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Convento de Jesus de Aveiro: diferenças entre revisões

Fonte: Porto Renascentista
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== Enquadramento ==
[[Ficheiro:Museu de Aveiro.jpg|miniaturadaimagem|434x434px|Fachada do Museu de Aveiro.]]
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[[Ficheiro:Túmulo da Princesa Santa Joana na Igreja de Jesus, no Convento de Jesus de Aveiro.jpg|miniaturadaimagem|Túmulo de Santa Joana, no coro baixo da Igreja, atual Museu de Aveiro - Antigo Convento de Jesus de Aveiro.]]
O Convento de Jesus de Aveiro, também chamado de Mosteiro de Jesus, localiza-se na União das freguesias de Glória e Vera Cruz, em Aveiro (Aveiro, Portugal). Atualmente, é o Museu de Santa Joana ou Museu de Aveiro.
O Convento de Jesus de Aveiro, também chamado de Mosteiro de Jesus, Museu de Santa Joana ou Museu de Aveiro, localiza-se na União das freguesias de Glória e Vera Cruz, em Aveiro (Aveiro, Portugal).


Local pertencente à Ordem Dominicana feminina, foi onde a Princesa Joana, filha de Afonso V de Portugal, viveu até morrer no dia 12 de maio de1490. A data foi adotada como feriado municipal devido à sua importância como padroeira da cidade e da diocese. O convento possui relações com o culto religioso devido à vida de santidade que a Princesa Joana levou nele até sua beatificação em 1693.
Local pertencente à Ordem Dominicana feminina, foi onde a Princesa Joana, filha de Afonso V de Portugal, viveu até morrer no dia 12 de maio de1490. A data foi adotada como feriado municipal devido à sua importância como padroeira da cidade e da diocese. O convento possui relações com o culto religioso devido à vida de santidade que a Princesa Joana levou nele até sua beatificação em 1693.
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Com dois pisos e planta em formato de “L”, a construção foi alvo da ação de arquitetos como João Antunes, arquiteto régio responsável pela área do Coro Baixo, oposto a capela-mor; Alcino Soutinho (século XXI) e carpinteiros como Domingos Lopes.  As modificações posteriores no Convento de Jesus mostram sua utilização ao longo dos anos.
Com dois pisos e planta em formato de “L”, a construção foi alvo da ação de arquitetos como João Antunes, arquiteto régio responsável pela área do Coro Baixo, oposto a capela-mor; Alcino Soutinho (século XXI) e carpinteiros como Domingos Lopes.  As modificações posteriores no Convento de Jesus mostram sua utilização ao longo dos anos.
=== Estado da arte ===
O Museu de Aveiro possui suas partes documentadadas no Roteiro do Museu de Aveiro de 1960. O SIPA configura-se como a fonte com maior número de datas refrentes a evolução do monumento ao longo da diacronia.


== Contexto Histórico ==
== Contexto Histórico ==
Fundado por D. Brites Leitão e D. Mécia Pereira e construído após a autorização para instituição em 1461 por bula papal do Papa Pio II. Sabe-se que a clausura era existente em 1465 desde o princípio de janeiro. Acompanhadas de D. Catarina, essas figuras teriam chegado a Aveiro em 24 de novembro de 1458 e residido em casas junto a atual Catedral, ou seja, no Covento Dominicano ali existente.
Fundado por D. Brites Leitão e D. Mécia Pereira e construído após a autorização para instituição em 1461 por bula papal do Papa Pio II. Sabe-se que a clausura era existente em 1465 desde o princípio de janeiro. Acompanhadas de D. Catarina, essas figuras teriam chegado a Aveiro em 24 de novembro de 1458 e residido em casas junto a atual Catedral, ou seja, no Covento Dominicano ali existente.


Quanto a sua edificação, destacam-se os anos de 1459, em que casas na Rua Direita são vendidas a D. Mécia Pereira pelo cónego do Porto, Rodrigo Anes, para fundação do mosteiro. As primeiras monjas do Mosteiro, segundo esta fonte, teriam recebido o hábito de noviças em 25 dezembro de 1464. A ajuda régia ao mosteiro ocorre por esmola anual de 6 mil reais (unidade monetária da época) feita por D. Afonso V (1432-1481) concedida em 1466.
Quanto a sua edificação, destacam-se os anos de 1459, em que casas na Rua Direita são vendidas a D. Mécia Pereira pelo cónego do Porto, Rodrigo Anes, para fundação do mosteiro. As primeiras monjas do Mosteiro, segundo esta fonte, teriam recebido o hábito de noviças em 25 dezembro de 1464. A ajuda régia ao mosteiro ocorre por esmola anual de 6 mil reais (unidade monetária da época) feita por D. Afonso V (1432-1481) concedida em 1466.


