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	<title>Porto Barroco - Contribuições do utilizador [pt]</title>
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	<updated>2026-06-16T03:30:23Z</updated>
	<subtitle>Contribuições do utilizador</subtitle>
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		<id>https://wikimedia.pt/portobarroco/index.php?title=Mosteiro_de_Arouca&amp;diff=311</id>
		<title>Mosteiro de Arouca</title>
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		<updated>2025-02-28T09:51:09Z</updated>

		<summary type="html">&lt;p&gt;Hiroshy: &lt;/p&gt;
&lt;hr /&gt;
&lt;div&gt;{| class=&amp;quot;wikitable&amp;quot;&lt;br /&gt;
|&#039;&#039;&#039;Designação&#039;&#039;&#039;&lt;br /&gt;
|Mosteiro  de Santa Maria de Arouca / Museu da Arte Sacra&lt;br /&gt;
|-&lt;br /&gt;
|&#039;&#039;&#039;Localização&#039;&#039;&#039; &lt;br /&gt;
|Largo Santa Mafalda, Arouca&lt;br /&gt;
|-&lt;br /&gt;
|&#039;&#039;&#039;Cronologia&#039;&#039;&#039;&lt;br /&gt;
|Séc.  XVII/XVIII&lt;br /&gt;
|-&lt;br /&gt;
|&#039;&#039;&#039;Autor&#039;&#039;&#039;&lt;br /&gt;
|Carlos  Gimac&lt;br /&gt;
|-&lt;br /&gt;
|&#039;&#039;&#039;Classificação&#039;&#039;&#039; &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
|Monumento  Nacional, Decreto 16-06-1910, DG nº 136, de 23 junho 1910&lt;br /&gt;
|-&lt;br /&gt;
|&#039;&#039;&#039;Como Chegar&#039;&#039;&#039; &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
|A 71 km da  cidade do Porto, o deslocamento pode ser feito de carro pela via A32 e N326  ou pelos transportes da UNIR na linha 1007 que parte de São João da Madeira.&lt;br /&gt;
|-&lt;br /&gt;
|&#039;&#039;&#039;Horários&#039;&#039;&#039;&lt;br /&gt;
|O museu e convento estão abertos todos os dias das 9:30 até as 17:00 (com exceções de segundas e terças de manhã, no terceiro final de semana de cada mês e feriados)&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
|}&lt;br /&gt;
{| class=&amp;quot;wikitable&amp;quot;&lt;br /&gt;
|&#039;&#039;&#039;Contexto  físico patrimonial de proximidade &#039;&#039;&#039; &lt;br /&gt;
|-&lt;br /&gt;
|Calvário de Arouca e Igreja da Santa Misericórdia de Arouca.&lt;br /&gt;
|}&lt;br /&gt;
[[File:Fachada Oeste e Alçado do Celeiro.jpg|border|thumb|Fachada Oeste e Alçado do Celeiro do Mosteiro]]&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
O mosteiro de Santa Maria em Arouca é fruto das diversas construções e reconstruções que ocorreram ao longo do tempo. Esta instituição, responsável pelo desenvolvimento desta região, tem suas origens no século X. Embora a informação acerca da fase inicial seja escassa, sabe-se que a antiga igreja ficava onde atualmente se situa o coro. No século XIII, o mosteiro ganha destaque quando passa para a propriedade da rainha D. Mafalda, neta do primeiro rei de Portugal. Através desta ação, o mosteiro adere à ordem de Cister em uma comunidade que se torna exclusivamente feminina como parte da sua renovação. O túmulo de D. Mafalda está em uma capela na igreja do mesmo. A presença da rainha no mosteiro atraiu a mais alta nobreza e muitas filhas de nobres passaram a ingressar na comunidade monástica. A presença desta classe contribuiu para a sua economia pujante e importância administrativa, se tornando o mais rico e influente mosteiro feminino português.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
== &#039;&#039;&#039;Descrição&#039;&#039;&#039; ==&lt;br /&gt;
As principais renovações no mosteiro, que ditam sua forma atual, vão desde a nobilitação dos materiais construtivos até a atualização das expressões estéticas ao Barroco. As obras se iniciam nos finais do século XVII e perduram por mais de um século, começando com o projeto de Carlos Gimac que renova a fachada ocidental (onde é hoje a entrada do Museu da Arte Sacra). O arquiteto maltês organiza-a com uma nova portaria central que se destaca pela verticalidade, além da distribuição uniforme de janelas para as clausuras individuais e divisão dos níveis por cornijas e pilastras contínuas. A fachada ocidental passa então a servir como modelo para as reconstruções posteriores das fachadas norte e sul, criando assim uma imagem palaciana homogênea no mosteiro.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
O projeto de Carlos Gimac se expande e multiplica os espaços do mosteiro, aplicando seus conhecimentos científicos e estéticos para elaboração de toda composição do espaço, agora com a nova igreja e coro, ambos inaugurados em 1718. Após esta data, é construída a ala ligando o coro ao torreão norte. Um incêndio em 1725 faz necessária a renovação da fachada sul, chamada “fachada de Mafra” pelo trabalho realizado por pedreiros vindos de Mafra, acrecenta também um novo torreão paralelo ao da fachada norte. Em 1740, as expansões seguem com a construção do celeiro e uma sumptuosa escadaria de dois lances que se estende para alem do novo torreão, delimitando assim o terreiro que abriga a casa dos padres, atual Biblioteca Municipal de Arouca, em frente à portaria. Após 30 anos, se dá a construção da ala nascente, conectando a fachada sul ao coro, nela instala-se a casa do capítulo, cozinha e refeitório, ligados ao claustro que fora finalizado apenas no século XX pelas intervenções da Direção-Geral dos Edifícios e Monumentos Nacionais.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
A riqueza da ornamentação se renova e multiplica juntamente com os espaços no séc. XVIII, tornando o edifício um verdadeiro templo Barroco, seja pelo conhecimento humanista aplicado a arquitetura com o uso racional da luz e das formas ou pela rica escultura e pintura encomendada pelas monjas do mosteiro que buscaram os melhores artistas e artificies disponíveis para nobilitar seu espaço.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
É na igreja e no coro onde essa riqueza material e intelectual se faz mais evidente. Começando pelo coro onde a luz banha o cadeiral da nave central, reluzindo a sua talha dourada feita pelos entalhadores portuenses António Gomes e Filipe da Silva em 1722, e iluminando suas pinturas nos espaldares. As esculturas de pedra de Ançã esculpidas por Jacinto Vieira cercam o espaço pela galeria do primeiro piso, na altura das tribunas por onde as monjas assistiam as cerimónias. Um grande arco gradeado separa o coro da igreja e acima dele o coro-alto que da acesso ao majestoso órgão com 1352 tubos encostado à galeria, ornamentado com ouro e uma pintura representanto  a padroeira dos músicos Santa Cecília, construído em 1739 é um dos exemplares barrocos mais bem conservados em Portugal.&lt;br /&gt;
[[File:Alçado norte do Claustro com fonte.jpg|thumb|Alçado norte do Claustro com fonte |left]]Na igreja as esculturas de Jacinto Vieira seguem no nível das tribunas e a talha dourada se espalha pela nave, da capela-mor até as oito capelas, uma delas com o tumulo de D. Mafalda. Os retábulos executados por Miguel Francisco da Silva em 1738 (com exceção dos que ladeiam a capela-mor) preenchem o espaço até a capela-mor, que conta com o imponente retábulo joanino realizado por Luís Vieira da Silva, onde a talha se expande pra as galerias laterais, servindo como moldura para as pinturas no nível da abóboda, com autoria de André Gonçalves, um dos maiores pintores do Barroco nacional. No centro do retábulo econtra-se o trono eucarístico, para onde as linhas do espaço convertem e denotam sua grandiosidade.&lt;br /&gt;
Em 1834 as ordens religiosas são extintas em Portugal e em 1886 morre a última monja em Arouca. Os patrimónios artísticos do mosteiro são preservados pela Real Irmandade Rainha Santa Mafalda que evita sua dispersão. As obras mantidas, que antes faziam parte do mosteiro, se encontram atualmente no Museu da Arte Sacra localizado em parte nos antigos dormitórios das monjas no mosteiro, abrigando a riquíssima ourivesaria, esculturas e pinturas de mestres portugueses como Diogo Teixeira e Josefa d’Óbidos, como tambem as pinturas representando a rainha Santa Mafalda de autoria do italiano Giovanni Odazzi.&amp;lt;gallery mode=&amp;quot;slideshow&amp;quot;&amp;gt;&lt;br /&gt;
File:Coro e Igreja vistos da galeria a leste no coro.jpg|alt=|Coro e Igreja vistos da galeria a leste no coro&lt;br /&gt;
File:Detalhe do Claustro.jpg|alt=|Detalhe do Claustro&lt;br /&gt;
File:Cadeiral visto do Coro-Alto.jpg|alt=|Cadeiral visto do Coro-Alto&lt;br /&gt;
File:Cadeiral, órgão e esculturas vistas do Coro-Alto.jpg|alt=|Cadeiral, órgão e esculturas vistas do Coro-Alto&lt;br /&gt;
File:Vista da Capela-Mor a partir do Coro.jpg|alt=|Vista da Capela-Mor a partir do Coro&lt;br /&gt;
File:Visão da entrada pela portaria.jpg|alt=|Visão da entrada pela portaria&lt;br /&gt;
File:Iluminação na Casa do Capítulo com Azulejo.jpg|alt=|Iluminação na Casa do Capítulo com Azulejo&lt;br /&gt;
File:Detalhe da cobertura do Coro e Igreja.jpg|alt=|Detalhe da cobertura do Coro e Igreja&lt;br /&gt;
File:Corredor dos dormitórios, atual Museu da Arte Sacra.jpg|alt=|Corredor dos dormitórios, atual Museu da Arte Sacra&lt;br /&gt;
File:Alçado com escadaria de aparato do celeiro.jpg|alt=|Alçado com escadaria de aparato do celeiro&lt;br /&gt;
&amp;lt;/gallery&amp;gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
=== &#039;&#039;&#039;Patrimônio Integrado&#039;&#039;&#039; ===&lt;br /&gt;
[[File:Escultura de Jacinto Vieira no Coro.jpg|thumb|Escultura de Jacinto Vieira no Coro]]&lt;br /&gt;
Do aparato arquitetónico aos azulejos do séc. XVIII que circundam a Casa do Capítulo, a Igreja e o Coro se destacam por abrigarem a maior parte do património integrado, dando espaço as esculturas de pedra Ançã por Jacinto Vieira na galeria e a talha dourada que se prolifera dos espaldares do cadeiral do Coro até a Capela-mor.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Ambos espaços contam com capelas dedicadas a Virgem, a Cristo e aos Santos, seis na lateral do coro e oito ao redor da igreja. Todas conjugando homogeneamente os elaborados retábulos de talha dourada, com as esculturas policromadas em madeira. Cada uma destas capelas recebe atenção especial dos artistas, com ênfase na capela mortuária de D. Mafalda com sua urna ornamentada executada em ébano, prata e bronze. Na capela-mor a talha dourada se expande além do retábulo para as galerias laterais com molduras para as oito pinturas de André Gonçalves.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
No Coro o cadeiral de madeira, com motivos escultórios, recebe a talha dourada e pinturas em seus espaldares. No Coro-Alto um imenso órgão do século XVIII conjuga a talha dourada e escultura com a pintura, adornado por motivos de chinoiserie nos painéis adjacentes.  &lt;br /&gt;
O cadeiral de madeira do Coro é indubitavelmente o objeto mais notável do convento, ele circunda as laterais da nave central, sendo constituído em dois níveis que dão espaço a 104 cadeiras, cada uma com um elemento escultórico único em suas misericórdias. No seu majestoso espaldar, ricamente ornamentado, a talha dourada serve como moldura para as pinturas, particularmente únicas pelas representações da vida de Santa Mafalda.&amp;lt;gallery mode=&amp;quot;packed-hover&amp;quot;&amp;gt;&lt;br /&gt;
File:Pintura de Nossa Sra. da Conceição no espaldar do cadeiral.jpg|Pintura de Nossa Sra. da Conceição no espaldar do cadeiral&lt;br /&gt;
File:Misericóridas e espaldar do cadeiral.jpg|Misericóridas e espaldar do cadeiral&lt;br /&gt;
File:Espaldar do cadeiral.jpg|Espaldar do cadeiral&lt;br /&gt;
File:Detalhe de capela na lateral do Coro 1.jpg|Detalhe de capela na lateral do Coro&lt;br /&gt;
File:Detalhe de capela na lateral do Coro.jpg|Detalhe de capela na lateral do Coro&lt;br /&gt;
File:Detalhe do Azulejo na Casa do Capítulo.jpg|Detalhe do Azulejo na Casa do Capítulo&lt;br /&gt;
&amp;lt;/gallery&amp;gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
== &#039;&#039;&#039;Estado da Arte&#039;&#039;&#039; ==&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
O mosteiro é mencionado com distinção pela sua arquitetura e espólio artístico em “&#039;&#039;&#039;Arouca - Notas Monográficas&#039;&#039;&#039;” de Domingos Brandão e Olímpia Loureiro publicado em 1991 pelo Centro de Estudos D. Domingos de Pinho Brandão, com informações dos dicionários geográficos, memorias paroquiais e documentos diocesanos sobre Arouca, todos datados do século XVIII.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
A arquitetura do mosteiro, sua importância sociocultural e seu percurso pela história são extensamente exploradas por Manuel Moreira da Rocha em sua dissertação de doutoramento “&#039;&#039;&#039;Das Construções e Reconstruções, A memória de um Mosteiro: Santa Maria de Arouca (Séculos XVII-XX)&#039;&#039;&#039;”, publicada em 2011 pela editora Afrontamento.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
== &#039;&#039;&#039;Fontes e Bibliografia&#039;&#039;&#039; ==&lt;br /&gt;
ALÇADA, Margarida e RUÃO, Carlos – SIPA Mosteiro de Arouca / Museu de Arte Sacra de Arouca / Igreja Paroquial de Arouca / Igreja de São Bartolomeu. Em linha, verificado em 25/04/2024 &amp;lt;nowiki&amp;gt;http://www.monumentos.gov.pt/site/app_pagesuser/sipa.aspx?id=1039&amp;lt;/nowiki&amp;gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
AROUCA: Câmara Municipal de Arouca (2009) - O órgão do Mosteiro de Arouca: conservação e restauro do património musical, &amp;lt;nowiki&amp;gt;ISBN 978-972-8978-04-4&amp;lt;/nowiki&amp;gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
BRANDÃO, Domingos de Pinho e LOUREIRO, Olímpia (1991) - Arouca: notas monográficas 1. Arouca: Centro de Estudos D. Domingos de Pinho Brandão.  (Centro de estudos D. Domingos de Pinho Brandão)&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
GOMES, Paulo Varela, Guia Mosteiro de Arouca, IPPAR, Lisboa, 2006&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
ROCHA, Manuel Joaquim Moreira da (2011) - A memória de um mosteiro, Santa Maria de Arouca: (séculos XVII-XX): das construções e das reconstruções. Porto: Afrontamento. (Biblioteca das ciências sociais). ISBN 987-972-36-1134-2&lt;/div&gt;</summary>
		<author><name>Hiroshy</name></author>
	</entry>
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		<id>https://wikimedia.pt/portobarroco/index.php?title=Igreja_Paroquial_de_Santa_Marinha&amp;diff=305</id>
		<title>Igreja Paroquial de Santa Marinha</title>
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		<updated>2025-02-28T09:13:53Z</updated>

		<summary type="html">&lt;p&gt;Hiroshy: &lt;/p&gt;
&lt;hr /&gt;
&lt;div&gt;{| class=&amp;quot;wikitable&amp;quot;&lt;br /&gt;
|&#039;&#039;&#039;Designação&#039;&#039;&#039;&lt;br /&gt;
|Igreja Paroquial de Santa Marinha&lt;br /&gt;
|-&lt;br /&gt;
|&#039;&#039;&#039;Localização&#039;&#039;&#039; &lt;br /&gt;
|Vila Nova de Gaia, União de  Freguesias de Santa Marinha e São Pedro da Afurada, Largo Joaquim Magalhães,  Rua de Santa Marinha.&lt;br /&gt;
|-&lt;br /&gt;
|&#039;&#039;&#039;Cronologia&#039;&#039;&#039;&lt;br /&gt;
|Século XVI, XVII - último quartel  do século; XVIII – 1745 a 1766; Século XIX – 1883 a 1895&lt;br /&gt;
|-&lt;br /&gt;
|&#039;&#039;&#039;Autor(es)&#039;&#039;&#039;&lt;br /&gt;
|Nicolau Nasoni (arquiteto)&lt;br /&gt;
|-&lt;br /&gt;
|&#039;&#039;&#039;Classificação&#039;&#039;&#039;&lt;br /&gt;
|Imóvel de interesse público desde 30 novembro 1993&lt;br /&gt;
|-&lt;br /&gt;
|&#039;&#039;&#039;Como Chegar&#039;&#039;&#039; &lt;br /&gt;
|Para visitar a igreja, é possível  utilizar os autocarros 906 (Madalena) e 901 (Valadares) na Avenida dos  Aliados e sair na paragem da GNR, sendo apenas necessário caminhar oito  minutos para a Igreja. Outro caminho possível seria entrar no metro da  Avenida dos Aliados, atravessar a Ponte Luís I, sair na paragem do Jardim do Morro  e descer para o Cais de Gaia, que seria uma caminhada de 12 minutos.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&amp;lt;nowiki&amp;gt;https://maps.app.goo.gl/Zmn5xA8cZ2pjjWHM7&amp;lt;/nowiki&amp;gt;&lt;br /&gt;
|-&lt;br /&gt;
|&#039;&#039;&#039;Contexto físico patrimonial de proximidade&#039;&#039;&#039;&lt;br /&gt;
|A igreja está inscrita na área das caves do vinho do  porto, no cais de gaia. Também está próxima do Museu WOW (World od Wine), da  Ponte Luís I e do Mosteiro da Serra do Pilar.&lt;br /&gt;
|}&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
== &#039;&#039;&#039;Descrição&#039;&#039;&#039; ==&lt;br /&gt;
[[File:Visão_do_frontão_da_igreja.jpg|thumb|Fachada Oeste da Igreja]]&lt;br /&gt;
A Igreja Paroquial foi construída  no século XVI, no local da antiga capela medieval, mas durante o século XVIII  e XIX foram realizadas reformas na fachada e no interior. As primeiras  reformas foram ordenadas pelo Cabido da Sé do Porto, em que a igreja era vigairaria, e que teria a responsabilidade de a conservar, confiando este trabalho no arquiteto Italiano Nicolau Nasoni. As obras estenderam-se durante 17 a 20 anos, sendo que teriam começado a 16 de novembro de 1745, com os trabalhos de carpintaria, ferragem e telhados e em 1750 iniciam-se as obras na sacristia e a construção dos 5 altares na igreja.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
A planta da igreja é composta pela: nave única; capela-mor; sacristia na fachada sul; um anexo adossado à fachada norte e uma torre sineira na lateral da fachada sul. O portal da fachada é rematado de um arco abatido saliente, encimado por um óculo de vidro policromado com um desenho da cruz. O óculo é enquadrado numa moldura com um par de volutas e, no  topo, novamente um arco saliente. No cimo do frontão triangular, no centro de  dois obeliscos, está colocada uma cruz trilobada sobre uma alta peanha de volutas.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Nos extremos da fachada estariam duas torres sineiras de planta poligonal, em que as suas bases foram construídas até ao nível da cornija da fachada. As bases das torres são um pouco recuadas da fachada, o que se pode atribuir a uma característica comum de construções ligadas à Ordem de São Bento. A raridade  da utilização da forma poligonal das torres, suscita interesse e, por  exemplo, o autor Robert Smith apresenta a possibilidade do plano das torres ter sido influenciado pela igreja de São Francisco de Ouro Preto, em Minas Gerais (Correia, 1994).&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Devido à falta de ajuda monetária do cabido, as duas torres nunca foram concluídas, sendo apenas uma torre sineira finalizada no século XIX. Em 1883 foi apresentada a proposta da construção da torre sineira pelo Juiz Joaquim Augusto da Silva Magalhães e o desenho da mesma foi efetuado por Joaquim Pereira de Mattos. O projeto da torre incluía: a sua construção segundo o alçado até à cúpula; a reforma dos velhos degraus com novas medidas; o fornecimento de uma porta nova de castanho pintada com a respectiva ferragem; a construção do telhado e o revestimento da cornija com argamassa de cimento e areia para impedir a infiltração de água.  Em 1894, o projeto de Joaquim Pereira Mattos é finalizado, porém são aprovadas duas alterações ao projeto, adicionando-se o relógio sobre a torre e a realização de quatro mostradores (Correia, 1994). &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
O interior é constituído por uma longa nave coberta de abóbadas de berço, com arcos duplos de granito que assentam em frisos e cornijas de cantaria, suportados pelas pilastras dóricas adossadas às paredes laterias. A iluminação da nave é conseguida pelo clerestório. &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Na entrada da igreja, protegido por uma grade metálica com elementos vegetalistas dourados e, ao centro, uma concha com inscrição, está o  batistério. Acima da entrada, está o coro-alto, uma estrutura já do século XIX, com balaustrada de madeira, porta de madeira adornada e pintada de branco e dourado com o acesso à torre sineira e o Órgão de tubos na lateral norte.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Ao longo das laterais da nave encontram-se quatro pequenas capelas, em que três delas são nichos contracurvados com molduras de elementos  clássicos e vegetalistas, pintadas e adornadas de talha dourada. Nas suas laterais estão presentes esculturas de santos pousadas sobre peanhas. A última capela da lateral esquerda é profunda, fechada por um pequeno portão de madeira, em que no seu interior  está um altar semelhante a um arco triunfal de volta perfeita, pintado a branco e adornado com talha dourada. No centro está Cristo Crucificado e aos seus pés Nossa Senhora das Dores. &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
A capela-mor é coberta por uma falsa abóbada de berços com paredes pintadas de branco e, nas  laterais, apresenta painéis azulejares figurativos, com cenas do Antigo Testamento. Por cima dos painéis estão vãos de iluminação gradeados com balaustradas de madeira, envolvidos por molduras pintadas de branco e dourado. Entre os vãos foram colocados  retábulos embutidos em molduras de motivos vegetalistas e talha dourada. O retábulo-mor é uma estrutura convexa, ricamente decorada com vários motivos, tais como elementos vegetalistas que cobrem as formas arquitetónicas, como as colunas salomónicas. No seu centro apresenta o retábulo, já do período neoclássico, sendo que o original desapareceu.&amp;lt;gallery mode=&amp;quot;packed-hover&amp;quot;&amp;gt;&lt;br /&gt;
File:Fachada Norte da igreja.jpg|Fachada Norte da igreja&lt;br /&gt;
File:Clerestório no interior da Igreja.jpg|Clerestório no interior da Igreja&lt;br /&gt;
File:Visão do coro-alto a partir da nave da Igreja.jpg|Visão do coro-alto a partir da nave da Igreja&lt;br /&gt;
File:Interior da Igreja a partir da capela-mor.jpg|Interior da Igreja a partir da capela-mor&lt;br /&gt;
File:Capela de Santa Luzia na Igreja de Santa Marinha.jpg|Capela de Santa Luzia na Igreja de Santa Marinha&lt;br /&gt;
File:Capela de Nossa Senhora da Purificação ou Nossa Senhora dos Socorros na Igreja de Santa Marinha.jpg|Capela de Nossa Senhora da Purificação ou Nossa Senhora dos Socorros na Igreja de Santa Marinha&lt;br /&gt;
File:Capela do Crucificado na Igreja de Santa Marinha.jpg|Capela do Crucificado na Igreja de Santa Marinha&lt;br /&gt;
File:Capela da Nossa Senhora das Dores.jpg|Capela de nossa Senhora das Dores na Igreja de Santa Marinha&lt;br /&gt;
File:Altar da Nossa Senhora da Conceição.jpg|Altar da Nossa Senhora da Conceição&lt;br /&gt;
File:Altar do Sagrado Coração de Jesus.jpg|Altar do Sagrado Coração de Jesus&lt;br /&gt;
&amp;lt;/gallery&amp;gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
=== &#039;&#039;&#039;Património integrado&#039;&#039;&#039; ===&lt;br /&gt;
A nave da igreja, é revestida de azulejo de padrão azul de fundo branco com elementos vegetalistas e arquitetónicos. Três das quatro capelas são exuberantemente decoradas com molduras de talha dourada e detalhes vegetalistas como folhas de acanto, elementos clássicos e concheados, a quarta capela se destaca pela sua profundidade. O altar é semelhante a um arco triunfal de volta perfeita, decorado com folhas de acanto e elementos classicizantes como as colunas jónicas. O teto do batistério é decorado com estuque pintado de azul e dourado e apresenta um retábulo sobre o Batismo de Cristo. O Órgão da Igreja apresenta “uma caixa de madeira decorada com pintura  dourada, os tubos são de palheta e os tubos centrais são dispostos em leque,  com a consola em janela, teclado e nove registos de cada lado” (Figueiredo, 2015).&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
A capela-mor é ricamente adornada  com painéis azulejares nas laterais norte e sul. Ambos os painéis são emoldurados por uma cercadura de folhas de acanto, pequenos &#039;&#039;putti&#039;&#039; e albarradas e, são divididos  entre a cena principal ao centro e, à esquerda e direita, a representação de dois dos quatro evangelistas. O painel na lateral Norte retrata a Coleta do  Maná, acompanhada de São Mateus e São Marcos, enquanto o painel da lateral  Sul apresenta o sacrifício de Melquisedeque, acompanhado por São João e São  Lucas. Os quatro retábulos, inscritos nas molduras negras e douradas, são do século XVII anteriores às obras de Nasoni. Os retábulos na lateral Norte representam os episódios da fuga para o Egito e o Nascimento de Cristo, já na  lateral Sul são representados a Anunciação e a Adoração dos Reis Magos.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
O retábulo-mor cobre a parede leste da igreja e submerge a capela num tom dourado, devido à aplicação da talha na estrutura que emoldura a pintura principal. A estrutura é repleta de elementos vegetalistas e clássicos e, no céu centro, a pintura de Manuel Araújo e  António José da Silva, que representa a Circuncisão de Cristo.&amp;lt;gallery mode=&amp;quot;packed-hover&amp;quot;&amp;gt;&lt;br /&gt;
File:Decoração em estuque do teto no batistério.jpg|Decoração em estuque do teto no batistério&lt;br /&gt;
File:Retábulo do interior do batistério.jpg|Retábulo do interior do batistério&lt;br /&gt;
File:Detalhe do azulejo de padrão no interior da Igreja.jpg|Detalhe do azulejo de padrão no interior da Igreja&lt;br /&gt;
File:Cristo Jacente na Capela do Crucificado.jpg|Cristo Jacente na Capela do Crucificado&lt;br /&gt;
File:Pequeno portão de madeira, para a capela de Nossa Senhora da Dores na Igreja de Santa Marinha.jpg|Pequeno portão de madeira, para a capela de Nossa Senhora da Dores na Igreja de Santa Marinha&lt;br /&gt;
File:Moldura e balaustrada de uma das janelas da capela-mor.jpg|Moldura e balaustrada de uma das janelas da capela-mor&lt;br /&gt;
File:Detalhe do painel azulejar da lateral sul da capela-mor.jpg|Detalhe do painel azulejar da lateral sul da capela-mor&lt;br /&gt;
File:Painel Azulejar sobre Coleta do Maná.jpg|Painel Azulejar sobre Coleta do Maná&lt;br /&gt;
File:Retábulo da Anunciação.jpg|Retábulo da Anunciação&lt;br /&gt;
File:Retábulo da Adoração dos Reis Magos.jpg|Retábulo da Adoração dos Reis Magos&lt;br /&gt;
File:Retábulo do Nascimento de Cristo ou Adoração dos pastores.jpg|Retábulo do Nascimento de Cristo ou Adoração dos pastores&lt;br /&gt;
File:Retábulo da Fuga para o Egito.jpg|Retábulo da Fuga para o Egito&lt;br /&gt;
&amp;lt;/gallery&amp;gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
=== Retábulo-mor ===&lt;br /&gt;
O objeto em destaque no complexo é o retábulo-mor, devido ao seu rico programa decorativo. O retábulo é uma estrutura convexa, embutida na parede leste da igreja, totalmente repleto de elementos vegetalistas e clássicos, como os frontões semicirculares e o entablamento ligado ao sacrário, salientando as folhas de acanto que adornam as colunas salomónicas e, relembram as colunas do Baldaquino de São Pedro em Roma. Outros motivos decorativos incluem anjos no topo dos frontões, já referidos, e pequenas cabeças aladas de querubins. As esculturas dos quatro santos estão dispostas em peanhas.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
A pintura central, representa a Circuncisão de Cristo, um tema muito incomum nas igrejas de Portugal. Um dos detalhes interessantes na pintura é o Arcanjo São Miguel armado, na esquerda, que com a ajuda de outro anjo, seguram uma figura circular com a inscrição “IHS” e, também, no topo da pintura está a representação de Deus como um ancião e um elemento triangular na cabeça. Esta representação de Deus, faz uma relação direta com o triângulo radiante, no topo e centro da estrutura do retábulo.  &amp;lt;gallery mode=&amp;quot;packed-hover&amp;quot;&amp;gt;&lt;br /&gt;
File:Pintura da Circuncisão de Cristo no retábulo-mor.jpg|Pintura da Circuncisão de Cristo no retábulo-mor&lt;br /&gt;
File:Detalhe das colunas salomónicas do retábulo-mor e escultura de Santa Marinha e de uma Santo não identificado.jpg|Detalhe das colunas salomónicas do retábulo-mor e escultura de Santa Marinha e de uma Santo não identificado&lt;br /&gt;
File:Esculturas de Santa Eufémia e de uma Santo não identificado.jpg|Esculturas de Santa Eufémia e de uma Santo não identificado&lt;br /&gt;
File:Detalhe do Sacrário do retábulo-mor.jpg|Detalhe do Sacrário do retábulo-mor&lt;br /&gt;
File:Detalhe do retábulo-mor da representação de Deus como um triângulo radiante.jpg|Detalhe do retábulo-mor da representação de Deus como um triângulo radiante&lt;br /&gt;
File:Detalhe do retábulo-mor.jpg|Detalhe do retábulo-mor&lt;br /&gt;
File:Detalhe de uma peanha no retábulo-mor.jpg|Detalhe de uma peanha no retábulo-mor&lt;br /&gt;
&amp;lt;/gallery&amp;gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
== Estado da Arte ==&lt;br /&gt;
A Igreja Paroquial de Santa Marinha é mencionada no  volumes um, dois e quatro de “Obra de talha dourada, ensamblagem, e pintura  na cidade e na diocese do Porto”, de Domingos de Pinho Brandão, em que se  relatam os contratos efetuados para obras como retábulos, entalhamento e  arranjo do órgão da igreja.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
O primeiro volume do trabalho de Natália Marinho Ferreira  Alves, “ A arte da talha no Porto na época barroca : artistas e clientela,  materiais e técnicas”, refere o retábulo de Senhor Jesus.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
A obra de Robert Smith sobre o trabalho de Nicolau Nasoni  (1691-1773), como o título indica, relata os trabalhos produzidos pelo  arquiteto, referindo em algumas páginas o início, os gastos, os mestres e o  plano final da Igreja&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
== Fontes e Bibliografia ==&lt;br /&gt;
ALVES, Natália Marinho Ferreira (1989). A arte da talha no Porto na época barroca : artistas e clientela, materiais e técnicas. Porto : Câmara Municipal do Porto. Arquivo Histórico. (Documentos e memórias para a história do Porto);&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
BRANDÃO, Domingos de Pinho (1984-1987). Obra de talha dourada, ensamblagem, e pintura na cidade e na diocese do Porto. Porto : [Oficinas Gráficos Reunidos].  (Diocese do Porto: subsídios para o seu estudo). Vol. 1: séculos XV a XVII (documentação) 394 – 98, 99-400;402 - 404 ; 872-73 ; vol. 2: 1700 a 1725 (documentação) 608, 652; vol.4: 1751 a 1775 (documentação) 241;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
CORREIA, António Manuel da Cruz (1994). O centenário da torre sineira da Igreja de Santa Marinha de Gaia. Vila Nova de Gaia: Comissão de Festas da Paróquia de Santa Marinha;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
FIGUEIREDO, Paula, 2015, em SIPA “Igreja Paroquial de Santa Marinha / Igreja de Santa Marinha” , de &amp;lt;nowiki&amp;gt;http://www.monumentos.gov.pt/Site/APP_PagesUser/SIPA.aspx?id=5347&amp;lt;/nowiki&amp;gt;, (consultado a 26-05-2024);&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
SMITH, Robert C.(1973) - Nicolau Nasoni: 1691-1773. [Lisboa]: Livros Horizonte, imp.  (Estudos de arte);&lt;/div&gt;</summary>
		<author><name>Hiroshy</name></author>
	</entry>
	<entry>
		<id>https://wikimedia.pt/portobarroco/index.php?title=Igreja_Paroquial_de_Santa_Marinha&amp;diff=303</id>
		<title>Igreja Paroquial de Santa Marinha</title>
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		<updated>2025-02-28T09:05:43Z</updated>

