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	<title>Porto Barroco - Contribuições do utilizador [pt]</title>
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	<subtitle>Contribuições do utilizador</subtitle>
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		<id>https://wikimedia.pt/portobarroco/index.php?title=O_Convento_de_Santa_Clara_de_Vila_do_Conde&amp;diff=896</id>
		<title>O Convento de Santa Clara de Vila do Conde</title>
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		<updated>2025-05-31T02:01:24Z</updated>

		<summary type="html">&lt;p&gt;188.114.111.27: &lt;/p&gt;
&lt;hr /&gt;
&lt;div&gt;=== 1. IDENTIFICAÇÃO ===&lt;br /&gt;
[[File:Convento de Santa Clara de Vila do Conde.png|thumb|371x371px|Autoria: Joseolgon - Own work, CC BY 4.0. Disponível em: https://commons.wikimedia.org/w/index.php?curid=151510479. Acesso em: 27 mai. 2025]]&lt;br /&gt;
{| class=&amp;quot;wikitable&amp;quot;&lt;br /&gt;
|&#039;&#039;&#039;Designação&#039;&#039;&#039;&lt;br /&gt;
|Igreja e Mosteiro de Santa Clara de Vila do Conde&lt;br /&gt;
|-&lt;br /&gt;
|&#039;&#039;&#039;Localização&#039;&#039;&#039;&lt;br /&gt;
|Vila do Conde, Distrito do Porto, Portugal&lt;br /&gt;
|-&lt;br /&gt;
|&#039;&#039;&#039;Cronologia&#039;&#039;&#039;&lt;br /&gt;
|Fundado em 1318 (Couto, 2023, p. 32)&lt;br /&gt;
|-&lt;br /&gt;
|&#039;&#039;&#039;Autor(es)&#039;&#039;&#039;&lt;br /&gt;
|Fundado por D. Afonso Sanches e D. Teresa Martins (Couto, 2023, p. 32).&lt;br /&gt;
|-&lt;br /&gt;
|&#039;&#039;&#039;Classificação&#039;&#039;&#039;&lt;br /&gt;
|Monumento Nacional desde 1910 (apenas a igreja e o aqueduto) (Coelho, 2014 , p. 106).&lt;br /&gt;
|}&lt;br /&gt;
----&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
=== 2. ESTADO DA ARTE ===&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
==== Fundação e contexto medieval ====&lt;br /&gt;
A criação do Mosteiro de Santa Clara de Vila do Conde volta-se a 1318, por iniciativa de D. Afonso Sanches e da sua esposa D. Teresa Martins (Couto, 2023, p. 32). Este casal nobre teve um importante papel na divulgação da religiosidade e no apoio à Ordem de Santa Clara, divisão feminina da Ordem Franciscana (Couto, 2023, p. 35). A fundação do mosteiro associa-se no movimento de desenvolvimento monástica que caracterizou os séculos XIII e XIV em Portugal, associado à afirmação da espiritualidade mendicante e à valorização da vida contemplativa. A escolha de Vila do Conde como local para o novo mosteiro, relaciona-se com a foz do rio Ave, a cidade era, à época, um essencial centro urbano e portuário, beneficiando tanto o isolamento necessário à vida monástica como a acessibilidade e os contactos com outras instituições religiosas e centros de poder.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
A origem do mosteiro está intensamente ligada à espiritualidade franciscana, caracterizada pela pobreza, humildade e dedicação à oração. A presença da Ordem de Santa Clara em Portugal, principiada com a fundação do Mosteiro de Santa Clara-a-Velha em Coimbra, difundiu-se ao longo do território, com a ajuda de elites nobres e reais. Nesta circunstância, o Mosteiro de Santa Clara de Vila do Conde converteu-se rapidamente num exemplo de referência para a espiritualidade feminina e para o desenvolvimento artístico e arquitetónico da região.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
==== Evolução histórica até ao século XIX ====&lt;br /&gt;
