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	<title>Porto Barroco - Contribuições do utilizador [pt]</title>
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	<subtitle>Contribuições do utilizador</subtitle>
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		<id>https://wikimedia.pt/portobarroco/index.php?title=Os_Conventos_Franciscanos_que_o_Tempo_Apagou&amp;diff=873</id>
		<title>Os Conventos Franciscanos que o Tempo Apagou</title>
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		<updated>2025-05-27T13:34:17Z</updated>

		<summary type="html">&lt;p&gt;Beatriznogueira: &lt;/p&gt;
&lt;hr /&gt;
&lt;div&gt;=== &#039;&#039;&#039;Introdução&#039;&#039;&#039; ===&lt;br /&gt;
Esta página analisa o contexto histórico e a arquitetura de três conventos femininos franciscanos atualmente em ruínas ou já completamente desaparecidos. Localizados no norte de Portugal, estes cenóbios são: o Convento de Santa Clara de Amarante, o Convento de Nossa Senhora dos Remédios de Braga e o Convento da Madre de Deus de Monchique, no Porto.  &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Em Portugal, as unidades monásticas, tanto femininas como masculinas, tiveram um papel fundamental no desenvolvimento e organização do território. Estas comunidades monásticas geriam-se por dois vetores fundamentais à essência humana na intemporalidade, o tempo e o espírito, isto porque as populações que receberam uma unidade monástica no seu território, ficaram inteiramente cientes e imbuídas das práticas e estilos de vida levados no interior destes espaços. «Há uma relação humana entre os consagrados e as consagradas com a população laica, que nem os muros monásticos conseguem barrar.» (Rocha e Montero 2023, p.8). &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Os três conventos em análise pertenceram à Ordem Franciscana, que foi implementada em Portugal por volta do ano de 1217.   &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
O estudo deste tema revela-se essencial para compreender a história das unidades monásticas em Portugal e torna-se um importante contributo para a preservação da memória das instituições religiosas que desapareceram por consequência da extinção das ordens monásticas em 1834 ou afetadas pelas Invasões Napoleónicas ou a Guerra Civil, condenadas a entrar em ruína e a cair no esquecimento por não terem sido reconvertidas a novas funções. Esta página tem ainda o intuito de inspirar o estudo de mais unidades conventuais arruinadas e desaparecidas, de forma a promover a conservação da sua memória. &lt;br /&gt;
== Convento de Santa Clara de Amarante ==&lt;br /&gt;
[[File:Fachada das ruínas do Convento de Santa Clara de Amarante vistas do Largo de Santa Clara.jpg|thumb|259x259px|Fachada das ruínas do Convento de Santa Clara de Amarante vistas do Largo de Santa Clara]]&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
==== Identificação ====&lt;br /&gt;
{| class=&amp;quot;wikitable&amp;quot;&lt;br /&gt;
|&#039;&#039;&#039;Designação&#039;&#039;&#039;&lt;br /&gt;
|Convento de Santa Clara de Amarante&lt;br /&gt;
|-&lt;br /&gt;
|&#039;&#039;&#039;Localização&#039;&#039;&#039;&lt;br /&gt;
|Largo de Santa Clara, Amarante&lt;br /&gt;
|-&lt;br /&gt;
|&#039;&#039;&#039;Cronologia&#039;&#039;&#039;&lt;br /&gt;
|Séc. XII (fundação), Sécs. XVI/XVII/XVIII (restauro e criação de novos espaços)&lt;br /&gt;
|-&lt;br /&gt;
|&#039;&#039;&#039;Autor(es)&#039;&#039;&#039;&lt;br /&gt;
|Desconhecido&lt;br /&gt;
|-&lt;br /&gt;
|&#039;&#039;&#039;Classificação&#039;&#039;&#039;&lt;br /&gt;
|Em ruínas&lt;br /&gt;
|}&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
==== Estado da Arte ====&lt;br /&gt;
A pesquisa realizada sobre o Convento de Santa Clara de Amarante foi essencialmente baseada na dissertação de mestrado em História de Daniel Ribeiro, intitulada de “Mosteiro de Santa Clara de Amarante: História, Património e Musealização” e no artigo do mesmo autor com o título de “Os Espaços Monásticos de Santa Clara de Amarante na Época Moderna”, ambos trabalhos bastante completos e fundamentais para a criação deste breve trabalho.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
A tese de mestrado foi útil para uma compreensão mais geral e total do contexto socioeconómico e histórico deste cenóbio ao longo dos séculos, desde a sua criação à sua destruição e estado atual. Já o artigo apresentou-se fundamental para a descrição detalhada dos espaços monásticos na época moderna, sendo assim possível criar uma imagem mental da dimensão do Convento de Santa Clara de Amarante. Também foi aqui mencionado o destino das variadas dependências deste local religioso.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
E, por último, ainda é importante referir os websites do SIPA, importante para o entendimento da cronologia do convento, do Amarante Tourism, embora mais generalizado importante para uma primeira abordagem do trabalho e, ainda o blog Amarante Magazine, com um artigo publicado por Daniel Ribeiro, intitulado de O Mosteiro de Santa Clara de Amarante, bastante mais completo a nível de informação que o anteriormente referido, sendo fundamental para um entendimento mais abrangente do convento.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
==== Enquadramento ====&lt;br /&gt;
O convento de Santa Clara de Amarante, situado relativamente próximo do centro histórico da cidade e do Mosteiro de São Gonçalo de Amarante, teve a sua origem, segundo a tradição, ainda no século XII, onde foi fundado por Dona Mafalda, infanta de Portugal. No seu início era apenas um pequeno grupo de mantelatas&amp;lt;sup&amp;gt;[1]&amp;lt;/sup&amp;gt; sendo depois convertido para a Ordem de Santa Clara. Devido às várias transformações e destruições sucessivas ao longo dos séculos, hoje passa totalmente despercebido, mesmo com a sua aparição no traçado urbano, causando o desconhecimento deste monumento aos visitantes desta cidade.&lt;br /&gt;
----&amp;lt;small&amp;gt;[1] As mantelatas tiverem a sua origem na idade média, tendo sido a primeira santa desta ordem a Santa Juliana Falconieri, descendente de uma família importante de Florença. Ficaram reconhecidas por este nome devido ao hábito que utilizavam, um manto sobre a cabeça.&amp;lt;/small&amp;gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
==== Descrição ====&lt;br /&gt;
A arquitetura do Convento de Santa Clara de Amarante é definida pelo reflexo da evolução estilística que se foi desenvolvendo ao longo dos séculos. A estrutura inicial deste cenóbio contava com um traço gótico, apresentando-se na atualidade bastante transformado com a predominância de elementos maneiristas e barrocos, resultado de intervenções posteriores. A fachada sul da igreja (virada para o atual Largo de Santa Clara), era caracterizada pela sua simplicidade sendo composta pelo portal de entrada, como em todos os conventos femininos estava presente na lateral do edifício, emoldurado por duas colunas torsas e encimado por um nicho, e três janelões retangulares. No seu perímetro estava presente uma cornija.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
No seu interior, a capela-mor era antecedida por um arco cruzeiro que continha o escudo de armas de D. Tomé de Sousa, símbolo desta família que hipotecou a Quinta de Ponte de Veiga, em Unhão (Felgueiras), para a construção da zona mais sagrada da igreja. Neste mesmo local, estava presente um retábulo em talha dourada, com sacrário e tribuna. Estariam presentes as imagens de Santa Clara, Nossa Senhora da Conceição e do Menino Jesus. Também é fundamental realçar a decoração do teto  deste edifício, sendo esto abobadado com rompentes (leão figurado, no escudo, de perfil e aprumado), espigão ao centro e florões nos painéis tudo em pedra escodada e fina (Ribeiro 2013, p. 8).&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Esta dependência representa tanta importância nesta breve análise e contextualização do Convento de Santa Clara de Amarante pois é uma das únicas partes que ainda subsiste &#039;&#039;in loco&#039;&#039; até aos dias de hoje, nomeadamente os restos renascentistas da capela lateral a Norte, uma pequena memória deste espaço monástico.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
==== Extinção e desaparecimento ====&lt;br /&gt;
O Convento de Santa Clara de Amarante sofreu um incêndio ateado pelos franceses, no momento das invasões que realizavam ao país, no dia 18 de abril de 1809, sobrevivendo apenas a igreja do espaço monástico. A extinção das ordens monásticas em 1834 também contribuiu para o desaparecimento parcial deste cenóbio.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Além da destruição causada pelo incêndio e pela batalha entre franceses e ingleses no Convento de Santa Clara de Amarante, devido à iminência da chegada das tropas francesas, as religiosas fugiram para o Mosteiro de Madre de Deus de Monchique, a extinção das ordens monásticas em 1834 também contribuiu para o desaparecimento parcial deste cenóbio. (Ribeiro 2011, p.165)&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Embora este edifício tenha desaparecido e sido esquecido pelo tempo, o seu estudo e compreensão é fundamental para a história de Amarante e da Ordem de Santa Clara, sendo necessário um estudo mais aprofundado e completo a este mosteiro.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
==== Imagens e iconografia do objeto ====&lt;br /&gt;
&amp;lt;gallery&amp;gt;&lt;br /&gt;
File:Fachada Posterior vista da rampa de acesso ao arquivo municipal de Amarante.jpg|&#039;&#039;Fachada Posterior vista da rampa de acesso ao arquivo municipal de Amarante&#039;&#039;&lt;br /&gt;
File:Vista do Mosteiro de São Gonçalo do Largo de Santa Clara.jpg|Vista do Mosteiro de São Gonçalo do Largo de Santa Clara&lt;br /&gt;
File:Vista do espaço envolvente das ruínas do Convento de Santa Clara de Amarante (traseiras das ruínas).jpg|Vista do espaço envolvente das ruínas do convento (traseiras das ruínas)&lt;br /&gt;
File:Vista do arco e do interior da capela em ruínas do Convento de Santa Clara de Amarante.jpg|Vista do arco e do interior da capela em ruínas&lt;br /&gt;
File:Pormenor do interior da capela do Convento de Santa Clara de Amarante com as partes subsistentes.jpg|Pormenor do interior da capela com as partes subsistentes&lt;br /&gt;
File:Pormenor de uma janela da capela do Convento de Santa Clara de Amarante.jpg|&#039;&#039;Pormenor de uma janela da capela&#039;&#039;&lt;br /&gt;
File:Pormenor do interior da capela do Convento de Santa Clara com vista para o altar-mor.jpg|Pormenor do interior da capela com vista para o altar-mor&lt;br /&gt;
File:Pormenor do interior com o teto em caixotões da capela do Convento de Santa Clara de Amarante.jpg|Pormenor do interior com o teto em caixotões&lt;br /&gt;
&amp;lt;/gallery&amp;gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
== Convento de Nossa Senhora dos Remédios de Braga ==&lt;br /&gt;
[[File:Bloco Conventual dos Remédios.jpeg|thumb|274x274px|Convento da Nossa Senhora dos Remédios (In: Braga d&#039;outros tempos: fotografias do arquivo da foto aliança. Braga: Câmara Municipal de Braga, Museu da Imagem, 2005)]]&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
==== Identificação ====&lt;br /&gt;
{| class=&amp;quot;wikitable&amp;quot;&lt;br /&gt;
|&#039;&#039;&#039;Designação&#039;&#039;&#039;&lt;br /&gt;
|Convento de Nossa Senhora dos Remédios, Piedade e Madre de Deus&lt;br /&gt;
|-&lt;br /&gt;
|&#039;&#039;&#039;Localização&#039;&#039;&#039;&lt;br /&gt;
|Braga&lt;br /&gt;
|-&lt;br /&gt;
|&#039;&#039;&#039;Cronologia&#039;&#039;&#039;&lt;br /&gt;
|Século XVI&lt;br /&gt;
|-&lt;br /&gt;
|&#039;&#039;&#039;Autor&#039;&#039;&#039;&lt;br /&gt;
|António Pinto de Sousa (3ª Igreja)&lt;br /&gt;
|-&lt;br /&gt;
|&#039;&#039;&#039;Classificação&#039;&#039;&#039;&lt;br /&gt;
|Desaparecido&lt;br /&gt;
|}&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
==== Estado da arte ====&lt;br /&gt;
No âmbito do estudo sobre o antigo Convento de Nossa Senhora dos Remédios, o artigo &#039;&#039;O legado do extinto Convento de Nossa Senhora da Piedade e dos Remédios&#039;&#039;, da autoria de Rui Ferreira revelou-se uma referência fundamental. Esse trabalho constitui um contributo significativo para o conhecimento do Convento dos Remédios, abordando diversos aspetos, desde a sua fundação até à extinção, incluindo ainda uma ficha de inventário do seu património móvel.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
A obra &#039;&#039;Em lembrança da extinta Igreja dos Remédios de Braga&#039;&#039;, publicada por Martins Capella, em 1913, representa um dos primeiros esforços sistemáticos de preservação da memória deste edifício religioso desaparecido. Escrita num tom evocativo e memorialista, reflete o interesse histórico do autor, mas também a sensibilidade de uma época preocupada com a perda do património religioso e urbano, ao reunir descrições, documentos e testemunhos visuais. &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
O artigo &#039;&#039;A adoção do barroco nas igrejas conventuais femininas de Braga no pontificado de D. Rodrigo de Moura Teles: diálogos artísticos&#039;&#039;, de Manuel Joaquim Moreira da Rocha, publicado em 2001, resume-se num estudo essencial para compreender a evolução artística e arquitetónica de três instituições religiosas femininas de Braga – Remédios, Salvador e Conceição – no início século XVIII. Ao se centrar no papel reformador e encomendador de D. Rodrigo de Moura Teles, o autor analisa os mecanismos de difusão do barroco no contexto conventual feminino, articulando a arquitetura com os programas decorativos e o património integrado. Esta abordagem permite compreender não só as opções estéticas da época, mas também os discursos simbólicos e funcionais subjacentes à configuração dos espaços sagrados femininos.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
==== Enquadramento ====&lt;br /&gt;
O Convento de Nossa Senhora dos Remédios foi instituído entre 1544 e 1549, por iniciativa de D. Frei André de Torquemada, bispo de “Annel”, titular de Dume e religioso da Terceira Ordem de S. Francisco, da província da Andaluzia, reino de Castela. A primeira pedra foi benzida em 1544, tendo o edifício sido integralmente concluído no ano de 1549.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Foi o primeiro convento feminino erigido na cidade de Braga, destinado a uma nova comunidade religiosa que seguia a regra de S. Francisco de Assis. Mais tarde, o convento seria incorporado na Ordem Terceira da Penitência de São Francisco, e as suas religiosas teriam de fazer votos de obediência, castidade, pobreza e de clausura. (Ribeiro 2015, p.59) &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
De acordo com uma visita do arcebispo D. José de Bragança, concretizada em 1743, o convento contava com 101 religiosas, o que lhe tornava no recolhimento mais populoso de Braga. &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Este instituto religioso foi erguido nas imediações da cidade, extramuros, no espaço de um dos palácios em que residia o bispo fundador e em outros terrenos por ele adquiridos, os quais proporcionaram a área necessária para a construção da igreja e das restantes oficinas conventuais. Localizava-se no antigo rossio de São Marcos, junto à porta de São João e ocupava quase todo o recinto demarcado pelas ruas de São Marcos, a norte, das Águas, atual Avenida da Liberdade, a este, do Campo dos Remédios, atual largo Carlos Amarante, a oeste, e pela cangosta da rua das Águas, a sul, uma via inexistente no atual cenário urbano. A sua vasta frontaria preenchia todo o lado oriental do Campo dos Remédios, desde a rua de São Marcos, até à atual de São Lázaro. (Ferreira 2014, pp. 94-96)&lt;br /&gt;
==== Descrição ====&lt;br /&gt;
[[File:Desenho Convento dos Remédios.jpeg|left|thumb|Fachada principal do Convento dos Remédios (Desenho de João Batista Vieira Gomes, de 1839)]]&lt;br /&gt;
A entrada principal nas igrejas conventuais femininas é sempre feita por uma porta lateral, uma vez que o espaço oposto à capela-mor é ocupado pelo coro, onde as religiosas assistem ao ofício litúrgico sem quebrarem a sua clausura, permanecendo ocultas aos fiéis que assistem à celebração na nave. &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
O portal da fachada lateral da igreja dos Remédios possuía uma estrutura complexa, disposto em três andares. (Rocha 2001, pp. 53-54)&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
A porta era flanqueada por um par de colunas torsas com capitéis compósitos. Nos intercolúnios encontravam-se imagens em granito de religiosas terciárias, coroadas e assentes em mísulas: à direita de quem entra, a de Santa Isabel, rainha de Hungria e matriarca da Ordem, com o livro da regra na mão; à esquerda, a de Santa Isabel, rainha de Portugal, com o olhar voltado para o regaço onde, segundo a lenda, as esmolas se transformaram em rosas. (Capella 1913, pp.55-56) O segundo registo mantém o estilo do corpo anterior, com quatro colunas torsas a ladear janelas e um nicho central em arco, onde se encontrava uma imagem da Piedade em calcário, flanqueada por duas outras imagens de granito: à direita, a de São João Evangelista; à esquerda, a de São João Batista. O último andar dispunha unicamente de um par de colunas torsas que delimitavam um nicho enquadrado por aletas, no qual se encontrava uma imagem em granito de São Francisco de Assis. O remate do conjunto do portal ultrapassava a cornija do edifício, e era composto pela pedra de armas de São Francisco de Assis, ornamentada com motivos vegetalistas, volutas e uma concha, e ladeada por anjos de feição barroquizante, do tipo &#039;&#039;putti&#039;&#039;, que seguravam uma grinalda de flores. (Rocha 2014, pp. 115-117)&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
O interior da igreja dos Remédios seguia uma estrutura volumétrica e planimétrica semelhante à das restantes igrejas conventuais femininas. Estes templos estruturam-se em torno de um eixo central que conecta os coros, a nave, a capela-mor e a sacristia, evidenciando uma espacialidade longitudinal. A planta resulta da justaposição de vários retângulos, dos quais o que define o corpo da igreja constitui o paralelepípedo de maior volume. A igreja dos Remédios, de nave única, estendia-se de norte a sul, com a sua fachada e entrada principal voltada a oeste. (Rocha 2001, pp. 52-53 e 55)&lt;br /&gt;
==== Património Integrado ====&lt;br /&gt;
A capela-mor dispunha de um retábulo-mor e tribuna em madeira dourada, de arquitetura antiga, com a imagem de Nossa Senhora da Piedade ladeada pelas de Nossa Senhora da Graça e de São Francisco. As suas paredes laterais eram forradas por quatro painéis da autoria de Carlos Antonio Leoni que representavam os passos da vida de Nossa Senhora. &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Junto ao muro do arco cruzeiro existiam ainda dois retábulos colaterais: num venerava-se a imagem do Seráfico Patriarca, São Francisco de Assis, e no outro, a de São João Evangelista. &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
As paredes laterais da nave estavam revestidas, até meia altura, com azulejos que representavam alguns episódios da vida de São Francisco de Assis. Até à cornija do templo, encontravam-se quadros que ilustravam os principais atos de santidade do Santo enquanto Penitente, dispostos entre as janelas, decoradas com madeira recortada e dourada. (Rocha 2001, pp. 61-62 e 67)&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Parte do espólio da Igreja e do Convento dos Remédios encontra-se disperso em alguns locais da cidade de Braga, assegurando a sua preservação física e herança artística. Esta dispersão contribui para a manutenção da memória do convento, ainda que de forma descentralizada, uma vez que a população pode ter contacto com fragmentos do passado, mesmo fora do seu enquadramento original.&lt;br /&gt;
{| class=&amp;quot;wikitable&amp;quot;&lt;br /&gt;
|+&#039;&#039;&#039;O legado do Convento dos Remédios disperso pela cidade de Braga (Ferreira 2014, pp. 110-120)&#039;&#039;&#039;&lt;br /&gt;
|&#039;&#039;&#039;Designação&#039;&#039;&#039;&lt;br /&gt;
|&#039;&#039;&#039;Proveniência&#039;&#039;&#039;&lt;br /&gt;
|&#039;&#039;&#039;Autoria&#039;&#039;&#039;&lt;br /&gt;
|&#039;&#039;&#039;Época&#039;&#039;&#039;&lt;br /&gt;
|&#039;&#039;&#039;Local atual&#039;&#039;&#039;&lt;br /&gt;
|-&lt;br /&gt;
|Esculturas graníticas da Rainha Santa Isabel da Hungria, da Rainha Santa Isabel de Portugal, de São João Evangelista e de São Francisco de Assis&lt;br /&gt;
|Fachada nobre da Igreja dos Remédios&lt;br /&gt;
|Desconhecida&lt;br /&gt;
|1724-25&lt;br /&gt;
|[https://pt.wikipedia.org/wiki/Parque_da_Ponte Parque da Ponte], junto ao cruzeiro de de D. Frei Bartolomeu dos Mártires&lt;br /&gt;
|-&lt;br /&gt;
|Conjunto arquitetónico de São João Batista&lt;br /&gt;
|Fachada nobre da Igreja dos Remédios&lt;br /&gt;
|Desconhecida&lt;br /&gt;
|1724-25&lt;br /&gt;
|Fachada posterior da [http://www.monumentos.gov.pt/Site/APP_PagesUser/SIPA.aspx?id=17245 capela de São João da Ponte]&lt;br /&gt;
|-&lt;br /&gt;
|Escultura da Nossa Senhora da Piedade&lt;br /&gt;
|Fachada nobre da Igreja dos Remédios&lt;br /&gt;
|Desconhecida &lt;br /&gt;
|1724-25&lt;br /&gt;
|[https://pt.wikipedia.org/wiki/Tesouro-Museu_da_Sé_de_Braga Tesouro-Museu da Sé de Braga]&lt;br /&gt;
|-&lt;br /&gt;
|Retábulo mor, tribuna e sanefas&lt;br /&gt;
|Capela-mor da Igreja dos Remédios&lt;br /&gt;
|Marceliano de Araújo, com Francisco Machado de Landim, Bento Ferreira e Manuel Silva&lt;br /&gt;
|1726-27&lt;br /&gt;
|[https://pt.wikipedia.org/wiki/Capela_de_Santa_Marta_do_Leão Capela de Santa Marta do Leão] na Falperra&lt;br /&gt;
|-&lt;br /&gt;
|Conjunto de quatro painéis dos Passos de Nossas Senhora &lt;br /&gt;
|Capela-mor da Igreja dos Remédios&lt;br /&gt;
|Carlos Antonio Leoni&lt;br /&gt;
|1733-41&lt;br /&gt;
|[https://pt.wikipedia.org/wiki/Arquivo_Distrital_de_Braga Arquivo Distrital de Braga]&lt;br /&gt;
|-&lt;br /&gt;
|Figuras de Nossa Senhora das Graças, de São Francisco Xavier e de São Francisco de Assis&lt;br /&gt;
|Igreja dos Remédios, Altar de Nossa Senhora &lt;br /&gt;
|Desconhecida&lt;br /&gt;
|Século XIX&lt;br /&gt;
|Capela de Santa Rita de Cássia, [https://pt.wikipedia.org/wiki/Igreja_do_Pópulo Igreja do Pópulo]&lt;br /&gt;
|-&lt;br /&gt;
|Fonte de Santa Bárbara&lt;br /&gt;
|Claustro do Convento dos Remédios&lt;br /&gt;
|Desconhecida&lt;br /&gt;
|1725-1750&lt;br /&gt;
|[https://pt.wikipedia.org/wiki/Wikipédia:Página_principal Jardim de Santa Bárbara]&lt;br /&gt;
|}&lt;br /&gt;
==== Extinção e desaparecimento ====&lt;br /&gt;
Após o decreto de 1834 que determinou a extinção de todas as casas das ordens religiosas regulares, em 1890, ainda sobreviviam duas freiras no convento dos Remédios. A extinção do convento dos Remédios deu-se a 7 de maio de 1898, com o óbito da última freira professa, Madre Narcisa Emília Leite. (Ferreira 2014, pp. 96 e 107)&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Ainda antes do falecimento da última freira, em 1896, o Estado cedeu o convento à Câmara Municipal de Braga para a instalação de um asilo de expostos e cegos, embora tal obra assistencial nunca tenha chegado a concretizar-se no local. (Oliveira 1999, p. 103) Anos mais tarde, no ano administrativo de 1907-1908, a Câmara Municipal delineava um plano de diversos melhoramentos para a cidade, que incluía a abertura de uma avenida de nome Concelheiro João Franco, o que exigia o alargamento da antiga rua das Águas e da rua da Ponte. Para executar o projeto era necessário que os terrenos do Convento dos Remédios fossem cedidos à Câmara. A 7 de setembro de 1907, o governo promulgou um decreto com força de lei, concedendo à Câmara os edifícios, a cerca e as dependências do dito convento para a ampliação e alinhamento da Rua do Concelheiro João Franco. (Castro 2005, pp.135-137)&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
A Câmara planeava igualmente abrir uma rua transversal pela cerca do convento, desde a avenida João Franco até ao Largo Carlos Amarante, a atual rua Dr. Gonçalo Sampaio. Para que esta artéria ficasse alinhada com a fachada da igreja de São Marcos, seria necessário cortar a igreja dos Remédios ao meio, o que comprometia gravemente a integridade desta estrutura arquitetónica. A demolição deste complexo monástico exemplifica como, no início do século XX, as decisões urbanísticas privilegiaram o desenvolvimento urbano e a modernização da cidade em detrimento da conservação do património histórico e cultural. A 3 de abril de 1911, celebrou-se a última missa e, pouco tempo depois, consumou-se o processo de demolição. (Ferreira 2014, pp. 107-108)&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
A sua destruição permitiu a construção de novos edifícios, como o Teatro Circo, cuja edificação teve início em 1911 e terminou em 1915, no gaveto da Rua Gonçalo Sampaio com a Avenida da Liberdade, e o Shopping Santa Cruz, situado na esquina entre a mesma rua e o Largo Carlos Amarante. Voltados para o largo encontram-se ainda o edifício da Junta de Freguesia de S. José de S. Lázaro e S. João do Souto, bem como diversos estabelecimentos comerciais.  &lt;br /&gt;
==== Imagens e iconografia do objeto ====&lt;br /&gt;
&amp;lt;gallery&amp;gt;&lt;br /&gt;
File:Largo Carlos Amarante, Braga.jpg|&amp;lt;small&amp;gt;Localização da fachada nobre da desaparecida Igreja dos Remédios, voltada para o atual Largo Carlos Amarante&amp;lt;/small&amp;gt;&lt;br /&gt;
File:Largo Carlos Amarante, Braga (2).jpg|&amp;lt;small&amp;gt;Localização da fachada nascente do desaparecido Convento dos Remédios, voltada para o atual Largo Carlos Amarante&amp;lt;/small&amp;gt;&lt;br /&gt;
File:Fachada nobre da Igreja dos Remédios.jpeg|&amp;lt;small&amp;gt;Fachada nobre da Igreja dos Remédios (In: Braga d&#039;outros tempos: fotografias do arquivo da foto aliança. Braga: Câmara Municipal de Braga, Museu da Imagem, 2005)&amp;lt;/small&amp;gt;&lt;br /&gt;
File:Largo dos Remédios .jpg|&amp;lt;small&amp;gt;Largo dos Remédios e Hospital de S. Marcos. À esquerda, parte do Conventos dos Remédios (Manuel Carneiro, ed., século XX, 58 x 36 cm, postal ilustrado, Museu Virtual da Lusofonia, Braga)&amp;lt;/small&amp;gt;&lt;br /&gt;
File:Esculturas provenientes da fachada nobre da antiga Igreja dos Remédios.jpg|&amp;lt;small&amp;gt;Imagens provenientes da fachada da Igreja dos Remédios, dispostas junto ao cruzeiro no Parque da Ponte&amp;lt;/small&amp;gt;&lt;br /&gt;
File:Conjunto Arquitetónico São João Batista.jpg|&amp;lt;small&amp;gt;Conjunto proveniente da fachada da Igreja dos Remédios, com a imagem de São João Batista, colocado na traseira da Capela de São João da Ponte&amp;lt;/small&amp;gt;&lt;br /&gt;
File:Fonte de Santa Bárbara.jpg|&amp;lt;small&amp;gt;Fonte de Santa Bárbara, proveniente de um dos claustros do Convento dos Remédios, inserida no centro do jardim de Santa Bárbara&amp;lt;/small&amp;gt;&lt;br /&gt;
File:Largo Carlos Amarante após demolição dos Remédios.jpeg|&amp;lt;small&amp;gt;Largo Carlos Amarante após a demolição do Convento dos Remédios (In: Braga d&#039;outros tempos: fotografias do arquivo da foto aliança. Braga: Câmara Municipal de Braga; Museu da Imagem, 2005)&amp;lt;/small&amp;gt;&lt;br /&gt;
&amp;lt;/gallery&amp;gt;&lt;br /&gt;
== Convento da Madre de Deus de Monchique ==&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
==== Identificação ====&lt;br /&gt;
{| class=&amp;quot;wikitable&amp;quot;&lt;br /&gt;
|&#039;&#039;&#039;Designação&#039;&#039;&#039;&lt;br /&gt;
|Convento da Madre de Deus de Monchique&lt;br /&gt;
|-&lt;br /&gt;
|&#039;&#039;&#039;Localização&#039;&#039;&#039;&lt;br /&gt;
|Porto&lt;br /&gt;
|-&lt;br /&gt;
|&#039;&#039;&#039;Cronologia&#039;&#039;&#039;&lt;br /&gt;
|Século XVI&lt;br /&gt;
|-&lt;br /&gt;
|&#039;&#039;&#039;Autor(es)&#039;&#039;&#039;&lt;br /&gt;
|Diogo de Castilho&lt;br /&gt;
|-&lt;br /&gt;
|&#039;&#039;&#039;Classificação&#039;&#039;&#039;&lt;br /&gt;
|Em ruínas&lt;br /&gt;
|}&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
==== Estado da arte ====&lt;br /&gt;
O estudo do Convento da Madre de Deus de Monchique foi significativamente baseado no artigo de Joaquim Jaime Ferreira Alves &#039;&#039;Elementos para a história do Convento da Madre de Deus de Monchique,&#039;&#039; publicado em 2002 no primeiro volume da Revista da Faculdade de Letras, no Porto. Por sua vez, Joaquim Jaime recorreu a documentação como o contrato de construção emitido em 1533 e a descrições como as de João Baptista Ribeiro. A compreensão histórica e cronológica do monumento tornou-se possível através da leitura do artigo &#039;&#039;O Desenho Digital e as Paisagens Patrimoniais: Convento da Madre de Deus de Monchique, no Porto&#039;&#039; de Tiago Trindade Cruz.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
A nível de recursos digitais, é empírico referir a consulta realizada à plataforma SIPA - Sistema de Informação para o Património Arquitetónico, de onde foram retirados dados arquitectónicos do convento e a plataforma Digital Heritage, que permitiu uma melhor compreensão visual de como seria, no seu tempo, a unidade conventual. &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
==== Enquadramento ====&lt;br /&gt;
Fundado na primeira metade do séc. XVI, pertenceu à Ordem de São Francisco, tendo sido a sua fundação autorizada a 12 de novembro de 1535 pelo Papa Paulo III (Ferreira-Alves, 2002, p.130). Os seus fundadores, Pedro da Cunha Coutinho e sua mulher D. Beatriz de Vilhena, eram grandes nobres residentes na cidade do Porto, sendo a base do edifício conventual primitivo a casa senhorial dos mesmos (Ferreira Alves, 2002, p.130).&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Na realidade, o local escolhido para erguer o convento em estudo já seria previamente santificado, tendo dado lugar (antes da construção do paço nobre dos fundadores), a uma sinagoga. Esta sinagoga marcava o epicentro de uma comunidade judaica no séc. XIV (Cruz, 2021, p.62 e 63).&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Após a dissolução das ordens religiosas, no ano de 1834, as monjas foram realojadas no Convento de São Bento de Ave-maria (Filipe, 2008, SIPA), marcando assim a desocupação do Convento da Madre de Deus de Monchique. Observaram-se, no entanto, o aparecimento de outros usos como o comércio e a indústria, sendo que alguns elementos arruinados convivem atualmente com uma unidade hoteleira recente (Cruz, 2021, p.61).&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Retirando a cronologia presente na entrada deste monumento na plataforma SIPA – Sistema de Informação para o Património Arquitetónico, entrada esta escrita por Ana Filipe em 2008, conseguimos focalizar algumas datas que ajudam à construção da história do objeto em estudo.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
{| class=&amp;quot;wikitable&amp;quot;&lt;br /&gt;
|+&lt;br /&gt;
!&#039;&#039;&#039;1503&#039;&#039;&#039;&lt;br /&gt;
|D. Manuel I autoriza Pedro Coutinho a viver na cidade, através de carta enviada à Câmara do Porto&lt;br /&gt;
|-&lt;br /&gt;
!1533&lt;br /&gt;
|É pedida autorização ao papa para a fundação de um convento feminino no lugar de Monchique. Antes de chegar a autorização papal, é assinado contrato com Diogo de Castilho para construção da igreja e são iniciadas as obras necessárias para transformar a casa nobre dos Cunha Coutinho em residência conventual&lt;br /&gt;
|-&lt;br /&gt;
!1669&lt;br /&gt;
|Assinatura de contrato com o mestre Manuel Vieira para transformação da capela-mor. Morte de Manuel Vieira&lt;br /&gt;
|-&lt;br /&gt;
!1700&lt;br /&gt;
|Assinatura de um novo contrato com Manuel Moreira e João Moreira para as obras da capela-mor. Na primeira metade do séc. XVII, dá-se o revestimento do interior com talha dourada&lt;br /&gt;
|-&lt;br /&gt;
!1870&lt;br /&gt;
|Requerimento da Confraria de S. Pedro de Miragaia a solicitar ao rei D. Luís a talha que restava na igreja do convento de Monchique para a igreja de Miragaia&lt;br /&gt;
|-&lt;br /&gt;
!1872&lt;br /&gt;
|O convento é vendido em hasta pública&lt;br /&gt;
|-&lt;br /&gt;
!1887&lt;br /&gt;
|Segundo Pinho Leal, nesta data a igreja servia de serralharia&lt;br /&gt;
|-&lt;br /&gt;
!1908&lt;br /&gt;
|D. Ignez Martins Guimarães, capitalista portuense, compra grande parte dos edifícios do convento; é instalada em parte do convento uma fábrica ligada à produção de cortiça de Clemente Menéres, Ldª que se mantém até hoje&lt;br /&gt;
|-&lt;br /&gt;
!2009&lt;br /&gt;
|Realização de um projeto para a recuperação do Convento de Monchique prevê a construção de uma unidade hoteleira, integrada naquela zona nobre da cidade. O projeto é da autoria do arquitecto José Paulo dos Santos&lt;br /&gt;
|}&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
==== Descrição ====&lt;br /&gt;
Recorrendo à plataforma SIPA e ao texto de Ana Filipe sabemos que o convento teria grandes dimensões, com uma planta composta e volumes escalonados, sendo que os diferentes níveis do edifício comunicavam entre si através de escadas.  &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
O conjunto conventual era composto por uma igreja de planta longitudinal, nave única iluminada por quatro janelas e cobertura em abóbada de cruzaria de ogivas, e capela-mor retangular. O seu coro era alto e baixo e ligava-se à nave através de dois arcos sobrepostos. Contava ainda com uma sacristia e um campanário. &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