		<summary type="html">&lt;p&gt;Hiroshy: correção texto&lt;/p&gt;
&lt;hr /&gt;
&lt;div&gt;{| class=&amp;quot;wikitable&amp;quot;&lt;br /&gt;
|&#039;&#039;&#039;Designação&#039;&#039;&#039;&lt;br /&gt;
|Igreja Paroquial de Santa Marinha&lt;br /&gt;
|-&lt;br /&gt;
|&#039;&#039;&#039;Localização&#039;&#039;&#039; &lt;br /&gt;
|Vila Nova de Gaia, União de  Freguesias de Santa Marinha e São Pedro da Afurada, Largo Joaquim Magalhães,  Rua de Santa Marinha.&lt;br /&gt;
|-&lt;br /&gt;
|&#039;&#039;&#039;Cronologia&#039;&#039;&#039;&lt;br /&gt;
|Século XVI, XVII - último quartel  do século; XVIII – 1745 a 1766; Século XIX – 1883 a 1895&lt;br /&gt;
|-&lt;br /&gt;
|&#039;&#039;&#039;Autor(es)&#039;&#039;&#039;&lt;br /&gt;
|Nicolau Nasoni (arquiteto)&lt;br /&gt;
|-&lt;br /&gt;
|&#039;&#039;&#039;Classificação&#039;&#039;&#039;&lt;br /&gt;
|Imóvel de interesse público desde 30 novembro 1993&lt;br /&gt;
|-&lt;br /&gt;
|&#039;&#039;&#039;Como Chegar&#039;&#039;&#039; &lt;br /&gt;
|Para visitar a igreja, é possível  utilizar os autocarros 906 (Madalena) e 901 (Valadares) na Avenida dos  Aliados e sair na paragem da GNR, sendo apenas necessário caminhar oito  minutos para a Igreja. Outro caminho possível seria entrar no metro da  Avenida dos Aliados, atravessar a Ponte Luís I, sair na paragem do Jardim do Morro  e descer para o Cais de Gaia, que seria uma caminhada de 12 minutos.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&amp;lt;nowiki&amp;gt;https://maps.app.goo.gl/Zmn5xA8cZ2pjjWHM7&amp;lt;/nowiki&amp;gt;&lt;br /&gt;
|-&lt;br /&gt;
|&#039;&#039;&#039;Contexto físico patrimonial de proximidade&#039;&#039;&#039;&lt;br /&gt;
|A igreja está inscrita na área das caves do vinho do  porto, no cais de gaia. Também está próxima do Museu WOW (World od Wine), da  Ponte Luís I e do Mosteiro da Serra do Pilar.&lt;br /&gt;
|}&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
== &#039;&#039;&#039;Descrição&#039;&#039;&#039; ==&lt;br /&gt;
[[File:Visão_do_frontão_da_igreja.jpg|thumb]]&lt;br /&gt;
A Igreja Paroquial foi construída  no século XVI, no local da antiga capela medieval, mas durante o século XVIII  e XIX foram realizadas reformas na fachada e no interior. As primeiras  reformas foram ordenadas pelo Cabido da Sé do Porto, em que a igreja era vigairaria, e que teria a responsabilidade de a conservar, confiando este trabalho no arquiteto Italiano Nicolau Nasoni. As obras estenderam-se durante 17 a 20 anos, sendo que teriam começado a 16 de novembro de 1745, com os trabalhos de carpintaria, ferragem e telhados e em 1750 iniciam-se as obras na sacristia e a construção dos 5 altares na igreja.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
A planta da igreja é composta pela: nave única; capela-mor; sacristia na fachada sul; um anexo adossado à fachada norte e uma torre sineira na lateral da fachada sul. O portal da fachada é rematado de um arco abatido saliente, encimado por um óculo de vidro policromado com um desenho da cruz. O óculo é enquadrado numa moldura com um par de volutas e, no  topo, novamente um arco saliente. No cimo do frontão triangular, no centro de  dois obeliscos, está colocada uma cruz trilobada sobre uma alta peanha de volutas.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Nos extremos da fachada estariam duas torres sineiras de planta poligonal, em que as suas bases foram construídas até ao nível da cornija da fachada. As bases das torres são um pouco recuadas da fachada, o que se pode atribuir a uma característica comum de construções ligadas à Ordem de São Bento. A raridade  da utilização da forma poligonal das torres, suscita interesse e, por  exemplo, o autor Robert Smith apresenta a possibilidade do plano das torres ter sido influenciado pela igreja de São Francisco de Ouro Preto, em Minas Gerais (Correia, 1994).&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Devido à falta de ajuda monetária do cabido, as duas torres nunca foram concluídas, sendo apenas uma torre sineira finalizada no século XIX. Em 1883 foi apresentada a proposta da construção da torre sineira pelo Juiz Joaquim Augusto da Silva Magalhães e o desenho da mesma foi efetuado por Joaquim Pereira de Mattos. O projeto da torre incluía: a sua construção segundo o alçado até à cúpula; a reforma dos velhos degraus com novas medidas; o fornecimento de uma porta nova de castanho pintada com a respectiva ferragem; a construção do telhado e o revestimento da cornija com argamassa de cimento e areia para impedir a infiltração de água.  Em 1894, o projeto de Joaquim Pereira Mattos é finalizado, porém são aprovadas duas alterações ao projeto, adicionando-se o relógio sobre a torre e a realização de quatro mostradores (Correia, 1994). &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
O interior é constituído por uma longa nave coberta de abóbadas de berço, com arcos duplos de granito que assentam em frisos e cornijas de cantaria, suportados pelas pilastras dóricas adossadas às paredes laterias. A iluminação da nave é conseguida pelo clerestório. &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Na entrada da igreja, protegido por uma grade metálica com elementos vegetalistas dourados e, ao centro, uma concha com inscrição, está o  batistério. Acima da entrada, está o coro-alto, uma estrutura já do século XIX, com balaustrada de madeira, porta de madeira adornada e pintada de branco e dourado com o acesso à torre sineira e o Órgão de tubos na lateral norte.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Ao longo das laterais da nave encontram-se quatro pequenas capelas, em que três delas são nichos contracurvados com molduras de elementos  clássicos e vegetalistas, pintadas e adornadas de talha dourada. Nas suas laterais estão presentes esculturas de santos pousadas sobre peanhas. A última capela da lateral esquerda é profunda, fechada por um pequeno portão de madeira, em que no seu interior  está um altar semelhante a um arco triunfal de volta perfeita, pintado a branco e adornado com talha dourada. No centro está Cristo Crucificado e aos seus pés Nossa Senhora das Dores. &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
A capela-mor é coberta por uma falsa abóbada de berços com paredes pintadas de branco e, nas  laterais, apresenta painéis azulejares figurativos, com cenas do Antigo Testamento. Por cima dos painéis estão vãos de iluminação gradeados com balaustradas de madeira, envolvidos por molduras pintadas de branco e dourado. Entre os vãos foram colocados  retábulos embutidos em molduras de motivos vegetalistas e talha dourada. O retábulo-mor é uma estrutura convexa, ricamente decorada com vários motivos, tais como elementos vegetalistas que cobrem as formas arquitetónicas, como as colunas salomónicas. No seu centro apresenta o retábulo, já do período neoclássico, sendo que o original desapareceu.&amp;lt;gallery mode=&amp;quot;packed-hover&amp;quot;&amp;gt;&lt;br /&gt;
File:Fachada Norte da igreja.jpg|Fachada Norte da igreja&lt;br /&gt;
File:Clerestório no interior da Igreja.jpg|Clerestório no interior da Igreja&lt;br /&gt;
File:Visão do coro-alto a partir da nave da Igreja.jpg|Visão do coro-alto a partir da nave da Igreja&lt;br /&gt;
File:Interior da Igreja a partir da capela-mor.jpg|Interior da Igreja a partir da capela-mor&lt;br /&gt;
File:Capela de Santa Luzia na Igreja de Santa Marinha.jpg|Capela de Santa Luzia na Igreja de Santa Marinha&lt;br /&gt;
File:Capela de Nossa Senhora da Purificação ou Nossa Senhora dos Socorros na Igreja de Santa Marinha.jpg|Capela de Nossa Senhora da Purificação ou Nossa Senhora dos Socorros na Igreja de Santa Marinha&lt;br /&gt;
File:Capela do Crucificado na Igreja de Santa Marinha.jpg|Capela do Crucificado na Igreja de Santa Marinha&lt;br /&gt;
File:Capela da Nossa Senhora das Dores.jpg|Capela de nossa Senhora das Dores na Igreja de Santa Marinha&lt;br /&gt;
File:Altar da Nossa Senhora da Conceição.jpg|Altar da Nossa Senhora da Conceição&lt;br /&gt;
File:Altar do Sagrado Coração de Jesus.jpg|Altar do Sagrado Coração de Jesus&lt;br /&gt;
&amp;lt;/gallery&amp;gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
=== &#039;&#039;&#039;Património integrado&#039;&#039;&#039; ===&lt;br /&gt;
A nave da igreja, é revestida de azulejo de padrão azul de fundo branco com elementos vegetalistas e arquitetónicos. Três das quatro capelas são exuberantemente decoradas com molduras de talha dourada e detalhes vegetalistas como folhas de acanto, elementos clássicos e concheados, a quarta capela se destaca pela sua profundidade. O altar é semelhante a um arco triunfal de volta perfeita, decorado com folhas de acanto e elementos classicizantes como as colunas jónicas. O teto do batistério é decorado com estuque pintado de azul e dourado e apresenta um retábulo sobre o Batismo de Cristo. O Órgão da Igreja apresenta “uma caixa de madeira decorada com pintura  dourada, os tubos são de palheta e os tubos centrais são dispostos em leque,  com a consola em janela, teclado e nove registos de cada lado” (Figueiredo, 2015).&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
A capela-mor é ricamente adornada  com painéis azulejares nas laterais norte e sul. Ambos os painéis são emoldurados por uma cercadura de folhas de acanto, pequenos &#039;&#039;putti&#039;&#039; e albarradas e, são divididos  entre a cena principal ao centro e, à esquerda e direita, a representação de dois dos quatro evangelistas. O painel na lateral Norte retrata a Coleta do  Maná, acompanhada de São Mateus e São Marcos, enquanto o painel da lateral  Sul apresenta o sacrifício de Melquisedeque, acompanhado por São João e São  Lucas. Os quatro retábulos, inscritos nas molduras negras e douradas, são do século XVII anteriores às obras de Nasoni. Os retábulos na lateral Norte representam os episódios da fuga para o Egito e o Nascimento de Cristo, já na  lateral Sul são representados a Anunciação e a Adoração dos Reis Magos.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
O retábulo-mor cobre a parede leste da igreja e submerge a capela num tom dourado, devido à aplicação da talha na estrutura que emoldura a pintura principal. A estrutura é repleta de elementos vegetalistas e clássicos e, no céu centro, a pintura de Manuel Araújo e  António José da Silva, que representa a Circuncisão de Cristo.&amp;lt;gallery mode=&amp;quot;packed-hover&amp;quot;&amp;gt;&lt;br /&gt;
File:Decoração em estuque do teto no batistério.jpg|Decoração em estuque do teto no batistério&lt;br /&gt;
File:Retábulo do interior do batistério.jpg|Retábulo do interior do batistério&lt;br /&gt;
File:Detalhe do azulejo de padrão no interior da Igreja.jpg|Detalhe do azulejo de padrão no interior da Igreja&lt;br /&gt;
File:Cristo Jacente na Capela do Crucificado.jpg|Cristo Jacente na Capela do Crucificado&lt;br /&gt;
File:Pequeno portão de madeira, para a capela de Nossa Senhora da Dores na Igreja de Santa Marinha.jpg|Pequeno portão de madeira, para a capela de Nossa Senhora da Dores na Igreja de Santa Marinha&lt;br /&gt;
File:Moldura e balaustrada de uma das janelas da capela-mor.jpg|Moldura e balaustrada de uma das janelas da capela-mor&lt;br /&gt;
File:Detalhe do painel azulejar da lateral sul da capela-mor.jpg|Detalhe do painel azulejar da lateral sul da capela-mor&lt;br /&gt;
File:Painel Azulejar sobre Coleta do Maná.jpg|Painel Azulejar sobre Coleta do Maná&lt;br /&gt;
File:Retábulo da Anunciação.jpg|Retábulo da Anunciação&lt;br /&gt;
File:Retábulo da Adoração dos Reis Magos.jpg|Retábulo da Adoração dos Reis Magos&lt;br /&gt;
File:Retábulo do Nascimento de Cristo ou Adoração dos pastores.jpg|Retábulo do Nascimento de Cristo ou Adoração dos pastores&lt;br /&gt;
File:Retábulo da Fuga para o Egito.jpg|Retábulo da Fuga para o Egito&lt;br /&gt;
&amp;lt;/gallery&amp;gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
=== Retábulo-mor ===&lt;br /&gt;
O objeto em destaque no complexo é o retábulo-mor, devido ao seu rico programa decorativo. O retábulo é uma estrutura convexa, embutida na parede leste da igreja, totalmente repleto de elementos vegetalistas e clássicos, como os frontões semicirculares e o entablamento ligado ao sacrário, salientando as folhas de acanto que adornam as colunas salomónicas e, relembram as colunas do Baldaquino de São Pedro em Roma. Outros motivos decorativos incluem anjos no topo dos frontões, já referidos, e pequenas cabeças aladas de querubins. As esculturas dos quatro santos estão dispostas em peanhas.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
A pintura central, representa a Circuncisão de Cristo, um tema muito incomum nas igrejas de Portugal. Um dos detalhes interessantes na pintura é o Arcanjo São Miguel armado, na esquerda, que com a ajuda de outro anjo, seguram uma figura circular com a inscrição “IHS” e, também, no topo da pintura está a representação de Deus como um ancião e um elemento triangular na cabeça. Esta representação de Deus, faz uma relação direta com o triângulo radiante, no topo e centro da estrutura do retábulo.  &amp;lt;gallery mode=&amp;quot;packed-hover&amp;quot;&amp;gt;&lt;br /&gt;
File:Pintura da Circuncisão de Cristo no retábulo-mor.jpg|Pintura da Circuncisão de Cristo no retábulo-mor&lt;br /&gt;
File:Detalhe das colunas salomónicas do retábulo-mor e escultura de Santa Marinha e de uma Santo não identificado.jpg|Detalhe das colunas salomónicas do retábulo-mor e escultura de Santa Marinha e de uma Santo não identificado&lt;br /&gt;
File:Esculturas de Santa Eufémia e de uma Santo não identificado.jpg|Esculturas de Santa Eufémia e de uma Santo não identificado&lt;br /&gt;
File:Detalhe do Sacrário do retábulo-mor.jpg|Detalhe do Sacrário do retábulo-mor&lt;br /&gt;
File:Detalhe do retábulo-mor da representação de Deus como um triângulo radiante.jpg|Detalhe do retábulo-mor da representação de Deus como um triângulo radiante&lt;br /&gt;
File:Detalhe do retábulo-mor.jpg|Detalhe do retábulo-mor&lt;br /&gt;
File:Detalhe de uma peanha no retábulo-mor.jpg|Detalhe de uma peanha no retábulo-mor&lt;br /&gt;
&amp;lt;/gallery&amp;gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
== Estado da Arte ==&lt;br /&gt;
A Igreja Paroquial de Santa Marinha é mencionada no  volumes um, dois e quatro de “Obra de talha dourada, ensamblagem, e pintura  na cidade e na diocese do Porto”, de Domingos de Pinho Brandão, em que se  relatam os contratos efetuados para obras como retábulos, entalhamento e  arranjo do órgão da igreja.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
O primeiro volume do trabalho de Natália Marinho Ferreira  Alves, “ A arte da talha no Porto na época barroca : artistas e clientela,  materiais e técnicas”, refere o retábulo de Senhor Jesus.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
A obra de Robert Smith sobre o trabalho de Nicolau Nasoni  (1691-1773), como o título indica, relata os trabalhos produzidos pelo  arquiteto, referindo em algumas páginas o início, os gastos, os mestres e o  plano final da Igreja&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
== Fontes e Bibliografia ==&lt;br /&gt;
ALVES, Natália Marinho Ferreira (1989). A arte da talha no Porto na época barroca : artistas e clientela, materiais e técnicas. Porto : Câmara Municipal do Porto. Arquivo Histórico. (Documentos e memórias para a história do Porto);&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
BRANDÃO, Domingos de Pinho (1984-1987). Obra de talha dourada, ensamblagem, e pintura na cidade e na diocese do Porto. Porto : [Oficinas Gráficos Reunidos].  (Diocese do Porto: subsídios para o seu estudo). Vol. 1: séculos XV a XVII (documentação) 394 – 98, 99-400;402 - 404 ; 872-73 ; vol. 2: 1700 a 1725 (documentação) 608, 652; vol.4: 1751 a 1775 (documentação) 241;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
CORREIA, António Manuel da Cruz (1994). O centenário da torre sineira da Igreja de Santa Marinha de Gaia. Vila Nova de Gaia: Comissão de Festas da Paróquia de Santa Marinha;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
FIGUEIREDO, Paula, 2015, em SIPA “Igreja Paroquial de Santa Marinha / Igreja de Santa Marinha” , de &amp;lt;nowiki&amp;gt;http://www.monumentos.gov.pt/Site/APP_PagesUser/SIPA.aspx?id=5347&amp;lt;/nowiki&amp;gt;, (consultado a 26-05-2024);&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
SMITH, Robert C.(1973) - Nicolau Nasoni: 1691-1773. [Lisboa]: Livros Horizonte, imp.  (Estudos de arte);&lt;/div&gt;</summary>
		<author><name>Hiroshy</name></author>
	</entry>
	<entry>
		<id>https://wikimedia.pt/portobarroco/index.php?title=Mosteiro_de_Arouca&amp;diff=300</id>
		<title>Mosteiro de Arouca</title>
		<link rel="alternate" type="text/html" href="https://wikimedia.pt/portobarroco/index.php?title=Mosteiro_de_Arouca&amp;diff=300"/>
		<updated>2025-02-27T20:04:04Z</updated>

		<summary type="html">&lt;p&gt;Hiroshy: correção geral do texto para publicação&lt;/p&gt;
&lt;hr /&gt;
&lt;div&gt;{| class=&amp;quot;wikitable&amp;quot;&lt;br /&gt;
|&#039;&#039;&#039;Designação&#039;&#039;&#039;&lt;br /&gt;
|Mosteiro  de Santa Maria de Arouca / Museu da Arte Sacra&lt;br /&gt;
|-&lt;br /&gt;
|&#039;&#039;&#039;Localização&#039;&#039;&#039; &lt;br /&gt;
|Largo Santa Mafalda, Arouca&lt;br /&gt;
|-&lt;br /&gt;
|&#039;&#039;&#039;Cronologia&#039;&#039;&#039;&lt;br /&gt;
|Séc.  XVII/XVIII&lt;br /&gt;
|-&lt;br /&gt;
|&#039;&#039;&#039;Autor&#039;&#039;&#039;&lt;br /&gt;
|Carlos  Gimac&lt;br /&gt;
|-&lt;br /&gt;
|&#039;&#039;&#039;Classificação&#039;&#039;&#039; &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
|Monumento  Nacional, Decreto 16-06-1910, DG nº 136, de 23 junho 1910&lt;br /&gt;
|-&lt;br /&gt;
|&#039;&#039;&#039;Como Chegar&#039;&#039;&#039; &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
|A 71 km da  cidade do Porto, o deslocamento pode ser feito de carro pela via A32 e N326  ou pelos transportes da UNIR na linha 1007 que parte de São João da Madeira.&lt;br /&gt;
|-&lt;br /&gt;
|&#039;&#039;&#039;Horários&#039;&#039;&#039;&lt;br /&gt;
|O museu e convento estão abertos todos os dias das 9:30 até as 17:00 (com exceções de segundas e terças de manhã, no terceiro final de semana de cada mês e feriados)&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
|}&lt;br /&gt;
{| class=&amp;quot;wikitable&amp;quot;&lt;br /&gt;
|&#039;&#039;&#039;Contexto  físico patrimonial de proximidade &#039;&#039;&#039; &lt;br /&gt;
|-&lt;br /&gt;
|Calvário de Arouca e Igreja da Santa Misericórdia de Arouca.&lt;br /&gt;
|}&lt;br /&gt;
[[File:Fachada Oeste e Alçado do Celeiro.jpg|border|thumb|Fachada Oeste e Alçado do Celeiro do Mosteiro]]&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
O mosteiro de Santa Maria em Arouca é fruto das diversas construções e reconstruções que ocorreram ao longo do tempo. Esta instituição, responsável pelo desenvolvimento desta região, tem suas origens no século X. Embora a informação acerca da fase inicial seja escassa, sabe-se que a antiga igreja ficava onde atualmente se situa o coro. No século XIII, o mosteiro ganha destaque quando passa paraa propriedade da rainha D. Mafalda, neta do primeiro rei de Portugal. Através desta ação, o mosteiro adere à ordem de Cister em uma comunidade que se torna exclusivamente feminina como parte da sua renovação. O túmulo de D. Mafalda está em uma capela na igreja do mesmo. A presença da rainha no mosteiro atraiu a mais alta nobreza e muitas filhas de nobres passaram a ingressar na comunidade monástica. A presença desta classe contribuiu para a sua economia pujante e importância administrativa, se tornando o mais rico e influente mosteiro feminino português.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
== &#039;&#039;&#039;Descrição&#039;&#039;&#039; ==&lt;br /&gt;
As principais renovações no mosteiro, que ditam sua forma atual, vão desde a nobilitação dos materiais construtivos até a atualização das expressões estéticas ao Barroco. As obras se iniciam nos finais do século XVII e perduram por mais de um século, começando com o projeto de Carlos Gimac que renova a fachada ocidental (onde é hoje a entrada do Museu da Arte Sacra). O arquiteto maltês organiza-a com uma nova portaria central que se destaca pela verticalidade, além da distribuição uniforme de janelas para as clausuras individuais e divisão dos níveis por cornijas e pilastras contínuas. A fachada ocidental passa então a servir como modelo para as reconstruções posteriores das fachadas norte e sul, criando assim uma imagem palaciana homogênea no mosteiro.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
O projeto de Carlos Gimac se expande e multiplica os espaços do mosteiro, aplicando seus conhecimentos científicos e estéticos para elaboração de toda composição do espaço, agora com a nova igreja e coro, ambos inaugurados em 1718. Após esta data, é construída a ala ligando o coro ao torreão norte. Um incêndio em 1725 faz necessária a renovação da fachada sul, chamada “fachada de Mafra” pelo trabalho realizado por pedreiros vindos de Mafra, acrecenta também um novo torreão paralelo ao da fachada norte. Em 1740, as expansões seguem com a construção do celeiro e uma sumptuosa escadaria de dois lances que se estende para alem do novo torreão, delimitando assim o terreiro que abriga a casa dos padres, atual Biblioteca Municipal de Arouca, em frente à portaria. Após 30 anos, se dá a construção da ala nascente, conectando a fachada sul ao coro, nela instala-se a casa do capítulo, cozinha e refeitório, ligados ao claustro que fora finalizado apenas no século XX pelas intervenções da Direção-Geral dos Edifícios e Monumentos Nacionais.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
A riqueza da ornamentação se renova e multiplica juntamente com os espaços no séc. XVIII, tornando o edifício um verdadeiro templo Barroco, seja pelo conhecimento humanista aplicado a arquitetura com o uso racional da luz e das formas ou pela rica escultura e pintura encomendada pelas monjas do mosteiro que buscaram os melhores artistas e artificies disponíveis para nobilitar seu espaço.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
É na igreja e no coro onde essa riqueza material e intelectual se faz mais evidente. Começando pelo coro onde a luz banha o cadeiral da nave central, reluzindo a sua talha dourada feita pelos entalhadores portuenses António Gomes e Filipe da Silva em 1722, e iluminando suas pinturas nos espaldares. As esculturas de pedra de Ançã esculpidas por Jacinto Vieira cercam o espaço pela galeria do primeiro piso, na altura das tribunas por onde as monjas assistiam as cerimónias. Um grande arco gradeado separa o coro da igreja e acima dele o coro-alto que da acesso ao majestoso órgão com 1352 tubos encostado à galeria, ornamentado com ouro e uma pintura representanto  a padroeira dos músicos Santa Cecília, construído em 1739 é um dos exemplares barrocos mais bem conservados em Portugal.&lt;br /&gt;
[[File:Alçado norte do Claustro com fonte.jpg|thumb|Alçado norte do Claustro com fonte |left]]Na igreja as esculturas de Jacinto Vieira seguem no nível das tribunas e a talha dourada se espalha pela nave, da capela-mor até as oito capelas, uma delas com o tumulo de D. Mafalda. Os retábulos executados por Miguel Francisco da Silva em 1738 (com exceção dos que ladeiam a capela-mor) preenchem o espaço até a capela-mor, que conta com o imponente retábulo joanino realizado por Luís Vieira da Silva, onde a talha se expande pra as galerias laterais, servindo como moldura para as pinturas no nível da abóboda, com autoria de André Gonçalves, um dos maiores pintores do Barroco nacional. No centro do retábulo econtra-se o trono eucarístico, para onde as linhas do espaço convertem e denotam sua grandiosidade.&lt;br /&gt;
Em 1834 as ordens religiosas são extintas em Portugal e em 1886 morre a última monja em Arouca. Os patrimónios artísticos do mosteiro são preservados pela Real Irmandade Rainha Santa Mafalda que evita sua dispersão. As obras mantidas, que antes faziam parte do mosteiro, se encontram atualmente no Museu da Arte Sacra localizado em parte nos antigos dormitórios das monjas no mosteiro, abrigando a riquíssima ourivesaria, esculturas e pinturas de mestres portugueses como Diogo Teixeira e Josefa d’Óbidos, como tambem as pinturas representando a rainha Santa Mafalda de autoria do italiano Giovanni Odazzi.&amp;lt;gallery mode=&amp;quot;slideshow&amp;quot;&amp;gt;&lt;br /&gt;
File:Coro e Igreja vistos da galeria a leste no coro.jpg|alt=|Coro e Igreja vistos da galeria a leste no coro&lt;br /&gt;
File:Detalhe do Claustro.jpg|alt=|Detalhe do Claustro&lt;br /&gt;
File:Cadeiral visto do Coro-Alto.jpg|alt=|Cadeiral visto do Coro-Alto&lt;br /&gt;
File:Cadeiral, órgão e esculturas vistas do Coro-Alto.jpg|alt=|Cadeiral, órgão e esculturas vistas do Coro-Alto&lt;br /&gt;
File:Vista da Capela-Mor a partir do Coro.jpg|alt=|Vista da Capela-Mor a partir do Coro&lt;br /&gt;
File:Visão da entrada pela portaria.jpg|alt=|Visão da entrada pela portaria&lt;br /&gt;
File:Iluminação na Casa do Capítulo com Azulejo.jpg|alt=|Iluminação na Casa do Capítulo com Azulejo&lt;br /&gt;
File:Detalhe da cobertura do Coro e Igreja.jpg|alt=|Detalhe da cobertura do Coro e Igreja&lt;br /&gt;
File:Corredor dos dormitórios, atual Museu da Arte Sacra.jpg|alt=|Corredor dos dormitórios, atual Museu da Arte Sacra&lt;br /&gt;
File:Alçado com escadaria de aparato do celeiro.jpg|alt=|Alçado com escadaria de aparato do celeiro&lt;br /&gt;
&amp;lt;/gallery&amp;gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
=== &#039;&#039;&#039;Patrimonio Integrado&#039;&#039;&#039; ===&lt;br /&gt;
[[File:Escultura de Jacinto Vieira no Coro.jpg|thumb|Escultura de Jacinto Vieira no Coro]]&lt;br /&gt;
Do aparato arquitetónico aos azulejos do séc. XVIII que circundam a Casa do Capítulo, a Igreja e o Coro se destacam por abrigarem a maior parte do património integrado, dando espaço as esculturas de pedra Ançã por Jacinto Vieira na galeria e a talha dourada que se prolifera dos espaldares do cadeiral do Coro até a Capela-mor.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Ambos espaços contam com capelas dedicadas a Virgem, a Cristo e aos Santos, seis na lateral do coro e oito ao redor da igreja. Todas conjugando homogeneamente os elaborados retábulos de talha dourada, com as esculturas policromadas em madeira. Cada uma destas capelas recebe atenção especial dos artistas, com ênfase na capela mortuária de D. Mafalda com sua urna ornamentada executada em ébano, prata e bronze. Na capela-mor a talha dourada se expande além do retábulo para as galerias laterais com molduras para as oito pinturas de André Gonçalves.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
No Coro o cadeiral de madeira, com motivos escultórios, recebe a talha dourada e pinturas em seus espaldares. No Coro-Alto um imenso órgão do século XVIII conjuga a talha dourada e escultura com a pintura, adornado por motivos de chinoiserie nos painéis adjacentes.  &lt;br /&gt;
O cadeiral de madeira do Coro é indubitavelmente o objeto mais notável do convento, ele circunda as laterais da nave central, sendo constituído em dois níveis que dão espaço a 104 cadeiras, cada uma com um elemento escultórico único em suas misericórdias. No seu majestoso espaldar, ricamente ornamentado, a talha dourada serve como moldura para as pinturas, particularmente únicas pelas representações da vida de Santa Mafalda.&amp;lt;gallery mode=&amp;quot;packed-hover&amp;quot;&amp;gt;&lt;br /&gt;
File:Pintura de Nossa Sra. da Conceição no espaldar do cadeiral.jpg|Pintura de Nossa Sra. da Conceição no espaldar do cadeiral&lt;br /&gt;
File:Misericóridas e espaldar do cadeiral.jpg|Misericóridas e espaldar do cadeiral&lt;br /&gt;
File:Espaldar do cadeiral.jpg|Espaldar do cadeiral&lt;br /&gt;
File:Detalhe de capela na lateral do Coro 1.jpg|Detalhe de capela na lateral do Coro&lt;br /&gt;
File:Detalhe de capela na lateral do Coro.jpg|Detalhe de capela na lateral do Coro&lt;br /&gt;
File:Detalhe do Azulejo na Casa do Capítulo.jpg|Detalhe do Azulejo na Casa do Capítulo&lt;br /&gt;
&amp;lt;/gallery&amp;gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
== &#039;&#039;&#039;Estado da Arte&#039;&#039;&#039; ==&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
O mosteiro é mencionado com distinção pela sua arquitetura e espólio artístico em “&#039;&#039;&#039;Arouca - Notas Monográficas&#039;&#039;&#039;” de Domingos Brandão e Olímpia Loureiro publicado em 1991 pelo Centro de Estudos D. Domingos de Pinho Brandão, com informações dos dicionários geográficos, memorias paroquiais e documentos diocesanos sobre Arouca, todos datados do século XVIII.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
A arquitetura do mosteiro, sua importância sociocultural e seu percurso pela história são extensamente exploradas por Manuel Moreira da Rocha em sua dissertação de doutoramento “&#039;&#039;&#039;Das Construções e Reconstruções, A memória de um Mosteiro: Santa Maria de Arouca (Séculos XVII-XX)&#039;&#039;&#039;”, publicada em 2011 pela editora Afrontamento.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
== &#039;&#039;&#039;Fontes e Bibliografia&#039;&#039;&#039; ==&lt;br /&gt;
ALÇADA, Margarida e RUÃO, Carlos – SIPA Mosteiro de Arouca / Museu de Arte Sacra de Arouca / Igreja Paroquial de Arouca / Igreja de São Bartolomeu. Em linha, verificado em 25/04/2024 &amp;lt;nowiki&amp;gt;http://www.monumentos.gov.pt/site/app_pagesuser/sipa.aspx?id=1039&amp;lt;/nowiki&amp;gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
AROUCA: Câmara Municipal de Arouca (2009) - O órgão do Mosteiro de Arouca: conservação e restauro do património musical, &amp;lt;nowiki&amp;gt;ISBN 978-972-8978-04-4&amp;lt;/nowiki&amp;gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
BRANDÃO, Domingos de Pinho e LOUREIRO, Olímpia (1991) - Arouca: notas monográficas 1. Arouca: Centro de Estudos D. Domingos de Pinho Brandão.  (Centro de estudos D. Domingos de Pinho Brandão)&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
GOMES, Paulo Varela, Guia Mosteiro de Arouca, IPPAR, Lisboa, 2006&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
ROCHA, Manuel Joaquim Moreira da (2011) - A memória de um mosteiro, Santa Maria de Arouca: (séculos XVII-XX): das construções e das reconstruções. Porto: Afrontamento. (Biblioteca das ciências sociais). ISBN 987-972-36-1134-2&lt;/div&gt;</summary>
		<author><name>Hiroshy</name></author>
	</entry>
	<entry>
		<id>https://wikimedia.pt/portobarroco/index.php?title=Mosteiro_de_Arouca&amp;diff=163</id>
		<title>Mosteiro de Arouca</title>
		<link rel="alternate" type="text/html" href="https://wikimedia.pt/portobarroco/index.php?title=Mosteiro_de_Arouca&amp;diff=163"/>
		<updated>2024-05-26T18:58:52Z</updated>