A data de 1472 é usualmente considerada como aquela na qual a Princesa-Infanta D. Joana entra no Convento. Nascida em 1452, viveu nele até morrer.
A data de 1472 é usualmente considerada como aquela na qual a Princesa-Infanta D. Joana entra no Convento. Nascida em 1452, viveu nele até morrer.


Outras datas pertinentes sobre as personagens são as de 28 agosto 1472, na  
Outras datas pertinentes sobre as personagens são as de 28 agosto 1472, na qual “D. Afonso V compromete-se a pagar a Aires Gomes as casas que lhe tomara, para incorporar no Mosteiro, bem como o de cercar, madeirar, forrar e ladrilhar o edifício” (SIPA). As demais dizem respeito ao testamento feito em 19 de março de 1490 por D. Joana, a aforrar seus escravos e deixando, todos os seus bens ao Mosteiro, com exceção de alguns legados. No dia 12 maio do mesmo ano, ela morre na Sala ou Casa de Lavor. Recebe logo reverência por parte das freiras do espaço quanto a sua santidade, oficializada apenas oficializada apenas em 1693 por meio da beatificação da Princesa Joana.
qual “D. Afonso V compromete-se a pagar a Aires Gomes as casas que lhe tomara, para incorporar no Mosteiro, bem como o de cercar, madeirar, forrar e ladrilhar o edifício” (SIPA). As demais dizem respeito ao testamento feito em 19 de março de 1490 por D. Joana, a aforrar seus escravos e deixando, todos os seus bens ao Mosteiro, com exceção de alguns legados. No dia 12 maio do mesmo ano, ela morre na Sala ou Casa de Lavor. Recebe logo reverência por parte das freiras do espaço quanto a sua santidade, oficializada apenas oficializada apenas em 1693 por meio da beatificação da Princesa Joana.


== Modificações Arquitetônicas e no Interior ==
== Modificações Arquitetônicas e no Interior ==
Em relação as alterações na estrutura do objeto de estudo antes da beatificação, juntamente com as adições de elementos artísticos a sua estrutura, revelam-se:
Em relação as alterações na estrutura do objeto de estudo antes da beatificação, juntamente com as adições de elementos artísticos a sua estrutura, revelam-se:
*a reedificação da capela-mor em 1592 por Francisco de Tavares;
*o contrato de 02 de novembro de 1685 para a obra de Domingos Lopes do forro da igreja;
*a criação de uma capela na Casa de Lavor em 1689 pelo simbolismo do local de falescimento da infanta D. Joana.
A Sala de Lavor é atualmente revestida a talha e telas pintadas, que são divididas por cartelões. Um pequeno altar localiza-se na parede de frente à entrada, com tela representando a morte de Santa Joana. Duas mísulas a ladeiam com imaginária.


* a reedificação da capela-mor em 1592 por Francisco de Tavares;
Em 12 de maio de 1694, terminam as festas de comemoração da beatificação da Princesa Santa Joana por meio de uma procissão. Logo em seguida ao feito, o arquiteto régio João Antunes realiza em 16991 o risco. Ele executa o túmulo para a princesa na reforma do coro-baixo, perdurando até 1711 a construção.
* o contrato de 02 de novembro de 1685 para a obra de Domingos Lopes do forro da igreja;
* a criação de uma capela na Casa de Lavor em 1689 pelo simbolismo do local de falescimento da infanta D. Joana.
 
A Sala de Lavor é atualmente revestida a talha e telas pintadas, que são divididas por cartelões. Um pequeno altar localiza-se na parede de frente à entrada, com tela representando a morte de Santa Joana, a qual duas mísulas ladeiam com imaginária.
 
Em 12 de maio de 1694, terminam as festas de comemoração da beatificação da Princesa Santa Joana por meio de uma procissão. Logo em seguida ao feito, o arquiteto régio João Antunes realiza em 16991 o risco e executa o túmulo para a princesa na reforma do coro-baixo, perdurando até 1711.

Edição atual desde as 06h47min de 28 de fevereiro de 2025

Enquadramento[editar | editar código-fonte]

Fachada do Museu de Aveiro.

O Convento de Jesus de Aveiro, também chamado de Mosteiro de Jesus, localiza-se na União das freguesias de Glória e Vera Cruz, em Aveiro (Aveiro, Portugal). Atualmente, é o Museu de Santa Joana ou Museu de Aveiro.

Local pertencente à Ordem Dominicana feminina, foi onde a Princesa Joana, filha de Afonso V de Portugal, viveu até morrer no dia 12 de maio de1490. A data foi adotada como feriado municipal devido à sua importância como padroeira da cidade e da diocese. O convento possui relações com o culto religioso devido à vida de santidade que a Princesa Joana levou nele até sua beatificação em 1693.

