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	<title>Porto Barroco - Contribuições do utilizador [pt]</title>
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	<updated>2026-06-17T13:07:26Z</updated>
	<subtitle>Contribuições do utilizador</subtitle>
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		<id>https://wikimedia.pt/portobarroco/index.php?title=Igreja_de_S%C3%A3o_Pedro_de_Miragaia&amp;diff=284</id>
		<title>Igreja de São Pedro de Miragaia</title>
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		<updated>2024-06-12T10:03:25Z</updated>

		<summary type="html">&lt;p&gt;Francisca Alfaiate Silva: &lt;/p&gt;
&lt;hr /&gt;
&lt;div&gt;1.Introdução&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Esta arquitetura religiosa datada entre o final do século XVII e o século XVIII é construída tal como o nome indica, em Miragaia na cidade do Porto. A nível de enquadramento, esta zona (Miragaia) pertencente à área metropolitana do Porto era maioritariamente piscatória de ofício, sendo o padroeiro dos pescadores São Pedro. Algo importante a referir também, é o facto de esta igreja conter os relicários de São Pantaleão que, originalmente teria sido o Santo padroeiro do Porto ao invés de São Pedro. Estas relíquias teriam sido alvo de adoração naquilo que seria a edificação prévia às obras previamente mencionada de 1740. Em 1499, o bispo D. Diogo de Sousa transladou o corpo para a Sé. De momento o único vestígio restante que ainda se encontra em São Pedro de Miragaia será um braço seu. O relicário original terá vindo de Constantinopla quando esta foi tomada pelo exército turco, sendo trazido por um grupo de Arménios cristãos que o depositaram em São Pedro de Miragaia. Este relicário terá tido uma grande influência a nível social e religioso de adoração pelo povo desta localização.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
“A Historiografia portuense praticamente ignorou São Pantaleão até que, em 2003, uma cabeça-relicário suscitou interesse e promoveu uma discussão pluridisciplinar sobre aquele que, durante quase 500 anos, foi o santo-patrono da cidade do Porto.”1&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
O edifício em si data desde os tempos da Idade Média. 2.Ponto de Acesso&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
O seu ponto de acesso encontra-se no Largo de São Pedro de Miragaia, onde nos confrontamos com a entrada principal desta igreja.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
3.Contexto&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Esta edificação remete para o ano de 1672, no qual o bispo Nicolau Monteiro a reformou e para 1740 (não sendo conhecido o arquiteto que a trabalhou), ano em que foi demolida parte dela só sobraram duas partes fulcrais da sua construção; a capela-mor e transepto. No âmbito do Barroco em Portugal, já século XVIII foi redecorado o seu interior por um revestimento de talha dourada em estilo nacional e postumamente aplicação de azulejaria que reveste o exterior e interior da igreja e da torre sineira.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
4.Descrição&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Esta edificação tem uma planta composta em cruz latina. Apenas tendo uma nave, a principal, capela-mor e um transepto subtilmente saliente. Adossada do lado esquerdo da nave está uma torre sineira. A cobertura do edifício articula os diferentes espaços entre capela-mor e nave com um telhado de duas águas e o transepto com um telhado de quatro águas. A nível da fachada principal, a entrada principal é constituída por um pórtico com um frontão triangular interrompido pelo janelão acima deste. O janelão previamente mencionado é rematado por um emblema papal: a Tiara, Cruz e as Chaves de São Pedro.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Relativamente ao património integrado deste edifício, começando pela talha dourada que reveste a totalidade da capela-mor tanto nas paredes como no teto, data maioritariamente do século XVII, mas haverá já partes do século XVIII. Importante evidenciar que o teto em abóbada falsa tem um dos trabalhos em talha mais inovadores da zona norte da época, sendo referência e influência para a posterioridade. Dois altares da nave que ladeiam já a capela-mor também se encontram revestidos por talha dourada possuem elementos joaninos, este estilo em concreto tendo grandes influências italianas. De seguida, o retábulo-mor que iria inovar uma tipologia no Porto, sendo ela este constituir uma base alta de madeira na qual a talha é aplicada. Outro pormenor “diferenciado” foi nos fustes das colunas do mesmo, trazendo de volta o fuste canelado quinhentista. O painel principal deste apresenta a temática do Pentecostes, ladeado à esquerda por um painel de São João Batista e à direita por um painel de São Paulo. Na parte traseira está representada a Anunciação. Seria importante evidenciar o retábulo oriundo da capela da Nossa Senhora do Carmo em talha dourada do Convento de Monchique. Também podemos encontrar o painel do altar de Santa Rita. Outro elemento importante de referir, este de uma cronologia anterior, é o tríptico do artista flamengo Van Orley da capela do Espírito Santo da Escola Holandesa. Relativamente à azulejaria neste contexto, são um dos elementos cruciais à cronologia referida, sendo conjuntamente com a talha dourada uma combinação única e característica do barroco português, como pode ser visto através desta citação de Robert Smith.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