O pórtico principal da igreja era manuelino de arco pleno, emoldurado por pilastras e colunas. Era ainda rematado por um frontão triangular interrompido com duas coroas de espinhos colocadas junto dos vértices do triângulo.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
O edifício conventual era de planta retangular e tinha três pisos, sendo o primeiro destinado ao refeitório que contava com cerca de quarenta metros de comprimento e três naves formadas por duas alas.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Esta obra contava com dois claustros, estando o principal localizado nas costas do coro da igreja. O segundo claustro, de menores dimensões, contava também com arcos e colunas (de tijolo), e tinha um chafariz ao centro.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
==== Património Integrado ====&lt;br /&gt;
Apesar do seu estado atual não nos permitir uma compreensão total do seu interior, há relatos e contratos nos quais nos podemos apoiar para uma leitura fiel do património integrado que em tempos integrou o Convento da Madre de Deus de Monchique. &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Sabemos que em 1669, a 24 de setembro, se deu a contração de um contrato com o mestre pedreiro Manuel Vieira, que intencionava a reforma da capela-mor (Ferreira-Alves, 2002, p.136 e 137): “Em primeiro lugar, teriam que levantar uma parede «tosqua» de forma a isolar a nave da capela-mor, da qual retiraria o azulejo que a revestia, «com sentido que não quebre e se arumara em parte segura», assim como o retábulo «que he de pedra».” (FERREIRA-ALVES, 2002), informação que nos remete para a existência de azulejaria e retábulos. &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
João Baptista Ribeiro (1790-1868), descreve o interior da igreja da seguinte forma: “Mal se pode explicar a summa profusão de riqueza que ostenta esta igreja; toda ella he recamada de lavor em qye a paciencia, o genio e o dinheiro se reunirão para fazer prova do que podem. Contém sete altares de jum carater riquíssimo pelo immenso lavor de talha, irnatos, relevos e figuras que apresenta, sendo quaze tudo dourado e o resto pintado e estofado por modos mui variados. (…) Notão-se quatro tribunas do lado poente, tapadas com grades de ferro fingindo renda (…)” (Vitorino, 1927, p. 313).&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Segundo uma descrição de Sousa Reis, os coros tinham: “as paredes em que se firmão as grades de ferro, igualmente cobertas de molduras de madeira dourada no gosto, forma e disposição de todo o templo (…) Note-se porem que esta entalha apenas chega até ao pinto das paredes, aonde começa a soberba e bem construída abobeda de pedra.”(Ferreira-Alves, 2002, p.146).&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
==== Imagens e iconografia do objeto ====&lt;br /&gt;
[[File:Fachada da Igreja.png|left|thumb|Fachada arruinada da Igreja do Convento da Madre de Deus de Monchique (Autoria: Joaquim Jaime Ferreira Alves)]]&lt;br /&gt;
[[File:Planta da Igreja do Convento da Madre de Deus de Monchique.png|center|thumb|Planta da Igreja do Convento da Madre de Deus de Monchique (Autoria: DigitalHeritage)]]&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
[[File:Unidade Hoteleira atualmente inserida nas ruínas do Convento da Madre de Deus de Monchique.png|left|thumb|Unidade Hoteleira atualmente inserida nas ruínas do Convento da Madre de Deus de Monchique (Captura de ecrã do Google Maps)]]&lt;br /&gt;
[[File:Maquete digital do Convento da Madre de Deus de Monchique.png|center|thumb|Maquete digital do Convento da Madre de Deus de Monchique (Autoria: DigitalHeritage)]]&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
[[File:Desenho da fachada da igreja do Convento da Madre de Deus de Monchique.png|left|thumb|Desenho da fachada da igreja do Convento da Madre de Deus de Monchique (Autoria: Joaquim Cardoso Vitória Vilanova)]]&lt;br /&gt;
[[File:Vista geral das ruínas dos edifícios conventuais e envolvência.jpeg|center|thumb|Vista geral das ruínas dos edifícios conventuais e envolvência (Autoria: Ana Filipe, 2008)]]&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
=== Fontes e Bibliografia ===&lt;br /&gt;
CAPELA, José Viriato, MATOS, Henrique, BORRALHEIRO, Rogério, 2009. &#039;&#039;As freguesias do Distrito do Porto, nas Memórias Paroquiais de 1758&#039;&#039;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
CAPELLA, Martins, 1913. &#039;&#039;Em lembrança da extinta Igreja dos Remédios de Braga&#039;&#039;. Braga: Typ. a vapor dos “Echos do Minho”&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
CASTRO, Maria de Fátima, 2005. &#039;&#039;O princípio e o fim do Convento dos Remédios&#039;&#039;. Misericórdia de Braga: revista da Santa Casa da Misericórdia de Braga. Braga: S.C.M, 1 (2005), 129-144. ISSN 1646-3188&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
CRUZ, Tiago Trindade, 2021&#039;&#039;. O desenho digital e as paisagens patrimoniais. Convento da Madre Deus de Monchique, no Porto.&#039;&#039; CEM Cultura, Espaço &amp;amp; Memória&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
ESPERANÇA, Frei Manuel da, 1666. &#039;&#039;História Seráfica dos frades menores de S. Francisco na província de Portugal.&#039;&#039;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
FERREIRA, Rui, 2014. &#039;&#039;O legado do extinto Convento de Nossa Senhora da Piedade e dos Remédios&#039;&#039;. Misericórdia de Braga: revista da Santa Casa da Misericórdia de Braga. Braga: S.C.M, 10 (2014) 93-140. ISSN 1646-3188&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
FERREIRA-ALVES, Joaquim Jaime, 2002. Elementos para a história do Convento da Madre de Deus de Monchique. &#039;&#039;Revista da Faculdade de Letras: Ciências e Técnicas do Património, vol. 1&#039;&#039;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
FREITAS, Bernardino José de Senna, 1850. &#039;&#039;Memórias de Braga&#039;&#039;. Tomo II. Braga: Imprensa Catholica&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
MILHEIRO, Maria Manuela, 1991. &#039;&#039;As gravuras dos livros do Convento de Nossa Senhora dos Remédios de Braga&#039;&#039; in Actas do I Congresso Internacional do Barroco, II Volume. Porto: Reitoria da Universidade do Porto, Governo Civil do Porto&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
OLIVEIRA, Eduardo Pires de, 1999. &#039;&#039;Arte religiosa e artistas em Braga e sua região (1870-1920)&#039;&#039;. Braga: APPACDM&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
RIBEIRO, Daniel José Soares, 2011. &#039;&#039;Mosteiro de Santa Clara de Amarante. História, Património e Musealização&#039;&#039;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
RIBEIRO, Daniel José Soares, 2013. &#039;&#039;Os Espaços Monásticos de Santa Clara de Amarante na Época Moderna&#039;&#039;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
RIBEIRO, Vítor Manuel Pereira, 2015. &#039;&#039;A Contabilidade no Convento de Nossa Senhora dos Remédios em Braga nos Séculos XVIII e XIX&#039;&#039;. Dissertação de Mestrado, Universidade do Minho&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
ROCHA, Manuel Joaquim Moreira da, 1996. &#039;&#039;Manuel Fernandes da Silva Mestre e Arquitecto de Braga 1693-1751&#039;&#039;. Porto: Coleção Centro de Estudos D. Domingos de Pinho Brandão&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
ROCHA, Manuel Joaquim Moreira da, 2001. &#039;&#039;A&#039;&#039; &#039;&#039;adoção do barroco nas igrejas conventuais femininas de Braga no pontificado de D. Rodrigo de Moura Teles: diálogos artístico&#039;&#039;s in Poligrafia nº9/10 (2000-2001), 41-73, ISSN: 0872-4490. Arouca: Centro de Estudos D. Domingos de Pinho Brandão&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
ROCHA, Manuel Joaquim Moreira da, e MONTERO, Juan Manuel Monterroso, coord., 2023, &#039;&#039;História da Arquitetura. Perspetivas Temáticas (II). Mosteiros e Conventos: Formas de (e para) Habitar&#039;&#039;. Porto: CITCEM.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
VITORINO, Pedro, 1927. &#039;&#039;Monchique. Notabilizava-se sobremaneira pela obra de talha da sua igreja&#039;&#039;. O Tripeiro, 3ª série, nº44 (164)&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
=== Webgrafia ===&lt;br /&gt;
&amp;lt;nowiki&amp;gt;https://amarantetourism.com/poi/convento-de-santa-clara/&amp;lt;/nowiki&amp;gt; visitado em 16 de abril de 2025&lt;br /&gt;
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&lt;br /&gt;
&amp;lt;nowiki&amp;gt;http://www.monumentos.gov.pt/Site/APP_PagesUser/SIPA.aspx?id=4822&amp;lt;/nowiki&amp;gt; visitado em 16 de abril de 2025&lt;br /&gt;
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&amp;lt;nowiki&amp;gt;https://imovel.patrimoniocultural.gov.pt/detalhes.php?code=74102&amp;lt;/nowiki&amp;gt; visitado em 17 de abril de 2025&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&amp;lt;nowiki&amp;gt;https://archive.org/details/historia_serafica_dos_frades_menores-tomo5/historia_serafica_dos_frades_menores-tomo1/&amp;lt;/nowiki&amp;gt; visitado em 17 de abril de 2025&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&amp;lt;nowiki&amp;gt;https://pt.wikipedia.org/wiki/Extin%C3%A7%C3%A3o_das_ordens_religiosas#A_extin%C3%A7%C3%A3o_das_Ordens_Religiosas&amp;lt;/nowiki&amp;gt; consultado em 02 de maio de 2025&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&amp;lt;nowiki&amp;gt;https://www.infopedia.pt/dicionarios/lingua-portuguesa/rompente&amp;lt;/nowiki&amp;gt; visitado em 29 de abril de 2025&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&amp;lt;nowiki&amp;gt;https://ensina.rtp.pt/explicador/invasoes-francesas-e-ideias-liberais-em-portugal-h63/&amp;lt;/nowiki&amp;gt; visitado em 30 de abril de 2025&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&amp;lt;nowiki&amp;gt;http://www.monumentos.gov.pt/Site/APP_PagesUser/SIPA.aspx?id=25034&amp;lt;/nowiki&amp;gt; visitado em 24 de abril de 2025&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&amp;lt;nowiki&amp;gt;https://digitalheritage.pt&amp;lt;/nowiki&amp;gt; visitado em 24 de abril de 2025&lt;/div&gt;</summary>
		<author><name>Beatriznogueira</name></author>
	</entry>
	<entry>
		<id>https://wikimedia.pt/portobarroco/index.php?title=Os_Conventos_Franciscanos_que_o_Tempo_Apagou&amp;diff=872</id>
		<title>Os Conventos Franciscanos que o Tempo Apagou</title>
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		<updated>2025-05-27T13:32:53Z</updated>

		<summary type="html">&lt;p&gt;Beatriznogueira: &lt;/p&gt;
&lt;hr /&gt;
&lt;div&gt;=== &#039;&#039;&#039;Introdução&#039;&#039;&#039; ===&lt;br /&gt;
Esta página analisa o contexto histórico e a arquitetura de três conventos femininos franciscanos atualmente em ruínas ou já completamente desaparecidos. Localizados no norte de Portugal, estes cenóbios são: o Convento de Santa Clara de Amarante, o Convento de Nossa Senhora dos Remédios de Braga e o Convento da Madre de Deus de Monchique, no Porto.  &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Em Portugal, as unidades monásticas, tanto femininas como masculinas, tiveram um papel fundamental no desenvolvimento e organização do território. Estas comunidades monásticas geriam-se por dois vetores fundamentais à essência humana na intemporalidade, o tempo e o espírito, isto porque as populações que receberam uma unidade monástica no seu território, ficaram inteiramente cientes e imbuídas das práticas e estilos de vida levados no interior destes espaços. «Há uma relação humana entre os consagrados e as consagradas com a população laica, que nem os muros monásticos conseguem barrar.» (Rocha e Montero 2023, p.8). &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Os três conventos em análise pertenceram à Ordem Franciscana, que foi implementada em Portugal por volta do ano de 1217.   &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
O estudo deste tema revela-se essencial para compreender a história das unidades monásticas em Portugal e torna-se um importante contributo para a preservação da memória das instituições religiosas que desapareceram por consequência da extinção das ordens monásticas em 1834 ou afetadas pelas Invasões Napoleónicas ou a Guerra Civil, condenadas a entrar em ruína e a cair no esquecimento por não terem sido reconvertidas a novas funções. Esta página tem ainda o intuito de inspirar o estudo de mais unidades conventuais arruinadas e desaparecidas, de forma a promover a conservação da sua memória. &lt;br /&gt;
== Convento de Santa Clara de Amarante ==&lt;br /&gt;
[[File:Fachada das ruínas do Convento de Santa Clara de Amarante vistas do Largo de Santa Clara.jpg|thumb|259x259px|Fachada das ruínas do Convento de Santa Clara de Amarante vistas do Largo de Santa Clara]]&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
==== Identificação ====&lt;br /&gt;
{| class=&amp;quot;wikitable&amp;quot;&lt;br /&gt;
|&#039;&#039;&#039;Designação&#039;&#039;&#039;&lt;br /&gt;
|Convento de Santa Clara de Amarante&lt;br /&gt;
|-&lt;br /&gt;
|&#039;&#039;&#039;Localização&#039;&#039;&#039;&lt;br /&gt;
|Largo de Santa Clara, Amarante&lt;br /&gt;
|-&lt;br /&gt;
|&#039;&#039;&#039;Cronologia&#039;&#039;&#039;&lt;br /&gt;
|Séc. XII (fundação), Sécs. XVI/XVII/XVIII (restauro e criação de novos espaços)&lt;br /&gt;
|-&lt;br /&gt;
|&#039;&#039;&#039;Autor(es)&#039;&#039;&#039;&lt;br /&gt;
|Desconhecido&lt;br /&gt;
|-&lt;br /&gt;
|&#039;&#039;&#039;Classificação&#039;&#039;&#039;&lt;br /&gt;
|Em ruínas&lt;br /&gt;
|}&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
==== Estado da Arte ====&lt;br /&gt;
A pesquisa realizada sobre o Convento de Santa Clara de Amarante foi essencialmente baseada na dissertação de mestrado em História de Daniel Ribeiro, intitulada de “Mosteiro de Santa Clara de Amarante: História, Património e Musealização” e no artigo do mesmo autor com o título de “Os Espaços Monásticos de Santa Clara de Amarante na Época Moderna”, ambos trabalhos bastante completos e fundamentais para a criação deste breve trabalho.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
A tese de mestrado foi útil para uma compreensão mais geral e total do contexto socioeconómico e histórico deste cenóbio ao longo dos séculos, desde a sua criação à sua destruição e estado atual. Já o artigo apresentou-se fundamental para a descrição detalhada dos espaços monásticos na época moderna, sendo assim possível criar uma imagem mental da dimensão do Convento de Santa Clara de Amarante. Também foi aqui mencionado o destino das variadas dependências deste local religioso.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
E, por último, ainda é importante referir os websites do SIPA, importante para o entendimento da cronologia do convento, do Amarante Tourism, embora mais generalizado importante para uma primeira abordagem do trabalho e, ainda o blog Amarante Magazine, com um artigo publicado por Daniel Ribeiro, intitulado de O Mosteiro de Santa Clara de Amarante, bastante mais completo a nível de informação que o anteriormente referido, sendo fundamental para um entendimento mais abrangente do convento.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
==== Enquadramento ====&lt;br /&gt;
O convento de Santa Clara de Amarante, situado relativamente próximo do centro histórico da cidade e do Mosteiro de São Gonçalo de Amarante, teve a sua origem, segundo a tradição, ainda no século XII, onde foi fundado por Dona Mafalda, infanta de Portugal. No seu início era apenas um pequeno grupo de mantelatas&amp;lt;sup&amp;gt;[1]&amp;lt;/sup&amp;gt; sendo depois convertido para a Ordem de Santa Clara. Devido às várias transformações e destruições sucessivas ao longo dos séculos, hoje passa totalmente despercebido, mesmo com a sua aparição no traçado urbano, causando o desconhecimento deste monumento aos visitantes desta cidade.&lt;br /&gt;
----&amp;lt;small&amp;gt;[1] As mantelatas tiverem a sua origem na idade média, tendo sido a primeira santa desta ordem a Santa Juliana Falconieri, descendente de uma família importante de Florença. Ficaram reconhecidas por este nome devido ao hábito que utilizavam, um manto sobre a cabeça.&amp;lt;/small&amp;gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
==== Descrição ====&lt;br /&gt;
A arquitetura do Convento de Santa Clara de Amarante é definida pelo reflexo da evolução estilística que se foi desenvolvendo ao longo dos séculos. A estrutura inicial deste cenóbio contava com um traço gótico, apresentando-se na atualidade bastante transformado com a predominância de elementos maneiristas e barrocos, resultado de intervenções posteriores. A fachada sul da igreja (virada para o atual Largo de Santa Clara), era caracterizada pela sua simplicidade sendo composta pelo portal de entrada, como em todos os conventos femininos estava presente na lateral do edifício, emoldurado por duas colunas torsas e encimado por um nicho, e três janelões retangulares. No seu perímetro estava presente uma cornija.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
No seu interior, a capela-mor era antecedida por um arco cruzeiro que continha o escudo de armas de D. Tomé de Sousa, símbolo desta família que hipotecou a Quinta de Ponte de Veiga, em Unhão (Felgueiras), para a construção da zona mais sagrada da igreja. Neste mesmo local, estava presente um retábulo em talha dourada, com sacrário e tribuna. Estariam presentes as imagens de Santa Clara, Nossa Senhora da Conceição e do Menino Jesus. Também é fundamental realçar a decoração do teto  deste edifício, sendo esto abobadado com rompentes (leão figurado, no escudo, de perfil e aprumado), espigão ao centro e florões nos painéis tudo em pedra escodada e fina (Ribeiro 2013, p. 8).&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Esta dependência representa tanta importância nesta breve análise e contextualização do Convento de Santa Clara de Amarante pois é uma das únicas partes que ainda subsiste &#039;&#039;in loco&#039;&#039; até aos dias de hoje, nomeadamente os restos renascentistas da capela lateral a Norte, uma pequena memória deste espaço monástico.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
==== Extinção e desaparecimento ====&lt;br /&gt;
O Convento de Santa Clara de Amarante sofreu um incêndio ateado pelos franceses, no momento das invasões que realizavam ao país, no dia 18 de abril de 1809, sobrevivendo apenas a igreja do espaço monástico. A extinção das ordens monásticas em 1834 também contribuiu para o desaparecimento parcial deste cenóbio.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Além da destruição causada pelo incêndio e pela batalha entre franceses e ingleses no Convento de Santa Clara de Amarante, devido à iminência da chegada das tropas francesas, as religiosas fugiram para o Mosteiro de Madre de Deus de Monchique, a extinção das ordens monásticas em 1834 também contribuiu para o desaparecimento parcial deste cenóbio. (Ribeiro 2011, 165)&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
 Embora este edifício tenha desaparecido e sido esquecido pelo tempo, o seu estudo e compreensão é fundamental para a história de Amarante e da Ordem de Santa Clara, sendo necessário um estudo mais aprofundado e completo a este mosteiro.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
==== Imagens e iconografia do objeto ====&lt;br /&gt;
&amp;lt;gallery&amp;gt;&lt;br /&gt;
File:Fachada Posterior vista da rampa de acesso ao arquivo municipal de Amarante.jpg|&#039;&#039;Fachada Posterior vista da rampa de acesso ao arquivo municipal de Amarante&#039;&#039;&lt;br /&gt;
File:Vista do Mosteiro de São Gonçalo do Largo de Santa Clara.jpg|Vista do Mosteiro de São Gonçalo do Largo de Santa Clara&lt;br /&gt;
File:Vista do espaço envolvente das ruínas do Convento de Santa Clara de Amarante (traseiras das ruínas).jpg|Vista do espaço envolvente das ruínas do convento (traseiras das ruínas)&lt;br /&gt;
File:Vista do arco e do interior da capela em ruínas do Convento de Santa Clara de Amarante.jpg|Vista do arco e do interior da capela em ruínas&lt;br /&gt;
File:Pormenor do interior da capela do Convento de Santa Clara de Amarante com as partes subsistentes.jpg|Pormenor do interior da capela com as partes subsistentes&lt;br /&gt;
File:Pormenor de uma janela da capela do Convento de Santa Clara de Amarante.jpg|&#039;&#039;Pormenor de uma janela da capela&#039;&#039;&lt;br /&gt;
File:Pormenor do interior da capela do Convento de Santa Clara com vista para o altar-mor.jpg|Pormenor do interior da capela com vista para o altar-mor&lt;br /&gt;
File:Pormenor do interior com o teto em caixotões da capela do Convento de Santa Clara de Amarante.jpg|Pormenor do interior com o teto em caixotões&lt;br /&gt;
&amp;lt;/gallery&amp;gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
== Convento de Nossa Senhora dos Remédios de Braga ==&lt;br /&gt;
[[File:Bloco Conventual dos Remédios.jpeg|thumb|274x274px|Convento da Nossa Senhora dos Remédios (In: Braga d&#039;outros tempos: fotografias do arquivo da foto aliança. Braga: Câmara Municipal de Braga, Museu da Imagem, 2005)]]&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
==== Identificação ====&lt;br /&gt;
{| class=&amp;quot;wikitable&amp;quot;&lt;br /&gt;
|&#039;&#039;&#039;Designação&#039;&#039;&#039;&lt;br /&gt;
|Convento de Nossa Senhora dos Remédios, Piedade e Madre de Deus&lt;br /&gt;
|-&lt;br /&gt;
|&#039;&#039;&#039;Localização&#039;&#039;&#039;&lt;br /&gt;
|Braga&lt;br /&gt;
|-&lt;br /&gt;
|&#039;&#039;&#039;Cronologia&#039;&#039;&#039;&lt;br /&gt;
|Século XVI&lt;br /&gt;
|-&lt;br /&gt;
|&#039;&#039;&#039;Autor&#039;&#039;&#039;&lt;br /&gt;
|António Pinto de Sousa (3ª Igreja)&lt;br /&gt;
|-&lt;br /&gt;
|&#039;&#039;&#039;Classificação&#039;&#039;&#039;&lt;br /&gt;
|Desaparecido&lt;br /&gt;
|}&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
==== Estado da arte ====&lt;br /&gt;
No âmbito do estudo sobre o antigo Convento de Nossa Senhora dos Remédios, o artigo &#039;&#039;O legado do extinto Convento de Nossa Senhora da Piedade e dos Remédios&#039;&#039;, da autoria de Rui Ferreira revelou-se uma referência fundamental. Esse trabalho constitui um contributo significativo para o conhecimento do Convento dos Remédios, abordando diversos aspetos, desde a sua fundação até à extinção, incluindo ainda uma ficha de inventário do seu património móvel.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
A obra &#039;&#039;Em lembrança da extinta Igreja dos Remédios de Braga&#039;&#039;, publicada por Martins Capella, em 1913, representa um dos primeiros esforços sistemáticos de preservação da memória deste edifício religioso desaparecido. Escrita num tom evocativo e memorialista, reflete o interesse histórico do autor, mas também a sensibilidade de uma época preocupada com a perda do património religioso e urbano, ao reunir descrições, documentos e testemunhos visuais. &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
O artigo &#039;&#039;A adoção do barroco nas igrejas conventuais femininas de Braga no pontificado de D. Rodrigo de Moura Teles: diálogos artísticos&#039;&#039;, de Manuel Joaquim Moreira da Rocha, publicado em 2001, resume-se num estudo essencial para compreender a evolução artística e arquitetónica de três instituições religiosas femininas de Braga – Remédios, Salvador e Conceição – no início século XVIII. Ao se centrar no papel reformador e encomendador de D. Rodrigo de Moura Teles, o autor analisa os mecanismos de difusão do barroco no contexto conventual feminino, articulando a arquitetura com os programas decorativos e o património integrado. Esta abordagem permite compreender não só as opções estéticas da época, mas também os discursos simbólicos e funcionais subjacentes à configuração dos espaços sagrados femininos.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
==== Enquadramento ====&lt;br /&gt;
O Convento de Nossa Senhora dos Remédios foi instituído entre 1544 e 1549, por iniciativa de D. Frei André de Torquemada, bispo de “Annel”, titular de Dume e religioso da Terceira Ordem de S. Francisco, da província da Andaluzia, reino de Castela. A primeira pedra foi benzida em 1544, tendo o edifício sido integralmente concluído no ano de 1549.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Foi o primeiro convento feminino erigido na cidade de Braga, destinado a uma nova comunidade religiosa que seguia a regra de S. Francisco de Assis. Mais tarde, o convento seria incorporado na Ordem Terceira da Penitência de São Francisco, e as suas religiosas teriam de fazer votos de obediência, castidade, pobreza e de clausura. (Ribeiro 2015, p.59) &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
De acordo com uma visita do arcebispo D. José de Bragança, concretizada em 1743, o convento contava com 101 religiosas, o que lhe tornava no recolhimento mais populoso de Braga. &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Este instituto religioso foi erguido nas imediações da cidade, extramuros, no espaço de um dos palácios em que residia o bispo fundador e em outros terrenos por ele adquiridos, os quais proporcionaram a área necessária para a construção da igreja e das restantes oficinas conventuais. Localizava-se no antigo rossio de São Marcos, junto à porta de São João e ocupava quase todo o recinto demarcado pelas ruas de São Marcos, a norte, das Águas, atual Avenida da Liberdade, a este, do Campo dos Remédios, atual largo Carlos Amarante, a oeste, e pela cangosta da rua das Águas, a sul, uma via inexistente no atual cenário urbano. A sua vasta frontaria preenchia todo o lado oriental do Campo dos Remédios, desde a rua de São Marcos, até à atual de São Lázaro. (Ferreira 2014, pp. 94-96)&lt;br /&gt;
==== Descrição ====&lt;br /&gt;
[[File:Desenho Convento dos Remédios.jpeg|left|thumb|Fachada principal do Convento dos Remédios (Desenho de João Batista Vieira Gomes, de 1839)]]&lt;br /&gt;
A entrada principal nas igrejas conventuais femininas é sempre feita por uma porta lateral, uma vez que o espaço oposto à capela-mor é ocupado pelo coro, onde as religiosas assistem ao ofício litúrgico sem quebrarem a sua clausura, permanecendo ocultas aos fiéis que assistem à celebração na nave. &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
O portal da fachada lateral da igreja dos Remédios possuía uma estrutura complexa, disposto em três andares. (Rocha 2001, pp. 53-54)&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
A porta era flanqueada por um par de colunas torsas com capitéis compósitos. Nos intercolúnios encontravam-se imagens em granito de religiosas terciárias, coroadas e assentes em mísulas: à direita de quem entra, a de Santa Isabel, rainha de Hungria e matriarca da Ordem, com o livro da regra na mão; à esquerda, a de Santa Isabel, rainha de Portugal, com o olhar voltado para o regaço onde, segundo a lenda, as esmolas se transformaram em rosas. (Capella 1913, pp.55-56) O segundo registo mantém o estilo do corpo anterior, com quatro colunas torsas a ladear janelas e um nicho central em arco, onde se encontrava uma imagem da Piedade em calcário, flanqueada por duas outras imagens de granito: à direita, a de São João Evangelista; à esquerda, a de São João Batista. O último andar dispunha unicamente de um par de colunas torsas que delimitavam um nicho enquadrado por aletas, no qual se encontrava uma imagem em granito de São Francisco de Assis. O remate do conjunto do portal ultrapassava a cornija do edifício, e era composto pela pedra de armas de São Francisco de Assis, ornamentada com motivos vegetalistas, volutas e uma concha, e ladeada por anjos de feição barroquizante, do tipo &#039;&#039;putti&#039;&#039;, que seguravam uma grinalda de flores. (Rocha 2014, pp. 115-117)&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
O interior da igreja dos Remédios seguia uma estrutura volumétrica e planimétrica semelhante à das restantes igrejas conventuais femininas. Estes templos estruturam-se em torno de um eixo central que conecta os coros, a nave, a capela-mor e a sacristia, evidenciando uma espacialidade longitudinal. A planta resulta da justaposição de vários retângulos, dos quais o que define o corpo da igreja constitui o paralelepípedo de maior volume. A igreja dos Remédios, de nave única, estendia-se de norte a sul, com a sua fachada e entrada principal voltada a oeste. (Rocha 2001, pp. 52-53 e 55)&lt;br /&gt;
==== Património Integrado ====&lt;br /&gt;
A capela-mor dispunha de um retábulo-mor e tribuna em madeira dourada, de arquitetura antiga, com a imagem de Nossa Senhora da Piedade ladeada pelas de Nossa Senhora da Graça e de São Francisco. As suas paredes laterais eram forradas por quatro painéis da autoria de Carlos Antonio Leoni que representavam os passos da vida de Nossa Senhora. &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Junto ao muro do arco cruzeiro existiam ainda dois retábulos colaterais: num venerava-se a imagem do Seráfico Patriarca, São Francisco de Assis, e no outro, a de São João Evangelista. &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
As paredes laterais da nave estavam revestidas, até meia altura, com azulejos que representavam alguns episódios da vida de São Francisco de Assis. Até à cornija do templo, encontravam-se quadros que ilustravam os principais atos de santidade do Santo enquanto Penitente, dispostos entre as janelas, decoradas com madeira recortada e dourada. (Rocha 2001, pp. 61-62 e 67)&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Parte do espólio da Igreja e do Convento dos Remédios encontra-se disperso em alguns locais da cidade de Braga, assegurando a sua preservação física e herança artística. Esta dispersão contribui para a manutenção da memória do convento, ainda que de forma descentralizada, uma vez que a população pode ter contacto com fragmentos do passado, mesmo fora do seu enquadramento original.&lt;br /&gt;
{| class=&amp;quot;wikitable&amp;quot;&lt;br /&gt;
|+&#039;&#039;&#039;O legado do Convento dos Remédios disperso pela cidade de Braga (Ferreira 2014, pp. 110-120)&#039;&#039;&#039;&lt;br /&gt;
|&#039;&#039;&#039;Designação&#039;&#039;&#039;&lt;br /&gt;
|&#039;&#039;&#039;Proveniência&#039;&#039;&#039;&lt;br /&gt;
|&#039;&#039;&#039;Autoria&#039;&#039;&#039;&lt;br /&gt;
|&#039;&#039;&#039;Época&#039;&#039;&#039;&lt;br /&gt;
|&#039;&#039;&#039;Local atual&#039;&#039;&#039;&lt;br /&gt;
|-&lt;br /&gt;
|Esculturas graníticas da Rainha Santa Isabel da Hungria, da Rainha Santa Isabel de Portugal, de São João Evangelista e de São Francisco de Assis&lt;br /&gt;
|Fachada nobre da Igreja dos Remédios&lt;br /&gt;
|Desconhecida&lt;br /&gt;
|1724-25&lt;br /&gt;
|[https://pt.wikipedia.org/wiki/Parque_da_Ponte Parque da Ponte], junto ao cruzeiro de de D. Frei Bartolomeu dos Mártires&lt;br /&gt;
|-&lt;br /&gt;
|Conjunto arquitetónico de São João Batista&lt;br /&gt;
|Fachada nobre da Igreja dos Remédios&lt;br /&gt;
|Desconhecida&lt;br /&gt;
|1724-25&lt;br /&gt;
|Fachada posterior da [http://www.monumentos.gov.pt/Site/APP_PagesUser/SIPA.aspx?id=17245 capela de São João da Ponte]&lt;br /&gt;
|-&lt;br /&gt;
|Escultura da Nossa Senhora da Piedade&lt;br /&gt;
|Fachada nobre da Igreja dos Remédios&lt;br /&gt;
|Desconhecida &lt;br /&gt;
|1724-25&lt;br /&gt;
|[https://pt.wikipedia.org/wiki/Tesouro-Museu_da_Sé_de_Braga Tesouro-Museu da Sé de Braga]&lt;br /&gt;
|-&lt;br /&gt;
|Retábulo mor, tribuna e sanefas&lt;br /&gt;
|Capela-mor da Igreja dos Remédios&lt;br /&gt;
|Marceliano de Araújo, com Francisco Machado de Landim, Bento Ferreira e Manuel Silva&lt;br /&gt;
|1726-27&lt;br /&gt;
|[https://pt.wikipedia.org/wiki/Capela_de_Santa_Marta_do_Leão Capela de Santa Marta do Leão] na Falperra&lt;br /&gt;
|-&lt;br /&gt;
|Conjunto de quatro painéis dos Passos de Nossas Senhora &lt;br /&gt;
|Capela-mor da Igreja dos Remédios&lt;br /&gt;
|Carlos Antonio Leoni&lt;br /&gt;
|1733-41&lt;br /&gt;
|[https://pt.wikipedia.org/wiki/Arquivo_Distrital_de_Braga Arquivo Distrital de Braga]&lt;br /&gt;
|-&lt;br /&gt;
|Figuras de Nossa Senhora das Graças, de São Francisco Xavier e de São Francisco de Assis&lt;br /&gt;
|Igreja dos Remédios, Altar de Nossa Senhora &lt;br /&gt;
|Desconhecida&lt;br /&gt;
|Século XIX&lt;br /&gt;
|Capela de Santa Rita de Cássia, [https://pt.wikipedia.org/wiki/Igreja_do_Pópulo Igreja do Pópulo]&lt;br /&gt;
|-&lt;br /&gt;
|Fonte de Santa Bárbara&lt;br /&gt;
|Claustro do Convento dos Remédios&lt;br /&gt;
|Desconhecida&lt;br /&gt;
|1725-1750&lt;br /&gt;
|[https://pt.wikipedia.org/wiki/Wikipédia:Página_principal Jardim de Santa Bárbara]&lt;br /&gt;
|}&lt;br /&gt;
==== Extinção e desaparecimento ====&lt;br /&gt;
Após o decreto de 1834 que determinou a extinção de todas as casas das ordens religiosas regulares, em 1890, ainda sobreviviam duas freiras no convento dos Remédios. A extinção do convento dos Remédios deu-se a 7 de maio de 1898, com o óbito da última freira professa, Madre Narcisa Emília Leite. (Ferreira 2014, pp. 96 e 107)&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Ainda antes do falecimento da última freira, em 1896, o Estado cedeu o convento à Câmara Municipal de Braga para a instalação de um asilo de expostos e cegos, embora tal obra assistencial nunca tenha chegado a concretizar-se no local. (Oliveira 1999, p. 103) Anos mais tarde, no ano administrativo de 1907-1908, a Câmara Municipal delineava um plano de diversos melhoramentos para a cidade, que incluía a abertura de uma avenida de nome Concelheiro João Franco, o que exigia o alargamento da antiga rua das Águas e da rua da Ponte. Para executar o projeto era necessário que os terrenos do Convento dos Remédios fossem cedidos à Câmara. A 7 de setembro de 1907, o governo promulgou um decreto com força de lei, concedendo à Câmara os edifícios, a cerca e as dependências do dito convento para a ampliação e alinhamento da Rua do Concelheiro João Franco. (Castro 2005, pp.135-137)&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
