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	<title>Porto Barroco - Contribuições do utilizador [pt]</title>
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	<subtitle>Contribuições do utilizador</subtitle>
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		<summary type="html">&lt;p&gt;Ltrigo: &lt;/p&gt;
&lt;hr /&gt;
&lt;div&gt;O presente projecto foca-se no estudo das arquiteturas barrocas do século XVII e XVIII. Tem como objetivo promover uma aprendizagem ativa na Unidade Curricular &amp;quot;História da Arquitetura da Época Moderna II&amp;quot;  para aprofundar o conhecimento teórico dos estudantes e desenvolver competências digitais e de comunicação.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&#039;&#039;&#039;Project coordinators:&#039;&#039;&#039; Manuel Rocha (scientific), Luís Trigo, Vera Moitinho de Almeida, André Barbosa.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&#039;&#039;&#039;Support:&#039;&#039;&#039; Departamento de Ciências e Técnicas do Património (DCTP), Transdisciplinary Research Center for Culture, Space and Memory (CITCEM), Faculty of Arts and Humanities of the University of Porto (FLUP), Fundação para a Ciência e a Tecnologia (FCT).&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
== Objectos Arquitectónicos ==&lt;br /&gt;
* [[Casa das Sereias]]&lt;br /&gt;
* [[Casa e Quinta de São Gens/Casa e Quinta do Viso]] [[index.php?title=Categoria:Arquitetura]]&lt;br /&gt;
* [[Clérigos: A caixa de música e o campanário]]&lt;br /&gt;
* [[Convento da Madre de Deus Guimarães]]&lt;br /&gt;
* [[Convento de Jesus de Aveiro]]&lt;br /&gt;
* [[Convento de Nossa Senhora da Penha de França]]&lt;br /&gt;
* [[Convento de Santa Ana de Viana do Castelo]]&lt;br /&gt;
* [[Convento de Santa Clara do Porto]]&lt;br /&gt;
* [[Convento de santa clara]]&lt;br /&gt;
* [[Convento de santa teresa]]&lt;br /&gt;
* [[Convento do Salvador de Braga]]&lt;br /&gt;
* [[Corpus Christi]]&lt;br /&gt;
* [[Fonte da Praça da Ribeira]]&lt;br /&gt;
* [[Fonte das Virtudes]]&lt;br /&gt;
* [[Igreja Barroca em Braga]]&lt;br /&gt;
* [[Igreja Bom Jesus de Matosinhos]]&lt;br /&gt;
* [[Igreja Matriz Póvoa de Varzim]]&lt;br /&gt;
* [[Igreja Nossa Senhora das Dores]]&lt;br /&gt;
* [[Igreja Paroquial de Moreira da Maia]]&lt;br /&gt;
* [[Igreja Paroquial de Santa Marinha]]&lt;br /&gt;
* [[Igreja Paroquial de Santiago de Bougado]]&lt;br /&gt;
* [[Igreja Paroquial de Vilar do Paraíso]]&lt;br /&gt;
* [[Igreja São Cristóvão de Louredo]]&lt;br /&gt;
* [[Igreja de Nossa Senhora da Esperança]]&lt;br /&gt;
* [[Igreja de São Francisco Porto]]&lt;br /&gt;
* [[Igreja de São Francisco de Azurara]]&lt;br /&gt;
* [[Igreja de São João Batista da Foz do Douro]]&lt;br /&gt;
* [[Igreja de São Nicolau]]&lt;br /&gt;
* [[Igreja de São Pedro de Miragaia]]&lt;br /&gt;
* [[Igreja de São Tomé de Bitarães]]&lt;br /&gt;
* [[Igreja de santo ildefonso]]&lt;br /&gt;
* [[Igreja do Colégio de Nossa Senhora da Esperança]]&lt;br /&gt;
* [[Igreja do Convento de Santa Clara (Porto)]]&lt;br /&gt;
* [[Igreja do Corpo Santo de Massarelos]]&lt;br /&gt;
* [[Igreja dos Carmelitas Descalços]]&lt;br /&gt;
* [[Igreja dos Terceiros do Carmo]]&lt;br /&gt;
* [[Igreja e Casa do Despacho da Santa Casa da Misericórdia de Vila do Conde]]&lt;br /&gt;
* [[Igreja e Colégio de S.Lourenço]]&lt;br /&gt;
* [[Mosteiro de Arouca]]&lt;br /&gt;
* [[Mosteiro de Bom Jesus de Viseu]]&lt;br /&gt;
* [[Mosteiro de Celas]]&lt;br /&gt;
* [[Mosteiro de Lorvão]]&lt;br /&gt;
* [[Mosteiro de Nossa Senhora da Conceição / Igreja de Nossa Senhora do Terço]]&lt;br /&gt;
* [[Mosteiro de Nossa Senhora da Assunção de Tabosa]]&lt;br /&gt;
* [[Mosteiro de Santa Clara-a-Nova]]&lt;br /&gt;
* [[O Convento de Santa Clara de Vila do Conde]]&lt;br /&gt;
* [[O Palácio de São João Novo]]&lt;br /&gt;
* [[Os Conventos Franciscanos que o Tempo Apagou]]&lt;br /&gt;
* [[Palácio do Freixo]]&lt;br /&gt;
* [[Quinta dos conegos]]&lt;br /&gt;
* [[Santuário de Santa Rita]]&lt;br /&gt;
* [[Solar Condes de Resende]]&lt;br /&gt;
* [[Sé do Porto]]&lt;/div&gt;</summary>
		<author><name>Ltrigo</name></author>
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		<updated>2025-12-09T15:12:16Z</updated>

		<summary type="html">&lt;p&gt;Ltrigo: &lt;/p&gt;
&lt;hr /&gt;
&lt;div&gt;O presente projecto foca-se no estudo das arquiteturas barrocas do século XVII e XVIII. Tem como objetivo promover uma aprendizagem ativa na Unidade Curricular &amp;quot;História da Arquitetura da Época Moderna II&amp;quot;  para aprofundar o conhecimento teórico dos estudantes e desenvolver competências digitais e de comunicação.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
== Objectos Arquitectónicos ==&lt;br /&gt;
* [[Casa das Sereias]]&lt;br /&gt;
* [[Casa e Quinta de São Gens/Casa e Quinta do Viso]] [[Categoria:Arquitetura]]&lt;br /&gt;
* [[Clérigos: A caixa de música e o campanário]]&lt;br /&gt;
* [[Convento da Madre de Deus Guimarães]]&lt;br /&gt;
* [[Convento de Jesus de Aveiro]]&lt;br /&gt;
* [[Convento de Nossa Senhora da Penha de França]]&lt;br /&gt;
* [[Convento de Santa Ana de Viana do Castelo]]&lt;br /&gt;
* [[Convento de Santa Clara do Porto]]&lt;br /&gt;
* [[Convento de santa clara]]&lt;br /&gt;
* [[Convento de santa teresa]]&lt;br /&gt;
* [[Convento do Salvador de Braga]]&lt;br /&gt;
* [[Corpus Christi]]&lt;br /&gt;
* [[Fonte da Praça da Ribeira]]&lt;br /&gt;
* [[Fonte das Virtudes]]&lt;br /&gt;
* [[Igreja Barroca em Braga]]&lt;br /&gt;
* [[Igreja Bom Jesus de Matosinhos]]&lt;br /&gt;
* [[Igreja Matriz Póvoa de Varzim]]&lt;br /&gt;
* [[Igreja Nossa Senhora das Dores]]&lt;br /&gt;
* [[Igreja Paroquial de Moreira da Maia]]&lt;br /&gt;
* [[Igreja Paroquial de Santa Marinha]]&lt;br /&gt;
* [[Igreja Paroquial de Santiago de Bougado]]&lt;br /&gt;
* [[Igreja Paroquial de Vilar do Paraíso]]&lt;br /&gt;
* [[Igreja São Cristóvão de Louredo]]&lt;br /&gt;
* [[Igreja de Nossa Senhora da Esperança]]&lt;br /&gt;
* [[Igreja de São Francisco Porto]]&lt;br /&gt;
* [[Igreja de São Francisco de Azurara]]&lt;br /&gt;
* [[Igreja de São João Batista da Foz do Douro]]&lt;br /&gt;
* [[Igreja de São Nicolau]]&lt;br /&gt;
* [[Igreja de São Pedro de Miragaia]]&lt;br /&gt;
* [[Igreja de São Tomé de Bitarães]]&lt;br /&gt;
* [[Igreja de santo ildefonso]]&lt;br /&gt;
* [[Igreja do Colégio de Nossa Senhora da Esperança]]&lt;br /&gt;
* [[Igreja do Convento de Santa Clara (Porto)]]&lt;br /&gt;
* [[Igreja do Corpo Santo de Massarelos]]&lt;br /&gt;
* [[Igreja dos Carmelitas Descalços]]&lt;br /&gt;
* [[Igreja dos Terceiros do Carmo]]&lt;br /&gt;
* [[Igreja e Casa do Despacho da Santa Casa da Misericórdia de Vila do Conde]]&lt;br /&gt;
* [[Igreja e Colégio de S.Lourenço]]&lt;br /&gt;
* [[Mosteiro de Arouca]]&lt;br /&gt;
* [[Mosteiro de Bom Jesus de Viseu]]&lt;br /&gt;
* [[Mosteiro de Celas]]&lt;br /&gt;
* [[Mosteiro de Lorvão]]&lt;br /&gt;
* [[Mosteiro de Nossa Senhora da Conceição / Igreja de Nossa Senhora do Terço]]&lt;br /&gt;
* [[Mosteiro de Nossa Senhora da Assunção de Tabosa]]&lt;br /&gt;
* [[Mosteiro de Santa Clara-a-Nova]]&lt;br /&gt;
* [[O Convento de Santa Clara de Vila do Conde]]&lt;br /&gt;
* [[O Palácio de São João Novo]]&lt;br /&gt;
* [[Os Conventos Franciscanos que o Tempo Apagou]]&lt;br /&gt;
* [[Palácio do Freixo]]&lt;br /&gt;
* [[Quinta dos conegos]]&lt;br /&gt;
* [[Santuário de Santa Rita]]&lt;br /&gt;
* [[Solar Condes de Resende]]&lt;br /&gt;
* [[Sé do Porto]]&lt;/div&gt;</summary>
		<author><name>Ltrigo</name></author>
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		<title>Clérigos: A caixa de música e o campanário</title>
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		<updated>2025-12-09T12:43:16Z</updated>

		<summary type="html">&lt;p&gt;Ltrigo: /* A Torre */&lt;/p&gt;
&lt;hr /&gt;
&lt;div&gt;=== &#039;&#039;&#039;1. IDENTIFICAÇÃO&#039;&#039;&#039; ===&lt;br /&gt;
{| class=&amp;quot;wikitable&amp;quot;&lt;br /&gt;
|&#039;&#039;&#039;Designação&#039;&#039;&#039;&lt;br /&gt;
|Igreja e Torre dos Clérigos&lt;br /&gt;
|-&lt;br /&gt;
|&#039;&#039;&#039;Localização&#039;&#039;&#039; &lt;br /&gt;
|Rua dos Clérigos, Porto&lt;br /&gt;
|-&lt;br /&gt;
|&#039;&#039;&#039;Cronologia&#039;&#039;&#039;&lt;br /&gt;
|Séc. XVIII (1732 - 1763)&lt;br /&gt;
|-&lt;br /&gt;
|&#039;&#039;&#039;Autor(es)&#039;&#039;&#039;&lt;br /&gt;
|Nicolau Nasoni &lt;br /&gt;
|-&lt;br /&gt;
|&#039;&#039;&#039;Classificação&#039;&#039;&#039;&lt;br /&gt;
|Monumento Nacional (1910)&lt;br /&gt;
|}&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
=== &#039;&#039;&#039;2. ESTADO DA ARTE&#039;&#039;&#039; ===&lt;br /&gt;
Os dois estudos que julgo mais recentes e relevantes são os produzidos por Pedro Xavier  (3032), sobre o tema da minha abordagem) e de Beatriz Hierro Lopes/Francisco Queiroz sobre o edifício em si (2013). &#039;&#039;&#039; &#039;&#039;&#039;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
=== &#039;&#039;&#039;3. ENQUADRAMENTO&#039;&#039;&#039; ===&lt;br /&gt;
O complexo situa-se a Norte na proximidade da Livraria Lello e de dois edifícios marcantes do Arq. Marques da Silva (as 4 estações e Palacete Conde de Vizela); a poente confina praticamente com o edifício da Reitoria e, um pouco mais adiante com o Centro Português ide Fotografia (ex cadeia da Relação) e com Convento de S. Bento da Vitória.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
=== &#039;&#039;&#039;4. DESCRIÇÃO&#039;&#039;&#039; ===&lt;br /&gt;
Igreja dos Clérigos e Torre dos Clérigos&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
== Antecedentes ==&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
=== Históricos ===&lt;br /&gt;
A Irmandade dos Clérigos, fundada no início do século XVIII com o objetivo de prestar assistência ao clero, resulta da fusão de três confrarias portuenses: a Confraria de Nossa Senhora da Misericórdia dos Clérigos Pobres, aCongregação de São Filipe Néri e a Irmandade de São Pedro «ad Vincula» (São Pedro acorrentado). A Irmandade dos Clérigos teria como padroeiros Nossa Senhora da Assunção (padroeira principal), São Pedro e São Filipe Néri, o que se espelha na configuração do brasão da Irmandade, que conjuga o monograma de Maria (AM), as chaves e a tiara papal de São Pedro e a açucena de S. Filipe Néri.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
=== Arquitectónicos ===&lt;br /&gt;
&#039;&#039;&#039;A tradição italiana e a Torre de la Seo&#039;&#039;&#039; (Sede) &#039;&#039;&#039;do Salvador de Saragoça&#039;&#039;&#039;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Sendo uma larga tradição a presença de “Campanários” em Italia, de que são ilustres exemplares o campanário de Giotto em Florença, a Torre de Pisa ou ocampanário de São Marcos em Veneza, a Torre de la Seo de Saragoça,construída sobre um projecto desenhado em Roma em 1683 pelo arquitecto&#039;&#039;&#039;Giovanni Battista Contini&#039;&#039;&#039; (1641-1723), com o objetivo de adoptar um estilomoderno e internacional e substituir a antiga torre mudéjar é, na minha opiniãotambém fundamentada na observação de Victor Serrão, a torre sineira quemais se assemelha à “nossa” Torre dos Clérigos, seguindo igualmente os cânones do barroco romano, mas adoptando uma planta muito diferente. Não é absolutamente nada provável que Nicolau Nasoni conhecesse a Torre de Saragoça, atendendo às circunstâncias da sua vida e ao percurso que fez até chegar ao Porto.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
João Pedro Xavier nas suas “Lições de Arquitectura argumenta, porém, que a fonte primária de Nasoni no traçado da oval dos Clérigos terá sido a imposta da base oval da cúpula de San Carlino, com a qual coincide quaseintegralmente, oval que Borromini repetirá no cortile do Palazzo Carpegna. Insistindo na tese da influência de Borromini, como não olhar para a oval da actual Academia de San Luca, na Igreja de San Carlino alle Quattro Fontane?&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
=== Musicais ===&lt;br /&gt;
No projecto revisto de Nasoni estariam previstos dois órgãos, embora no projecto primitivo pareçam localizar-se no coro-alto o que implicaria não estar previsto mais do que um. Com a ampliação terá surgido, então, a ideia dos órgãos duplos na capela- mor (do lado da epistola - o lunar; do lado do evangelho - o solar), tal como na Sé do Porto e na Sé de Lamego, outros projectos em que Nasoni tinha estado envolvido. Há que ter em conta que só com órgãos duplos se garante a correspondência da simetria axial da arquitectura, experienciada por meio da visualidade, com a simetria musical intensamente explorada na altura, Aliás, nada mais conveniente e ajustado àtradição da música espacial, com raizes em Itália, nomeadamente na Basilica de São Marcos ou na Igreja de Gesù, entre outras igrejas venezianas e romanas, tradição que se reacendera na Peninsula Ibérica no inicio desetecentos, na Catedral de Santiago de Compostela, e que teve réplicassignificativas em diversos locais, com particular exuberância na Sé de Braga.Ao contrário de Braga, porém, a subtileza da inserção dos fachadas, denota um modo de fazer à romana perfeitamente ajustado ao perfil de Nasoni e em linha com as suas experiências anteriores”.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Nicolau Nasoni empresta traços verdadeiramente únicos na arquitectura portuguesa à Igreja e Torre dos Clérigos,, partindo das sérias difculdades deimplantação e de fundação do edificio, já que é obrigado a vencer umdesnivel significativo e a instalá-lo num terreno longitudinal, o que implicou a projecção de uma fachada relativamente estreita, que acentua a sua altura e monumentalidade e apresenta uma composição cenográfica que encobre o corpo da igreja e tira partido de um amplo leque de elementos decorativo. É antecedida por uma escadaria dupla de lanços cruzados..&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Encimada por um frontão pontuado pela Cruz Papal de três braços e pelomonograma de Maria, a fachada integra, na zona superior, uma janela ladeadapor dois nichos com as imagens de S. Pedro e S. Filipe Néri.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
A esta bela fachada, que funciona como ecran colocado num ponto médio daencosta e que se oferece como um espetáculo virtuoso da arquitetura e da escultura, sucede o corpo da igreja com planta elíptica, paredes duplas e corredores de passagem em serventia rodeando a nave e dando acesso à parte posterior do edificio.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Por fim, Nasoni, que abdica das torres ladeando a fachada, e coloca a única e grande torre sineira, não de forma separada do edifício como habitualmenteacontece em Itália, mas na sua face posterior.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Se o edificio oferece uma monumentalidade impar, isso deve ao facto de sercomo que uma soberba e faustosa peça de mobiliário como que um grandecofre enunciando um tesouro que ali se encerrasse.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&#039;&#039;“Se houver que escolher um ex-libris monumental para a cidade do Porto, a Igreja e Torre dos Clérigos são, sem dúvida, os edifícios que mais se destacam,quer pela sua originalidade, quer pela sua implantação na paisagem urbana de uma cidade densa e, até certo ponto, já por isso «barroca». O edifício assumeainda maior protagonismo pela forma como foi trabalhada a pedra que lhe serve de estrutura, com um esmero sofisticado, quase um trabalho de talha comvalores pictóricos”,&#039;&#039; Paulo Pereira.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
==== A planta ====&lt;br /&gt;
A igreja dos Clérigos (mesmo com alteracões posteriores) é, possivelmente &#039;&#039;&#039;a mais marcante igreja elíptica existente em Portugal e uma das que melhor ostenta o formulário barroco&#039;&#039;&#039;, uma vez que o assume na sua decoração e naplanta em que assenta. A adopção desta planta, seria o resultado da concepção neoplatónica de busca da harmonia (como Bramante previra para a Basílica de São Pedro).&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Muito relevante é também a &#039;&#039;&#039;influência dos padres oratorianos na Irmandade do Clérigos, o que explica a valorização do papel da música&#039;&#039;&#039; e da festa barroca,função a que tão bem se aplica a planta elíptica.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Embora o interior da nave da Igreja dos Clérigos seja elíptico, os alçados lateraisapenas vagamente sugerem essa forma. Os estreitos corredores, que ladeiam a nave e a capela-mor, acabam por regularizar o traçado dos limites exteriores da igreja, que se apresentam com chanfros.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Num dos extremos do eixo longitudinal da elipse temos a capela-mor, bastanteprofunda se comparar com o comprimento da nave (embora devamos ter emconta que a capela- mor primitiva seria razoavelmente mais curta que a actual).&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
No extremo oposto do eixo longitudinal, existe uma galilé rectangular, cujo acessoé feito pelos flancos para onde diverge a escadaria exterior de acesso à igreja.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
No interior da Igreja dos Clérigos, a nave elíptica é orlada por quatro capelascolaterais, embutidas em arcos de volta perfeita com molduras simples e os seus respectivos retábulos e sobrepujadas por sanefas em talha dourada.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
As paredes das naves são ritmadas por pilastras em granito, mas as moldurasexistentes entre as pilastras são estucadas, imitando o granito sobre um fundo de mármore rosa.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Este desenho é já neoclássico e, de alguma forma, diminui o protagonismo daspilastras.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
===== “A arquitectura como música petrificada” (1) =====&lt;br /&gt;
