma obra simples, típica de um claustro destinado aos serviços monásticos e não apresenta nenhum elemento ornamental que a enriqueça.&amp;lt;small&amp;gt;[24]&amp;lt;/small&amp;gt; Este claustro, composto por três pisos separados por frisos, apresenta apenas duas alas formadas por arcos plenos sustentados por pilares, enquanto os pisos superiores possuem janelas do tipo guilhotina.&amp;lt;small&amp;gt;[25]&amp;lt;/small&amp;gt; A fachada da cela dos beneditinos apresenta quatro vãos gradeados, não integrais, e ornamentados ao centro com o brasão de armas da Congregação Beneditina, à semelhança dos vãos da galilé.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
O Mosteiro foi a parte mais afetada de São Bento da Vitória, tendo sofrido pela passagem dos séculos. Perderam-se todos os azulejos descritos nos registos dos «Estados», bem como toda a talha e pinturas. Sob o uso militar quase constante a partir das invasões francesas de 1808, as suas amplas salas, bibliotecas e arquivo foram gradualmente devastados. Além disso, uma grande parte do edifício permaneceu virtualmente abandonada, chegando a ameaçar ruína.&amp;lt;small&amp;gt;[26]&amp;lt;/small&amp;gt; Este mosteiro, ao longo da sua história, serviu como aquartelamento às tropas napoleónicas, hospital militar e, posteriormente, a outras funções militares após a extinção das ordens religiosas em 1834.&amp;lt;small&amp;gt;[27]&amp;lt;/small&amp;gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
A partir de 1984, o edifício passou por um processo de restauração orientado pelo Instituto Português do Património Arquitetónico (IPPAR). Estas intervenções possibilitaram a adaptação de diferentes espaços a novos usos. O claustro nobre e as suas adjacências passaram a abrigar a sede da Orquestra Clássica do Porto. Na igreja, ala norte e no terceiro andar da ala poente, foi instalada a Cela dos Padres Beneditinos. Já o espaço que inclui o claustro dos carros e a ala transversal, passou a acolher o Arquivo Distrital do Porto. O espaço do mosteiro foi, assim, dividido e ocupado por estas três entidades, sofrendo as devidas adaptações necessárias para atender às suas necessidades específicas. Contudo, essas intervenções foram concretizadas com cuidado, preservando a traça original e diversos elementos de importância arquitetónica.&amp;lt;small&amp;gt;[28]&amp;lt;/small&amp;gt; Em 2007, o Estado atribui ao Teatro Nacional de São João (TNSJ) uma parte significativa do mosteiro, abrangendo a ala nascente, parte da ala sul e o Claustro Nobre.&amp;lt;small&amp;gt;[29]&amp;lt;/small&amp;gt; Outros espaços do edifício foram também adaptados para atender às novas funções do TNSJ. A antiga biblioteca, localizada no piso superior, foi transformada numa sala de apresentações teatrais. Por sua vez, as galerias que rodeiam o claustro, também no piso superior, foram destinadas à exposição de objetos cenográficos e peças de figurino utilizados nos espetáculos.&amp;lt;small&amp;gt;[30]&amp;lt;/small&amp;gt;&lt;br /&gt;
=== Património integrado ===&lt;br /&gt;
A seguinte tabela apresenta algumas obras que se inserem no património integrado da igreja de São Bento da Vitória e foi elaborada tendo como base os livros &#039;&#039;Obras de talha dourada, ensamblagem, e pintura na cidade e diocese do Porto&#039;&#039; (Brandão 1984), &#039;&#039;O Mosteiro de S. Bento da Vitória: quatrocentos anos&#039;&#039; (Moreno 1997) e &#039;&#039;S. Bento da Vitória, do Porto, à luz dos «Estados» de Tibães&#039;&#039; (Smith 1950?).&lt;br /&gt;
{| class=&amp;quot;wikitable&amp;quot;&lt;br /&gt;
|&#039;&#039;&#039;Identificação&#039;&#039;&#039;&lt;br /&gt;
|&#039;&#039;&#039;Datação&#039;&#039;&#039;&lt;br /&gt;
|&#039;&#039;&#039;Autoria&#039;&#039;&#039;&lt;br /&gt;
|-&lt;br /&gt;
|Coro alto e outras obras de ensamblagem e de talha (estante, púlpitos, grades e  portas)&lt;br /&gt;
|Contrato  de setembro de 1704. Não executado. O prazo seria até dia 29 de setembro de 1705&lt;br /&gt;
|António  de Azevedo Fernandes, mestre ensamblador e Domingos Nunes, entalhador&lt;br /&gt;
|-&lt;br /&gt;
|Cadeirado do coro, portas do coro e grades das seis capelas e cruzeiro&lt;br /&gt;
|Contrato  de maio de 1718. As cadeiras e as portas do coro deveriam estar prontas até ao dia 15 de outubro  de 1718 e as grades até ao fim de março de 1719&lt;br /&gt;
|Manuel  Vieira e António Cardoso, mestres ensambladores&lt;br /&gt;
|-&lt;br /&gt;
|Varanda e talha dos órgãos (verdadeiro e mudo)&lt;br /&gt;
|Triénio de 1716-19&lt;br /&gt;
|Gabriel  Rodrigues, entalhador bracarense&lt;br /&gt;
|-&lt;br /&gt;
|Retábulo da capela-mor&lt;br /&gt;
|Triénio de 1716-19 e dourado entre 1722-25&lt;br /&gt;
|Talvez  por Gabriel Rodrigues, entalhador de Landim, Famalicão&lt;br /&gt;
|-&lt;br /&gt;
|Cadeiral do coro alto&lt;br /&gt;
|Triénio de 1716-1719&lt;br /&gt;
|Marceliano  de Araújo&lt;br /&gt;
|-&lt;br /&gt;
|Órgão de tubos&lt;br /&gt;
|Antes de 1719. Em finais de abril desse ano já estava em fase adiantada de  construção&lt;br /&gt;
|Fr.  Manuel de S. Bento, irmão donato beneditino&lt;br /&gt;
|-&lt;br /&gt;
|Estátuas dos púlpitos&lt;br /&gt;
|1722&lt;br /&gt;
|Gabriel  Rodrigues&lt;br /&gt;
|-&lt;br /&gt;
|Dois frontais de talha para os altares colaterais de Santa Escolástica e Santa Gertrudes e douramento do retábulo-mor&lt;br /&gt;
|Triénio de 1722-25&lt;br /&gt;
|Os  frontais de talha dourada para os altares colaterais foram oferecidos por um  devoto.&lt;br /&gt;
|-&lt;br /&gt;
|Retábulos dos topos do transepto&lt;br /&gt;
|Triénio de 1755-58&lt;br /&gt;
|José  da Fonseca Lima e José Martins Tinoco&lt;br /&gt;
|}&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
=== Objeto ou conjunto em destaque - O cadeiral do coro alto ===&lt;br /&gt;
O coro alto, sobre a galilé, era destinado à recitação das horas canónicas da liturgia monástica. O cadeiral, foi encomendado em 1704 e executado por Marceliano de Araújo entre 1716 e 1719, em madeira de jacarandá proveniente de 30 toros trazidos diretamente do Brasil em 1716. Ao centro destaca-se a cadeira abacial, rodeada por 50 estalas dispostas em forma de U, todas com as “misericórdias” cuidadosamente trabalhadas. O lambrim exibe 32 painéis em talha policromada e dourada em 1759, ilustrando cenas da vida de São Bento conforme os “Diálogos” de São Gregório Magno.&amp;lt;small&amp;gt;[31]&amp;lt;/small&amp;gt; Nas superfícies irregulares das dramáticas caras destas figuras, refletem-se os mesmos maneirismos das imagens dos dosséis dos púlpitos, entalhadas por Gabriel Rodrigues em 1722. Vê-se, portanto, que o espaldar do cadeiral de São Bento da Vitória resulta da colaboração entre Gabriel Rodrigues, de Landim, e Marceliano de Araújo, de Braga, seguindo a traça de um autor ainda desconhecido. O cadeiral apresenta uma série de volutas adornadas com folhagens, de onde surgem golfinhos na fila inferior e meios-corpos femininos na superior, introduzindo um motivo inovador nos cadeirais do século XVIII. Embora influenciado pelas cadeiras de Tibães, distingue-se pelos seus perfis laterais e pelas garras de leão que alternam com as volutas nos pés das cadeiras, características de uma nova época.&amp;lt;small&amp;gt;[32]&amp;lt;/small&amp;gt; O destaque deste cadeiral, considerado o mais notável do reino, é o imponente espaldar entalhado, dourado e estufado em 1759 por Manuel Homem Soares. Este, como foi dito anteriormente, é composto por 32 painéis em relevo, principalmente dedicados à vida de São Bento, com dois da história de Santa Escolástica, dispostos em duas filas como quadros em molduras ricamente talhadas. Esta organização remete ao sistema utilizado nas ilhargas da capela de Santa Gertrudes da igreja beneditina de São Martinho de Tibães, possivelmente do mesmo escultor, entre o triénio de 1710 e 1713.  Em ambos os monumentos, as figuras dos painéis destacam-se pela sua vivacidade, enriquecidas por uma abundância de detalhes de mobiliário e arquitetura.&amp;lt;small&amp;gt;[33]&amp;lt;/small&amp;gt; Os painéis estão organizados em duas sequências horizontais: a inferior, com molduras retangulares e, a superior, predominantemente octogonais, exceto por dois painéis nas paredes do lado do Evangelho e da Epístola. A narrativa inicia-se na parte inferior do lado da Epístola, prosseguindo até ao lado do Evangelho, e recomeça na parte superior com os painéis octogonais, estendendo-se pelas três paredes do coro alto.&amp;lt;small&amp;gt;[34]&amp;lt;/small&amp;gt; Os relevos de São Bento da Vitória seguem uma narrativa linear e lógica, semelhante ao II livro dos Diálogos. A primeira cena, amplamente retratada em Portugal, representa o nascimento de São Bento e de Santa Escolástica. A comparação destes relevos com os livros de emblemas usados na iconografia beneditina em Portugal, revela claras semelhanças entre a obra e a matriz, tanto nos espaços como nas personagens, e pode indicar que Marcelino de Araújo teve contacto com essas obras ou outras baseadas nelas.&amp;lt;small&amp;gt;[35]&amp;lt;/small&amp;gt; Além dos 32 painéis principais, existem mais 4 dourados, mas não policromados, que representam santos beneditinos em trajes pontificais, o que totaliza o número de 36 painéis. Os dois quadros centrais não são alusivos à vida de São Bento nem possuem numeração. O painel central sobre a cadeira abacial, sem número, apresenta São Bento a entregar Regra a monges e monjas. O santo com vestes prelatícias é ladeado por anjos e o listel exibe a inscrição “&#039;&#039;De cello offertur tibi non alteri&#039;&#039;”.&amp;lt;small&amp;gt;[36]&amp;lt;/small&amp;gt; O painel superior, retrata a figura de São Bento de pé, em posição hierática com vestes prelatícias, flanqueado por dois anjos que lhe entregam a mitra e o báculo.&amp;lt;small&amp;gt;[37]&amp;lt;/small&amp;gt;&lt;br /&gt;
== Imagens e Iconografia do Objeto ==&lt;br /&gt;
Mapas, plantas, alçados, fotografias recentes / antigas, estampas, etc., com legenda individual que identifique o autor ou da fonte da imagem.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
=== Objeto arquitetónico ===&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
=== Património integrado ===&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
=== Objeto ou conjunto em destaque ===&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
== Fontes e Bibliografia ==&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
=== Fontes ===&lt;br /&gt;
&amp;lt;small&amp;gt;[1] SOARES, Renan Marinho de Morais, 2021&#039;&#039;. Do Sagrado ao Profano a reutilização adaptativa nos mosteiros portugueses – Mosteiro de Santa Maria do Bouro, Mosteiro de São Bento da Vitória e Mosteiro de Santo Tirso.&#039;&#039; Dissertação de Mestrado, Faculdade de Letras da Universidade do Porto, 126-127.&amp;lt;/small&amp;gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&amp;lt;small&amp;gt;[2] MORENO, Humberto Carlos Baquero, dir., 1997. &#039;&#039;O Mosteiro de S. Bento da Vitória: quatrocentos anos.&#039;&#039; Porto: Edições Afrontamento, 47.&amp;lt;/small&amp;gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&amp;lt;small&amp;gt;[3] QUARESMA, Maria Clementina de Carvalho,1995. &#039;&#039;Inventário Artístico de Portugal Cidade do Porto&#039;&#039;. Lisboa: Academia Nacional das Belas-Artes, 192.&amp;lt;/small&amp;gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&amp;lt;small&amp;gt;[4] PEREIRA, Ana Cristina da Cunha, 2007. &#039;&#039;Os Conventos do Porto. Descontinuidades, Transformação e Reutilização&#039;&#039;. Dissertação de Mestrado, Faculdade de Arquitetura da Universidade do Porto, 239.&amp;lt;/small&amp;gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&amp;lt;small&amp;gt;[5] SOARES, Renan Marinho de Morais, 2021&#039;&#039;. Do Sagrado ao Profano a reutilização adaptativa nos mosteiros portugueses – Mosteiro de Santa Maria do Bouro, Mosteiro de São Bento da Vitória e Mosteiro de Santo Tirso.&#039;&#039; Dissertação de Mestrado, Faculdade de Letras da Universidade do Porto, 134.&amp;lt;/small&amp;gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&amp;lt;small&amp;gt;[6] PEREIRA, Ana Cristina da Cunha, 2007. &#039;&#039;Os Conventos do Porto. Descontinuidades, Transformação e Reutilização&#039;&#039;. Dissertação de Mestrado, Faculdade de Arquitetura da Universidade do Porto, 240.&amp;lt;/small&amp;gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&amp;lt;small&amp;gt;[7] Agenda Cultural do Porto, 2023. &#039;&#039;Miradouro da Vitória – Porto.&#039;&#039; [consult. 2024-11-22]. Disponível em &amp;lt;nowiki&amp;gt;https://agendaculturalporto.org/miradouro-da-vitoria-porto/&amp;lt;/nowiki&amp;gt;&amp;lt;/small&amp;gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&amp;lt;small&amp;gt;[8] PEREIRA, Ana Cristina da Cunha, 2007. &#039;&#039;Os Conventos do Porto. Descontinuidades, Transformação e Reutilização&#039;&#039;. Dissertação de Mestrado, Faculdade de Arquitetura da Universidade do Porto, 241.&amp;lt;/small&amp;gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&amp;lt;small&amp;gt;[9] FILIPE, Ana, 2012. &#039;&#039;Convento de São Bento da Vitória.&#039;&#039; SIPA [Sistema de Informação para o Património Arquitetónico] [consult. 2024-11-14] Disponível em: &amp;lt;nowiki&amp;gt;http://www.monumentos.gov.pt/Site/APP_PagesUser/SIPA.aspx?id=5556&amp;lt;/nowiki&amp;gt;&amp;lt;/small&amp;gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&amp;lt;small&amp;gt;[10] MORENO, Humberto Carlos Baquero, dir., 1997. &#039;&#039;O Mosteiro de S. Bento da Vitória: quatrocentos anos.&#039;&#039; Porto: Edições Afrontamento, 56.&amp;lt;/small&amp;gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&amp;lt;small&amp;gt;[11] QUARESMA, Maria Clementina de Carvalho,1995. &#039;&#039;Inventário Artístico de Portugal Cidade do Porto&#039;&#039;. Lisboa: Academia Nacional das Belas-Artes, 192-193.&amp;lt;/small&amp;gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&amp;lt;small&amp;gt;[12] MORENO, Humberto Carlos Baquero, dir., 1997. &#039;&#039;O Mosteiro de S. Bento da Vitória: quatrocentos anos.&#039;&#039; Porto: Edições Afrontamento, 63.&amp;lt;/small&amp;gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&amp;lt;small&amp;gt;[13] QUARESMA, Maria Clementina de Carvalho,1995. &#039;&#039;Inventário Artístico de Portugal Cidade do Porto&#039;&#039;. Lisboa: Academia Nacional das Belas-Artes, 193.&amp;lt;/small&amp;gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&amp;lt;small&amp;gt;[14] MORENO, Humberto Carlos Baquero, dir., 1997. &#039;&#039;O Mosteiro de S. Bento da Vitória: quatrocentos anos.&#039;&#039; Porto: Edições Afrontamento, 61.&amp;lt;/small&amp;gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&amp;lt;small&amp;gt;[15] FILIPE, Ana, 2012. &#039;&#039;Convento de São Bento da Vitória.&#039;&#039; SIPA [Sistema de Informação para o Património Arquitetónico] [consult. 2024-11-14] Disponível em: &amp;lt;nowiki&amp;gt;http://www.monumentos.gov.pt/Site/APP_PagesUser/SIPA.aspx?id=5556&amp;lt;/nowiki&amp;gt;&amp;lt;/small&amp;gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&amp;lt;small&amp;gt;[16] MORENO, Humberto Carlos Baquero, dir., 1997. &#039;&#039;O Mosteiro de S. Bento da Vitória: quatrocentos anos.&#039;&#039; Porto: Edições Afrontamento, 56-57.&amp;lt;/small&amp;gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&amp;lt;small&amp;gt;[17] SMITH, Robert C, 1950?. &#039;&#039;S. Bento da Vitória, do Porto, à luz dos «Estados» de Tibães&#039;&#039;. Porto: Livraria Fernando Machado, 44.&amp;lt;/small&amp;gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&amp;lt;small&amp;gt;[18] MORENO, Humberto Carlos Baquero, dir., 1997. &#039;&#039;O Mosteiro de S. Bento da Vitória: quatrocentos anos.&#039;&#039; Porto: Edições Afrontamento, 45-46.&amp;lt;/small&amp;gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&amp;lt;small&amp;gt;[19] FILIPE, Ana, 2012. &#039;&#039;Convento de São Bento da Vitória.&#039;&#039; SIPA [Sistema de Informação para o Património Arquitetónico] [consult. 2024-11-14] Disponível em: &amp;lt;nowiki&amp;gt;http://www.monumentos.gov.pt/Site/APP_PagesUser/SIPA.aspx?id=5556&amp;lt;/nowiki&amp;gt;&amp;lt;/small&amp;gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&amp;lt;small&amp;gt;[20] SILVA, Nuno Miguel Maia da, 2012. &#039;&#039;Claustros Serlianos em Portugal 1558 –163.&#039;&#039; Dissertação de Mestrado, Faculdade de Ciências e Tecnologia da Universidade de Coimbra, 158.&amp;lt;/small&amp;gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&amp;lt;small&amp;gt;[21] MORENO, Humberto Carlos Baquero, dir., 1997. &#039;&#039;O Mosteiro de S. Bento da Vitória: quatrocentos anos.&#039;&#039; Porto: Edições Afrontamento, 66.&amp;lt;/small&amp;gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&amp;lt;small&amp;gt;[22] TNSJ [Teatro Nacional de São João], s.d. &#039;&#039;Mosteiro de São Bento da Vitória, Edifícios&#039;&#039;. [consult. 2024-11-16] Disponível em &amp;lt;nowiki&amp;gt;https://www.tnsj.pt/pt/edificios/mosteiro-de-sao-bento-da-vitoria&amp;lt;/nowiki&amp;gt;&amp;lt;/small&amp;gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&amp;lt;small&amp;gt;[23] MORENO, Humberto Carlos Baquero, dir., 1997. &#039;&#039;O Mosteiro de S. Bento da Vitória: quatrocentos anos.&#039;&#039; Porto: Edições Afrontamento, 75.&amp;lt;/small&amp;gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&amp;lt;small&amp;gt;[24] QUARESMA, Maria Clementina de Carvalho,1995. &#039;&#039;Inventário Artístico de Portugal Cidade do Porto&#039;&#039;. Lisboa: Academia Nacional das Belas-Artes, 195.&amp;lt;/small&amp;gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&amp;lt;small&amp;gt;[25] FILIPE, Ana, 2012. &#039;&#039;Convento de São Bento da Vitória.&#039;&#039; SIPA [Sistema de Informação para o Património Arquitetónico] [consult. 2024-11-14] Disponível em: &amp;lt;nowiki&amp;gt;http://www.monumentos.gov.pt/Site/APP_PagesUser/SIPA.aspx?id=5556&amp;lt;/nowiki&amp;gt;&amp;lt;/small&amp;gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&amp;lt;small&amp;gt;[26] SMITH, Robert C, 1950?. &#039;&#039;S. Bento da Vitória, do Porto, à luz dos «Estados» de Tibães&#039;&#039;. Porto: Livraria Fernando Machado, 44-45.&amp;lt;/small&amp;gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&amp;lt;small&amp;gt;[27] QUARESMA, Maria Clementina de Carvalho,1995. &#039;&#039;Inventário Artístico de Portugal Cidade do Porto&#039;&#039;. Lisboa: Academia Nacional das Belas-Artes, 195.&amp;lt;/small&amp;gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&amp;lt;small&amp;gt;[28] MORENO, Humberto Carlos Baquero, dir., 1997. &#039;&#039;O Mosteiro de S. Bento da Vitória: quatrocentos anos.&#039;&#039; Porto: Edições Afrontamento, 87.&amp;lt;/small&amp;gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&amp;lt;small&amp;gt;[29]  TNSJ [Teatro Nacional de São João], s.d. &#039;&#039;Mosteiro de São Bento da Vitória, Edifícios&#039;&#039;. [consult. 2024-11-16] Disponível em &amp;lt;nowiki&amp;gt;https://www.tnsj.pt/pt/edificios/mosteiro-de-sao-bento-da-vitoria&amp;lt;/nowiki&amp;gt;&amp;lt;/small&amp;gt; &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&amp;lt;small&amp;gt;[30] SOARES, R. M. de M. (2021). &#039;&#039;Do Sagrado ao Profano a reutilização adaptativa nos mosteiros portugueses – Mosteiro de Santa Maria do Bouro, Mosteiro de São Bento da Vitória e Mosteiro de Santo Tirso&#039;&#039;. [Dissertação de Mestrado, Faculdade de Letras da Universidade do Porto], 153.&amp;lt;/small&amp;gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&amp;lt;small&amp;gt;[31] MORENO, Humberto Carlos Baquero, dir., 1997. &#039;&#039;O Mosteiro de S. Bento da Vitória: quatrocentos anos.&#039;&#039; Porto: Edições Afrontamento, 61-62.&amp;lt;/small&amp;gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&amp;lt;small&amp;gt;[32] SMITH, Robert C, 1968. &#039;&#039;Cadeirais de Portugal&#039;&#039;. Lisboa: Livros Horizonte, 50-51.&amp;lt;/small&amp;gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&amp;lt;small&amp;gt;[33] SMITH, Robert C, 1968. &#039;&#039;Cadeirais de Portugal&#039;&#039;. Lisboa: Livros Horizonte, 51-52.&amp;lt;/small&amp;gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&amp;lt;small&amp;gt;[34] PAULA, Mara Raquel Rodrigues de, 2023. &#039;&#039;Diálogos imagéticos. Iconografia beneditina em Portugal e a sua conexão com as fontes impressas da Idade Moderna&#039;&#039;. Tese de Doutoramento, Faculdade de Letras da Universidade do Porto, 158-159.&amp;lt;/small&amp;gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&amp;lt;small&amp;gt;[35] AULA, Mara Raquel Rodrigues de, 2023. &#039;&#039;Diálogos imagéticos. Iconografia beneditina em Portugal e a sua conexão com as fontes impressas da Idade Moderna&#039;&#039;. Tese de Doutoramento, Faculdade de Letras da Universidade do Porto, 162.&amp;lt;/small&amp;gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&amp;lt;small&amp;gt;[36] DIAS, Geraldo Coelho, 2020. &#039;&#039;Hagiografia e iconografia beneditinas: Os “Diálogos” do papa S. Gregório Magno&#039;&#039;. N.º 3 (1996): Via Spiritus: Revista de História da Espiritualidade e do Sentimento Religioso, 19-20.&amp;lt;/small&amp;gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&amp;lt;small&amp;gt;[37] DIAS, Geraldo Coelho, 2020. &#039;&#039;Hagiografia e iconografia beneditinas: Os “Diálogos” do papa S. Gregório Magno&#039;&#039;. N.º 3 (1996): Via Spiritus: Revista de História da Espiritualidade e do Sentimento Religioso, 22.&amp;lt;/small&amp;gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
=== Bibliografia ===&lt;/div&gt;</summary>
		<author><name>Danielafernandes01</name></author>
	</entry>
	<entry>
		<id>https://wikimedia.pt/PortoRenascentista/index.php?title=Igreja_e_Mosteiro_de_S%C3%A3o_Bento_da_Vit%C3%B3ria_do_Porto&amp;diff=215</id>
		<title>Igreja e Mosteiro de São Bento da Vitória do Porto</title>
		<link rel="alternate" type="text/html" href="https://wikimedia.pt/PortoRenascentista/index.php?title=Igreja_e_Mosteiro_de_S%C3%A3o_Bento_da_Vit%C3%B3ria_do_Porto&amp;diff=215"/>
		<updated>2025-03-01T17:06:40Z</updated>

		<summary type="html">&lt;p&gt;Danielafernandes01: &lt;/p&gt;
&lt;hr /&gt;
&lt;div&gt;== Identificação ==&lt;br /&gt;
{| class=&amp;quot;wikitable&amp;quot;&lt;br /&gt;
|+&lt;br /&gt;
|&#039;&#039;&#039;Designação&#039;&#039;&#039;&lt;br /&gt;
|Mosteiro de São Bento da Vitória &lt;br /&gt;
|-&lt;br /&gt;
|&#039;&#039;&#039;Localização&#039;&#039;&#039;&lt;br /&gt;