A Câmara planeava igualmente abrir uma rua transversal pela cerca do convento, desde a avenida João Franco até ao Largo Carlos Amarante, a atual rua Dr. Gonçalo Sampaio. Para que esta artéria ficasse alinhada com a fachada da igreja de São Marcos, seria necessário cortar a igreja dos Remédios ao meio, o que comprometia gravemente a integridade desta estrutura arquitetónica. A demolição deste complexo monástico exemplifica como, no início do século XX, as decisões urbanísticas privilegiaram o desenvolvimento urbano e a modernização da cidade em detrimento da conservação do património histórico e cultural. A 3 de abril de 1911, celebrou-se a última missa e, pouco tempo depois, consumou-se o processo de demolição. (Ferreira 2014, pp. 107-108)&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
A sua destruição permitiu a construção de novos edifícios, como o Teatro Circo, cuja edificação teve início em 1911 e terminou em 1915, no gaveto da Rua Gonçalo Sampaio com a Avenida da Liberdade, e o Shopping Santa Cruz, situado na esquina entre a mesma rua e o Largo Carlos Amarante. Voltados para o largo encontram-se ainda o edifício da Junta de Freguesia de S. José de S. Lázaro e S. João do Souto, bem como diversos estabelecimentos comerciais.  &lt;br /&gt;
==== Imagens e iconografia do objeto ====&lt;br /&gt;
&amp;lt;gallery&amp;gt;&lt;br /&gt;
File:Largo Carlos Amarante, Braga.jpg|&amp;lt;small&amp;gt;Localização da fachada nobre da desaparecida Igreja dos Remédios, voltada para o atual Largo Carlos Amarante&amp;lt;/small&amp;gt;&lt;br /&gt;
File:Largo Carlos Amarante, Braga (2).jpg|&amp;lt;small&amp;gt;Localização da fachada nascente do desaparecido Convento dos Remédios, voltada para o atual Largo Carlos Amarante&amp;lt;/small&amp;gt;&lt;br /&gt;
File:Fachada nobre da Igreja dos Remédios.jpeg|&amp;lt;small&amp;gt;Fachada nobre da Igreja dos Remédios (In: Braga d&#039;outros tempos: fotografias do arquivo da foto aliança. Braga: Câmara Municipal de Braga, Museu da Imagem, 2005)&amp;lt;/small&amp;gt;&lt;br /&gt;
File:Largo dos Remédios .jpg|&amp;lt;small&amp;gt;Largo dos Remédios e Hospital de S. Marcos. À esquerda, parte do Conventos dos Remédios (Manuel Carneiro, ed., século XX, 58 x 36 cm, postal ilustrado, Museu Virtual da Lusofonia, Braga)&amp;lt;/small&amp;gt;&lt;br /&gt;
File:Esculturas provenientes da fachada nobre da antiga Igreja dos Remédios.jpg|&amp;lt;small&amp;gt;Imagens provenientes da fachada da Igreja dos Remédios, dispostas junto ao cruzeiro no Parque da Ponte&amp;lt;/small&amp;gt;&lt;br /&gt;
File:Conjunto Arquitetónico São João Batista.jpg|&amp;lt;small&amp;gt;Conjunto proveniente da fachada da Igreja dos Remédios, com a imagem de São João Batista, colocado na traseira da Capela de São João da Ponte&amp;lt;/small&amp;gt;&lt;br /&gt;
File:Fonte de Santa Bárbara.jpg|&amp;lt;small&amp;gt;Fonte de Santa Bárbara, proveniente de um dos claustros do Convento dos Remédios, inserida no centro do jardim de Santa Bárbara&amp;lt;/small&amp;gt;&lt;br /&gt;
File:Largo Carlos Amarante após demolição dos Remédios.jpeg|&amp;lt;small&amp;gt;Largo Carlos Amarante após a demolição do Convento dos Remédios (In: Braga d&#039;outros tempos: fotografias do arquivo da foto aliança. Braga: Câmara Municipal de Braga; Museu da Imagem, 2005)&amp;lt;/small&amp;gt;&lt;br /&gt;
&amp;lt;/gallery&amp;gt;&lt;br /&gt;
== Convento da Madre de Deus de Monchique ==&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
==== Identificação ====&lt;br /&gt;
{| class=&amp;quot;wikitable&amp;quot;&lt;br /&gt;
|&#039;&#039;&#039;Designação&#039;&#039;&#039;&lt;br /&gt;
|Convento da Madre de Deus de Monchique&lt;br /&gt;
|-&lt;br /&gt;
|&#039;&#039;&#039;Localização&#039;&#039;&#039;&lt;br /&gt;
|Porto&lt;br /&gt;
|-&lt;br /&gt;
|&#039;&#039;&#039;Cronologia&#039;&#039;&#039;&lt;br /&gt;
|Século XVI&lt;br /&gt;
|-&lt;br /&gt;
|&#039;&#039;&#039;Autor(es)&#039;&#039;&#039;&lt;br /&gt;
|Diogo de Castilho&lt;br /&gt;
|-&lt;br /&gt;
|&#039;&#039;&#039;Classificação&#039;&#039;&#039;&lt;br /&gt;
|Em ruínas&lt;br /&gt;
|}&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
==== Estado da arte ====&lt;br /&gt;
O estudo do Convento da Madre de Deus de Monchique foi significativamente baseado no artigo de Joaquim Jaime Ferreira Alves &#039;&#039;Elementos para a história do Convento da Madre de Deus de Monchique,&#039;&#039; publicado em 2002 no primeiro volume da Revista da Faculdade de Letras, no Porto. Por sua vez, Joaquim Jaime recorreu a documentação como o contrato de construção emitido em 1533 e a descrições como as de João Baptista Ribeiro. A compreensão histórica e cronológica do monumento tornou-se possível através da leitura do artigo &#039;&#039;O Desenho Digital e as Paisagens Patrimoniais: Convento da Madre de Deus de Monchique, no Porto&#039;&#039; de Tiago Trindade Cruz.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
A nível de recursos digitais, é empírico referir a consulta realizada à plataforma SIPA - Sistema de Informação para o Património Arquitetónico, de onde foram retirados dados arquitectónicos do convento e a plataforma Digital Heritage, que permitiu uma melhor compreensão visual de como seria, no seu tempo, a unidade conventual. &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
==== Enquadramento ====&lt;br /&gt;
Fundado na primeira metade do séc. XVI, pertenceu à Ordem de São Francisco, tendo sido a sua fundação autorizada a 12 de novembro de 1535 pelo Papa Paulo III (Ferreira-Alves, 2002, p.130). Os seus fundadores, Pedro da Cunha Coutinho e sua mulher D. Beatriz de Vilhena, eram grandes nobres residentes na cidade do Porto, sendo a base do edifício conventual primitivo a casa senhorial dos mesmos (Ferreira Alves, 2002, p.130).&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Na realidade, o local escolhido para erguer o convento em estudo já seria previamente santificado, tendo dado lugar (antes da construção do paço nobre dos fundadores), a uma sinagoga. Esta sinagoga marcava o epicentro de uma comunidade judaica no séc. XIV (Cruz, 2021, p.62 e 63).&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Após a dissolução das ordens religiosas, no ano de 1834, as monjas foram realojadas no Convento de São Bento de Ave-maria (Filipe, 2008, SIPA), marcando assim a desocupação do Convento da Madre de Deus de Monchique. Observaram-se, no entanto, o aparecimento de outros usos como o comércio e a indústria, sendo que alguns elementos arruinados convivem atualmente com uma unidade hoteleira recente (Cruz, 2021, p.61).&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Retirando a cronologia presente na entrada deste monumento na plataforma SIPA – Sistema de Informação para o Património Arquitetónico, entrada esta escrita por Ana Filipe em 2008, conseguimos focalizar algumas datas que ajudam à construção da história do objeto em estudo.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
{| class=&amp;quot;wikitable&amp;quot;&lt;br /&gt;
|+&lt;br /&gt;
!&#039;&#039;&#039;1503&#039;&#039;&#039;&lt;br /&gt;
|D. Manuel I autoriza Pedro Coutinho a viver na cidade, através de carta enviada à Câmara do Porto&lt;br /&gt;
|-&lt;br /&gt;
!1533&lt;br /&gt;
|É pedida autorização ao papa para a fundação de um convento feminino no lugar de Monchique. Antes de chegar a autorização papal, é assinado contrato com Diogo de Castilho para construção da igreja e são iniciadas as obras necessárias para transformar a casa nobre dos Cunha Coutinho em residência conventual&lt;br /&gt;
|-&lt;br /&gt;
!1669&lt;br /&gt;
|Assinatura de contrato com o mestre Manuel Vieira para transformação da capela-mor. Morte de Manuel Vieira&lt;br /&gt;
|-&lt;br /&gt;
!1700&lt;br /&gt;
|Assinatura de um novo contrato com Manuel Moreira e João Moreira para as obras da capela-mor. Na primeira metade do séc. XVII, dá-se o revestimento do interior com talha dourada&lt;br /&gt;
|-&lt;br /&gt;
!1870&lt;br /&gt;
|Requerimento da Confraria de S. Pedro de Miragaia a solicitar ao rei D. Luís a talha que restava na igreja do convento de Monchique para a igreja de Miragaia&lt;br /&gt;
|-&lt;br /&gt;
!1872&lt;br /&gt;
|O convento é vendido em hasta pública&lt;br /&gt;
|-&lt;br /&gt;
!1887&lt;br /&gt;
|Segundo Pinho Leal, nesta data a igreja servia de serralharia&lt;br /&gt;
|-&lt;br /&gt;
!1908&lt;br /&gt;
|D. Ignez Martins Guimarães, capitalista portuense, compra grande parte dos edifícios do convento; é instalada em parte do convento uma fábrica ligada à produção de cortiça de Clemente Menéres, Ldª que se mantém até hoje&lt;br /&gt;
|-&lt;br /&gt;
!2009&lt;br /&gt;
|Realização de um projeto para a recuperação do Convento de Monchique prevê a construção de uma unidade hoteleira, integrada naquela zona nobre da cidade. O projeto é da autoria do arquitecto José Paulo dos Santos&lt;br /&gt;
|}&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
==== Descrição ====&lt;br /&gt;
Recorrendo à plataforma SIPA e ao texto de Ana Filipe sabemos que o convento teria grandes dimensões, com uma planta composta e volumes escalonados, sendo que os diferentes níveis do edifício comunicavam entre si através de escadas.  &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
O conjunto conventual era composto por uma igreja de planta longitudinal, nave única iluminada por quatro janelas e cobertura em abóbada de cruzaria de ogivas, e capela-mor retangular. O seu coro era alto e baixo e ligava-se à nave através de dois arcos sobrepostos. Contava ainda com uma sacristia e um campanário. &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
O pórtico principal da igreja era manuelino de arco pleno, emoldurado por pilastras e colunas. Era ainda rematado por um frontão triangular interrompido com duas coroas de espinhos colocadas junto dos vértices do triângulo.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
O edifício conventual era de planta retangular e tinha três pisos, sendo o primeiro destinado ao refeitório que contava com cerca de quarenta metros de comprimento e três naves formadas por duas alas.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Esta obra contava com dois claustros, estando o principal localizado nas costas do coro da igreja. O segundo claustro, de menores dimensões, contava também com arcos e colunas (de tijolo), e tinha um chafariz ao centro.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
==== Património Integrado ====&lt;br /&gt;
Apesar do seu estado atual não nos permitir uma compreensão total do seu interior, há relatos e contratos nos quais nos podemos apoiar para uma leitura fiel do património integrado que em tempos integrou o Convento da Madre de Deus de Monchique. &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Sabemos que em 1669, a 24 de setembro, se deu a contração de um contrato com o mestre pedreiro Manuel Vieira, que intencionava a reforma da capela-mor (Ferreira-Alves, 2002, p.136 e 137): “Em primeiro lugar, teriam que levantar uma parede «tosqua» de forma a isolar a nave da capela-mor, da qual retiraria o azulejo que a revestia, «com sentido que não quebre e se arumara em parte segura», assim como o retábulo «que he de pedra».” (FERREIRA-ALVES, 2002), informação que nos remete para a existência de azulejaria e retábulos. &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
João Baptista Ribeiro (1790-1868), descreve o interior da igreja da seguinte forma: “Mal se pode explicar a summa profusão de riqueza que ostenta esta igreja; toda ella he recamada de lavor em qye a paciencia, o genio e o dinheiro se reunirão para fazer prova do que podem. Contém sete altares de jum carater riquíssimo pelo immenso lavor de talha, irnatos, relevos e figuras que apresenta, sendo quaze tudo dourado e o resto pintado e estofado por modos mui variados. (…) Notão-se quatro tribunas do lado poente, tapadas com grades de ferro fingindo renda (…)” (Vitorino, 1927, p. 313).&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Segundo uma descrição de Sousa Reis, os coros tinham: “as paredes em que se firmão as grades de ferro, igualmente cobertas de molduras de madeira dourada no gosto, forma e disposição de todo o templo (…) Note-se porem que esta entalha apenas chega até ao pinto das paredes, aonde começa a soberba e bem construída abobeda de pedra.”(Ferreira-Alves, 2002, p.146).&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
==== Imagens e iconografia do objeto ====&lt;br /&gt;
[[File:Fachada da Igreja.png|left|thumb|Fachada arruinada da Igreja do Convento da Madre de Deus de Monchique (Autoria: Joaquim Jaime Ferreira Alves)]]&lt;br /&gt;
[[File:Planta da Igreja do Convento da Madre de Deus de Monchique.png|center|thumb|Planta da Igreja do Convento da Madre de Deus de Monchique (Autoria: DigitalHeritage)]]&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
[[File:Unidade Hoteleira atualmente inserida nas ruínas do Convento da Madre de Deus de Monchique.png|left|thumb|Unidade Hoteleira atualmente inserida nas ruínas do Convento da Madre de Deus de Monchique (Captura de ecrã do Google Maps)]]&lt;br /&gt;
[[File:Maquete digital do Convento da Madre de Deus de Monchique.png|center|thumb|Maquete digital do Convento da Madre de Deus de Monchique (Autoria: DigitalHeritage)]]&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
[[File:Desenho da fachada da igreja do Convento da Madre de Deus de Monchique.png|left|thumb|Desenho da fachada da igreja do Convento da Madre de Deus de Monchique (Autoria: Joaquim Cardoso Vitória Vilanova)]]&lt;br /&gt;
[[File:Vista geral das ruínas dos edifícios conventuais e envolvência.jpeg|center|thumb|Vista geral das ruínas dos edifícios conventuais e envolvência (Autoria: Ana Filipe, 2008)]]&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
=== Fontes e Bibliografia ===&lt;br /&gt;
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&lt;br /&gt;
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&lt;br /&gt;
CRUZ, Tiago Trindade, 2021&#039;&#039;. O desenho digital e as paisagens patrimoniais. Convento da Madre Deus de Monchique, no Porto.&#039;&#039; CEM Cultura, Espaço &amp;amp; Memória&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
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&lt;br /&gt;
FERREIRA, Rui, 2014. &#039;&#039;O legado do extinto Convento de Nossa Senhora da Piedade e dos Remédios&#039;&#039;. Misericórdia de Braga: revista da Santa Casa da Misericórdia de Braga. Braga: S.C.M, 10 (2014) 93-140. ISSN 1646-3188&lt;br /&gt;
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FERREIRA-ALVES, Joaquim Jaime, 2002. Elementos para a história do Convento da Madre de Deus de Monchique. &#039;&#039;Revista da Faculdade de Letras: Ciências e Técnicas do Património, vol. 1&#039;&#039;&lt;br /&gt;
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OLIVEIRA, Eduardo Pires de, 1999. &#039;&#039;Arte religiosa e artistas em Braga e sua região (1870-1920)&#039;&#039;. Braga: APPACDM&lt;br /&gt;
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RIBEIRO, Vítor Manuel Pereira, 2015. &#039;&#039;A Contabilidade no Convento de Nossa Senhora dos Remédios em Braga nos Séculos XVIII e XIX&#039;&#039;. Dissertação de Mestrado, Universidade do Minho&lt;br /&gt;
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ROCHA, Manuel Joaquim Moreira da, 2001. &#039;&#039;A&#039;&#039; &#039;&#039;adoção do barroco nas igrejas conventuais femininas de Braga no pontificado de D. Rodrigo de Moura Teles: diálogos artístico&#039;&#039;s in Poligrafia nº9/10 (2000-2001), 41-73, ISSN: 0872-4490. Arouca: Centro de Estudos D. Domingos de Pinho Brandão&lt;br /&gt;
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ROCHA, Manuel Joaquim Moreira da, e MONTERO, Juan Manuel Monterroso, coord., 2023, &#039;&#039;História da Arquitetura. Perspetivas Temáticas (II). Mosteiros e Conventos: Formas de (e para) Habitar&#039;&#039;. Porto: CITCEM.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
VITORINO, Pedro, 1927. &#039;&#039;Monchique. Notabilizava-se sobremaneira pela obra de talha da sua igreja&#039;&#039;. O Tripeiro, 3ª série, nº44 (164)&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
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&lt;br /&gt;
&amp;lt;nowiki&amp;gt;https://pt.wikipedia.org/wiki/Extin%C3%A7%C3%A3o_das_ordens_religiosas#A_extin%C3%A7%C3%A3o_das_Ordens_Religiosas&amp;lt;/nowiki&amp;gt; consultado em 02 de maio de 2025&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
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&lt;br /&gt;
&amp;lt;nowiki&amp;gt;http://www.monumentos.gov.pt/Site/APP_PagesUser/SIPA.aspx?id=25034&amp;lt;/nowiki&amp;gt; visitado em 24 de abril de 2025&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&amp;lt;nowiki&amp;gt;https://digitalheritage.pt&amp;lt;/nowiki&amp;gt; visitado em 24 de abril de 2025&lt;/div&gt;</summary>
		<author><name>Beatriznogueira</name></author>
	</entry>
	<entry>
		<id>https://wikimedia.pt/portobarroco/index.php?title=Os_Conventos_Franciscanos_que_o_Tempo_Apagou&amp;diff=705</id>
		<title>Os Conventos Franciscanos que o Tempo Apagou</title>
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		<updated>2025-05-26T14:04:10Z</updated>

		<summary type="html">&lt;p&gt;Beatriznogueira: &lt;/p&gt;
&lt;hr /&gt;
&lt;div&gt;=== &#039;&#039;&#039;Introdução&#039;&#039;&#039; ===&lt;br /&gt;
Este página analisa a história e a arquitetura de três conventos femininos franciscanos atualmente em ruínas ou já completamente desaparecidos. Localizados no norte de Portugal, estes cenóbios são: o Convento de Santa Clara de Amarante, o Convento de Nossa Senhora dos Remédios de Braga e o Convento da Madre de Deus de Monchique, no Porto.  &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Em Portugal, as unidades monásticas, tanto femininas como masculinas, tiveram um papel fundamental no desenvolvimento e organização do território. Estas comunidades monásticas geriam-se por dois vetores fundamentais à essência humana na intemporalidade, o tempo e o espírito, isto porque as populações que receberam uma unidade monástica no seu território, ficaram inteiramente cientes e imbuídas das práticas e estilos de vida levados no interior destes espaços.&amp;lt;sup&amp;gt;[1]&amp;lt;/sup&amp;gt; «Há uma relação humana entre os consagrados e as consagradas com a população laica, que nem os muros monásticos conseguem barrar.» (Rocha e Montero 2023, p.8). Os conventos em análise pertenceram os três à Ordem Franciscana, que foi implementada em Portugal por volta do ano de 1217.&amp;lt;sup&amp;gt;[2]&amp;lt;/sup&amp;gt;   &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
O estudo deste tema revela-se essencial para compreender a história das unidades monásticas em Portugal e torna-se um importante contributo para a preservação da memória das instituições religiosas que desapareceram por consequência da extinção das ordens monásticas em 1834 ou afetadas pelas Invasões Napoleónicas ou a Guerra Civil, condenadas a entrar em ruína e a cair no esquecimento por não terem sido reconvertidas a novas funções. Esta página tem ainda o intuito de inspirar o estudo de mais unidades conventuais arruinadas e desaparecidas, de forma a promover a conservação da sua memória. &lt;br /&gt;
----&amp;lt;sup&amp;gt;[1]&amp;lt;/sup&amp;gt; &amp;lt;sup&amp;gt;ROCHA, Manuel Joaquim Moreira da, e MONTERO, Juan Manuel Monterroso, coord., 2023, &#039;&#039;História da Arquitetura. Perspetivas Temáticas (II). Mosteiros e Conventos: Formas de (e para) Habitar&#039;&#039;. Porto: CITCEM.&amp;lt;/sup&amp;gt; &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&amp;lt;sup&amp;gt;[2]“História” in Franciscanos na Terra de António. Consultado a 30 de abril de 2025 em &amp;lt;nowiki&amp;gt;https://franciscanos.pt/historia/&amp;lt;/nowiki&amp;gt;&amp;lt;/sup&amp;gt;  &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
== Convento de Santa Clara de Amarante ==&lt;br /&gt;
[[File:Fachada das ruínas do Convento de Santa Clara de Amarante vistas do Largo de Santa Clara.jpg|thumb|259x259px|Fachada das ruínas do Convento de Santa Clara de Amarante vistas do Largo de Santa Clara]]&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
==== Identificação ====&lt;br /&gt;
{| class=&amp;quot;wikitable&amp;quot;&lt;br /&gt;
|&#039;&#039;&#039;Designação&#039;&#039;&#039;&lt;br /&gt;
|Convento de Santa Clara de Amarante&lt;br /&gt;
|-&lt;br /&gt;
|&#039;&#039;&#039;Localização&#039;&#039;&#039;&lt;br /&gt;
|Largo de Santa Clara, Amarante&lt;br /&gt;
|-&lt;br /&gt;
|&#039;&#039;&#039;Cronologia&#039;&#039;&#039;&lt;br /&gt;
|Séc. XII (fundação), Sécs. XVI/XVII/XVIII (restauro e criação de novos espaços)&lt;br /&gt;
|-&lt;br /&gt;
|&#039;&#039;&#039;Autor(es)&#039;&#039;&#039;&lt;br /&gt;
|&lt;br /&gt;
|-&lt;br /&gt;
|&#039;&#039;&#039;Classificação&#039;&#039;&#039;&lt;br /&gt;
|Em ruínas&lt;br /&gt;
|}&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
==== Estado da Arte ====&lt;br /&gt;
A pesquisa realizada sobre o Convento de Santa Clara de Amarante foi essencialmente baseada na dissertação de mestrado em História de Daniel Ribeiro, intitulada de “Mosteiro de Santa Clara de Amarante: História, Património e Musealização” e no artigo do mesmo autor com o título de “Os Espaços Monásticos de Santa Clara de Amarante na Época Moderna”, ambos trabalhos bastante completos e fundamentais para a criação deste breve trabalho.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
A tese de mestrado foi útil para uma compreensão mais geral e total do contexto socioeconómico e histórico deste cenóbio ao longo dos séculos, desde a sua criação à sua destruição e estado atual. Já o artigo apresentou-se fundamental para a descrição detalhada dos espaços monásticos na época moderna, sendo assim possível criar uma imagem mental da dimensão do Convento de Santa Clara de Amarante. Também foi aqui mencionado o destino das variadas dependências deste local religioso.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
E, por último, ainda é importante referir os websites do SIPA, importante para o entendimento da cronologia do convento, do Amarante Tourism, embora mais generalizado importante para uma primeira abordagem do trabalho e, ainda o blog Amarante Magazine, com um artigo publicado por Daniel Ribeiro, intitulado de O Mosteiro de Santa Clara de Amarante, bastante mais completo a nível de informação que o anteriormente referido, sendo fundamental para um entendimento mais abrangente do convento.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
==== Enquadramento ====&lt;br /&gt;
O convento de Santa Clara de Amarante, situado relativamente próximo do centro histórico da cidade e do Mosteiro de São Gonçalo de Amarante, teve a sua origem, segundo a tradição, ainda no século XII, onde foi fundado por Dona Mafalda, infanta de Portugal. No seu início era apenas um pequeno grupo de mantelatas&amp;lt;sup&amp;gt;[1]&amp;lt;/sup&amp;gt; sendo depois convertido para a Ordem de Santa Clara. Devido às várias transformações e destruições sucessivas ao longo dos séculos, hoje passa totalmente despercebido, mesmo com a sua aparição no traçado urbano, causando o desconhecimento deste monumento aos visitantes desta cidade.&lt;br /&gt;
----&amp;lt;small&amp;gt;[1] As mantelatas tiverem a sua origem na idade média, tendo sido a primeira santa desta ordem a Santa Juliana Falconieri, descendente de uma família importante de Florença. Ficaram reconhecidas por este nome devido ao hábito que utilizavam, um manto sobre a cabeça.&amp;lt;/small&amp;gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
==== Descrição ====&lt;br /&gt;
A arquitetura do Convento de Santa Clara de Amarante é definida pelo reflexo da evolução estilística que se foi desenvolvendo ao longo dos séculos. A estrutura inicial deste cenóbio contava com um traço gótico, apresentando-se na atualidade bastante transformado com a predominância de elementos maneiristas e barrocos, resultado de intervenções posteriores. A fachada sul da igreja (virada para o atual Largo de Santa Clara), era caracterizada pela sua simplicidade sendo composta pelo portal de entrada, como em todos os conventos femininos estava presente na lateral do edifício, emoldurado por duas colunas torsas e encimado por um nicho, e três janelões retangulares. No seu perímetro estava presente uma cornija.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
No seu interior, a capela-mor era antecedida por um arco cruzeiro que continha o escudo de armas de D. Tomé de Sousa, símbolo desta família que hipotecou a Quinta de Ponte de Veiga, em Unhão (Felgueiras), para a construção da zona mais sagrada da igreja. Neste mesmo local, estava presente um retábulo em talha dourada, com sacrário e tribuna. Estariam presentes as imagens de Santa Clara, Nossa Senhora da Conceição e do Menino Jesus. Também é fundamental realçar a decoração do teto  deste edifício, sendo esto abobadado com rompentes (leão figurado, no escudo, de perfil e aprumado), espigão ao centro e florões nos painéis tudo em pedra escodada e fina (RIBEIRO, 2013, 8).&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Esta dependência representa tanta importância nesta breve análise e contextualização do Convento de Santa Clara de Amarante pois é uma das únicas partes que ainda subsiste &#039;&#039;in loco&#039;&#039; até aos dias de hoje, nomeadamente os restos renascentistas da capela lateral a Norte, uma pequena memória deste espaço monástico.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
==== Extinção e desaparecimento ====&lt;br /&gt;
O Convento de Santa Clara de Amarante sofreu um incêndio ateado pelos franceses, no momento das invasões que realizavam ao país, no dia 18 de abril de 1809, sobrevivendo apenas a igreja do espaço monástico. A extinção das ordens monásticas em 1834 também contribuiu para o desaparecimento parcial deste cenóbio.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
==== Imagens e iconografia do objeto ====&lt;br /&gt;
&amp;lt;gallery&amp;gt;&lt;br /&gt;
File:Fachada Posterior vista da rampa de acesso ao arquivo municipal de Amarante.jpg|&#039;&#039;Fachada Posterior vista da rampa de acesso ao arquivo municipal de Amarante&#039;&#039;&lt;br /&gt;
File:Vista do Mosteiro de São Gonçalo do Largo de Santa Clara.jpg|Vista do Mosteiro de São Gonçalo do Largo de Santa Clara&lt;br /&gt;
File:Vista do espaço envolvente das ruínas do Convento de Santa Clara de Amarante (traseiras das ruínas).jpg|Vista do espaço envolvente das ruínas do convento (traseiras das ruínas)&lt;br /&gt;
File:Vista do arco e do interior da capela em ruínas do Convento de Santa Clara de Amarante.jpg|Vista do arco e do interior da capela em ruínas&lt;br /&gt;
File:Pormenor do interior da capela do Convento de Santa Clara de Amarante com as partes subsistentes.jpg|Pormenor do interior da capela com as partes subsistentes&lt;br /&gt;
File:Pormenor de uma janela da capela do Convento de Santa Clara de Amarante.jpg|&#039;&#039;Pormenor de uma janela da capela&#039;&#039;&lt;br /&gt;
File:Pormenor do interior da capela do Convento de Santa Clara com vista para o altar-mor.jpg|Pormenor do interior da capela com vista para o altar-mor&lt;br /&gt;
File:Pormenor do interior com o teto em caixotões da capela do Convento de Santa Clara de Amarante.jpg|Pormenor do interior com o teto em caixotões&lt;br /&gt;
&amp;lt;/gallery&amp;gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
== Convento de Nossa Senhora dos Remédios de Braga ==&lt;br /&gt;
[[File:Bloco Conventual dos Remédios.jpeg|thumb|274x274px|Convento da Nossa Senhora dos Remédios (In: Braga d&#039;outros tempos: fotografias do arquivo da foto aliança. Braga: Câmara Municipal de Braga, Museu da Imagem, 2005)]]&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
==== Identificação ====&lt;br /&gt;
{| class=&amp;quot;wikitable&amp;quot;&lt;br /&gt;
|&#039;&#039;&#039;Designação&#039;&#039;&#039;&lt;br /&gt;
|Convento de Nossa Senhora dos Remédios, Piedade e Madre de Deus&lt;br /&gt;
|-&lt;br /&gt;
|&#039;&#039;&#039;Localização&#039;&#039;&#039;&lt;br /&gt;
|Braga&lt;br /&gt;
|-&lt;br /&gt;
|&#039;&#039;&#039;Cronologia&#039;&#039;&#039;&lt;br /&gt;
|Século XVI&lt;br /&gt;
|-&lt;br /&gt;
|&#039;&#039;&#039;Autor&#039;&#039;&#039;&lt;br /&gt;
|António Pinto de Sousa (3ª Igreja)&lt;br /&gt;
|-&lt;br /&gt;
|&#039;&#039;&#039;Classificação&#039;&#039;&#039;&lt;br /&gt;
|Desaparecido&lt;br /&gt;
|}&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
==== Estado da arte ====&lt;br /&gt;
No âmbito do estudo sobre o antigo Convento de Nossa Senhora dos Remédios, o artigo &#039;&#039;O legado do extinto Convento de Nossa Senhora da Piedade e dos Remédios&#039;&#039;, da autoria de Rui Ferreira revelou-se uma referência fundamental. Esse trabalho constitui um contributo significativo para o conhecimento do Convento dos Remédios, abordando diversos aspetos, desde a sua fundação até à extinção, incluindo ainda uma ficha de inventário do seu património móvel.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
A obra &#039;&#039;Em lembrança da extinta Igreja dos Remédios de Braga&#039;&#039;, publicada por Martins Capella, em 1913, representa um dos primeiros esforços sistemáticos de preservação da memória deste edifício religioso desaparecido. Escrita num tom evocativo e memorialista, reflete o interesse histórico do autor, mas também a sensibilidade de uma época preocupada com a perda do património religioso e urbano, ao reunir descrições, documentos e testemunhos visuais. &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
O artigo &#039;&#039;A adoção do barroco nas igrejas conventuais femininas de Braga no pontificado de D. Rodrigo de Moura Teles: diálogos artísticos&#039;&#039;, de Manuel Joaquim Moreira da Rocha, publicado em 2001, resume-se num estudo essencial para compreender a evolução artística e arquitetónica de três instituições religiosas femininas de Braga – Remédios, Salvador e Conceição – no início século XVIII. Ao se centrar no papel reformador e encomendador de D. Rodrigo de Moura Teles, o autor analisa os mecanismos de difusão do barroco no contexto conventual feminino, articulando a arquitetura com os programas decorativos e o património integrado. Esta abordagem permite compreender não só as opções estéticas da época, mas também os discursos simbólicos e funcionais subjacentes à configuração dos espaços sagrados femininos.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
==== Enquadramento ====&lt;br /&gt;
O Convento de Nossa Senhora dos Remédios foi o primeiro convento feminino erigido na cidade de Braga, destinado a uma nova comunidade religiosa que seguia a regra de S. Francisco de Assis. Mais tarde, o convento seria incorporado na Ordem Terceira da Penitência de São Francisco, e as suas religiosas teriam de fazer votos de obediência, castidade, pobreza e de clausura.&amp;lt;sup&amp;gt;[1]&amp;lt;/sup&amp;gt; De acordo com uma visita do arcebispo D. José de Bragança, concretizada em 1743, o convento contava com 101 religiosas, o que lhe tornava no recolhimento mais populoso de Braga.&amp;lt;sup&amp;gt;[2]&amp;lt;/sup&amp;gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Este instituto religioso foi erguido nas imediações da cidade, extramuros, no espaço de um dos palácios em que residia o bispo fundador e em outros terrenos por ele adquiridos, os quais proporcionaram a área necessária para a construção da igreja e das restantes oficinas conventuais. Localizava-se no antigo rossio de São Marcos, junto à porta de São João e ocupava quase todo o recinto demarcado pelas ruas de São Marcos, a norte, das Águas, atual Avenida da Liberdade, a este, do Campo dos Remédios, atual largo Carlos Amarante, a oeste, e pela cangosta da rua das Águas, a sul, uma via inexistente no atual cenário urbano. A sua vasta frontaria preenchia todo o lado oriental do Campo dos Remédios, desde a rua de São Marcos, até à atual de São Lázaro.&amp;lt;sup&amp;gt;[3]&amp;lt;/sup&amp;gt;&lt;br /&gt;
----&amp;lt;small&amp;gt;[1] RIBEIRO, Vítor Manuel Pereira, 2015. A Contabilidade no Convento de Nossa Senhora dos Remédios em Braga nos Séculos XVIII e XIX, 59&amp;lt;/small&amp;gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&amp;lt;small&amp;gt;[2] FERREIRA, Rui, 2014. O legado do extinto Convento de Nossa Senhora da Piedade e dos Remédios, 94&amp;lt;/small&amp;gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&amp;lt;small&amp;gt;[3] FERREIRA, op. cit, 95-96&amp;lt;/small&amp;gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
==== Descrição ====&lt;br /&gt;
[[File:Desenho Convento dos Remédios.jpeg|left|thumb|Fachada principal do Convento dos Remédios (Desenho de João Batista Vieira Gomes, de 1839)]]&lt;br /&gt;
A entrada principal nas igrejas conventuais femininas é sempre feita por uma porta lateral, uma vez que o espaço oposto à capela-mor é ocupado pelo coro, onde as religiosas assistem ao ofício litúrgico sem quebrarem a sua clausura, permanecendo ocultas aos fiéis que assistem à celebração na nave. &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