A arquitectura dos Clérigos, pensada como instrumento musical, temverdadeiramente no seu âmago a Igreja que funciona como uma caixa acústicaresultante da planta oval da nave e da abóbada correspondente, com um coração- a abside - onde palpitam dois órgãos de tubos, cuja sonoridade preenche o espaço por si só e que, quando conjugada com coro e orquestra, fazdeste templo um instrumento musical portentoso.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
==== Os alçados ====&lt;br /&gt;
A fachada principal da igreja dos Clérigos é excepcional na carga decorativa e no aparato cenográfico, cuja profusão de ornamentos cria o jogo de luz e sombra, característico do barroco. Apresenta dois registos horizontais, sobrepondo-se-lhes um frontão interrompido, tudo separado por cornijas com molduras muito elaboradas. Verticalmente, a frontaria divide-se em trêsregistos marcados por pilastras e ressaltos.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&#039;&#039;&#039;O primeiro registo horizontal da frontaria da Igreja dos Clérigos&#039;&#039;&#039;, quecorresponde interiormente à galilé, contém três vãos, sendo maior o central,que é simultâneamente o maior vão de toda a fachada e fica imediatamente acima do frontispicio em arco da Capela de Nossa Senhora da Lapa, sendo a sua pedra de chave decorada com folhagem de acanto e sobrepujada por uma consola comenrolamentos, grinaldas e festão, unidos por fita,&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Os vãos que se posicionam lateralmente e cujas ilhargas apresentam dupla pilastra, são de verga, sobre consolas, sendo sobrepujados por feixesvegetalistas afrontados e unidos por fita (bem ao gosto de Nicolau Nasoni), eainda por enrolamentos e folhas de acanto, que funcionam como peanha de apoio a um vaso com volumosas grinaldas a pender das asas.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&#039;&#039;&#039;No entablamento deste primeiro registo horizontal&#039;&#039;&#039;, além da iconografia da Irmandade dos Clérigos, encontramos, ao centro, uma composição sobre almofada com raios com a tiara papal. Já nos registos laterais encontramosalfaias litúrgicas (um turibulo, flanqueado por uma naveta e um livro, e, do outro lado, uma caldeira e um hissope, cobertos por panejamento)&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&#039;&#039;&#039;O segundo registo horizontal da frontaria da Igreja dos Clérigos&#039;&#039;&#039; édefinido por um frontão curvo interrompido que remata a parte central do primeiro. Este frontão é bastante aberto, para que o eixo forme uma espéciede consola com folhagens ao centro e florões dos lados, ladeada por feixes vegetalistas. Acima, temos uma peanha com concha central e grinalda de folhagens nos flancos, sobre a qual existe uma almofada que suporta uma espécie de urna com a tiara papal, vendo-se atrás as chaves de São Pedro entrecruzadas, sobrepostas por estola.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&#039;&#039;&#039;O frontão, triangular, interrompido e profundamente recortado&#039;&#039;&#039;, possuimolduras complexas, grinaldas e festões, e apresenta ao centro do timpano um emblema com monograma mariano, sobrepujado por dossel com borlasmetálicas. Uma cruz papal à frente de um feixe vegetalista faz o remate central.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
No alinhamento das pilastras, existem fogaréus, de dois tipos diferentes.Um outro modelo de fogaréu, com panejamentos no bojo, remata váriaspartes dos alçados laterais da igreja. Estes alçados laterais, simétricos entre si, apresentam profusa decoração na parte correspondente à galilé, mas são algo despojados na parte correspondente à nave da igreja, e à capela-mor.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
==== Interior ====&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
===== Altar-mor =====&lt;br /&gt;
O altar é um foco de opulência barroca, com talha dourada e uma abundância de decoração que inclui colunas salomónicas, anjos, e motivos vegetalistas. No centro,a imagem do Crucifixo sugere a centralidade do sacrifício de Cristo na fé cristã.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Imagens e Estátuas: As diversas imagens e estátuas dentro da igreja representam santos e figuras bíblicas, cada uma escolhida para comunicardiferentes aspectos da fé e da moral cristã. A presença dessas figuras em pontos estratégicos da igreja guia os fiéis em uma jornada espiritual através dos ensinamentos e eventos da vida de Cristo.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
===== Azulejos =====&lt;br /&gt;
Embora menos predominantes do que em outras igrejas barrocas portuguesas, os azulejos presentes exibem cenas bíblicas e são um elemento crucial do designinterior, adicionando cor e detalhe narrativo ao espaço sagrado.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
==== Órgão de tubos ====&lt;br /&gt;
Situado estrategicamente, o órgão não apenas complementa a estética barroca com sua ornamentação complexa, mas também desempenha um papel crucialnas práticas litúrgicas e na criação de uma atmosfera contemplativa.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
==== Efeitos urbanisticos da construção da Igreja dos Clérigos ====&lt;br /&gt;
O desfasamento entre a carga decorativa do alçado principal e grande parte dos alcados laterais, revela a preocupação que Nasoni teve com o efeito cenográfico da igreja dos Clérigos, ainda reforçado pela escadaria de aparato. Aigreja foi erigida num terreno relativamente exíguo, desnivelado, encaixado entre um edifício conventual e um improvisado cemitério encostado à muralha medieval da cidade. Para que a igreja dos Clérigos se destacasse, era necessário proceder a alguns arranjos urbanísticos, sincluindo a demolição departe da velha muralha, a regularizaçao (e eventual recuo) do muro do Adro dos Enforcados e a retirada de uma antiga cruz da Via Sacra.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
==== A Torre ====&lt;br /&gt;
A Torre dos Clérigos, que se ergue-se a uma altura de 75 metros está escalonada em seis andares de dimensão diversa e termina num belo e audacioso coroamento. Na fachada frontal abre-se a porta de entrada, encimada por um nicho com a imagem de São Paulo. Possui dois campanários e um carrilhão com 49 sinos, um dos maiores do país (adquirido em 1995). A comunicação vertical realiza-se através de uma escada interior com um total de 225 degraus, que dá acesso a dois varandins, em níveis diferenciados, de onde se disfruta uma ampla vista panorâmica sobre a cidade do Porto e arredores. ATorre dos Clérigos é incontestavelmente o ex-líbris da cidade, e um excelente miradouro sobre esta.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Construída em granito, possui uma escada interna de 225 degraus, e eleva-sesobre uma base com cerca de 7,7mX8,1m e é escalonada em 6 andares deescalas diversas que terminam no audacioso coroamento.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Na fachada frontal abre-se a porta de entrada, encimada por um nicho com a imagem de São Paulo. Possui dois campanários e um carrilhão com 49 sinos. Asubida faz-se por uma escada interior com um total de 225 degraus, que dáacesso a dois varandins, em níveis diferenciados, de onde se disfruta uma extraordinária sobre a cidade que se estende até ao rio..&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
O alçado poente é o principal, ao passo que os alçados norte e sul, são praticamente simétricos entre si.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
No último registo da torre, mais recuado, abrem-se quatro sineiras em cada face,com grande profusão de folhagens, molduras complexas, penachos e formas em concha que já lembram a efusividade do barroco final.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Este registo é encimado por uma cúpula de secção quadrada, com três secções progressivamente recuadas. Os quatro cantos rematam com fogaréus.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
No topo, existe um globo de cobre e, por cima, a cruz de ferro.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Para além de servir como torre sineira, esta edificação teve outras utilizações ao longo dos anos: serviu para marcar o tempo (através de um disparo diário de pólvora seca que assinalava o meio dia); foi telégrafo comercial; foi utilizada como marco de orientação para as embarcações que rumavam no rio Douro;serviu para hastear uma bandeira quando chegava o “paquete” para que os comerciantes soubessem da sua aproximação; foi ponto estratégico para combates militares e políticos; e nos dias de hoje é uma das mais importantes atrações turísticas da cidade do Porto.&lt;/div&gt;</summary>
		<author><name>Ltrigo</name></author>
	</entry>
	<entry>
		<id>https://wikimedia.pt/portobarroco/index.php?title=Cl%C3%A9rigos:_A_caixa_de_m%C3%BAsica_e_o_campan%C3%A1rio&amp;diff=989</id>
		<title>Clérigos: A caixa de música e o campanário</title>
		<link rel="alternate" type="text/html" href="https://wikimedia.pt/portobarroco/index.php?title=Cl%C3%A9rigos:_A_caixa_de_m%C3%BAsica_e_o_campan%C3%A1rio&amp;diff=989"/>
		<updated>2025-12-09T12:42:35Z</updated>

		<summary type="html">&lt;p&gt;Ltrigo: /* A planta */&lt;/p&gt;
&lt;hr /&gt;
&lt;div&gt;=== &#039;&#039;&#039;1. IDENTIFICAÇÃO&#039;&#039;&#039; ===&lt;br /&gt;
{| class=&amp;quot;wikitable&amp;quot;&lt;br /&gt;
|&#039;&#039;&#039;Designação&#039;&#039;&#039;&lt;br /&gt;
|Igreja e Torre dos Clérigos&lt;br /&gt;
|-&lt;br /&gt;
|&#039;&#039;&#039;Localização&#039;&#039;&#039; &lt;br /&gt;
|Rua dos Clérigos, Porto&lt;br /&gt;
|-&lt;br /&gt;
|&#039;&#039;&#039;Cronologia&#039;&#039;&#039;&lt;br /&gt;
|Séc. XVIII (1732 - 1763)&lt;br /&gt;
|-&lt;br /&gt;
|&#039;&#039;&#039;Autor(es)&#039;&#039;&#039;&lt;br /&gt;
|Nicolau Nasoni &lt;br /&gt;
|-&lt;br /&gt;
|&#039;&#039;&#039;Classificação&#039;&#039;&#039;&lt;br /&gt;
|Monumento Nacional (1910)&lt;br /&gt;
|}&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
=== &#039;&#039;&#039;2. ESTADO DA ARTE&#039;&#039;&#039; ===&lt;br /&gt;
Os dois estudos que julgo mais recentes e relevantes são os produzidos por Pedro Xavier  (3032), sobre o tema da minha abordagem) e de Beatriz Hierro Lopes/Francisco Queiroz sobre o edifício em si (2013). &#039;&#039;&#039; &#039;&#039;&#039;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
=== &#039;&#039;&#039;3. ENQUADRAMENTO&#039;&#039;&#039; ===&lt;br /&gt;
O complexo situa-se a Norte na proximidade da Livraria Lello e de dois edifícios marcantes do Arq. Marques da Silva (as 4 estações e Palacete Conde de Vizela); a poente confina praticamente com o edifício da Reitoria e, um pouco mais adiante com o Centro Português ide Fotografia (ex cadeia da Relação) e com Convento de S. Bento da Vitória.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
=== &#039;&#039;&#039;4. DESCRIÇÃO&#039;&#039;&#039; ===&lt;br /&gt;
Igreja dos Clérigos e Torre dos Clérigos&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
== Antecedentes ==&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
=== Históricos ===&lt;br /&gt;
A Irmandade dos Clérigos, fundada no início do século XVIII com o objetivo de prestar assistência ao clero, resulta da fusão de três confrarias portuenses: a Confraria de Nossa Senhora da Misericórdia dos Clérigos Pobres, aCongregação de São Filipe Néri e a Irmandade de São Pedro «ad Vincula» (São Pedro acorrentado). A Irmandade dos Clérigos teria como padroeiros Nossa Senhora da Assunção (padroeira principal), São Pedro e São Filipe Néri, o que se espelha na configuração do brasão da Irmandade, que conjuga o monograma de Maria (AM), as chaves e a tiara papal de São Pedro e a açucena de S. Filipe Néri.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
=== Arquitectónicos ===&lt;br /&gt;
&#039;&#039;&#039;A tradição italiana e a Torre de la Seo&#039;&#039;&#039; (Sede) &#039;&#039;&#039;do Salvador de Saragoça&#039;&#039;&#039;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Sendo uma larga tradição a presença de “Campanários” em Italia, de que são ilustres exemplares o campanário de Giotto em Florença, a Torre de Pisa ou ocampanário de São Marcos em Veneza, a Torre de la Seo de Saragoça,construída sobre um projecto desenhado em Roma em 1683 pelo arquitecto&#039;&#039;&#039;Giovanni Battista Contini&#039;&#039;&#039; (1641-1723), com o objetivo de adoptar um estilomoderno e internacional e substituir a antiga torre mudéjar é, na minha opiniãotambém fundamentada na observação de Victor Serrão, a torre sineira quemais se assemelha à “nossa” Torre dos Clérigos, seguindo igualmente os cânones do barroco romano, mas adoptando uma planta muito diferente. Não é absolutamente nada provável que Nicolau Nasoni conhecesse a Torre de Saragoça, atendendo às circunstâncias da sua vida e ao percurso que fez até chegar ao Porto.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
João Pedro Xavier nas suas “Lições de Arquitectura argumenta, porém, que a fonte primária de Nasoni no traçado da oval dos Clérigos terá sido a imposta da base oval da cúpula de San Carlino, com a qual coincide quaseintegralmente, oval que Borromini repetirá no cortile do Palazzo Carpegna. Insistindo na tese da influência de Borromini, como não olhar para a oval da actual Academia de San Luca, na Igreja de San Carlino alle Quattro Fontane?&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
=== Musicais ===&lt;br /&gt;
No projecto revisto de Nasoni estariam previstos dois órgãos, embora no projecto primitivo pareçam localizar-se no coro-alto o que implicaria não estar previsto mais do que um. Com a ampliação terá surgido, então, a ideia dos órgãos duplos na capela- mor (do lado da epistola - o lunar; do lado do evangelho - o solar), tal como na Sé do Porto e na Sé de Lamego, outros projectos em que Nasoni tinha estado envolvido. Há que ter em conta que só com órgãos duplos se garante a correspondência da simetria axial da arquitectura, experienciada por meio da visualidade, com a simetria musical intensamente explorada na altura, Aliás, nada mais conveniente e ajustado àtradição da música espacial, com raizes em Itália, nomeadamente na Basilica de São Marcos ou na Igreja de Gesù, entre outras igrejas venezianas e romanas, tradição que se reacendera na Peninsula Ibérica no inicio desetecentos, na Catedral de Santiago de Compostela, e que teve réplicassignificativas em diversos locais, com particular exuberância na Sé de Braga.Ao contrário de Braga, porém, a subtileza da inserção dos fachadas, denota um modo de fazer à romana perfeitamente ajustado ao perfil de Nasoni e em linha com as suas experiências anteriores”.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Nicolau Nasoni empresta traços verdadeiramente únicos na arquitectura portuguesa à Igreja e Torre dos Clérigos,, partindo das sérias difculdades deimplantação e de fundação do edificio, já que é obrigado a vencer umdesnivel significativo e a instalá-lo num terreno longitudinal, o que implicou a projecção de uma fachada relativamente estreita, que acentua a sua altura e monumentalidade e apresenta uma composição cenográfica que encobre o corpo da igreja e tira partido de um amplo leque de elementos decorativo. É antecedida por uma escadaria dupla de lanços cruzados..&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Encimada por um frontão pontuado pela Cruz Papal de três braços e pelomonograma de Maria, a fachada integra, na zona superior, uma janela ladeadapor dois nichos com as imagens de S. Pedro e S. Filipe Néri.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
A esta bela fachada, que funciona como ecran colocado num ponto médio daencosta e que se oferece como um espetáculo virtuoso da arquitetura e da escultura, sucede o corpo da igreja com planta elíptica, paredes duplas e corredores de passagem em serventia rodeando a nave e dando acesso à parte posterior do edificio.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Por fim, Nasoni, que abdica das torres ladeando a fachada, e coloca a única e grande torre sineira, não de forma separada do edifício como habitualmenteacontece em Itália, mas na sua face posterior.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Se o edificio oferece uma monumentalidade impar, isso deve ao facto de sercomo que uma soberba e faustosa peça de mobiliário como que um grandecofre enunciando um tesouro que ali se encerrasse.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&#039;&#039;“Se houver que escolher um ex-libris monumental para a cidade do Porto, a Igreja e Torre dos Clérigos são, sem dúvida, os edifícios que mais se destacam,quer pela sua originalidade, quer pela sua implantação na paisagem urbana de uma cidade densa e, até certo ponto, já por isso «barroca». O edifício assumeainda maior protagonismo pela forma como foi trabalhada a pedra que lhe serve de estrutura, com um esmero sofisticado, quase um trabalho de talha comvalores pictóricos”,&#039;&#039; Paulo Pereira.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
==== A planta ====&lt;br /&gt;
A igreja dos Clérigos (mesmo com alteracões posteriores) é, possivelmente &#039;&#039;&#039;a mais marcante igreja elíptica existente em Portugal e uma das que melhor ostenta o formulário barroco&#039;&#039;&#039;, uma vez que o assume na sua decoração e naplanta em que assenta. A adopção desta planta, seria o resultado da concepção neoplatónica de busca da harmonia (como Bramante previra para a Basílica de São Pedro).&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Muito relevante é também a &#039;&#039;&#039;influência dos padres oratorianos na Irmandade do Clérigos, o que explica a valorização do papel da música&#039;&#039;&#039; e da festa barroca,função a que tão bem se aplica a planta elíptica.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Embora o interior da nave da Igreja dos Clérigos seja elíptico, os alçados lateraisapenas vagamente sugerem essa forma. Os estreitos corredores, que ladeiam a nave e a capela-mor, acabam por regularizar o traçado dos limites exteriores da igreja, que se apresentam com chanfros.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Num dos extremos do eixo longitudinal da elipse temos a capela-mor, bastanteprofunda se comparar com o comprimento da nave (embora devamos ter emconta que a capela- mor primitiva seria razoavelmente mais curta que a actual).&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