|Distrito do Porto, União das Freguesias de Cedofeita, Santo Ildefonso, Sé, Miragaia, São Nicolau e Vitória&#039;&#039;,&#039;&#039; Rua de São Bento da Vitória 45, 4050-542, junto ao edifício do atual Centro Português de Fotografia&lt;br /&gt;
|-&lt;br /&gt;
|&#039;&#039;&#039;Cronologia&#039;&#039;&#039;&lt;br /&gt;
|Séculos XVII-XVIII&lt;br /&gt;
|-&lt;br /&gt;
|&#039;&#039;&#039;Autor(es)&#039;&#039;&#039;&lt;br /&gt;
|Diogo Marques Lucas&lt;br /&gt;
|}&lt;br /&gt;
O Mosteiro de São Bento da Vitória é uma arquitetura de tipologia religiosa. Pertencia à Ordem Beneditina, instituída por S. Bento (480-547) em 529. Foi fundado em 1598 após a ordenação do capítulo Geral, em 1546, celebrada em Tibães, data onde foi tomada a decisão da fundação deste mosteiro. Após longas e complicadas negociações, os monges da Antiga Congregação Beneditina Portuguesa decidiram erguer este mosteiro como símbolo de presença monástica e ponto de apoio para os monges que viajavam de norte a sul ou vice-versa. Situava-se dentro das muralhas medievais do velho burgo junto à porta do Olival em terrenos cedidos pela Câmara que anteriormente abrigavam parte da judiaria nova. A sua construção teve como base a traça inicial de Diogo Marques Lucas, arquiteto do rei trazido de Lisboa pelo D. Abade Geral. No entanto, a sua construção seria lenta e não contínua, tendo-se prolongado quase ao longo de dois séculos, não só devido a certos entraves, principalmente no que se refere à aquisição dos terrenos, mas também porque os beneditinos nunca deixaram de transformar, ampliar e embelezar o seu mosteiro.&amp;lt;small&amp;gt;[1]&amp;lt;/small&amp;gt; As obras iniciaram-se pela igreja em 1604 e a primeira pedra do mosteiro foi benzida pelo bispo D. Jerónimo de Meneses e colocada pelo próprio Abade Geral Frei Baltasar de Braga, ainda no segundo triénio, de 1596 a 1599.&amp;lt;small&amp;gt;[2]&amp;lt;/small&amp;gt; Há quem considere que o mosteiro tenha sido concluído em 1646 e a igreja terminada em 1690. Contudo, a enorme extensão do período da execução das obras não permite identificar datas exatas.&amp;lt;small&amp;gt;[3]&amp;lt;/small&amp;gt;&lt;br /&gt;
== Estado da Arte ==&lt;br /&gt;
Este objeto arquitetónico é referido em diversas obras e estudos &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
== Enquadramento ==&lt;br /&gt;
O Mosteiro de São Bento da Vitória situa-se no morro da freguesia da Vitória, junto à porta do Olival, dentro de muralhas, sem grande espaço para horta e cerca. Ocupa todo o interior do quarteirão entre a rua das Taipas, travessa das Taipas, rua de S. Bento da Vitória e travessa de S. Bento,  paralelo a norte com o edifício da antiga cadeia da Relação, atual Centro Português de Fotografia. Têm então um enquadramento urbano, erguendo-se em pleno centro histórico.&amp;lt;small&amp;gt;[4]&amp;lt;/small&amp;gt; O facto de estar inserido num quarteirão sem cerca preservou o seu perímetro e a sua configuração exterior até hoje.&amp;lt;small&amp;gt;[5]&amp;lt;/small&amp;gt; A fachada monumental da sua igreja está situada no ponto mais alto do conjunto, abrindo-se para uma rua estreita que dificulta uma leitura frontal, exceto através da observação em pontos altos da cidade, como por exemplo, no Terreiro da Sé, já que a fachada se volta na sua direção. O mosteiro tem uma área total de implantação de cerca de 4.000 m2, desenvolvendo-se ao redor de dois claustros. O próprio edifício faz a transição para o espaço exterior e a entrada principal fazia-se pela portaria que se encontrava ao lado da igreja na galilé na rua de S. Bento da Vitória. O acesso ao conjunto monástico faz-se hoje tanto através da rua das Taipas, onde atualmente se situa o Arquivo Distrital do Porto, como pela rua de S. Bento da Vitória, onde se localiza a fachada da igreja e faz-se o acesso ao mosteiro, agora pertencente ao Teatro Nacional de São João.&amp;lt;small&amp;gt;[6]&amp;lt;/small&amp;gt; Nesta mesma rua, a sul, localiza-se a Igreja Paroquial de Nossa Senhora da Vitória, na confluência com a Rua da Bataria da Vitória. A sul, também se encontra o Miradouro da Vitória, onde os visitantes podem desfrutar de vistas sobre o casario da Vitória, o Rio Douro, a Sé Catedral, o Paço Episcopal, a Ponte Luís I e a zona beira-rio de Gaia.&amp;lt;small&amp;gt;[7]&amp;lt;/small&amp;gt;&lt;br /&gt;
== Descrição ==&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
=== Objeto arquitetónico ===&lt;br /&gt;
A igreja de São Bento da Vitória é orientada a poente, não seguindo a orientação canónica das igrejas medievais. Isto acontece devido às condicionantes do terreno e à muralha medieval a este.&amp;lt;small&amp;gt;[8]&amp;lt;/small&amp;gt; A igreja é de planta cruciforme, longitudinal, de nave única, precedida por uma galilé e transepto saliente. A fachada, toda de cantaria de granito, divide-se em três registos delimitados por cornijas salientes e vários corpos ritmados por pilastras. No primeiro registo, abrem-se cinco vãos para a rua de arco de volta perfeita, todos com gradeamentos de ferro, sendo o central mais alto do que os restantes que ostenta o brasão de armas da Ordem de São Bento e os outros quatro emblemas religiosos. No segundo registo, duas janelas com frontão curvo, flanqueando três nichos, os laterais com frontões triangulares e o central com frontão circular, com sobrecéu em forma de concha e imagens de barro pintado de Santa Escolástica, São Bento e Santa Gertrudes Magna. O terceiro registo, mais estreito e com remate lateral curvo é rasgado por uma janela termal interrompida por pilastras, que permite uma ampla iluminação no coro-alto da igreja. A rematar a fachada, sobre uma cornija, um último registo com frontão circular e um nicho que alberga a imagem de Nossa Senhora da Vitória, em homenagem à freguesia na qual se ergueu esta igreja e mosteiro. As duas torres quadrangulares, em cantaria com duplas pilastras nos cunhais e cobertas com cúpula bolbosas, foram integradas no corpo da igreja por cima das primeiras capelas laterais, depois da galilé.&amp;lt;small&amp;gt;[9]&amp;lt;/small&amp;gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
A cobertura do corpo da igreja é de abóbada de berço em caixotões de granito bem lavrado, que se estende a todo o comprimento sendo intercetada pela abóbada do transepto e cruzeiro.&amp;lt;small&amp;gt;[10]&amp;lt;/small&amp;gt; A nave tem seis capelas colaterais intercomunicantes entre si, de arco pleno e cobertura em abóbada de berço em caixotões, com retábulos de talha. Sobre quatro dessas capelas abrem-se janelas gémeas, quatro de cada lado, com varandas de ferro fundido douradas e sanefas de talha. Sobre o arco das restantes, junto ao coro-alto, estão os órgãos de tubos em talha, suportados por atlantes.&amp;lt;small&amp;gt;[11]&amp;lt;/small&amp;gt; Apenas o órgão do lado da Epístola é verdadeiro, concebido e construído pelo irmão donato beneditino Fr. Manuel de S. Bento.&amp;lt;small&amp;gt;[12]&amp;lt;/small&amp;gt; Junto ao transepto, nas extremidades da nave, estão os púlpitos.&amp;lt;small&amp;gt;[13]&amp;lt;/small&amp;gt; Estes púlpitos erguem-se sobre peanhas ou mísulas de pedra, com grades torneadas de pau preto e são rematados por dois dóceis com imagens de Gabriel Rodrigues executadas em 1722.&amp;lt;small&amp;gt;[14]&amp;lt;/small&amp;gt; O transepto também é coberto por abóbada de canhão em caixotões e o cruzeiro reveste-se por uma abóbada nervurada. Os braços do transepto têm no topo retábulos em talha, sendo ladeados por portas e janelas, coroadas por sanefas de talha e rematados por uma janela termal.&amp;lt;small&amp;gt;[15]&amp;lt;/small&amp;gt; A flanquear o arco triunfal capelas com retábulos em talha encimados por janelas retangulares com sanefas. O arco-triunfal é coroado por uma grandiosa sanefa, em cujo centro se destaca o escudo da Congregação Beneditina Portuguesa. A capela-mor, retangular e profunda, seguindo a cobertura da nave, é rasgada em cada lado por três janelões com sanefas em talha que encimam o cadeiral e abriga um amplo retábulo de talha em forma de arco de triunfo, enquadrado por duas arquivoltas concêntricas e colunas torsas ou salomónicas que se abre para dar lugar ao trono do Santíssimo Sacramento, escalonado.&amp;lt;small&amp;gt;[16]&amp;lt;/small&amp;gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
A sul da igreja de São Bento da Vitória, levanta-se o vasto bloco conventual, ocupando um espaço retangular entre as ruas paralelas de S. Bento da Vitória a este, das Taipas a oeste e a estreita Travessa das Taipas a sul.&amp;lt;small&amp;gt;[17]&amp;lt;/small&amp;gt; A norte, levanta-se a monumental igreja.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
O mosteiro de São Bento da Vitória é um conjunto arquitetónico monástico, onde cada parte tem a sua função específica. Reparte-se por dois grupos de corpos ao redor de dois espaços abertos, chamados claustros, separados por um corpo intermédio. A sua construção passou por três fases até chegar ao acabamento total, sendo edificado pouco a pouco, ao longo de mais de dois séculos: a primeira fase corresponde à edificação da ala nascente, parte da ala sul e claustro, ainda que tenha sido concluído mais tarde (1596-1630); a segunda, por sua vez, à igreja nova e anexos (1680-1708); e a terceira, por fim, aos dormitórios novos, ala poente e claustro dos carros (1741-1780).&amp;lt;small&amp;gt;[18]&amp;lt;/small&amp;gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
O edifício conventual, de alvenaria rebocada, apresenta pilastras nos cunhais, coroadas por pináculos. Composto por quatro pisos, a sua fachada é regularmente marcada por janelas, tendo os dois pisos superiores bandeiras.&amp;lt;small&amp;gt;[19]&amp;lt;/small&amp;gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
O claustro nobre, do silêncio ou do cemitério, de planta quadrangular, todo em cantaria, “articula em cada ala três arcos de volta perfeita delimitados por duplas pilastras que incorporam no espaço interpilastral dois pequenos vãos, um portal retangular e um falso janelão superior.” (SILVA, 2012: 158). As almofadas do intradorso dos arcos são decoradas com motivos de “ponta-de-diamante” e ovais. Um entablamento liso separa o primeiro piso do segundo, onde se abrem janelas retangulares de varandins com balaustrada de cantaria e rematadas por frontões triangulares e curvo, ao centro. As abóbadas dos corredores do claustro são de arestas com chave central de florão.&amp;lt;small&amp;gt;[20]&amp;lt;/small&amp;gt; O espaço aberto do claustro era ornamentado por um jardim de canteiros, tendo ao centro um imponente chafariz datado de 1777-80 com o brutesco de Hércules e da hidra (1783), obra que há muito se perdeu.&amp;lt;small&amp;gt;[21]&amp;lt;/small&amp;gt; Em 2001, o claustro foi coberto por uma concha acústica, uma estrutura em aço assente em quatro pilares e o foi-lhe colocado um soalho de madeira. O espaço é utilizado atualmente para a realização de espetáculos teatrais, concertos e eventos especiais, além de receber iniciativas externas de natureza diversa. &amp;lt;small&amp;gt;[22]&amp;lt;/small&amp;gt; Nuno da Silva, na sua Dissertação de Mestrado Integrado em Arquitetura, classifica este claustro como serliano, um grupo de claustros clássicos portugueses. O autor indica que estes modelos estão visivelmente enraizados à arquitetura palladiana e veneziana e são caracterizados pelos vãos arqueados que se intercalam com os vãos retangulares. Isto resulta numa nova forma de vão e de sustento da abóbada. Esta tipologia foi primeiramente adotada no claustro do Convento de Cristo em Tomar e pode ser encontrada em outras arquiteturas posteriores. Como ainda, data este claustro de 1608 e indica que é dado como concluído no início da segunda metade do século XVII, como afirma Frei Leão de S. Tomás em 1651 “a claustra no que toca a obra de pedra está acabada, mas do mais não está ainda perfeita.”&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
O segundo claustro, denomina-se de “claustro dos carros”, nome atribuído devido à sua função de receber os carros responsáveis pelo abastecimento do conjunto monástico. É um pátio com três lanços de arcos sobre pilastras maciças. Foi construído na altura das obras de ampliação do mosteiro, no tempo do abade Frei Manuel de S. Tomás (1740-1743). Os cronistas da época dedicaram-se a descrever detalhadamente esta construção, que foi ampliada com os dormitórios localizados na ala oeste, ao longo da rua das Taipas, durante as obras realizadas entre 1777 e 1780.&amp;lt;small&amp;gt;[23]&amp;lt;/small&amp;gt; Trata-se de uma obra simples, típica de um claustro destinado aos serviços monásticos e não apresenta nenhum elemento ornamental que a enriqueça.&amp;lt;small&amp;gt;[24]&amp;lt;/small&amp;gt; Este claustro, composto por três pisos separados por frisos, apresenta apenas duas alas formadas por arcos plenos sustentados por pilares, enquanto os pisos superiores possuem janelas do tipo guilhotina.&amp;lt;small&amp;gt;[25]&amp;lt;/small&amp;gt; A fachada da cela dos beneditinos apresenta quatro vãos gradeados, não integrais, e ornamentados ao centro com o brasão de armas da Congregação Beneditina, à semelhança dos vãos da galilé.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
O Mosteiro foi a parte mais afetada de São Bento da Vitória, tendo sofrido pela passagem dos séculos. Perderam-se todos os azulejos descritos nos registos dos «Estados», bem como toda a talha e pinturas. Sob o uso militar quase constante a partir das invasões francesas de 1808, as suas amplas salas, bibliotecas e arquivo foram gradualmente devastados. Além disso, uma grande parte do edifício permaneceu virtualmente abandonada, chegando a ameaçar ruína.&amp;lt;small&amp;gt;[26]&amp;lt;/small&amp;gt; Este mosteiro, ao longo da sua história, serviu como aquartelamento às tropas napoleónicas, hospital militar e, posteriormente, a outras funções militares após a extinção das ordens religiosas em 1834.&amp;lt;small&amp;gt;[27]&amp;lt;/small&amp;gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
A partir de 1984, o edifício passou por um processo de restauração orientado pelo Instituto Português do Património Arquitetónico (IPPAR). Estas intervenções possibilitaram a adaptação de diferentes espaços a novos usos. O claustro nobre e as suas adjacências passaram a abrigar a sede da Orquestra Clássica do Porto. Na igreja, ala norte e no terceiro andar da ala poente, foi instalada a Cela dos Padres Beneditinos. Já o espaço que inclui o claustro dos carros e a ala transversal, passou a acolher o Arquivo Distrital do Porto. O espaço do mosteiro foi, assim, dividido e ocupado por estas três entidades, sofrendo as devidas adaptações necessárias para atender às suas necessidades específicas. Contudo, essas intervenções foram concretizadas com cuidado, preservando a traça original e diversos elementos de importância arquitetónica.&amp;lt;small&amp;gt;[28]&amp;lt;/small&amp;gt; Em 2007, o Estado atribui ao Teatro Nacional de São João (TNSJ) uma parte significativa do mosteiro, abrangendo a ala nascente, parte da ala sul e o Claustro Nobre.&amp;lt;small&amp;gt;[29]&amp;lt;/small&amp;gt; Outros espaços do edifício foram também adaptados para atender às novas funções do TNSJ. A antiga biblioteca, localizada no piso superior, foi transformada numa sala de apresentações teatrais. Por sua vez, as galerias que rodeiam o claustro, também no piso superior, foram destinadas à exposição de objetos cenográficos e peças de figurino utilizados nos espetáculos.&amp;lt;small&amp;gt;[30]&amp;lt;/small&amp;gt;&lt;br /&gt;
=== Património integrado ===&lt;br /&gt;
A seguinte tabela apresenta algumas obras que se inserem no património integrado da igreja de São Bento da Vitória e foi elaborada tendo como base os livros &#039;&#039;Obras de talha dourada, ensamblagem, e pintura na cidade e diocese do Porto&#039;&#039; (Brandão 1984), &#039;&#039;O Mosteiro de S. Bento da Vitória: quatrocentos anos&#039;&#039; (Moreno 1997) e &#039;&#039;S. Bento da Vitória, do Porto, à luz dos «Estados» de Tibães&#039;&#039; (Smith 1950?).&lt;br /&gt;
{| class=&amp;quot;wikitable&amp;quot;&lt;br /&gt;
|&#039;&#039;&#039;Identificação&#039;&#039;&#039;&lt;br /&gt;
|&#039;&#039;&#039;Datação&#039;&#039;&#039;&lt;br /&gt;
|&#039;&#039;&#039;Autoria&#039;&#039;&#039;&lt;br /&gt;
|-&lt;br /&gt;
|Coro alto e outras obras de ensamblagem e de talha (estante, púlpitos, grades e  portas)&lt;br /&gt;
|Contrato  de setembro de 1704. Não executado. O prazo seria até dia 29 de setembro de 1705&lt;br /&gt;
|António  de Azevedo Fernandes, mestre ensamblador e Domingos Nunes, entalhador&lt;br /&gt;
|-&lt;br /&gt;
|Cadeirado do coro, portas do coro e grades das seis capelas e cruzeiro&lt;br /&gt;
|Contrato  de maio de 1718. As cadeiras e as portas do coro deveriam estar prontas até ao dia 15 de outubro  de 1718 e as grades até ao fim de março de 1719&lt;br /&gt;
|Manuel  Vieira e António Cardoso, mestres ensambladores&lt;br /&gt;
|-&lt;br /&gt;
|Varanda e talha dos órgãos (verdadeiro e mudo)&lt;br /&gt;
|Triénio de 1716-19&lt;br /&gt;
|Gabriel  Rodrigues, entalhador bracarense&lt;br /&gt;
|-&lt;br /&gt;
|Retábulo da capela-mor&lt;br /&gt;
|Triénio de 1716-19 e dourado entre 1722-25&lt;br /&gt;
|Talvez  por Gabriel Rodrigues, entalhador de Landim, Famalicão&lt;br /&gt;
|-&lt;br /&gt;
|Cadeiral do coro alto&lt;br /&gt;
|Triénio de 1716-1719&lt;br /&gt;
|Marceliano  de Araújo&lt;br /&gt;
|-&lt;br /&gt;
|Órgão de tubos&lt;br /&gt;
|Antes de 1719. Em finais de abril desse ano já estava em fase adiantada de  construção&lt;br /&gt;
|Fr.  Manuel de S. Bento, irmão donato beneditino&lt;br /&gt;
|-&lt;br /&gt;
|Estátuas dos púlpitos&lt;br /&gt;
|1722&lt;br /&gt;
|Gabriel  Rodrigues&lt;br /&gt;
|-&lt;br /&gt;
|Dois frontais de talha para os altares colaterais de Santa Escolástica e Santa Gertrudes e douramento do retábulo-mor&lt;br /&gt;
|Triénio de 1722-25&lt;br /&gt;
|Os  frontais de talha dourada para os altares colaterais foram oferecidos por um  devoto.&lt;br /&gt;
|-&lt;br /&gt;
|Retábulos dos topos do transepto&lt;br /&gt;
|Triénio de 1755-58&lt;br /&gt;
|José  da Fonseca Lima e José Martins Tinoco&lt;br /&gt;
|}&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
=== Objeto ou conjunto em destaque ===&lt;br /&gt;
O coro alto, sobre a galilé, era destinado à recitação das horas canónicas da liturgia monástica. O cadeiral, foi encomendado em 1704 e executado por Marceliano de Araújo entre 1716 e 1719, em madeira de jacarandá proveniente de 30 toros trazidos diretamente do Brasil em 1716. Ao centro destaca-se a cadeira abacial, rodeada por 50 estalas dispostas em forma de U, todas com as “misericórdias” cuidadosamente trabalhadas. O lambrim exibe 32 painéis em talha policromada e dourada em 1759, ilustrando cenas da vida de São Bento conforme os “Diálogos” de São Gregório Magno.&amp;lt;small&amp;gt;[31]&amp;lt;/small&amp;gt; Nas superfícies irregulares das dramáticas caras destas figuras, refletem-se os mesmos maneirismos das imagens dos dosséis dos púlpitos, entalhadas por Gabriel Rodrigues em 1722. Vê-se, portanto, que o espaldar do cadeiral de São Bento da Vitória resulta da colaboração entre Gabriel Rodrigues, de Landim, e Marceliano de Araújo, de Braga, seguindo a traça de um autor ainda desconhecido. O cadeiral apresenta uma série de volutas adornadas com folhagens, de onde surgem golfinhos na fila inferior e meios-corpos femininos na superior, introduzindo um motivo inovador nos cadeirais do século XVIII. Embora influenciado pelas cadeiras de Tibães, distingue-se pelos seus perfis laterais e pelas garras de leão que alternam com as volutas nos pés das cadeiras, características de uma nova época.&amp;lt;small&amp;gt;[32]&amp;lt;/small&amp;gt; O destaque deste cadeiral, considerado o mais notável do reino, é o imponente espaldar entalhado, dourado e estufado em 1759 por Manuel Homem Soares. Este, como foi dito anteriormente, é composto por 32 painéis em relevo, principalmente dedicados à vida de São Bento, com dois da história de Santa Escolástica, dispostos em duas filas como quadros em molduras ricamente talhadas. Esta organização remete ao sistema utilizado nas ilhargas da capela de Santa Gertrudes da igreja beneditina de São Martinho de Tibães, possivelmente do mesmo escultor, entre o triénio de 1710 e 1713.  Em ambos os monumentos, as figuras dos painéis destacam-se pela sua vivacidade, enriquecidas por uma abundância de detalhes de mobiliário e arquitetura.&amp;lt;small&amp;gt;[33]&amp;lt;/small&amp;gt; Os painéis estão organizados em duas sequências horizontais: a inferior, com molduras retangulares e, a superior, predominantemente octogonais, exceto por dois painéis nas paredes do lado do Evangelho e da Epístola. A narrativa inicia-se na parte inferior do lado da Epístola, prosseguindo até ao lado do Evangelho, e recomeça na parte superior com os painéis octogonais, estendendo-se pelas três paredes do coro alto.&amp;lt;small&amp;gt;[34]&amp;lt;/small&amp;gt; Os relevos de São Bento da Vitória seguem uma narrativa linear e lógica, semelhante ao II livro dos Diálogos. A primeira cena, amplamente retratada em Portugal, representa o nascimento de São Bento e de Santa Escolástica. A comparação destes relevos com os livros de emblemas usados na iconografia beneditina em Portugal, revela claras semelhanças entre a obra e a matriz, tanto nos espaços como nas personagens, e pode indicar que Marcelino de Araújo teve contacto com essas obras ou outras baseadas nelas.&amp;lt;small&amp;gt;[35]&amp;lt;/small&amp;gt; Além dos 32 painéis principais, existem mais 4 dourados, mas não policromados, que representam santos beneditinos em trajes pontificais, o que totaliza o número de 36 painéis. Os dois quadros centrais não são alusivos à vida de São Bento nem possuem numeração. O painel central sobre a cadeira abacial, sem número, apresenta São Bento a entregar Regra a monges e monjas. O santo com vestes prelatícias é ladeado por anjos e o listel exibe a inscrição “&#039;&#039;De cello offertur tibi non alteri&#039;&#039;”.&amp;lt;small&amp;gt;[36]&amp;lt;/small&amp;gt; O painel superior, retrata a figura de São Bento de pé, em posição hierática com vestes prelatícias, flanqueado por dois anjos que lhe entregam a mitra e o báculo.&amp;lt;small&amp;gt;[37]&amp;lt;/small&amp;gt;&lt;br /&gt;