O portal da fachada lateral da igreja dos Remédios possuía uma estrutura complexa, disposto em três andares.&amp;lt;sup&amp;gt;[4]&amp;lt;/sup&amp;gt; A porta, retangular e bem proporcionada, era flanqueada por um par de colunas torsas com capitéis compósitos. Nos intercolúnios encontravam-se imagens em granito de religiosas terciárias, coroadas e assentes em mísulas: à direita de quem entra, a de Santa Isabel, rainha de Hungria e matriarca da Ordem, com o livro da regra na mão; à esquerda, a de Santa Isabel, rainha de Portugal, com o olhar voltado para o regaço onde, segundo a lenda, as esmolas se transformaram em rosas.&amp;lt;sup&amp;gt;[5]&amp;lt;/sup&amp;gt; O segundo registo mantém o estilo do corpo anterior, com quatro colunas torsas a ladear janelas e um nicho central em arco, onde se encontrava uma imagem da Piedade em calcário, flanqueada por duas outras imagens de granito: à direita, a de São João Evangelista; à esquerda, a de São João Batista. O último andar dispunha unicamente de um par de colunas torsas que delimitavam um nicho enquadrado por aletas, no qual se encontrava uma imagem em granito de São Francisco de Assis. O remate do conjunto do portal ultrapassava a cornija do edifício, e era composto pela pedra de armas de São Francisco de Assis, ornamentada com motivos vegetalistas, volutas e uma concha, e ladeada por anjos de feição barroquizante, do tipo &#039;&#039;putti&#039;&#039;, que seguravam uma grinalda de flores.&amp;lt;sup&amp;gt;[6]&amp;lt;/sup&amp;gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
O interior da igreja dos Remédios seguia uma estrutura volumétrica e planimétrica semelhante à das restantes igrejas conventuais femininas. Estes templos estruturam-se em torno de um eixo central que conecta os coros, a nave, a capela-mor e a sacristia, evidenciando uma espacialidade longitudinal. A planta resulta da justaposição de vários retângulos, dos quais o que define o corpo da igreja constitui o paralelepípedo de maior volume.&amp;lt;sup&amp;gt;[7]&amp;lt;/sup&amp;gt; A igreja dos Remédios, de nave única, estendia-se de norte a sul, com a sua fachada e entrada principal voltada a oeste.&amp;lt;sup&amp;gt;[8]&amp;lt;/sup&amp;gt; &lt;br /&gt;
----&amp;lt;small&amp;gt;[4] ROCHA, Manuel Joaquim Moreira da, 2001. A adoção do barroco nas igrejas conventuais femininas de Braga no pontificado de D. Rodrigo de Moura Teles: diálogos artísticos, 53-54&amp;lt;/small&amp;gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&amp;lt;small&amp;gt;[5] CAPELLA, Martins, 1913. Em lembrança da extinta Igreja dos Remédios de Braga, 55-56&amp;lt;/small&amp;gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&amp;lt;small&amp;gt;[6] ROCHA, A adoção do barroco nas igrejas conventuais femininas de Braga no pontificado de D. Rodrigo de Moura Teles: diálogos artísticos, 54 e FERREIRA, Rui, 2014. O legado do extinto Convento de Nossa Senhora da Piedade e dos Remédios, 115-117&amp;lt;/small&amp;gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&amp;lt;small&amp;gt;[7] ROCHA, Manuel Joaquim Moreira da, 2001. A adoção do barroco nas igrejas conventuais femininas de Braga no pontificado de D. Rodrigo de Moura Teles: diálogos artísticos, 52-53&amp;lt;/small&amp;gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&amp;lt;small&amp;gt;[8] &#039;&#039;Ibidem&#039;&#039;, 55&amp;lt;/small&amp;gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
==== Património Integrado ====&lt;br /&gt;
A capela-mor dispunha de um retábulo-mor e tribuna em madeira dourada, de arquitetura antiga, com a imagem de Nossa Senhora da Piedade ladeada pelas de Nossa Senhora da Graça e de São Francisco. As suas paredes laterais eram forradas por quatro painéis da autoria de Carlos Antonio Leoni&amp;lt;sup&amp;gt;[9]&amp;lt;/sup&amp;gt; que representavam os passos da vida de Nossa Senhora. &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Junto ao muro do arco cruzeiro existiam ainda dois retábulos colaterais: num venerava-se a imagem do Seráfico Patriarca, São Francisco de Assis, e no outro, a de São João Evangelista.&amp;lt;sup&amp;gt;[10]&amp;lt;/sup&amp;gt; &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
As paredes laterais da nave estavam revestidas, até meia altura, com azulejos que representavam alguns episódios da vida de São Francisco de Assis. Até à cornija do templo, encontravam-se quadros que ilustravam os principais atos de santidade do Santo enquanto Penitente, dispostos entre as janelas, decoradas com madeira recortada e dourada.&amp;lt;sup&amp;gt;[11]&amp;lt;/sup&amp;gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Parte do espólio da Igreja e do Convento dos Remédios encontra-se disperso em alguns locais da cidade de Braga, assegurando a sua preservação física e herança artística. Esta dispersão contribui para a manutenção da memória do convento, ainda que de forma descentralizada, uma vez que a população pode ter contacto com fragmentos do passado, mesmo fora do seu enquadramento original.&lt;br /&gt;
{| class=&amp;quot;wikitable&amp;quot;&lt;br /&gt;
|+&#039;&#039;&#039;O legado do Convento dos Remédios disperso pela cidade de Braga&amp;lt;small&amp;gt;&amp;lt;sup&amp;gt;[12]&amp;lt;/sup&amp;gt;&amp;lt;/small&amp;gt;&#039;&#039;&#039;&lt;br /&gt;
|&#039;&#039;&#039;Designação&#039;&#039;&#039;&lt;br /&gt;
|&#039;&#039;&#039;Proveniência&#039;&#039;&#039;&lt;br /&gt;
|&#039;&#039;&#039;Autoria&#039;&#039;&#039;&lt;br /&gt;
|&#039;&#039;&#039;Época&#039;&#039;&#039;&lt;br /&gt;
|&#039;&#039;&#039;Local atual&#039;&#039;&#039;&lt;br /&gt;
|-&lt;br /&gt;
|Esculturas graníticas da Rainha Santa Isabel da Hungria, da Rainha Santa Isabel de Portugal, de São João Evangelista e de São Francisco de Assis&lt;br /&gt;
|Fachada nobre da Igreja dos Remédios&lt;br /&gt;
|Desconhecida&lt;br /&gt;
|1724-25&lt;br /&gt;
|[https://pt.wikipedia.org/wiki/Parque_da_Ponte Parque da Ponte], junto ao cruzeiro de de D. Frei Bartolomeu dos Mártires&lt;br /&gt;
|-&lt;br /&gt;
|Conjunto arquitetónico de São João Batista&lt;br /&gt;
|Fachada nobre da Igreja dos Remédios&lt;br /&gt;
|Desconhecida&lt;br /&gt;
|1724-25&lt;br /&gt;
|Fachada posterior da [http://www.monumentos.gov.pt/Site/APP_PagesUser/SIPA.aspx?id=17245 capela de São João da Ponte]&lt;br /&gt;
|-&lt;br /&gt;
|Escultura da Nossa Senhora da Piedade&lt;br /&gt;
|Fachada nobre da Igreja dos Remédios&lt;br /&gt;
|Desconhecida &lt;br /&gt;
|1724-25&lt;br /&gt;
|[https://pt.wikipedia.org/wiki/Tesouro-Museu_da_Sé_de_Braga Tesouro-Museu da Sé de Braga]&lt;br /&gt;
|-&lt;br /&gt;
|Retábulo mor, tribuna e sanefas&lt;br /&gt;
|Capela-mor da Igreja dos Remédios&lt;br /&gt;
|Marceliano de Araújo, com Francisco Machado de Landim, Bento Ferreira e Manuel Silva&lt;br /&gt;
|1726-27&lt;br /&gt;
|[https://pt.wikipedia.org/wiki/Capela_de_Santa_Marta_do_Leão Capela de Santa Marta do Leão] na Falperra&lt;br /&gt;
|-&lt;br /&gt;
|Conjunto de quatro painéis dos Passos de Nossas Senhora &lt;br /&gt;
|Capela-mor da Igreja dos Remédios&lt;br /&gt;
|Carlos Antonio Leoni&lt;br /&gt;
|1733-41&lt;br /&gt;
|[https://pt.wikipedia.org/wiki/Arquivo_Distrital_de_Braga Arquivo Distrital de Braga]&lt;br /&gt;
|-&lt;br /&gt;
|Figuras de Nossa Senhora das Graças, de São Francisco Xavier e de São Francisco de Assis&lt;br /&gt;
|Igreja dos Remédios, Altar de Nossa Senhora &lt;br /&gt;
|Desconhecida&lt;br /&gt;
|Século XIX&lt;br /&gt;
|Capela de Santa Rita de Cássia, [https://pt.wikipedia.org/wiki/Igreja_do_Pópulo Igreja do Pópulo]&lt;br /&gt;
|-&lt;br /&gt;
|Fonte de Santa Bárbara&lt;br /&gt;
|Claustro do Convento dos Remédios&lt;br /&gt;
|Desconhecida&lt;br /&gt;
|1725-1750&lt;br /&gt;
|[https://pt.wikipedia.org/wiki/Wikipédia:Página_principal Jardim de Santa Bárbara]&lt;br /&gt;
|}&lt;br /&gt;
----&amp;lt;small&amp;gt;[9] «Pintor florentino que exerceu a sua actividade em Lisboa, no século XVIII, no reinado de D. José I, e já porventura no de D. João V. Parece ter-se dedicado especialmente ao retrato, como o provam diversas composições suas n&#039;este género.» (VITERBO, 1903, 99)&amp;lt;/small&amp;gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&amp;lt;small&amp;gt;[10] ROCHA, Manuel Joaquim Moreira da, 2001. A adoção do barroco nas igrejas conventuais femininas de Braga no pontificado de D. Rodrigo de Moura Teles: diálogos artísticos, 61-62&amp;lt;/small&amp;gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&amp;lt;small&amp;gt;[11] &#039;&#039;Ibidem&#039;&#039;, 67&amp;lt;/small&amp;gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&amp;lt;small&amp;gt;[12] Esta tabela foi elaborada tendo em base a obra de FERREIRA, RUI, 2014. O legado do extinto Convento de Nossa Senhora da Piedade e dos Remédios, 110-120&amp;lt;/small&amp;gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
==== Extinção e desaparecimento ====&lt;br /&gt;
Após o decreto de 1834 que determinou a extinção de todas as casas das ordens religiosas regulares, em 1890, ainda sobreviviam duas freiras no convento dos Remédios. A extinção do convento dos Remédios deu-se a 7 de maio de 1898, com o óbito da última freira professa, Madre Narcisa Emília Leite.&amp;lt;sup&amp;gt;[13]&amp;lt;/sup&amp;gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Ainda antes do falecimento da última freira, em 1896, o Estado cedeu o convento à Câmara Municipal de Braga para a instalação de um asilo de expostos e cegos, embora tal obra assistencial nunca tenha chegado a concretizar-se no local.&amp;lt;sup&amp;gt;[14]&amp;lt;/sup&amp;gt; Anos mais tarde, no ano administrativo de 1907-1908, a Câmara Municipal delineava um plano de diversos melhoramentos para a cidade, que incluía a abertura de uma avenida de nome Concelheiro João Franco, o que exigia o alargamento da antiga rua das Águas e da rua da Ponte. Para executar o projeto era necessário que os terrenos do Convento dos Remédios fossem cedidos à Câmara. A 7 de setembro de 1907, o governo promulgou um decreto com força de lei, concedendo à Câmara os edifícios, a cerca e as dependências do dito convento para a ampliação e alinhamento da Rua do Concelheiro João Franco.&amp;lt;sup&amp;gt;[15]&amp;lt;/sup&amp;gt; &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
A Câmara planeava igualmente abrir uma rua transversal pela cerca do convento, desde a avenida João Franco até ao Largo Carlos Amarante. Para que esta artéria ficasse alinhada com a fachada da igreja de São Marcos, seria necessário cortar a igreja dos Remédios ao meio, o que comprometia gravemente a integridade desta estrutura arquitetónica.&amp;lt;sup&amp;gt;[16]&amp;lt;/sup&amp;gt; A demolição deste complexo monástico exemplifica como, no início do século XX, as decisões urbanísticas privilegiaram o desenvolvimento urbano e a modernização da cidade em detrimento da conservação do património histórico. A 3 de abril de 1911, celebrou-se a última missa e, pouco tempo depois, consumou-se o processo de demolição.&amp;lt;sup&amp;gt;[17]&amp;lt;/sup&amp;gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
A sua destruição permitiu a construção de novos edifícios, como o Teatro Circo, cuja edificação teve início em 1911 e terminou em 1915, no gaveto da Rua Gonçalo Sampaio com a Avenida da Liberdade, e o Shopping Santa Cruz, situado na esquina entre a mesma rua e o Largo Carlos Amarante. Voltados para o largo encontram-se ainda o edifício da Junta de Freguesia de S. José de S. Lázaro e S. João do Souto, bem como diversos estabelecimentos comerciais.  &lt;br /&gt;
----&amp;lt;small&amp;gt;[13] FERREIRA, Rui, 2014. O legado do extinto Convento de Nossa Senhora da Piedade e dos Remédios, 96 e 107&amp;lt;/small&amp;gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&amp;lt;small&amp;gt;[14] OLIVEIRA, Eduardo Pires de, 1999. Arte religiosa e artistas em Braga e sua região (1870-1920), 103&amp;lt;/small&amp;gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&amp;lt;small&amp;gt;[15] CASTRO, Maria de Fátima, 2005. O princípio e o fim do Convento dos Remédios, 135-137&amp;lt;/small&amp;gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&amp;lt;small&amp;gt;[16] FERREIRA, RUI, 2014. O legado do extinto Convento de Nossa Senhora da Piedade e dos Remédios, 107. Esta artéria seria a atual Rua Dr. Gonçalo Sampaio.&amp;lt;/small&amp;gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&amp;lt;small&amp;gt;[17] &#039;&#039;Ibidem&#039;&#039;, 108&amp;lt;/small&amp;gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
==== Imagens e iconografia do objeto ====&lt;br /&gt;
&amp;lt;gallery&amp;gt;&lt;br /&gt;
File:Largo Carlos Amarante, Braga.jpg|&amp;lt;small&amp;gt;Localização da fachada nobre da desaparecida Igreja dos Remédios, voltada para o atual Largo Carlos Amarante&amp;lt;/small&amp;gt;&lt;br /&gt;
File:Largo Carlos Amarante, Braga (2).jpg|&amp;lt;small&amp;gt;Localização da fachada nascente do desaparecido Convento dos Remédios, voltada para o atual Largo Carlos Amarante&amp;lt;/small&amp;gt;&lt;br /&gt;
File:Fachada nobre da Igreja dos Remédios.jpeg|&amp;lt;small&amp;gt;Fachada nobre da Igreja dos Remédios (In: Braga d&#039;outros tempos: fotografias do arquivo da foto aliança. Braga: Câmara Municipal de Braga, Museu da Imagem, 2005)&amp;lt;/small&amp;gt;&lt;br /&gt;
File:Largo dos Remédios .jpg|&amp;lt;small&amp;gt;Largo dos Remédios e Hospital de S. Marcos. À esquerda, parte do Conventos dos Remédios (Manuel Carneiro, ed., século XX, 58 x 36 cm, postal ilustrado, Museu Virtual da Lusofonia, Braga)&amp;lt;/small&amp;gt;&lt;br /&gt;
File:Esculturas provenientes da fachada nobre da antiga Igreja dos Remédios.jpg|&amp;lt;small&amp;gt;Imagens provenientes da fachada da Igreja dos Remédios, dispostas junto ao cruzeiro no Parque da Ponte&amp;lt;/small&amp;gt;&lt;br /&gt;
File:Conjunto Arquitetónico São João Batista.jpg|&amp;lt;small&amp;gt;Conjunto proveniente da fachada da Igreja dos Remédios, com a imagem de São João Batista, colocado na traseira da Capela de São João da Ponte&amp;lt;/small&amp;gt;&lt;br /&gt;
File:Fonte de Santa Bárbara.jpg|&amp;lt;small&amp;gt;Fonte de Santa Bárbara, proveniente de um dos claustros do Convento dos Remédios, inserida no centro do jardim de Santa Bárbara&amp;lt;/small&amp;gt;&lt;br /&gt;
File:Largo Carlos Amarante após demolição dos Remédios.jpeg|&amp;lt;small&amp;gt;Largo Carlos Amarante após a demolição do Convento dos Remédios (In: Braga d&#039;outros tempos: fotografias do arquivo da foto aliança. Braga: Câmara Municipal de Braga; Museu da Imagem, 2005)&amp;lt;/small&amp;gt;&lt;br /&gt;
&amp;lt;/gallery&amp;gt;&lt;br /&gt;
== Convento da Madre de Deus de Monchique ==&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
==== Identificação ====&lt;br /&gt;
{| class=&amp;quot;wikitable&amp;quot;&lt;br /&gt;
|&#039;&#039;&#039;Designação&#039;&#039;&#039;&lt;br /&gt;
|Convento da Madre de Deus de Monchique&lt;br /&gt;
|-&lt;br /&gt;
|&#039;&#039;&#039;Localização&#039;&#039;&#039;&lt;br /&gt;
|Porto&lt;br /&gt;
|-&lt;br /&gt;
|&#039;&#039;&#039;Cronologia&#039;&#039;&#039;&lt;br /&gt;
|Século XVI&lt;br /&gt;
|-&lt;br /&gt;
|&#039;&#039;&#039;Autor(es)&#039;&#039;&#039;&lt;br /&gt;
|Diogo de Castilho&lt;br /&gt;
|-&lt;br /&gt;
|&#039;&#039;&#039;Classificação&#039;&#039;&#039;&lt;br /&gt;
|Em ruínas&lt;br /&gt;
|}&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
==== Estado da arte ====&lt;br /&gt;
O estudo do Convento da Madre de Deus de Monchique foi significativamente baseado no artigo de Joaquim Jaime Ferreira Alves &#039;&#039;Elementos para a história do Convento da Madre de Deus de Monchique,&#039;&#039; publicado em 2002 no primeiro volume da Revista da Faculdade de Letras, no Porto. Por sua vez, Joaquim Jaime recorreu a documentação como o contrato de construção emitido em 1533 e a descrições como as de João Baptista Ribeiro. A compreensão histórica e cronológica do monumento tornou-se possível através da leitura do artigo &#039;&#039;O Desenho Digital e as Paisagens Patrimoniais: Convento da Madre de Deus de Monchique, no Porto&#039;&#039; de Tiago Trindade Cruz.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
A nível de recursos digitais, é empírico referir a consulta realizada à plataforma SIPA - Sistema de Informação para o Património Arquitetónico, de onde foram retirados dados arquitectónicos do convento e a plataforma Digital Heritage, que permitiu uma melhor compreensão visual de como seria, no seu tempo, a unidade conventual. &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
==== Enquadramento ====&lt;br /&gt;
Fundado na primeira metade do séc. XVI, pertenceu à Ordem de São Francisco, tendo sido a sua fundação autorizada a 12 de novembro de 1535 pelo Papa Paulo III&amp;lt;sup&amp;gt;[1]&amp;lt;/sup&amp;gt;. Os seus fundadores, Pedro da Cunha Coutinho e sua mulher D. Beatriz de Vilhena, eram grandes nobres residentes na cidade do Porto, sendo a base do edifício conventual primitivo a casa senhorial dos mesmos&amp;lt;sup&amp;gt;[2]&amp;lt;/sup&amp;gt;.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Na realidade, o local escolhido para erguer o convento em estudo já seria previamente santificado, tendo dado lugar (antes da construção do paço nobre dos fundadores), a uma sinagoga. Esta sinagoga marcava o epicentro de uma comunidade judaica no séc. XIV&amp;lt;sup&amp;gt;[3]&amp;lt;/sup&amp;gt;.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Após a dissolução das ordens religiosas, no ano de 1834, as monjas foram realojadas no Convento de São Bento de Ave-maria&amp;lt;sup&amp;gt;[4]&amp;lt;/sup&amp;gt;, marcando assim a desocupação do Convento da Madre de Deus de Monchique. Observaram-se, no entanto, o aparecimento de outros usos como o comércio e a indústria, sendo que alguns elementos arruinados convivem atualmente com uma unidade hoteleira recente&amp;lt;sup&amp;gt;[5]&amp;lt;/sup&amp;gt; .&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Retirando a cronologia presente na entrada deste monumento na plataforma SIPA – Sistema de Informação para o Património Arquitetónico, entrada esta escrita por Ana Filipe em 2008, conseguimos focalizar algumas datas que ajudam à construção da história do objeto em estudo.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
{| class=&amp;quot;wikitable&amp;quot;&lt;br /&gt;
|+&lt;br /&gt;
!&#039;&#039;&#039;1503&#039;&#039;&#039;&lt;br /&gt;
|D. Manuel I autoriza Pedro Coutinho a viver na cidade, através de carta enviada à Câmara do Porto&lt;br /&gt;
|-&lt;br /&gt;
!1533&lt;br /&gt;
|É pedida autorização ao papa para a fundação de um convento feminino no lugar de Monchique. Antes de chegar a autorização papal, é assinado contrato com Diogo de Castilho para construção da igreja e são iniciadas as obras necessárias para transformar a casa nobre dos Cunha Coutinho em residência conventual&lt;br /&gt;
|-&lt;br /&gt;
!1669&lt;br /&gt;
|Assinatura de contrato com o mestre Manuel Vieira para transformação da capela-mor. Morte de Manuel Vieira&lt;br /&gt;
|-&lt;br /&gt;
!1700&lt;br /&gt;
|Assinatura de um novo contrato com Manuel Moreira e João Moreira para as obras da capela-mor. Na primeira metade do séc. XVII, dá-se o revestimento do interior com talha dourada&lt;br /&gt;
|-&lt;br /&gt;
!1870&lt;br /&gt;
|Requerimento da Confraria de S. Pedro de Miragaia a solicitar ao rei D. Luís a talha que restava na igreja do convento de Monchique para a igreja de Miragaia&lt;br /&gt;
|-&lt;br /&gt;
!1872&lt;br /&gt;
|O convento é vendido em hasta pública&lt;br /&gt;
|-&lt;br /&gt;
!1887&lt;br /&gt;
|Segundo Pinho Leal, nesta data a igreja servia de serralharia&lt;br /&gt;
|-&lt;br /&gt;
!1908&lt;br /&gt;
|D. Ignez Martins Guimarães, capitalista portuense, compra grande parte dos edifícios do convento; é instalada em parte do convento uma fábrica ligada à produção de cortiça de Clemente Menéres, Ldª que se mantém até hoje&lt;br /&gt;
|-&lt;br /&gt;
!2009&lt;br /&gt;
|Realização de um projeto para a recuperação do Convento de Monchique prevê a construção de uma unidade hoteleira, integrada naquela zona nobre da cidade. O projeto é da autoria do arquitecto José Paulo dos Santos&lt;br /&gt;
|}&lt;br /&gt;
----&amp;lt;sup&amp;gt;[1] FERREIRA-ALVES, Joaquim Jaime (2002). Elementos para a história do Convento da Madre de Deus de Monchique. &#039;&#039;Revista da Faculdade de Letras: Ciências e Técnicas do Património, vol. 1,&#039;&#039; p.130&amp;lt;/sup&amp;gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&amp;lt;sup&amp;gt;[2] Idem. &#039;&#039;Ibidem&#039;&#039;&amp;lt;/sup&amp;gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&amp;lt;sup&amp;gt;[3]&amp;lt;/sup&amp;gt;  &amp;lt;sup&amp;gt;Idem. &#039;&#039;Ibidem&#039;&#039;&amp;lt;/sup&amp;gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&amp;lt;sup&amp;gt;[4]&amp;lt;/sup&amp;gt;   &amp;lt;sup&amp;gt;CRUZ, Tiago Trindade (2021). O desenho digital e as paisagens patrimoniais. Convento da Madre Deus de Monchique, no Porto. &#039;&#039;CEM Cultura, Espaço e Memória&#039;&#039;. p. 62 e 63&amp;lt;/sup&amp;gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&amp;lt;sup&amp;gt;[5] FILIPE, Ana (2008). SIPA http://www.monumentos.gov.pt/Site/APP_PagesUser/SIPA.aspx?id=25034&amp;lt;/sup&amp;gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
==== Descrição ====&lt;br /&gt;
Recorrendo à plataforma SIPA e ao texto de Ana Filipe sabemos que o convento teria grandes dimensões, com uma planta composta e volumes escalonados, sendo que os diferentes níveis do edifício comunicavam entre si através de escadas.  &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
O conjunto conventual era composto por uma igreja de planta longitudinal, nave única iluminada por quatro janelas e cobertura em abóbada de cruzaria de ogivas, e capela-mor retangular. O seu coro era alto e baixo e ligava-se à nave através de dois arcos sobrepostos. Contava ainda com uma sacristia e um campanário. &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
O pórtico principal da igreja era manuelino de arco pleno, emoldurado por pilastras e colunas. Era ainda rematado por um frontão triangular interrompido com duas coroas de espinhos colocadas junto dos vértices do triângulo.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
O edifício conventual era de planta retangular e tinha três pisos, sendo o primeiro destinado ao refeitório que contava com cerca de quarenta metros de comprimento e três naves formadas por duas alas.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Esta obra contava com dois claustros, estando o principal localizado nas costas do coro da igreja. O segundo claustro, de menores dimensões, contava também com arcos e colunas (de tijolo), e tinha um chafariz ao centro.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
==== Património Integrado ====&lt;br /&gt;
Apesar do seu estado atual não nos permitir uma compreensão total do seu interior, há relatos e contratos nos quais nos podemos apoiar para uma leitura fiel do património integrado que em tempos integrou o Convento da Madre de Deus de Monchique. &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Sabemos que em 1669, a 24 de setembro, se deu a contração de um contrato com o mestre pedreiro Manuel Vieira, que intencionava a reforma da capela-mor&amp;lt;sup&amp;gt;[1]&amp;lt;/sup&amp;gt;: “Em primeiro lugar, teriam que levantar uma parede «tosqua» de forma a isolar a nave da capela-mor, da qual retiraria o azulejo que a revestia, «com sentido que não quebre e se arumara em parte segura», assim como o retábulo «que he de pedra».” (FERREIRA-ALVES, 2002), informação que nos remete para a existência de azulejaria e retábulos. &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
João Baptista Ribeiro (1790-1868), descreve o interior da igreja da seguinte forma: “Mal se pode explicar a summa profusão de riqueza que ostenta esta igreja; toda ella he recamada de lavor em qye a paciencia, o genio e o dinheiro se reunirão para fazer prova do que podem. Contém sete altares de jum carater riquíssimo pelo immenso lavor de talha, irnatos, relevos e figuras que apresenta, sendo quaze tudo dourado e o resto pintado e estofado por modos mui variados. (…) Notão-se quatro tribunas do lado poente, tapadas com grades de ferro fingindo renda (…)”.&amp;lt;sup&amp;gt;[2]&amp;lt;/sup&amp;gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Segundo uma descrição de Sousa Reis, os coros tinham: “as paredes em que se firmão as grades de ferro, igualmente cobertas de molduras de madeira dourada no gosto, forma e disposição de todo o templo (…) Note-se porem que esta entalha apenas chega até ao pinto das paredes, aonde começa a soberba e bem construída abobeda de pedra.”&amp;lt;sup&amp;gt;[3]&amp;lt;/sup&amp;gt;&lt;br /&gt;
----&amp;lt;sup&amp;gt;[1]&amp;lt;/sup&amp;gt; &amp;lt;sup&amp;gt;FERREIRA-ALVES, Joaquim Jaime (2002). Elementos para a história do Convento da Madre de Deus de Monchique. &#039;&#039;Revista da Faculdade de Letras: Ciências e Técnicas do Património, vol. 1,&#039;&#039; p.136 e 137&amp;lt;/sup&amp;gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&amp;lt;sup&amp;gt;[2]&amp;lt;/sup&amp;gt; &amp;lt;sup&amp;gt;VITORINO, Pedro (1927). Monchique. Notabilizava-se sobremaneira pela obra de talha da sua igreja. O Tripeiro, 3ª série, nº44 (164), p. 313&amp;lt;/sup&amp;gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&amp;lt;sup&amp;gt;[3]&amp;lt;/sup&amp;gt; &amp;lt;sup&amp;gt;FERREIRA-ALVES, Joaquim Jaime (2002). Elementos para a história do Convento da Madre de Deus de Monchique. &#039;&#039;Revista da Faculdade de Letras: Ciências e Técnicas do Património, vol. 1,&#039;&#039; p.146&amp;lt;/sup&amp;gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
==== Imagens e iconografia do objeto ====&lt;br /&gt;
[[File:Fachada da Igreja.png|left|thumb|Fachada arruinada da Igreja do Convento da Madre de Deus de Monchique (Autoria: Joaquim Jaime Ferreira Alves)]]&lt;br /&gt;
[[File:Planta da Igreja do Convento da Madre de Deus de Monchique.png|center|thumb|Planta da Igreja do Convento da Madre de Deus de Monchique (Autoria: DigitalHeritage)]]&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
[[File:Unidade Hoteleira atualmente inserida nas ruínas do Convento da Madre de Deus de Monchique.png|left|thumb|Unidade Hoteleira atualmente inserida nas ruínas do Convento da Madre de Deus de Monchique (Captura de ecrã do Google Maps)]]&lt;br /&gt;
[[File:Maquete digital do Convento da Madre de Deus de Monchique.png|center|thumb|Maquete digital do Convento da Madre de Deus de Monchique (Autoria: DigitalHeritage)]]&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
[[File:Desenho da fachada da igreja do Convento da Madre de Deus de Monchique.png|left|thumb|Desenho da fachada da igreja do Convento da Madre de Deus de Monchique (Autoria: Joaquim Cardoso Vitória Vilanova)]]&lt;br /&gt;
[[File:Vista geral das ruínas dos edifícios conventuais e envolvência.jpeg|center|thumb|Vista geral das ruínas dos edifícios conventuais e envolvência (Autoria: Ana Filipe, 2008)]]&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
=== Fontes e Bibliografia ===&lt;br /&gt;
CAPELA, José Viriato, MATOS, Henrique, BORRALHEIRO, Rogério, 2009. &#039;&#039;As freguesias do Distrito do Porto, nas Memórias Paroquiais de 1758&#039;&#039;&lt;br /&gt;
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CRUZ, Tiago Trindade, 2021&#039;&#039;. O desenho digital e as paisagens patrimoniais. Convento da Madre Deus de Monchique, no Porto.&#039;&#039; CEM Cultura, Espaço &amp;amp; Memória&lt;br /&gt;
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ROCHA, Manuel Joaquim Moreira da, e MONTERO, Juan Manuel Monterroso, coord., 2023, &#039;&#039;História da Arquitetura. Perspetivas Temáticas (II). Mosteiros e Conventos: Formas de (e para) Habitar&#039;&#039;. Porto: CITCEM.&lt;br /&gt;
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VITORINO, Pedro, 1927. &#039;&#039;Monchique. Notabilizava-se sobremaneira pela obra de talha da sua igreja&#039;&#039;. O Tripeiro, 3ª série, nº44 (164)&lt;br /&gt;
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&amp;lt;nowiki&amp;gt;https://imovel.patrimoniocultural.gov.pt/detalhes.php?code=74102&amp;lt;/nowiki&amp;gt; visitado em 17 de abril de 2025&lt;br /&gt;
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&amp;lt;nowiki&amp;gt;https://archive.org/details/historia_serafica_dos_frades_menores-tomo5/historia_serafica_dos_frades_menores-tomo1/&amp;lt;/nowiki&amp;gt; visitado em 17 de abril de 2025&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&amp;lt;nowiki&amp;gt;https://pt.wikipedia.org/wiki/Extin%C3%A7%C3%A3o_das_ordens_religiosas#A_extin%C3%A7%C3%A3o_das_Ordens_Religiosas&amp;lt;/nowiki&amp;gt; consultado em 02 de maio de 2025&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&amp;lt;nowiki&amp;gt;https://www.infopedia.pt/dicionarios/lingua-portuguesa/rompente&amp;lt;/nowiki&amp;gt; visitado em 29 de abril de 2025&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&amp;lt;nowiki&amp;gt;https://ensina.rtp.pt/explicador/invasoes-francesas-e-ideias-liberais-em-portugal-h63/&amp;lt;/nowiki&amp;gt; visitado em 30 de abril de 2025&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&amp;lt;nowiki&amp;gt;http://www.monumentos.gov.pt/Site/APP_PagesUser/SIPA.aspx?id=25034&amp;lt;/nowiki&amp;gt; visitado em 24 de abril de 2025&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&amp;lt;nowiki&amp;gt;https://digitalheritage.pt&amp;lt;/nowiki&amp;gt; visitado em 24 de abril de 2025&lt;/div&gt;</summary>
		<author><name>Beatriznogueira</name></author>
	</entry>
	<entry>
		<id>https://wikimedia.pt/portobarroco/index.php?title=Os_Conventos_Franciscanos_que_o_Tempo_Apagou&amp;diff=704</id>
		<title>Os Conventos Franciscanos que o Tempo Apagou</title>
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		<updated>2025-05-26T14:02:08Z</updated>

		<summary type="html">&lt;p&gt;Beatriznogueira: Acrescento de imagens do Convento de Santa Clara de Amarante&lt;/p&gt;
&lt;hr /&gt;
&lt;div&gt;{{DISPLAYTITLE:Os Conventos Franciscanos Femininos que o Tempo Apagou}}&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
=== &#039;&#039;&#039;Introdução&#039;&#039;&#039; ===&lt;br /&gt;
Este página analisa a história e a arquitetura de três conventos femininos franciscanos atualmente em ruínas ou já completamente desaparecidos. Localizados no norte de Portugal, estes cenóbios são: o Convento de Santa Clara de Amarante, o Convento de Nossa Senhora dos Remédios de Braga e o Convento da Madre de Deus de Monchique, no Porto.  &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Em Portugal, as unidades monásticas, tanto femininas como masculinas, tiveram um papel fundamental no desenvolvimento e organização do território. Estas comunidades monásticas geriam-se por dois vetores fundamentais à essência humana na intemporalidade, o tempo e o espírito, isto porque as populações que receberam uma unidade monástica no seu território, ficaram inteiramente cientes e imbuídas das práticas e estilos de vida levados no interior destes espaços.&amp;lt;sup&amp;gt;[1]&amp;lt;/sup&amp;gt; «Há uma relação humana entre os consagrados e as consagradas com a população laica, que nem os muros monásticos conseguem barrar.» (Rocha e Montero 2023, p.8). Os conventos em análise pertenceram os três à Ordem Franciscana, que foi implementada em Portugal por volta do ano de 1217.&amp;lt;sup&amp;gt;[2]&amp;lt;/sup&amp;gt;   &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
O estudo deste tema revela-se essencial para compreender a história das unidades monásticas em Portugal e torna-se um importante contributo para a preservação da memória das instituições religiosas que desapareceram por consequência da extinção das ordens monásticas em 1834 ou afetadas pelas Invasões Napoleónicas ou a Guerra Civil, condenadas a entrar em ruína e a cair no esquecimento por não terem sido reconvertidas a novas funções. Esta página tem ainda o intuito de inspirar o estudo de mais unidades conventuais arruinadas e desaparecidas, de forma a promover a conservação da sua memória. &lt;br /&gt;
----&amp;lt;sup&amp;gt;[1]&amp;lt;/sup&amp;gt; &amp;lt;sup&amp;gt;ROCHA, Manuel Joaquim Moreira da, e MONTERO, Juan Manuel Monterroso, coord., 2023, &#039;&#039;História da Arquitetura. Perspetivas Temáticas (II). Mosteiros e Conventos: Formas de (e para) Habitar&#039;&#039;. Porto: CITCEM.&amp;lt;/sup&amp;gt; &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&amp;lt;sup&amp;gt;[2]“História” in Franciscanos na Terra de António. Consultado a 30 de abril de 2025 em &amp;lt;nowiki&amp;gt;https://franciscanos.pt/historia/&amp;lt;/nowiki&amp;gt;&amp;lt;/sup&amp;gt;  &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
== Convento de Santa Clara de Amarante ==&lt;br /&gt;
[[File:Fachada das ruínas do Convento de Santa Clara de Amarante vistas do Largo de Santa Clara.jpg|thumb|259x259px|Fachada das ruínas do Convento de Santa Clara de Amarante vistas do Largo de Santa Clara]]&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
==== Identificação ====&lt;br /&gt;
{| class=&amp;quot;wikitable&amp;quot;&lt;br /&gt;
|&#039;&#039;&#039;Designação&#039;&#039;&#039;&lt;br /&gt;
|Convento de Santa Clara de Amarante&lt;br /&gt;
|-&lt;br /&gt;
|&#039;&#039;&#039;Localização&#039;&#039;&#039;&lt;br /&gt;
|Largo de Santa Clara, Amarante&lt;br /&gt;
|-&lt;br /&gt;
|&#039;&#039;&#039;Cronologia&#039;&#039;&#039;&lt;br /&gt;
|Séc. XII (fundação), Sécs. XVI/XVII/XVIII (restauro e criação de novos espaços)&lt;br /&gt;
|-&lt;br /&gt;
|&#039;&#039;&#039;Autor(es)&#039;&#039;&#039;&lt;br /&gt;