No extremo oposto do eixo longitudinal, existe uma galilé rectangular, cujo acessoé feito pelos flancos para onde diverge a escadaria exterior de acesso à igreja.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
No interior da Igreja dos Clérigos, a nave elíptica é orlada por quatro capelascolaterais, embutidas em arcos de volta perfeita com molduras simples e os seus respectivos retábulos e sobrepujadas por sanefas em talha dourada.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
As paredes das naves são ritmadas por pilastras em granito, mas as moldurasexistentes entre as pilastras são estucadas, imitando o granito sobre um fundo de mármore rosa.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Este desenho é já neoclássico e, de alguma forma, diminui o protagonismo daspilastras.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
===== “A arquitectura como música petrificada” (1) =====&lt;br /&gt;
A arquitectura dos Clérigos, pensada como instrumento musical, temverdadeiramente no seu âmago a Igreja que funciona como uma caixa acústicaresultante da planta oval da nave e da abóbada correspondente, com um coração- a abside - onde palpitam dois órgãos de tubos, cuja sonoridade preenche o espaço por si só e que, quando conjugada com coro e orquestra, fazdeste templo um instrumento musical portentoso.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
==== Os alçados ====&lt;br /&gt;
A fachada principal da igreja dos Clérigos é excepcional na carga decorativa e no aparato cenográfico, cuja profusão de ornamentos cria o jogo de luz e sombra, característico do barroco. Apresenta dois registos horizontais, sobrepondo-se-lhes um frontão interrompido, tudo separado por cornijas com molduras muito elaboradas. Verticalmente, a frontaria divide-se em trêsregistos marcados por pilastras e ressaltos.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&#039;&#039;&#039;O primeiro registo horizontal da frontaria da Igreja dos Clérigos&#039;&#039;&#039;, quecorresponde interiormente à galilé, contém três vãos, sendo maior o central,que é simultâneamente o maior vão de toda a fachada e fica imediatamente acima do frontispicio em arco da Capela de Nossa Senhora da Lapa, sendo a sua pedra de chave decorada com folhagem de acanto e sobrepujada por uma consola comenrolamentos, grinaldas e festão, unidos por fita,&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Os vãos que se posicionam lateralmente e cujas ilhargas apresentam dupla pilastra, são de verga, sobre consolas, sendo sobrepujados por feixesvegetalistas afrontados e unidos por fita (bem ao gosto de Nicolau Nasoni), eainda por enrolamentos e folhas de acanto, que funcionam como peanha de apoio a um vaso com volumosas grinaldas a pender das asas.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&#039;&#039;&#039;No entablamento deste primeiro registo horizontal&#039;&#039;&#039;, além da iconografia da Irmandade dos Clérigos, encontramos, ao centro, uma composição sobre almofada com raios com a tiara papal. Já nos registos laterais encontramosalfaias litúrgicas (um turibulo, flanqueado por uma naveta e um livro, e, do outro lado, uma caldeira e um hissope, cobertos por panejamento)&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&#039;&#039;&#039;O segundo registo horizontal da frontaria da Igreja dos Clérigos&#039;&#039;&#039; édefinido por um frontão curvo interrompido que remata a parte central do primeiro. Este frontão é bastante aberto, para que o eixo forme uma espéciede consola com folhagens ao centro e florões dos lados, ladeada por feixes vegetalistas. Acima, temos uma peanha com concha central e grinalda de folhagens nos flancos, sobre a qual existe uma almofada que suporta uma espécie de urna com a tiara papal, vendo-se atrás as chaves de São Pedro entrecruzadas, sobrepostas por estola.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&#039;&#039;&#039;O frontão, triangular, interrompido e profundamente recortado&#039;&#039;&#039;, possuimolduras complexas, grinaldas e festões, e apresenta ao centro do timpano um emblema com monograma mariano, sobrepujado por dossel com borlasmetálicas. Uma cruz papal à frente de um feixe vegetalista faz o remate central.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
No alinhamento das pilastras, existem fogaréus, de dois tipos diferentes.Um outro modelo de fogaréu, com panejamentos no bojo, remata váriaspartes dos alçados laterais da igreja. Estes alçados laterais, simétricos entre si, apresentam profusa decoração na parte correspondente à galilé, mas são algo despojados na parte correspondente à nave da igreja, e à capela-mor.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
==== Interior ====&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
===== Altar-mor =====&lt;br /&gt;
O altar é um foco de opulência barroca, com talha dourada e uma abundância de decoração que inclui colunas salomónicas, anjos, e motivos vegetalistas. No centro,a imagem do Crucifixo sugere a centralidade do sacrifício de Cristo na fé cristã.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Imagens e Estátuas: As diversas imagens e estátuas dentro da igreja representam santos e figuras bíblicas, cada uma escolhida para comunicardiferentes aspectos da fé e da moral cristã. A presença dessas figuras em pontos estratégicos da igreja guia os fiéis em uma jornada espiritual através dos ensinamentos e eventos da vida de Cristo.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
===== Azulejos =====&lt;br /&gt;
Embora menos predominantes do que em outras igrejas barrocas portuguesas, os azulejos presentes exibem cenas bíblicas e são um elemento crucial do designinterior, adicionando cor e detalhe narrativo ao espaço sagrado.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
==== Órgão de tubos ====&lt;br /&gt;
Situado estrategicamente, o órgão não apenas complementa a estética barroca com sua ornamentação complexa, mas também desempenha um papel crucialnas práticas litúrgicas e na criação de uma atmosfera contemplativa.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
==== Efeitos urbanisticos da construção da Igreja dos Clérigos ====&lt;br /&gt;
O desfasamento entre a carga decorativa do alçado principal e grande parte dos alcados laterais, revela a preocupação que Nasoni teve com o efeito cenográfico da igreja dos Clérigos, ainda reforçado pela escadaria de aparato. Aigreja foi erigida num terreno relativamente exíguo, desnivelado, encaixado entre um edifício conventual e um improvisado cemitério encostado à muralha medieval da cidade. Para que a igreja dos Clérigos se destacasse, era necessário proceder a alguns arranjos urbanísticos, sincluindo a demolição departe da velha muralha, a regularizaçao (e eventual recuo) do muro do Adro dos Enforcados e a retirada de uma antiga cruz da Via Sacra.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
== A Torre ==&lt;br /&gt;
A Torre dos Clérigos, que se ergue-se a uma altura de 75 metros está escalonada em seis andares de dimensão diversa e termina num belo e audacioso coroamento. Na fachada frontal abre-se a porta de entrada, encimada por um nicho com a imagem de São Paulo. Possui dois campanários e um carrilhão com 49 sinos, um dos maiores do país (adquirido em 1995). A comunicação vertical realiza-se através de uma escada interior com um total de 225 degraus, que dá acesso a dois varandins, em níveis diferenciados, de onde se disfruta uma ampla vista panorâmica sobre a cidade do Porto e arredores. ATorre dos Clérigos é incontestavelmente o ex-líbris da cidade, e um excelente miradouro sobre esta.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Construída em granito, possui uma escada interna de 225 degraus, e eleva-sesobre uma base com cerca de 7,7mX8,1m e é escalonada em 6 andares deescalas diversas que terminam no audacioso coroamento.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Na fachada frontal abre-se a porta de entrada, encimada por um nicho com a imagem de São Paulo. Possui dois campanários e um carrilhão com 49 sinos. Asubida faz-se por uma escada interior com um total de 225 degraus, que dáacesso a dois varandins, em níveis diferenciados, de onde se disfruta uma extraordinária sobre a cidade que se estende até ao rio..&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
O alçado poente é o principal, ao passo que os alçados norte e sul, são praticamente simétricos entre si.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
No último registo da torre, mais recuado, abrem-se quatro sineiras em cada face,com grande profusão de folhagens, molduras complexas, penachos e formas em concha que já lembram a efusividade do barroco final.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Este registo é encimado por uma cúpula de secção quadrada, com três secções progressivamente recuadas. Os quatro cantos rematam com fogaréus.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
No topo, existe um globo de cobre e, por cima, a cruz de ferro.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Para além de servir como torre sineira, esta edificação teve outras utilizações ao longo dos anos: serviu para marcar o tempo (através de um disparo diário de pólvora seca que assinalava o meio dia); foi telégrafo comercial; foi utilizada como marco de orientação para as embarcações que rumavam no rio Douro;serviu para hastear uma bandeira quando chegava o “paquete” para que os comerciantes soubessem da sua aproximação; foi ponto estratégico para combates militares e políticos; e nos dias de hoje é uma das mais importantes atrações turísticas da cidade do Porto.&lt;/div&gt;</summary>
		<author><name>Ltrigo</name></author>
	</entry>
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		<id>https://wikimedia.pt/portobarroco/index.php?title=Cl%C3%A9rigos:_A_caixa_de_m%C3%BAsica_e_o_campan%C3%A1rio&amp;diff=984</id>
		<title>Clérigos: A caixa de música e o campanário</title>
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		<updated>2025-12-09T12:33:33Z</updated>

		<summary type="html">&lt;p&gt;Ltrigo: /* Interior */&lt;/p&gt;
&lt;hr /&gt;
&lt;div&gt;=== &#039;&#039;&#039;1. IDENTIFICAÇÃO&#039;&#039;&#039; ===&lt;br /&gt;
{| class=&amp;quot;wikitable&amp;quot;&lt;br /&gt;
|&#039;&#039;&#039;Designação&#039;&#039;&#039;&lt;br /&gt;
|Igreja e Torre dos Clérigos&lt;br /&gt;
|-&lt;br /&gt;
|&#039;&#039;&#039;Localização&#039;&#039;&#039; &lt;br /&gt;
|Rua dos Clérigos, Porto&lt;br /&gt;
|-&lt;br /&gt;
|&#039;&#039;&#039;Cronologia&#039;&#039;&#039;&lt;br /&gt;
|Séc. XVIII (1732 - 1763)&lt;br /&gt;
|-&lt;br /&gt;
|&#039;&#039;&#039;Autor(es)&#039;&#039;&#039;&lt;br /&gt;
|Nicolau Nasoni &lt;br /&gt;
|-&lt;br /&gt;
|&#039;&#039;&#039;Classificação&#039;&#039;&#039;&lt;br /&gt;
|Monumento Nacional (1910)&lt;br /&gt;
|}&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
=== &#039;&#039;&#039;2. ESTADO DA ARTE&#039;&#039;&#039; ===&lt;br /&gt;
Os dois estudos que julgo mais recentes e relevantes são os produzidos por Pedro Xavier  (3032), sobre o tema da minha abordagem) e de Beatriz Hierro Lopes/Francisco Queiroz sobre o edifício em si (2013). &#039;&#039;&#039; &#039;&#039;&#039;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
=== &#039;&#039;&#039;3. ENQUADRAMENTO&#039;&#039;&#039; ===&lt;br /&gt;
O complexo situa-se a Norte na proximidade da Livraria Lello e de dois edifícios marcantes do Arq. Marques da Silva (as 4 estações e Palacete Conde de Vizela); a poente confina praticamente com o edifício da Reitoria e, um pouco mais adiante com o Centro Português ide Fotografia (ex cadeia da Relação) e com Convento de S. Bento da Vitória.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
=== &#039;&#039;&#039;4. DESCRIÇÃO&#039;&#039;&#039; ===&lt;br /&gt;
Igreja dos Clérigos e Torre dos Clérigos&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
== Antecedentes ==&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
=== Históricos ===&lt;br /&gt;
A Irmandade dos Clérigos, fundada no início do século XVIII com o objetivo de prestar assistência ao clero, resulta da fusão de três confrarias portuenses: a Confraria de Nossa Senhora da Misericórdia dos Clérigos Pobres, aCongregação de São Filipe Néri e a Irmandade de São Pedro «ad Vincula» (São Pedro acorrentado). A Irmandade dos Clérigos teria como padroeiros Nossa Senhora da Assunção (padroeira principal), São Pedro e São Filipe Néri, o que se espelha na configuração do brasão da Irmandade, que conjuga o monograma de Maria (AM), as chaves e a tiara papal de São Pedro e a açucena de S. Filipe Néri.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
=== Arquitectónicos ===&lt;br /&gt;
&#039;&#039;&#039;A tradição italiana e a Torre de la Seo&#039;&#039;&#039; (Sede) &#039;&#039;&#039;do Salvador de Saragoça&#039;&#039;&#039;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Sendo uma larga tradição a presença de “Campanários” em Italia, de que são ilustres exemplares o campanário de Giotto em Florença, a Torre de Pisa ou ocampanário de São Marcos em Veneza, a Torre de la Seo de Saragoça,construída sobre um projecto desenhado em Roma em 1683 pelo arquitecto&#039;&#039;&#039;Giovanni Battista Contini&#039;&#039;&#039; (1641-1723), com o objetivo de adoptar um estilomoderno e internacional e substituir a antiga torre mudéjar é, na minha opiniãotambém fundamentada na observação de Victor Serrão, a torre sineira quemais se assemelha à “nossa” Torre dos Clérigos, seguindo igualmente os cânones do barroco romano, mas adoptando uma planta muito diferente. Não é absolutamente nada provável que Nicolau Nasoni conhecesse a Torre de Saragoça, atendendo às circunstâncias da sua vida e ao percurso que fez até chegar ao Porto.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
João Pedro Xavier nas suas “Lições de Arquitectura argumenta, porém, que a fonte primária de Nasoni no traçado da oval dos Clérigos terá sido a imposta da base oval da cúpula de San Carlino, com a qual coincide quaseintegralmente, oval que Borromini repetirá no cortile do Palazzo Carpegna. Insistindo na tese da influência de Borromini, como não olhar para a oval da actual Academia de San Luca, na Igreja de San Carlino alle Quattro Fontane?&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
=== Musicais ===&lt;br /&gt;
No projecto revisto de Nasoni estariam previstos dois órgãos, embora no projecto primitivo pareçam localizar-se no coro-alto o que implicaria não estar previsto mais do que um. Com a ampliação terá surgido, então, a ideia dos órgãos duplos na capela- mor (do lado da epistola - o lunar; do lado do evangelho - o solar), tal como na Sé do Porto e na Sé de Lamego, outros projectos em que Nasoni tinha estado envolvido. Há que ter em conta que só com órgãos duplos se garante a correspondência da simetria axial da arquitectura, experienciada por meio da visualidade, com a simetria musical intensamente explorada na altura, Aliás, nada mais conveniente e ajustado àtradição da música espacial, com raizes em Itália, nomeadamente na Basilica de São Marcos ou na Igreja de Gesù, entre outras igrejas venezianas e romanas, tradição que se reacendera na Peninsula Ibérica no inicio desetecentos, na Catedral de Santiago de Compostela, e que teve réplicassignificativas em diversos locais, com particular exuberância na Sé de Braga.Ao contrário de Braga, porém, a subtileza da inserção dos fachadas, denota um modo de fazer à romana perfeitamente ajustado ao perfil de Nasoni e em linha com as suas experiências anteriores”.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Nicolau Nasoni empresta traços verdadeiramente únicos na arquitectura portuguesa à Igreja e Torre dos Clérigos,, partindo das sérias difculdades deimplantação e de fundação do edificio, já que é obrigado a vencer umdesnivel significativo e a instalá-lo num terreno longitudinal, o que implicou a projecção de uma fachada relativamente estreita, que acentua a sua altura e monumentalidade e apresenta uma composição cenográfica que encobre o corpo da igreja e tira partido de um amplo leque de elementos decorativo. É antecedida por uma escadaria dupla de lanços cruzados..&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Encimada por um frontão pontuado pela Cruz Papal de três braços e pelomonograma de Maria, a fachada integra, na zona superior, uma janela ladeadapor dois nichos com as imagens de S. Pedro e S. Filipe Néri.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
A esta bela fachada, que funciona como ecran colocado num ponto médio daencosta e que se oferece como um espetáculo virtuoso da arquitetura e da escultura, sucede o corpo da igreja com planta elíptica, paredes duplas e corredores de passagem em serventia rodeando a nave e dando acesso à parte posterior do edificio.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Por fim, Nasoni, que abdica das torres ladeando a fachada, e coloca a única e grande torre sineira, não de forma separada do edifício como habitualmenteacontece em Itália, mas na sua face posterior.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Se o edificio oferece uma monumentalidade impar, isso deve ao facto de sercomo que uma soberba e faustosa peça de mobiliário como que um grandecofre enunciando um tesouro que ali se encerrasse.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&#039;&#039;“Se houver que escolher um ex-libris monumental para a cidade do Porto, a Igreja e Torre dos Clérigos são, sem dúvida, os edifícios que mais se destacam,quer pela sua originalidade, quer pela sua implantação na paisagem urbana de uma cidade densa e, até certo ponto, já por isso «barroca». O edifício assumeainda maior protagonismo pela forma como foi trabalhada a pedra que lhe serve de estrutura, com um esmero sofisticado, quase um trabalho de talha comvalores pictóricos”,&#039;&#039; Paulo Pereira.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