----&amp;lt;small&amp;gt;[31] MORENO, H. B., dir. (1997). &#039;&#039;O Mosteiro de S. Bento da Vitória: quatrocentos anos&#039;&#039;. Afrontamento, 61-62.&amp;lt;/small&amp;gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&amp;lt;small&amp;gt;[32] SMITH, R. C. (1968). &#039;&#039;Cadeirais de Portugal&#039;&#039;. Livros Horizonte, 50-51.&amp;lt;/small&amp;gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&amp;lt;small&amp;gt;[33] SMITH, Op. cit., 51-52.&amp;lt;/small&amp;gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&amp;lt;small&amp;gt;[34] PAULA, M. R. R. de. (2023). &#039;&#039;Diálogos imagéticos. Iconografia beneditina em Portugal e a sua conexão com as fontes impressas da Idade Moderna&#039;&#039;. [Tese de Doutoramento, Faculdade de Letras da Universidade do Porto], 158-159.&amp;lt;/small&amp;gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&amp;lt;small&amp;gt;[35]   PAULA, M. R. R. de. (2023). &#039;&#039;Diálogos imagéticos. Iconografia beneditina em Portugal e a sua conexão com as fontes impressas da Idade Moderna&#039;&#039;. [Tese de Doutoramento, Faculdade de Letras da Universidade do Porto], 162.&amp;lt;/small&amp;gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&amp;lt;small&amp;gt;[36] DIAS, G. C. (2020). &#039;&#039;Hagiografia e iconografia beneditinas: Os “Diálogos” do papa S. Gregório Magno&#039;&#039;. N.º 3 (1996): Via Spiritus: Revista de História da Espiritualidade e do Sentimento Religioso, 19-20.&amp;lt;/small&amp;gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&amp;lt;small&amp;gt;[37] &#039;&#039;Idem&#039;&#039;, 22.&amp;lt;/small&amp;gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
== Imagens e Iconografia do Objeto ==&lt;br /&gt;
Mapas, plantas, alçados, fotografias recentes / antigas, estampas, etc., com legenda individual que identifique o autor ou da fonte da imagem.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
=== Objeto arquitetónico ===&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
=== Património integrado ===&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
=== Objeto ou conjunto em destaque ===&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
== Fontes e Bibliografia ==&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
=== Fontes ===&lt;br /&gt;
&amp;lt;small&amp;gt;[1] SOARES, Renan Marinho de Morais, 2021&#039;&#039;. Do Sagrado ao Profano a reutilização adaptativa nos mosteiros portugueses – Mosteiro de Santa Maria do Bouro, Mosteiro de São Bento da Vitória e Mosteiro de Santo Tirso.&#039;&#039; Dissertação de Mestrado, Faculdade de Letras da Universidade do Porto, 126-127.&amp;lt;/small&amp;gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&amp;lt;small&amp;gt;[2] MORENO, Humberto Carlos Baquero, dir., 1997. &#039;&#039;O Mosteiro de S. Bento da Vitória: quatrocentos anos.&#039;&#039; Porto: Edições Afrontamento, 47.&amp;lt;/small&amp;gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&amp;lt;small&amp;gt;[3] QUARESMA, Maria Clementina de Carvalho,1995. &#039;&#039;Inventário Artístico de Portugal Cidade do Porto&#039;&#039;. Lisboa: Academia Nacional das Belas-Artes, 192.&amp;lt;/small&amp;gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&amp;lt;small&amp;gt;[4] PEREIRA, Ana Cristina da Cunha, 2007. &#039;&#039;Os Conventos do Porto. Descontinuidades, Transformação e Reutilização&#039;&#039;. Dissertação de Mestrado, Faculdade de Arquitetura da Universidade do Porto, 239.&amp;lt;/small&amp;gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&amp;lt;small&amp;gt;[5] SOARES, Renan Marinho de Morais, 2021&#039;&#039;. Do Sagrado ao Profano a reutilização adaptativa nos mosteiros portugueses – Mosteiro de Santa Maria do Bouro, Mosteiro de São Bento da Vitória e Mosteiro de Santo Tirso.&#039;&#039; Dissertação de Mestrado, Faculdade de Letras da Universidade do Porto, 134.&amp;lt;/small&amp;gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&amp;lt;small&amp;gt;[6] PEREIRA, Ana Cristina da Cunha, 2007. &#039;&#039;Os Conventos do Porto. Descontinuidades, Transformação e Reutilização&#039;&#039;. Dissertação de Mestrado, Faculdade de Arquitetura da Universidade do Porto, 240.&amp;lt;/small&amp;gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&amp;lt;small&amp;gt;[7] Agenda Cultural do Porto, 2023. &#039;&#039;Miradouro da Vitória – Porto.&#039;&#039; [consult. 2024-11-22]. Disponível em &amp;lt;nowiki&amp;gt;https://agendaculturalporto.org/miradouro-da-vitoria-porto/&amp;lt;/nowiki&amp;gt;&amp;lt;/small&amp;gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&amp;lt;small&amp;gt;[8] PEREIRA, Ana Cristina da Cunha, 2007. &#039;&#039;Os Conventos do Porto. Descontinuidades, Transformação e Reutilização&#039;&#039;. Dissertação de Mestrado, Faculdade de Arquitetura da Universidade do Porto, 241.&amp;lt;/small&amp;gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&amp;lt;small&amp;gt;[9] FILIPE, Ana, 2012. &#039;&#039;Convento de São Bento da Vitória.&#039;&#039; SIPA [Sistema de Informação para o Património Arquitetónico] [consult. 2024-11-14] Disponível em: &amp;lt;nowiki&amp;gt;http://www.monumentos.gov.pt/Site/APP_PagesUser/SIPA.aspx?id=5556&amp;lt;/nowiki&amp;gt;&amp;lt;/small&amp;gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&amp;lt;small&amp;gt;[10] MORENO, Humberto Carlos Baquero, dir., 1997. &#039;&#039;O Mosteiro de S. Bento da Vitória: quatrocentos anos.&#039;&#039; Porto: Edições Afrontamento, 56.&amp;lt;/small&amp;gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&amp;lt;small&amp;gt;[11] QUARESMA, Maria Clementina de Carvalho,1995. &#039;&#039;Inventário Artístico de Portugal Cidade do Porto&#039;&#039;. Lisboa: Academia Nacional das Belas-Artes, 192-193.&amp;lt;/small&amp;gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&amp;lt;small&amp;gt;[12] MORENO, Humberto Carlos Baquero, dir., 1997. &#039;&#039;O Mosteiro de S. Bento da Vitória: quatrocentos anos.&#039;&#039; Porto: Edições Afrontamento, 63.&amp;lt;/small&amp;gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&amp;lt;small&amp;gt;[13] QUARESMA, Maria Clementina de Carvalho,1995. &#039;&#039;Inventário Artístico de Portugal Cidade do Porto&#039;&#039;. Lisboa: Academia Nacional das Belas-Artes, 193.&amp;lt;/small&amp;gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&amp;lt;small&amp;gt;[14] MORENO, Humberto Carlos Baquero, dir., 1997. &#039;&#039;O Mosteiro de S. Bento da Vitória: quatrocentos anos.&#039;&#039; Porto: Edições Afrontamento, 61.&amp;lt;/small&amp;gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&amp;lt;small&amp;gt;[15] FILIPE, Ana, 2012. &#039;&#039;Convento de São Bento da Vitória.&#039;&#039; SIPA [Sistema de Informação para o Património Arquitetónico] [consult. 2024-11-14] Disponível em: &amp;lt;nowiki&amp;gt;http://www.monumentos.gov.pt/Site/APP_PagesUser/SIPA.aspx?id=5556&amp;lt;/nowiki&amp;gt;&amp;lt;/small&amp;gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&amp;lt;small&amp;gt;[16] MORENO, Humberto Carlos Baquero, dir., 1997. &#039;&#039;O Mosteiro de S. Bento da Vitória: quatrocentos anos.&#039;&#039; Porto: Edições Afrontamento, 56-57.&amp;lt;/small&amp;gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&amp;lt;small&amp;gt;[17] SMITH, Robert C, 1950?. &#039;&#039;S. Bento da Vitória, do Porto, à luz dos «Estados» de Tibães&#039;&#039;. Porto: Livraria Fernando Machado, 44.&amp;lt;/small&amp;gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&amp;lt;small&amp;gt;[18] MORENO, Humberto Carlos Baquero, dir., 1997. &#039;&#039;O Mosteiro de S. Bento da Vitória: quatrocentos anos.&#039;&#039; Porto: Edições Afrontamento, 45-46.&amp;lt;/small&amp;gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&amp;lt;small&amp;gt;[19] FILIPE, Ana, 2012. &#039;&#039;Convento de São Bento da Vitória.&#039;&#039; SIPA [Sistema de Informação para o Património Arquitetónico] [consult. 2024-11-14] Disponível em: &amp;lt;nowiki&amp;gt;http://www.monumentos.gov.pt/Site/APP_PagesUser/SIPA.aspx?id=5556&amp;lt;/nowiki&amp;gt;&amp;lt;/small&amp;gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&amp;lt;small&amp;gt;[20] SILVA, Nuno Miguel Maia da, 2012. &#039;&#039;Claustros Serlianos em Portugal 1558 –163.&#039;&#039; Dissertação de Mestrado, Faculdade de Ciências e Tecnologia da Universidade de Coimbra, 158.&amp;lt;/small&amp;gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&amp;lt;small&amp;gt;[21] MORENO, Humberto Carlos Baquero, dir., 1997. &#039;&#039;O Mosteiro de S. Bento da Vitória: quatrocentos anos.&#039;&#039; Porto: Edições Afrontamento, 66.&amp;lt;/small&amp;gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&amp;lt;small&amp;gt;[22] TNSJ [Teatro Nacional de São João], s.d. &#039;&#039;Mosteiro de São Bento da Vitória, Edifícios&#039;&#039;. [consult. 2024-11-16] Disponível em &amp;lt;nowiki&amp;gt;https://www.tnsj.pt/pt/edificios/mosteiro-de-sao-bento-da-vitoria&amp;lt;/nowiki&amp;gt;&amp;lt;/small&amp;gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&amp;lt;small&amp;gt;[23] MORENO, Humberto Carlos Baquero, dir., 1997. &#039;&#039;O Mosteiro de S. Bento da Vitória: quatrocentos anos.&#039;&#039; Porto: Edições Afrontamento, 75.&amp;lt;/small&amp;gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&amp;lt;small&amp;gt;[24] QUARESMA, Maria Clementina de Carvalho,1995. &#039;&#039;Inventário Artístico de Portugal Cidade do Porto&#039;&#039;. Lisboa: Academia Nacional das Belas-Artes, 195.&amp;lt;/small&amp;gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&amp;lt;small&amp;gt;[25] FILIPE, Ana, 2012. &#039;&#039;Convento de São Bento da Vitória.&#039;&#039; SIPA [Sistema de Informação para o Património Arquitetónico] [consult. 2024-11-14] Disponível em: &amp;lt;nowiki&amp;gt;http://www.monumentos.gov.pt/Site/APP_PagesUser/SIPA.aspx?id=5556&amp;lt;/nowiki&amp;gt;&amp;lt;/small&amp;gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&amp;lt;small&amp;gt;[26] SMITH, Robert C, 1950?. &#039;&#039;S. Bento da Vitória, do Porto, à luz dos «Estados» de Tibães&#039;&#039;. Porto: Livraria Fernando Machado, 44-45.&amp;lt;/small&amp;gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&amp;lt;small&amp;gt;[27] QUARESMA, Maria Clementina de Carvalho,1995. &#039;&#039;Inventário Artístico de Portugal Cidade do Porto&#039;&#039;. Lisboa: Academia Nacional das Belas-Artes, 195.&amp;lt;/small&amp;gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&amp;lt;small&amp;gt;[28] MORENO, Humberto Carlos Baquero, dir., 1997. &#039;&#039;O Mosteiro de S. Bento da Vitória: quatrocentos anos.&#039;&#039; Porto: Edições Afrontamento, 87.&amp;lt;/small&amp;gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&amp;lt;small&amp;gt;[29]  TNSJ [Teatro Nacional de São João], s.d. &#039;&#039;Mosteiro de São Bento da Vitória, Edifícios&#039;&#039;. [consult. 2024-11-16] Disponível em &amp;lt;nowiki&amp;gt;https://www.tnsj.pt/pt/edificios/mosteiro-de-sao-bento-da-vitoria&amp;lt;/nowiki&amp;gt;&amp;lt;/small&amp;gt; &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&amp;lt;small&amp;gt;[30] SOARES, R. M. de M. (2021). &#039;&#039;Do Sagrado ao Profano a reutilização adaptativa nos mosteiros portugueses – Mosteiro de Santa Maria do Bouro, Mosteiro de São Bento da Vitória e Mosteiro de Santo Tirso&#039;&#039;. [Dissertação de Mestrado, Faculdade de Letras da Universidade do Porto], 153.&amp;lt;/small&amp;gt;&lt;br /&gt;
=== Bibliografia ===&lt;/div&gt;</summary>
		<author><name>Danielafernandes01</name></author>
	</entry>
	<entry>
		<id>https://wikimedia.pt/PortoRenascentista/index.php?title=Igreja_e_Mosteiro_de_S%C3%A3o_Bento_da_Vit%C3%B3ria_do_Porto&amp;diff=214</id>
		<title>Igreja e Mosteiro de São Bento da Vitória do Porto</title>
		<link rel="alternate" type="text/html" href="https://wikimedia.pt/PortoRenascentista/index.php?title=Igreja_e_Mosteiro_de_S%C3%A3o_Bento_da_Vit%C3%B3ria_do_Porto&amp;diff=214"/>
		<updated>2025-03-01T17:01:20Z</updated>

		<summary type="html">&lt;p&gt;Danielafernandes01: &lt;/p&gt;
&lt;hr /&gt;
&lt;div&gt;== Identificação ==&lt;br /&gt;
{| class=&amp;quot;wikitable&amp;quot;&lt;br /&gt;
|+&lt;br /&gt;
|&#039;&#039;&#039;Designação&#039;&#039;&#039;&lt;br /&gt;
|Mosteiro de São Bento da Vitória &lt;br /&gt;
|-&lt;br /&gt;
|&#039;&#039;&#039;Localização&#039;&#039;&#039;&lt;br /&gt;
|Distrito do Porto, União das Freguesias de Cedofeita, Santo Ildefonso, Sé, Miragaia, São Nicolau e Vitória&#039;&#039;,&#039;&#039; Rua de São Bento da Vitória 45, 4050-542, junto ao edifício do atual Centro Português de Fotografia&lt;br /&gt;
|-&lt;br /&gt;
|&#039;&#039;&#039;Cronologia&#039;&#039;&#039;&lt;br /&gt;
|Séculos XVII-XVIII&lt;br /&gt;
|-&lt;br /&gt;
|&#039;&#039;&#039;Autor(es)&#039;&#039;&#039;&lt;br /&gt;
|Diogo Marques Lucas&lt;br /&gt;
|}&lt;br /&gt;
O Mosteiro de São Bento da Vitória é uma arquitetura de tipologia religiosa. Pertencia à Ordem Beneditina, instituída por S. Bento (480-547) em 529. Foi fundado em 1598 após a ordenação do capítulo Geral, em 1546, celebrada em Tibães, data onde foi tomada a decisão da fundação deste mosteiro. Após longas e complicadas negociações, os monges da Antiga Congregação Beneditina Portuguesa decidiram erguer este mosteiro como símbolo de presença monástica e ponto de apoio para os monges que viajavam de norte a sul ou vice-versa. Situava-se dentro das muralhas medievais do velho burgo junto à porta do Olival em terrenos cedidos pela Câmara que anteriormente abrigavam parte da judiaria nova. A sua construção teve como base a traça inicial de Diogo Marques Lucas, arquiteto do rei trazido de Lisboa pelo D. Abade Geral. No entanto, a sua construção seria lenta e não contínua, tendo-se prolongado quase ao longo de dois séculos, não só devido a certos entraves, principalmente no que se refere à aquisição dos terrenos, mas também porque os beneditinos nunca deixaram de transformar, ampliar e embelezar o seu mosteiro.&amp;lt;small&amp;gt;[1]&amp;lt;/small&amp;gt; As obras iniciaram-se pela igreja em 1604 e a primeira pedra do mosteiro foi benzida pelo bispo D. Jerónimo de Meneses e colocada pelo próprio Abade Geral Frei Baltasar de Braga, ainda no segundo triénio, de 1596 a 1599.&amp;lt;small&amp;gt;[2]&amp;lt;/small&amp;gt; Há quem considere que o mosteiro tenha sido concluído em 1646 e a igreja terminada em 1690. Contudo, a enorme extensão do período da execução das obras não permite identificar datas exatas.&amp;lt;small&amp;gt;[3]&amp;lt;/small&amp;gt;&lt;br /&gt;
== Estado da Arte ==&lt;br /&gt;
Este objeto arquitetónico é referido em diversas obras e estudos &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
== Enquadramento ==&lt;br /&gt;
O Mosteiro de São Bento da Vitória situa-se no morro da freguesia da Vitória, junto à porta do Olival, dentro de muralhas, sem grande espaço para horta e cerca. Ocupa todo o interior do quarteirão entre a rua das Taipas, travessa das Taipas, rua de S. Bento da Vitória e travessa de S. Bento,  paralelo a norte com o edifício da antiga cadeia da Relação, atual Centro Português de Fotografia. Têm então um enquadramento urbano, erguendo-se em pleno centro histórico.&amp;lt;small&amp;gt;[4]&amp;lt;/small&amp;gt; O facto de estar inserido num quarteirão sem cerca preservou o seu perímetro e a sua configuração exterior até hoje.&amp;lt;small&amp;gt;[5]&amp;lt;/small&amp;gt; A fachada monumental da sua igreja está situada no ponto mais alto do conjunto, abrindo-se para uma rua estreita que dificulta uma leitura frontal, exceto através da observação em pontos altos da cidade, como por exemplo, no Terreiro da Sé, já que a fachada se volta na sua direção. O mosteiro tem uma área total de implantação de cerca de 4.000 m2, desenvolvendo-se ao redor de dois claustros. O próprio edifício faz a transição para o espaço exterior e a entrada principal fazia-se pela portaria que se encontrava ao lado da igreja na galilé na rua de S. Bento da Vitória. O acesso ao conjunto monástico faz-se hoje tanto através da rua das Taipas, onde atualmente se situa o Arquivo Distrital do Porto, como pela rua de S. Bento da Vitória, onde se localiza a fachada da igreja e faz-se o acesso ao mosteiro, agora pertencente ao Teatro Nacional de São João.&amp;lt;small&amp;gt;[6]&amp;lt;/small&amp;gt; Nesta mesma rua, a sul, localiza-se a Igreja Paroquial de Nossa Senhora da Vitória, na confluência com a Rua da Bataria da Vitória. A sul, também se encontra o Miradouro da Vitória, onde os visitantes podem desfrutar de vistas sobre o casario da Vitória, o Rio Douro, a Sé Catedral, o Paço Episcopal, a Ponte Luís I e a zona beira-rio de Gaia.&amp;lt;small&amp;gt;[7]&amp;lt;/small&amp;gt;&lt;br /&gt;
== Descrição ==&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
=== Objeto arquitetónico ===&lt;br /&gt;
A igreja de São Bento da Vitória é orientada a poente, não seguindo a orientação canónica das igrejas medievais. Isto acontece devido às condicionantes do terreno e à muralha medieval a este.&amp;lt;small&amp;gt;[8]&amp;lt;/small&amp;gt; A igreja é de planta cruciforme, longitudinal, de nave única, precedida por uma galilé e transepto saliente. A fachada, toda de cantaria de granito, divide-se em três registos delimitados por cornijas salientes e vários corpos ritmados por pilastras. No primeiro registo, abrem-se cinco vãos para a rua de arco de volta perfeita, todos com gradeamentos de ferro, sendo o central mais alto do que os restantes que ostenta o brasão de armas da Ordem de São Bento e os outros quatro emblemas religiosos. No segundo registo, duas janelas com frontão curvo, flanqueando três nichos, os laterais com frontões triangulares e o central com frontão circular, com sobrecéu em forma de concha e imagens de barro pintado de Santa Escolástica, São Bento e Santa Gertrudes Magna. O terceiro registo, mais estreito e com remate lateral curvo é rasgado por uma janela termal interrompida por pilastras, que permite uma ampla iluminação no coro-alto da igreja. A rematar a fachada, sobre uma cornija, um último registo com frontão circular e um nicho que alberga a imagem de Nossa Senhora da Vitória, em homenagem à freguesia na qual se ergueu esta igreja e mosteiro. As duas torres quadrangulares, em cantaria com duplas pilastras nos cunhais e cobertas com cúpula bolbosas, foram integradas no corpo da igreja por cima das primeiras capelas laterais, depois da galilé.&amp;lt;small&amp;gt;[9]&amp;lt;/small&amp;gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
A cobertura do corpo da igreja é de abóbada de berço em caixotões de granito bem lavrado, que se estende a todo o comprimento sendo intercetada pela abóbada do transepto e cruzeiro.&amp;lt;small&amp;gt;[10]&amp;lt;/small&amp;gt; A nave tem seis capelas colaterais intercomunicantes entre si, de arco pleno e cobertura em abóbada de berço em caixotões, com retábulos de talha. Sobre quatro dessas capelas abrem-se janelas gémeas, quatro de cada lado, com varandas de ferro fundido douradas e sanefas de talha. Sobre o arco das restantes, junto ao coro-alto, estão os órgãos de tubos em talha, suportados por atlantes.&amp;lt;small&amp;gt;[11]&amp;lt;/small&amp;gt; Apenas o órgão do lado da Epístola é verdadeiro, concebido e construído pelo irmão donato beneditino Fr. Manuel de S. Bento.&amp;lt;small&amp;gt;[12]&amp;lt;/small&amp;gt; Junto ao transepto, nas extremidades da nave, estão os púlpitos.&amp;lt;small&amp;gt;[13]&amp;lt;/small&amp;gt; Estes púlpitos erguem-se sobre peanhas ou mísulas de pedra, com grades torneadas de pau preto e são rematados por dois dóceis com imagens de Gabriel Rodrigues executadas em 1722.&amp;lt;small&amp;gt;[14]&amp;lt;/small&amp;gt; O transepto também é coberto por abóbada de canhão em caixotões e o cruzeiro reveste-se por uma abóbada nervurada. Os braços do transepto têm no topo retábulos em talha, sendo ladeados por portas e janelas, coroadas por sanefas de talha e rematados por uma janela termal.&amp;lt;small&amp;gt;[15]&amp;lt;/small&amp;gt; A flanquear o arco triunfal capelas com retábulos em talha encimados por janelas retangulares com sanefas. O arco-triunfal é coroado por uma grandiosa sanefa, em cujo centro se destaca o escudo da Congregação Beneditina Portuguesa. A capela-mor, retangular e profunda, seguindo a cobertura da nave, é rasgada em cada lado por três janelões com sanefas em talha que encimam o cadeiral e abriga um amplo retábulo de talha em forma de arco de triunfo, enquadrado por duas arquivoltas concêntricas e colunas torsas ou salomónicas que se abre para dar lugar ao trono do Santíssimo Sacramento, escalonado.&amp;lt;small&amp;gt;[16]&amp;lt;/small&amp;gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
A sul da igreja de São Bento da Vitória, levanta-se o vasto bloco conventual, ocupando um espaço retangular entre as ruas paralelas de S. Bento da Vitória a este, das Taipas a oeste e a estreita Travessa das Taipas a sul.&amp;lt;small&amp;gt;[17]&amp;lt;/small&amp;gt; A norte, levanta-se a monumental igreja.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
O mosteiro de São Bento da Vitória é um conjunto arquitetónico monástico, onde cada parte tem a sua função específica. Reparte-se por dois grupos de corpos ao redor de dois espaços abertos, chamados claustros, separados por um corpo intermédio. A sua construção passou por três fases até chegar ao acabamento total, sendo edificado pouco a pouco, ao longo de mais de dois séculos: a primeira fase corresponde à edificação da ala nascente, parte da ala sul e claustro, ainda que tenha sido concluído mais tarde (1596-1630); a segunda, por sua vez, à igreja nova e anexos (1680-1708); e a terceira, por fim, aos dormitórios novos, ala poente e claustro dos carros (1741-1780).&amp;lt;small&amp;gt;[18]&amp;lt;/small&amp;gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
O edifício conventual, de alvenaria rebocada, apresenta pilastras nos cunhais, coroadas por pináculos. Composto por quatro pisos, a sua fachada é regularmente marcada por janelas, tendo os dois pisos superiores bandeiras.&amp;lt;small&amp;gt;[19]&amp;lt;/small&amp;gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
