<?xml version="1.0"?>
<feed xmlns="http://www.w3.org/2005/Atom" xml:lang="pt">
	<id>https://wikimedia.pt/portobarroco/api.php?action=feedcontributions&amp;feedformat=atom&amp;user=172.64.238.36</id>
	<title>Porto Barroco - Contribuições do utilizador [pt]</title>
	<link rel="self" type="application/atom+xml" href="https://wikimedia.pt/portobarroco/api.php?action=feedcontributions&amp;feedformat=atom&amp;user=172.64.238.36"/>
	<link rel="alternate" type="text/html" href="https://wikimedia.pt/portobarroco/index.php?title=Especial:Contribui%C3%A7%C3%B5es/172.64.238.36"/>
	<updated>2026-06-16T05:30:10Z</updated>
	<subtitle>Contribuições do utilizador</subtitle>
	<generator>MediaWiki 1.43.1</generator>
	<entry>
		<id>https://wikimedia.pt/portobarroco/index.php?title=Igreja_dos_Carmelitas_Descal%C3%A7os&amp;diff=114</id>
		<title>Igreja dos Carmelitas Descalços</title>
		<link rel="alternate" type="text/html" href="https://wikimedia.pt/portobarroco/index.php?title=Igreja_dos_Carmelitas_Descal%C3%A7os&amp;diff=114"/>
		<updated>2024-05-26T10:32:10Z</updated>

		<summary type="html">&lt;p&gt;172.64.238.36: 11111&lt;/p&gt;
&lt;hr /&gt;
&lt;div&gt;&#039;&#039;&#039;1. IDENTIFICAÇÃO&#039;&#039;&#039;&lt;br /&gt;
{| class=&amp;quot;wikitable&amp;quot;&lt;br /&gt;
|&#039;&#039;&#039;Designação&#039;&#039;&#039;&lt;br /&gt;
|Igreja dos Carmelitas/ Igreja dos Carmelitas Descalços &lt;br /&gt;
|-&lt;br /&gt;
|&#039;&#039;&#039;Localização&#039;&#039;&#039;  &lt;br /&gt;
|Rua do Carmo/Praça de Gomes Teixeira, freguesia da Vitória&lt;br /&gt;
|-&lt;br /&gt;
|&#039;&#039;&#039;Cronologia&#039;&#039;&#039;&lt;br /&gt;
|Século 17&lt;br /&gt;
1616 (autorização para a sua construção por D. Filipe II)&lt;br /&gt;
1628 (conclusão da sua construção)&lt;br /&gt;
1650 (conclusão do decoro interior)&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Século 18&lt;br /&gt;
Alteração da fachada atribuída a obras finais de Nicolau Nasoni&lt;br /&gt;
|-&lt;br /&gt;
|&#039;&#039;&#039;Autor(es)&#039;&#039;&#039;&lt;br /&gt;
|Nicolau Nasoni (fachada)&lt;br /&gt;
|-&lt;br /&gt;
|&#039;&#039;&#039;Classificação&#039;&#039;&#039;&lt;br /&gt;
|Monumento nacional declarado ,num conjunto de igrejas (igreja dos Carmelitas Descalços e Igreja do Carmo), em 3 de Maio de 2013&lt;br /&gt;
|}&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&#039;&#039;&#039;2. ESTADO DA ARTE&#039;&#039;&#039;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
O objeto encontra em si o exploramento dos movimentos maneirista, barroco e rococó quer no seu interior ou exterior sendo o exterior de relativa simplicidade comparativamente ao rococó demonstrado na fachada da Igreja do Carmo sendo considerado por Maria Clementina de Carvalho Quaresma uma arquitetura de um “Barroco Austero” equiparando-se a uma arquitetura chã onde a linearidade encontra a forma na sua execução. O barroco e o rococó encontram-se devidamente demonstrados pelo retábulo-mor, trabalho exemplar do  seu contemporâneo sendo considerado um exemplo revolucionário, produzido em talha dourada. Para o estudo deste retábulo foram recorridos os 4 volumes organizados por Domingos de Pinho Brandão em “Obra de Talha Dourada, Ensamblagem e Pintura na Cidade e na Diocese do Porto”. &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
No seu contexto histórico a sua importância pode ser igualmente demonstrada já que enquadra-se no domínio filipino sobre o território ibérico. Sendo este domínio aplicado ,neste caso particular, à cidade do Porto no qual há o emergir de três ordens religiosas ( os eremitas de Santo Agostinho, os beneditinos e os Carmelitas) como é explicado na obra usada como bibliografia para a realização deste trabalho tendo como coordenador Luís A. de Oliveira Ramos em “História do Porto”.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Como fonte de entendimento da construção inserida em conjunto com a antiga parte do convento foi imprescindível a informação registada na Dissertação de Mestrado sob autoria de Ana Cristina da Cunha “Os Conventos do Porto: descontinuidades, transformação e reutilização” até porque nela estão inseridas plantas da construção em conjunto do convento e igreja dos carmelitas descalços. Informação que não se encontra disponível em linha em sites como o Sipa que se dedicam ao inventário de património arquitetônico.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&#039;&#039;&#039;3. ENQUADRAMENTO&#039;&#039;&#039;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
