Igreja da Misericórdia de Braga: diferenças entre revisões
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''' | == Identificação == | ||
{| class="wikitable" | |||
|'''Designação''' | |||
|Igreja da Misericórdia de Braga | |||
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|'''Localização''' | |||
|Braga, [https://pt.wikipedia.org/wiki/Braga_(Maximinos,_Sé_e_Cividade) União das freguesias de Braga (Maximinos, Sé e Cividade).]'''Endereço:''' R. Dom Diogo de Sousa 124, 4700-424 Braga | |||
'''Coordenadas geográficas''':[https://g.co/kgs/RGvhrWx 41º33'1.634"N 8º25'37.344"W] | |||
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|'''Cronologia''' | |||
|Século XVI (1562) | |||
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|'''Autor(es)''' | |||
|[https://www.publico.pt/2001/05/12/jornal/manuel-luis-e-o-maneirismo-arquitectonico-flamengo--i-157643 Manuel Luís] | |||
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== Estado da Arte == | |||
A tese de doutoramento da Joana Balsa de Pinho '''«''As casas da Misericórdia: confrarias da Misericórdia e a arquitetura quinhentista portuguesa»''''' | |||
== Enquadramento == | |||
O edifício encontra-se no centro histórico de Braga adjacente à Sé de Braga. Próximo a patrimónios arquitetônicos como | |||
== Descrição[editar | editar código-fonte] == | |||
=== Objeto arquitetónico === | |||
A igreja da Misericórdia de Braga foi fundada no século XVI, por ordem do [https://pt.wikipedia.org/wiki/Bartolomeu_dos_M%C3%A1rtires Arcebispo D. Frei Bartolomeu dos Mártires] (1514-1590) e é um dos poucos exemplos arquitetónicos da época renascentistas na cidade de Braga. | |||
A obra encontra-se incluída no agrupamento de construções da [https://se-braga.pt Sé Catedral de Braga]. A Casa do Despacho, também está associada com a Igreja da Misericórdia, transformando o espaço arquitetônico num conjunto em L. | |||
Na sua fachada encontramos elementos decorativos de matriz "ao romano".[[Ficheiro:Igreja da Misericórdia de Braga (6).jpg|miniaturadaimagem|Fig.2- Igreja da Misericórdia de Braga]] | |||
[[Ficheiro:Misericordia Church - Braga.JPG|miniaturadaimagem|Fig.3- Fachada lateral.]] | |||
Esta obra "tipo caixa" não utiliza recursos volumétricos para dar dinamismo á obra, na verdade vemos a intenção de uma forma robusta e firme ao nível da arquitetura- muito comum no período renascentista. Com isto, vemos o uso de um frontão triangular simples, sem tímpano preenchido por relevos, somente um óculo redondo no centro. De seguida, mais embaixo, vemos neste tramo algumas aberturas - uma retangulares ao centro e duas mais pequenas de cada lado acentuando a simetria, juntamente dos elementos escultóricos, mais uma vez com conchas e fogaréus. Por fim, no tramo próximo ao chão vemos outro “portal retábulo” de um porte maior. Este com acesso através de uma simples escadaria é delimitado por pares de colunas compósitas, como podemos verificar pelas imagens, de fuste canelado sobre duas bases: a primeira com relevo escultórico simples e a segunda com uma moldura com interior vazio. Ao centro, vemos um detalhe importante na linguagem clássica deste edifício que a utilização do arco de volta perfeita como sistema de construção, isto é, num tempo em que a tecnologia da arquitetura permite construir arcos quebrados, ogivas e outros, os mestres de obra vão preferir trabalhar com o arco simples, já que para eles estes em termos de beleza correspondiam muito mais aos seus ideais. | |||
=== Património integrado[editar | editar código-fonte] === | |||
Sinteticamente (no máximo meia página) caracterize o interior e os programas integrados na Arquitetura. Atente: tetos, retábulos, escultura, pintura, azulejaria, ferros, estuques, mobiliário etc.etc. | |||
=== Objeto ou conjunto em destaque[editar | editar código-fonte] === | |||
Que objeto destaca no Património Integrado? Justifique o motivo de destacar este objeto / conjunto e apresente-o sumariamente. | |||
== Imagens e Iconografia do Objeto[editar | editar código-fonte] == | |||
Mapas, plantas, alçados, fotografias recentes / antigas, estampas, etc., com legenda individual que identifique o autor ou da fonte da imagem. | |||
=== Objeto arquitetónico[editar | editar código-fonte] === | |||
