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	<title>Porto Barroco - Contribuições do utilizador [pt]</title>
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	<updated>2026-06-16T04:06:25Z</updated>
	<subtitle>Contribuições do utilizador</subtitle>
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		<id>https://wikimedia.pt/portobarroco/index.php?title=Solar_Condes_de_Resende&amp;diff=251</id>
		<title>Solar Condes de Resende</title>
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		<updated>2024-05-27T21:11:42Z</updated>

		<summary type="html">&lt;p&gt;Andreia Campos: &lt;/p&gt;
&lt;hr /&gt;
&lt;div&gt;[[File:Solar Condes de Resende - Imagem panorâmica da fachada principal.jpg|thumb|335x335px|Imagem panorâmica da fachada principal do Solar Condes de Resende. ]]&lt;br /&gt;
&#039;&#039;&#039;IDENTIFICAÇÃO&#039;&#039;&#039;&lt;br /&gt;
{| class=&amp;quot;wikitable&amp;quot;&lt;br /&gt;
|&#039;&#039;&#039;Designação&#039;&#039;&#039;&lt;br /&gt;
|Solar  Condes de Resende / Quinta da Costa / Casa Municipal da Cultura / Casa  Queirosiana de Gaia&lt;br /&gt;
|-&lt;br /&gt;
|&#039;&#039;&#039;Localização&#039;&#039;&#039; &lt;br /&gt;
|Portugal,  Porto, Vila nova de Gaia, Canelas&lt;br /&gt;
|-&lt;br /&gt;
|&#039;&#039;&#039;Cronologia&#039;&#039;&#039;&lt;br /&gt;
|Foi  na época medieval que a construção da arquitetura se iniciou. No século XIII  a casa já esta sob o domínio de Tomé da Costa. Século XVIII é adicionado outro  corpo que fica perpendicular ao corpo primitivo. Finalmente, em 1984, a  residência é comprada pela Comprada pela Câmara Municipal de Vila Nova de  Gaia e são realizadas intervenções para adaptar a arquitetura para que no dia  21 de maio de 1984 pudesse ser utilizada para a Casa da Cultura da Câmara.&lt;br /&gt;
|-&lt;br /&gt;
|&#039;&#039;&#039;Autor(es)&#039;&#039;&#039;&lt;br /&gt;
|s/n&lt;br /&gt;
|-&lt;br /&gt;
|&#039;&#039;&#039;Classificação&#039;&#039;&#039;&lt;br /&gt;
|Inexistente,  mas encontra-se sobre propriedade da Câmara Municipal de Vila Nova de Gaia&lt;br /&gt;
|-&lt;br /&gt;
|&#039;&#039;&#039;Como chegar?&#039;&#039;&#039;&lt;br /&gt;
|A  partir da Avenida dos Aliados do Porto, apanhar o metro na linha D no sentido  Santo Ovídio. Sair na Paragem D. João II e apanhar o autocarro que une a  estação aos Carvalhos (via canelas). Por fim, é necessário sair no  Agrupamento de Escolas de Canelas (R. Delfim Lima  Apartado 512, 4411-701 Vila Nova de Gaia) e caminhar 11 minutos.&lt;br /&gt;
|}&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&#039;&#039;&#039;ESTADO DA ARTE&#039;&#039;&#039;&lt;br /&gt;
[[File:Solar Condes de Resende - detalhe de um painel azulejar com uma citação de António Lebre.jpg|left|thumb|235x235px|Detalhe de um painel azulejar com uma citação de António Lebre que diz “Foi aqui que Eça começou a enamorar-se de Emília, que veio a ter na vida literária de seu marido notável preponderância”. Esta citação é acompanhada com datação da realização do mesmo painel (1995 – ano queirosiano) e o brasão da família Resende e o brasão da Câmara Municipal de Vila Nova de Gaia.]]&lt;br /&gt;
{| class=&amp;quot;wikitable&amp;quot;&lt;br /&gt;
|São  vários os autores a mencionar o Solar Condes de Resende seja pelo seu drama  familiar, seja pela presença de Eça Queiroz ou pelos eventos que atualmente este  abrega. Mas, Susana Guimarães, numa iniciativa em conjunto com os &#039;&#039;Amigos  do Solar Condes de Resende&#039;&#039;, realizou uma síntese de toda a história do  edifício (conhecida até à data) estudando o edifício em si, a evolução e  dinâmica da própria construção, estudar a Quinta como propriedade, produtora  de rendimentos e gestora de uma área de domínio definida, avaliando se este  fator era a garantida da sua influencia a nível local, seguir a transmissão  geracional da propriedade, questão que implica abordagens de foro  genealógico, e estudar a sua articulação com o exterior, a sociedade, através  das relações dos possidentes com os outros.&lt;br /&gt;