		<summary type="html">&lt;p&gt;Hiroshy: &lt;/p&gt;
&lt;hr /&gt;
&lt;div&gt;{| class=&amp;quot;wikitable&amp;quot;&lt;br /&gt;
|&#039;&#039;&#039;Designação&#039;&#039;&#039;&lt;br /&gt;
|Mosteiro  de Santa Maria de Arouca / Museu da Arte Sacra&lt;br /&gt;
|-&lt;br /&gt;
|&#039;&#039;&#039;Localização&#039;&#039;&#039; &lt;br /&gt;
|Largo  Santa Mafalda, Arouca&lt;br /&gt;
|-&lt;br /&gt;
|&#039;&#039;&#039;Cronologia&#039;&#039;&#039;&lt;br /&gt;
|Séc.  XVII/XVIII&lt;br /&gt;
|-&lt;br /&gt;
|&#039;&#039;&#039;Autor&#039;&#039;&#039;&lt;br /&gt;
|Carlos  Gimac&lt;br /&gt;
|-&lt;br /&gt;
|&#039;&#039;&#039;Classificação&#039;&#039;&#039; &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
|Monumento  Nacional, Decreto 16-06-1910, DG nº 136, de 23 junho 1910&lt;br /&gt;
|-&lt;br /&gt;
|&#039;&#039;&#039;Como Chegar&#039;&#039;&#039; &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
|A 71 km da  cidade do Porto, o deslocamento pode ser feito de carro pela via A32 e N326  ou pelos transportes da UNIR na linha 1007 que parte de São João da Madeira.&lt;br /&gt;
|-&lt;br /&gt;
|&#039;&#039;&#039;Horários&#039;&#039;&#039;&lt;br /&gt;
|O museu e convento estão abertos todos  os dias das 9:30 até as 17:00 (com exceções de segundas e terças de manhã,  terceiro final de semana de cada mês e feriados)&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
|}&lt;br /&gt;
{| class=&amp;quot;wikitable&amp;quot;&lt;br /&gt;
|&#039;&#039;&#039;Contexto  físico patrimonial de proximidade &#039;&#039;&#039; &lt;br /&gt;
|-&lt;br /&gt;
|Calvário de  Arouca e Igreja da Santa Misericórdia de Arouca.&lt;br /&gt;
|}&lt;br /&gt;
[[File:Fachada Oeste e Alçado do Celeiro.jpg|border|thumb|Fachada Oeste e Alçado do Celeiro do Mosteiro]]&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
O atual mosteiro de Santa Maria em Arouca é fruto das diversas construções e reconstruções que ocorreram ao longo do tempo e responsável pelo desenvolvimento desta região, tem suas origens no século X, de qual pouco se sabe (sabemos, por exemplo, que a antiga igreja ficava onde atualmente se da o coro), mas é no séc. XIII que o mosteiro ganha destaque quando passa a propriedade da rainha D. Mafalda, neta do primeiro rei de Portugal, aderindo a ordem de Cister em uma comunidade que se torna exclusivamente feminina como parte da renovação do mosteiro, seu tumulo estando atualmente em um capela na igreja do mesmo. A presença da rainha no mosteiro atraiu a mais alta nobreza e muitas filhas de nobres passaram a ingressar a comunidade monástica, contribuindo para a sua economia pujante e importância administrativa, se tornando o mais rico e influente mosteiro feminino português.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
== &#039;&#039;&#039;Descrição&#039;&#039;&#039; ==&lt;br /&gt;
As principais renovações no mosteiro, que ditam sua forma atual vão desde a nobilitação dos materiais construtivos até a atualização das expressões estéticas ao Barroco, se iniciam nos finais do século XVII e perduram por mais de um século, começando com o projeto do arquiteto maltês Carlos Gimac que renova a fachada ocidental (onde é hoje a entrada do Museu da Arte Sacra) organizando-a com uma nova portaria central destacada pela verticalidade, distribuição uniforme de janelas para as clausuras individuais e divisão dos níveis por cornijas e pilastras contínuas, a fachada ocidental passa então a servir como modelo para as reconstruções posteriores das fachadas norte e sul, criando assim uma imagem palaciana homogénea para o mosteiro.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
O projeto de Carlos Gimac passa então a multiplicar os espaços do mosteiro, aplicando seus conhecimentos científicos e estéticos para elaboração de toda composição do espaço com a nova igreja e coro, inaugurados em 1718, após esta data é construída a ala ligando o coro ao torreão norte, um incendio em 1725 faz necessária a renovação da fachada sul (chamada “fachada de Mafra” pelo trabalho dos pedreiros vindos de Mafra) aplicando o uso da pedra e erguendo um novo torreão paralelo ao da fachada norte, em 1740 as expansões seguem com a construção do celeiro e uma sumptuosa escadaria de dois lances que se estende para alem do novo torreão e delimita o terreiro, que abriga a casa do padres (atual Biblioteca Municipal de Arouca) em frente a portaria; após 30 anos se da a construção da ala nascente conectando a fachada sul ao coro e dando espaço a casa do capitulo, cozinha e refeitório ligados ao claustro que fora finalizado apenas no século XX com intervenções da Direção-Geral dos Edifícios e Monumentos Nacionais.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
A riqueza da ornamentação se renova e multiplica juntamente com os espaços no séc. XVIII, tornando o edifício um verdadeiro templo Barroco, seja pelo conhecimento humanista aplicado a arquitetura com o uso racional da luz e das forma ou pela rica escultura e pintura encomendada pelas monjas do mosteiro que buscaram os melhores artistas e artificies disponíveis para nobilitar sue espaço.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
É na igreja e no coro onde essa riqueza material e intelectual se faz mais presente, começando pelo coro onde a luz banha o cadeiral da nave central, reluzindo a sua talha dourada feita pelos entalhadores portuenses António Gomes e Filipe da Silva em 1722, e iluminando suas pinturas nos espaldares, as esculturas de pedra de Ançã esculpidas por Jacinto Vieira cercam o espaço pela galeria do primeiro piso, na altura das tribunas por onde as monjas assistiam as cerimónias, um grande arco gradeado separa o coro da igreja e acima dele o coro-alto que da acesso ao majestoso órgão de 1352 tubos encostado a galeria, ornamentado com ouro e uma pintura que representa a padroeira dos músicos Santa Cecília, construído em 1739 é um dos mais bem conservados em Portugal.&lt;br /&gt;
[[File:Alçado norte do Claustro com fonte.jpg|thumb|Alçado norte do Claustro com fonte |left]]&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Na igreja as esculturas de Jacinto Vieira seguem no nível das tribunas e a talha dourada se espalha pela nave, da capela-mor até as oito capelas, uma delas com o tumulo de D. Mafalda, com retábulos executados por Miguel Francisco da Silva em 1738 (com exceção dos que ladeiam a capela-mor) até a capela-mor com seu imponente retábulo joanino realizado por Luís Vieira da Silva onde a talha se expande pra as galerias laterais servindo como moldura para as pinturas no nível da abóboda com autoria de André Gonçalves, um dos maiores pintores do Barroco nacional, no centro do retábulo o trono eucarístico onde as linhas convertem e denotam sua grandiosidade.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Em 1834 as ordens religiosas são extintas em Portugal e em 1886 morre a última monja em Arouca, porem os patrimónios artísticos do mosteiro são preservados pela Real Irmandade Rainha Santa Mafalda que evita sua dispersão, as obras que antes faziam parte do mosteiro se encontram atualmente no Museu da Arte Sacra localizado em parte nos antigos dormitórios e abriga a riquíssima ourivesaria, esculturas e pinturas de mestres portugueses como Diogo Teixeira e Josefa d’Óbidos, como tambem as pinturas da rainha Santa Mafalda de autoria do italiano Giovanni Odazzi.&amp;lt;gallery mode=&amp;quot;slideshow&amp;quot;&amp;gt;&lt;br /&gt;
File:Coro e Igreja vistos da galeria a leste no coro.jpg|alt=|Coro e Igreja vistos da galeria a leste no coro&lt;br /&gt;
File:Detalhe do Claustro.jpg|alt=|Detalhe do Claustro&lt;br /&gt;
File:Cadeiral visto do Coro-Alto.jpg|alt=|Cadeiral visto do Coro-Alto&lt;br /&gt;
File:Cadeiral, órgão e esculturas vistas do Coro-Alto.jpg|alt=|Cadeiral, órgão e esculturas vistas do Coro-Alto&lt;br /&gt;
File:Vista da Capela-Mor a partir do Coro.jpg|alt=|Vista da Capela-Mor a partir do Coro&lt;br /&gt;
File:Visão da entrada pela portaria.jpg|alt=|Visão da entrada pela portaria&lt;br /&gt;
File:Iluminação na Casa do Capítulo com Azulejo.jpg|alt=|Iluminação na Casa do Capítulo com Azulejo&lt;br /&gt;
File:Detalhe da cobertura do Coro e Igreja.jpg|alt=|Detalhe da cobertura do Coro e Igreja&lt;br /&gt;
File:Corredor dos dormitórios, atual Museu da Arte Sacra.jpg|alt=|Corredor dos dormitórios, atual Museu da Arte Sacra&lt;br /&gt;
File:Alçado com escadaria de aparato do celeiro.jpg|alt=|Alçado com escadaria de aparato do celeiro&lt;br /&gt;
&amp;lt;/gallery&amp;gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
=== &#039;&#039;&#039;Patrimonio Integrado&#039;&#039;&#039; ===&lt;br /&gt;
[[File:Escultura de Jacinto Vieira no Coro.jpg|thumb|Escultura de Jacinto Vieira no Coro]]&lt;br /&gt;
Do aparato arquitetónico até os azulejos do séc. XVIII que circundam a Casa do Capítulo, é a Igreja e o Coro que recebem a maior parte do património integrado, dando espaço as esculturas de pedra Ançã por Jacinto Vieira na galeria e a talha dourada que se prolifera dos espaldares do cadeiral do Coro até a Capela-mor.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Ambos espaços contam com capelas dedicadas a Virgem, a Cristo e aos Santos, seis na lateral do coro e oito ao redor da igreja, conjugando os elaborados retábulos de talha dourada com as esculturas policromadas em madeira, cada uma dessas capelas recebe uma atenção especial dos artistas, com ênfase na capela mortuária de D. Mafalda com sua urna ornamentada executada em ébano, prata e bronze. Na capela-mor a talha dourada se expande além do retábulo para as galerias laterais com molduras para as oito pinturas de André Gonçalves.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
No Coro o cadeiral de madeira com motivos escultórios recebe talha dourada e pinturas em seus espaldares, no Coro-Alto um imenso órgão do século XVIII com 1325 tubos que conjuga a talha dourada e escultura com a pintura representando Santa Cecília e motivos de chinoiserie nos painéis adjacentes.  &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
O cadeiral de madeira do Coro é indubitavelmente o objeto mais particular do convento, ele cerca as laterais da nave central do Coro e é constituído em dois níveis que dão espaço a 104 cadeiras, cada uma com um elemento escultórico único em sua misericórdia, em seu majestoso espaldar ricamente ornamentado a talha dourada serve como moldura para as pinturas, particularmente únicas as representações da vida de Santa Mafalda.&amp;lt;gallery mode=&amp;quot;packed-hover&amp;quot;&amp;gt;&lt;br /&gt;
File:Pintura de Nossa Sra. da Conceição no espaldar do cadeiral.jpg|Pintura de Nossa Sra. da Conceição no espaldar do cadeiral&lt;br /&gt;
File:Misericóridas e espaldar do cadeiral.jpg|Misericóridas e espaldar do cadeiral&lt;br /&gt;
File:Espaldar do cadeiral.jpg|Espaldar do cadeiral&lt;br /&gt;
File:Detalhe de capela na lateral do Coro 1.jpg|Detalhe de capela na lateral do Coro&lt;br /&gt;
File:Detalhe de capela na lateral do Coro.jpg|Detalhe de capela na lateral do Coro&lt;br /&gt;
File:Detalhe do Azulejo na Casa do Capítulo.jpg|Detalhe do Azulejo na Casa do Capítulo&lt;br /&gt;
&amp;lt;/gallery&amp;gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
== &#039;&#039;&#039;Estado da Arte&#039;&#039;&#039; ==&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
O mosteiro é mencionado com distinção pela sua arquitetura e espólio artístico em “&#039;&#039;&#039;Arouca - Notas Monográficas&#039;&#039;&#039;” de Domingos Brandão e Olímpia Loureiro publicado em 1991 pelo Centro de Estudos D. Domingos de Pinho Brandão, com informações dos dicionários geográficos, memorias paroquiais e documentos diocesanos sobre Arouca, todos do século XVIII.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
A arquitetura do mosteiro, sua importância sociocultural e seu percurso pela história são extensamente exploradas por Manuel Moreira da Rocha em sua dissertação de doutoramento “&#039;&#039;&#039;Das Construções e Reconstruções, A memória de um Mosteiro: Santa Maria de Arouca (Séculos XVII-XX)&#039;&#039;&#039;” publicada como livro em 2011 pela editora Afrontamento.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
== &#039;&#039;&#039;Fontes e Bibliografia&#039;&#039;&#039; ==&lt;br /&gt;
ALÇADA, Margarida e RUÃO, Carlos – SIPA Mosteiro de Arouca / Museu de Arte Sacra de Arouca / Igreja Paroquial de Arouca / Igreja de São Bartolomeu. Em linha, verificado em 25/04/2024 &amp;lt;nowiki&amp;gt;http://www.monumentos.gov.pt/site/app_pagesuser/sipa.aspx?id=1039&amp;lt;/nowiki&amp;gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
AROUCA: Câmara Municipal de Arouca (2009) - O órgão do Mosteiro de Arouca: conservação e restauro do património musical, &amp;lt;nowiki&amp;gt;ISBN 978-972-8978-04-4&amp;lt;/nowiki&amp;gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
BRANDÃO, Domingos de Pinho e LOUREIRO, Olímpia (1991) - Arouca: notas monográficas 1. Arouca: Centro de Estudos D. Domingos de Pinho Brandão.  (Centro de estudos D. Domingos de Pinho Brandão)&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
GOMES, Paulo Varela, Guia Mosteiro de Arouca, IPPAR, Lisboa, 2006&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
ROCHA, Manuel Joaquim Moreira da (2011) - A memória de um mosteiro, Santa Maria de Arouca: (séculos XVII-XX): das construções e das reconstruções. Porto: Afrontamento. (Biblioteca das ciências sociais). ISBN 987-972-36-1134-2&lt;/div&gt;</summary>
		<author><name>Hiroshy</name></author>
	</entry>
	<entry>
		<id>https://wikimedia.pt/portobarroco/index.php?title=Mosteiro_de_Arouca&amp;diff=162</id>
		<title>Mosteiro de Arouca</title>
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		<updated>2024-05-26T18:54:53Z</updated>

		<summary type="html">&lt;p&gt;Hiroshy: &lt;/p&gt;
&lt;hr /&gt;
&lt;div&gt;{| class=&amp;quot;wikitable&amp;quot;&lt;br /&gt;
|&#039;&#039;&#039;Designação&#039;&#039;&#039;&lt;br /&gt;
|Mosteiro  de Santa Maria de Arouca / Museu da Arte Sacra&lt;br /&gt;
|-&lt;br /&gt;
|&#039;&#039;&#039;Localização&#039;&#039;&#039; &lt;br /&gt;
|Largo  Santa Mafalda, Arouca&lt;br /&gt;
|-&lt;br /&gt;
|&#039;&#039;&#039;Cronologia&#039;&#039;&#039;&lt;br /&gt;
|Séc.  XVII/XVIII&lt;br /&gt;
|-&lt;br /&gt;
|&#039;&#039;&#039;Autor&#039;&#039;&#039;&lt;br /&gt;
|Carlos  Gimac&lt;br /&gt;
|-&lt;br /&gt;
|&#039;&#039;&#039;Classificação&#039;&#039;&#039; &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
|Monumento  Nacional, Decreto 16-06-1910, DG nº 136, de 23 junho 1910&lt;br /&gt;
|-&lt;br /&gt;
|&#039;&#039;&#039;Como Chegar&#039;&#039;&#039; &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
|A 71 km da  cidade do Porto, o deslocamento pode ser feito de carro pela via A32 e N326  ou pelos transportes da UNIR na linha 1007 que parte de São João da Madeira.&lt;br /&gt;
|-&lt;br /&gt;
|&#039;&#039;&#039;Horários&#039;&#039;&#039;&lt;br /&gt;
|O museu e convento estão abertos todos  os dias das 9:30 até as 17:00 (com exceções de segundas e terças de manhã,  terceiro final de semana de cada mês e feriados)&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
|}&lt;br /&gt;
{| class=&amp;quot;wikitable&amp;quot;&lt;br /&gt;
|&#039;&#039;&#039;Contexto  físico patrimonial de proximidade &#039;&#039;&#039; &lt;br /&gt;
|-&lt;br /&gt;
|Calvário de  Arouca e Igreja da Santa Misericórdia de Arouca.&lt;br /&gt;
|}&lt;br /&gt;
[[File:Fachada Oeste e Alçado do Celeiro.jpg|border|thumb|Fachada Oeste e Alçado do Celeiro do Mosteiro]]&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
O atual mosteiro de Santa Maria em Arouca é fruto das diversas construções e reconstruções que ocorreram ao longo do tempo e responsável pelo desenvolvimento desta região, tem suas origens no século X, de qual pouco se sabe (sabemos, por exemplo, que a antiga igreja ficava onde atualmente se da o coro), mas é no séc. XIII que o mosteiro ganha destaque quando passa a propriedade da rainha D. Mafalda, neta do primeiro rei de Portugal, aderindo a ordem de Cister em uma comunidade que se torna exclusivamente feminina como parte da renovação do mosteiro, seu tumulo estando atualmente em um capela na igreja do mesmo. A presença da rainha no mosteiro atraiu a mais alta nobreza e muitas filhas de nobres passaram a ingressar a comunidade monástica, contribuindo para a sua economia pujante e importância administrativa, se tornando o mais rico e influente mosteiro feminino português.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
== &#039;&#039;&#039;Descrição&#039;&#039;&#039; ==&lt;br /&gt;
As principais renovações no mosteiro, que ditam sua forma atual vão desde a nobilitação dos materiais construtivos até a atualização das expressões estéticas ao Barroco, se iniciam nos finais do século XVII e perduram por mais de um século, começando com o projeto do arquiteto maltês Carlos Gimac que renova a fachada ocidental (onde é hoje a entrada do Museu da Arte Sacra) organizando-a com uma nova portaria central destacada pela verticalidade, distribuição uniforme de janelas para as clausuras individuais e divisão dos níveis por cornijas e pilastras contínuas, a fachada ocidental passa então a servir como modelo para as reconstruções posteriores das fachadas norte e sul, criando assim uma imagem palaciana homogénea para o mosteiro.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
O projeto de Carlos Gimac passa então a multiplicar os espaços do mosteiro, aplicando seus conhecimentos científicos e estéticos para elaboração de toda composição do espaço com a nova igreja e coro, inaugurados em 1718, após esta data é construída a ala ligando o coro ao torreão norte, um incendio em 1725 faz necessária a renovação da fachada sul (chamada “fachada de Mafra” pelo trabalho dos pedreiros vindos de Mafra) aplicando o uso da pedra e erguendo um novo torreão paralelo ao da fachada norte, em 1740 as expansões seguem com a construção do celeiro e uma sumptuosa escadaria de dois lances que se estende para alem do novo torreão e delimita o terreiro, que abriga a casa do padres (atual Biblioteca Municipal de Arouca) em frente a portaria; após 30 anos se da a construção da ala nascente conectando a fachada sul ao coro e dando espaço a casa do capitulo, cozinha e refeitório ligados ao claustro que fora finalizado apenas no século XX com intervenções da Direção-Geral dos Edifícios e Monumentos Nacionais.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
A riqueza da ornamentação se renova e multiplica juntamente com os espaços no séc. XVIII, tornando o edifício um verdadeiro templo Barroco, seja pelo conhecimento humanista aplicado a arquitetura com o uso racional da luz e das forma ou pela rica escultura e pintura encomendada pelas monjas do mosteiro que buscaram os melhores artistas e artificies disponíveis para nobilitar sue espaço.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
É na igreja e no coro onde essa riqueza material e intelectual se faz mais presente, começando pelo coro onde a luz banha o cadeiral da nave central, reluzindo a sua talha dourada feita pelos entalhadores portuenses António Gomes e Filipe da Silva em 1722, e iluminando suas pinturas nos espaldares, as esculturas de pedra de Ançã esculpidas por Jacinto Vieira cercam o espaço pela galeria do primeiro piso, na altura das tribunas por onde as monjas assistiam as cerimónias, um grande arco gradeado separa o coro da igreja e acima dele o coro-alto que da acesso ao majestoso órgão de 1352 tubos encostado a galeria, ornamentado com ouro e uma pintura que representa a padroeira dos músicos Santa Cecília, construído em 1739 é um dos mais bem conservados em Portugal.&lt;br /&gt;
[[File:Alçado norte do Claustro com fonte.jpg|thumb|Alçado norte do Claustro com fonte |left]]&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Na igreja as esculturas de Jacinto Vieira seguem no nível das tribunas e a talha dourada se espalha pela nave, da capela-mor até as oito capelas, uma delas com o tumulo de D. Mafalda, com retábulos executados por Miguel Francisco da Silva em 1738 (com exceção dos que ladeiam a capela-mor) até a capela-mor com seu imponente retábulo joanino realizado por Luís Vieira da Silva onde a talha se expande pra as galerias laterais servindo como moldura para as pinturas no nível da abóboda com autoria de André Gonçalves, um dos maiores pintores do Barroco nacional, no centro do retábulo o trono eucarístico onde as linhas convertem e denotam sua grandiosidade.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Em 1834 as ordens religiosas são extintas em Portugal e em 1886 morre a última monja em Arouca, porem os patrimónios artísticos do mosteiro são preservados pela Real Irmandade Rainha Santa Mafalda que evita sua dispersão, as obras que antes faziam parte do mosteiro se encontram atualmente no Museu da Arte Sacra localizado em parte nos antigos dormitórios e abriga a riquíssima ourivesaria, esculturas e pinturas de mestres portugueses como Diogo Teixeira e Josefa d’Óbidos, como tambem as pinturas da rainha Santa Mafalda de autoria do italiano Giovanni Odazzi.&amp;lt;gallery mode=&amp;quot;packed-hover&amp;quot;&amp;gt;&lt;br /&gt;
File:Coro e Igreja vistos da galeria a leste no coro.jpg|alt=|Coro e Igreja vistos da galeria a leste no coro&lt;br /&gt;
File:Detalhe do Claustro.jpg|alt=|Detalhe do Claustro&lt;br /&gt;
File:Cadeiral visto do Coro-Alto.jpg|alt=|Cadeiral visto do Coro-Alto&lt;br /&gt;
File:Cadeiral, órgão e esculturas vistas do Coro-Alto.jpg|alt=|Cadeiral, órgão e esculturas vistas do Coro-Alto&lt;br /&gt;
File:Vista da Capela-Mor a partir do Coro.jpg|alt=|Vista da Capela-Mor a partir do Coro&lt;br /&gt;
File:Visão da entrada pela portaria.jpg|alt=|Visão da entrada pela portaria&lt;br /&gt;
File:Iluminação na Casa do Capítulo com Azulejo.jpg|alt=|Iluminação na Casa do Capítulo com Azulejo&lt;br /&gt;
File:Detalhe da cobertura do Coro e Igreja.jpg|alt=|Detalhe da cobertura do Coro e Igreja&lt;br /&gt;
File:Corredor dos dormitórios, atual Museu da Arte Sacra.jpg|alt=|Corredor dos dormitórios, atual Museu da Arte Sacra&lt;br /&gt;
File:Alçado com escadaria de aparato do celeiro.jpg|alt=|Alçado com escadaria de aparato do celeiro&lt;br /&gt;
&amp;lt;/gallery&amp;gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
=== &#039;&#039;&#039;Patrimonio Integrado&#039;&#039;&#039; ===&lt;br /&gt;
[[File:Escultura de Jacinto Vieira no Coro.jpg|thumb|Escultura de Jacinto Vieira no Coro]]&lt;br /&gt;
Do aparato arquitetónico até os azulejos do séc. XVIII que circundam a Casa do Capítulo, é a Igreja e o Coro que recebem a maior parte do património integrado, dando espaço as esculturas de pedra Ançã por Jacinto Vieira na galeria e a talha dourada que se prolifera dos espaldares do cadeiral do Coro até a Capela-mor.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Ambos espaços contam com capelas dedicadas a Virgem, a Cristo e aos Santos, seis na lateral do coro e oito ao redor da igreja, conjugando os elaborados retábulos de talha dourada com as esculturas policromadas em madeira, cada uma dessas capelas recebe uma atenção especial dos artistas, com ênfase na capela mortuária de D. Mafalda com sua urna ornamentada executada em ébano, prata e bronze. Na capela-mor a talha dourada se expande além do retábulo para as galerias laterais com molduras para as oito pinturas de André Gonçalves.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
No Coro o cadeiral de madeira com motivos escultórios recebe talha dourada e pinturas em seus espaldares, no Coro-Alto um imenso órgão do século XVIII com 1325 tubos que conjuga a talha dourada e escultura com a pintura representando Santa Cecília e motivos de chinoiserie nos painéis adjacentes.  &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
O cadeiral de madeira do Coro é indubitavelmente o objeto mais particular do convento, ele cerca as laterais da nave central do Coro e é constituído em dois níveis que dão espaço a 104 cadeiras, cada uma com um elemento escultórico único em sua misericórdia, em seu majestoso espaldar ricamente ornamentado a talha dourada serve como moldura para as pinturas, particularmente únicas as representações da vida de Santa Mafalda.&amp;lt;gallery mode=&amp;quot;packed-hover&amp;quot;&amp;gt;&lt;br /&gt;
File:Pintura de Nossa Sra. da Conceição no espaldar do cadeiral.jpg|Pintura de Nossa Sra. da Conceição no espaldar do cadeiral&lt;br /&gt;
File:Misericóridas e espaldar do cadeiral.jpg|Misericóridas e espaldar do cadeiral&lt;br /&gt;
File:Espaldar do cadeiral.jpg|Espaldar do cadeiral&lt;br /&gt;
File:Detalhe de capela na lateral do Coro 1.jpg|Detalhe de capela na lateral do Coro&lt;br /&gt;
File:Detalhe de capela na lateral do Coro.jpg|Detalhe de capela na lateral do Coro&lt;br /&gt;
File:Detalhe do Azulejo na Casa do Capítulo.jpg|Detalhe do Azulejo na Casa do Capítulo&lt;br /&gt;
&amp;lt;/gallery&amp;gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
== &#039;&#039;&#039;Estado da Arte&#039;&#039;&#039; ==&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
O mosteiro é mencionado com distinção pela sua arquitetura e espólio artístico em “&#039;&#039;&#039;Arouca - Notas Monográficas&#039;&#039;&#039;” de Domingos Brandão e Olímpia Loureiro publicado em 1991 pelo Centro de Estudos D. Domingos de Pinho Brandão, com informações dos dicionários geográficos, memorias paroquiais e documentos diocesanos sobre Arouca, todos do século XVIII.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
A arquitetura do mosteiro, sua importância sociocultural e seu percurso pela história são extensamente exploradas por Manuel Moreira da Rocha em sua dissertação de doutoramento “&#039;&#039;&#039;Das Construções e Reconstruções, A memória de um Mosteiro: Santa Maria de Arouca (Séculos XVII-XX)&#039;&#039;&#039;” publicada como livro em 2011 pela editora Afrontamento.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
== &#039;&#039;&#039;Fontes e Bibliografia&#039;&#039;&#039; ==&lt;br /&gt;
ALÇADA, Margarida e RUÃO, Carlos – SIPA Mosteiro de Arouca / Museu de Arte Sacra de Arouca / Igreja Paroquial de Arouca / Igreja de São Bartolomeu. Em linha, verificado em 25/04/2024 &amp;lt;nowiki&amp;gt;http://www.monumentos.gov.pt/site/app_pagesuser/sipa.aspx?id=1039&amp;lt;/nowiki&amp;gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
AROUCA: Câmara Municipal de Arouca (2009) - O órgão do Mosteiro de Arouca: conservação e restauro do património musical, &amp;lt;nowiki&amp;gt;ISBN 978-972-8978-04-4&amp;lt;/nowiki&amp;gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
BRANDÃO, Domingos de Pinho e LOUREIRO, Olímpia (1991) - Arouca: notas monográficas 1. Arouca: Centro de Estudos D. Domingos de Pinho Brandão.  (Centro de estudos D. Domingos de Pinho Brandão)&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
GOMES, Paulo Varela, Guia Mosteiro de Arouca, IPPAR, Lisboa, 2006&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
ROCHA, Manuel Joaquim Moreira da (2011) - A memória de um mosteiro, Santa Maria de Arouca: (séculos XVII-XX): das construções e das reconstruções. Porto: Afrontamento. (Biblioteca das ciências sociais). ISBN 987-972-36-1134-2&lt;/div&gt;</summary>
		<author><name>Hiroshy</name></author>
	</entry>
	<entry>
		<id>https://wikimedia.pt/portobarroco/index.php?title=Mosteiro_de_Arouca&amp;diff=153</id>
		<title>Mosteiro de Arouca</title>
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		<updated>2024-05-26T18:07:36Z</updated>