Ao longo dos séculos, o mosteiro vivenciou diversas fases de construção, ampliação e renovação, considerando as transformações do gosto artístico, as demandas funcionais e os meios económicos disponíveis. No decorrer dos séculos XV e XVI, o mosteiro recebeu obras financiadas por nobres locais e por benesses régias (Couto, 2023, p. 45). É neste período que se observa à inclusão de elementos manuelinos e renascentistas na estrutura arquitetónica e decorativa do conjunto (Coelho, 2014, p. 92). A abastança do mosteiro durante a Época Moderna corresponde a acumulação de bens, propriedades e rendas, o que lhe permitiu manter um elevado grau de autonomia e influência na região. No século XVII, houve a introdução de elementos barrocos na decoração interior da igreja e a montagem de espaços complementares à vivência monástica, como o claustro, os dormitórios e as dependências de apoio (Coelho, 2014, p. 92). Este dinamismo construtivo continuou até ao século XVIII, quando o estilo rococó começa a deixar a sua marca na ornamentação e no mobiliário litúrgico. Já no século XIX, o processo de extinção das ordens religiosas em Portugal, iniciado com a legislação liberal de 1834, marcou o início de uma nova fase para o Mosteiro de Santa Clara (Coelho, 2014, p. 18). A comunidade religiosa foi dissolvida e o edifício passou por vários usos, desde armazém militar até escola, comprometendo a integridade do conjunto e pondo em risco a sua preservação patrimonial.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
==== Classificação patrimonial e importância legal ====&lt;br /&gt;
A Igreja do Convento de Santa Clara e o aqueduto foram classificados como Monumento Nacional (MN) em 1910 (Coelho, 2014, p. 106), e essa classificação viria a ser fortalecida nas décadas seguintes por contínuas reavaliações desenvolvidas pelo Instituto de Gestão do Património Arquitetónico e Arqueológico (IGESPAR), hoje integrado na Direção-Geral do Património Cultural (DGPC). Esta classificação expressa-se numa proteção legal que impossibilita intervenções que possam prejudicar a autenticidade e integridade do imóvel, estabelecendo normas rígidas para obras de conservação, restauro ou reutilização.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Importa mencionar que a legislação portuguesa sobre património cultural, nomeadamente a Lei n.º 107/2001, de 8 de setembro, fornece o quadro legal que regula a preservação e valorização do património cultural. No caso do Mosteiro de Santa Clara, esta legislação tem sido aplicada no sentido de garantir não apenas a sua manutenção física, mas também a sua inclusão em uma logica sustentável e enriquecida de forma cultura.&lt;br /&gt;
----&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
=== 3. ENQUADRAMENTO ===&lt;br /&gt;
O Mosteiro de Santa Clara ocupa um lugar dominante na paisagem geral de Vila do Conde, encontrando-se no topo da colina com vista para o rio Ave. Esta localização fundamental conferiu-lhe, desde a fundação, uma presença emblemática. Hoje, essa presença continua a formar a identidade urbana da cidade, sendo um dos seus componentes mais fotografados, visitados e reconhecíveis.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
A relevância patrimonial do conjunto tem passado também por um esforço de aproximação à comunidade local, através de projetos educativos, residências artísticas e colaborações com escolas e universidades. Esta ligação com a comunidade social é essencial para o cuidado do edifício, não apenas enquanto objeto arquitetónico, mas como património vivido. Que contribui também para o reconhecimento entre gerações do Mosteiro como elemento da memória coletiva.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
==== Reutilização e novas funções ====&lt;br /&gt;