|} &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&#039;&#039;&#039;ENQUADRAMENTO&#039;&#039;&#039;&lt;br /&gt;
{| class=&amp;quot;wikitable&amp;quot;&lt;br /&gt;
|&#039;&#039;&#039;Contexto físico patrimonial de  proximidade &#039;&#039;&#039; &lt;br /&gt;
|-&lt;br /&gt;
|Destaque  ao Coreto Paroquial de Canelas (contruído em 1907), classificado como Imóvel  de Valor Concelhio desde 1980 que se situa no Jardim de S. João de Canelas,  em frente à Igreja Matriz. Não esquecer a Igreja Paroquial de Canelas(1779),  que veio substituir um templo que existia no mesmo lugar e apresenta  características essencialmente barrocas embora que, ainda são presentes  alguns traços renascentistas.&lt;br /&gt;
|} &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&#039;&#039;&#039;DESCRIÇÃO&#039;&#039;&#039;&lt;br /&gt;
{| class=&amp;quot;wikitable&amp;quot;&lt;br /&gt;
|&#039;&#039;&#039;Objeto arquitetónico&#039;&#039;&#039; &lt;br /&gt;
|-&lt;br /&gt;
|Desconhece-se  a origem da construção do Solar dos Condes de Resende, no entanto, através  dos Arquivos Paroquiais do distrito do Porto, foi possível descobrir que este  terreno apresenta já algum tipo de presença senhorial desde 1042 – contudo,  este terreno compreendia uma área mais alargada do que é atualmente.[[File:Solar Condes de Resende I (49856138448).jpg|left|thumb|Fachada principal da casa a partir do exterior.]]Esta  edificação destaca-se por um barroco mais singelo, mas, nunca deixa de  apresentar a extravagância e cenografia tão apreciada por esta burguesia.  Atualmente, o visitante depara-se com um edifício composto de três corpos  principais que são interligados por ângulos retos que formam um pequeno  claustro quadrangular que receciona o sujeito. Em suma, a casa forma um total  de dois L sendo que o corpo barroco une todo o complexo pelo exterior e  interior.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
A  casa apresenta dois andares nos quais o rés do chão serviria para funções  laborais de domínio agrícola e para cavalarias. Já o andar nobre agregava as  funções habitacionais e de lazer. Apesar de simples, esta arquitetura seguiu  o “cânone” desta tipologia de casas nobres no barroco onde o andar inferior  era ocupado por criados e os seus trabalhos que, neste caso, se prendiam  muito a produção têxtil e de gado, enquanto o andar superior fazia jus ao seu  nome e era ocupado pelos habitantes da casa e acabava por ser diferenciado  para destacar a importância de quem o preenchia. Passando agora para a  descrição dos dois corpos principais da arquitetura irei denominá-los de  corpo A (leste) e corpo B (norte).[[File:Solar Condes de Resende - Corpo Leste.jpg|thumb|Corpo A (leste).]]O  corpo A é o mais antigo, não apresenta grande nobilitação e até causa  estranheza em comparação com o corpo adjacente. A fachada é simples e  apresenta um andar nobre onde se situavam os quartos residenciais e,  diretamente abaixo deles, encontravam-se as cavalarias que forneciam o calor  necessário para os seus habitantes. Funcionavam, em conjunto, uma adega e uma  pequena arrecadação. As janelas apresentam cantarias pétreas que as destacam  da parede branca e, ligeiramente à direita, encontramos uma pedra-de-armas  dos Condes de Resende, para deixar claro quem eram os novos proprietários do  Solar.