|&lt;br /&gt;
|-&lt;br /&gt;
|&#039;&#039;&#039;Classificação&#039;&#039;&#039;&lt;br /&gt;
|Em ruínas&lt;br /&gt;
|}&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
==== Estado da Arte ====&lt;br /&gt;
A pesquisa realizada sobre o Convento de Santa Clara de Amarante foi essencialmente baseada na dissertação de mestrado em História de Daniel Ribeiro, intitulada de “Mosteiro de Santa Clara de Amarante: História, Património e Musealização” e no artigo do mesmo autor com o título de “Os Espaços Monásticos de Santa Clara de Amarante na Época Moderna”, ambos trabalhos bastante completos e fundamentais para a criação deste breve trabalho.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
A tese de mestrado foi útil para uma compreensão mais geral e total do contexto socioeconómico e histórico deste cenóbio ao longo dos séculos, desde a sua criação à sua destruição e estado atual. Já o artigo apresentou-se fundamental para a descrição detalhada dos espaços monásticos na época moderna, sendo assim possível criar uma imagem mental da dimensão do Convento de Santa Clara de Amarante. Também foi aqui mencionado o destino das variadas dependências deste local religioso.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
E, por último, ainda é importante referir os websites do SIPA, importante para o entendimento da cronologia do convento, do Amarante Tourism, embora mais generalizado importante para uma primeira abordagem do trabalho e, ainda o blog Amarante Magazine, com um artigo publicado por Daniel Ribeiro, intitulado de O Mosteiro de Santa Clara de Amarante, bastante mais completo a nível de informação que o anteriormente referido, sendo fundamental para um entendimento mais abrangente do convento.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
==== Enquadramento ====&lt;br /&gt;
O convento de Santa Clara de Amarante, situado relativamente próximo do centro histórico da cidade e do Mosteiro de São Gonçalo de Amarante, teve a sua origem, segundo a tradição, ainda no século XII, onde foi fundado por Dona Mafalda, infanta de Portugal. No seu início era apenas um pequeno grupo de mantelatas&amp;lt;sup&amp;gt;[1]&amp;lt;/sup&amp;gt; sendo depois convertido para a Ordem de Santa Clara. Devido às várias transformações e destruições sucessivas ao longo dos séculos, hoje passa totalmente despercebido, mesmo com a sua aparição no traçado urbano, causando o desconhecimento deste monumento aos visitantes desta cidade.&lt;br /&gt;
----&amp;lt;small&amp;gt;[1] As mantelatas tiverem a sua origem na idade média, tendo sido a primeira santa desta ordem a Santa Juliana Falconieri, descendente de uma família importante de Florença. Ficaram reconhecidas por este nome devido ao hábito que utilizavam, um manto sobre a cabeça.&amp;lt;/small&amp;gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
==== Descrição ====&lt;br /&gt;
A arquitetura do Convento de Santa Clara de Amarante é definida pelo reflexo da evolução estilística que se foi desenvolvendo ao longo dos séculos. A estrutura inicial deste cenóbio contava com um traço gótico, apresentando-se na atualidade bastante transformado com a predominância de elementos maneiristas e barrocos, resultado de intervenções posteriores. A fachada sul da igreja (virada para o atual Largo de Santa Clara), era caracterizada pela sua simplicidade sendo composta pelo portal de entrada, como em todos os conventos femininos estava presente na lateral do edifício, emoldurado por duas colunas torsas e encimado por um nicho, e três janelões retangulares. No seu perímetro estava presente uma cornija.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
No seu interior, a capela-mor era antecedida por um arco cruzeiro que continha o escudo de armas de D. Tomé de Sousa, símbolo desta família que hipotecou a Quinta de Ponte de Veiga, em Unhão (Felgueiras), para a construção da zona mais sagrada da igreja. Neste mesmo local, estava presente um retábulo em talha dourada, com sacrário e tribuna. Estariam presentes as imagens de Santa Clara, Nossa Senhora da Conceição e do Menino Jesus. Também é fundamental realçar a decoração do teto  deste edifício, sendo esto abobadado com rompentes (leão figurado, no escudo, de perfil e aprumado), espigão ao centro e florões nos painéis tudo em pedra escodada e fina (RIBEIRO, 2013, 8).&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Esta dependência representa tanta importância nesta breve análise e contextualização do Convento de Santa Clara de Amarante pois é uma das únicas partes que ainda subsiste &#039;&#039;in loco&#039;&#039; até aos dias de hoje, nomeadamente os restos renascentistas da capela lateral a Norte, uma pequena memória deste espaço monástico.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
==== Extinção e desaparecimento ====&lt;br /&gt;
O Convento de Santa Clara de Amarante sofreu um incêndio ateado pelos franceses, no momento das invasões que realizavam ao país, no dia 18 de abril de 1809, sobrevivendo apenas a igreja do espaço monástico. A extinção das ordens monásticas em 1834 também contribuiu para o desaparecimento parcial deste cenóbio.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
==== Imagens e iconografia do objeto ====&lt;br /&gt;
&amp;lt;gallery&amp;gt;&lt;br /&gt;
File:Fachada Posterior vista da rampa de acesso ao arquivo municipal de Amarante.jpg|&#039;&#039;Fachada Posterior vista da rampa de acesso ao arquivo municipal de Amarante&#039;&#039;&lt;br /&gt;
File:Vista do Mosteiro de São Gonçalo do Largo de Santa Clara.jpg|Vista do Mosteiro de São Gonçalo do Largo de Santa Clara&lt;br /&gt;
File:Vista do espaço envolvente das ruínas do Convento de Santa Clara de Amarante (traseiras das ruínas).jpg|Vista do espaço envolvente das ruínas do convento (traseiras das ruínas)&lt;br /&gt;
File:Vista do arco e do interior da capela em ruínas do Convento de Santa Clara de Amarante.jpg|Vista do arco e do interior da capela em ruínas&lt;br /&gt;
File:Pormenor do interior da capela do Convento de Santa Clara de Amarante com as partes subsistentes.jpg|Pormenor do interior da capela com as partes subsistentes&lt;br /&gt;
File:Pormenor de uma janela da capela do Convento de Santa Clara de Amarante.jpg|&#039;&#039;Pormenor de uma janela da capela&#039;&#039;&lt;br /&gt;
File:Pormenor do interior da capela do Convento de Santa Clara com vista para o altar-mor.jpg|Pormenor do interior da capela com vista para o altar-mor&lt;br /&gt;
File:Pormenor do interior com o teto em caixotões da capela do Convento de Santa Clara de Amarante.jpg|Pormenor do interior com o teto em caixotões&lt;br /&gt;
&amp;lt;/gallery&amp;gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
== Convento de Nossa Senhora dos Remédios de Braga ==&lt;br /&gt;
[[File:Bloco Conventual dos Remédios.jpeg|thumb|274x274px|Convento da Nossa Senhora dos Remédios (In: Braga d&#039;outros tempos: fotografias do arquivo da foto aliança. Braga: Câmara Municipal de Braga, Museu da Imagem, 2005)]]&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
==== Identificação ====&lt;br /&gt;
{| class=&amp;quot;wikitable&amp;quot;&lt;br /&gt;
|&#039;&#039;&#039;Designação&#039;&#039;&#039;&lt;br /&gt;
|Convento de Nossa Senhora dos Remédios, Piedade e Madre de Deus&lt;br /&gt;
|-&lt;br /&gt;
|&#039;&#039;&#039;Localização&#039;&#039;&#039;&lt;br /&gt;
|Braga&lt;br /&gt;
|-&lt;br /&gt;
|&#039;&#039;&#039;Cronologia&#039;&#039;&#039;&lt;br /&gt;
|Século XVI&lt;br /&gt;
|-&lt;br /&gt;
|&#039;&#039;&#039;Autor&#039;&#039;&#039;&lt;br /&gt;
|António Pinto de Sousa (3ª Igreja)&lt;br /&gt;
|-&lt;br /&gt;
|&#039;&#039;&#039;Classificação&#039;&#039;&#039;&lt;br /&gt;
|Desaparecido&lt;br /&gt;
|}&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
==== Estado da arte ====&lt;br /&gt;
No âmbito do estudo sobre o antigo Convento de Nossa Senhora dos Remédios, o artigo &#039;&#039;O legado do extinto Convento de Nossa Senhora da Piedade e dos Remédios&#039;&#039;, da autoria de Rui Ferreira revelou-se uma referência fundamental. Esse trabalho constitui um contributo significativo para o conhecimento do Convento dos Remédios, abordando diversos aspetos, desde a sua fundação até à extinção, incluindo ainda uma ficha de inventário do seu património móvel.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
A obra &#039;&#039;Em lembrança da extinta Igreja dos Remédios de Braga&#039;&#039;, publicada por Martins Capella, em 1913, representa um dos primeiros esforços sistemáticos de preservação da memória deste edifício religioso desaparecido. Escrita num tom evocativo e memorialista, reflete o interesse histórico do autor, mas também a sensibilidade de uma época preocupada com a perda do património religioso e urbano, ao reunir descrições, documentos e testemunhos visuais. &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
O artigo &#039;&#039;A adoção do barroco nas igrejas conventuais femininas de Braga no pontificado de D. Rodrigo de Moura Teles: diálogos artísticos&#039;&#039;, de Manuel Joaquim Moreira da Rocha, publicado em 2001, resume-se num estudo essencial para compreender a evolução artística e arquitetónica de três instituições religiosas femininas de Braga – Remédios, Salvador e Conceição – no início século XVIII. Ao se centrar no papel reformador e encomendador de D. Rodrigo de Moura Teles, o autor analisa os mecanismos de difusão do barroco no contexto conventual feminino, articulando a arquitetura com os programas decorativos e o património integrado. Esta abordagem permite compreender não só as opções estéticas da época, mas também os discursos simbólicos e funcionais subjacentes à configuração dos espaços sagrados femininos.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
==== Enquadramento ====&lt;br /&gt;
O Convento de Nossa Senhora dos Remédios foi o primeiro convento feminino erigido na cidade de Braga, destinado a uma nova comunidade religiosa que seguia a regra de S. Francisco de Assis. Mais tarde, o convento seria incorporado na Ordem Terceira da Penitência de São Francisco, e as suas religiosas teriam de fazer votos de obediência, castidade, pobreza e de clausura.&amp;lt;sup&amp;gt;[1]&amp;lt;/sup&amp;gt; De acordo com uma visita do arcebispo D. José de Bragança, concretizada em 1743, o convento contava com 101 religiosas, o que lhe tornava no recolhimento mais populoso de Braga.&amp;lt;sup&amp;gt;[2]&amp;lt;/sup&amp;gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Este instituto religioso foi erguido nas imediações da cidade, extramuros, no espaço de um dos palácios em que residia o bispo fundador e em outros terrenos por ele adquiridos, os quais proporcionaram a área necessária para a construção da igreja e das restantes oficinas conventuais. Localizava-se no antigo rossio de São Marcos, junto à porta de São João e ocupava quase todo o recinto demarcado pelas ruas de São Marcos, a norte, das Águas, atual Avenida da Liberdade, a este, do Campo dos Remédios, atual largo Carlos Amarante, a oeste, e pela cangosta da rua das Águas, a sul, uma via inexistente no atual cenário urbano. A sua vasta frontaria preenchia todo o lado oriental do Campo dos Remédios, desde a rua de São Marcos, até à atual de São Lázaro.&amp;lt;sup&amp;gt;[3]&amp;lt;/sup&amp;gt;&lt;br /&gt;
----&amp;lt;small&amp;gt;[1] RIBEIRO, Vítor Manuel Pereira, 2015. A Contabilidade no Convento de Nossa Senhora dos Remédios em Braga nos Séculos XVIII e XIX, 59&amp;lt;/small&amp;gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&amp;lt;small&amp;gt;[2] FERREIRA, Rui, 2014. O legado do extinto Convento de Nossa Senhora da Piedade e dos Remédios, 94&amp;lt;/small&amp;gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&amp;lt;small&amp;gt;[3] FERREIRA, op. cit, 95-96&amp;lt;/small&amp;gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
==== Descrição ====&lt;br /&gt;
[[File:Desenho Convento dos Remédios.jpeg|left|thumb|Fachada principal do Convento dos Remédios (Desenho de João Batista Vieira Gomes, de 1839)]]&lt;br /&gt;
A entrada principal nas igrejas conventuais femininas é sempre feita por uma porta lateral, uma vez que o espaço oposto à capela-mor é ocupado pelo coro, onde as religiosas assistem ao ofício litúrgico sem quebrarem a sua clausura, permanecendo ocultas aos fiéis que assistem à celebração na nave. &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
O portal da fachada lateral da igreja dos Remédios possuía uma estrutura complexa, disposto em três andares.&amp;lt;sup&amp;gt;[4]&amp;lt;/sup&amp;gt; A porta, retangular e bem proporcionada, era flanqueada por um par de colunas torsas com capitéis compósitos. Nos intercolúnios encontravam-se imagens em granito de religiosas terciárias, coroadas e assentes em mísulas: à direita de quem entra, a de Santa Isabel, rainha de Hungria e matriarca da Ordem, com o livro da regra na mão; à esquerda, a de Santa Isabel, rainha de Portugal, com o olhar voltado para o regaço onde, segundo a lenda, as esmolas se transformaram em rosas.&amp;lt;sup&amp;gt;[5]&amp;lt;/sup&amp;gt; O segundo registo mantém o estilo do corpo anterior, com quatro colunas torsas a ladear janelas e um nicho central em arco, onde se encontrava uma imagem da Piedade em calcário, flanqueada por duas outras imagens de granito: à direita, a de São João Evangelista; à esquerda, a de São João Batista. O último andar dispunha unicamente de um par de colunas torsas que delimitavam um nicho enquadrado por aletas, no qual se encontrava uma imagem em granito de São Francisco de Assis. O remate do conjunto do portal ultrapassava a cornija do edifício, e era composto pela pedra de armas de São Francisco de Assis, ornamentada com motivos vegetalistas, volutas e uma concha, e ladeada por anjos de feição barroquizante, do tipo &#039;&#039;putti&#039;&#039;, que seguravam uma grinalda de flores.&amp;lt;sup&amp;gt;[6]&amp;lt;/sup&amp;gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
O interior da igreja dos Remédios seguia uma estrutura volumétrica e planimétrica semelhante à das restantes igrejas conventuais femininas. Estes templos estruturam-se em torno de um eixo central que conecta os coros, a nave, a capela-mor e a sacristia, evidenciando uma espacialidade longitudinal. A planta resulta da justaposição de vários retângulos, dos quais o que define o corpo da igreja constitui o paralelepípedo de maior volume.&amp;lt;sup&amp;gt;[7]&amp;lt;/sup&amp;gt; A igreja dos Remédios, de nave única, estendia-se de norte a sul, com a sua fachada e entrada principal voltada a oeste.&amp;lt;sup&amp;gt;[8]&amp;lt;/sup&amp;gt; &lt;br /&gt;
----&amp;lt;small&amp;gt;[4] ROCHA, Manuel Joaquim Moreira da, 2001. A adoção do barroco nas igrejas conventuais femininas de Braga no pontificado de D. Rodrigo de Moura Teles: diálogos artísticos, 53-54&amp;lt;/small&amp;gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&amp;lt;small&amp;gt;[5] CAPELLA, Martins, 1913. Em lembrança da extinta Igreja dos Remédios de Braga, 55-56&amp;lt;/small&amp;gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&amp;lt;small&amp;gt;[6] ROCHA, A adoção do barroco nas igrejas conventuais femininas de Braga no pontificado de D. Rodrigo de Moura Teles: diálogos artísticos, 54 e FERREIRA, Rui, 2014. O legado do extinto Convento de Nossa Senhora da Piedade e dos Remédios, 115-117&amp;lt;/small&amp;gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&amp;lt;small&amp;gt;[7] ROCHA, Manuel Joaquim Moreira da, 2001. A adoção do barroco nas igrejas conventuais femininas de Braga no pontificado de D. Rodrigo de Moura Teles: diálogos artísticos, 52-53&amp;lt;/small&amp;gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&amp;lt;small&amp;gt;[8] &#039;&#039;Ibidem&#039;&#039;, 55&amp;lt;/small&amp;gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
==== Património Integrado ====&lt;br /&gt;
A capela-mor dispunha de um retábulo-mor e tribuna em madeira dourada, de arquitetura antiga, com a imagem de Nossa Senhora da Piedade ladeada pelas de Nossa Senhora da Graça e de São Francisco. As suas paredes laterais eram forradas por quatro painéis da autoria de Carlos Antonio Leoni&amp;lt;sup&amp;gt;[9]&amp;lt;/sup&amp;gt; que representavam os passos da vida de Nossa Senhora. &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Junto ao muro do arco cruzeiro existiam ainda dois retábulos colaterais: num venerava-se a imagem do Seráfico Patriarca, São Francisco de Assis, e no outro, a de São João Evangelista.&amp;lt;sup&amp;gt;[10]&amp;lt;/sup&amp;gt; &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
As paredes laterais da nave estavam revestidas, até meia altura, com azulejos que representavam alguns episódios da vida de São Francisco de Assis. Até à cornija do templo, encontravam-se quadros que ilustravam os principais atos de santidade do Santo enquanto Penitente, dispostos entre as janelas, decoradas com madeira recortada e dourada.&amp;lt;sup&amp;gt;[11]&amp;lt;/sup&amp;gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Parte do espólio da Igreja e do Convento dos Remédios encontra-se disperso em alguns locais da cidade de Braga, assegurando a sua preservação física e herança artística. Esta dispersão contribui para a manutenção da memória do convento, ainda que de forma descentralizada, uma vez que a população pode ter contacto com fragmentos do passado, mesmo fora do seu enquadramento original.&lt;br /&gt;
{| class=&amp;quot;wikitable&amp;quot;&lt;br /&gt;
|+&#039;&#039;&#039;O legado do Convento dos Remédios disperso pela cidade de Braga&amp;lt;small&amp;gt;&amp;lt;sup&amp;gt;[12]&amp;lt;/sup&amp;gt;&amp;lt;/small&amp;gt;&#039;&#039;&#039;&lt;br /&gt;
|&#039;&#039;&#039;Designação&#039;&#039;&#039;&lt;br /&gt;
|&#039;&#039;&#039;Proveniência&#039;&#039;&#039;&lt;br /&gt;
|&#039;&#039;&#039;Autoria&#039;&#039;&#039;&lt;br /&gt;
|&#039;&#039;&#039;Época&#039;&#039;&#039;&lt;br /&gt;
|&#039;&#039;&#039;Local atual&#039;&#039;&#039;&lt;br /&gt;
|-&lt;br /&gt;
|Esculturas graníticas da Rainha Santa Isabel da Hungria, da Rainha Santa Isabel de Portugal, de São João Evangelista e de São Francisco de Assis&lt;br /&gt;
|Fachada nobre da Igreja dos Remédios&lt;br /&gt;
|Desconhecida&lt;br /&gt;
|1724-25&lt;br /&gt;
|[https://pt.wikipedia.org/wiki/Parque_da_Ponte Parque da Ponte], junto ao cruzeiro de de D. Frei Bartolomeu dos Mártires&lt;br /&gt;
|-&lt;br /&gt;
|Conjunto arquitetónico de São João Batista&lt;br /&gt;
|Fachada nobre da Igreja dos Remédios&lt;br /&gt;
|Desconhecida&lt;br /&gt;
|1724-25&lt;br /&gt;
|Fachada posterior da [http://www.monumentos.gov.pt/Site/APP_PagesUser/SIPA.aspx?id=17245 capela de São João da Ponte]&lt;br /&gt;
|-&lt;br /&gt;
|Escultura da Nossa Senhora da Piedade&lt;br /&gt;
|Fachada nobre da Igreja dos Remédios&lt;br /&gt;
|Desconhecida &lt;br /&gt;
|1724-25&lt;br /&gt;
|[https://pt.wikipedia.org/wiki/Tesouro-Museu_da_Sé_de_Braga Tesouro-Museu da Sé de Braga]&lt;br /&gt;
|-&lt;br /&gt;
|Retábulo mor, tribuna e sanefas&lt;br /&gt;
|Capela-mor da Igreja dos Remédios&lt;br /&gt;
|Marceliano de Araújo, com Francisco Machado de Landim, Bento Ferreira e Manuel Silva&lt;br /&gt;
|1726-27&lt;br /&gt;
|[https://pt.wikipedia.org/wiki/Capela_de_Santa_Marta_do_Leão Capela de Santa Marta do Leão] na Falperra&lt;br /&gt;
|-&lt;br /&gt;
|Conjunto de quatro painéis dos Passos de Nossas Senhora &lt;br /&gt;
|Capela-mor da Igreja dos Remédios&lt;br /&gt;
|Carlos Antonio Leoni&lt;br /&gt;
|1733-41&lt;br /&gt;
|[https://pt.wikipedia.org/wiki/Arquivo_Distrital_de_Braga Arquivo Distrital de Braga]&lt;br /&gt;
|-&lt;br /&gt;
|Figuras de Nossa Senhora das Graças, de São Francisco Xavier e de São Francisco de Assis&lt;br /&gt;
|Igreja dos Remédios, Altar de Nossa Senhora &lt;br /&gt;
|Desconhecida&lt;br /&gt;
|Século XIX&lt;br /&gt;
|Capela de Santa Rita de Cássia, [https://pt.wikipedia.org/wiki/Igreja_do_Pópulo Igreja do Pópulo]&lt;br /&gt;
|-&lt;br /&gt;
|Fonte de Santa Bárbara&lt;br /&gt;
|Claustro do Convento dos Remédios&lt;br /&gt;
|Desconhecida&lt;br /&gt;
|1725-1750&lt;br /&gt;
|[https://pt.wikipedia.org/wiki/Wikipédia:Página_principal Jardim de Santa Bárbara]&lt;br /&gt;
|}&lt;br /&gt;
----&amp;lt;small&amp;gt;[9] «Pintor florentino que exerceu a sua actividade em Lisboa, no século XVIII, no reinado de D. José I, e já porventura no de D. João V. Parece ter-se dedicado especialmente ao retrato, como o provam diversas composições suas n&#039;este género.» (VITERBO, 1903, 99)&amp;lt;/small&amp;gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&amp;lt;small&amp;gt;[10] ROCHA, Manuel Joaquim Moreira da, 2001. A adoção do barroco nas igrejas conventuais femininas de Braga no pontificado de D. Rodrigo de Moura Teles: diálogos artísticos, 61-62&amp;lt;/small&amp;gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&amp;lt;small&amp;gt;[11] &#039;&#039;Ibidem&#039;&#039;, 67&amp;lt;/small&amp;gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&amp;lt;small&amp;gt;[12] Esta tabela foi elaborada tendo em base a obra de FERREIRA, RUI, 2014. O legado do extinto Convento de Nossa Senhora da Piedade e dos Remédios, 110-120&amp;lt;/small&amp;gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
==== Extinção e desaparecimento ====&lt;br /&gt;
Após o decreto de 1834 que determinou a extinção de todas as casas das ordens religiosas regulares, em 1890, ainda sobreviviam duas freiras no convento dos Remédios. A extinção do convento dos Remédios deu-se a 7 de maio de 1898, com o óbito da última freira professa, Madre Narcisa Emília Leite.&amp;lt;sup&amp;gt;[13]&amp;lt;/sup&amp;gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Ainda antes do falecimento da última freira, em 1896, o Estado cedeu o convento à Câmara Municipal de Braga para a instalação de um asilo de expostos e cegos, embora tal obra assistencial nunca tenha chegado a concretizar-se no local.&amp;lt;sup&amp;gt;[14]&amp;lt;/sup&amp;gt; Anos mais tarde, no ano administrativo de 1907-1908, a Câmara Municipal delineava um plano de diversos melhoramentos para a cidade, que incluía a abertura de uma avenida de nome Concelheiro João Franco, o que exigia o alargamento da antiga rua das Águas e da rua da Ponte. Para executar o projeto era necessário que os terrenos do Convento dos Remédios fossem cedidos à Câmara. A 7 de setembro de 1907, o governo promulgou um decreto com força de lei, concedendo à Câmara os edifícios, a cerca e as dependências do dito convento para a ampliação e alinhamento da Rua do Concelheiro João Franco.&amp;lt;sup&amp;gt;[15]&amp;lt;/sup&amp;gt; &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
A Câmara planeava igualmente abrir uma rua transversal pela cerca do convento, desde a avenida João Franco até ao Largo Carlos Amarante. Para que esta artéria ficasse alinhada com a fachada da igreja de São Marcos, seria necessário cortar a igreja dos Remédios ao meio, o que comprometia gravemente a integridade desta estrutura arquitetónica.&amp;lt;sup&amp;gt;[16]&amp;lt;/sup&amp;gt; A demolição deste complexo monástico exemplifica como, no início do século XX, as decisões urbanísticas privilegiaram o desenvolvimento urbano e a modernização da cidade em detrimento da conservação do património histórico. A 3 de abril de 1911, celebrou-se a última missa e, pouco tempo depois, consumou-se o processo de demolição.&amp;lt;sup&amp;gt;[17]&amp;lt;/sup&amp;gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
A sua destruição permitiu a construção de novos edifícios, como o Teatro Circo, cuja edificação teve início em 1911 e terminou em 1915, no gaveto da Rua Gonçalo Sampaio com a Avenida da Liberdade, e o Shopping Santa Cruz, situado na esquina entre a mesma rua e o Largo Carlos Amarante. Voltados para o largo encontram-se ainda o edifício da Junta de Freguesia de S. José de S. Lázaro e S. João do Souto, bem como diversos estabelecimentos comerciais.  &lt;br /&gt;
----&amp;lt;small&amp;gt;[13] FERREIRA, Rui, 2014. O legado do extinto Convento de Nossa Senhora da Piedade e dos Remédios, 96 e 107&amp;lt;/small&amp;gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&amp;lt;small&amp;gt;[14] OLIVEIRA, Eduardo Pires de, 1999. Arte religiosa e artistas em Braga e sua região (1870-1920), 103&amp;lt;/small&amp;gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&amp;lt;small&amp;gt;[15] CASTRO, Maria de Fátima, 2005. O princípio e o fim do Convento dos Remédios, 135-137&amp;lt;/small&amp;gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&amp;lt;small&amp;gt;[16] FERREIRA, RUI, 2014. O legado do extinto Convento de Nossa Senhora da Piedade e dos Remédios, 107. Esta artéria seria a atual Rua Dr. Gonçalo Sampaio.&amp;lt;/small&amp;gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&amp;lt;small&amp;gt;[17] &#039;&#039;Ibidem&#039;&#039;, 108&amp;lt;/small&amp;gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
==== Imagens e iconografia do objeto ====&lt;br /&gt;
&amp;lt;gallery&amp;gt;&lt;br /&gt;
File:Largo Carlos Amarante, Braga.jpg|&amp;lt;small&amp;gt;Localização da fachada nobre da desaparecida Igreja dos Remédios, voltada para o atual Largo Carlos Amarante&amp;lt;/small&amp;gt;&lt;br /&gt;
File:Largo Carlos Amarante, Braga (2).jpg|&amp;lt;small&amp;gt;Localização da fachada nascente do desaparecido Convento dos Remédios, voltada para o atual Largo Carlos Amarante&amp;lt;/small&amp;gt;&lt;br /&gt;
File:Fachada nobre da Igreja dos Remédios.jpeg|&amp;lt;small&amp;gt;Fachada nobre da Igreja dos Remédios (In: Braga d&#039;outros tempos: fotografias do arquivo da foto aliança. Braga: Câmara Municipal de Braga, Museu da Imagem, 2005)&amp;lt;/small&amp;gt;&lt;br /&gt;
File:Largo dos Remédios .jpg|&amp;lt;small&amp;gt;Largo dos Remédios e Hospital de S. Marcos. À esquerda, parte do Conventos dos Remédios (Manuel Carneiro, ed., século XX, 58 x 36 cm, postal ilustrado, Museu Virtual da Lusofonia, Braga)&amp;lt;/small&amp;gt;&lt;br /&gt;
File:Esculturas provenientes da fachada nobre da antiga Igreja dos Remédios.jpg|&amp;lt;small&amp;gt;Imagens provenientes da fachada da Igreja dos Remédios, dispostas junto ao cruzeiro no Parque da Ponte&amp;lt;/small&amp;gt;&lt;br /&gt;
File:Conjunto Arquitetónico São João Batista.jpg|&amp;lt;small&amp;gt;Conjunto proveniente da fachada da Igreja dos Remédios, com a imagem de São João Batista, colocado na traseira da Capela de São João da Ponte&amp;lt;/small&amp;gt;&lt;br /&gt;
File:Fonte de Santa Bárbara.jpg|&amp;lt;small&amp;gt;Fonte de Santa Bárbara, proveniente de um dos claustros do Convento dos Remédios, inserida no centro do jardim de Santa Bárbara&amp;lt;/small&amp;gt;&lt;br /&gt;
File:Largo Carlos Amarante após demolição dos Remédios.jpeg|&amp;lt;small&amp;gt;Largo Carlos Amarante após a demolição do Convento dos Remédios (In: Braga d&#039;outros tempos: fotografias do arquivo da foto aliança. Braga: Câmara Municipal de Braga; Museu da Imagem, 2005)&amp;lt;/small&amp;gt;&lt;br /&gt;
&amp;lt;/gallery&amp;gt;&lt;br /&gt;
== Convento da Madre de Deus de Monchique ==&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
==== Identificação ====&lt;br /&gt;
{| class=&amp;quot;wikitable&amp;quot;&lt;br /&gt;
|&#039;&#039;&#039;Designação&#039;&#039;&#039;&lt;br /&gt;
|Convento da Madre de Deus de Monchique&lt;br /&gt;
|-&lt;br /&gt;
|&#039;&#039;&#039;Localização&#039;&#039;&#039;&lt;br /&gt;
|Porto&lt;br /&gt;
|-&lt;br /&gt;
|&#039;&#039;&#039;Cronologia&#039;&#039;&#039;&lt;br /&gt;
|Século XVI&lt;br /&gt;
|-&lt;br /&gt;
|&#039;&#039;&#039;Autor(es)&#039;&#039;&#039;&lt;br /&gt;
|Diogo de Castilho&lt;br /&gt;
|-&lt;br /&gt;
|&#039;&#039;&#039;Classificação&#039;&#039;&#039;&lt;br /&gt;
|Em ruínas&lt;br /&gt;
|}&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
==== Estado da arte ====&lt;br /&gt;
O estudo do Convento da Madre de Deus de Monchique foi significativamente baseado no artigo de Joaquim Jaime Ferreira Alves &#039;&#039;Elementos para a história do Convento da Madre de Deus de Monchique,&#039;&#039; publicado em 2002 no primeiro volume da Revista da Faculdade de Letras, no Porto. Por sua vez, Joaquim Jaime recorreu a documentação como o contrato de construção emitido em 1533 e a descrições como as de João Baptista Ribeiro. A compreensão histórica e cronológica do monumento tornou-se possível através da leitura do artigo &#039;&#039;O Desenho Digital e as Paisagens Patrimoniais: Convento da Madre de Deus de Monchique, no Porto&#039;&#039; de Tiago Trindade Cruz.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
A nível de recursos digitais, é empírico referir a consulta realizada à plataforma SIPA - Sistema de Informação para o Património Arquitetónico, de onde foram retirados dados arquitectónicos do convento e a plataforma Digital Heritage, que permitiu uma melhor compreensão visual de como seria, no seu tempo, a unidade conventual. &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
==== Enquadramento ====&lt;br /&gt;
Fundado na primeira metade do séc. XVI, pertenceu à Ordem de São Francisco, tendo sido a sua fundação autorizada a 12 de novembro de 1535 pelo Papa Paulo III&amp;lt;sup&amp;gt;[1]&amp;lt;/sup&amp;gt;. Os seus fundadores, Pedro da Cunha Coutinho e sua mulher D. Beatriz de Vilhena, eram grandes nobres residentes na cidade do Porto, sendo a base do edifício conventual primitivo a casa senhorial dos mesmos&amp;lt;sup&amp;gt;[2]&amp;lt;/sup&amp;gt;.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Na realidade, o local escolhido para erguer o convento em estudo já seria previamente santificado, tendo dado lugar (antes da construção do paço nobre dos fundadores), a uma sinagoga. Esta sinagoga marcava o epicentro de uma comunidade judaica no séc. XIV&amp;lt;sup&amp;gt;[3]&amp;lt;/sup&amp;gt;.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Após a dissolução das ordens religiosas, no ano de 1834, as monjas foram realojadas no Convento de São Bento de Ave-maria&amp;lt;sup&amp;gt;[4]&amp;lt;/sup&amp;gt;, marcando assim a desocupação do Convento da Madre de Deus de Monchique. Observaram-se, no entanto, o aparecimento de outros usos como o comércio e a indústria, sendo que alguns elementos arruinados convivem atualmente com uma unidade hoteleira recente&amp;lt;sup&amp;gt;[5]&amp;lt;/sup&amp;gt; .&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Retirando a cronologia presente na entrada deste monumento na plataforma SIPA – Sistema de Informação para o Património Arquitetónico, entrada esta escrita por Ana Filipe em 2008, conseguimos focalizar algumas datas que ajudam à construção da história do objeto em estudo.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
{| class=&amp;quot;wikitable&amp;quot;&lt;br /&gt;
|+&lt;br /&gt;
!&#039;&#039;&#039;1503&#039;&#039;&#039;&lt;br /&gt;
|D. Manuel I autoriza Pedro Coutinho a viver na cidade, através de carta enviada à Câmara do Porto&lt;br /&gt;
|-&lt;br /&gt;
!1533&lt;br /&gt;
|É pedida autorização ao papa para a fundação de um convento feminino no lugar de Monchique. Antes de chegar a autorização papal, é assinado contrato com Diogo de Castilho para construção da igreja e são iniciadas as obras necessárias para transformar a casa nobre dos Cunha Coutinho em residência conventual&lt;br /&gt;
|-&lt;br /&gt;
!1669&lt;br /&gt;
|Assinatura de contrato com o mestre Manuel Vieira para transformação da capela-mor. Morte de Manuel Vieira&lt;br /&gt;
|-&lt;br /&gt;
!1700&lt;br /&gt;
|Assinatura de um novo contrato com Manuel Moreira e João Moreira para as obras da capela-mor. Na primeira metade do séc. XVII, dá-se o revestimento do interior com talha dourada&lt;br /&gt;
|-&lt;br /&gt;
!1870&lt;br /&gt;
|Requerimento da Confraria de S. Pedro de Miragaia a solicitar ao rei D. Luís a talha que restava na igreja do convento de Monchique para a igreja de Miragaia&lt;br /&gt;
|-&lt;br /&gt;
!1872&lt;br /&gt;
|O convento é vendido em hasta pública&lt;br /&gt;
|-&lt;br /&gt;
!1887&lt;br /&gt;
|Segundo Pinho Leal, nesta data a igreja servia de serralharia&lt;br /&gt;
|-&lt;br /&gt;
!1908&lt;br /&gt;
|D. Ignez Martins Guimarães, capitalista portuense, compra grande parte dos edifícios do convento; é instalada em parte do convento uma fábrica ligada à produção de cortiça de Clemente Menéres, Ldª que se mantém até hoje&lt;br /&gt;
|-&lt;br /&gt;
!2009&lt;br /&gt;
|Realização de um projeto para a recuperação do Convento de Monchique prevê a construção de uma unidade hoteleira, integrada naquela zona nobre da cidade. O projeto é da autoria do arquitecto José Paulo dos Santos&lt;br /&gt;
|}&lt;br /&gt;
----&amp;lt;sup&amp;gt;[1] FERREIRA-ALVES, Joaquim Jaime (2002). Elementos para a história do Convento da Madre de Deus de Monchique. &#039;&#039;Revista da Faculdade de Letras: Ciências e Técnicas do Património, vol. 1,&#039;&#039; p.130&amp;lt;/sup&amp;gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&amp;lt;sup&amp;gt;[2] Idem. &#039;&#039;Ibidem&#039;&#039;&amp;lt;/sup&amp;gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&amp;lt;sup&amp;gt;[3]&amp;lt;/sup&amp;gt;  &amp;lt;sup&amp;gt;Idem. &#039;&#039;Ibidem&#039;&#039;&amp;lt;/sup&amp;gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&amp;lt;sup&amp;gt;[4]&amp;lt;/sup&amp;gt;   &amp;lt;sup&amp;gt;CRUZ, Tiago Trindade (2021). O desenho digital e as paisagens patrimoniais. Convento da Madre Deus de Monchique, no Porto. &#039;&#039;CEM Cultura, Espaço e Memória&#039;&#039;. p. 62 e 63&amp;lt;/sup&amp;gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&amp;lt;sup&amp;gt;[5] FILIPE, Ana (2008). SIPA http://www.monumentos.gov.pt/Site/APP_PagesUser/SIPA.aspx?id=25034&amp;lt;/sup&amp;gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
