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Capela/Farol de São Miguel-O-Anjo

Fonte: Porto Renascentista
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Capela/Farol de São Miguel-O-Anjo [editar | editar código-fonte]

Fachada do edifício dos Socorros a Náufragos e da Capela de São Miguel-O-Anjo
Designação Capela/Farol de São Miguel-O-Anjo
Localização Foz do Douro
Cronologia Séc. XVI, ano de 1528
Autor Francesco Cremona

Enquadramento[editar | editar código-fonte]

A Capela/Farol de São Miguel-O-Anjo fica localizada na União de Freguesias de Aldoar, Foz do Douro e Nevogilde. Atualmente encontra-se totalmente inserido no edifício dos Socorros a Náufragos.

Na sua periferia alguns dos edifícios que o inserem na época renascentista são a antiga Igreja de São João da Foz, inscrita no forte de São João Baptista e o Farol da Senhora da Luz, uma construção mais recente que veio substituir o Farol de São Miguel-O-Anjo na primeira metade do século XVII, altura em que passou a funcionar essencialmente como capela votiva.

Foz do Douro

Descrição[editar | editar código-fonte]

A Capela de São Miguel-O-Anjo, localizada na Cantareira, Foz do Douro, anteriormente conhecida como São João da Foz, em honra do seu santo padroeiro São João Baptista, sempre foi alvo de algumas controvérsias quanto à sua designação.

Foi o farol mais antigo constituído, de raiz em Portugal e um dos mais antigos a nível europeu. Também foi o primeiro edifício puramente renascentista no nosso país, o que o torna um dos monumentos mais importantes tanto a nível nacional como internacional.

“Nessa pretendida sintonia entre a Foz e o porto de Ostia se levantaram os dois monumentos construtivos que dignificam a acção mecenática do bispo de Viseu, a capela de S. Miguel-o-Anjo (1528) e a igreja de São João da Foz (1527-46) …” (CRAVEIRO, 2009:75)

O que vemos hoje é o farol que foi construído na torre da capela de São Miguel-O-Anjo, segundo Maria Clementina de Carvalho Quaresma[1]. Neste mesmo livro, está traduzida a inscrição em latim presente na parte traseira desta torre que se lê «D. MIGUEL DA SILVA, BISPO ELEITO DE VIS/EU, FEZ ESTA TORRE PARA GOVERNO DA/ ENTRADA DOS NAVIOS E DEU E CONSIGNOU/CAMPOS COMPRADOS COM O SEU DINHEIRO/PARA QUE DO RESPETIVO RENDIMENTO SE/ ACENDESSEM DA TORRE FOGOS PERPETUA/MENTE» ANO MDXXVIII.»

Esta inscrição é fundamental não só para a datação da torre como também para identificar quem a mandou construir, neste caso D. Miguel da Silva, bispo de Viseu e abade do mosteiro de Santo Tirso, com projeto de Francesco de Cremona, um arquiteto italiano que trabalhou em Portugal entre os anos de 1525 em diante.


[1] Quaresma, M. C. de C. (1995). Cidade do Porto. Academia Nacional de Belas-Artes

Caracterização

Património integrado[editar | editar código-fonte]

Sinteticamente (no máximo meia página) caracterize o interior e os programas integrados na Arquitetura. Atente: tetos, retábulos, escultura, pintura, azulejaria, ferros, estuques, mobiliário etc.etc.

Imagens e Iconografia do Objeto[editar | editar código-fonte]

Mapas, plantas, alçados, fotografias recentes / antigas, estampas, etc., com legenda individual que identifique o autor ou da fonte da imagem.

Objeto arquitetónico[editar | editar código-fonte]

Património integrado[editar | editar código-fonte]

Objeto ou conjunto em destaque[editar | editar código-fonte]

Estado da Arte[editar | editar código-fonte]

Estado da Arte do objeto selecionado, através da análise critica da bibliografia  que destaque a importância do objeto no contexto da Arquitetura do séculos XVI em Portugal. Bibliografia obrigatória disponibilizada.

Fontes e Bibliografia[editar | editar código-fonte]

Fontes[editar | editar código-fonte]

Bibliografia

Quaresma, M. C. de C. (1995). Cidade do Porto. Academia Nacional de Belas-Artes.

Capela José Viriato, Matos Henrique, Borralheiro Rogério, Capela José Viriato, Matos Henrique, & Borralheiro Rogério. (2009). As freguesias do distrito do Porto nas Memórias Paroquiais de 1758: memórias, história e património. Edição do Autor.

Marnoto, R. (2017). (Org. Dossiê) Arquitectos italianos em Portugal.

Marta Maria Peters Arriscado de Oliveira. (2005). Porto, São Miguel o Anjo: uma torre-farol e capela. Memória para uma intervenção na obra.

Craveiro, M. de L. (2009). A Arquitectura “ao Romano”. Fubu.

PEREIRA, P., História da Arte Portuguesa (1995), Vol. II, Círculo de Leitores

SERRÃO, V., História da Arte em Portugal (2002) - O Renascimento e o Maneirismo (1500- 1620), Lisboa, Editorial Presença.

SOROMENHO, M., A Arquitectura do Ciclo Filipino, 2009

Pereira, P. (2014). Renascimento. Círculo de Leitores.

Fernandes, J. A. R. (1989). A Foz: entre o rio, o mar e a cidade. Associação de Cultura e Turismo da Foz.