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	<title>Porto Renascentista - Contribuições do utilizador [pt]</title>
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	<subtitle>Contribuições do utilizador</subtitle>
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		<id>https://wikimedia.pt/PortoRenascentista/index.php?title=Casa_da_C%C3%A2mara_de_Vila_do_Conde&amp;diff=242</id>
		<title>Casa da Câmara de Vila do Conde</title>
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		<updated>2025-03-16T18:16:59Z</updated>

		<summary type="html">&lt;p&gt;Rita Rocha: &lt;/p&gt;
&lt;hr /&gt;
&lt;div&gt;&lt;br /&gt;
= Identificação =&lt;br /&gt;
{| class=&amp;quot;wikitable&amp;quot;&lt;br /&gt;
|&#039;&#039;&#039;Designação&#039;&#039;&#039;&lt;br /&gt;
|Câmara  Municipal de Vila do Conde&lt;br /&gt;
|-&lt;br /&gt;
|&#039;&#039;&#039;Localização&#039;&#039;&#039;&lt;br /&gt;
|&lt;br /&gt;
* Norte de Portugal&lt;br /&gt;
* Distrito do Porto&lt;br /&gt;
* Concelho de Vila do Conde&lt;br /&gt;
* Freguesia de Vila do Conde;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
* Implanta-se na Praça       Vasco da Gama (4480-454 Vila do Conde);&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
* Coordenadas: [https://www.google.pt/maps/place/41%C2%B021&#039;14.6%22N+8%C2%B044&#039;36.6%22W/@41.3540526,-8.7460845,781m/data=!3m2!1e3!4b1!4m4!3m3!8m2!3d41.3540526!4d-8.7435096?hl=pt-PT&amp;amp;entry=ttu&amp;amp;g_ep=EgoyMDI1MDIyNS4wIKXMDSoASAFQAw%3D%3D 41.35405263182586,       -8.743509560626094.]&lt;br /&gt;
|-&lt;br /&gt;
|&#039;&#039;&#039;Cronologia&#039;&#039;&#039;&lt;br /&gt;
|Século XVI (1538 - 1543)&lt;br /&gt;
|-&lt;br /&gt;
|&#039;&#039;&#039;Autores&#039;&#039;&#039;&lt;br /&gt;
|Traçado por:  Gonçalo Afonso e João Lopes, o Velho;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Mestres  pedreiros: Gonçalo Afonso e Aparício Gonçalves;&lt;br /&gt;
|}&lt;br /&gt;
[[Ficheiro:Vila do Conde, Pelourinho e paços do concelho (3954634689).jpg|miniaturadaimagem|270x270px|Fotografia da fachada dos Paços do Concelho de Vila do Conde ou Casa da Câmara de Vila do Conde, juntamente com o Pelourinho. Fotografia de [[commons:File:Vila_do_Conde,_Pelourinho_e_paços_do_concelho_(3954634689).jpg|amaianos]]]]&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
= Estado da Arte =&lt;br /&gt;
Para a realização do estudo da Casa da Câmara de Vila do Conde, João Lopes, o Velho e João Lopes, o Novo foi consultada bibliografia especifica sobre o tema.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Esta conta com a tese de doutoramento &#039;&#039;&#039;«&#039;&#039;A decoração esculpida na arquitectura da escola dos Lopes (1553-1603): as formas e os símbolos Vol. I e II&#039;&#039;»&#039;&#039;&#039; (2022) de Catarina de Oliveira, utilizada para melhor entendimento da arte da Família Lopes.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
A dissertação &#039;&#039;&#039;«&#039;&#039;Vila do Conde no início da Época Moderna Construção de uma nova centralidade&#039;&#039;»&#039;&#039;&#039; (2013) de Eliana de Sousa, base essencial para este trabalho. Utilizada para o entendimento da implantação da Igreja Matriz de Vila do Conde, da Casa da Câmara de Vila do Conde e do Pelourinho. A sua construção a mando régio, assim como os tracistas e mestres pedreiros, foram também explicadas. &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
A descrição dos Paços do Concelho será baseada na obra de Eliana de Sousa &#039;&#039;&#039;«&#039;&#039;Vila do Conde no início da Época Moderna Construção de uma nova centralidade&#039;&#039;»&#039;&#039;&#039;, especialmente no capítulo «2.1.2.2 A Arqueologia do edificado».&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Neste trabalho também foi possível aceder à transcrição de partes do documento «&#039;&#039;Contrato entre a Câmara de Vila do Conde e Gonçalo Afonso e Aparício Gonçalves - A construção da casa da Câmara e do pelourinho&#039;&#039;», disponível no site do Arquivo Municipal de Vila do Conde. &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
A publicação da Sociedade Martins Sarmento na Revista de Guimarães &#039;&#039;&#039;&#039;&#039;«LOPES, UMA FAMÍLIA DE ARTÍSTAS EM PORTUGAL E NA GALIZA.»&#039;&#039;&#039;&#039;&#039; (1986) de António Matos Reis. Esta publicação faz uma cronologia da Família Lopes, detalhando os seus locais de trabalho e implantação das suas obras.   &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
= Enquadramento =&lt;br /&gt;
A Casa da Câmara de Vila do Conde foi mandada erguer no seguimento do projeto de reconstrução da «velha &#039;&#039;praça&#039;&#039; medieval» de Vila do Conde. Altera a localização da praça central e transformando-a numa «&#039;&#039;Praça Nova&#039;&#039;». Muda assim o «simples largo, acanhado, um espaço &#039;&#039;central&#039;&#039; muito pouco digno de uma vila que se desenvolvia»(Sousa, 2013, p70).&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
O projeto teve início com a igreja Matriz de Vila do Conde, localizada na mesma praça. Em 1502 é financiada por D. Manuel I. A igreja Matriz substituiria a «primitiva igreja pré-românica […] de S. João Baptista, localizada no monte do mosteiro, que, para além de pequena, estaria certamente já necessitada de obras profundas»(Sousa, 2013, p26). Inicialmente seria construída ainda no monte do mosteiro, «pois em 1502 D. Manuel ordena que a nova igreja seja, afinal, no campo de S. Sebastião, na zona baixa da vila». Deslocando-a assim para «relativamente perto da praça medieval onde estavam os velhos paços do concelho e picota, o principal centro social, político e económico de Vila do Conde»(Sousa, 2013, p30).&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Assim, a Casa da Câmara de Vila do Conde e o Pelourinho são construídos, sendo começadas em 1538, já no reinado de D. João III, ambas com financiamento régio.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
= Descrição =&lt;br /&gt;
=== Objeto arquitetónico ===&lt;br /&gt;
A pesquisa foi iniciada pela consulta de bibliografia obrigatória, que continha obras como: «&#039;&#039;&#039;&#039;&#039;História da Arte Portuguesa, Vol. II, Parte 3 – Classicismo: Inovações, Resistências, Academismo&#039;&#039;&#039;»&#039;&#039; (1995) de Paulo Pereira, «&#039;&#039;&#039;&#039;&#039;História da Arte em Portugal – O Renascimento e o Maneirismo (1500- 1620).&#039;&#039;&#039;&#039;&#039;» (2002) de Vítor Serrão, «&#039;&#039;&#039;&#039;&#039;A arquitectura “Ao Romano”&#039;&#039;&#039;»&#039;&#039; (2009) de Maria de Lurdes Craveiro e &#039;&#039;«&#039;&#039;&#039;A Arquitectura Portuguesa Chã. Entre as Especiarias e os Diamantes (1521-1706)&#039;&#039;&#039;»&#039;&#039; de George Kubler. &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
A bibliografia especifica sobre o tema, conta com a tese de doutoramento «&#039;&#039;&#039;&#039;&#039;A decoração esculpida na arquitectura da escola dos Lopes (1553-1603): as formas e os símbolos Vol. I e II&#039;&#039;&#039;&#039;&#039;» (2022) de Catarina de Oliveira. Com a dissertação «&#039;&#039;&#039;&#039;&#039;Vila do Conde no início da Época Moderna Construção de uma nova centralidade&#039;&#039;&#039;&#039;&#039;» (2013) de Eliana de Sousa. E com a publicação da Sociedade Martins Sarmento na Revista de Guimarães «&#039;&#039;&#039;&#039;&#039;LOPES, UMA FAMÍLIA DE ARTÍSTAS EM PORTUGAL E NA GALIZA.&#039;&#039;&#039;&#039;&#039;» (1986) de António Matos Reis.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
=== Casa da Câmara de Vila Conde ===&lt;br /&gt;
[[Ficheiro:Imagem dos paços da camara atualmente - vista geral Carlos Sousa 2022.jpg|miniaturadaimagem|Fotografia da fachada dos Paços do Concelho e pelourinho de Vila do Conde. Fotografia de Carlos Sousa (2022). https://bit.ly/4frdsa4]]&lt;br /&gt;
Eliana de Sousa começa por referir que o modelo arquitetônico é «simples e o mais comum para a época», tendo a planta retangular, constituída por dois pisos. O piso superior é considerado o «mais &#039;&#039;nobre&#039;&#039;» e é dividido em casa da &#039;&#039;camara&#039;&#039; («para vereações») e a casa da &#039;&#039;audiencia&#039;&#039; («(o tribunal) para o juiz do concelho»).&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
A cobertura é feita por um «telhado comum, de quatro águas», que cobre as duas divisões.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
A fachada é composta por cinco janelas sóbrias e regulares, que iluminam o piso nobre. Sobressai a escadaria monumental, que liga ao piso superior, que acaba numa varanda. A entrada para o piso nobre é feita por uma porta decorada com um pequeno frontão, onde encontramos as armas do reino e a data de finalização da obra, 1543.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
No andar térreo, encontramos as arcadas de arco de volta perfeita, onde encosta a escadaria. No lado oposto às arcadas encontramos uma porta ladeada por uma pequena janela gradeada. &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
A divisão do lado das arcadas é pensada como um suporte para o açougues e do comércio feito na praça. Já a pequena sala, que tem como entrada a porta já mencionada, foi utilizada posteriormente como suporte para o edifício da prisão.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Carlos Caetano, que é citado por Eliana de Sousa, diz que os paços do concelho são um «“exemplo notável de ensaio de uma ordem compositiva nova num corpo arquitectónico tradicional (…) proporcionado pela fachada da casa da câmara”. Diz que apesar de “muito simples, integra e articula elementos tradicionais e elementos inovadores”, onde “tanto a imponente varanda como os arcos dos açougues primitivos, ambos muito vernáculos e de inegável e típico “recorte” tardo-manuelino, coabitam com os dois cunhais de pedraria que sustentam a vasta cornija corrida, elementos inovadores anunciadores de uma ordem, ou melhor, de valores arquitectónicos novos”.»&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
== Imagens e Iconografia do Objeto ==&lt;br /&gt;
[[Ficheiro:Captura de ecra retirada do google maps das localizações da praça velha, praça nova e mosteiro de santa clara.png|miniaturadaimagem|Captura de ecrã retirada do Google Maps, onde foram rodeados o Mosteiro de Santa Clara (1), Praça Nova (2) e Praça Velha (3), localizados em Vila do Conde.|esquerda]]&lt;br /&gt;
[[Ficheiro:Vista aerea da igreja matriz, praça nova e praça velha.png|miniaturadaimagem|281x281px|Vista aérea da igreja matriz e da Praça Nova (atual Praça Vasco da Gama), com os paços do concelho e o pelourinho (1), com localização da Praça Velha (2) (fonte: CMVC, 2005). Retirado de «Vila do Conde no início da Época Moderna Construção de uma nova centralidade» de Eliana de Sousa.|centro]]&amp;lt;gallery&amp;gt;&lt;br /&gt;
Ficheiro:Casa da audiencia da camara de vila do conde fotografia de Eliana de Sousa.png|Salão nobre / casa da audiencia (fonte: CMVC). Retirado de «Vila do Conde no início da Época Moderna Construção de uma nova centralidade» de Eliana de Sousa.&lt;br /&gt;
Ficheiro:Casa da camara de vila do conde fotografia de eliana de sousa.png|Sala quinhentista / casa da camara (fonte: CMVC). Retirado de «Vila do Conde no início da Época Moderna Construção de uma nova centralidade» de Eliana de Sousa.&lt;br /&gt;
Ficheiro:Espaço interior no piso terreo em frente as arcadas fotografia de eliana de sousa.png|Espaço interior do piso térreo em frente às arcadas. Retirado de «Vila do Conde no início da Época Moderna Construção de uma nova centralidade» de Eliana de Sousa.&lt;br /&gt;
Ficheiro:Passagem aberta na requalificação em 2002 para uma sala estreita fotografia de eliana de sousa.png|Passagem aberta na requalificação em 2002 para uma sala estreita, anteriormente acessível apenas pela porta que dá para o exterior, na base da escadaria.  Retirado de «Vila do Conde no início da Época Moderna Construção de uma nova centralidade» de Eliana de Sousa.&lt;br /&gt;
&amp;lt;/gallery&amp;gt;&lt;br /&gt;
[[Ficheiro:Planta da casa da câmara do piso inferior.png|esquerda|miniaturadaimagem|384x384px|Planta do piso térreo dos paços do concelho (com a antiga cadeia à esquerda), após intervenção em 2002 (provável reconstituição do interior do edifício no século XVI) (fonte: CMVC – Arquiteto Manuel Maia Gomes). Retirado de «Vila do Conde no início da Época Moderna Construção de uma nova centralidade» de Eliana de Sousa.]]&lt;br /&gt;
[[Ficheiro:Piso superior da casa da câmara.png|miniaturadaimagem|423x423px|Planta do piso superior (com antiga cadeia à esquerda) (fonte: CMVC – Arquiteto Manuel Maia Gomes). Retirado de «Vila do Conde no início da Época Moderna Construção de uma nova centralidade» de Eliana de Sousa.]]&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&amp;lt;u&amp;gt;&amp;lt;big&amp;gt;Bibliografia&amp;lt;/big&amp;gt;&amp;lt;/u&amp;gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Abreu, S. (2010). &#039;&#039;A obra do arquitecto italiano Francesco da Cremona (c.1480-c.1550) em Portugal: novas pistas de investigação.&#039;&#039; CEPESE. Porto.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Craveiro, M. (1990). &#039;&#039;Diogo de Castilho e a Arquitetuctura da Renascença em Coimbra&#039;&#039;. Universidade de Coimbra. Coimbra.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Craveiro, M. (2009). &#039;&#039;A arquitectura “Ao Romano”.&#039;&#039; Cord..Dalila Rodrigues. Fubu. Vila Nova de Gaia.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Kubler, G. &#039;&#039;A Arquitectura Portuguesa Chã. Entre as Especiarias e os Diamantes (1521-1706)&#039;&#039;. Várias Edições.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Oliveira, C. (2022). &#039;&#039;A decoração esculpida na arquitectura da escola dos Lopes (1553-1603): as formas e os símbolos&#039;&#039;. Universidade de Lisboa. Lisboa&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Pereira, P. (1995). &#039;&#039;História da Arte Portuguesa, Vol. II, Parte 3 – Classicismo: Inovações, Resistências, Academismo.&#039;&#039; Círculo de Leitores. Lisboa. P. 279-537&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
REIS, A. M.  &#039;&#039;Lopes, uma família de artístas em Portugal e na Galiza&#039;&#039;. Revista de Guimarães, 96 Jan.-Dez. 1986, p. 151-180.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Silva, R. (2018). &#039;&#039;O paradigma da arquitetura em Portugal na idade moderna. Entre o tardo-gótico e o renascimento: João de Castilho “o mestre que amanhece e anoitece na obra”. Vol 2.&#039;&#039; Universidade de Lisboa. Lisboa.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Serrão, V. (2002&#039;&#039;). História da Arte em Portugal – O Renascimento e o Maneirismo (1500- 1620)&#039;&#039;. Editorial Presença. Lisboa.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Sousa, E. (2013). &#039;&#039;Vila do Conde no início da Época Moderna Construção de uma nova centralidade&#039;&#039;. Universidade do Porto (FLUP). Porto.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
== &amp;lt;u&amp;gt;&amp;lt;big&amp;gt;Webgrafia&amp;lt;/big&amp;gt;&amp;lt;/u&amp;gt; ==&lt;br /&gt;
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&lt;br /&gt;
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&lt;br /&gt;
Noé, P. &amp;amp; Almeida, J. (2018). &#039;&#039;Igreja Paroquial de Caminha/ Igreja de Nossa Senhora da Assunção&#039;&#039;. Retirado de SIPA. Acessado a 15/10/2024. http://www.monumentos.gov.pt/site/app_pagesuser/sipa.aspx?id=4101&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
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&lt;br /&gt;
Sereno, I., Leão, M., &amp;amp; Noé, P. (1997). &#039;&#039;Igreja Paroquial da Foz do Douro/ Igreja de São João Baptista.&#039;&#039; Retirado de SIPA. Acessado a 15/10/2024. http://www.monumentos.gov.pt/Site/APP_PagesUser/SIPA.aspx?id=5471&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Sereno, I., Santos, J., Gonçalves, J., &amp;amp; Filipe, A. (2013). &#039;&#039;Convento de São Gonçalo de Amarante/ Câmara Municipal de Amarante/ Museu Municipal de Souza Cardoso&#039;&#039;. Retirado de SIPA. Acessado a 15/10/2024.  http://www.monumentos.gov.pt/Site/APP_PagesUser/SIPA.aspx?id=6583 &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Sereno, I., Santos, J., Noé, P., &amp;amp; Costa, P. (2005). &#039;&#039;Igreja e Colégio de São Lourenço/ Igreja e Convento dos Grilos/ Seminário Maior de Nossa Senhora da Conceição&#039;&#039;. Retirado de SIPA. Acessado a 17/10/2024. http://www.monumentos.gov.pt/site/app_pagesuser/SIPA.aspx?id=5476n&lt;/div&gt;</summary>
		<author><name>Rita Rocha</name></author>
	</entry>
	<entry>
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		<title>Casa da Câmara de Vila do Conde</title>
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		<updated>2025-02-28T12:16:38Z</updated>

		<summary type="html">&lt;p&gt;Rita Rocha: &lt;/p&gt;
&lt;hr /&gt;
&lt;div&gt;&lt;br /&gt;
= Identificação =&lt;br /&gt;
{| class=&amp;quot;wikitable&amp;quot;&lt;br /&gt;
|&#039;&#039;&#039;Designação&#039;&#039;&#039;&lt;br /&gt;
|Câmara  Municipal de Vila do Conde&lt;br /&gt;
|-&lt;br /&gt;
|&#039;&#039;&#039;Localização&#039;&#039;&#039;&lt;br /&gt;
|&lt;br /&gt;
* Norte de Portugal&lt;br /&gt;
* Distrito do Porto&lt;br /&gt;
* Concelho de Vila do Conde&lt;br /&gt;
* Freguesia de Vila do Conde;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
* Implanta-se na Praça       Vasco da Gama (4480-454 Vila do Conde);&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
* Coordenadas: [https://www.google.pt/maps/place/41%C2%B021&#039;14.6%22N+8%C2%B044&#039;36.6%22W/@41.3540526,-8.7460845,781m/data=!3m2!1e3!4b1!4m4!3m3!8m2!3d41.3540526!4d-8.7435096?hl=pt-PT&amp;amp;entry=ttu&amp;amp;g_ep=EgoyMDI1MDIyNS4wIKXMDSoASAFQAw%3D%3D 41.35405263182586,       -8.743509560626094.]&lt;br /&gt;
|-&lt;br /&gt;
|&#039;&#039;&#039;Cronologia&#039;&#039;&#039;&lt;br /&gt;
|Século XVI (1538 - 1543)&lt;br /&gt;
|-&lt;br /&gt;
|&#039;&#039;&#039;Autores&#039;&#039;&#039;&lt;br /&gt;
|Traçado por:  Gonçalo Afonso e João Lopes, o Velho;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Mestres  pedreiros: Gonçalo Afonso e Aparício Gonçalves;&lt;br /&gt;
|}&lt;br /&gt;
[[Ficheiro:Vila do Conde, Pelourinho e paços do concelho (3954634689).jpg|miniaturadaimagem|270x270px|Fotografia da fachada dos Paços do Concelho de Vila do Conde ou Casa da Câmara de Vila do Conde, juntamente com o Pelourinho. Fotografia de [[commons:File:Vila_do_Conde,_Pelourinho_e_paços_do_concelho_(3954634689).jpg|amaianos]]]]&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
= Estado da Arte =&lt;br /&gt;
Para a realização do estudo da Casa da Câmara de Vila do Conde, João Lopes, o Velho e João Lopes, o Novo foi consultada bibliografia especifica sobre o tema.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Esta conta com a tese de doutoramento &#039;&#039;&#039;«&#039;&#039;A decoração esculpida na arquitectura da escola dos Lopes (1553-1603): as formas e os símbolos Vol. I e II&#039;&#039;»&#039;&#039;&#039; (2022) de Catarina de Oliveira, utilizada para melhor entendimento da arte da Família Lopes.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
A dissertação &#039;&#039;&#039;«&#039;&#039;Vila do Conde no início da Época Moderna Construção de uma nova centralidade&#039;&#039;»&#039;&#039;&#039; (2013) de Eliana de Sousa, base essencial para este trabalho. Utilizada para o entendimento da implantação da Igreja Matriz de Vila do Conde, da Casa da Câmara de Vila do Conde e do Pelourinho. A sua construção a mando régio, assim como os tracistas e mestres pedreiros, foram também explicadas. &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
A descrição dos Paços do Concelho será baseada na obra de Eliana de Sousa &#039;&#039;&#039;«&#039;&#039;Vila do Conde no início da Época Moderna Construção de uma nova centralidade&#039;&#039;»&#039;&#039;&#039;, especialmente no capítulo «2.1.2.2 A Arqueologia do edificado».&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Neste trabalho também foi possível aceder à transcrição de partes do documento «&#039;&#039;Contrato entre a Câmara de Vila do Conde e Gonçalo Afonso e Aparício Gonçalves - A construção da casa da Câmara e do pelourinho&#039;&#039;», disponível no site do Arquivo Municipal de Vila do Conde. &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
A publicação da Sociedade Martins Sarmento na Revista de Guimarães &#039;&#039;&#039;&#039;&#039;«LOPES, UMA FAMÍLIA DE ARTÍSTAS EM PORTUGAL E NA GALIZA.»&#039;&#039;&#039;&#039;&#039; (1986) de António Matos Reis. Esta publicação faz uma cronologia da Família Lopes, detalhando os seus locais de trabalho e implantação das suas obras.   &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
= Enquadramento =&lt;br /&gt;
A Casa da Câmara de Vila do Conde foi mandada erguer no seguimento do projeto de reconstrução da «velha &#039;&#039;praça&#039;&#039; medieval» de Vila do Conde. Altera a localização da praça central e transformando-a numa «&#039;&#039;Praça Nova&#039;&#039;». Muda assim o «simples largo, acanhado, um espaço &#039;&#039;central&#039;&#039; muito pouco digno de uma vila que se desenvolvia»(Sousa, 2013, p70).&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
O projeto teve início com a igreja Matriz de Vila do Conde, localizada na mesma praça. Em 1502 é financiada por D. Manuel I. A igreja Matriz substituiria a «primitiva igreja pré-românica […] de S. João Baptista, localizada no monte do mosteiro, que, para além de pequena, estaria certamente já necessitada de obras profundas»(Sousa, 2013, p26). Inicialmente seria construída ainda no monte do mosteiro, «pois em 1502 D. Manuel ordena que a nova igreja seja, afinal, no campo de S. Sebastião, na zona baixa da vila». Deslocando-a assim para «relativamente perto da praça medieval onde estavam os velhos paços do concelho e picota, o principal centro social, político e económico de Vila do Conde»(Sousa, 2013, p30).&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Assim, a Casa da Câmara de Vila do Conde e o Pelourinho são construídos, sendo começadas em 1538, já no reinado de D. João III, ambas com financiamento régio.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
= Descrição =&lt;br /&gt;
=== Objeto arquitetónico ===&lt;br /&gt;
A pesquisa foi iniciada pela consulta de bibliografia obrigatória, que continha obras como: «&#039;&#039;História da Arte Portuguesa, Vol. II, Parte 3 – Classicismo: Inovações, Resistências, Academismo»&#039;&#039; (1995) de Paulo Pereira, «&#039;&#039;História da Arte em Portugal – O Renascimento e o Maneirismo (1500- 1620)&#039;&#039;.» (2002) de Vítor Serrão, «&#039;&#039;A arquitectura “Ao Romano”»&#039;&#039; (2009) de Maria de Lurdes Craveiro e &#039;&#039;«A Arquitectura Portuguesa Chã. Entre as Especiarias e os Diamantes (1521-1706)»&#039;&#039; de George Kubler. &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
A bibliografia especifica sobre o tema, conta com a tese de doutoramento «&#039;&#039;A decoração esculpida na arquitectura da escola dos Lopes (1553-1603): as formas e os símbolos Vol. I e II&#039;&#039;» (2022) de Catarina de Oliveira. Com a dissertação «&#039;&#039;Vila do Conde no início da Época Moderna Construção de uma nova centralidade&#039;&#039;» (2013) de Eliana de Sousa. E com a publicação da Sociedade Martins Sarmento na Revista de Guimarães «&#039;&#039;LOPES, UMA FAMÍLIA DE ARTÍSTAS EM PORTUGAL E NA GALIZA.&#039;&#039;» (1986) de António Matos Reis.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
=== Casa da Câmara de Vila Conde ===&lt;br /&gt;
[[Ficheiro:Imagem dos paços da camara atualmente - vista geral Carlos Sousa 2022.jpg|miniaturadaimagem|Fotografia da fachada dos Paços do Concelho e pelourinho de Vila do Conde. Fotografia de Carlos Sousa (2022). https://bit.ly/4frdsa4]]&lt;br /&gt;
Eliana de Sousa começa por referir que o modelo arquitetônico é «simples e o mais comum para a época», tendo a planta retangular, constituída por dois pisos. O piso superior é considerado o «mais &#039;&#039;nobre&#039;&#039;» e é dividido em casa da &#039;&#039;camara&#039;&#039; («para vereações») e a casa da &#039;&#039;audiencia&#039;&#039; («(o tribunal) para o juiz do concelho»).&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
A cobertura é feita por um «telhado comum, de quatro águas», que cobre as duas divisões.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
A fachada é composta por cinco janelas sóbrias e regulares, que iluminam o piso nobre. Sobressai a escadaria monumental, que liga ao piso superior, que acaba numa varanda. A entrada para o piso nobre é feita por uma porta decorada com um pequeno frontão, onde encontramos as armas do reino e a data de finalização da obra, 1543.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
No andar térreo, encontramos as arcadas de arco de volta perfeita, onde encosta a escadaria. No lado oposto às arcadas encontramos uma porta ladeada por uma pequena janela gradeada. &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
A divisão do lado das arcadas é pensada como um suporte para o açougues e do comércio feito na praça. Já a pequena sala, que tem como entrada a porta já mencionada, foi utilizada posteriormente como suporte para o edifício da prisão.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Carlos Caetano, que é citado por Eliana de Sousa, diz que os paços do concelho são um «“exemplo notável de ensaio de uma ordem compositiva nova num corpo arquitectónico tradicional (…) proporcionado pela fachada da casa da câmara”. Diz que apesar de “muito simples, integra e articula elementos tradicionais e elementos inovadores”, onde “tanto a imponente varanda como os arcos dos açougues primitivos, ambos muito vernáculos e de inegável e típico “recorte” tardo-manuelino, coabitam com os dois cunhais de pedraria que sustentam a vasta cornija corrida, elementos inovadores anunciadores de uma ordem, ou melhor, de valores arquitectónicos novos”.»&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
== Imagens e Iconografia do Objeto ==&lt;br /&gt;
[[Ficheiro:Captura de ecra retirada do google maps das localizações da praça velha, praça nova e mosteiro de santa clara.png|miniaturadaimagem|Captura de ecrã retirada do Google Maps, onde foram rodeados o Mosteiro de Santa Clara (1), Praça Nova (2) e Praça Velha (3), localizados em Vila do Conde.|esquerda]]&lt;br /&gt;
[[Ficheiro:Vista aerea da igreja matriz, praça nova e praça velha.png|miniaturadaimagem|281x281px|Vista aérea da igreja matriz e da Praça Nova (atual Praça Vasco da Gama), com os paços do concelho e o pelourinho (1), com localização da Praça Velha (2) (fonte: CMVC, 2005). Retirado de «Vila do Conde no início da Época Moderna Construção de uma nova centralidade» de Eliana de Sousa.|centro]]&amp;lt;gallery&amp;gt;&lt;br /&gt;
Ficheiro:Casa da audiencia da camara de vila do conde fotografia de Eliana de Sousa.png|Salão nobre / casa da audiencia (fonte: CMVC). Retirado de «Vila do Conde no início da Época Moderna Construção de uma nova centralidade» de Eliana de Sousa.&lt;br /&gt;
Ficheiro:Casa da camara de vila do conde fotografia de eliana de sousa.png|Sala quinhentista / casa da camara (fonte: CMVC). Retirado de «Vila do Conde no início da Época Moderna Construção de uma nova centralidade» de Eliana de Sousa.&lt;br /&gt;
Ficheiro:Espaço interior no piso terreo em frente as arcadas fotografia de eliana de sousa.png|Espaço interior do piso térreo em frente às arcadas. Retirado de «Vila do Conde no início da Época Moderna Construção de uma nova centralidade» de Eliana de Sousa.&lt;br /&gt;
Ficheiro:Passagem aberta na requalificação em 2002 para uma sala estreita fotografia de eliana de sousa.png|Passagem aberta na requalificação em 2002 para uma sala estreita, anteriormente acessível apenas pela porta que dá para o exterior, na base da escadaria.  Retirado de «Vila do Conde no início da Época Moderna Construção de uma nova centralidade» de Eliana de Sousa.&lt;br /&gt;
&amp;lt;/gallery&amp;gt;&lt;br /&gt;
[[Ficheiro:Planta da casa da câmara do piso inferior.png|esquerda|miniaturadaimagem|384x384px|Planta do piso térreo dos paços do concelho (com a antiga cadeia à esquerda), após intervenção em 2002 (provável reconstituição do interior do edifício no século XVI) (fonte: CMVC – Arquiteto Manuel Maia Gomes). Retirado de «Vila do Conde no início da Época Moderna Construção de uma nova centralidade» de Eliana de Sousa.]]&lt;br /&gt;
[[Ficheiro:Piso superior da casa da câmara.png|miniaturadaimagem|423x423px|Planta do piso superior (com antiga cadeia à esquerda) (fonte: CMVC – Arquiteto Manuel Maia Gomes). Retirado de «Vila do Conde no início da Época Moderna Construção de uma nova centralidade» de Eliana de Sousa.]]&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&amp;lt;u&amp;gt;&amp;lt;big&amp;gt;Bibliografia&amp;lt;/big&amp;gt;&amp;lt;/u&amp;gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Abreu, S. (2010). &#039;&#039;A obra do arquitecto italiano Francesco da Cremona (c.1480-c.1550) em Portugal: novas pistas de investigação.&#039;&#039; CEPESE. Porto.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Craveiro, M. (1990). &#039;&#039;Diogo de Castilho e a Arquitetuctura da Renascença em Coimbra&#039;&#039;. Universidade de Coimbra. Coimbra.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Craveiro, M. (2009). &#039;&#039;A arquitectura “Ao Romano”.&#039;&#039; Cord..Dalila Rodrigues. Fubu. Vila Nova de Gaia.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Kubler, G. &#039;&#039;A Arquitectura Portuguesa Chã. Entre as Especiarias e os Diamantes (1521-1706)&#039;&#039;. Várias Edições.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Oliveira, C. (2022). &#039;&#039;A decoração esculpida na arquitectura da escola dos Lopes (1553-1603): as formas e os símbolos&#039;&#039;. Universidade de Lisboa. Lisboa&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Pereira, P. (1995). &#039;&#039;História da Arte Portuguesa, Vol. II, Parte 3 – Classicismo: Inovações, Resistências, Academismo.&#039;&#039; Círculo de Leitores. Lisboa. P. 279-537&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
REIS, A. M.  &#039;&#039;Lopes, uma família de artístas em Portugal e na Galiza&#039;&#039;. Revista de Guimarães, 96 Jan.-Dez. 1986, p. 151-180.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Silva, R. (2018). &#039;&#039;O paradigma da arquitetura em Portugal na idade moderna. Entre o tardo-gótico e o renascimento: João de Castilho “o mestre que amanhece e anoitece na obra”. Vol 2.&#039;&#039; Universidade de Lisboa. Lisboa.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Serrão, V. (2002&#039;&#039;). História da Arte em Portugal – O Renascimento e o Maneirismo (1500- 1620)&#039;&#039;. Editorial Presença. Lisboa.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Sousa, E. (2013). &#039;&#039;Vila do Conde no início da Época Moderna Construção de uma nova centralidade&#039;&#039;. Universidade do Porto (FLUP). Porto.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
== &amp;lt;u&amp;gt;&amp;lt;big&amp;gt;Webgrafia&amp;lt;/big&amp;gt;&amp;lt;/u&amp;gt; ==&lt;br /&gt;
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Carvalho, J., Figueiredo, P., &amp;amp; Fernandes, M. (2002). &#039;&#039;Catedral de Lamego/ Sé de Lamego/ Igreja Paroquial da Sé/ Igreja de Nossa Senhora da Assunção&#039;&#039;. Retirado de SIPA. Acessado a 15/10/2024. http://www.monumentos.gov.pt/site/app_pagesuser/sipa.aspx?id=6431&lt;br /&gt;
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Noé, P. (1992). &#039;&#039;Pelourinho de Arcos de Valdevez&#039;&#039;. Retirado de SIPA. Acessado a 10/11/2024. http://www.monumentos.gov.pt/Site/APP_PagesUser/SIPA.aspx?id=2221&lt;br /&gt;
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Noé, P. (2008). &#039;&#039;Casa de Miguel de Vasconcelos/ Casa dos Medalhões/ Casa das Lunas&#039;&#039;. Retirado de SIPA. Acessado a 13/10/2024. http://www.monumentos.gov.pt/Site/APP_PagesUser/SIPA.aspx?id=4116&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
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&lt;br /&gt;
Olhar Viana do Castelo. (2011, May 9). &#039;&#039;Praça da República - Viana do Castelo&#039;&#039;. Retirado do Olhar Viana Do Castelo. Acessado a 15/10/2024. https://www.olharvianadocastelo.pt/2011/05/praca-da-republica-viana-do-castelo.html&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Sereno, I., Leão, M., &amp;amp; Noé, P. (1997). &#039;&#039;Igreja Paroquial da Foz do Douro/ Igreja de São João Baptista.&#039;&#039; Retirado de SIPA. Acessado a 15/10/2024. http://www.monumentos.gov.pt/Site/APP_PagesUser/SIPA.aspx?id=5471&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Sereno, I., Santos, J., Gonçalves, J., &amp;amp; Filipe, A. (2013). &#039;&#039;Convento de São Gonçalo de Amarante/ Câmara Municipal de Amarante/ Museu Municipal de Souza Cardoso&#039;&#039;. Retirado de SIPA. Acessado a 15/10/2024.  http://www.monumentos.gov.pt/Site/APP_PagesUser/SIPA.aspx?id=6583 &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Sereno, I., Santos, J., Noé, P., &amp;amp; Costa, P. (2005). &#039;&#039;Igreja e Colégio de São Lourenço/ Igreja e Convento dos Grilos/ Seminário Maior de Nossa Senhora da Conceição&#039;&#039;. Retirado de SIPA. Acessado a 17/10/2024. http://www.monumentos.gov.pt/site/app_pagesuser/SIPA.aspx?id=5476n&lt;/div&gt;</summary>
		<author><name>Rita Rocha</name></author>
	</entry>
	<entry>
		<id>https://wikimedia.pt/PortoRenascentista/index.php?title=Casa_da_C%C3%A2mara_de_Vila_do_Conde&amp;diff=208</id>
		<title>Casa da Câmara de Vila do Conde</title>
		<link rel="alternate" type="text/html" href="https://wikimedia.pt/PortoRenascentista/index.php?title=Casa_da_C%C3%A2mara_de_Vila_do_Conde&amp;diff=208"/>
		<updated>2025-02-28T12:12:52Z</updated>