O claustro nobre, do silêncio ou do cemitério, de planta quadrangular, todo em cantaria, “articula em cada ala três arcos de volta perfeita delimitados por duplas pilastras que incorporam no espaço interpilastral dois pequenos vãos, um portal retangular e um falso janelão superior.” (SILVA, 2012: 158). As almofadas do intradorso dos arcos são decoradas com motivos de “ponta-de-diamante” e ovais. Um entablamento liso separa o primeiro piso do segundo, onde se abrem janelas retangulares de varandins com balaustrada de cantaria e rematadas por frontões triangulares e curvo, ao centro. As abóbadas dos corredores do claustro são de arestas com chave central de florão.&amp;lt;small&amp;gt;[20]&amp;lt;/small&amp;gt; O espaço aberto do claustro era ornamentado por um jardim de canteiros, tendo ao centro um imponente chafariz datado de 1777-80 com o brutesco de Hércules e da hidra (1783), obra que há muito se perdeu.&amp;lt;small&amp;gt;[21]&amp;lt;/small&amp;gt; Em 2001, o claustro foi coberto por uma concha acústica, uma estrutura em aço assente em quatro pilares e o foi-lhe colocado um soalho de madeira. O espaço é utilizado atualmente para a realização de espetáculos teatrais, concertos e eventos especiais, além de receber iniciativas externas de natureza diversa. &amp;lt;small&amp;gt;[22]&amp;lt;/small&amp;gt; Nuno da Silva, na sua Dissertação de Mestrado Integrado em Arquitetura, classifica este claustro como serliano, um grupo de claustros clássicos portugueses. O autor indica que estes modelos estão visivelmente enraizados à arquitetura palladiana e veneziana e são caracterizados pelos vãos arqueados que se intercalam com os vãos retangulares. Isto resulta numa nova forma de vão e de sustento da abóbada. Esta tipologia foi primeiramente adotada no claustro do Convento de Cristo em Tomar e pode ser encontrada em outras arquiteturas posteriores. Como ainda, data este claustro de 1608 e indica que é dado como concluído no início da segunda metade do século XVII, como afirma Frei Leão de S. Tomás em 1651 “a claustra no que toca a obra de pedra está acabada, mas do mais não está ainda perfeita.”&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
O segundo claustro, denomina-se de “claustro dos carros”, nome atribuído devido à sua função de receber os carros responsáveis pelo abastecimento do conjunto monástico. É um pátio com três lanços de arcos sobre pilastras maciças. Foi construído na altura das obras de ampliação do mosteiro, no tempo do abade Frei Manuel de S. Tomás (1740-1743). Os cronistas da época dedicaram-se a descrever detalhadamente esta construção, que foi ampliada com os dormitórios localizados na ala oeste, ao longo da rua das Taipas, durante as obras realizadas entre 1777 e 1780.&amp;lt;small&amp;gt;[23]&amp;lt;/small&amp;gt; Trata-se de uma obra simples, típica de um claustro destinado aos serviços monásticos e não apresenta nenhum elemento ornamental que a enriqueça.&amp;lt;small&amp;gt;[24]&amp;lt;/small&amp;gt; Este claustro, composto por três pisos separados por frisos, apresenta apenas duas alas formadas por arcos plenos sustentados por pilares, enquanto os pisos superiores possuem janelas do tipo guilhotina.&amp;lt;small&amp;gt;[25]&amp;lt;/small&amp;gt; A fachada da cela dos beneditinos apresenta quatro vãos gradeados, não integrais, e ornamentados ao centro com o brasão de armas da Congregação Beneditina, à semelhança dos vãos da galilé.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
O Mosteiro foi a parte mais afetada de São Bento da Vitória, tendo sofrido pela passagem dos séculos. Perderam-se todos os azulejos descritos nos registos dos «Estados», bem como toda a talha e pinturas. Sob o uso militar quase constante a partir das invasões francesas de 1808, as suas amplas salas, bibliotecas e arquivo foram gradualmente devastados. Além disso, uma grande parte do edifício permaneceu virtualmente abandonada, chegando a ameaçar ruína.&amp;lt;small&amp;gt;[26]&amp;lt;/small&amp;gt; Este mosteiro, ao longo da sua história, serviu como aquartelamento às tropas napoleónicas, hospital militar e, posteriormente, a outras funções militares após a extinção das ordens religiosas em 1834.&amp;lt;small&amp;gt;[27]&amp;lt;/small&amp;gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
A partir de 1984, o edifício passou por um processo de restauração orientado pelo Instituto Português do Património Arquitetónico (IPPAR). Estas intervenções possibilitaram a adaptação de diferentes espaços a novos usos. O claustro nobre e as suas adjacências passaram a abrigar a sede da Orquestra Clássica do Porto. Na igreja, ala norte e no terceiro andar da ala poente, foi instalada a Cela dos Padres Beneditinos. Já o espaço que inclui o claustro dos carros e a ala transversal, passou a acolher o Arquivo Distrital do Porto. O espaço do mosteiro foi, assim, dividido e ocupado por estas três entidades, sofrendo as devidas adaptações necessárias para atender às suas necessidades específicas. Contudo, essas intervenções foram concretizadas com cuidado, preservando a traça original e diversos elementos de importância arquitetónica.&amp;lt;small&amp;gt;[28]&amp;lt;/small&amp;gt; Em 2007, o Estado atribui ao Teatro Nacional de São João (TNSJ) uma parte significativa do mosteiro, abrangendo a ala nascente, parte da ala sul e o Claustro Nobre.&amp;lt;small&amp;gt;[29]&amp;lt;/small&amp;gt; Outros espaços do edifício foram também adaptados para atender às novas funções do TNSJ. A antiga biblioteca, localizada no piso superior, foi transformada numa sala de apresentações teatrais. Por sua vez, as galerias que rodeiam o claustro, também no piso superior, foram destinadas à exposição de objetos cenográficos e peças de figurino utilizados nos espetáculos.[&amp;lt;small&amp;gt;30]&amp;lt;/small&amp;gt;&lt;br /&gt;
=== Património integrado ===&lt;br /&gt;
{| class=&amp;quot;wikitable&amp;quot;&lt;br /&gt;
|&#039;&#039;&#039;Identificação&#039;&#039;&#039;&lt;br /&gt;
|&#039;&#039;&#039;Datação&#039;&#039;&#039;&lt;br /&gt;
|&#039;&#039;&#039;Autoria&#039;&#039;&#039;&lt;br /&gt;
|-&lt;br /&gt;
|Coro alto e outras obras de ensamblagem e de talha (estante, púlpitos, grades e  portas)&lt;br /&gt;
|Contrato  de setembro de 1704. Não executado. O prazo seria até dia 29 de setembro de 1705&lt;br /&gt;
|António  de Azevedo Fernandes, mestre ensamblador e Domingos Nunes, entalhador&lt;br /&gt;
|-&lt;br /&gt;
|Cadeirado do coro, portas do coro e grades das seis capelas e cruzeiro&lt;br /&gt;
|Contrato  de maio de 1718. As cadeiras e as portas do coro deveriam estar prontas até ao dia 15 de outubro  de 1718 e as grades até ao fim de março de 1719&lt;br /&gt;
|Manuel  Vieira e António Cardoso, mestres ensambladores&lt;br /&gt;
|-&lt;br /&gt;
|Varanda e talha dos órgãos (verdadeiro e mudo)&lt;br /&gt;
|Triénio de 1716-19&lt;br /&gt;
|Gabriel  Rodrigues, entalhador bracarense&lt;br /&gt;
|-&lt;br /&gt;
|Retábulo da capela-mor&lt;br /&gt;
|Triénio de 1716-19 e dourado entre 1722-25&lt;br /&gt;
|Talvez  por Gabriel Rodrigues, entalhador de Landim, Famalicão&lt;br /&gt;
|-&lt;br /&gt;
|Cadeiral do coro alto&lt;br /&gt;
|Triénio de 1716-1719&lt;br /&gt;
|Marceliano  de Araújo&lt;br /&gt;
|-&lt;br /&gt;
|Órgão de tubos&lt;br /&gt;
|Antes de 1719. Em finais de abril desse ano já estava em fase adiantada de  construção&lt;br /&gt;
|Fr.  Manuel de S. Bento, irmão donato beneditino&lt;br /&gt;
|-&lt;br /&gt;
|Estátuas dos púlpitos&lt;br /&gt;
|1722&lt;br /&gt;
|Gabriel  Rodrigues&lt;br /&gt;
|-&lt;br /&gt;
|Dois frontais de talha para os altares colaterais de Santa Escolástica e Santa Gertrudes e douramento do retábulo-mor&lt;br /&gt;
|Triénio de 1722-25&lt;br /&gt;
|Os  frontais de talha dourada para os altares colaterais foram oferecidos por um  devoto.&lt;br /&gt;
|-&lt;br /&gt;
|Retábulos dos topos do transepto&lt;br /&gt;
|Triénio de 1755-58&lt;br /&gt;
|José  da Fonseca Lima e José Martins Tinoco&lt;br /&gt;
|}&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
=== Objeto ou conjunto em destaque ===&lt;br /&gt;
Que objeto destaca no Património Integrado? Justifique o motivo de destacar este objeto / conjunto e apresente-o sumariamente.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
== Imagens e Iconografia do Objeto ==&lt;br /&gt;
Mapas, plantas, alçados, fotografias recentes / antigas, estampas, etc., com legenda individual que identifique o autor ou da fonte da imagem.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
=== Objeto arquitetónico ===&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
=== Património integrado ===&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
=== Objeto ou conjunto em destaque ===&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
== Fontes e Bibliografia ==&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
=== Fontes ===&lt;br /&gt;
&amp;lt;small&amp;gt;[1] SOARES, Renan Marinho de Morais, 2021&#039;&#039;. Do Sagrado ao Profano a reutilização adaptativa nos mosteiros portugueses – Mosteiro de Santa Maria do Bouro, Mosteiro de São Bento da Vitória e Mosteiro de Santo Tirso.&#039;&#039; Dissertação de Mestrado, Faculdade de Letras da Universidade do Porto, 126-127.&amp;lt;/small&amp;gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&amp;lt;small&amp;gt;[2] MORENO, Humberto Carlos Baquero, dir., 1997. &#039;&#039;O Mosteiro de S. Bento da Vitória: quatrocentos anos.&#039;&#039; Porto: Edições Afrontamento, 47.&amp;lt;/small&amp;gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&amp;lt;small&amp;gt;[3] QUARESMA, Maria Clementina de Carvalho,1995. &#039;&#039;Inventário Artístico de Portugal Cidade do Porto&#039;&#039;. Lisboa: Academia Nacional das Belas-Artes, 192.&amp;lt;/small&amp;gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&amp;lt;small&amp;gt;[4] PEREIRA, Ana Cristina da Cunha, 2007. &#039;&#039;Os Conventos do Porto. Descontinuidades, Transformação e Reutilização&#039;&#039;. Dissertação de Mestrado, Faculdade de Arquitetura da Universidade do Porto, 239.&amp;lt;/small&amp;gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&amp;lt;small&amp;gt;[5] SOARES, Renan Marinho de Morais, 2021&#039;&#039;. Do Sagrado ao Profano a reutilização adaptativa nos mosteiros portugueses – Mosteiro de Santa Maria do Bouro, Mosteiro de São Bento da Vitória e Mosteiro de Santo Tirso.&#039;&#039; Dissertação de Mestrado, Faculdade de Letras da Universidade do Porto, 134.&amp;lt;/small&amp;gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&amp;lt;small&amp;gt;[6] PEREIRA, Ana Cristina da Cunha, 2007. &#039;&#039;Os Conventos do Porto. Descontinuidades, Transformação e Reutilização&#039;&#039;. Dissertação de Mestrado, Faculdade de Arquitetura da Universidade do Porto, 240.&amp;lt;/small&amp;gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&amp;lt;small&amp;gt;[7] Agenda Cultural do Porto, 2023. &#039;&#039;Miradouro da Vitória – Porto.&#039;&#039; [consult. 2024-11-22]. Disponível em &amp;lt;nowiki&amp;gt;https://agendaculturalporto.org/miradouro-da-vitoria-porto/&amp;lt;/nowiki&amp;gt;&amp;lt;/small&amp;gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&amp;lt;small&amp;gt;[8] PEREIRA, Ana Cristina da Cunha, 2007. &#039;&#039;Os Conventos do Porto. Descontinuidades, Transformação e Reutilização&#039;&#039;. Dissertação de Mestrado, Faculdade de Arquitetura da Universidade do Porto, 241.&amp;lt;/small&amp;gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&amp;lt;small&amp;gt;[9] FILIPE, Ana, 2012. &#039;&#039;Convento de São Bento da Vitória.&#039;&#039; SIPA [Sistema de Informação para o Património Arquitetónico] [consult. 2024-11-14] Disponível em: &amp;lt;nowiki&amp;gt;http://www.monumentos.gov.pt/Site/APP_PagesUser/SIPA.aspx?id=5556&amp;lt;/nowiki&amp;gt;&amp;lt;/small&amp;gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&amp;lt;small&amp;gt;[10] MORENO, Humberto Carlos Baquero, dir., 1997. &#039;&#039;O Mosteiro de S. Bento da Vitória: quatrocentos anos.&#039;&#039; Porto: Edições Afrontamento, 56.&amp;lt;/small&amp;gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&amp;lt;small&amp;gt;[11] QUARESMA, Maria Clementina de Carvalho,1995. &#039;&#039;Inventário Artístico de Portugal Cidade do Porto&#039;&#039;. Lisboa: Academia Nacional das Belas-Artes, 192-193.&amp;lt;/small&amp;gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&amp;lt;small&amp;gt;[12] MORENO, Humberto Carlos Baquero, dir., 1997. &#039;&#039;O Mosteiro de S. Bento da Vitória: quatrocentos anos.&#039;&#039; Porto: Edições Afrontamento, 63.&amp;lt;/small&amp;gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&amp;lt;small&amp;gt;[13] QUARESMA, Maria Clementina de Carvalho,1995. &#039;&#039;Inventário Artístico de Portugal Cidade do Porto&#039;&#039;. Lisboa: Academia Nacional das Belas-Artes, 193.&amp;lt;/small&amp;gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&amp;lt;small&amp;gt;[14] MORENO, Humberto Carlos Baquero, dir., 1997. &#039;&#039;O Mosteiro de S. Bento da Vitória: quatrocentos anos.&#039;&#039; Porto: Edições Afrontamento, 61.&amp;lt;/small&amp;gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&amp;lt;small&amp;gt;[15] FILIPE, Ana, 2012. &#039;&#039;Convento de São Bento da Vitória.&#039;&#039; SIPA [Sistema de Informação para o Património Arquitetónico] [consult. 2024-11-14] Disponível em: &amp;lt;nowiki&amp;gt;http://www.monumentos.gov.pt/Site/APP_PagesUser/SIPA.aspx?id=5556&amp;lt;/nowiki&amp;gt;&amp;lt;/small&amp;gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&amp;lt;small&amp;gt;[16] MORENO, Humberto Carlos Baquero, dir., 1997. &#039;&#039;O Mosteiro de S. Bento da Vitória: quatrocentos anos.&#039;&#039; Porto: Edições Afrontamento, 56-57.&amp;lt;/small&amp;gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&amp;lt;small&amp;gt;[17] SMITH, Robert C, 1950?. &#039;&#039;S. Bento da Vitória, do Porto, à luz dos «Estados» de Tibães&#039;&#039;. Porto: Livraria Fernando Machado, 44.&amp;lt;/small&amp;gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&amp;lt;small&amp;gt;[18] MORENO, Humberto Carlos Baquero, dir., 1997. &#039;&#039;O Mosteiro de S. Bento da Vitória: quatrocentos anos.&#039;&#039; Porto: Edições Afrontamento, 45-46.&amp;lt;/small&amp;gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&amp;lt;small&amp;gt;[19] FILIPE, Ana, 2012. &#039;&#039;Convento de São Bento da Vitória.&#039;&#039; SIPA [Sistema de Informação para o Património Arquitetónico] [consult. 2024-11-14] Disponível em: &amp;lt;nowiki&amp;gt;http://www.monumentos.gov.pt/Site/APP_PagesUser/SIPA.aspx?id=5556&amp;lt;/nowiki&amp;gt;&amp;lt;/small&amp;gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&amp;lt;small&amp;gt;[20] SILVA, Nuno Miguel Maia da, 2012. &#039;&#039;Claustros Serlianos em Portugal 1558 –163.&#039;&#039; Dissertação de Mestrado, Faculdade de Ciências e Tecnologia da Universidade de Coimbra, 158.&amp;lt;/small&amp;gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&amp;lt;small&amp;gt;[21] MORENO, Humberto Carlos Baquero, dir., 1997. &#039;&#039;O Mosteiro de S. Bento da Vitória: quatrocentos anos.&#039;&#039; Porto: Edições Afrontamento, 66.&amp;lt;/small&amp;gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&amp;lt;small&amp;gt;[22] TNSJ [Teatro Nacional de São João], s.d. &#039;&#039;Mosteiro de São Bento da Vitória, Edifícios&#039;&#039;. [consult. 2024-11-16] Disponível em &amp;lt;nowiki&amp;gt;https://www.tnsj.pt/pt/edificios/mosteiro-de-sao-bento-da-vitoria&amp;lt;/nowiki&amp;gt;&amp;lt;/small&amp;gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&amp;lt;small&amp;gt;[23] MORENO, Humberto Carlos Baquero, dir., 1997. &#039;&#039;O Mosteiro de S. Bento da Vitória: quatrocentos anos.&#039;&#039; Porto: Edições Afrontamento, 75.&amp;lt;/small&amp;gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&amp;lt;small&amp;gt;[24] QUARESMA, Maria Clementina de Carvalho,1995. &#039;&#039;Inventário Artístico de Portugal Cidade do Porto&#039;&#039;. Lisboa: Academia Nacional das Belas-Artes, 195.&amp;lt;/small&amp;gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&amp;lt;small&amp;gt;[25] FILIPE, Ana, 2012. &#039;&#039;Convento de São Bento da Vitória.&#039;&#039; SIPA [Sistema de Informação para o Património Arquitetónico] [consult. 2024-11-14] Disponível em: &amp;lt;nowiki&amp;gt;http://www.monumentos.gov.pt/Site/APP_PagesUser/SIPA.aspx?id=5556&amp;lt;/nowiki&amp;gt;&amp;lt;/small&amp;gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&amp;lt;small&amp;gt;[26] SMITH, Robert C, 1950?. &#039;&#039;S. Bento da Vitória, do Porto, à luz dos «Estados» de Tibães&#039;&#039;. Porto: Livraria Fernando Machado, 44-45.&amp;lt;/small&amp;gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&amp;lt;small&amp;gt;[27] QUARESMA, Maria Clementina de Carvalho,1995. &#039;&#039;Inventário Artístico de Portugal Cidade do Porto&#039;&#039;. Lisboa: Academia Nacional das Belas-Artes, 195.&amp;lt;/small&amp;gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&amp;lt;small&amp;gt;[28] MORENO, Humberto Carlos Baquero, dir., 1997. &#039;&#039;O Mosteiro de S. Bento da Vitória: quatrocentos anos.&#039;&#039; Porto: Edições Afrontamento, 87.&amp;lt;/small&amp;gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&amp;lt;small&amp;gt;[29]  TNSJ [Teatro Nacional de São João], s.d. &#039;&#039;Mosteiro de São Bento da Vitória, Edifícios&#039;&#039;. [consult. 2024-11-16] Disponível em &amp;lt;nowiki&amp;gt;https://www.tnsj.pt/pt/edificios/mosteiro-de-sao-bento-da-vitoria&amp;lt;/nowiki&amp;gt;&amp;lt;/small&amp;gt; &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&amp;lt;small&amp;gt;[30] SOARES, R. M. de M. (2021). &#039;&#039;Do Sagrado ao Profano a reutilização adaptativa nos mosteiros portugueses – Mosteiro de Santa Maria do Bouro, Mosteiro de São Bento da Vitória e Mosteiro de Santo Tirso&#039;&#039;. [Dissertação de Mestrado, Faculdade de Letras da Universidade do Porto], 153.&amp;lt;/small&amp;gt;&lt;br /&gt;
=== Bibliografia ===&lt;/div&gt;</summary>
		<author><name>Danielafernandes01</name></author>
	</entry>
	<entry>
		<id>https://wikimedia.pt/PortoRenascentista/index.php?title=Igreja_e_Mosteiro_de_S%C3%A3o_Bento_da_Vit%C3%B3ria_do_Porto&amp;diff=213</id>
		<title>Igreja e Mosteiro de São Bento da Vitória do Porto</title>
		<link rel="alternate" type="text/html" href="https://wikimedia.pt/PortoRenascentista/index.php?title=Igreja_e_Mosteiro_de_S%C3%A3o_Bento_da_Vit%C3%B3ria_do_Porto&amp;diff=213"/>
		<updated>2025-03-01T16:44:42Z</updated>

		<summary type="html">&lt;p&gt;Danielafernandes01: &lt;/p&gt;
&lt;hr /&gt;
&lt;div&gt;== Identificação ==&lt;br /&gt;
{| class=&amp;quot;wikitable&amp;quot;&lt;br /&gt;
|+&lt;br /&gt;
|&#039;&#039;&#039;Designação&#039;&#039;&#039;&lt;br /&gt;
|Mosteiro de São Bento da Vitória &lt;br /&gt;
|-&lt;br /&gt;
|&#039;&#039;&#039;Localização&#039;&#039;&#039;&lt;br /&gt;
|Distrito do Porto, União das Freguesias de Cedofeita, Santo Ildefonso, Sé, Miragaia, São Nicolau e Vitória&#039;&#039;,&#039;&#039; Rua de São Bento da Vitória 45, 4050-542, junto ao edifício do atual Centro Português de Fotografia&lt;br /&gt;
|-&lt;br /&gt;
|&#039;&#039;&#039;Cronologia&#039;&#039;&#039;&lt;br /&gt;
|Séculos XVII-XVIII&lt;br /&gt;
|-&lt;br /&gt;
|&#039;&#039;&#039;Autor(es)&#039;&#039;&#039;&lt;br /&gt;
|Diogo Marques Lucas&lt;br /&gt;
|}&lt;br /&gt;
O Mosteiro de São Bento da Vitória é uma arquitetura de tipologia religiosa. Pertencia à Ordem Beneditina, instituída por S. Bento (480-547) em 529. Foi fundado em 1598 após a ordenação do capítulo Geral, em 1546, celebrada em Tibães, data onde foi tomada a decisão da fundação deste mosteiro. Após longas e complicadas negociações, os monges da Antiga Congregação Beneditina Portuguesa decidiram erguer este mosteiro como símbolo de presença monástica e ponto de apoio para os monges que viajavam de norte a sul ou vice-versa. Situava-se dentro das muralhas medievais do velho burgo junto à porta do Olival em terrenos cedidos pela Câmara que anteriormente abrigavam parte da judiaria nova. A sua construção teve como base a traça inicial de Diogo Marques Lucas, arquiteto do rei trazido de Lisboa pelo D. Abade Geral. No entanto, a sua construção seria lenta e não contínua, tendo-se prolongado quase ao longo de dois séculos, não só devido a certos entraves, principalmente no que se refere à aquisição dos terrenos, mas também porque os beneditinos nunca deixaram de transformar, ampliar e embelezar o seu mosteiro. [1] As obras iniciaram-se pela igreja em 1604 e a primeira pedra do mosteiro foi benzida pelo bispo D. Jerónimo de Meneses e colocada pelo próprio Abade Geral Frei Baltasar de Braga, ainda no segundo triénio, de 1596 a 1599. [2] Há quem considere que o mosteiro tenha sido concluído em 1646 e a igreja terminada em 1690. Contudo, a enorme extensão do período da execução das obras não permite identificar datas exatas. [3]&lt;br /&gt;
----&amp;lt;small&amp;gt;[1] SOARES, Renan Marinho de Morais, 2021&#039;&#039;. Do Sagrado ao Profano a reutilização adaptativa nos mosteiros portugueses – Mosteiro de Santa Maria do Bouro, Mosteiro de São Bento da Vitória e Mosteiro de Santo Tirso.&#039;&#039; Dissertação de Mestrado, Faculdade de Letras da Universidade do Porto, 126-127.&amp;lt;/small&amp;gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&amp;lt;small&amp;gt;[2] MORENO, Humberto Carlos Baquero, dir., 1997. &#039;&#039;O Mosteiro de S. Bento da Vitória: quatrocentos anos.&#039;&#039; Porto: Edições Afrontamento, 47.&amp;lt;/small&amp;gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&amp;lt;small&amp;gt;[3] QUARESMA, Maria Clementina de Carvalho,1995. &#039;&#039;Inventário Artístico de Portugal Cidade do Porto&#039;&#039;. Lisboa: Academia Nacional das Belas-Artes, 192.&amp;lt;/small&amp;gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
== Estado da Arte ==&lt;br /&gt;
Este objeto arquitetónico é referido em diversas obras e estudos &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
== Enquadramento ==&lt;br /&gt;
O Mosteiro de São Bento da Vitória situa-se no morro da freguesia da Vitória, junto à porta do Olival, dentro de muralhas, sem grande espaço para horta e cerca. Ocupa todo o interior do quarteirão entre a rua das Taipas, travessa das Taipas, rua de S. Bento da Vitória e travessa de S. Bento,  paralelo a norte com o edifício da antiga cadeia da Relação, atual Centro Português de Fotografia. Têm então um enquadramento urbano, erguendo-se em pleno centro histórico. [4] O facto de estar inserido num quarteirão sem cerca preservou o seu perímetro e a sua configuração exterior até hoje. [5] A fachada monumental da sua igreja está situada no ponto mais alto do conjunto, abrindo-se para uma rua estreita que dificulta uma leitura frontal, exceto através da observação em pontos altos da cidade, como por exemplo, no Terreiro da Sé, já que a fachada se volta na sua direção. O mosteiro tem uma área total de implantação de cerca de 4.000 m2, desenvolvendo-se ao redor de dois claustros. O próprio edifício faz a transição para o espaço exterior e a entrada principal fazia-se pela portaria que se encontrava ao lado da igreja na galilé na rua de S. Bento da Vitória. O acesso ao conjunto monástico faz-se hoje tanto através da rua das Taipas, onde atualmente se situa o Arquivo Distrital do Porto, como pela rua de S. Bento da Vitória, onde se localiza a fachada da igreja e faz-se o acesso ao mosteiro, agora pertencente ao Teatro Nacional de São João. [6] Nesta mesma rua, a sul, localiza-se a Igreja Paroquial de Nossa Senhora da Vitória, na confluência com a Rua da Bataria da Vitória. A sul, também se encontra o Miradouro da Vitória, onde os visitantes podem desfrutar de vistas sobre o casario da Vitória, o Rio Douro, a Sé Catedral, o Paço Episcopal, a Ponte Luís I e a zona beira-rio de Gaia. [7]&lt;br /&gt;