A Igreja dos Carmelitas Descalços destaca-se num espaço urbano, na Rua do Carmo e perto da Praça de Gomes Teixeira, tendo a este a Igreja da Venerável Ordem Terceira de Nossa Senhora do Carmo que se destaca pela sua fachada exuberante de um barroco com características do movimento rococó. O alçado principal da igreja dos Carmelitas revela um barroco mais contido sendo desta forma considerada uma arquitetura chã. A contenção presente na construção gera formas mais lineares em que não existe o destacamento profundo nas pilastras que dividem os diferentes registos verticais.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Entre as duas igrejas encontra-se desde já a Casa Escondida que serviu como elemento separador entre as duas igrejas já que as mesmas não deveriam estar juntas na sua totalidade.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
A antiga parte do convento encontra-se agora, desde o abolimento das ordens religiosas, como propriedade da Guarda Nacional Republicana do Porto.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&#039;&#039;&#039;4. DESCRIÇÃO&#039;&#039;&#039;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Durante o domínio filipino foi construída a igreja dos carmelitas, sendo integrada numa série de três ordens religiosas que se ergueram na cidade do Porto aquando do domínio espanhol : Os eremitas de Santo Agostinho, os beneditinos e por fim os Carmelitas Descalços sendo que a sua presença encontra-se em Portugal desde o século XV . A construção desta mesma igreja foi autorizada por Filipe II de Portugal ,no ano de 1616, pois o mesmo possuía um grande apreço para com esta devoção e ordem. A construção não foi apoiada somente pelo monarca já que o duque de Lema endereçou à câmara do Porto uma carta de recomendação para a construção da mesma. As condições encontravam-se favoráveis para com a Ordem tendo, no entanto, como exceção o Bispo D.Gonçalo de Morais que se opôs à construção. Os vereadores portuenses apoiaram igualmente a ordem ao proporcionar o antigo terreno no campo de Olival para o assentamento da igreja e convento da ordem dos carmelitas.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
 Em 1617 chegaram os primeiros religiosos da ordem que, devido à construção do edifício, viviam numa casa alugada por 100 cruzeiros anuais. A colocação da primeira pedra do conjunto da igreja e convento deu-se em 1619 no dia 5 de Maio.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
No ano de 1622 deu-se como concluída a construção da parte do convento, sendo que os religiosos se deslocaram para a parte concluída, passados 6 anos a estrutura (a sua &#039;&#039;firmitas&#039;&#039;) da igreja foi finalizada sendo que a mesma via-se no seu interior depurada da venustas (decoro) que iria-se concluir posteriormente no ano de 1650. No ano de 1756 foi lançada a primeira pedra da igreja do Carmo que se encontra atualmente adjacente à igreja dos Carmelitas descalços tendo como elemento separador a “Casa Escondida”.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Com a extinção das ordens religiosas decorrentes no século XIX a parte dedicada ao convento vê-se utilizada até ao nosso quotidiano como quartel da Guarda Nacional Republicana.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Atualmente pertence desde já  à união das freguesias de Cedofeita, Santo Ildefonso, Sé, Miragaia, São Nicolau e Vitória sendo a sua freguesia Vitória.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
