Igreja da Misericórdia de Braga

Identificação
| Designação | Igreja da Misericórdia de Braga |
| Localização | Braga, União das freguesias de Braga (Maximinos, Sé e Cividade).Endereço: R. Dom Diogo de Sousa 124, 4700-424 Braga
Coordenadas geográficas:41º33'1.634"N 8º25'37.344"W |
| Cronologia | Século XVI (1562) |
| Autor(es) | Manuel Luís |
Estado da Arte
Para um entendimento geral deste temática da arquitetura renascentista nas misericórdias de Portugal destaca-se três obras essenciais: “Arte Portuguesa – Da Pré-História ao Século XX” (2009) de Dalila Rodrigues para compreender o tipo de arquitetura produzida naquele tempo no território português.
A obra de Rafael Moreira «As Misericórdias: um património artístico da humanidade.» de 2006 introduzes a tipologias das misericórdias, juntamente da obra «As casas da Misericórdia: confrarias da Misericórdia e a arquitectura quinhentista portuguesa.» de Joana Balsa Pinho.
Enquadramento
O edifício encontra-se no centro histórico de Braga adjacente à Sé de Braga. Próximo a patrimónios arquitetônicos como
Descrição[editar | editar código-fonte]
Objeto arquitetónico
A igreja da Misericórdia de Braga foi fundada no século XVI, por ordem do Arcebispo D. Frei Bartolomeu dos Mártires (1514-1590) e é um dos poucos exemplos arquitetónicos da época renascentistas na cidade de Braga.
A obra encontra-se incluída no agrupamento de construções da Sé Catedral de Braga. A Casa do Despacho, também está associada com a Igreja da Misericórdia, transformando o espaço arquitetônico num conjunto em L.
Na sua fachada encontramos elementos decorativos de matriz "ao romano".

Esta obra "tipo caixa" não utiliza recursos volumétricos para dar dinamismo á obra, na verdade vemos a intenção de uma forma robusta e firme ao nível da arquitetura- muito comum no período renascentista. Com isto, vemos o uso de um frontão triangular simples, sem tímpano preenchido por relevos, somente um óculo redondo no centro. De seguida, mais embaixo, vemos neste tramo algumas aberturas - uma retangulares ao centro e duas mais pequenas de cada lado acentuando a simetria, juntamente dos elementos escultóricos, mais uma vez com conchas e fogaréus. Por fim, no tramo próximo ao chão vemos outro “portal retábulo” de um porte maior. Este com acesso através de uma simples escadaria é delimitado por pares de colunas compósitas, como podemos verificar pelas imagens, de fuste canelado sobre duas bases: a primeira com relevo escultórico simples e a segunda com uma moldura com interior vazio. Ao centro, vemos um detalhe importante na linguagem clássica deste edifício que a utilização do arco de volta perfeita como sistema de construção, isto é, num tempo em que a tecnologia da arquitetura permite construir arcos quebrados, ogivas e outros, os mestres de obra vão preferir trabalhar com o arco simples, já que para eles estes em termos de beleza correspondiam muito mais aos seus ideais.
Património integrado[editar | editar código-fonte]
Sinteticamente (no máximo meia página) caracterize o interior e os programas integrados na Arquitetura. Atente: tetos, retábulos, escultura, pintura, azulejaria, ferros, estuques, mobiliário etc.etc.
Objeto ou conjunto em destaque[editar | editar código-fonte]
Que objeto destaca no Património Integrado? Justifique o motivo de destacar este objeto / conjunto e apresente-o sumariamente.
Imagens e Iconografia do Objeto[editar | editar código-fonte]
Mapas, plantas, alçados, fotografias recentes / antigas, estampas, etc., com legenda individual que identifique o autor ou da fonte da imagem.
Objeto arquitetónico[editar | editar código-fonte]
Património integrado[editar | editar código-fonte]
Objeto ou conjunto em destaque[editar | editar código-fonte]
Fontes e Bibliografia[editar | editar código-fonte]
Fontes[editar | editar código-fonte]
Bibliografia[editar | editar código-fonte]
Norma CITCEM
Enquadramento:
A obra encontra-se incluída no agrupamento de construções da Sé Catedral de Braga. A Casa do Despacho, também está associada com a igreja da misericórdia, transformando o espaço arquitetônico num conjunto em L.
Elementos renascentistas:
Na sua fachada encontramos elementos decorativos de matriz "ao romano", Manuel Luís (arquiteto e mestre de obra) também vai utilizar este traçado clássico noutra obra emblemática do Porto renascentista - a Igreja da Misericórdia do Porto.
Esta obra "tipo caixa" não utiliza recursos volumétricos para dar dinamismo á obra, na verdade vemos a intenção de uma forma robusta e firme ao nível da arquitetura- muito comum no período renascentista. Com isto, vemos o uso de um frontão triangular simples, sem tímpano preenchido por relevos, somente um óculo redondo no centro. De seguida, mais embaixo, vemos neste tramo algumas aberturas - uma retangulares ao centro e duas mais pequenas de cada lado acentuando a simetria, juntamente dos elementos escultóricos, mais uma vez com conchas e fogaréus. Por fim, no tramo próximo ao chão vemos outro “portal retábulo” de um porte maior. Este com acesso através de uma simples escadaria é delimitado por pares de colunas compósitas, como podemos verificar pelas imagens, de fuste canelado sobre duas bases: a primeira com relevo escultórico simples e a segunda com uma moldura com interior vazio. Ao centro, vemos um detalhe importante na linguagem clássica deste edifício que a utilização do arco de volta perfeita como sistema de construção, isto é, num tempo em que a tecnologia da arquitetura permite construir arcos quebrados, ogivas e outros, os mestres de obra vão preferir trabalhar com o arco simples, já que para eles estes em termos de beleza correspondiam muito mais aos seus ideais.