== A planta ==&lt;br /&gt;
A igreja dos Clérigos (mesmo com alteracões posteriores) é, possivelmente &#039;&#039;&#039;a mais marcante igreja elíptica existente em Portugal e uma das que melhor ostenta o formulário barroco&#039;&#039;&#039;, uma vez que o assume na sua decoração e naplanta em que assenta. A adopção desta planta, seria o resultado da concepção neoplatónica de busca da harmonia (como Bramante previra para a Basílica de São Pedro).&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Muito relevante é também a &#039;&#039;&#039;influência dos padres oratorianos na Irmandade do Clérigos, o que explica a valorização do papel da música&#039;&#039;&#039; e da festa barroca,função a que tão bem se aplica a planta elíptica.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Embora o interior da nave da Igreja dos Clérigos seja elíptico, os alçados lateraisapenas vagamente sugerem essa forma. Os estreitos corredores, que ladeiam a nave e a capela-mor, acabam por regularizar o traçado dos limites exteriores da igreja, que se apresentam com chanfros.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Num dos extremos do eixo longitudinal da elipse temos a capela-mor, bastanteprofunda se comparar com o comprimento da nave (embora devamos ter emconta que a capela- mor primitiva seria razoavelmente mais curta que a actual).&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
No extremo oposto do eixo longitudinal, existe uma galilé rectangular, cujo acessoé feito pelos flancos para onde diverge a escadaria exterior de acesso à igreja.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
No interior da Igreja dos Clérigos, a nave elíptica é orlada por quatro capelascolaterais, embutidas em arcos de volta perfeita com molduras simples e os seus respectivos retábulos e sobrepujadas por sanefas em talha dourada.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
As paredes das naves são ritmadas por pilastras em granito, mas as moldurasexistentes entre as pilastras são estucadas, imitando o granito sobre um fundo de mármore rosa.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Este desenho é já neoclássico e, de alguma forma, diminui o protagonismo daspilastras.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
=== “A arquitectura como música petrificada” (1) ===&lt;br /&gt;
A arquitectura dos Clérigos, pensada como instrumento musical, temverdadeiramente no seu âmago a Igreja que funciona como uma caixa acústicaresultante da planta oval da nave e da abóbada correspondente, com um coração- a abside - onde palpitam dois órgãos de tubos, cuja sonoridade preenche o espaço por si só e que, quando conjugada com coro e orquestra, fazdeste templo um instrumento musical portentoso.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
== Os alçados ==&lt;br /&gt;
A fachada principal da igreja dos Clérigos é excepcional na carga decorativa e no aparato cenográfico, cuja profusão de ornamentos cria o jogo de luz e sombra, característico do barroco. Apresenta dois registos horizontais, sobrepondo-se-lhes um frontão interrompido, tudo separado por cornijas com molduras muito elaboradas. Verticalmente, a frontaria divide-se em trêsregistos marcados por pilastras e ressaltos.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&#039;&#039;&#039;O primeiro registo horizontal da frontaria da Igreja dos Clérigos&#039;&#039;&#039;, quecorresponde interiormente à galilé, contém três vãos, sendo maior o central,que é simultâneamente o maior vão de toda a fachada e fica imediatamente acima do frontispicio em arco da Capela de Nossa Senhora da Lapa, sendo a sua pedra de chave decorada com folhagem de acanto e sobrepujada por uma consola comenrolamentos, grinaldas e festão, unidos por fita,&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Os vãos que se posicionam lateralmente e cujas ilhargas apresentam dupla pilastra, são de verga, sobre consolas, sendo sobrepujados por feixesvegetalistas afrontados e unidos por fita (bem ao gosto de Nicolau Nasoni), eainda por enrolamentos e folhas de acanto, que funcionam como peanha de apoio a um vaso com volumosas grinaldas a pender das asas.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&#039;&#039;&#039;No entablamento deste primeiro registo horizontal&#039;&#039;&#039;, além da iconografia da Irmandade dos Clérigos, encontramos, ao centro, uma composição sobre almofada com raios com a tiara papal. Já nos registos laterais encontramosalfaias litúrgicas (um turibulo, flanqueado por uma naveta e um livro, e, do outro lado, uma caldeira e um hissope, cobertos por panejamento)&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&#039;&#039;&#039;O segundo registo horizontal da frontaria da Igreja dos Clérigos&#039;&#039;&#039; édefinido por um frontão curvo interrompido que remata a parte central do primeiro. Este frontão é bastante aberto, para que o eixo forme uma espéciede consola com folhagens ao centro e florões dos lados, ladeada por feixes vegetalistas. Acima, temos uma peanha com concha central e grinalda de folhagens nos flancos, sobre a qual existe uma almofada que suporta uma espécie de urna com a tiara papal, vendo-se atrás as chaves de São Pedro entrecruzadas, sobrepostas por estola.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&#039;&#039;&#039;O frontão, triangular, interrompido e profundamente recortado&#039;&#039;&#039;, possuimolduras complexas, grinaldas e festões, e apresenta ao centro do timpano um emblema com monograma mariano, sobrepujado por dossel com borlasmetálicas. Uma cruz papal à frente de um feixe vegetalista faz o remate central.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
No alinhamento das pilastras, existem fogaréus, de dois tipos diferentes.Um outro modelo de fogaréu, com panejamentos no bojo, remata váriaspartes dos alçados laterais da igreja. Estes alçados laterais, simétricos entre si, apresentam profusa decoração na parte correspondente à galilé, mas são algo despojados na parte correspondente à nave da igreja, e à capela-mor.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
== Interior ==&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
=== Altar-mor ===&lt;br /&gt;
O altar é um foco de opulência barroca, com talha dourada e uma abundância de decoração que inclui colunas salomónicas, anjos, e motivos vegetalistas. No centro,a imagem do Crucifixo sugere a centralidade do sacrifício de Cristo na fé cristã.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Imagens e Estátuas: As diversas imagens e estátuas dentro da igreja representam santos e figuras bíblicas, cada uma escolhida para comunicardiferentes aspectos da fé e da moral cristã. A presença dessas figuras em pontos estratégicos da igreja guia os fiéis em uma jornada espiritual através dos ensinamentos e eventos da vida de Cristo.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
=== Azulejos ===&lt;br /&gt;
Embora menos predominantes do que em outras igrejas barrocas portuguesas, os azulejos presentes exibem cenas bíblicas e são um elemento crucial do designinterior, adicionando cor e detalhe narrativo ao espaço sagrado.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
=== Órgão de tubos ===&lt;br /&gt;
Situado estrategicamente, o órgão não apenas complementa a estética barroca com sua ornamentação complexa, mas também desempenha um papel crucialnas práticas litúrgicas e na criação de uma atmosfera contemplativa.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
=== Efeitos urbanisticos da construção da Igreja dos Clérigos ===&lt;br /&gt;
O desfasamento entre a carga decorativa do alçado principal e grande parte dos alcados laterais, revela a preocupação que Nasoni teve com o efeito cenográfico da igreja dos Clérigos, ainda reforçado pela escadaria de aparato. Aigreja foi erigida num terreno relativamente exíguo, desnivelado, encaixado entre um edifício conventual e um improvisado cemitério encostado à muralha medieval da cidade. Para que a igreja dos Clérigos se destacasse, era necessário proceder a alguns arranjos urbanísticos, sincluindo a demolição departe da velha muralha, a regularizaçao (e eventual recuo) do muro do Adro dos Enforcados e a retirada de uma antiga cruz da Via Sacra.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
== A Torre ==&lt;br /&gt;
A Torre dos Clérigos, que se ergue-se a uma altura de 75 metros está escalonada em seis andares de dimensão diversa e termina num belo e audacioso coroamento. Na fachada frontal abre-se a porta de entrada, encimada por um nicho com a imagem de São Paulo. Possui dois campanários e um carrilhão com 49 sinos, um dos maiores do país (adquirido em 1995). A comunicação vertical realiza-se através de uma escada interior com um total de 225 degraus, que dá acesso a dois varandins, em níveis diferenciados, de onde se disfruta uma ampla vista panorâmica sobre a cidade do Porto e arredores. ATorre dos Clérigos é incontestavelmente o ex-líbris da cidade, e um excelente miradouro sobre esta.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Construída em granito, possui uma escada interna de 225 degraus, e eleva-sesobre uma base com cerca de 7,7mX8,1m e é escalonada em 6 andares deescalas diversas que terminam no audacioso coroamento.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Na fachada frontal abre-se a porta de entrada, encimada por um nicho com a imagem de São Paulo. Possui dois campanários e um carrilhão com 49 sinos. Asubida faz-se por uma escada interior com um total de 225 degraus, que dáacesso a dois varandins, em níveis diferenciados, de onde se disfruta uma extraordinária sobre a cidade que se estende até ao rio..&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
O alçado poente é o principal, ao passo que os alçados norte e sul, são praticamente simétricos entre si.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
No último registo da torre, mais recuado, abrem-se quatro sineiras em cada face,com grande profusão de folhagens, molduras complexas, penachos e formas em concha que já lembram a efusividade do barroco final.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Este registo é encimado por uma cúpula de secção quadrada, com três secções progressivamente recuadas. Os quatro cantos rematam com fogaréus.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
No topo, existe um globo de cobre e, por cima, a cruz de ferro.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Para além de servir como torre sineira, esta edificação teve outras utilizações ao longo dos anos: serviu para marcar o tempo (através de um disparo diário de pólvora seca que assinalava o meio dia); foi telégrafo comercial; foi utilizada como marco de orientação para as embarcações que rumavam no rio Douro;serviu para hastear uma bandeira quando chegava o “paquete” para que os comerciantes soubessem da sua aproximação; foi ponto estratégico para combates militares e políticos; e nos dias de hoje é uma das mais importantes atrações turísticas da cidade do Porto.&lt;/div&gt;</summary>
		<author><name>Ltrigo</name></author>
	</entry>
	<entry>
		<id>https://wikimedia.pt/portobarroco/index.php?title=Cl%C3%A9rigos:_A_caixa_de_m%C3%BAsica_e_o_campan%C3%A1rio&amp;diff=983</id>
		<title>Clérigos: A caixa de música e o campanário</title>
		<link rel="alternate" type="text/html" href="https://wikimedia.pt/portobarroco/index.php?title=Cl%C3%A9rigos:_A_caixa_de_m%C3%BAsica_e_o_campan%C3%A1rio&amp;diff=983"/>
		<updated>2025-12-09T12:33:05Z</updated>

		<summary type="html">&lt;p&gt;Ltrigo: /* A Torre */&lt;/p&gt;
&lt;hr /&gt;
&lt;div&gt;=== &#039;&#039;&#039;1. IDENTIFICAÇÃO&#039;&#039;&#039; ===&lt;br /&gt;
{| class=&amp;quot;wikitable&amp;quot;&lt;br /&gt;
|&#039;&#039;&#039;Designação&#039;&#039;&#039;&lt;br /&gt;
|Igreja e Torre dos Clérigos&lt;br /&gt;
|-&lt;br /&gt;
|&#039;&#039;&#039;Localização&#039;&#039;&#039; &lt;br /&gt;
|Rua dos Clérigos, Porto&lt;br /&gt;
|-&lt;br /&gt;
|&#039;&#039;&#039;Cronologia&#039;&#039;&#039;&lt;br /&gt;
|Séc. XVIII (1732 - 1763)&lt;br /&gt;
|-&lt;br /&gt;
|&#039;&#039;&#039;Autor(es)&#039;&#039;&#039;&lt;br /&gt;
|Nicolau Nasoni &lt;br /&gt;
|-&lt;br /&gt;
|&#039;&#039;&#039;Classificação&#039;&#039;&#039;&lt;br /&gt;
|Monumento Nacional (1910)&lt;br /&gt;
|}&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
=== &#039;&#039;&#039;2. ESTADO DA ARTE&#039;&#039;&#039; ===&lt;br /&gt;
Os dois estudos que julgo mais recentes e relevantes são os produzidos por Pedro Xavier  (3032), sobre o tema da minha abordagem) e de Beatriz Hierro Lopes/Francisco Queiroz sobre o edifício em si (2013). &#039;&#039;&#039; &#039;&#039;&#039;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
=== &#039;&#039;&#039;3. ENQUADRAMENTO&#039;&#039;&#039; ===&lt;br /&gt;
O complexo situa-se a Norte na proximidade da Livraria Lello e de dois edifícios marcantes do Arq. Marques da Silva (as 4 estações e Palacete Conde de Vizela); a poente confina praticamente com o edifício da Reitoria e, um pouco mais adiante com o Centro Português ide Fotografia (ex cadeia da Relação) e com Convento de S. Bento da Vitória.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
=== &#039;&#039;&#039;4. DESCRIÇÃO&#039;&#039;&#039; ===&lt;br /&gt;
Igreja dos Clérigos e Torre dos Clérigos&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
== Antecedentes ==&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
=== Históricos ===&lt;br /&gt;
A Irmandade dos Clérigos, fundada no início do século XVIII com o objetivo de prestar assistência ao clero, resulta da fusão de três confrarias portuenses: a Confraria de Nossa Senhora da Misericórdia dos Clérigos Pobres, aCongregação de São Filipe Néri e a Irmandade de São Pedro «ad Vincula» (São Pedro acorrentado). A Irmandade dos Clérigos teria como padroeiros Nossa Senhora da Assunção (padroeira principal), São Pedro e São Filipe Néri, o que se espelha na configuração do brasão da Irmandade, que conjuga o monograma de Maria (AM), as chaves e a tiara papal de São Pedro e a açucena de S. Filipe Néri.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
=== Arquitectónicos ===&lt;br /&gt;
&#039;&#039;&#039;A tradição italiana e a Torre de la Seo&#039;&#039;&#039; (Sede) &#039;&#039;&#039;do Salvador de Saragoça&#039;&#039;&#039;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Sendo uma larga tradição a presença de “Campanários” em Italia, de que são ilustres exemplares o campanário de Giotto em Florença, a Torre de Pisa ou ocampanário de São Marcos em Veneza, a Torre de la Seo de Saragoça,construída sobre um projecto desenhado em Roma em 1683 pelo arquitecto&#039;&#039;&#039;Giovanni Battista Contini&#039;&#039;&#039; (1641-1723), com o objetivo de adoptar um estilomoderno e internacional e substituir a antiga torre mudéjar é, na minha opiniãotambém fundamentada na observação de Victor Serrão, a torre sineira quemais se assemelha à “nossa” Torre dos Clérigos, seguindo igualmente os cânones do barroco romano, mas adoptando uma planta muito diferente. Não é absolutamente nada provável que Nicolau Nasoni conhecesse a Torre de Saragoça, atendendo às circunstâncias da sua vida e ao percurso que fez até chegar ao Porto.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
João Pedro Xavier nas suas “Lições de Arquitectura argumenta, porém, que a fonte primária de Nasoni no traçado da oval dos Clérigos terá sido a imposta da base oval da cúpula de San Carlino, com a qual coincide quaseintegralmente, oval que Borromini repetirá no cortile do Palazzo Carpegna. Insistindo na tese da influência de Borromini, como não olhar para a oval da actual Academia de San Luca, na Igreja de San Carlino alle Quattro Fontane?&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
=== Musicais ===&lt;br /&gt;
No projecto revisto de Nasoni estariam previstos dois órgãos, embora no projecto primitivo pareçam localizar-se no coro-alto o que implicaria não estar previsto mais do que um. Com a ampliação terá surgido, então, a ideia dos órgãos duplos na capela- mor (do lado da epistola - o lunar; do lado do evangelho - o solar), tal como na Sé do Porto e na Sé de Lamego, outros projectos em que Nasoni tinha estado envolvido. Há que ter em conta que só com órgãos duplos se garante a correspondência da simetria axial da arquitectura, experienciada por meio da visualidade, com a simetria musical intensamente explorada na altura, Aliás, nada mais conveniente e ajustado àtradição da música espacial, com raizes em Itália, nomeadamente na Basilica de São Marcos ou na Igreja de Gesù, entre outras igrejas venezianas e romanas, tradição que se reacendera na Peninsula Ibérica no inicio desetecentos, na Catedral de Santiago de Compostela, e que teve réplicassignificativas em diversos locais, com particular exuberância na Sé de Braga.Ao contrário de Braga, porém, a subtileza da inserção dos fachadas, denota um modo de fazer à romana perfeitamente ajustado ao perfil de Nasoni e em linha com as suas experiências anteriores”.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Nicolau Nasoni empresta traços verdadeiramente únicos na arquitectura portuguesa à Igreja e Torre dos Clérigos,, partindo das sérias difculdades deimplantação e de fundação do edificio, já que é obrigado a vencer umdesnivel significativo e a instalá-lo num terreno longitudinal, o que implicou a projecção de uma fachada relativamente estreita, que acentua a sua altura e monumentalidade e apresenta uma composição cenográfica que encobre o corpo da igreja e tira partido de um amplo leque de elementos decorativo. É antecedida por uma escadaria dupla de lanços cruzados..&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Encimada por um frontão pontuado pela Cruz Papal de três braços e pelomonograma de Maria, a fachada integra, na zona superior, uma janela ladeadapor dois nichos com as imagens de S. Pedro e S. Filipe Néri.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