==== Descrição ====&lt;br /&gt;
Recorrendo à plataforma SIPA e ao texto de Ana Filipe sabemos que o convento teria grandes dimensões, com uma planta composta e volumes escalonados, sendo que os diferentes níveis do edifício comunicavam entre si através de escadas.  &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
O conjunto conventual era composto por uma igreja de planta longitudinal, nave única iluminada por quatro janelas e cobertura em abóbada de cruzaria de ogivas, e capela-mor retangular. O seu coro era alto e baixo e ligava-se à nave através de dois arcos sobrepostos. Contava ainda com uma sacristia e um campanário. &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
O pórtico principal da igreja era manuelino de arco pleno, emoldurado por pilastras e colunas. Era ainda rematado por um frontão triangular interrompido com duas coroas de espinhos colocadas junto dos vértices do triângulo.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
O edifício conventual era de planta retangular e tinha três pisos, sendo o primeiro destinado ao refeitório que contava com cerca de quarenta metros de comprimento e três naves formadas por duas alas.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Esta obra contava com dois claustros, estando o principal localizado nas costas do coro da igreja. O segundo claustro, de menores dimensões, contava também com arcos e colunas (de tijolo), e tinha um chafariz ao centro.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
==== Património Integrado ====&lt;br /&gt;
Apesar do seu estado atual não nos permitir uma compreensão total do seu interior, há relatos e contratos nos quais nos podemos apoiar para uma leitura fiel do património integrado que em tempos integrou o Convento da Madre de Deus de Monchique. &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Sabemos que em 1669, a 24 de setembro, se deu a contração de um contrato com o mestre pedreiro Manuel Vieira, que intencionava a reforma da capela-mor&amp;lt;sup&amp;gt;[1]&amp;lt;/sup&amp;gt;: “Em primeiro lugar, teriam que levantar uma parede «tosqua» de forma a isolar a nave da capela-mor, da qual retiraria o azulejo que a revestia, «com sentido que não quebre e se arumara em parte segura», assim como o retábulo «que he de pedra».” (FERREIRA-ALVES, 2002), informação que nos remete para a existência de azulejaria e retábulos. &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
João Baptista Ribeiro (1790-1868), descreve o interior da igreja da seguinte forma: “Mal se pode explicar a summa profusão de riqueza que ostenta esta igreja; toda ella he recamada de lavor em qye a paciencia, o genio e o dinheiro se reunirão para fazer prova do que podem. Contém sete altares de jum carater riquíssimo pelo immenso lavor de talha, irnatos, relevos e figuras que apresenta, sendo quaze tudo dourado e o resto pintado e estofado por modos mui variados. (…) Notão-se quatro tribunas do lado poente, tapadas com grades de ferro fingindo renda (…)”.&amp;lt;sup&amp;gt;[2]&amp;lt;/sup&amp;gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Segundo uma descrição de Sousa Reis, os coros tinham: “as paredes em que se firmão as grades de ferro, igualmente cobertas de molduras de madeira dourada no gosto, forma e disposição de todo o templo (…) Note-se porem que esta entalha apenas chega até ao pinto das paredes, aonde começa a soberba e bem construída abobeda de pedra.”&amp;lt;sup&amp;gt;[3]&amp;lt;/sup&amp;gt;&lt;br /&gt;
----&amp;lt;sup&amp;gt;[1]&amp;lt;/sup&amp;gt; &amp;lt;sup&amp;gt;FERREIRA-ALVES, Joaquim Jaime (2002). Elementos para a história do Convento da Madre de Deus de Monchique. &#039;&#039;Revista da Faculdade de Letras: Ciências e Técnicas do Património, vol. 1,&#039;&#039; p.136 e 137&amp;lt;/sup&amp;gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&amp;lt;sup&amp;gt;[2]&amp;lt;/sup&amp;gt; &amp;lt;sup&amp;gt;VITORINO, Pedro (1927). Monchique. Notabilizava-se sobremaneira pela obra de talha da sua igreja. O Tripeiro, 3ª série, nº44 (164), p. 313&amp;lt;/sup&amp;gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&amp;lt;sup&amp;gt;[3]&amp;lt;/sup&amp;gt; &amp;lt;sup&amp;gt;FERREIRA-ALVES, Joaquim Jaime (2002). Elementos para a história do Convento da Madre de Deus de Monchique. &#039;&#039;Revista da Faculdade de Letras: Ciências e Técnicas do Património, vol. 1,&#039;&#039; p.146&amp;lt;/sup&amp;gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
==== Imagens e iconografia do objeto ====&lt;br /&gt;
[[File:Fachada da Igreja.png|left|thumb|Fachada arruinada da Igreja do Convento da Madre de Deus de Monchique (Autoria: Joaquim Jaime Ferreira Alves)]]&lt;br /&gt;
[[File:Planta da Igreja do Convento da Madre de Deus de Monchique.png|center|thumb|Planta da Igreja do Convento da Madre de Deus de Monchique (Autoria: DigitalHeritage)]]&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
[[File:Unidade Hoteleira atualmente inserida nas ruínas do Convento da Madre de Deus de Monchique.png|left|thumb|Unidade Hoteleira atualmente inserida nas ruínas do Convento da Madre de Deus de Monchique (Captura de ecrã do Google Maps)]]&lt;br /&gt;
[[File:Maquete digital do Convento da Madre de Deus de Monchique.png|center|thumb|Maquete digital do Convento da Madre de Deus de Monchique (Autoria: DigitalHeritage)]]&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
[[File:Desenho da fachada da igreja do Convento da Madre de Deus de Monchique.png|left|thumb|Desenho da fachada da igreja do Convento da Madre de Deus de Monchique (Autoria: Joaquim Cardoso Vitória Vilanova)]]&lt;br /&gt;
[[File:Vista geral das ruínas dos edifícios conventuais e envolvência.jpeg|center|thumb|Vista geral das ruínas dos edifícios conventuais e envolvência (Autoria: Ana Filipe, 2008)]]&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
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ROCHA, Manuel Joaquim Moreira da, e MONTERO, Juan Manuel Monterroso, coord., 2023, &#039;&#039;História da Arquitetura. Perspetivas Temáticas (II). Mosteiros e Conventos: Formas de (e para) Habitar&#039;&#039;. Porto: CITCEM.&lt;br /&gt;
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&lt;br /&gt;
&amp;lt;nowiki&amp;gt;https://pt.wikipedia.org/wiki/Extin%C3%A7%C3%A3o_das_ordens_religiosas#A_extin%C3%A7%C3%A3o_das_Ordens_Religiosas&amp;lt;/nowiki&amp;gt; consultado em 02 de maio de 2025&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&amp;lt;nowiki&amp;gt;https://www.infopedia.pt/dicionarios/lingua-portuguesa/rompente&amp;lt;/nowiki&amp;gt; visitado em 29 de abril de 2025&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&amp;lt;nowiki&amp;gt;https://ensina.rtp.pt/explicador/invasoes-francesas-e-ideias-liberais-em-portugal-h63/&amp;lt;/nowiki&amp;gt; visitado em 30 de abril de 2025&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&amp;lt;nowiki&amp;gt;http://www.monumentos.gov.pt/Site/APP_PagesUser/SIPA.aspx?id=25034&amp;lt;/nowiki&amp;gt; visitado em 24 de abril de 2025&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&amp;lt;nowiki&amp;gt;https://digitalheritage.pt&amp;lt;/nowiki&amp;gt; visitado em 24 de abril de 2025&lt;/div&gt;</summary>
		<author><name>Beatriznogueira</name></author>
	</entry>
	<entry>
		<id>https://wikimedia.pt/portobarroco/index.php?title=Os_Conventos_Franciscanos_que_o_Tempo_Apagou&amp;diff=670</id>
		<title>Os Conventos Franciscanos que o Tempo Apagou</title>
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		<updated>2025-05-25T16:38:13Z</updated>

		<summary type="html">&lt;p&gt;Beatriznogueira: &lt;/p&gt;
&lt;hr /&gt;
&lt;div&gt;{{DISPLAYTITLE:Os Conventos Franciscanos Femininos que o Tempo Apagou}}&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
=== &#039;&#039;&#039;Introdução&#039;&#039;&#039; ===&lt;br /&gt;
Este página analisa a história e a arquitetura de três conventos femininos franciscanos atualmente em ruínas ou já completamente desaparecidos. Localizados no norte de Portugal, estes cenóbios são: o Convento de Santa Clara de Amarante, o Convento de Nossa Senhora dos Remédios de Braga e o Convento da Madre de Deus de Monchique, no Porto.  &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Em Portugal, as unidades monásticas, tanto femininas como masculinas, tiveram um papel fundamental no desenvolvimento e organização do território. Estas comunidades monásticas geriam-se por dois vetores fundamentais à essência humana na intemporalidade, o tempo e o espírito, isto porque as populações que receberam uma unidade monástica no seu território, ficaram inteiramente cientes e imbuídas das práticas e estilos de vida levados no interior destes espaços.&amp;lt;sup&amp;gt;[1]&amp;lt;/sup&amp;gt; «Há uma relação humana entre os consagrados e as consagradas com a população laica, que nem os muros monásticos conseguem barrar.» (Rocha e Montero 2023, p.8). Os conventos em análise pertenceram os três à Ordem Franciscana, que foi implementada em Portugal por volta do ano de 1217.&amp;lt;sup&amp;gt;[2]&amp;lt;/sup&amp;gt;   &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
O estudo deste tema revela-se essencial para compreender a história das unidades monásticas em Portugal e torna-se um importante contributo para a preservação da memória das instituições religiosas que desapareceram por consequência da extinção das ordens monásticas em 1834 ou afetadas pelas Invasões Napoleónicas ou a Guerra Civil, condenadas a entrar em ruína e a cair no esquecimento por não terem sido reconvertidas a novas funções. Esta página tem ainda o intuito de inspirar o estudo de mais unidades conventuais arruinadas e desaparecidas, de forma a promover a conservação da sua memória. &lt;br /&gt;
----&amp;lt;sup&amp;gt;[1]&amp;lt;/sup&amp;gt; &amp;lt;sup&amp;gt;ROCHA, Manuel Joaquim Moreira da, e MONTERO, Juan Manuel Monterroso, coord., 2023, &#039;&#039;História da Arquitetura. Perspetivas Temáticas (II). Mosteiros e Conventos: Formas de (e para) Habitar&#039;&#039;. Porto: CITCEM.&amp;lt;/sup&amp;gt; &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&amp;lt;sup&amp;gt;[2]“História” in Franciscanos na Terra de António. Consultado a 30 de abril de 2025 em &amp;lt;nowiki&amp;gt;https://franciscanos.pt/historia/&amp;lt;/nowiki&amp;gt;&amp;lt;/sup&amp;gt;  &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
== Convento de Santa Clara de Amarante ==&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
==== Identificação ====&lt;br /&gt;
[[File:Fachada das ruínas do Convento de Santa Clara de Amarante vistas do Largo de Santa Clara.jpg|thumb|323x323px|Fachada das ruínas do Convento de Santa Clara de Amarante vistas do Largo de Santa Clara]]&lt;br /&gt;
{| class=&amp;quot;wikitable&amp;quot;&lt;br /&gt;
|&#039;&#039;&#039;Designação&#039;&#039;&#039;&lt;br /&gt;
|Convento de Santa Clara de Amarante&lt;br /&gt;
|-&lt;br /&gt;
|&#039;&#039;&#039;Localização&#039;&#039;&#039;&lt;br /&gt;
|Largo de Santa Clara, Amarante&lt;br /&gt;
|-&lt;br /&gt;
|&#039;&#039;&#039;Cronologia&#039;&#039;&#039;&lt;br /&gt;
|Séc. XII (fundação), Sécs. XVI/XVII/XVIII (restauro e criação de novos espaços)&lt;br /&gt;
|-&lt;br /&gt;
|&#039;&#039;&#039;Autor(es)&#039;&#039;&#039;&lt;br /&gt;
|&lt;br /&gt;
|-&lt;br /&gt;
|&#039;&#039;&#039;Classificação&#039;&#039;&#039;&lt;br /&gt;
|Em ruínas&lt;br /&gt;
|}&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
==== Estado da Arte ====&lt;br /&gt;
A pesquisa realizada sobre o Convento de Santa Clara de Amarante foi essencialmente baseada na dissertação de mestrado em História de Daniel Ribeiro, intitulada de “Mosteiro de Santa Clara de Amarante: História, Património e Musealização” e no artigo do mesmo autor com o título de “Os Espaços Monásticos de Santa Clara de Amarante na Época Moderna”, ambos trabalhos bastante completos e fundamentais para a criação deste breve trabalho.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
A tese de mestrado foi útil para uma compreensão mais geral e total do contexto socioeconómico e histórico deste cenóbio ao longo dos séculos, desde a sua criação à sua destruição e estado atual. Já o artigo apresentou-se fundamental para a descrição detalhada dos espaços monásticos na época moderna, sendo assim possível criar uma imagem mental da dimensão do Convento de Santa Clara de Amarante. Também foi aqui mencionado o destino das variadas dependências deste local religioso.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
E, por último, ainda é importante referir os websites do SIPA, importante para o entendimento da cronologia do convento, do Amarante Tourism, embora mais generalizado importante para uma primeira abordagem do trabalho e, ainda o blog Amarante Magazine, com um artigo publicado por Daniel Ribeiro, intitulado de O Mosteiro de Santa Clara de Amarante, bastante mais completo a nível de informação que o anteriormente referido, sendo fundamental para um entendimento mais abrangente do convento.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
==== Enquadramento ====&lt;br /&gt;
O convento de Santa Clara de Amarante, situado relativamente próximo do centro histórico da cidade e do Mosteiro de São Gonçalo de Amarante, teve a sua origem, segundo a tradição, ainda no século XII, onde foi fundado por Dona Mafalda, infanta de Portugal. No seu início era apenas um pequeno grupo de mantelatas&amp;lt;sup&amp;gt;[1]&amp;lt;/sup&amp;gt; sendo depois convertido para a Ordem de Santa Clara. Devido às várias transformações e destruições sucessivas ao longo dos séculos, hoje passa totalmente despercebido, mesmo com a sua aparição no traçado urbano, causando o desconhecimento deste monumento aos visitantes desta cidade.&lt;br /&gt;
----&amp;lt;small&amp;gt;[1] As mantelatas tiverem a sua origem na idade média, tendo sido a primeira santa desta ordem a Santa Juliana Falconieri, descendente de uma família importante de Florença. Ficaram reconhecidas por este nome devido ao hábito que utilizavam, um manto sobre a cabeça.&amp;lt;/small&amp;gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
==== &#039;&#039;&#039; &#039;&#039;&#039;Descrição ====&lt;br /&gt;
A arquitetura do Convento de Santa Clara de Amarante é definida pelo reflexo da evolução estilística que se foi desenvolvendo ao longo dos séculos. A estrutura inicial deste cenóbio contava com um traço gótico, apresentando-se na atualidade bastante transformado com a predominância de elementos maneiristas e barrocos, resultado de intervenções posteriores. A fachada sul da igreja (virada para o atual Largo de Santa Clara), era caracterizada pela sua simplicidade sendo composta pelo portal de entrada, como em todos os conventos femininos estava presente na lateral do edifício, emoldurado por duas colunas torsas e encimado por um nicho, e três janelões retangulares. No seu perímetro estava presente uma cornija.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
No seu interior, a capela-mor era antecedida por um arco cruzeiro que continha o escudo de armas de D. Tomé de Sousa, símbolo desta família que hipotecou a Quinta de Ponte de Veiga, em Unhão (Felgueiras), para a construção da zona mais sagrada da igreja. Neste mesmo local, estava presente um retábulo em talha dourada, com sacrário e tribuna. Estariam presentes as imagens de Santa Clara, Nossa Senhora da Conceição e do Menino Jesus. Também é fundamental realçar a decoração do teto  deste edifício, sendo esto abobadado com rompentes (leão figurado, no escudo, de perfil e aprumado), espigão ao centro e florões nos painéis tudo em pedra escodada e fina (RIBEIRO, 2013, 8).&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Esta dependência representa tanta importância nesta breve análise e contextualização do Convento de Santa Clara de Amarante pois é uma das únicas partes que ainda subsiste &#039;&#039;in loco&#039;&#039; até aos dias de hoje, nomeadamente os restos renascentistas da capela lateral a Norte, uma pequena memória deste espaço monástico.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
==== Extinção e desaparecimento ====&lt;br /&gt;
O Convento de Santa Clara de Amarante sofreu um incêndio ateado pelos franceses, no momento das invasões que realizavam ao país, no dia 18 de abril de 1809, sobrevivendo apenas a igreja do espaço monástico. A extinção das ordens monásticas em 1834 também contribuiu para o desaparecimento parcial deste cenóbio.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
==== Imagens e iconografia do objeto ====&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
== Convento de Nossa Senhora dos Remédios de Braga ==&lt;br /&gt;
[[File:Bloco Conventual dos Remédios.jpeg|thumb|274x274px|Convento da Nossa Senhora dos Remédios (In: Braga d&#039;outros tempos: fotografias do arquivo da foto aliança. Braga: Câmara Municipal de Braga, Museu da Imagem, 2005)]]&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
==== Identificação ====&lt;br /&gt;
{| class=&amp;quot;wikitable&amp;quot;&lt;br /&gt;
|&#039;&#039;&#039;Designação&#039;&#039;&#039;&lt;br /&gt;
|Convento de Nossa Senhora dos Remédios, Piedade e Madre de Deus&lt;br /&gt;
|-&lt;br /&gt;
|&#039;&#039;&#039;Localização&#039;&#039;&#039;&lt;br /&gt;
|Braga&lt;br /&gt;
|-&lt;br /&gt;
|&#039;&#039;&#039;Cronologia&#039;&#039;&#039;&lt;br /&gt;
|Século XVI&lt;br /&gt;
|-&lt;br /&gt;
|&#039;&#039;&#039;Autor&#039;&#039;&#039;&lt;br /&gt;
|António Pinto de Sousa (3ª Igreja)&lt;br /&gt;
|-&lt;br /&gt;
|&#039;&#039;&#039;Classificação&#039;&#039;&#039;&lt;br /&gt;
|Desaparecido&lt;br /&gt;
|}&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
==== Estado da arte ====&lt;br /&gt;
No âmbito do estudo sobre o antigo Convento de Nossa Senhora dos Remédios, o artigo &#039;&#039;O legado do extinto Convento de Nossa Senhora da Piedade e dos Remédios&#039;&#039;, da autoria de Rui Ferreira revelou-se uma referência fundamental. Esse trabalho constitui um contributo significativo para o conhecimento do Convento dos Remédios, abordando diversos aspetos, desde a sua fundação até à extinção, incluindo ainda uma ficha de inventário do seu património móvel.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
A obra &#039;&#039;Em lembrança da extinta Igreja dos Remédios de Braga&#039;&#039;, publicada por Martins Capella, em 1913, representa um dos primeiros esforços sistemáticos de preservação da memória deste edifício religioso desaparecido. Escrita num tom evocativo e memorialista, reflete o interesse histórico do autor, mas também a sensibilidade de uma época preocupada com a perda do património religioso e urbano, ao reunir descrições, documentos e testemunhos visuais. &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
O artigo &#039;&#039;A adoção do barroco nas igrejas conventuais femininas de Braga no pontificado de D. Rodrigo de Moura Teles: diálogos artísticos&#039;&#039;, de Manuel Joaquim Moreira da Rocha, publicado em 2001, resume-se num estudo essencial para compreender a evolução artística e arquitetónica de três instituições religiosas femininas de Braga – Remédios, Salvador e Conceição – no início século XVIII. Ao se centrar no papel reformador e encomendador de D. Rodrigo de Moura Teles, o autor analisa os mecanismos de difusão do barroco no contexto conventual feminino, articulando a arquitetura com os programas decorativos e o património integrado. Esta abordagem permite compreender não só as opções estéticas da época, mas também os discursos simbólicos e funcionais subjacentes à configuração dos espaços sagrados femininos.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
==== Enquadramento ====&lt;br /&gt;
O Convento de Nossa Senhora dos Remédios foi o primeiro convento feminino erigido na cidade de Braga, destinado a uma nova comunidade religiosa que seguia a regra de S. Francisco de Assis. Mais tarde, o convento seria incorporado na Ordem Terceira da Penitência de São Francisco, e as suas religiosas teriam de fazer votos de obediência, castidade, pobreza e de clausura.&amp;lt;sup&amp;gt;[1]&amp;lt;/sup&amp;gt; De acordo com uma visita do arcebispo D. José de Bragança, concretizada em 1743, o convento contava com 101 religiosas, o que lhe tornava no recolhimento mais populoso de Braga.&amp;lt;sup&amp;gt;[2]&amp;lt;/sup&amp;gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Este instituto religioso foi erguido nas imediações da cidade, extramuros, no espaço de um dos palácios em que residia o bispo fundador e em outros terrenos por ele adquiridos, os quais proporcionaram a área necessária para a construção da igreja e das restantes oficinas conventuais. Localizava-se no antigo rossio de São Marcos, junto à porta de São João e ocupava quase todo o recinto demarcado pelas ruas de São Marcos, a norte, das Águas, atual Avenida da Liberdade, a este, do Campo dos Remédios, atual largo Carlos Amarante, a oeste, e pela cangosta da rua das Águas, a sul, uma via inexistente no atual cenário urbano. A sua vasta frontaria preenchia todo o lado oriental do Campo dos Remédios, desde a rua de São Marcos, até à atual de São Lázaro.&amp;lt;sup&amp;gt;[3]&amp;lt;/sup&amp;gt;&lt;br /&gt;
----&amp;lt;small&amp;gt;[1] RIBEIRO, Vítor Manuel Pereira, 2015. A Contabilidade no Convento de Nossa Senhora dos Remédios em Braga nos Séculos XVIII e XIX, 59&amp;lt;/small&amp;gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&amp;lt;small&amp;gt;[2] FERREIRA, Rui, 2014. O legado do extinto Convento de Nossa Senhora da Piedade e dos Remédios, 94&amp;lt;/small&amp;gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&amp;lt;small&amp;gt;[3] FERREIRA, op. cit, 95-96&amp;lt;/small&amp;gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
==== Descrição ====&lt;br /&gt;
[[File:Desenho Convento dos Remédios.jpeg|left|thumb|Fachada principal do Convento dos Remédios (Desenho de João Batista Vieira Gomes, de 1839)]]&lt;br /&gt;
A entrada principal nas igrejas conventuais femininas é sempre feita por uma porta lateral, uma vez que o espaço oposto à capela-mor é ocupado pelo coro, onde as religiosas assistem ao ofício litúrgico sem quebrarem a sua clausura, permanecendo ocultas aos fiéis que assistem à celebração na nave. &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
O portal da fachada lateral da igreja dos Remédios possuía uma estrutura complexa, disposto em três andares.&amp;lt;sup&amp;gt;[4]&amp;lt;/sup&amp;gt; A porta, retangular e bem proporcionada, era flanqueada por um par de colunas torsas com capitéis compósitos. Nos intercolúnios encontravam-se imagens em granito de religiosas terciárias, coroadas e assentes em mísulas: à direita de quem entra, a de Santa Isabel, rainha de Hungria e matriarca da Ordem, com o livro da regra na mão; à esquerda, a de Santa Isabel, rainha de Portugal, com o olhar voltado para o regaço onde, segundo a lenda, as esmolas se transformaram em rosas.&amp;lt;sup&amp;gt;[5]&amp;lt;/sup&amp;gt; O segundo registo mantém o estilo do corpo anterior, com quatro colunas torsas a ladear janelas e um nicho central em arco, onde se encontrava uma imagem da Piedade em calcário, flanqueada por duas outras imagens de granito: à direita, a de São João Evangelista; à esquerda, a de São João Batista. O último andar dispunha unicamente de um par de colunas torsas que delimitavam um nicho enquadrado por aletas, no qual se encontrava uma imagem em granito de São Francisco de Assis. O remate do conjunto do portal ultrapassava a cornija do edifício, e era composto pela pedra de armas de São Francisco de Assis, ornamentada com motivos vegetalistas, volutas e uma concha, e ladeada por anjos de feição barroquizante, do tipo &#039;&#039;putti&#039;&#039;, que seguravam uma grinalda de flores.&amp;lt;sup&amp;gt;[6]&amp;lt;/sup&amp;gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
O interior da igreja dos Remédios seguia uma estrutura volumétrica e planimétrica semelhante à das restantes igrejas conventuais femininas. Estes templos estruturam-se em torno de um eixo central que conecta os coros, a nave, a capela-mor e a sacristia, evidenciando uma espacialidade longitudinal. A planta resulta da justaposição de vários retângulos, dos quais o que define o corpo da igreja constitui o paralelepípedo de maior volume.&amp;lt;sup&amp;gt;[7]&amp;lt;/sup&amp;gt; A igreja dos Remédios, de nave única, estendia-se de norte a sul, com a sua fachada e entrada principal voltada a oeste.&amp;lt;sup&amp;gt;[8]&amp;lt;/sup&amp;gt; &lt;br /&gt;
----&amp;lt;small&amp;gt;[4] ROCHA, Manuel Joaquim Moreira da, 2001. A adoção do barroco nas igrejas conventuais femininas de Braga no pontificado de D. Rodrigo de Moura Teles: diálogos artísticos, 53-54&amp;lt;/small&amp;gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&amp;lt;small&amp;gt;[5] CAPELLA, Martins, 1913. Em lembrança da extinta Igreja dos Remédios de Braga, 55-56&amp;lt;/small&amp;gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&amp;lt;small&amp;gt;[6] ROCHA, A adoção do barroco nas igrejas conventuais femininas de Braga no pontificado de D. Rodrigo de Moura Teles: diálogos artísticos, 54 e FERREIRA, Rui, 2014. O legado do extinto Convento de Nossa Senhora da Piedade e dos Remédios, 115-117&amp;lt;/small&amp;gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&amp;lt;small&amp;gt;[7] ROCHA, Manuel Joaquim Moreira da, 2001. A adoção do barroco nas igrejas conventuais femininas de Braga no pontificado de D. Rodrigo de Moura Teles: diálogos artísticos, 52-53&amp;lt;/small&amp;gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&amp;lt;small&amp;gt;[8] &#039;&#039;Ibidem&#039;&#039;, 55&amp;lt;/small&amp;gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
==== Património Integrado ====&lt;br /&gt;
A capela-mor dispunha de um retábulo-mor e tribuna em madeira dourada, de arquitetura antiga, com a imagem de Nossa Senhora da Piedade ladeada pelas de Nossa Senhora da Graça e de São Francisco. As suas paredes laterais eram forradas por quatro painéis da autoria de Carlos Antonio Leoni&amp;lt;sup&amp;gt;[9]&amp;lt;/sup&amp;gt; que representavam os passos da vida de Nossa Senhora. &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Junto ao muro do arco cruzeiro existiam ainda dois retábulos colaterais: num venerava-se a imagem do Seráfico Patriarca, São Francisco de Assis, e no outro, a de São João Evangelista.&amp;lt;sup&amp;gt;[10]&amp;lt;/sup&amp;gt; &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
As paredes laterais da nave estavam revestidas, até meia altura, com azulejos que representavam alguns episódios da vida de São Francisco de Assis. Até à cornija do templo, encontravam-se quadros que ilustravam os principais atos de santidade do Santo enquanto Penitente, dispostos entre as janelas, decoradas com madeira recortada e dourada.&amp;lt;sup&amp;gt;[11]&amp;lt;/sup&amp;gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Parte do espólio da Igreja e do Convento dos Remédios encontra-se disperso em alguns locais da cidade de Braga, assegurando a sua preservação física e herança artística. Esta dispersão contribui para a manutenção da memória do convento, ainda que de forma descentralizada, uma vez que a população pode ter contacto com fragmentos do passado, mesmo fora do seu enquadramento original.&lt;br /&gt;
{| class=&amp;quot;wikitable&amp;quot;&lt;br /&gt;
|+&#039;&#039;&#039;O legado do Convento dos Remédios disperso pela cidade de Braga&amp;lt;small&amp;gt;&amp;lt;sup&amp;gt;[12]&amp;lt;/sup&amp;gt;&amp;lt;/small&amp;gt;&#039;&#039;&#039;&lt;br /&gt;
|&#039;&#039;&#039;Designação&#039;&#039;&#039;&lt;br /&gt;
|&#039;&#039;&#039;Proveniência&#039;&#039;&#039;&lt;br /&gt;
|&#039;&#039;&#039;Autoria&#039;&#039;&#039;&lt;br /&gt;
|&#039;&#039;&#039;Época&#039;&#039;&#039;&lt;br /&gt;
|&#039;&#039;&#039;Local atual&#039;&#039;&#039;&lt;br /&gt;
|-&lt;br /&gt;
|Esculturas graníticas da Rainha Santa Isabel da Hungria, da Rainha Santa Isabel de Portugal, de São João Evangelista e de São Francisco de Assis&lt;br /&gt;
|Fachada nobre da Igreja dos Remédios&lt;br /&gt;
|Desconhecida&lt;br /&gt;
|1724-25&lt;br /&gt;
|[https://pt.wikipedia.org/wiki/Parque_da_Ponte Parque da Ponte], junto ao cruzeiro de de D. Frei Bartolomeu dos Mártires&lt;br /&gt;
|-&lt;br /&gt;
|Conjunto arquitetónico de São João Batista&lt;br /&gt;
|Fachada nobre da Igreja dos Remédios&lt;br /&gt;
|Desconhecida&lt;br /&gt;
|1724-25&lt;br /&gt;
|Fachada posterior da [http://www.monumentos.gov.pt/Site/APP_PagesUser/SIPA.aspx?id=17245 capela de São João da Ponte]&lt;br /&gt;
|-&lt;br /&gt;
|Escultura da Nossa Senhora da Piedade&lt;br /&gt;
|Fachada nobre da Igreja dos Remédios&lt;br /&gt;
|Desconhecida &lt;br /&gt;
|1724-25&lt;br /&gt;
|[https://pt.wikipedia.org/wiki/Tesouro-Museu_da_Sé_de_Braga Tesouro-Museu da Sé de Braga]&lt;br /&gt;
|-&lt;br /&gt;
|Retábulo mor, tribuna e sanefas&lt;br /&gt;
|Capela-mor da Igreja dos Remédios&lt;br /&gt;
|Marceliano de Araújo, com Francisco Machado de Landim, Bento Ferreira e Manuel Silva&lt;br /&gt;
|1726-27&lt;br /&gt;
|[https://pt.wikipedia.org/wiki/Capela_de_Santa_Marta_do_Leão Capela de Santa Marta do Leão] na Falperra&lt;br /&gt;
|-&lt;br /&gt;
|Conjunto de quatro painéis dos Passos de Nossas Senhora &lt;br /&gt;
|Capela-mor da Igreja dos Remédios&lt;br /&gt;
|Carlos Antonio Leoni&lt;br /&gt;
|1733-41&lt;br /&gt;
|[https://pt.wikipedia.org/wiki/Arquivo_Distrital_de_Braga Arquivo Distrital de Braga]&lt;br /&gt;
|-&lt;br /&gt;
|Figuras de Nossa Senhora das Graças, de São Francisco Xavier e de São Francisco de Assis&lt;br /&gt;
|Igreja dos Remédios, Altar de Nossa Senhora &lt;br /&gt;
|Desconhecida&lt;br /&gt;
|Século XIX&lt;br /&gt;
|Capela de Santa Rita de Cássia, [https://pt.wikipedia.org/wiki/Igreja_do_Pópulo Igreja do Pópulo]&lt;br /&gt;
|-&lt;br /&gt;
|Fonte de Santa Bárbara&lt;br /&gt;
|Claustro do Convento dos Remédios&lt;br /&gt;
|Desconhecida&lt;br /&gt;
|1725-1750&lt;br /&gt;
|[https://pt.wikipedia.org/wiki/Wikipédia:Página_principal Jardim de Santa Bárbara]&lt;br /&gt;
|}&lt;br /&gt;
----&amp;lt;small&amp;gt;[9] «Pintor florentino que exerceu a sua actividade em Lisboa, no século XVIII, no reinado de D. José I, e já porventura no de D. João V. Parece ter-se dedicado especialmente ao retrato, como o provam diversas composições suas n&#039;este género.» (VITERBO, 1903, 99)&amp;lt;/small&amp;gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&amp;lt;small&amp;gt;[10] ROCHA, Manuel Joaquim Moreira da, 2001. A adoção do barroco nas igrejas conventuais femininas de Braga no pontificado de D. Rodrigo de Moura Teles: diálogos artísticos, 61-62&amp;lt;/small&amp;gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&amp;lt;small&amp;gt;[11] &#039;&#039;Ibidem&#039;&#039;, 67&amp;lt;/small&amp;gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&amp;lt;small&amp;gt;[12] Esta tabela foi elaborada tendo em base a obra de FERREIRA, RUI, 2014. O legado do extinto Convento de Nossa Senhora da Piedade e dos Remédios, 110-120&amp;lt;/small&amp;gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
==== Extinção e desaparecimento ====&lt;br /&gt;
Após o decreto de 1834 que determinou a extinção de todas as casas das ordens religiosas regulares, em 1890, ainda sobreviviam duas freiras no convento dos Remédios. A extinção do convento dos Remédios deu-se a 7 de maio de 1898, com o óbito da última freira professa, Madre Narcisa Emília Leite.&amp;lt;sup&amp;gt;[13]&amp;lt;/sup&amp;gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Ainda antes do falecimento da última freira, em 1896, o Estado cedeu o convento à Câmara Municipal de Braga para a instalação de um asilo de expostos e cegos, embora tal obra assistencial nunca tenha chegado a concretizar-se no local.&amp;lt;sup&amp;gt;[14]&amp;lt;/sup&amp;gt; Anos mais tarde, no ano administrativo de 1907-1908, a Câmara Municipal delineava um plano de diversos melhoramentos para a cidade, que incluía a abertura de uma avenida de nome Concelheiro João Franco, o que exigia o alargamento da antiga rua das Águas e da rua da Ponte. Para executar o projeto era necessário que os terrenos do Convento dos Remédios fossem cedidos à Câmara. A 7 de setembro de 1907, o governo promulgou um decreto com força de lei, concedendo à Câmara os edifícios, a cerca e as dependências do dito convento para a ampliação e alinhamento da Rua do Concelheiro João Franco.&amp;lt;sup&amp;gt;[15]&amp;lt;/sup&amp;gt; &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
A Câmara planeava igualmente abrir uma rua transversal pela cerca do convento, desde a avenida João Franco até ao Largo Carlos Amarante. Para que esta artéria ficasse alinhada com a fachada da igreja de São Marcos, seria necessário cortar a igreja dos Remédios ao meio, o que comprometia gravemente a integridade desta estrutura arquitetónica.&amp;lt;sup&amp;gt;[16]&amp;lt;/sup&amp;gt; A demolição deste complexo monástico exemplifica como, no início do século XX, as decisões urbanísticas privilegiaram o desenvolvimento urbano e a modernização da cidade em detrimento da conservação do património histórico. A 3 de abril de 1911, celebrou-se a última missa e, pouco tempo depois, consumou-se o processo de demolição.&amp;lt;sup&amp;gt;[17]&amp;lt;/sup&amp;gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
A sua destruição permitiu a construção de novos edifícios, como o Teatro Circo, cuja edificação teve início em 1911 e terminou em 1915, no gaveto da Rua Gonçalo Sampaio com a Avenida da Liberdade, e o Shopping Santa Cruz, situado na esquina entre a mesma rua e o Largo Carlos Amarante. Voltados para o largo encontram-se ainda o edifício da Junta de Freguesia de S. José de S. Lázaro e S. João do Souto, bem como diversos estabelecimentos comerciais.  &lt;br /&gt;