Desde o fim das ordens religiosas em 1834 (Coelho, 2014, p. 18), o Mosteiro passou por diversas adaptações. Parte das dependências conventuais foi utilizada como instituição de ensino, enquanto outros espaços foram progressivamente reconvertidos para usos administrativos e culturais. Estas novas funções, embora desvirtuem em parte o uso original do edifício, possibilitaram a sua manutenção e evitaram a ruína que assolou outros imóveis similares.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Nos últimos anos, o mosteiro tem vindo a integrar-se numa lógica de reabilitação para fins culturais e turísticos, e a partir de 2024 se tornou um hotel de 5 estrelas, mas com o cuidado de preservar o legado do mosteiro. A igreja continua aberta ao culto, embora com menor frequência, o que permite manter viva a sua dimensão religiosa e simbólica.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Esta abordagem multifuncional está em consonância com os princípios do ICOMOS sobre reaproveitamento, que defendem a compatibilização entre conservação patrimonial e estímulo contemporâneo. Ao permitir que o edifício continue a ser usado, mesmo que para fins distintos dos originais, garante-se a sua vitalidade e importância social.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
==== Desafios atuais e perspetivas futuras ====&lt;br /&gt;
Apesar das tentativas de conservação e valorização, o Mosteiro de Santa Clara possui desafios significativos, entre os quais se destacam o envelhecimento estrutural, a necessidade constante de manutenção e a dificuldade de conciliar os usos modernos com as exigências de conservação.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Outro desafio prende-se com a massificação turística, que embora possa ser uma fonte de lucro para a manutenção do património, pode também provocar efeitos negativos, como o desgaste de estruturas e a perda de autenticidade. A administração do turismo deve, por isso, ser feita de forma equilibrada e com recurso a práticas sustentáveis, organizadas com as diretrizes da UNESCO para o turismo cultural responsável.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Dessa forma, a integração do Mosteiro em rotas culturais e religiosas, como os Caminhos de Santiago, significa uma oportunidade estratégica para a sua apreciação, permitindo posicioná-lo no panorama mais vasto do turismo patrimonial ibérico. Além disso, a possibilidade de Vila do Conde a eventos culturais de escala regional ou nacional pode servir de incentivo para novas intervenções de valorização e promoção&lt;br /&gt;
----&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
=== 4. DESCRIÇÃO ===&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
==== Planta e Estrutura Arquitetónica ====&lt;br /&gt;
* A igreja apresenta uma planta em cruz latina, formada por uma única e ampla nave, destacando-se um transepto de grandes proporções e uma cabeceira tripla de forma poligonal. As capelas na cabeceira são bem estruturadas com abóbadas sólidas e iluminadas por frestas verticais. O edifício revela uma composição volumétrica articulada, com coberturas variadas e telhados inclinados de duas ou quatro águas. No exterior, o elemento mais impressionante é a cabeceira, voltada a leste, com contornos poligonais acentuados e reforçada por contrafortes robustos que estruturam tanto a abside central quanto as capelas laterais. (Coelho, 2014, p. 45).&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
==== Fachadas e Elementos Exteriores ====&lt;br /&gt;
* Na fachada ocidental, sobressai uma rosácea de estilo radiante, que lembra ao projeto original da igreja medieval, embora o portal em arco ogival tenha sido removido. No lado sul, ainda se conserva a fachada gótica da sala do capítulo, com uma porta central ladeada por duas janelas. Apoiada a esta fachada encontra-se a torre sineira, simples, com empena e patim descoberto, rematada por um parapeito com merlões. Toda a estrutura exterior é coroada por ameias de caráter decorativo, inspiradas em elementos defensivos medievais. O acesso ao interior faz-se por uma porta lateral secundária, virada a norte. (Coelho, 2014, p. 90).&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