----&amp;lt;small&amp;gt;[4] PEREIRA, Ana Cristina da Cunha, 2007. &#039;&#039;Os Conventos do Porto. Descontinuidades, Transformação e Reutilização&#039;&#039;. Dissertação de Mestrado, Faculdade de Arquitetura da Universidade do Porto, 239.&amp;lt;/small&amp;gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&amp;lt;small&amp;gt;[5] SOARES, Renan Marinho de Morais, 2021&#039;&#039;. Do Sagrado ao Profano a reutilização adaptativa nos mosteiros portugueses – Mosteiro de Santa Maria do Bouro, Mosteiro de São Bento da Vitória e Mosteiro de Santo Tirso.&#039;&#039; Dissertação de Mestrado, Faculdade de Letras da Universidade do Porto, 134.&amp;lt;/small&amp;gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&amp;lt;small&amp;gt;[6] PEREIRA, Ana Cristina da Cunha, 2007. &#039;&#039;Os Conventos do Porto. Descontinuidades, Transformação e Reutilização&#039;&#039;. Dissertação de Mestrado, Faculdade de Arquitetura da Universidade do Porto, 240.&amp;lt;/small&amp;gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&amp;lt;small&amp;gt;[7] Agenda Cultural do Porto, 2023. &#039;&#039;Miradouro da Vitória – Porto.&#039;&#039; [consult. 2024-11-22]. Disponível em &amp;lt;nowiki&amp;gt;https://agendaculturalporto.org/miradouro-da-vitoria-porto/&amp;lt;/nowiki&amp;gt;&amp;lt;/small&amp;gt; &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
== Descrição ==&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
=== Objeto arquitetónico ===&lt;br /&gt;
A igreja de São Bento da Vitória é orientada a poente, não seguindo a orientação canónica das igrejas medievais. Isto acontece devido às condicionantes do terreno e à muralha medieval a este. &amp;lt;small&amp;gt;[1]&amp;lt;/small&amp;gt; A igreja é de planta cruciforme, longitudinal, de nave única, precedida por uma galilé e transepto saliente. A fachada, toda de cantaria de granito, divide-se em três registos delimitados por cornijas salientes e vários corpos ritmados por pilastras. No primeiro registo, abrem-se cinco vãos para a rua de arco de volta perfeita, todos com gradeamentos de ferro, sendo o central mais alto do que os restantes que ostenta o brasão de armas da Ordem de São Bento e os outros quatro emblemas religiosos. No segundo registo, duas janelas com frontão curvo, flanqueando três nichos, os laterais com frontões triangulares e o central com frontão circular, com sobrecéu em forma de concha e imagens de barro pintado de Santa Escolástica, São Bento e Santa Gertrudes Magna. O terceiro registo, mais estreito e com remate lateral curvo é rasgado por uma janela termal interrompida por pilastras, que permite uma ampla iluminação no coro-alto da igreja. A rematar a fachada, sobre uma cornija, um último registo com frontão circular e um nicho que alberga a imagem de Nossa Senhora da Vitória, em homenagem à freguesia na qual se ergueu esta igreja e mosteiro. As duas torres quadrangulares, em cantaria com duplas pilastras nos cunhais e cobertas com cúpula bolbosas, foram integradas no corpo da igreja por cima das primeiras capelas laterais, depois da galilé. &amp;lt;small&amp;gt;[2]&amp;lt;/small&amp;gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
A cobertura do corpo da igreja é de abóbada de berço em caixotões de granito bem lavrado, que se estende a todo o comprimento sendo intercetada pela abóbada do transepto e cruzeiro. &amp;lt;small&amp;gt;[3]&amp;lt;/small&amp;gt; A nave tem seis capelas colaterais intercomunicantes entre si, de arco pleno e cobertura em abóbada de berço em caixotões, com retábulos de talha. Sobre quatro dessas capelas abrem-se janelas gémeas, quatro de cada lado, com varandas de ferro fundido douradas e sanefas de talha. Sobre o arco das restantes, junto ao coro-alto, estão os órgãos de tubos em talha, suportados por atlantes. &amp;lt;small&amp;gt;[4]&amp;lt;/small&amp;gt; Apenas o órgão do lado da Epístola é verdadeiro, concebido e construído pelo irmão donato beneditino Fr. Manuel de S. Bento. &amp;lt;small&amp;gt;[5]&amp;lt;/small&amp;gt; Junto ao transepto, nas extremidades da nave, estão os púlpitos. &amp;lt;small&amp;gt;[6]&amp;lt;/small&amp;gt; Estes púlpitos erguem-se sobre peanhas ou mísulas de pedra, com grades torneadas de pau preto e são rematados por dois dóceis com imagens de Gabriel Rodrigues executadas em 1722. &amp;lt;small&amp;gt;[7]&amp;lt;/small&amp;gt; O transepto também é coberto por abóbada de canhão em caixotões e o cruzeiro reveste-se por uma abóbada nervurada. Os braços do transepto têm no topo retábulos em talha, sendo ladeados por portas e janelas, coroadas por sanefas de talha e rematados por uma janela termal. &amp;lt;small&amp;gt;[8]&amp;lt;/small&amp;gt; A flanquear o arco triunfal capelas com retábulos em talha encimados por janelas retangulares com sanefas. O arco-triunfal é coroado por uma grandiosa sanefa, em cujo centro se destaca o escudo da Congregação Beneditina Portuguesa. A capela-mor, retangular e profunda, seguindo a cobertura da nave, é rasgada em cada lado por três janelões com sanefas em talha que encimam o cadeiral e abriga um amplo retábulo de talha em forma de arco de triunfo, enquadrado por duas arquivoltas concêntricas e colunas torsas ou salomónicas que se abre para dar lugar ao trono do Santíssimo Sacramento, escalonado. &amp;lt;small&amp;gt;[9]&amp;lt;/small&amp;gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
A sul da igreja de São Bento da Vitória, levanta-se o vasto bloco conventual, ocupando um espaço retangular entre as ruas paralelas de S. Bento da Vitória a este, das Taipas a oeste e a estreita Travessa das Taipas a sul.&amp;lt;small&amp;gt;[10]&amp;lt;/small&amp;gt; A norte, levanta-se a monumental igreja.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
O mosteiro de São Bento da Vitória é um conjunto arquitetónico monástico, onde cada parte tem a sua função específica. Reparte-se por dois grupos de corpos ao redor de dois espaços abertos, chamados claustros, separados por um corpo intermédio. A sua construção passou por três fases até chegar ao acabamento total, sendo edificado pouco a pouco, ao longo de mais de dois séculos: a primeira fase corresponde à edificação da ala nascente, parte da ala sul e claustro, ainda que tenha sido concluído mais tarde (1596-1630); a segunda, por sua vez, à igreja nova e anexos (1680-1708); e a terceira, por fim, aos dormitórios novos, ala poente e claustro dos carros (1741-1780). &amp;lt;small&amp;gt;[11]&amp;lt;/small&amp;gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
O edifício conventual, de alvenaria rebocada, apresenta pilastras nos cunhais, coroadas por pináculos. Composto por quatro pisos, a sua fachada é regularmente marcada por janelas, tendo os dois pisos superiores bandeiras. &amp;lt;small&amp;gt;[12]&amp;lt;/small&amp;gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
O claustro nobre, do silêncio ou do cemitério, de planta quadrangular, todo em cantaria, “articula em cada ala três arcos de volta perfeita delimitados por duplas pilastras que incorporam no espaço interpilastral dois pequenos vãos, um portal retangular e um falso janelão superior.” (SILVA, 2012: 158). As almofadas do intradorso dos arcos são decoradas com motivos de “ponta-de-diamante” e ovais. Um entablamento liso separa o primeiro piso do segundo, onde se abrem janelas retangulares de varandins com balaustrada de cantaria e rematadas por frontões triangulares e curvo, ao centro. As abóbadas dos corredores do claustro são de arestas com chave central de florão. &amp;lt;small&amp;gt;[13]&amp;lt;/small&amp;gt; O espaço aberto do claustro era ornamentado por um jardim de canteiros, tendo ao centro um imponente chafariz datado de 1777-80 com o brutesco de Hércules e da hidra (1783), obra que há muito se perdeu. &amp;lt;small&amp;gt;[14]&amp;lt;/small&amp;gt; Em 2001, o claustro foi coberto por uma concha acústica, uma estrutura em aço assente em quatro pilares e o foi-lhe colocado um soalho de madeira. O espaço é utilizado atualmente para a realização de espetáculos teatrais, concertos e eventos especiais, além de receber iniciativas externas de natureza diversa. &amp;lt;small&amp;gt;[15]&amp;lt;/small&amp;gt; Nuno da Silva, na sua Dissertação de Mestrado Integrado em Arquitetura, classifica este claustro como serliano, um grupo de claustros clássicos portugueses. O autor indica que estes modelos estão visivelmente enraizados à arquitetura palladiana e veneziana e são caracterizados pelos vãos arqueados que se intercalam com os vãos retangulares. Isto resulta numa nova forma de vão e de sustento da abóbada. Esta tipologia foi primeiramente adotada no claustro do Convento de Cristo em Tomar e pode ser encontrada em outras arquiteturas posteriores. Como ainda, data este claustro de 1608 e indica que é dado como concluído no início da segunda metade do século XVII, como afirma Frei Leão de S. Tomás em 1651 “a claustra no que toca a obra de pedra está acabada, mas do mais não está ainda perfeita.”&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
O segundo claustro, denomina-se de “claustro dos carros”, nome atribuído devido à sua função de receber os carros responsáveis pelo abastecimento do conjunto monástico. É um pátio com três lanços de arcos sobre pilastras maciças. Foi construído na altura das obras de ampliação do mosteiro, no tempo do abade Frei Manuel de S. Tomás (1740-1743). Os cronistas da época dedicaram-se a descrever detalhadamente esta construção, que foi ampliada com os dormitórios localizados na ala oeste, ao longo da rua das Taipas, durante as obras realizadas entre 1777 e 1780. &amp;lt;small&amp;gt;[16]&amp;lt;/small&amp;gt; Trata-se de uma obra simples, típica de um claustro destinado aos serviços monásticos e não apresenta nenhum elemento ornamental que a enriqueça. &amp;lt;small&amp;gt;[17]&amp;lt;/small&amp;gt; Este claustro, composto por três pisos separados por frisos, apresenta apenas duas alas formadas por arcos plenos sustentados por pilares, enquanto os pisos superiores possuem janelas do tipo guilhotina. &amp;lt;small&amp;gt;[18]&amp;lt;/small&amp;gt; A fachada da cela dos beneditinos apresenta quatro vãos gradeados, não integrais, e ornamentados ao centro com o brasão de armas da Congregação Beneditina, à semelhança dos vãos da galilé.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
O Mosteiro foi a parte mais afetada de São Bento da Vitória, tendo sofrido pela passagem dos séculos. Perderam-se todos os azulejos descritos nos registos dos «Estados», bem como toda a talha e pinturas. Sob o uso militar quase constante a partir das invasões francesas de 1808, as suas amplas salas, bibliotecas e arquivo foram gradualmente devastados. Além disso, uma grande parte do edifício permaneceu virtualmente abandonada, chegando a ameaçar ruína. &amp;lt;small&amp;gt;[19]&amp;lt;/small&amp;gt; Este mosteiro, ao longo da sua história, serviu como aquartelamento às tropas napoleónicas, hospital militar e, posteriormente, a outras funções militares após a extinção das ordens religiosas em 1834. &amp;lt;small&amp;gt;[20]&amp;lt;/small&amp;gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
A partir de 1984, o edifício passou por um processo de restauração orientado pelo Instituto Português do Património Arquitetónico (IPPAR). Estas intervenções possibilitaram a adaptação de diferentes espaços a novos usos. O claustro nobre e as suas adjacências passaram a abrigar a sede da Orquestra Clássica do Porto. Na igreja, ala norte e no terceiro andar da ala poente, foi instalada a Cela dos Padres Beneditinos. Já o espaço que inclui o claustro dos carros e a ala transversal, passou a acolher o Arquivo Distrital do Porto. O espaço do mosteiro foi, assim, dividido e ocupado por estas três entidades, sofrendo as devidas adaptações necessárias para atender às suas necessidades específicas. Contudo, essas intervenções foram concretizadas com cuidado, preservando a traça original e diversos elementos de importância arquitetónica. &amp;lt;small&amp;gt;[21]&amp;lt;/small&amp;gt; Em 2007, o Estado atribui ao Teatro Nacional de São João (TNSJ) uma parte significativa do mosteiro, abrangendo a ala nascente, parte da ala sul e o Claustro Nobre. &amp;lt;small&amp;gt;[22]&amp;lt;/small&amp;gt; Outros espaços do edifício foram também adaptados para atender às novas funções do TNSJ. A antiga biblioteca, localizada no piso superior, foi transformada numa sala de apresentações teatrais. Por sua vez, as galerias que rodeiam o claustro, também no piso superior, foram destinadas à exposição de objetos cenográficos e peças de figurino utilizados nos espetáculos. [&amp;lt;small&amp;gt;23]&amp;lt;/small&amp;gt;&lt;br /&gt;
----&amp;lt;small&amp;gt;[1] PEREIRA, Ana Cristina da Cunha, 2007. &#039;&#039;Os Conventos do Porto. Descontinuidades, Transformação e Reutilização&#039;&#039;. Dissertação de Mestrado, Faculdade de Arquitetura da Universidade do Porto, 241.&amp;lt;/small&amp;gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&amp;lt;small&amp;gt;[2] FILIPE, Ana, 2012. &#039;&#039;Convento de São Bento da Vitória.&#039;&#039; SIPA [Sistema de Informação para o Património Arquitetónico] [consult. 2024-11-14] Disponível em: &amp;lt;nowiki&amp;gt;http://www.monumentos.gov.pt/Site/APP_PagesUser/SIPA.aspx?id=5556&amp;lt;/nowiki&amp;gt;&amp;lt;/small&amp;gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&amp;lt;small&amp;gt;[3] MORENO, Humberto Carlos Baquero, dir., 1997. &#039;&#039;O Mosteiro de S. Bento da Vitória: quatrocentos anos.&#039;&#039; Porto: Edições Afrontamento, 56.&amp;lt;/small&amp;gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&amp;lt;small&amp;gt;[4] QUARESMA, Maria Clementina de Carvalho,1995. &#039;&#039;Inventário Artístico de Portugal Cidade do Porto&#039;&#039;. Lisboa: Academia Nacional das Belas-Artes, 192-193.&amp;lt;/small&amp;gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&amp;lt;small&amp;gt;[5] MORENO, Humberto Carlos Baquero, dir., 1997. &#039;&#039;O Mosteiro de S. Bento da Vitória: quatrocentos anos.&#039;&#039; Porto: Edições Afrontamento, 63.&amp;lt;/small&amp;gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&amp;lt;small&amp;gt;[6] QUARESMA, Maria Clementina de Carvalho,1995. &#039;&#039;Inventário Artístico de Portugal Cidade do Porto&#039;&#039;. Lisboa: Academia Nacional das Belas-Artes, 193.&amp;lt;/small&amp;gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&amp;lt;small&amp;gt;[7] MORENO, Humberto Carlos Baquero, dir., 1997. &#039;&#039;O Mosteiro de S. Bento da Vitória: quatrocentos anos.&#039;&#039; Porto: Edições Afrontamento, 61.&amp;lt;/small&amp;gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&amp;lt;small&amp;gt;[8] FILIPE, Ana, 2012. &#039;&#039;Convento de São Bento da Vitória.&#039;&#039; SIPA [Sistema de Informação para o Património Arquitetónico] [consult. 2024-11-14] Disponível em: &amp;lt;nowiki&amp;gt;http://www.monumentos.gov.pt/Site/APP_PagesUser/SIPA.aspx?id=5556&amp;lt;/nowiki&amp;gt;&amp;lt;/small&amp;gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&amp;lt;small&amp;gt;[9] MORENO, Humberto Carlos Baquero, dir., 1997. &#039;&#039;O Mosteiro de S. Bento da Vitória: quatrocentos anos.&#039;&#039; Porto: Edições Afrontamento, 56-57.&amp;lt;/small&amp;gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&amp;lt;small&amp;gt;[10] SMITH, Robert C, 1950?. &#039;&#039;S. Bento da Vitória, do Porto, à luz dos «Estados» de Tibães&#039;&#039;. Porto: Livraria Fernando Machado, 44.&amp;lt;/small&amp;gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&amp;lt;small&amp;gt;[11] MORENO, Humberto Carlos Baquero, dir., 1997. &#039;&#039;O Mosteiro de S. Bento da Vitória: quatrocentos anos.&#039;&#039; Porto: Edições Afrontamento, 45-46.&amp;lt;/small&amp;gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&amp;lt;small&amp;gt;[12] FILIPE, Ana, 2012. &#039;&#039;Convento de São Bento da Vitória.&#039;&#039; SIPA [Sistema de Informação para o Património Arquitetónico] [consult. 2024-11-14] Disponível em: &amp;lt;nowiki&amp;gt;http://www.monumentos.gov.pt/Site/APP_PagesUser/SIPA.aspx?id=5556&amp;lt;/nowiki&amp;gt;&amp;lt;/small&amp;gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&amp;lt;small&amp;gt;[13] SILVA, Nuno Miguel Maia da, 2012. &#039;&#039;Claustros Serlianos em Portugal 1558 –163.&#039;&#039; Dissertação de Mestrado, Faculdade de Ciências e Tecnologia da Universidade de Coimbra, 158.&amp;lt;/small&amp;gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&amp;lt;small&amp;gt;[14] MORENO, Humberto Carlos Baquero, dir., 1997. &#039;&#039;O Mosteiro de S. Bento da Vitória: quatrocentos anos.&#039;&#039; Porto: Edições Afrontamento, 66.&amp;lt;/small&amp;gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&amp;lt;small&amp;gt;[15] Teatro Nacional de São João. (s.d.). &#039;&#039;Mosteiro de São Bento da Vitória, Edifícios&#039;&#039;. &amp;lt;nowiki&amp;gt;https://www.tnsj.pt/pt/edificios/mosteiro-de-sao-bento-da-vitoria&amp;lt;/nowiki&amp;gt;&amp;lt;/small&amp;gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&amp;lt;small&amp;gt;[16] MORENO, Humberto Carlos Baquero, dir., 1997. &#039;&#039;O Mosteiro de S. Bento da Vitória: quatrocentos anos.&#039;&#039; Porto: Edições Afrontamento, 75.&amp;lt;/small&amp;gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&amp;lt;small&amp;gt;[17] QUARESMA, Maria Clementina de Carvalho,1995. &#039;&#039;Inventário Artístico de Portugal Cidade do Porto&#039;&#039;. Lisboa: Academia Nacional das Belas-Artes, 195.&amp;lt;/small&amp;gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&amp;lt;small&amp;gt;[18] FILIPE, Ana, 2012. &#039;&#039;Convento de São Bento da Vitória.&#039;&#039; SIPA [Sistema de Informação para o Património Arquitetónico] [consult. 2024-11-14] Disponível em: &amp;lt;nowiki&amp;gt;http://www.monumentos.gov.pt/Site/APP_PagesUser/SIPA.aspx?id=5556&amp;lt;/nowiki&amp;gt;&amp;lt;/small&amp;gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&amp;lt;small&amp;gt;[19] SMITH, Robert C, 1950?. &#039;&#039;S. Bento da Vitória, do Porto, à luz dos «Estados» de Tibães&#039;&#039;. Porto: Livraria Fernando Machado, 44-45.&amp;lt;/small&amp;gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&amp;lt;small&amp;gt;[20] QUARESMA, Maria Clementina de Carvalho,1995. &#039;&#039;Inventário Artístico de Portugal Cidade do Porto&#039;&#039;. Lisboa: Academia Nacional das Belas-Artes, 195.&amp;lt;/small&amp;gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&amp;lt;small&amp;gt;[21] MORENO, Humberto Carlos Baquero, dir., 1997. &#039;&#039;O Mosteiro de S. Bento da Vitória: quatrocentos anos.&#039;&#039; Porto: Edições Afrontamento, 87.&amp;lt;/small&amp;gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&amp;lt;small&amp;gt;[22]Teatro Nacional de São João. (s.d.). &#039;&#039;Mosteiro de São Bento da Vitória&#039;&#039;, Edifícios. &amp;lt;nowiki&amp;gt;https://www.tnsj.pt/pt/edificios/mosteiro-de-sao-bento-da-vitoria&amp;lt;/nowiki&amp;gt;&amp;lt;/small&amp;gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&amp;lt;small&amp;gt;[23] SOARES, R. M. de M. (2021). &#039;&#039;Do Sagrado ao Profano a reutilização adaptativa nos mosteiros portugueses – Mosteiro de Santa Maria do Bouro, Mosteiro de São Bento da Vitória e Mosteiro de Santo Tirso&#039;&#039;. [Dissertação de Mestrado, Faculdade de Letras da Universidade do Porto], 153.&amp;lt;/small&amp;gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
=== Património integrado ===&lt;br /&gt;
Sinteticamente (no máximo meia página) caracterize o interior e os programas integrados na Arquitetura. Atente: tetos, retábulos, escultura, pintura, azulejaria, ferros, estuques, mobiliário etc.etc.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
=== Objeto ou conjunto em destaque ===&lt;br /&gt;
Que objeto destaca no Património Integrado? Justifique o motivo de destacar este objeto / conjunto e apresente-o sumariamente.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
== Imagens e Iconografia do Objeto ==&lt;br /&gt;
Mapas, plantas, alçados, fotografias recentes / antigas, estampas, etc., com legenda individual que identifique o autor ou da fonte da imagem.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
=== Objeto arquitetónico ===&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
=== Património integrado ===&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
=== Objeto ou conjunto em destaque ===&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
== Fontes e Bibliografia ==&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
=== Fontes ===&lt;br /&gt;
=== Bibliografia ===&lt;/div&gt;</summary>
		<author><name>Danielafernandes01</name></author>
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		<id>https://wikimedia.pt/PortoRenascentista/index.php?title=Capela/Farol_de_S%C3%A3o_Miguel-O-Anjo&amp;diff=211</id>
		<title>Capela/Farol de São Miguel-O-Anjo</title>
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		<updated>2025-02-28T12:22:24Z</updated>

		<summary type="html">&lt;p&gt;Danielafernandes01: &lt;/p&gt;
&lt;hr /&gt;
&lt;div&gt;= Capela/Farol de São Miguel-O-Anjo =&lt;br /&gt;
[[Ficheiro:Fachada do edifício dos Socorros a Náufragos e da Capela de São Miguel-O-Anjo.jpg|miniaturadaimagem|407x407px|Fachada do edifício dos Socorros a Náufragos e da Capela de São Miguel-O-Anjo. Demonstra a ocultação do farol, pelo edifício dos Socorros a Náufragos, posteriormente construído. &lt;br /&gt;
{| class=&amp;quot;wikitable&amp;quot;&lt;br /&gt;
!Designação&lt;br /&gt;
!Capela/Farol de São Miguel-O-Anjo&lt;br /&gt;
|-&lt;br /&gt;
|&#039;&#039;&#039;Localização&#039;&#039;&#039;&lt;br /&gt;
|&#039;&#039;&#039;Foz do Douro&#039;&#039;&#039;&lt;br /&gt;
|-&lt;br /&gt;
|&#039;&#039;&#039;Cronologia&#039;&#039;&#039;&lt;br /&gt;
|&#039;&#039;&#039;Séc. XVI, ano de 1528&#039;&#039;&#039;&lt;br /&gt;
|-&lt;br /&gt;
|&#039;&#039;&#039;Autor&#039;&#039;&#039;&lt;br /&gt;