“Constituem ambos uma combinação única na Europa, expressão originalíssima do génio artístico lusitano”.2&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Algo importante a referir também, é o facto de esta igreja conter os relicários de São Pantaleão que, originalmente teria sido o Santo padroeiro do Porto ao invés de São Pedro. Estas relíquias teriam sido alvo de adoração naquilo que seria a edificação prévia às obras previamente mencionada de 1740. Em 1499, o bispo D. Diogo de Sousa transladou o corpo para a Sé. De momento o único vestígio restante que ainda se encontra em São Pedro de Miragaia será um braço seu. O relicário original terá vindo de Constantinopla quando esta foi tomada pelo exército turco, sendo trazido por um grupo de Arménios cristãos que o depositaram em São Pedro de Miragaia. Este relicário terá tido uma grande influência a nível social e religioso de adoração pelo povo desta localização.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
“A Historiografia portuense praticamente ignorou São Pantaleão até que, em 2003, uma cabeça-relicário suscitou interesse e promoveu uma discussão pluridisciplinar sobre aquele que, durante quase 500 anos, foi o santo-patrono da cidade do Porto.”3&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
1 RESENDE, Nuno – «São Pantaleão «do Porto»: um paradigma de invenção de relíquias em finais da Idade Média»&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
2 BAFCG (Biblioteca de Arte da Fundação Calouste Gulbenkian). &#039;&#039;Espólio de Robert Chester Smith&#039;&#039;, cx. 25, doc. 48, “Pesquisas sobre a Talha em Portugal”&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
3 RESENDE, Nuno – «São Pantaleão «do Porto»: um paradigma de invenção de relíquias em finais da Idade Média»&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
SIPA – Igreja Paroquial de Miragaia/ Igreja de São Pedro - &amp;lt;nowiki&amp;gt;http://www.monumentos.gov.pt/Site/APP_PagesUser/SIPA.aspx?id=5470&amp;lt;/nowiki&amp;gt; (consultado pela última vez dia 23/04/2024 às 20:30)&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Porto. – Histórias da cidade: Miragaia abriga um “notável” tríptico pintado no século XVI - &amp;lt;nowiki&amp;gt;https://www.porto.pt/pt/noticia/historias-da-cidade-miragaia-abriga-um-notavel-triptico-pintado-no-seculo-xvi(consultado&amp;lt;/nowiki&amp;gt; pela última vez dia 23/04/2024 às 20:33)&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
PortoXXI.com – Igreja de S. Pedro de Miragaia - &amp;lt;nowiki&amp;gt;http://www.portoxxi.com/cultura/ver_edificio.php?id=22&amp;lt;/nowiki&amp;gt; (consultado pela última vez em 23/04/2024 às 20:34)&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Ferreira, S. (2020). A itinerância das imagens: Robert C. Smith ea exposição “A Talha em Portugal”(1963-1991). In &#039;&#039;Universitas. Las artes ante el tiempo: XXIII Congreso Nacional de historia del arte Universidad de Salamanca 17 al 20 de Mayo, 2021&#039;&#039; (pp. 116-127). Diputación Provincial de Salamanca.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Capela, J. V., Matos, H., &amp;amp; Borralheiro, R. (2009). &#039;&#039;As freguesias do distrito do Porto nas Memórias Paroquiais de 1758: memórias, história e património&#039;&#039;.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
RESENDE, Nuno – «São Pantaleão «do Porto»: um paradigma de invenção de relíquias em finais da Idade Média»&lt;/div&gt;</summary>
		<author><name>Francisca Alfaiate Silva</name></author>
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		<title>Igreja de São Pedro de Miragaia</title>
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		<summary type="html">&lt;p&gt;Francisca Alfaiate Silva: Created page with &amp;quot;1.Introdução  Esta arquitetura religiosa datada entre o final do século XVII e o século XVIII é construída tal como o nome indica, em Miragaia na cidade do Porto. A nível de enquadramento, esta zona (Miragaia) pertencente à área metropolitana do Porto era maioritariamente piscatória de ofício, sendo o padroeiro dos pescadores São Pedro. Algo importante a referir também, é o facto de esta igreja conter os relicários de São Pantaleão que, originalmente ter...&amp;quot;&lt;/p&gt;
&lt;hr /&gt;
&lt;div&gt;1.Introdução&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Esta arquitetura religiosa datada entre o final do século XVII e o século XVIII é construída tal como o nome indica, em Miragaia na cidade do Porto. A nível de enquadramento, esta zona (Miragaia) pertencente à área metropolitana do Porto era maioritariamente piscatória de ofício, sendo o padroeiro dos pescadores São Pedro. Algo importante a referir também, é o facto de esta igreja conter os relicários de São Pantaleão que, originalmente teria sido o Santo padroeiro do Porto ao invés de São Pedro. Estas relíquias teriam sido alvo de adoração naquilo que seria a edificação prévia às obras previamente mencionada de 1740. Em 1499, o bispo D. Diogo de Sousa transladou o corpo para a Sé. De momento o único vestígio restante que ainda se encontra em São Pedro de Miragaia será um braço seu. O relicário original terá vindo de Constantinopla quando esta foi tomada pelo exército turco, sendo trazido por um grupo de Arménios cristãos que o depositaram em São Pedro de Miragaia. Este relicário terá tido uma grande influência a nível social e religioso de adoração pelo povo desta localização.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