[[File:Solar Condes de Resende - Escadaria do corpo norte.jpg|thumb|Corpo B (norte).]]O  corpo B, apesar de não haver registo de quando o mesmo foi edificado, através  das memórias paroquiais de 1758, onde é referido “&#039;&#039;ambas cazas com foro de  fidalgos, aparentados com muitas casas ilustres, respeitadas de toda a  Provincia&#039;&#039;” e, antes disso, ainda menciona a Capela de São Tomé que se  encontra no edificado. Ou seja, já são referidas duas casas já no terceiro  quartel do século XVIII e a capela, então, podemos concluir que a mesma deve  ter sido contruída dentro dessas mesmas datas porque confronta outras fontes  que apenas referem um corpo existencial. O corpo B é realçado através de uma  escadaria cenográfica que encontra uma &#039;&#039;loggia&#039;&#039; suportada por colunas  dóricas que é ampliada para esta comunicar com a capela de S. Tomé. Nesta  fachada, surgem janelas com cantarinhas pétreas com forma de volutas e  franjas de cortinados realizadas por pedreiros de Canelas. No lado norte,  voltado para o jardim das Camélias, é também decorado com ornatos nas janelas  e na porta com acesso ao jardim é introduzida uma escadaria semicircular para  dar ênfase a uma entrada mais dramática.[[File:Solar Condes de Resende - Porta de acesso ao Jardim das Camélias.jpg|left|thumb|218x218px|Porta de acesso ao Jardim das Camélias.]]Passando  para o Jardim das Camélias, é uma área de refresco com uma pequena forte com  paredes ondulares concavas e convexas, que realçam esta ideia de dinamismo  plástico e a sumptuosidade.[[File:Solar Condes de Resende - fonte do Jardim das Camélias.jpg|thumb|243x243px|Fonte do Jardim das Camélias.]]No  lado leste existe uma horta comunitária (ainda ativa) com várias espécies e o  restante de um lavadoiro.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Apesar  das intervenções realizadas pela Câmara Municipal de Gaia, houve uma  preocupação em manter o interior original. As abóbadas são de madeira com  motivos geometrizantes, as janelas eram acompanhadas com namoradeiras em  pedra para os visitantes poderem usufruir das suas conversas com cenários  vegetativos e, no caso daquelas que se encontravam no lado oeste, para terem  uma vista privilegiada para o mar.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
As  salas e o salão nobre (todos localizados no corpo B) eram posicionados no  andar nobre.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
|}&lt;br /&gt;
[[File:Solar Condes de Resende V (49856678136).jpg|thumb|Escultura de Eça de Queiroz.]]&lt;br /&gt;
{| class=&amp;quot;wikitable&amp;quot;&lt;br /&gt;
|&#039;&#039;&#039;Património integrado&#039;&#039;&#039;&lt;br /&gt;
|-&lt;br /&gt;
|Realçar  o jardim das Japoneiras ou das Camélias com exemplares com 300 anos e, a  Estátua de Eça de Queiroz (mais recente) que se enamorou nesta mesma casa por  emília de Castro Pamplona. Este espaço encontra-se atualmente na  inventariação da coleção de Marciano Azuaga. Também importante destacar o  valor do património fundiário e de herança da casa que já atravessa longos  séculos e como as identidades de várias famílias acabaram por influenciar  Canelas e a própria arquitetura do Solar.&lt;br /&gt;
|}&lt;br /&gt;
{| class=&amp;quot;wikitable&amp;quot;&lt;br /&gt;
|&#039;&#039;&#039;Fontes&#039;&#039;&#039;   &lt;br /&gt;
|-&lt;br /&gt;
|·       Capela,  José Viriato (2009). “Portugal nas memórias paroquiais de 1758: As freguesias  do distrito do Porto nas Memórias Paroquiais de 1758 – memórias, história e  património. Vol. 5”. Braga: [Edição do autor]. &amp;lt;nowiki&amp;gt;ISBN 978-972-98662-4-1&amp;lt;/nowiki&amp;gt; (pg.  757-758)&lt;br /&gt;
