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Igreja e Covento de São João Novo

Fonte: Porto Renascentista
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Identificação[editar | editar código-fonte]

Designação Igreja e Convento São João o Novo
Localização Na união de freguesias de Cedofeita, Santo Ildefonso, Sé, Miragaia, São Nicolau e Vitória.Largo São João o Novo
Cronologia Séc XVI-XVIII
Autores Carpinteiro: Frutuoso da Maia.

Desenhador: João Pereira dos Santos

Entalhador: Filipe da Silva, Frei António de Sousa e Manuel da Fonseca.

Imaginário: Pantalião Cardoso

Estado da Arte[editar | editar código-fonte]

Para o desenvolvimento da pesquisa foi usada diversas fontes e bibliografia para analisar e compreender « A igreja e o Covento de São João o Novo».

Primeiramente, a tese de mestrado de Ana Cristina da Cunha Pereira (2007) . Os conventos do Porto: Descontinuidades, transformação e reutilização da Faculdade de Arquitetura da Universidade do Porto, onde observa que a escolha destes locais não era aleatória, mas refletia a necessidade das ordens religiosas em consolidar o seu poder e presença na vida quotidiana da cidade.

Mais especificamente no estudo do edificio, além do uso da plataforma Direção-Geral do Património Cultural (Igreja de São João Novo / Convento de São João Novo).

Foi utilizada a tese de mestrado Severino Emanuel Cruz da Silva (2003). O Convento de São João Novo dos Eremitas de Santo Agostinho: Instituição, património e arte na cidade do Porto (Dissertação de mestrado, Universidade do Porto, Faculdade de Letras). Repositório Institucional da Universidade do Porto. https://hdl.handle.net/10216/549675.

Para compreender o estilo, a tipologia de arquitetura onde se insere o edificio e na época foi alvo de pesquisa na bibliografia obrigatóriapara o desenvolvimento do trabalho, entre outros.Tais como »Craveiro, M. L. (2016). Arquitetura e Humanismo: O Renascimento em Portugal. Lisboa: Imprensa Nacional», «Serrão, V. (2014). História da Arte em Portugal: Do Renascimento ao Barroco. Lisboa: Círculo de Leitores.».

Enquadramento[editar | editar código-fonte]

A proximidade ao rio Douro, elemento central no desenvolvimento económico e comercial do Porto desde a Idade Média. Conferiu ao convento uma posição de destaque no panorama urbano, como o inseriu numa rede de circulação de mercadorias e pessoas. A presença do convento nesta área sublinha a relação simbiótica entre o poder religioso e o poder económico.

Segundo José Manuel Fernandes, “os conventos e igrejas estabelecidos em zonas centrais das cidades não só reforçavam a presença da Igreja nas dinâmicas sociais e económicas urbanas, mas também funcionavam como marcos visuais e espirituais que organizavam o espaço urbano” (Fernandes, 2011, p. 89).

Atualmente, o convento continua a ser um ponto de referência no centro histórico do Porto, classificado como Património Mundial pela UNESCO desde 1996. Esta classificação realça o valor excecional do conjunto patrimonial da cidade, onde o Convento de São João Novo desempenha um papel significativo, pela sua arquitetura e a sua ligação ao contexto histórico e físico envolvente.

Descrição arquitetónica[editar | editar código-fonte]

O edifício é composto por uma planta cruciforme composta por nave, um transepto inscrito de braços curtos, capela-mor em formato retangular. Contém áreas conventuais, organizadas em volta de um claustro com 3 pisos. A sua cobertura contém volumes de formas diferentes tendo telhados em duas e três réguas.

Fachada[editar | editar código-fonte]

Fachada do Edificio

No seu eixo central encontra-se um portal de verga reta com um frontão triangular, flanqueado por colunas dóricas duplas assentes em pedestais. No alto, um frontão quebrado que contem um coração um coração trespassado por setas, envolvido numa cercadura com tímpano.

A ladear o portal contém dois janelões quadrados com grades, encimados por frontões curvos rebaixados. No segundo nível, contem cinco aberturas que dividem o espaço entre pilastras suportadas por pedestais. As aberturas extremas possuem frontões triangulares enquanto a janela central tem uma águia bifronte. Ao lado, encontram-se mais duas janelas encimadas por óculos falsos ornamentados por volutas e conchas. No terceiro nível da fachada em ambas as extremidades laterais, incluí duas torres sineiras flanqueando três frontões curvos interrompidos. O frontão central, mais elevado contem uma cruz e os laterais apresentam pináculos.

Interior do edificio[editar | editar código-fonte]

Coro-Alto

Apresenta um coro alto alicerçado num arco de volta abatida, com balaustrada de madeira e um cadeiral de fila única Ao lado da Epístola o lado direito da igreja existe a presença de uma tribuna decorada. Perto do Púlpito encontra-se um órgão de tubos. Na nave, em cada lado, possui uma capela que intercomunicam com abobadas em caixotões, encimadas por sanefas em talha e tribunas com balaustradas trabalhadas em talha dourada. Desde a nave ao transepto contem um entablamento com modilhões e abobadas em caixotões. O seu transepto de braços curtos, apresenta retábulos nos topos e nas laterais.

Capela-Mor[editar | editar código-fonte]

Com alguma predominância já do barroco presente, contém abobadas em caixotões de granito. Nas suas extremidades surgem quatro portais dois contém frontões semicirculares e outros estão interrompidos pois dão, acesso á sacristia, a Oeste e a Este as salas das Confrarias, estes devidamente decorados.Contêm retábulo na capela-mor que demonstra a visão de Santo Agostinho, pintado por João Glama Stroberle(1708-1792).

Estruturas Conventuais[editar | editar código-fonte]

O edifício integra um claustro de três pisos. No seu primeiro piso deparamo-nos com arcadas de arco de volta perfeita no primeiro nivele abatidos no segundo, assentado sobre pilares dóricos. O terceiro é fechado, com janelas com uma moldura canelada e almofada inferior. Os corredores dos pisos são revestidos por lambril de azulejos. No centro do claustro contem uma fonte.Atualmente esta área tem um acesso restrito, pois ter sido reaproveitada no ano de 1863. Foi instalado o Tribunal Criminal e Correccional do Porto, local onde se encontra em funcionamento até hoje.

Fontes e Bibliografia[editar | editar código-fonte]

  • Pereira, A. C. da C. (2007). Os conventos do Porto: Descontinuidades, transformação e reutilização [Dissertação de mestrado, Faculdade de Arquitetura da Universidade do Porto]. Repositório Aberto da Universidade do Porto. http://hdl.handle.net/10216/64322
  • Direção-Geral do Património Cultural. (n.d.). Igreja de São João Novo / Convento de São João Novo [Base de dados Sistema de Informação para o Património Arquitetónico (SIPA)]. Acesso em 3 de dezembro de 2024, de http://www.monumentos.gov.pt/site/app_pagesuser/SIPA.aspx?id=5560
  • Silva, S. E. C. (2003). O Convento de São João Novo dos Eremitas de Santo Agostinho: Instituição, património e arte na cidade do Porto (Dissertação de mestrado, Universidade do Porto, Faculdade de Letras). Repositório Institucional da Universidade do Porto. https://hdl.handle.net/10216/549675
  • Fernandes, J. M. (2011). Conventos e a configuração urbana: Uma análise da arquitetura religiosa em Portugal. Lisboa: Edições Colibri