		<summary type="html">&lt;p&gt;Rita Rocha: &lt;/p&gt;
&lt;hr /&gt;
&lt;div&gt;&lt;br /&gt;
= Identificação =&lt;br /&gt;
{| class=&amp;quot;wikitable&amp;quot;&lt;br /&gt;
|&#039;&#039;&#039;Designação&#039;&#039;&#039;&lt;br /&gt;
|Câmara  Municipal de Vila do Conde&lt;br /&gt;
|-&lt;br /&gt;
|&#039;&#039;&#039;Localização&#039;&#039;&#039;&lt;br /&gt;
|&lt;br /&gt;
* Norte de Portugal&lt;br /&gt;
* Distrito do Porto&lt;br /&gt;
* Concelho de Vila do Conde&lt;br /&gt;
* Freguesia de Vila do Conde;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
* Implanta-se na Praça       Vasco da Gama (4480-454 Vila do Conde);&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
* Coordenadas: [https://www.google.pt/maps/place/41%C2%B021&#039;14.6%22N+8%C2%B044&#039;36.6%22W/@41.3540526,-8.7460845,781m/data=!3m2!1e3!4b1!4m4!3m3!8m2!3d41.3540526!4d-8.7435096?hl=pt-PT&amp;amp;entry=ttu&amp;amp;g_ep=EgoyMDI1MDIyNS4wIKXMDSoASAFQAw%3D%3D 41.35405263182586,       -8.743509560626094.]&lt;br /&gt;
|-&lt;br /&gt;
|&#039;&#039;&#039;Cronologia&#039;&#039;&#039;&lt;br /&gt;
|Século XVI&lt;br /&gt;
1538 - 1543&lt;br /&gt;
|-&lt;br /&gt;
|&#039;&#039;&#039;Autor(es)&#039;&#039;&#039;&lt;br /&gt;
|Traçado por:  Gonçalo Afonso e João Lopes, o Velho;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Mestres  pedreiros: Gonçalo Afonso e Aparício Gonçalves;&lt;br /&gt;
|}&lt;br /&gt;
[[Ficheiro:Vila do Conde, Pelourinho e paços do concelho (3954634689).jpg|miniaturadaimagem|270x270px|Fotografia da fachada dos Paços do Concelho de Vila do Conde ou Casa da Câmara de Vila do Conde, juntamente com o Pelourinho. Fotografia de [[commons:File:Vila_do_Conde,_Pelourinho_e_paços_do_concelho_(3954634689).jpg|amaianos]]]]&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
= Estado da Arte =&lt;br /&gt;
Para a realização do estudo da Casa da Câmara de Vila do Conde, João Lopes, o Velho e João Lopes, o Novo foi consultada bibliografia especifica sobre o tema.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Esta conta com a tese de doutoramento &#039;&#039;&#039;«&#039;&#039;A decoração esculpida na arquitectura da escola dos Lopes (1553-1603): as formas e os símbolos Vol. I e II&#039;&#039;»&#039;&#039;&#039; (2022) de Catarina de Oliveira, utilizada para melhor entendimento da arte da Família Lopes.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
A dissertação &#039;&#039;&#039;«&#039;&#039;Vila do Conde no início da Época Moderna Construção de uma nova centralidade&#039;&#039;»&#039;&#039;&#039; (2013) de Eliana de Sousa, base essencial para este trabalho. Utilizada para o entendimento da implantação da Igreja Matriz de Vila do Conde, da Casa da Câmara de Vila do Conde e do Pelourinho. A sua construção a mando régio, assim como os tracistas e mestres pedreiros, foram também explicadas. &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
A descrição dos Paços do Concelho será baseada na obra de Eliana de Sousa &#039;&#039;&#039;«&#039;&#039;Vila do Conde no início da Época Moderna Construção de uma nova centralidade&#039;&#039;»&#039;&#039;&#039;, especialmente no capítulo «2.1.2.2 A Arqueologia do edificado».&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Neste trabalho também foi possível aceder à transcrição de partes do documento «&#039;&#039;Contrato entre a Câmara de Vila do Conde e Gonçalo Afonso e Aparício Gonçalves - A construção da casa da Câmara e do pelourinho&#039;&#039;», disponível no site do Arquivo Municipal de Vila do Conde. &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
A publicação da Sociedade Martins Sarmento na Revista de Guimarães &#039;&#039;&#039;&#039;&#039;«LOPES, UMA FAMÍLIA DE ARTÍSTAS EM PORTUGAL E NA GALIZA.»&#039;&#039;&#039;&#039;&#039; (1986) de António Matos Reis. Esta publicação faz uma cronologia da Família Lopes, detalhando os seus locais de trabalho e implantação das suas obras.   &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
= Enquadramento =&lt;br /&gt;
A Casa da Câmara de Vila do Conde foi mandada erguer no seguimento do projeto de reconstrução da «velha &#039;&#039;praça&#039;&#039; medieval» de Vila do Conde. Altera a localização da praça central e transformando-a numa «&#039;&#039;Praça Nova&#039;&#039;». Muda assim o «simples largo, acanhado, um espaço &#039;&#039;central&#039;&#039; muito pouco digno de uma vila que se desenvolvia»(Sousa, 2013, p70).&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
O projeto teve início com a igreja Matriz de Vila do Conde, localizada na mesma praça. Em 1502 é financiada por D. Manuel I. A igreja Matriz substituiria a «primitiva igreja pré-românica […] de S. João Baptista, localizada no monte do mosteiro, que, para além de pequena, estaria certamente já necessitada de obras profundas»(Sousa, 2013, p26). Inicialmente seria construída ainda no monte do mosteiro, «pois em 1502 D. Manuel ordena que a nova igreja seja, afinal, no campo de S. Sebastião, na zona baixa da vila». Deslocando-a assim para «relativamente perto da praça medieval onde estavam os velhos paços do concelho e picota, o principal centro social, político e económico de Vila do Conde»(Sousa, 2013, p30).&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Assim, a Casa da Câmara de Vila do Conde e o Pelourinho são construídos, sendo começadas em 1538, já no reinado de D. João III, ambas com financiamento régio.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
= Descrição =&lt;br /&gt;
=== Objeto arquitetónico ===&lt;br /&gt;
A pesquisa foi iniciada pela consulta de bibliografia obrigatória, que continha obras como: «&#039;&#039;História da Arte Portuguesa, Vol. II, Parte 3 – Classicismo: Inovações, Resistências, Academismo»&#039;&#039; (1995) de Paulo Pereira, «&#039;&#039;História da Arte em Portugal – O Renascimento e o Maneirismo (1500- 1620)&#039;&#039;.» (2002) de Vítor Serrão, «&#039;&#039;A arquitectura “Ao Romano”»&#039;&#039; (2009) de Maria de Lurdes Craveiro e &#039;&#039;«A Arquitectura Portuguesa Chã. Entre as Especiarias e os Diamantes (1521-1706)»&#039;&#039; de George Kubler. &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
A bibliografia especifica sobre o tema, conta com a tese de doutoramento «&#039;&#039;A decoração esculpida na arquitectura da escola dos Lopes (1553-1603): as formas e os símbolos Vol. I e II&#039;&#039;» (2022) de Catarina de Oliveira. Com a dissertação «&#039;&#039;Vila do Conde no início da Época Moderna Construção de uma nova centralidade&#039;&#039;» (2013) de Eliana de Sousa. E com a publicação da Sociedade Martins Sarmento na Revista de Guimarães «&#039;&#039;LOPES, UMA FAMÍLIA DE ARTÍSTAS EM PORTUGAL E NA GALIZA.&#039;&#039;» (1986) de António Matos Reis.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
=== Casa da Câmara de Vila Conde ===&lt;br /&gt;
[[Ficheiro:Imagem dos paços da camara atualmente - vista geral Carlos Sousa 2022.jpg|miniaturadaimagem|Fotografia da fachada dos Paços do Concelho e pelourinho de Vila do Conde. Fotografia de Carlos Sousa (2022). https://bit.ly/4frdsa4]]&lt;br /&gt;
Eliana de Sousa começa por referir que o modelo arquitetônico é «simples e o mais comum para a época», tendo a planta retangular, constituída por dois pisos. O piso superior é considerado o «mais &#039;&#039;nobre&#039;&#039;» e é dividido em casa da &#039;&#039;camara&#039;&#039; («para vereações») e a casa da &#039;&#039;audiencia&#039;&#039; («(o tribunal) para o juiz do concelho»).&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
A cobertura é feita por um «telhado comum, de quatro águas», que cobre as duas divisões.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
A fachada é composta por cinco janelas sóbrias e regulares, que iluminam o piso nobre. Sobressai a escadaria monumental, que liga ao piso superior, que acaba numa varanda. A entrada para o piso nobre é feita por uma porta decorada com um pequeno frontão, onde encontramos as armas do reino e a data de finalização da obra, 1543.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
No andar térreo, encontramos as arcadas de arco de volta perfeita, onde encosta a escadaria. No lado oposto às arcadas encontramos uma porta ladeada por uma pequena janela gradeada. &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
A divisão do lado das arcadas é pensada como um suporte para o açougues e do comércio feito na praça. Já a pequena sala, que tem como entrada a porta já mencionada, foi utilizada posteriormente como suporte para o edifício da prisão.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Carlos Caetano, que é citado por Eliana de Sousa, diz que os paços do concelho são um «“exemplo notável de ensaio de uma ordem compositiva nova num corpo arquitectónico tradicional (…) proporcionado pela fachada da casa da câmara”. Diz que apesar de “muito simples, integra e articula elementos tradicionais e elementos inovadores”, onde “tanto a imponente varanda como os arcos dos açougues primitivos, ambos muito vernáculos e de inegável e típico “recorte” tardo-manuelino, coabitam com os dois cunhais de pedraria que sustentam a vasta cornija corrida, elementos inovadores anunciadores de uma ordem, ou melhor, de valores arquitectónicos novos”.»&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
== Imagens e Iconografia do Objeto ==&lt;br /&gt;
[[Ficheiro:Captura de ecra retirada do google maps das localizações da praça velha, praça nova e mosteiro de santa clara.png|miniaturadaimagem|Captura de ecrã retirada do Google Maps, onde foram rodeados o Mosteiro de Santa Clara (1), Praça Nova (2) e Praça Velha (3), localizados em Vila do Conde.|esquerda]]&lt;br /&gt;
[[Ficheiro:Vista aerea da igreja matriz, praça nova e praça velha.png|miniaturadaimagem|281x281px|Vista aérea da igreja matriz e da Praça Nova (atual Praça Vasco da Gama), com os paços do concelho e o pelourinho (1), com localização da Praça Velha (2) (fonte: CMVC, 2005). Retirado de «Vila do Conde no início da Época Moderna Construção de uma nova centralidade» de Eliana de Sousa.|centro]]&amp;lt;gallery&amp;gt;&lt;br /&gt;
Ficheiro:Casa da audiencia da camara de vila do conde fotografia de Eliana de Sousa.png|Salão nobre / casa da audiencia (fonte: CMVC). Retirado de «Vila do Conde no início da Época Moderna Construção de uma nova centralidade» de Eliana de Sousa.&lt;br /&gt;
Ficheiro:Casa da camara de vila do conde fotografia de eliana de sousa.png|Sala quinhentista / casa da camara (fonte: CMVC). Retirado de «Vila do Conde no início da Época Moderna Construção de uma nova centralidade» de Eliana de Sousa.&lt;br /&gt;
Ficheiro:Espaço interior no piso terreo em frente as arcadas fotografia de eliana de sousa.png|Espaço interior do piso térreo em frente às arcadas. Retirado de «Vila do Conde no início da Época Moderna Construção de uma nova centralidade» de Eliana de Sousa.&lt;br /&gt;
Ficheiro:Passagem aberta na requalificação em 2002 para uma sala estreita fotografia de eliana de sousa.png|Passagem aberta na requalificação em 2002 para uma sala estreita, anteriormente acessível apenas pela porta que dá para o exterior, na base da escadaria.  Retirado de «Vila do Conde no início da Época Moderna Construção de uma nova centralidade» de Eliana de Sousa.&lt;br /&gt;
&amp;lt;/gallery&amp;gt;&lt;br /&gt;
[[Ficheiro:Planta da casa da câmara do piso inferior.png|esquerda|miniaturadaimagem|384x384px|Planta do piso térreo dos paços do concelho (com a antiga cadeia à esquerda), após intervenção em 2002 (provável reconstituição do interior do edifício no século XVI) (fonte: CMVC – Arquiteto Manuel Maia Gomes). Retirado de «Vila do Conde no início da Época Moderna Construção de uma nova centralidade» de Eliana de Sousa.]]&lt;br /&gt;
[[Ficheiro:Piso superior da casa da câmara.png|miniaturadaimagem|423x423px|Planta do piso superior (com antiga cadeia à esquerda) (fonte: CMVC – Arquiteto Manuel Maia Gomes). Retirado de «Vila do Conde no início da Época Moderna Construção de uma nova centralidade» de Eliana de Sousa.]]&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&amp;lt;u&amp;gt;&amp;lt;big&amp;gt;Bibliografia&amp;lt;/big&amp;gt;&amp;lt;/u&amp;gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
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&lt;br /&gt;
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Kubler, G. &#039;&#039;A Arquitectura Portuguesa Chã. Entre as Especiarias e os Diamantes (1521-1706)&#039;&#039;. Várias Edições.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
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&lt;br /&gt;
Pereira, P. (1995). &#039;&#039;História da Arte Portuguesa, Vol. II, Parte 3 – Classicismo: Inovações, Resistências, Academismo.&#039;&#039; Círculo de Leitores. Lisboa. P. 279-537&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
REIS, A. M.  &#039;&#039;Lopes, uma família de artístas em Portugal e na Galiza&#039;&#039;. Revista de Guimarães, 96 Jan.-Dez. 1986, p. 151-180.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Silva, R. (2018). &#039;&#039;O paradigma da arquitetura em Portugal na idade moderna. Entre o tardo-gótico e o renascimento: João de Castilho “o mestre que amanhece e anoitece na obra”. Vol 2.&#039;&#039; Universidade de Lisboa. Lisboa.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Serrão, V. (2002&#039;&#039;). História da Arte em Portugal – O Renascimento e o Maneirismo (1500- 1620)&#039;&#039;. Editorial Presença. Lisboa.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Sousa, E. (2013). &#039;&#039;Vila do Conde no início da Época Moderna Construção de uma nova centralidade&#039;&#039;. Universidade do Porto (FLUP). Porto.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
== &amp;lt;u&amp;gt;&amp;lt;big&amp;gt;Webgrafia&amp;lt;/big&amp;gt;&amp;lt;/u&amp;gt; ==&lt;br /&gt;
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&lt;br /&gt;
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Carvalho, J., Figueiredo, P., &amp;amp; Fernandes, M. (2002). &#039;&#039;Catedral de Lamego/ Sé de Lamego/ Igreja Paroquial da Sé/ Igreja de Nossa Senhora da Assunção&#039;&#039;. Retirado de SIPA. Acessado a 15/10/2024. http://www.monumentos.gov.pt/site/app_pagesuser/sipa.aspx?id=6431&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Conceição, M., &amp;amp; Filipe, A. (2010). &#039;&#039;Igreja Paroquial de Vila Nova de Foz Côa/ Igreja de Nossa Senhora do Pranto.&#039;&#039; Retirado de SIPA. Acessado a 17/10/2024. http://www.monumentos.gov.pt/site/APP_PagesUser/SIPA.aspx?id=1531&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
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Noé, P. (2008). &#039;&#039;Casa de Miguel de Vasconcelos/ Casa dos Medalhões/ Casa das Lunas&#039;&#039;. Retirado de SIPA. Acessado a 13/10/2024. http://www.monumentos.gov.pt/Site/APP_PagesUser/SIPA.aspx?id=4116&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
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&lt;br /&gt;
Olhar Viana do Castelo. (2011, May 9). &#039;&#039;Praça da República - Viana do Castelo&#039;&#039;. Retirado do Olhar Viana Do Castelo. Acessado a 15/10/2024. https://www.olharvianadocastelo.pt/2011/05/praca-da-republica-viana-do-castelo.html&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Sereno, I., Leão, M., &amp;amp; Noé, P. (1997). &#039;&#039;Igreja Paroquial da Foz do Douro/ Igreja de São João Baptista.&#039;&#039; Retirado de SIPA. Acessado a 15/10/2024. http://www.monumentos.gov.pt/Site/APP_PagesUser/SIPA.aspx?id=5471&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Sereno, I., Santos, J., Gonçalves, J., &amp;amp; Filipe, A. (2013). &#039;&#039;Convento de São Gonçalo de Amarante/ Câmara Municipal de Amarante/ Museu Municipal de Souza Cardoso&#039;&#039;. Retirado de SIPA. Acessado a 15/10/2024.  http://www.monumentos.gov.pt/Site/APP_PagesUser/SIPA.aspx?id=6583 &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Sereno, I., Santos, J., Noé, P., &amp;amp; Costa, P. (2005). &#039;&#039;Igreja e Colégio de São Lourenço/ Igreja e Convento dos Grilos/ Seminário Maior de Nossa Senhora da Conceição&#039;&#039;. Retirado de SIPA. Acessado a 17/10/2024. http://www.monumentos.gov.pt/site/app_pagesuser/SIPA.aspx?id=5476n&lt;/div&gt;</summary>
		<author><name>Rita Rocha</name></author>
	</entry>
	<entry>
		<id>https://wikimedia.pt/PortoRenascentista/index.php?title=Casa_da_C%C3%A2mara_de_Vila_do_Conde&amp;diff=207</id>
		<title>Casa da Câmara de Vila do Conde</title>
		<link rel="alternate" type="text/html" href="https://wikimedia.pt/PortoRenascentista/index.php?title=Casa_da_C%C3%A2mara_de_Vila_do_Conde&amp;diff=207"/>
		<updated>2025-02-28T12:12:27Z</updated>

		<summary type="html">&lt;p&gt;Rita Rocha: &lt;/p&gt;
&lt;hr /&gt;
&lt;div&gt;&lt;br /&gt;
= Identificação =&lt;br /&gt;
{| class=&amp;quot;wikitable&amp;quot;&lt;br /&gt;
|&#039;&#039;&#039;Designação&#039;&#039;&#039;&lt;br /&gt;
|Câmara  Municipal de Vila do Conde&lt;br /&gt;
|-&lt;br /&gt;
|&#039;&#039;&#039;Localização&#039;&#039;&#039;&lt;br /&gt;
|&lt;br /&gt;
* Norte de Portugal&lt;br /&gt;
* Distrito do Porto&lt;br /&gt;
* Concelho de Vila do Conde&lt;br /&gt;
* Freguesia de Vila do Conde;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
* Implanta-se na Praça       Vasco da Gama (4480-454 Vila do Conde);&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
* Coordenadas: [https://www.google.pt/maps/place/41%C2%B021&#039;14.6%22N+8%C2%B044&#039;36.6%22W/@41.3540526,-8.7460845,781m/data=!3m2!1e3!4b1!4m4!3m3!8m2!3d41.3540526!4d-8.7435096?hl=pt-PT&amp;amp;entry=ttu&amp;amp;g_ep=EgoyMDI1MDIyNS4wIKXMDSoASAFQAw%3D%3D 41.35405263182586,       -8.743509560626094.]&lt;br /&gt;
|-&lt;br /&gt;
|&#039;&#039;&#039;Cronologia&#039;&#039;&#039;&lt;br /&gt;
|Século XVI&lt;br /&gt;
1538 - 1543&lt;br /&gt;
|-&lt;br /&gt;
|&#039;&#039;&#039;Autor(es)&#039;&#039;&#039;&lt;br /&gt;
|Traçado por:  Gonçalo Afonso e João Lopes, o Velho;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Mestres  pedreiros: Gonçalo Afonso e Aparício Gonçalves;&lt;br /&gt;
|}&lt;br /&gt;
[[Ficheiro:Vila do Conde, Pelourinho e paços do concelho (3954634689).jpg|miniaturadaimagem|270x270px|Fotografia da fachada dos Paços do Concelho de Vila do Conde ou Casa da Câmara de Vila do Conde, juntamente com o Pelourinho. Fotografia de [[commons:File:Vila_do_Conde,_Pelourinho_e_paços_do_concelho_(3954634689).jpg|amaianos]]]]&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
= Estado da Arte =&lt;br /&gt;
Para a realização do estudo da Casa da Câmara de Vila do Conde, João Lopes, o Velho e João Lopes, o Novo foi consultada bibliografia especifica sobre o tema.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Esta conta com a tese de doutoramento &#039;&#039;&#039;«&#039;&#039;A decoração esculpida na arquitectura da escola dos Lopes (1553-1603): as formas e os símbolos Vol. I e II&#039;&#039;»&#039;&#039;&#039; (2022) de Catarina de Oliveira, utilizada para melhor entendimento da arte da Família Lopes.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
A dissertação &#039;&#039;&#039;«&#039;&#039;Vila do Conde no início da Época Moderna Construção de uma nova centralidade&#039;&#039;»&#039;&#039;&#039; (2013) de Eliana de Sousa, base essencial para este trabalho. Utilizada para o entendimento da implantação da Igreja Matriz de Vila do Conde, da Casa da Câmara de Vila do Conde e do Pelourinho. A sua construção a mando régio, assim como os tracistas e mestres pedreiros, foram também explicadas. &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
A descrição dos Paços do Concelho será baseada na obra de Eliana de Sousa &#039;&#039;&#039;«&#039;&#039;Vila do Conde no início da Época Moderna Construção de uma nova centralidade&#039;&#039;»&#039;&#039;&#039;, especialmente no capítulo «2.1.2.2 A Arqueologia do edificado».&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Neste trabalho também foi possível aceder à transcrição de partes do documento «&#039;&#039;Contrato entre a Câmara de Vila do Conde e Gonçalo Afonso e Aparício Gonçalves - A construção da casa da Câmara e do pelourinho&#039;&#039;», disponível no site do Arquivo Municipal de Vila do Conde. &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
A publicação da Sociedade Martins Sarmento na Revista de Guimarães &#039;&#039;&#039;&#039;&#039;«LOPES, UMA FAMÍLIA DE ARTÍSTAS EM PORTUGAL E NA GALIZA.»&#039;&#039;&#039;&#039;&#039; (1986) de António Matos Reis. Esta publicação faz uma cronologia da Família Lopes, detalhando os seus locais de trabalho e implantação das suas obras.   &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
= Enquadramento =&lt;br /&gt;
A Casa da Câmara de Vila do Conde foi mandada erguer no seguimento do projeto de reconstrução da «velha &#039;&#039;praça&#039;&#039; medieval» de Vila do Conde. Altera a localização da praça central e transformando-a numa «&#039;&#039;Praça Nova&#039;&#039;». Muda assim o «simples largo, acanhado, um espaço &#039;&#039;central&#039;&#039; muito pouco digno de uma vila que se desenvolvia»(Sousa, 2013, p70).&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
O projeto teve início com a igreja Matriz de Vila do Conde, localizada na mesma praça. Em 1502 é financiada por D. Manuel I. A igreja Matriz substituiria a «primitiva igreja pré-românica […] de S. João Baptista, localizada no monte do mosteiro, que, para além de pequena, estaria certamente já necessitada de obras profundas»(Sousa, 2013, p26). Inicialmente seria construída ainda no monte do mosteiro, «pois em 1502 D. Manuel ordena que a nova igreja seja, afinal, no campo de S. Sebastião, na zona baixa da vila». Deslocando-a assim para «relativamente perto da praça medieval onde estavam os velhos paços do concelho e picota, o principal centro social, político e económico de Vila do Conde»(Sousa, 2013, p30).&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Assim, a Casa da Câmara de Vila do Conde e o Pelourinho são construídos, sendo começadas em 1538, já no reinado de D. João III, ambas com financiamento régio.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
= Descrição =&lt;br /&gt;
=== Objeto arquitetónico ===&lt;br /&gt;
A pesquisa foi iniciada pela consulta de bibliografia obrigatória, que continha obras como: «&#039;&#039;História da Arte Portuguesa, Vol. II, Parte 3 – Classicismo: Inovações, Resistências, Academismo»&#039;&#039; (1995) de Paulo Pereira, «&#039;&#039;História da Arte em Portugal – O Renascimento e o Maneirismo (1500- 1620)&#039;&#039;.» (2002) de Vítor Serrão, «&#039;&#039;A arquitectura “Ao Romano”»&#039;&#039; (2009) de Maria de Lurdes Craveiro e &#039;&#039;«A Arquitectura Portuguesa Chã. Entre as Especiarias e os Diamantes (1521-1706)»&#039;&#039; de George Kubler. &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
A bibliografia especifica sobre o tema, conta com a tese de doutoramento «&#039;&#039;A decoração esculpida na arquitectura da escola dos Lopes (1553-1603): as formas e os símbolos Vol. I e II&#039;&#039;» (2022) de Catarina de Oliveira. Com a dissertação «&#039;&#039;Vila do Conde no início da Época Moderna Construção de uma nova centralidade&#039;&#039;» (2013) de Eliana de Sousa. E com a publicação da Sociedade Martins Sarmento na Revista de Guimarães «&#039;&#039;LOPES, UMA FAMÍLIA DE ARTÍSTAS EM PORTUGAL E NA GALIZA.&#039;&#039;» (1986) de António Matos Reis.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
=== Casa da Câmara de Vila Conde ===&lt;br /&gt;
[[Ficheiro:Imagem dos paços da camara atualmente - vista geral Carlos Sousa 2022.jpg|miniaturadaimagem|Fotografia da fachada dos Paços do Concelho e pelourinho de Vila do Conde. Fotografia de Carlos Sousa (2022). https://bit.ly/4frdsa4]]&lt;br /&gt;
Eliana de Sousa começa por referir que o modelo arquitetônico é «simples e o mais comum para a época», tendo a planta retangular, constituída por dois pisos. O piso superior é considerado o «mais &#039;&#039;nobre&#039;&#039;» e é dividido em casa da &#039;&#039;camara&#039;&#039; («para vereações») e a casa da &#039;&#039;audiencia&#039;&#039; («(o tribunal) para o juiz do concelho»).&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
A cobertura é feita por um «telhado comum, de quatro águas», que cobre as duas divisões.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
A fachada é composta por cinco janelas sóbrias e regulares, que iluminam o piso nobre. Sobressai a escadaria monumental, que liga ao piso superior, que acaba numa varanda. A entrada para o piso nobre é feita por uma porta decorada com um pequeno frontão, onde encontramos as armas do reino e a data de finalização da obra, 1543.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
No andar térreo, encontramos as arcadas de arco de volta perfeita, onde encosta a escadaria. No lado oposto às arcadas encontramos uma porta ladeada por uma pequena janela gradeada. &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
A divisão do lado das arcadas é pensada como um suporte para o açougues e do comércio feito na praça. Já a pequena sala, que tem como entrada a porta já mencionada, foi utilizada posteriormente como suporte para o edifício da prisão.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Carlos Caetano, que é citado por Eliana de Sousa, diz que os paços do concelho são um «“exemplo notável de ensaio de uma ordem compositiva nova num corpo arquitectónico tradicional (…) proporcionado pela fachada da casa da câmara”. Diz que apesar de “muito simples, integra e articula elementos tradicionais e elementos inovadores”, onde “tanto a imponente varanda como os arcos dos açougues primitivos, ambos muito vernáculos e de inegável e típico “recorte” tardo-manuelino, coabitam com os dois cunhais de pedraria que sustentam a vasta cornija corrida, elementos inovadores anunciadores de uma ordem, ou melhor, de valores arquitectónicos novos”.»&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
== Imagens e Iconografia do Objeto ==&lt;br /&gt;
[[Ficheiro:Captura de ecra retirada do google maps das localizações da praça velha, praça nova e mosteiro de santa clara.png|miniaturadaimagem|Captura de ecrã retirada do Google Maps, onde foram rodeados o Mosteiro de Santa Clara (1), Praça Nova (2) e Praça Velha (3), localizados em Vila do Conde.|esquerda]]&lt;br /&gt;
[[Ficheiro:Vista aerea da igreja matriz, praça nova e praça velha.png|miniaturadaimagem|281x281px|Vista aérea da igreja matriz e da Praça Nova (atual Praça Vasco da Gama), com os paços do concelho e o pelourinho (1), com localização da Praça Velha (2) (fonte: CMVC, 2005). Retirado de «Vila do Conde no início da Época Moderna Construção de uma nova centralidade» de Eliana de Sousa.|centro]]&amp;lt;gallery&amp;gt;&lt;br /&gt;
Ficheiro:Casa da audiencia da camara de vila do conde fotografia de Eliana de Sousa.png|Salão nobre / casa da audiencia (fonte: CMVC). Retirado de «Vila do Conde no início da Época Moderna Construção de uma nova centralidade» de Eliana de Sousa.&lt;br /&gt;
Ficheiro:Casa da camara de vila do conde fotografia de eliana de sousa.png|Sala quinhentista / casa da camara (fonte: CMVC). Retirado de «Vila do Conde no início da Época Moderna Construção de uma nova centralidade» de Eliana de Sousa.&lt;br /&gt;
Ficheiro:Espaço interior no piso terreo em frente as arcadas fotografia de eliana de sousa.png|Espaço interior do piso térreo em frente às arcadas. Retirado de «Vila do Conde no início da Época Moderna Construção de uma nova centralidade» de Eliana de Sousa.&lt;br /&gt;
Ficheiro:Passagem aberta na requalificação em 2002 para uma sala estreita fotografia de eliana de sousa.png|Passagem aberta na requalificação em 2002 para uma sala estreita, anteriormente acessível apenas pela porta que dá para o exterior, na base da escadaria.  Retirado de «Vila do Conde no início da Época Moderna Construção de uma nova centralidade» de Eliana de Sousa.&lt;br /&gt;
&amp;lt;/gallery&amp;gt;&lt;br /&gt;
[[Ficheiro:Planta da casa da câmara do piso inferior.png|esquerda|miniaturadaimagem|384x384px|Planta do piso térreo dos paços do concelho (com a antiga cadeia à esquerda), após intervenção em 2002 (provável reconstituição do interior do edifício no século XVI) (fonte: CMVC – Arquiteto Manuel Maia Gomes). Retirado de «Vila do Conde no início da Época Moderna Construção de uma nova centralidade» de Eliana de Sousa.]]&lt;br /&gt;
[[Ficheiro:Piso superior da casa da câmara.png|miniaturadaimagem|423x423px|Planta do piso superior (com antiga cadeia à esquerda) (fonte: CMVC – Arquiteto Manuel Maia Gomes). Retirado de «Vila do Conde no início da Época Moderna Construção de uma nova centralidade» de Eliana de Sousa.]]&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
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&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
=== &amp;lt;u&amp;gt;&amp;lt;big&amp;gt;Bibliografia&amp;lt;/big&amp;gt;&amp;lt;/u&amp;gt; ===&lt;br /&gt;
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Sereno, I., Leão, M., &amp;amp; Noé, P. (1997). &#039;&#039;Igreja Paroquial da Foz do Douro/ Igreja de São João Baptista.&#039;&#039; Retirado de SIPA. Acessado a 15/10/2024. http://www.monumentos.gov.pt/Site/APP_PagesUser/SIPA.aspx?id=5471&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Sereno, I., Santos, J., Gonçalves, J., &amp;amp; Filipe, A. (2013). &#039;&#039;Convento de São Gonçalo de Amarante/ Câmara Municipal de Amarante/ Museu Municipal de Souza Cardoso&#039;&#039;. Retirado de SIPA. Acessado a 15/10/2024.  http://www.monumentos.gov.pt/Site/APP_PagesUser/SIPA.aspx?id=6583 &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Sereno, I., Santos, J., Noé, P., &amp;amp; Costa, P. (2005). &#039;&#039;Igreja e Colégio de São Lourenço/ Igreja e Convento dos Grilos/ Seminário Maior de Nossa Senhora da Conceição&#039;&#039;. Retirado de SIPA. Acessado a 17/10/2024. http://www.monumentos.gov.pt/site/app_pagesuser/SIPA.aspx?id=5476n&lt;/div&gt;</summary>
		<author><name>Rita Rocha</name></author>
	</entry>
	<entry>
		<id>https://wikimedia.pt/PortoRenascentista/index.php?title=Casa_da_C%C3%A2mara_de_Vila_do_Conde&amp;diff=206</id>
		<title>Casa da Câmara de Vila do Conde</title>
		<link rel="alternate" type="text/html" href="https://wikimedia.pt/PortoRenascentista/index.php?title=Casa_da_C%C3%A2mara_de_Vila_do_Conde&amp;diff=206"/>
		<updated>2025-02-28T12:11:55Z</updated>

		<summary type="html">&lt;p&gt;Rita Rocha: &lt;/p&gt;
&lt;hr /&gt;
&lt;div&gt;&lt;br /&gt;
= Identificação =&lt;br /&gt;
{| class=&amp;quot;wikitable&amp;quot;&lt;br /&gt;
|&#039;&#039;&#039;Designação&#039;&#039;&#039;&lt;br /&gt;
|Câmara  Municipal de Vila do Conde&lt;br /&gt;
|-&lt;br /&gt;
|&#039;&#039;&#039;Localização&#039;&#039;&#039;&lt;br /&gt;
|&lt;br /&gt;
* Norte de Portugal&lt;br /&gt;
* Distrito do Porto&lt;br /&gt;
* Concelho de Vila do Conde&lt;br /&gt;
* Freguesia de Vila do Conde;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
* Implanta-se na Praça       Vasco da Gama (4480-454 Vila do Conde);&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
* Coordenadas: [https://www.google.pt/maps/place/41%C2%B021&#039;14.6%22N+8%C2%B044&#039;36.6%22W/@41.3540526,-8.7460845,781m/data=!3m2!1e3!4b1!4m4!3m3!8m2!3d41.3540526!4d-8.7435096?hl=pt-PT&amp;amp;entry=ttu&amp;amp;g_ep=EgoyMDI1MDIyNS4wIKXMDSoASAFQAw%3D%3D 41.35405263182586,       -8.743509560626094.]&lt;br /&gt;
|-&lt;br /&gt;
|&#039;&#039;&#039;Cronologia&#039;&#039;&#039;&lt;br /&gt;
|Século XVI&lt;br /&gt;
1538 - 1543&lt;br /&gt;
|-&lt;br /&gt;
|&#039;&#039;&#039;Autor(es)&#039;&#039;&#039;&lt;br /&gt;
|Traçado por:  Gonçalo Afonso e João Lopes, o Velho;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Mestres  pedreiros: Gonçalo Afonso e Aparício Gonçalves;&lt;br /&gt;
|}&lt;br /&gt;
[[Ficheiro:Vila do Conde, Pelourinho e paços do concelho (3954634689).jpg|miniaturadaimagem|270x270px|Fotografia da fachada dos Paços do Concelho de Vila do Conde ou Casa da Câmara de Vila do Conde, juntamente com o Pelourinho. Fotografia de [[commons:File:Vila_do_Conde,_Pelourinho_e_paços_do_concelho_(3954634689).jpg|amaianos]]]]&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
= Estado da Arte =&lt;br /&gt;
Para a realização do estudo da Casa da Câmara de Vila do Conde, João Lopes, o Velho e João Lopes, o Novo foi consultada bibliografia especifica sobre o tema.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Esta conta com a tese de doutoramento &#039;&#039;&#039;«&#039;&#039;A decoração esculpida na arquitectura da escola dos Lopes (1553-1603): as formas e os símbolos Vol. I e II&#039;&#039;»&#039;&#039;&#039; (2022) de Catarina de Oliveira, utilizada para melhor entendimento da arte da Família Lopes.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
A dissertação &#039;&#039;&#039;«&#039;&#039;Vila do Conde no início da Época Moderna Construção de uma nova centralidade&#039;&#039;»&#039;&#039;&#039; (2013) de Eliana de Sousa, base essencial para este trabalho. Utilizada para o entendimento da implantação da Igreja Matriz de Vila do Conde, da Casa da Câmara de Vila do Conde e do Pelourinho. A sua construção a mando régio, assim como os tracistas e mestres pedreiros, foram também explicadas. &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
A descrição dos Paços do Concelho será baseada na obra de Eliana de Sousa &#039;&#039;&#039;«&#039;&#039;Vila do Conde no início da Época Moderna Construção de uma nova centralidade&#039;&#039;»&#039;&#039;&#039;, especialmente no capítulo «2.1.2.2 A Arqueologia do edificado».&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Neste trabalho também foi possível aceder à transcrição de partes do documento «&#039;&#039;Contrato entre a Câmara de Vila do Conde e Gonçalo Afonso e Aparício Gonçalves - A construção da casa da Câmara e do pelourinho&#039;&#039;», disponível no site do Arquivo Municipal de Vila do Conde. &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
A publicação da Sociedade Martins Sarmento na Revista de Guimarães &#039;&#039;&#039;&#039;&#039;«LOPES, UMA FAMÍLIA DE ARTÍSTAS EM PORTUGAL E NA GALIZA.»&#039;&#039;&#039;&#039;&#039; (1986) de António Matos Reis. Esta publicação faz uma cronologia da Família Lopes, detalhando os seus locais de trabalho e implantação das suas obras.   &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
= Enquadramento =&lt;br /&gt;
A Casa da Câmara de Vila do Conde foi mandada erguer no seguimento do projeto de reconstrução da «velha &#039;&#039;praça&#039;&#039; medieval» de Vila do Conde. Altera a localização da praça central e transformando-a numa «&#039;&#039;Praça Nova&#039;&#039;». Muda assim o «simples largo, acanhado, um espaço &#039;&#039;central&#039;&#039; muito pouco digno de uma vila que se desenvolvia»(Sousa, 2013, p70).&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
O projeto teve início com a igreja Matriz de Vila do Conde, localizada na mesma praça. Em 1502 é financiada por D. Manuel I. A igreja Matriz substituiria a «primitiva igreja pré-românica […] de S. João Baptista, localizada no monte do mosteiro, que, para além de pequena, estaria certamente já necessitada de obras profundas»(Sousa, 2013, p26). Inicialmente seria construída ainda no monte do mosteiro, «pois em 1502 D. Manuel ordena que a nova igreja seja, afinal, no campo de S. Sebastião, na zona baixa da vila». Deslocando-a assim para «relativamente perto da praça medieval onde estavam os velhos paços do concelho e picota, o principal centro social, político e económico de Vila do Conde»(Sousa, 2013, p30).&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Assim, a Casa da Câmara de Vila do Conde e o Pelourinho são construídos, sendo começadas em 1538, já no reinado de D. João III, ambas com financiamento régio.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
= Descrição =&lt;br /&gt;
=== Objeto arquitetónico ===&lt;br /&gt;
A pesquisa foi iniciada pela consulta de bibliografia obrigatória, que continha obras como: «&#039;&#039;História da Arte Portuguesa, Vol. II, Parte 3 – Classicismo: Inovações, Resistências, Academismo»&#039;&#039; (1995) de Paulo Pereira, «&#039;&#039;História da Arte em Portugal – O Renascimento e o Maneirismo (1500- 1620)&#039;&#039;.» (2002) de Vítor Serrão, «&#039;&#039;A arquitectura “Ao Romano”»&#039;&#039; (2009) de Maria de Lurdes Craveiro e &#039;&#039;«A Arquitectura Portuguesa Chã. Entre as Especiarias e os Diamantes (1521-1706)»&#039;&#039; de George Kubler. &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
A bibliografia especifica sobre o tema, conta com a tese de doutoramento «&#039;&#039;A decoração esculpida na arquitectura da escola dos Lopes (1553-1603): as formas e os símbolos Vol. I e II&#039;&#039;» (2022) de Catarina de Oliveira. Com a dissertação «&#039;&#039;Vila do Conde no início da Época Moderna Construção de uma nova centralidade&#039;&#039;» (2013) de Eliana de Sousa. E com a publicação da Sociedade Martins Sarmento na Revista de Guimarães «&#039;&#039;LOPES, UMA FAMÍLIA DE ARTÍSTAS EM PORTUGAL E NA GALIZA.&#039;&#039;» (1986) de António Matos Reis.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
=== Casa da Câmara de Vila Conde ===&lt;br /&gt;
[[Ficheiro:Imagem dos paços da camara atualmente - vista geral Carlos Sousa 2022.jpg|miniaturadaimagem|Fotografia da fachada dos Paços do Concelho e pelourinho de Vila do Conde. Fotografia de Carlos Sousa (2022). https://bit.ly/4frdsa4]]&lt;br /&gt;
Eliana de Sousa começa por referir que o modelo arquitetônico é «simples e o mais comum para a época», tendo a planta retangular, constituída por dois pisos. O piso superior é considerado o «mais &#039;&#039;nobre&#039;&#039;» e é dividido em casa da &#039;&#039;camara&#039;&#039; («para vereações») e a casa da &#039;&#039;audiencia&#039;&#039; («(o tribunal) para o juiz do concelho»).&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
A cobertura é feita por um «telhado comum, de quatro águas», que cobre as duas divisões.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
A fachada é composta por cinco janelas sóbrias e regulares, que iluminam o piso nobre. Sobressai a escadaria monumental, que liga ao piso superior, que acaba numa varanda. A entrada para o piso nobre é feita por uma porta decorada com um pequeno frontão, onde encontramos as armas do reino e a data de finalização da obra, 1543.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
No andar térreo, encontramos as arcadas de arco de volta perfeita, onde encosta a escadaria. No lado oposto às arcadas encontramos uma porta ladeada por uma pequena janela gradeada. &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
A divisão do lado das arcadas é pensada como um suporte para o açougues e do comércio feito na praça. Já a pequena sala, que tem como entrada a porta já mencionada, foi utilizada posteriormente como suporte para o edifício da prisão.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Carlos Caetano, que é citado por Eliana de Sousa, diz que os paços do concelho são um «“exemplo notável de ensaio de uma ordem compositiva nova num corpo arquitectónico tradicional (…) proporcionado pela fachada da casa da câmara”. Diz que apesar de “muito simples, integra e articula elementos tradicionais e elementos inovadores”, onde “tanto a imponente varanda como os arcos dos açougues primitivos, ambos muito vernáculos e de inegável e típico “recorte” tardo-manuelino, coabitam com os dois cunhais de pedraria que sustentam a vasta cornija corrida, elementos inovadores anunciadores de uma ordem, ou melhor, de valores arquitectónicos novos”.»&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
== Imagens e Iconografia do Objeto ==&lt;br /&gt;
[[Ficheiro:Captura de ecra retirada do google maps das localizações da praça velha, praça nova e mosteiro de santa clara.png|miniaturadaimagem|Captura de ecrã retirada do Google Maps, onde foram rodeados o Mosteiro de Santa Clara (1), Praça Nova (2) e Praça Velha (3), localizados em Vila do Conde.|esquerda]]&lt;br /&gt;
[[Ficheiro:Vista aerea da igreja matriz, praça nova e praça velha.png|miniaturadaimagem|281x281px|Vista aérea da igreja matriz e da Praça Nova (atual Praça Vasco da Gama), com os paços do concelho e o pelourinho (1), com localização da Praça Velha (2) (fonte: CMVC, 2005). Retirado de «Vila do Conde no início da Época Moderna Construção de uma nova centralidade» de Eliana de Sousa.|centro]]&amp;lt;gallery&amp;gt;&lt;br /&gt;
Ficheiro:Casa da audiencia da camara de vila do conde fotografia de Eliana de Sousa.png|Salão nobre / casa da audiencia (fonte: CMVC). Retirado de «Vila do Conde no início da Época Moderna Construção de uma nova centralidade» de Eliana de Sousa.&lt;br /&gt;
Ficheiro:Casa da camara de vila do conde fotografia de eliana de sousa.png|Sala quinhentista / casa da camara (fonte: CMVC). Retirado de «Vila do Conde no início da Época Moderna Construção de uma nova centralidade» de Eliana de Sousa.&lt;br /&gt;
Ficheiro:Espaço interior no piso terreo em frente as arcadas fotografia de eliana de sousa.png|Espaço interior do piso térreo em frente às arcadas. Retirado de «Vila do Conde no início da Época Moderna Construção de uma nova centralidade» de Eliana de Sousa.&lt;br /&gt;
Ficheiro:Passagem aberta na requalificação em 2002 para uma sala estreita fotografia de eliana de sousa.png|Passagem aberta na requalificação em 2002 para uma sala estreita, anteriormente acessível apenas pela porta que dá para o exterior, na base da escadaria.  Retirado de «Vila do Conde no início da Época Moderna Construção de uma nova centralidade» de Eliana de Sousa.&lt;br /&gt;
&amp;lt;/gallery&amp;gt;&lt;br /&gt;
[[Ficheiro:Planta da casa da câmara do piso inferior.png|esquerda|miniaturadaimagem|384x384px|Planta do piso térreo dos paços do concelho (com a antiga cadeia à esquerda), após intervenção em 2002 (provável reconstituição do interior do edifício no século XVI) (fonte: CMVC – Arquiteto Manuel Maia Gomes). Retirado de «Vila do Conde no início da Época Moderna Construção de uma nova centralidade» de Eliana de Sousa.]]&lt;br /&gt;
[[Ficheiro:Piso superior da casa da câmara.png|miniaturadaimagem|423x423px|Planta do piso superior (com antiga cadeia à esquerda) (fonte: CMVC – Arquiteto Manuel Maia Gomes). Retirado de «Vila do Conde no início da Época Moderna Construção de uma nova centralidade» de Eliana de Sousa.]]&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
= &amp;lt;u&amp;gt;&amp;lt;big&amp;gt;Bibliografia&amp;lt;/big&amp;gt;&amp;lt;/u&amp;gt; =&lt;br /&gt;
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&lt;br /&gt;
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&lt;br /&gt;
== &amp;lt;u&amp;gt;&amp;lt;big&amp;gt;Webgrafia&amp;lt;/big&amp;gt;&amp;lt;/u&amp;gt; ==&lt;br /&gt;
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&lt;br /&gt;
Olhar Viana do Castelo. (2011, May 9). &#039;&#039;Praça da República - Viana do Castelo&#039;&#039;. Retirado do Olhar Viana Do Castelo. Acessado a 15/10/2024. https://www.olharvianadocastelo.pt/2011/05/praca-da-republica-viana-do-castelo.html&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Sereno, I., Leão, M., &amp;amp; Noé, P. (1997). &#039;&#039;Igreja Paroquial da Foz do Douro/ Igreja de São João Baptista.&#039;&#039; Retirado de SIPA. Acessado a 15/10/2024. http://www.monumentos.gov.pt/Site/APP_PagesUser/SIPA.aspx?id=5471&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Sereno, I., Santos, J., Gonçalves, J., &amp;amp; Filipe, A. (2013). &#039;&#039;Convento de São Gonçalo de Amarante/ Câmara Municipal de Amarante/ Museu Municipal de Souza Cardoso&#039;&#039;. Retirado de SIPA. Acessado a 15/10/2024.  http://www.monumentos.gov.pt/Site/APP_PagesUser/SIPA.aspx?id=6583 &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Sereno, I., Santos, J., Noé, P., &amp;amp; Costa, P. (2005). &#039;&#039;Igreja e Colégio de São Lourenço/ Igreja e Convento dos Grilos/ Seminário Maior de Nossa Senhora da Conceição&#039;&#039;. Retirado de SIPA. Acessado a 17/10/2024. http://www.monumentos.gov.pt/site/app_pagesuser/SIPA.aspx?id=5476n&lt;/div&gt;</summary>
		<author><name>Rita Rocha</name></author>
	</entry>
	<entry>
		<id>https://wikimedia.pt/PortoRenascentista/index.php?title=Casa_da_C%C3%A2mara_de_Vila_do_Conde&amp;diff=204</id>
		<title>Casa da Câmara de Vila do Conde</title>
		<link rel="alternate" type="text/html" href="https://wikimedia.pt/PortoRenascentista/index.php?title=Casa_da_C%C3%A2mara_de_Vila_do_Conde&amp;diff=204"/>
		<updated>2025-02-28T12:10:53Z</updated>