		<summary type="html">&lt;p&gt;Hiroshy: &lt;/p&gt;
&lt;hr /&gt;
&lt;div&gt;{| class=&amp;quot;wikitable&amp;quot;&lt;br /&gt;
|&#039;&#039;&#039;Designação&#039;&#039;&#039;&lt;br /&gt;
|Mosteiro  de Santa Maria de Arouca / Museu da Arte Sacra&lt;br /&gt;
|-&lt;br /&gt;
|&#039;&#039;&#039;Localização&#039;&#039;&#039; &lt;br /&gt;
|Largo  Santa Mafalda, Arouca&lt;br /&gt;
|-&lt;br /&gt;
|&#039;&#039;&#039;Cronologia&#039;&#039;&#039;&lt;br /&gt;
|Séc.  XVII/XVIII&lt;br /&gt;
|-&lt;br /&gt;
|&#039;&#039;&#039;Autor&#039;&#039;&#039;&lt;br /&gt;
|Carlos  Gimac&lt;br /&gt;
|-&lt;br /&gt;
|&#039;&#039;&#039;Classificação&#039;&#039;&#039; &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
|Monumento  Nacional, Decreto 16-06-1910, DG nº 136, de 23 junho 1910&lt;br /&gt;
|-&lt;br /&gt;
|&#039;&#039;&#039;Como Chegar&#039;&#039;&#039; &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
|A 71 km da  cidade do Porto, o deslocamento pode ser feito de carro pela via A32 e N326  ou pelos transportes da UNIR na linha 1007 que parte de São João da Madeira.&lt;br /&gt;
|-&lt;br /&gt;
|&#039;&#039;&#039;Horários&#039;&#039;&#039;&lt;br /&gt;
|O museu e convento estão abertos todos  os dias das 9:30 até as 17:00 (com exceções de segundas e terças de manhã,  terceiro final de semana de cada mês e feriados)&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
|}&lt;br /&gt;
{| class=&amp;quot;wikitable&amp;quot;&lt;br /&gt;
|&#039;&#039;&#039;Contexto  físico patrimonial de proximidade &#039;&#039;&#039; &lt;br /&gt;
|-&lt;br /&gt;
|Calvário de  Arouca e Igreja da Santa Misericórdia de Arouca.&lt;br /&gt;
|}&lt;br /&gt;
[[File:Fachada Oeste e Alçado do Celeiro.jpg|border|thumb|Fachada Oeste e Alçado do Celeiro do Mosteiro]]&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
O atual mosteiro de Santa Maria em Arouca é fruto das diversas construções e reconstruções que ocorreram ao longo do tempo e responsável pelo desenvolvimento desta região, tem suas origens no século X, de qual pouco se sabe (sabemos, por exemplo, que a antiga igreja ficava onde atualmente se da o coro), mas é no séc. XIII que o mosteiro ganha destaque quando passa a propriedade da rainha D. Mafalda, neta do primeiro rei de Portugal, aderindo a ordem de Cister em uma comunidade que se torna exclusivamente feminina como parte da renovação do mosteiro, seu tumulo estando atualmente em um capela na igreja do mesmo. A presença da rainha no mosteiro atraiu a mais alta nobreza e muitas filhas de nobres passaram a ingressar a comunidade monástica, contribuindo para a sua economia pujante e importância administrativa, se tornando o mais rico e influente mosteiro feminino português.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
== &#039;&#039;&#039;Descrição&#039;&#039;&#039; ==&lt;br /&gt;
As principais renovações no mosteiro, que ditam sua forma atual vão desde a nobilitação dos materiais construtivos até a atualização das expressões estéticas ao Barroco, se iniciam nos finais do século XVII e perduram por mais de um século, começando com o projeto do arquiteto maltês Carlos Gimac que renova a fachada ocidental (onde é hoje a entrada do Museu da Arte Sacra) organizando-a com uma nova portaria central destacada pela verticalidade, distribuição uniforme de janelas para as clausuras individuais e divisão dos níveis por cornijas e pilastras contínuas, a fachada ocidental passa então a servir como modelo para as reconstruções posteriores das fachadas norte e sul, criando assim uma imagem palaciana homogénea para o mosteiro.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
O projeto de Carlos Gimac passa então a multiplicar os espaços do mosteiro, aplicando seus conhecimentos científicos e estéticos para elaboração de toda composição do espaço com a nova igreja e coro, inaugurados em 1718, após esta data é construída a ala ligando o coro ao torreão norte, um incendio em 1725 faz necessária a renovação da fachada sul (chamada “fachada de Mafra” pelo trabalho dos pedreiros vindos de Mafra) aplicando o uso da pedra e erguendo um novo torreão paralelo ao da fachada norte, em 1740 as expansões seguem com a construção do celeiro e uma sumptuosa escadaria de dois lances que se estende para alem do novo torreão e delimita o terreiro, que abriga a casa do padres (atual Biblioteca Municipal de Arouca) em frente a portaria; após 30 anos se da a construção da ala nascente conectando a fachada sul ao coro e dando espaço a casa do capitulo, cozinha e refeitório ligados ao claustro que fora finalizado apenas no século XX com intervenções da Direção-Geral dos Edifícios e Monumentos Nacionais.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
A riqueza da ornamentação se renova e multiplica juntamente com os espaços no séc. XVIII, tornando o edifício um verdadeiro templo Barroco, seja pelo conhecimento humanista aplicado a arquitetura com o uso racional da luz e das forma ou pela rica escultura e pintura encomendada pelas monjas do mosteiro que buscaram os melhores artistas e artificies disponíveis para nobilitar sue espaço.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
É na igreja e no coro onde essa riqueza material e intelectual se faz mais presente, começando pelo coro onde a luz banha o cadeiral da nave central, reluzindo a sua talha dourada feita pelos entalhadores portuenses António Gomes e Filipe da Silva em 1722, e iluminando suas pinturas nos espaldares, as esculturas de pedra de Ançã esculpidas por Jacinto Vieira cercam o espaço pela galeria do primeiro piso, na altura das tribunas por onde as monjas assistiam as cerimónias, um grande arco gradeado separa o coro da igreja e acima dele o coro-alto que da acesso ao majestoso órgão de 1352 tubos encostado a galeria, ornamentado com ouro e uma pintura que representa a padroeira dos músicos Santa Cecília, construído em 1739 é um dos mais bem conservados em Portugal.&lt;br /&gt;
[[File:Alçado norte do Claustro com fonte.jpg|thumb|Alçado norte do Claustro com fonte |left]]&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Na igreja as esculturas de Jacinto Vieira seguem no nível das tribunas e a talha dourada se espalha pela nave, da capela-mor até as oito capelas, uma delas com o tumulo de D. Mafalda, com retábulos executados por Miguel Francisco da Silva em 1738 (com exceção dos que ladeiam a capela-mor) até a capela-mor com seu imponente retábulo joanino realizado por Luís Vieira da Silva onde a talha se expande pra as galerias laterais servindo como moldura para as pinturas no nível da abóboda com autoria de André Gonçalves, um dos maiores pintores do Barroco nacional, no centro do retábulo o trono eucarístico onde as linhas convertem e denotam sua grandiosidade.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Em 1834 as ordens religiosas são extintas em Portugal e em 1886 morre a última monja em Arouca, porem os patrimónios artísticos do mosteiro são preservados pela Real Irmandade Rainha Santa Mafalda que evita sua dispersão, as obras que antes faziam parte do mosteiro se encontram atualmente no Museu da Arte Sacra localizado em parte nos antigos dormitórios e abriga a riquíssima ourivesaria, esculturas e pinturas de mestres portugueses como Diogo Teixeira e Josefa d’Óbidos, como tambem as pinturas da rainha Santa Mafalda de autoria do italiano Giovanni Odazzi.&amp;lt;gallery&amp;gt;&lt;br /&gt;
File:Coro e Igreja vistos da galeria a leste no coro.jpg|alt=|Coro e Igreja vistos da galeria a leste no coro&lt;br /&gt;
File:Detalhe do Claustro.jpg|alt=|Detalhe do Claustro&lt;br /&gt;
File:Cadeiral visto do Coro-Alto.jpg|alt=|Cadeiral visto do Coro-Alto&lt;br /&gt;
File:Cadeiral, órgão e esculturas vistas do Coro-Alto.jpg|alt=|Cadeiral, órgão e esculturas vistas do Coro-Alto&lt;br /&gt;
File:Vista da Capela-Mor a partir do Coro.jpg|alt=|Vista da Capela-Mor a partir do Coro&lt;br /&gt;
File:Visão da entrada pela portaria.jpg|alt=|Visão da entrada pela portaria&lt;br /&gt;
File:Iluminação na Casa do Capítulo com Azulejo.jpg|alt=|Iluminação na Casa do Capítulo com Azulejo&lt;br /&gt;
File:Detalhe da cobertura do Coro e Igreja.jpg|alt=|Detalhe da cobertura do Coro e Igreja&lt;br /&gt;
File:Corredor dos dormitórios, atual Museu da Arte Sacra.jpg|alt=|Corredor dos dormitórios, atual Museu da Arte Sacra&lt;br /&gt;
File:Alçado com escadaria de aparato do celeiro.jpg|alt=|Alçado com escadaria de aparato do celeiro&lt;br /&gt;
&amp;lt;/gallery&amp;gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
=== &#039;&#039;&#039;Patrimonio Integrado&#039;&#039;&#039; ===&lt;br /&gt;
[[File:Escultura de Jacinto Vieira no Coro.jpg|thumb|Escultura de Jacinto Vieira no Coro]]&lt;br /&gt;
Do aparato arquitetónico até os azulejos do séc. XVIII que circundam a Casa do Capítulo, é a Igreja e o Coro que recebem a maior parte do património integrado, dando espaço as esculturas de pedra Ançã por Jacinto Vieira na galeria e a talha dourada que se prolifera dos espaldares do cadeiral do Coro até a Capela-mor.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Ambos espaços contam com capelas dedicadas a Virgem, a Cristo e aos Santos, seis na lateral do coro e oito ao redor da igreja, conjugando os elaborados retábulos de talha dourada com as esculturas policromadas em madeira, cada uma dessas capelas recebe uma atenção especial dos artistas, com ênfase na capela mortuária de D. Mafalda com sua urna ornamentada executada em ébano, prata e bronze. Na capela-mor a talha dourada se expande além do retábulo para as galerias laterais com molduras para as oito pinturas de André Gonçalves.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
No Coro o cadeiral de madeira com motivos escultórios recebe talha dourada e pinturas em seus espaldares, no Coro-Alto um imenso órgão do século XVIII com 1325 tubos que conjuga a talha dourada e escultura com a pintura representando Santa Cecília e motivos de chinoiserie nos painéis adjacentes.  &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
O cadeiral de madeira do Coro é indubitavelmente o objeto mais particular do convento, ele cerca as laterais da nave central do Coro e é constituído em dois níveis que dão espaço a 104 cadeiras, cada uma com um elemento escultórico único em sua misericórdia, em seu majestoso espaldar ricamente ornamentado a talha dourada serve como moldura para as pinturas, particularmente únicas as representações da vida de Santa Mafalda.&amp;lt;gallery mode=&amp;quot;packed-hover&amp;quot;&amp;gt;&lt;br /&gt;
File:Pintura de Nossa Sra. da Conceição no espaldar do cadeiral.jpg|Pintura de Nossa Sra. da Conceição no espaldar do cadeiral&lt;br /&gt;
File:Misericóridas e espaldar do cadeiral.jpg|Misericóridas e espaldar do cadeiral&lt;br /&gt;
File:Espaldar do cadeiral.jpg|Espaldar do cadeiral&lt;br /&gt;
File:Detalhe de capela na lateral do Coro 1.jpg|Detalhe de capela na lateral do Coro&lt;br /&gt;
File:Detalhe de capela na lateral do Coro.jpg|Detalhe de capela na lateral do Coro&lt;br /&gt;
File:Detalhe do Azulejo na Casa do Capítulo.jpg|Detalhe do Azulejo na Casa do Capítulo&lt;br /&gt;
&amp;lt;/gallery&amp;gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
== &#039;&#039;&#039;Estado da Arte&#039;&#039;&#039; ==&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
O mosteiro é mencionado com distinção pela sua arquitetura e espólio artístico em “&#039;&#039;&#039;Arouca - Notas Monográficas&#039;&#039;&#039;” de Domingos Brandão e Olímpia Loureiro publicado em 1991 pelo Centro de Estudos D. Domingos de Pinho Brandão, com informações dos dicionários geográficos, memorias paroquiais e documentos diocesanos sobre Arouca, todos do século XVIII.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
A arquitetura do mosteiro, sua importância sociocultural e seu percurso pela história são extensamente exploradas por Manuel Moreira da Rocha em sua dissertação de doutoramento “&#039;&#039;&#039;Das Construções e Reconstruções, A memória de um Mosteiro: Santa Maria de Arouca (Séculos XVII-XX)&#039;&#039;&#039;” publicada como livro em 2011 pela editora Afrontamento.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
== &#039;&#039;&#039;Fontes e Bibliografia&#039;&#039;&#039; ==&lt;br /&gt;
ALÇADA, Margarida e RUÃO, Carlos – SIPA Mosteiro de Arouca / Museu de Arte Sacra de Arouca / Igreja Paroquial de Arouca / Igreja de São Bartolomeu. Em linha, verificado em 25/04/2024 &amp;lt;nowiki&amp;gt;http://www.monumentos.gov.pt/site/app_pagesuser/sipa.aspx?id=1039&amp;lt;/nowiki&amp;gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
AROUCA: Câmara Municipal de Arouca (2009) - O órgão do Mosteiro de Arouca: conservação e restauro do património musical, &amp;lt;nowiki&amp;gt;ISBN 978-972-8978-04-4&amp;lt;/nowiki&amp;gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
BRANDÃO, Domingos de Pinho e LOUREIRO, Olímpia (1991) - Arouca: notas monográficas 1. Arouca: Centro de Estudos D. Domingos de Pinho Brandão.  (Centro de estudos D. Domingos de Pinho Brandão)&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
GOMES, Paulo Varela, Guia Mosteiro de Arouca, IPPAR, Lisboa, 2006&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
ROCHA, Manuel Joaquim Moreira da (2011) - A memória de um mosteiro, Santa Maria de Arouca: (séculos XVII-XX): das construções e das reconstruções. Porto: Afrontamento. (Biblioteca das ciências sociais). ISBN 987-972-36-1134-2&lt;/div&gt;</summary>
		<author><name>Hiroshy</name></author>
	</entry>
	<entry>
		<id>https://wikimedia.pt/portobarroco/index.php?title=Mosteiro_de_Arouca&amp;diff=152</id>
		<title>Mosteiro de Arouca</title>
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		<updated>2024-05-26T17:57:14Z</updated>

		<summary type="html">&lt;p&gt;Hiroshy: &lt;/p&gt;
&lt;hr /&gt;
&lt;div&gt;{| class=&amp;quot;wikitable&amp;quot;&lt;br /&gt;
|&#039;&#039;&#039;Designação&#039;&#039;&#039;&lt;br /&gt;
|Mosteiro  de Santa Maria de Arouca / Museu da Arte Sacra&lt;br /&gt;
|-&lt;br /&gt;
|&#039;&#039;&#039;Localização&#039;&#039;&#039; &lt;br /&gt;
|Largo  Santa Mafalda, Arouca&lt;br /&gt;
|-&lt;br /&gt;
|&#039;&#039;&#039;Cronologia&#039;&#039;&#039;&lt;br /&gt;
|Séc.  XVII/XVIII&lt;br /&gt;
|-&lt;br /&gt;
|&#039;&#039;&#039;Autor&#039;&#039;&#039;&lt;br /&gt;
|Carlos  Gimac&lt;br /&gt;
|-&lt;br /&gt;
|&#039;&#039;&#039;Classificação&#039;&#039;&#039; &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
|Monumento  Nacional&lt;br /&gt;
|-&lt;br /&gt;
|&#039;&#039;&#039;Como Chegar&#039;&#039;&#039; &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
|A 71 km da  cidade do Porto, o deslocamento pode ser feito de carro pela via A32 e N326  ou pelos transportes da UNIR na linha 1007 que parte de São João da Madeira.&lt;br /&gt;
|-&lt;br /&gt;
|&#039;&#039;&#039;Horários&#039;&#039;&#039;&lt;br /&gt;
|O museu e convento estão abertos todos  os dias das 9:30 até as 17:00 (com exceções de segundas e terças de manhã,  terceiro final de semana de cada mês e feriados)&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
|}&lt;br /&gt;
{| class=&amp;quot;wikitable&amp;quot;&lt;br /&gt;
|&#039;&#039;&#039;Contexto  físico patrimonial de proximidade &#039;&#039;&#039; &lt;br /&gt;
|-&lt;br /&gt;
|Calvário de  Arouca e Igreja da Santa Misericórdia de Arouca.&lt;br /&gt;
|}&lt;br /&gt;
[[File:Fachada Oeste e Alçado do Celeiro.jpg|border|thumb|Fachada Oeste e Alçado do Celeiro do Mosteiro]]&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
O atual mosteiro de Santa Maria em Arouca é fruto das diversas construções e reconstruções que ocorreram ao longo do tempo e responsável pelo desenvolvimento desta região, tem suas origens no século X, de qual pouco se sabe (sabemos, por exemplo, que a antiga igreja ficava onde atualmente se da o coro), mas é no séc. XIII que o mosteiro ganha destaque quando passa a propriedade da rainha D. Mafalda, neta do primeiro rei de Portugal, aderindo a ordem de Cister em uma comunidade que se torna exclusivamente feminina como parte da renovação do mosteiro, seu tumulo estando atualmente em um capela na igreja do mesmo. A presença da rainha no mosteiro atraiu a mais alta nobreza e muitas filhas de nobres passaram a ingressar a comunidade monástica, contribuindo para a sua economia pujante e importância administrativa, se tornando o mais rico e influente mosteiro feminino português.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
== &#039;&#039;&#039;Descrição&#039;&#039;&#039; ==&lt;br /&gt;
As principais renovações no mosteiro, que ditam sua forma atual vão desde a nobilitação dos materiais construtivos até a atualização das expressões estéticas ao Barroco, se iniciam nos finais do século XVII e perduram por mais de um século, começando com o projeto do arquiteto maltês Carlos Gimac que renova a fachada ocidental (onde é hoje a entrada do Museu da Arte Sacra) organizando-a com uma nova portaria central destacada pela verticalidade, distribuição uniforme de janelas para as clausuras individuais e divisão dos níveis por cornijas e pilastras contínuas, a fachada ocidental passa então a servir como modelo para as reconstruções posteriores das fachadas norte e sul, criando assim uma imagem palaciana homogénea para o mosteiro.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
O projeto de Carlos Gimac passa então a multiplicar os espaços do mosteiro, aplicando seus conhecimentos científicos e estéticos para elaboração de toda composição do espaço com a nova igreja e coro, inaugurados em 1718, após esta data é construída a ala ligando o coro ao torreão norte, um incendio em 1725 faz necessária a renovação da fachada sul (chamada “fachada de Mafra” pelo trabalho dos pedreiros vindos de Mafra) aplicando o uso da pedra e erguendo um novo torreão paralelo ao da fachada norte, em 1740 as expansões seguem com a construção do celeiro e uma sumptuosa escadaria de dois lances que se estende para alem do novo torreão e delimita o terreiro, que abriga a casa do padres (atual Biblioteca Municipal de Arouca) em frente a portaria; após 30 anos se da a construção da ala nascente conectando a fachada sul ao coro e dando espaço a casa do capitulo, cozinha e refeitório ligados ao claustro que fora finalizado apenas no século XX com intervenções da Direção-Geral dos Edifícios e Monumentos Nacionais.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
A riqueza da ornamentação se renova e multiplica juntamente com os espaços no séc. XVIII, tornando o edifício um verdadeiro templo Barroco, seja pelo conhecimento humanista aplicado a arquitetura com o uso racional da luz e das forma ou pela rica escultura e pintura encomendada pelas monjas do mosteiro que buscaram os melhores artistas e artificies disponíveis para nobilitar sue espaço.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
É na igreja e no coro onde essa riqueza material e intelectual se faz mais presente, começando pelo coro onde a luz banha o cadeiral da nave central, reluzindo a sua talha dourada feita pelos entalhadores portuenses António Gomes e Filipe da Silva em 1722, e iluminando suas pinturas nos espaldares, as esculturas de pedra de Ançã esculpidas por Jacinto Vieira cercam o espaço pela galeria do primeiro piso, na altura das tribunas por onde as monjas assistiam as cerimónias, um grande arco gradeado separa o coro da igreja e acima dele o coro-alto que da acesso ao majestoso órgão de 1352 tubos encostado a galeria, ornamentado com ouro e uma pintura que representa a padroeira dos músicos Santa Cecília, construído em 1739 é um dos mais bem conservados em Portugal.&lt;br /&gt;
[[File:Alçado norte do Claustro com fonte.jpg|thumb|Alçado norte do Claustro com fonte |left]]&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Na igreja as esculturas de Jacinto Vieira seguem no nível das tribunas e a talha dourada se espalha pela nave, da capela-mor até as oito capelas, uma delas com o tumulo de D. Mafalda, com retábulos executados por Miguel Francisco da Silva em 1738 (com exceção dos que ladeiam a capela-mor) até a capela-mor com seu imponente retábulo joanino realizado por Luís Vieira da Silva onde a talha se expande pra as galerias laterais servindo como moldura para as pinturas no nível da abóboda com autoria de André Gonçalves, um dos maiores pintores do Barroco nacional, no centro do retábulo o trono eucarístico onde as linhas convertem e denotam sua grandiosidade.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Em 1834 as ordens religiosas são extintas em Portugal e em 1886 morre a última monja em Arouca, porem os patrimónios artísticos do mosteiro são preservados pela Real Irmandade Rainha Santa Mafalda que evita sua dispersão, as obras que antes faziam parte do mosteiro se encontram atualmente no Museu da Arte Sacra localizado em parte nos antigos dormitórios e abriga a riquíssima ourivesaria, esculturas e pinturas de mestres portugueses como Diogo Teixeira e Josefa d’Óbidos, como tambem as pinturas da rainha Santa Mafalda de autoria do italiano Giovanni Odazzi.&amp;lt;gallery&amp;gt;&lt;br /&gt;
File:Coro e Igreja vistos da galeria a leste no coro.jpg|alt=|Coro e Igreja vistos da galeria a leste no coro&lt;br /&gt;
File:Detalhe do Claustro.jpg|alt=|Detalhe do Claustro&lt;br /&gt;
File:Cadeiral visto do Coro-Alto.jpg|alt=|Cadeiral visto do Coro-Alto&lt;br /&gt;
File:Cadeiral, órgão e esculturas vistas do Coro-Alto.jpg|alt=|Cadeiral, órgão e esculturas vistas do Coro-Alto&lt;br /&gt;
File:Vista da Capela-Mor a partir do Coro.jpg|alt=|Vista da Capela-Mor a partir do Coro&lt;br /&gt;
File:Visão da entrada pela portaria.jpg|alt=|Visão da entrada pela portaria&lt;br /&gt;
File:Iluminação na Casa do Capítulo com Azulejo.jpg|alt=|Iluminação na Casa do Capítulo com Azulejo&lt;br /&gt;
File:Detalhe da cobertura do Coro e Igreja.jpg|alt=|Detalhe da cobertura do Coro e Igreja&lt;br /&gt;
File:Corredor dos dormitórios, atual Museu da Arte Sacra.jpg|alt=|Corredor dos dormitórios, atual Museu da Arte Sacra&lt;br /&gt;
File:Alçado com escadaria de aparato do celeiro.jpg|alt=|Alçado com escadaria de aparato do celeiro&lt;br /&gt;
&amp;lt;/gallery&amp;gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
=== &#039;&#039;&#039;Patrimonio Integrado&#039;&#039;&#039; ===&lt;br /&gt;
[[File:Escultura de Jacinto Vieira no Coro.jpg|thumb|Escultura de Jacinto Vieira no Coro]]&lt;br /&gt;
Do aparato arquitetónico até os azulejos do séc. XVIII que circundam a Casa do Capítulo, é a Igreja e o Coro que recebem a maior parte do património integrado, dando espaço as esculturas de pedra Ançã por Jacinto Vieira na galeria e a talha dourada que se prolifera dos espaldares do cadeiral do Coro até a Capela-mor.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Ambos espaços contam com capelas dedicadas a Virgem, a Cristo e aos Santos, seis na lateral do coro e oito ao redor da igreja, conjugando os elaborados retábulos de talha dourada com as esculturas policromadas em madeira, cada uma dessas capelas recebe uma atenção especial dos artistas, com ênfase na capela mortuária de D. Mafalda com sua urna ornamentada executada em ébano, prata e bronze. Na capela-mor a talha dourada se expande além do retábulo para as galerias laterais com molduras para as oito pinturas de André Gonçalves.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
No Coro o cadeiral de madeira com motivos escultórios recebe talha dourada e pinturas em seus espaldares, no Coro-Alto um imenso órgão do século XVIII com 1325 tubos que conjuga a talha dourada e escultura com a pintura representando Santa Cecília e motivos de chinoiserie nos painéis adjacentes.  &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
O cadeiral de madeira do Coro é indubitavelmente o objeto mais particular do convento, ele cerca as laterais da nave central do Coro e é constituído em dois níveis que dão espaço a 104 cadeiras, cada uma com um elemento escultórico único em sua misericórdia, em seu majestoso espaldar ricamente ornamentado a talha dourada serve como moldura para as pinturas, particularmente únicas as representações da vida de Santa Mafalda.&amp;lt;gallery mode=&amp;quot;packed-hover&amp;quot;&amp;gt;&lt;br /&gt;
File:Pintura de Nossa Sra. da Conceição no espaldar do cadeiral.jpg|Pintura de Nossa Sra. da Conceição no espaldar do cadeiral&lt;br /&gt;
File:Misericóridas e espaldar do cadeiral.jpg|Misericóridas e espaldar do cadeiral&lt;br /&gt;
File:Espaldar do cadeiral.jpg|Espaldar do cadeiral&lt;br /&gt;
File:Detalhe de capela na lateral do Coro 1.jpg|Detalhe de capela na lateral do Coro&lt;br /&gt;
File:Detalhe de capela na lateral do Coro.jpg|Detalhe de capela na lateral do Coro&lt;br /&gt;
File:Detalhe do Azulejo na Casa do Capítulo.jpg|Detalhe do Azulejo na Casa do Capítulo&lt;br /&gt;
&amp;lt;/gallery&amp;gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
== &#039;&#039;&#039;Estado da Arte&#039;&#039;&#039; ==&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
O mosteiro é mencionado com distinção pela sua arquitetura e espólio artístico em “&#039;&#039;&#039;Arouca - Notas Monográficas&#039;&#039;&#039;” de Domingos Brandão e Olímpia Loureiro publicado em 1991 pelo Centro de Estudos D. Domingos de Pinho Brandão, com informações dos dicionários geográficos, memorias paroquiais e documentos diocesanos sobre Arouca, todos do século XVIII.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
A arquitetura do mosteiro, sua importância sociocultural e seu percurso pela história são extensamente exploradas por Manuel Moreira da Rocha em sua dissertação de doutoramento “&#039;&#039;&#039;Das Construções e Reconstruções, A memória de um Mosteiro: Santa Maria de Arouca (Séculos XVII-XX)&#039;&#039;&#039;” publicada como livro em 2011 pela editora Afrontamento.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
== &#039;&#039;&#039;Fontes e Bibliografia&#039;&#039;&#039; ==&lt;br /&gt;
ALÇADA, Margarida e RUÃO, Carlos – SIPA Mosteiro de Arouca / Museu de Arte Sacra de Arouca / Igreja Paroquial de Arouca / Igreja de São Bartolomeu. Em linha, verificado em 25/04/2024 &amp;lt;nowiki&amp;gt;http://www.monumentos.gov.pt/site/app_pagesuser/sipa.aspx?id=1039&amp;lt;/nowiki&amp;gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
AROUCA: Câmara Municipal de Arouca (2009) - O órgão do Mosteiro de Arouca: conservação e restauro do património musical, &amp;lt;nowiki&amp;gt;ISBN 978-972-8978-04-4&amp;lt;/nowiki&amp;gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
BRANDÃO, Domingos de Pinho e LOUREIRO, Olímpia (1991) - Arouca: notas monográficas 1. Arouca: Centro de Estudos D. Domingos de Pinho Brandão.  (Centro de estudos D. Domingos de Pinho Brandão)&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
GOMES, Paulo Varela, Guia Mosteiro de Arouca, IPPAR, Lisboa, 2006&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
ROCHA, Manuel Joaquim Moreira da (2011) - A memória de um mosteiro, Santa Maria de Arouca: (séculos XVII-XX): das construções e das reconstruções. Porto: Afrontamento. (Biblioteca das ciências sociais). ISBN 987-972-36-1134-2&lt;/div&gt;</summary>
		<author><name>Hiroshy</name></author>
	</entry>
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		<title>Mosteiro de Arouca</title>
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		<updated>2024-05-26T17:50:50Z</updated>