A esta bela fachada, que funciona como ecran colocado num ponto médio daencosta e que se oferece como um espetáculo virtuoso da arquitetura e da escultura, sucede o corpo da igreja com planta elíptica, paredes duplas e corredores de passagem em serventia rodeando a nave e dando acesso à parte posterior do edificio.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Por fim, Nasoni, que abdica das torres ladeando a fachada, e coloca a única e grande torre sineira, não de forma separada do edifício como habitualmenteacontece em Itália, mas na sua face posterior.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Se o edificio oferece uma monumentalidade impar, isso deve ao facto de sercomo que uma soberba e faustosa peça de mobiliário como que um grandecofre enunciando um tesouro que ali se encerrasse.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&#039;&#039;“Se houver que escolher um ex-libris monumental para a cidade do Porto, a Igreja e Torre dos Clérigos são, sem dúvida, os edifícios que mais se destacam,quer pela sua originalidade, quer pela sua implantação na paisagem urbana de uma cidade densa e, até certo ponto, já por isso «barroca». O edifício assumeainda maior protagonismo pela forma como foi trabalhada a pedra que lhe serve de estrutura, com um esmero sofisticado, quase um trabalho de talha comvalores pictóricos”,&#039;&#039; Paulo Pereira.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
== A planta ==&lt;br /&gt;
A igreja dos Clérigos (mesmo com alteracões posteriores) é, possivelmente &#039;&#039;&#039;a mais marcante igreja elíptica existente em Portugal e uma das que melhor ostenta o formulário barroco&#039;&#039;&#039;, uma vez que o assume na sua decoração e naplanta em que assenta. A adopção desta planta, seria o resultado da concepção neoplatónica de busca da harmonia (como Bramante previra para a Basílica de São Pedro).&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Muito relevante é também a &#039;&#039;&#039;influência dos padres oratorianos na Irmandade do Clérigos, o que explica a valorização do papel da música&#039;&#039;&#039; e da festa barroca,função a que tão bem se aplica a planta elíptica.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Embora o interior da nave da Igreja dos Clérigos seja elíptico, os alçados lateraisapenas vagamente sugerem essa forma. Os estreitos corredores, que ladeiam a nave e a capela-mor, acabam por regularizar o traçado dos limites exteriores da igreja, que se apresentam com chanfros.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Num dos extremos do eixo longitudinal da elipse temos a capela-mor, bastanteprofunda se comparar com o comprimento da nave (embora devamos ter emconta que a capela- mor primitiva seria razoavelmente mais curta que a actual).&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
No extremo oposto do eixo longitudinal, existe uma galilé rectangular, cujo acessoé feito pelos flancos para onde diverge a escadaria exterior de acesso à igreja.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
No interior da Igreja dos Clérigos, a nave elíptica é orlada por quatro capelascolaterais, embutidas em arcos de volta perfeita com molduras simples e os seus respectivos retábulos e sobrepujadas por sanefas em talha dourada.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
As paredes das naves são ritmadas por pilastras em granito, mas as moldurasexistentes entre as pilastras são estucadas, imitando o granito sobre um fundo de mármore rosa.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Este desenho é já neoclássico e, de alguma forma, diminui o protagonismo daspilastras.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
=== “A arquitectura como música petrificada” (1) ===&lt;br /&gt;
A arquitectura dos Clérigos, pensada como instrumento musical, temverdadeiramente no seu âmago a Igreja que funciona como uma caixa acústicaresultante da planta oval da nave e da abóbada correspondente, com um coração- a abside - onde palpitam dois órgãos de tubos, cuja sonoridade preenche o espaço por si só e que, quando conjugada com coro e orquestra, fazdeste templo um instrumento musical portentoso.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
== Os alçados ==&lt;br /&gt;
A fachada principal da igreja dos Clérigos é excepcional na carga decorativa e no aparato cenográfico, cuja profusão de ornamentos cria o jogo de luz e sombra, característico do barroco. Apresenta dois registos horizontais, sobrepondo-se-lhes um frontão interrompido, tudo separado por cornijas com molduras muito elaboradas. Verticalmente, a frontaria divide-se em trêsregistos marcados por pilastras e ressaltos.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&#039;&#039;&#039;O primeiro registo horizontal da frontaria da Igreja dos Clérigos&#039;&#039;&#039;, quecorresponde interiormente à galilé, contém três vãos, sendo maior o central,que é simultâneamente o maior vão de toda a fachada e fica imediatamente acima do frontispicio em arco da Capela de Nossa Senhora da Lapa, sendo a sua pedra de chave decorada com folhagem de acanto e sobrepujada por uma consola comenrolamentos, grinaldas e festão, unidos por fita,&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Os vãos que se posicionam lateralmente e cujas ilhargas apresentam dupla pilastra, são de verga, sobre consolas, sendo sobrepujados por feixesvegetalistas afrontados e unidos por fita (bem ao gosto de Nicolau Nasoni), eainda por enrolamentos e folhas de acanto, que funcionam como peanha de apoio a um vaso com volumosas grinaldas a pender das asas.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&#039;&#039;&#039;No entablamento deste primeiro registo horizontal&#039;&#039;&#039;, além da iconografia da Irmandade dos Clérigos, encontramos, ao centro, uma composição sobre almofada com raios com a tiara papal. Já nos registos laterais encontramosalfaias litúrgicas (um turibulo, flanqueado por uma naveta e um livro, e, do outro lado, uma caldeira e um hissope, cobertos por panejamento)&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&#039;&#039;&#039;O segundo registo horizontal da frontaria da Igreja dos Clérigos&#039;&#039;&#039; édefinido por um frontão curvo interrompido que remata a parte central do primeiro. Este frontão é bastante aberto, para que o eixo forme uma espéciede consola com folhagens ao centro e florões dos lados, ladeada por feixes vegetalistas. Acima, temos uma peanha com concha central e grinalda de folhagens nos flancos, sobre a qual existe uma almofada que suporta uma espécie de urna com a tiara papal, vendo-se atrás as chaves de São Pedro entrecruzadas, sobrepostas por estola.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&#039;&#039;&#039;O frontão, triangular, interrompido e profundamente recortado&#039;&#039;&#039;, possuimolduras complexas, grinaldas e festões, e apresenta ao centro do timpano um emblema com monograma mariano, sobrepujado por dossel com borlasmetálicas. Uma cruz papal à frente de um feixe vegetalista faz o remate central.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
No alinhamento das pilastras, existem fogaréus, de dois tipos diferentes.Um outro modelo de fogaréu, com panejamentos no bojo, remata váriaspartes dos alçados laterais da igreja. Estes alçados laterais, simétricos entre si, apresentam profusa decoração na parte correspondente à galilé, mas são algo despojados na parte correspondente à nave da igreja, e à capela-mor.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
== &#039;&#039;&#039;&amp;lt;big&amp;gt;&amp;lt;u&amp;gt;Interior&amp;lt;/u&amp;gt;&amp;lt;/big&amp;gt;&#039;&#039;&#039; ==&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
=== Altar-mor ===&lt;br /&gt;
O altar é um foco de opulência barroca, com talha dourada e uma abundância de decoração que inclui colunas salomónicas, anjos, e motivos vegetalistas. No centro,a imagem do Crucifixo sugere a centralidade do sacrifício de Cristo na fé cristã.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Imagens e Estátuas: As diversas imagens e estátuas dentro da igreja representam santos e figuras bíblicas, cada uma escolhida para comunicardiferentes aspectos da fé e da moral cristã. A presença dessas figuras em pontos estratégicos da igreja guia os fiéis em uma jornada espiritual através dos ensinamentos e eventos da vida de Cristo.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
=== Azulejos ===&lt;br /&gt;
Embora menos predominantes do que em outras igrejas barrocas portuguesas, os azulejos presentes exibem cenas bíblicas e são um elemento crucial do designinterior, adicionando cor e detalhe narrativo ao espaço sagrado.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
=== Órgão de tubos ===&lt;br /&gt;
Situado estrategicamente, o órgão não apenas complementa a estética barroca com sua ornamentação complexa, mas também desempenha um papel crucialnas práticas litúrgicas e na criação de uma atmosfera contemplativa.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
=== Efeitos urbanisticos da construção da Igreja dos Clérigos ===&lt;br /&gt;
O desfasamento entre a carga decorativa do alçado principal e grande parte dos alcados laterais, revela a preocupação que Nasoni teve com o efeito cenográfico da igreja dos Clérigos, ainda reforçado pela escadaria de aparato. Aigreja foi erigida num terreno relativamente exíguo, desnivelado, encaixado entre um edifício conventual e um improvisado cemitério encostado à muralha medieval da cidade. Para que a igreja dos Clérigos se destacasse, era necessário proceder a alguns arranjos urbanísticos, sincluindo a demolição departe da velha muralha, a regularizaçao (e eventual recuo) do muro do Adro dos Enforcados e a retirada de uma antiga cruz da Via Sacra.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
== A Torre ==&lt;br /&gt;
A Torre dos Clérigos, que se ergue-se a uma altura de 75 metros está escalonada em seis andares de dimensão diversa e termina num belo e audacioso coroamento. Na fachada frontal abre-se a porta de entrada, encimada por um nicho com a imagem de São Paulo. Possui dois campanários e um carrilhão com 49 sinos, um dos maiores do país (adquirido em 1995). A comunicação vertical realiza-se através de uma escada interior com um total de 225 degraus, que dá acesso a dois varandins, em níveis diferenciados, de onde se disfruta uma ampla vista panorâmica sobre a cidade do Porto e arredores. ATorre dos Clérigos é incontestavelmente o ex-líbris da cidade, e um excelente miradouro sobre esta.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Construída em granito, possui uma escada interna de 225 degraus, e eleva-sesobre uma base com cerca de 7,7mX8,1m e é escalonada em 6 andares deescalas diversas que terminam no audacioso coroamento.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Na fachada frontal abre-se a porta de entrada, encimada por um nicho com a imagem de São Paulo. Possui dois campanários e um carrilhão com 49 sinos. Asubida faz-se por uma escada interior com um total de 225 degraus, que dáacesso a dois varandins, em níveis diferenciados, de onde se disfruta uma extraordinária sobre a cidade que se estende até ao rio..&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
O alçado poente é o principal, ao passo que os alçados norte e sul, são praticamente simétricos entre si.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
No último registo da torre, mais recuado, abrem-se quatro sineiras em cada face,com grande profusão de folhagens, molduras complexas, penachos e formas em concha que já lembram a efusividade do barroco final.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Este registo é encimado por uma cúpula de secção quadrada, com três secções progressivamente recuadas. Os quatro cantos rematam com fogaréus.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
No topo, existe um globo de cobre e, por cima, a cruz de ferro.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Para além de servir como torre sineira, esta edificação teve outras utilizações ao longo dos anos: serviu para marcar o tempo (através de um disparo diário de pólvora seca que assinalava o meio dia); foi telégrafo comercial; foi utilizada como marco de orientação para as embarcações que rumavam no rio Douro;serviu para hastear uma bandeira quando chegava o “paquete” para que os comerciantes soubessem da sua aproximação; foi ponto estratégico para combates militares e políticos; e nos dias de hoje é uma das mais importantes atrações turísticas da cidade do Porto.&lt;/div&gt;</summary>
		<author><name>Ltrigo</name></author>
	</entry>
	<entry>
		<id>https://wikimedia.pt/portobarroco/index.php?title=Cl%C3%A9rigos:_A_caixa_de_m%C3%BAsica_e_o_campan%C3%A1rio&amp;diff=982</id>
		<title>Clérigos: A caixa de música e o campanário</title>
		<link rel="alternate" type="text/html" href="https://wikimedia.pt/portobarroco/index.php?title=Cl%C3%A9rigos:_A_caixa_de_m%C3%BAsica_e_o_campan%C3%A1rio&amp;diff=982"/>
		<updated>2025-12-09T12:32:45Z</updated>

		<summary type="html">&lt;p&gt;Ltrigo: mais alterações ao template&lt;/p&gt;
&lt;hr /&gt;
&lt;div&gt;=== &#039;&#039;&#039;1. IDENTIFICAÇÃO&#039;&#039;&#039; ===&lt;br /&gt;
{| class=&amp;quot;wikitable&amp;quot;&lt;br /&gt;
|&#039;&#039;&#039;Designação&#039;&#039;&#039;&lt;br /&gt;
|Igreja e Torre dos Clérigos&lt;br /&gt;
|-&lt;br /&gt;
|&#039;&#039;&#039;Localização&#039;&#039;&#039; &lt;br /&gt;
|Rua dos Clérigos, Porto&lt;br /&gt;
|-&lt;br /&gt;
|&#039;&#039;&#039;Cronologia&#039;&#039;&#039;&lt;br /&gt;
|Séc. XVIII (1732 - 1763)&lt;br /&gt;
|-&lt;br /&gt;
|&#039;&#039;&#039;Autor(es)&#039;&#039;&#039;&lt;br /&gt;
|Nicolau Nasoni &lt;br /&gt;
|-&lt;br /&gt;
|&#039;&#039;&#039;Classificação&#039;&#039;&#039;&lt;br /&gt;
|Monumento Nacional (1910)&lt;br /&gt;
|}&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
=== &#039;&#039;&#039;2. ESTADO DA ARTE&#039;&#039;&#039; ===&lt;br /&gt;
Os dois estudos que julgo mais recentes e relevantes são os produzidos por Pedro Xavier  (3032), sobre o tema da minha abordagem) e de Beatriz Hierro Lopes/Francisco Queiroz sobre o edifício em si (2013). &#039;&#039;&#039; &#039;&#039;&#039;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
=== &#039;&#039;&#039;3. ENQUADRAMENTO&#039;&#039;&#039; ===&lt;br /&gt;
O complexo situa-se a Norte na proximidade da Livraria Lello e de dois edifícios marcantes do Arq. Marques da Silva (as 4 estações e Palacete Conde de Vizela); a poente confina praticamente com o edifício da Reitoria e, um pouco mais adiante com o Centro Português ide Fotografia (ex cadeia da Relação) e com Convento de S. Bento da Vitória.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
=== &#039;&#039;&#039;4. DESCRIÇÃO&#039;&#039;&#039; ===&lt;br /&gt;
Igreja dos Clérigos e Torre dos Clérigos&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
== Antecedentes ==&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
=== Históricos ===&lt;br /&gt;
A Irmandade dos Clérigos, fundada no início do século XVIII com o objetivo de prestar assistência ao clero, resulta da fusão de três confrarias portuenses: a Confraria de Nossa Senhora da Misericórdia dos Clérigos Pobres, aCongregação de São Filipe Néri e a Irmandade de São Pedro «ad Vincula» (São Pedro acorrentado). A Irmandade dos Clérigos teria como padroeiros Nossa Senhora da Assunção (padroeira principal), São Pedro e São Filipe Néri, o que se espelha na configuração do brasão da Irmandade, que conjuga o monograma de Maria (AM), as chaves e a tiara papal de São Pedro e a açucena de S. Filipe Néri.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
=== Arquitectónicos ===&lt;br /&gt;
&#039;&#039;&#039;A tradição italiana e a Torre de la Seo&#039;&#039;&#039; (Sede) &#039;&#039;&#039;do Salvador de Saragoça&#039;&#039;&#039;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Sendo uma larga tradição a presença de “Campanários” em Italia, de que são ilustres exemplares o campanário de Giotto em Florença, a Torre de Pisa ou ocampanário de São Marcos em Veneza, a Torre de la Seo de Saragoça,construída sobre um projecto desenhado em Roma em 1683 pelo arquitecto&#039;&#039;&#039;Giovanni Battista Contini&#039;&#039;&#039; (1641-1723), com o objetivo de adoptar um estilomoderno e internacional e substituir a antiga torre mudéjar é, na minha opiniãotambém fundamentada na observação de Victor Serrão, a torre sineira quemais se assemelha à “nossa” Torre dos Clérigos, seguindo igualmente os cânones do barroco romano, mas adoptando uma planta muito diferente. Não é absolutamente nada provável que Nicolau Nasoni conhecesse a Torre de Saragoça, atendendo às circunstâncias da sua vida e ao percurso que fez até chegar ao Porto.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
João Pedro Xavier nas suas “Lições de Arquitectura argumenta, porém, que a fonte primária de Nasoni no traçado da oval dos Clérigos terá sido a imposta da base oval da cúpula de San Carlino, com a qual coincide quaseintegralmente, oval que Borromini repetirá no cortile do Palazzo Carpegna. Insistindo na tese da influência de Borromini, como não olhar para a oval da actual Academia de San Luca, na Igreja de San Carlino alle Quattro Fontane?&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
=== Musicais ===&lt;br /&gt;