		<summary type="html">&lt;p&gt;Rita Rocha: &lt;/p&gt;
&lt;hr /&gt;
&lt;div&gt;&lt;br /&gt;
= Identificação =&lt;br /&gt;
{| class=&amp;quot;wikitable&amp;quot;&lt;br /&gt;
|&#039;&#039;&#039;Designação&#039;&#039;&#039;&lt;br /&gt;
|Câmara  Municipal de Vila do Conde&lt;br /&gt;
|-&lt;br /&gt;
|&#039;&#039;&#039;Localização&#039;&#039;&#039;&lt;br /&gt;
|&lt;br /&gt;
* Norte de Portugal&lt;br /&gt;
* Distrito do Porto&lt;br /&gt;
* Concelho de Vila do Conde&lt;br /&gt;
* Freguesia de Vila do Conde;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
* Implanta-se na Praça       Vasco da Gama (4480-454 Vila do Conde);&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
* Coordenadas: [https://www.google.pt/maps/place/41%C2%B021&#039;14.6%22N+8%C2%B044&#039;36.6%22W/@41.3540526,-8.7460845,781m/data=!3m2!1e3!4b1!4m4!3m3!8m2!3d41.3540526!4d-8.7435096?hl=pt-PT&amp;amp;entry=ttu&amp;amp;g_ep=EgoyMDI1MDIyNS4wIKXMDSoASAFQAw%3D%3D 41.35405263182586,       -8.743509560626094.]&lt;br /&gt;
|-&lt;br /&gt;
|&#039;&#039;&#039;Cronologia&#039;&#039;&#039;&lt;br /&gt;
|Século XVI&lt;br /&gt;
1538 - 1543&lt;br /&gt;
|-&lt;br /&gt;
|&#039;&#039;&#039;Autor(es)&#039;&#039;&#039;&lt;br /&gt;
|Traçado por:  Gonçalo Afonso e João Lopes, o Velho;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Mestres  pedreiros: Gonçalo Afonso e Aparício Gonçalves;&lt;br /&gt;
|}&lt;br /&gt;
[[Ficheiro:Vila do Conde, Pelourinho e paços do concelho (3954634689).jpg|miniaturadaimagem|270x270px|Fotografia da fachada dos Paços do Concelho de Vila do Conde ou Casa da Câmara de Vila do Conde, juntamente com o Pelourinho. Fotografia de [[commons:File:Vila_do_Conde,_Pelourinho_e_paços_do_concelho_(3954634689).jpg|amaianos]]]]&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
= Estado da Arte =&lt;br /&gt;
Para a realização do estudo da Casa da Câmara de Vila do Conde, João Lopes, o Velho e João Lopes, o Novo foi consultada bibliografia especifica sobre o tema.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Esta conta com a tese de doutoramento &#039;&#039;&#039;«&#039;&#039;A decoração esculpida na arquitectura da escola dos Lopes (1553-1603): as formas e os símbolos Vol. I e II&#039;&#039;»&#039;&#039;&#039; (2022) de Catarina de Oliveira, utilizada para melhor entendimento da arte da Família Lopes.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
A dissertação &#039;&#039;&#039;«&#039;&#039;Vila do Conde no início da Época Moderna Construção de uma nova centralidade&#039;&#039;»&#039;&#039;&#039; (2013) de Eliana de Sousa, base essencial para este trabalho. Utilizada para o entendimento da implantação da Igreja Matriz de Vila do Conde, da Casa da Câmara de Vila do Conde e do Pelourinho. A sua construção a mando régio, assim como os tracistas e mestres pedreiros, foram também explicadas. &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
A descrição dos Paços do Concelho será baseada na obra de Eliana de Sousa &#039;&#039;&#039;«&#039;&#039;Vila do Conde no início da Época Moderna Construção de uma nova centralidade&#039;&#039;»&#039;&#039;&#039;, especialmente no capítulo «2.1.2.2 A Arqueologia do edificado».&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Neste trabalho também foi possível aceder à transcrição de partes do documento «&#039;&#039;Contrato entre a Câmara de Vila do Conde e Gonçalo Afonso e Aparício Gonçalves - A construção da casa da Câmara e do pelourinho&#039;&#039;», disponível no site do Arquivo Municipal de Vila do Conde. &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
A publicação da Sociedade Martins Sarmento na Revista de Guimarães &#039;&#039;&#039;&#039;&#039;«LOPES, UMA FAMÍLIA DE ARTÍSTAS EM PORTUGAL E NA GALIZA.»&#039;&#039;&#039;&#039;&#039; (1986) de António Matos Reis. Esta publicação faz uma cronologia da Família Lopes, detalhando os seus locais de trabalho e implantação das suas obras.   &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
= Enquadramento =&lt;br /&gt;
A Casa da Câmara de Vila do Conde foi mandada erguer no seguimento do projeto de reconstrução da «velha &#039;&#039;praça&#039;&#039; medieval» de Vila do Conde. Altera a localização da praça central e transformando-a numa «&#039;&#039;Praça Nova&#039;&#039;». Muda assim o «simples largo, acanhado, um espaço &#039;&#039;central&#039;&#039; muito pouco digno de uma vila que se desenvolvia»(Sousa, 2013, p70).&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
O projeto teve início com a igreja Matriz de Vila do Conde, localizada na mesma praça. Em 1502 é financiada por D. Manuel I. A igreja Matriz substituiria a «primitiva igreja pré-românica […] de S. João Baptista, localizada no monte do mosteiro, que, para além de pequena, estaria certamente já necessitada de obras profundas»(Sousa, 2013, p26). Inicialmente seria construída ainda no monte do mosteiro, «pois em 1502 D. Manuel ordena que a nova igreja seja, afinal, no campo de S. Sebastião, na zona baixa da vila». Deslocando-a assim para «relativamente perto da praça medieval onde estavam os velhos paços do concelho e picota, o principal centro social, político e económico de Vila do Conde»(Sousa, 2013, p30).&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Assim, a Casa da Câmara de Vila do Conde e o Pelourinho são construídos, sendo começadas em 1538, já no reinado de D. João III, ambas com financiamento régio.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
= Descrição =&lt;br /&gt;
=== Objeto arquitetónico ===&lt;br /&gt;
A pesquisa foi iniciada pela consulta de bibliografia obrigatória, que continha obras como: «&#039;&#039;História da Arte Portuguesa, Vol. II, Parte 3 – Classicismo: Inovações, Resistências, Academismo»&#039;&#039; (1995) de Paulo Pereira, «&#039;&#039;História da Arte em Portugal – O Renascimento e o Maneirismo (1500- 1620)&#039;&#039;.» (2002) de Vítor Serrão, «&#039;&#039;A arquitectura “Ao Romano”»&#039;&#039; (2009) de Maria de Lurdes Craveiro e &#039;&#039;«A Arquitectura Portuguesa Chã. Entre as Especiarias e os Diamantes (1521-1706)»&#039;&#039; de George Kubler. &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
A bibliografia especifica sobre o tema, conta com a tese de doutoramento «&#039;&#039;A decoração esculpida na arquitectura da escola dos Lopes (1553-1603): as formas e os símbolos Vol. I e II&#039;&#039;» (2022) de Catarina de Oliveira. Com a dissertação «&#039;&#039;Vila do Conde no início da Época Moderna Construção de uma nova centralidade&#039;&#039;» (2013) de Eliana de Sousa. E com a publicação da Sociedade Martins Sarmento na Revista de Guimarães «&#039;&#039;LOPES, UMA FAMÍLIA DE ARTÍSTAS EM PORTUGAL E NA GALIZA.&#039;&#039;» (1986) de António Matos Reis.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
=== Casa da Câmara de Vila Conde ===&lt;br /&gt;
[[Ficheiro:Imagem dos paços da camara atualmente - vista geral Carlos Sousa 2022.jpg|miniaturadaimagem|Fotografia da fachada dos Paços do Concelho e pelourinho de Vila do Conde. Fotografia de Carlos Sousa (2022). https://bit.ly/4frdsa4]]&lt;br /&gt;
Eliana de Sousa começa por referir que o modelo arquitetônico é «simples e o mais comum para a época», tendo a planta retangular, constituída por dois pisos. O piso superior é considerado o «mais &#039;&#039;nobre&#039;&#039;» e é dividido em casa da &#039;&#039;camara&#039;&#039; («para vereações») e a casa da &#039;&#039;audiencia&#039;&#039; («(o tribunal) para o juiz do concelho»).&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
A cobertura é feita por um «telhado comum, de quatro águas», que cobre as duas divisões.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
A fachada é composta por cinco janelas sóbrias e regulares, que iluminam o piso nobre. Sobressai a escadaria monumental, que liga ao piso superior, que acaba numa varanda. A entrada para o piso nobre é feita por uma porta decorada com um pequeno frontão, onde encontramos as armas do reino e a data de finalização da obra, 1543.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
No andar térreo, encontramos as arcadas de arco de volta perfeita, onde encosta a escadaria. No lado oposto às arcadas encontramos uma porta ladeada por uma pequena janela gradeada. &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
A divisão do lado das arcadas é pensada como um suporte para o açougues e do comércio feito na praça. Já a pequena sala, que tem como entrada a porta já mencionada, foi utilizada posteriormente como suporte para o edifício da prisão.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Carlos Caetano, que é citado por Eliana de Sousa, diz que os paços do concelho são um «“exemplo notável de ensaio de uma ordem compositiva nova num corpo arquitectónico tradicional (…) proporcionado pela fachada da casa da câmara”. Diz que apesar de “muito simples, integra e articula elementos tradicionais e elementos inovadores”, onde “tanto a imponente varanda como os arcos dos açougues primitivos, ambos muito vernáculos e de inegável e típico “recorte” tardo-manuelino, coabitam com os dois cunhais de pedraria que sustentam a vasta cornija corrida, elementos inovadores anunciadores de uma ordem, ou melhor, de valores arquitectónicos novos”.»&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
== Imagens e Iconografia do Objeto ==&lt;br /&gt;
[[Ficheiro:Vista aerea da igreja matriz, praça nova e praça velha.png|miniaturadaimagem|281x281px|Vista aérea da igreja matriz e da Praça Nova (atual Praça Vasco da Gama), com os paços do concelho e o pelourinho (1), com localização da Praça Velha (2) (fonte: CMVC, 2005). Retirado de «Vila do Conde no início da Época Moderna Construção de uma nova centralidade» de Eliana de Sousa.]][[Ficheiro:Captura de ecra retirada do google maps das localizações da praça velha, praça nova e mosteiro de santa clara.png|miniaturadaimagem|Captura de ecrã retirada do Google Maps, onde foram rodeados o Mosteiro de Santa Clara (1), Praça Nova (2) e Praça Velha (3), localizados em Vila do Conde.|esquerda]]&lt;br /&gt;
&amp;lt;gallery&amp;gt;&lt;br /&gt;
Ficheiro:Casa da audiencia da camara de vila do conde fotografia de Eliana de Sousa.png|Salão nobre / casa da audiencia (fonte: CMVC). Retirado de «Vila do Conde no início da Época Moderna Construção de uma nova centralidade» de Eliana de Sousa.&lt;br /&gt;
Ficheiro:Casa da camara de vila do conde fotografia de eliana de sousa.png|Sala quinhentista / casa da camara (fonte: CMVC). Retirado de «Vila do Conde no início da Época Moderna Construção de uma nova centralidade» de Eliana de Sousa.&lt;br /&gt;
Ficheiro:Espaço interior no piso terreo em frente as arcadas fotografia de eliana de sousa.png|Espaço interior do piso térreo em frente às arcadas. Retirado de «Vila do Conde no início da Época Moderna Construção de uma nova centralidade» de Eliana de Sousa.&lt;br /&gt;
Ficheiro:Passagem aberta na requalificação em 2002 para uma sala estreita fotografia de eliana de sousa.png|Passagem aberta na requalificação em 2002 para uma sala estreita, anteriormente acessível apenas pela porta que dá para o exterior, na base da escadaria.  Retirado de «Vila do Conde no início da Época Moderna Construção de uma nova centralidade» de Eliana de Sousa.&lt;br /&gt;
&amp;lt;/gallery&amp;gt;&lt;br /&gt;
[[Ficheiro:Planta da casa da câmara do piso inferior.png|esquerda|miniaturadaimagem|384x384px|Planta do piso térreo dos paços do concelho (com a antiga cadeia à esquerda), após intervenção em 2002 (provável reconstituição do interior do edifício no século XVI) (fonte: CMVC – Arquiteto Manuel Maia Gomes). Retirado de «Vila do Conde no início da Época Moderna Construção de uma nova centralidade» de Eliana de Sousa.]]&lt;br /&gt;
[[Ficheiro:Piso superior da casa da câmara.png|miniaturadaimagem|423x423px|Planta do piso superior (com antiga cadeia à esquerda) (fonte: CMVC – Arquiteto Manuel Maia Gomes). Retirado de «Vila do Conde no início da Época Moderna Construção de uma nova centralidade» de Eliana de Sousa.]]&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
-&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
= &amp;lt;u&amp;gt;&amp;lt;big&amp;gt;Bibliografia&amp;lt;/big&amp;gt;&amp;lt;/u&amp;gt; =&lt;br /&gt;
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Craveiro, M. (1990). &#039;&#039;Diogo de Castilho e a Arquitetuctura da Renascença em Coimbra&#039;&#039;. Universidade de Coimbra. Coimbra.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Craveiro, M. (2009). &#039;&#039;A arquitectura “Ao Romano”.&#039;&#039; Cord..Dalila Rodrigues. Fubu. Vila Nova de Gaia.&lt;br /&gt;
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Oliveira, C. (2022). &#039;&#039;A decoração esculpida na arquitectura da escola dos Lopes (1553-1603): as formas e os símbolos&#039;&#039;. Universidade de Lisboa. Lisboa&lt;br /&gt;
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Pereira, P. (1995). &#039;&#039;História da Arte Portuguesa, Vol. II, Parte 3 – Classicismo: Inovações, Resistências, Academismo.&#039;&#039; Círculo de Leitores. Lisboa. P. 279-537&lt;br /&gt;
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REIS, A. M.  &#039;&#039;Lopes, uma família de artístas em Portugal e na Galiza&#039;&#039;. Revista de Guimarães, 96 Jan.-Dez. 1986, p. 151-180.&lt;br /&gt;
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Sousa, E. (2013). &#039;&#039;Vila do Conde no início da Época Moderna Construção de uma nova centralidade&#039;&#039;. Universidade do Porto (FLUP). Porto.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
== &amp;lt;u&amp;gt;&amp;lt;big&amp;gt;Webgrafia&amp;lt;/big&amp;gt;&amp;lt;/u&amp;gt; ==&lt;br /&gt;
Amaral, P., &amp;amp; Rodrigues, M. (1999). &#039;&#039;Casa dos Sá Sotomaior&#039;&#039;. Retirado de SIPA. Acessado a 13/10/2024. http://www.monumentos.gov.pt/Site/APP_PagesUser/SIPA.aspx?id=6583&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Branco, M., &amp;amp; João, M. (2005). &#039;&#039;Igreja Paroquial de Santa Maria de Estremoz/ Igreja de Santa Maria&#039;&#039;. Retirado de SIPA. Acessado a 17/10/2024. http://www.monumentos.gov.pt/Site/APP_PagesUser/SIPA.aspx?id=1184&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Carvalho, J., Figueiredo, P., &amp;amp; Fernandes, M. (2002). &#039;&#039;Catedral de Lamego/ Sé de Lamego/ Igreja Paroquial da Sé/ Igreja de Nossa Senhora da Assunção&#039;&#039;. Retirado de SIPA. Acessado a 15/10/2024. http://www.monumentos.gov.pt/site/app_pagesuser/sipa.aspx?id=6431&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Conceição, M., &amp;amp; Filipe, A. (2010). &#039;&#039;Igreja Paroquial de Vila Nova de Foz Côa/ Igreja de Nossa Senhora do Pranto.&#039;&#039; Retirado de SIPA. Acessado a 17/10/2024. http://www.monumentos.gov.pt/site/APP_PagesUser/SIPA.aspx?id=1531&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Costa, P., &amp;amp; Filipe, A. (2014). &#039;&#039;Câmara Municipal de Vila do Conde&#039;&#039;. Retirado de SIPA. Acessado a 03/10/2024. http://www.monumentos.gov.pt/site/app_pagesuser/SIPA.aspx?id=5367&lt;br /&gt;
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Noé, P. (1992). &#039;&#039;Pelourinho de Arcos de Valdevez&#039;&#039;. Retirado de SIPA. Acessado a 10/11/2024. http://www.monumentos.gov.pt/Site/APP_PagesUser/SIPA.aspx?id=2221&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Noé, P. (1998). &#039;&#039;Convento de São Domingos/ Igreja de Santa Cruz/ Igreja Paroquial de São Domingos.&#039;&#039; Retirado de SIPA. Acessado a 15/10/2024. http://www.monumentos.gov.pt/site/app_pagesuser/SIPA.aspx?id=4146&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Noé, P. (2008). &#039;&#039;Casa de Miguel de Vasconcelos/ Casa dos Medalhões/ Casa das Lunas&#039;&#039;. Retirado de SIPA. Acessado a 13/10/2024. http://www.monumentos.gov.pt/Site/APP_PagesUser/SIPA.aspx?id=4116&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Noé, P. &amp;amp; Almeida, J. (2018). &#039;&#039;Igreja Paroquial de Caminha/ Igreja de Nossa Senhora da Assunção&#039;&#039;. Retirado de SIPA. Acessado a 15/10/2024. http://www.monumentos.gov.pt/site/app_pagesuser/sipa.aspx?id=4101&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Olhar Viana do Castelo. (2011, May 9). &#039;&#039;Praça da República - Viana do Castelo&#039;&#039;. Retirado do Olhar Viana Do Castelo. Acessado a 15/10/2024. https://www.olharvianadocastelo.pt/2011/05/praca-da-republica-viana-do-castelo.html&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Sereno, I., Leão, M., &amp;amp; Noé, P. (1997). &#039;&#039;Igreja Paroquial da Foz do Douro/ Igreja de São João Baptista.&#039;&#039; Retirado de SIPA. Acessado a 15/10/2024. http://www.monumentos.gov.pt/Site/APP_PagesUser/SIPA.aspx?id=5471&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Sereno, I., Santos, J., Gonçalves, J., &amp;amp; Filipe, A. (2013). &#039;&#039;Convento de São Gonçalo de Amarante/ Câmara Municipal de Amarante/ Museu Municipal de Souza Cardoso&#039;&#039;. Retirado de SIPA. Acessado a 15/10/2024.  http://www.monumentos.gov.pt/Site/APP_PagesUser/SIPA.aspx?id=6583 &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Sereno, I., Santos, J., Noé, P., &amp;amp; Costa, P. (2005). &#039;&#039;Igreja e Colégio de São Lourenço/ Igreja e Convento dos Grilos/ Seminário Maior de Nossa Senhora da Conceição&#039;&#039;. Retirado de SIPA. Acessado a 17/10/2024. http://www.monumentos.gov.pt/site/app_pagesuser/SIPA.aspx?id=5476n&lt;/div&gt;</summary>
		<author><name>Rita Rocha</name></author>
	</entry>
	<entry>
		<id>https://wikimedia.pt/PortoRenascentista/index.php?title=Casa_da_C%C3%A2mara_de_Vila_do_Conde&amp;diff=203</id>
		<title>Casa da Câmara de Vila do Conde</title>
		<link rel="alternate" type="text/html" href="https://wikimedia.pt/PortoRenascentista/index.php?title=Casa_da_C%C3%A2mara_de_Vila_do_Conde&amp;diff=203"/>
		<updated>2025-02-28T12:10:31Z</updated>

		<summary type="html">&lt;p&gt;Rita Rocha: &lt;/p&gt;
&lt;hr /&gt;
&lt;div&gt;&lt;br /&gt;
= Identificação =&lt;br /&gt;
{| class=&amp;quot;wikitable&amp;quot;&lt;br /&gt;
|&#039;&#039;&#039;Designação&#039;&#039;&#039;&lt;br /&gt;
|Câmara  Municipal de Vila do Conde&lt;br /&gt;
|-&lt;br /&gt;
|&#039;&#039;&#039;Localização&#039;&#039;&#039;&lt;br /&gt;
|&lt;br /&gt;
* Norte de Portugal&lt;br /&gt;
* Distrito do Porto&lt;br /&gt;
* Concelho de Vila do Conde&lt;br /&gt;
* Freguesia de Vila do Conde;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
* Implanta-se na Praça       Vasco da Gama (4480-454 Vila do Conde);&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
* Coordenadas: [https://www.google.pt/maps/place/41%C2%B021&#039;14.6%22N+8%C2%B044&#039;36.6%22W/@41.3540526,-8.7460845,781m/data=!3m2!1e3!4b1!4m4!3m3!8m2!3d41.3540526!4d-8.7435096?hl=pt-PT&amp;amp;entry=ttu&amp;amp;g_ep=EgoyMDI1MDIyNS4wIKXMDSoASAFQAw%3D%3D 41.35405263182586,       -8.743509560626094.]&lt;br /&gt;
|-&lt;br /&gt;
|&#039;&#039;&#039;Cronologia&#039;&#039;&#039;&lt;br /&gt;
|Século XVI&lt;br /&gt;
1538 - 1543&lt;br /&gt;
|-&lt;br /&gt;
|&#039;&#039;&#039;Autor(es)&#039;&#039;&#039;&lt;br /&gt;
|Traçado por:  Gonçalo Afonso e João Lopes, o Velho;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Mestres  pedreiros: Gonçalo Afonso e Aparício Gonçalves;&lt;br /&gt;
|}&lt;br /&gt;
[[Ficheiro:Vila do Conde, Pelourinho e paços do concelho (3954634689).jpg|miniaturadaimagem|270x270px|Fotografia da fachada dos Paços do Concelho de Vila do Conde ou Casa da Câmara de Vila do Conde, juntamente com o Pelourinho. Fotografia de [[commons:File:Vila_do_Conde,_Pelourinho_e_paços_do_concelho_(3954634689).jpg|amaianos]]]]&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
= Estado da Arte =&lt;br /&gt;
Para a realização do estudo da Casa da Câmara de Vila do Conde, João Lopes, o Velho e João Lopes, o Novo foi consultada bibliografia especifica sobre o tema.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Esta conta com a tese de doutoramento &#039;&#039;&#039;«&#039;&#039;A decoração esculpida na arquitectura da escola dos Lopes (1553-1603): as formas e os símbolos Vol. I e II&#039;&#039;»&#039;&#039;&#039; (2022) de Catarina de Oliveira, utilizada para melhor entendimento da arte da Família Lopes.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
A dissertação &#039;&#039;&#039;«&#039;&#039;Vila do Conde no início da Época Moderna Construção de uma nova centralidade&#039;&#039;»&#039;&#039;&#039; (2013) de Eliana de Sousa, base essencial para este trabalho. Utilizada para o entendimento da implantação da Igreja Matriz de Vila do Conde, da Casa da Câmara de Vila do Conde e do Pelourinho. A sua construção a mando régio, assim como os tracistas e mestres pedreiros, foram também explicadas. &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
A descrição dos Paços do Concelho será baseada na obra de Eliana de Sousa &#039;&#039;&#039;«&#039;&#039;Vila do Conde no início da Época Moderna Construção de uma nova centralidade&#039;&#039;»&#039;&#039;&#039;, especialmente no capítulo «2.1.2.2 A Arqueologia do edificado».&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Neste trabalho também foi possível aceder à transcrição de partes do documento «&#039;&#039;Contrato entre a Câmara de Vila do Conde e Gonçalo Afonso e Aparício Gonçalves - A construção da casa da Câmara e do pelourinho&#039;&#039;», disponível no site do Arquivo Municipal de Vila do Conde. &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
A publicação da Sociedade Martins Sarmento na Revista de Guimarães &#039;&#039;&#039;&#039;&#039;«LOPES, UMA FAMÍLIA DE ARTÍSTAS EM PORTUGAL E NA GALIZA.»&#039;&#039;&#039;&#039;&#039; (1986) de António Matos Reis. Esta publicação faz uma cronologia da Família Lopes, detalhando os seus locais de trabalho e implantação das suas obras.   &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
= Enquadramento =&lt;br /&gt;
A Casa da Câmara de Vila do Conde foi mandada erguer no seguimento do projeto de reconstrução da «velha &#039;&#039;praça&#039;&#039; medieval» de Vila do Conde. Altera a localização da praça central e transformando-a numa «&#039;&#039;Praça Nova&#039;&#039;». Muda assim o «simples largo, acanhado, um espaço &#039;&#039;central&#039;&#039; muito pouco digno de uma vila que se desenvolvia»(Sousa, 2013, p70).&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
O projeto teve início com a igreja Matriz de Vila do Conde, localizada na mesma praça. Em 1502 é financiada por D. Manuel I. A igreja Matriz substituiria a «primitiva igreja pré-românica […] de S. João Baptista, localizada no monte do mosteiro, que, para além de pequena, estaria certamente já necessitada de obras profundas»(Sousa, 2013, p26). Inicialmente seria construída ainda no monte do mosteiro, «pois em 1502 D. Manuel ordena que a nova igreja seja, afinal, no campo de S. Sebastião, na zona baixa da vila». Deslocando-a assim para «relativamente perto da praça medieval onde estavam os velhos paços do concelho e picota, o principal centro social, político e económico de Vila do Conde»(Sousa, 2013, p30).&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Assim, a Casa da Câmara de Vila do Conde e o Pelourinho são construídos, sendo começadas em 1538, já no reinado de D. João III, ambas com financiamento régio.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
= Descrição =&lt;br /&gt;
=== Objeto arquitetónico ===&lt;br /&gt;
A pesquisa foi iniciada pela consulta de bibliografia obrigatória, que continha obras como: «&#039;&#039;História da Arte Portuguesa, Vol. II, Parte 3 – Classicismo: Inovações, Resistências, Academismo»&#039;&#039; (1995) de Paulo Pereira, «&#039;&#039;História da Arte em Portugal – O Renascimento e o Maneirismo (1500- 1620)&#039;&#039;.» (2002) de Vítor Serrão, «&#039;&#039;A arquitectura “Ao Romano”»&#039;&#039; (2009) de Maria de Lurdes Craveiro e &#039;&#039;«A Arquitectura Portuguesa Chã. Entre as Especiarias e os Diamantes (1521-1706)»&#039;&#039; de George Kubler. &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
A bibliografia especifica sobre o tema, conta com a tese de doutoramento «&#039;&#039;A decoração esculpida na arquitectura da escola dos Lopes (1553-1603): as formas e os símbolos Vol. I e II&#039;&#039;» (2022) de Catarina de Oliveira. Com a dissertação «&#039;&#039;Vila do Conde no início da Época Moderna Construção de uma nova centralidade&#039;&#039;» (2013) de Eliana de Sousa. E com a publicação da Sociedade Martins Sarmento na Revista de Guimarães «&#039;&#039;LOPES, UMA FAMÍLIA DE ARTÍSTAS EM PORTUGAL E NA GALIZA.&#039;&#039;» (1986) de António Matos Reis.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
=== Casa da Câmara de Vila Conde ===&lt;br /&gt;
[[Ficheiro:Imagem dos paços da camara atualmente - vista geral Carlos Sousa 2022.jpg|miniaturadaimagem|Fotografia da fachada dos Paços do Concelho e pelourinho de Vila do Conde. Fotografia de Carlos Sousa (2022). https://bit.ly/4frdsa4]]&lt;br /&gt;
Eliana de Sousa começa por referir que o modelo arquitetônico é «simples e o mais comum para a época», tendo a planta retangular, constituída por dois pisos. O piso superior é considerado o «mais &#039;&#039;nobre&#039;&#039;» e é dividido em casa da &#039;&#039;camara&#039;&#039; («para vereações») e a casa da &#039;&#039;audiencia&#039;&#039; («(o tribunal) para o juiz do concelho»).&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
A cobertura é feita por um «telhado comum, de quatro águas», que cobre as duas divisões.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
A fachada é composta por cinco janelas sóbrias e regulares, que iluminam o piso nobre. Sobressai a escadaria monumental, que liga ao piso superior, que acaba numa varanda. A entrada para o piso nobre é feita por uma porta decorada com um pequeno frontão, onde encontramos as armas do reino e a data de finalização da obra, 1543.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
No andar térreo, encontramos as arcadas de arco de volta perfeita, onde encosta a escadaria. No lado oposto às arcadas encontramos uma porta ladeada por uma pequena janela gradeada. &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
A divisão do lado das arcadas é pensada como um suporte para o açougues e do comércio feito na praça. Já a pequena sala, que tem como entrada a porta já mencionada, foi utilizada posteriormente como suporte para o edifício da prisão.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Carlos Caetano, que é citado por Eliana de Sousa, diz que os paços do concelho são um «“exemplo notável de ensaio de uma ordem compositiva nova num corpo arquitectónico tradicional (…) proporcionado pela fachada da casa da câmara”. Diz que apesar de “muito simples, integra e articula elementos tradicionais e elementos inovadores”, onde “tanto a imponente varanda como os arcos dos açougues primitivos, ambos muito vernáculos e de inegável e típico “recorte” tardo-manuelino, coabitam com os dois cunhais de pedraria que sustentam a vasta cornija corrida, elementos inovadores anunciadores de uma ordem, ou melhor, de valores arquitectónicos novos”.»&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
== Imagens e Iconografia do Objeto ==&lt;br /&gt;
[[Ficheiro:Vista aerea da igreja matriz, praça nova e praça velha.png|miniaturadaimagem|281x281px|Vista aérea da igreja matriz e da Praça Nova (atual Praça Vasco da Gama), com os paços do concelho e o pelourinho (1), com localização da Praça Velha (2) (fonte: CMVC, 2005). Retirado de «Vila do Conde no início da Época Moderna Construção de uma nova centralidade» de Eliana de Sousa.]][[Ficheiro:Captura de ecra retirada do google maps das localizações da praça velha, praça nova e mosteiro de santa clara.png|miniaturadaimagem|Captura de ecrã retirada do Google Maps, onde foram rodeados o Mosteiro de Santa Clara (1), Praça Nova (2) e Praça Velha (3), localizados em Vila do Conde.|esquerda]]&lt;br /&gt;
&amp;lt;gallery&amp;gt;&lt;br /&gt;
Ficheiro:Casa da audiencia da camara de vila do conde fotografia de Eliana de Sousa.png|Salão nobre / casa da audiencia (fonte: CMVC). Retirado de «Vila do Conde no início da Época Moderna Construção de uma nova centralidade» de Eliana de Sousa.&lt;br /&gt;
Ficheiro:Casa da camara de vila do conde fotografia de eliana de sousa.png|Sala quinhentista / casa da camara (fonte: CMVC). Retirado de «Vila do Conde no início da Época Moderna Construção de uma nova centralidade» de Eliana de Sousa.&lt;br /&gt;
Ficheiro:Espaço interior no piso terreo em frente as arcadas fotografia de eliana de sousa.png|Espaço interior do piso térreo em frente às arcadas. Retirado de «Vila do Conde no início da Época Moderna Construção de uma nova centralidade» de Eliana de Sousa.&lt;br /&gt;
Ficheiro:Passagem aberta na requalificação em 2002 para uma sala estreita fotografia de eliana de sousa.png|Passagem aberta na requalificação em 2002 para uma sala estreita, anteriormente acessível apenas pela porta que dá para o exterior, na base da escadaria.  Retirado de «Vila do Conde no início da Época Moderna Construção de uma nova centralidade» de Eliana de Sousa.&lt;br /&gt;
&amp;lt;/gallery&amp;gt;&lt;br /&gt;
[[Ficheiro:Planta da casa da câmara do piso inferior.png|esquerda|miniaturadaimagem|384x384px|Planta do piso térreo dos paços do concelho (com a antiga cadeia à esquerda), após intervenção em 2002 (provável reconstituição do interior do edifício no século XVI) (fonte: CMVC – Arquiteto Manuel Maia Gomes). Retirado de «Vila do Conde no início da Época Moderna Construção de uma nova centralidade» de Eliana de Sousa.]]&lt;br /&gt;
[[Ficheiro:Piso superior da casa da câmara.png|miniaturadaimagem|423x423px|Planta do piso superior (com antiga cadeia à esquerda) (fonte: CMVC – Arquiteto Manuel Maia Gomes). Retirado de «Vila do Conde no início da Época Moderna Construção de uma nova centralidade» de Eliana de Sousa.]]&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
= &amp;lt;u&amp;gt;&amp;lt;big&amp;gt;Bibliografia&amp;lt;/big&amp;gt;&amp;lt;/u&amp;gt; =&lt;br /&gt;
Abreu, S. (2010). &#039;&#039;A obra do arquitecto italiano Francesco da Cremona (c.1480-c.1550) em Portugal: novas pistas de investigação.&#039;&#039; CEPESE. Porto.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Craveiro, M. (1990). &#039;&#039;Diogo de Castilho e a Arquitetuctura da Renascença em Coimbra&#039;&#039;. Universidade de Coimbra. Coimbra.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Craveiro, M. (2009). &#039;&#039;A arquitectura “Ao Romano”.&#039;&#039; Cord..Dalila Rodrigues. Fubu. Vila Nova de Gaia.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Kubler, G. &#039;&#039;A Arquitectura Portuguesa Chã. Entre as Especiarias e os Diamantes (1521-1706)&#039;&#039;. Várias Edições.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
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&lt;br /&gt;
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&lt;br /&gt;
REIS, A. M.  &#039;&#039;Lopes, uma família de artístas em Portugal e na Galiza&#039;&#039;. Revista de Guimarães, 96 Jan.-Dez. 1986, p. 151-180.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Silva, R. (2018). &#039;&#039;O paradigma da arquitetura em Portugal na idade moderna. Entre o tardo-gótico e o renascimento: João de Castilho “o mestre que amanhece e anoitece na obra”. Vol 2.&#039;&#039; Universidade de Lisboa. Lisboa.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Serrão, V. (2002&#039;&#039;). História da Arte em Portugal – O Renascimento e o Maneirismo (1500- 1620)&#039;&#039;. Editorial Presença. Lisboa.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
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&lt;br /&gt;
== &amp;lt;u&amp;gt;&amp;lt;big&amp;gt;Webgrafia&amp;lt;/big&amp;gt;&amp;lt;/u&amp;gt; ==&lt;br /&gt;
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&lt;br /&gt;
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Noé, P. &amp;amp; Almeida, J. (2018). &#039;&#039;Igreja Paroquial de Caminha/ Igreja de Nossa Senhora da Assunção&#039;&#039;. Retirado de SIPA. Acessado a 15/10/2024. http://www.monumentos.gov.pt/site/app_pagesuser/sipa.aspx?id=4101&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Olhar Viana do Castelo. (2011, May 9). &#039;&#039;Praça da República - Viana do Castelo&#039;&#039;. Retirado do Olhar Viana Do Castelo. Acessado a 15/10/2024. https://www.olharvianadocastelo.pt/2011/05/praca-da-republica-viana-do-castelo.html&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Sereno, I., Leão, M., &amp;amp; Noé, P. (1997). &#039;&#039;Igreja Paroquial da Foz do Douro/ Igreja de São João Baptista.&#039;&#039; Retirado de SIPA. Acessado a 15/10/2024. http://www.monumentos.gov.pt/Site/APP_PagesUser/SIPA.aspx?id=5471&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Sereno, I., Santos, J., Gonçalves, J., &amp;amp; Filipe, A. (2013). &#039;&#039;Convento de São Gonçalo de Amarante/ Câmara Municipal de Amarante/ Museu Municipal de Souza Cardoso&#039;&#039;. Retirado de SIPA. Acessado a 15/10/2024.  http://www.monumentos.gov.pt/Site/APP_PagesUser/SIPA.aspx?id=6583 &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Sereno, I., Santos, J., Noé, P., &amp;amp; Costa, P. (2005). &#039;&#039;Igreja e Colégio de São Lourenço/ Igreja e Convento dos Grilos/ Seminário Maior de Nossa Senhora da Conceição&#039;&#039;. Retirado de SIPA. Acessado a 17/10/2024. http://www.monumentos.gov.pt/site/app_pagesuser/SIPA.aspx?id=5476n&lt;/div&gt;</summary>
		<author><name>Rita Rocha</name></author>
	</entry>
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		<id>https://wikimedia.pt/PortoRenascentista/index.php?title=Casa_da_C%C3%A2mara_de_Vila_do_Conde&amp;diff=202</id>
		<title>Casa da Câmara de Vila do Conde</title>
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		<updated>2025-02-28T12:10:05Z</updated>