A mesma destaca-se num espaço urbano, na Rua do Carmo e perto da Praça de Gomes Teixeira, tendo a este a Igreja da Venerável Ordem Terceira de Nossa Senhora do Carmo que se destaca pela sua fachada exuberante de uma barroco como características do movimento rococó. O alçado principal da igreja dos Carmelitas revela um barroco mais contido sendo desta forma considerada uma arquitetura chã. A contenção presente na construção gera formas mais lineares em que não existe o destacamento profundo nas pilastras que dividem os diferentes registos verticais.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
   O corpo principal da igreja salienta de certo modo uma organização tripartida sendo que no primeiro registo encontram-se três entradas encimadas por arcos de volta perfeita que revelam uma planificação idêntica aos arcos triunfais pois a central é a que mais se destaca. A entrada principal destaca num nicho uma imagem de Nossa Senhora do Carmo sendo a mesma ladeada por nichos abaixo, acima das entradas menores, que possuem as imagens de S. José e Santa Teresa de Jesus. As imagens foram inicialmente produzidas em barro e posteriormente pintadas de branco para que o material argiloso fingisse ser calcário numa arquitetura realizada em granito. Os nichos possuem frontões triangulares sendo que o central é encimado por um frontão dividido por uma forma convexa para assim destacar o janelão principal presente no segundo registo da igreja. As pilastras do primeiro piso continuam verticalmente no segundo registo conferindo uma verticalidade que é rematada por um frontão onde, ao centro, encontra-se o brasão da Ordem encimada pela coroa real. O frontão encontra-se rematado por uma cruz ladeada por três pináculos que se estendem ao longo da cornija pronunciada. A torre sineira possui 3 registros horizontais sendo o primeiro apresentado por um  portal complementado por um óculo, Os restantes registros são revestidos por azulejos de padrão sendo que no terceiro localiza-se o sino, a torre sineira é arrematada com uma cúpula em forma de bolbo. A arquitetura em si é seiscentista e além do mais atribuída ao arquiteto Joaquim Teixeira Guimarães , contudo,  o novo frontispício é atribuído a Nicolau Nasoni como sendo uma das suas últimas obras tendo sido realizada antes de 1754. Para além desta mudança realizada houve uma outra sendo esta relativa a torre que antes estaria ao lado da igreja do Carmo e que agora está presente para o lado do convento a oeste.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&#039;&#039;&#039;5. IMAGENS E ICONOGRAFIA DO OBJETO&#039;&#039;&#039;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Mapas, plantas, alçados, fotografias recentes / antigas, estampas, etc., com legenda individual que identifique o autor ou da fonte da imagem.  &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&#039;&#039;&#039;6. FONTES E BIBLIOGRAFIA&#039;&#039;&#039;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Brandão, Domingos de Pinho (1984-1987) Obra de Talha Dourada, Ensamblagem e Pintura na Cidade e na Diocese do Porto Vol 1: séculos XV a XVII (documentação)[Oficinas Gráficos Reunidos]&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Brandão, Domingos de Pinho (1984-1987) Obra de Talha Dourada, Ensamblagem e Pintura na Cidade e na Diocese do Porto Vol 3: 1726 a 1750 (documentação)[Oficinas Gráficos Reunidos]&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Brandão, Domingos de Pinho (1984-1987) Obra de Talha Dourada, Ensamblagem e Pintura na Cidade e na Diocese do Porto Vol 4(documentação)[Oficinas Gráficos Reunidos]&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Cunha, Ana Cristina da (2007) Os Conventos do Porto: descontinuidades, transformação e reutilização [ Dissertação de Mestrado ] Faculdade de Arquitetura da Universidade do Porto.