|&#039;&#039;&#039;Francesco Cremona&#039;&#039;&#039;&lt;br /&gt;
|}&lt;br /&gt;
|esquerda]]&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
== Estado da Arte ==&lt;br /&gt;
Após muita pesquisa e recolha de informações sobre a Capela/Farol de São Miguel-O-Anjo, na Foz do Douro, percebe-se a importância deste pequeno monumento que passa despercebido, devido à implantação do edifício dos Socorros a Náufragos. &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
O farol representa um valor incalculável, não só a nível local, como também a nível nacional devido ao impacto que teve para a evolução da cidade costeira. A sua construção proporcionou o aumento e a melhoria da navegação marítima, e possibilitou mais tráfego através do rio e do mar de uma forma mais segura e calculada.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Se realmente o projeto de D. Miguel da Silva fosse levado a avante, o porto e toda a arquitetura envolvente tornaria esta terra numa das primeiras a conter uma reorganização renascentista, algo necessário nesta época.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
A pesquisa concretizada, embora um tanto quanto extensa, foi um pouco repetitiva a nível de informação encontrada. Isto sugere, provavelmente, uma falta de estudo em volta não só desta cidade, como também de D. Miguel da Silva, bispo de Viseu e, ainda de &#039;&#039;Francesco Cremona&#039;&#039;, um arquiteto fundamental para o renascimento no Norte de Portugal.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Mais importante que consultar muita bibliografia e webgrafia é realizar uma visita ao próprio local para se ter noção da dimensão e da importância que estes monumentos possam ter tido no passado e até no presente, independentemente do seu estado de conservação e de acessibilidade.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
== Enquadramento ==&lt;br /&gt;
A Capela/Farol de São Miguel-O-Anjo fica localizada na União de Freguesias de Aldoar, Foz do Douro e Nevogilde. O monumento atualmente encontra-se integrado no edifício dos Socorros a Náufragos.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Na sua periferia alguns dos edifícios que o inserem na época renascentista são a antiga Igreja de São João da Foz, inscrita no forte de São João Baptista e o Farol da Senhora da Luz, uma construção mais recente que veio substituir o Farol de São Miguel-O-Anjo na primeira metade do século XVII, altura em que passou a funcionar essencialmente como capela votiva.  &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
== Foz do Douro, uma freguesia pequena mas cheia de História                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                           ==&lt;br /&gt;
A Foz, conhecida por este nome por se localizar no término do rio Douro, era caracterizada, até ao séc. XIX, como uma vila piscatória pobre. O seu tamanho reduzido e o afastamento das muralhas da cidade do Porto faziam com que a sua importância, tanto a nível económico como demográfico, fosse bastante reduzido. Mesmo assim, comparada com outras freguesias, como Massarelos e Nevogilde, apresentava um maior número de casais ou fogos. [1]&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
A cidade de São João da Foz do Douro, anteriormente assim conhecida, “viu as suas atividades ligadas ao mar incentivadas pelo Império Romano, que trouxe consigo novas técnicas de construção de barcos e uma ampla experiência de navegação.” [2], permitindo a evolução da zona devido ao negócio a nível marítimo.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
A sua maior riqueza estava nas relações marítimas que passavam pela barra do rio Douro. Foi aqui que se verificaram os primeiros sinais do renascimento em Portugal, com o forte de São João Baptista da Foz, mandado construir por D. Sebastião.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
É ainda importante salientar o brasão desta freguesia. É composto por um escudo com um fundo prateado, uma torre preta com o topo em vermelho, que evoca o Farol de São Miguel-O-Anjo, ladeada por dois ferros de enxada azuis, ligados à vida agrícola desta zona, pois esta população estava ligada à Terra e ao Mar. Na zona inferior do brasão, encontram-se ondas azuis, prateadas e verdes e o nome da freguesia a preto. Na parte superior, uma coroa com quatro torres prateadas simboliza a humildade e a “riqueza da sua entrega total”.&lt;br /&gt;
----&amp;lt;small&amp;gt;[1] https://www.portosecretspots.com/post/a-foz-a-cantareira-e-o-farol-de-s-miguel-o-anjo&amp;lt;/small&amp;gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&amp;lt;small&amp;gt;[2] https://aldoarfoznevogilde.pt/autarquia/uniao-das-freguesias/&amp;lt;/small&amp;gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
== Descrição ==&lt;br /&gt;
A Capela de São Miguel-O-Anjo, localizada na Cantareira, Foz do Douro, anteriormente conhecida como São João da Foz, em honra do seu santo padroeiro São João Baptista, sempre foi alvo de algumas controvérsias quanto à sua designação.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Foi o farol mais antigo, construído de raiz em Portugal e um dos mais antigos a nível europeu. Também foi o primeiro edifício puramente renascentista no nosso país, o que o torna um dos monumentos mais importantes tanto a nível nacional como internacional.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
“Nessa pretendida sintonia entre a Foz e o porto de Ostia se levantaram os dois monumentos construtivos que dignificam a acção mecenática do bispo de Viseu, a capela de S. Miguel-o-Anjo (1528) e a igreja de São João da Foz (1527-46) …” (CRAVEIRO, 2009:75)&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
O que vemos hoje é o farol que foi construído na torre da capela de São Miguel-O-Anjo, segundo Maria Clementina de Carvalho Quaresma[1]. Neste mesmo livro, está traduzida a inscrição em latim presente na parte traseira desta torre que se lê «D. MIGUEL DA SILVA, BISPO ELEITO DE VIS/EU, FEZ ESTA TORRE PARA GOVERNO DA/ ENTRADA DOS NAVIOS E DEU E CONSIGNOU/CAMPOS COMPRADOS COM O SEU DINHEIRO/PARA QUE DO RESPETIVO RENDIMENTO SE/ ACENDESSEM DA TORRE FOGOS PERPETUA/MENTE» ANO MDXXVIII.»&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Esta inscrição é fundamental não só para a datação da torre como também para identificar quem a mandou construir, neste caso D. Miguel da Silva, bispo de Viseu e abade do mosteiro de Santo Tirso, com projeto de Francesco de Cremona, um arquiteto italiano que trabalhou em Portugal a partir de 1525.&lt;br /&gt;
----&amp;lt;small&amp;gt;[1] Quaresma, M. C. de C. (1995). &#039;&#039;Cidade do Porto&#039;&#039;. Academia Nacional de Belas-Artes&amp;lt;/small&amp;gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
== Caracterização ==&lt;br /&gt;
Este monumento tem uma planta quadrangular, possivelmente inspirado na torre de Hércules da Corunha, estando destinado a auxiliar as embarcações na difícil entrada na barra.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Na sua fachada, embora coberta quase totalmente pelo edifício do século XIX, ainda é possível observar um alto soco maciço.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Estão também presentes duas janelas de peitoril, percorridas por frisos, com cornija reta na parte superior, uma com a conversadeira ainda presente, sendo possível só observar uma do lado de fora, com o propósito de iluminar o seu interior, friso e cornija encimados por uma balaustrada, antes em pedra e, o seu elemento mais importante, a cúpula oitavada.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Também conta com duas inscrições na pedra, uma no reverso e outra no lado direito do edifício. Estas estão incluídas num número reduzido de inscrições em pedra e um dos primeiros com a utilização do alfabeto capital de origem clássica. [1]&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
No interior, embora que nos dias correntes esteja bastante maltratado e despojado de qualquer ornamentação, ainda é possível observar três nichos, encimadas por um motivo em forma de concha, tendo o do centro dimensões maiores do que os nichos que o ladeiam.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Segundo o SIPA[2], nestes lugares estariam presentes as figuras de São Miguel, homónimo do bispo de Viseu, D. Miguel da Silva, a de São João Baptista, o santo padroeiro da Foz do Douro e, ainda a de São Bento, patrono do Mosteiro de Santo Tirso, possivelmente albergando um oratório na parede sul do edifício.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Ainda no espaço reduzido da parte interna desta capela, é possível ver uma escadaria em caracol que daria acesso à zona superior do farol.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
A sua planta organiza-se numa forma cruciforme, estando coberto por uma pseudo-cúpula de tijolo, com nervuras e oitavada, com uma forte influência das obras de Bramante (arquiteto conhecido pela construção do Tempieto de São Pedro in Montorio).&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Tanto na sua cúpula como nos nichos em forma de concha, há ainda vestígios de terem sido espaços policromados, uma prática bastante comum no Renascimento.&lt;br /&gt;
----&amp;lt;small&amp;gt;[1] &amp;lt;nowiki&amp;gt;http://www.monumentos.gov.pt/site/APP_PagesUser/SIPA.aspx?id=3862&amp;lt;/nowiki&amp;gt;&amp;lt;/small&amp;gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&amp;lt;small&amp;gt;[2] &amp;lt;nowiki&amp;gt;http://www.monumentos.gov.pt/site/APP_PagesUser/SIPA.aspx?id=3862&amp;lt;/nowiki&amp;gt;&amp;lt;/small&amp;gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
=== Património integrado ===&lt;br /&gt;
Embora não apresente nenhum património integrado nos dias de hoje, segundo as Memorias Paroquias de 1758[1] este edifício contava com um retábulo “à moderna”, possuindo uma representação de Nossa Senhora de Encarnação ao centro e, ainda “a antiga de São Miguel, com cobertura oitavada, rodeada por balaústres, e com a porta acedida por alguns degraus e ladeado por um púlpito de pedra, ao que parece, precedida por terreiro quadrado, delimitado por parapeito, do qual ainda subsistem alguns vestígios.”[2]&lt;br /&gt;
----&amp;lt;small&amp;gt;[1] Capela José Viriato, Matos Henrique, Borralheiro Rogério, Capela José Viriato, Matos Henrique, &amp;amp; Borralheiro Rogério. (2009). &#039;&#039;As freguesias do distrito do Porto nas Memórias Paroquiais de 1758: memórias, história e património.&#039;&#039; Edição do Autor.&amp;lt;/small&amp;gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&amp;lt;small&amp;gt;[2] &amp;lt;nowiki&amp;gt;http://www.monumentos.gov.pt/site/APP_PagesUser/SIPA.aspx?id=3862&amp;lt;/nowiki&amp;gt;&amp;lt;/small&amp;gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
== Imagens e Iconografia do Objeto ==&lt;br /&gt;
&amp;lt;gallery mode=&amp;quot;packed-overlay&amp;quot;&amp;gt;&lt;br /&gt;
Ficheiro:Marégrafo.jpg|Marégrafo da Foz do Douro - visível da Capela/Farol de São Miguel-O-Anjo &lt;br /&gt;
Ficheiro:Capela-Farol de São Miguel-O-Anjo - fachada Sul.jpg|Capela/Farol de São Miguel-O-Anjo - fachada Sul&lt;br /&gt;
Ficheiro:Fachada sul com inscrição.jpg|Fachada sul da Capela/Farol de São Miguel-O-Anjo com inscrição&lt;br /&gt;
Ficheiro:Pormenor da cúpula - vista da fachada sul.jpg|Pormenor da cúpula - vista da fachada sul&lt;br /&gt;
Ficheiro:Pormenor da inscrição da fachada sul da torre.jpg|Pormenor da inscrição da fachada sul da torre&lt;br /&gt;
Ficheiro:Inscrição do lado direito da torre.jpg|Inscrição do lado direito da torre&lt;br /&gt;
&amp;lt;/gallery&amp;gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
== Bibliografia e Webgrafia ==&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
=== Bibliografia ===&lt;br /&gt;
Quaresma, M. C. de C. (1995). &#039;&#039;Cidade do Porto&#039;&#039;. Academia Nacional de Belas-Artes.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Capela José Viriato, Matos Henrique, Borralheiro Rogério, Capela José Viriato, Matos Henrique, &amp;amp; Borralheiro Rogério. (2009). &#039;&#039;As freguesias do distrito do Porto nas Memórias Paroquiais de 1758: memórias, história e património.&#039;&#039; Edição do Autor.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Marnoto, R. (2017). &#039;&#039;(Org. Dossiê) Arquitectos italianos em Portugal&#039;&#039;.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Marta Maria Peters Arriscado de Oliveira. (2005). &#039;&#039;Porto, São Miguel o Anjo: uma torre-farol e capela. Memória para uma intervenção na obra&#039;&#039;.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Craveiro, M. de L. (2009). &#039;&#039;A Arquitectura “ao Romano”&#039;&#039;. Fubu.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
PEREIRA, P., &#039;&#039;História da Arte Portuguesa&#039;&#039; (1995), Vol. II, Círculo de Leitores&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
SERRÃO, V., &#039;&#039;História da Arte em Portugal&#039;&#039; (2002) &#039;&#039;- O Renascimento e o Maneirismo (1500- 1620)&#039;&#039;, Lisboa, Editorial Presença.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
SOROMENHO, M., &#039;&#039;A Arquitectura do Ciclo Filipino&#039;&#039;, 2009&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Pereira, P. (2014). &#039;&#039;Renascimento&#039;&#039;. Círculo de Leitores.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Fernandes, J. A. R. (1989). &#039;&#039;A Foz: entre o rio, o mar e a cidade&#039;&#039;. Associação de Cultura e Turismo da Foz.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
=== Webgrafia ===&lt;br /&gt;
&amp;lt;nowiki&amp;gt;https://www.portosecretspots.com/post/a-foz-a-cantareira-e-o-farol-de-s-miguel-o-anjo&amp;lt;/nowiki&amp;gt; consultado em 15 de novembro de 2024&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&amp;lt;nowiki&amp;gt;https://www.infopedia.pt/artigos/$latrao-v&amp;lt;/nowiki&amp;gt; consultado em 15 de novembro de 2024&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&amp;lt;nowiki&amp;gt;https://www.infopedia.pt/artigos/$cisma-do-ocidente?intlink=true&amp;lt;/nowiki&amp;gt; consultado em 15 de novembro de 2024&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&amp;lt;nowiki&amp;gt;https://diocesedeviseu.pt/catedral/&amp;lt;/nowiki&amp;gt; consultado em 15 de novembro de 2024&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&amp;lt;nowiki&amp;gt;http://www.monumentos.gov.pt/site/APP_PagesUser/SIPA.aspx?id=5541&amp;lt;/nowiki&amp;gt; consultado em 02 de novembro de 2024&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&amp;lt;nowiki&amp;gt;https://www.aldoarfoznevogilde.pt/pages/372.html&amp;lt;/nowiki&amp;gt; consultado em 05 de dezembro de 2024&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&amp;lt;nowiki&amp;gt;https://www.e-cultura.pt/patrimonio_item/13975&amp;lt;/nowiki&amp;gt; consultado em 06 de dezembro de 2024&lt;/div&gt;</summary>
		<author><name>Danielafernandes01</name></author>
	</entry>
	<entry>
		<id>https://wikimedia.pt/PortoRenascentista/index.php?title=Capela/Farol_de_S%C3%A3o_Miguel-O-Anjo&amp;diff=196</id>
		<title>Capela/Farol de São Miguel-O-Anjo</title>
		<link rel="alternate" type="text/html" href="https://wikimedia.pt/PortoRenascentista/index.php?title=Capela/Farol_de_S%C3%A3o_Miguel-O-Anjo&amp;diff=196"/>
		<updated>2025-02-28T11:54:51Z</updated>

		<summary type="html">&lt;p&gt;Danielafernandes01: &lt;/p&gt;
&lt;hr /&gt;
&lt;div&gt;= Capela/Farol de São Miguel-O-Anjo =&lt;br /&gt;
[[Ficheiro:Fachada do edifício dos Socorros a Náufragos e da Capela de São Miguel-O-Anjo.jpg|miniaturadaimagem|407x407px|Fachada do edifício dos Socorros a Náufragos e da Capela de São Miguel-O-Anjo&lt;br /&gt;
{| class=&amp;quot;wikitable&amp;quot;&lt;br /&gt;
!Designação&lt;br /&gt;
!Capela/Farol de São Miguel-O-Anjo&lt;br /&gt;
|-&lt;br /&gt;
|&#039;&#039;&#039;Localização&#039;&#039;&#039;&lt;br /&gt;
|&#039;&#039;&#039;Foz do Douro&#039;&#039;&#039;&lt;br /&gt;
|-&lt;br /&gt;
|&#039;&#039;&#039;Cronologia&#039;&#039;&#039;&lt;br /&gt;
|&#039;&#039;&#039;Séc. XVI, ano de 1528&#039;&#039;&#039;&lt;br /&gt;
|-&lt;br /&gt;
|&#039;&#039;&#039;Autor&#039;&#039;&#039;&lt;br /&gt;
|&#039;&#039;&#039;Francesco Cremona&#039;&#039;&#039;&lt;br /&gt;
|}&lt;br /&gt;
|esquerda]]&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
== Enquadramento ==&lt;br /&gt;
A Capela/Farol de São Miguel-O-Anjo fica localizada na União de Freguesias de Aldoar, Foz do Douro e Nevogilde. O monumento atualmente encontra-se integrado no edifício dos Socorros a Náufragos.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Na sua periferia alguns dos edifícios que o inserem na época renascentista são a antiga Igreja de São João da Foz, inscrita no forte de São João Baptista e o Farol da Senhora da Luz, uma construção mais recente que veio substituir o Farol de São Miguel-O-Anjo na primeira metade do século XVII, altura em que passou a funcionar essencialmente como capela votiva.  &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
== Foz do Douro, uma freguesia pequena mas cheia de História                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                           ==&lt;br /&gt;
A Foz, conhecida por este nome por se localizar no término do rio Douro, era caracterizada, até ao séc. XIX, como uma vila piscatória pobre. O seu tamanho reduzido e o afastamento das muralhas da cidade do Porto faziam com que a sua importância, tanto a nível económico como demográfico, fosse bastante reduzido. Mesmo assim, comparada com outras freguesias, como Massarelos e Nevogilde, apresentava um maior número de casais ou fogos. [1]&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
A cidade de São João da Foz do Douro, anteriormente assim conhecida, “viu as suas atividades ligadas ao mar incentivadas pelo Império Romano, que trouxe consigo novas técnicas de construção de barcos e uma ampla experiência de navegação.” [2], permitindo a evolução da zona devido ao negócio a nível marítimo.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
A sua maior riqueza estava nas relações marítimas que passavam pela barra do rio Douro. Foi aqui que se verificaram os primeiros sinais do renascimento em Portugal, com o forte de São João Baptista da Foz, mandado construir por D. Sebastião.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
É ainda importante salientar o brasão desta freguesia. É composto por um escudo com um fundo prateado, uma torre preta com o topo em vermelho, que evoca o Farol de São Miguel-O-Anjo, ladeada por dois ferros de enxada azuis, ligados à vida agrícola desta zona, pois esta população estava ligada à Terra e ao Mar. Na zona inferior do brasão, encontram-se ondas azuis, prateadas e verdes e o nome da freguesia a preto. Na parte superior, uma coroa com quatro torres prateadas simboliza a humildade e a “riqueza da sua entrega total”.&lt;br /&gt;
----&amp;lt;small&amp;gt;[1] https://www.portosecretspots.com/post/a-foz-a-cantareira-e-o-farol-de-s-miguel-o-anjo&amp;lt;/small&amp;gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&amp;lt;small&amp;gt;[2] https://aldoarfoznevogilde.pt/autarquia/uniao-das-freguesias/&amp;lt;/small&amp;gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
== Descrição ==&lt;br /&gt;
A Capela de São Miguel-O-Anjo, localizada na Cantareira, Foz do Douro, anteriormente conhecida como São João da Foz, em honra do seu santo padroeiro São João Baptista, sempre foi alvo de algumas controvérsias quanto à sua designação.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Foi o farol mais antigo, construído de raiz em Portugal e um dos mais antigos a nível europeu. Também foi o primeiro edifício puramente renascentista no nosso país, o que o torna um dos monumentos mais importantes tanto a nível nacional como internacional.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
“Nessa pretendida sintonia entre a Foz e o porto de Ostia se levantaram os dois monumentos construtivos que dignificam a acção mecenática do bispo de Viseu, a capela de S. Miguel-o-Anjo (1528) e a igreja de São João da Foz (1527-46) …” (CRAVEIRO, 2009:75)&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
O que vemos hoje é o farol que foi construído na torre da capela de São Miguel-O-Anjo, segundo Maria Clementina de Carvalho Quaresma[1]. Neste mesmo livro, está traduzida a inscrição em latim presente na parte traseira desta torre que se lê «D. MIGUEL DA SILVA, BISPO ELEITO DE VIS/EU, FEZ ESTA TORRE PARA GOVERNO DA/ ENTRADA DOS NAVIOS E DEU E CONSIGNOU/CAMPOS COMPRADOS COM O SEU DINHEIRO/PARA QUE DO RESPETIVO RENDIMENTO SE/ ACENDESSEM DA TORRE FOGOS PERPETUA/MENTE» ANO MDXXVIII.»&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Esta inscrição é fundamental não só para a datação da torre como também para identificar quem a mandou construir, neste caso D. Miguel da Silva, bispo de Viseu e abade do mosteiro de Santo Tirso, com projeto de Francesco de Cremona, um arquiteto italiano que trabalhou em Portugal a partir de 1525.&lt;br /&gt;
----&amp;lt;small&amp;gt;[1] Quaresma, M. C. de C. (1995). &#039;&#039;Cidade do Porto&#039;&#039;. Academia Nacional de Belas-Artes&amp;lt;/small&amp;gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
== Caracterização ==&lt;br /&gt;
Este monumento tem uma planta quadrangular, possivelmente inspirado na torre de Hércules da Corunha, estando destinado a auxiliar as embarcações na difícil entrada na barra.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Na sua fachada, embora coberta quase totalmente pelo edifício do século XIX, ainda é possível observar um alto soco maciço.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Estão também presentes duas janelas de peitoril, percorridas por frisos, com cornija reta na parte superior, uma com a conversadeira ainda presente, sendo possível só observar uma do lado de fora, com o propósito de iluminar o seu interior, friso e cornija encimados por uma balaustrada, antes em pedra e, o seu elemento mais importante, a cúpula oitavada.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Também conta com duas inscrições na pedra, uma no reverso e outra no lado direito do edifício. Estas estão incluídas num número reduzido de inscrições em pedra e um dos primeiros com a utilização do alfabeto capital de origem clássica. [1]&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