		<summary type="html">&lt;p&gt;Rita Rocha: &lt;/p&gt;
&lt;hr /&gt;
&lt;div&gt;&lt;br /&gt;
= Identificação =&lt;br /&gt;
{| class=&amp;quot;wikitable&amp;quot;&lt;br /&gt;
|&#039;&#039;&#039;Designação&#039;&#039;&#039;&lt;br /&gt;
|Câmara  Municipal de Vila do Conde&lt;br /&gt;
|-&lt;br /&gt;
|&#039;&#039;&#039;Localização&#039;&#039;&#039;&lt;br /&gt;
|&lt;br /&gt;
* Norte de Portugal&lt;br /&gt;
* Distrito do Porto&lt;br /&gt;
* Concelho de Vila do Conde&lt;br /&gt;
* Freguesia de Vila do Conde;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
* Implanta-se na Praça       Vasco da Gama (4480-454 Vila do Conde);&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
* Coordenadas: [https://www.google.pt/maps/place/41%C2%B021&#039;14.6%22N+8%C2%B044&#039;36.6%22W/@41.3540526,-8.7460845,781m/data=!3m2!1e3!4b1!4m4!3m3!8m2!3d41.3540526!4d-8.7435096?hl=pt-PT&amp;amp;entry=ttu&amp;amp;g_ep=EgoyMDI1MDIyNS4wIKXMDSoASAFQAw%3D%3D 41.35405263182586,       -8.743509560626094.]&lt;br /&gt;
|-&lt;br /&gt;
|&#039;&#039;&#039;Cronologia&#039;&#039;&#039;&lt;br /&gt;
|Século XVI&lt;br /&gt;
1538 - 1543&lt;br /&gt;
|-&lt;br /&gt;
|&#039;&#039;&#039;Autor(es)&#039;&#039;&#039;&lt;br /&gt;
|Traçado por:  Gonçalo Afonso e João Lopes, o Velho;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Mestres  pedreiros: Gonçalo Afonso e Aparício Gonçalves;&lt;br /&gt;
|}&lt;br /&gt;
[[Ficheiro:Vila do Conde, Pelourinho e paços do concelho (3954634689).jpg|miniaturadaimagem|270x270px|Fotografia da fachada dos Paços do Concelho de Vila do Conde ou Casa da Câmara de Vila do Conde, juntamente com o Pelourinho. Fotografia de [[commons:File:Vila_do_Conde,_Pelourinho_e_paços_do_concelho_(3954634689).jpg|amaianos]]]]&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
= Estado da Arte =&lt;br /&gt;
Para a realização do estudo da Casa da Câmara de Vila do Conde, João Lopes, o Velho e João Lopes, o Novo foi consultada bibliografia especifica sobre o tema.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Esta conta com a tese de doutoramento &#039;&#039;&#039;«&#039;&#039;A decoração esculpida na arquitectura da escola dos Lopes (1553-1603): as formas e os símbolos Vol. I e II&#039;&#039;»&#039;&#039;&#039; (2022) de Catarina de Oliveira, utilizada para melhor entendimento da arte da Família Lopes.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
A dissertação &#039;&#039;&#039;«&#039;&#039;Vila do Conde no início da Época Moderna Construção de uma nova centralidade&#039;&#039;»&#039;&#039;&#039; (2013) de Eliana de Sousa, base essencial para este trabalho. Utilizada para o entendimento da implantação da Igreja Matriz de Vila do Conde, da Casa da Câmara de Vila do Conde e do Pelourinho. A sua construção a mando régio, assim como os tracistas e mestres pedreiros, foram também explicadas. &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
A descrição dos Paços do Concelho será baseada na obra de Eliana de Sousa &#039;&#039;&#039;«&#039;&#039;Vila do Conde no início da Época Moderna Construção de uma nova centralidade&#039;&#039;»&#039;&#039;&#039;, especialmente no capítulo «2.1.2.2 A Arqueologia do edificado».&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Neste trabalho também foi possível aceder à transcrição de partes do documento «&#039;&#039;Contrato entre a Câmara de Vila do Conde e Gonçalo Afonso e Aparício Gonçalves - A construção da casa da Câmara e do pelourinho&#039;&#039;», disponível no site do Arquivo Municipal de Vila do Conde. &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
A publicação da Sociedade Martins Sarmento na Revista de Guimarães &#039;&#039;&#039;&#039;&#039;«LOPES, UMA FAMÍLIA DE ARTÍSTAS EM PORTUGAL E NA GALIZA.»&#039;&#039;&#039;&#039;&#039; (1986) de António Matos Reis. Esta publicação faz uma cronologia da Família Lopes, detalhando os seus locais de trabalho e implantação das suas obras.   &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
= Enquadramento =&lt;br /&gt;
A Casa da Câmara de Vila do Conde foi mandada erguer no seguimento do projeto de reconstrução da «velha &#039;&#039;praça&#039;&#039; medieval» de Vila do Conde. Altera a localização da praça central e transformando-a numa «&#039;&#039;Praça Nova&#039;&#039;». Muda assim o «simples largo, acanhado, um espaço &#039;&#039;central&#039;&#039; muito pouco digno de uma vila que se desenvolvia»(Sousa, 2013, p70).&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
O projeto teve início com a igreja Matriz de Vila do Conde, localizada na mesma praça. Em 1502 é financiada por D. Manuel I. A igreja Matriz substituiria a «primitiva igreja pré-românica […] de S. João Baptista, localizada no monte do mosteiro, que, para além de pequena, estaria certamente já necessitada de obras profundas»(Sousa, 2013, p26). Inicialmente seria construída ainda no monte do mosteiro, «pois em 1502 D. Manuel ordena que a nova igreja seja, afinal, no campo de S. Sebastião, na zona baixa da vila». Deslocando-a assim para «relativamente perto da praça medieval onde estavam os velhos paços do concelho e picota, o principal centro social, político e económico de Vila do Conde»(Sousa, 2013, p30).&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Assim, a Casa da Câmara de Vila do Conde e o Pelourinho são construídos, sendo começadas em 1538, já no reinado de D. João III, ambas com financiamento régio.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
= Descrição =&lt;br /&gt;
=== Objeto arquitetónico ===&lt;br /&gt;
A pesquisa foi iniciada pela consulta de bibliografia obrigatória, que continha obras como: «&#039;&#039;História da Arte Portuguesa, Vol. II, Parte 3 – Classicismo: Inovações, Resistências, Academismo»&#039;&#039; (1995) de Paulo Pereira, «&#039;&#039;História da Arte em Portugal – O Renascimento e o Maneirismo (1500- 1620)&#039;&#039;.» (2002) de Vítor Serrão, «&#039;&#039;A arquitectura “Ao Romano”»&#039;&#039; (2009) de Maria de Lurdes Craveiro e &#039;&#039;«A Arquitectura Portuguesa Chã. Entre as Especiarias e os Diamantes (1521-1706)»&#039;&#039; de George Kubler. &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
A bibliografia especifica sobre o tema, conta com a tese de doutoramento «&#039;&#039;A decoração esculpida na arquitectura da escola dos Lopes (1553-1603): as formas e os símbolos Vol. I e II&#039;&#039;» (2022) de Catarina de Oliveira. Com a dissertação «&#039;&#039;Vila do Conde no início da Época Moderna Construção de uma nova centralidade&#039;&#039;» (2013) de Eliana de Sousa. E com a publicação da Sociedade Martins Sarmento na Revista de Guimarães «&#039;&#039;LOPES, UMA FAMÍLIA DE ARTÍSTAS EM PORTUGAL E NA GALIZA.&#039;&#039;» (1986) de António Matos Reis.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
=== Casa da Câmara de Vila Conde ===&lt;br /&gt;
[[Ficheiro:Imagem dos paços da camara atualmente - vista geral Carlos Sousa 2022.jpg|miniaturadaimagem|Fotografia da fachada dos Paços do Concelho e pelourinho de Vila do Conde. Fotografia de Carlos Sousa (2022). https://bit.ly/4frdsa4]]&lt;br /&gt;
Eliana de Sousa começa por referir que o modelo arquitetônico é «simples e o mais comum para a época», tendo a planta retangular, constituída por dois pisos. O piso superior é considerado o «mais &#039;&#039;nobre&#039;&#039;» e é dividido em casa da &#039;&#039;camara&#039;&#039; («para vereações») e a casa da &#039;&#039;audiencia&#039;&#039; («(o tribunal) para o juiz do concelho»).&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
A cobertura é feita por um «telhado comum, de quatro águas», que cobre as duas divisões.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
A fachada é composta por cinco janelas sóbrias e regulares, que iluminam o piso nobre. Sobressai a escadaria monumental, que liga ao piso superior, que acaba numa varanda. A entrada para o piso nobre é feita por uma porta decorada com um pequeno frontão, onde encontramos as armas do reino e a data de finalização da obra, 1543.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
No andar térreo, encontramos as arcadas de arco de volta perfeita, onde encosta a escadaria. No lado oposto às arcadas encontramos uma porta ladeada por uma pequena janela gradeada. &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
A divisão do lado das arcadas é pensada como um suporte para o açougues e do comércio feito na praça. Já a pequena sala, que tem como entrada a porta já mencionada, foi utilizada posteriormente como suporte para o edifício da prisão.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Carlos Caetano, que é citado por Eliana de Sousa, diz que os paços do concelho são um «“exemplo notável de ensaio de uma ordem compositiva nova num corpo arquitectónico tradicional (…) proporcionado pela fachada da casa da câmara”. Diz que apesar de “muito simples, integra e articula elementos tradicionais e elementos inovadores”, onde “tanto a imponente varanda como os arcos dos açougues primitivos, ambos muito vernáculos e de inegável e típico “recorte” tardo-manuelino, coabitam com os dois cunhais de pedraria que sustentam a vasta cornija corrida, elementos inovadores anunciadores de uma ordem, ou melhor, de valores arquitectónicos novos”.»&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
== Imagens e Iconografia do Objeto ==&lt;br /&gt;
[[Ficheiro:Vista aerea da igreja matriz, praça nova e praça velha.png|miniaturadaimagem|281x281px|Vista aérea da igreja matriz e da Praça Nova (atual Praça Vasco da Gama), com os paços do concelho e o pelourinho (1), com localização da Praça Velha (2) (fonte: CMVC, 2005). Retirado de «Vila do Conde no início da Época Moderna Construção de uma nova centralidade» de Eliana de Sousa.]][[Ficheiro:Captura de ecra retirada do google maps das localizações da praça velha, praça nova e mosteiro de santa clara.png|miniaturadaimagem|Captura de ecrã retirada do Google Maps, onde foram rodeados o Mosteiro de Santa Clara (1), Praça Nova (2) e Praça Velha (3), localizados em Vila do Conde.|esquerda]]&lt;br /&gt;
&amp;lt;gallery&amp;gt;&lt;br /&gt;
Ficheiro:Casa da audiencia da camara de vila do conde fotografia de Eliana de Sousa.png|Salão nobre / casa da audiencia (fonte: CMVC). Retirado de «Vila do Conde no início da Época Moderna Construção de uma nova centralidade» de Eliana de Sousa.&lt;br /&gt;
Ficheiro:Casa da camara de vila do conde fotografia de eliana de sousa.png|Sala quinhentista / casa da camara (fonte: CMVC). Retirado de «Vila do Conde no início da Época Moderna Construção de uma nova centralidade» de Eliana de Sousa.&lt;br /&gt;
Ficheiro:Espaço interior no piso terreo em frente as arcadas fotografia de eliana de sousa.png|Espaço interior do piso térreo em frente às arcadas. Retirado de «Vila do Conde no início da Época Moderna Construção de uma nova centralidade» de Eliana de Sousa.&lt;br /&gt;
Ficheiro:Passagem aberta na requalificação em 2002 para uma sala estreita fotografia de eliana de sousa.png|Passagem aberta na requalificação em 2002 para uma sala estreita, anteriormente acessível apenas pela porta que dá para o exterior, na base da escadaria.  Retirado de «Vila do Conde no início da Época Moderna Construção de uma nova centralidade» de Eliana de Sousa.&lt;br /&gt;
&amp;lt;/gallery&amp;gt;&lt;br /&gt;
[[Ficheiro:Planta da casa da câmara do piso inferior.png|esquerda|miniaturadaimagem|384x384px|Planta do piso térreo dos paços do concelho (com a antiga cadeia à esquerda), após intervenção em 2002 (provável reconstituição do interior do edifício no século XVI) (fonte: CMVC – Arquiteto Manuel Maia Gomes). Retirado de «Vila do Conde no início da Época Moderna Construção de uma nova centralidade» de Eliana de Sousa.]]&lt;br /&gt;
[[Ficheiro:Piso superior da casa da câmara.png|miniaturadaimagem|423x423px|Planta do piso superior (com antiga cadeia à esquerda) (fonte: CMVC – Arquiteto Manuel Maia Gomes). Retirado de «Vila do Conde no início da Época Moderna Construção de uma nova centralidade» de Eliana de Sousa.]]&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
== &amp;lt;u&amp;gt;&amp;lt;big&amp;gt;Bibliografia&amp;lt;/big&amp;gt;&amp;lt;/u&amp;gt; ==&lt;br /&gt;
Abreu, S. (2010). &#039;&#039;A obra do arquitecto italiano Francesco da Cremona (c.1480-c.1550) em Portugal: novas pistas de investigação.&#039;&#039; CEPESE. Porto.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Craveiro, M. (1990). &#039;&#039;Diogo de Castilho e a Arquitetuctura da Renascença em Coimbra&#039;&#039;. Universidade de Coimbra. Coimbra.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Craveiro, M. (2009). &#039;&#039;A arquitectura “Ao Romano”.&#039;&#039; Cord..Dalila Rodrigues. Fubu. Vila Nova de Gaia.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Kubler, G. &#039;&#039;A Arquitectura Portuguesa Chã. Entre as Especiarias e os Diamantes (1521-1706)&#039;&#039;. Várias Edições.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Oliveira, C. (2022). &#039;&#039;A decoração esculpida na arquitectura da escola dos Lopes (1553-1603): as formas e os símbolos&#039;&#039;. Universidade de Lisboa. Lisboa&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Pereira, P. (1995). &#039;&#039;História da Arte Portuguesa, Vol. II, Parte 3 – Classicismo: Inovações, Resistências, Academismo.&#039;&#039; Círculo de Leitores. Lisboa. P. 279-537&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
REIS, A. M.  &#039;&#039;Lopes, uma família de artístas em Portugal e na Galiza&#039;&#039;. Revista de Guimarães, 96 Jan.-Dez. 1986, p. 151-180.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
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&lt;br /&gt;
Serrão, V. (2002&#039;&#039;). História da Arte em Portugal – O Renascimento e o Maneirismo (1500- 1620)&#039;&#039;. Editorial Presença. Lisboa.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Sousa, E. (2013). &#039;&#039;Vila do Conde no início da Época Moderna Construção de uma nova centralidade&#039;&#039;. Universidade do Porto (FLUP). Porto.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
== &amp;lt;u&amp;gt;&amp;lt;big&amp;gt;Webgrafia&amp;lt;/big&amp;gt;&amp;lt;/u&amp;gt; ==&lt;br /&gt;
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&lt;br /&gt;
Branco, M., &amp;amp; João, M. (2005). &#039;&#039;Igreja Paroquial de Santa Maria de Estremoz/ Igreja de Santa Maria&#039;&#039;. Retirado de SIPA. Acessado a 17/10/2024. http://www.monumentos.gov.pt/Site/APP_PagesUser/SIPA.aspx?id=1184&lt;br /&gt;
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Carvalho, J., Figueiredo, P., &amp;amp; Fernandes, M. (2002). &#039;&#039;Catedral de Lamego/ Sé de Lamego/ Igreja Paroquial da Sé/ Igreja de Nossa Senhora da Assunção&#039;&#039;. Retirado de SIPA. Acessado a 15/10/2024. http://www.monumentos.gov.pt/site/app_pagesuser/sipa.aspx?id=6431&lt;br /&gt;
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&lt;br /&gt;
Noé, P. &amp;amp; Almeida, J. (2018). &#039;&#039;Igreja Paroquial de Caminha/ Igreja de Nossa Senhora da Assunção&#039;&#039;. Retirado de SIPA. Acessado a 15/10/2024. http://www.monumentos.gov.pt/site/app_pagesuser/sipa.aspx?id=4101&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Olhar Viana do Castelo. (2011, May 9). &#039;&#039;Praça da República - Viana do Castelo&#039;&#039;. Retirado do Olhar Viana Do Castelo. Acessado a 15/10/2024. https://www.olharvianadocastelo.pt/2011/05/praca-da-republica-viana-do-castelo.html&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Sereno, I., Leão, M., &amp;amp; Noé, P. (1997). &#039;&#039;Igreja Paroquial da Foz do Douro/ Igreja de São João Baptista.&#039;&#039; Retirado de SIPA. Acessado a 15/10/2024. http://www.monumentos.gov.pt/Site/APP_PagesUser/SIPA.aspx?id=5471&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Sereno, I., Santos, J., Gonçalves, J., &amp;amp; Filipe, A. (2013). &#039;&#039;Convento de São Gonçalo de Amarante/ Câmara Municipal de Amarante/ Museu Municipal de Souza Cardoso&#039;&#039;. Retirado de SIPA. Acessado a 15/10/2024.  http://www.monumentos.gov.pt/Site/APP_PagesUser/SIPA.aspx?id=6583 &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Sereno, I., Santos, J., Noé, P., &amp;amp; Costa, P. (2005). &#039;&#039;Igreja e Colégio de São Lourenço/ Igreja e Convento dos Grilos/ Seminário Maior de Nossa Senhora da Conceição&#039;&#039;. Retirado de SIPA. Acessado a 17/10/2024. http://www.monumentos.gov.pt/site/app_pagesuser/SIPA.aspx?id=5476n&lt;/div&gt;</summary>
		<author><name>Rita Rocha</name></author>
	</entry>
	<entry>
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		<updated>2025-02-28T12:07:53Z</updated>

		<summary type="html">&lt;p&gt;Rita Rocha: &lt;/p&gt;
&lt;hr /&gt;
&lt;div&gt;&lt;br /&gt;
= Identificação =&lt;br /&gt;
{| class=&amp;quot;wikitable&amp;quot;&lt;br /&gt;
|&#039;&#039;&#039;Designação&#039;&#039;&#039;&lt;br /&gt;
|Câmara  Municipal de Vila do Conde&lt;br /&gt;
|-&lt;br /&gt;
|&#039;&#039;&#039;Localização&#039;&#039;&#039;&lt;br /&gt;
|&lt;br /&gt;
* Norte de Portugal&lt;br /&gt;
* Distrito do Porto&lt;br /&gt;
* Concelho de Vila do Conde&lt;br /&gt;
* Freguesia de Vila do Conde;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
* Implanta-se na Praça       Vasco da Gama (4480-454 Vila do Conde);&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
* Coordenadas: [https://www.google.pt/maps/place/41%C2%B021&#039;14.6%22N+8%C2%B044&#039;36.6%22W/@41.3540526,-8.7460845,781m/data=!3m2!1e3!4b1!4m4!3m3!8m2!3d41.3540526!4d-8.7435096?hl=pt-PT&amp;amp;entry=ttu&amp;amp;g_ep=EgoyMDI1MDIyNS4wIKXMDSoASAFQAw%3D%3D 41.35405263182586,       -8.743509560626094.]&lt;br /&gt;
|-&lt;br /&gt;
|&#039;&#039;&#039;Cronologia&#039;&#039;&#039;&lt;br /&gt;
|Século XVI&lt;br /&gt;
1538 - 1543&lt;br /&gt;
|-&lt;br /&gt;
|&#039;&#039;&#039;Autor(es)&#039;&#039;&#039;&lt;br /&gt;
|Traçado por:  Gonçalo Afonso e João Lopes, o Velho;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Mestres  pedreiros: Gonçalo Afonso e Aparício Gonçalves;&lt;br /&gt;
|}&lt;br /&gt;
[[Ficheiro:Vila do Conde, Pelourinho e paços do concelho (3954634689).jpg|miniaturadaimagem|270x270px|Fotografia da fachada dos Paços do Concelho de Vila do Conde ou Casa da Câmara de Vila do Conde, juntamente com o Pelourinho. Fotografia de [[commons:File:Vila_do_Conde,_Pelourinho_e_paços_do_concelho_(3954634689).jpg|amaianos]]]]&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
= Estado da Arte =&lt;br /&gt;
Para a realização do estudo da Casa da Câmara de Vila do Conde, João Lopes, o Velho e João Lopes, o Novo foi consultada bibliografia especifica sobre o tema.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Esta conta com a tese de doutoramento &#039;&#039;&#039;«&#039;&#039;A decoração esculpida na arquitectura da escola dos Lopes (1553-1603): as formas e os símbolos Vol. I e II&#039;&#039;»&#039;&#039;&#039; (2022) de Catarina de Oliveira, utilizada para melhor entendimento da arte da Família Lopes.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
A dissertação &#039;&#039;&#039;«&#039;&#039;Vila do Conde no início da Época Moderna Construção de uma nova centralidade&#039;&#039;»&#039;&#039;&#039; (2013) de Eliana de Sousa, base essencial para este trabalho. Utilizada para o entendimento da implantação da Igreja Matriz de Vila do Conde, da Casa da Câmara de Vila do Conde e do Pelourinho. A sua construção a mando régio, assim como os tracistas e mestres pedreiros, foram também explicadas. &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
A descrição dos Paços do Concelho será baseada na obra de Eliana de Sousa &#039;&#039;&#039;«&#039;&#039;Vila do Conde no início da Época Moderna Construção de uma nova centralidade&#039;&#039;»&#039;&#039;&#039;, especialmente no capítulo «2.1.2.2 A Arqueologia do edificado».&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Neste trabalho também foi possível aceder à transcrição de partes do documento «&#039;&#039;Contrato entre a Câmara de Vila do Conde e Gonçalo Afonso e Aparício Gonçalves - A construção da casa da Câmara e do pelourinho&#039;&#039;», disponível no site do Arquivo Municipal de Vila do Conde. &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
A publicação da Sociedade Martins Sarmento na Revista de Guimarães &#039;&#039;&#039;&#039;&#039;«LOPES, UMA FAMÍLIA DE ARTÍSTAS EM PORTUGAL E NA GALIZA.»&#039;&#039;&#039;&#039;&#039; (1986) de António Matos Reis. Esta publicação faz uma cronologia da Família Lopes, detalhando os seus locais de trabalho e implantação das suas obras.   &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
= Enquadramento =&lt;br /&gt;
A Casa da Câmara de Vila do Conde foi mandada erguer no seguimento do projeto de reconstrução da «velha &#039;&#039;praça&#039;&#039; medieval» de Vila do Conde. Altera a localização da praça central e transformando-a numa «&#039;&#039;Praça Nova&#039;&#039;». Muda assim o «simples largo, acanhado, um espaço &#039;&#039;central&#039;&#039; muito pouco digno de uma vila que se desenvolvia»(Sousa, 2013, p70).&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
O projeto teve início com a igreja Matriz de Vila do Conde, localizada na mesma praça. Em 1502 é financiada por D. Manuel I. A igreja Matriz substituiria a «primitiva igreja pré-românica […] de S. João Baptista, localizada no monte do mosteiro, que, para além de pequena, estaria certamente já necessitada de obras profundas»(Sousa, 2013, p26). Inicialmente seria construída ainda no monte do mosteiro, «pois em 1502 D. Manuel ordena que a nova igreja seja, afinal, no campo de S. Sebastião, na zona baixa da vila». Deslocando-a assim para «relativamente perto da praça medieval onde estavam os velhos paços do concelho e picota, o principal centro social, político e económico de Vila do Conde»(Sousa, 2013, p30).&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Assim, a Casa da Câmara de Vila do Conde e o Pelourinho são construídos, sendo começadas em 1538, já no reinado de D. João III, ambas com financiamento régio.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
= Descrição =&lt;br /&gt;
[[Ficheiro:Captura de ecra retirada do google maps das localizações da praça velha, praça nova e mosteiro de santa clara.png|miniaturadaimagem|Captura de ecrã retirada do Google Maps, onde foram rodeados o Mosteiro de Santa Clara (1), Praça Nova (2) e Praça Velha (3), localizados em Vila do Conde.]]&lt;br /&gt;
[[Ficheiro:Vista aerea da igreja matriz, praça nova e praça velha.png|miniaturadaimagem|302x302px|Vista aérea da igreja matriz e da Praça Nova (atual Praça Vasco da Gama), com os paços do concelho e o pelourinho (1), com localização da Praça Velha (2) (fonte: CMVC, 2005). Retirado de «Vila do Conde no início da Época Moderna Construção de uma nova centralidade» de Eliana de Sousa.]]&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
=== Objeto arquitetónico ===&lt;br /&gt;
A pesquisa foi iniciada pela consulta de bibliografia obrigatória, que continha obras como: «&#039;&#039;História da Arte Portuguesa, Vol. II, Parte 3 – Classicismo: Inovações, Resistências, Academismo»&#039;&#039; (1995) de Paulo Pereira, «&#039;&#039;História da Arte em Portugal – O Renascimento e o Maneirismo (1500- 1620)&#039;&#039;.» (2002) de Vítor Serrão, «&#039;&#039;A arquitectura “Ao Romano”»&#039;&#039; (2009) de Maria de Lurdes Craveiro e &#039;&#039;«A Arquitectura Portuguesa Chã. Entre as Especiarias e os Diamantes (1521-1706)»&#039;&#039; de George Kubler. &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
A bibliografia especifica sobre o tema, conta com a tese de doutoramento «&#039;&#039;A decoração esculpida na arquitectura da escola dos Lopes (1553-1603): as formas e os símbolos Vol. I e II&#039;&#039;» (2022) de Catarina de Oliveira. Com a dissertação «&#039;&#039;Vila do Conde no início da Época Moderna Construção de uma nova centralidade&#039;&#039;» (2013) de Eliana de Sousa. E com a publicação da Sociedade Martins Sarmento na Revista de Guimarães «&#039;&#039;LOPES, UMA FAMÍLIA DE ARTÍSTAS EM PORTUGAL E NA GALIZA.&#039;&#039;» (1986) de António Matos Reis.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
=== Casa da Câmara de Vila Conde ===&lt;br /&gt;
[[Ficheiro:Imagem dos paços da camara atualmente - vista geral Carlos Sousa 2022.jpg|miniaturadaimagem|Fotografia da fachada dos Paços do Concelho e pelourinho de Vila do Conde. Fotografia de Carlos Sousa (2022). https://bit.ly/4frdsa4]]&lt;br /&gt;
Eliana de Sousa começa por referir que o modelo arquitetônico é «simples e o mais comum para a época», tendo a planta retangular, constituída por dois pisos. O piso superior é considerado o «mais &#039;&#039;nobre&#039;&#039;» e é dividido em casa da &#039;&#039;camara&#039;&#039; («para vereações») e a casa da &#039;&#039;audiencia&#039;&#039; («(o tribunal) para o juiz do concelho»).&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
A cobertura é feita por um «telhado comum, de quatro águas», que cobre as duas divisões.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
A fachada é composta por cinco janelas sóbrias e regulares, que iluminam o piso nobre. Sobressai a escadaria monumental, que liga ao piso superior, que acaba numa varanda. A entrada para o piso nobre é feita por uma porta decorada com um pequeno frontão, onde encontramos as armas do reino e a data de finalização da obra, 1543.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
No andar térreo, encontramos as arcadas de arco de volta perfeita, onde encosta a escadaria. No lado oposto às arcadas encontramos uma porta ladeada por uma pequena janela gradeada. &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
A divisão do lado das arcadas é pensada como um suporte para o açougues e do comércio feito na praça. Já a pequena sala, que tem como entrada a porta já mencionada, foi utilizada posteriormente como suporte para o edifício da prisão.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Carlos Caetano, que é citado por Eliana de Sousa, diz que os paços do concelho são um «“exemplo notável de ensaio de uma ordem compositiva nova num corpo arquitectónico tradicional (…) proporcionado pela fachada da casa da câmara”. Diz que apesar de “muito simples, integra e articula elementos tradicionais e elementos inovadores”, onde “tanto a imponente varanda como os arcos dos açougues primitivos, ambos muito vernáculos e de inegável e típico “recorte” tardo-manuelino, coabitam com os dois cunhais de pedraria que sustentam a vasta cornija corrida, elementos inovadores anunciadores de uma ordem, ou melhor, de valores arquitectónicos novos”.»&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
== Imagens e Iconografia do Objeto ==&lt;br /&gt;
&amp;lt;gallery&amp;gt;&lt;br /&gt;
Ficheiro:Casa da audiencia da camara de vila do conde fotografia de Eliana de Sousa.png|Salão nobre / casa da audiencia (fonte: CMVC). Retirado de «Vila do Conde no início da Época Moderna Construção de uma nova centralidade» de Eliana de Sousa.&lt;br /&gt;
Ficheiro:Casa da camara de vila do conde fotografia de eliana de sousa.png|Sala quinhentista / casa da camara (fonte: CMVC). Retirado de «Vila do Conde no início da Época Moderna Construção de uma nova centralidade» de Eliana de Sousa.&lt;br /&gt;
Ficheiro:Espaço interior no piso terreo em frente as arcadas fotografia de eliana de sousa.png|Espaço interior do piso térreo em frente às arcadas. Retirado de «Vila do Conde no início da Época Moderna Construção de uma nova centralidade» de Eliana de Sousa.&lt;br /&gt;
Ficheiro:Passagem aberta na requalificação em 2002 para uma sala estreita fotografia de eliana de sousa.png|Passagem aberta na requalificação em 2002 para uma sala estreita, anteriormente acessível apenas pela porta que dá para o exterior, na base da escadaria.  Retirado de «Vila do Conde no início da Época Moderna Construção de uma nova centralidade» de Eliana de Sousa.&lt;br /&gt;
&amp;lt;/gallery&amp;gt;&lt;br /&gt;
[[Ficheiro:Planta da casa da câmara do piso inferior.png|esquerda|miniaturadaimagem|384x384px|Planta do piso térreo dos paços do concelho (com a antiga cadeia à esquerda), após intervenção em 2002 (provável reconstituição do interior do edifício no século XVI) (fonte: CMVC – Arquiteto Manuel Maia Gomes). Retirado de «Vila do Conde no início da Época Moderna Construção de uma nova centralidade» de Eliana de Sousa.]]&lt;br /&gt;
[[Ficheiro:Piso superior da casa da câmara.png|miniaturadaimagem|423x423px|Planta do piso superior (com antiga cadeia à esquerda) (fonte: CMVC – Arquiteto Manuel Maia Gomes). Retirado de «Vila do Conde no início da Época Moderna Construção de uma nova centralidade» de Eliana de Sousa.]]&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
== &amp;lt;u&amp;gt;&amp;lt;big&amp;gt;Bibliografia&amp;lt;/big&amp;gt;&amp;lt;/u&amp;gt; ==&lt;br /&gt;
Abreu, S. (2010). &#039;&#039;A obra do arquitecto italiano Francesco da Cremona (c.1480-c.1550) em Portugal: novas pistas de investigação.&#039;&#039; CEPESE. Porto.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Craveiro, M. (1990). &#039;&#039;Diogo de Castilho e a Arquitetuctura da Renascença em Coimbra&#039;&#039;. Universidade de Coimbra. Coimbra.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Craveiro, M. (2009). &#039;&#039;A arquitectura “Ao Romano”.&#039;&#039; Cord..Dalila Rodrigues. Fubu. Vila Nova de Gaia.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Kubler, G. &#039;&#039;A Arquitectura Portuguesa Chã. Entre as Especiarias e os Diamantes (1521-1706)&#039;&#039;. Várias Edições.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Oliveira, C. (2022). &#039;&#039;A decoração esculpida na arquitectura da escola dos Lopes (1553-1603): as formas e os símbolos&#039;&#039;. Universidade de Lisboa. Lisboa&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Pereira, P. (1995). &#039;&#039;História da Arte Portuguesa, Vol. II, Parte 3 – Classicismo: Inovações, Resistências, Academismo.&#039;&#039; Círculo de Leitores. Lisboa. P. 279-537&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
REIS, A. M.  &#039;&#039;Lopes, uma família de artístas em Portugal e na Galiza&#039;&#039;. Revista de Guimarães, 96 Jan.-Dez. 1986, p. 151-180.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Silva, R. (2018). &#039;&#039;O paradigma da arquitetura em Portugal na idade moderna. Entre o tardo-gótico e o renascimento: João de Castilho “o mestre que amanhece e anoitece na obra”. Vol 2.&#039;&#039; Universidade de Lisboa. Lisboa.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Serrão, V. (2002&#039;&#039;). História da Arte em Portugal – O Renascimento e o Maneirismo (1500- 1620)&#039;&#039;. Editorial Presença. Lisboa.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Sousa, E. (2013). &#039;&#039;Vila do Conde no início da Época Moderna Construção de uma nova centralidade&#039;&#039;. Universidade do Porto (FLUP). Porto.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
== &amp;lt;u&amp;gt;&amp;lt;big&amp;gt;Webgrafia&amp;lt;/big&amp;gt;&amp;lt;/u&amp;gt; ==&lt;br /&gt;
Amaral, P., &amp;amp; Rodrigues, M. (1999). &#039;&#039;Casa dos Sá Sotomaior&#039;&#039;. Retirado de SIPA. Acessado a 13/10/2024. http://www.monumentos.gov.pt/Site/APP_PagesUser/SIPA.aspx?id=6583&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Branco, M., &amp;amp; João, M. (2005). &#039;&#039;Igreja Paroquial de Santa Maria de Estremoz/ Igreja de Santa Maria&#039;&#039;. Retirado de SIPA. Acessado a 17/10/2024. http://www.monumentos.gov.pt/Site/APP_PagesUser/SIPA.aspx?id=1184&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Carvalho, J., Figueiredo, P., &amp;amp; Fernandes, M. (2002). &#039;&#039;Catedral de Lamego/ Sé de Lamego/ Igreja Paroquial da Sé/ Igreja de Nossa Senhora da Assunção&#039;&#039;. Retirado de SIPA. Acessado a 15/10/2024. http://www.monumentos.gov.pt/site/app_pagesuser/sipa.aspx?id=6431&lt;br /&gt;
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&lt;br /&gt;
Olhar Viana do Castelo. (2011, May 9). &#039;&#039;Praça da República - Viana do Castelo&#039;&#039;. Retirado do Olhar Viana Do Castelo. Acessado a 15/10/2024. https://www.olharvianadocastelo.pt/2011/05/praca-da-republica-viana-do-castelo.html&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Sereno, I., Leão, M., &amp;amp; Noé, P. (1997). &#039;&#039;Igreja Paroquial da Foz do Douro/ Igreja de São João Baptista.&#039;&#039; Retirado de SIPA. Acessado a 15/10/2024. http://www.monumentos.gov.pt/Site/APP_PagesUser/SIPA.aspx?id=5471&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Sereno, I., Santos, J., Gonçalves, J., &amp;amp; Filipe, A. (2013). &#039;&#039;Convento de São Gonçalo de Amarante/ Câmara Municipal de Amarante/ Museu Municipal de Souza Cardoso&#039;&#039;. Retirado de SIPA. Acessado a 15/10/2024.  http://www.monumentos.gov.pt/Site/APP_PagesUser/SIPA.aspx?id=6583 &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Sereno, I., Santos, J., Noé, P., &amp;amp; Costa, P. (2005). &#039;&#039;Igreja e Colégio de São Lourenço/ Igreja e Convento dos Grilos/ Seminário Maior de Nossa Senhora da Conceição&#039;&#039;. Retirado de SIPA. Acessado a 17/10/2024. http://www.monumentos.gov.pt/site/app_pagesuser/SIPA.aspx?id=5476n&lt;/div&gt;</summary>
		<author><name>Rita Rocha</name></author>
	</entry>
	<entry>
		<id>https://wikimedia.pt/PortoRenascentista/index.php?title=Casa_da_C%C3%A2mara_de_Vila_do_Conde&amp;diff=199</id>
		<title>Casa da Câmara de Vila do Conde</title>
		<link rel="alternate" type="text/html" href="https://wikimedia.pt/PortoRenascentista/index.php?title=Casa_da_C%C3%A2mara_de_Vila_do_Conde&amp;diff=199"/>
		<updated>2025-02-28T12:02:25Z</updated>