|}&lt;br /&gt;
{| class=&amp;quot;wikitable&amp;quot;&lt;br /&gt;
|&#039;&#039;&#039;Bibliografia &#039;&#039;&#039; &lt;br /&gt;
|-&lt;br /&gt;
|&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
·       &#039;&#039;&#039;Cardoso&#039;&#039;&#039;, Rúben Ricardo Oliveira (2020).  “Continuidade pela transformação: o solar dos condes de Paço Vitorino”.  Dissertação de Mestrado em Arquitetura apresentada a 29 de abril de 2020 na  Universidade Lusíada do Porto.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
·       &#039;&#039;&#039;Costa&#039;&#039;&#039;, V. B. da (junho de 2014).  “Boletim da Associação Cultural amigos de Gaia: &#039;&#039;A Capela de Santo Ovídio&#039;&#039;”.  Edição nº 78 – 13º Vol. Vila Nova de Gaia. (pg. 5-13).&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
·       &#039;&#039;&#039;Fernandes&#039;&#039;&#039;, João Luis (2023). “A coleção  Marciano Azuaga: Gaia e Porto na segunda metade do século XIX e primeira  década do século XX”. Dossiê temático “Museologia: diálogos e encontros  ibéricos”. Edição nº16.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
·       &#039;&#039;&#039;Ferreira-Alves,&#039;&#039;&#039; Joaquim Jaime B. (2001). “Coleção  Portucale: A casa Nobre no Porto na Época Moderna”. Lisboa: Edições Inapa.  ISBN: 972-8387-91-1. (pg. 119-122)&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
·       &#039;&#039;&#039;Gonçalves&#039;&#039;&#039;, Flávio (1984). “Revista do  Gabinete de História e Arqueologia de vila nova de Gaia: Mestres de pedraria  gaienses que trabalharam, no século XVIII, na “Torre de Garcia D’Ávila””.  Edição s/n – 2º Vol. Vila Nova de Gaia. (pg. 259-271).&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
·       &#039;&#039;&#039;GUIMARÃES&#039;&#039;&#039;, J. A. (1995). “Eça de Queiroz e  os Condes de Resende”. Vila Nova de Gaia: Casa Municipal de Cultura. Solar  dos Condes de Resende.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
·       &#039;&#039;&#039;Guimarães&#039;&#039;&#039;, J. A. G. e Guimarães, Susana  (dezembro de 2011). ”Boletim da Associação Cultural Amigos de Gaia: &#039;&#039;Vila  nova de Gaia e as Invasões Francesas&#039;&#039;”. Edição nº 13 – 13º Vol. Vila Nova  de Gaia. (pg. 22-33).&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
·       &#039;&#039;&#039;Guimarães&#039;&#039;&#039;, Susana (junho de 2012). “Boletim  da Associação Cultural amigos de Gaia: &#039;&#039;O Solar Condes de Resende e os  Cavalos&#039;&#039;”. Edição nº 74 – 12º Vol. Vila Nova de Gaia. (pg. 27-33).&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
·       &#039;&#039;&#039;Guimarães&#039;&#039;&#039;, Gonçalves (dezembro de 1993).  “Boletim da Associação Cultural amigos de Gaia: &#039;&#039;Jardins de Vila Nova de  Gaia&#039;&#039;”. Edição nº 36 – 6º Vol. Vila Nova de Gaia. (pg. 11-16).&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
·       &#039;&#039;&#039;Guimarães&#039;&#039;&#039;, Gonçalves (junho de 1996).  “Boletim da Associação Cultural amigos de Gaia: &#039;&#039;Títulos nobiliárquicos de  Vila Nova de Gaia – II&#039;&#039;”. Edição nº 41 – 6º Vol. Vila Nova de Gaia. (pg.  23-27).&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
·       &#039;&#039;&#039;Guimarães&#039;&#039;&#039;, Susana Cristina Gomes Gonçalves  (2005). “A Quinta da Costa em Canelas. Vila Nova de Gaia (1766-1816):  Família, Património e Casa.” Dissertação de mestrado em Estudos Locais e  Regionais, apresentada à Faculdade de Letras da Universidade do Porto. ISBN: 972-99222-1-7.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