“A Historiografia portuense praticamente ignorou São Pantaleão até que, em 2003, uma cabeça-relicário suscitou interesse e promoveu uma discussão pluridisciplinar sobre aquele que, durante quase 500 anos, foi o santo-patrono da cidade do Porto.”1&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
O edifício em si data desde os tempos da Idade Média. 2.Ponto de Acesso&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
O seu ponto de acesso encontra-se no Largo de São Pedro de Miragaia, onde nos confrontamos com a entrada principal desta igreja.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
3.Contexto&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Esta edificação remete para o ano de 1672, no qual o bispo Nicolau Monteiro a reformou e para 1740 (não sendo conhecido o arquiteto que a trabalhou), ano em que foi demolida parte dela só sobraram duas partes fulcrais da sua construção; a capela-mor e transepto. No âmbito do Barroco em Portugal, já século XVIII foi redecorado o seu interior por um revestimento de talha dourada em estilo nacional e postumamente aplicação de azulejaria que reveste o exterior e interior da igreja e da torre sineira.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
4.Descrição&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Esta edificação tem uma planta composta em cruz latina. Apenas tendo uma nave, a principal, capela-mor e um transepto subtilmente saliente. Adossada do lado esquerdo da nave está uma torre sineira. A cobertura do edifício articula os diferentes espaços entre capela-mor e nave com um telhado de duas águas e o transepto com um telhado de quatro águas. A nível da fachada principal, a entrada principal é constituída por um pórtico com um frontão triangular interrompido pelo janelão acima deste. O janelão previamente mencionado é rematado por um emblema papal: a Tiara, Cruz e as Chaves de São Pedro.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Relativamente ao património integrado deste edifício, começando pela talha dourada que reveste a totalidade da capela-mor tanto nas paredes como no teto, data maioritariamente do século XVII, mas haverá já partes do século XVIII. Importante evidenciar que o teto em abóbada falsa tem um dos trabalhos em talha mais inovadores da zona norte da época, sendo referência e influência para a posterioridade. Dois altares da nave que ladeiam já a capela-mor também se encontram revestidos por talha dourada possuem elementos joaninos, este estilo em concreto tendo grandes influências italianas. De seguida, o retábulo-mor que iria inovar uma tipologia no Porto, sendo ela este constituir uma base alta de madeira na qual a talha é aplicada. Outro pormenor “diferenciado” foi nos fustes das colunas do mesmo, trazendo de volta o fuste canelado quinhentista. O painel principal deste apresenta a temática do Pentecostes, ladeado à esquerda por um painel de São João Batista e à direita por um painel de São Paulo. Na parte traseira está representada a Anunciação. Seria importante evidenciar o retábulo oriundo da capela da Nossa Senhora do Carmo em talha dourada do Convento de Monchique. Também podemos encontrar o painel do altar de Santa Rita. Outro elemento importante de referir, este de uma cronologia anterior, é o tríptico do artista flamengo Van Orley da capela do Espírito Santo da Escola Holandesa. Relativamente à azulejaria neste contexto, são um dos elementos cruciais à cronologia referida, sendo conjuntamente com a talha dourada uma combinação única e característica do barroco português, como pode ser visto através desta citação de Robert Smith.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
“Constituem ambos uma combinação única na Europa, expressão originalíssima do génio artístico lusitano”.2&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Algo importante a referir também, é o facto de esta igreja conter os relicários de São Pantaleão que, originalmente teria sido o Santo padroeiro do Porto ao invés de São Pedro. Estas relíquias teriam sido alvo de adoração naquilo que seria a edificação prévia às obras previamente mencionada de 1740. Em 1499, o bispo D. Diogo de Sousa transladou o corpo para a Sé. De momento o único vestígio restante que ainda se encontra em São Pedro de Miragaia será um braço seu. O relicário original terá vindo de Constantinopla quando esta foi tomada pelo exército turco, sendo trazido por um grupo de Arménios cristãos que o depositaram em São Pedro de Miragaia. Este relicário terá tido uma grande influência a nível social e religioso de adoração pelo povo desta localização.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
“A Historiografia portuense praticamente ignorou São Pantaleão até que, em 2003, uma cabeça-relicário suscitou interesse e promoveu uma discussão pluridisciplinar sobre aquele que, durante quase 500 anos, foi o santo-patrono da cidade do Porto.”3&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
1 RESENDE, Nuno – «São Pantaleão «do Porto»: um paradigma de invenção de relíquias em finais da Idade Média»&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
2 BAFCG (Biblioteca de Arte da Fundação Calouste Gulbenkian). &#039;&#039;Espólio de Robert Chester Smith&#039;&#039;, cx. 25, doc. 48, “Pesquisas sobre a Talha em Portugal”&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
3 RESENDE, Nuno – «São Pantaleão «do Porto»: um paradigma de invenção de relíquias em finais da Idade Média»&lt;/div&gt;</summary>
		<author><name>Francisca Alfaiate Silva</name></author>
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