		<summary type="html">&lt;p&gt;Rita Rocha: &lt;/p&gt;
&lt;hr /&gt;
&lt;div&gt;&lt;br /&gt;
= Identificação =&lt;br /&gt;
{| class=&amp;quot;wikitable&amp;quot;&lt;br /&gt;
|&#039;&#039;&#039;Designação&#039;&#039;&#039;&lt;br /&gt;
|Câmara  Municipal de Vila do Conde&lt;br /&gt;
|-&lt;br /&gt;
|&#039;&#039;&#039;Localização&#039;&#039;&#039;&lt;br /&gt;
|&lt;br /&gt;
* Norte de Portugal&lt;br /&gt;
* Distrito do Porto&lt;br /&gt;
* Concelho de Vila do Conde&lt;br /&gt;
* Freguesia de Vila do Conde;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
* Implanta-se na Praça       Vasco da Gama (4480-454 Vila do Conde);&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
* Coordenadas: [https://www.google.pt/maps/place/41%C2%B021&#039;14.6%22N+8%C2%B044&#039;36.6%22W/@41.3540526,-8.7460845,781m/data=!3m2!1e3!4b1!4m4!3m3!8m2!3d41.3540526!4d-8.7435096?hl=pt-PT&amp;amp;entry=ttu&amp;amp;g_ep=EgoyMDI1MDIyNS4wIKXMDSoASAFQAw%3D%3D 41.35405263182586,       -8.743509560626094.]&lt;br /&gt;
|-&lt;br /&gt;
|&#039;&#039;&#039;Cronologia&#039;&#039;&#039;&lt;br /&gt;
|Século XVI&lt;br /&gt;
1538 - 1543&lt;br /&gt;
|-&lt;br /&gt;
|&#039;&#039;&#039;Autor(es)&#039;&#039;&#039;&lt;br /&gt;
|Traçado por:  Gonçalo Afonso e João Lopes, o Velho;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Mestres  pedreiros: Gonçalo Afonso e Aparício Gonçalves;&lt;br /&gt;
|}&lt;br /&gt;
[[Ficheiro:Vila do Conde, Pelourinho e paços do concelho (3954634689).jpg|miniaturadaimagem|270x270px|Fotografia da fachada dos Paços do Concelho de Vila do Conde ou Casa da Câmara de Vila do Conde, juntamente com o Pelourinho. Fotografia de [[commons:File:Vila_do_Conde,_Pelourinho_e_paços_do_concelho_(3954634689).jpg|amaianos]]]]&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
= Estado da Arte =&lt;br /&gt;
Para a realização do estudo da Casa da Câmara de Vila do Conde, João Lopes, o Velho e João Lopes, o Novo foi consultada bibliografia especifica sobre o tema.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Esta conta com a tese de doutoramento &#039;&#039;&#039;«&#039;&#039;A decoração esculpida na arquitectura da escola dos Lopes (1553-1603): as formas e os símbolos Vol. I e II&#039;&#039;»&#039;&#039;&#039; (2022) de Catarina de Oliveira, utilizada para melhor entendimento da arte da Família Lopes.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
A dissertação &#039;&#039;&#039;«&#039;&#039;Vila do Conde no início da Época Moderna Construção de uma nova centralidade&#039;&#039;»&#039;&#039;&#039; (2013) de Eliana de Sousa, base essencial para este trabalho. Utilizada para o entendimento da implantação da Igreja Matriz de Vila do Conde, da Casa da Câmara de Vila do Conde e do Pelourinho. A sua construção a mando régio, assim como os tracistas e mestres pedreiros, foram também explicadas. &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
A descrição dos Paços do Concelho será baseada na obra de Eliana de Sousa &#039;&#039;&#039;«&#039;&#039;Vila do Conde no início da Época Moderna Construção de uma nova centralidade&#039;&#039;»&#039;&#039;&#039;, especialmente no capítulo «2.1.2.2 A Arqueologia do edificado».&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Neste trabalho também foi possível aceder à transcrição de partes do documento «&#039;&#039;Contrato entre a Câmara de Vila do Conde e Gonçalo Afonso e Aparício Gonçalves - A construção da casa da Câmara e do pelourinho&#039;&#039;», disponível no site do Arquivo Municipal de Vila do Conde. &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
A publicação da Sociedade Martins Sarmento na Revista de Guimarães &#039;&#039;&#039;&#039;&#039;«LOPES, UMA FAMÍLIA DE ARTÍSTAS EM PORTUGAL E NA GALIZA.»&#039;&#039;&#039;&#039;&#039; (1986) de António Matos Reis. Esta publicação faz uma cronologia da Família Lopes, detalhando os seus locais de trabalho e implantação das suas obras.   &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
= Enquadramento =&lt;br /&gt;
A Casa da Câmara de Vila do Conde foi mandada erguer no seguimento do projeto de reconstrução da «velha &#039;&#039;praça&#039;&#039; medieval» de Vila do Conde. Altera a localização da praça central e transformando-a numa «&#039;&#039;Praça Nova&#039;&#039;». Muda assim o «simples largo, acanhado, um espaço &#039;&#039;central&#039;&#039; muito pouco digno de uma vila que se desenvolvia»(Sousa, 2013, p70).&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
O projeto teve início com a igreja Matriz de Vila do Conde, localizada na mesma praça. Em 1502 é financiada por D. Manuel I. A igreja Matriz substituiria a «primitiva igreja pré-românica […] de S. João Baptista, localizada no monte do mosteiro, que, para além de pequena, estaria certamente já necessitada de obras profundas»(Sousa, 2013, p26). Inicialmente seria construída ainda no monte do mosteiro, «pois em 1502 D. Manuel ordena que a nova igreja seja, afinal, no campo de S. Sebastião, na zona baixa da vila». Deslocando-a assim para «relativamente perto da praça medieval onde estavam os velhos paços do concelho e picota, o principal centro social, político e económico de Vila do Conde»(Sousa, 2013, p30).&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Assim, a Casa da Câmara de Vila do Conde e o Pelourinho são construídos, sendo começadas em 1538, já no reinado de D. João III, ambas com financiamento régio.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
= Descrição =&lt;br /&gt;
[[Ficheiro:Captura de ecra retirada do google maps das localizações da praça velha, praça nova e mosteiro de santa clara.png|miniaturadaimagem|Captura de ecrã retirada do Google Maps, onde foram rodeados o Mosteiro de Santa Clara (1), Praça Nova (2) e Praça Velha (3), localizados em Vila do Conde.]]&lt;br /&gt;
[[Ficheiro:Vista aerea da igreja matriz, praça nova e praça velha.png|miniaturadaimagem|302x302px|Vista aérea da igreja matriz e da Praça Nova (atual Praça Vasco da Gama), com os paços do concelho e o pelourinho (1), com localização da Praça Velha (2) (fonte: CMVC, 2005). Retirado de «Vila do Conde no início da Época Moderna Construção de uma nova centralidade» de Eliana de Sousa.]]&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
=== Objeto arquitetónico ===&lt;br /&gt;
A pesquisa foi iniciada pela consulta de bibliografia obrigatória, que continha obras como: «&#039;&#039;História da Arte Portuguesa, Vol. II, Parte 3 – Classicismo: Inovações, Resistências, Academismo»&#039;&#039; (1995) de Paulo Pereira, «&#039;&#039;História da Arte em Portugal – O Renascimento e o Maneirismo (1500- 1620)&#039;&#039;.» (2002) de Vítor Serrão, «&#039;&#039;A arquitectura “Ao Romano”»&#039;&#039; (2009) de Maria de Lurdes Craveiro e &#039;&#039;«A Arquitectura Portuguesa Chã. Entre as Especiarias e os Diamantes (1521-1706)»&#039;&#039; de George Kubler. &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
A bibliografia especifica sobre o tema, conta com a tese de doutoramento «&#039;&#039;A decoração esculpida na arquitectura da escola dos Lopes (1553-1603): as formas e os símbolos Vol. I e II&#039;&#039;» (2022) de Catarina de Oliveira. Com a dissertação «&#039;&#039;Vila do Conde no início da Época Moderna Construção de uma nova centralidade&#039;&#039;» (2013) de Eliana de Sousa. E com a publicação da Sociedade Martins Sarmento na Revista de Guimarães «&#039;&#039;LOPES, UMA FAMÍLIA DE ARTÍSTAS EM PORTUGAL E NA GALIZA.&#039;&#039;» (1986) de António Matos Reis.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
=== Casa da Câmara de Vila Conde ===&lt;br /&gt;
[[Ficheiro:Imagem dos paços da camara atualmente - vista geral Carlos Sousa 2022.jpg|miniaturadaimagem|Fotografia da fachada dos Paços do Concelho e pelourinho de Vila do Conde. Fotografia de Carlos Sousa (2022). https://bit.ly/4frdsa4]]&lt;br /&gt;
Eliana de Sousa começa por referir que o modelo arquitetônico é «simples e o mais comum para a época», tendo a planta retangular, constituída por dois pisos. O piso superior é considerado o «mais &#039;&#039;nobre&#039;&#039;» e é dividido em casa da &#039;&#039;camara&#039;&#039; («para vereações») e a casa da &#039;&#039;audiencia&#039;&#039; («(o tribunal) para o juiz do concelho»).&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
A cobertura é feita por um «telhado comum, de quatro águas», que cobre as duas divisões.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
A fachada é composta por cinco janelas sóbrias e regulares, que iluminam o piso nobre. Sobressai a escadaria monumental, que liga ao piso superior, que acaba numa varanda. A entrada para o piso nobre é feita por uma porta decorada com um pequeno frontão, onde encontramos as armas do reino e a data de finalização da obra, 1543.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
No andar térreo, encontramos as arcadas de arco de volta perfeita, onde encosta a escadaria. No lado oposto às arcadas encontramos uma porta ladeada por uma pequena janela gradeada. &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
A divisão do lado das arcadas é pensada como um suporte para o açougues e do comércio feito na praça. Já a pequena sala, que tem como entrada a porta já mencionada, foi utilizada posteriormente como suporte para o edifício da prisão.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Carlos Caetano, que é citado por Eliana de Sousa, diz que os paços do concelho são um «“exemplo notável de ensaio de uma ordem compositiva nova num corpo arquitectónico tradicional (…) proporcionado pela fachada da casa da câmara”. Diz que apesar de “muito simples, integra e articula elementos tradicionais e elementos inovadores”, onde “tanto a imponente varanda como os arcos dos açougues primitivos, ambos muito vernáculos e de inegável e típico “recorte” tardo-manuelino, coabitam com os dois cunhais de pedraria que sustentam a vasta cornija corrida, elementos inovadores anunciadores de uma ordem, ou melhor, de valores arquitectónicos novos”.»&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
== Imagens e Iconografia do Objeto ==&lt;br /&gt;
&amp;lt;gallery&amp;gt;&lt;br /&gt;
Ficheiro:Casa da audiencia da camara de vila do conde fotografia de Eliana de Sousa.png|Salão nobre / casa da audiencia (fonte: CMVC). Retirado de «Vila do Conde no início da Época Moderna Construção de uma nova centralidade» de Eliana de Sousa.&lt;br /&gt;
Ficheiro:Casa da camara de vila do conde fotografia de eliana de sousa.png|Sala quinhentista / casa da camara (fonte: CMVC). Retirado de «Vila do Conde no início da Época Moderna Construção de uma nova centralidade» de Eliana de Sousa.&lt;br /&gt;
Ficheiro:Espaço interior no piso terreo em frente as arcadas fotografia de eliana de sousa.png|Espaço interior do piso térreo em frente às arcadas. Retirado de «Vila do Conde no início da Época Moderna Construção de uma nova centralidade» de Eliana de Sousa.&lt;br /&gt;
Ficheiro:Passagem aberta na requalificação em 2002 para uma sala estreita fotografia de eliana de sousa.png|Passagem aberta na requalificação em 2002 para uma sala estreita, anteriormente acessível apenas pela porta que dá para o exterior, na base da escadaria.  Retirado de «Vila do Conde no início da Época Moderna Construção de uma nova centralidade» de Eliana de Sousa.&lt;br /&gt;
&amp;lt;/gallery&amp;gt;&lt;br /&gt;
[[Ficheiro:Planta da casa da câmara do piso inferior.png|esquerda|miniaturadaimagem|384x384px|Planta do piso térreo dos paços do concelho (com a antiga cadeia à esquerda), após intervenção em 2002 (provável reconstituição do interior do edifício no século XVI) (fonte: CMVC – Arquiteto Manuel Maia Gomes). Retirado de «Vila do Conde no início da Época Moderna Construção de uma nova centralidade» de Eliana de Sousa.]]&lt;br /&gt;
[[Ficheiro:Piso superior da casa da câmara.png|miniaturadaimagem|423x423px|Planta do piso superior (com antiga cadeia à esquerda) (fonte: CMVC – Arquiteto Manuel Maia Gomes). Retirado de «Vila do Conde no início da Época Moderna Construção de uma nova centralidade» de Eliana de Sousa.]]&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
=== &amp;lt;u&amp;gt;&amp;lt;big&amp;gt;Bibliografia&amp;lt;/big&amp;gt;&amp;lt;/u&amp;gt; ===&lt;br /&gt;
Abreu, S. (2010). &#039;&#039;A obra do arquitecto italiano Francesco da Cremona (c.1480-c.1550) em Portugal: novas pistas de investigação.&#039;&#039; CEPESE. Porto.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Craveiro, M. (1990). &#039;&#039;Diogo de Castilho e a Arquitetuctura da Renascença em Coimbra&#039;&#039;. Universidade de Coimbra. Coimbra.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Craveiro, M. (2009). &#039;&#039;A arquitectura “Ao Romano”.&#039;&#039; Cord..Dalila Rodrigues. Fubu. Vila Nova de Gaia.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Kubler, G. &#039;&#039;A Arquitectura Portuguesa Chã. Entre as Especiarias e os Diamantes (1521-1706)&#039;&#039;. Várias Edições.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Oliveira, C. (2022). &#039;&#039;A decoração esculpida na arquitectura da escola dos Lopes (1553-1603): as formas e os símbolos&#039;&#039;. Universidade de Lisboa. Lisboa&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Pereira, P. (1995). &#039;&#039;História da Arte Portuguesa, Vol. II, Parte 3 – Classicismo: Inovações, Resistências, Academismo.&#039;&#039; Círculo de Leitores. Lisboa. P. 279-537&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
REIS, A. M.  &#039;&#039;Lopes, uma família de artístas em Portugal e na Galiza&#039;&#039;. Revista de Guimarães, 96 Jan.-Dez. 1986, p. 151-180.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Silva, R. (2018). &#039;&#039;O paradigma da arquitetura em Portugal na idade moderna. Entre o tardo-gótico e o renascimento: João de Castilho “o mestre que amanhece e anoitece na obra”. Vol 2.&#039;&#039; Universidade de Lisboa. Lisboa.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Serrão, V. (2002&#039;&#039;). História da Arte em Portugal – O Renascimento e o Maneirismo (1500- 1620)&#039;&#039;. Editorial Presença. Lisboa.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Sousa, E. (2013). &#039;&#039;Vila do Conde no início da Época Moderna Construção de uma nova centralidade&#039;&#039;. Universidade do Porto (FLUP). Porto.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
===  &amp;lt;u&amp;gt;&amp;lt;big&amp;gt;Webgrafia&amp;lt;/big&amp;gt;&amp;lt;/u&amp;gt; ===&lt;br /&gt;
Amaral, P., &amp;amp; Rodrigues, M. (1999). &#039;&#039;Casa dos Sá Sotomaior&#039;&#039;. Retirado de SIPA. Acessado a 13/10/2024. http://www.monumentos.gov.pt/Site/APP_PagesUser/SIPA.aspx?id=6583&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Branco, M., &amp;amp; João, M. (2005). &#039;&#039;Igreja Paroquial de Santa Maria de Estremoz/ Igreja de Santa Maria&#039;&#039;. Retirado de SIPA. Acessado a 17/10/2024. http://www.monumentos.gov.pt/Site/APP_PagesUser/SIPA.aspx?id=1184&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Carvalho, J., Figueiredo, P., &amp;amp; Fernandes, M. (2002). &#039;&#039;Catedral de Lamego/ Sé de Lamego/ Igreja Paroquial da Sé/ Igreja de Nossa Senhora da Assunção&#039;&#039;. Retirado de SIPA. Acessado a 15/10/2024. http://www.monumentos.gov.pt/site/app_pagesuser/sipa.aspx?id=6431&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Conceição, M., &amp;amp; Filipe, A. (2010). &#039;&#039;Igreja Paroquial de Vila Nova de Foz Côa/ Igreja de Nossa Senhora do Pranto.&#039;&#039; Retirado de SIPA. Acessado a 17/10/2024. http://www.monumentos.gov.pt/site/APP_PagesUser/SIPA.aspx?id=1531&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Costa, P., &amp;amp; Filipe, A. (2014). &#039;&#039;Câmara Municipal de Vila do Conde&#039;&#039;. Retirado de SIPA. Acessado a 03/10/2024. http://www.monumentos.gov.pt/site/app_pagesuser/SIPA.aspx?id=5367&lt;br /&gt;
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Noé, P. (1992). &#039;&#039;Pelourinho de Arcos de Valdevez&#039;&#039;. Retirado de SIPA. Acessado a 10/11/2024. http://www.monumentos.gov.pt/Site/APP_PagesUser/SIPA.aspx?id=2221&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Noé, P. (1998). &#039;&#039;Convento de São Domingos/ Igreja de Santa Cruz/ Igreja Paroquial de São Domingos.&#039;&#039; Retirado de SIPA. Acessado a 15/10/2024. http://www.monumentos.gov.pt/site/app_pagesuser/SIPA.aspx?id=4146&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Noé, P. (2008). &#039;&#039;Casa de Miguel de Vasconcelos/ Casa dos Medalhões/ Casa das Lunas&#039;&#039;. Retirado de SIPA. Acessado a 13/10/2024. http://www.monumentos.gov.pt/Site/APP_PagesUser/SIPA.aspx?id=4116&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Noé, P. &amp;amp; Almeida, J. (2018). &#039;&#039;Igreja Paroquial de Caminha/ Igreja de Nossa Senhora da Assunção&#039;&#039;. Retirado de SIPA. Acessado a 15/10/2024. http://www.monumentos.gov.pt/site/app_pagesuser/sipa.aspx?id=4101&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Olhar Viana do Castelo. (2011, May 9). &#039;&#039;Praça da República - Viana do Castelo&#039;&#039;. Retirado do Olhar Viana Do Castelo. Acessado a 15/10/2024. https://www.olharvianadocastelo.pt/2011/05/praca-da-republica-viana-do-castelo.html&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Sereno, I., Leão, M., &amp;amp; Noé, P. (1997). &#039;&#039;Igreja Paroquial da Foz do Douro/ Igreja de São João Baptista.&#039;&#039; Retirado de SIPA. Acessado a 15/10/2024. http://www.monumentos.gov.pt/Site/APP_PagesUser/SIPA.aspx?id=5471&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Sereno, I., Santos, J., Gonçalves, J., &amp;amp; Filipe, A. (2013). &#039;&#039;Convento de São Gonçalo de Amarante/ Câmara Municipal de Amarante/ Museu Municipal de Souza Cardoso&#039;&#039;. Retirado de SIPA. Acessado a 15/10/2024.  http://www.monumentos.gov.pt/Site/APP_PagesUser/SIPA.aspx?id=6583 &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Sereno, I., Santos, J., Noé, P., &amp;amp; Costa, P. (2005). &#039;&#039;Igreja e Colégio de São Lourenço/ Igreja e Convento dos Grilos/ Seminário Maior de Nossa Senhora da Conceição&#039;&#039;. Retirado de SIPA. Acessado a 17/10/2024. http://www.monumentos.gov.pt/site/app_pagesuser/SIPA.aspx?id=5476n&lt;/div&gt;</summary>
		<author><name>Rita Rocha</name></author>
	</entry>
	<entry>
		<id>https://wikimedia.pt/PortoRenascentista/index.php?title=Casa_da_C%C3%A2mara_de_Vila_do_Conde&amp;diff=198</id>
		<title>Casa da Câmara de Vila do Conde</title>
		<link rel="alternate" type="text/html" href="https://wikimedia.pt/PortoRenascentista/index.php?title=Casa_da_C%C3%A2mara_de_Vila_do_Conde&amp;diff=198"/>
		<updated>2025-02-28T12:01:53Z</updated>

		<summary type="html">&lt;p&gt;Rita Rocha: &lt;/p&gt;
&lt;hr /&gt;
&lt;div&gt;&lt;br /&gt;
= Identificação =&lt;br /&gt;
{| class=&amp;quot;wikitable&amp;quot;&lt;br /&gt;
|&#039;&#039;&#039;Designação&#039;&#039;&#039;&lt;br /&gt;
|Câmara  Municipal de Vila do Conde&lt;br /&gt;
|-&lt;br /&gt;
|&#039;&#039;&#039;Localização&#039;&#039;&#039;&lt;br /&gt;
|&lt;br /&gt;
* Norte de Portugal&lt;br /&gt;
* Distrito do Porto&lt;br /&gt;
* Concelho de Vila do Conde&lt;br /&gt;
* Freguesia de Vila do Conde;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
* Implanta-se na Praça       Vasco da Gama (4480-454 Vila do Conde);&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
* Coordenadas: [https://www.google.pt/maps/place/41%C2%B021&#039;14.6%22N+8%C2%B044&#039;36.6%22W/@41.3540526,-8.7460845,781m/data=!3m2!1e3!4b1!4m4!3m3!8m2!3d41.3540526!4d-8.7435096?hl=pt-PT&amp;amp;entry=ttu&amp;amp;g_ep=EgoyMDI1MDIyNS4wIKXMDSoASAFQAw%3D%3D 41.35405263182586,       -8.743509560626094.]&lt;br /&gt;
|-&lt;br /&gt;
|&#039;&#039;&#039;Cronologia&#039;&#039;&#039;&lt;br /&gt;
|1538 - 1543&lt;br /&gt;
|-&lt;br /&gt;
|&#039;&#039;&#039;Autor(es)&#039;&#039;&#039;&lt;br /&gt;
|Traçado por:  Gonçalo Afonso e João Lopes, o Velho;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Mestres  pedreiros: Gonçalo Afonso e Aparício Gonçalves;&lt;br /&gt;
|}&lt;br /&gt;
[[Ficheiro:Vila do Conde, Pelourinho e paços do concelho (3954634689).jpg|miniaturadaimagem|270x270px|Fotografia da fachada dos Paços do Concelho de Vila do Conde ou Casa da Câmara de Vila do Conde, juntamente com o Pelourinho. Fotografia de [[commons:File:Vila_do_Conde,_Pelourinho_e_paços_do_concelho_(3954634689).jpg|amaianos]]]]&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
= Estado da Arte =&lt;br /&gt;
Para a realização do estudo da Casa da Câmara de Vila do Conde, João Lopes, o Velho e João Lopes, o Novo foi consultada bibliografia especifica sobre o tema.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Esta conta com a tese de doutoramento &#039;&#039;&#039;«&#039;&#039;A decoração esculpida na arquitectura da escola dos Lopes (1553-1603): as formas e os símbolos Vol. I e II&#039;&#039;»&#039;&#039;&#039; (2022) de Catarina de Oliveira, utilizada para melhor entendimento da arte da Família Lopes.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
A dissertação &#039;&#039;&#039;«&#039;&#039;Vila do Conde no início da Época Moderna Construção de uma nova centralidade&#039;&#039;»&#039;&#039;&#039; (2013) de Eliana de Sousa, base essencial para este trabalho. Utilizada para o entendimento da implantação da Igreja Matriz de Vila do Conde, da Casa da Câmara de Vila do Conde e do Pelourinho. A sua construção a mando régio, assim como os tracistas e mestres pedreiros, foram também explicadas. &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
A descrição dos Paços do Concelho será baseada na obra de Eliana de Sousa &#039;&#039;&#039;«&#039;&#039;Vila do Conde no início da Época Moderna Construção de uma nova centralidade&#039;&#039;»&#039;&#039;&#039;, especialmente no capítulo «2.1.2.2 A Arqueologia do edificado».&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Neste trabalho também foi possível aceder à transcrição de partes do documento «&#039;&#039;Contrato entre a Câmara de Vila do Conde e Gonçalo Afonso e Aparício Gonçalves - A construção da casa da Câmara e do pelourinho&#039;&#039;», disponível no site do Arquivo Municipal de Vila do Conde. &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
A publicação da Sociedade Martins Sarmento na Revista de Guimarães &#039;&#039;&#039;&#039;&#039;«LOPES, UMA FAMÍLIA DE ARTÍSTAS EM PORTUGAL E NA GALIZA.»&#039;&#039;&#039;&#039;&#039; (1986) de António Matos Reis. Esta publicação faz uma cronologia da Família Lopes, detalhando os seus locais de trabalho e implantação das suas obras.   &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
= Enquadramento =&lt;br /&gt;
A Casa da Câmara de Vila do Conde foi mandada erguer no seguimento do projeto de reconstrução da «velha &#039;&#039;praça&#039;&#039; medieval» de Vila do Conde. Altera a localização da praça central e transformando-a numa «&#039;&#039;Praça Nova&#039;&#039;». Muda assim o «simples largo, acanhado, um espaço &#039;&#039;central&#039;&#039; muito pouco digno de uma vila que se desenvolvia»(Sousa, 2013, p70).&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
O projeto teve início com a igreja Matriz de Vila do Conde, localizada na mesma praça. Em 1502 é financiada por D. Manuel I. A igreja Matriz substituiria a «primitiva igreja pré-românica […] de S. João Baptista, localizada no monte do mosteiro, que, para além de pequena, estaria certamente já necessitada de obras profundas»(Sousa, 2013, p26). Inicialmente seria construída ainda no monte do mosteiro, «pois em 1502 D. Manuel ordena que a nova igreja seja, afinal, no campo de S. Sebastião, na zona baixa da vila». Deslocando-a assim para «relativamente perto da praça medieval onde estavam os velhos paços do concelho e picota, o principal centro social, político e económico de Vila do Conde»(Sousa, 2013, p30).&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Assim, a Casa da Câmara de Vila do Conde e o Pelourinho são construídos, sendo começadas em 1538, já no reinado de D. João III, ambas com financiamento régio.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
= Descrição =&lt;br /&gt;
[[Ficheiro:Captura de ecra retirada do google maps das localizações da praça velha, praça nova e mosteiro de santa clara.png|miniaturadaimagem|Captura de ecrã retirada do Google Maps, onde foram rodeados o Mosteiro de Santa Clara (1), Praça Nova (2) e Praça Velha (3), localizados em Vila do Conde.]]&lt;br /&gt;
[[Ficheiro:Vista aerea da igreja matriz, praça nova e praça velha.png|miniaturadaimagem|302x302px|Vista aérea da igreja matriz e da Praça Nova (atual Praça Vasco da Gama), com os paços do concelho e o pelourinho (1), com localização da Praça Velha (2) (fonte: CMVC, 2005). Retirado de «Vila do Conde no início da Época Moderna Construção de uma nova centralidade» de Eliana de Sousa.]]&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
=== Objeto arquitetónico ===&lt;br /&gt;
A pesquisa foi iniciada pela consulta de bibliografia obrigatória, que continha obras como: «&#039;&#039;História da Arte Portuguesa, Vol. II, Parte 3 – Classicismo: Inovações, Resistências, Academismo»&#039;&#039; (1995) de Paulo Pereira, «&#039;&#039;História da Arte em Portugal – O Renascimento e o Maneirismo (1500- 1620)&#039;&#039;.» (2002) de Vítor Serrão, «&#039;&#039;A arquitectura “Ao Romano”»&#039;&#039; (2009) de Maria de Lurdes Craveiro e &#039;&#039;«A Arquitectura Portuguesa Chã. Entre as Especiarias e os Diamantes (1521-1706)»&#039;&#039; de George Kubler. &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
A bibliografia especifica sobre o tema, conta com a tese de doutoramento «&#039;&#039;A decoração esculpida na arquitectura da escola dos Lopes (1553-1603): as formas e os símbolos Vol. I e II&#039;&#039;» (2022) de Catarina de Oliveira. Com a dissertação «&#039;&#039;Vila do Conde no início da Época Moderna Construção de uma nova centralidade&#039;&#039;» (2013) de Eliana de Sousa. E com a publicação da Sociedade Martins Sarmento na Revista de Guimarães «&#039;&#039;LOPES, UMA FAMÍLIA DE ARTÍSTAS EM PORTUGAL E NA GALIZA.&#039;&#039;» (1986) de António Matos Reis.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
=== Casa da Câmara de Vila Conde ===&lt;br /&gt;
[[Ficheiro:Imagem dos paços da camara atualmente - vista geral Carlos Sousa 2022.jpg|miniaturadaimagem|Fotografia da fachada dos Paços do Concelho e pelourinho de Vila do Conde. Fotografia de Carlos Sousa (2022). https://bit.ly/4frdsa4]]&lt;br /&gt;
Eliana de Sousa começa por referir que o modelo arquitetônico é «simples e o mais comum para a época», tendo a planta retangular, constituída por dois pisos. O piso superior é considerado o «mais &#039;&#039;nobre&#039;&#039;» e é dividido em casa da &#039;&#039;camara&#039;&#039; («para vereações») e a casa da &#039;&#039;audiencia&#039;&#039; («(o tribunal) para o juiz do concelho»).&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
A cobertura é feita por um «telhado comum, de quatro águas», que cobre as duas divisões.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
A fachada é composta por cinco janelas sóbrias e regulares, que iluminam o piso nobre. Sobressai a escadaria monumental, que liga ao piso superior, que acaba numa varanda. A entrada para o piso nobre é feita por uma porta decorada com um pequeno frontão, onde encontramos as armas do reino e a data de finalização da obra, 1543.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
No andar térreo, encontramos as arcadas de arco de volta perfeita, onde encosta a escadaria. No lado oposto às arcadas encontramos uma porta ladeada por uma pequena janela gradeada. &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
A divisão do lado das arcadas é pensada como um suporte para o açougues e do comércio feito na praça. Já a pequena sala, que tem como entrada a porta já mencionada, foi utilizada posteriormente como suporte para o edifício da prisão.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Carlos Caetano, que é citado por Eliana de Sousa, diz que os paços do concelho são um «“exemplo notável de ensaio de uma ordem compositiva nova num corpo arquitectónico tradicional (…) proporcionado pela fachada da casa da câmara”. Diz que apesar de “muito simples, integra e articula elementos tradicionais e elementos inovadores”, onde “tanto a imponente varanda como os arcos dos açougues primitivos, ambos muito vernáculos e de inegável e típico “recorte” tardo-manuelino, coabitam com os dois cunhais de pedraria que sustentam a vasta cornija corrida, elementos inovadores anunciadores de uma ordem, ou melhor, de valores arquitectónicos novos”.»&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
== Imagens e Iconografia do Objeto ==&lt;br /&gt;
&amp;lt;gallery&amp;gt;&lt;br /&gt;
Ficheiro:Casa da audiencia da camara de vila do conde fotografia de Eliana de Sousa.png|Salão nobre / casa da audiencia (fonte: CMVC). Retirado de «Vila do Conde no início da Época Moderna Construção de uma nova centralidade» de Eliana de Sousa.&lt;br /&gt;
Ficheiro:Casa da camara de vila do conde fotografia de eliana de sousa.png|Sala quinhentista / casa da camara (fonte: CMVC). Retirado de «Vila do Conde no início da Época Moderna Construção de uma nova centralidade» de Eliana de Sousa.&lt;br /&gt;
Ficheiro:Espaço interior no piso terreo em frente as arcadas fotografia de eliana de sousa.png|Espaço interior do piso térreo em frente às arcadas. Retirado de «Vila do Conde no início da Época Moderna Construção de uma nova centralidade» de Eliana de Sousa.&lt;br /&gt;
Ficheiro:Passagem aberta na requalificação em 2002 para uma sala estreita fotografia de eliana de sousa.png|Passagem aberta na requalificação em 2002 para uma sala estreita, anteriormente acessível apenas pela porta que dá para o exterior, na base da escadaria.  Retirado de «Vila do Conde no início da Época Moderna Construção de uma nova centralidade» de Eliana de Sousa.&lt;br /&gt;
&amp;lt;/gallery&amp;gt;&lt;br /&gt;
[[Ficheiro:Planta da casa da câmara do piso inferior.png|esquerda|miniaturadaimagem|384x384px|Planta do piso térreo dos paços do concelho (com a antiga cadeia à esquerda), após intervenção em 2002 (provável reconstituição do interior do edifício no século XVI) (fonte: CMVC – Arquiteto Manuel Maia Gomes). Retirado de «Vila do Conde no início da Época Moderna Construção de uma nova centralidade» de Eliana de Sousa.]]&lt;br /&gt;
[[Ficheiro:Piso superior da casa da câmara.png|miniaturadaimagem|423x423px|Planta do piso superior (com antiga cadeia à esquerda) (fonte: CMVC – Arquiteto Manuel Maia Gomes). Retirado de «Vila do Conde no início da Época Moderna Construção de uma nova centralidade» de Eliana de Sousa.]]&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
=== &amp;lt;u&amp;gt;&amp;lt;big&amp;gt;Bibliografia&amp;lt;/big&amp;gt;&amp;lt;/u&amp;gt; ===&lt;br /&gt;
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&lt;br /&gt;
Craveiro, M. (1990). &#039;&#039;Diogo de Castilho e a Arquitetuctura da Renascença em Coimbra&#039;&#039;. Universidade de Coimbra. Coimbra.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Craveiro, M. (2009). &#039;&#039;A arquitectura “Ao Romano”.&#039;&#039; Cord..Dalila Rodrigues. Fubu. Vila Nova de Gaia.&lt;br /&gt;
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Kubler, G. &#039;&#039;A Arquitectura Portuguesa Chã. Entre as Especiarias e os Diamantes (1521-1706)&#039;&#039;. Várias Edições.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Oliveira, C. (2022). &#039;&#039;A decoração esculpida na arquitectura da escola dos Lopes (1553-1603): as formas e os símbolos&#039;&#039;. Universidade de Lisboa. Lisboa&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Pereira, P. (1995). &#039;&#039;História da Arte Portuguesa, Vol. II, Parte 3 – Classicismo: Inovações, Resistências, Academismo.&#039;&#039; Círculo de Leitores. Lisboa. P. 279-537&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
REIS, A. M.  &#039;&#039;Lopes, uma família de artístas em Portugal e na Galiza&#039;&#039;. Revista de Guimarães, 96 Jan.-Dez. 1986, p. 151-180.&lt;br /&gt;
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Silva, R. (2018). &#039;&#039;O paradigma da arquitetura em Portugal na idade moderna. Entre o tardo-gótico e o renascimento: João de Castilho “o mestre que amanhece e anoitece na obra”. Vol 2.&#039;&#039; Universidade de Lisboa. Lisboa.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Serrão, V. (2002&#039;&#039;). História da Arte em Portugal – O Renascimento e o Maneirismo (1500- 1620)&#039;&#039;. Editorial Presença. Lisboa.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Sousa, E. (2013). &#039;&#039;Vila do Conde no início da Época Moderna Construção de uma nova centralidade&#039;&#039;. Universidade do Porto (FLUP). Porto.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
===  &amp;lt;u&amp;gt;&amp;lt;big&amp;gt;Webgrafia&amp;lt;/big&amp;gt;&amp;lt;/u&amp;gt; ===&lt;br /&gt;
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&lt;br /&gt;
Branco, M., &amp;amp; João, M. (2005). &#039;&#039;Igreja Paroquial de Santa Maria de Estremoz/ Igreja de Santa Maria&#039;&#039;. Retirado de SIPA. Acessado a 17/10/2024. http://www.monumentos.gov.pt/Site/APP_PagesUser/SIPA.aspx?id=1184&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Carvalho, J., Figueiredo, P., &amp;amp; Fernandes, M. (2002). &#039;&#039;Catedral de Lamego/ Sé de Lamego/ Igreja Paroquial da Sé/ Igreja de Nossa Senhora da Assunção&#039;&#039;. Retirado de SIPA. Acessado a 15/10/2024. http://www.monumentos.gov.pt/site/app_pagesuser/sipa.aspx?id=6431&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Conceição, M., &amp;amp; Filipe, A. (2010). &#039;&#039;Igreja Paroquial de Vila Nova de Foz Côa/ Igreja de Nossa Senhora do Pranto.&#039;&#039; Retirado de SIPA. Acessado a 17/10/2024. http://www.monumentos.gov.pt/site/APP_PagesUser/SIPA.aspx?id=1531&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Costa, P., &amp;amp; Filipe, A. (2014). &#039;&#039;Câmara Municipal de Vila do Conde&#039;&#039;. Retirado de SIPA. Acessado a 03/10/2024. http://www.monumentos.gov.pt/site/app_pagesuser/SIPA.aspx?id=5367&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Noé, P. (1992). &#039;&#039;Pelourinho de Arcos de Valdevez&#039;&#039;. Retirado de SIPA. Acessado a 10/11/2024. http://www.monumentos.gov.pt/Site/APP_PagesUser/SIPA.aspx?id=2221&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Noé, P. (1998). &#039;&#039;Convento de São Domingos/ Igreja de Santa Cruz/ Igreja Paroquial de São Domingos.&#039;&#039; Retirado de SIPA. Acessado a 15/10/2024. http://www.monumentos.gov.pt/site/app_pagesuser/SIPA.aspx?id=4146&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Noé, P. (2008). &#039;&#039;Casa de Miguel de Vasconcelos/ Casa dos Medalhões/ Casa das Lunas&#039;&#039;. Retirado de SIPA. Acessado a 13/10/2024. http://www.monumentos.gov.pt/Site/APP_PagesUser/SIPA.aspx?id=4116&lt;br /&gt;
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Noé, P. &amp;amp; Almeida, J. (2018). &#039;&#039;Igreja Paroquial de Caminha/ Igreja de Nossa Senhora da Assunção&#039;&#039;. Retirado de SIPA. Acessado a 15/10/2024. http://www.monumentos.gov.pt/site/app_pagesuser/sipa.aspx?id=4101&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Olhar Viana do Castelo. (2011, May 9). &#039;&#039;Praça da República - Viana do Castelo&#039;&#039;. Retirado do Olhar Viana Do Castelo. Acessado a 15/10/2024. https://www.olharvianadocastelo.pt/2011/05/praca-da-republica-viana-do-castelo.html&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Sereno, I., Leão, M., &amp;amp; Noé, P. (1997). &#039;&#039;Igreja Paroquial da Foz do Douro/ Igreja de São João Baptista.&#039;&#039; Retirado de SIPA. Acessado a 15/10/2024. http://www.monumentos.gov.pt/Site/APP_PagesUser/SIPA.aspx?id=5471&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Sereno, I., Santos, J., Gonçalves, J., &amp;amp; Filipe, A. (2013). &#039;&#039;Convento de São Gonçalo de Amarante/ Câmara Municipal de Amarante/ Museu Municipal de Souza Cardoso&#039;&#039;. Retirado de SIPA. Acessado a 15/10/2024.  http://www.monumentos.gov.pt/Site/APP_PagesUser/SIPA.aspx?id=6583 &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Sereno, I., Santos, J., Noé, P., &amp;amp; Costa, P. (2005). &#039;&#039;Igreja e Colégio de São Lourenço/ Igreja e Convento dos Grilos/ Seminário Maior de Nossa Senhora da Conceição&#039;&#039;. Retirado de SIPA. Acessado a 17/10/2024. http://www.monumentos.gov.pt/site/app_pagesuser/SIPA.aspx?id=5476n&lt;/div&gt;</summary>
		<author><name>Rita Rocha</name></author>
	</entry>
	<entry>
		<id>https://wikimedia.pt/PortoRenascentista/index.php?title=Casa_da_C%C3%A2mara_de_Vila_do_Conde&amp;diff=190</id>
		<title>Casa da Câmara de Vila do Conde</title>
		<link rel="alternate" type="text/html" href="https://wikimedia.pt/PortoRenascentista/index.php?title=Casa_da_C%C3%A2mara_de_Vila_do_Conde&amp;diff=190"/>
		<updated>2025-02-28T11:42:55Z</updated>