=== Património integrado[editar | editar código-fonte] === | |||
=== Objeto ou conjunto em destaque[editar | editar código-fonte] === | |||
== Fontes e Bibliografia[editar | editar código-fonte] == | |||
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Na sua fachada encontramos elementos decorativos de matriz "ao romano", Manuel Luís (arquiteto e mestre de obra) também vai utilizar este traçado clássico noutra obra emblemática do Porto renascentista - a Igreja da Misericórdia do Porto. | Na sua fachada encontramos elementos decorativos de matriz "ao romano", Manuel Luís (arquiteto e mestre de obra) também vai utilizar este traçado clássico noutra obra emblemática do Porto renascentista - a Igreja da Misericórdia do Porto. | ||
Esta obra "tipo caixa" não utiliza recursos volumétricos para dar dinamismo á obra, na verdade vemos a intenção de uma forma robusta e firme ao nível da arquitetura- muito comum no período renascentista. Com isto, vemos o uso de um frontão triangular simples, sem tímpano preenchido por relevos, somente um óculo redondo no centro. De seguida, mais embaixo, vemos neste tramo algumas aberturas - uma retangulares ao centro e duas mais pequenas de cada lado acentuando a simetria, juntamente dos elementos escultóricos, mais uma vez com conchas e fogaréus. Por fim, no tramo próximo ao chão vemos outro “portal retábulo” de um porte maior. Este com acesso através de uma simples escadaria é delimitado por pares de colunas compósitas, como podemos verificar pelas imagens, de fuste canelado sobre duas bases: a primeira com relevo escultórico simples e a segunda com uma moldura com interior vazio. Ao centro, vemos um detalhe importante na linguagem clássica deste edifício que a utilização do arco de volta perfeita como sistema de construção, isto é, num tempo em que a tecnologia da arquitetura permite construir arcos quebrados, ogivas e outros, os mestres de obra vão preferir trabalhar com o arco simples, já que para eles estes em termos de beleza correspondiam muito mais aos seus ideais. | Esta obra "tipo caixa" não utiliza recursos volumétricos para dar dinamismo á obra, na verdade vemos a intenção de uma forma robusta e firme ao nível da arquitetura- muito comum no período renascentista. Com isto, vemos o uso de um frontão triangular simples, sem tímpano preenchido por relevos, somente um óculo redondo no centro. De seguida, mais embaixo, vemos neste tramo algumas aberturas - uma retangulares ao centro e duas mais pequenas de cada lado acentuando a simetria, juntamente dos elementos escultóricos, mais uma vez com conchas e fogaréus. Por fim, no tramo próximo ao chão vemos outro “portal retábulo” de um porte maior. Este com acesso através de uma simples escadaria é delimitado por pares de colunas compósitas, como podemos verificar pelas imagens, de fuste canelado sobre duas bases: a primeira com relevo escultórico simples e a segunda com uma moldura com interior vazio. Ao centro, vemos um detalhe importante na linguagem clássica deste edifício que a utilização do arco de volta perfeita como sistema de construção, isto é, num tempo em que a tecnologia da arquitetura permite construir arcos quebrados, ogivas e outros, os mestres de obra vão preferir trabalhar com o arco simples, já que para eles estes em termos de beleza correspondiam muito mais aos seus ideais. | ||
Revisão das 09h39min de 3 de março de 2025

Identificação
| Designação | Igreja da Misericórdia de Braga |
| Localização | Braga, União das freguesias de Braga (Maximinos, Sé e Cividade).Endereço: R. Dom Diogo de Sousa 124, 4700-424 Braga
Coordenadas geográficas:41º33'1.634"N 8º25'37.344"W |
| Cronologia | Século XVI (1562) |
| Autor(es) | Manuel Luís |
Estado da Arte
A tese de doutoramento da Joana Balsa de Pinho «As casas da Misericórdia: confrarias da Misericórdia e a arquitetura quinhentista portuguesa»
Enquadramento
O edifício encontra-se no centro histórico de Braga adjacente à Sé de Braga. Próximo a patrimónios arquitetônicos como
Descrição[editar | editar código-fonte]
Objeto arquitetónico
A igreja da Misericórdia de Braga foi fundada no século XVI, por ordem do Arcebispo D. Frei Bartolomeu dos Mártires (1514-1590) e é um dos poucos exemplos arquitetónicos da época renascentistas na cidade de Braga.