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Capela, José Viriato (2009) As Freguesias do Distrito do Porto nas Memórias Paroquiais de 1758: memórias, história e património [Edição do Autor]&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Bastos, Carlos (1938) Nova Monografia do Porto [Companhia Portuguesa Editora]&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Smith, Robert C. (1966) Nicolau Nasoni: arquiteto do Porto [Livros Horizonte]&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Quaresma, Maria Clementina de Carvalho (1995) Cidade do Porto [Academia Nacional de Belas-Artes]&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Ramos, Luís A. de Oliveira (1994) História do Porto [Porto Editora]&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Público (2013/03/03) &#039;&#039;Duas igrejas geminadas no Porto receberam estatuto de monumento nacional &#039;&#039; . Público Duas igrejas geminadas no Porto receberam estatuto de monumento nacional | Porto | PÚBLICO (publico.pt)&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Sereno, Isabel e Noé, Paula (1996-1997) &#039;&#039;Igreja e Convento dos Carmelitas / Igreja e Convento dos Carmelitas Descalços&#039;&#039; Sistema de Informação para o Património Arquitetónico &amp;lt;nowiki&amp;gt;http://www.monumentos.gov.pt/Site/APP_PagesUser/SIPA.aspx?id=5497&amp;lt;/nowiki&amp;gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Capela, José Viriato (2009) As Freguesias do Distrito do Porto nas Memórias Paroquiais de 1758: memórias, história e património [Edição do Autor]&lt;/div&gt;</summary>
		<author><name>172.64.238.36</name></author>
	</entry>
	<entry>
		<id>https://wikimedia.pt/portobarroco/index.php?title=Igreja_Matriz_P%C3%B3voa_de_Varzim&amp;diff=111</id>
		<title>Igreja Matriz Póvoa de Varzim</title>
		<link rel="alternate" type="text/html" href="https://wikimedia.pt/portobarroco/index.php?title=Igreja_Matriz_P%C3%B3voa_de_Varzim&amp;diff=111"/>
		<updated>2024-05-25T23:27:46Z</updated>

		<summary type="html">&lt;p&gt;172.64.238.36: &lt;/p&gt;
&lt;hr /&gt;
&lt;div&gt;{| class=&amp;quot;wikitable&amp;quot;&lt;br /&gt;
|&#039;&#039;&#039;Designação&#039;&#039;&#039;&lt;br /&gt;
|Igreja Matriz da  Póvoa de Varzim&lt;br /&gt;
|-&lt;br /&gt;
|&#039;&#039;&#039;Localização&#039;&#039;&#039;&lt;br /&gt;
|Póvoa de Varzim&lt;br /&gt;
|-&lt;br /&gt;
|&#039;&#039;&#039;Cronologia&#039;&#039;&#039;&lt;br /&gt;
|Séc. XVIII&lt;br /&gt;
|-&lt;br /&gt;
|&#039;&#039;&#039;Autor(es)&#039;&#039;&#039;&lt;br /&gt;
|Manuel Fernandes  da Silva&lt;br /&gt;
|-&lt;br /&gt;
|&#039;&#039;&#039;Classificação&#039;&#039;&#039;&lt;br /&gt;
|IIP- Imóvel de  Interesse Público segundo o Decreto n.º 129/77, DR, I Série, n.º 226, de  29-09-1977&lt;br /&gt;
|}&lt;br /&gt;
[[File:Figura 2- Fotografia Antiga de 1964 de autoria de Alberto Ferreira.jpg|thumb]]&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
A Igreja Matriz da Póvoa de Varzim designando-se também como Igreja da Nossa Senhora da Conceição ou Igreja Paroquial da Póvoa de Varzim é localizada em Portugal, no distrito do Porto, no concelho da Póvoa de Varzim e na união de freguesias de Póvoa de Varzim, Beiriz e Argivai. Os seus acessos são feitos pela rua de São Pedro e a rua da Igreja e tendo de latitude 41.381076 e de longitude -8. 756952. É um monumento de arquitetura religiosa da tipologia de igreja sendo que a sua utilização inicial e atual permanece a mesma: função religiosa, uma igreja paroquial, pertencente à diocese de braga. No que diz respeito à sua proteção, a sua situação atual conta como classificado como IIP- Imóvel de Interesse Público segundo o Decreto n.º 129/77, DR, I Série, n.º 226, de 29-09-1977.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Na Póvoa de Varzim, a igreja Matriz é um ótimo exemplo da linguagem barroca e técnicas associadas aos seus elementos decorativos mais típicos como a talha dourada em rocaille. Revela também a procura do seu criador de dar resposta ao novo tempo na qual a dinâmica se opõe ao ambiente estático em detrimento da estética clássica da arquitetura vernácula portuguesa. (ROCHA, 1996)&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