No projecto revisto de Nasoni estariam previstos dois órgãos, embora no projecto primitivo pareçam localizar-se no coro-alto o que implicaria não estar previsto mais do que um. Com a ampliação terá surgido, então, a ideia dos órgãos duplos na capela- mor (do lado da epistola - o lunar; do lado do evangelho - o solar), tal como na Sé do Porto e na Sé de Lamego, outros projectos em que Nasoni tinha estado envolvido. Há que ter em conta que só com órgãos duplos se garante a correspondência da simetria axial da arquitectura, experienciada por meio da visualidade, com a simetria musical intensamente explorada na altura, Aliás, nada mais conveniente e ajustado àtradição da música espacial, com raizes em Itália, nomeadamente na Basilica de São Marcos ou na Igreja de Gesù, entre outras igrejas venezianas e romanas, tradição que se reacendera na Peninsula Ibérica no inicio desetecentos, na Catedral de Santiago de Compostela, e que teve réplicassignificativas em diversos locais, com particular exuberância na Sé de Braga.Ao contrário de Braga, porém, a subtileza da inserção dos fachadas, denota um modo de fazer à romana perfeitamente ajustado ao perfil de Nasoni e em linha com as suas experiências anteriores”.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Nicolau Nasoni empresta traços verdadeiramente únicos na arquitectura portuguesa à Igreja e Torre dos Clérigos,, partindo das sérias difculdades deimplantação e de fundação do edificio, já que é obrigado a vencer umdesnivel significativo e a instalá-lo num terreno longitudinal, o que implicou a projecção de uma fachada relativamente estreita, que acentua a sua altura e monumentalidade e apresenta uma composição cenográfica que encobre o corpo da igreja e tira partido de um amplo leque de elementos decorativo. É antecedida por uma escadaria dupla de lanços cruzados..&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Encimada por um frontão pontuado pela Cruz Papal de três braços e pelomonograma de Maria, a fachada integra, na zona superior, uma janela ladeadapor dois nichos com as imagens de S. Pedro e S. Filipe Néri.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
A esta bela fachada, que funciona como ecran colocado num ponto médio daencosta e que se oferece como um espetáculo virtuoso da arquitetura e da escultura, sucede o corpo da igreja com planta elíptica, paredes duplas e corredores de passagem em serventia rodeando a nave e dando acesso à parte posterior do edificio.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Por fim, Nasoni, que abdica das torres ladeando a fachada, e coloca a única e grande torre sineira, não de forma separada do edifício como habitualmenteacontece em Itália, mas na sua face posterior.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Se o edificio oferece uma monumentalidade impar, isso deve ao facto de sercomo que uma soberba e faustosa peça de mobiliário como que um grandecofre enunciando um tesouro que ali se encerrasse.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&#039;&#039;“Se houver que escolher um ex-libris monumental para a cidade do Porto, a Igreja e Torre dos Clérigos são, sem dúvida, os edifícios que mais se destacam,quer pela sua originalidade, quer pela sua implantação na paisagem urbana de uma cidade densa e, até certo ponto, já por isso «barroca». O edifício assumeainda maior protagonismo pela forma como foi trabalhada a pedra que lhe serve de estrutura, com um esmero sofisticado, quase um trabalho de talha comvalores pictóricos”,&#039;&#039; Paulo Pereira.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
== A planta ==&lt;br /&gt;
A igreja dos Clérigos (mesmo com alteracões posteriores) é, possivelmente &#039;&#039;&#039;a mais marcante igreja elíptica existente em Portugal e uma das que melhor ostenta o formulário barroco&#039;&#039;&#039;, uma vez que o assume na sua decoração e naplanta em que assenta. A adopção desta planta, seria o resultado da concepção neoplatónica de busca da harmonia (como Bramante previra para a Basílica de São Pedro).&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Muito relevante é também a &#039;&#039;&#039;influência dos padres oratorianos na Irmandade do Clérigos, o que explica a valorização do papel da música&#039;&#039;&#039; e da festa barroca,função a que tão bem se aplica a planta elíptica.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Embora o interior da nave da Igreja dos Clérigos seja elíptico, os alçados lateraisapenas vagamente sugerem essa forma. Os estreitos corredores, que ladeiam a nave e a capela-mor, acabam por regularizar o traçado dos limites exteriores da igreja, que se apresentam com chanfros.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Num dos extremos do eixo longitudinal da elipse temos a capela-mor, bastanteprofunda se comparar com o comprimento da nave (embora devamos ter emconta que a capela- mor primitiva seria razoavelmente mais curta que a actual).&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
No extremo oposto do eixo longitudinal, existe uma galilé rectangular, cujo acessoé feito pelos flancos para onde diverge a escadaria exterior de acesso à igreja.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
No interior da Igreja dos Clérigos, a nave elíptica é orlada por quatro capelascolaterais, embutidas em arcos de volta perfeita com molduras simples e os seus respectivos retábulos e sobrepujadas por sanefas em talha dourada.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
As paredes das naves são ritmadas por pilastras em granito, mas as moldurasexistentes entre as pilastras são estucadas, imitando o granito sobre um fundo de mármore rosa.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Este desenho é já neoclássico e, de alguma forma, diminui o protagonismo daspilastras.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
=== “A arquitectura como música petrificada” (1) ===&lt;br /&gt;
A arquitectura dos Clérigos, pensada como instrumento musical, temverdadeiramente no seu âmago a Igreja que funciona como uma caixa acústicaresultante da planta oval da nave e da abóbada correspondente, com um coração- a abside - onde palpitam dois órgãos de tubos, cuja sonoridade preenche o espaço por si só e que, quando conjugada com coro e orquestra, fazdeste templo um instrumento musical portentoso.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
== Os alçados ==&lt;br /&gt;
A fachada principal da igreja dos Clérigos é excepcional na carga decorativa e no aparato cenográfico, cuja profusão de ornamentos cria o jogo de luz e sombra, característico do barroco. Apresenta dois registos horizontais, sobrepondo-se-lhes um frontão interrompido, tudo separado por cornijas com molduras muito elaboradas. Verticalmente, a frontaria divide-se em trêsregistos marcados por pilastras e ressaltos.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&#039;&#039;&#039;O primeiro registo horizontal da frontaria da Igreja dos Clérigos&#039;&#039;&#039;, quecorresponde interiormente à galilé, contém três vãos, sendo maior o central,que é simultâneamente o maior vão de toda a fachada e fica imediatamente acima do frontispicio em arco da Capela de Nossa Senhora da Lapa, sendo a sua pedra de chave decorada com folhagem de acanto e sobrepujada por uma consola comenrolamentos, grinaldas e festão, unidos por fita,&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Os vãos que se posicionam lateralmente e cujas ilhargas apresentam dupla pilastra, são de verga, sobre consolas, sendo sobrepujados por feixesvegetalistas afrontados e unidos por fita (bem ao gosto de Nicolau Nasoni), eainda por enrolamentos e folhas de acanto, que funcionam como peanha de apoio a um vaso com volumosas grinaldas a pender das asas.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&#039;&#039;&#039;No entablamento deste primeiro registo horizontal&#039;&#039;&#039;, além da iconografia da Irmandade dos Clérigos, encontramos, ao centro, uma composição sobre almofada com raios com a tiara papal. Já nos registos laterais encontramosalfaias litúrgicas (um turibulo, flanqueado por uma naveta e um livro, e, do outro lado, uma caldeira e um hissope, cobertos por panejamento)&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&#039;&#039;&#039;O segundo registo horizontal da frontaria da Igreja dos Clérigos&#039;&#039;&#039; édefinido por um frontão curvo interrompido que remata a parte central do primeiro. Este frontão é bastante aberto, para que o eixo forme uma espéciede consola com folhagens ao centro e florões dos lados, ladeada por feixes vegetalistas. Acima, temos uma peanha com concha central e grinalda de folhagens nos flancos, sobre a qual existe uma almofada que suporta uma espécie de urna com a tiara papal, vendo-se atrás as chaves de São Pedro entrecruzadas, sobrepostas por estola.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&#039;&#039;&#039;O frontão, triangular, interrompido e profundamente recortado&#039;&#039;&#039;, possuimolduras complexas, grinaldas e festões, e apresenta ao centro do timpano um emblema com monograma mariano, sobrepujado por dossel com borlasmetálicas. Uma cruz papal à frente de um feixe vegetalista faz o remate central.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
No alinhamento das pilastras, existem fogaréus, de dois tipos diferentes.Um outro modelo de fogaréu, com panejamentos no bojo, remata váriaspartes dos alçados laterais da igreja. Estes alçados laterais, simétricos entre si, apresentam profusa decoração na parte correspondente à galilé, mas são algo despojados na parte correspondente à nave da igreja, e à capela-mor.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
== &#039;&#039;&#039;&amp;lt;big&amp;gt;&amp;lt;u&amp;gt;Interior&amp;lt;/u&amp;gt;&amp;lt;/big&amp;gt;&#039;&#039;&#039; ==&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
=== Altar-mor ===&lt;br /&gt;
O altar é um foco de opulência barroca, com talha dourada e uma abundância de decoração que inclui colunas salomónicas, anjos, e motivos vegetalistas. No centro,a imagem do Crucifixo sugere a centralidade do sacrifício de Cristo na fé cristã.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Imagens e Estátuas: As diversas imagens e estátuas dentro da igreja representam santos e figuras bíblicas, cada uma escolhida para comunicardiferentes aspectos da fé e da moral cristã. A presença dessas figuras em pontos estratégicos da igreja guia os fiéis em uma jornada espiritual através dos ensinamentos e eventos da vida de Cristo.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
=== Azulejos ===&lt;br /&gt;
Embora menos predominantes do que em outras igrejas barrocas portuguesas, os azulejos presentes exibem cenas bíblicas e são um elemento crucial do designinterior, adicionando cor e detalhe narrativo ao espaço sagrado.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
=== Órgão de tubos ===&lt;br /&gt;
Situado estrategicamente, o órgão não apenas complementa a estética barroca com sua ornamentação complexa, mas também desempenha um papel crucialnas práticas litúrgicas e na criação de uma atmosfera contemplativa.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
=== Efeitos urbanisticos da construção da Igreja dos Clérigos ===&lt;br /&gt;
O desfasamento entre a carga decorativa do alçado principal e grande parte dos alcados laterais, revela a preocupação que Nasoni teve com o efeito cenográfico da igreja dos Clérigos, ainda reforçado pela escadaria de aparato. Aigreja foi erigida num terreno relativamente exíguo, desnivelado, encaixado entre um edifício conventual e um improvisado cemitério encostado à muralha medieval da cidade. Para que a igreja dos Clérigos se destacasse, era necessário proceder a alguns arranjos urbanísticos, sincluindo a demolição departe da velha muralha, a regularizaçao (e eventual recuo) do muro do Adro dos Enforcados e a retirada de uma antiga cruz da Via Sacra.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
== &#039;&#039;&#039;&amp;lt;u&amp;gt;&amp;lt;big&amp;gt;A Torre&amp;lt;/big&amp;gt;&amp;lt;/u&amp;gt;&#039;&#039;&#039; ==&lt;br /&gt;
A Torre dos Clérigos, que se ergue-se a uma altura de 75 metros está escalonada em seis andares de dimensão diversa e termina num belo e audacioso coroamento. Na fachada frontal abre-se a porta de entrada, encimada por um nicho com a imagem de São Paulo. Possui dois campanários e um carrilhão com 49 sinos, um dos maiores do país (adquirido em 1995). A comunicação vertical realiza-se através de uma escada interior com um total de 225 degraus, que dá acesso a dois varandins, em níveis diferenciados, de onde se disfruta uma ampla vista panorâmica sobre a cidade do Porto e arredores. ATorre dos Clérigos é incontestavelmente o ex-líbris da cidade, e um excelente miradouro sobre esta.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Construída em granito, possui uma escada interna de 225 degraus, e eleva-sesobre uma base com cerca de 7,7mX8,1m e é escalonada em 6 andares deescalas diversas que terminam no audacioso coroamento.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Na fachada frontal abre-se a porta de entrada, encimada por um nicho com a imagem de São Paulo. Possui dois campanários e um carrilhão com 49 sinos. Asubida faz-se por uma escada interior com um total de 225 degraus, que dáacesso a dois varandins, em níveis diferenciados, de onde se disfruta uma extraordinária sobre a cidade que se estende até ao rio..&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
O alçado poente é o principal, ao passo que os alçados norte e sul, são praticamente simétricos entre si.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
No último registo da torre, mais recuado, abrem-se quatro sineiras em cada face,com grande profusão de folhagens, molduras complexas, penachos e formas em concha que já lembram a efusividade do barroco final.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Este registo é encimado por uma cúpula de secção quadrada, com três secções progressivamente recuadas. Os quatro cantos rematam com fogaréus.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
No topo, existe um globo de cobre e, por cima, a cruz de ferro.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Para além de servir como torre sineira, esta edificação teve outras utilizações ao longo dos anos: serviu para marcar o tempo (através de um disparo diário de pólvora seca que assinalava o meio dia); foi telégrafo comercial; foi utilizada como marco de orientação para as embarcações que rumavam no rio Douro;serviu para hastear uma bandeira quando chegava o “paquete” para que os comerciantes soubessem da sua aproximação; foi ponto estratégico para combates militares e políticos; e nos dias de hoje é uma das mais importantes atrações turísticas da cidade do Porto.&lt;/div&gt;</summary>
		<author><name>Ltrigo</name></author>
	</entry>
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		<id>https://wikimedia.pt/portobarroco/index.php?title=Cl%C3%A9rigos:_A_caixa_de_m%C3%BAsica_e_o_campan%C3%A1rio&amp;diff=981</id>
		<title>Clérigos: A caixa de música e o campanário</title>
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		<updated>2025-12-09T12:28:29Z</updated>

		<summary type="html">&lt;p&gt;Ltrigo: /*  A planta */&lt;/p&gt;
&lt;hr /&gt;
&lt;div&gt;=== &#039;&#039;&#039;1. IDENTIFICAÇÃO&#039;&#039;&#039; ===&lt;br /&gt;
{| class=&amp;quot;wikitable&amp;quot;&lt;br /&gt;
|&#039;&#039;&#039;Designação&#039;&#039;&#039;&lt;br /&gt;
|Igreja e Torre dos Clérigos&lt;br /&gt;
|-&lt;br /&gt;
|&#039;&#039;&#039;Localização&#039;&#039;&#039; &lt;br /&gt;
|Rua dos Clérigos, Porto&lt;br /&gt;
|-&lt;br /&gt;
|&#039;&#039;&#039;Cronologia&#039;&#039;&#039;&lt;br /&gt;
|Séc. XVIII (1732 - 1763)&lt;br /&gt;
|-&lt;br /&gt;
|&#039;&#039;&#039;Autor(es)&#039;&#039;&#039;&lt;br /&gt;
|Nicolau Nasoni &lt;br /&gt;
|-&lt;br /&gt;
|&#039;&#039;&#039;Classificação&#039;&#039;&#039;&lt;br /&gt;
|Monumento Nacional (1910)&lt;br /&gt;
|}&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
=== &#039;&#039;&#039;2. ESTADO DA ARTE&#039;&#039;&#039; ===&lt;br /&gt;
Os dois estudos que julgo mais recentes e relevantes são os produzidos por Pedro Xavier  (3032), sobre o tema da minha abordagem) e de Beatriz Hierro Lopes/Francisco Queiroz sobre o edifício em si (2013). &#039;&#039;&#039; &#039;&#039;&#039;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
=== &#039;&#039;&#039;3. ENQUADRAMENTO&#039;&#039;&#039; ===&lt;br /&gt;
O complexo situa-se a Norte na proximidade da Livraria Lello e de dois edifícios marcantes do Arq. Marques da Silva (as 4 estações e Palacete Conde de Vizela); a poente confina praticamente com o edifício da Reitoria e, um pouco mais adiante com o Centro Português ide Fotografia (ex cadeia da Relação) e com Convento de S. Bento da Vitória.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
=== &#039;&#039;&#039;4. DESCRIÇÃO&#039;&#039;&#039; ===&lt;br /&gt;
Igreja dos Clérigos e Torre dos Clérigos&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
== Antecedentes ==&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
=== Históricos ===&lt;br /&gt;
A Irmandade dos Clérigos, fundada no início do século XVIII com o objetivo de prestar assistência ao clero, resulta da fusão de três confrarias portuenses: a Confraria de Nossa Senhora da Misericórdia dos Clérigos Pobres, aCongregação de São Filipe Néri e a Irmandade de São Pedro «ad Vincula» (São Pedro acorrentado). A Irmandade dos Clérigos teria como padroeiros Nossa Senhora da Assunção (padroeira principal), São Pedro e São Filipe Néri, o que se espelha na configuração do brasão da Irmandade, que conjuga o monograma de Maria (AM), as chaves e a tiara papal de São Pedro e a açucena de S. Filipe Néri.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
=== Arquitectónicos ===&lt;br /&gt;
&#039;&#039;&#039;A tradição italiana e a Torre de la Seo&#039;&#039;&#039; (Sede) &#039;&#039;&#039;do Salvador de Saragoça&#039;&#039;&#039;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Sendo uma larga tradição a presença de “Campanários” em Italia, de que são ilustres exemplares o campanário de Giotto em Florença, a Torre de Pisa ou ocampanário de São Marcos em Veneza, a Torre de la Seo de Saragoça,construída sobre um projecto desenhado em Roma em 1683 pelo arquitecto&#039;&#039;&#039;Giovanni Battista Contini&#039;&#039;&#039; (1641-1723), com o objetivo de adoptar um estilomoderno e internacional e substituir a antiga torre mudéjar é, na minha opiniãotambém fundamentada na observação de Victor Serrão, a torre sineira quemais se assemelha à “nossa” Torre dos Clérigos, seguindo igualmente os cânones do barroco romano, mas adoptando uma planta muito diferente. Não é absolutamente nada provável que Nicolau Nasoni conhecesse a Torre de Saragoça, atendendo às circunstâncias da sua vida e ao percurso que fez até chegar ao Porto.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