		<summary type="html">&lt;p&gt;Rita Rocha: &lt;/p&gt;
&lt;hr /&gt;
&lt;div&gt;&lt;br /&gt;
= Identificação =&lt;br /&gt;
{| class=&amp;quot;wikitable&amp;quot;&lt;br /&gt;
|&#039;&#039;&#039;Designação&#039;&#039;&#039;&lt;br /&gt;
|Câmara  Municipal de Vila do Conde&lt;br /&gt;
|-&lt;br /&gt;
|&#039;&#039;&#039;Localização&#039;&#039;&#039;&lt;br /&gt;
|&lt;br /&gt;
* Norte de Portugal&lt;br /&gt;
* Distrito do Porto&lt;br /&gt;
* Concelho de Vila do Conde&lt;br /&gt;
* Freguesia de Vila do Conde;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
* Implanta-se na Praça       Vasco da Gama (4480-454 Vila do Conde);&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
* Coordenadas: [https://www.google.pt/maps/place/41%C2%B021&#039;14.6%22N+8%C2%B044&#039;36.6%22W/@41.3540526,-8.7460845,781m/data=!3m2!1e3!4b1!4m4!3m3!8m2!3d41.3540526!4d-8.7435096?hl=pt-PT&amp;amp;entry=ttu&amp;amp;g_ep=EgoyMDI1MDIyNS4wIKXMDSoASAFQAw%3D%3D 41.35405263182586,       -8.743509560626094.]&lt;br /&gt;
|-&lt;br /&gt;
|&#039;&#039;&#039;Cronologia&#039;&#039;&#039;&lt;br /&gt;
|1538 - 1543&lt;br /&gt;
|-&lt;br /&gt;
|&#039;&#039;&#039;Autor(es)&#039;&#039;&#039;&lt;br /&gt;
|Traçado por:  Gonçalo Afonso e João Lopes, o Velho;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Mestres  pedreiros: Gonçalo Afonso e Aparício Gonçalves;&lt;br /&gt;
|}&lt;br /&gt;
[[Ficheiro:Vila do Conde, Pelourinho e paços do concelho (3954634689).jpg|miniaturadaimagem|270x270px|Fotografia da fachada dos Paços do Concelho de Vila do Conde ou Casa da Câmara de Vila do Conde, juntamente com o Pelourinho. Fotografia de [[commons:File:Vila_do_Conde,_Pelourinho_e_paços_do_concelho_(3954634689).jpg|amaianos]]]]&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
= Estado da Arte =&lt;br /&gt;
Para a realização do estudo da Casa da Câmara de Vila do Conde, João Lopes, o Velho e João Lopes, o Novo foi consultada bibliografia especifica sobre o tema.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Esta conta com a tese de doutoramento «&#039;&#039;A decoração esculpida na arquitectura da escola dos Lopes (1553-1603): as formas e os símbolos Vol. I e II&#039;&#039;» (2022) de Catarina de Oliveira, utilizada para melhor entendimento da arte da Família Lopes.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
A dissertação «&#039;&#039;Vila do Conde no início da Época Moderna Construção de uma nova centralidade&#039;&#039;» (2013) de Eliana de Sousa, base essencial para este trabalho. Utilizada para o entendimento da implantação da Igreja Matriz de Vila do Conde, da Casa da Câmara de Vila do Conde e do Pelourinho. A sua construção a mando régio, assim como os tracistas e mestres pedreiros, foram também explicadas. Neste trabalho também foi possível aceder à transcrição de partes do documento «&#039;&#039;Contrato entre a Câmara de Vila do Conde e Gonçalo Afonso e Aparício Gonçalves - A construção da casa da Câmara e do pelourinho&#039;&#039;», disponível no site do Arquivo Municipal de Vila do Conde&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
A publicação da Sociedade Martins Sarmento na Revista de Guimarães «&#039;&#039;LOPES, UMA FAMÍLIA DE ARTÍSTAS EM PORTUGAL E NA GALIZA.&#039;&#039;» (1986) de António Matos Reis. Esta publicação faz uma cronologia da Família Lopes, detalhando os seus locais de trabalho e implantação das suas obras.   &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
= Enquadramento =&lt;br /&gt;
A Casa da Câmara de Vila do Conde foi mandada erguer no seguimento do projeto de reconstrução da «velha &#039;&#039;praça&#039;&#039; medieval» de Vila do Conde. Altera a localização da praça central e transformando-a numa «&#039;&#039;Praça Nova&#039;&#039;». Muda assim o «simples largo, acanhado, um espaço &#039;&#039;central&#039;&#039; muito pouco digno de uma vila que se desenvolvia»(Sousa, 2013, p70).&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
O projeto teve início com a igreja Matriz de Vila do Conde, localizada na mesma praça. Em 1502 é financiada por D. Manuel I. A igreja Matriz substituiria a «primitiva igreja pré-românica […] de S. João Baptista, localizada no monte do mosteiro, que, para além de pequena, estaria certamente já necessitada de obras profundas»(Sousa, 2013, p26). Inicialmente seria construída ainda no monte do mosteiro, «pois em 1502 D. Manuel ordena que a nova igreja seja, afinal, no campo de S. Sebastião, na zona baixa da vila». Deslocando-a assim para «relativamente perto da praça medieval onde estavam os velhos paços do concelho e picota, o principal centro social, político e económico de Vila do Conde»(Sousa, 2013, p30).&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Assim, a Casa da Câmara de Vila do Conde e o Pelourinho são construídos, sendo começadas em 1538, já no reinado de D. João III, ambas com financiamento régio.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
= Descrição =&lt;br /&gt;
[[Ficheiro:Captura de ecra retirada do google maps das localizações da praça velha, praça nova e mosteiro de santa clara.png|miniaturadaimagem|Captura de ecrã retirada do Google Maps, onde foram rodeados o Mosteiro de Santa Clara (1), Praça Nova (2) e Praça Velha (3), localizados em Vila do Conde.]]&lt;br /&gt;
[[Ficheiro:Vista aerea da igreja matriz, praça nova e praça velha.png|miniaturadaimagem|302x302px|Vista aérea da igreja matriz e da Praça Nova (atual Praça Vasco da Gama), com os paços do concelho e o pelourinho (1), com localização da Praça Velha (2) (fonte: CMVC, 2005). Retirado de «Vila do Conde no início da Época Moderna Construção de uma nova centralidade» de Eliana de Sousa.]]&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
=== Objeto arquitetónico ===&lt;br /&gt;
A pesquisa foi iniciada pela consulta de bibliografia obrigatória, que continha obras como: «&#039;&#039;História da Arte Portuguesa, Vol. II, Parte 3 – Classicismo: Inovações, Resistências, Academismo»&#039;&#039; (1995) de Paulo Pereira, «&#039;&#039;História da Arte em Portugal – O Renascimento e o Maneirismo (1500- 1620)&#039;&#039;.» (2002) de Vítor Serrão, «&#039;&#039;A arquitectura “Ao Romano”»&#039;&#039; (2009) de Maria de Lurdes Craveiro e &#039;&#039;«A Arquitectura Portuguesa Chã. Entre as Especiarias e os Diamantes (1521-1706)»&#039;&#039; de George Kubler. &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
A bibliografia especifica sobre o tema, conta com a tese de doutoramento «&#039;&#039;A decoração esculpida na arquitectura da escola dos Lopes (1553-1603): as formas e os símbolos Vol. I e II&#039;&#039;» (2022) de Catarina de Oliveira. Com a dissertação «&#039;&#039;Vila do Conde no início da Época Moderna Construção de uma nova centralidade&#039;&#039;» (2013) de Eliana de Sousa. E com a publicação da Sociedade Martins Sarmento na Revista de Guimarães «&#039;&#039;LOPES, UMA FAMÍLIA DE ARTÍSTAS EM PORTUGAL E NA GALIZA.&#039;&#039;» (1986) de António Matos Reis.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
=== Casa da Câmara de Vila Conde ===&lt;br /&gt;
A descrição dos Paços do Concelho será baseada na obra de Eliana de Sousa «&#039;&#039;Vila do Conde no início da Época Moderna Construção de uma nova centralidade&#039;&#039;», especialmente no capítulo «2.1.2.2 A Arqueologia do edificado».&lt;br /&gt;
[[Ficheiro:Imagem dos paços da camara atualmente - vista geral Carlos Sousa 2022.jpg|miniaturadaimagem|Fotografia da fachada dos Paços do Concelho e pelourinho de Vila do Conde. Fotografia de Carlos Sousa (2022). https://bit.ly/4frdsa4]]&lt;br /&gt;
Eliana de Sousa começa por referir que o modelo arquitetônico é «simples e o mais comum para a época», tendo a planta retangular, constituída por dois pisos. O piso superior é considerado o «mais &#039;&#039;nobre&#039;&#039;» e é dividido em casa da &#039;&#039;camara&#039;&#039; («para vereações») e a casa da &#039;&#039;audiencia&#039;&#039; («(o tribunal) para o juiz do concelho»).&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
A cobertura é feita por um «telhado comum, de quatro águas», que cobre as duas divisões.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
A fachada é composta por cinco janelas sóbrias e regulares, que iluminam o piso nobre. Sobressai a escadaria monumental, que liga ao piso superior, que acaba numa varanda. A entrada para o piso nobre é feita por uma porta decorada com um pequeno frontão, onde encontramos as armas do reino e a data de finalização da obra, 1543.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
No andar térreo, encontramos as arcadas de arco de volta perfeita, onde encosta a escadaria. No lado oposto às arcadas encontramos uma porta ladeada por uma pequena janela gradeada. &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
A divisão do lado das arcadas é pensada como um suporte para o açougues e do comércio feito na praça. Já a pequena sala, que tem como entrada a porta já mencionada, foi utilizada posteriormente como suporte para o edifício da prisão.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Carlos Caetano, que é citado por Eliana de Sousa, diz que os paços do concelho são um «“exemplo notável de ensaio de uma ordem compositiva nova num corpo arquitectónico tradicional (…) proporcionado pela fachada da casa da câmara”. Diz que apesar de “muito simples, integra e articula elementos tradicionais e elementos inovadores”, onde “tanto a imponente varanda como os arcos dos açougues primitivos, ambos muito vernáculos e de inegável e típico “recorte” tardo-manuelino, coabitam com os dois cunhais de pedraria que sustentam a vasta cornija corrida, elementos inovadores anunciadores de uma ordem, ou melhor, de valores arquitectónicos novos”.»&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
== Imagens e Iconografia do Objeto ==&lt;br /&gt;
&amp;lt;gallery&amp;gt;&lt;br /&gt;
Ficheiro:Casa da audiencia da camara de vila do conde fotografia de Eliana de Sousa.png|Salão nobre / casa da audiencia (fonte: CMVC). Retirado de «Vila do Conde no início da Época Moderna Construção de uma nova centralidade» de Eliana de Sousa.&lt;br /&gt;
Ficheiro:Casa da camara de vila do conde fotografia de eliana de sousa.png|Sala quinhentista / casa da camara (fonte: CMVC). Retirado de «Vila do Conde no início da Época Moderna Construção de uma nova centralidade» de Eliana de Sousa.&lt;br /&gt;
Ficheiro:Espaço interior no piso terreo em frente as arcadas fotografia de eliana de sousa.png|Espaço interior do piso térreo em frente às arcadas. Retirado de «Vila do Conde no início da Época Moderna Construção de uma nova centralidade» de Eliana de Sousa.&lt;br /&gt;
Ficheiro:Passagem aberta na requalificação em 2002 para uma sala estreita fotografia de eliana de sousa.png|Passagem aberta na requalificação em 2002 para uma sala estreita, anteriormente acessível apenas pela porta que dá para o exterior, na base da escadaria.  Retirado de «Vila do Conde no início da Época Moderna Construção de uma nova centralidade» de Eliana de Sousa.&lt;br /&gt;
&amp;lt;/gallery&amp;gt;&lt;br /&gt;
[[Ficheiro:Planta da casa da câmara do piso inferior.png|esquerda|miniaturadaimagem|384x384px|Planta do piso térreo dos paços do concelho (com a antiga cadeia à esquerda), após intervenção em 2002 (provável reconstituição do interior do edifício no século XVI) (fonte: CMVC – Arquiteto Manuel Maia Gomes). Retirado de «Vila do Conde no início da Época Moderna Construção de uma nova centralidade» de Eliana de Sousa.]]&lt;br /&gt;
[[Ficheiro:Piso superior da casa da câmara.png|miniaturadaimagem|423x423px|Planta do piso superior (com antiga cadeia à esquerda) (fonte: CMVC – Arquiteto Manuel Maia Gomes). Retirado de «Vila do Conde no início da Época Moderna Construção de uma nova centralidade» de Eliana de Sousa.]]&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
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&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
=== &amp;lt;u&amp;gt;&amp;lt;big&amp;gt;Bibliografia&amp;lt;/big&amp;gt;&amp;lt;/u&amp;gt; ===&lt;br /&gt;
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&lt;br /&gt;
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&lt;br /&gt;
Sereno, I., Leão, M., &amp;amp; Noé, P. (1997). &#039;&#039;Igreja Paroquial da Foz do Douro/ Igreja de São João Baptista.&#039;&#039; Retirado de SIPA. Acessado a 15/10/2024. http://www.monumentos.gov.pt/Site/APP_PagesUser/SIPA.aspx?id=5471&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Sereno, I., Santos, J., Gonçalves, J., &amp;amp; Filipe, A. (2013). &#039;&#039;Convento de São Gonçalo de Amarante/ Câmara Municipal de Amarante/ Museu Municipal de Souza Cardoso&#039;&#039;. Retirado de SIPA. Acessado a 15/10/2024.  http://www.monumentos.gov.pt/Site/APP_PagesUser/SIPA.aspx?id=6583 &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Sereno, I., Santos, J., Noé, P., &amp;amp; Costa, P. (2005). &#039;&#039;Igreja e Colégio de São Lourenço/ Igreja e Convento dos Grilos/ Seminário Maior de Nossa Senhora da Conceição&#039;&#039;. Retirado de SIPA. Acessado a 17/10/2024. http://www.monumentos.gov.pt/site/app_pagesuser/SIPA.aspx?id=5476n&lt;/div&gt;</summary>
		<author><name>Rita Rocha</name></author>
	</entry>
	<entry>
		<id>https://wikimedia.pt/PortoRenascentista/index.php?title=Casa_da_C%C3%A2mara_de_Vila_do_Conde&amp;diff=185</id>
		<title>Casa da Câmara de Vila do Conde</title>
		<link rel="alternate" type="text/html" href="https://wikimedia.pt/PortoRenascentista/index.php?title=Casa_da_C%C3%A2mara_de_Vila_do_Conde&amp;diff=185"/>
		<updated>2025-02-28T11:32:06Z</updated>

		<summary type="html">&lt;p&gt;Rita Rocha: &lt;/p&gt;
&lt;hr /&gt;
&lt;div&gt;&lt;br /&gt;
= Identificação =&lt;br /&gt;
{| class=&amp;quot;wikitable&amp;quot;&lt;br /&gt;
|&#039;&#039;&#039;Designação&#039;&#039;&#039;&lt;br /&gt;
|Câmara  Municipal de Vila do Conde&lt;br /&gt;
|-&lt;br /&gt;
|&#039;&#039;&#039;Localização&#039;&#039;&#039;&lt;br /&gt;
|&lt;br /&gt;
* Norte de Portugal&lt;br /&gt;
* Distrito do Porto&lt;br /&gt;
* Concelho de Vila do Conde&lt;br /&gt;
* Freguesia de Vila do Conde;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
* Implanta-se na Praça       Vasco da Gama (4480-454 Vila do Conde);&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
* Coordenadas: [https://www.google.pt/maps/place/41%C2%B021&#039;14.6%22N+8%C2%B044&#039;36.6%22W/@41.3540526,-8.7460845,781m/data=!3m2!1e3!4b1!4m4!3m3!8m2!3d41.3540526!4d-8.7435096?hl=pt-PT&amp;amp;entry=ttu&amp;amp;g_ep=EgoyMDI1MDIyNS4wIKXMDSoASAFQAw%3D%3D 41.35405263182586,       -8.743509560626094.]&lt;br /&gt;
|-&lt;br /&gt;
|&#039;&#039;&#039;Cronologia&#039;&#039;&#039;&lt;br /&gt;
|1538 - 1543&lt;br /&gt;
|-&lt;br /&gt;
|&#039;&#039;&#039;Autor(es)&#039;&#039;&#039;&lt;br /&gt;
|Traçado por:  Gonçalo Afonso e João Lopes, o Velho;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Mestres  pedreiros: Gonçalo Afonso e Aparício Gonçalves;&lt;br /&gt;
|}&lt;br /&gt;
[[Ficheiro:Vila do Conde, Pelourinho e paços do concelho (3954634689).jpg|miniaturadaimagem|270x270px|Fotografia da fachada dos Paços do Concelho de Vila do Conde ou Casa da Câmara de Vila do Conde, juntamente com o Pelourinho. Fotografia de [[commons:File:Vila_do_Conde,_Pelourinho_e_paços_do_concelho_(3954634689).jpg|amaianos]]]]&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
= Estado da Arte =&lt;br /&gt;
Para a realização do estudo da Casa da Câmara de Vila do Conde, João Lopes, o Velho e João Lopes, o Novo foi consultada bibliografia especifica sobre o tema.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Esta conta com a tese de doutoramento «&#039;&#039;A decoração esculpida na arquitectura da escola dos Lopes (1553-1603): as formas e os símbolos Vol. I e II&#039;&#039;» (2022) de Catarina de Oliveira, utilizada para melhor entendimento da arte da Família Lopes.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
A dissertação «&#039;&#039;Vila do Conde no início da Época Moderna Construção de uma nova centralidade&#039;&#039;» (2013) de Eliana de Sousa, base essencial para este trabalho. Utilizada para o entendimento da implantação da Igreja Matriz de Vila do Conde, da Casa da Câmara de Vila do Conde e do Pelourinho. A sua construção a mando régio, assim como os tracistas e mestres pedreiros, foram também explicadas. Neste trabalho também foi possível aceder à transcrição de partes do documento «&#039;&#039;Contrato entre a Câmara de Vila do Conde e Gonçalo Afonso e Aparício Gonçalves - A construção da casa da Câmara e do pelourinho&#039;&#039;», disponível no site do Arquivo Municipal de Vila do Conde&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
A publicação da Sociedade Martins Sarmento na Revista de Guimarães «&#039;&#039;LOPES, UMA FAMÍLIA DE ARTÍSTAS EM PORTUGAL E NA GALIZA.&#039;&#039;» (1986) de António Matos Reis. Esta publicação faz uma cronologia da Família Lopes, detalhando os seus locais de trabalho e implantação das suas obras.   &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
= Enquadramento =&lt;br /&gt;
A Casa da Câmara de Vila do Conde foi mandada erguer no seguimento do projeto de reconstrução da «velha &#039;&#039;praça&#039;&#039; medieval» de Vila do Conde. Altera a localização da praça central e transformando-a numa «&#039;&#039;Praça Nova&#039;&#039;». Muda assim o «simples largo, acanhado, um espaço &#039;&#039;central&#039;&#039; muito pouco digno de uma vila que se desenvolvia»(Sousa, 2013, p70).&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
O projeto teve início com a igreja Matriz de Vila do Conde, localizada na mesma praça. Em 1502 é financiada por D. Manuel I. A igreja Matriz substituiria a «primitiva igreja pré-românica […] de S. João Baptista, localizada no monte do mosteiro, que, para além de pequena, estaria certamente já necessitada de obras profundas»(Sousa, 2013, p26). Inicialmente seria construída ainda no monte do mosteiro, «pois em 1502 D. Manuel ordena que a nova igreja seja, afinal, no campo de S. Sebastião, na zona baixa da vila». Deslocando-a assim para «relativamente perto da praça medieval onde estavam os velhos paços do concelho e picota, o principal centro social, político e económico de Vila do Conde»(Sousa, 2013, p30).&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Assim, a Casa da Câmara de Vila do Conde e o Pelourinho são construídos, sendo começadas em 1538, já no reinado de D. João III, ambas com financiamento régio.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
= Descrição =&lt;br /&gt;
[[Ficheiro:Captura de ecra retirada do google maps das localizações da praça velha, praça nova e mosteiro de santa clara.png|miniaturadaimagem|Captura de ecrã retirada do Google Maps, onde foram rodeados o Mosteiro de Santa Clara (1), Praça Nova (2) e Praça Velha (3), localizados em Vila do Conde.]]&lt;br /&gt;
[[Ficheiro:Vista aerea da igreja matriz, praça nova e praça velha.png|miniaturadaimagem|302x302px|Vista aérea da igreja matriz e da Praça Nova (atual Praça Vasco da Gama), com os paços do concelho e o pelourinho (1), com localização da Praça Velha (2) (fonte: CMVC, 2005). Retirado de «Vila do Conde no início da Época Moderna Construção de uma nova centralidade» de Eliana de Sousa.]]&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
=== Objeto arquitetónico ===&lt;br /&gt;
A pesquisa foi iniciada pela consulta de bibliografia obrigatória, que continha obras como: «&#039;&#039;História da Arte Portuguesa, Vol. II, Parte 3 – Classicismo: Inovações, Resistências, Academismo»&#039;&#039; (1995) de Paulo Pereira, «&#039;&#039;História da Arte em Portugal – O Renascimento e o Maneirismo (1500- 1620)&#039;&#039;.» (2002) de Vítor Serrão, «&#039;&#039;A arquitectura “Ao Romano”»&#039;&#039; (2009) de Maria de Lurdes Craveiro e &#039;&#039;«A Arquitectura Portuguesa Chã. Entre as Especiarias e os Diamantes (1521-1706)»&#039;&#039; de George Kubler. &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
A bibliografia especifica sobre o tema, conta com a tese de doutoramento «&#039;&#039;A decoração esculpida na arquitectura da escola dos Lopes (1553-1603): as formas e os símbolos Vol. I e II&#039;&#039;» (2022) de Catarina de Oliveira. Com a dissertação «&#039;&#039;Vila do Conde no início da Época Moderna Construção de uma nova centralidade&#039;&#039;» (2013) de Eliana de Sousa. E com a publicação da Sociedade Martins Sarmento na Revista de Guimarães «&#039;&#039;LOPES, UMA FAMÍLIA DE ARTÍSTAS EM PORTUGAL E NA GALIZA.&#039;&#039;» (1986) de António Matos Reis.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
A descrição dos Paços do Concelho será baseada na obra de Eliana de Sousa «&#039;&#039;Vila do Conde no início da Época Moderna Construção de uma nova centralidade&#039;&#039;», especialmente no capítulo «2.1.2.2 A Arqueologia do edificado».&lt;br /&gt;
[[Ficheiro:Imagem dos paços da camara atualmente - vista geral Carlos Sousa 2022.jpg|miniaturadaimagem|Fotografia da fachada dos Paços do Concelho e pelourinho de Vila do Conde. Fotografia de Carlos Sousa (2022). https://bit.ly/4frdsa4]]&lt;br /&gt;
Eliana de Sousa começa por referir que o modelo arquitetônico é «simples e o mais comum para a época», tendo a planta retangular, constituída por dois pisos. O piso superior é considerado o «mais &#039;&#039;nobre&#039;&#039;» e é dividido em casa da &#039;&#039;camara&#039;&#039; («para vereações») e a casa da &#039;&#039;audiencia&#039;&#039; («(o tribunal) para o juiz do concelho»).&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
A cobertura é feita por um «telhado comum, de quatro águas», que cobre as duas divisões.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
A fachada é composta por cinco janelas sóbrias e regulares, que iluminam o piso nobre. Sobressai a escadaria monumental, que liga ao piso superior, que acaba numa varanda. A entrada para o piso nobre é feita por uma porta decorada com um pequeno frontão, onde encontramos as armas do reino e a data de finalização da obra, 1543.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
No andar térreo, encontramos as arcadas de arco de volta perfeita, onde encosta a escadaria. No lado oposto às arcadas encontramos uma porta ladeada por uma pequena janela gradeada. &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
A divisão do lado das arcadas é pensada como um suporte para o açougues e do comércio feito na praça. Já a pequena sala, que tem como entrada a porta já mencionada, foi utilizada posteriormente como suporte para o edifício da prisão.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Carlos Caetano, que é citado por Eliana de Sousa, diz que os paços do concelho são um «“exemplo notável de ensaio de uma ordem compositiva nova num corpo arquitectónico tradicional (…) proporcionado pela fachada da casa da câmara”. Diz que apesar de “muito simples, integra e articula elementos tradicionais e elementos inovadores”, onde “tanto a imponente varanda como os arcos dos açougues primitivos, ambos muito vernáculos e de inegável e típico “recorte” tardo-manuelino, coabitam com os dois cunhais de pedraria que sustentam a vasta cornija corrida, elementos inovadores anunciadores de uma ordem, ou melhor, de valores arquitectónicos novos”.»&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
== Imagens e Iconografia do Objeto ==&lt;br /&gt;
&amp;lt;gallery&amp;gt;&lt;br /&gt;
Ficheiro:Casa da audiencia da camara de vila do conde fotografia de Eliana de Sousa.png|Salão nobre / casa da audiencia (fonte: CMVC). Retirado de «Vila do Conde no início da Época Moderna Construção de uma nova centralidade» de Eliana de Sousa.&lt;br /&gt;
Ficheiro:Casa da camara de vila do conde fotografia de eliana de sousa.png|Sala quinhentista / casa da camara (fonte: CMVC). Retirado de «Vila do Conde no início da Época Moderna Construção de uma nova centralidade» de Eliana de Sousa.&lt;br /&gt;
Ficheiro:Espaço interior no piso terreo em frente as arcadas fotografia de eliana de sousa.png|Espaço interior do piso térreo em frente às arcadas. Retirado de «Vila do Conde no início da Época Moderna Construção de uma nova centralidade» de Eliana de Sousa.&lt;br /&gt;
Ficheiro:Passagem aberta na requalificação em 2002 para uma sala estreita fotografia de eliana de sousa.png|Passagem aberta na requalificação em 2002 para uma sala estreita, anteriormente acessível apenas pela porta que dá para o exterior, na base da escadaria.  Retirado de «Vila do Conde no início da Época Moderna Construção de uma nova centralidade» de Eliana de Sousa.&lt;br /&gt;
&amp;lt;/gallery&amp;gt;&lt;br /&gt;
[[Ficheiro:Planta da casa da câmara do piso inferior.png|esquerda|miniaturadaimagem|384x384px|Planta do piso térreo dos paços do concelho (com a antiga cadeia à esquerda), após intervenção em 2002 (provável reconstituição do interior do edifício no século XVI) (fonte: CMVC – Arquiteto Manuel Maia Gomes). Retirado de «Vila do Conde no início da Época Moderna Construção de uma nova centralidade» de Eliana de Sousa.]]&lt;br /&gt;
[[Ficheiro:Piso superior da casa da câmara.png|miniaturadaimagem|423x423px|Planta do piso superior (com antiga cadeia à esquerda) (fonte: CMVC – Arquiteto Manuel Maia Gomes). Retirado de «Vila do Conde no início da Época Moderna Construção de uma nova centralidade» de Eliana de Sousa.]]&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&amp;lt;u&amp;gt;&amp;lt;big&amp;gt;Bibliografia&amp;lt;/big&amp;gt;&amp;lt;/u&amp;gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Abreu, S. (2010). &#039;&#039;A obra do arquitecto italiano Francesco da Cremona (c.1480-c.1550) em Portugal: novas pistas de investigação.&#039;&#039; CEPESE. Porto.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Craveiro, M. (1990). &#039;&#039;Diogo de Castilho e a Arquitetuctura da Renascença em Coimbra&#039;&#039;. Universidade de Coimbra. Coimbra.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Craveiro, M. (2009). &#039;&#039;A arquitectura “Ao Romano”.&#039;&#039; Cord..Dalila Rodrigues. Fubu. Vila Nova de Gaia.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Kubler, G. &#039;&#039;A Arquitectura Portuguesa Chã. Entre as Especiarias e os Diamantes (1521-1706)&#039;&#039;. Várias Edições.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Oliveira, C. (2022). &#039;&#039;A decoração esculpida na arquitectura da escola dos Lopes (1553-1603): as formas e os símbolos&#039;&#039;. Universidade de Lisboa. Lisboa&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Pereira, P. (1995). &#039;&#039;História da Arte Portuguesa, Vol. II, Parte 3 – Classicismo: Inovações, Resistências, Academismo.&#039;&#039; Círculo de Leitores. Lisboa. P. 279-537&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
REIS, A. M.  &#039;&#039;Lopes, uma família de artístas em Portugal e na Galiza&#039;&#039;. Revista de Guimarães, 96 Jan.-Dez. 1986, p. 151-180.&lt;br /&gt;
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Silva, R. (2018). &#039;&#039;O paradigma da arquitetura em Portugal na idade moderna. Entre o tardo-gótico e o renascimento: João de Castilho “o mestre que amanhece e anoitece na obra”. Vol 2.&#039;&#039; Universidade de Lisboa. Lisboa.&lt;br /&gt;
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&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
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&lt;br /&gt;
Sereno, I., Santos, J., Gonçalves, J., &amp;amp; Filipe, A. (2013). &#039;&#039;Convento de São Gonçalo de Amarante/ Câmara Municipal de Amarante/ Museu Municipal de Souza Cardoso&#039;&#039;. Retirado de SIPA. Acessado a 15/10/2024.  http://www.monumentos.gov.pt/Site/APP_PagesUser/SIPA.aspx?id=6583 &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Sereno, I., Santos, J., Noé, P., &amp;amp; Costa, P. (2005). &#039;&#039;Igreja e Colégio de São Lourenço/ Igreja e Convento dos Grilos/ Seminário Maior de Nossa Senhora da Conceição&#039;&#039;. Retirado de SIPA. Acessado a 17/10/2024. http://www.monumentos.gov.pt/site/app_pagesuser/SIPA.aspx?id=5476n&lt;/div&gt;</summary>
		<author><name>Rita Rocha</name></author>
	</entry>
	<entry>
		<id>https://wikimedia.pt/PortoRenascentista/index.php?title=Casa_da_C%C3%A2mara_de_Vila_do_Conde&amp;diff=168</id>
		<title>Casa da Câmara de Vila do Conde</title>
		<link rel="alternate" type="text/html" href="https://wikimedia.pt/PortoRenascentista/index.php?title=Casa_da_C%C3%A2mara_de_Vila_do_Conde&amp;diff=168"/>
		<updated>2025-02-28T10:46:53Z</updated>

		<summary type="html">&lt;p&gt;Rita Rocha: &lt;/p&gt;
&lt;hr /&gt;
&lt;div&gt;&lt;br /&gt;
= Identificação =&lt;br /&gt;
{| class=&amp;quot;wikitable&amp;quot;&lt;br /&gt;
|&#039;&#039;&#039;Designação&#039;&#039;&#039;&lt;br /&gt;
|Câmara  Municipal de Vila do Conde&lt;br /&gt;
|-&lt;br /&gt;
|&#039;&#039;&#039;Localização&#039;&#039;&#039;&lt;br /&gt;
|&lt;br /&gt;
* Norte de Portugal&lt;br /&gt;
* Distrito do Porto&lt;br /&gt;
* Concelho de Vila do Conde&lt;br /&gt;
* Freguesia de Vila do Conde;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
* Implanta-se na Praça       Vasco da Gama (4480-454 Vila do Conde);&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
* Coordenadas: 41.35405263182586,       -8.743509560626094.&lt;br /&gt;
|-&lt;br /&gt;
|&#039;&#039;&#039;Cronologia&#039;&#039;&#039;&lt;br /&gt;
|1538 - 1543&lt;br /&gt;
|-&lt;br /&gt;
|&#039;&#039;&#039;Autor(es)&#039;&#039;&#039;&lt;br /&gt;
|Traçado por:  Gonçalo Afonso e João Lopes, o Velho;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Mestres  pedreiros: Gonçalo Afonso e Aparício Gonçalves;&lt;br /&gt;
|}&lt;br /&gt;
[[Ficheiro:Vila do Conde, Pelourinho e paços do concelho (3954634689).jpg|miniaturadaimagem|270x270px|Fotografia da fachada dos Paços do Concelho de Vila do Conde ou Casa da Câmara de Vila do Conde, juntamente com o Pelourinho. Fotografia de [[commons:File:Vila_do_Conde,_Pelourinho_e_paços_do_concelho_(3954634689).jpg|amaianos]]]]&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
= Estado da Arte =&lt;br /&gt;
Para a realização do estudo da Casa da Câmara de Vila do Conde, João Lopes, o Velho e João Lopes, o Novo foi consultada bibliografia especifica sobre o tema.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Esta conta com a tese de doutoramento «&#039;&#039;A decoração esculpida na arquitectura da escola dos Lopes (1553-1603): as formas e os símbolos Vol. I e II&#039;&#039;» (2022) de Catarina de Oliveira, utilizada para melhor entendimento da arte da Família Lopes.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
A dissertação «&#039;&#039;Vila do Conde no início da Época Moderna Construção de uma nova centralidade&#039;&#039;» (2013) de Eliana de Sousa, base essencial para este trabalho. Utilizada para o entendimento da implantação da Igreja Matriz de Vila do Conde, da Casa da Câmara de Vila do Conde e do Pelourinho. A sua construção a mando régio, assim como os tracistas e mestres pedreiros, foram também explicadas. Neste trabalho também foi possível aceder à transcrição de partes do documento «&#039;&#039;Contrato entre a Câmara de Vila do Conde e Gonçalo Afonso e Aparício Gonçalves - A construção da casa da Câmara e do pelourinho&#039;&#039;», disponível no site do Arquivo Municipal de Vila do Conde&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
A publicação da Sociedade Martins Sarmento na Revista de Guimarães «&#039;&#039;LOPES, UMA FAMÍLIA DE ARTÍSTAS EM PORTUGAL E NA GALIZA.&#039;&#039;» (1986) de António Matos Reis. Esta publicação faz uma cronologia da Família Lopes, detalhando os seus locais de trabalho e implantação das suas obras.   &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
= Enquadramento =&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
= Casa da Câmara de Vila do Conde =&lt;br /&gt;
A casa da Câmara de Vila do Conde, também podendo ser referida como Paços do Concelho de Vila do Conde ou simplesmente Câmara Municipal de Vila do Conde, é um edifício renascentista, tendo como data de início de construção 1538, sendo terminada em 1543.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
== Razões da implantação ==&lt;br /&gt;
[[Ficheiro:Captura de ecra retirada do google maps das localizações da praça velha, praça nova e mosteiro de santa clara.png|miniaturadaimagem|Captura de ecrã retirada do Google Maps, onde foram rodeados o Mosteiro de Santa Clara (1), Praça Nova (2) e Praça Velha (3), localizados em Vila do Conde.]]&lt;br /&gt;
É mandada erguer no seguimento do projeto de reconstrução da «velha &#039;&#039;praça&#039;&#039; medieval» transformando-a numa «&#039;&#039;Praça Nova&#039;&#039;», mudando assim o «simples largo, acanhado, um espaço &#039;&#039;central&#039;&#039; muito pouco digno de uma vila que se desenvolvia» («&#039;&#039;Vila do Conde no início da Época Moderna Construção de uma nova centralidade&#039;&#039;» de Eliana de Sousa).&lt;br /&gt;
[[Ficheiro:Vista aerea da igreja matriz, praça nova e praça velha.png|miniaturadaimagem|302x302px|Vista aérea da igreja matriz e da Praça Nova (atual Praça Vasco da Gama), com os paços do concelho e o pelourinho (1), com localização da Praça Velha (2) (fonte: CMVC, 2005). Retirado de «Vila do Conde no início da Época Moderna Construção de uma nova centralidade» de Eliana de Sousa.]]&lt;br /&gt;
A necessidade de atualizar o espaço administrativo da «velha praça medieval», começa ainda no reinado de D. Manuel I, em 1502 com a Igreja Matriz de Vila do Conde, na «Nova Praça». Desloca o centro religioso e administrativo, mudando-o de um «simples largo, acanhado, um espaço &#039;&#039;central&#039;&#039; muito pouco digno de uma vila que se desenvolvia» para uma Nova Praça que agregava os Paços do Concelho, a Igreja Matriz e o Pelourinho, todos construídos na mesma época.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Estas obras são começadas com a Igreja Matriz de Vila do Conde, por ordem de D. Manuel I, seguem-se da Casa da Câmara e posteriormente do pelourinho, já a mando régio de D. João III.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Antes da iniciação das construções em 1538, são acordados os planos para cada obra, os materiais, medidas e mestres pedreiros, o Gonçalo Afonso e o Aparício Gonçalves. As traças da Casa da Câmara também são desenhadas por dois arquitetos Gonçalo Afonso e João Lopes, o Velho.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
= Arquitetura =&lt;br /&gt;
A descrição dos Paços do Concelho será baseada na obra de Eliana de Sousa «&#039;&#039;Vila do Conde no início da Época Moderna Construção de uma nova centralidade&#039;&#039;», especialmente no capítulo «2.1.2.2 A Arqueologia do edificado».&lt;br /&gt;
[[Ficheiro:Imagem dos paços da camara atualmente - vista geral Carlos Sousa 2022.jpg|miniaturadaimagem|Fotografia da fachada dos Paços do Concelho e pelourinho de Vila do Conde. Fotografia de Carlos Sousa (2022). https://bit.ly/4frdsa4]]&lt;br /&gt;
Eliana de Sousa começa por referir que o modelo arquitetônico é «simples e o mais comum para a época», tendo a planta retangular, constituída por dois pisos. O piso superior é considerado o «mais &#039;&#039;nobre&#039;&#039;» e é dividido em casa da &#039;&#039;camara&#039;&#039; («para vereações») e a casa da &#039;&#039;audiencia&#039;&#039; («(o tribunal) para o juiz do concelho»).&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
A cobertura é feita por um «telhado comum, de quatro águas», que cobre as duas divisões.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
A fachada é composta por cinco janelas sóbrias e regulares, que iluminam o piso nobre. Sobressai a escadaria monumental, que liga ao piso superior, que acaba numa varanda. A entrada para o piso nobre é feita por uma porta decorada com um pequeno frontão, onde encontramos as armas do reino e a data de finalização da obra, 1543.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
No andar térreo, encontramos as arcadas de arco de volta perfeita, onde encosta a escadaria. No lado oposto às arcadas encontramos uma porta ladeada por uma pequena janela gradeada. &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
A divisão do lado das arcadas é pensada como um suporte para o açougues e do comércio feito na praça. Já a pequena sala, que tem como entrada a porta já mencionada, foi utilizada posteriormente como suporte para o edifício da prisão.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Carlos Caetano, que é citado por Eliana de Sousa, diz que os paços do concelho são um «“exemplo notável de ensaio de uma ordem compositiva nova num corpo arquitectónico tradicional (…) proporcionado pela fachada da casa da câmara”. Diz que apesar de “muito simples, integra e articula elementos tradicionais e elementos inovadores”, onde “tanto a imponente varanda como os arcos dos açougues primitivos, ambos muito vernáculos e de inegável e típico “recorte” tardo-manuelino, coabitam com os dois cunhais de pedraria que sustentam a vasta cornija corrida, elementos inovadores anunciadores de uma ordem, ou melhor, de valores arquitectónicos novos”.»&amp;lt;gallery&amp;gt;&lt;br /&gt;
Ficheiro:Casa da audiencia da camara de vila do conde fotografia de Eliana de Sousa.png|Salão nobre / casa da audiencia (fonte: CMVC). Retirado de «Vila do Conde no início da Época Moderna Construção de uma nova centralidade» de Eliana de Sousa.&lt;br /&gt;
Ficheiro:Casa da camara de vila do conde fotografia de eliana de sousa.png|Sala quinhentista / casa da camara (fonte: CMVC). Retirado de «Vila do Conde no início da Época Moderna Construção de uma nova centralidade» de Eliana de Sousa.&lt;br /&gt;
Ficheiro:Espaço interior no piso terreo em frente as arcadas fotografia de eliana de sousa.png|Espaço interior do piso térreo em frente às arcadas. Retirado de «Vila do Conde no início da Época Moderna Construção de uma nova centralidade» de Eliana de Sousa.&lt;br /&gt;
Ficheiro:Passagem aberta na requalificação em 2002 para uma sala estreita fotografia de eliana de sousa.png|Passagem aberta na requalificação em 2002 para uma sala estreita, anteriormente acessível apenas pela porta que dá para o exterior, na base da escadaria.  Retirado de «Vila do Conde no início da Época Moderna Construção de uma nova centralidade» de Eliana de Sousa.&lt;br /&gt;
&amp;lt;/gallery&amp;gt;&lt;br /&gt;
[[Ficheiro:Planta da casa da câmara do piso inferior.png|esquerda|miniaturadaimagem|384x384px|Planta do piso térreo dos paços do concelho (com a antiga cadeia à esquerda), após intervenção em 2002 (provável reconstituição do interior do edifício no século XVI) (fonte: CMVC – Arquiteto Manuel Maia Gomes). Retirado de «Vila do Conde no início da Época Moderna Construção de uma nova centralidade» de Eliana de Sousa.]]&lt;br /&gt;
[[Ficheiro:Piso superior da casa da câmara.png|miniaturadaimagem|423x423px|Planta do piso superior (com antiga cadeia à esquerda) (fonte: CMVC – Arquiteto Manuel Maia Gomes). Retirado de «Vila do Conde no início da Época Moderna Construção de uma nova centralidade» de Eliana de Sousa.]]&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
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&lt;br /&gt;
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Sereno, I., Santos, J., Gonçalves, J., &amp;amp; Filipe, A. (2013). &#039;&#039;Convento de São Gonçalo de Amarante/ Câmara Municipal de Amarante/ Museu Municipal de Souza Cardoso&#039;&#039;. Retirado de SIPA. Acessado a 15/10/2024.  http://www.monumentos.gov.pt/Site/APP_PagesUser/SIPA.aspx?id=6583 &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Sereno, I., Santos, J., Noé, P., &amp;amp; Costa, P. (2005). &#039;&#039;Igreja e Colégio de São Lourenço/ Igreja e Convento dos Grilos/ Seminário Maior de Nossa Senhora da Conceição&#039;&#039;. Retirado de SIPA. Acessado a 17/10/2024. http://www.monumentos.gov.pt/site/app_pagesuser/SIPA.aspx?id=5476n&lt;/div&gt;</summary>
		<author><name>Rita Rocha</name></author>
	</entry>
	<entry>
		<id>https://wikimedia.pt/PortoRenascentista/index.php?title=Casa_da_C%C3%A2mara_de_Vila_do_Conde&amp;diff=156</id>
		<title>Casa da Câmara de Vila do Conde</title>
		<link rel="alternate" type="text/html" href="https://wikimedia.pt/PortoRenascentista/index.php?title=Casa_da_C%C3%A2mara_de_Vila_do_Conde&amp;diff=156"/>
		<updated>2025-02-28T10:34:46Z</updated>