·       &#039;&#039;&#039;Madureira&#039;&#039;&#039;, Nuno Luís, Cidade: Espaço e  Quotidiano (Lisboa, 1740-1830), Lisboa, Livros Horizonte, 1992.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
·       &#039;&#039;&#039;Miranda&#039;&#039;&#039;, A. I. F. (dezembro de 2005).  “Boletim da Associação Cultural Amigos de Gaia”. “&#039;&#039;Peças de fiação e  tecelagem do Solar Condes de Resende&#039;&#039;”. Edição nº 61 – 10º Vol. Vila Nova  de Gaia. (pg. 25-33).&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
|}&lt;/div&gt;</summary>
		<author><name>Andreia Campos</name></author>
	</entry>
	<entry>
		<id>https://wikimedia.pt/portobarroco/index.php?title=Solar_Condes_de_Resende&amp;diff=243</id>
		<title>Solar Condes de Resende</title>
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		<updated>2024-05-27T20:46:14Z</updated>

		<summary type="html">&lt;p&gt;Andreia Campos: Created page with &amp;quot;&amp;#039;&amp;#039;&amp;#039;IDENTIFICAÇÃO&amp;#039;&amp;#039;&amp;#039; {| class=&amp;quot;wikitable&amp;quot; |&amp;#039;&amp;#039;&amp;#039;Designação&amp;#039;&amp;#039;&amp;#039; |Solar  Condes de Resende / Quinta da Costa / Casa Municipal da Cultura / Casa  Queirosiana de Gaia |- |&amp;#039;&amp;#039;&amp;#039;Localização&amp;#039;&amp;#039;&amp;#039;  |Portugal,  Porto, Vila nova de Gaia, Canelas |- |&amp;#039;&amp;#039;&amp;#039;Cronologia&amp;#039;&amp;#039;&amp;#039; |Foi  na época medieval que a construção da arquitetura se iniciou. No século XIII  a casa já esta sob o domínio de Tomé da Costa. Século XVIII é adicionado outro  corpo que fica perpendicular ao corpo primitivo...&amp;quot;&lt;/p&gt;
&lt;hr /&gt;
&lt;div&gt;&#039;&#039;&#039;IDENTIFICAÇÃO&#039;&#039;&#039;&lt;br /&gt;
{| class=&amp;quot;wikitable&amp;quot;&lt;br /&gt;
|&#039;&#039;&#039;Designação&#039;&#039;&#039;&lt;br /&gt;
|Solar  Condes de Resende / Quinta da Costa / Casa Municipal da Cultura / Casa  Queirosiana de Gaia&lt;br /&gt;
|-&lt;br /&gt;
|&#039;&#039;&#039;Localização&#039;&#039;&#039; &lt;br /&gt;
|Portugal,  Porto, Vila nova de Gaia, Canelas&lt;br /&gt;
|-&lt;br /&gt;
|&#039;&#039;&#039;Cronologia&#039;&#039;&#039;&lt;br /&gt;
|Foi  na época medieval que a construção da arquitetura se iniciou. No século XIII  a casa já esta sob o domínio de Tomé da Costa. Século XVIII é adicionado outro  corpo que fica perpendicular ao corpo primitivo. Finalmente, em 1984, a  residência é comprada pela Comprada pela Câmara Municipal de Vila Nova de  Gaia e são realizadas intervenções para adaptar a arquitetura para que no dia  21 de maio de 1984 pudesse ser utilizada para a Casa da Cultura da Câmara.&lt;br /&gt;
|-&lt;br /&gt;
|&#039;&#039;&#039;Autor(es)&#039;&#039;&#039;&lt;br /&gt;
|s/n&lt;br /&gt;
|-&lt;br /&gt;
|&#039;&#039;&#039;Classificação&#039;&#039;&#039;&lt;br /&gt;
|Inexistente,  mas encontra-se sobre propriedade da Câmara Municipal de Vila Nova de Gaia&lt;br /&gt;
|-&lt;br /&gt;
|&#039;&#039;&#039;Como chegar?&#039;&#039;&#039;&lt;br /&gt;
|A  partir da Avenida dos Aliados do Porto, apanhar o metro na linha D no sentido  Santo Ovídio. Sair na Paragem D. João II e apanhar o autocarro que une a  estação aos Carvalhos (via canelas). Por fim, é necessário sair no  Agrupamento de Escolas de Canelas (R. Delfim Lima  Apartado 512, 4411-701 Vila Nova de Gaia) e caminhar 11 minutos.&lt;br /&gt;
|}&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&#039;&#039;&#039;ESTADO DA ARTE&#039;&#039;&#039;&lt;br /&gt;
{| class=&amp;quot;wikitable&amp;quot;&lt;br /&gt;