A sua época de construção remonta ao século XVIII, sendo a sua construção iniciada em 18 de fevereiro de1743 (GONÇALVES, A Igreja Matriz da Póvoa de Varzim (Notas Históricas, arqueológicas e artísticas)) quando o Padre José Carvalho da Cunha lança a primeira pedra no meio de grande solenidade e é inaugurando a 6 de janeiro de 1757 (LEAL &amp;amp; BARBOSA, 24 de mayo de 1758). A igreja apresenta uma arquitetura tipicamente barroca, revelando uma linguagem já rococó. À sua edificação encontram-se ligados nomes de importantes arquitetos como por exemplo Manuel Fernandes da Silva, mestre pedreiro bracarense cuja escritura de fiança foi feita a 17 de maio de 1742 (ROCHA, 1996) no qual se compromete a obra da igreja. O orçamento da obra foi de oito contos e setecentos e setenta mil reis abatidos em frações que eram pagos de três em três meses. Após a sua morte em setembro de1751, em 1753 (ROCHA, 1996) foram contratados novos mestres pedreiros: Domingos da Costa, José Fernandes Lucas e João Moreira que dirigiram as obras até a sua conclusão, embora os trabalhos já estivessem bastante adiantados e o trabalho destes mestres recaiu sobretudo na construção das abóbadas de tijolo e nas guarnições da igreja.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Este edifício constitui o mais antigo e significativo templo da cidade e marca a consolidação o crescimento do povoado. Em 1318, (CARNEIRO, 2007) quando é instituído o mosteiro de Santa Clara de Vila do Conde, cidade vizinha, a Póvoa fica na dependência jurisdicional do Mosteiro mas no plano eclesiástico continua integrado na velha paróquia de S.Miguel-o-Anjo de Argivai. Portanto, a igreja da Nª Srª da Conceição (invocada pelos poveiros como santa protetora dos pescadores), veio substituir a sua primitiva Ermida germano-gótica dedicada ao apóstolo são Tiago chegando-nos vestígios datados dos séculos XVII a XVIII. Podendo ser também chamada Ermida da Mata, aqui era muito venerada a imagem da “Senhora de Varzim” que como dita a lenda diz-se ter aparecido por milagre junto a uma fonte na Vila Velha. Mostrando-se insuficiente para uma grande população o Senado poveiro pede ao rei D. João V um maior tempo, respondendo com a provisão régia a 1 de junho de 1736. (LIMA, 2008)&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Está enquadrado urbanisticamente a seguinte maneira: flanqueado a sul ao edifício urbano e inserido numa plataforma adaptada ao declive do terreno que cria um adro pavimentado a paralelos formando um padrão geométrico fronteiro à sua fachada principal. Para melhor se adaptar ao espaço que era disponível e localizar-se de frente para o largo anteriormente referido e o edifício dos Paços do Concelho, edifício de grande importância da cidade, a igreja está orientada no sentido Noroeste/Sudoeste contrariamente à tradição oriental canónica de Leste/Oeste. (CARNEIRO, 2007)&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Segundo Flávio Gonçalves, embora a planta da Igreja seja ampla e grandiosa, esta não apresenta invulgares características arquitetónicas. A sua planta acusa um certo compromisso com a cruz latina, é longitudinal de nave única cruzada por um transepto pouco profundo, mas evidenciado mesmo do exterior e capela-mor profunda e retangular tendo adossada à fachada lateral esquerda a sacristia retangular. Apresenta volumes escalonados com coberturas diferenciadas em telhados de duas águas na nave e capela-mor e de uma água na sacristia e um coruchéu em cada torre. Os corpos do edifício formam volumes relativamente simples e despojados nos quais destacam-se as características de sobriedade e robustez numa tipologia derivada da arquitetura chã. (CARNEIRO, 2007)&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
A sua fachada principal barroca revela um autor de grande capacidade imaginativa e boa capacidade de desenho aliado o sentido decorativo bracarense com o granito destacando molduras, portais e remates de modo a contrastar com as paredes lisas e brancas. É definida em três panos enquadrados por pilastras que suportam o entablamento. Apresenta um corpo central ladeado por duas torres sineiras quadrangulares executadas por José Rodrigues, mestre sineiro. No centro abre-se o portal principal de verga reta envolto em moldura de cantaria rematado pelo frontão interrompido pelo brasão régio coroado ao qual se sobrepõe um nicho em forma de concha flanqueado por aletas que exibe a imagem escultórica em pedra de Nª Srª da Conceição. A ladear contém duas janelas retangulares de verga reto com moldura rematados por frontões triangulares interrompidos. Os corpos das extremidades são separados