A obra encontra-se incluída no agrupamento de construções da Sé Catedral de Braga. A Casa do Despacho, também está associada com a Igreja da Misericórdia, transformando o espaço arquitetônico num conjunto em L.
Na sua fachada encontramos elementos decorativos de matriz "ao romano".

Esta obra "tipo caixa" não utiliza recursos volumétricos para dar dinamismo á obra, na verdade vemos a intenção de uma forma robusta e firme ao nível da arquitetura- muito comum no período renascentista. Com isto, vemos o uso de um frontão triangular simples, sem tímpano preenchido por relevos, somente um óculo redondo no centro. De seguida, mais embaixo, vemos neste tramo algumas aberturas - uma retangulares ao centro e duas mais pequenas de cada lado acentuando a simetria, juntamente dos elementos escultóricos, mais uma vez com conchas e fogaréus. Por fim, no tramo próximo ao chão vemos outro “portal retábulo” de um porte maior. Este com acesso através de uma simples escadaria é delimitado por pares de colunas compósitas, como podemos verificar pelas imagens, de fuste canelado sobre duas bases: a primeira com relevo escultórico simples e a segunda com uma moldura com interior vazio. Ao centro, vemos um detalhe importante na linguagem clássica deste edifício que a utilização do arco de volta perfeita como sistema de construção, isto é, num tempo em que a tecnologia da arquitetura permite construir arcos quebrados, ogivas e outros, os mestres de obra vão preferir trabalhar com o arco simples, já que para eles estes em termos de beleza correspondiam muito mais aos seus ideais.
Património integrado[editar | editar código-fonte]
Sinteticamente (no máximo meia página) caracterize o interior e os programas integrados na Arquitetura. Atente: tetos, retábulos, escultura, pintura, azulejaria, ferros, estuques, mobiliário etc.etc.
Objeto ou conjunto em destaque[editar | editar código-fonte]
Que objeto destaca no Património Integrado? Justifique o motivo de destacar este objeto / conjunto e apresente-o sumariamente.
Imagens e Iconografia do Objeto[editar | editar código-fonte]
Mapas, plantas, alçados, fotografias recentes / antigas, estampas, etc., com legenda individual que identifique o autor ou da fonte da imagem.
Objeto arquitetónico[editar | editar código-fonte]
Património integrado[editar | editar código-fonte]
Objeto ou conjunto em destaque[editar | editar código-fonte]
Fontes e Bibliografia[editar | editar código-fonte]
Fontes[editar | editar código-fonte]
Bibliografia[editar | editar código-fonte]
Norma CITCEM
Enquadramento:
A obra encontra-se incluída no agrupamento de construções da Sé Catedral de Braga. A Casa do Despacho, também está associada com a igreja da misericórdia, transformando o espaço arquitetônico num conjunto em L.
Elementos renascentistas:
Na sua fachada encontramos elementos decorativos de matriz "ao romano", Manuel Luís (arquiteto e mestre de obra) também vai utilizar este traçado clássico noutra obra emblemática do Porto renascentista - a Igreja da Misericórdia do Porto.
Esta obra "tipo caixa" não utiliza recursos volumétricos para dar dinamismo á obra, na verdade vemos a intenção de uma forma robusta e firme ao nível da arquitetura- muito comum no período renascentista. Com isto, vemos o uso de um frontão triangular simples, sem tímpano preenchido por relevos, somente um óculo redondo no centro. De seguida, mais embaixo, vemos neste tramo algumas aberturas - uma retangulares ao centro e duas mais pequenas de cada lado acentuando a simetria, juntamente dos elementos escultóricos, mais uma vez com conchas e fogaréus. Por fim, no tramo próximo ao chão vemos outro “portal retábulo” de um porte maior. Este com acesso através de uma simples escadaria é delimitado por pares de colunas compósitas, como podemos verificar pelas imagens, de fuste canelado sobre duas bases: a primeira com relevo escultórico simples e a segunda com uma moldura com interior vazio. Ao centro, vemos um detalhe importante na linguagem clássica deste edifício que a utilização do arco de volta perfeita como sistema de construção, isto é, num tempo em que a tecnologia da arquitetura permite construir arcos quebrados, ogivas e outros, os mestres de obra vão preferir trabalhar com o arco simples, já que para eles estes em termos de beleza correspondiam muito mais aos seus ideais.