|São  vários os autores a mencionar o Solar Condes de Resende seja pelo seu drama  familiar, seja pela presença de Eça Queiroz ou pelos eventos que atualmente este  abrega. Mas, Susana Guimarães, numa iniciativa em conjunto com os &#039;&#039;Amigos  do Solar Condes de Resende&#039;&#039;, realizou uma síntese de toda a história do  edifício (conhecida até à data) estudando o edifício em si, a evolução e  dinâmica da própria construção, estudar a Quinta como propriedade, produtora  de rendimentos e gestora de uma área de domínio definida, avaliando se este  fator era a garantida da sua influencia a nível local, seguir a transmissão  geracional da propriedade, questão que implica abordagens de foro  genealógico, e estudar a sua articulação com o exterior, a sociedade, através  das relações dos possidentes com os outros.&lt;br /&gt;
|} &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&#039;&#039;&#039;ENQUADRAMENTO&#039;&#039;&#039;&lt;br /&gt;
{| class=&amp;quot;wikitable&amp;quot;&lt;br /&gt;
|&#039;&#039;&#039;Contexto físico patrimonial de  proximidade &#039;&#039;&#039; &lt;br /&gt;
|-&lt;br /&gt;
|Destaque  ao Coreto Paroquial de Canelas (contruído em 1907), classificado como Imóvel  de Valor Concelhio desde 1980 que se situa no Jardim de S. João de Canelas,  em frente à Igreja Matriz. Não esquecer a Igreja Paroquial de Canelas(1779),  que veio substituir um templo que existia no mesmo lugar e apresenta  características essencialmente barrocas embora que, ainda são presentes  alguns traços renascentistas.&lt;br /&gt;
|} &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&#039;&#039;&#039;DESCRIÇÃO&#039;&#039;&#039;&lt;br /&gt;
{| class=&amp;quot;wikitable&amp;quot;&lt;br /&gt;
|&#039;&#039;&#039;Objeto arquitetónico&#039;&#039;&#039; &lt;br /&gt;
|-&lt;br /&gt;
|Desconhece-se  a origem da construção do Solar dos Condes de Resende, no entanto, através  dos Arquivos Paroquiais do distrito do Porto, foi possível descobrir que este  terreno apresenta já algum tipo de presença senhorial desde 1042 – contudo,  este terreno compreendia uma área mais alargada do que é atualmente.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Esta  edificação destaca-se por um barroco mais singelo, mas, nunca deixa de  apresentar a extravagância e cenografia tão apreciada por esta burguesia.  Atualmente, o visitante depara-se com um edifício composto de três corpos  principais que são interligados por ângulos retos que formam um pequeno  claustro quadrangular que receciona o sujeito. Em suma, a casa forma um total  de dois L sendo que o corpo barroco une todo o complexo pelo exterior e  interior.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
A  casa apresenta dois andares nos quais o rés do chão serviria para funções  laborais de domínio agrícola e para cavalarias. Já o andar nobre agregava as  funções habitacionais e de lazer. Apesar de simples, esta arquitetura seguiu  o “cânone” desta tipologia de casas nobres no barroco onde o andar inferior  era ocupado por criados e os seus trabalhos que, neste caso, se prendiam  muito a produção têxtil e de gado, enquanto o andar superior fazia jus ao seu  nome e era ocupado pelos habitantes da casa e acabava por ser diferenciado  para destacar a importância de quem o preenchia. Passando agora para a  descrição dos dois corpos principais da arquitetura irei denominá-los de  corpo A (leste) e corpo B (norte).&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