		<summary type="html">&lt;p&gt;Rita Rocha: &lt;/p&gt;
&lt;hr /&gt;
&lt;div&gt;&lt;br /&gt;
= Introdução ao objeto =&lt;br /&gt;
Esta página é o resultado final do trabalho «Casa da Câmara de Vila do Conde: estudo da relação com a Família Lopes», desenvolvido no âmbito da UC de História da Arquitetura da Época Moderna I da UP (FLUP), lecionada pelo docente Manuel Joaquim Moreira da Rocha, em parceria com o CODA e a Wikimédia, para o projeto «Para a História da Arquitetura do Grande Porto», em específico o trabalho «Arquitetura e Arquitetos a Norte de Aveiro nos séculos XVI – Inicio de XVII».&lt;br /&gt;
[[Ficheiro:Vila do Conde, Pelourinho e paços do concelho (3954634689).jpg|miniaturadaimagem|293x293px|Fotografia da fachada dos Paços do Concelho de Vila do Conde ou Casa da Câmara de Vila do Conde, juntamente com o Pelourinho. Fotografia de [[commons:File:Vila_do_Conde,_Pelourinho_e_paços_do_concelho_(3954634689).jpg|amaianos]]]]&lt;br /&gt;
Nesta página pretende-se abordar a Casa da Câmara de Vila do Conde, a sua forma, razão de implantação, arquitetos e mestres pedreiros. &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
= Informações =&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
* Câmara Municipal de Vila do Conde;&lt;br /&gt;
* Construção: 1538-1543;&lt;br /&gt;
* Construída a mando régio de D. João III;&lt;br /&gt;
* Traçada por: Gonçalo Afonso e João Lopes, o Velho;&lt;br /&gt;
* Mestres pedreiros: Gonçalo Afonso e Aparício Gonçalves;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
= Localização =&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
* Localiza-se no Norte de Portugal, distrito do Porto, concelho de Vila do Conde, na freguesia de Vila do Conde;&lt;br /&gt;
* Implanta-se na Praça Vasco da Gama (4480-454 Vila do Conde);&lt;br /&gt;
* Coordenadas: [https://www.google.pt/maps/@41.3539047,-8.7434206,3a,90y,194.87h,99.88t/data=!3m8!1e1!3m6!1sAF1QipPav5n82VbEoSi2Jr1-sOQstsc6eMc9GYli79eX!2e10!3e11!6shttps:%2F%2Flh5.googleusercontent.com%2Fp%2FAF1QipPav5n82VbEoSi2Jr1-sOQstsc6eMc9GYli79eX%3Dw900-h600-k-no-pi-9.883213084209103-ya194.86832468515388-ro0-fo100!7i5472!8i2736?entry=ttu&amp;amp;g_ep=EgoyMDI0MTIxMS4wIKXMDSoASAFQAw%3D%3D 41.35405263182586, -8.743509560626094].&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
= Casa da Câmara de Vila do Conde =&lt;br /&gt;
A casa da Câmara de Vila do Conde, também podendo ser referida como Paços do Concelho de Vila do Conde ou simplesmente Câmara Municipal de Vila do Conde, é um edifício renascentista, tendo como data de início de construção 1538, sendo terminada em 1543.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
== Razões da implantação ==&lt;br /&gt;
[[Ficheiro:Captura de ecra retirada do google maps das localizações da praça velha, praça nova e mosteiro de santa clara.png|miniaturadaimagem|Captura de ecrã retirada do Google Maps, onde foram rodeados o Mosteiro de Santa Clara (1), Praça Nova (2) e Praça Velha (3), localizados em Vila do Conde.]]&lt;br /&gt;
É mandada erguer no seguimento do projeto de reconstrução da «velha &#039;&#039;praça&#039;&#039; medieval» transformando-a numa «&#039;&#039;Praça Nova&#039;&#039;», mudando assim o «simples largo, acanhado, um espaço &#039;&#039;central&#039;&#039; muito pouco digno de uma vila que se desenvolvia» («&#039;&#039;Vila do Conde no início da Época Moderna Construção de uma nova centralidade&#039;&#039;» de Eliana de Sousa).&lt;br /&gt;
[[Ficheiro:Vista aerea da igreja matriz, praça nova e praça velha.png|miniaturadaimagem|302x302px|Vista aérea da igreja matriz e da Praça Nova (atual Praça Vasco da Gama), com os paços do concelho e o pelourinho (1), com localização da Praça Velha (2) (fonte: CMVC, 2005). Retirado de «Vila do Conde no início da Época Moderna Construção de uma nova centralidade» de Eliana de Sousa.]]&lt;br /&gt;
A necessidade de atualizar o espaço administrativo da «velha praça medieval», começa ainda no reinado de D. Manuel I, em 1502 com a Igreja Matriz de Vila do Conde, na «Nova Praça». Desloca o centro religioso e administrativo, mudando-o de um «simples largo, acanhado, um espaço &#039;&#039;central&#039;&#039; muito pouco digno de uma vila que se desenvolvia» para uma Nova Praça que agregava os Paços do Concelho, a Igreja Matriz e o Pelourinho, todos construídos na mesma época.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Estas obras são começadas com a Igreja Matriz de Vila do Conde, por ordem de D. Manuel I, seguem-se da Casa da Câmara e posteriormente do pelourinho, já a mando régio de D. João III.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Antes da iniciação das construções em 1538, são acordados os planos para cada obra, os materiais, medidas e mestres pedreiros, o Gonçalo Afonso e o Aparício Gonçalves. As traças da Casa da Câmara também são desenhadas por dois arquitetos Gonçalo Afonso e João Lopes, o Velho.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
= Arquitetura =&lt;br /&gt;
A descrição dos Paços do Concelho será baseada na obra de Eliana de Sousa «&#039;&#039;Vila do Conde no início da Época Moderna Construção de uma nova centralidade&#039;&#039;», especialmente no capítulo «2.1.2.2 A Arqueologia do edificado».&lt;br /&gt;
[[Ficheiro:Imagem dos paços da camara atualmente - vista geral Carlos Sousa 2022.jpg|miniaturadaimagem|Fotografia da fachada dos Paços do Concelho e pelourinho de Vila do Conde. Fotografia de Carlos Sousa (2022). https://bit.ly/4frdsa4]]&lt;br /&gt;
Eliana de Sousa começa por referir que o modelo arquitetônico é «simples e o mais comum para a época», tendo a planta retangular, constituída por dois pisos. O piso superior é considerado o «mais &#039;&#039;nobre&#039;&#039;» e é dividido em casa da &#039;&#039;camara&#039;&#039; («para vereações») e a casa da &#039;&#039;audiencia&#039;&#039; («(o tribunal) para o juiz do concelho»).&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
A cobertura é feita por um «telhado comum, de quatro águas», que cobre as duas divisões.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
A fachada é composta por cinco janelas sóbrias e regulares, que iluminam o piso nobre. Sobressai a escadaria monumental, que liga ao piso superior, que acaba numa varanda. A entrada para o piso nobre é feita por uma porta decorada com um pequeno frontão, onde encontramos as armas do reino e a data de finalização da obra, 1543.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
No andar térreo, encontramos as arcadas de arco de volta perfeita, onde encosta a escadaria. No lado oposto às arcadas encontramos uma porta ladeada por uma pequena janela gradeada. &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
A divisão do lado das arcadas é pensada como um suporte para o açougues e do comércio feito na praça. Já a pequena sala, que tem como entrada a porta já mencionada, foi utilizada posteriormente como suporte para o edifício da prisão.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Carlos Caetano, que é citado por Eliana de Sousa, diz que os paços do concelho são um «“exemplo notável de ensaio de uma ordem compositiva nova num corpo arquitectónico tradicional (…) proporcionado pela fachada da casa da câmara”. Diz que apesar de “muito simples, integra e articula elementos tradicionais e elementos inovadores”, onde “tanto a imponente varanda como os arcos dos açougues primitivos, ambos muito vernáculos e de inegável e típico “recorte” tardo-manuelino, coabitam com os dois cunhais de pedraria que sustentam a vasta cornija corrida, elementos inovadores anunciadores de uma ordem, ou melhor, de valores arquitectónicos novos”.»&amp;lt;gallery&amp;gt;&lt;br /&gt;
Ficheiro:Casa da audiencia da camara de vila do conde fotografia de Eliana de Sousa.png|Salão nobre / casa da audiencia (fonte: CMVC). Retirado de «Vila do Conde no início da Época Moderna Construção de uma nova centralidade» de Eliana de Sousa.&lt;br /&gt;
Ficheiro:Casa da camara de vila do conde fotografia de eliana de sousa.png|Sala quinhentista / casa da camara (fonte: CMVC). Retirado de «Vila do Conde no início da Época Moderna Construção de uma nova centralidade» de Eliana de Sousa.&lt;br /&gt;
Ficheiro:Espaço interior no piso terreo em frente as arcadas fotografia de eliana de sousa.png|Espaço interior do piso térreo em frente às arcadas. Retirado de «Vila do Conde no início da Época Moderna Construção de uma nova centralidade» de Eliana de Sousa.&lt;br /&gt;
Ficheiro:Passagem aberta na requalificação em 2002 para uma sala estreita fotografia de eliana de sousa.png|Passagem aberta na requalificação em 2002 para uma sala estreita, anteriormente acessível apenas pela porta que dá para o exterior, na base da escadaria.  Retirado de «Vila do Conde no início da Época Moderna Construção de uma nova centralidade» de Eliana de Sousa.&lt;br /&gt;
&amp;lt;/gallery&amp;gt;&lt;br /&gt;
[[Ficheiro:Planta da casa da câmara do piso inferior.png|esquerda|miniaturadaimagem|384x384px|Planta do piso térreo dos paços do concelho (com a antiga cadeia à esquerda), após intervenção em 2002 (provável reconstituição do interior do edifício no século XVI) (fonte: CMVC – Arquiteto Manuel Maia Gomes). Retirado de «Vila do Conde no início da Época Moderna Construção de uma nova centralidade» de Eliana de Sousa.]]&lt;br /&gt;
[[Ficheiro:Piso superior da casa da câmara.png|miniaturadaimagem|423x423px|Planta do piso superior (com antiga cadeia à esquerda) (fonte: CMVC – Arquiteto Manuel Maia Gomes). Retirado de «Vila do Conde no início da Época Moderna Construção de uma nova centralidade» de Eliana de Sousa.]]&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&amp;lt;u&amp;gt;&amp;lt;big&amp;gt;Bibliografia&amp;lt;/big&amp;gt;&amp;lt;/u&amp;gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
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&lt;br /&gt;
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&lt;br /&gt;
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&lt;br /&gt;
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&lt;br /&gt;
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&lt;br /&gt;
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&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&amp;lt;u&amp;gt;&amp;lt;big&amp;gt;Webgrafia&amp;lt;/big&amp;gt;&amp;lt;/u&amp;gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
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&lt;br /&gt;
Sereno, I., Leão, M., &amp;amp; Noé, P. (1997). &#039;&#039;Igreja Paroquial da Foz do Douro/ Igreja de São João Baptista.&#039;&#039; Retirado de SIPA. Acessado a 15/10/2024. http://www.monumentos.gov.pt/Site/APP_PagesUser/SIPA.aspx?id=5471&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Sereno, I., Santos, J., Gonçalves, J., &amp;amp; Filipe, A. (2013). &#039;&#039;Convento de São Gonçalo de Amarante/ Câmara Municipal de Amarante/ Museu Municipal de Souza Cardoso&#039;&#039;. Retirado de SIPA. Acessado a 15/10/2024.  http://www.monumentos.gov.pt/Site/APP_PagesUser/SIPA.aspx?id=6583 &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Sereno, I., Santos, J., Noé, P., &amp;amp; Costa, P. (2005). &#039;&#039;Igreja e Colégio de São Lourenço/ Igreja e Convento dos Grilos/ Seminário Maior de Nossa Senhora da Conceição&#039;&#039;. Retirado de SIPA. Acessado a 17/10/2024. http://www.monumentos.gov.pt/site/app_pagesuser/SIPA.aspx?id=5476n&lt;/div&gt;</summary>
		<author><name>Rita Rocha</name></author>
	</entry>
	<entry>
		<id>https://wikimedia.pt/PortoRenascentista/index.php?title=Casa_da_C%C3%A2mara_de_Vila_do_Conde&amp;diff=136</id>
		<title>Casa da Câmara de Vila do Conde</title>
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		<updated>2025-02-28T09:58:49Z</updated>

		<summary type="html">&lt;p&gt;Rita Rocha: &lt;/p&gt;
&lt;hr /&gt;
&lt;div&gt;&lt;br /&gt;
= Introdução ao objeto =&lt;br /&gt;
Esta página é o resultado final do trabalho «Casa da Câmara de Vila do Conde: estudo da relação com a Família Lopes», desenvolvido no âmbito da UC de História da Arquitetura da Época Moderna I da UP (FLUP), lecionada pelo docente Manuel Joaquim Moreira da Rocha, em parceria com o CODA e a Wikimédia, para o projeto «Para a História da Arquitetura do Grande Porto», em específico o trabalho «Arquitetura e Arquitetos a Norte de Aveiro nos séculos XVI – Inicio de XVII».&lt;br /&gt;
[[Ficheiro:Vila do Conde, Pelourinho e paços do concelho (3954634689).jpg|miniaturadaimagem|293x293px|Fotografia da fachada dos Paços do Concelho de Vila do Conde ou Casa da Câmara de Vila do Conde, juntamente com o Pelourinho. Fotografia de [[commons:File:Vila_do_Conde,_Pelourinho_e_paços_do_concelho_(3954634689).jpg|amaianos]]]]&lt;br /&gt;
Nesta página pretende-se abordar a Casa da Câmara de Vila do Conde, a sua forma, razão de implantação, arquitetos e mestres pedreiros. &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
= Informações =&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
* Câmara Municipal de Vila do Conde;&lt;br /&gt;
* Construção: 1538-1543;&lt;br /&gt;
* Construída a mando régio de D. João III;&lt;br /&gt;
* Traçada por: Gonçalo Afonso e João Lopes, o Velho;&lt;br /&gt;
* Mestres pedreiros: Gonçalo Afonso e Aparício Gonçalves;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
= Localização =&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
* Localiza-se no Norte de Portugal, distrito do Porto, concelho de Vila do Conde, na freguesia de Vila do Conde;&lt;br /&gt;
* Implanta-se na Praça Vasco da Gama (4480-454 Vila do Conde);&lt;br /&gt;
* Coordenadas: [https://www.google.pt/maps/@41.3539047,-8.7434206,3a,90y,194.87h,99.88t/data=!3m8!1e1!3m6!1sAF1QipPav5n82VbEoSi2Jr1-sOQstsc6eMc9GYli79eX!2e10!3e11!6shttps:%2F%2Flh5.googleusercontent.com%2Fp%2FAF1QipPav5n82VbEoSi2Jr1-sOQstsc6eMc9GYli79eX%3Dw900-h600-k-no-pi-9.883213084209103-ya194.86832468515388-ro0-fo100!7i5472!8i2736?entry=ttu&amp;amp;g_ep=EgoyMDI0MTIxMS4wIKXMDSoASAFQAw%3D%3D 41.35405263182586, -8.743509560626094].&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
= Casa da Câmara de Vila do Conde =&lt;br /&gt;
A casa da Câmara de Vila do Conde, também podendo ser referida como Paços do Concelho de Vila do Conde ou simplesmente Câmara Municipal de Vila do Conde, é um edifício renascentista, tendo como data de início de construção 1538, sendo terminada em 1543.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
== Razões da implantação ==&lt;br /&gt;
[[Ficheiro:Captura de ecra retirada do google maps das localizações da praça velha, praça nova e mosteiro de santa clara.png|miniaturadaimagem|Captura de ecrã retirada do Google Maps, onde foram rodeados o Mosteiro de Santa Clara (1), Praça Nova (2) e Praça Velha (3), localizados em Vila do Conde.]]&lt;br /&gt;
É mandada erguer no seguimento do projeto de reconstrução da «velha &#039;&#039;praça&#039;&#039; medieval» transformando-a numa «&#039;&#039;Praça Nova&#039;&#039;», mudando assim o «simples largo, acanhado, um espaço &#039;&#039;central&#039;&#039; muito pouco digno de uma vila que se desenvolvia» («&#039;&#039;Vila do Conde no início da Época Moderna Construção de uma nova centralidade&#039;&#039;» de Eliana de Sousa).&lt;br /&gt;
[[Ficheiro:Vista aerea da igreja matriz, praça nova e praça velha.png|miniaturadaimagem|302x302px|Vista aérea da igreja matriz e da Praça Nova (atual Praça Vasco da Gama), com os paços do concelho e o pelourinho (1), com localização da Praça Velha (2) (fonte: CMVC, 2005). Retirado de «Vila do Conde no início da Época Moderna Construção de uma nova centralidade» de Eliana de Sousa.]]&lt;br /&gt;
A necessidade de atualizar o espaço administrativo da «velha praça medieval», começa ainda no reinado de D. Manuel I, em 1502 com a Igreja Matriz de Vila do Conde, na «Nova Praça». Desloca o centro religioso e administrativo, mudando-o de um «simples largo, acanhado, um espaço &#039;&#039;central&#039;&#039; muito pouco digno de uma vila que se desenvolvia» para uma Nova Praça que agregava os Paços do Concelho, a Igreja Matriz e o Pelourinho, todos construídos na mesma época.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Estas obras são começadas com a Igreja Matriz de Vila do Conde, por ordem de D. Manuel I, seguem-se da Casa da Câmara e posteriormente do pelourinho, já a mando régio de D. João III.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Antes da iniciação das construções em 1538, são acordados os planos para cada obra, os materiais, medidas e mestres pedreiros, o Gonçalo Afonso e o Aparício Gonçalves. As traças da Casa da Câmara também são desenhadas por dois arquitetos Gonçalo Afonso e João Lopes, o Velho.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
= Arquitetura =&lt;br /&gt;
A descrição dos Paços do Concelho será baseada na obra de Eliana de Sousa «&#039;&#039;Vila do Conde no início da Época Moderna Construção de uma nova centralidade&#039;&#039;», especialmente no capítulo «2.1.2.2 A Arqueologia do edificado».&lt;br /&gt;
[[Ficheiro:Imagem dos paços da camara atualmente - vista geral Carlos Sousa 2022.jpg|miniaturadaimagem|Fotografia da fachada dos Paços do Concelho e pelourinho de Vila do Conde. Fotografia de Carlos Sousa (2022). https://bit.ly/4frdsa4]]&lt;br /&gt;
Eliana de Sousa começa por referir que o modelo arquitetônico é «simples e o mais comum para a época», tendo a planta retangular, constituída por dois pisos. O piso superior é considerado o «mais &#039;&#039;nobre&#039;&#039;» e é dividido em casa da &#039;&#039;camara&#039;&#039; («para vereações») e a casa da &#039;&#039;audiencia&#039;&#039; («(o tribunal) para o juiz do concelho»).&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
A cobertura é feita por um «telhado comum, de quatro águas», que cobre as duas divisões.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
A fachada é composta por cinco janelas sóbrias e regulares, que iluminam o piso nobre. Sobressai a escadaria monumental, que liga ao piso superior, que acaba numa varanda. A entrada para o piso nobre é feita por uma porta decorada com um pequeno frontão, onde encontramos as armas do reino e a data de finalização da obra, 1543.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
No andar térreo, encontramos as arcadas de arco de volta perfeita, onde encosta a escadaria. No lado oposto às arcadas encontramos uma porta ladeada por uma pequena janela gradeada. &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
A divisão do lado das arcadas é pensada como um suporte para o açougues e do comércio feito na praça. Já a pequena sala, que tem como entrada a porta já mencionada, foi utilizada posteriormente como suporte para o edifício da prisão.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Carlos Caetano, que é citado por Eliana de Sousa, diz que os paços do concelho são um «“exemplo notável de ensaio de uma ordem compositiva nova num corpo arquitectónico tradicional (…) proporcionado pela fachada da casa da câmara”. Diz que apesar de “muito simples, integra e articula elementos tradicionais e elementos inovadores”, onde “tanto a imponente varanda como os arcos dos açougues primitivos, ambos muito vernáculos e de inegável e típico “recorte” tardo-manuelino, coabitam com os dois cunhais de pedraria que sustentam a vasta cornija corrida, elementos inovadores anunciadores de uma ordem, ou melhor, de valores arquitectónicos novos”.»&amp;lt;gallery&amp;gt;&lt;br /&gt;
Ficheiro:Casa da audiencia da camara de vila do conde fotografia de Eliana de Sousa.png|Salão nobre / casa da audiencia (fonte: CMVC). Retirado de «Vila do Conde no início da Época Moderna Construção de uma nova centralidade» de Eliana de Sousa.&lt;br /&gt;
Ficheiro:Casa da camara de vila do conde fotografia de eliana de sousa.png|Sala quinhentista / casa da camara (fonte: CMVC). Retirado de «Vila do Conde no início da Época Moderna Construção de uma nova centralidade» de Eliana de Sousa.&lt;br /&gt;
Ficheiro:Espaço interior no piso terreo em frente as arcadas fotografia de eliana de sousa.png|Espaço interior do piso térreo em frente às arcadas. Retirado de «Vila do Conde no início da Época Moderna Construção de uma nova centralidade» de Eliana de Sousa.&lt;br /&gt;
Ficheiro:Passagem aberta na requalificação em 2002 para uma sala estreita fotografia de eliana de sousa.png|Passagem aberta na requalificação em 2002 para uma sala estreita, anteriormente acessível apenas pela porta que dá para o exterior, na base da escadaria.  Retirado de «Vila do Conde no início da Época Moderna Construção de uma nova centralidade» de Eliana de Sousa.&lt;br /&gt;
&amp;lt;/gallery&amp;gt;&lt;br /&gt;
[[Ficheiro:Planta da casa da câmara do piso inferior.png|esquerda|miniaturadaimagem|384x384px|Planta do piso térreo dos paços do concelho (com a antiga cadeia à esquerda), após intervenção em 2002 (provável reconstituição do interior do edifício no século XVI) (fonte: CMVC – Arquiteto Manuel Maia Gomes). Retirado de «Vila do Conde no início da Época Moderna Construção de uma nova centralidade» de Eliana de Sousa.]]&lt;br /&gt;
[[Ficheiro:Piso superior da casa da câmara.png|miniaturadaimagem|423x423px|Planta do piso superior (com antiga cadeia à esquerda) (fonte: CMVC – Arquiteto Manuel Maia Gomes). Retirado de «Vila do Conde no início da Época Moderna Construção de uma nova centralidade» de Eliana de Sousa.]]&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
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&lt;br /&gt;
Olhar Viana do Castelo. (2011, May 9). &#039;&#039;Praça da República - Viana do Castelo&#039;&#039;. Retirado do Olhar Viana Do Castelo. Acessado a 15/10/2024. https://www.olharvianadocastelo.pt/2011/05/praca-da-republica-viana-do-castelo.html&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Sereno, I., Leão, M., &amp;amp; Noé, P. (1997). &#039;&#039;Igreja Paroquial da Foz do Douro/ Igreja de São João Baptista.&#039;&#039; Retirado de SIPA. Acessado a 15/10/2024. http://www.monumentos.gov.pt/Site/APP_PagesUser/SIPA.aspx?id=5471&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Sereno, I., Santos, J., Gonçalves, J., &amp;amp; Filipe, A. (2013). &#039;&#039;Convento de São Gonçalo de Amarante/ Câmara Municipal de Amarante/ Museu Municipal de Souza Cardoso&#039;&#039;. Retirado de SIPA. Acessado a 15/10/2024.  http://www.monumentos.gov.pt/Site/APP_PagesUser/SIPA.aspx?id=6583 &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Sereno, I., Santos, J., Noé, P., &amp;amp; Costa, P. (2005). &#039;&#039;Igreja e Colégio de São Lourenço/ Igreja e Convento dos Grilos/ Seminário Maior de Nossa Senhora da Conceição&#039;&#039;. Retirado de SIPA. Acessado a 17/10/2024. http://www.monumentos.gov.pt/site/app_pagesuser/SIPA.aspx?id=5476n&lt;/div&gt;</summary>
		<author><name>Rita Rocha</name></author>
	</entry>
	<entry>
		<id>https://wikimedia.pt/PortoRenascentista/index.php?title=Casa_da_C%C3%A2mara_de_Vila_do_Conde&amp;diff=97</id>
		<title>Casa da Câmara de Vila do Conde</title>
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		<updated>2024-12-30T20:45:57Z</updated>

		<summary type="html">&lt;p&gt;Rita Rocha: &lt;/p&gt;
&lt;hr /&gt;
&lt;div&gt;&lt;br /&gt;
= Introdução ao objeto =&lt;br /&gt;
Esta página é o resultado final do trabalho «Casa da Câmara de Vila do Conde: estudo da relação com a Família Lopes», desenvolvido no âmbito da UC de História da Arquitetura da Época Moderna I da UP (FLUP), lecionada pelo docente Manuel Joaquim Moreira da Rocha, em parceria com o CODA e a Wikimédia, para o projeto «Para a História da Arquitetura do Grande Porto», em específico o trabalho «Arquitetura e Arquitetos a Norte de Aveiro nos séculos XVI – Inicio de XVII».&lt;br /&gt;
[[Ficheiro:Vila do Conde, Pelourinho e paços do concelho (3954634689).jpg|miniaturadaimagem|293x293px|Fotografia da fachada dos Paços do Concelho de Vila do Conde ou Casa da Câmara de Vila do Conde, juntamente com o Pelourinho. Fotografia de [[commons:File:Vila_do_Conde,_Pelourinho_e_paços_do_concelho_(3954634689).jpg|amaianos]]]]&lt;br /&gt;
Nesta página pretende-se abordar a Casa da Câmara de Vila do Conde, a sua forma, razão de implantação, arquitetos e mestres pedreiros. &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
= Informações =&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
* Câmara Municipal de Vila do Conde;&lt;br /&gt;
* Construção: 1538-1543;&lt;br /&gt;
* Construída a mando régio de D. João III;&lt;br /&gt;
* Traçada por: Gonçalo Afonso e João Lopes, o Velho;&lt;br /&gt;
* Mestres pedreiros: Gonçalo Afonso e Aparício Gonçalves;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
= Localização =&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
* Localiza-se no Norte de Portugal, distrito do Porto, concelho de Vila do Conde, na freguesia de Vila do Conde;&lt;br /&gt;
* Implanta-se na Praça Vasco da Gama (4480-454 Vila do Conde);&lt;br /&gt;
* Coordenadas: [https://www.google.pt/maps/@41.3539047,-8.7434206,3a,90y,194.87h,99.88t/data=!3m8!1e1!3m6!1sAF1QipPav5n82VbEoSi2Jr1-sOQstsc6eMc9GYli79eX!2e10!3e11!6shttps:%2F%2Flh5.googleusercontent.com%2Fp%2FAF1QipPav5n82VbEoSi2Jr1-sOQstsc6eMc9GYli79eX%3Dw900-h600-k-no-pi-9.883213084209103-ya194.86832468515388-ro0-fo100!7i5472!8i2736?entry=ttu&amp;amp;g_ep=EgoyMDI0MTIxMS4wIKXMDSoASAFQAw%3D%3D 41.35405263182586, -8.743509560626094].&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
= Casa da Câmara de Vila do Conde =&lt;br /&gt;
A casa da Câmara de Vila do Conde, também podendo ser referida como Paços do Concelho de Vila do Conde ou simplesmente Câmara Municipal de Vila do Conde, é um edifício renascentista, tendo como data de início de construção 1538, sendo terminada em 1543.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
== Razões da implantação ==&lt;br /&gt;
[[Ficheiro:Captura de ecra retirada do google maps das localizações da praça velha, praça nova e mosteiro de santa clara.png|miniaturadaimagem|Captura de ecrã retirada do Google Maps, onde foram rodeados o Mosteiro de Santa Clara (1), Praça Nova (2) e Praça Velha (3), localizados em Vila do Conde.]]&lt;br /&gt;
É mandada erguer no seguimento do projeto de reconstrução da «velha &#039;&#039;praça&#039;&#039; medieval» transformando-a numa «&#039;&#039;Praça Nova&#039;&#039;», mudando assim o «simples largo, acanhado, um espaço &#039;&#039;central&#039;&#039; muito pouco digno de uma vila que se desenvolvia» («&#039;&#039;Vila do Conde no início da Época Moderna Construção de uma nova centralidade&#039;&#039;» de Eliana de Sousa).&lt;br /&gt;
[[Ficheiro:Vista aerea da igreja matriz, praça nova e praça velha.png|miniaturadaimagem|302x302px|Vista aérea da igreja matriz e da Praça Nova (atual Praça Vasco da Gama), com os paços do concelho e o pelourinho (1), com localização da Praça Velha (2) (fonte: CMVC, 2005). Retirado de «Vila do Conde no início da Época Moderna Construção de uma nova centralidade» de Eliana de Sousa.]]&lt;br /&gt;
A necessidade de atualizar o espaço administrativo da «velha praça medieval», começa ainda no reinado de D. Manuel I, em 1502 com a Igreja Matriz de Vila do Conde, na «Nova Praça». Desloca o centro religioso e administrativo, mudando-o de um «simples largo, acanhado, um espaço &#039;&#039;central&#039;&#039; muito pouco digno de uma vila que se desenvolvia» para uma Nova Praça que agregava os Paços do Concelho, a Igreja Matriz e o Pelourinho, todos construídos na mesma época.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Estas obras são começadas com a Igreja Matriz de Vila do Conde, por ordem de D. Manuel I, seguem-se da Casa da Câmara e posteriormente do pelourinho, já a mando régio de D. João III.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Antes da iniciação das construções em 1538, são acordados os planos para cada obra, os materiais, medidas e mestres pedreiros, o Gonçalo Afonso e o Aparício Gonçalves. As traças da Casa da Câmara também são desenhadas por dois arquitetos Gonçalo Afonso e João Lopes, o Velho.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
= Arquitetura =&lt;br /&gt;
A descrição dos Paços do Concelho será baseada na obra de Eliana de Sousa «&#039;&#039;Vila do Conde no início da Época Moderna Construção de uma nova centralidade&#039;&#039;», especialmente no capítulo «2.1.2.2 A Arqueologia do edificado».&lt;br /&gt;
[[Ficheiro:Imagem dos paços da camara atualmente - vista geral Carlos Sousa 2022.jpg|miniaturadaimagem|Fotografia da fachada dos Paços do Concelho e pelourinho de Vila do Conde. Fotografia de Carlos Sousa (2022). https://bit.ly/4frdsa4]]&lt;br /&gt;
Eliana de Sousa começa por referir que o modelo arquitetônico é «simples e o mais comum para a época», tendo a planta retangular, constituída por dois pisos. O piso superior é considerado o «mais &#039;&#039;nobre&#039;&#039;» e é dividido em casa da &#039;&#039;camara&#039;&#039; («para vereações») e a casa da &#039;&#039;audiencia&#039;&#039; («(o tribunal) para o juiz do concelho»).&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
A cobertura é feita por um «telhado comum, de quatro águas», que cobre as duas divisões.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
A fachada é composta por cinco janelas sóbrias e regulares, que iluminam o piso nobre. Sobressai a escadaria monumental, que liga ao piso superior, que acaba numa varanda. A entrada para o piso nobre é feita por uma porta decorada com um pequeno frontão, onde encontramos as armas do reino e a data de finalização da obra, 1543.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
No andar térreo, encontramos as arcadas de arco de volta perfeita, onde encosta a escadaria. No lado oposto às arcadas encontramos uma porta ladeada por uma pequena janela gradeada. &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
A divisão do lado das arcadas é pensada como um suporte para o açougues e do comércio feito na praça. Já a pequena sala, que tem como entrada a porta já mencionada, foi utilizada posteriormente como suporte para o edifício da prisão.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Carlos Caetano, que é citado por Eliana de Sousa, diz que os paços do concelho são um «“exemplo notável de ensaio de uma ordem compositiva nova num corpo arquitectónico tradicional (…) proporcionado pela fachada da casa da câmara”. Diz que apesar de “muito simples, integra e articula elementos tradicionais e elementos inovadores”, onde “tanto a imponente varanda como os arcos dos açougues primitivos, ambos muito vernáculos e de inegável e típico “recorte” tardo-manuelino, coabitam com os dois cunhais de pedraria que sustentam a vasta cornija corrida, elementos inovadores anunciadores de uma ordem, ou melhor, de valores arquitectónicos novos”.»&amp;lt;gallery&amp;gt;&lt;br /&gt;
Ficheiro:Casa da audiencia da camara de vila do conde fotografia de Eliana de Sousa.png|Salão nobre / casa da audiencia (fonte: CMVC). Retirado de «Vila do Conde no início da Época Moderna Construção de uma nova centralidade» de Eliana de Sousa.&lt;br /&gt;
Ficheiro:Casa da camara de vila do conde fotografia de eliana de sousa.png|Sala quinhentista / casa da camara (fonte: CMVC). Retirado de «Vila do Conde no início da Época Moderna Construção de uma nova centralidade» de Eliana de Sousa.&lt;br /&gt;
Ficheiro:Espaço interior no piso terreo em frente as arcadas fotografia de eliana de sousa.png|Espaço interior do piso térreo em frente às arcadas. Retirado de «Vila do Conde no início da Época Moderna Construção de uma nova centralidade» de Eliana de Sousa.&lt;br /&gt;
Ficheiro:Passagem aberta na requalificação em 2002 para uma sala estreita fotografia de eliana de sousa.png|Passagem aberta na requalificação em 2002 para uma sala estreita, anteriormente acessível apenas pela porta que dá para o exterior, na base da escadaria.  Retirado de «Vila do Conde no início da Época Moderna Construção de uma nova centralidade» de Eliana de Sousa.&lt;br /&gt;
&amp;lt;/gallery&amp;gt;&lt;br /&gt;
[[Ficheiro:Planta da casa da câmara do piso inferior.png|esquerda|miniaturadaimagem|384x384px|Planta do piso térreo dos paços do concelho (com a antiga cadeia à esquerda), após intervenção em 2002 (provável reconstituição do interior do edifício no século XVI) (fonte: CMVC – Arquiteto Manuel Maia Gomes). Retirado de «Vila do Conde no início da Época Moderna Construção de uma nova centralidade» de Eliana de Sousa.]]&lt;br /&gt;
[[Ficheiro:Piso superior da casa da câmara.png|miniaturadaimagem|423x423px|Planta do piso superior (com antiga cadeia à esquerda) (fonte: CMVC – Arquiteto Manuel Maia Gomes). Retirado de «Vila do Conde no início da Época Moderna Construção de uma nova centralidade» de Eliana de Sousa.]]&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&amp;lt;u&amp;gt;Bibliografia e Webgrafia&amp;lt;/u&amp;gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Costa, P., &amp;amp; Filipe, A. (2014). &#039;&#039;Câmara Municipal de Vila do Conde&#039;&#039;. Retirado de SIPA. Acessado a 03/10/2024. http://www.monumentos.gov.pt/site/app_pagesuser/SIPA.aspx?id=5367 &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Sousa, E. (2013). &#039;&#039;Vila do Conde no início da Época Moderna Construção de uma nova centralidade&#039;&#039;. Universidade do Porto (FLUP). Porto.&lt;/div&gt;</summary>
		<author><name>Rita Rocha</name></author>
	</entry>
	<entry>
		<id>https://wikimedia.pt/PortoRenascentista/index.php?title=Casa_da_C%C3%A2mara_de_Vila_do_Conde&amp;diff=96</id>
		<title>Casa da Câmara de Vila do Conde</title>
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		<updated>2024-12-30T20:44:09Z</updated>

		<summary type="html">&lt;p&gt;Rita Rocha: &lt;/p&gt;
&lt;hr /&gt;
&lt;div&gt;&lt;br /&gt;
= Introdução ao objeto =&lt;br /&gt;
Esta página é o resultado final do trabalho «Casa da Câmara de Vila do Conde: estudo da relação com a Família Lopes», desenvolvido no âmbito da UC de História da Arquitetura da Época Moderna I da UP (FLUP), lecionada pelo docente Manuel Joaquim Moreira da Rocha, em parceria com o CODA e a Wikimédia, para o projeto «Para a História da Arquitetura do Grande Porto», em específico o trabalho «Arquitetura e Arquitetos a Norte de Aveiro nos séculos XVI – Inicio de XVII».&lt;br /&gt;
[[Ficheiro:Vila do Conde, Pelourinho e paços do concelho (3954634689).jpg|miniaturadaimagem|293x293px|Fotografia da fachada dos Paços do Concelho de Vila do Conde ou Casa da Câmara de Vila do Conde, juntamente com o Pelourinho. Fotografia de [[commons:File:Vila_do_Conde,_Pelourinho_e_paços_do_concelho_(3954634689).jpg|amaianos]]]]&lt;br /&gt;
Nesta página pretende-se abordar a Casa da Câmara de Vila do Conde, a sua forma, razão de implantação, arquitetos e mestres pedreiros. &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
= Informações =&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
* Câmara Municipal de Vila do Conde;&lt;br /&gt;
* Construção: 1538-1543;&lt;br /&gt;
* Construída a mando régio de D. João III;&lt;br /&gt;
* Traçada por: Gonçalo Afonso e João Lopes, o Velho;&lt;br /&gt;
* Mestres pedreiros: Gonçalo Afonso e Aparício Gonçalves;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
= Localização =&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
* Localiza-se no Norte de Portugal, distrito do Porto, concelho de Vila do Conde, na freguesia de Vila do Conde;&lt;br /&gt;
* Implanta-se na Praça Vasco da Gama (4480-454 Vila do Conde);&lt;br /&gt;
* Coordenadas: [https://www.google.pt/maps/@41.3539047,-8.7434206,3a,90y,194.87h,99.88t/data=!3m8!1e1!3m6!1sAF1QipPav5n82VbEoSi2Jr1-sOQstsc6eMc9GYli79eX!2e10!3e11!6shttps:%2F%2Flh5.googleusercontent.com%2Fp%2FAF1QipPav5n82VbEoSi2Jr1-sOQstsc6eMc9GYli79eX%3Dw900-h600-k-no-pi-9.883213084209103-ya194.86832468515388-ro0-fo100!7i5472!8i2736?entry=ttu&amp;amp;g_ep=EgoyMDI0MTIxMS4wIKXMDSoASAFQAw%3D%3D 41.35405263182586, -8.743509560626094].&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
= Casa da Câmara de Vila do Conde =&lt;br /&gt;
A casa da Câmara de Vila do Conde, também podendo ser referida como Paços do Concelho de Vila do Conde ou simplesmente Câmara Municipal de Vila do Conde, é um edifício renascentista, tendo como data de início de construção 1538, sendo terminada em 1543.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
== Razões da implantação ==&lt;br /&gt;
[[Ficheiro:Captura de ecra retirada do google maps das localizações da praça velha, praça nova e mosteiro de santa clara.png|miniaturadaimagem|Captura de ecrã retirada do Google Maps, onde foram rodeados o Mosteiro de Santa Clara (1), Praça Nova (2) e Praça Velha (3), localizados em Vila do Conde.]]&lt;br /&gt;
É mandada erguer no seguimento do projeto de reconstrução da «velha &#039;&#039;praça&#039;&#039; medieval» transformando-a numa «&#039;&#039;Praça Nova&#039;&#039;», mudando assim o «simples largo, acanhado, um espaço &#039;&#039;central&#039;&#039; muito pouco digno de uma vila que se desenvolvia» («&#039;&#039;Vila do Conde no início da Época Moderna Construção de uma nova centralidade&#039;&#039;» de Eliana de Sousa).&lt;br /&gt;
[[Ficheiro:Vista aerea da igreja matriz, praça nova e praça velha.png|miniaturadaimagem|302x302px|Vista aérea da igreja matriz e da Praça Nova (atual Praça Vasco da Gama), com os paços do concelho e o pelourinho (1), com localização da Praça Velha (2) (fonte: CMVC, 2005). Retirado de «Vila do Conde no início da Época Moderna Construção de uma nova centralidade» de Eliana de Sousa.]]&lt;br /&gt;
A necessidade de atualizar o espaço administrativo da «velha praça medieval», começa ainda no reinado de D. Manuel I, em 1502 com a Igreja Matriz de Vila do Conde, na «Nova Praça». Desloca o centro religioso e administrativo, mudando-o de um «simples largo, acanhado, um espaço &#039;&#039;central&#039;&#039; muito pouco digno de uma vila que se desenvolvia» para uma Nova Praça que agregava os Paços do Concelho, a Igreja Matriz e o Pelourinho, todos construídos na mesma época.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Estas obras são começadas com a Igreja Matriz de Vila do Conde, por ordem de D. Manuel I, seguem-se da Casa da Câmara e posteriormente do pelourinho, já a mando régio de D. João III.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Antes da iniciação das construções em 1538, são acordados os planos para cada obra, os materiais, medidas e mestres pedreiros, o Gonçalo Afonso e o Aparício Gonçalves. As traças da Casa da Câmara também são desenhadas por dois arquitetos Gonçalo Afonso e João Lopes, o Velho.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
= Arquitetura =&lt;br /&gt;
A descrição dos Paços do Concelho será baseada na obra de Eliana de Sousa «&#039;&#039;Vila do Conde no início da Época Moderna Construção de uma nova centralidade&#039;&#039;», especialmente no capítulo «2.1.2.2 A Arqueologia do edificado».&lt;br /&gt;
[[Ficheiro:Imagem dos paços da camara atualmente - vista geral Carlos Sousa 2022.jpg|miniaturadaimagem|Fotografia da fachada dos Paços do Concelho e pelourinho de Vila do Conde. Fotografia de Carlos Sousa (2022). https://bit.ly/4frdsa4]]&lt;br /&gt;
Eliana de Sousa começa por referir que o modelo arquitetônico é «simples e o mais comum para a época», tendo a planta retangular, constituída por dois pisos. O piso superior é considerado o «mais &#039;&#039;nobre&#039;&#039;» e é dividido em casa da &#039;&#039;camara&#039;&#039; («para vereações») e a casa da &#039;&#039;audiencia&#039;&#039; («(o tribunal) para o juiz do concelho»).&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
A cobertura é feita por um «telhado comum, de quatro águas», que cobre as duas divisões.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
A fachada é composta por cinco janelas sóbrias e regulares, que iluminam o piso nobre. Sobressai a escadaria monumental, que liga ao piso superior, que acaba numa varanda. A entrada para o piso nobre é feita por uma porta decorada com um pequeno frontão, onde encontramos as armas do reino e a data de finalização da obra, 1543.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
No andar térreo, encontramos as arcadas de arco de volta perfeita, onde encosta a escadaria. No lado oposto às arcadas encontramos uma porta ladeada por uma pequena janela gradeada. &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
A divisão do lado das arcadas é pensada como um suporte para o açougues e do comércio feito na praça. Já a pequena sala, que tem como entrada a porta já mencionada, foi utilizada posteriormente como suporte para o edifício da prisão.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Carlos Caetano, que é citado por Eliana de Sousa, diz que os paços do concelho são um «“exemplo notável de ensaio de uma ordem compositiva nova num corpo arquitectónico tradicional (…) proporcionado pela fachada da casa da câmara”. Diz que apesar de “muito simples, integra e articula elementos tradicionais e elementos inovadores”, onde “tanto a imponente varanda como os arcos dos açougues primitivos, ambos muito vernáculos e de inegável e típico “recorte” tardo-manuelino, coabitam com os dois cunhais de pedraria que sustentam a vasta cornija corrida, elementos inovadores anunciadores de uma ordem, ou melhor, de valores arquitectónicos novos”.»&amp;lt;gallery&amp;gt;&lt;br /&gt;
Ficheiro:Casa da audiencia da camara de vila do conde fotografia de Eliana de Sousa.png|Salão nobre / casa da audiencia (fonte: CMVC). Retirado de «Vila do Conde no início da Época Moderna Construção de uma nova centralidade» de Eliana de Sousa.&lt;br /&gt;
Ficheiro:Casa da camara de vila do conde fotografia de eliana de sousa.png|Sala quinhentista / casa da camara (fonte: CMVC). Retirado de «Vila do Conde no início da Época Moderna Construção de uma nova centralidade» de Eliana de Sousa.&lt;br /&gt;
Ficheiro:Espaço interior no piso terreo em frente as arcadas fotografia de eliana de sousa.png|Espaço interior do piso térreo em frente às arcadas. Retirado de «Vila do Conde no início da Época Moderna Construção de uma nova centralidade» de Eliana de Sousa.&lt;br /&gt;
Ficheiro:Passagem aberta na requalificação em 2002 para uma sala estreita fotografia de eliana de sousa.png|Passagem aberta na requalificação em 2002 para uma sala estreita, anteriormente acessível apenas pela porta que dá para o exterior, na base da escadaria.  Retirado de «Vila do Conde no início da Época Moderna Construção de uma nova centralidade» de Eliana de Sousa.&lt;br /&gt;
&amp;lt;/gallery&amp;gt;&lt;br /&gt;
[[Ficheiro:Planta da casa da câmara do piso inferior.png|esquerda|miniaturadaimagem|384x384px|Planta do piso térreo dos paços do concelho (com a antiga cadeia à esquerda), após intervenção em 2002 (provável reconstituição do interior do edifício no século XVI) (fonte: CMVC – Arquiteto Manuel Maia Gomes). Retirado de «Vila do Conde no início da Época Moderna Construção de uma nova centralidade» de Eliana de Sousa.]]&lt;br /&gt;
[[Ficheiro:Piso superior da casa da câmara.png|miniaturadaimagem|423x423px|Planta do piso superior (com antiga cadeia à esquerda) (fonte: CMVC – Arquiteto Manuel Maia Gomes). Retirado de «Vila do Conde no início da Época Moderna Construção de uma nova centralidade» de Eliana de Sousa.]]&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
= Bibligrafia e Webgrafia =&lt;br /&gt;
Costa, P., &amp;amp; Filipe, A. (2014). &#039;&#039;Câmara Municipal de Vila do Conde&#039;&#039;. Retirado de SIPA. Acessado a 03/10/2024. http://www.monumentos.gov.pt/site/app_pagesuser/SIPA.aspx?id=5367 &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Sousa, E. (2013). &#039;&#039;Vila do Conde no início da Época Moderna Construção de uma nova centralidade&#039;&#039;. Universidade do Porto (FLUP). Porto.&lt;/div&gt;</summary>
		<author><name>Rita Rocha</name></author>
	</entry>
	<entry>
		<id>https://wikimedia.pt/PortoRenascentista/index.php?title=Casa_da_C%C3%A2mara_de_Vila_do_Conde&amp;diff=95</id>
		<title>Casa da Câmara de Vila do Conde</title>
		<link rel="alternate" type="text/html" href="https://wikimedia.pt/PortoRenascentista/index.php?title=Casa_da_C%C3%A2mara_de_Vila_do_Conde&amp;diff=95"/>
		<updated>2024-12-30T20:43:00Z</updated>