horizontalmente em três registos: o primeiro rasgado por um pequeno óculo lobulado seguido da janela de sacada de verga reta e seguido por um óculo semelhante ao anterior. O segundo é marcado pelo mostrador de relógio de cantaria e o terceiro é rasgado nas quatro faces por arcos de volta perfeita que mostra o sino. Após a cimalha, esta secção é rematada por um frontão recortado contracurvado constituído por aletas, com cruz latina de cantaria na empena. A sua porta de bronze denominada de Juana Coeli (Porta do céu) cuja autoria é de Rui Anahory, inaugurada em 2008, é decorada com figuras e símbolos religiosos e temas locais em baixo-relevo. A fachada lateral esquerda tem dois pisos rasgada na nave por uma porta e suas janelas marcadas pela sobreposição de uma pequena fachada em empena e a fachada lateral direita é adossada ao edifício do lado.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
O interior arquitetónico é rico em apelativos e inesperados pormenores decorativos e fica a sensação de grandeza no qual a talha assume um papel de tentativa de anular o caracter austero do edifício. É composto por nave única coberta por abóbada de berço suportada por entablamento que possua vez é apoiado pelas pilastras. A nave recebe altares laterais embutidos na espessura das paredes. A iluminação é feita por grandes janelas encimadas por sanefas de talha dourada e pelo candelabro central e dois candeeiros de pé alto na capela-mor. Na entrada, do lado direito, sob o coro alto, encontra-se a capela batismal com pia batismal em cantaria em forma de cálice gomeada com tampa. Do lado oposto tem o acesso ao coro alto. As paredes são rebocadas e pintadas de branco sendo percorridas por lambril de azulejos de padrão azuis e brancos. Presentes nas pias da água benta estão sereias O pavimento é desnivelado com desníveis vencidos por degraus. Alguns mestres associados à obra do interior são António Gonçalves Castro, autor do candeeiro central e apliques, João da Sila, vidreiro, e José Lopes Galego, responsável pelo lajeado da porta.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
A principal atração encontra-se no interior que são os nove altares exuberantes de talha dourada em rocaille que abrigam imagens de médias e grandes dimensões dos séculos XVII ao XX, boa parte dos quais de invocação mariana. De acordo com o autor Domingos Brandão, um morador da cidade chamado José da Mota Manso contratou com a Camara da Póvoa de varzim o douramento e a pintura do retábulo-mor e oito retábulos do transepto e corpo da Igreja Matriz, tal como um conjunto de sanefas. Existe, portanto, o retábulo-mor, dois retábulos colaterais, dois laterais, quatro no corpo da igreja (estes geminados dois a dois) e ainda mais dois de dimensões menores dedicados a São João e Santo António. O retábulo-mor cobre totalmente a padeira fundeira, apresenta seis colunas de fuste liso ornadas por grinaldas de rosas, capiteis compósitos. Tem um camarim com tribuna preenchida por uma tela representando a imaculada. Os desenhos do conjunto da talha são atribuídos, segundo Robert Smith, a André Soares, artista bracarense. Segundo Sandra Amorim, numa análise comparativa entre o retábulo-mor da matriz e outros retábulos deste artista, as diferenças são bastante notórias (Amorim, 1993). Em outubro de 1760, Mota Manso já teria começado a preparar o retábulo-mor e os altares colaterais para receber as folhas de ouro sendo que em 1761 já se deviam encontrar totalmente dourados e pintados (GONÇALVES, José da Mota Manso e o douramento e pintura da taha da Matriz da Póvoa de Varzim, 11 de setembro de de 1965). Os retábulos e sanefas devem-se ao mestre entalhador Matias de Luís Miranda, de Santa Maria de Landim, executando-os entre os anos de 1755 e 1758 (BRANDÂO). Também é responsável polos tocheiros e castiçais.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