==== Interior e Capelas ====&lt;br /&gt;
* No interior, a nave apresenta-se coberta por um teto em caixotões de madeira octogonais. Na parte do Evangelho localiza-se a Capela dos Fundadores ou de Nossa Senhora da Conceição, que se tem acesso por um arco com duas arquivoltas ornamentadas, tendo no fecho as armas dos patronos. Esta capela é revestida por uma abóbada de nervuras com bocetes decorativos e possui uma grande janela com elementos decorativos manuelinos. Na parede direita está uma lápide que possui inscrição, enquanto do lado oposto há uma peanha com o retrato do orago. (Coelho, 2014, p. 44)&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
==== Capela-Mor ====&lt;br /&gt;
* A capela-mor apresenta uma abóbada de pedra com nervuras múltiplas, onde se encontra um bocete com o brasão do príncipe criador. Esta capela é delimitada por um grande arco em granito ricamente decorado com figuras e motivos vegetais. (Coelho, 2014, p. 66)&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
==== Claustro e Aqueduto ====&lt;br /&gt;
* O claustro do antigo mosteiro localiza-se atualmente diminuído a três alas compostas por arcadas de arcos abatidos, apoiadas em colunas toscanas com ábacos proeminentes. No centro do pátio, pavimentado com lajes, destaca-se uma notável fonte barroca em granito, que servia de ponto final ao antigo aqueduto. Este aqueduto, construído entre 1705 e 1714 com um total de 999 arcos, tinha como função principal fornecer água ao convento e marcava visualmente a paisagem urbana de forma grandiosa. Infelizmente, algumas partes dessa impressionante estrutura foram perdidas ao longo do tempo por ações humanas negligentes. (Coelho, 2014, p. 46)&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
==== Novos Dormitórios ====&lt;br /&gt;
* O edifício conhecido como os &amp;quot;novos dormitórios&amp;quot;, cuja dimensão é ainda mais evidente quando comparada ao casario tradicional das margens do rio, foi edificado na segunda metade do século XVIII. A sua conceção arquitetónica demonstra grande sofisticação e mestria técnica, resultando numa composição equilibrada e elegante, tanto nos seus exteriores como nos espaços internos. A influência do classicismo é visível nas soluções formais adotadas. (Coelho, 2014, p. 48)&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
==== Fachada Sul Monumental ====&lt;br /&gt;
* A monumental fachada sul organiza-se em três níveis de janelas alinhadas verticalmente, divididas em cinco secções por contrafortes robustos, que se tornam mais esbeltos à medida que ascendem, transformando-se em pilastras duplas nos pisos superiores. O topo do edifício é marcado por uma cornija saliente e por imponentes fogaréus alinhados com as pilastras. O corpo central, executado em cantaria de granito, apresenta varandas com balaustradas elegantes e é rematado por um frontão triangular, onde se inscreve o brasão real no tímpano, e uma escultura alegórica da Religião no acrotério. (Coelho, 2014, p. 40)&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
==== Artistas e Intervenções Artísticas ====&lt;br /&gt;
* Do ponto de vista construtivo, a igreja revela uma notável combinação de elementos góticos e manuelinos, resultante das várias campanhas de obras ao longo dos séculos. A execução artística e técnica do templo envolveu a colaboração de diversos mestres. A carpintaria foi dirigida por Pedro Ferreira. No campo da talha, trabalharam os entalhadores Cristóvão de Sampaio, ativo entre 1687 e 1689, Domingos Lopes, em 1696, Filipe da Silva, que trabalhou em 1693 e 1697, João da Costa, em 1699, e João Gomes Carvalho. A marcenaria foi responsabilidade de António de Azevedo Fernandes, que atuou em 1697, enquanto a construção do órgão foi realizada por Francisco António Solha. A pintura e o douramento da decoração ficaram a cargo de artistas como João da Silva, que trabalhou em 1691 e 1694, Manuel Ferreira, também ativo em 1691, Mateus Nunes de Oliveira, que teve intervenções em 1691 e 1694, e Paulo da Costa, que atuou entre 1697 e 1699.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