		<summary type="html">&lt;p&gt;Rita Rocha: adição de &amp;quot;informações&amp;quot;, &amp;quot;localização&amp;quot;, &amp;quot;casa da câmara de vila do conde&amp;quot;, &amp;quot;arquitetura&amp;quot;, bibliografia e fotografias&lt;/p&gt;
&lt;hr /&gt;
&lt;div&gt;&lt;br /&gt;
= Introdução ao objeto =&lt;br /&gt;
Esta página é o resultado final do trabalho «Casa da Câmara de Vila do Conde: estudo da relação com a Família Lopes», desenvolvido no âmbito da UC de História da Arquitetura da Época Moderna I da UP (FLUP), lecionada pelo docente Manuel Joaquim Moreira da Rocha, em parceria com o CODA e a Wikimédia, para o projeto «Para a História da Arquitetura do Grande Porto», em específico o trabalho «Arquitetura e Arquitetos a Norte de Aveiro nos séculos XVI – Inicio de XVII».&lt;br /&gt;
[[Ficheiro:Vila do Conde, Pelourinho e paços do concelho (3954634689).jpg|miniaturadaimagem|293x293px|Fotografia da fachada dos Paços do Concelho de Vila do Conde ou Casa da Câmara de Vila do Conde, juntamente com o Pelourinho. Fotografia de [[commons:File:Vila_do_Conde,_Pelourinho_e_paços_do_concelho_(3954634689).jpg|amaianos]]]]&lt;br /&gt;
Nesta página pretende-se abordar a Casa da Câmara de Vila do Conde, a sua forma, razão de implantação, arquitetos e mestres pedreiros. &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
= Informações =&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
* Câmara Municipal de Vila do Conde;&lt;br /&gt;
* Construção: 1538-1543;&lt;br /&gt;
* Construída a mando régio de D. João III;&lt;br /&gt;
* Traçada por: Gonçalo Afonso e João Lopes, o Velho;&lt;br /&gt;
* Mestres pedreiros: Gonçalo Afonso e Aparício Gonçalves;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
= Localização =&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
* Localiza-se no Norte de Portugal, distrito do Porto, concelho de Vila do Conde, na freguesia de Vila do Conde;&lt;br /&gt;
* Implanta-se na Praça Vasco da Gama (4480-454 Vila do Conde);&lt;br /&gt;
* Coordenadas: [https://www.google.pt/maps/@41.3539047,-8.7434206,3a,90y,194.87h,99.88t/data=!3m8!1e1!3m6!1sAF1QipPav5n82VbEoSi2Jr1-sOQstsc6eMc9GYli79eX!2e10!3e11!6shttps:%2F%2Flh5.googleusercontent.com%2Fp%2FAF1QipPav5n82VbEoSi2Jr1-sOQstsc6eMc9GYli79eX%3Dw900-h600-k-no-pi-9.883213084209103-ya194.86832468515388-ro0-fo100!7i5472!8i2736?entry=ttu&amp;amp;g_ep=EgoyMDI0MTIxMS4wIKXMDSoASAFQAw%3D%3D 41.35405263182586, -8.743509560626094].&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
= Casa da Câmara de Vila do Conde =&lt;br /&gt;
A casa da Câmara de Vila do Conde, também podendo ser referida como Paços do Concelho de Vila do Conde ou simplesmente Câmara Municipal de Vila do Conde, é um edifício renascentista, tendo como data de início de construção 1538, sendo terminada em 1543.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
== Razões da implantação ==&lt;br /&gt;
[[Ficheiro:Captura de ecra retirada do google maps das localizações da praça velha, praça nova e mosteiro de santa clara.png|miniaturadaimagem|Captura de ecrã retirada do Google Maps, onde foram rodeados o Mosteiro de Santa Clara (1), Praça Nova (2) e Praça Velha (3), localizados em Vila do Conde.]]&lt;br /&gt;
É mandada erguer no seguimento do projeto de reconstrução da «velha &#039;&#039;praça&#039;&#039; medieval» transformando-a numa «&#039;&#039;Praça Nova&#039;&#039;», mudando assim o «simples largo, acanhado, um espaço &#039;&#039;central&#039;&#039; muito pouco digno de uma vila que se desenvolvia» («&#039;&#039;Vila do Conde no início da Época Moderna Construção de uma nova centralidade&#039;&#039;» de Eliana de Sousa).&lt;br /&gt;
[[Ficheiro:Vista aerea da igreja matriz, praça nova e praça velha.png|miniaturadaimagem|302x302px|Vista aérea da igreja matriz e da Praça Nova (atual Praça Vasco da Gama), com os paços do concelho e o pelourinho (1), com localização da Praça Velha (2) (fonte: CMVC, 2005). Retirado de «Vila do Conde no início da Época Moderna Construção de uma nova centralidade» de Eliana de Sousa.]]&lt;br /&gt;
A necessidade de atualizar o espaço administrativo da «velha praça medieval», começa ainda no reinado de D. Manuel I, em 1502 com a Igreja Matriz de Vila do Conde, na «Nova Praça». Desloca o centro religioso e administrativo, mudando-o de um «simples largo, acanhado, um espaço &#039;&#039;central&#039;&#039; muito pouco digno de uma vila que se desenvolvia» para uma Nova Praça que agregava os Paços do Concelho, a Igreja Matriz e o Pelourinho, todos construídos na mesma época.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Estas obras são começadas com a Igreja Matriz de Vila do Conde, por ordem de D. Manuel I, seguem-se da Casa da Câmara e posteriormente do pelourinho, já a mando régio de D. João III.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Antes da iniciação das construções em 1538, são acordados os planos para cada obra, os materiais, medidas e mestres pedreiros, o Gonçalo Afonso e o Aparício Gonçalves. As traças da Casa da Câmara também são desenhadas por dois arquitetos Gonçalo Afonso e João Lopes, o Velho.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
= Arquitetura =&lt;br /&gt;
A descrição dos Paços do Concelho será baseada na obra de Eliana de Sousa «&#039;&#039;Vila do Conde no início da Época Moderna Construção de uma nova centralidade&#039;&#039;», especialmente no capítulo «2.1.2.2 A Arqueologia do edificado».&lt;br /&gt;
[[Ficheiro:Imagem dos paços da camara atualmente - vista geral Carlos Sousa 2022.jpg|miniaturadaimagem|Fotografia da fachada dos Paços do Concelho e pelourinho de Vila do Conde. Fotografia de Carlos Sousa (2022). https://bit.ly/4frdsa4]]&lt;br /&gt;
Eliana de Sousa começa por referir que o modelo arquitetônico é «simples e o mais comum para a época», tendo a planta retangular, constituída por dois pisos. O piso superior é considerado o «mais &#039;&#039;nobre&#039;&#039;» e é dividido em casa da &#039;&#039;camara&#039;&#039; («para vereações») e a casa da &#039;&#039;audiencia&#039;&#039; («(o tribunal) para o juiz do concelho»).&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
A cobertura é feita por um «telhado comum, de quatro águas», que cobre as duas divisões.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
A fachada é composta por cinco janelas sóbrias e regulares, que iluminam o piso nobre. Sobressai a escadaria monumental, que liga ao piso superior, que acaba numa varanda. A entrada para o piso nobre é feita por uma porta decorada com um pequeno frontão, onde encontramos as armas do reino e a data de finalização da obra, 1543.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
No andar térreo, encontramos as arcadas de arco de volta perfeita, onde encosta a escadaria. No lado oposto às arcadas encontramos uma porta ladeada por uma pequena janela gradeada. &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
A divisão do lado das arcadas é pensada como um suporte para o açougues e do comércio feito na praça. Já a pequena sala, que tem como entrada a porta já mencionada, foi utilizada posteriormente como suporte para o edifício da prisão.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Carlos Caetano, que é citado por Eliana de Sousa, diz que os paços do concelho são um «“exemplo notável de ensaio de uma ordem compositiva nova num corpo arquitectónico tradicional (…) proporcionado pela fachada da casa da câmara”. Diz que apesar de “muito simples, integra e articula elementos tradicionais e elementos inovadores”, onde “tanto a imponente varanda como os arcos dos açougues primitivos, ambos muito vernáculos e de inegável e típico “recorte” tardo-manuelino, coabitam com os dois cunhais de pedraria que sustentam a vasta cornija corrida, elementos inovadores anunciadores de uma ordem, ou melhor, de valores arquitectónicos novos”.»&amp;lt;gallery&amp;gt;&lt;br /&gt;
Ficheiro:Casa da audiencia da camara de vila do conde fotografia de Eliana de Sousa.png|Salão nobre / casa da audiencia (fonte: CMVC). Retirado de «Vila do Conde no início da Época Moderna Construção de uma nova centralidade» de Eliana de Sousa.&lt;br /&gt;
Ficheiro:Casa da camara de vila do conde fotografia de eliana de sousa.png|Sala quinhentista / casa da camara (fonte: CMVC). Retirado de «Vila do Conde no início da Época Moderna Construção de uma nova centralidade» de Eliana de Sousa.&lt;br /&gt;
Ficheiro:Espaço interior no piso terreo em frente as arcadas fotografia de eliana de sousa.png|Espaço interior do piso térreo em frente às arcadas. Retirado de «Vila do Conde no início da Época Moderna Construção de uma nova centralidade» de Eliana de Sousa.&lt;br /&gt;
Ficheiro:Passagem aberta na requalificação em 2002 para uma sala estreita fotografia de eliana de sousa.png|Passagem aberta na requalificação em 2002 para uma sala estreita, anteriormente acessível apenas pela porta que dá para o exterior, na base da escadaria.  Retirado de «Vila do Conde no início da Época Moderna Construção de uma nova centralidade» de Eliana de Sousa.&lt;br /&gt;
&amp;lt;/gallery&amp;gt;&lt;br /&gt;
[[Ficheiro:Planta da casa da câmara do piso inferior.png|esquerda|miniaturadaimagem|384x384px|Planta do piso térreo dos paços do concelho (com a antiga cadeia à esquerda), após intervenção em 2002 (provável reconstituição do interior do edifício no século XVI) (fonte: CMVC – Arquiteto Manuel Maia Gomes). Retirado de «Vila do Conde no início da Época Moderna Construção de uma nova centralidade» de Eliana de Sousa.]]&lt;br /&gt;
[[Ficheiro:Piso superior da casa da câmara.png|miniaturadaimagem|423x423px|Planta do piso superior (com antiga cadeia à esquerda) (fonte: CMVC – Arquiteto Manuel Maia Gomes). Retirado de «Vila do Conde no início da Época Moderna Construção de uma nova centralidade» de Eliana de Sousa.]]&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
= Bibliografia =&lt;br /&gt;
Costa, P., &amp;amp; Filipe, A. (2014). &#039;&#039;Câmara Municipal de Vila do Conde&#039;&#039;. Retirado de SIPA. Acessado a 03/10/2024. http://www.monumentos.gov.pt/site/app_pagesuser/SIPA.aspx?id=5367 &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Sousa, E. (2013). &#039;&#039;Vila do Conde no início da Época Moderna Construção de uma nova centralidade&#039;&#039;. Universidade do Porto (FLUP). Porto.&lt;/div&gt;</summary>
		<author><name>Rita Rocha</name></author>
	</entry>
	<entry>
		<id>https://wikimedia.pt/PortoRenascentista/index.php?title=Ficheiro:Piso_superior_da_casa_da_c%C3%A2mara.png&amp;diff=94</id>
		<title>Ficheiro:Piso superior da casa da câmara.png</title>
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		<updated>2024-12-30T20:35:53Z</updated>

		<summary type="html">&lt;p&gt;Rita Rocha: Planta do piso superior (com antiga cadeia à esquerda) (fonte: CMVC – Arquiteto Manuel Maia Gomes). Retirado de «Vila do Conde no início da Época Moderna Construção de uma nova centralidade» de Eliana de Sousa.&lt;/p&gt;
&lt;hr /&gt;
&lt;div&gt;== Descrição do ficheiro ==&lt;br /&gt;
Planta do piso superior (com antiga cadeia à esquerda) (fonte: CMVC – Arquiteto Manuel Maia Gomes). Retirado de «Vila do Conde no início da Época Moderna Construção de uma nova centralidade» de Eliana de Sousa.&lt;/div&gt;</summary>
		<author><name>Rita Rocha</name></author>
	</entry>
	<entry>
		<id>https://wikimedia.pt/PortoRenascentista/index.php?title=Ficheiro:Planta_da_casa_da_c%C3%A2mara_do_piso_inferior.png&amp;diff=93</id>
		<title>Ficheiro:Planta da casa da câmara do piso inferior.png</title>
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		<updated>2024-12-30T20:34:15Z</updated>

		<summary type="html">&lt;p&gt;Rita Rocha: Planta do piso térreo dos paços do concelho (com a antiga cadeia à esquerda), após intervenção em 2002 (provável reconstituição do interior do edifício no século XVI) (fonte: CMVC – Arquiteto Manuel Maia Gomes). Retirado de «Vila do Conde no início da Época Moderna Construção de uma nova centralidade» de Eliana de Sousa.&lt;/p&gt;
&lt;hr /&gt;
&lt;div&gt;== Descrição do ficheiro ==&lt;br /&gt;
Planta do piso térreo dos paços do concelho (com a antiga cadeia à esquerda), após intervenção em 2002 (provável reconstituição do interior do edifício no século XVI) (fonte: CMVC – Arquiteto Manuel Maia Gomes). Retirado de «Vila do Conde no início da Época Moderna Construção de uma nova centralidade» de Eliana de Sousa.&lt;/div&gt;</summary>
		<author><name>Rita Rocha</name></author>
	</entry>
	<entry>
		<id>https://wikimedia.pt/PortoRenascentista/index.php?title=Casa_da_C%C3%A2mara_de_Vila_do_Conde&amp;diff=91</id>
		<title>Casa da Câmara de Vila do Conde</title>
		<link rel="alternate" type="text/html" href="https://wikimedia.pt/PortoRenascentista/index.php?title=Casa_da_C%C3%A2mara_de_Vila_do_Conde&amp;diff=91"/>
		<updated>2024-12-30T20:32:48Z</updated>

		<summary type="html">&lt;p&gt;Rita Rocha: aa&lt;/p&gt;
&lt;hr /&gt;
&lt;div&gt;&lt;br /&gt;
= Introdução ao objeto =&lt;br /&gt;
Esta página é o resultado final do trabalho «Casa da Câmara de Vila do Conde: estudo da relação com a Família Lopes», desenvolvido no âmbito da UC de História da Arquitetura da Época Moderna I da UP (FLUP), lecionada pelo docente Manuel Joaquim Moreira da Rocha, em parceria com o CODA e a Wikimédia, para o projeto «Para a História da Arquitetura do Grande Porto», em específico o trabalho «Arquitetura e Arquitetos a Norte de Aveiro nos séculos XVI – Inicio de XVII».&lt;br /&gt;
[[Ficheiro:Vila do Conde, Pelourinho e paços do concelho (3954634689).jpg|miniaturadaimagem|293x293px|Fotografia da fachada dos Paços do Concelho de Vila do Conde ou Casa da Câmara de Vila do Conde, juntamente com o Pelourinho. Fotografia de [[commons:File:Vila_do_Conde,_Pelourinho_e_paços_do_concelho_(3954634689).jpg|amaianos]]]]&lt;br /&gt;
Nesta página pretende-se abordar a Casa da Câmara de Vila do Conde, a sua forma, razão de implantação, arquitetos e mestres pedreiros. &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
= Informações =&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
* Câmara Municipal de Vila do Conde;&lt;br /&gt;
* Construção: 1538-1543;&lt;br /&gt;
* Construída a mando régio de D. João III;&lt;br /&gt;
* Traçada por: Gonçalo Afonso e João Lopes, o Velho;&lt;br /&gt;
* Mestres pedreiros: Gonçalo Afonso e Aparício Gonçalves;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
= Localização =&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
* Localiza-se no Norte de Portugal, distrito do Porto, concelho de Vila do Conde, na freguesia de Vila do Conde;&lt;br /&gt;
* Implanta-se na Praça Vasco da Gama (4480-454 Vila do Conde);&lt;br /&gt;
* Coordenadas: [https://www.google.pt/maps/@41.3539047,-8.7434206,3a,90y,194.87h,99.88t/data=!3m8!1e1!3m6!1sAF1QipPav5n82VbEoSi2Jr1-sOQstsc6eMc9GYli79eX!2e10!3e11!6shttps:%2F%2Flh5.googleusercontent.com%2Fp%2FAF1QipPav5n82VbEoSi2Jr1-sOQstsc6eMc9GYli79eX%3Dw900-h600-k-no-pi-9.883213084209103-ya194.86832468515388-ro0-fo100!7i5472!8i2736?entry=ttu&amp;amp;g_ep=EgoyMDI0MTIxMS4wIKXMDSoASAFQAw%3D%3D 41.35405263182586, -8.743509560626094].&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
= Casa da Câmara de Vila do Conde =&lt;br /&gt;
A casa da Câmara de Vila do Conde, também podendo ser referida como Paços do Concelho de Vila do Conde ou simplesmente Câmara Municipal de Vila do Conde, é um edifício renascentista, tendo como data de início de construção 1538, sendo terminada em 1543.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
== Razões da implantação ==&lt;br /&gt;
[[Ficheiro:Captura de ecra retirada do google maps das localizações da praça velha, praça nova e mosteiro de santa clara.png|miniaturadaimagem|Captura de ecrã retirada do Google Maps, onde foram rodeados o Mosteiro de Santa Clara (1), Praça Nova (2) e Praça Velha (3), localizados em Vila do Conde.]]&lt;br /&gt;
É mandada erguer no seguimento do projeto de reconstrução da «velha &#039;&#039;praça&#039;&#039; medieval» transformando-a numa «&#039;&#039;Praça Nova&#039;&#039;», mudando assim o «simples largo, acanhado, um espaço &#039;&#039;central&#039;&#039; muito pouco digno de uma vila que se desenvolvia» («&#039;&#039;Vila do Conde no início da Época Moderna Construção de uma nova centralidade&#039;&#039;» de Eliana de Sousa).&lt;br /&gt;
[[Ficheiro:Vista aerea da igreja matriz, praça nova e praça velha.png|miniaturadaimagem|302x302px|Vista aérea da igreja matriz e da Praça Nova (atual Praça Vasco da Gama), com os paços do concelho e o pelourinho (1), com localização da Praça Velha (2) (fonte: CMVC, 2005). Retirado de «Vila do Conde no início da Época Moderna Construção de uma nova centralidade» de Eliana de Sousa.]]&lt;br /&gt;
A necessidade de atualizar o espaço administrativo da «velha praça medieval», começa ainda no reinado de D. Manuel I, em 1502 com a Igreja Matriz de Vila do Conde, na «Nova Praça». Desloca o centro religioso e administrativo, mudando-o de um «simples largo, acanhado, um espaço &#039;&#039;central&#039;&#039; muito pouco digno de uma vila que se desenvolvia» para uma Nova Praça que agregava os Paços do Concelho, a Igreja Matriz e o Pelourinho, todos construídos na mesma época.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Estas obras são começadas com a Igreja Matriz de Vila do Conde, por ordem de D. Manuel I, seguem-se da Casa da Câmara e posteriormente do pelourinho, já a mando régio de D. João III.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Antes da iniciação das construções em 1538, são acordados os planos para cada obra, os materiais, medidas e mestres pedreiros, o Gonçalo Afonso e o Aparício Gonçalves. As traças da Casa da Câmara também são desenhadas por dois arquitetos Gonçalo Afonso e João Lopes, o Velho.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
= Arquitetura =&lt;br /&gt;
A descrição dos Paços do Concelho será baseada na obra de Eliana de Sousa «&#039;&#039;Vila do Conde no início da Época Moderna Construção de uma nova centralidade&#039;&#039;», especialmente no capítulo «2.1.2.2 A Arqueologia do edificado».&lt;br /&gt;
[[Ficheiro:Imagem dos paços da camara atualmente - vista geral Carlos Sousa 2022.jpg|miniaturadaimagem|Fotografia da fachada dos Paços do Concelho e pelourinho de Vila do Conde. Fotografia de Carlos Sousa (2022). https://bit.ly/4frdsa4]]&lt;br /&gt;
Eliana de Sousa começa por referir que o modelo arquitetônico é «simples e o mais comum para a época», tendo a planta retangular, constituída por dois pisos. O piso superior é considerado o «mais &#039;&#039;nobre&#039;&#039;» e é dividido em casa da &#039;&#039;camara&#039;&#039; («para vereações») e a casa da &#039;&#039;audiencia&#039;&#039; («(o tribunal) para o juiz do concelho»).&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
A cobertura é feita por um «telhado comum, de quatro águas», que cobre as duas divisões.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
A fachada é composta por cinco janelas sóbrias e regulares, que iluminam o piso nobre. Sobressai a escadaria monumental, que liga ao piso superior, que acaba numa varanda. A entrada para o piso nobre é feita por uma porta decorada com um pequeno frontão, onde encontramos as armas do reino e a data de finalização da obra, 1543.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
No andar térreo, encontramos as arcadas de arco de volta perfeita, onde encosta a escadaria. No lado oposto às arcadas encontramos uma porta ladeada por uma pequena janela gradeada. &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
A divisão do lado das arcadas é pensada como um suporte para o açougues e do comércio feito na praça. Já a pequena sala, que tem como entrada a porta já mencionada, foi utilizada posteriormente como suporte para o edifício da prisão.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Carlos Caetano, que é citado por Eliana de Sousa, diz que os paços do concelho são um «“exemplo notável de ensaio de uma ordem compositiva nova num corpo arquitectónico tradicional (…) proporcionado pela fachada da casa da câmara”. Diz que apesar de “muito simples, integra e articula elementos tradicionais e elementos inovadores”, onde “tanto a imponente varanda como os arcos dos açougues primitivos, ambos muito vernáculos e de inegável e típico “recorte” tardo-manuelino, coabitam com os dois cunhais de pedraria que sustentam a vasta cornija corrida, elementos inovadores anunciadores de uma ordem, ou melhor, de valores arquitectónicos novos”.»&amp;lt;gallery&amp;gt;&lt;br /&gt;
Ficheiro:Casa da audiencia da camara de vila do conde fotografia de Eliana de Sousa.png|Salão nobre / casa da audiencia (fonte: CMVC). Retirado de «Vila do Conde no início da Época Moderna Construção de uma nova centralidade» de Eliana de Sousa.&lt;br /&gt;
Ficheiro:Casa da camara de vila do conde fotografia de eliana de sousa.png|Sala quinhentista / casa da camara (fonte: CMVC). Retirado de «Vila do Conde no início da Época Moderna Construção de uma nova centralidade» de Eliana de Sousa.&lt;br /&gt;
Ficheiro:Espaço interior no piso terreo em frente as arcadas fotografia de eliana de sousa.png|Espaço interior do piso térreo em frente às arcadas. Retirado de «Vila do Conde no início da Época Moderna Construção de uma nova centralidade» de Eliana de Sousa.&lt;br /&gt;
Ficheiro:Passagem aberta na requalificação em 2002 para uma sala estreita fotografia de eliana de sousa.png|Passagem aberta na requalificação em 2002 para uma sala estreita, anteriormente acessível apenas pela porta que dá para o exterior, na base da escadaria.  Retirado de «Vila do Conde no início da Época Moderna Construção de uma nova centralidade» de Eliana de Sousa.&lt;br /&gt;
&amp;lt;/gallery&amp;gt;&lt;/div&gt;</summary>
		<author><name>Rita Rocha</name></author>
	</entry>
	<entry>
		<id>https://wikimedia.pt/PortoRenascentista/index.php?title=Ficheiro:Passagem_aberta_na_requalifica%C3%A7%C3%A3o_em_2002_para_uma_sala_estreita_fotografia_de_eliana_de_sousa.png&amp;diff=90</id>
		<title>Ficheiro:Passagem aberta na requalificação em 2002 para uma sala estreita fotografia de eliana de sousa.png</title>
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		<updated>2024-12-30T20:31:39Z</updated>

		<summary type="html">&lt;p&gt;Rita Rocha: Passagem aberta na requalificação em 2002 para uma sala estreita, anteriormente acessível apenas pela porta que dá para o exterior, na base da escadaria.  Retirado de «Vila do Conde no início da Época Moderna Construção de uma nova centralidade» de Eliana de Sousa.&lt;/p&gt;
&lt;hr /&gt;
&lt;div&gt;== Descrição do ficheiro ==&lt;br /&gt;
Passagem aberta na requalificação em 2002 para uma sala estreita, anteriormente acessível apenas pela porta que dá para o exterior, na base da escadaria.  Retirado de «Vila do Conde no início da Época Moderna Construção de uma nova centralidade» de Eliana de Sousa.&lt;/div&gt;</summary>
		<author><name>Rita Rocha</name></author>
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		<title>Ficheiro:Espaço interior no piso terreo em frente as arcadas fotografia de eliana de sousa.png</title>
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		<summary type="html">&lt;p&gt;Rita Rocha: Espaço interior do piso térreo em frente às arcadas. Retirado de «Vila do Conde no início da Época Moderna Construção de uma nova centralidade» de Eliana de Sousa.&lt;/p&gt;
&lt;hr /&gt;
&lt;div&gt;== Descrição do ficheiro ==&lt;br /&gt;
Espaço interior do piso térreo em frente às arcadas. Retirado de «Vila do Conde no início da Época Moderna Construção de uma nova centralidade» de Eliana de Sousa.&lt;/div&gt;</summary>
		<author><name>Rita Rocha</name></author>
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		<title>Ficheiro:Casa da camara de vila do conde fotografia de eliana de sousa.png</title>
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		<updated>2024-12-30T19:47:03Z</updated>

		<summary type="html">&lt;p&gt;Rita Rocha: Sala quinhentista / casa da camara (fonte: CMVC). Retirado de «Vila do Conde no início da Época Moderna Construção de uma nova centralidade» de Eliana de Sousa.&lt;/p&gt;
&lt;hr /&gt;
&lt;div&gt;== Descrição do ficheiro ==&lt;br /&gt;
Sala quinhentista / casa da camara (fonte: CMVC). Retirado de «Vila do Conde no início da Época Moderna Construção de uma nova centralidade» de Eliana de Sousa.&lt;/div&gt;</summary>
		<author><name>Rita Rocha</name></author>
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		<title>Ficheiro:Casa da audiencia da camara de vila do conde fotografia de Eliana de Sousa.png</title>
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		<updated>2024-12-30T19:44:02Z</updated>

		<summary type="html">&lt;p&gt;Rita Rocha: Salão nobre / casa da audiencia (fonte: CMVC). Retirado de «Vila do Conde no início da Época Moderna Construção de uma nova centralidade» de Eliana de Sousa.&lt;/p&gt;
&lt;hr /&gt;
&lt;div&gt;== Descrição do ficheiro ==&lt;br /&gt;
Salão nobre / casa da audiencia (fonte: CMVC). Retirado de «Vila do Conde no início da Época Moderna Construção de uma nova centralidade» de Eliana de Sousa.&lt;/div&gt;</summary>
		<author><name>Rita Rocha</name></author>
	</entry>
	<entry>
		<id>https://wikimedia.pt/PortoRenascentista/index.php?title=Ficheiro:Imagem_dos_pa%C3%A7os_da_camara_atualmente_-_vista_geral_Carlos_Sousa_2022.jpg&amp;diff=84</id>
		<title>Ficheiro:Imagem dos paços da camara atualmente - vista geral Carlos Sousa 2022.jpg</title>
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		<updated>2024-12-30T19:25:42Z</updated>

		<summary type="html">&lt;p&gt;Rita Rocha: Fotografia da fachada dos Paços do Concelho e pelourinho de Vila do Conde. Fotografia de Carlos Sousa (2022). https://bit.ly/4frdsa4&lt;/p&gt;
&lt;hr /&gt;
&lt;div&gt;== Descrição do ficheiro ==&lt;br /&gt;
Fotografia da fachada dos Paços do Concelho e pelourinho de Vila do Conde. Fotografia de Carlos Sousa (2022). https://bit.ly/4frdsa4&lt;/div&gt;</summary>
		<author><name>Rita Rocha</name></author>
	</entry>
	<entry>
		<id>https://wikimedia.pt/PortoRenascentista/index.php?title=Ficheiro:Vista_aerea_da_igreja_matriz,_pra%C3%A7a_nova_e_pra%C3%A7a_velha.png&amp;diff=83</id>
		<title>Ficheiro:Vista aerea da igreja matriz, praça nova e praça velha.png</title>
		<link rel="alternate" type="text/html" href="https://wikimedia.pt/PortoRenascentista/index.php?title=Ficheiro:Vista_aerea_da_igreja_matriz,_pra%C3%A7a_nova_e_pra%C3%A7a_velha.png&amp;diff=83"/>
		<updated>2024-12-30T19:03:06Z</updated>

		<summary type="html">&lt;p&gt;Rita Rocha: Vista aérea da igreja matriz e da Praça Nova (atual Praça Vasco da Gama), com os paços do concelho e o pelourinho (1), com localização da Praça Velha (2) (fonte: CMVC, 2005). Retirado de «Vila do Conde no início da Época Moderna Construção de uma nova centralidade» de Eliana de Sousa.&lt;/p&gt;
&lt;hr /&gt;
&lt;div&gt;== Descrição do ficheiro ==&lt;br /&gt;
Vista aérea da igreja matriz e da Praça Nova (atual Praça Vasco da Gama), com os paços do concelho e o pelourinho (1), com localização da Praça Velha (2) (fonte: CMVC, 2005). Retirado de «Vila do Conde no início da Época Moderna Construção de uma nova centralidade» de Eliana de Sousa.&lt;/div&gt;</summary>
		<author><name>Rita Rocha</name></author>
	</entry>
	<entry>
		<id>https://wikimedia.pt/PortoRenascentista/index.php?title=Ficheiro:Captura_de_ecra_retirada_do_google_maps_das_localiza%C3%A7%C3%B5es_da_pra%C3%A7a_velha,_pra%C3%A7a_nova_e_mosteiro_de_santa_clara.png&amp;diff=82</id>
		<title>Ficheiro:Captura de ecra retirada do google maps das localizações da praça velha, praça nova e mosteiro de santa clara.png</title>
		<link rel="alternate" type="text/html" href="https://wikimedia.pt/PortoRenascentista/index.php?title=Ficheiro:Captura_de_ecra_retirada_do_google_maps_das_localiza%C3%A7%C3%B5es_da_pra%C3%A7a_velha,_pra%C3%A7a_nova_e_mosteiro_de_santa_clara.png&amp;diff=82"/>
		<updated>2024-12-30T18:59:33Z</updated>

		<summary type="html">&lt;p&gt;Rita Rocha: /* Descrição do ficheiro */&lt;/p&gt;
&lt;hr /&gt;
&lt;div&gt;== Descrição do ficheiro ==&lt;br /&gt;
Captura de ecrã retirada do Google Maps, onde foram rodeados o Mosteiro de Santa Clara (1), Praça Nova (2) e Praça Velha (3), localizados em Vila do Conde.&lt;/div&gt;</summary>
		<author><name>Rita Rocha</name></author>
	</entry>
	<entry>
		<id>https://wikimedia.pt/PortoRenascentista/index.php?title=Ficheiro:Captura_de_ecra_retirada_do_google_maps_das_localiza%C3%A7%C3%B5es_da_pra%C3%A7a_velha,_pra%C3%A7a_nova_e_mosteiro_de_santa_clara.png&amp;diff=81</id>
		<title>Ficheiro:Captura de ecra retirada do google maps das localizações da praça velha, praça nova e mosteiro de santa clara.png</title>
		<link rel="alternate" type="text/html" href="https://wikimedia.pt/PortoRenascentista/index.php?title=Ficheiro:Captura_de_ecra_retirada_do_google_maps_das_localiza%C3%A7%C3%B5es_da_pra%C3%A7a_velha,_pra%C3%A7a_nova_e_mosteiro_de_santa_clara.png&amp;diff=81"/>
		<updated>2024-12-30T18:58:37Z</updated>

		<summary type="html">&lt;p&gt;Rita Rocha: Captura de ecrã retirada do Google Maps, onde foram rodeados o Mosteiro de Santa Clara (1), Praça Nova (2) e Praça Velha (3), localizados em Vila do Conde&lt;/p&gt;
&lt;hr /&gt;
&lt;div&gt;== Descrição do ficheiro ==&lt;br /&gt;
Captura de ecrã retirada do Google Maps, onde foram rodeados o Mosteiro de Santa Clara (1), Praça Nova (2) e Praça Velha (3), localizados em Vila do Conde&lt;/div&gt;</summary>
		<author><name>Rita Rocha</name></author>
	</entry>
	<entry>
		<id>https://wikimedia.pt/PortoRenascentista/index.php?title=Casa_da_C%C3%A2mara_de_Vila_do_Conde&amp;diff=80</id>
		<title>Casa da Câmara de Vila do Conde</title>
		<link rel="alternate" type="text/html" href="https://wikimedia.pt/PortoRenascentista/index.php?title=Casa_da_C%C3%A2mara_de_Vila_do_Conde&amp;diff=80"/>
		<updated>2024-12-30T18:57:13Z</updated>

		<summary type="html">&lt;p&gt;Rita Rocha: /* Introdução ao objeto */&lt;/p&gt;
&lt;hr /&gt;
&lt;div&gt;&lt;br /&gt;
= Introdução ao objeto =&lt;br /&gt;
Esta página é o resultado final do trabalho «Casa da Câmara de Vila do Conde: estudo da relação com a Família Lopes», desenvolvido no âmbito da UC de História da Arquitetura da Época Moderna I da UP (FLUP), lecionada pelo docente Manuel Joaquim Moreira da Rocha, em parceria com o CODA e a Wikimédia, para o projeto «Para a História da Arquitetura do Grande Porto», em específico o trabalho «Arquitetura e Arquitetos a Norte de Aveiro nos séculos XVI – Inicio de XVII».&lt;br /&gt;
[[Ficheiro:Vila do Conde, Pelourinho e paços do concelho (3954634689).jpg|miniaturadaimagem|245x245px|Fotografia da fachada dos Paços do Concelho de Vila do Conde ou Casa da Câmara de Vila do Conde, juntamente com o Pelourinho. Fotografia de [[commons:File:Vila_do_Conde,_Pelourinho_e_paços_do_concelho_(3954634689).jpg|amaianos]]]]&lt;br /&gt;
Nesta página pretende-se abordar a Casa da Câmara de Vila do Conde, a sua forma, razão de implantação, arquitetos e mestres pedreiros. É também abordada a Família Lopes, focando em dois membros com maior importância para a obra, João Lopes, o Velho e João Lopes, o Novo.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
= Localização =&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
* Localiza-se no Norte de Portugal, distrito do Porto, concelho de Vila do Conde, na freguesia de Vila do Conde;&lt;br /&gt;
* Implanta-se na Praça Vasco da Gama (4480-454 Vila do Conde);&lt;br /&gt;
* Coordenadas: [https://www.google.pt/maps/@41.3539047,-8.7434206,3a,90y,194.87h,99.88t/data=!3m8!1e1!3m6!1sAF1QipPav5n82VbEoSi2Jr1-sOQstsc6eMc9GYli79eX!2e10!3e11!6shttps:%2F%2Flh5.googleusercontent.com%2Fp%2FAF1QipPav5n82VbEoSi2Jr1-sOQstsc6eMc9GYli79eX%3Dw900-h600-k-no-pi-9.883213084209103-ya194.86832468515388-ro0-fo100!7i5472!8i2736?entry=ttu&amp;amp;g_ep=EgoyMDI0MTIxMS4wIKXMDSoASAFQAw%3D%3D 41.35405263182586, -8.743509560626094].&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
= Casa da Câmara de Vila do Conde =&lt;br /&gt;
A casa da Câmara de Vila do Conde, também podendo ser referida como Paços do Concelho de Vila do Conde ou simplesmente Câmara Municipal de Vila do Conde, é um edifício renascentista, tendo como data de início de construção 1538, sendo terminada em 1543.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
== Razões da implantação ==&lt;br /&gt;
É mandada erguer no seguimento do projeto de reconstrução da «velha &#039;&#039;praça&#039;&#039; medieval» transformando-a numa «&#039;&#039;Praça Nova&#039;&#039;», mudando assim o «simples largo, acanhado, um espaço &#039;&#039;central&#039;&#039; muito pouco digno de uma vila que se desenvolvia» («&#039;&#039;Vila do Conde no início da Época Moderna Construção de uma nova centralidade&#039;&#039;» de Eliana de Sousa).&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
A necessidade de atualizar o espaço administrativo da «velha praça medieval», começa ainda no reinado de D. Manuel I, em 1502 com a Igreja Matriz de Vila do Conde, na «Nova Praça». Desloca o centro religioso e administrativo, mudando-o de um «simples largo, acanhado, um espaço &#039;&#039;central&#039;&#039; muito pouco digno de uma vila que se desenvolvia» para uma Nova Praça que agregava os Paços do Concelho, a Igreja Matriz e o Pelourinho, todos construídos na mesma época.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Estas obras são começadas com a Igreja Matriz de Vila do Conde, por ordem de D. Manuel I, seguem-se da Casa da Câmara e posteriormente do pelourinho, já a mando régio de D. João III.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Antes da iniciação das construções em 1538, são acordados os planos para cada obra, os materiais, medidas e mestres pedreiros, o Gonçalo Afonso e o Aparício Gonçalves. As traças da Casa da Câmara também são desenhadas por dois arquitetos Gonçalo Afonso e João Lopes, o Velho.&lt;/div&gt;</summary>
		<author><name>Rita Rocha</name></author>
	</entry>
	<entry>
		<id>https://wikimedia.pt/PortoRenascentista/index.php?title=Casa_da_C%C3%A2mara_de_Vila_do_Conde&amp;diff=8</id>
		<title>Casa da Câmara de Vila do Conde</title>
		<link rel="alternate" type="text/html" href="https://wikimedia.pt/PortoRenascentista/index.php?title=Casa_da_C%C3%A2mara_de_Vila_do_Conde&amp;diff=8"/>
		<updated>2024-12-09T11:14:58Z</updated>

		<summary type="html">&lt;p&gt;Rita Rocha: primeiro rascunho para apresentação de página&lt;/p&gt;
&lt;hr /&gt;
&lt;div&gt;&lt;br /&gt;
= Introdução ao objeto =&lt;br /&gt;
Esta página é o resultado final do trabalho «Casa da Câmara de Vila do Conde: estudo da relação com a Família Lopes», desenvolvido no âmbito da UC de História da Arquitetura da Época Moderna I da UP (FLUP), lecionada pelo docente Manuel Joaquim Moreira da Rocha, em parceria com o CODA e a Wikimédia, para o projeto «Para a História da Arquitetura do Grande Porto», em específico o trabalho «Arquitetura e Arquitetos a Norte de Aveiro nos séculos XVI – Inicio de XVII».&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
           Nesta página pretende-se abordar a Casa da Câmara de Vila do Conde, a sua forma, razão de implantação, arquitetos e mestres pedreiros. É também abordada a Família Lopes, focando em dois membros com maior importância para a obra, João Lopes, o Velho e João Lopes, o Novo.&lt;/div&gt;</summary>
		<author><name>Rita Rocha</name></author>
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