		<summary type="html">&lt;p&gt;Hiroshy: &lt;/p&gt;
&lt;hr /&gt;
&lt;div&gt;{| class=&amp;quot;wikitable&amp;quot;&lt;br /&gt;
|&#039;&#039;&#039;Designação&#039;&#039;&#039;&lt;br /&gt;
|Mosteiro  de Santa Maria de Arouca / Museu da Arte Sacra&lt;br /&gt;
|-&lt;br /&gt;
|&#039;&#039;&#039;Localização&#039;&#039;&#039; &lt;br /&gt;
|Largo  Santa Mafalda, Arouca&lt;br /&gt;
|-&lt;br /&gt;
|&#039;&#039;&#039;Cronologia&#039;&#039;&#039;&lt;br /&gt;
|Séc.  XVII/XVIII&lt;br /&gt;
|-&lt;br /&gt;
|&#039;&#039;&#039;Autor&#039;&#039;&#039;&lt;br /&gt;
|Carlos  Gimac&lt;br /&gt;
|-&lt;br /&gt;
|&#039;&#039;&#039;Classificação&#039;&#039;&#039; &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
|Monumento  Nacional&lt;br /&gt;
|-&lt;br /&gt;
|&#039;&#039;&#039;Como Chegar&#039;&#039;&#039; &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
|A 71 km da  cidade do Porto, o deslocamento pode ser feito de carro pela via A32 e N326  ou pelos transportes da UNIR na linha 1007 que parte de São João da Madeira.&lt;br /&gt;
|-&lt;br /&gt;
|&#039;&#039;&#039;Horários&#039;&#039;&#039;&lt;br /&gt;
|O museu e convento estão abertos todos  os dias das 9:30 até as 17:00 (com exceções de segundas e terças de manhã,  terceiro final de semana de cada mês e feriados)&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
|}&lt;br /&gt;
{| class=&amp;quot;wikitable&amp;quot;&lt;br /&gt;
|&#039;&#039;&#039;Contexto  físico patrimonial de proximidade &#039;&#039;&#039; &lt;br /&gt;
|-&lt;br /&gt;
|Calvário de  Arouca e Igreja da Santa Misericórdia de Arouca.&lt;br /&gt;
|}&lt;br /&gt;
[[File:Fachada Oeste e Alçado do Celeiro.jpg|border|thumb|Fachada Oeste e Alçado do Celeiro do Mosteiro]]&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
O atual mosteiro de Santa Maria em Arouca é fruto das diversas construções e reconstruções que ocorreram ao longo do tempo e responsável pelo desenvolvimento desta região, tem suas origens no século X, de qual pouco se sabe (sabemos, por exemplo, que a antiga igreja ficava onde atualmente se da o coro), mas é no séc. XIII que o mosteiro ganha destaque quando passa a propriedade da rainha D. Mafalda, neta do primeiro rei de Portugal, aderindo a ordem de Cister em uma comunidade que se torna exclusivamente feminina como parte da renovação do mosteiro, seu tumulo estando atualmente em um capela na igreja do mesmo. A presença da rainha no mosteiro atraiu a mais alta nobreza e muitas filhas de nobres passaram a ingressar a comunidade monástica, contribuindo para a sua economia pujante e importância administrativa, se tornando o mais rico e influente mosteiro feminino português.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
== &#039;&#039;&#039;Descrição&#039;&#039;&#039; ==&lt;br /&gt;
As principais renovações no mosteiro, que ditam sua forma atual vão desde a nobilitação dos materiais construtivos até a atualização das expressões estéticas ao Barroco, se iniciam nos finais do século XVII e perduram por mais de um século, começando com o projeto do arquiteto maltês Carlos Gimac que renova a fachada ocidental (onde é hoje a entrada do Museu da Arte Sacra) organizando-a com uma nova portaria central destacada pela verticalidade, distribuição uniforme de janelas para as clausuras individuais e divisão dos níveis por cornijas e pilastras contínuas, a fachada ocidental passa então a servir como modelo para as reconstruções posteriores das fachadas norte e sul, criando assim uma imagem palaciana homogénea para o mosteiro.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
O projeto de Carlos Gimac passa então a multiplicar os espaços do mosteiro, aplicando seus conhecimentos científicos e estéticos para elaboração de toda composição do espaço com a nova igreja e coro, inaugurados em 1718, após esta data é construída a ala ligando o coro ao torreão norte, um incendio em 1725 faz necessária a renovação da fachada sul (chamada “fachada de Mafra” pelo trabalho dos pedreiros vindos de Mafra) aplicando o uso da pedra e erguendo um novo torreão paralelo ao da fachada norte, em 1740 as expansões seguem com a construção do celeiro e uma sumptuosa escadaria de dois lances que se estende para alem do novo torreão e delimita o terreiro, que abriga a casa do padres (atual Biblioteca Municipal de Arouca) em frente a portaria; após 30 anos se da a construção da ala nascente conectando a fachada sul ao coro e dando espaço a casa do capitulo, cozinha e refeitório ligados ao claustro que fora finalizado apenas no século XX com intervenções da Direção-Geral dos Edifícios e Monumentos Nacionais.&lt;br /&gt;
[[File:Alçado norte do Claustro com fonte.jpg|thumb|Alçado norte do Claustro com fonte |left]]&lt;br /&gt;
A riqueza da ornamentação se renova e multiplica juntamente com os espaços no séc. XVIII, tornando o edifício um verdadeiro templo Barroco, seja pelo conhecimento humanista aplicado a arquitetura com o uso racional da luz e das forma ou pela rica escultura e pintura encomendada pelas monjas do mosteiro que buscaram os melhores artistas e artificies disponíveis para nobilitar sue espaço.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
É na igreja e no coro onde essa riqueza material e intelectual se faz mais presente, começando pelo coro onde a luz banha o cadeiral da nave central, reluzindo a sua talha dourada feita pelos entalhadores portuenses António Gomes e Filipe da Silva em 1722, e iluminando suas pinturas nos espaldares, as esculturas de pedra de Ançã esculpidas por Jacinto Vieira cercam o espaço pela galeria do primeiro piso, na altura das tribunas por onde as monjas assistiam as cerimónias, um grande arco gradeado separa o coro da igreja e acima dele o coro-alto que da acesso ao majestoso órgão de 1352 tubos encostado a galeria, ornamentado com ouro e uma pintura que representa a padroeira dos músicos Santa Cecília, construído em 1739 é um dos mais bem conservador em Portugal.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Na igreja as esculturas de Jacinto Vieira seguem no nível das tribunas e a talha dourada se espalha pela nave, da capela-mor até as oito capelas, uma delas com o tumulo de D. Mafalda, com retábulos executados por Miguel Francisco da Silva em 1738 (com exceção dos que ladeiam a capela-mor) até a capela-mor com seu imponente retábulo joanino realizado por Luís Vieira da Silva onde a talha se expande pra as galerias laterais servindo como moldura para as pinturas no nível da abóboda com autoria de André Gonçalves, um dos maiores pintores do Barroco nacional, no centro do retábulo o trono eucarístico onde as linhas convertem e denotam sua grandiosidade.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Em 1834 as ordens religiosas são extintas em Portugal e em 1886 morre a última monja em Arouca, porem os patrimónios artísticos do mosteiro são preservados pela Real Irmandade Rainha Santa Mafalda que evita sua dispersão, as obras que antes faziam parte do mosteiro se encontram atualmente no Museu da Arte Sacra localizado em parte nos antigos dormitórios e abriga a riquíssima ourivesaria, esculturas e pinturas de mestres portugueses como Diogo Teixeira e Josefa d’Óbidos, como tambem as pinturas da rainha Santa Mafalda de autoria do italiano Giovanni Odazzi.&amp;lt;gallery mode=&amp;quot;slideshow&amp;quot;&amp;gt;&lt;br /&gt;
File:Coro e Igreja vistos da galeria a leste no coro.jpg|alt=|Coro e Igreja vistos da galeria a leste no coro&lt;br /&gt;
File:Detalhe do Claustro.jpg|alt=|Detalhe do Claustro&lt;br /&gt;
File:Cadeiral visto do Coro-Alto.jpg|alt=|Cadeiral visto do Coro-Alto&lt;br /&gt;
File:Cadeiral, órgão e esculturas vistas do Coro-Alto.jpg|alt=|Cadeiral, órgão e esculturas vistas do Coro-Alto&lt;br /&gt;
File:Vista da Capela-Mor a partir do Coro.jpg|alt=|Vista da Capela-Mor a partir do Coro&lt;br /&gt;
File:Visão da entrada pela portaria.jpg|alt=|Visão da entrada pela portaria&lt;br /&gt;
File:Iluminação na Casa do Capítulo com Azulejo.jpg|alt=|Iluminação na Casa do Capítulo com Azulejo&lt;br /&gt;
File:Detalhe da cobertura do Coro e Igreja.jpg|alt=|Detalhe da cobertura do Coro e Igreja&lt;br /&gt;
File:Corredor dos dormitórios, atual Museu da Arte Sacra.jpg|alt=|Corredor dos dormitórios, atual Museu da Arte Sacra&lt;br /&gt;
File:Alçado com escadaria de aparato do celeiro.jpg|alt=|Alçado com escadaria de aparato do celeiro&lt;br /&gt;
&amp;lt;/gallery&amp;gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
=== &#039;&#039;&#039;Patrimonio Integrado&#039;&#039;&#039; ===&lt;br /&gt;
[[File:Escultura de Jacinto Vieira no Coro.jpg|thumb|Escultura de Jacinto Vieira no Coro]]&lt;br /&gt;
Do aparato arquitetónico até os azulejos do séc. XVIII que circundam a Casa do Capítulo, é a Igreja e o Coro que recebem a maior parte do património integrado, dando espaço as esculturas de pedra Ançã por Jacinto Vieira na galeria e a talha dourada que se prolifera dos espaldares do cadeiral do Coro até a Capela-mor.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Ambos espaços contam com capelas dedicadas a Virgem, a Cristo e aos Santos, seis na lateral do coro e oito ao redor da igreja, conjugando os elaborados retábulos de talha dourada com as esculturas policromadas em madeira, cada uma dessas capelas recebe uma atenção especial dos artistas, com ênfase na capela mortuária de D. Mafalda com sua urna ornamentada executada em ébano, prata e bronze. Na capela-mor a talha dourada se expande além do retábulo para as galerias laterais com molduras para as oito pinturas de André Gonçalves.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
No Coro o cadeiral de madeira com motivos escultórios recebe talha dourada e pinturas em seus espaldares, no Coro-Alto um imenso órgão do século XVIII com 1325 tubos que conjuga a talha dourada e escultura com a pintura representando Santa Cecília e motivos de chinoiserie nos painéis adjacentes.  &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
O cadeiral de madeira do Coro é indubitavelmente o objeto mais particular do convento, ele cerca as laterais da nave central do Coro e é constituído em dois níveis que dão espaço a 104 cadeiras, cada uma com um elemento escultórico único em sua misericórdia, em seu majestoso espaldar ricamente ornamentado a talha dourada serve como moldura para as pinturas, particularmente únicas as representações da vida de Santa Mafalda.&amp;lt;gallery mode=&amp;quot;packed-overlay&amp;quot;&amp;gt;&lt;br /&gt;
File:Pintura de Nossa Sra. da Conceição no espaldar do cadeiral.jpg|Pintura de Nossa Sra. da Conceição no espaldar do cadeiral&lt;br /&gt;
File:Misericóridas e espaldar do cadeiral.jpg|Misericóridas e espaldar do cadeiral&lt;br /&gt;
File:Espaldar do cadeiral.jpg|Espaldar do cadeiral&lt;br /&gt;
File:Detalhe de capela na lateral do Coro 1.jpg|Detalhe de capela na lateral do Coro&lt;br /&gt;
File:Detalhe de capela na lateral do Coro.jpg|Detalhe de capela na lateral do Coro&lt;br /&gt;
File:Detalhe do Azulejo na Casa do Capítulo.jpg|Detalhe do Azulejo na Casa do Capítulo&lt;br /&gt;
&amp;lt;/gallery&amp;gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
== &#039;&#039;&#039;Estado da Arte&#039;&#039;&#039; ==&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
O mosteiro é mencionado com distinção pela sua arquitetura e espólio artístico em “&#039;&#039;&#039;Arouca - Notas Monográficas&#039;&#039;&#039;” de Domingos Brandão e Olímpia Loureiro publicado em 1991 pelo Centro de Estudos D. Domingos de Pinho Brandão, com informações dos dicionários geográficos, memorias paroquiais e documentos diocesanos sobre Arouca, todos do século XVIII.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
A arquitetura do mosteiro, sua importância sociocultural e seu percurso pela história são extensamente exploradas por Manuel Moreira da Rocha em sua dissertação de doutoramento “&#039;&#039;&#039;Das Construções e Reconstruções, A memória de um Mosteiro: Santa Maria de Arouca (Séculos XVII-XX)&#039;&#039;&#039;” publicada como livro em 2011 pela editora Afrontamento.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
== &#039;&#039;&#039;Fontes e Bibliografia&#039;&#039;&#039; ==&lt;br /&gt;
ALÇADA, Margarida e RUÃO, Carlos – SIPA Mosteiro de Arouca / Museu de Arte Sacra de Arouca / Igreja Paroquial de Arouca / Igreja de São Bartolomeu. Em linha, verificado em 25/04/2024 &amp;lt;nowiki&amp;gt;http://www.monumentos.gov.pt/site/app_pagesuser/sipa.aspx?id=1039&amp;lt;/nowiki&amp;gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
AROUCA: Câmara Municipal de Arouca (2009) - O órgão do Mosteiro de Arouca: conservação e restauro do património musical, &amp;lt;nowiki&amp;gt;ISBN 978-972-8978-04-4&amp;lt;/nowiki&amp;gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
BRANDÃO, Domingos de Pinho e LOUREIRO, Olímpia (1991) - Arouca: notas monográficas 1. Arouca: Centro de Estudos D. Domingos de Pinho Brandão.  (Centro de estudos D. Domingos de Pinho Brandão)&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
GOMES, Paulo Varela, Guia Mosteiro de Arouca, IPPAR, Lisboa, 2006&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
ROCHA, Manuel Joaquim Moreira da (2011) - A memória de um mosteiro, Santa Maria de Arouca: (séculos XVII-XX): das construções e das reconstruções. Porto: Afrontamento. (Biblioteca das ciências sociais). ISBN 987-972-36-1134-2&lt;/div&gt;</summary>
		<author><name>Hiroshy</name></author>
	</entry>
	<entry>
		<id>https://wikimedia.pt/portobarroco/index.php?title=Mosteiro_de_Arouca&amp;diff=148</id>
		<title>Mosteiro de Arouca</title>
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		<updated>2024-05-26T17:47:32Z</updated>

		<summary type="html">&lt;p&gt;Hiroshy: &lt;/p&gt;
&lt;hr /&gt;
&lt;div&gt;{| class=&amp;quot;wikitable&amp;quot;&lt;br /&gt;
|&#039;&#039;&#039;Designação&#039;&#039;&#039;&lt;br /&gt;
|Mosteiro  de Santa Maria de Arouca / Museu da Arte Sacra&lt;br /&gt;
|-&lt;br /&gt;
|&#039;&#039;&#039;Localização&#039;&#039;&#039; &lt;br /&gt;
|Largo  Santa Mafalda, Arouca&lt;br /&gt;
|-&lt;br /&gt;
|&#039;&#039;&#039;Cronologia&#039;&#039;&#039;&lt;br /&gt;
|Séc.  XVII/XVIII&lt;br /&gt;
|-&lt;br /&gt;
|&#039;&#039;&#039;Autor&#039;&#039;&#039;&lt;br /&gt;
|Carlos  Gimac&lt;br /&gt;
|-&lt;br /&gt;
|&#039;&#039;&#039;Classificação&#039;&#039;&#039; &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
|Monumento  Nacional&lt;br /&gt;
|-&lt;br /&gt;
|&#039;&#039;&#039;Como Chegar&#039;&#039;&#039; &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
|A 71 km da  cidade do Porto, o deslocamento pode ser feito de carro pela via A32 e N326  ou pelos transportes da UNIR na linha 1007 que parte de São João da Madeira.&lt;br /&gt;
|-&lt;br /&gt;
|&#039;&#039;&#039;Horários&#039;&#039;&#039;&lt;br /&gt;
|O museu e convento estão abertos todos  os dias das 9:30 até as 17:00 (com exceções de segundas e terças de manhã,  terceiro final de semana de cada mês e feriados)&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
|}&lt;br /&gt;
{| class=&amp;quot;wikitable&amp;quot;&lt;br /&gt;
|&#039;&#039;&#039;Contexto  físico patrimonial de proximidade &#039;&#039;&#039; &lt;br /&gt;
|-&lt;br /&gt;
|Calvário de  Arouca e Igreja da Santa Misericórdia de Arouca.&lt;br /&gt;
|}&lt;br /&gt;
[[File:Fachada Oeste e Alçado do Celeiro.jpg|border|thumb|Fachada Oeste e Alçado do Celeiro do Mosteiro]]&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
O atual mosteiro de Santa Maria em Arouca é fruto das diversas construções e reconstruções que ocorreram ao longo do tempo e responsável pelo desenvolvimento desta região, tem suas origens no século X, de qual pouco se sabe (sabemos, por exemplo, que a antiga igreja ficava onde atualmente se da o coro), mas é no séc. XIII que o mosteiro ganha destaque quando passa a propriedade da rainha D. Mafalda, neta do primeiro rei de Portugal, aderindo a ordem de Cister em uma comunidade que se torna exclusivamente feminina como parte da renovação do mosteiro, seu tumulo estando atualmente em um capela na igreja do mesmo. A presença da rainha no mosteiro atraiu a mais alta nobreza e muitas filhas de nobres passaram a ingressar a comunidade monástica, contribuindo para a sua economia pujante e importância administrativa, se tornando o mais rico e influente mosteiro feminino português.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
== &#039;&#039;&#039;Descrição&#039;&#039;&#039; ==&lt;br /&gt;
As principais renovações no mosteiro, que ditam sua forma atual vão desde a nobilitação dos materiais construtivos até a atualização das expressões estéticas ao Barroco, se iniciam nos finais do século XVII e perduram por mais de um século, começando com o projeto do arquiteto maltês Carlos Gimac que renova a fachada ocidental (onde é hoje a entrada do Museu da Arte Sacra) organizando-a com uma nova portaria central destacada pela verticalidade, distribuição uniforme de janelas para as clausuras individuais e divisão dos níveis por cornijas e pilastras contínuas, a fachada ocidental passa então a servir como modelo para as reconstruções posteriores das fachadas norte e sul, criando assim uma imagem palaciana homogénea para o mosteiro.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
O projeto de Carlos Gimac passa então a multiplicar os espaços do mosteiro, aplicando seus conhecimentos científicos e estéticos para elaboração de toda composição do espaço com a nova igreja e coro, inaugurados em 1718, após esta data é construída a ala ligando o coro ao torreão norte, um incendio em 1725 faz necessária a renovação da fachada sul (chamada “fachada de Mafra” pelo trabalho dos pedreiros vindos de Mafra) aplicando o uso da pedra e erguendo um novo torreão paralelo ao da fachada norte, em 1740 as expansões seguem com a construção do celeiro e uma sumptuosa escadaria de dois lances que se estende para alem do novo torreão e delimita o terreiro, que abriga a casa do padres (atual Biblioteca Municipal de Arouca) em frente a portaria; após 30 anos se da a construção da ala nascente conectando a fachada sul ao coro e dando espaço a casa do capitulo, cozinha e refeitório ligados ao claustro que fora finalizado apenas no século XX com intervenções da Direção-Geral dos Edifícios e Monumentos Nacionais.&lt;br /&gt;
[[File:Alçado norte do Claustro com fonte.jpg|thumb|Alçado norte do Claustro com fonte |left]]&lt;br /&gt;
A riqueza da ornamentação se renova e multiplica juntamente com os espaços no séc. XVIII, tornando o edifício um verdadeiro templo Barroco, seja pelo conhecimento humanista aplicado a arquitetura com o uso racional da luz e das forma ou pela rica escultura e pintura encomendada pelas monjas do mosteiro que buscaram os melhores artistas e artificies disponíveis para nobilitar sue espaço.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
É na igreja e no coro onde essa riqueza material e intelectual se faz mais presente, começando pelo coro onde a luz banha o cadeiral da nave central, reluzindo a sua talha dourada feita pelos entalhadores portuenses António Gomes e Filipe da Silva em 1722, e iluminando suas pinturas nos espaldares, as esculturas de pedra de Ançã esculpidas por Jacinto Vieira cercam o espaço pela galeria do primeiro piso, na altura das tribunas por onde as monjas assistiam as cerimónias, um grande arco gradeado separa o coro da igreja e acima dele o coro-alto que da acesso ao majestoso órgão de 1352 tubos encostado a galeria, ornamentado com ouro e uma pintura que representa a padroeira dos músicos Santa Cecília, construído em 1739 é um dos mais bem conservador em Portugal.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Na igreja as esculturas de Jacinto Vieira seguem no nível das tribunas e a talha dourada se espalha pela nave, da capela-mor até as oito capelas, uma delas com o tumulo de D. Mafalda, com retábulos executados por Miguel Francisco da Silva em 1738 (com exceção dos que ladeiam a capela-mor) até a capela-mor com seu imponente retábulo joanino realizado por Luís Vieira da Silva onde a talha se expande pra as galerias laterais servindo como moldura para as pinturas no nível da abóboda com autoria de André Gonçalves, um dos maiores pintores do Barroco nacional, no centro do retábulo o trono eucarístico onde as linhas convertem e denotam sua grandiosidade.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Em 1834 as ordens religiosas são extintas em Portugal e em 1886 morre a última monja em Arouca, porem os patrimónios artísticos do mosteiro são preservados pela Real Irmandade Rainha Santa Mafalda que evita sua dispersão, as obras que antes faziam parte do mosteiro se encontram atualmente no Museu da Arte Sacra localizado em parte nos antigos dormitórios e abriga a riquíssima ourivesaria, esculturas e pinturas de mestres portugueses como Diogo Teixeira e Josefa d’Óbidos, como tambem as pinturas da rainha Santa Mafalda de autoria do italiano Giovanni Odazzi.&amp;lt;gallery mode=&amp;quot;slideshow&amp;quot;&amp;gt;&lt;br /&gt;
File:Coro e Igreja vistos da galeria a leste no coro.jpg|alt=|Coro e Igreja vistos da galeria a leste no coro&lt;br /&gt;
File:Detalhe do Claustro.jpg|alt=|Detalhe do Claustro&lt;br /&gt;
File:Cadeiral visto do Coro-Alto.jpg|alt=|Cadeiral visto do Coro-Alto&lt;br /&gt;
File:Cadeiral, órgão e esculturas vistas do Coro-Alto.jpg|alt=|Cadeiral, órgão e esculturas vistas do Coro-Alto&lt;br /&gt;
File:Vista da Capela-Mor a partir do Coro.jpg|alt=|Vista da Capela-Mor a partir do Coro&lt;br /&gt;
File:Visão da entrada pela portaria.jpg|alt=|Visão da entrada pela portaria&lt;br /&gt;
File:Iluminação na Casa do Capítulo com Azulejo.jpg|alt=|Iluminação na Casa do Capítulo com Azulejo&lt;br /&gt;
File:Detalhe da cobertura do Coro e Igreja.jpg|alt=|Detalhe da cobertura do Coro e Igreja&lt;br /&gt;
File:Corredor dos dormitórios, atual Museu da Arte Sacra.jpg|alt=|Corredor dos dormitórios, atual Museu da Arte Sacra&lt;br /&gt;
File:Alçado com escadaria de aparato do celeiro.jpg|alt=|Alçado com escadaria de aparato do celeiro&lt;br /&gt;
&amp;lt;/gallery&amp;gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
=== &#039;&#039;&#039;Patrimonio Integrado&#039;&#039;&#039; ===&lt;br /&gt;
[[File:Escultura de Jacinto Vieira no Coro.jpg|thumb|Escultura de Jacinto Vieira no Coro]]&lt;br /&gt;
Do aparato arquitetónico até os azulejos do séc. XVIII que circundam a Casa do Capítulo, é a Igreja e o Coro que recebem a maior parte do património integrado, dando espaço as esculturas de pedra Ançã por Jacinto Vieira na galeria e a talha dourada que se prolifera dos espaldares do cadeiral do Coro até a Capela-mor.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Ambos espaços contam com capelas dedicadas a Virgem, a Cristo e aos Santos, seis na lateral do coro e oito ao redor da igreja, conjugando os elaborados retábulos de talha dourada com as esculturas policromadas em madeira, cada uma dessas capelas recebe uma atenção especial dos artistas, com ênfase na capela mortuária de D. Mafalda com sua urna ornamentada executada em ébano, prata e bronze. Na capela-mor a talha dourada se expande além do retábulo para as galerias laterais com molduras para as oito pinturas de André Gonçalves.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
No Coro o cadeiral de madeira com motivos escultórios recebe talha dourada e pinturas em seus espaldares, no Coro-Alto um imenso órgão do século XVIII com 1325 tubos que conjuga a talha dourada e escultura com a pintura representando Santa Cecília e motivos de chinoiserie nos painéis adjacentes.  &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
O cadeiral de madeira do Coro é indubitavelmente o objeto mais particular do convento, ele cerca as laterais da nave central do Coro e é constituído em dois níveis que dão espaço a 104 cadeiras, cada uma com um elemento escultórico único em sua misericórdia, em seu majestoso espaldar ricamente ornamentado a talha dourada serve como moldura para as pinturas, particularmente únicas as representações da vida de Santa Mafalda.&amp;lt;gallery mode=&amp;quot;slideshow&amp;quot;&amp;gt;&lt;br /&gt;
File:Pintura de Nossa Sra. da Conceição no espaldar do cadeiral.jpg|Pintura de Nossa Sra. da Conceição no espaldar do cadeiral&lt;br /&gt;
File:Misericóridas e espaldar do cadeiral.jpg|Misericóridas e espaldar do cadeiral&lt;br /&gt;
File:Espaldar do cadeiral.jpg|Espaldar do cadeiral&lt;br /&gt;
File:Detalhe de capela na lateral do Coro 1.jpg|Detalhe de capela na lateral do Coro&lt;br /&gt;
File:Detalhe de capela na lateral do Coro.jpg|Detalhe de capela na lateral do Coro&lt;br /&gt;
File:Detalhe do Azulejo na Casa do Capítulo.jpg|Detalhe do Azulejo na Casa do Capítulo&lt;br /&gt;
&amp;lt;/gallery&amp;gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
== &#039;&#039;&#039;Estado da Arte&#039;&#039;&#039; ==&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
O mosteiro é mencionado com distinção pela sua arquitetura e espólio artístico em “&#039;&#039;&#039;Arouca - Notas Monográficas&#039;&#039;&#039;” de Domingos Brandão e Olímpia Loureiro publicado em 1991 pelo Centro de Estudos D. Domingos de Pinho Brandão, com informações dos dicionários geográficos, memorias paroquiais e documentos diocesanos sobre Arouca, todos do século XVIII.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
A arquitetura do mosteiro, sua importância sociocultural e seu percurso pela história são extensamente exploradas por Manuel Moreira da Rocha em sua dissertação de doutoramento “&#039;&#039;&#039;Das Construções e Reconstruções, A memória de um Mosteiro: Santa Maria de Arouca (Séculos XVII-XX)&#039;&#039;&#039;” publicada como livro em 2011 pela editora Afrontamento.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
== &#039;&#039;&#039;Fontes e Bibliografia&#039;&#039;&#039; ==&lt;br /&gt;
ALÇADA, Margarida e RUÃO, Carlos – SIPA Mosteiro de Arouca / Museu de Arte Sacra de Arouca / Igreja Paroquial de Arouca / Igreja de São Bartolomeu. Em linha, verificado em 25/04/2024 &amp;lt;nowiki&amp;gt;http://www.monumentos.gov.pt/site/app_pagesuser/sipa.aspx?id=1039&amp;lt;/nowiki&amp;gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
AROUCA: Câmara Municipal de Arouca (2009) - O órgão do Mosteiro de Arouca: conservação e restauro do património musical, &amp;lt;nowiki&amp;gt;ISBN 978-972-8978-04-4&amp;lt;/nowiki&amp;gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
BRANDÃO, Domingos de Pinho e LOUREIRO, Olímpia (1991) - Arouca: notas monográficas 1. Arouca: Centro de Estudos D. Domingos de Pinho Brandão.  (Centro de estudos D. Domingos de Pinho Brandão)&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
GOMES, Paulo Varela, Guia Mosteiro de Arouca, IPPAR, Lisboa, 2006&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
ROCHA, Manuel Joaquim Moreira da (2011) - A memória de um mosteiro, Santa Maria de Arouca: (séculos XVII-XX): das construções e das reconstruções. Porto: Afrontamento. (Biblioteca das ciências sociais). ISBN 987-972-36-1134-2&lt;/div&gt;</summary>
		<author><name>Hiroshy</name></author>
	</entry>
	<entry>
		<id>https://wikimedia.pt/portobarroco/index.php?title=Mosteiro_de_Arouca&amp;diff=147</id>
		<title>Mosteiro de Arouca</title>
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		<updated>2024-05-26T17:45:47Z</updated>

		<summary type="html">&lt;p&gt;Hiroshy: &lt;/p&gt;
&lt;hr /&gt;
&lt;div&gt;{| class=&amp;quot;wikitable&amp;quot;&lt;br /&gt;
|&#039;&#039;&#039;Designação&#039;&#039;&#039;&lt;br /&gt;
|Mosteiro  de Santa Maria de Arouca / Museu da Arte Sacra&lt;br /&gt;
|-&lt;br /&gt;
|&#039;&#039;&#039;Localização&#039;&#039;&#039; &lt;br /&gt;
|Largo  Santa Mafalda, Arouca&lt;br /&gt;
|-&lt;br /&gt;
|&#039;&#039;&#039;Cronologia&#039;&#039;&#039;&lt;br /&gt;
|Séc.  XVII/XVIII&lt;br /&gt;
|-&lt;br /&gt;
|&#039;&#039;&#039;Autor&#039;&#039;&#039;&lt;br /&gt;
|Carlos  Gimac&lt;br /&gt;
|-&lt;br /&gt;
|&#039;&#039;&#039;Classificação&#039;&#039;&#039; &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
|Monumento  Nacional&lt;br /&gt;
|-&lt;br /&gt;
|&#039;&#039;&#039;Como Chegar&#039;&#039;&#039; &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
|A 71 km da  cidade do Porto, o deslocamento pode ser feito de carro pela via A32 e N326  ou pelos transportes da UNIR na linha 1007 que parte de São João da Madeira.&lt;br /&gt;
|-&lt;br /&gt;
|&#039;&#039;&#039;Horários&#039;&#039;&#039;&lt;br /&gt;
|O museu e convento estão abertos todos  os dias das 9:30 até as 17:00 (com exceções de segundas e terças de manhã,  terceiro final de semana de cada mês e feriados)&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
|}&lt;br /&gt;
{| class=&amp;quot;wikitable&amp;quot;&lt;br /&gt;
|&#039;&#039;&#039;Contexto  físico patrimonial de proximidade &#039;&#039;&#039; &lt;br /&gt;
|-&lt;br /&gt;
|Calvário de  Arouca e Igreja da Santa Misericórdia de Arouca.&lt;br /&gt;
|}&lt;br /&gt;
[[File:Fachada Oeste e Alçado do Celeiro.jpg|border|thumb|Fachada Oeste e Alçado do Celeiro do Mosteiro]]&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
O atual mosteiro de Santa Maria em Arouca é fruto das diversas construções e reconstruções que ocorreram ao longo do tempo e responsável pelo desenvolvimento desta região, tem suas origens no século X, de qual pouco se sabe (sabemos, por exemplo, que a antiga igreja ficava onde atualmente se da o coro), mas é no séc. XIII que o mosteiro ganha destaque quando passa a propriedade da rainha D. Mafalda, neta do primeiro rei de Portugal, aderindo a ordem de Cister em uma comunidade que se torna exclusivamente feminina como parte da renovação do mosteiro, seu tumulo estando atualmente em um capela na igreja do mesmo. A presença da rainha no mosteiro atraiu a mais alta nobreza e muitas filhas de nobres passaram a ingressar a comunidade monástica, contribuindo para a sua economia pujante e importância administrativa, se tornando o mais rico e influente mosteiro feminino português.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
== &#039;&#039;&#039;Descrição&#039;&#039;&#039; ==&lt;br /&gt;
As principais renovações no mosteiro, que ditam sua forma atual vão desde a nobilitação dos materiais construtivos até a atualização das expressões estéticas ao Barroco, se iniciam nos finais do século XVII e perduram por mais de um século, começando com o projeto do arquiteto maltês Carlos Gimac que renova a fachada ocidental (onde é hoje a entrada do Museu da Arte Sacra) organizando-a com uma nova portaria central destacada pela verticalidade, distribuição uniforme de janelas para as clausuras individuais e divisão dos níveis por cornijas e pilastras contínuas, a fachada ocidental passa então a servir como modelo para as reconstruções posteriores das fachadas norte e sul, criando assim uma imagem palaciana homogénea para o mosteiro.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
O projeto de Carlos Gimac passa então a multiplicar os espaços do mosteiro, aplicando seus conhecimentos científicos e estéticos para elaboração de toda composição do espaço com a nova igreja e coro, inaugurados em 1718, após esta data é construída a ala ligando o coro ao torreão norte, um incendio em 1725 faz necessária a renovação da fachada sul (chamada “fachada de Mafra” pelo trabalho dos pedreiros vindos de Mafra) aplicando o uso da pedra e erguendo um novo torreão paralelo ao da fachada norte, em 1740 as expansões seguem com a construção do celeiro e uma sumptuosa escadaria de dois lances que se estende para alem do novo torreão e delimita o terreiro, que abriga a casa do padres (atual Biblioteca Municipal de Arouca) em frente a portaria; após 30 anos se da a construção da ala nascente conectando a fachada sul ao coro e dando espaço a casa do capitulo, cozinha e refeitório ligados ao claustro que fora finalizado apenas no século XX com intervenções da Direção-Geral dos Edifícios e Monumentos Nacionais.&lt;br /&gt;
[[File:Alçado norte do Claustro com fonte.jpg|thumb|Alçado norte do Claustro com fonte |left]]&lt;br /&gt;
A riqueza da ornamentação se renova e multiplica juntamente com os espaços no séc. XVIII, tornando o edifício um verdadeiro templo Barroco, seja pelo conhecimento humanista aplicado a arquitetura com o uso racional da luz e das forma ou pela rica escultura e pintura encomendada pelas monjas do mosteiro que buscaram os melhores artistas e artificies disponíveis para nobilitar sue espaço.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
É na igreja e no coro onde essa riqueza material e intelectual se faz mais presente, começando pelo coro onde a luz banha o cadeiral da nave central, reluzindo a sua talha dourada feita pelos entalhadores portuenses António Gomes e Filipe da Silva em 1722, e iluminando suas pinturas nos espaldares, as esculturas de pedra de Ançã esculpidas por Jacinto Vieira cercam o espaço pela galeria do primeiro piso, na altura das tribunas por onde as monjas assistiam as cerimónias, um grande arco gradeado separa o coro da igreja e acima dele o coro-alto que da acesso ao majestoso órgão de 1352 tubos encostado a galeria, ornamentado com ouro e uma pintura que representa a padroeira dos músicos Santa Cecília, construído em 1739 é um dos mais bem conservador em Portugal.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Na igreja as esculturas de Jacinto Vieira seguem no nível das tribunas e a talha dourada se espalha pela nave, da capela-mor até as oito capelas, uma delas com o tumulo de D. Mafalda, com retábulos executados por Miguel Francisco da Silva em 1738 (com exceção dos que ladeiam a capela-mor) até a capela-mor com seu imponente retábulo joanino realizado por Luís Vieira da Silva onde a talha se expande pra as galerias laterais servindo como moldura para as pinturas no nível da abóboda com autoria de André Gonçalves, um dos maiores pintores do Barroco nacional, no centro do retábulo o trono eucarístico onde as linhas convertem e denotam sua grandiosidade.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Em 1834 as ordens religiosas são extintas em Portugal e em 1886 morre a última monja em Arouca, porem os patrimónios artísticos do mosteiro são preservados pela Real Irmandade Rainha Santa Mafalda que evita sua dispersão, as obras que antes faziam parte do mosteiro se encontram atualmente no Museu da Arte Sacra localizado em parte nos antigos dormitórios e abriga a riquíssima ourivesaria, esculturas e pinturas de mestres portugueses como Diogo Teixeira e Josefa d’Óbidos, como tambem as pinturas da rainha Santa Mafalda de autoria do italiano Giovanni Odazzi.&amp;lt;gallery mode=&amp;quot;packed-overlay&amp;quot;&amp;gt;&lt;br /&gt;
File:Coro e Igreja vistos da galeria a leste no coro.jpg|alt=|Coro e Igreja vistos da galeria a leste no coro&lt;br /&gt;
File:Detalhe do Claustro.jpg|alt=|Detalhe do Claustro&lt;br /&gt;
File:Cadeiral visto do Coro-Alto.jpg|alt=|Cadeiral visto do Coro-Alto&lt;br /&gt;
File:Cadeiral, órgão e esculturas vistas do Coro-Alto.jpg|alt=|Cadeiral, órgão e esculturas vistas do Coro-Alto&lt;br /&gt;
File:Vista da Capela-Mor a partir do Coro.jpg|alt=|Vista da Capela-Mor a partir do Coro&lt;br /&gt;
File:Visão da entrada pela portaria.jpg|alt=|Visão da entrada pela portaria&lt;br /&gt;
File:Iluminação na Casa do Capítulo com Azulejo.jpg|alt=|Iluminação na Casa do Capítulo com Azulejo&lt;br /&gt;
File:Detalhe da cobertura do Coro e Igreja.jpg|alt=|Detalhe da cobertura do Coro e Igreja&lt;br /&gt;
File:Corredor dos dormitórios, atual Museu da Arte Sacra.jpg|alt=|Corredor dos dormitórios, atual Museu da Arte Sacra&lt;br /&gt;
File:Alçado com escadaria de aparato do celeiro.jpg|alt=|Alçado com escadaria de aparato do celeiro&lt;br /&gt;
&amp;lt;/gallery&amp;gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
=== &#039;&#039;&#039;Patrimonio Integrado&#039;&#039;&#039; ===&lt;br /&gt;
[[File:Escultura de Jacinto Vieira no Coro.jpg|thumb|Escultura de Jacinto Vieira no Coro]]&lt;br /&gt;
Do aparato arquitetónico até os azulejos do séc. XVIII que circundam a Casa do Capítulo, é a Igreja e o Coro que recebem a maior parte do património integrado, dando espaço as esculturas de pedra Ançã por Jacinto Vieira na galeria e a talha dourada que se prolifera dos espaldares do cadeiral do Coro até a Capela-mor.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Ambos espaços contam com capelas dedicadas a Virgem, a Cristo e aos Santos, seis na lateral do coro e oito ao redor da igreja, conjugando os elaborados retábulos de talha dourada com as esculturas policromadas em madeira, cada uma dessas capelas recebe uma atenção especial dos artistas, com ênfase na capela mortuária de D. Mafalda com sua urna ornamentada executada em ébano, prata e bronze. Na capela-mor a talha dourada se expande além do retábulo para as galerias laterais com molduras para as oito pinturas de André Gonçalves.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
No Coro o cadeiral de madeira com motivos escultórios recebe talha dourada e pinturas em seus espaldares, no Coro-Alto um imenso órgão do século XVIII com 1325 tubos que conjuga a talha dourada e escultura com a pintura representando Santa Cecília e motivos de chinoiserie nos painéis adjacentes.  &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
O cadeiral de madeira do Coro é indubitavelmente o objeto mais particular do convento, ele cerca as laterais da nave central do Coro e é constituído em dois níveis que dão espaço a 104 cadeiras, cada uma com um elemento escultórico único em sua misericórdia, em seu majestoso espaldar ricamente ornamentado a talha dourada serve como moldura para as pinturas, particularmente únicas as representações da vida de Santa Mafalda.&amp;lt;gallery&amp;gt;&lt;br /&gt;
File:Pintura de Nossa Sra. da Conceição no espaldar do cadeiral.jpg|Pintura de Nossa Sra. da Conceição no espaldar do cadeiral&lt;br /&gt;
File:Misericóridas e espaldar do cadeiral.jpg|Misericóridas e espaldar do cadeiral&lt;br /&gt;
File:Espaldar do cadeiral.jpg|Espaldar do cadeiral&lt;br /&gt;
File:Detalhe de capela na lateral do Coro 1.jpg|Detalhe de capela na lateral do Coro &lt;br /&gt;
File:Detalhe de capela na lateral do Coro.jpg|Detalhe de capela na lateral do Coro &lt;br /&gt;
File:Detalhe do Azulejo na Casa do Capítulo.jpg|Detalhe do Azulejo na Casa do Capítulo&lt;br /&gt;
&amp;lt;/gallery&amp;gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
== &#039;&#039;&#039;Estado da Arte&#039;&#039;&#039; ==&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
O mosteiro é mencionado com distinção pela sua arquitetura e espólio artístico em “&#039;&#039;&#039;Arouca - Notas Monográficas&#039;&#039;&#039;” de Domingos Brandão e Olímpia Loureiro publicado em 1991 pelo Centro de Estudos D. Domingos de Pinho Brandão, com informações dos dicionários geográficos, memorias paroquiais e documentos diocesanos sobre Arouca, todos do século XVIII.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
A arquitetura do mosteiro, sua importância sociocultural e seu percurso pela história são extensamente exploradas por Manuel Moreira da Rocha em sua dissertação de doutoramento “&#039;&#039;&#039;Das Construções e Reconstruções, A memória de um Mosteiro: Santa Maria de Arouca (Séculos XVII-XX)&#039;&#039;&#039;” publicada como livro em 2011 pela editora Afrontamento.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
== &#039;&#039;&#039;Fontes e Bibliografia&#039;&#039;&#039; ==&lt;br /&gt;
ALÇADA, Margarida e RUÃO, Carlos – SIPA Mosteiro de Arouca / Museu de Arte Sacra de Arouca / Igreja Paroquial de Arouca / Igreja de São Bartolomeu. Em linha, verificado em 25/04/2024 &amp;lt;nowiki&amp;gt;http://www.monumentos.gov.pt/site/app_pagesuser/sipa.aspx?id=1039&amp;lt;/nowiki&amp;gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
AROUCA: Câmara Municipal de Arouca (2009) - O órgão do Mosteiro de Arouca: conservação e restauro do património musical, &amp;lt;nowiki&amp;gt;ISBN 978-972-8978-04-4&amp;lt;/nowiki&amp;gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
BRANDÃO, Domingos de Pinho e LOUREIRO, Olímpia (1991) - Arouca: notas monográficas 1. Arouca: Centro de Estudos D. Domingos de Pinho Brandão.  (Centro de estudos D. Domingos de Pinho Brandão)&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
GOMES, Paulo Varela, Guia Mosteiro de Arouca, IPPAR, Lisboa, 2006&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
ROCHA, Manuel Joaquim Moreira da (2011) - A memória de um mosteiro, Santa Maria de Arouca: (séculos XVII-XX): das construções e das reconstruções. Porto: Afrontamento. (Biblioteca das ciências sociais). ISBN 987-972-36-1134-2&lt;/div&gt;</summary>
		<author><name>Hiroshy</name></author>
	</entry>
	<entry>
		<id>https://wikimedia.pt/portobarroco/index.php?title=Mosteiro_de_Arouca&amp;diff=130</id>
		<title>Mosteiro de Arouca</title>
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		<updated>2024-05-26T16:33:07Z</updated>