==== Conjunto em destaque ====&lt;br /&gt;
Os túmulos dos fundadores, D. Afonso Sanches e D. Teresa Martins (Coelho, 2014, p. 16), estão ricamente esculpidos, com inscrições emolduradas por elementos decorativos e tampas onde se representam os jacentes. As faces laterais das arcas ilustram episódios bíblicos: no túmulo de D. Afonso Sanches, à direita, estão representados o Nascimento de Jesus, a Adoração dos Magos e a Circuncisão; à esquerda, a Visitação, a Anunciação e a Fuga para o Egito; já na cabeceira, vê-se uma cena da invasão do Convento de Santa Clara pelos mouros, enquanto aos pés figuram as armas reais. No túmulo de D. Teresa Martins, aparecem, à direita, a chegada triunfal de Cristo em Jerusalém, a Última Ceia e o Lava-pés; à esquerda, Cristo no Horto, a sua prisão e o julgamento perante Pilatos; na cabeceira, São Francisco recebe os estigmas e, aos pés, vê-se o brasão da donatária. Na mesma capela há também dois sarcófagos menores pertencentes aos filhos do casal fundador.&lt;br /&gt;
----&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
=== 5. IMAGENS E ICONOGRAFIA DO OBJETO ===&lt;br /&gt;
[[File:Fachada principal da Igreja do Convento de Santa Clara.png|thumb|384x384px|Fachada principal da Igreja do Convento de Santa Clara. Autoria: AJSL48 - Own work, CC BY-SA 4.0. Disponível em: &amp;lt;nowiki&amp;gt;https://commons.wikimedia.org/w/index.php?curid=94588556&amp;lt;/nowiki&amp;gt;. Acesso em: 27 mai. 2025.]]&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
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&lt;br /&gt;
[[File:Túmulos de D. Afonso Sanches e Teresa Martins .png|thumb|517x517px|Túmulos de D. Afonso Sanches e Teresa Martins. Autoria: Manuelvbotelho - Own work, CC BY-SA 4.0. Disponível em: &amp;lt;nowiki&amp;gt;https://commons.wikimedia.org/w/index.php?curid=49141295&amp;lt;/nowiki&amp;gt;. Acesso em: 27 mai. 2025.]]&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
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=== 6. BIBLIOGRAFIA ===&lt;br /&gt;
* BARROCA, Mário Jorge – Epigrafia Medieval Portuguesa (862–1422). Lisboa: Fundação Calouste Gulbenkian, 2000. &lt;br /&gt;
* CASTRO, Nuno – “O Mosteiro de Santa Clara de Vila do Conde: notas sobre a sua história e património artístico”. Revista de História da Arte, n.º 12, 2015, pp. 45–68. &lt;br /&gt;
* COELHO, D. I. P. (2014). (Re) Interpretar o Mosteiro de Santa Clara em Vila do Conde, do estudo à representação. Universidade do Minho. Disponível em: https://hdl.handle.net/1822/34534. Acesso em: 30/05/2025 &lt;br /&gt;
* COUTO, Sara. O Convento de Santa Clara de Vila do Conde nas plataformas digitais: mapeamento e acesso à informação. 2022. Dissertação (Mestrado em Ciência da Informação) – Faculdade de Letras da Universidade do Porto. Disponível em: &amp;lt;nowiki&amp;gt;https://repositorioaberto.up.pt/handle/10216/153186&amp;lt;/nowiki&amp;gt;. Acesso em 3 de maio de 2025.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
* Direção-Geral do Património Cultural – Inventário do Património Arquitectónico: Igreja e Mosteiro de Santa Clara de Vila do Conde. [Em linha] Disponível em: &amp;lt;nowiki&amp;gt;http://www.patrimoniocultural.gov.pt&amp;lt;/nowiki&amp;gt;. Acesso em 3 de maio de 2025. &lt;br /&gt;
* Infopédia, Mosteiro de Santa Clara (Vila do Conde), Porto: Porto Editora. Disponível em: &amp;lt;nowiki&amp;gt;https://www.infopedia.pt/artigos/$mosteiro-de-santa-clara-(vila-do-conde)&amp;lt;/nowiki&amp;gt;. Acesso em 3 de maio de 2025.&lt;br /&gt;