----&amp;lt;small&amp;gt;[13] FERREIRA, Rui, 2014. O legado do extinto Convento de Nossa Senhora da Piedade e dos Remédios, 96 e 107&amp;lt;/small&amp;gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&amp;lt;small&amp;gt;[14] OLIVEIRA, Eduardo Pires de, 1999. Arte religiosa e artistas em Braga e sua região (1870-1920), 103&amp;lt;/small&amp;gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&amp;lt;small&amp;gt;[15] CASTRO, Maria de Fátima, 2005. O princípio e o fim do Convento dos Remédios, 135-137&amp;lt;/small&amp;gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&amp;lt;small&amp;gt;[16] FERREIRA, RUI, 2014. O legado do extinto Convento de Nossa Senhora da Piedade e dos Remédios, 107. Esta artéria seria a atual Rua Dr. Gonçalo Sampaio.&amp;lt;/small&amp;gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&amp;lt;small&amp;gt;[17] &#039;&#039;Ibidem&#039;&#039;, 108&amp;lt;/small&amp;gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
==== Imagens e iconografia do objeto ====&lt;br /&gt;
&amp;lt;gallery&amp;gt;&lt;br /&gt;
File:Largo Carlos Amarante, Braga.jpg|&amp;lt;small&amp;gt;Localização da fachada nobre da desaparecida Igreja dos Remédios, voltada para o atual Largo Carlos Amarante&amp;lt;/small&amp;gt;&lt;br /&gt;
File:Largo Carlos Amarante, Braga (2).jpg|&amp;lt;small&amp;gt;Localização da fachada nascente do desaparecido Convento dos Remédios, voltada para o atual Largo Carlos Amarante&amp;lt;/small&amp;gt;&lt;br /&gt;
File:Fachada nobre da Igreja dos Remédios.jpeg|&amp;lt;small&amp;gt;Fachada nobre da Igreja dos Remédios (In: Braga d&#039;outros tempos: fotografias do arquivo da foto aliança. Braga: Câmara Municipal de Braga, Museu da Imagem, 2005)&amp;lt;/small&amp;gt;&lt;br /&gt;
File:Largo dos Remédios .jpg|&amp;lt;small&amp;gt;Largo dos Remédios e Hospital de S. Marcos. À esquerda, parte do Conventos dos Remédios (Manuel Carneiro, ed., século XX, 58 x 36 cm, postal ilustrado, Museu Virtual da Lusofonia, Braga)&amp;lt;/small&amp;gt;&lt;br /&gt;
File:Esculturas provenientes da fachada nobre da antiga Igreja dos Remédios.jpg|&amp;lt;small&amp;gt;Imagens provenientes da fachada da Igreja dos Remédios, dispostas junto ao cruzeiro no Parque da Ponte&amp;lt;/small&amp;gt;&lt;br /&gt;
File:Conjunto Arquitetónico São João Batista.jpg|&amp;lt;small&amp;gt;Conjunto proveniente da fachada da Igreja dos Remédios, com a imagem de São João Batista, colocado na traseira da Capela de São João da Ponte&amp;lt;/small&amp;gt;&lt;br /&gt;
File:Fonte de Santa Bárbara.jpg|&amp;lt;small&amp;gt;Fonte de Santa Bárbara, proveniente de um dos claustros do Convento dos Remédios, inserida no centro do jardim de Santa Bárbara&amp;lt;/small&amp;gt;&lt;br /&gt;
File:Largo Carlos Amarante após demolição dos Remédios.jpeg|&amp;lt;small&amp;gt;Largo Carlos Amarante após a demolição do Convento dos Remédios (In: Braga d&#039;outros tempos: fotografias do arquivo da foto aliança. Braga: Câmara Municipal de Braga; Museu da Imagem, 2005)&amp;lt;/small&amp;gt;&lt;br /&gt;
&amp;lt;/gallery&amp;gt;&lt;br /&gt;
== Convento da Madre de Deus de Monchique ==&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
==== Identificação ====&lt;br /&gt;
{| class=&amp;quot;wikitable&amp;quot;&lt;br /&gt;
|&#039;&#039;&#039;Designação&#039;&#039;&#039;&lt;br /&gt;
|Convento da Madre de Deus de Monchique&lt;br /&gt;
|-&lt;br /&gt;
|&#039;&#039;&#039;Localização&#039;&#039;&#039;&lt;br /&gt;
|Porto&lt;br /&gt;
|-&lt;br /&gt;
|&#039;&#039;&#039;Cronologia&#039;&#039;&#039;&lt;br /&gt;
|Século XVI&lt;br /&gt;
|-&lt;br /&gt;
|&#039;&#039;&#039;Autor(es)&#039;&#039;&#039;&lt;br /&gt;
|Diogo de Castilho&lt;br /&gt;
|-&lt;br /&gt;
|&#039;&#039;&#039;Classificação&#039;&#039;&#039;&lt;br /&gt;
|Em ruínas&lt;br /&gt;
|}&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
==== Estado da arte ====&lt;br /&gt;
O estudo do Convento da Madre de Deus de Monchique foi significativamente baseado no artigo de Joaquim Jaime Ferreira Alves &#039;&#039;Elementos para a história do Convento da Madre de Deus de Monchique,&#039;&#039; publicado em 2002 no primeiro volume da Revista da Faculdade de Letras, no Porto. Por sua vez, Joaquim Jaime recorreu a documentação como o contrato de construção emitido em 1533 e a descrições como as de João Baptista Ribeiro. A compreensão histórica e cronológica do monumento tornou-se possível através da leitura do artigo &#039;&#039;O Desenho Digital e as Paisagens Patrimoniais: Convento da Madre de Deus de Monchique, no Porto&#039;&#039; de Tiago Trindade Cruz.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
A nível de recursos digitais, é empírico referir a consulta realizada à plataforma SIPA - Sistema de Informação para o Património Arquitetónico, de onde foram retirados dados arquitectónicos do convento e a plataforma Digital Heritage, que permitiu uma melhor compreensão visual de como seria, no seu tempo, a unidade conventual. &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
==== Enquadramento ====&lt;br /&gt;
Fundado na primeira metade do séc. XVI, pertenceu à Ordem de São Francisco, tendo sido a sua fundação autorizada a 12 de novembro de 1535 pelo Papa Paulo III&amp;lt;sup&amp;gt;[1]&amp;lt;/sup&amp;gt;. Os seus fundadores, Pedro da Cunha Coutinho e sua mulher D. Beatriz de Vilhena, eram grandes nobres residentes na cidade do Porto, sendo a base do edifício conventual primitivo a casa senhorial dos mesmos&amp;lt;sup&amp;gt;[2]&amp;lt;/sup&amp;gt;.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Na realidade, o local escolhido para erguer o convento em estudo já seria previamente santificado, tendo dado lugar (antes da construção do paço nobre dos fundadores), a uma sinagoga. Esta sinagoga marcava o epicentro de uma comunidade judaica no séc. XIV&amp;lt;sup&amp;gt;[3]&amp;lt;/sup&amp;gt;.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Após a dissolução das ordens religiosas, no ano de 1834, as monjas foram realojadas no Convento de São Bento de Ave-maria&amp;lt;sup&amp;gt;[4]&amp;lt;/sup&amp;gt;, marcando assim a desocupação do Convento da Madre de Deus de Monchique. Observaram-se, no entanto, o aparecimento de outros usos como o comércio e a indústria, sendo que alguns elementos arruinados convivem atualmente com uma unidade hoteleira recente&amp;lt;sup&amp;gt;[5]&amp;lt;/sup&amp;gt; .&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Retirando a cronologia presente na entrada deste monumento na plataforma SIPA – Sistema de Informação para o Património Arquitetónico, entrada esta escrita por Ana Filipe em 2008, conseguimos focalizar algumas datas que ajudam à construção da história do objeto em estudo.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
{| class=&amp;quot;wikitable&amp;quot;&lt;br /&gt;
|+&lt;br /&gt;
!&#039;&#039;&#039;1503&#039;&#039;&#039;&lt;br /&gt;
|D. Manuel I autoriza Pedro Coutinho a viver na cidade, através de carta enviada à Câmara do Porto&lt;br /&gt;
|-&lt;br /&gt;
!1533&lt;br /&gt;
|É pedida autorização ao papa para a fundação de um convento feminino no lugar de Monchique. Antes de chegar a autorização papal, é assinado contrato com Diogo de Castilho para construção da igreja e são iniciadas as obras necessárias para transformar a casa nobre dos Cunha Coutinho em residência conventual&lt;br /&gt;
|-&lt;br /&gt;
!1669&lt;br /&gt;
|Assinatura de contrato com o mestre Manuel Vieira para transformação da capela-mor. Morte de Manuel Vieira&lt;br /&gt;
|-&lt;br /&gt;
!1700&lt;br /&gt;
|Assinatura de um novo contrato com Manuel Moreira e João Moreira para as obras da capela-mor. Na primeira metade do séc. XVII, dá-se o revestimento do interior com talha dourada&lt;br /&gt;
|-&lt;br /&gt;
!1870&lt;br /&gt;
|Requerimento da Confraria de S. Pedro de Miragaia a solicitar ao rei D. Luís a talha que restava na igreja do convento de Monchique para a igreja de Miragaia&lt;br /&gt;
|-&lt;br /&gt;
!1872&lt;br /&gt;
|O convento é vendido em hasta pública&lt;br /&gt;
|-&lt;br /&gt;
!1887&lt;br /&gt;
|Segundo Pinho Leal, nesta data a igreja servia de serralharia&lt;br /&gt;
|-&lt;br /&gt;
!1908&lt;br /&gt;
|D. Ignez Martins Guimarães, capitalista portuense, compra grande parte dos edifícios do convento; é instalada em parte do convento uma fábrica ligada à produção de cortiça de Clemente Menéres, Ldª que se mantém até hoje&lt;br /&gt;
|-&lt;br /&gt;
!2009&lt;br /&gt;
|Realização de um projeto para a recuperação do Convento de Monchique prevê a construção de uma unidade hoteleira, integrada naquela zona nobre da cidade. O projeto é da autoria do arquitecto José Paulo dos Santos&lt;br /&gt;
|}&lt;br /&gt;
----&amp;lt;sup&amp;gt;[1] FERREIRA-ALVES, Joaquim Jaime (2002). Elementos para a história do Convento da Madre de Deus de Monchique. &#039;&#039;Revista da Faculdade de Letras: Ciências e Técnicas do Património, vol. 1,&#039;&#039; p.130&amp;lt;/sup&amp;gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&amp;lt;sup&amp;gt;[2] Idem. &#039;&#039;Ibidem&#039;&#039;&amp;lt;/sup&amp;gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&amp;lt;sup&amp;gt;[3]&amp;lt;/sup&amp;gt;  &amp;lt;sup&amp;gt;Idem. &#039;&#039;Ibidem&#039;&#039;&amp;lt;/sup&amp;gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&amp;lt;sup&amp;gt;[4]&amp;lt;/sup&amp;gt;   &amp;lt;sup&amp;gt;CRUZ, Tiago Trindade (2021). O desenho digital e as paisagens patrimoniais. Convento da Madre Deus de Monchique, no Porto. &#039;&#039;CEM Cultura, Espaço e Memória&#039;&#039;. p. 62 e 63&amp;lt;/sup&amp;gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&amp;lt;sup&amp;gt;[5] FILIPE, Ana (2008). SIPA http://www.monumentos.gov.pt/Site/APP_PagesUser/SIPA.aspx?id=25034&amp;lt;/sup&amp;gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
==== Descrição ====&lt;br /&gt;
Recorrendo à plataforma SIPA e ao texto de Ana Filipe sabemos que o convento teria grandes dimensões, com uma planta composta e volumes escalonados, sendo que os diferentes níveis do edifício comunicavam entre si através de escadas.  &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
O conjunto conventual era composto por uma igreja de planta longitudinal, nave única iluminada por quatro janelas e cobertura em abóbada de cruzaria de ogivas, e capela-mor retangular. O seu coro era alto e baixo e ligava-se à nave através de dois arcos sobrepostos. Contava ainda com uma sacristia e um campanário. &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
O pórtico principal da igreja era manuelino de arco pleno, emoldurado por pilastras e colunas. Era ainda rematado por um frontão triangular interrompido com duas coroas de espinhos colocadas junto dos vértices do triângulo.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
O edifício conventual era de planta retangular e tinha três pisos, sendo o primeiro destinado ao refeitório que contava com cerca de quarenta metros de comprimento e três naves formadas por duas alas.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Esta obra contava com dois claustros, estando o principal localizado nas costas do coro da igreja. O segundo claustro, de menores dimensões, contava também com arcos e colunas (de tijolo), e tinha um chafariz ao centro.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
==== Património Integrado ====&lt;br /&gt;
Apesar do seu estado atual não nos permitir uma compreensão total do seu interior, há relatos e contratos nos quais nos podemos apoiar para uma leitura fiel do património integrado que em tempos integrou o Convento da Madre de Deus de Monchique. &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Sabemos que em 1669, a 24 de setembro, se deu a contração de um contrato com o mestre pedreiro Manuel Vieira, que intencionava a reforma da capela-mor&amp;lt;sup&amp;gt;[1]&amp;lt;/sup&amp;gt;: “Em primeiro lugar, teriam que levantar uma parede «tosqua» de forma a isolar a nave da capela-mor, da qual retiraria o azulejo que a revestia, «com sentido que não quebre e se arumara em parte segura», assim como o retábulo «que he de pedra».” (FERREIRA-ALVES, 2002), informação que nos remete para a existência de azulejaria e retábulos. &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
João Baptista Ribeiro (1790-1868), descreve o interior da igreja da seguinte forma: “Mal se pode explicar a summa profusão de riqueza que ostenta esta igreja; toda ella he recamada de lavor em qye a paciencia, o genio e o dinheiro se reunirão para fazer prova do que podem. Contém sete altares de jum carater riquíssimo pelo immenso lavor de talha, irnatos, relevos e figuras que apresenta, sendo quaze tudo dourado e o resto pintado e estofado por modos mui variados. (…) Notão-se quatro tribunas do lado poente, tapadas com grades de ferro fingindo renda (…)”.&amp;lt;sup&amp;gt;[2]&amp;lt;/sup&amp;gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Segundo uma descrição de Sousa Reis, os coros tinham: “as paredes em que se firmão as grades de ferro, igualmente cobertas de molduras de madeira dourada no gosto, forma e disposição de todo o templo (…) Note-se porem que esta entalha apenas chega até ao pinto das paredes, aonde começa a soberba e bem construída abobeda de pedra.”&amp;lt;sup&amp;gt;[3]&amp;lt;/sup&amp;gt;&lt;br /&gt;
----&amp;lt;sup&amp;gt;[1]&amp;lt;/sup&amp;gt; &amp;lt;sup&amp;gt;FERREIRA-ALVES, Joaquim Jaime (2002). Elementos para a história do Convento da Madre de Deus de Monchique. &#039;&#039;Revista da Faculdade de Letras: Ciências e Técnicas do Património, vol. 1,&#039;&#039; p.136 e 137&amp;lt;/sup&amp;gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&amp;lt;sup&amp;gt;[2]&amp;lt;/sup&amp;gt; &amp;lt;sup&amp;gt;VITORINO, Pedro (1927). Monchique. Notabilizava-se sobremaneira pela obra de talha da sua igreja. O Tripeiro, 3ª série, nº44 (164), p. 313&amp;lt;/sup&amp;gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&amp;lt;sup&amp;gt;[3]&amp;lt;/sup&amp;gt; &amp;lt;sup&amp;gt;FERREIRA-ALVES, Joaquim Jaime (2002). Elementos para a história do Convento da Madre de Deus de Monchique. &#039;&#039;Revista da Faculdade de Letras: Ciências e Técnicas do Património, vol. 1,&#039;&#039; p.146&amp;lt;/sup&amp;gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
==== Imagens e iconografia do objeto ====&lt;br /&gt;
[[File:Fachada da Igreja.png|left|thumb|Fachada arruinada da Igreja do Convento da Madre de Deus de Monchique (Autoria: Joaquim Jaime Ferreira Alves)]]&lt;br /&gt;
[[File:Planta da Igreja do Convento da Madre de Deus de Monchique.png|center|thumb|Planta da Igreja do Convento da Madre de Deus de Monchique (Autoria: DigitalHeritage)]]&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
[[File:Unidade Hoteleira atualmente inserida nas ruínas do Convento da Madre de Deus de Monchique.png|left|thumb|Unidade Hoteleira atualmente inserida nas ruínas do Convento da Madre de Deus de Monchique (Captura de ecrã do Google Maps)]]&lt;br /&gt;
[[File:Maquete digital do Convento da Madre de Deus de Monchique.png|center|thumb|Maquete digital do Convento da Madre de Deus de Monchique (Autoria: DigitalHeritage)]]&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
[[File:Desenho da fachada da igreja do Convento da Madre de Deus de Monchique.png|left|thumb|Desenho da fachada da igreja do Convento da Madre de Deus de Monchique (Autoria: Joaquim Cardoso Vitória Vilanova)]]&lt;br /&gt;
[[File:Vista geral das ruínas dos edifícios conventuais e envolvência.jpeg|center|thumb|Vista geral das ruínas dos edifícios conventuais e envolvência (Autoria: Ana Filipe, 2008)]]&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
=== Fontes e Bibliografia ===&lt;br /&gt;
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OLIVEIRA, Eduardo Pires de, 1999. &#039;&#039;Arte religiosa e artistas em Braga e sua região (1870-1920)&#039;&#039;. Braga: APPACDM&lt;br /&gt;
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RIBEIRO, Vítor Manuel Pereira, 2015. &#039;&#039;A Contabilidade no Convento de Nossa Senhora dos Remédios em Braga nos Séculos XVIII e XIX&#039;&#039;. Dissertação de Mestrado, Universidade do Minho&lt;br /&gt;
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ROCHA, Manuel Joaquim Moreira da, 2001. &#039;&#039;A&#039;&#039; &#039;&#039;adoção do barroco nas igrejas conventuais femininas de Braga no pontificado de D. Rodrigo de Moura Teles: diálogos artístico&#039;&#039;s in Poligrafia nº9/10 (2000-2001), 41-73, ISSN: 0872-4490. Arouca: Centro de Estudos D. Domingos de Pinho Brandão&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
ROCHA, Manuel Joaquim Moreira da, e MONTERO, Juan Manuel Monterroso, coord., 2023, &#039;&#039;História da Arquitetura. Perspetivas Temáticas (II). Mosteiros e Conventos: Formas de (e para) Habitar&#039;&#039;. Porto: CITCEM.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
VITORINO, Pedro, 1927. &#039;&#039;Monchique. Notabilizava-se sobremaneira pela obra de talha da sua igreja&#039;&#039;. O Tripeiro, 3ª série, nº44 (164)&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
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&amp;lt;nowiki&amp;gt;https://amarantemagazine.sapo.pt/sociedade/o-mosteiro-de-santa-clara-de-amarante/&amp;lt;/nowiki&amp;gt; visitado em 16 de abril de 2025&lt;br /&gt;
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&lt;br /&gt;
&amp;lt;nowiki&amp;gt;http://www.monumentos.gov.pt/Site/APP_PagesUser/SIPA.aspx?id=25034&amp;lt;/nowiki&amp;gt; visitado em 24 de abril de 2025&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&amp;lt;nowiki&amp;gt;https://digitalheritage.pt&amp;lt;/nowiki&amp;gt; visitado em 24 de abril de 2025&lt;/div&gt;</summary>
		<author><name>Beatriznogueira</name></author>
	</entry>
	<entry>
		<id>https://wikimedia.pt/portobarroco/index.php?title=Ficheiro:Fachada_das_ru%C3%ADnas_do_Convento_de_Santa_Clara_de_Amarante_vistas_do_Largo_de_Santa_Clara.jpg&amp;diff=669</id>
		<title>Ficheiro:Fachada das ruínas do Convento de Santa Clara de Amarante vistas do Largo de Santa Clara.jpg</title>
		<link rel="alternate" type="text/html" href="https://wikimedia.pt/portobarroco/index.php?title=Ficheiro:Fachada_das_ru%C3%ADnas_do_Convento_de_Santa_Clara_de_Amarante_vistas_do_Largo_de_Santa_Clara.jpg&amp;diff=669"/>
		<updated>2025-05-25T16:15:05Z</updated>

		<summary type="html">&lt;p&gt;Beatriznogueira: &lt;/p&gt;
&lt;hr /&gt;
&lt;div&gt;Fachada da igreja do Convento de Santa Clara de Amarante em ruínas&lt;/div&gt;</summary>
		<author><name>Beatriznogueira</name></author>
	</entry>
	<entry>
		<id>https://wikimedia.pt/portobarroco/index.php?title=Os_Conventos_Franciscanos_que_o_Tempo_Apagou&amp;diff=490</id>
		<title>Os Conventos Franciscanos que o Tempo Apagou</title>
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		<updated>2025-05-20T15:41:45Z</updated>

		<summary type="html">&lt;p&gt;Beatriznogueira: &lt;/p&gt;
&lt;hr /&gt;
&lt;div&gt;{{DISPLAYTITLE:Os Conventos Franciscanos Femininos que o Tempo Apagou}}&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
=== &#039;&#039;&#039;Introdução&#039;&#039;&#039; ===&lt;br /&gt;
Este artigo narra a história e estuda a arquitetura de três conventos femininos franciscanos que nos dias de hoje estão em ruínas ou já se encontram totalmente desaparecidos. Estes cenóbios estão inseridos no norte de Portugal, sendo estes o Convento de Santa Clara de Amarante, o Convento de Nossa Senhora dos Remédios de Braga e o Convento da Madre de Deus de Monchique, no Porto.  &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
O estudo deste tema é fundamental para a compreensão da história das unidades monásticas portuguesas e torna-se um contributo para a preservação da memória das casas religiosas que não sobreviveram após a extinção das ordens monásticas em 1834, ou às Invasões Napoleónicas e à Guerra Civil. &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
== Convento de Santa Clara de Amarante ==&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
==== Identificação ====&lt;br /&gt;
{| class=&amp;quot;wikitable&amp;quot;&lt;br /&gt;
|&#039;&#039;&#039;Designação&#039;&#039;&#039;&lt;br /&gt;
|Convento de Santa Clara de Amarante&lt;br /&gt;
|-&lt;br /&gt;
|&#039;&#039;&#039;Localização&#039;&#039;&#039;&lt;br /&gt;
|Largo de Santa Clara, Amarante&lt;br /&gt;
|-&lt;br /&gt;
|&#039;&#039;&#039;Cronologia&#039;&#039;&#039;&lt;br /&gt;
|Séc. XII (fundação), Sécs. XVI/XVII/XVIII (restauro e criação de novos espaços)&lt;br /&gt;
|-&lt;br /&gt;
|&#039;&#039;&#039;Autor(es)&#039;&#039;&#039;&lt;br /&gt;
|&lt;br /&gt;
|-&lt;br /&gt;
|&#039;&#039;&#039;Classificação&#039;&#039;&#039;&lt;br /&gt;
|Em ruínas&lt;br /&gt;
|}&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
==== Estado da Arte ====&lt;br /&gt;
A pesquisa realizada sobre o Convento de Santa Clara de Amarante foi essencialmente baseada na dissertação de mestrado em História de Daniel Ribeiro, intitulada de “Mosteiro de Santa Clara de Amarante: História, Património e Musealização” e no artigo do mesmo autor com o título de “Os Espaços Monásticos de Santa Clara de Amarante na Época Moderna”, ambos trabalhos bastante completos e fundamentais para a criação deste breve trabalho.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
A tese de mestrado foi útil para uma compreensão mais geral e total do contexto socioeconómico e histórico deste cenóbio ao longo dos séculos, desde a sua criação à sua destruição e estado atual. Já o artigo apresentou-se fundamental para a descrição detalhada dos espaços monásticos na época moderna, sendo assim possível criar uma imagem mental da dimensão do Convento de Santa Clara de Amarante. Também foi aqui mencionado o destino das variadas dependências deste local religioso.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
E, por último, ainda é importante referir os websites do SIPA, importante para o entendimento da cronologia do convento, do Amarante Tourism, embora mais generalizado importante para uma primeira abordagem do trabalho e, ainda o blog Amarante Magazine, com um artigo publicado por Daniel Ribeiro, intitulado de O Mosteiro de Santa Clara de Amarante, bastante mais completo a nível de informação que o anteriormente referido, sendo fundamental para um entendimento mais abrangente do convento.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&#039;&#039;&#039;Enquadramento&#039;&#039;&#039;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
O convento de Santa Clara de Amarante, situado relativamente próximo do centro histórico da cidade e do Mosteiro de São Gonçalo de Amarante, teve a sua origem, segundo a tradição, ainda no século XII, onde foi fundado por Dona Mafalda, infanta de Portugal. No seu início era apenas um pequeno grupo de mantelatas [1] sendo depois convertido para a Ordem de Santa Clara. Devido às várias transformações e destruições sucessivas ao longo dos séculos, hoje passa totalmente despercebido, mesmo com a sua aparição no traçado urbano, causando o desconhecimento deste monumento aos visitantes desta cidade.&lt;br /&gt;
----[1] As mantelatas tiverem a sua origem na idade média, tendo sido a primeira santa desta ordem a Santa Juliana Falconieri, descendente de uma família importante de Florença. Ficaram reconhecidas por este nome devido ao hábito que utilizavam, um manto sobre a cabeça.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&#039;&#039;&#039;&amp;lt;br /&amp;gt;Descrição&#039;&#039;&#039;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
A arquitetura do Convento de Santa Clara de Amarante é definida pelo reflexo da evolução estilística que se foi desenvolvendo ao longo dos séculos. A estrutura inicial deste cenóbio contava com um traço gótico, apresentando-se na atualidade bastante transformado com a predominância de elementos maneiristas e barrocos, resultado de intervenções posteriores. A fachada sul da igreja (virada para o atual Largo de Santa Clara), era caracterizada pela sua simplicidade sendo composta pelo portal de entrada, como em todos os conventos femininos estava presente na lateral do edifício, emoldurado por duas colunas torsas e encimado por um nicho, e três janelões retangulares. No seu perímetro estava presente uma cornija.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
No seu interior, a capela-mor era antecedida por um arco cruzeiro que continha o escudo de armas de D. Tomé de Sousa, símbolo desta família que hipotecou a Quinta de Ponte de Veiga, em Unhão (Felgueiras), para a construção da zona mais sagrada da igreja. Neste mesmo local, estava presente um retábulo em talha dourada, com sacrário e tribuna. Estariam presentes as imagens de Santa Clara, Nossa Senhora da Conceição e do Menino Jesus. Também é fundamental realçar a decoração do teto  deste edifício, sendo esto abobadado com rompentes (leão figurado, no escudo, de perfil e aprumado), espigão ao centro e florões nos painéis tudo em pedra escodada e fina (RIBEIRO, 2013, 8).&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Esta dependência representa tanta importância nesta breve análise e contextualização do Convento de Santa Clara de Amarante pois é uma das únicas partes que ainda subsiste &#039;&#039;in loco&#039;&#039; até aos dias de hoje, nomeadamente os restos renascentistas da capela lateral a Norte, uma pequena memória deste espaço monástico.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
==== Extinção e desaparecimento ====&lt;br /&gt;
O Convento de Santa Clara de Amarante sofreu um incêndio ateado pelos franceses, no momento das invasões que realizavam ao país, no dia 18 de abril de 1809, sobrevivendo apenas a igreja do espaço monástico. A extinção das ordens monásticas em 1834 também contribuiu para o desaparecimento parcial deste cenóbio.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
==== Imagens e iconografia do objeto ====&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
== Convento de Nossa Senhora dos Remédios de Braga ==&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
==== Identificação ====&lt;br /&gt;
{| class=&amp;quot;wikitable&amp;quot;&lt;br /&gt;
|&#039;&#039;&#039;Designação&#039;&#039;&#039;&lt;br /&gt;
|Convento de Nossa Senhora dos Remédios, Piedade e Madre de Deus&lt;br /&gt;
|-&lt;br /&gt;
|&#039;&#039;&#039;Localização&#039;&#039;&#039;&lt;br /&gt;
|Braga&lt;br /&gt;
|-&lt;br /&gt;
|&#039;&#039;&#039;Cronologia&#039;&#039;&#039;&lt;br /&gt;
|Século XVI&lt;br /&gt;
|-&lt;br /&gt;
|&#039;&#039;&#039;Autor(es)&#039;&#039;&#039;&lt;br /&gt;
|&lt;br /&gt;
|-&lt;br /&gt;
|&#039;&#039;&#039;Classificação&#039;&#039;&#039;&lt;br /&gt;
|&lt;br /&gt;
|}&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
==== Estado da arte ====&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
==== Enquadramento ====&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
==== Descrição ====&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
==== Extinção e desaparecimento ====&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
==== Imagens e iconografia do objeto ====&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
== Convento da Madre de Deus de Monchique ==&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
==== Identificação ====&lt;br /&gt;
{| class=&amp;quot;wikitable&amp;quot;&lt;br /&gt;
|&#039;&#039;&#039;Designação&#039;&#039;&#039;&lt;br /&gt;
|template&lt;br /&gt;
|-&lt;br /&gt;
|&#039;&#039;&#039;Localização&#039;&#039;&#039;&lt;br /&gt;
|Localizaçao&lt;br /&gt;
|-&lt;br /&gt;
|&#039;&#039;&#039;Cronologia&#039;&#039;&#039;&lt;br /&gt;
|&lt;br /&gt;
|-&lt;br /&gt;
|&#039;&#039;&#039;Autor(es)&#039;&#039;&#039;&lt;br /&gt;
|&lt;br /&gt;
|-&lt;br /&gt;
|&#039;&#039;&#039;Classificação&#039;&#039;&#039;&lt;br /&gt;
|&lt;br /&gt;
|}&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
==== Estado da arte ====&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
==== Enquadramento ====&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
==== Descrição ====&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
==== Extinção e desaparecimento ====&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
==== Imagens e iconografia do objeto ====&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
==== Fontes e Bibliografia ====&lt;br /&gt;
RIBEIRO, Daniel José Soares, 2011. &#039;&#039;Mosteiro de Santa Clara de Amarante. História, Património e Musealização&#039;&#039;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
RIBEIRO, Daniel José Soares, 2013. &#039;&#039;Os Espaços Monásticos de Santa Clara de Amarante na Época Moderna&#039;&#039;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
CAPELA, José Viriato, MATOS, Henrique, BORRALHEIRO, Rogério, 2009. &#039;&#039;As freguesias do Distrito do Porto, nas Memórias Paroquiais de 1758&#039;&#039;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
ESPERANÇA, Frei Manuel da, 1666. &#039;&#039;História Seráfica dos frades menores de S. Francisco na província de Portugal.&#039;&#039;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
ROCHA, Manuel Joaquim Moreira da, e MONTERO, Juan Manuel Monterroso, coord., 2023, &#039;&#039;História da Arquitetura. Perspetivas Temáticas (II). Mosteiros e Conventos: Formas de (e para) Habitar&#039;&#039;. Porto: CITCEM. &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
==== Webgrafia ====&lt;br /&gt;
&amp;lt;nowiki&amp;gt;https://amarantetourism.com/poi/convento-de-santa-clara/&amp;lt;/nowiki&amp;gt; visitado em 16 de abril de 2025&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&amp;lt;nowiki&amp;gt;https://amarantemagazine.sapo.pt/sociedade/o-mosteiro-de-santa-clara-de-amarante/&amp;lt;/nowiki&amp;gt; visitado em 16 de abril de 2025&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&amp;lt;nowiki&amp;gt;http://www.monumentos.gov.pt/Site/APP_PagesUser/SIPA.aspx?id=4822&amp;lt;/nowiki&amp;gt; visitado em 16 de abril de 2025&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&amp;lt;nowiki&amp;gt;https://dicionario.priberam.org/cen%C3%B3bio&amp;lt;/nowiki&amp;gt; visitado em 16 de abril de 2025&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&amp;lt;nowiki&amp;gt;https://imovel.patrimoniocultural.gov.pt/detalhes.php?code=74102&amp;lt;/nowiki&amp;gt; visitado em 17 de abril de 2025&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&amp;lt;nowiki&amp;gt;https://archive.org/details/historia_serafica_dos_frades_menores-tomo5/historia_serafica_dos_frades_menores-tomo1/&amp;lt;/nowiki&amp;gt; visitado em 17 de abril de 2025&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&amp;lt;nowiki&amp;gt;https://pt.wikipedia.org/wiki/Extin%C3%A7%C3%A3o_das_ordens_religiosas#A_extin%C3%A7%C3%A3o_das_Ordens_Religiosas&amp;lt;/nowiki&amp;gt; consultado em 02 de maio de 2025&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&amp;lt;nowiki&amp;gt;https://www.infopedia.pt/dicionarios/lingua-portuguesa/rompente&amp;lt;/nowiki&amp;gt; visitado em 29 de abril de 2025&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&amp;lt;nowiki&amp;gt;https://ensina.rtp.pt/explicador/invasoes-francesas-e-ideias-liberais-em-portugal-h63/&amp;lt;/nowiki&amp;gt; visitado em 30 de abril de 2025 {{DEFAULTSORT:Os Conventos Franciscanos Femininos que o Tempo Apagou}}&lt;/div&gt;</summary>
		<author><name>Beatriznogueira</name></author>
	</entry>
	<entry>
		<id>https://wikimedia.pt/portobarroco/index.php?title=Os_Conventos_Franciscanos_que_o_Tempo_Apagou&amp;diff=489</id>
		<title>Os Conventos Franciscanos que o Tempo Apagou</title>
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		<updated>2025-05-20T15:37:33Z</updated>

		<summary type="html">&lt;p&gt;Beatriznogueira: &lt;/p&gt;
&lt;hr /&gt;
&lt;div&gt;{{DISPLAYTITLE:Os Conventos Franciscanos Femininos que o Tempo Apagou}}&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
=== &#039;&#039;&#039;INTRODUÇÃO&#039;&#039;&#039; ===&lt;br /&gt;
Este artigo narra a história e estuda a arquitetura de três conventos femininos franciscanos que nos dias de hoje estão em ruínas ou já se encontram totalmente desaparecidos. Estes cenóbios estão inseridos no norte de Portugal, sendo estes o Convento de Santa Clara de Amarante, o Convento de Nossa Senhora dos Remédios de Braga e o Convento da Madre de Deus de Monchique, no Porto.  &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
O estudo deste tema é fundamental para a compreensão da história das unidades monásticas portuguesas e torna-se um contributo para a preservação da memória das casas religiosas que não sobreviveram após a extinção das ordens monásticas em 1834, ou às Invasões Napoleónicas e à Guerra Civil. &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
== Convento de Santa Clara de Amarante ==&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
==== IDENTIFICAÇÃO ====&lt;br /&gt;
{| class=&amp;quot;wikitable&amp;quot;&lt;br /&gt;
|&#039;&#039;&#039;Designação&#039;&#039;&#039;&lt;br /&gt;
|Convento de Santa Clara de Amarante&lt;br /&gt;
|-&lt;br /&gt;
|&#039;&#039;&#039;Localização&#039;&#039;&#039;&lt;br /&gt;
|Largo de Santa Clara, Amarante&lt;br /&gt;
|-&lt;br /&gt;
|&#039;&#039;&#039;Cronologia&#039;&#039;&#039;&lt;br /&gt;
|Séc. XII (fundação), Sécs. XVI/XVII/XVIII (restauro e criação de novos espaços)&lt;br /&gt;
|-&lt;br /&gt;
|&#039;&#039;&#039;Autor(es)&#039;&#039;&#039;&lt;br /&gt;
|&lt;br /&gt;
|-&lt;br /&gt;
|&#039;&#039;&#039;Classificação&#039;&#039;&#039;&lt;br /&gt;
|Em ruínas&lt;br /&gt;
|}&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