A talha da tribuna, por sua vez, foi dourada em 1906, pela Casa Fânzeres, proveniente de Braga, de modo a celebrar os 150 anos da igreja, sendo que esta data se encontra gravada no último degrau numa das peças constituintes do cimo do trono. No entanto, passados 100 anosa 18 de abril de 2006 completando os 250 anos da igreja dá-se a necessidade de restaurar o trabalho previamente elaborado, sendo necessário vários tipos de intervenção por exemplo, dourar com ouro de lei (22 quilates), a talha onde já não existia ouro, repor a primitiva pintura dos anjos decorativos na talha, restauro da tela de Nossa Senhora da Conceição, colocação e um novo sistema de iluminação de toda a tribuna entre outros. A obra de restauro termina então a 6 de julho de 2007. (FONTE, 2007)&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
A nível de materiais, a igreja é constituída por um sistema estrutural de paredes portantes e tem como materiais da sua estrutura, alvenaria de granito com paramentos rebocados e pintados de branco. Também há vários elementos em cantaria de granito aparente. O pavimento é em lajeado de granito e madeira e os retábulos e sanefas são em talha dourada e policromada. As portas e caixilharia em madeira. As janelas são em vidro simples, os sinos em bronze e a cobertura exterior em telha cerâmica.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
= Bibliografia =&lt;br /&gt;
Amorim, S.  M. (1993). A Talha Setecentista da Igreja Matriz da Póvoa de Varzim. &#039;&#039;Seminário  de Arte da Talha&#039;&#039;, (pp. 3-20). Porto.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
BRANDÂO, D. d. (s.d.). Obra da Talha, Ensamblagem e  pintura, na cidade e na diocese do Porto, 1500-1775, Vol. IV. Em B. A. Porto.  Porto: Livraria Telos Editora.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
CARNEIRO, D. (2007). A Igreja Matriz da Nossa  Senhora da Conceição . Em I. d. IHAC, &#039;&#039;A Igreja Matriz da Póvoa de Varzim&#039;&#039;  (pp. 15-55). Póvoa de Varzim .&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
FONTE, P. M. (2007). Restauro da tribuna da Igreja  Matriz, Restauro de 2006/2007- Inauguração a 6 de junho de 2007. Em I. d.  IHAC, &#039;&#039;A Igreja Matriz da Póvoa de Varzim&#039;&#039; (pp. 46-47). Matriz, Póvoa de  Varzim.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
GONÇALVES, F. (11 de setembro de de 1965). José da  Mota Manso e o douramento e pintura da taha da Matriz da Póvoa de Varzim. &#039;&#039;O  Comércio da Póvoa de Varzim&#039;&#039;, 2-4.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
GONÇALVES, F. (s.d.). A Igreja Matriz da Póvoa de  Varzim (Notas Históricas, arqueológicas e artísticas). &#039;&#039;Ideia Nova&#039;&#039; ,  13-14.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
LEAL, F. F., &amp;amp; BARBOSA, F. (24 de mayo de 1758).  Notícia da villa da Póvoa de Varzim. Em &#039;&#039;O Concelho da Póvoa de Varzim no  século XVIII, As Memórias Paroquiais de 1736 e 1758&#039;&#039; (p. 313). Póvoa de  Varzim: Boletim Cultural &amp;quot;Póvoa de Varzim&amp;quot;, Vol.I, 1858, nº2.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
LIMA, J. B. (2008). &#039;&#039;Póvoa de Varzim- Monografia e  Materiais para a sua História .&#039;&#039; Póvoa de Varzim: Tipografia Camões.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
ROCHA, M. J. (1996). &#039;&#039;Manuel Fernandes da Silva,  Mestre e Arquiteto de Braga, 1663/1751.&#039;&#039; Porto: Coleção Centro de Estudos  D.Domingos de Pinho Brandão-4.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&amp;lt;nowiki&amp;gt;http://www.monumentos.gov.pt/Site/APP_PagesUser/SIPA.aspx?id=5123&amp;lt;/nowiki&amp;gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&amp;lt;nowiki&amp;gt;https://pin.amp.pt/static/roteiros/amp-roteiro3-barroco.pdf&amp;lt;/nowiki&amp;gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&amp;lt;nowiki&amp;gt;https://www.povoabeirizargivai.pt/index.php/patrimonioreligioso/&amp;lt;/nowiki&amp;gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&amp;lt;nowiki&amp;gt;https://pin.amp.pt/recurso/93&amp;lt;/nowiki&amp;gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&amp;lt;nowiki&amp;gt;https://servicos.dgpc.gov.pt/pesquisapatrimonioimovel/detalhes.php?code=74564&amp;lt;/nowiki&amp;gt;&lt;/div&gt;</summary>
		<author><name>172.64.238.36</name></author>
	</entry>
</feed>