* Lei n.º 107/2001, de 8 de setembro – Bases da Política e do Regime de Proteção e Valorização do Património Cultural. Diário da República n.º 209/2001, Série I-A. &lt;br /&gt;
* MATTOSO, José – Religião e Cultura na Idade Média Portuguesa. Lisboa: Imprensa NacionalCasa da Moeda, 1997. &lt;br /&gt;
* NEJMEDDINE, Mafalda S. Os órgãos do Mosteiro de Santa Clara de Vila do Conde: construção, manutenção e repertório. Opus: Revista eletrônica da Associação Nacional de Pesquisa e Pós-graduação em Música, [S.l.], [s.d.]. Disponível em: &amp;lt;nowiki&amp;gt;https://digitarq.arquivos.pt/details?id=1379555&amp;lt;/nowiki&amp;gt;. Acesso em 3 de maio de 2025. &lt;br /&gt;
* SIPA – Sistema de Informação para o Património Arquitetónico. Igreja e Mosteiro de Santa Clara / Convento de Santa Clara. Lisboa: Direção-Geral do Património Cultural. Disponível em: &amp;lt;nowiki&amp;gt;http://www.monumentos.gov.pt/Site/APP_PagesUser/SIPA.aspx?id=1102&amp;lt;/nowiki&amp;gt;. Acesso em 3 de maio de 2025.&lt;br /&gt;
* VASCONCELOS E SOUSA, Bernardo de (dir.). Ordens religiosas em Portugal: das origens a Trento: guia histórico. [S.l.]: [s.n.], [s.d.].&lt;/div&gt;</summary>
		<author><name>188.114.111.27</name></author>
	</entry>
	<entry>
		<id>https://wikimedia.pt/portobarroco/index.php?title=Mosteiro_de_Bom_Jesus_de_Viseu&amp;diff=734</id>
		<title>Mosteiro de Bom Jesus de Viseu</title>
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		<updated>2025-05-26T21:33:05Z</updated>

		<summary type="html">&lt;p&gt;188.114.111.27: &lt;/p&gt;
&lt;hr /&gt;
&lt;div&gt;== Identificação ==&lt;br /&gt;
{| class=&amp;quot;wikitable&amp;quot;&lt;br /&gt;
|&#039;&#039;&#039;Designação&#039;&#039;&#039;&lt;br /&gt;
|Mosteiro de Bom Jesus de Viseu&lt;br /&gt;
|-&lt;br /&gt;
|&#039;&#039;&#039;Localização&#039;&#039;&#039;&lt;br /&gt;
|Largo Mouzinho de Albuquerque, freguesia de Viseu, Viseu, Portugal&lt;br /&gt;
|-&lt;br /&gt;
|&#039;&#039;&#039;Cronologia&#039;&#039;&#039;&lt;br /&gt;
|Século XVI&lt;br /&gt;
|-&lt;br /&gt;
|&#039;&#039;&#039;Autor(es)&#039;&#039;&#039;&lt;br /&gt;
|António Gonçalves (pedreiro), Gabriel del Barco (pintor de azulejos),Manuel Cunha (mestre-de-obras), António de Oliveira Bernardes (pintor de azulejos), P.M.P. (pintor de azulejos)&lt;br /&gt;
|-&lt;br /&gt;
|&#039;&#039;&#039;Classificação&#039;&#039;&#039;&lt;br /&gt;
|Arquitetura religiosa barroca; arquitetura conventual feminina&lt;br /&gt;
|}&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
== Estado da Arte ==&lt;br /&gt;
A origem do mosteiro e o seu processo construtivo são desenvolvidos por Liliana Castilho em &#039;&#039;Construindo a cidade: Viseu nos séculos XVII e XVIII&#039;&#039; (2017). Na obra é abordado o papel do licenciado Belchior Lourenço Tenreiro e sua esposa, Maria de Queirós para a fundação do mesmo e a influência de cada bispo de Viseu no final do século XVI na sua edificação. &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Na obra é abordada a sua fundação, edificação e início de atividade monástica no século XVI, e as subsequentes alterações construtivas do século XVII e XVIII. &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
A restante bibliografia relacionada analisa a azulejaria do interior da igreja de Santo António e zona conventual. João Miguel dos Santos Simões contribui com as obras &#039;&#039;Azulejaria em Portugal no século XVIII&#039;&#039; (1979) e &#039;&#039;Azulejaria em Portugal no século XVII&#039;&#039; (1997). Indica o conjunto de azulejos do mosteiro como um dos núcleos mais significativos da região. Faz a descrição dos painéis das paredes laterais da capela-mor, geralmente atribuídos a Gabriel del Braco. Afirma ainda que os vários altares da igreja, que apresentam retábulos de talha dourada, são ao gosto rocaille. &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Na obra &#039;&#039;Viseu&#039;&#039; (1989), Alberto Correia destaca também a igreja pela sua relevância no contexto da arquitetura religiosa barroca de Viseu devido ao conjunto de azulejos barrocos que reveste o seu interior. São referidos os motivos representados nos painéis da nave da igreja e é mencionada a sua atribuição à família dos Oliveira Bernardes.  