João Pedro Xavier nas suas “Lições de Arquitectura argumenta, porém, que a fonte primária de Nasoni no traçado da oval dos Clérigos terá sido a imposta da base oval da cúpula de San Carlino, com a qual coincide quaseintegralmente, oval que Borromini repetirá no cortile do Palazzo Carpegna. Insistindo na tese da influência de Borromini, como não olhar para a oval da actual Academia de San Luca, na Igreja de San Carlino alle Quattro Fontane?&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
=== Musicais ===&lt;br /&gt;
No projecto revisto de Nasoni estariam previstos dois órgãos, embora no projecto primitivo pareçam localizar-se no coro-alto o que implicaria não estar previsto mais do que um. Com a ampliação terá surgido, então, a ideia dos órgãos duplos na capela- mor (do lado da epistola - o lunar; do lado do evangelho - o solar), tal como na Sé do Porto e na Sé de Lamego, outros projectos em que Nasoni tinha estado envolvido. Há que ter em conta que só com órgãos duplos se garante a correspondência da simetria axial da arquitectura, experienciada por meio da visualidade, com a simetria musical intensamente explorada na altura, Aliás, nada mais conveniente e ajustado àtradição da música espacial, com raizes em Itália, nomeadamente na Basilica de São Marcos ou na Igreja de Gesù, entre outras igrejas venezianas e romanas, tradição que se reacendera na Peninsula Ibérica no inicio desetecentos, na Catedral de Santiago de Compostela, e que teve réplicassignificativas em diversos locais, com particular exuberância na Sé de Braga.Ao contrário de Braga, porém, a subtileza da inserção dos fachadas, denota um modo de fazer à romana perfeitamente ajustado ao perfil de Nasoni e em linha com as suas experiências anteriores”.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Nicolau Nasoni empresta traços verdadeiramente únicos na arquitectura portuguesa à Igreja e Torre dos Clérigos,, partindo das sérias difculdades deimplantação e de fundação do edificio, já que é obrigado a vencer umdesnivel significativo e a instalá-lo num terreno longitudinal, o que implicou a projecção de uma fachada relativamente estreita, que acentua a sua altura e monumentalidade e apresenta uma composição cenográfica que encobre o corpo da igreja e tira partido de um amplo leque de elementos decorativo. É antecedida por uma escadaria dupla de lanços cruzados..&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Encimada por um frontão pontuado pela Cruz Papal de três braços e pelomonograma de Maria, a fachada integra, na zona superior, uma janela ladeadapor dois nichos com as imagens de S. Pedro e S. Filipe Néri.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
A esta bela fachada, que funciona como ecran colocado num ponto médio daencosta e que se oferece como um espetáculo virtuoso da arquitetura e da escultura, sucede o corpo da igreja com planta elíptica, paredes duplas e corredores de passagem em serventia rodeando a nave e dando acesso à parte posterior do edificio.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Por fim, Nasoni, que abdica das torres ladeando a fachada, e coloca a única e grande torre sineira, não de forma separada do edifício como habitualmenteacontece em Itália, mas na sua face posterior.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Se o edificio oferece uma monumentalidade impar, isso deve ao facto de sercomo que uma soberba e faustosa peça de mobiliário como que um grandecofre enunciando um tesouro que ali se encerrasse.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&#039;&#039;“Se houver que escolher um ex-libris monumental para a cidade do Porto, a Igreja e Torre dos Clérigos são, sem dúvida, os edifícios que mais se destacam,quer pela sua originalidade, quer pela sua implantação na paisagem urbana de uma cidade densa e, até certo ponto, já por isso «barroca». O edifício assumeainda maior protagonismo pela forma como foi trabalhada a pedra que lhe serve de estrutura, com um esmero sofisticado, quase um trabalho de talha comvalores pictóricos”,&#039;&#039; Paulo Pereira.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
== A planta ==&lt;br /&gt;
A igreja dos Clérigos (mesmo com alteracões posteriores) é, possivelmente &#039;&#039;&#039;a mais marcante igreja elíptica existente em Portugal e uma das que melhorostenta o formulário barroco&#039;&#039;&#039;, uma vez que o assume na sua decoração e naplanta em que assenta. A adopção desta planta, seria o resultado da concepção neoplatónica de busca da harmonia (como Bramante previra para a Basílica de São Pedro).&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Muito relevante é também a &#039;&#039;&#039;influência dos padres oratorianos na Irmandade do Clérigos, o que explica a valorização do papel da música&#039;&#039;&#039; e da festa barroca,função a que tão bem se aplica a planta elíptica.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Embora o interior da nave da Igreja dos Clérigos seja elíptico, os alçados lateraisapenas vagamente sugerem essa forma. Os estreitos corredores, que ladeiam a nave e a capela-mor, acabam por regularizar o traçado dos limites exteriores da igreja, que se apresentam com chanfros.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Num dos extremos do eixo longitudinal da elipse temos a capela-mor, bastanteprofunda se comparar com o comprimento da nave (embora devamos ter emconta que a capela- mor primitiva seria razoavelmente mais curta que a actual).&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
No extremo oposto do eixo longitudinal, existe uma galilé rectangular, cujo acessoé feito pelos flancos para onde diverge a escadaria exterior de acesso à igreja.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
No interior da Igreja dos Clérigos, a nave elíptica é orlada por quatro capelascolaterais, embutidas em arcos de volta perfeita com molduras simples e os seus respectivos retábulos e sobrepujadas por sanefas em talha dourada.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
As paredes das naves são ritmadas por pilastras em granito, mas as moldurasexistentes entre as pilastras são estucadas, imitando o granito sobre um fundo de mármore rosa.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Este desenho é já neoclássico e, de alguma forma, diminui o protagonismo daspilastras.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
=== “A arquitectura como música petrificada” (1) ===&lt;br /&gt;
A arquitectura dos Clérigos, pensada como instrumento musical, temverdadeiramente no seu âmago a Igreja que funciona como uma caixa acústicaresultante da planta oval da nave e da abóbada correspondente, com um coração- a abside - onde palpitam dois órgãos de tubos, cuja sonoridade preenche o espaço por si só e que, quando conjugada com coro e orquestra, fazdeste templo um instrumento musical portentoso.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
== Os alçados ==&lt;br /&gt;
A fachada principal da igreja dos Clérigos é excepcional na carga decorativa e no aparato cenográfico, cuja profusão de ornamentos cria o jogo de luz e sombra, característico do barroco. Apresenta dois registos horizontais, sobrepondo-se-lhes um frontão interrompido, tudo separado por cornijas com molduras muito elaboradas. Verticalmente, a frontaria divide-se em trêsregistos marcados por pilastras e ressaltos.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&#039;&#039;&#039;O primeiro registo horizontal da frontaria da Igreja dos Clérigos&#039;&#039;&#039;, quecorresponde interiormente à galilé, contém três vãos, sendo maior o central,que é simultâneamente o maior vão de toda a fachada e fica imediatamente acima do frontispicio em arco&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
da Capela de Nossa Senhora da Lapa, sendo a sua pedra de chave decorada com folhagem de acanto e sobrepujada por uma consola comenrolamentos, grinaldas e festão, unidos por fita,&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Os vãos que se posicionam lateralmente e cujas ilhargas apresentam dupla pilastra, são de verga, sobre consolas, sendo sobrepujados por feixesvegetalistas afrontados e unidos por fita (bem ao gosto de Nicolau Nasoni), eainda por enrolamentos e folhas de acanto, que funcionam como peanha de apoio a um vaso com volumosas grinaldas a pender das asas.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&#039;&#039;&#039;No entablamento deste primeiro registo horizontal&#039;&#039;&#039;, além da iconografia da Irmandade dos Clérigos, encontramos, ao centro, uma composição sobre almofada com raios com a tiara papal. Já nos registos laterais encontramosalfaias litúrgicas (um turibulo, flanqueado por uma naveta e um livro, e, do outro lado, uma caldeira e um hissope, cobertos por panejamento)&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&#039;&#039;&#039;O segundo registo horizontal da frontaria da Igreja dos Clérigos&#039;&#039;&#039; édefinido por um frontão curvo interrompido que remata a parte central do primeiro. Este frontão é bastante aberto, para que o eixo forme uma espéciede consola com folhagens ao&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
centro e florões dos lados, ladeada por feixes vegetalistas. Acima, temos uma peanha com concha central e grinalda de folhagens nos flancos, sobre a qual existe uma almofada que suporta uma espécie de urna com a tiara papal, vendo-se atrás as chaves de São Pedro entrecruzadas, sobrepostas por estola.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&#039;&#039;&#039;O frontão, triangular, interrompido e profundamente recortado&#039;&#039;&#039;, possuimolduras complexas, grinaldas e festões, e apresenta ao centro do timpano um emblema com monograma mariano, sobrepujado por dossel com borlasmetálicas. Uma cruz papal à frente de um feixe vegetalista faz o remate central,.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
No alinhamento das pilastras, existem fogaréus, de dois tipos diferentes.Um outro modelo de fogaréu, com panejamentos no bojo, remata váriaspartes dos alçados laterais da igreja. Estes alçados laterais, simétricos entre si, apresentam profusa decoração na parte correspondente à galilé, mas são algo despojados na parte correspondente à nave da igreja, e à capela-mor.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&#039;&#039;&#039;&amp;lt;big&amp;gt;&amp;lt;u&amp;gt;Interior&amp;lt;/u&amp;gt;&amp;lt;/big&amp;gt;&#039;&#039;&#039;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
=== Altar-mor ===&lt;br /&gt;
O altar é um foco de opulência barroca, com talha dourada e uma abundância de decoração que inclui colunas salomónicas, anjos, e motivos vegetalistas. No centro,a imagem do Crucifixo sugere a centralidade do sacrifício de Cristo na fé cristã.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Imagens e Estátuas: As diversas imagens e estátuas dentro da igreja representam santos e figuras bíblicas, cada uma escolhida para comunicardiferentes aspectos da fé e da moral cristã. A presença dessas figuras em pontos estratégicos da igreja guia os fiéis em uma jornada espiritual através dos ensinamentos e eventos da vida de Cristo.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
=== Azulejos ===&lt;br /&gt;
Embora menos predominantes do que em outras igrejas barrocas portuguesas, os azulejos presentes exibem cenas bíblicas e são um elemento crucial do designinterior, adicionando cor e detalhe narrativo ao espaço sagrado.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
=== Órgão de tubos ===&lt;br /&gt;
Situado estrategicamente, o órgão não apenas complementa a estética barroca com sua ornamentação complexa, mas também desempenha um papel crucialnas práticas litúrgicas e na criação de uma atmosfera contemplativa.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
== Efeitos urbanisticos da construção da Igreja dos Clérigos ==&lt;br /&gt;
O desfasamento entre a carga decorativa do alçado principal e grande parte dos alcados laterais, revela a preocupação que Nasoni teve com o efeito cenográfico da igreja dos Clérigos, ainda reforçado pela escadaria de aparato. Aigreja foi erigida num terreno relativamente exíguo, desnivelado, encaixado entre um edifício conventual e um improvisado cemitério encostado à muralha medieval da cidade. Para que a igreja dos Clérigos se destacasse, era necessário proceder a alguns arranjos urbanísticos, sincluindo a demolição departe da velha muralha, a regularizaçao (e eventual recuo) do muro do Adro dos Enforcados e a retirada de uma antiga cruz da Via Sacra.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&#039;&#039;&#039;&amp;lt;u&amp;gt;&amp;lt;big&amp;gt;A Torre&amp;lt;/big&amp;gt;&amp;lt;/u&amp;gt;&#039;&#039;&#039;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
A Torre dos Clérigos, que se ergue-se a uma altura de 75 metros está escalonada em seis andares de dimensão diversa e termina num belo e audacioso coroamento. Na fachada frontal abre-se a porta de entrada, encimada por um nicho com a imagem de São Paulo. Possui dois campanários e um carrilhão com 49 sinos, um dos maiores do país (adquirido em 1995). A comunicação vertical realiza-se através de uma escada interior com um total de 225 degraus, que dá acesso a dois varandins, em níveis diferenciados, de onde se disfruta uma ampla vista panorâmica sobre a cidade do Porto e arredores. ATorre dos Clérigos é incontestavelmente o ex-líbris da cidade, e um excelente miradouro sobre esta.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Construída em granito, possui uma escada interna de 225 degraus, e eleva-sesobre uma base com cerca de 7,7mX8,1m e é escalonada em 6 andares deescalas diversas que terminam no audacioso coroamento.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Na fachada frontal abre-se a porta de entrada, encimada por um nicho com a imagem de São Paulo. Possui dois campanários e um carrilhão com 49 sinos. Asubida faz-se por uma escada interior com um total de 225 degraus, que dáacesso a dois varandins, em níveis diferenciados, de onde se disfruta uma extraordinária sobre a cidade que se estende até ao rio..&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
O alçado poente é o principal, ao passo que os alçados norte e sul, são praticamente simétricos entre si.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
No último registo da torre, mais recuado, abrem-se quatro sineiras em cada face,com grande profusão de folhagens, molduras complexas, penachos e formas em concha que já lembram a efusividade do barroco final.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Este registo é encimado por uma cúpula de secção quadrada, com três secções progressivamente recuadas. Os quatro cantos rematam com fogaréus.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
No topo, existe um globo de cobre e, por cima, a cruz de ferro.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Para além de servir como torre sineira, esta edificação teve outras utilizações ao longo dos anos: serviu para marcar o tempo (através de um disparo diário de pólvora seca que assinalava o meio dia); foi telégrafo comercial; foi utilizada como marco de orientação para as embarcações que rumavam no rio Douro;serviu para hastear uma bandeira quando chegava o “paquete” para que os comerciantes soubessem da sua aproximação; foi ponto estratégico para combates militares e políticos; e nos dias de hoje é uma das mais importantes atrações turísticas da cidade do Porto.&lt;/div&gt;</summary>
		<author><name>Ltrigo</name></author>
	</entry>
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		<id>https://wikimedia.pt/portobarroco/index.php?title=Cl%C3%A9rigos:_A_caixa_de_m%C3%BAsica_e_o_campan%C3%A1rio&amp;diff=980</id>
		<title>Clérigos: A caixa de música e o campanário</title>
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		<updated>2025-12-09T12:25:46Z</updated>

		<summary type="html">&lt;p&gt;Ltrigo: aplicação de template&lt;/p&gt;
&lt;hr /&gt;
&lt;div&gt;=== &#039;&#039;&#039;1. IDENTIFICAÇÃO&#039;&#039;&#039; ===&lt;br /&gt;
{| class=&amp;quot;wikitable&amp;quot;&lt;br /&gt;
|&#039;&#039;&#039;Designação&#039;&#039;&#039;&lt;br /&gt;
|Igreja e Torre dos Clérigos&lt;br /&gt;
|-&lt;br /&gt;
|&#039;&#039;&#039;Localização&#039;&#039;&#039; &lt;br /&gt;
|Rua dos Clérigos, Porto&lt;br /&gt;
|-&lt;br /&gt;
|&#039;&#039;&#039;Cronologia&#039;&#039;&#039;&lt;br /&gt;
|Séc. XVIII (1732 - 1763)&lt;br /&gt;
|-&lt;br /&gt;
|&#039;&#039;&#039;Autor(es)&#039;&#039;&#039;&lt;br /&gt;
|Nicolau Nasoni &lt;br /&gt;
|-&lt;br /&gt;
|&#039;&#039;&#039;Classificação&#039;&#039;&#039;&lt;br /&gt;
|Monumento Nacional (1910)&lt;br /&gt;
|}&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
=== &#039;&#039;&#039;2. ESTADO DA ARTE&#039;&#039;&#039; ===&lt;br /&gt;
Os dois estudos que julgo mais recentes e relevantes são os produzidos por Pedro Xavier  (3032), sobre o tema da minha abordagem) e de Beatriz Hierro Lopes/Francisco Queiroz sobre o edifício em si (2013). &#039;&#039;&#039; &#039;&#039;&#039;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
=== &#039;&#039;&#039;3. ENQUADRAMENTO&#039;&#039;&#039; ===&lt;br /&gt;
O complexo situa-se a Norte na proximidade da Livraria Lello e de dois edifícios marcantes do Arq. Marques da Silva (as 4 estações e Palacete Conde de Vizela); a poente confina praticamente com o edifício da Reitoria e, um pouco mais adiante com o Centro Português ide Fotografia (ex cadeia da Relação) e com Convento de S. Bento da Vitória.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
=== &#039;&#039;&#039;4. DESCRIÇÃO&#039;&#039;&#039; ===&lt;br /&gt;
Igreja dos Clérigos e Torre dos Clérigos&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