		<summary type="html">&lt;p&gt;Hiroshy: adiconada as imagens&lt;/p&gt;
&lt;hr /&gt;
&lt;div&gt;{| class=&amp;quot;wikitable&amp;quot;&lt;br /&gt;
|&#039;&#039;&#039;Designação&#039;&#039;&#039;&lt;br /&gt;
|Mosteiro  de Santa Maria de Arouca / Museu da Arte Sacra&lt;br /&gt;
|-&lt;br /&gt;
|&#039;&#039;&#039;Localização&#039;&#039;&#039; &lt;br /&gt;
|Largo  Santa Mafalda, Arouca&lt;br /&gt;
|-&lt;br /&gt;
|&#039;&#039;&#039;Cronologia&#039;&#039;&#039;&lt;br /&gt;
|Séc.  XVII/XVIII&lt;br /&gt;
|-&lt;br /&gt;
|&#039;&#039;&#039;Autor&#039;&#039;&#039;&lt;br /&gt;
|Carlos  Gimac&lt;br /&gt;
|-&lt;br /&gt;
|&#039;&#039;&#039;Classificação&#039;&#039;&#039; &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
|Monumento  Nacional&lt;br /&gt;
|-&lt;br /&gt;
|&#039;&#039;&#039;Como Chegar&#039;&#039;&#039; &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
|A 71 km da  cidade do Porto, o deslocamento pode ser feito de carro pela via A32 e N326  ou pelos transportes da UNIR na linha 1007 que parte de São João da Madeira.&lt;br /&gt;
|-&lt;br /&gt;
|&#039;&#039;&#039;Horários&#039;&#039;&#039;&lt;br /&gt;
|O museu e convento estão abertos todos  os dias das 9:30 até as 17:00 (com exceções de segundas e terças de manhã,  terceiro final de semana de cada mês e feriados)&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
|}&lt;br /&gt;
{| class=&amp;quot;wikitable&amp;quot;&lt;br /&gt;
|&#039;&#039;&#039;Contexto  físico patrimonial de proximidade &#039;&#039;&#039; &lt;br /&gt;
|-&lt;br /&gt;
|Calvário de  Arouca e Igreja da Santa Misericórdia de Arouca.&lt;br /&gt;
|}&lt;br /&gt;
[[File:Fachada Oeste e Alçado do Celeiro.jpg|border|thumb|Fachada Oeste e Alçado do Celeiro do Mosteiro]]&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
O atual mosteiro de Santa Maria em Arouca é fruto das diversas construções e reconstruções que ocorreram ao longo do tempo e responsável pelo desenvolvimento desta região, tem suas origens no século X, de qual pouco se sabe (sabemos, por exemplo, que a antiga igreja ficava onde atualmente se da o coro), mas é no séc. XIII que o mosteiro ganha destaque quando passa a propriedade da rainha D. Mafalda, neta do primeiro rei de Portugal, aderindo a ordem de Cister em uma comunidade que se torna exclusivamente feminina como parte da renovação do mosteiro, seu tumulo estando atualmente em um capela na igreja do mesmo. A presença da rainha no mosteiro atraiu a mais alta nobreza e muitas filhas de nobres passaram a ingressar a comunidade monástica, contribuindo para a sua economia pujante e importância administrativa, se tornando o mais rico e influente mosteiro feminino português.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
== &#039;&#039;&#039;Descrição&#039;&#039;&#039; ==&lt;br /&gt;
As principais renovações no mosteiro, que ditam sua forma atual vão desde a nobilitação dos materiais construtivos até a atualização das expressões estéticas ao Barroco, se iniciam nos finais do século XVII e perduram por mais de um século, começando com o projeto do arquiteto maltês Carlos Gimac que renova a fachada ocidental (onde é hoje a entrada do Museu da Arte Sacra) organizando-a com uma nova portaria central destacada pela verticalidade, distribuição uniforme de janelas para as clausuras individuais e divisão dos níveis por cornijas e pilastras contínuas, a fachada ocidental passa então a servir como modelo para as reconstruções posteriores das fachadas norte e sul, criando assim uma imagem palaciana homogénea para o mosteiro.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
O projeto de Carlos Gimac passa então a multiplicar os espaços do mosteiro, aplicando seus conhecimentos científicos e estéticos para elaboração de toda composição do espaço com a nova igreja e coro, inaugurados em 1718, após esta data é construída a ala ligando o coro ao torreão norte, um incendio em 1725 faz necessária a renovação da fachada sul (chamada “fachada de Mafra” pelo trabalho dos pedreiros vindos de Mafra) aplicando o uso da pedra e erguendo um novo torreão paralelo ao da fachada norte, em 1740 as expansões seguem com a construção do celeiro e uma sumptuosa escadaria de dois lances que se estende para alem do novo torreão e delimita o terreiro, que abriga a casa do padres (atual Biblioteca Municipal de Arouca) em frente a portaria; após 30 anos se da a construção da ala nascente conectando a fachada sul ao coro e dando espaço a casa do capitulo, cozinha e refeitório ligados ao claustro que fora finalizado apenas no século XX com intervenções da Direção-Geral dos Edifícios e Monumentos Nacionais.&lt;br /&gt;
[[File:Alçado norte do Claustro com fonte.jpg|thumb|Alçado norte do Claustro com fonte ]]&lt;br /&gt;
A riqueza da ornamentação se renova e multiplica juntamente com os espaços no séc. XVIII, tornando o edifício um verdadeiro templo Barroco, seja pelo conhecimento humanista aplicado a arquitetura com o uso racional da luz e das forma ou pela rica escultura e pintura encomendada pelas monjas do mosteiro que buscaram os melhores artistas e artificies disponíveis para nobilitar sue espaço.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
É na igreja e no coro onde essa riqueza material e intelectual se faz mais presente, começando pelo coro onde a luz banha o cadeiral da nave central, reluzindo a sua talha dourada feita pelos entalhadores portuenses António Gomes e Filipe da Silva em 1722, e iluminando suas pinturas nos espaldares, as esculturas de pedra de Ançã esculpidas por Jacinto Vieira cercam o espaço pela galeria do primeiro piso, na altura das tribunas por onde as monjas assistiam as cerimónias, um grande arco gradeado separa o coro da igreja e acima dele o coro-alto que da acesso ao majestoso órgão de 1352 tubos encostado a galeria, ornamentado com ouro e uma pintura que representa a padroeira dos músicos Santa Cecília, construído em 1739 é um dos mais bem conservador em Portugal.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Na igreja as esculturas de Jacinto Vieira seguem no nível das tribunas e a talha dourada se espalha pela nave, da capela-mor até as oito capelas, uma delas com o tumulo de D. Mafalda, com retábulos executados por Miguel Francisco da Silva em 1738 (com exceção dos que ladeiam a capela-mor) até a capela-mor com seu imponente retábulo joanino realizado por Luís Vieira da Silva onde a talha se expande pra as galerias laterais servindo como moldura para as pinturas no nível da abóboda com autoria de André Gonçalves, um dos maiores pintores do Barroco nacional, no centro do retábulo o trono eucarístico onde as linhas convertem e denotam sua grandiosidade.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Em 1834 as ordens religiosas são extintas em Portugal e em 1886 morre a última monja em Arouca, porem os patrimónios artísticos do mosteiro são preservados pela Real Irmandade Rainha Santa Mafalda que evita sua dispersão, as obras que antes faziam parte do mosteiro se encontram atualmente no Museu da Arte Sacra localizado em parte nos antigos dormitórios e abriga a riquíssima ourivesaria, esculturas e pinturas de mestres portugueses como Diogo Teixeira e Josefa d’Óbidos, como tambem as pinturas da rainha Santa Mafalda de autoria do italiano Giovanni Odazzi.&amp;lt;gallery&amp;gt;&lt;br /&gt;
File:Coro e Igreja vistos da galeria a leste no coro.jpg|alt=&lt;br /&gt;
File:Detalhe do Claustro.jpg|alt=&lt;br /&gt;
File:Cadeiral visto do Coro-Alto.jpg|alt=&lt;br /&gt;
File:Cadeiral, órgão e esculturas vistas do Coro-Alto.jpg|alt=&lt;br /&gt;
File:Vista da Capela-Mor a partir do Coro.jpg|alt=&lt;br /&gt;
File:Visão da entrada pela portaria.jpg|alt=&lt;br /&gt;
File:Iluminação na Casa do Capítulo com Azulejo.jpg|alt=&lt;br /&gt;
File:Detalhe da cobertura do Coro e Igreja.jpg|alt=&lt;br /&gt;
File:Corredor dos dormitórios, atual Museu da Arte Sacra.jpg|alt=&lt;br /&gt;
File:Alçado com escadaria de aparato do celeiro.jpg|alt=&lt;br /&gt;
&amp;lt;/gallery&amp;gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
=== &#039;&#039;&#039;Patrimonio Integrado&#039;&#039;&#039; ===&lt;br /&gt;
[[File:Escultura de Jacinto Vieira no Coro.jpg|thumb|Escultura de Jacinto Vieira no Coro]]&lt;br /&gt;
Do aparato arquitetónico até os azulejos do séc. XVIII que circundam a Casa do Capítulo, é a Igreja e o Coro que recebem a maior parte do património integrado, dando espaço as esculturas de pedra Ançã por Jacinto Vieira na galeria e a talha dourada que se prolifera dos espaldares do cadeiral do Coro até a Capela-mor.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Ambos espaços contam com capelas dedicadas a Virgem, a Cristo e aos Santos, seis na lateral do coro e oito ao redor da igreja, conjugando os elaborados retábulos de talha dourada com as esculturas policromadas em madeira, cada uma dessas capelas recebe uma atenção especial dos artistas, com ênfase na capela mortuária de D. Mafalda com sua urna ornamentada executada em ébano, prata e bronze. Na capela-mor a talha dourada se expande além do retábulo para as galerias laterais com molduras para as oito pinturas de André Gonçalves.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
No Coro o cadeiral de madeira com motivos escultórios recebe talha dourada e pinturas em seus espaldares, no Coro-Alto um imenso órgão do século XVIII com 1325 tubos que conjuga a talha dourada e escultura com a pintura representando Santa Cecília e motivos de chinoiserie nos painéis adjacentes.  &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
O cadeiral de madeira do Coro é indubitavelmente o objeto mais particular do convento, ele cerca as laterais da nave central do Coro e é constituído em dois níveis que dão espaço a 104 cadeiras, cada uma com um elemento escultórico único em sua misericórdia, em seu majestoso espaldar ricamente ornamentado a talha dourada serve como moldura para as pinturas, particularmente únicas as representações da vida de Santa Mafalda.&amp;lt;gallery&amp;gt;&lt;br /&gt;
File:Pintura de Nossa Sra. da Conceição no espaldar do cadeiral.jpg|Pintura de Nossa Sra. da Conceição no espaldar do cadeiral&lt;br /&gt;
File:Misericóridas e espaldar do cadeiral.jpg|Misericóridas e espaldar do cadeiral&lt;br /&gt;
File:Espaldar do cadeiral.jpg|Espaldar do cadeiral&lt;br /&gt;
File:Detalhe de capela na lateral do Coro 1.jpg|Detalhe de capela na lateral do Coro &lt;br /&gt;
File:Detalhe de capela na lateral do Coro.jpg|Detalhe de capela na lateral do Coro &lt;br /&gt;
File:Detalhe do Azulejo na Casa do Capítulo.jpg|Detalhe do Azulejo na Casa do Capítulo&lt;br /&gt;
&amp;lt;/gallery&amp;gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
== &#039;&#039;&#039;Estado da Arte&#039;&#039;&#039; ==&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
O mosteiro é mencionado com distinção pela sua arquitetura e espólio artístico em “&#039;&#039;&#039;Arouca - Notas Monográficas&#039;&#039;&#039;” de Domingos Brandão e Olímpia Loureiro publicado em 1991 pelo Centro de Estudos D. Domingos de Pinho Brandão, com informações dos dicionários geográficos, memorias paroquiais e documentos diocesanos sobre Arouca, todos do século XVIII.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
A arquitetura do mosteiro, sua importância sociocultural e seu percurso pela história são extensamente exploradas por Manuel Moreira da Rocha em sua dissertação de doutoramento “&#039;&#039;&#039;Das Construções e Reconstruções, A memória de um Mosteiro: Santa Maria de Arouca (Séculos XVII-XX)&#039;&#039;&#039;” publicada como livro em 2011 pela editora Afrontamento.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
== &#039;&#039;&#039;Fontes e Bibliografia&#039;&#039;&#039; ==&lt;br /&gt;
ALÇADA, Margarida e RUÃO, Carlos – SIPA Mosteiro de Arouca / Museu de Arte Sacra de Arouca / Igreja Paroquial de Arouca / Igreja de São Bartolomeu. Em linha, verificado em 25/04/2024 &amp;lt;nowiki&amp;gt;http://www.monumentos.gov.pt/site/app_pagesuser/sipa.aspx?id=1039&amp;lt;/nowiki&amp;gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
AROUCA: Câmara Municipal de Arouca (2009) - O órgão do Mosteiro de Arouca: conservação e restauro do património musical, &amp;lt;nowiki&amp;gt;ISBN 978-972-8978-04-4&amp;lt;/nowiki&amp;gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
BRANDÃO, Domingos de Pinho e LOUREIRO, Olímpia (1991) - Arouca: notas monográficas 1. Arouca: Centro de Estudos D. Domingos de Pinho Brandão.  (Centro de estudos D. Domingos de Pinho Brandão)&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
GOMES, Paulo Varela, Guia Mosteiro de Arouca, IPPAR, Lisboa, 2006&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
ROCHA, Manuel Joaquim Moreira da (2011) - A memória de um mosteiro, Santa Maria de Arouca: (séculos XVII-XX): das construções e das reconstruções. Porto: Afrontamento. (Biblioteca das ciências sociais). ISBN 987-972-36-1134-2&lt;/div&gt;</summary>
		<author><name>Hiroshy</name></author>
	</entry>
	<entry>
		<id>https://wikimedia.pt/portobarroco/index.php?title=Mosteiro_de_Arouca&amp;diff=129</id>
		<title>Mosteiro de Arouca</title>
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		<updated>2024-05-26T16:15:35Z</updated>

		<summary type="html">&lt;p&gt;Hiroshy: adiconada as imagens&lt;/p&gt;
&lt;hr /&gt;
&lt;div&gt;{| class=&amp;quot;wikitable&amp;quot;&lt;br /&gt;
|&#039;&#039;&#039;Designação&#039;&#039;&#039;&lt;br /&gt;
|Mosteiro  de Santa Maria de Arouca / Museu da Arte Sacra&lt;br /&gt;
|-&lt;br /&gt;
|&#039;&#039;&#039;Localização&#039;&#039;&#039; &lt;br /&gt;
|Largo  Santa Mafalda, Arouca&lt;br /&gt;
|-&lt;br /&gt;
|&#039;&#039;&#039;Cronologia&#039;&#039;&#039;&lt;br /&gt;
|Séc.  XVII/XVIII&lt;br /&gt;
|-&lt;br /&gt;
|&#039;&#039;&#039;Autor&#039;&#039;&#039;&lt;br /&gt;
|Carlos  Gimac&lt;br /&gt;
|-&lt;br /&gt;
|&#039;&#039;&#039;Classificação&#039;&#039;&#039; &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
|Monumento  Nacional&lt;br /&gt;
|-&lt;br /&gt;
|&#039;&#039;&#039;Como Chegar&#039;&#039;&#039; &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
|A 71 km da  cidade do Porto, o deslocamento pode ser feito de carro pela via A32 e N326  ou pelos transportes da UNIR na linha 1007 que parte de São João da Madeira.&lt;br /&gt;
|-&lt;br /&gt;
|&#039;&#039;&#039;Horários&#039;&#039;&#039;&lt;br /&gt;
|O museu e convento estão abertos todos  os dias das 9:30 até as 17:00 (com exceções de segundas e terças de manhã,  terceiro final de semana de cada mês e feriados)&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
|}&lt;br /&gt;
{| class=&amp;quot;wikitable&amp;quot;&lt;br /&gt;
|&#039;&#039;&#039;Contexto  físico patrimonial de proximidade &#039;&#039;&#039; &lt;br /&gt;
|-&lt;br /&gt;
|Calvário de  Arouca e Igreja da Santa Misericórdia de Arouca.&lt;br /&gt;
|}&lt;br /&gt;
[[File:Fachada Oeste e Alçado do Celeiro.jpg|border|thumb|Fachada Oeste e Alçado do Celeiro do Mosteiro]]&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
O atual mosteiro de Santa Maria em Arouca é fruto das diversas construções e reconstruções que ocorreram ao longo do tempo e responsável pelo desenvolvimento desta região, tem suas origens no século X, de qual pouco se sabe (sabemos, por exemplo, que a antiga igreja ficava onde atualmente se da o coro), mas é no séc. XIII que o mosteiro ganha destaque quando passa a propriedade da rainha D. Mafalda, neta do primeiro rei de Portugal, aderindo a ordem de Cister em uma comunidade que se torna exclusivamente feminina como parte da renovação do mosteiro, seu tumulo estando atualmente em um capela na igreja do mesmo. A presença da rainha no mosteiro atraiu a mais alta nobreza e muitas filhas de nobres passaram a ingressar a comunidade monástica, contribuindo para a sua economia pujante e importância administrativa, se tornando o mais rico e influente mosteiro feminino português.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
== &#039;&#039;&#039;Descrição&#039;&#039;&#039; ==&lt;br /&gt;
As principais renovações no mosteiro, que ditam sua forma atual vão desde a nobilitação dos materiais construtivos até a atualização das expressões estéticas ao Barroco, se iniciam nos finais do século XVII e perduram por mais de um século, começando com o projeto do arquiteto maltês Carlos Gimac que renova a fachada ocidental (onde é hoje a entrada do Museu da Arte Sacra) organizando-a com uma nova portaria central destacada pela verticalidade, distribuição uniforme de janelas para as clausuras individuais e divisão dos níveis por cornijas e pilastras contínuas, a fachada ocidental passa então a servir como modelo para as reconstruções posteriores das fachadas norte e sul, criando assim uma imagem palaciana homogénea para o mosteiro.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
O projeto de Carlos Gimac passa então a multiplicar os espaços do mosteiro, aplicando seus conhecimentos científicos e estéticos para elaboração de toda composição do espaço com a nova igreja e coro, inaugurados em 1718, após esta data é construída a ala ligando o coro ao torreão norte, um incendio em 1725 faz necessária a renovação da fachada sul (chamada “fachada de Mafra” pelo trabalho dos pedreiros vindos de Mafra) aplicando o uso da pedra e erguendo um novo torreão paralelo ao da fachada norte, em 1740 as expansões seguem com a construção do celeiro e uma sumptuosa escadaria de dois lances que se estende para alem do novo torreão e delimita o terreiro, que abriga a casa do padres (atual Biblioteca Municipal de Arouca) em frente a portaria; após 30 anos se da a construção da ala nascente conectando a fachada sul ao coro e dando espaço a casa do capitulo, cozinha e refeitório ligados ao claustro que fora finalizado apenas no século XX com intervenções da Direção-Geral dos Edifícios e Monumentos Nacionais.&lt;br /&gt;
[[File:Alçado norte do Claustro com fonte.jpg|thumb|Alçado norte do Claustro com fonte ]]&lt;br /&gt;
A riqueza da ornamentação se renova e multiplica juntamente com os espaços no séc. XVIII, tornando o edifício um verdadeiro templo Barroco, seja pelo conhecimento humanista aplicado a arquitetura com o uso racional da luz e das forma ou pela rica escultura e pintura encomendada pelas monjas do mosteiro que buscaram os melhores artistas e artificies disponíveis para nobilitar sue espaço.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
É na igreja e no coro onde essa riqueza material e intelectual se faz mais presente, começando pelo coro onde a luz banha o cadeiral da nave central, reluzindo a sua talha dourada feita pelos entalhadores portuenses António Gomes e Filipe da Silva em 1722, e iluminando suas pinturas nos espaldares, as esculturas de pedra de Ançã esculpidas por Jacinto Vieira cercam o espaço pela galeria do primeiro piso, na altura das tribunas por onde as monjas assistiam as cerimónias, um grande arco gradeado separa o coro da igreja e acima dele o coro-alto que da acesso ao majestoso órgão de 1352 tubos encostado a galeria, ornamentado com ouro e uma pintura que representa a padroeira dos músicos Santa Cecília, construído em 1739 é um dos mais bem conservador em Portugal.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Na igreja as esculturas de Jacinto Vieira seguem no nível das tribunas e a talha dourada se espalha pela nave, da capela-mor até as oito capelas, uma delas com o tumulo de D. Mafalda, com retábulos executados por Miguel Francisco da Silva em 1738 (com exceção dos que ladeiam a capela-mor) até a capela-mor com seu imponente retábulo joanino realizado por Luís Vieira da Silva onde a talha se expande pra as galerias laterais servindo como moldura para as pinturas no nível da abóboda com autoria de André Gonçalves, um dos maiores pintores do Barroco nacional, no centro do retábulo o trono eucarístico onde as linhas convertem e denotam sua grandiosidade.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Em 1834 as ordens religiosas são extintas em Portugal e em 1886 morre a última monja em Arouca, porem os patrimónios artísticos do mosteiro são preservados pela Real Irmandade Rainha Santa Mafalda que evita sua dispersão, as obras que antes faziam parte do mosteiro se encontram atualmente no Museu da Arte Sacra localizado em parte nos antigos dormitórios e abriga a riquíssima ourivesaria, esculturas e pinturas de mestres portugueses como Diogo Teixeira e Josefa d’Óbidos, como tambem as pinturas da rainha Santa Mafalda de autoria do italiano Giovanni Odazzi.&amp;lt;gallery&amp;gt;&lt;br /&gt;
File:Coro e Igreja vistos da galeria a leste no coro.jpg|alt=&lt;br /&gt;
File:Detalhe do Claustro.jpg|alt=&lt;br /&gt;
File:Cadeiral visto do Coro-Alto.jpg|alt=&lt;br /&gt;
File:Cadeiral, órgão e esculturas vistas do Coro-Alto.jpg|alt=&lt;br /&gt;
File:Vista da Capela-Mor a partir do Coro.jpg|alt=&lt;br /&gt;
File:Visão da entrada pela portaria.jpg|alt=&lt;br /&gt;
File:Iluminação na Casa do Capítulo com Azulejo.jpg|alt=&lt;br /&gt;
File:Detalhe da cobertura do Coro e Igreja.jpg|alt=&lt;br /&gt;
File:Corredor dos dormitórios, atual Museu da Arte Sacra.jpg|alt=&lt;br /&gt;
File:Alçado com escadaria de aparato do celeiro.jpg|alt=&lt;br /&gt;
&amp;lt;/gallery&amp;gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
=== &#039;&#039;&#039;Patrimonio Integrado&#039;&#039;&#039; ===&lt;br /&gt;
Do aparato arquitetónico até os azulejos do séc. XVIII que circundam a Casa do Capítulo, é a Igreja e o Coro que recebem a maior parte do património integrado, dando espaço as esculturas de pedra Ançã por Jacinto Vieira na galeria e a talha dourada que se prolifera dos espaldares do cadeiral do Coro até a Capela-mor.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Ambos espaços contam com capelas dedicadas a Virgem, a Cristo e aos Santos, seis na lateral do coro e oito ao redor da igreja, conjugando os elaborados retábulos de talha dourada com as esculturas policromadas em madeira, cada uma dessas capelas recebe uma atenção especial dos artistas, com ênfase na capela mortuária de D. Mafalda com sua urna ornamentada executada em ébano, prata e bronze. Na capela-mor a talha dourada se expande além do retábulo para as galerias laterais com molduras para as oito pinturas de André Gonçalves.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
No Coro o cadeiral de madeira com motivos escultórios recebe talha dourada e pinturas em seus espaldares, no Coro-Alto um imenso órgão do século XVIII com 1325 tubos que conjuga a talha dourada e escultura com a pintura representando Santa Cecília e motivos de chinoiserie nos painéis adjacentes.  &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
O cadeiral de madeira do Coro é indubitavelmente o objeto mais particular do convento, ele cerca as laterais da nave central do Coro e é constituído em dois níveis que dão espaço a 104 cadeiras, cada uma com um elemento escultórico único em sua misericórdia, em seu majestoso espaldar ricamente ornamentado a talha dourada serve como moldura para as pinturas, particularmente únicas as representações da vida de Santa Mafalda.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
== &#039;&#039;&#039;Estado da Arte&#039;&#039;&#039; ==&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
O mosteiro é mencionado com distinção pela sua arquitetura e espólio artístico em “&#039;&#039;&#039;Arouca - Notas Monográficas&#039;&#039;&#039;” de Domingos Brandão e Olímpia Loureiro publicado em 1991 pelo Centro de Estudos D. Domingos de Pinho Brandão, com informações dos dicionários geográficos, memorias paroquiais e documentos diocesanos sobre Arouca, todos do século XVIII.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
A arquitetura do mosteiro, sua importância sociocultural e seu percurso pela história são extensamente exploradas por Manuel Moreira da Rocha em sua dissertação de doutoramento “&#039;&#039;&#039;Das Construções e Reconstruções, A memória de um Mosteiro: Santa Maria de Arouca (Séculos XVII-XX)&#039;&#039;&#039;” publicada como livro em 2011 pela editora Afrontamento.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
== &#039;&#039;&#039;Fontes e Bibliografia&#039;&#039;&#039; ==&lt;br /&gt;
ALÇADA, Margarida e RUÃO, Carlos – SIPA Mosteiro de Arouca / Museu de Arte Sacra de Arouca / Igreja Paroquial de Arouca / Igreja de São Bartolomeu. Em linha, verificado em 25/04/2024 &amp;lt;nowiki&amp;gt;http://www.monumentos.gov.pt/site/app_pagesuser/sipa.aspx?id=1039&amp;lt;/nowiki&amp;gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
AROUCA: Câmara Municipal de Arouca (2009) - O órgão do Mosteiro de Arouca: conservação e restauro do património musical, &amp;lt;nowiki&amp;gt;ISBN 978-972-8978-04-4&amp;lt;/nowiki&amp;gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
BRANDÃO, Domingos de Pinho e LOUREIRO, Olímpia (1991) - Arouca: notas monográficas 1. Arouca: Centro de Estudos D. Domingos de Pinho Brandão.  (Centro de estudos D. Domingos de Pinho Brandão)&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
GOMES, Paulo Varela, Guia Mosteiro de Arouca, IPPAR, Lisboa, 2006&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
ROCHA, Manuel Joaquim Moreira da (2011) - A memória de um mosteiro, Santa Maria de Arouca: (séculos XVII-XX): das construções e das reconstruções. Porto: Afrontamento. (Biblioteca das ciências sociais). ISBN 987-972-36-1134-2&lt;/div&gt;</summary>
		<author><name>Hiroshy</name></author>
	</entry>
	<entry>
		<id>https://wikimedia.pt/portobarroco/index.php?title=Mosteiro_de_Arouca&amp;diff=126</id>
		<title>Mosteiro de Arouca</title>
		<link rel="alternate" type="text/html" href="https://wikimedia.pt/portobarroco/index.php?title=Mosteiro_de_Arouca&amp;diff=126"/>
		<updated>2024-05-26T15:58:36Z</updated>