No interior, embora que nos dias correntes esteja bastante maltratado e despojado de qualquer ornamentação, ainda é possível observar três nichos, encimadas por um motivo em forma de concha, tendo o do centro dimensões maiores do que os nichos que o ladeiam.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Segundo o SIPA[2], nestes lugares estariam presentes as figuras de São Miguel, homónimo do bispo de Viseu, D. Miguel da Silva, a de São João Baptista, o santo padroeiro da Foz do Douro e, ainda a de São Bento, patrono do Mosteiro de Santo Tirso, possivelmente albergando um oratório na parede sul do edifício.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Ainda no espaço reduzido da parte interna desta capela, é possível ver uma escadaria em caracol que daria acesso à zona superior do farol.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
A sua planta organiza-se numa forma cruciforme, estando coberto por uma pseudo-cúpula de tijolo, com nervuras e oitavada, com uma forte influência das obras de Bramante (arquiteto conhecido pela construção do Tempieto de São Pedro in Montorio).&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Tanto na sua cúpula como nos nichos em forma de concha, há ainda vestígios de terem sido espaços policromados, uma prática bastante comum no Renascimento.&lt;br /&gt;
----&amp;lt;small&amp;gt;[1] &amp;lt;nowiki&amp;gt;http://www.monumentos.gov.pt/site/APP_PagesUser/SIPA.aspx?id=3862&amp;lt;/nowiki&amp;gt;&amp;lt;/small&amp;gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&amp;lt;small&amp;gt;[2] &amp;lt;nowiki&amp;gt;http://www.monumentos.gov.pt/site/APP_PagesUser/SIPA.aspx?id=3862&amp;lt;/nowiki&amp;gt;&amp;lt;/small&amp;gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
=== Património integrado ===&lt;br /&gt;
Embora não apresente nenhum património integrado nos dias de hoje, segundo as Memorias Paroquias de 1758[1] este edifício contava com um retábulo “à moderna”, possuindo uma representação de Nossa Senhora de Encarnação ao centro e, ainda “a antiga de São Miguel, com cobertura oitavada, rodeada por balaústres, e com a porta acedida por alguns degraus e ladeado por um púlpito de pedra, ao que parece, precedida por terreiro quadrado, delimitado por parapeito, do qual ainda subsistem alguns vestígios.”[2]&lt;br /&gt;
----&amp;lt;small&amp;gt;[1] Capela José Viriato, Matos Henrique, Borralheiro Rogério, Capela José Viriato, Matos Henrique, &amp;amp; Borralheiro Rogério. (2009). &#039;&#039;As freguesias do distrito do Porto nas Memórias Paroquiais de 1758: memórias, história e património.&#039;&#039; Edição do Autor.&amp;lt;/small&amp;gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&amp;lt;small&amp;gt;[2] &amp;lt;nowiki&amp;gt;http://www.monumentos.gov.pt/site/APP_PagesUser/SIPA.aspx?id=3862&amp;lt;/nowiki&amp;gt;&amp;lt;/small&amp;gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
== Imagens e Iconografia do Objeto ==&lt;br /&gt;
&amp;lt;gallery mode=&amp;quot;packed-overlay&amp;quot;&amp;gt;&lt;br /&gt;
Ficheiro:Marégrafo.jpg|Marégrafo da Foz do Douro - visível da Capela/Farol de São Miguel-O-Anjo &lt;br /&gt;
Ficheiro:Capela-Farol de São Miguel-O-Anjo - fachada Sul.jpg|Capela/Farol de São Miguel-O-Anjo - fachada Sul&lt;br /&gt;
Ficheiro:Fachada sul com inscrição.jpg|Fachada sul da Capela/Farol de São Miguel-O-Anjo com inscrição&lt;br /&gt;
Ficheiro:Pormenor da cúpula - vista da fachada sul.jpg|Pormenor da cúpula - vista da fachada sul&lt;br /&gt;
Ficheiro:Pormenor da inscrição da fachada sul da torre.jpg|Pormenor da inscrição da fachada sul da torre&lt;br /&gt;
Ficheiro:Inscrição do lado direito da torre.jpg|Inscrição do lado direito da torre&lt;br /&gt;
&amp;lt;/gallery&amp;gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
== Estado da Arte ==&lt;br /&gt;
Após muita pesquisa e agrupamento de bastante informação sobre a Capela/Farol de São Miguel-O-Anjo, na Foz do Douro, apercebi-me da importância deste pequeno monumento que passa por despercebido, devido à implementação do edifício dos Socorros a Náufragos. &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
O farol representa um valor incalculável não só a nível local, como também a nível nacional devido ao impacto que teve para a evolução da cidade costeira, nomeadamente o aumento e melhoria de navegação marítima, sendo possível haver mais tráfego através do rio e do mar de uma forma mais segura e calculada.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Se realmente o projeto de D. Miguel da Silva fosse levado a avante, o porto e toda a arquitetura envolvente tornaria esta terra numa das primeiras a conter uma reorganização renascentista, algo necessário nesta época.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
A minha pesquisa, embora um tanto quanto extensa, foi um pouco repetitiva a nível de informação encontrada, o que sugere, provavelmente, uma falta de estudo em volta não só desta cidade, como também de D. Miguel da Silva, bispo de Viseu e, ainda mais complicado de encontrar dados, Francesco Cremona, um arquiteto fundamental para o renascimento no Norte de Portugal.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Mais importante que consultar muita bibliografia e webgrafia é realizar uma visita ao próprio local para se ter noção da dimensão e da importância que estes monumentos possam ter tido no passado e até no presente, independentemente do seu estado de conservação e de acessibilidade.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
== Bibliografia e Webgrafia ==&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
=== Bibliografia ===&lt;br /&gt;
Quaresma, M. C. de C. (1995). &#039;&#039;Cidade do Porto&#039;&#039;. Academia Nacional de Belas-Artes.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Capela José Viriato, Matos Henrique, Borralheiro Rogério, Capela José Viriato, Matos Henrique, &amp;amp; Borralheiro Rogério. (2009). &#039;&#039;As freguesias do distrito do Porto nas Memórias Paroquiais de 1758: memórias, história e património.&#039;&#039; Edição do Autor.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Marnoto, R. (2017). &#039;&#039;(Org. Dossiê) Arquitectos italianos em Portugal&#039;&#039;.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Marta Maria Peters Arriscado de Oliveira. (2005). &#039;&#039;Porto, São Miguel o Anjo: uma torre-farol e capela. Memória para uma intervenção na obra&#039;&#039;.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Craveiro, M. de L. (2009). &#039;&#039;A Arquitectura “ao Romano”&#039;&#039;. Fubu.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
PEREIRA, P., &#039;&#039;História da Arte Portuguesa&#039;&#039; (1995), Vol. II, Círculo de Leitores&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
SERRÃO, V., &#039;&#039;História da Arte em Portugal&#039;&#039; (2002) &#039;&#039;- O Renascimento e o Maneirismo (1500- 1620)&#039;&#039;, Lisboa, Editorial Presença.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
SOROMENHO, M., &#039;&#039;A Arquitectura do Ciclo Filipino&#039;&#039;, 2009&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Pereira, P. (2014). &#039;&#039;Renascimento&#039;&#039;. Círculo de Leitores.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Fernandes, J. A. R. (1989). &#039;&#039;A Foz: entre o rio, o mar e a cidade&#039;&#039;. Associação de Cultura e Turismo da Foz.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
=== Webgrafia ===&lt;br /&gt;
&amp;lt;nowiki&amp;gt;https://www.portosecretspots.com/post/a-foz-a-cantareira-e-o-farol-de-s-miguel-o-anjo&amp;lt;/nowiki&amp;gt; consultado em 15 de novembro de 2024&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&amp;lt;nowiki&amp;gt;https://www.infopedia.pt/artigos/$latrao-v&amp;lt;/nowiki&amp;gt; consultado em 15 de novembro de 2024&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&amp;lt;nowiki&amp;gt;https://www.infopedia.pt/artigos/$cisma-do-ocidente?intlink=true&amp;lt;/nowiki&amp;gt; consultado em 15 de novembro de 2024&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&amp;lt;nowiki&amp;gt;https://diocesedeviseu.pt/catedral/&amp;lt;/nowiki&amp;gt; consultado em 15 de novembro de 2024&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&amp;lt;nowiki&amp;gt;http://www.monumentos.gov.pt/site/APP_PagesUser/SIPA.aspx?id=5541&amp;lt;/nowiki&amp;gt; consultado em 02 de novembro de 2024&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&amp;lt;nowiki&amp;gt;https://www.aldoarfoznevogilde.pt/pages/372.html&amp;lt;/nowiki&amp;gt; consultado em 05 de dezembro de 2024&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&amp;lt;nowiki&amp;gt;https://www.e-cultura.pt/patrimonio_item/13975&amp;lt;/nowiki&amp;gt; consultado em 06 de dezembro de 2024&lt;/div&gt;</summary>
		<author><name>Danielafernandes01</name></author>
	</entry>
	<entry>
		<id>https://wikimedia.pt/PortoRenascentista/index.php?title=Igreja_e_Mosteiro_de_S%C3%A3o_Bento_da_Vit%C3%B3ria_do_Porto&amp;diff=184</id>
		<title>Igreja e Mosteiro de São Bento da Vitória do Porto</title>
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		<updated>2025-02-28T11:28:42Z</updated>

		<summary type="html">&lt;p&gt;Danielafernandes01: &lt;/p&gt;
&lt;hr /&gt;
&lt;div&gt;== Identificação ==&lt;br /&gt;
{| class=&amp;quot;wikitable&amp;quot;&lt;br /&gt;
|+&lt;br /&gt;
|&#039;&#039;&#039;Designação&#039;&#039;&#039;&lt;br /&gt;
|Mosteiro de São Bento da Vitória &lt;br /&gt;
|-&lt;br /&gt;
|&#039;&#039;&#039;Localização&#039;&#039;&#039;&lt;br /&gt;
|Distrito do Porto, União das Freguesias de Cedofeita, Santo Ildefonso, Sé, Miragaia, São Nicolau e Vitória&#039;&#039;,&#039;&#039; Rua de São Bento da Vitória 45, 4050-542, junto ao edifício do atual Centro Português de Fotografia&lt;br /&gt;
|-&lt;br /&gt;
|&#039;&#039;&#039;Cronologia&#039;&#039;&#039;&lt;br /&gt;
|Séculos XVII-XVIII&lt;br /&gt;
|-&lt;br /&gt;
|&#039;&#039;&#039;Autor(es)&#039;&#039;&#039;&lt;br /&gt;
|Diogo Marques Lucas&lt;br /&gt;
|}&lt;br /&gt;
O Mosteiro de São Bento da Vitória é uma arquitetura de tipologia religiosa. Pertencia à Ordem Beneditina, instituída por S. Bento (480-547) em 529. Foi fundado em 1598 após a ordenação do capítulo Geral, em 1546, celebrada em Tibães, data onde foi tomada a decisão da fundação deste mosteiro. Após longas e complicadas negociações, os monges da Antiga Congregação Beneditina Portuguesa decidiram erguer este mosteiro como símbolo de presença monástica e ponto de apoio para os monges que viajavam de norte a sul ou vice-versa. Situava-se dentro das muralhas medievais do velho burgo junto à porta do Olival em terrenos cedidos pela Câmara que anteriormente abrigavam parte da judiaria nova. A sua construção teve como base a traça inicial de Diogo Marques Lucas, arquiteto do rei trazido de Lisboa pelo D. Abade Geral. No entanto, a sua construção seria lenta e não contínua, tendo-se prolongado quase ao longo de dois séculos, não só devido a certos entraves, principalmente no que se refere à aquisição dos terrenos, mas também porque os beneditinos nunca deixaram de transformar, ampliar e embelezar o seu mosteiro. [1] As obras iniciaram-se pela igreja em 1604 e a primeira pedra do mosteiro foi benzida pelo bispo D. Jerónimo de Meneses e colocada pelo próprio Abade Geral Frei Baltasar de Braga, ainda no segundo triénio, de 1596 a 1599. [2] Há quem considere que o mosteiro tenha sido concluído em 1646 e a igreja terminada em 1690. Contudo, a enorme extensão do período da execução das obras não permite identificar datas exatas. [3]&lt;br /&gt;
----&amp;lt;small&amp;gt;[1] SOARES, R. M. de M. (2021). &#039;&#039;Do Sagrado ao Profano a reutilização adaptativa nos mosteiros portugueses – Mosteiro de Santa Maria do Bouro, Mosteiro de São Bento da Vitória e Mosteiro de Santo Tirso.&#039;&#039; [Dissertação de Mestrado, Faculdade de Letras da Universidade do Porto], 126-127.&amp;lt;/small&amp;gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&amp;lt;small&amp;gt;[2] MORENO, H. B., dir. (1997). &#039;&#039;O Mosteiro de S. Bento da Vitória: quatrocentos anos.&#039;&#039; Edições Afrontamento, 47.&amp;lt;/small&amp;gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&amp;lt;small&amp;gt;[3] QUARESMA, M. C. de C. (1995). &#039;&#039;Inventário Artístico de Portugal Cidade do Porto&#039;&#039;. Academia Nacional das Belas-Artes, 192.&amp;lt;/small&amp;gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
== Estado da Arte ==&lt;br /&gt;
Este objeto arquitetónico é referido em diversas obras e estudos &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
== Enquadramento ==&lt;br /&gt;
O Mosteiro de São Bento da Vitória situa-se no morro da freguesia da Vitória, junto à porta do Olival, dentro de muralhas, sem grande espaço para horta e cerca. Ocupa todo o interior do quarteirão entre a rua das Taipas, travessa das Taipas, rua de S. Bento da Vitória e travessa de S. Bento,  paralelo a norte com o edifício da antiga cadeia da Relação, atual Centro Português de Fotografia. Têm então um enquadramento urbano, erguendo-se em pleno centro histórico. [4] O facto de estar inserido num quarteirão sem cerca preservou o seu perímetro e a sua configuração exterior até hoje. [5] A fachada monumental da sua igreja está situada no ponto mais alto do conjunto, abrindo-se para uma rua estreita que dificulta uma leitura frontal, exceto através da observação em pontos altos da cidade, como por exemplo, no Terreiro da Sé, já que a fachada se volta na sua direção. O mosteiro tem uma área total de implantação de cerca de 4.000 m2, desenvolvendo-se ao redor de dois claustros. O próprio edifício faz a transição para o espaço exterior e a entrada principal fazia-se pela portaria que se encontrava ao lado da igreja na galilé na rua de S. Bento da Vitória. O acesso ao conjunto monástico faz-se hoje tanto através da rua das Taipas, onde atualmente se situa o Arquivo Distrital do Porto, como pela rua de S. Bento da Vitória, onde se localiza a fachada da igreja e faz-se o acesso ao mosteiro, agora pertencente ao Teatro Nacional de São João. [6] Nesta mesma rua, a sul, localiza-se a Igreja Paroquial de Nossa Senhora da Vitória, na confluência com a Rua da Bataria da Vitória. A sul, também se encontra o Miradouro da Vitória, onde os visitantes podem desfrutar de vistas sobre o casario da Vitória, o Rio Douro, a Sé Catedral, o Paço Episcopal, a Ponte Luís I e a zona beira-rio de Gaia. [7]&lt;br /&gt;
----&amp;lt;small&amp;gt;[4] PEREIRA, A. C. da C. (2007). &#039;&#039;Os Conventos do Porto. Descontinuidades, Transformação e Reutilização&#039;&#039;. [Dissertação de Mestrado, Faculdade de Arquitectura da Universidade do Porto], 239.&amp;lt;/small&amp;gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&amp;lt;small&amp;gt;[5] SOARES, R. M. de M. (2021). &#039;&#039;Do Sagrado ao Profano a reutilização adaptativa nos mosteiros portugueses – Mosteiro de Santa Maria do Bouro, Mosteiro de São Bento da Vitória e Mosteiro de Santo Tirso.&#039;&#039; [Dissertação de Mestrado, Faculdade de Letras da Universidade do Porto], 134.&amp;lt;/small&amp;gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&amp;lt;small&amp;gt;[6] PEREIRA, A. C. da C. (2007). &#039;&#039;Os Conventos do Porto. Descontinuidades, Transformação e Reutilização&#039;&#039;. [Dissertação de Mestrado, Faculdade de Arquitectura da Universidade do Porto], 240.&amp;lt;/small&amp;gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&amp;lt;small&amp;gt;[7] Agenda Cultural do Porto. (2023). &#039;&#039;Miradouro da Vitória – Porto.&#039;&#039; &amp;lt;nowiki&amp;gt;https://agendaculturalporto.org/miradouro-da-vitoria-porto/&amp;lt;/nowiki&amp;gt;&amp;lt;/small&amp;gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
== Descrição ==&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
=== Objeto arquitetónico ===&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
=== Património integrado ===&lt;br /&gt;
Sinteticamente (no máximo meia página) caracterize o interior e os programas integrados na Arquitetura. Atente: tetos, retábulos, escultura, pintura, azulejaria, ferros, estuques, mobiliário etc.etc.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
=== Objeto ou conjunto em destaque ===&lt;br /&gt;
Que objeto destaca no Património Integrado? Justifique o motivo de destacar este objeto / conjunto e apresente-o sumariamente.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
== Imagens e Iconografia do Objeto ==&lt;br /&gt;
Mapas, plantas, alçados, fotografias recentes / antigas, estampas, etc., com legenda individual que identifique o autor ou da fonte da imagem.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
=== Objeto arquitetónico ===&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
=== Património integrado ===&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
=== Objeto ou conjunto em destaque ===&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
== Fontes e Bibliografia ==&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
=== Fontes ===&lt;br /&gt;
=== Bibliografia ===&lt;/div&gt;</summary>
		<author><name>Danielafernandes01</name></author>
	</entry>
	<entry>
		<id>https://wikimedia.pt/PortoRenascentista/index.php?title=Igreja_e_Mosteiro_de_S%C3%A3o_Bento_da_Vit%C3%B3ria_do_Porto&amp;diff=182</id>
		<title>Igreja e Mosteiro de São Bento da Vitória do Porto</title>
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		<updated>2025-02-28T11:21:33Z</updated>

		<summary type="html">&lt;p&gt;Danielafernandes01: &lt;/p&gt;
&lt;hr /&gt;
&lt;div&gt;== Identificação ==&lt;br /&gt;
{| class=&amp;quot;wikitable&amp;quot;&lt;br /&gt;
|+&lt;br /&gt;
|&#039;&#039;&#039;Designação&#039;&#039;&#039;&lt;br /&gt;
|Mosteiro de São Bento da Vitória &lt;br /&gt;
|-&lt;br /&gt;
|&#039;&#039;&#039;Localização&#039;&#039;&#039;&lt;br /&gt;
|Distrito do Porto, União das Freguesias de Cedofeita, Santo Ildefonso, Sé, Miragaia, São Nicolau e Vitória&#039;&#039;,&#039;&#039; Rua de São Bento da Vitória 45, 4050-542, junto ao edifício do atual Centro Português de Fotografia&lt;br /&gt;
|-&lt;br /&gt;
|&#039;&#039;&#039;Cronologia&#039;&#039;&#039;&lt;br /&gt;
|Séculos XVII-XVIII&lt;br /&gt;
|-&lt;br /&gt;
|&#039;&#039;&#039;Autor(es)&#039;&#039;&#039;&lt;br /&gt;
|Diogo Marques Lucas&lt;br /&gt;
|}&lt;br /&gt;
O Mosteiro de São Bento da Vitória é uma arquitetura de tipologia religiosa. Pertencia à Ordem Beneditina, instituída por S. Bento (480-547) em 529. Foi fundado em 1598 após a ordenação do capítulo Geral, em 1546, celebrada em Tibães, data onde foi tomada a decisão da fundação deste mosteiro. Após longas e complicadas negociações, os monges da Antiga Congregação Beneditina Portuguesa decidiram erguer este mosteiro como símbolo de presença monástica e ponto de apoio para os monges que viajavam de norte a sul ou vice-versa. Situava-se dentro das muralhas medievais do velho burgo junto à porta do Olival em terrenos cedidos pela Câmara que anteriormente abrigavam parte da judiaria nova. A sua construção teve como base a traça inicial de Diogo Marques Lucas, arquiteto do rei trazido de Lisboa pelo D. Abade Geral. No entanto, a sua construção seria lenta e não contínua, tendo-se prolongado quase ao longo de dois séculos, não só devido a certos entraves, principalmente no que se refere à aquisição dos terrenos, mas também porque os beneditinos nunca deixaram de transformar, ampliar e embelezar o seu mosteiro. [1] As obras iniciaram-se pela igreja em 1604 e a primeira pedra do mosteiro foi benzida pelo bispo D. Jerónimo de Meneses e colocada pelo próprio Abade Geral Frei Baltasar de Braga, ainda no segundo triénio, de 1596 a 1599. [2] Há quem considere que o mosteiro tenha sido concluído em 1646 e a igreja terminada em 1690. Contudo, a enorme extensão do período da execução das obras não permite identificar datas exatas. [3]&lt;br /&gt;
----[1] SOARES, R. M. de M. (2021). &#039;&#039;Do Sagrado ao Profano a reutilização adaptativa nos mosteiros portugueses – Mosteiro de Santa Maria do Bouro, Mosteiro de São Bento da Vitória e Mosteiro de Santo Tirso.&#039;&#039; [Dissertação de Mestrado, Faculdade de Letras da Universidade do Porto], 126-127.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
[2] MORENO, H. B., dir. (1997). &#039;&#039;O Mosteiro de S. Bento da Vitória: quatrocentos anos.&#039;&#039; Edições Afrontamento, 47.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
[3] QUARESMA, M. C. de C. (1995). &#039;&#039;Inventário Artístico de Portugal Cidade do Porto&#039;&#039;. Academia Nacional das Belas-Artes, 192.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
== Estado da Arte ==&lt;br /&gt;
Este objeto arquitetónico é referido em diversas obras e estudos &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
== Enquadramento ==&lt;br /&gt;
== Descrição ==&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
=== Objeto arquitetónico ===&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
=== Património integrado ===&lt;br /&gt;
Sinteticamente (no máximo meia página) caracterize o interior e os programas integrados na Arquitetura. Atente: tetos, retábulos, escultura, pintura, azulejaria, ferros, estuques, mobiliário etc.etc.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
=== Objeto ou conjunto em destaque ===&lt;br /&gt;
Que objeto destaca no Património Integrado? Justifique o motivo de destacar este objeto / conjunto e apresente-o sumariamente.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
== Imagens e Iconografia do Objeto ==&lt;br /&gt;
Mapas, plantas, alçados, fotografias recentes / antigas, estampas, etc., com legenda individual que identifique o autor ou da fonte da imagem.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
=== Objeto arquitetónico ===&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
=== Património integrado ===&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
=== Objeto ou conjunto em destaque ===&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
== Fontes e Bibliografia ==&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
=== Fontes ===&lt;br /&gt;
=== Bibliografia ===&lt;/div&gt;</summary>
		<author><name>Danielafernandes01</name></author>
	</entry>
	<entry>
		<id>https://wikimedia.pt/PortoRenascentista/index.php?title=Igreja_e_Mosteiro_de_S%C3%A3o_Bento_da_Vit%C3%B3ria_do_Porto&amp;diff=176</id>
		<title>Igreja e Mosteiro de São Bento da Vitória do Porto</title>
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		<updated>2025-02-28T10:48:10Z</updated>

		<summary type="html">&lt;p&gt;Danielafernandes01: &lt;/p&gt;
&lt;hr /&gt;