Esta ideia vai ser desafiada pelo historiador norte-americano Robert C. Smith, que através de trabalho comparativo, indica a possibilidade de serem da autoria de P.M.P.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
== Enquadramento ==&lt;br /&gt;
Enquadra-se num contexto urbano, no Largo Mouzinho de Albuquerque, local de grande circulação, resultante da ligação com a Rua Direita. Implantado em terreno plano e ajardinado, a fachada lateral do mosteiro está orientada a norte, onde se encontra o Jardim sensorial de Santo António, a oeste deste está a Estátua ao Soldado Desconhecido, e ainda no mesmo espaço, o Teatro Viriato.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
== Descrição ==&lt;br /&gt;
O mosteiro de planta retangular irregular é composto pela Igreja de Santo António, pela antiga zona conventual, de que subsistem dois claustros, e torre sineira. &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
=== Igreja ===&lt;br /&gt;
A igreja é de planta longitudinal, composta por nave e capela-mor mais estreita, com cobertura em falsas abóbadas de berço de madeira em caixotões, sendo os da capela-mor pintados, assente em amplo friso e cornija do mesmo material. A igreja é iluminada unilateralmente por vãos na fachada lateral. No interior possui coro-alto e púlpito do lado da Epístola. Na cabeceira, arco triunfal ladeado por retábulos de talha dourada, que também reveste o arco. A capela-mor é vestida de azulejo figurativo com cenas beneditinas, que se repetem na zona do presbitério, que protegia as capelas colaterais, e possui um retábulo de talha dourada do barroco joanino. &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
=== Fachada ===&lt;br /&gt;
As fachadas da igreja são rebocadas e pintadas de branco, percorridas por embasamento em cantaria, flanqueadas por cunhais em cantaria, os virados ao lado exterior, rematados por plintos com cruzes, e rematadas em cornija. A fachada principal possui frontão triangular com escudo no centro e cruz latina no vértice. O portal na fachada principal terá sido transferido de algum ponto do mosteiro, pelo que possui características maneiristas. Portal de verga reta flanqueado por pilastras toscanas, que sustentam verga epigrafada, friso de tríglifos e cornija encimada por elementos entrelaçados, e sobre a mesma, nicho em arco de volta perfeita e abóbada de concha, flanqueada por pilastras toscanas, encimado por friso e frontão interrompido, que emoldura um nicho em arco de volta perfeita, com abóbada de concha e remate em frontão semicircular. Este é flanqueado por duas janelas retilíneas, em capialço, protegidas por grades metálicas. Fachada lateral direita rasgada por porta travessa de verga reta e por duas ordens de três janelas retilíneas, em capialço, e na capela-mor, com as mesmas características, duas ordens de janelas.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
=== Interior ===&lt;br /&gt;