		<summary type="html">&lt;p&gt;Hiroshy: &lt;/p&gt;
&lt;hr /&gt;
&lt;div&gt;{| class=&amp;quot;wikitable&amp;quot;&lt;br /&gt;
|&#039;&#039;&#039;Designação&#039;&#039;&#039;&lt;br /&gt;
|Mosteiro  de Santa Maria de Arouca / Museu da Arte Sacra&lt;br /&gt;
|-&lt;br /&gt;
|&#039;&#039;&#039;Localização&#039;&#039;&#039; &lt;br /&gt;
|Largo  Santa Mafalda, Arouca&lt;br /&gt;
|-&lt;br /&gt;
|&#039;&#039;&#039;Cronologia&#039;&#039;&#039;&lt;br /&gt;
|Séc.  XVII/XVIII&lt;br /&gt;
|-&lt;br /&gt;
|&#039;&#039;&#039;Autor&#039;&#039;&#039;&lt;br /&gt;
|Carlos  Gimac&lt;br /&gt;
|-&lt;br /&gt;
|&#039;&#039;&#039;Classificação&#039;&#039;&#039; &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
|Monumento  Nacional&lt;br /&gt;
|-&lt;br /&gt;
|&#039;&#039;&#039;Como Chegar&#039;&#039;&#039; &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
|A 71 km da  cidade do Porto, o deslocamento pode ser feito de carro pela via A32 e N326  ou pelos transportes da UNIR na linha 1007 que parte de São João da Madeira.&lt;br /&gt;
|-&lt;br /&gt;
|&#039;&#039;&#039;Horários&#039;&#039;&#039;&lt;br /&gt;
|O museu e convento estão abertos todos  os dias das 9:30 até as 17:00 (com exceções de segundas e terças de manhã,  terceiro final de semana de cada mês e feriados)&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
|}&lt;br /&gt;
{| class=&amp;quot;wikitable&amp;quot;&lt;br /&gt;
|&#039;&#039;&#039;Contexto  físico patrimonial de proximidade &#039;&#039;&#039; &lt;br /&gt;
|-&lt;br /&gt;
|Calvário de  Arouca e Igreja da Santa Misericórdia de Arouca.&lt;br /&gt;
|}&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
O atual mosteiro de Santa Maria em Arouca é fruto das diversas construções e reconstruções que ocorreram ao longo do tempo e responsável pelo desenvolvimento desta região, tem suas origens no século X, de qual pouco se sabe (sabemos, por exemplo, que a antiga igreja ficava onde atualmente se da o coro), mas é no séc. XIII que o mosteiro ganha destaque quando passa a propriedade da rainha D. Mafalda, neta do primeiro rei de Portugal, aderindo a ordem de Cister em uma comunidade que se torna exclusivamente feminina como parte da renovação do mosteiro, seu tumulo estando atualmente em um capela na igreja do mesmo. A presença da rainha no mosteiro atraiu a mais alta nobreza e muitas filhas de nobres passaram a ingressar a comunidade monástica, contribuindo para a sua economia pujante e importância administrativa, se tornando o mais rico e influente mosteiro feminino português.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
== &#039;&#039;&#039;Descrição&#039;&#039;&#039; ==&lt;br /&gt;
As principais renovações no mosteiro, que ditam sua forma atual vão desde a nobilitação dos materiais construtivos até a atualização das expressões estéticas ao Barroco, se iniciam nos finais do século XVII e perduram por mais de um século, começando com o projeto do arquiteto maltês Carlos Gimac que renova a fachada ocidental (onde é hoje a entrada do Museu da Arte Sacra) organizando-a com uma nova portaria central destacada pela verticalidade, distribuição uniforme de janelas para as clausuras individuais e divisão dos níveis por cornijas e pilastras contínuas, a fachada ocidental passa então a servir como modelo para as reconstruções posteriores das fachadas norte e sul, criando assim uma imagem palaciana homogénea para o mosteiro.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
O projeto de Carlos Gimac passa então a multiplicar os espaços do mosteiro, aplicando seus conhecimentos científicos e estéticos para elaboração de toda composição do espaço com a nova igreja e coro, inaugurados em 1718, após esta data é construída a ala ligando o coro ao torreão norte, um incendio em 1725 faz necessária a renovação da fachada sul (chamada “fachada de Mafra” pelo trabalho dos pedreiros vindos de Mafra) aplicando o uso da pedra e erguendo um novo torreão paralelo ao da fachada norte, em 1740 as expansões seguem com a construção do celeiro e uma sumptuosa escadaria de dois lances que se estende para alem do novo torreão e delimita o terreiro, que abriga a casa do padres (atual Biblioteca Municipal de Arouca) em frente a portaria; após 30 anos se da a construção da ala nascente conectando a fachada sul ao coro e dando espaço a casa do capitulo, cozinha e refeitório ligados ao claustro que fora finalizado apenas no século XX com intervenções da Direção-Geral dos Edifícios e Monumentos Nacionais.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
A riqueza da ornamentação se renova e multiplica juntamente com os espaços no séc. XVIII, tornando o edifício um verdadeiro templo Barroco, seja pelo conhecimento humanista aplicado a arquitetura com o uso racional da luz e das forma ou pela rica escultura e pintura encomendada pelas monjas do mosteiro que buscaram os melhores artistas e artificies disponíveis para nobilitar sue espaço.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
É na igreja e no coro onde essa riqueza material e intelectual se faz mais presente, começando pelo coro onde a luz banha o cadeiral da nave central, reluzindo a sua talha dourada feita pelos entalhadores portuenses António Gomes e Filipe da Silva em 1722, e iluminando suas pinturas nos espaldares, as esculturas de pedra de Ançã esculpidas por Jacinto Vieira cercam o espaço pela galeria do primeiro piso, na altura das tribunas por onde as monjas assistiam as cerimónias, um grande arco gradeado separa o coro da igreja e acima dele o coro-alto que da acesso ao majestoso órgão de 1352 tubos encostado a galeria, ornamentado com ouro e uma pintura que representa a padroeira dos músicos Santa Cecília, construído em 1739 é um dos mais bem conservador em Portugal.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Na igreja as esculturas de Jacinto Vieira seguem no nível das tribunas e a talha dourada se espalha pela nave, da capela-mor até as oito capelas, uma delas com o tumulo de D. Mafalda, com retábulos executados por Miguel Francisco da Silva em 1738 (com exceção dos que ladeiam a capela-mor) até a capela-mor com seu imponente retábulo joanino realizado por Luís Vieira da Silva onde a talha se expande pra as galerias laterais servindo como moldura para as pinturas no nível da abóboda com autoria de André Gonçalves, um dos maiores pintores do Barroco nacional, no centro do retábulo o trono eucarístico onde as linhas convertem e denotam sua grandiosidade.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Em 1834 as ordens religiosas são extintas em Portugal e em 1886 morre a última monja em Arouca, porem os patrimónios artísticos do mosteiro são preservados pela Real Irmandade Rainha Santa Mafalda que evita sua dispersão, as obras que antes faziam parte do mosteiro se encontram atualmente no Museu da Arte Sacra localizado em parte nos antigos dormitórios e abriga a riquíssima ourivesaria, esculturas e pinturas de mestres portugueses como Diogo Teixeira e Josefa d’Óbidos, como tambem as pinturas da rainha Santa Mafalda de autoria do italiano Giovanni Odazzi.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
=== &#039;&#039;&#039;Patrimonio Integrado&#039;&#039;&#039; ===&lt;br /&gt;
Do aparato arquitetónico até os azulejos do séc. XVIII que circundam a Casa do Capítulo, é a Igreja e o Coro que recebem a maior parte do património integrado, dando espaço as esculturas de pedra Ançã por Jacinto Vieira na galeria e a talha dourada que se prolifera dos espaldares do cadeiral do Coro até a Capela-mor.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Ambos espaços contam com capelas dedicadas a Virgem, a Cristo e aos Santos, seis na lateral do coro e oito ao redor da igreja, conjugando os elaborados retábulos de talha dourada com as esculturas policromadas em madeira, cada uma dessas capelas recebe uma atenção especial dos artistas, com ênfase na capela mortuária de D. Mafalda com sua urna ornamentada executada em ébano, prata e bronze. Na capela-mor a talha dourada se expande além do retábulo para as galerias laterais com molduras para as oito pinturas de André Gonçalves.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
No Coro o cadeiral de madeira com motivos escultórios recebe talha dourada e pinturas em seus espaldares, no Coro-Alto um imenso órgão do século XVIII com 1325 tubos que conjuga a talha dourada e escultura com a pintura representando Santa Cecília e motivos de chinoiserie nos painéis adjacentes.  &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
O cadeiral de madeira do Coro é indubitavelmente o objeto mais particular do convento, ele cerca as laterais da nave central do Coro e é constituído em dois níveis que dão espaço a 104 cadeiras, cada uma com um elemento escultórico único em sua misericórdia, em seu majestoso espaldar ricamente ornamentado a talha dourada serve como moldura para as pinturas, particularmente únicas as representações da vida de Santa Mafalda.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
== &#039;&#039;&#039;Estado da Arte&#039;&#039;&#039; ==&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
O mosteiro é mencionado com distinção pela sua arquitetura e espólio artístico em “&#039;&#039;&#039;Arouca - Notas Monográficas&#039;&#039;&#039;” de Domingos Brandão e Olímpia Loureiro publicado em 1991 pelo Centro de Estudos D. Domingos de Pinho Brandão, com informações dos dicionários geográficos, memorias paroquiais e documentos diocesanos sobre Arouca, todos do século XVIII.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
A arquitetura do mosteiro, sua importância sociocultural e seu percurso pela história são extensamente exploradas por Manuel Moreira da Rocha em sua dissertação de doutoramento “&#039;&#039;&#039;Das Construções e Reconstruções, A memória de um Mosteiro: Santa Maria de Arouca (Séculos XVII-XX)&#039;&#039;&#039;” publicada como livro em 2011 pela editora Afrontamento.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
== &#039;&#039;&#039;Fontes e Bibliografia&#039;&#039;&#039; ==&lt;br /&gt;
ALÇADA, Margarida e RUÃO, Carlos – SIPA Mosteiro de Arouca / Museu de Arte Sacra de Arouca / Igreja Paroquial de Arouca / Igreja de São Bartolomeu. Em linha, verificado em 25/04/2024 &amp;lt;nowiki&amp;gt;http://www.monumentos.gov.pt/site/app_pagesuser/sipa.aspx?id=1039&amp;lt;/nowiki&amp;gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
AROUCA: Câmara Municipal de Arouca (2009) - O órgão do Mosteiro de Arouca: conservação e restauro do património musical, &amp;lt;nowiki&amp;gt;ISBN 978-972-8978-04-4&amp;lt;/nowiki&amp;gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
BRANDÃO, Domingos de Pinho e LOUREIRO, Olímpia (1991) - Arouca: notas monográficas 1. Arouca: Centro de Estudos D. Domingos de Pinho Brandão.  (Centro de estudos D. Domingos de Pinho Brandão)&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
GOMES, Paulo Varela, Guia Mosteiro de Arouca, IPPAR, Lisboa, 2006&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
ROCHA, Manuel Joaquim Moreira da (2011) - A memória de um mosteiro, Santa Maria de Arouca: (séculos XVII-XX): das construções e das reconstruções. Porto: Afrontamento. (Biblioteca das ciências sociais). ISBN 987-972-36-1134-2&lt;/div&gt;</summary>
		<author><name>Hiroshy</name></author>
	</entry>
	<entry>
		<id>https://wikimedia.pt/portobarroco/index.php?title=Mosteiro_de_Arouca&amp;diff=125</id>
		<title>Mosteiro de Arouca</title>
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		<updated>2024-05-26T15:56:20Z</updated>

		<summary type="html">&lt;p&gt;Hiroshy: &lt;/p&gt;
&lt;hr /&gt;
&lt;div&gt;{| class=&amp;quot;wikitable&amp;quot;&lt;br /&gt;
|&#039;&#039;&#039;Designação&#039;&#039;&#039;&lt;br /&gt;
|Mosteiro  de Santa Maria de Arouca / Museu da Arte Sacra&lt;br /&gt;
|-&lt;br /&gt;
|&#039;&#039;&#039;Localização&#039;&#039;&#039; &lt;br /&gt;
|Largo  Santa Mafalda, Arouca&lt;br /&gt;
|-&lt;br /&gt;
|&#039;&#039;&#039;Cronologia&#039;&#039;&#039;&lt;br /&gt;
|Séc.  XVII/XVIII&lt;br /&gt;
|-&lt;br /&gt;
|&#039;&#039;&#039;Autor&#039;&#039;&#039;&lt;br /&gt;
|Carlos  Gimac&lt;br /&gt;
|-&lt;br /&gt;
|&#039;&#039;&#039;Classificação&#039;&#039;&#039; &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
|Monumento  Nacional&lt;br /&gt;
|-&lt;br /&gt;
|&#039;&#039;&#039;Como Chegar&#039;&#039;&#039; &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
|A 71 km da  cidade do Porto, o deslocamento pode ser feito de carro pela via A32 e N326  ou pelos transportes da UNIR na linha 1007 que parte de São João da Madeira.&lt;br /&gt;
|-&lt;br /&gt;
|&#039;&#039;&#039;Horários&#039;&#039;&#039;&lt;br /&gt;
|O museu e convento estão abertos todos  os dias das 9:30 até as 17:00 (com exceções de segundas e terças de manhã,  terceiro final de semana de cada mês e feriados)&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
|}&lt;br /&gt;
{| class=&amp;quot;wikitable&amp;quot;&lt;br /&gt;
|&#039;&#039;&#039;Contexto  físico patrimonial de proximidade &#039;&#039;&#039; &lt;br /&gt;
|-&lt;br /&gt;
|Calvário de  Arouca e Igreja da Santa Misericórdia de Arouca.&lt;br /&gt;
|}&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
O atual mosteiro de Santa Maria em Arouca é fruto das diversas construções e reconstruções que ocorreram ao longo do tempo e responsável pelo desenvolvimento desta região, tem suas origens no século X, de qual pouco se sabe (sabemos, por exemplo, que a antiga igreja ficava onde atualmente se da o coro), mas é no séc. XIII que o mosteiro ganha destaque quando passa a propriedade da rainha D. Mafalda, neta do primeiro rei de Portugal, aderindo a ordem de Cister em uma comunidade que se torna exclusivamente feminina como parte da renovação do mosteiro, seu tumulo estando atualmente em um capela na igreja do mesmo. A presença da rainha no mosteiro atraiu a mais alta nobreza e muitas filhas de nobres passaram a ingressar a comunidade monástica, contribuindo para a sua economia pujante e importância administrativa, se tornando o mais rico e influente mosteiro feminino português.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
== &#039;&#039;&#039;Descrição&#039;&#039;&#039; ==&lt;br /&gt;
As principais renovações no mosteiro, que ditam sua forma atual vão desde a nobilitação dos materiais construtivos até a atualização das expressões estéticas ao Barroco, se iniciam nos finais do século XVII e perduram por mais de um século, começando com o projeto do arquiteto maltês Carlos Gimac que renova a fachada ocidental (onde é hoje a entrada do Museu da Arte Sacra) organizando-a com uma nova portaria central destacada pela verticalidade, distribuição uniforme de janelas para as clausuras individuais e divisão dos níveis por cornijas e pilastras contínuas, a fachada ocidental passa então a servir como modelo para as reconstruções posteriores das fachadas norte e sul, criando assim uma imagem palaciana homogénea para o mosteiro.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
O projeto de Carlos Gimac passa então a multiplicar os espaços do mosteiro, aplicando seus conhecimentos científicos e estéticos para elaboração de toda composição do espaço com a nova igreja e coro, inaugurados em 1718, após esta data é construída a ala ligando o coro ao torreão norte, um incendio em 1725 faz necessária a renovação da fachada sul (chamada “fachada de Mafra” pelo trabalho dos pedreiros vindos de Mafra) aplicando o uso da pedra e erguendo um novo torreão paralelo ao da fachada norte, em 1740 as expansões seguem com a construção do celeiro e uma sumptuosa escadaria de dois lances que se estende para alem do novo torreão e delimita o terreiro, que abriga a casa do padres (atual Biblioteca Municipal de Arouca) em frente a portaria; após 30 anos se da a construção da ala nascente conectando a fachada sul ao coro e dando espaço a casa do capitulo, cozinha e refeitório ligados ao claustro que fora finalizado apenas no século XX com intervenções da Direção-Geral dos Edifícios e Monumentos Nacionais.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
A riqueza da ornamentação se renova e multiplica juntamente com os espaços no séc. XVIII, tornando o edifício um verdadeiro templo Barroco, seja pelo conhecimento humanista aplicado a arquitetura com o uso racional da luz e das forma ou pela rica escultura e pintura encomendada pelas monjas do mosteiro que buscaram os melhores artistas e artificies disponíveis para nobilitar sue espaço.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
É na igreja e no coro onde essa riqueza material e intelectual se faz mais presente, começando pelo coro onde a luz banha o cadeiral da nave central, reluzindo a sua talha dourada feita pelos entalhadores portuenses António Gomes e Filipe da Silva em 1722, e iluminando suas pinturas nos espaldares, as esculturas de pedra de Ançã esculpidas por Jacinto Vieira cercam o espaço pela galeria do primeiro piso, na altura das tribunas por onde as monjas assistiam as cerimónias, um grande arco gradeado separa o coro da igreja e acima dele o coro-alto que da acesso ao majestoso órgão de 1352 tubos encostado a galeria, ornamentado com ouro e uma pintura que representa a padroeira dos músicos Santa Cecília, construído em 1739 é um dos mais bem conservador em Portugal.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Na igreja as esculturas de Jacinto Vieira seguem no nível das tribunas e a talha dourada se espalha pela nave, da capela-mor até as oito capelas, uma delas com o tumulo de D. Mafalda, com retábulos executados por Miguel Francisco da Silva em 1738 (com exceção dos que ladeiam a capela-mor) até a capela-mor com seu imponente retábulo joanino realizado por Luís Vieira da Silva onde a talha se expande pra as galerias laterais servindo como moldura para as pinturas no nível da abóboda com autoria de André Gonçalves, um dos maiores pintores do Barroco nacional, no centro do retábulo o trono eucarístico onde as linhas convertem e denotam sua grandiosidade.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Em 1834 as ordens religiosas são extintas em Portugal e em 1886 morre a última monja em Arouca, porem os patrimónios artísticos do mosteiro são preservados pela Real Irmandade Rainha Santa Mafalda que evita sua dispersão, as obras que antes faziam parte do mosteiro se encontram atualmente no Museu da Arte Sacra localizado em parte nos antigos dormitórios e abriga a riquíssima ourivesaria, esculturas e pinturas de mestres portugueses como Diogo Teixeira e Josefa d’Óbidos, como tambem as pinturas da rainha Santa Mafalda de autoria do italiano Giovanni Odazzi.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
== &#039;&#039;&#039;Patrimonio Integrado&#039;&#039;&#039; ==&lt;br /&gt;
Do aparato arquitetónico até os azulejos do séc. XVIII que circundam a Casa do Capítulo, é a Igreja e o Coro que recebem a maior parte do património integrado, dando espaço as esculturas de pedra Ançã por Jacinto Vieira na galeria e a talha dourada que se prolifera dos espaldares do cadeiral do Coro até a Capela-mor.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Ambos espaços contam com capelas dedicadas a Virgem, a Cristo e aos Santos, seis na lateral do coro e oito ao redor da igreja, conjugando os elaborados retábulos de talha dourada com as esculturas policromadas em madeira, cada uma dessas capelas recebe uma atenção especial dos artistas, com ênfase na capela mortuária de D. Mafalda com sua urna ornamentada executada em ébano, prata e bronze. Na capela-mor a talha dourada se expande além do retábulo para as galerias laterais com molduras para as oito pinturas de André Gonçalves.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
No Coro o cadeiral de madeira com motivos escultórios recebe talha dourada e pinturas em seus espaldares, no Coro-Alto um imenso órgão do século XVIII com 1325 tubos que conjuga a talha dourada e escultura com a pintura representando Santa Cecília e motivos de chinoiserie nos painéis adjacentes.  &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
O cadeiral de madeira do Coro é indubitavelmente o objeto mais particular do convento, ele cerca as laterais da nave central do Coro e é constituído em dois níveis que dão espaço a 104 cadeiras, cada uma com um elemento escultórico único em sua misericórdia, em seu majestoso espaldar ricamente ornamentado a talha dourada serve como moldura para as pinturas, particularmente únicas as representações da vida de Santa Mafalda.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
O mosteiro é mencionado com distinção pela sua arquitetura e espólio artístico em “&#039;&#039;&#039;Arouca - Notas Monográficas&#039;&#039;&#039;” de Domingos Brandão e Olímpia Loureiro publicado em 1991 pelo Centro de Estudos D. Domingos de Pinho Brandão, com informações dos dicionários geográficos, memorias paroquiais e documentos diocesanos sobre Arouca, todos do século XVIII.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
A arquitetura do mosteiro, sua importância sociocultural e seu percurso pela história são extensamente exploradas por Manuel Moreira da Rocha em sua dissertação de doutoramento “&#039;&#039;&#039;Das Construções e Reconstruções, A memória de um Mosteiro: Santa Maria de Arouca (Séculos XVII-XX)&#039;&#039;&#039;” publicada como livro em 2011 pela editora Afrontamento.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
== &#039;&#039;&#039;Fontes e Bibliografia&#039;&#039;&#039; ==&lt;br /&gt;
ALÇADA, Margarida e RUÃO, Carlos – SIPA Mosteiro de Arouca / Museu de Arte Sacra de Arouca / Igreja Paroquial de Arouca / Igreja de São Bartolomeu. Em linha, verificado em 25/04/2024 &amp;lt;nowiki&amp;gt;http://www.monumentos.gov.pt/site/app_pagesuser/sipa.aspx?id=1039&amp;lt;/nowiki&amp;gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
AROUCA: Câmara Municipal de Arouca (2009) - O órgão do Mosteiro de Arouca: conservação e restauro do património musical, &amp;lt;nowiki&amp;gt;ISBN 978-972-8978-04-4&amp;lt;/nowiki&amp;gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
BRANDÃO, Domingos de Pinho e LOUREIRO, Olímpia (1991) - Arouca: notas monográficas 1. Arouca: Centro de Estudos D. Domingos de Pinho Brandão.  (Centro de estudos D. Domingos de Pinho Brandão)&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
GOMES, Paulo Varela, Guia Mosteiro de Arouca, IPPAR, Lisboa, 2006&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
ROCHA, Manuel Joaquim Moreira da (2011) - A memória de um mosteiro, Santa Maria de Arouca: (séculos XVII-XX): das construções e das reconstruções. Porto: Afrontamento. (Biblioteca das ciências sociais). ISBN 987-972-36-1134-2&lt;/div&gt;</summary>
		<author><name>Hiroshy</name></author>
	</entry>
	<entry>
		<id>https://wikimedia.pt/portobarroco/index.php?title=Mosteiro_de_Arouca&amp;diff=124</id>
		<title>Mosteiro de Arouca</title>
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		<updated>2024-05-26T15:55:59Z</updated>

		<summary type="html">&lt;p&gt;Hiroshy: &lt;/p&gt;
&lt;hr /&gt;
&lt;div&gt;{| class=&amp;quot;wikitable&amp;quot;&lt;br /&gt;
|&#039;&#039;&#039;Designação&#039;&#039;&#039;&lt;br /&gt;
|Mosteiro  de Santa Maria de Arouca / Museu da Arte Sacra&lt;br /&gt;
|-&lt;br /&gt;
|&#039;&#039;&#039;Localização&#039;&#039;&#039; &lt;br /&gt;
|Largo  Santa Mafalda, Arouca&lt;br /&gt;
|-&lt;br /&gt;
|&#039;&#039;&#039;Cronologia&#039;&#039;&#039;&lt;br /&gt;
|Séc.  XVII/XVIII&lt;br /&gt;
|-&lt;br /&gt;
|&#039;&#039;&#039;Autor&#039;&#039;&#039;&lt;br /&gt;
|Carlos  Gimac&lt;br /&gt;
|-&lt;br /&gt;
|&#039;&#039;&#039;Classificação&#039;&#039;&#039; &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
|Monumento  Nacional&lt;br /&gt;
|-&lt;br /&gt;
|&#039;&#039;&#039;Como Chegar&#039;&#039;&#039; &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
|A 71 km da  cidade do Porto, o deslocamento pode ser feito de carro pela via A32 e N326  ou pelos transportes da UNIR na linha 1007 que parte de São João da Madeira.&lt;br /&gt;
|-&lt;br /&gt;
|&#039;&#039;&#039;Horários&#039;&#039;&#039;&lt;br /&gt;
|O museu e convento estão abertos todos  os dias das 9:30 até as 17:00 (com exceções de segundas e terças de manhã,  terceiro final de semana de cada mês e feriados)&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
|}&lt;br /&gt;
{| class=&amp;quot;wikitable&amp;quot;&lt;br /&gt;
|&#039;&#039;&#039;Contexto  físico patrimonial de proximidade &#039;&#039;&#039; &lt;br /&gt;
|-&lt;br /&gt;
|Calvário de  Arouca e Igreja da Santa Misericórdia de Arouca.&lt;br /&gt;
|}&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
O atual mosteiro de Santa Maria em Arouca é fruto das diversas construções e reconstruções que ocorreram ao longo do tempo e responsável pelo desenvolvimento desta região, tem suas origens no século X, de qual pouco se sabe (sabemos, por exemplo, que a antiga igreja ficava onde atualmente se da o coro), mas é no séc. XIII que o mosteiro ganha destaque quando passa a propriedade da rainha D. Mafalda, neta do primeiro rei de Portugal, aderindo a ordem de Cister em uma comunidade que se torna exclusivamente feminina como parte da renovação do mosteiro, seu tumulo estando atualmente em um capela na igreja do mesmo. A presença da rainha no mosteiro atraiu a mais alta nobreza e muitas filhas de nobres passaram a ingressar a comunidade monástica, contribuindo para a sua economia pujante e importância administrativa, se tornando o mais rico e influente mosteiro feminino português.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
== &#039;&#039;&#039;Descrição&#039;&#039;&#039; ==&lt;br /&gt;
As principais renovações no mosteiro, que ditam sua forma atual vão desde a nobilitação dos materiais construtivos até a atualização das expressões estéticas ao Barroco, se iniciam nos finais do século XVII e perduram por mais de um século, começando com o projeto do arquiteto maltês Carlos Gimac que renova a fachada ocidental (onde é hoje a entrada do Museu da Arte Sacra) organizando-a com uma nova portaria central destacada pela verticalidade, distribuição uniforme de janelas para as clausuras individuais e divisão dos níveis por cornijas e pilastras contínuas, a fachada ocidental passa então a servir como modelo para as reconstruções posteriores das fachadas norte e sul, criando assim uma imagem palaciana homogénea para o mosteiro.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
O projeto de Carlos Gimac passa então a multiplicar os espaços do mosteiro, aplicando seus conhecimentos científicos e estéticos para elaboração de toda composição do espaço com a nova igreja e coro, inaugurados em 1718, após esta data é construída a ala ligando o coro ao torreão norte, um incendio em 1725 faz necessária a renovação da fachada sul (chamada “fachada de Mafra” pelo trabalho dos pedreiros vindos de Mafra) aplicando o uso da pedra e erguendo um novo torreão paralelo ao da fachada norte, em 1740 as expansões seguem com a construção do celeiro e uma sumptuosa escadaria de dois lances que se estende para alem do novo torreão e delimita o terreiro, que abriga a casa do padres (atual Biblioteca Municipal de Arouca) em frente a portaria; após 30 anos se da a construção da ala nascente conectando a fachada sul ao coro e dando espaço a casa do capitulo, cozinha e refeitório ligados ao claustro que fora finalizado apenas no século XX com intervenções da Direção-Geral dos Edifícios e Monumentos Nacionais.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
A riqueza da ornamentação se renova e multiplica juntamente com os espaços no séc. XVIII, tornando o edifício um verdadeiro templo Barroco, seja pelo conhecimento humanista aplicado a arquitetura com o uso racional da luz e das forma ou pela rica escultura e pintura encomendada pelas monjas do mosteiro que buscaram os melhores artistas e artificies disponíveis para nobilitar sue espaço.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
É na igreja e no coro onde essa riqueza material e intelectual se faz mais presente, começando pelo coro onde a luz banha o cadeiral da nave central, reluzindo a sua talha dourada feita pelos entalhadores portuenses António Gomes e Filipe da Silva em 1722, e iluminando suas pinturas nos espaldares, as esculturas de pedra de Ançã esculpidas por Jacinto Vieira cercam o espaço pela galeria do primeiro piso, na altura das tribunas por onde as monjas assistiam as cerimónias, um grande arco gradeado separa o coro da igreja e acima dele o coro-alto que da acesso ao majestoso órgão de 1352 tubos encostado a galeria, ornamentado com ouro e uma pintura que representa a padroeira dos músicos Santa Cecília, construído em 1739 é um dos mais bem conservador em Portugal.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Na igreja as esculturas de Jacinto Vieira seguem no nível das tribunas e a talha dourada se espalha pela nave, da capela-mor até as oito capelas, uma delas com o tumulo de D. Mafalda, com retábulos executados por Miguel Francisco da Silva em 1738 (com exceção dos que ladeiam a capela-mor) até a capela-mor com seu imponente retábulo joanino realizado por Luís Vieira da Silva onde a talha se expande pra as galerias laterais servindo como moldura para as pinturas no nível da abóboda com autoria de André Gonçalves, um dos maiores pintores do Barroco nacional, no centro do retábulo o trono eucarístico onde as linhas convertem e denotam sua grandiosidade.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Em 1834 as ordens religiosas são extintas em Portugal e em 1886 morre a última monja em Arouca, porem os patrimónios artísticos do mosteiro são preservados pela Real Irmandade Rainha Santa Mafalda que evita sua dispersão, as obras que antes faziam parte do mosteiro se encontram atualmente no Museu da Arte Sacra localizado em parte nos antigos dormitórios e abriga a riquíssima ourivesaria, esculturas e pinturas de mestres portugueses como Diogo Teixeira e Josefa d’Óbidos, como tambem as pinturas da rainha Santa Mafalda de autoria do italiano Giovanni Odazzi.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&#039;&#039;&#039;Patrimonio Integrado&#039;&#039;&#039;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Do aparato arquitetónico até os azulejos do séc. XVIII que circundam a Casa do Capítulo, é a Igreja e o Coro que recebem a maior parte do património integrado, dando espaço as esculturas de pedra Ançã por Jacinto Vieira na galeria e a talha dourada que se prolifera dos espaldares do cadeiral do Coro até a Capela-mor.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Ambos espaços contam com capelas dedicadas a Virgem, a Cristo e aos Santos, seis na lateral do coro e oito ao redor da igreja, conjugando os elaborados retábulos de talha dourada com as esculturas policromadas em madeira, cada uma dessas capelas recebe uma atenção especial dos artistas, com ênfase na capela mortuária de D. Mafalda com sua urna ornamentada executada em ébano, prata e bronze. Na capela-mor a talha dourada se expande além do retábulo para as galerias laterais com molduras para as oito pinturas de André Gonçalves.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
No Coro o cadeiral de madeira com motivos escultórios recebe talha dourada e pinturas em seus espaldares, no Coro-Alto um imenso órgão do século XVIII com 1325 tubos que conjuga a talha dourada e escultura com a pintura representando Santa Cecília e motivos de chinoiserie nos painéis adjacentes.  &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
O cadeiral de madeira do Coro é indubitavelmente o objeto mais particular do convento, ele cerca as laterais da nave central do Coro e é constituído em dois níveis que dão espaço a 104 cadeiras, cada uma com um elemento escultórico único em sua misericórdia, em seu majestoso espaldar ricamente ornamentado a talha dourada serve como moldura para as pinturas, particularmente únicas as representações da vida de Santa Mafalda.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
O mosteiro é mencionado com distinção pela sua arquitetura e espólio artístico em “&#039;&#039;&#039;Arouca - Notas Monográficas&#039;&#039;&#039;” de Domingos Brandão e Olímpia Loureiro publicado em 1991 pelo Centro de Estudos D. Domingos de Pinho Brandão, com informações dos dicionários geográficos, memorias paroquiais e documentos diocesanos sobre Arouca, todos do século XVIII.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
A arquitetura do mosteiro, sua importância sociocultural e seu percurso pela história são extensamente exploradas por Manuel Moreira da Rocha em sua dissertação de doutoramento “&#039;&#039;&#039;Das Construções e Reconstruções, A memória de um Mosteiro: Santa Maria de Arouca (Séculos XVII-XX)&#039;&#039;&#039;” publicada como livro em 2011 pela editora Afrontamento.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&#039;&#039;&#039;Fontes e Bibliografia&#039;&#039;&#039;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
ALÇADA, Margarida e RUÃO, Carlos – SIPA Mosteiro de Arouca / Museu de Arte Sacra de Arouca / Igreja Paroquial de Arouca / Igreja de São Bartolomeu. Em linha, verificado em 25/04/2024 &amp;lt;nowiki&amp;gt;http://www.monumentos.gov.pt/site/app_pagesuser/sipa.aspx?id=1039&amp;lt;/nowiki&amp;gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
AROUCA: Câmara Municipal de Arouca (2009) - O órgão do Mosteiro de Arouca: conservação e restauro do património musical, &amp;lt;nowiki&amp;gt;ISBN 978-972-8978-04-4&amp;lt;/nowiki&amp;gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
BRANDÃO, Domingos de Pinho e LOUREIRO, Olímpia (1991) - Arouca: notas monográficas 1. Arouca: Centro de Estudos D. Domingos de Pinho Brandão.  (Centro de estudos D. Domingos de Pinho Brandão)&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
GOMES, Paulo Varela, Guia Mosteiro de Arouca, IPPAR, Lisboa, 2006&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
ROCHA, Manuel Joaquim Moreira da (2011) - A memória de um mosteiro, Santa Maria de Arouca: (séculos XVII-XX): das construções e das reconstruções. Porto: Afrontamento. (Biblioteca das ciências sociais). ISBN 987-972-36-1134-2&lt;/div&gt;</summary>
		<author><name>Hiroshy</name></author>
	</entry>
	<entry>
		<id>https://wikimedia.pt/portobarroco/index.php?title=Mosteiro_de_Arouca&amp;diff=123</id>
		<title>Mosteiro de Arouca</title>
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		<updated>2024-05-26T15:54:13Z</updated>