&lt;div&gt;[[Ficheiro:Vista do Terreiro da Sé da Igreja de São Bento da Vitória.jpg|miniaturadaimagem|Fotografia da vista da fachada da Igreja de São Bento da Vitória através do Terreiro da Sé do Porto]]&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
== Identificação ==&lt;br /&gt;
{| class=&amp;quot;wikitable&amp;quot;&lt;br /&gt;
|+&lt;br /&gt;
|&#039;&#039;&#039;Designação&#039;&#039;&#039;&lt;br /&gt;
|Mosteiro de São Bento da Vitória &lt;br /&gt;
|-&lt;br /&gt;
|&#039;&#039;&#039;Localização&#039;&#039;&#039;&lt;br /&gt;
|Distrito do Porto, União das Freguesias de Cedofeita, Santo Ildefonso, Sé, Miragaia, São Nicolau e Vitória&#039;&#039;,&#039;&#039; Rua de São Bento da Vitória 45, 4050-542, junto ao edifício do atual Centro Português de Fotografia&lt;br /&gt;
|-&lt;br /&gt;
|&#039;&#039;&#039;Cronologia&#039;&#039;&#039;&lt;br /&gt;
|Séculos XVII-XVIII&lt;br /&gt;
|-&lt;br /&gt;
|&#039;&#039;&#039;Autor(es)&#039;&#039;&#039;&lt;br /&gt;
|Diogo Marques Lucas&lt;br /&gt;
|}&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
== Estado da Arte ==&lt;br /&gt;
Este objeto arquitetónico é referido em diversas obras e estudos&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
== Enquadramento ==&lt;br /&gt;
O Mosteiro de São Bento da Vitória situa-se no morro da freguesia da Vitória, junto à porta do Olival, dentro de muralhas, sem grande espaço para horta e cerca. Ocupa todo o interior do quarteirão entre a rua das Taipas, travessa das Taipas, rua de S. Bento da Vitória e travessa de S. Bento, paralelo a norte com o edifício da antiga cadeia da Relação, atual Centro Português de Fotografia. Têm então um enquadramento urbano, erguendo-se em pleno centro histórico. [[Igreja e Mosteiro de São Bento da Vitória do Porto# ftn1|[1]]] &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
O facto de estar inserido num quarteirão sem cerca preservou o seu perímetro e a sua configuração exterior até hoje. [[Igreja e Mosteiro de São Bento da Vitória do Porto# ftn2|[2]]] A fachada monumental da sua igreja está situada no ponto mais alto do conjunto, abrindo-se para uma rua estreita que dificulta uma leitura frontal, exceto através da observação em pontos altos da cidade, como por exemplo, no Terreiro da Sé, já que a fachada se volta na sua direção. O mosteiro tem uma área total de implantação de cerca de 4.000 m2, e desenvolve-se ao redor de dois claustros. O próprio edifício faz a transição para o espaço exterior e a entrada principal fazia-se pela portaria que se encontrava ao lado da igreja na galilé na rua de S. Bento da Vitória. O acesso ao conjunto monástico faz-se hoje tanto através da rua das Taipas, onde atualmente se situa o Arquivo Distrital do Porto, como pela rua de S. Bento da Vitória, onde se localiza a fachada da igreja e faz-se o acesso ao mosteiro, agora pertencente ao Teatro Nacional de São João. [[Igreja e Mosteiro de São Bento da Vitória do Porto# ftn4|[3]]] &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Nesta mesma rua, a sul, localiza-se a Igreja Paroquial de Nossa Senhora da Vitória, na confluência com a Rua da Bataria da Vitória. A sul, também se encontra o Miradouro da Vitória, onde os visitantes podem desfrutar de vistas sobre o casario da Vitória, o Rio Douro, a Sé Catedral, o Paço Episcopal, a Ponte Luís I e a zona beira-rio de Gaia.[[Igreja e Mosteiro de São Bento da Vitória do Porto# ftn5|[4]]]&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
== Descrição ==&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
=== Objeto arquitetónico ===&lt;br /&gt;
Nota sumária de apresentação fundamentada em bibliografia: monografias sobre o objeto; autores de referência; trabalhos académicos (dissertações de mestrado e teses de doutoramento a consultar nas bibliotecas da FLUP, da FAUP e da FEUP); &#039;&#039;&#039;Bibliografia obrigatória recomendada&#039;&#039;&#039;.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Pesquisar a bibliografia local e a informação que está a ser  divulgada sobre o objeto/conjunto arquitetónico.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
(Pesquisar no repositório do Núcleo Porto, da Biblioteca da FLUP; ver biblioteca da FAUP; consultar guias Turísticos); periódicos locais; bases de dados online (consultar SIPA). Paralelamente à pesquisa, deve selecionar imagens antigas, plantas e alçados do objeto.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
=== Património integrado ===&lt;br /&gt;
Sinteticamente (no máximo meia página) caracterize o interior e os programas integrados na Arquitetura. Atente: tetos, retábulos, escultura, pintura, azulejaria, ferros, estuques, mobiliário etc.etc.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
=== Objeto ou conjunto em destaque ===&lt;br /&gt;
Que objeto destaca no Património Integrado? Justifique o motivo de destacar este objeto / conjunto e apresente-o sumariamente.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
== Imagens e Iconografia do Objeto ==&lt;br /&gt;
Mapas, plantas, alçados, fotografias recentes / antigas, estampas, etc., com legenda individual que identifique o autor ou da fonte da imagem.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
=== Objeto arquitetónico ===&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
=== Património integrado ===&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
=== Objeto ou conjunto em destaque ===&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
== Fontes e Bibliografia ==&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
=== Fontes ===&lt;br /&gt;
[[Igreja e Mosteiro de São Bento da Vitória do Porto# ftnref1|[1]]] PEREIRA, A. C. da C. (2007). &#039;&#039;Os Conventos do Porto. Descontinuidades, Transformação e Reutilização&#039;&#039;. [Dissertação de Mestrado, Faculdade de Arquitectura da Universidade do Porto], 239.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
[[Igreja e Mosteiro de São Bento da Vitória do Porto# ftnref2|[2]]] SOARES, R. M. de M. (2021). &#039;&#039;Do Sagrado ao Profano a reutilização adaptativa nos mosteiros portugueses – Mosteiro de Santa Maria do Bouro, Mosteiro de São Bento da Vitória e Mosteiro de Santo Tirso.&#039;&#039; [Dissertação de Mestrado, Faculdade de Letras da Universidade do Porto], 134.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
[[Igreja e Mosteiro de São Bento da Vitória do Porto# ftnref4|[4]]] PEREIRA, op. cit., 240.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
[[Igreja e Mosteiro de São Bento da Vitória do Porto# ftnref5|[5]]] Agenda Cultural do Porto. (2023). &#039;&#039;Miradouro da Vitória – Porto.&#039;&#039; &amp;lt;nowiki&amp;gt;https://agendaculturalporto.org/miradouro-da-vitoria-porto/&amp;lt;/nowiki&amp;gt; &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
=== Bibliografia ===&lt;/div&gt;</summary>
		<author><name>Danielafernandes01</name></author>
	</entry>
	<entry>
		<id>https://wikimedia.pt/PortoRenascentista/index.php?title=Ficheiro:Vista_do_Terreiro_da_S%C3%A9_da_Igreja_de_S%C3%A3o_Bento_da_Vit%C3%B3ria.jpg&amp;diff=163</id>
		<title>Ficheiro:Vista do Terreiro da Sé da Igreja de São Bento da Vitória.jpg</title>
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		<updated>2025-02-28T10:45:57Z</updated>

		<summary type="html">&lt;p&gt;Danielafernandes01: &lt;/p&gt;
&lt;hr /&gt;
&lt;div&gt;Fotografia da vista da fachada da Igreja de São Bento da Vitória através do Terreiro da Sé do Porto&lt;/div&gt;</summary>
		<author><name>Danielafernandes01</name></author>
	</entry>
	<entry>
		<id>https://wikimedia.pt/PortoRenascentista/index.php?title=Igreja_e_Mosteiro_de_S%C3%A3o_Bento_da_Vit%C3%B3ria_do_Porto&amp;diff=159</id>
		<title>Igreja e Mosteiro de São Bento da Vitória do Porto</title>
		<link rel="alternate" type="text/html" href="https://wikimedia.pt/PortoRenascentista/index.php?title=Igreja_e_Mosteiro_de_S%C3%A3o_Bento_da_Vit%C3%B3ria_do_Porto&amp;diff=159"/>
		<updated>2025-02-28T10:40:24Z</updated>

		<summary type="html">&lt;p&gt;Danielafernandes01: &lt;/p&gt;
&lt;hr /&gt;
&lt;div&gt;== Identificação ==&lt;br /&gt;
{| class=&amp;quot;wikitable&amp;quot;&lt;br /&gt;
|+&lt;br /&gt;
|&#039;&#039;&#039;Designação&#039;&#039;&#039;&lt;br /&gt;
|Mosteiro de São Bento da Vitória &lt;br /&gt;
|-&lt;br /&gt;
|&#039;&#039;&#039;Localização&#039;&#039;&#039;&lt;br /&gt;
|Distrito do Porto, União das Freguesias de Cedofeita, Santo Ildefonso, Sé, Miragaia, São Nicolau e Vitória&#039;&#039;,&#039;&#039; Rua de São Bento da Vitória 45, 4050-542, junto ao edifício do atual Centro Português de Fotografia&lt;br /&gt;
|-&lt;br /&gt;
|&#039;&#039;&#039;Cronologia&#039;&#039;&#039;&lt;br /&gt;
|Séculos XVII-XVIII&lt;br /&gt;
|-&lt;br /&gt;
|&#039;&#039;&#039;Autor(es)&#039;&#039;&#039;&lt;br /&gt;
|Diogo Marques Lucas&lt;br /&gt;
|}&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
== Estado da Arte ==&lt;br /&gt;
Este objeto arquitetónico é referido em diversas obras e estudos&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
== Enquadramento ==&lt;br /&gt;
O Mosteiro de São Bento da Vitória situa-se no morro da freguesia da Vitória, junto à porta do Olival, dentro de muralhas, sem grande espaço para horta e cerca. Ocupa todo o interior do quarteirão entre a rua das Taipas, travessa das Taipas, rua de S. Bento da Vitória e travessa de S. Bento, paralelo a norte com o edifício da antiga cadeia da Relação, atual Centro Português de Fotografia. Têm então um enquadramento urbano, erguendo-se em pleno centro histórico. [[Igreja e Mosteiro de São Bento da Vitória do Porto# ftn1|[1]]] &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
O facto de estar inserido num quarteirão sem cerca preservou o seu perímetro e a sua configuração exterior até hoje. [[Igreja e Mosteiro de São Bento da Vitória do Porto# ftn2|[2]]] A fachada monumental da sua igreja está situada no ponto mais alto do conjunto, abrindo-se para uma rua estreita que dificulta uma leitura frontal, exceto através da observação em pontos altos da cidade, como por exemplo, no Terreiro da Sé, já que a fachada se volta na sua direção. O mosteiro tem uma área total de implantação de cerca de 4.000 m2, e desenvolve-se ao redor de dois claustros. O próprio edifício faz a transição para o espaço exterior e a entrada principal fazia-se pela portaria que se encontrava ao lado da igreja na galilé na rua de S. Bento da Vitória. O acesso ao conjunto monástico faz-se hoje tanto através da rua das Taipas, onde atualmente se situa o Arquivo Distrital do Porto, como pela rua de S. Bento da Vitória, onde se localiza a fachada da igreja e faz-se o acesso ao mosteiro, agora pertencente ao Teatro Nacional de São João. [[Igreja e Mosteiro de São Bento da Vitória do Porto# ftn4|[3]]] &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Nesta mesma rua, a sul, localiza-se a Igreja Paroquial de Nossa Senhora da Vitória, na confluência com a Rua da Bataria da Vitória. A sul, também se encontra o Miradouro da Vitória, onde os visitantes podem desfrutar de vistas sobre o casario da Vitória, o Rio Douro, a Sé Catedral, o Paço Episcopal, a Ponte Luís I e a zona beira-rio de Gaia.[[Igreja e Mosteiro de São Bento da Vitória do Porto# ftn5|[4]]]&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
== Descrição ==&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
=== Objeto arquitetónico ===&lt;br /&gt;
Nota sumária de apresentação fundamentada em bibliografia: monografias sobre o objeto; autores de referência; trabalhos académicos (dissertações de mestrado e teses de doutoramento a consultar nas bibliotecas da FLUP, da FAUP e da FEUP); &#039;&#039;&#039;Bibliografia obrigatória recomendada&#039;&#039;&#039;.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Pesquisar a bibliografia local e a informação que está a ser  divulgada sobre o objeto/conjunto arquitetónico.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
(Pesquisar no repositório do Núcleo Porto, da Biblioteca da FLUP; ver biblioteca da FAUP; consultar guias Turísticos); periódicos locais; bases de dados online (consultar SIPA). Paralelamente à pesquisa, deve selecionar imagens antigas, plantas e alçados do objeto.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
=== Património integrado ===&lt;br /&gt;
Sinteticamente (no máximo meia página) caracterize o interior e os programas integrados na Arquitetura. Atente: tetos, retábulos, escultura, pintura, azulejaria, ferros, estuques, mobiliário etc.etc.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
=== Objeto ou conjunto em destaque ===&lt;br /&gt;
Que objeto destaca no Património Integrado? Justifique o motivo de destacar este objeto / conjunto e apresente-o sumariamente.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
== Imagens e Iconografia do Objeto ==&lt;br /&gt;
Mapas, plantas, alçados, fotografias recentes / antigas, estampas, etc., com legenda individual que identifique o autor ou da fonte da imagem.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
=== Objeto arquitetónico ===&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
=== Património integrado ===&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
=== Objeto ou conjunto em destaque ===&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
== Fontes e Bibliografia ==&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
=== Fontes ===&lt;br /&gt;
[[Igreja e Mosteiro de São Bento da Vitória do Porto# ftnref1|[1]]] PEREIRA, A. C. da C. (2007). &#039;&#039;Os Conventos do Porto. Descontinuidades, Transformação e Reutilização&#039;&#039;. [Dissertação de Mestrado, Faculdade de Arquitectura da Universidade do Porto], 239.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
[[Igreja e Mosteiro de São Bento da Vitória do Porto# ftnref2|[2]]] SOARES, R. M. de M. (2021). &#039;&#039;Do Sagrado ao Profano a reutilização adaptativa nos mosteiros portugueses – Mosteiro de Santa Maria do Bouro, Mosteiro de São Bento da Vitória e Mosteiro de Santo Tirso.&#039;&#039; [Dissertação de Mestrado, Faculdade de Letras da Universidade do Porto], 134.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
[[Igreja e Mosteiro de São Bento da Vitória do Porto# ftnref4|[4]]] PEREIRA, op. cit., 240.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
[[Igreja e Mosteiro de São Bento da Vitória do Porto# ftnref5|[5]]] Agenda Cultural do Porto. (2023). &#039;&#039;Miradouro da Vitória – Porto.&#039;&#039; &amp;lt;nowiki&amp;gt;https://agendaculturalporto.org/miradouro-da-vitoria-porto/&amp;lt;/nowiki&amp;gt; &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
=== Bibliografia ===&lt;/div&gt;</summary>
		<author><name>Danielafernandes01</name></author>
	</entry>
	<entry>
		<id>https://wikimedia.pt/PortoRenascentista/index.php?title=Igreja_e_Mosteiro_de_S%C3%A3o_Bento_da_Vit%C3%B3ria_do_Porto&amp;diff=154</id>
		<title>Igreja e Mosteiro de São Bento da Vitória do Porto</title>
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		<updated>2025-02-28T10:26:39Z</updated>

		<summary type="html">&lt;p&gt;Danielafernandes01: Criou a página com &amp;quot;== Identificação == {| class=&amp;quot;wikitable&amp;quot; |+ |&amp;#039;&amp;#039;&amp;#039;Designação&amp;#039;&amp;#039;&amp;#039; |Mosteiro de São Bento da Vitória  |- |&amp;#039;&amp;#039;&amp;#039;Localização&amp;#039;&amp;#039;&amp;#039; |Distrito do Porto, União das Freguesias de Cedofeita, Santo Ildefonso, Sé, Miragaia, São Nicolau e Vitória&amp;#039;&amp;#039;,&amp;#039;&amp;#039; Rua de São Bento da Vitória 45, 4050-542, junto ao edifício do atual Centro Português de Fotografia |- |&amp;#039;&amp;#039;&amp;#039;Cronologia&amp;#039;&amp;#039;&amp;#039; |Séculos XVII-XVIII |- |&amp;#039;&amp;#039;&amp;#039;Autor(es)&amp;#039;&amp;#039;&amp;#039; |Diogo Marques Lucas |}  == Estado da Arte == Estado da Arte do...&amp;quot;&lt;/p&gt;
&lt;hr /&gt;
&lt;div&gt;== Identificação ==&lt;br /&gt;
{| class=&amp;quot;wikitable&amp;quot;&lt;br /&gt;
|+&lt;br /&gt;
|&#039;&#039;&#039;Designação&#039;&#039;&#039;&lt;br /&gt;
|Mosteiro de São Bento da Vitória &lt;br /&gt;
|-&lt;br /&gt;
|&#039;&#039;&#039;Localização&#039;&#039;&#039;&lt;br /&gt;
|Distrito do Porto, União das Freguesias de Cedofeita, Santo Ildefonso, Sé, Miragaia, São Nicolau e Vitória&#039;&#039;,&#039;&#039; Rua de São Bento da Vitória 45, 4050-542, junto ao edifício do atual Centro Português de Fotografia&lt;br /&gt;
|-&lt;br /&gt;
|&#039;&#039;&#039;Cronologia&#039;&#039;&#039;&lt;br /&gt;
|Séculos XVII-XVIII&lt;br /&gt;
|-&lt;br /&gt;
|&#039;&#039;&#039;Autor(es)&#039;&#039;&#039;&lt;br /&gt;
|Diogo Marques Lucas&lt;br /&gt;
|}&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
== Estado da Arte ==&lt;br /&gt;
Estado da Arte do objeto selecionado, através da análise critica da bibliografia  que destaque a importância do objeto no contexto da Arquitetura do séculos XVI em Portugal. &#039;&#039;&#039;Bibliografia obrigatória disponibilizada&#039;&#039;&#039;.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
== Enquadramento ==&lt;br /&gt;
O Mosteiro de São Bento da Vitória situa-se no morro da freguesia da Vitória, junto à porta do Olival, dentro de muralhas, sem grande espaço para horta e cerca. Ocupa todo o interior do quarteirão entre a rua das Taipas, travessa das Taipas, rua de S. Bento da Vitória e travessa de S. Bento, sendo paralelo a norte com o edifício da antiga cadeia da Relação, atual Centro Português de Fotografia. Têm então um enquadramento urbano, erguendo-se em pleno centro histórico.[[Igreja e Mosteiro de São Bento da Vitória do Porto# ftn1|[1]]] &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
O facto de estar inserido num quarteirão sem cerca preservou o seu perímetro e a sua configuração exterior até hoje.[[Igreja e Mosteiro de São Bento da Vitória do Porto# ftn2|[2]]] A fachada monumental da sua igreja está situada no ponto mais alto do conjunto, abrindo-se para uma rua estreita que dificulta uma leitura frontal, exceto através da observação em pontos altos da cidade, como por exemplo, no Terreiro da Sé, já que a fachada se volta na sua direção. O mosteiro tem uma área total de implantação de cerca de 4.000 m2, desenvolvendo-se ao redor de dois claustros. O próprio edifício faz a transição para o espaço exterior e a entrada principal fazia-se pela portaria que se encontrava ao lado da igreja na galilé na rua de S. Bento da Vitória. O acesso ao conjunto monástico faz-se hoje tanto através da rua das Taipas, onde atualmente se situa o Arquivo Distrital do Porto, como pela rua de S. Bento da Vitória, onde se localiza a fachada da igreja e faz-se o acesso ao mosteiro, agora pertencente ao Teatro Nacional de São João.[[Igreja e Mosteiro de São Bento da Vitória do Porto# ftn4|[3]]] &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Nesta mesma rua, a sul, localiza-se a Igreja Paroquial de Nossa Senhora da Vitória, na confluência com a Rua da Bataria da Vitória. A sul, também se encontra o Miradouro da Vitória, onde os visitantes podem desfrutar de vistas sobre o casario da Vitória, o Rio Douro, a Sé Catedral, o Paço Episcopal, a Ponte Luís I e a zona beira-rio de Gaia.[[Igreja e Mosteiro de São Bento da Vitória do Porto# ftn5|[4]]]&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
== Descrição ==&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
=== Objeto arquitetónico ===&lt;br /&gt;
Nota sumária de apresentação fundamentada em bibliografia: monografias sobre o objeto; autores de referência; trabalhos académicos (dissertações de mestrado e teses de doutoramento a consultar nas bibliotecas da FLUP, da FAUP e da FEUP); &#039;&#039;&#039;Bibliografia obrigatória recomendada&#039;&#039;&#039;.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Pesquisar a bibliografia local e a informação que está a ser  divulgada sobre o objeto/conjunto arquitetónico.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
(Pesquisar no repositório do Núcleo Porto, da Biblioteca da FLUP; ver biblioteca da FAUP; consultar guias Turísticos); periódicos locais; bases de dados online (consultar SIPA). Paralelamente à pesquisa, deve selecionar imagens antigas, plantas e alçados do objeto.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
=== Património integrado ===&lt;br /&gt;
Sinteticamente (no máximo meia página) caracterize o interior e os programas integrados na Arquitetura. Atente: tetos, retábulos, escultura, pintura, azulejaria, ferros, estuques, mobiliário etc.etc.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
=== Objeto ou conjunto em destaque ===&lt;br /&gt;
Que objeto destaca no Património Integrado? Justifique o motivo de destacar este objeto / conjunto e apresente-o sumariamente.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
== Imagens e Iconografia do Objeto ==&lt;br /&gt;
Mapas, plantas, alçados, fotografias recentes / antigas, estampas, etc., com legenda individual que identifique o autor ou da fonte da imagem.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
=== Objeto arquitetónico ===&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
=== Património integrado ===&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
=== Objeto ou conjunto em destaque ===&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
== Fontes e Bibliografia ==&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
=== Fontes ===&lt;br /&gt;
[[Igreja e Mosteiro de São Bento da Vitória do Porto# ftnref1|[1]]] PEREIRA, A. C. da C. (2007). &#039;&#039;Os Conventos do Porto. Descontinuidades, Transformação e Reutilização&#039;&#039;. [Dissertação de Mestrado, Faculdade de Arquitectura da Universidade do Porto], 239.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
[[Igreja e Mosteiro de São Bento da Vitória do Porto# ftnref2|[2]]] SOARES, R. M. de M. (2021). &#039;&#039;Do Sagrado ao Profano a reutilização adaptativa nos mosteiros portugueses – Mosteiro de Santa Maria do Bouro, Mosteiro de São Bento da Vitória e Mosteiro de Santo Tirso.&#039;&#039; [Dissertação de Mestrado, Faculdade de Letras da Universidade do Porto], 134.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
[[Igreja e Mosteiro de São Bento da Vitória do Porto# ftnref4|[4]]] PEREIRA, op. cit., 240.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
[[Igreja e Mosteiro de São Bento da Vitória do Porto# ftnref5|[5]]] Agenda Cultural do Porto. (2023). &#039;&#039;Miradouro da Vitória – Porto.&#039;&#039; &amp;lt;nowiki&amp;gt;https://agendaculturalporto.org/miradouro-da-vitoria-porto/&amp;lt;/nowiki&amp;gt; &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
=== Bibliografia ===&lt;/div&gt;</summary>
		<author><name>Danielafernandes01</name></author>
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