Saltar para o conteúdo

Mosteiro de Moreira da Maia

Fonte: Porto Renascentista
Revisão em 10h33min de 27 de dezembro de 2024 por Up201903625 (discussão | contribs) (Criou a página com "'''Breve história''' A origem do Mosteiro de Moreira da Maia<sup>[1]</sup> remonta ao século XI, confirmada pelas referências alusivas a doações de terras<sup>[2]</sup>. Em 1092 é iniciada a construção do edifício românico (Fig. 3), sagrado em 1112 pelo bispo do Porto, D. Hugo (Melo, dir. 2000, p. 15). Ficheiro:Base de coluna portal românico tardio..jpg|miniaturadaimagem|139x139p...")
(dif) ← Revisão anterior | Revisão atual (dif) | Revisão seguinte → (dif)

Breve história

A origem do Mosteiro de Moreira da Maia[1] remonta ao século XI, confirmada pelas referências alusivas a doações de terras[2]. Em 1092 é iniciada a construção do edifício românico (Fig. 3), sagrado em 1112 pelo bispo do Porto, D. Hugo (Melo, dir. 2000, p. 15).

Incorporado em 1562 na Congregação da Santa Cruz de Coimbra por bula papal, os cónegos regrantes decidiram refazer o Mosteiro, tendo a primeira pedra de construção da nova igreja sido lançada em maio[3] de 1588. A 22 de fevereiro de 1591, Filipe II decidia patrocinar as obras[4]. A mudança do Santíssimo Sacramento da igreja velha para a nova no dia da Cruz de Maio do mesmo ano. Todavia, o aspeto atual da igreja só ficará concluído no final do século XVII com a edificação das duas torres recuadas (Ruão 2006, II, p. 430).

Em 1834, com a reforma do regime de propriedade das ordens religiosas, a igreja fica na posse da paróquia e as restantes propriedades vendidas em hasta pública a particulares, desaparecendo totalmente o enorme couto do século XII (Fig. 4), pela sucessiva redução da influência do mosteiro ao longo do tempo (Melo, dir. 2000, pp. 14-16).


[1] Monumento de Interesse Público, Portaria n.º 740-C/2012 ((© SIPA. [consultado 2024-10-30]).

[2] “Doações de 1042, 1044, 1047, 1069 e 1081, falam de “arcisterio” e de “monasterio”. Em 1087, Tructesindo Guterres doa ao Mosteiro a quinta parte dos seus bens, o que significava larguíssima extensão de terras no Entre-Douro-e-Ave” (Melo, dir. 2000, p. 15).

[3] No dia da Cruz de Maio, 3 de maio.

[4] “[...] mandar «todas as justiças e oficiais dela deem e façam dar ao prior e p.p. deste mosteiro para as obras do novo mosteiro e igreja todos cavouqueiros, barqueiros, pedreiros, carpinteiros, carreiros e servidores que lhe forem necessários para as obras enquanto durarem e juntamente façam dar toda a cal, tijolo, pedra, telha, madeira, tojo e mais coisas necessárias».” (Ruão 2006, II, p. 430).