Na sua envolvente possui a Sé de Aveiro (obra primitiva do século XV), Igreja da Misericórdia de Aveiro, Igreja Carmelita de Aveiro e um dos canais da cidade, da zona do Rossio (atualmente situada nele a Ponte “Laços da Amizade”). Mesmo com obras de melhoramento nos séculos seguintes, a clausura foi mantida até 1874. O Museu destaca-se por possuir o túmulo de Santa Joana, no coro baixo da Igreja, o retrato da Princesa Joana e sua coleção de arte religiosa do século XV ao século XX. A igreja é monumento nacional desde 1911.

Com construção do século XV, notam-se as figuras de D. Afonso V, pai da Princesa Joana; Maria de Ataíde e Isabel de Castro, sendo esta última o motivo da ampliação da Capela-mor da Igreja de Jesus no século XVI.

A Igreja de Jesus possui o arco gótico próximo ao púlpito como marca da continuação da estrutura primitiva. Diferentes linguagens estão presentes no revestimento interno dela, com investimentos de famílias como os Tavares, os Duques de Aveiro e a casa Real.

Com dois pisos e planta em formato de “L”, a construção foi alvo da ação de arquitetos como João Antunes, arquiteto régio responsável pela área do Coro Baixo, oposto a capela-mor; Alcino Soutinho (século XXI) e carpinteiros como Domingos Lopes. As modificações posteriores no Convento de Jesus mostram sua utilização ao longo dos anos.

Estado da arte[editar | editar código-fonte]

O Museu de Aveiro possui suas partes documentadadas no Roteiro do Museu de Aveiro de 1960. O SIPA configura-se como a fonte com maior número de datas refrentes a evolução do monumento ao longo da diacronia.

Contexto Histórico[editar | editar código-fonte]

Fundado por D. Brites Leitão e D. Mécia Pereira e construído após a autorização para instituição em 1461 por bula papal do Papa Pio II. Sabe-se que a clausura era existente em 1465 desde o princípio de janeiro. Acompanhadas de D. Catarina, essas figuras teriam chegado a Aveiro em 24 de novembro de 1458 e residido em casas junto a atual Catedral, ou seja, no Covento Dominicano ali existente.

Quanto a sua edificação, destacam-se os anos de 1459, em que casas na Rua Direita são vendidas a D. Mécia Pereira pelo cónego do Porto, Rodrigo Anes, para fundação do mosteiro. As primeiras monjas do Mosteiro, segundo esta fonte, teriam recebido o hábito de noviças em 25 dezembro de 1464. A ajuda régia ao mosteiro ocorre por esmola anual de 6 mil reais (unidade monetária da época) feita por D. Afonso V (1432-1481) concedida em 1466.

A data de 1472 é usualmente considerada como aquela na qual a Princesa-Infanta D. Joana entra no Convento. Nascida em 1452, viveu nele até morrer.

Outras datas pertinentes sobre as personagens são as de 28 agosto 1472, na qual “D. Afonso V compromete-se a pagar a Aires Gomes as casas que lhe tomara, para incorporar no Mosteiro, bem como o de cercar, madeirar, forrar e ladrilhar o edifício” (SIPA). As demais dizem respeito ao testamento feito em 19 de março de 1490 por D. Joana, a aforrar seus escravos e deixando, todos os seus bens ao Mosteiro, com exceção de alguns legados. No dia 12 maio do mesmo ano, ela morre na Sala ou Casa de Lavor. Recebe logo reverência por parte das freiras do espaço quanto a sua santidade, oficializada apenas oficializada apenas em 1693 por meio da beatificação da Princesa Joana.

Modificações Arquitetônicas e no Interior[editar | editar código-fonte]

Em relação as alterações na estrutura do objeto de estudo antes da beatificação, juntamente com as adições de elementos artísticos a sua estrutura, revelam-se:

  • a reedificação da capela-mor em 1592 por Francisco de Tavares;
  • o contrato de 02 de novembro de 1685 para a obra de Domingos Lopes do forro da igreja;
  • a criação de uma capela na Casa de Lavor em 1689 pelo simbolismo do local de falescimento da infanta D. Joana.

A Sala de Lavor é atualmente revestida a talha e telas pintadas, que são divididas por cartelões. Um pequeno altar localiza-se na parede de frente à entrada, com tela representando a morte de Santa Joana. Duas mísulas a ladeiam com imaginária.

Em 12 de maio de 1694, terminam as festas de comemoração da beatificação da Princesa Santa Joana por meio de uma procissão. Logo em seguida ao feito, o arquiteto régio João Antunes realiza em 16991 o risco. Ele executa o túmulo para a princesa na reforma do coro-baixo, perdurando até 1711 a construção.