O  corpo A é o mais antigo, não apresenta grande nobilitação e até causa  estranheza em comparação com o corpo adjacente. A fachada é simples e  apresenta um andar nobre onde se situavam os quartos residenciais e,  diretamente abaixo deles, encontravam-se as cavalarias que forneciam o calor  necessário para os seus habitantes. Funcionavam, em conjunto, uma adega e uma  pequena arrecadação. As janelas apresentam cantarias pétreas que as destacam  da parede branca e, ligeiramente à direita, encontramos uma pedra-de-armas  dos Condes de Resende, para deixar claro quem eram os novos proprietários do  Solar.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
O  corpo B, apesar de não haver registo de quando o mesmo foi edificado, através  das memórias paroquiais de 1758, onde é referido “&#039;&#039;ambas cazas com foro de  fidalgos, aparentados com muitas casas ilustres, respeitadas de toda a  Provincia&#039;&#039;” e, antes disso, ainda menciona a Capela de São Tomé que se  encontra no edificado. Ou seja, já são referidas duas casas já no terceiro  quartel do século XVIII e a capela, então, podemos concluir que a mesma deve  ter sido contruída dentro dessas mesmas datas porque confronta outras fontes  que apenas referem um corpo existencial. O corpo B é realçado através de uma  escadaria cenográfica que encontra uma &#039;&#039;loggia&#039;&#039; suportada por colunas  dóricas que é ampliada para esta comunicar com a capela de S. Tomé. Nesta  fachada, surgem janelas com cantarinhas pétreas com forma de volutas e  franjas de cortinados realizadas por pedreiros de Canelas. No lado norte,  voltado para o jardim das Camélias, é também decorado com ornatos nas janelas  e na porta com acesso ao jardim é introduzida uma escadaria semicircular para  dar ênfase a uma entrada mais dramática.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Passando  para o Jardim das Camélias, é uma área de refresco com uma pequena forte com  paredes ondulares concavas e convexas, que realçam esta ideia de dinamismo  plástico e a sumptuosidade.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
No  lado leste existe uma horta comunitária (ainda ativa) com várias espécies e o  restante de um lavadoiro.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Apesar  das intervenções realizadas pela Câmara Municipal de Gaia, houve uma  preocupação em manter o interior original. As abóbadas são de madeira com  motivos geometrizantes, as janelas eram acompanhadas com namoradeiras em  pedra para os visitantes poderem usufruir das suas conversas com cenários  vegetativos e, no caso daquelas que se encontravam no lado oeste, para terem  uma vista privilegiada para o mar.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
As  salas e o salão nobre (todos localizados no corpo B) eram posicionados no  andar nobre.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
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{| class=&amp;quot;wikitable&amp;quot;&lt;br /&gt;
|&#039;&#039;&#039;Património integrado&#039;&#039;&#039;&lt;br /&gt;
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|Realçar  o jardim das Japoneiras ou das Camélias com exemplares com 300 anos e, a  Estátua de Eça de Queiroz (mais recente) que se enamorou nesta mesma casa por  emília de Castro Pamplona. Este espaço encontra-se atualmente na  inventariação da coleção de Marciano Azuaga. Também importante destacar o  valor do património fundiário e de herança da casa que já atravessa longos  séculos e como as identidades de várias famílias acabaram por influenciar  Canelas e a própria arquitetura do Solar.&lt;br /&gt;
|}&lt;/div&gt;</summary>
		<author><name>Andreia Campos</name></author>
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