==== ESTADO DA ARTE ====&lt;br /&gt;
A pesquisa realizada sobre o Convento de Santa Clara de Amarante foi essencialmente baseada na dissertação de mestrado em História de Daniel Ribeiro, intitulada de “Mosteiro de Santa Clara de Amarante: História, Património e Musealização” e no artigo do mesmo autor com o título de “Os Espaços Monásticos de Santa Clara de Amarante na Época Moderna”, ambos trabalhos bastante completos e fundamentais para a criação deste breve trabalho.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
A tese de mestrado foi útil para uma compreensão mais geral e total do contexto socioeconómico e histórico deste cenóbio ao longo dos séculos, desde a sua criação à sua destruição e estado atual. Já o artigo apresentou-se fundamental para a descrição detalhada dos espaços monásticos na época moderna, sendo assim possível criar uma imagem mental da dimensão do Convento de Santa Clara de Amarante. Também foi aqui mencionado o destino das variadas dependências deste local religioso.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
E, por último, ainda é importante referir os websites do SIPA, importante para o entendimento da cronologia do convento, do Amarante Tourism, embora mais generalizado importante para uma primeira abordagem do trabalho e, ainda o blog Amarante Magazine, com um artigo publicado por Daniel Ribeiro, intitulado de O Mosteiro de Santa Clara de Amarante, bastante mais completo a nível de informação que o anteriormente referido, sendo fundamental para um entendimento mais abrangente do convento.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&#039;&#039;&#039;ENQUADRAMENTO&#039;&#039;&#039;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
O convento de Santa Clara de Amarante, situado relativamente próximo do centro histórico da cidade e do Mosteiro de São Gonçalo de Amarante, teve a sua origem, segundo a tradição, ainda no século XII, onde foi fundado por Dona Mafalda, infanta de Portugal. No seu início era apenas um pequeno grupo de mantelatas [1] sendo depois convertido para a Ordem de Santa Clara. Devido às várias transformações e destruições sucessivas ao longo dos séculos, hoje passa totalmente despercebido, mesmo com a sua aparição no traçado urbano, causando o desconhecimento deste monumento aos visitantes desta cidade.&lt;br /&gt;
----[1] As mantelatas tiverem a sua origem na idade média, tendo sido a primeira santa desta ordem a Santa Juliana Falconieri, descendente de uma família importante de Florença. Ficaram reconhecidas por este nome devido ao hábito que utilizavam, um manto sobre a cabeça.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&#039;&#039;&#039;&amp;lt;br /&amp;gt;DESCRIÇÃO&#039;&#039;&#039;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
A arquitetura do Convento de Santa Clara de Amarante é definida pelo reflexo da evolução estilística que se foi desenvolvendo ao longo dos séculos. A estrutura inicial deste cenóbio contava com um traço gótico, apresentando-se na atualidade bastante transformado com a predominância de elementos maneiristas e barrocos, resultado de intervenções posteriores. A fachada sul da igreja (virada para o atual Largo de Santa Clara), era caracterizada pela sua simplicidade sendo composta pelo portal de entrada, como em todos os conventos femininos estava presente na lateral do edifício, emoldurado por duas colunas torsas e encimado por um nicho, e três janelões retangulares. No seu perímetro estava presente uma cornija.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
No seu interior, a capela-mor era antecedida por um arco cruzeiro que continha o escudo de armas de D. Tomé de Sousa, símbolo desta família que hipotecou a Quinta de Ponte de Veiga, em Unhão (Felgueiras), para a construção da zona mais sagrada da igreja. Neste mesmo local, estava presente um retábulo em talha dourada, com sacrário e tribuna. Estariam presentes as imagens de Santa Clara, Nossa Senhora da Conceição e do Menino Jesus. Também é fundamental realçar a decoração do teto  deste edifício, sendo esto abobadado com rompentes (leão figurado, no escudo, de perfil e aprumado), espigão ao centro e florões nos painéis tudo em pedra escodada e fina (RIBEIRO, 2013, 8).&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Esta dependência representa tanta importância nesta breve análise e contextualização do Convento de Santa Clara de Amarante pois é uma das únicas partes que ainda subsiste &#039;&#039;in loco&#039;&#039; até aos dias de hoje, nomeadamente os restos renascentistas da capela lateral a Norte, uma pequena memória deste espaço monástico.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
==== Extinção e desaparecimento ====&lt;br /&gt;
O Convento de Santa Clara de Amarante sofreu um incêndio ateado pelos franceses, no momento das invasões que realizavam ao país, no dia 18 de abril de 1809, sobrevivendo apenas a igreja do espaço monástico. A extinção das ordens monásticas em 1834 também contribuiu para o desaparecimento parcial deste cenóbio.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
==== IMAGENS E ICONOGRAFIA DO OBJETO ====&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
== Convento de Nossa Senhora dos Remédios de Braga ==&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
==== IDENTIFICAÇÃO ====&lt;br /&gt;
{| class=&amp;quot;wikitable&amp;quot;&lt;br /&gt;
|&#039;&#039;&#039;Designação&#039;&#039;&#039;&lt;br /&gt;
|Convento de Nossa Senhora dos Remédios, Piedade e Madre de Deus&lt;br /&gt;
|-&lt;br /&gt;
|&#039;&#039;&#039;Localização&#039;&#039;&#039;&lt;br /&gt;
|Braga&lt;br /&gt;
|-&lt;br /&gt;
|&#039;&#039;&#039;Cronologia&#039;&#039;&#039;&lt;br /&gt;
|Século XVI&lt;br /&gt;
|-&lt;br /&gt;
|&#039;&#039;&#039;Autor(es)&#039;&#039;&#039;&lt;br /&gt;
|&lt;br /&gt;
|-&lt;br /&gt;
|&#039;&#039;&#039;Classificação&#039;&#039;&#039;&lt;br /&gt;
|&lt;br /&gt;
|}&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
==== ESTADO DA ARTE ====&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
==== ENQUADRAMENTO ====&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
==== DESCRIÇÃO ====&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
==== Extinção e desaparecimento ====&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
==== IMAGENS E ICONOGRAFIA DO OBJETO ====&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
== Convento da Madre de Deus de Monchique ==&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
==== IDENTIFICAÇÃO ====&lt;br /&gt;
{| class=&amp;quot;wikitable&amp;quot;&lt;br /&gt;
|&#039;&#039;&#039;Designação&#039;&#039;&#039;&lt;br /&gt;
|template&lt;br /&gt;
|-&lt;br /&gt;
|&#039;&#039;&#039;Localização&#039;&#039;&#039;&lt;br /&gt;
|Localizaçao&lt;br /&gt;
|-&lt;br /&gt;
|&#039;&#039;&#039;Cronologia&#039;&#039;&#039;&lt;br /&gt;
|&lt;br /&gt;
|-&lt;br /&gt;
|&#039;&#039;&#039;Autor(es)&#039;&#039;&#039;&lt;br /&gt;
|&lt;br /&gt;
|-&lt;br /&gt;
|&#039;&#039;&#039;Classificação&#039;&#039;&#039;&lt;br /&gt;
|&lt;br /&gt;
|}&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
==== ESTADO DA ARTE ====&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
==== ENQUADRAMENTO ====&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
==== DESCRIÇÃO ====&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
==== Extinção e desaparecimento ====&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
==== IMAGENS E ICONOGRAFIA DO OBJETO ====&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
==== FONTES E BIBLIOGRAFIA ====&lt;br /&gt;
{{DEFAULTSORT:Os Conventos Franciscanos Femininos que o Tempo Apagou}}&lt;/div&gt;</summary>
		<author><name>Beatriznogueira</name></author>
	</entry>
	<entry>
		<id>https://wikimedia.pt/portobarroco/index.php?title=Os_Conventos_Franciscanos_que_o_Tempo_Apagou&amp;diff=488</id>
		<title>Os Conventos Franciscanos que o Tempo Apagou</title>
		<link rel="alternate" type="text/html" href="https://wikimedia.pt/portobarroco/index.php?title=Os_Conventos_Franciscanos_que_o_Tempo_Apagou&amp;diff=488"/>
		<updated>2025-05-20T15:36:54Z</updated>

		<summary type="html">&lt;p&gt;Beatriznogueira: Redação de texto para o convento de santa clara de amarante e pequenas alterações na estrutura do documento&lt;/p&gt;
&lt;hr /&gt;
&lt;div&gt;{{DISPLAYTITLE:Os Conventos Franciscanos Femininos que o Tempo Apagou}}&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
=== &#039;&#039;&#039;INTRODUÇÃO&#039;&#039;&#039; ===&lt;br /&gt;
Este artigo narra a história e estuda a arquitetura de três conventos femininos franciscanos que nos dias de hoje estão em ruínas ou já se encontram totalmente desaparecidos. Estes cenóbios estão inseridos no norte de Portugal, sendo estes o Convento de Santa Clara de Amarante, o Convento de Nossa Senhora dos Remédios de Braga e o Convento da Madre de Deus de Monchique, no Porto.  &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
O estudo deste tema é fundamental para a compreensão da história das unidades monásticas portuguesas e torna-se um contributo para a preservação da memória das casas religiosas que não sobreviveram após a extinção das ordens monásticas em 1834, ou às Invasões Napoleónicas e à Guerra Civil. &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
== Convento de Santa Clara de Amarante ==&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
==== IDENTIFICAÇÃO ====&lt;br /&gt;
{| class=&amp;quot;wikitable&amp;quot;&lt;br /&gt;
|&#039;&#039;&#039;Designação&#039;&#039;&#039;&lt;br /&gt;
|Convento de Santa Clara de Amarante&lt;br /&gt;
|-&lt;br /&gt;
|&#039;&#039;&#039;Localização&#039;&#039;&#039;&lt;br /&gt;
|Largo de Santa Clara, Amarante&lt;br /&gt;
|-&lt;br /&gt;
|&#039;&#039;&#039;Cronologia&#039;&#039;&#039;&lt;br /&gt;
|Séc. XII (fundação), Sécs. XVI/XVII/XVIII (restauro e criação de novos espaços)&lt;br /&gt;
|-&lt;br /&gt;
|&#039;&#039;&#039;Autor(es)&#039;&#039;&#039;&lt;br /&gt;
|&lt;br /&gt;
|-&lt;br /&gt;
|&#039;&#039;&#039;Classificação&#039;&#039;&#039;&lt;br /&gt;
|Em ruínas&lt;br /&gt;
|}&lt;br /&gt;
&#039;&#039;&#039;ESTADO DA ARTE&#039;&#039;&#039;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
A pesquisa realizada sobre o Convento de Santa Clara de Amarante foi essencialmente baseada na dissertação de mestrado em História de Daniel Ribeiro, intitulada de “Mosteiro de Santa Clara de Amarante: História, Património e Musealização” e no artigo do mesmo autor com o título de “Os Espaços Monásticos de Santa Clara de Amarante na Época Moderna”, ambos trabalhos bastante completos e fundamentais para a criação deste breve trabalho.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
A tese de mestrado foi útil para uma compreensão mais geral e total do contexto socioeconómico e histórico deste cenóbio ao longo dos séculos, desde a sua criação à sua destruição e estado atual. Já o artigo apresentou-se fundamental para a descrição detalhada dos espaços monásticos na época moderna, sendo assim possível criar uma imagem mental da dimensão do Convento de Santa Clara de Amarante. Também foi aqui mencionado o destino das variadas dependências deste local religioso.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
E, por último, ainda é importante referir os websites do SIPA, importante para o entendimento da cronologia do convento, do Amarante Tourism, embora mais generalizado importante para uma primeira abordagem do trabalho e, ainda o blog Amarante Magazine, com um artigo publicado por Daniel Ribeiro, intitulado de O Mosteiro de Santa Clara de Amarante, bastante mais completo a nível de informação que o anteriormente referido, sendo fundamental para um entendimento mais abrangente do convento.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&#039;&#039;&#039;ENQUADRAMENTO&#039;&#039;&#039;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
O convento de Santa Clara de Amarante, situado relativamente próximo do centro histórico da cidade e do Mosteiro de São Gonçalo de Amarante, teve a sua origem, segundo a tradição, ainda no século XII, onde foi fundado por Dona Mafalda, infanta de Portugal. No seu início era apenas um pequeno grupo de mantelatas [1] sendo depois convertido para a Ordem de Santa Clara. Devido às várias transformações e destruições sucessivas ao longo dos séculos, hoje passa totalmente despercebido, mesmo com a sua aparição no traçado urbano, causando o desconhecimento deste monumento aos visitantes desta cidade.&lt;br /&gt;
----[1] As mantelatas tiverem a sua origem na idade média, tendo sido a primeira santa desta ordem a Santa Juliana Falconieri, descendente de uma família importante de Florença. Ficaram reconhecidas por este nome devido ao hábito que utilizavam, um manto sobre a cabeça.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&#039;&#039;&#039;&amp;lt;br /&amp;gt;DESCRIÇÃO&#039;&#039;&#039;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
A arquitetura do Convento de Santa Clara de Amarante é definida pelo reflexo da evolução estilística que se foi desenvolvendo ao longo dos séculos. A estrutura inicial deste cenóbio contava com um traço gótico, apresentando-se na atualidade bastante transformado com a predominância de elementos maneiristas e barrocos, resultado de intervenções posteriores. A fachada sul da igreja (virada para o atual Largo de Santa Clara), era caracterizada pela sua simplicidade sendo composta pelo portal de entrada, como em todos os conventos femininos estava presente na lateral do edifício, emoldurado por duas colunas torsas e encimado por um nicho, e três janelões retangulares. No seu perímetro estava presente uma cornija.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
No seu interior, a capela-mor era antecedida por um arco cruzeiro que continha o escudo de armas de D. Tomé de Sousa, símbolo desta família que hipotecou a Quinta de Ponte de Veiga, em Unhão (Felgueiras), para a construção da zona mais sagrada da igreja. Neste mesmo local, estava presente um retábulo em talha dourada, com sacrário e tribuna. Estariam presentes as imagens de Santa Clara, Nossa Senhora da Conceição e do Menino Jesus. Também é fundamental realçar a decoração do teto  deste edifício, sendo esto abobadado com rompentes (leão figurado, no escudo, de perfil e aprumado), espigão ao centro e florões nos painéis tudo em pedra escodada e fina (RIBEIRO, 2013, 8).&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Esta dependência representa tanta importância nesta breve análise e contextualização do Convento de Santa Clara de Amarante pois é uma das únicas partes que ainda subsiste &#039;&#039;in loco&#039;&#039; até aos dias de hoje, nomeadamente os restos renascentistas da capela lateral a Norte, uma pequena memória deste espaço monástico.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
==== Extinção e desaparecimento ====&lt;br /&gt;
O Convento de Santa Clara de Amarante sofreu um incêndio ateado pelos franceses, no momento das invasões que realizavam ao país, no dia 18 de abril de 1809, sobrevivendo apenas a igreja do espaço monástico. A extinção das ordens monásticas em 1834 também contribuiu para o desaparecimento parcial deste cenóbio.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
==== IMAGENS E ICONOGRAFIA DO OBJETO ====&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
== Convento de Nossa Senhora dos Remédios de Braga ==&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
==== IDENTIFICAÇÃO ====&lt;br /&gt;
{| class=&amp;quot;wikitable&amp;quot;&lt;br /&gt;
|&#039;&#039;&#039;Designação&#039;&#039;&#039;&lt;br /&gt;
|Convento de Nossa Senhora dos Remédios, Piedade e Madre de Deus&lt;br /&gt;
|-&lt;br /&gt;
|&#039;&#039;&#039;Localização&#039;&#039;&#039;&lt;br /&gt;
|Braga&lt;br /&gt;
|-&lt;br /&gt;
|&#039;&#039;&#039;Cronologia&#039;&#039;&#039;&lt;br /&gt;
|Século XVI&lt;br /&gt;
|-&lt;br /&gt;
|&#039;&#039;&#039;Autor(es)&#039;&#039;&#039;&lt;br /&gt;
|&lt;br /&gt;
|-&lt;br /&gt;
|&#039;&#039;&#039;Classificação&#039;&#039;&#039;&lt;br /&gt;
|&lt;br /&gt;
|}&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
==== ESTADO DA ARTE ====&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
==== ENQUADRAMENTO ====&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
==== DESCRIÇÃO ====&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
==== Extinção e desaparecimento ====&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
==== IMAGENS E ICONOGRAFIA DO OBJETO ====&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
== Convento da Madre de Deus de Monchique ==&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
==== IDENTIFICAÇÃO ====&lt;br /&gt;
{| class=&amp;quot;wikitable&amp;quot;&lt;br /&gt;
|&#039;&#039;&#039;Designação&#039;&#039;&#039;&lt;br /&gt;
|template&lt;br /&gt;
|-&lt;br /&gt;
|&#039;&#039;&#039;Localização&#039;&#039;&#039;&lt;br /&gt;
|Localizaçao&lt;br /&gt;
|-&lt;br /&gt;
|&#039;&#039;&#039;Cronologia&#039;&#039;&#039;&lt;br /&gt;
|&lt;br /&gt;
|-&lt;br /&gt;
|&#039;&#039;&#039;Autor(es)&#039;&#039;&#039;&lt;br /&gt;
|&lt;br /&gt;
|-&lt;br /&gt;
|&#039;&#039;&#039;Classificação&#039;&#039;&#039;&lt;br /&gt;
|&lt;br /&gt;
|}&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
==== ESTADO DA ARTE ====&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
==== ENQUADRAMENTO ====&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
==== DESCRIÇÃO ====&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
==== Extinção e desaparecimento ====&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
==== IMAGENS E ICONOGRAFIA DO OBJETO ====&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
==== FONTES E BIBLIOGRAFIA ====&lt;br /&gt;
{{DEFAULTSORT:Os Conventos Franciscanos Femininos que o Tempo Apagou}}&lt;/div&gt;</summary>
		<author><name>Beatriznogueira</name></author>
	</entry>
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		<id>https://wikimedia.pt/portobarroco/index.php?title=Os_Conventos_Franciscanos_que_o_Tempo_Apagou&amp;diff=435</id>
		<title>Os Conventos Franciscanos que o Tempo Apagou</title>
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		<updated>2025-05-16T10:31:52Z</updated>

		<summary type="html">&lt;p&gt;Beatriznogueira: &lt;/p&gt;
&lt;hr /&gt;
&lt;div&gt;{{DISPLAYTITLE:Os Conventos Franciscanos Femininos que o Tempo Apagou}}&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
==== &#039;&#039;&#039;INTRODUÇÃO&#039;&#039;&#039; ====&lt;br /&gt;
Este artigo narra a história e estuda a arquitetura de três conventos femininos franciscanos que nos dias de hoje estão em ruínas ou já se encontram totalmente desaparecidos. Estes cenóbios estão inseridos no norte de Portugal, sendo estes o Convento de Santa Clara de Amarante, o Convento de Nossa Senhora dos Remédios de Braga e o Convento da Madre de Deus de Monchique, no Porto.  &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
O estudo deste tema é fundamental para a compreensão da história das unidades monásticas portuguesas e torna-se um contributo para a preservação da memória das casas religiosas que não sobreviveram após a extinção das ordens monásticas em 1834, às Invasões Napoleónicas e à Guerra Civil. &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
== Convento de Santa Clara de Amarante ==&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
==== &#039;&#039;&#039;IDENTIFICAÇÃO&#039;&#039;&#039; ====&lt;br /&gt;
{| class=&amp;quot;wikitable&amp;quot;&lt;br /&gt;
|&#039;&#039;&#039;Designação&#039;&#039;&#039;&lt;br /&gt;
|Convento de Santa Clara de Amarante&lt;br /&gt;
|-&lt;br /&gt;
|&#039;&#039;&#039;Localização&#039;&#039;&#039;&lt;br /&gt;
|Largo de Santa Clara, Amarante&lt;br /&gt;
|-&lt;br /&gt;
|&#039;&#039;&#039;Cronologia&#039;&#039;&#039;&lt;br /&gt;
|Séc. XII (fundação), Sécs. XVI/XVII/XVIII (restauro e criação de novos espaços)&lt;br /&gt;
|-&lt;br /&gt;
|&#039;&#039;&#039;Autor(es)&#039;&#039;&#039;&lt;br /&gt;
|&lt;br /&gt;
|-&lt;br /&gt;
|&#039;&#039;&#039;Classificação&#039;&#039;&#039;&lt;br /&gt;
|&lt;br /&gt;
|}&lt;br /&gt;
&#039;&#039;&#039;ESTADO DA ARTE&#039;&#039;&#039;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
A pesquisa realizada sobre o Convento de Santa Clara de Amarante foi essencialmente baseada na dissertação de mestrado em História de Daniel Ribeiro, intitulada de “Mosteiro de Santa Clara de Amarante: História, Património e Musealização” e no artigo do mesmo autor com o título de “Os Espaços Monásticos de Santa Clara de Amarante na Época Moderna”, ambos trabalhos bastante completos e fundamentais para a criação deste breve trabalho.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
A tese de mestrado foi útil para uma compreensão mais geral e total do contexto socioeconómico e histórico deste cenóbio ao longo dos séculos, desde a sua criação à sua destruição e estado atual. Já o artigo apresentou-se fundamental para a descrição detalhada dos espaços monásticos na época moderna, sendo assim possível criar uma imagem mental da dimensão do Convento de Santa Clara de Amarante. Também foi aqui mencionado o destino das variadas dependências deste local religioso.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
E, por último, ainda é importante referir os websites do SIPA, importante para o entendimento da cronologia do convento, do Amarante Tourism, embora mais generalizado importante para uma primeira abordagem do trabalho e, ainda o blog Amarante Magazine, com um artigo publicado por Daniel Ribeiro, intitulado de O Mosteiro de Santa Clara de Amarante, bastante mais completo a nível de informação que o anteriormente referido, sendo fundamental para um entendimento mais abrangente do convento.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&#039;&#039;&#039;ENQUADRAMENTO&#039;&#039;&#039;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&#039;&#039;&#039;DESCRIÇÃO&#039;&#039;&#039;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&#039;&#039;&#039;IMAGENS E ICONOGRAFIA DO OBJETO&#039;&#039;&#039;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
== Convento de Nossa Senhora dos Remédios de Braga ==&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
==== &#039;&#039;&#039;IDENTIFICAÇÃO&#039;&#039;&#039; ====&lt;br /&gt;
{| class=&amp;quot;wikitable&amp;quot;&lt;br /&gt;
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|template&lt;br /&gt;
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|-&lt;br /&gt;
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|-&lt;br /&gt;
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|&lt;br /&gt;
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&lt;br /&gt;
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&#039;&#039;&#039;ENQUADRAMENTO&#039;&#039;&#039;&lt;br /&gt;
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&lt;br /&gt;
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&lt;br /&gt;
== Convento da Madre de Deus de Monchique ==&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
==== &#039;&#039;&#039;IDENTIFICAÇÃO&#039;&#039;&#039; ====&lt;br /&gt;
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&lt;br /&gt;
&#039;&#039;&#039;ENQUADRAMENTO&#039;&#039;&#039;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
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&lt;br /&gt;
&#039;&#039;&#039;IMAGENS E ICONOGRAFIA DO OBJETO&#039;&#039;&#039;&lt;br /&gt;
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&#039;&#039;&#039;FONTES E BIBLIOGRAFIA&#039;&#039;&#039;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
{{DEFAULTSORT:Os Conventos Franciscanos Femininos que o Tempo Apagou}}&lt;/div&gt;</summary>
		<author><name>Beatriznogueira</name></author>
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		<title>Os Conventos Franciscanos que o Tempo Apagou</title>
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		<updated>2025-05-16T09:03:24Z</updated>

		<summary type="html">&lt;p&gt;Beatriznogueira: &lt;/p&gt;
&lt;hr /&gt;
&lt;div&gt;==== &#039;&#039;&#039;INTRODUÇÃO&#039;&#039;&#039; ====&lt;br /&gt;
A religião sempre foi o pilar de todas as grandes comunidades ao longo da história da humanidade, desde a sua vertente politeísta vivida na época clássica, até à cristianização da Europa. Em Portugal, as unidades monásticas, tanto femininas como masculinas, tiveram um papel fundamental no desenvolvimento e organização do território, sendo de salientar o Mosteiro de Arouca. Este mosteiro, fundado no séc. X, como um dos primeiros mosteiros dúplices, manteve esta prática até ao séc. XII.  &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Segundo o livro &#039;&#039;História da Arquitetura Perspetivas Temáticas (II). Mosteiros e Conventos: Formas de (e para) Habitar&#039;&#039; com coordenação de Manuel Joaquim Moreira da Rocha e de Juan Manuel Monterroso Montero, a comunidade do Mosteiro de Arouca passou a ser exclusivamente feminina, a partir do ano de 1154, após a observância dos princípios regrais de Bento de Núrsia. &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Este artigo conta a história de três conventos femininos franciscanos &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
==== &#039;&#039;&#039;IDENTIFICAÇÃO&#039;&#039;&#039; ====&lt;br /&gt;
{| class=&amp;quot;wikitable&amp;quot;&lt;br /&gt;
|&#039;&#039;&#039;Designação&#039;&#039;&#039;&lt;br /&gt;
|template&lt;br /&gt;
|-&lt;br /&gt;
|&#039;&#039;&#039;Localização&#039;&#039;&#039;&lt;br /&gt;
|Localizaçao&lt;br /&gt;
|-&lt;br /&gt;
|&#039;&#039;&#039;Cronologia&#039;&#039;&#039;&lt;br /&gt;
|&lt;br /&gt;
|-&lt;br /&gt;
|&#039;&#039;&#039;Autor(es)&#039;&#039;&#039;&lt;br /&gt;
|&lt;br /&gt;
|-&lt;br /&gt;
|&#039;&#039;&#039;Classificação&#039;&#039;&#039;&lt;br /&gt;
|&lt;br /&gt;
|}&lt;br /&gt;
&#039;&#039;&#039;ESTADO DA ARTE&#039;&#039;&#039;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Estado da Arte do objeto selecionado, através da análise critica das notas biográficas que revelem a importância do objeto no contexto da Arquitetura Barroca dos séculos XVII e XVIII.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&#039;&#039;&#039;ENQUADRAMENTO&#039;&#039;&#039;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Situar o Objeto no contexto físico patrimonial de proximidade&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&#039;&#039;&#039;DESCRIÇÃO&#039;&#039;&#039;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Nota sumária de apresentação fundamentada em bibliografia: monografias sobre o objeto; autores de referência; trabalhos académicos (dissertações de mestrado e teses de doutoramento a consultar nas bibliotecas da FLUP, da FAUP e da FEUP); Memórias Paroquiais do Distrito do Porto (publicadas por Viriato Capela); bibliografia local (ver repositório do Núcleo Porto, da Biblioteca da FLUP; ver biblioteca da FAUP; consultar guias Turísticos); periódicos locais (ver O TRIPEIRO, Arquivo Histórico da Câmara Municipal do Porto – indexado); bases de dados online (consultar SIPA). Paralelamente à pesquisa, deve selecionar imagens antigas, plantas e alçados do objeto.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Em dois parágrafos, caracterize o interior, os programas integrados na Arquitetura (tetos, retábulos, escultura, pintura, azulejaria, etc.).&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Sobre a retabulistica é obrigatório a consulta da base de dados em formato de papel, elaborada por Domingos de Pinho Brandão: Obra de Talha, Ensamblagem e pintura, na cidade e na diocese do Porto (Vols. 1 a 4 – 1500-1775), disponível na biblioteca da FLUP.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Que objeto destaca? Justifique o motivo de destacar este objeto / conjunto e apresente-o sumariamente.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&#039;&#039;&#039;IMAGENS E ICONOGRAFIA DO OBJETO&#039;&#039;&#039;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Mapas, plantas, alçados, fotografias recentes / antigas, estampas, etc., com legenda individual que identifique o autor ou da fonte da imagem.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&#039;&#039;&#039;FONTES E BIBLIOGRAFIA&#039;&#039;&#039;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
{{DEFAULTSORT:Os Conventos Franciscanos Femininos que o Tempo Apagou}}&lt;/div&gt;</summary>
		<author><name>Beatriznogueira</name></author>
	</entry>
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		<title>Os Conventos Franciscanos que o Tempo Apagou</title>
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		<updated>2025-05-16T09:02:14Z</updated>

		<summary type="html">&lt;p&gt;Beatriznogueira: Created page with &amp;quot;{{DISPLAYTITLE:Os Conventos Franciscanos Femininos que o Tempo Apagou}}  ==== &amp;#039;&amp;#039;&amp;#039;INTRODUÇÃO&amp;#039;&amp;#039;&amp;#039; ==== A religião sempre foi o pilar de todas as grandes comunidades ao longo da história da humanidade, desde a sua vertente politeísta vivida na época clássica, até à cristianização da Europa. Em Portugal, as unidades monásticas, tanto femininas como masculinas, tiveram um papel fundamental no desenvolvimento e organização do território, sendo de salientar o Most...&amp;quot;&lt;/p&gt;
&lt;hr /&gt;
&lt;div&gt;{{DISPLAYTITLE:Os Conventos Franciscanos Femininos que o Tempo Apagou}}&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
==== &#039;&#039;&#039;INTRODUÇÃO&#039;&#039;&#039; ====&lt;br /&gt;
A religião sempre foi o pilar de todas as grandes comunidades ao longo da história da humanidade, desde a sua vertente politeísta vivida na época clássica, até à cristianização da Europa. Em Portugal, as unidades monásticas, tanto femininas como masculinas, tiveram um papel fundamental no desenvolvimento e organização do território, sendo de salientar o Mosteiro de Arouca. Este mosteiro, fundado no séc. X, como um dos primeiros mosteiros dúplices, manteve esta prática até ao séc. XII.  &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Segundo o livro &#039;&#039;História da Arquitetura Perspetivas Temáticas (II). Mosteiros e Conventos: Formas de (e para) Habitar&#039;&#039; com coordenação de Manuel Joaquim Moreira da Rocha e de Juan Manuel Monterroso Montero, a comunidade do Mosteiro de Arouca passou a ser exclusivamente feminina, a partir do ano de 1154, após a observância dos princípios regrais de Bento de Núrsia. &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Este artigo conta a história de três conventos femininos franciscanos &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
==== &#039;&#039;&#039;IDENTIFICAÇÃO&#039;&#039;&#039; ====&lt;br /&gt;
{| class=&amp;quot;wikitable&amp;quot;&lt;br /&gt;
|&#039;&#039;&#039;Designação&#039;&#039;&#039;&lt;br /&gt;
|template&lt;br /&gt;
|-&lt;br /&gt;
|&#039;&#039;&#039;Localização&#039;&#039;&#039;&lt;br /&gt;
|Localizaçao&lt;br /&gt;
|-&lt;br /&gt;
|&#039;&#039;&#039;Cronologia&#039;&#039;&#039;&lt;br /&gt;
|&lt;br /&gt;
|-&lt;br /&gt;
|&#039;&#039;&#039;Autor(es)&#039;&#039;&#039;&lt;br /&gt;
|&lt;br /&gt;
|-&lt;br /&gt;
|&#039;&#039;&#039;Classificação&#039;&#039;&#039;&lt;br /&gt;
|&lt;br /&gt;
|}&lt;br /&gt;
&#039;&#039;&#039;ESTADO DA ARTE&#039;&#039;&#039;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Estado da Arte do objeto selecionado, através da análise critica das notas biográficas que revelem a importância do objeto no contexto da Arquitetura Barroca dos séculos XVII e XVIII.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&#039;&#039;&#039;ENQUADRAMENTO&#039;&#039;&#039;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Situar o Objeto no contexto físico patrimonial de proximidade&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&#039;&#039;&#039;DESCRIÇÃO&#039;&#039;&#039;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Nota sumária de apresentação fundamentada em bibliografia: monografias sobre o objeto; autores de referência; trabalhos académicos (dissertações de mestrado e teses de doutoramento a consultar nas bibliotecas da FLUP, da FAUP e da FEUP); Memórias Paroquiais do Distrito do Porto (publicadas por Viriato Capela); bibliografia local (ver repositório do Núcleo Porto, da Biblioteca da FLUP; ver biblioteca da FAUP; consultar guias Turísticos); periódicos locais (ver O TRIPEIRO, Arquivo Histórico da Câmara Municipal do Porto – indexado); bases de dados online (consultar SIPA). Paralelamente à pesquisa, deve selecionar imagens antigas, plantas e alçados do objeto.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Em dois parágrafos, caracterize o interior, os programas integrados na Arquitetura (tetos, retábulos, escultura, pintura, azulejaria, etc.).&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Sobre a retabulistica é obrigatório a consulta da base de dados em formato de papel, elaborada por Domingos de Pinho Brandão: Obra de Talha, Ensamblagem e pintura, na cidade e na diocese do Porto (Vols. 1 a 4 – 1500-1775), disponível na biblioteca da FLUP.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Que objeto destaca? Justifique o motivo de destacar este objeto / conjunto e apresente-o sumariamente.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&#039;&#039;&#039;IMAGENS E ICONOGRAFIA DO OBJETO&#039;&#039;&#039;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Mapas, plantas, alçados, fotografias recentes / antigas, estampas, etc., com legenda individual que identifique o autor ou da fonte da imagem.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&#039;&#039;&#039;FONTES E BIBLIOGRAFIA&#039;&#039;&#039;&lt;/div&gt;</summary>
		<author><name>Beatriznogueira</name></author>
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