O interior tem paredes rebocadas e pintadas de branco. O coro-alto, protegido por balaustrada, assenta em três arcos de volta perfeita, sendo o central de maiores dimensões, assentes em duas pilastras e dois pilares toscanas; o muro é revestido por azulejo de monocromia, azul sobre fundo branco. O portal axial encontra-se protegido por guardavento de pau-preto, rematado por cornija, tabela e aletas, tendo, no lado da Epístola, uma pia de água-benta em cantaria hemisférica e de bordos boleados. O púlpito quadrangular está assente numa mísula, e possui guarda plena galbada e acesso por porta de verga reta. O presbitério é também revestido a azulejo em monocromia, azul sobre fundo branco. Na cabeceira, o arco triunfal de volta perfeita assente em pilastras é revestido por talha dourada assim como os retábulos colaterais que o flanqueiam. Estes são dedicados ao Coração de Jesus (Evangelho) e Imaculado Coração de Maria (Epístola). A capela-mor é completamente revestida a azulejos em monocromia, azul sobre fundo branco, sendo a cobertura pintada em perspetiva com a representação de arquiteturas. No lado do Evangelho, num 1º registo, 2 janelas retangulares e uma porta lateral para o exterior.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
=== Zona Conventual ===&lt;br /&gt;
Na zona conventual, os dois claustros contíguos são de volumes articulados, dispostos horizontalmente, e possuem coberturas diferenciadas em telhados de duas ou três águas. Ambos os claustros são de 2 registos, com pilares no primeiro. Atualmente, possuem uma cobertura composta por estrutura metálica, portante de chapas de luzalite onduladas e transparentes.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
=== Materiais ===&lt;br /&gt;
A estrutura é em cantaria de granito, rebocada e pintada. Também em cantaria de granito as cruzes, modinaturas, pináculos, cunhais, pavimentos e arcos. Portas, guarda do coro-alto, coberturas, púlpito e retábulos são em madeira. Painéis de azulejo industrial. Janelas com grades metálicas.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
== Imagens e Iconografia do Objeto ==&lt;br /&gt;
Mapas, plantas, alçados, fotografias recentes / antigas, estampas, etc., com legenda individual que identifique o autor ou da fonte da imagem.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
== Fontes e Bibliografia ==&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
=== Fontes ===&lt;br /&gt;
Arquivo Nacional da Torre do Tombo. (s.d.). &#039;&#039;Mosteiro do Bom Jesus de Viseu.&#039;&#039; Consultado a 07/03/2025.                     &amp;lt;nowiki&amp;gt;https://digitarq.arquivos.pt/details?id=1437376&amp;lt;/nowiki&amp;gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Pesquisa de Património Imóvel - Património Cultural. (s.d.). &#039;&#039;Igreja de Santo António do Antigo Convento das Freiras Beneditinas&#039;&#039;. &#039;&#039;Consultado a 07/03/2025.&#039;&#039; &amp;lt;nowiki&amp;gt;https://servicos.dgpc.gov.pt/pesquisapatrimonioimovel/detalhes.php?code=73768&amp;lt;/nowiki&amp;gt; &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
SIPA. (1999). &#039;&#039;Mosteiro de Bom Jesus / Igreja de Santo António.&#039;&#039; Consultado a 07/03/2025. &amp;lt;nowiki&amp;gt;http://www.monumentos.gov.pt/Site/APP_PagesUser/SIPA.aspx?id=5692&amp;lt;/nowiki&amp;gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
=== Bibliografia ===&lt;br /&gt;
CASTILHO, Liliana (2017). &#039;&#039;Construindo a cidade: Viseu nos séculos XVII e XVIII&#039;&#039;. Porto: Edições Afrontamento.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Correia, Alberto (1989). &#039;&#039;Viseu&#039;&#039;. Lisboa: Editorial Presença.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
SIMÕES, João Miguel dos Santos (1979). &#039;&#039;Azulejaria em Portugal no século XVIII.&#039;&#039; Lisboa: Fundação Calouste Gulbenkian. &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
SIMÕES, João Miguel dos Santos (1997). &#039;&#039;Azulejaria em Portugal no século XVII. Lisboa: Fundação Calouste Gulbenkian.&#039;&#039;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
SMITH, Robert Chester (1973) &#039;&#039;French Models for Portuguese Tiles. Apollo – The International Art Magazine.&#039;&#039;&lt;/div&gt;</summary>
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