		<summary type="html">&lt;p&gt;Hiroshy: &lt;/p&gt;
&lt;hr /&gt;
&lt;div&gt;{| class=&amp;quot;wikitable&amp;quot;&lt;br /&gt;
|&#039;&#039;&#039;Designação&#039;&#039;&#039;&lt;br /&gt;
|Mosteiro  de Santa Maria de Arouca / Museu da Arte Sacra&lt;br /&gt;
|-&lt;br /&gt;
|&#039;&#039;&#039;Localização&#039;&#039;&#039; &lt;br /&gt;
|Largo  Santa Mafalda, Arouca&lt;br /&gt;
|-&lt;br /&gt;
|&#039;&#039;&#039;Cronologia&#039;&#039;&#039;&lt;br /&gt;
|Séc.  XVII/XVIII&lt;br /&gt;
|-&lt;br /&gt;
|&#039;&#039;&#039;Autor&#039;&#039;&#039;&lt;br /&gt;
|Carlos  Gimac&lt;br /&gt;
|-&lt;br /&gt;
|&#039;&#039;&#039;Classificação&#039;&#039;&#039; &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
|Monumento  Nacional&lt;br /&gt;
|-&lt;br /&gt;
|&#039;&#039;&#039;Como Chegar&#039;&#039;&#039; &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
|A 71 km da  cidade do Porto, o deslocamento pode ser feito de carro pela via A32 e N326  ou pelos transportes da UNIR na linha 1007 que parte de São João da Madeira.&lt;br /&gt;
|-&lt;br /&gt;
|&#039;&#039;&#039;Horários&#039;&#039;&#039;&lt;br /&gt;
|O museu e convento estão abertos todos  os dias das 9:30 até as 17:00 (com exceções de segundas e terças de manhã,  terceiro final de semana de cada mês e feriados)&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
|}&lt;br /&gt;
{| class=&amp;quot;wikitable&amp;quot;&lt;br /&gt;
|&#039;&#039;&#039;Contexto  físico patrimonial de proximidade &#039;&#039;&#039; &lt;br /&gt;
|-&lt;br /&gt;
|Calvário de  Arouca e Igreja da Santa Misericórdia de Arouca.&lt;br /&gt;
|}&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
O atual mosteiro de Santa Maria em Arouca é fruto das diversas construções e reconstruções que ocorreram ao longo do tempo e responsável pelo desenvolvimento desta região, tem suas origens no século X, de qual pouco se sabe (sabemos, por exemplo, que a antiga igreja ficava onde atualmente se da o coro), mas é no séc. XIII que o mosteiro ganha destaque quando passa a propriedade da rainha D. Mafalda, neta do primeiro rei de Portugal, aderindo a ordem de Cister em uma comunidade que se torna exclusivamente feminina como parte da renovação do mosteiro, seu tumulo estando atualmente em um capela na igreja do mesmo. A presença da rainha no mosteiro atraiu a mais alta nobreza e muitas filhas de nobres passaram a ingressar a comunidade monástica, contribuindo para a sua economia pujante e importância administrativa, se tornando o mais rico e influente mosteiro feminino português.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&#039;&#039;&#039;Descrição&#039;&#039;&#039;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
As principais renovações no mosteiro, que ditam sua forma atual vão desde a nobilitação dos materiais construtivos até a atualização das expressões estéticas ao Barroco, se iniciam nos finais do século XVII e perduram por mais de um século, começando com o projeto do arquiteto maltês Carlos Gimac que renova a fachada ocidental (onde é hoje a entrada do Museu da Arte Sacra) organizando-a com uma nova portaria central destacada pela verticalidade, distribuição uniforme de janelas para as clausuras individuais e divisão dos níveis por cornijas e pilastras contínuas, a fachada ocidental passa então a servir como modelo para as reconstruções posteriores das fachadas norte e sul, criando assim uma imagem palaciana homogénea para o mosteiro.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
O projeto de Carlos Gimac passa então a multiplicar os espaços do mosteiro, aplicando seus conhecimentos científicos e estéticos para elaboração de toda composição do espaço com a nova igreja e coro, inaugurados em 1718, após esta data é construída a ala ligando o coro ao torreão norte, um incendio em 1725 faz necessária a renovação da fachada sul (chamada “fachada de Mafra” pelo trabalho dos pedreiros vindos de Mafra) aplicando o uso da pedra e erguendo um novo torreão paralelo ao da fachada norte, em 1740 as expansões seguem com a construção do celeiro e uma sumptuosa escadaria de dois lances que se estende para alem do novo torreão e delimita o terreiro, que abriga a casa do padres (atual Biblioteca Municipal de Arouca) em frente a portaria; após 30 anos se da a construção da ala nascente conectando a fachada sul ao coro e dando espaço a casa do capitulo, cozinha e refeitório ligados ao claustro que fora finalizado apenas no século XX com intervenções da Direção-Geral dos Edifícios e Monumentos Nacionais.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
A riqueza da ornamentação se renova e multiplica juntamente com os espaços no séc. XVIII, tornando o edifício um verdadeiro templo Barroco, seja pelo conhecimento humanista aplicado a arquitetura com o uso racional da luz e das forma ou pela rica escultura e pintura encomendada pelas monjas do mosteiro que buscaram os melhores artistas e artificies disponíveis para nobilitar sue espaço.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
É na igreja e no coro onde essa riqueza material e intelectual se faz mais presente, começando pelo coro onde a luz banha o cadeiral da nave central, reluzindo a sua talha dourada feita pelos entalhadores portuenses António Gomes e Filipe da Silva em 1722, e iluminando suas pinturas nos espaldares, as esculturas de pedra de Ançã esculpidas por Jacinto Vieira cercam o espaço pela galeria do primeiro piso, na altura das tribunas por onde as monjas assistiam as cerimónias, um grande arco gradeado separa o coro da igreja e acima dele o coro-alto que da acesso ao majestoso órgão de 1352 tubos encostado a galeria, ornamentado com ouro e uma pintura que representa a padroeira dos músicos Santa Cecília, construído em 1739 é um dos mais bem conservador em Portugal.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Na igreja as esculturas de Jacinto Vieira seguem no nível das tribunas e a talha dourada se espalha pela nave, da capela-mor até as oito capelas, uma delas com o tumulo de D. Mafalda, com retábulos executados por Miguel Francisco da Silva em 1738 (com exceção dos que ladeiam a capela-mor) até a capela-mor com seu imponente retábulo joanino realizado por Luís Vieira da Silva onde a talha se expande pra as galerias laterais servindo como moldura para as pinturas no nível da abóboda com autoria de André Gonçalves, um dos maiores pintores do Barroco nacional, no centro do retábulo o trono eucarístico onde as linhas convertem e denotam sua grandiosidade.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Em 1834 as ordens religiosas são extintas em Portugal e em 1886 morre a última monja em Arouca, porem os patrimónios artísticos do mosteiro são preservados pela Real Irmandade Rainha Santa Mafalda que evita sua dispersão, as obras que antes faziam parte do mosteiro se encontram atualmente no Museu da Arte Sacra localizado em parte nos antigos dormitórios e abriga a riquíssima ourivesaria, esculturas e pinturas de mestres portugueses como Diogo Teixeira e Josefa d’Óbidos, como tambem as pinturas da rainha Santa Mafalda de autoria do italiano Giovanni Odazzi.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&#039;&#039;&#039;Patrimonio Integrado&#039;&#039;&#039;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Do aparato arquitetónico até os azulejos do séc. XVIII que circundam a Casa do Capítulo, é a Igreja e o Coro que recebem a maior parte do património integrado, dando espaço as esculturas de pedra Ançã por Jacinto Vieira na galeria e a talha dourada que se prolifera dos espaldares do cadeiral do Coro até a Capela-mor.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Ambos espaços contam com capelas dedicadas a Virgem, a Cristo e aos Santos, seis na lateral do coro e oito ao redor da igreja, conjugando os elaborados retábulos de talha dourada com as esculturas policromadas em madeira, cada uma dessas capelas recebe uma atenção especial dos artistas, com ênfase na capela mortuária de D. Mafalda com sua urna ornamentada executada em ébano, prata e bronze. Na capela-mor a talha dourada se expande além do retábulo para as galerias laterais com molduras para as oito pinturas de André Gonçalves.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
No Coro o cadeiral de madeira com motivos escultórios recebe talha dourada e pinturas em seus espaldares, no Coro-Alto um imenso órgão do século XVIII com 1325 tubos que conjuga a talha dourada e escultura com a pintura representando Santa Cecília e motivos de chinoiserie nos painéis adjacentes.  &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
O cadeiral de madeira do Coro é indubitavelmente o objeto mais particular do convento, ele cerca as laterais da nave central do Coro e é constituído em dois níveis que dão espaço a 104 cadeiras, cada uma com um elemento escultórico único em sua misericórdia, em seu majestoso espaldar ricamente ornamentado a talha dourada serve como moldura para as pinturas, particularmente únicas as representações da vida de Santa Mafalda.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
O mosteiro é mencionado com distinção pela sua arquitetura e espólio artístico em “&#039;&#039;&#039;Arouca - Notas Monográficas&#039;&#039;&#039;” de Domingos Brandão e Olímpia Loureiro publicado em 1991 pelo Centro de Estudos D. Domingos de Pinho Brandão, com informações dos dicionários geográficos, memorias paroquiais e documentos diocesanos sobre Arouca, todos do século XVIII.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
A arquitetura do mosteiro, sua importância sociocultural e seu percurso pela história são extensamente exploradas por Manuel Moreira da Rocha em sua dissertação de doutoramento “&#039;&#039;&#039;Das Construções e Reconstruções, A memória de um Mosteiro: Santa Maria de Arouca (Séculos XVII-XX)&#039;&#039;&#039;” publicada como livro em 2011 pela editora Afrontamento.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&#039;&#039;&#039;Fontes e Bibliografia&#039;&#039;&#039;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
ALÇADA, Margarida e RUÃO, Carlos – SIPA Mosteiro de Arouca / Museu de Arte Sacra de Arouca / Igreja Paroquial de Arouca / Igreja de São Bartolomeu. Em linha, verificado em 25/04/2024 &amp;lt;nowiki&amp;gt;http://www.monumentos.gov.pt/site/app_pagesuser/sipa.aspx?id=1039&amp;lt;/nowiki&amp;gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
AROUCA: Câmara Municipal de Arouca (2009) - O órgão do Mosteiro de Arouca: conservação e restauro do património musical, &amp;lt;nowiki&amp;gt;ISBN 978-972-8978-04-4&amp;lt;/nowiki&amp;gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
BRANDÃO, Domingos de Pinho e LOUREIRO, Olímpia (1991) - Arouca: notas monográficas 1. Arouca: Centro de Estudos D. Domingos de Pinho Brandão.  (Centro de estudos D. Domingos de Pinho Brandão)&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
GOMES, Paulo Varela, Guia Mosteiro de Arouca, IPPAR, Lisboa, 2006&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
ROCHA, Manuel Joaquim Moreira da (2011) - A memória de um mosteiro, Santa Maria de Arouca: (séculos XVII-XX): das construções e das reconstruções. Porto: Afrontamento. (Biblioteca das ciências sociais). ISBN 987-972-36-1134-2&lt;/div&gt;</summary>
		<author><name>Hiroshy</name></author>
	</entry>
	<entry>
		<id>https://wikimedia.pt/portobarroco/index.php?title=Mosteiro_de_Arouca&amp;diff=122</id>
		<title>Mosteiro de Arouca</title>
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		<updated>2024-05-26T15:53:08Z</updated>

		<summary type="html">&lt;p&gt;Hiroshy: mudanças no corpo do texto&lt;/p&gt;
&lt;hr /&gt;
&lt;div&gt;{| class=&amp;quot;wikitable&amp;quot;&lt;br /&gt;
|&#039;&#039;&#039;Designação&#039;&#039;&#039;&lt;br /&gt;
|Mosteiro  de Santa Maria de Arouca / Museu da Arte Sacra&lt;br /&gt;
|-&lt;br /&gt;
|&#039;&#039;&#039;Localização&#039;&#039;&#039; &lt;br /&gt;
|Largo  Santa Mafalda, Arouca&lt;br /&gt;
|-&lt;br /&gt;
|&#039;&#039;&#039;Cronologia&#039;&#039;&#039;&lt;br /&gt;
|Séc.  XVII/XVIII&lt;br /&gt;
|-&lt;br /&gt;
|&#039;&#039;&#039;Autor&#039;&#039;&#039;&lt;br /&gt;
|Carlos  Gimac&lt;br /&gt;
|-&lt;br /&gt;
|&#039;&#039;&#039;Classificação&#039;&#039;&#039; &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
|Monumento  Nacional&lt;br /&gt;
|-&lt;br /&gt;
|&#039;&#039;&#039;Como Chegar&#039;&#039;&#039; &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
|A 71 km da  cidade do Porto, o deslocamento pode ser feito de carro pela via A32 e N326  ou pelos transportes da UNIR na linha 1007 que parte de São João da Madeira.&lt;br /&gt;
|-&lt;br /&gt;
|&#039;&#039;&#039;Horários&#039;&#039;&#039;&lt;br /&gt;
|O museu e convento estão abertos todos  os dias das 9:30 até as 17:00 (com exceções de segundas e terças de manhã,  terceiro final de semana de cada mês e feriados)&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
|}&lt;br /&gt;
{| class=&amp;quot;wikitable&amp;quot;&lt;br /&gt;
|&#039;&#039;&#039;Contexto  físico patrimonial de proximidade &#039;&#039;&#039; &lt;br /&gt;
|-&lt;br /&gt;
|Calvário de  Arouca e Igreja da Santa Misericórdia de Arouca.&lt;br /&gt;
|}&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
O atual mosteiro de Santa Maria em Arouca é fruto das diversas construções e reconstruções que ocorreram ao longo do tempo e responsável pelo desenvolvimento desta região, tem suas origens no século X, de qual pouco se sabe (sabemos, por exemplo, que a antiga igreja ficava onde atualmente se da o coro), mas é no séc. XIII que o mosteiro ganha destaque quando passa a propriedade da rainha D. Mafalda, neta do primeiro rei de Portugal, aderindo a ordem de Cister em uma comunidade que se torna exclusivamente feminina como parte da renovação do mosteiro, seu tumulo estando atualmente em um capela na igreja do mesmo. A presença da rainha no mosteiro atraiu a mais alta nobreza e muitas filhas de nobres passaram a ingressar a comunidade monástica, contribuindo para a sua economia pujante e importância administrativa, se tornando o mais rico e influente mosteiro feminino português.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&#039;&#039;&#039;Descrição&#039;&#039;&#039;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
As principais renovações no mosteiro, que ditam sua forma atual vão desde a nobilitação dos materiais construtivos até a atualização das expressões estéticas ao Barroco, se iniciam nos finais do século XVII e perduram por mais de um século, começando com o projeto do arquiteto maltês Carlos Gimac que renova a fachada ocidental (onde é hoje a entrada do Museu da Arte Sacra) organizando-a com uma nova portaria central destacada pela verticalidade, distribuição uniforme de janelas para as clausuras individuais e divisão dos níveis por cornijas e pilastras contínuas, a fachada ocidental passa então a servir como modelo para as reconstruções posteriores das fachadas norte e sul, criando assim uma imagem palaciana homogénea para o mosteiro.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
O projeto de Carlos Gimac passa então a multiplicar os espaços do mosteiro, aplicando seus conhecimentos científicos e estéticos para elaboração de toda composição do espaço com a nova igreja e coro, inaugurados em 1718, após esta data é construída a ala ligando o coro ao torreão norte, um incendio em 1725 faz necessária a renovação da fachada sul (chamada “fachada de Mafra” pelo trabalho dos pedreiros vindos de Mafra) aplicando o uso da pedra e erguendo um novo torreão paralelo ao da fachada norte, em 1740 as expansões seguem com a construção do celeiro e uma sumptuosa escadaria de dois lances que se estende para alem do novo torreão e delimita o terreiro, que abriga a casa do padres (atual Biblioteca Municipal de Arouca) em frente a portaria; após 30 anos se da a construção da ala nascente conectando a fachada sul ao coro e dando espaço a casa do capitulo, cozinha e refeitório ligados ao claustro que fora finalizado apenas no século XX com intervenções da Direção-Geral dos Edifícios e Monumentos Nacionais.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
A riqueza da ornamentação se renova e multiplica juntamente com os espaços no séc. XVIII, tornando o edifício um verdadeiro templo Barroco, seja pelo conhecimento humanista aplicado a arquitetura com o uso racional da luz e das forma ou pela rica escultura e pintura encomendada pelas monjas do mosteiro que buscaram os melhores artistas e artificies disponíveis para nobilitar sue espaço.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
É na igreja e no coro onde essa riqueza material e intelectual se faz mais presente, começando pelo coro onde a luz banha o cadeiral da nave central, reluzindo a sua talha dourada feita pelos entalhadores portuenses António Gomes e Filipe da Silva em 1722, e iluminando suas pinturas nos espaldares, as esculturas de pedra de Ançã esculpidas por Jacinto Vieira cercam o espaço pela galeria do primeiro piso, na altura das tribunas por onde as monjas assistiam as cerimónias, um grande arco gradeado separa o coro da igreja e acima dele o coro-alto que da acesso ao majestoso órgão de 1352 tubos encostado a galeria, ornamentado com ouro e uma pintura que representa a padroeira dos músicos Santa Cecília, construído em 1739 é um dos mais bem conservador em Portugal.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Na igreja as esculturas de Jacinto Vieira seguem no nível das tribunas e a talha dourada se espalha pela nave, da capela-mor até as oito capelas, uma delas com o tumulo de D. Mafalda, com retábulos executados por Miguel Francisco da Silva em 1738 (com exceção dos que ladeiam a capela-mor) até a capela-mor com seu imponente retábulo joanino realizado por Luís Vieira da Silva onde a talha se expande pra as galerias laterais servindo como moldura para as pinturas no nível da abóboda com autoria de André Gonçalves, um dos maiores pintores do Barroco nacional, no centro do retábulo o trono eucarístico onde as linhas convertem e denotam sua grandiosidade.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Em 1834 as ordens religiosas são extintas em Portugal e em 1886 morre a última monja em Arouca, porem os patrimónios artísticos do mosteiro são preservados pela Real Irmandade Rainha Santa Mafalda que evita sua dispersão, as obras que antes faziam parte do mosteiro se encontram atualmente no Museu da Arte Sacra localizado em parte nos antigos dormitórios e abriga a riquíssima ourivesaria, esculturas e pinturas de mestres portugueses como Diogo Teixeira e Josefa d’Óbidos, como tambem as pinturas da rainha Santa Mafalda de autoria do italiano Giovanni Odazzi.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&#039;&#039;&#039;Patrimonio Integrado&#039;&#039;&#039;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Do aparato arquitetónico até os azulejos do séc. XVIII que circundam a Casa do Capítulo, é a Igreja e o Coro que recebem a maior parte do património integrado, dando espaço as esculturas de pedra Ançã por Jacinto Vieira na galeria e a talha dourada que se prolifera dos espaldares do cadeiral do Coro até a Capela-mor.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Ambos espaços contam com capelas dedicadas a Virgem, a Cristo e aos Santos, seis na lateral do coro e oito ao redor da igreja, conjugando os elaborados retábulos de talha dourada com as esculturas policromadas em madeira, cada uma dessas capelas recebe uma atenção especial dos artistas, com ênfase na capela mortuária de D. Mafalda com sua urna ornamentada executada em ébano, prata e bronze. Na capela-mor a talha dourada se expande além do retábulo para as galerias laterais com molduras para as oito pinturas de André Gonçalves.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
No Coro o cadeiral de madeira com motivos escultórios recebe talha dourada e pinturas em seus espaldares, no Coro-Alto um imenso órgão do século XVIII com 1325 tubos que conjuga a talha dourada e escultura com a pintura representando Santa Cecília e motivos de chinoiserie nos painéis adjacentes.  &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
O cadeiral de madeira do Coro é indubitavelmente o objeto mais particular do convento, ele cerca as laterais da nave central do Coro e é constituído em dois níveis que dão espaço a 104 cadeiras, cada uma com um elemento escultórico único em sua misericórdia, em seu majestoso espaldar ricamente ornamentado a talha dourada serve como moldura para as pinturas, particularmente únicas as representações da vida de Santa Mafalda.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
O mosteiro é mencionado com distinção pela sua arquitetura e espólio artístico em “&#039;&#039;&#039;Arouca - Notas Monográficas&#039;&#039;&#039;” de Domingos Brandão e Olímpia Loureiro publicado em 1991 pelo Centro de Estudos D. Domingos de Pinho Brandão, com informações dos dicionários geográficos, memorias paroquiais e documentos diocesanos sobre Arouca, todos do século XVIII.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
A arquitetura do mosteiro, sua importância sociocultural e seu percurso pela história são extensamente exploradas por Manuel Moreira da Rocha em sua dissertação de doutoramento “&#039;&#039;&#039;Das Construções e Reconstruções, A memória de um Mosteiro: Santa Maria de Arouca (Séculos XVII-XX)&#039;&#039;&#039;” publicada como livro em 2011 pela editora Afrontamento.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&#039;&#039;&#039;Fontes e Bibliografia&#039;&#039;&#039;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
ALÇADA, Margarida e RUÃO, Carlos – SIPA Mosteiro de Arouca / Museu de Arte Sacra de Arouca / Igreja Paroquial de Arouca / Igreja de São Bartolomeu. Em linha, verificado em 25/04/2024 &amp;lt;nowiki&amp;gt;http://www.monumentos.gov.pt/site/app_pagesuser/sipa.aspx?id=1039&amp;lt;/nowiki&amp;gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
AROUCA: Câmara Municipal de Arouca (2009) - O órgão do Mosteiro de Arouca: conservação e restauro do património musical, &amp;lt;nowiki&amp;gt;ISBN 978-972-8978-04-4&amp;lt;/nowiki&amp;gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
BRANDÃO, Domingos de Pinho e LOUREIRO, Olímpia (1991) - Arouca: notas monográficas 1. Arouca: Centro de Estudos D. Domingos de Pinho Brandão.  (Centro de estudos D. Domingos de Pinho Brandão)&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
GOMES, Paulo Varela, Guia Mosteiro de Arouca, IPPAR, Lisboa, 2006&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
ROCHA, Manuel Joaquim Moreira da (2011) - A memória de um mosteiro, Santa Maria de Arouca: (séculos XVII-XX): das construções e das reconstruções. Porto: Afrontamento. (Biblioteca das ciências sociais). ISBN 987-972-36-1134-2&lt;/div&gt;</summary>
		<author><name>Hiroshy</name></author>
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		<id>https://wikimedia.pt/portobarroco/index.php?title=Mosteiro_de_Arouca&amp;diff=56</id>
		<title>Mosteiro de Arouca</title>
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		<updated>2024-05-24T09:45:59Z</updated>

		<summary type="html">&lt;p&gt;Hiroshy: Adicionado o corpo descritivo e informativo&lt;/p&gt;
&lt;hr /&gt;
&lt;div&gt;{| class=&amp;quot;wikitable&amp;quot;&lt;br /&gt;
|&#039;&#039;&#039;Designação&#039;&#039;&#039;&lt;br /&gt;
|Mosteiro  de Santa Maria de Arouca / Museu da Arte Sacra&lt;br /&gt;
|-&lt;br /&gt;
|&#039;&#039;&#039;Localização&#039;&#039;&#039; &lt;br /&gt;
|Largo  Santa Mafalda, Arouca&lt;br /&gt;
|-&lt;br /&gt;
|&#039;&#039;&#039;Cronologia&#039;&#039;&#039;&lt;br /&gt;
|Séc.  XVII/XVIII&lt;br /&gt;
|-&lt;br /&gt;
|&#039;&#039;&#039;Autor&#039;&#039;&#039;&lt;br /&gt;
|Carlos  Gimac&lt;br /&gt;
|-&lt;br /&gt;
|&#039;&#039;&#039;Classificação&#039;&#039;&#039; &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
|Monumento  Nacional&lt;br /&gt;
|-&lt;br /&gt;
|&#039;&#039;&#039;Como Chegar&#039;&#039;&#039; &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
|A 71 km da  cidade do Porto, o deslocamento pode ser feito de carro pela via A32 e N326  ou pelos transportes da UNIR na linha 1007 que parte de São João da Madeira.&lt;br /&gt;
|-&lt;br /&gt;
|&#039;&#039;&#039;Horários&#039;&#039;&#039;&lt;br /&gt;
|O museu e convento estão abertos todos  os dias das 9:30 até as 17:00 (com exceções de segundas e terças de manhã,  terceiro final de semana de cada mês e feriados)&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
|}&lt;br /&gt;
{| class=&amp;quot;wikitable&amp;quot;&lt;br /&gt;
|&#039;&#039;&#039;Contexto  físico patrimonial de proximidade &#039;&#039;&#039; &lt;br /&gt;
|-&lt;br /&gt;
|Calvário de  Arouca e Igreja da Santa Misericórdia de Arouca.&lt;br /&gt;
|}&lt;br /&gt;
O atual mosteiro de Santa Maria em Arouca é fruto das diversas construções e reconstruções que ocorreram ao longo do tempo e responsável pelo desenvolvimento desta região, tem suas origens no século X, de qual pouco se sabe (sabemos, por exemplo, que a antiga igreja ficava onde atualmente se da o coro), mas é no séc. XIII que o mosteiro ganha destaque quando passa a propriedade da rainha D. Mafalda, neta do primeiro rei de Portugal, aderindo a ordem de Cister em uma comunidade que se torna exclusivamente feminina como parte da renovação do mosteiro, seu tumulo estando atualmente em um capela na igreja do mesmo. A presença da rainha no mosteiro atraiu a mais alta nobreza e muitas filhas de nobres passaram a ingressar a comunidade monástica, contribuindo para a sua economia pujante e importância administrativa, se tornando o mais rico e influente mosteiro feminino português.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
As principais renovações no mosteiro, que ditam sua forma atual vão desde a nobilitação dos materiais construtivos até a atualização das expressões estéticas ao Barroco, se iniciam nos finais do século XVII e perduram por mais de um século, começando com o projeto do arquiteto maltês Carlos Gimac que renova a fachada ocidental (onde é hoje a entrada do Museu da Arte Sacra) organizando-a com uma nova portaria central destacada pela verticalidade, distribuição uniforme de janelas para as clausuras individuais e divisão dos níveis por cornijas e pilastras contínuas, a fachada ocidental passa então a servir como modelo para as reconstruções posteriores das fachadas norte e sul, criando assim uma imagem palaciana homogénea para o mosteiro.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
O projeto de Carlos Gimac passa então a multiplicar os espaços do mosteiro, aplicando seus conhecimentos científicos e estéticos para elaboração de toda composição do espaço com a nova igreja e coro, inaugurados em 1718, após esta data é construída a ala ligando o coro ao torreão norte, um incendio em 1725 faz necessária a renovação da fachada sul (chamada “fachada de Mafra” pelo trabalho dos pedreiros vindos de Mafra) aplicando o uso da pedra e erguendo um novo torreão paralelo ao da fachada norte, em 1740 as expansões seguem com a construção do celeiro e uma sumptuosa escadaria de dois lances que se estende para alem do novo torreão e delimita o terreiro, que abriga a casa do padres (atual Biblioteca Municipal de Arouca) em frente a portaria; após 30 anos se da a construção da ala nascente conectando a fachada sul ao coro e dando espaço a casa do capitulo, cozinha e refeitório ligados ao claustro que fora finalizado apenas no século XX com intervenções da Direção-Geral dos Edifícios e Monumentos Nacionais.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
A riqueza da ornamentação se renova e multiplica juntamente com os espaços no séc. XVIII, tornando o edifício um verdadeiro templo Barroco, seja pelo conhecimento humanista aplicado a arquitetura com o uso racional da luz e das forma ou pela rica escultura e pintura encomendada pelas monjas do mosteiro que buscaram os melhores artistas e artificies disponíveis para nobilitar sue espaço.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
É na igreja e no coro onde essa riqueza material e intelectual se faz mais presente, começando pelo coro onde a luz banha o cadeiral da nave central, reluzindo a sua talha dourada feita pelos entalhadores portuenses António Gomes e Filipe da Silva em 1722, e iluminando suas pinturas nos espaldares, as esculturas de pedra de Ançã esculpidas por Jacinto Vieira cercam o espaço pela galeria do primeiro piso, na altura das tribunas por onde as monjas assistiam as cerimónias, um grande arco gradeado separa o coro da igreja e acima dele o coro-alto que da acesso ao majestoso órgão de 1352 tubos encostado a galeria, ornamentado com ouro e uma pintura que representa a padroeira dos músicos Santa Cecília, construído em 1739 é um dos mais bem conservador em Portugal.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Na igreja as esculturas de Jacinto Vieira seguem no nível das tribunas e a talha dourada se espalha pela nave, da capela-mor até as oito capelas, uma delas com o tumulo de D. Mafalda, com retábulos executados por Miguel Francisco da Silva em 1738 (com exceção dos que ladeiam a capela-mor) até a capela-mor com seu imponente retábulo joanino realizado por Luís Vieira da Silva onde a talha se expande pra as galerias laterais servindo como moldura para as pinturas no nível da abóboda com autoria de André Gonçalves, um dos maiores pintores do Barroco nacional, no centro do retábulo o trono eucarístico onde as linhas convertem e denotam sua grandiosidade.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Em 1834 as ordens religiosas são extintas em Portugal e em 1886 morre a última monja em Arouca, porem os patrimónios artísticos do mosteiro são preservados pela Real Irmandade Rainha Santa Mafalda que evita sua dispersão, as obras que antes faziam parte do mosteiro se encontram atualmente no Museu da Arte Sacra localizado em parte nos antigos dormitórios e abriga a riquíssima ourivesaria, esculturas e pinturas de mestres portugueses como Diogo Teixeira e Josefa d’Óbidos, como tambem as pinturas da rainha Santa Mafalda de autoria do italiano Giovanni Odazzi.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Do aparato arquitetónico até os azulejos do séc. XVIII que circundam a Casa do Capítulo, é a Igreja e o Coro que recebem a maior parte do património integrado, dando espaço as esculturas de pedra Ançã por Jacinto Vieira na galeria e a talha dourada que se prolifera dos espaldares do cadeiral do Coro até a Capela-mor.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Ambos espaços contam com capelas dedicadas a Virgem, a Cristo e aos Santos, seis na lateral do coro e oito ao redor da igreja, conjugando os elaborados retábulos de talha dourada com as esculturas policromadas em madeira, cada uma dessas capelas recebe uma atenção especial dos artistas, com ênfase na capela mortuária de D. Mafalda com sua urna ornamentada executada em ébano, prata e bronze. Na capela-mor a talha dourada se expande além do retábulo para as galerias laterais com molduras para as oito pinturas de André Gonçalves.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
No Coro o cadeiral de madeira com motivos escultórios recebe talha dourada e pinturas em seus espaldares, no Coro-Alto um imenso órgão do século XVIII com 1325 tubos que conjuga a talha dourada e escultura com a pintura representando Santa Cecília e motivos de chinoiserie nos painéis adjacentes.  &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
O cadeiral de madeira do Coro é indubitavelmente o objeto mais particular do convento, ele cerca as laterais da nave central do Coro e é constituído em dois níveis que dão espaço a 104 cadeiras, cada uma com um elemento escultórico único em sua misericórdia, em seu majestoso espaldar ricamente ornamentado a talha dourada serve como moldura para as pinturas, particularmente únicas as representações da vida de Santa Mafalda.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
O mosteiro é mencionado com distinção pela sua arquitetura e espólio artístico em “&#039;&#039;&#039;Arouca - Notas Monográficas&#039;&#039;&#039;” de Domingos Brandão e Olímpia Loureiro publicado em 1991 pelo Centro de Estudos D. Domingos de Pinho Brandão, com informações dos dicionários geográficos, memorias paroquiais e documentos diocesanos sobre Arouca, todos do século XVIII.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
A arquitetura do mosteiro, sua importância sociocultural e seu percurso pela história são extensamente exploradas por Manuel Moreira da Rocha em sua dissertação de doutoramento “&#039;&#039;&#039;Das Construções e Reconstruções, A memória de um Mosteiro: Santa Maria de Arouca (Séculos XVII-XX)&#039;&#039;&#039;” publicada como livro em 2011 pela editora Afrontamento.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&#039;&#039;&#039;Fontes e Bibliografia&#039;&#039;&#039;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
ALÇADA, Margarida e RUÃO, Carlos – SIPA Mosteiro de Arouca / Museu de Arte Sacra de Arouca / Igreja Paroquial de Arouca / Igreja de São Bartolomeu. Em linha, verificado em 25/04/2024 &amp;lt;nowiki&amp;gt;http://www.monumentos.gov.pt/site/app_pagesuser/sipa.aspx?id=1039&amp;lt;/nowiki&amp;gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
AROUCA: Câmara Municipal de Arouca (2009) - O órgão do Mosteiro de Arouca: conservação e restauro do património musical, &amp;lt;nowiki&amp;gt;ISBN 978-972-8978-04-4&amp;lt;/nowiki&amp;gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
BRANDÃO, Domingos de Pinho e LOUREIRO, Olímpia (1991) - Arouca: notas monográficas 1. Arouca: Centro de Estudos D. Domingos de Pinho Brandão.  (Centro de estudos D. Domingos de Pinho Brandão)&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
GOMES, Paulo Varela, Guia Mosteiro de Arouca, IPPAR, Lisboa, 2006&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
ROCHA, Manuel Joaquim Moreira da (2011) - A memória de um mosteiro, Santa Maria de Arouca: (séculos XVII-XX): das construções e das reconstruções. Porto: Afrontamento. (Biblioteca das ciências sociais). ISBN 987-972-36-1134-2&lt;/div&gt;</summary>
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