== Antecedentes ==&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
=== Históricos ===&lt;br /&gt;
A Irmandade dos Clérigos, fundada no início do século XVIII com o objetivo de prestar assistência ao clero, resulta da fusão de três confrarias portuenses: a Confraria de Nossa Senhora da Misericórdia dos Clérigos Pobres, aCongregação de São Filipe Néri e a Irmandade de São Pedro «ad Vincula» (São Pedro acorrentado). A Irmandade dos Clérigos teria como padroeiros Nossa Senhora da Assunção (padroeira principal), São Pedro e São Filipe Néri, o que se espelha na configuração do brasão da Irmandade, que conjuga o monograma de Maria (AM), as chaves e a tiara papal de São Pedro e a açucena de S. Filipe Néri.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
=== Arquitectónicos ===&lt;br /&gt;
&#039;&#039;&#039;A tradição italiana e a Torre de la Seo&#039;&#039;&#039; (Sede) &#039;&#039;&#039;do Salvador de Saragoça&#039;&#039;&#039;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Sendo uma larga tradição a presença de “Campanários” em Italia, de que são ilustres exemplares o campanário de Giotto em Florença, a Torre de Pisa ou ocampanário de São Marcos em Veneza, a Torre de la Seo de Saragoça,construída sobre um projecto desenhado em Roma em 1683 pelo arquitecto&#039;&#039;&#039;Giovanni Battista Contini&#039;&#039;&#039; (1641-1723), com o objetivo de adoptar um estilomoderno e internacional e substituir a antiga torre mudéjar é, na minha opiniãotambém fundamentada na observação de Victor Serrão, a torre sineira quemais se assemelha à “nossa” Torre dos Clérigos, seguindo igualmente os cânones do barroco romano, mas adoptando uma planta muito diferente. Não é absolutamente nada provável que Nicolau Nasoni conhecesse a Torre de Saragoça, atendendo às circunstâncias da sua vida e ao percurso que fez até chegar ao Porto.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
João Pedro Xavier nas suas “Lições de Arquitectura argumenta, porém, que a fonte primária de Nasoni no traçado da oval dos Clérigos terá sido a imposta da base oval da cúpula de San Carlino, com a qual coincide quaseintegralmente, oval que Borromini repetirá no cortile do Palazzo Carpegna. Insistindo na tese da influência de Borromini, como não olhar para a oval da actual Academia de San Luca, na Igreja de San Carlino alle Quattro Fontane?&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
=== Musicais ===&lt;br /&gt;
No projecto revisto de Nasoni estariam previstos dois órgãos, embora no projecto primitivo pareçam localizar-se no coro-alto o que implicaria não estar previsto mais do que um. Com a ampliação terá surgido, então, a ideia dos órgãos duplos na capela- mor (do lado da epistola - o lunar; do lado do evangelho - o solar), tal como na Sé do Porto e na Sé de Lamego, outros projectos em que Nasoni tinha estado envolvido. Há que ter em conta que só com órgãos duplos se garante a correspondência da simetria axial da arquitectura, experienciada por meio da visualidade, com a simetria musical intensamente explorada na altura, Aliás, nada mais conveniente e ajustado àtradição da música espacial, com raizes em Itália, nomeadamente na Basilica de São Marcos ou na Igreja de Gesù, entre outras igrejas venezianas e romanas, tradição que se reacendera na Peninsula Ibérica no inicio desetecentos, na Catedral de Santiago de Compostela, e que teve réplicassignificativas em diversos locais, com particular exuberância na Sé de Braga.Ao contrário de Braga, porém, a subtileza da inserção dos fachadas, denota um modo de fazer à romana perfeitamente ajustado ao perfil de Nasoni e em linha com as suas experiências anteriores”.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Nicolau Nasoni empresta traços verdadeiramente únicos na arquitectura portuguesa à Igreja e Torre dos Clérigos,, partindo das sérias difculdades deimplantação e de fundação do edificio, já que é obrigado a vencer umdesnivel significativo e a instalá-lo num terreno longitudinal, o que implicou a projecção de uma fachada relativamente estreita, que acentua a sua altura e monumentalidade e apresenta uma composição cenográfica que encobre o corpo da igreja e tira partido de um amplo leque de elementos decorativo. É antecedida por uma escadaria dupla de lanços cruzados..&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Encimada por um frontão pontuado pela Cruz Papal de três braços e pelomonograma de Maria, a fachada integra, na zona superior, uma janela ladeadapor dois nichos com as imagens de S. Pedro e S. Filipe Néri.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
A esta bela fachada, que funciona como ecran colocado num ponto médio daencosta e que se oferece como um espetáculo virtuoso da arquitetura e da escultura, sucede o corpo da igreja com planta elíptica, paredes duplas e corredores de passagem em serventia rodeando a nave e dando acesso à parte posterior do edificio.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Por fim, Nasoni, que abdica das torres ladeando a fachada, e coloca a única e grande torre sineira, não de forma separada do edifício como habitualmenteacontece em Itália, mas na sua face posterior.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Se o edificio oferece uma monumentalidade impar, isso deve ao facto de sercomo que uma soberba e faustosa peça de mobiliário como que um grandecofre enunciando um tesouro que ali se encerrasse.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&#039;&#039;“Se houver que escolher um ex-libris monumental para a cidade do Porto, a Igreja e Torre dos Clérigos são, sem dúvida, os edifícios que mais se destacam,quer pela sua originalidade, quer pela sua implantação na paisagem urbana de uma cidade densa e, até certo ponto, já por isso «barroca». O edifício assumeainda maior protagonismo pela forma como foi trabalhada a pedra que lhe serve de estrutura, com um esmero sofisticado, quase um trabalho de talha comvalores pictóricos”,&#039;&#039; Paulo Pereira.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
== &#039;&#039;&#039; &amp;lt;u&amp;gt;&amp;lt;big&amp;gt;A planta&amp;lt;/big&amp;gt;&amp;lt;/u&amp;gt;&#039;&#039;&#039; ==&lt;br /&gt;
A igreja dos Clérigos (mesmo com alteracões posteriores) é, possivelmente &#039;&#039;&#039;a mais marcante igreja elíptica existente em Portugal e uma das que melhorostenta o formulário barroco&#039;&#039;&#039;, uma vez que o assume na sua decoração e naplanta em que assenta. A adopção desta planta, seria o resultado da concepção neoplatónica de busca da harmonia (como Bramante previra para a Basílica de São Pedro).&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Muito relevante é também a &#039;&#039;&#039;influência dos padres oratorianos na Irmandade do Clérigos, o que explica a valorização do papel da música&#039;&#039;&#039; e da festa barroca,função a que tão bem se aplica a planta elíptica.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Embora o interior da nave da Igreja dos Clérigos seja elíptico, os alçados lateraisapenas vagamente sugerem essa forma. Os estreitos corredores, que ladeiam a nave e a capela-mor, acabam por regularizar o traçado dos limites exteriores da igreja, que se apresentam com chanfros.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Num dos extremos do eixo longitudinal da elipse temos a capela-mor, bastanteprofunda se comparar com o comprimento da nave (embora devamos ter emconta que a capela- mor primitiva seria razoavelmente mais curta que a actual).&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
No extremo oposto do eixo longitudinal, existe uma galilé rectangular, cujo acessoé feito pelos flancos para onde diverge a escadaria exterior de acesso à igreja.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
No interior da Igreja dos Clérigos, a nave elíptica é orlada por quatro capelascolaterais, embutidas em arcos de volta perfeita com molduras simples e os seus respectivos retábulos e sobrepujadas por sanefas em talha dourada.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
As paredes das naves são ritmadas por pilastras em granito, mas as moldurasexistentes entre as pilastras são estucadas, imitando o granito sobre um fundo de mármore rosa.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Este desenho é já neoclássico e, de alguma forma, diminui o protagonismo daspilastras.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
=== “A arquitectura como música petrificada” (1) ===&lt;br /&gt;
A arquitectura dos Clérigos, pensada como instrumento musical, temverdadeiramente no seu âmago a Igreja que funciona como uma caixa acústicaresultante da planta oval da nave e da abóbada correspondente, com um coração- a abside - onde palpitam dois órgãos de tubos, cuja sonoridade preenche o espaço por si só e que, quando conjugada com coro e orquestra, fazdeste templo um instrumento musical portentoso.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
== Os alçados ==&lt;br /&gt;
A fachada principal da igreja dos Clérigos é excepcional na carga decorativa e no aparato cenográfico, cuja profusão de ornamentos cria o jogo de luz e sombra, característico do barroco. Apresenta dois registos horizontais, sobrepondo-se-lhes um frontão interrompido, tudo separado por cornijas com molduras muito elaboradas. Verticalmente, a frontaria divide-se em trêsregistos marcados por pilastras e ressaltos.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&#039;&#039;&#039;O primeiro registo horizontal da frontaria da Igreja dos Clérigos&#039;&#039;&#039;, quecorresponde interiormente à galilé, contém três vãos, sendo maior o central,que é simultâneamente o maior vão de toda a fachada e fica imediatamente acima do frontispicio em arco&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
da Capela de Nossa Senhora da Lapa, sendo a sua pedra de chave decorada com folhagem de acanto e sobrepujada por uma consola comenrolamentos, grinaldas e festão, unidos por fita,&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Os vãos que se posicionam lateralmente e cujas ilhargas apresentam dupla pilastra, são de verga, sobre consolas, sendo sobrepujados por feixesvegetalistas afrontados e unidos por fita (bem ao gosto de Nicolau Nasoni), eainda por enrolamentos e folhas de acanto, que funcionam como peanha de apoio a um vaso com volumosas grinaldas a pender das asas.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&#039;&#039;&#039;No entablamento deste primeiro registo horizontal&#039;&#039;&#039;, além da iconografia da Irmandade dos Clérigos, encontramos, ao centro, uma composição sobre almofada com raios com a tiara papal. Já nos registos laterais encontramosalfaias litúrgicas (um turibulo, flanqueado por uma naveta e um livro, e, do outro lado, uma caldeira e um hissope, cobertos por panejamento)&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&#039;&#039;&#039;O segundo registo horizontal da frontaria da Igreja dos Clérigos&#039;&#039;&#039; édefinido por um frontão curvo interrompido que remata a parte central do primeiro. Este frontão é bastante aberto, para que o eixo forme uma espéciede consola com folhagens ao&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
centro e florões dos lados, ladeada por feixes vegetalistas. Acima, temos uma peanha com concha central e grinalda de folhagens nos flancos, sobre a qual existe uma almofada que suporta uma espécie de urna com a tiara papal, vendo-se atrás as chaves de São Pedro entrecruzadas, sobrepostas por estola.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&#039;&#039;&#039;O frontão, triangular, interrompido e profundamente recortado&#039;&#039;&#039;, possuimolduras complexas, grinaldas e festões, e apresenta ao centro do timpano um emblema com monograma mariano, sobrepujado por dossel com borlasmetálicas. Uma cruz papal à frente de um feixe vegetalista faz o remate central,.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
No alinhamento das pilastras, existem fogaréus, de dois tipos diferentes.Um outro modelo de fogaréu, com panejamentos no bojo, remata váriaspartes dos alçados laterais da igreja. Estes alçados laterais, simétricos entre si, apresentam profusa decoração na parte correspondente à galilé, mas são algo despojados na parte correspondente à nave da igreja, e à capela-mor.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&#039;&#039;&#039;&amp;lt;big&amp;gt;&amp;lt;u&amp;gt;Interior&amp;lt;/u&amp;gt;&amp;lt;/big&amp;gt;&#039;&#039;&#039;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
=== Altar-mor ===&lt;br /&gt;
O altar é um foco de opulência barroca, com talha dourada e uma abundância de decoração que inclui colunas salomónicas, anjos, e motivos vegetalistas. No centro,a imagem do Crucifixo sugere a centralidade do sacrifício de Cristo na fé cristã.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Imagens e Estátuas: As diversas imagens e estátuas dentro da igreja representam santos e figuras bíblicas, cada uma escolhida para comunicardiferentes aspectos da fé e da moral cristã. A presença dessas figuras em pontos estratégicos da igreja guia os fiéis em uma jornada espiritual através dos ensinamentos e eventos da vida de Cristo.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
=== Azulejos ===&lt;br /&gt;
Embora menos predominantes do que em outras igrejas barrocas portuguesas, os azulejos presentes exibem cenas bíblicas e são um elemento crucial do designinterior, adicionando cor e detalhe narrativo ao espaço sagrado.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
=== Órgão de tubos ===&lt;br /&gt;
Situado estrategicamente, o órgão não apenas complementa a estética barroca com sua ornamentação complexa, mas também desempenha um papel crucialnas práticas litúrgicas e na criação de uma atmosfera contemplativa.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
== Efeitos urbanisticos da construção da Igreja dos Clérigos ==&lt;br /&gt;
O desfasamento entre a carga decorativa do alçado principal e grande parte dos alcados laterais, revela a preocupação que Nasoni teve com o efeito cenográfico da igreja dos Clérigos, ainda reforçado pela escadaria de aparato. Aigreja foi erigida num terreno relativamente exíguo, desnivelado, encaixado entre um edifício conventual e um improvisado cemitério encostado à muralha medieval da cidade. Para que a igreja dos Clérigos se destacasse, era necessário proceder a alguns arranjos urbanísticos, sincluindo a demolição departe da velha muralha, a regularizaçao (e eventual recuo) do muro do Adro dos Enforcados e a retirada de uma antiga cruz da Via Sacra.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&#039;&#039;&#039;&amp;lt;u&amp;gt;&amp;lt;big&amp;gt;A Torre&amp;lt;/big&amp;gt;&amp;lt;/u&amp;gt;&#039;&#039;&#039;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
A Torre dos Clérigos, que se ergue-se a uma altura de 75 metros está escalonada em seis andares de dimensão diversa e termina num belo e audacioso coroamento. Na fachada frontal abre-se a porta de entrada, encimada por um nicho com a imagem de São Paulo. Possui dois campanários e um carrilhão com 49 sinos, um dos maiores do país (adquirido em 1995). A comunicação vertical realiza-se através de uma escada interior com um total de 225 degraus, que dá acesso a dois varandins, em níveis diferenciados, de onde se disfruta uma ampla vista panorâmica sobre a cidade do Porto e arredores. ATorre dos Clérigos é incontestavelmente o ex-líbris da cidade, e um excelente miradouro sobre esta.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Construída em granito, possui uma escada interna de 225 degraus, e eleva-sesobre uma base com cerca de 7,7mX8,1m e é escalonada em 6 andares deescalas diversas que terminam no audacioso coroamento.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Na fachada frontal abre-se a porta de entrada, encimada por um nicho com a imagem de São Paulo. Possui dois campanários e um carrilhão com 49 sinos. Asubida faz-se por uma escada interior com um total de 225 degraus, que dáacesso a dois varandins, em níveis diferenciados, de onde se disfruta uma extraordinária sobre a cidade que se estende até ao rio..&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
O alçado poente é o principal, ao passo que os alçados norte e sul, são praticamente simétricos entre si.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
No último registo da torre, mais recuado, abrem-se quatro sineiras em cada face,com grande profusão de folhagens, molduras complexas, penachos e formas em concha que já lembram a efusividade do barroco final.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Este registo é encimado por uma cúpula de secção quadrada, com três secções progressivamente recuadas. Os quatro cantos rematam com fogaréus.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
No topo, existe um globo de cobre e, por cima, a cruz de ferro.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Para além de servir como torre sineira, esta edificação teve outras utilizações ao longo dos anos: serviu para marcar o tempo (através de um disparo diário de pólvora seca que assinalava o meio dia); foi telégrafo comercial; foi utilizada como marco de orientação para as embarcações que rumavam no rio Douro;serviu para hastear uma bandeira quando chegava o “paquete” para que os comerciantes soubessem da sua aproximação; foi ponto estratégico para combates militares e políticos; e nos dias de hoje é uma das mais importantes atrações turísticas da cidade do Porto.&lt;/div&gt;</summary>
		<author><name>Ltrigo</name></author>
	</entry>
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		<id>https://wikimedia.pt/portobarroco/index.php?title=Quinta_dos_C%C3%B3negos&amp;diff=969</id>
		<title>Quinta dos Cónegos</title>
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		<updated>2025-12-09T11:53:34Z</updated>

		<summary type="html">&lt;p&gt;Ltrigo: aplicação de template&lt;/p&gt;
&lt;hr /&gt;
&lt;div&gt;[[File:Chafariz do dragão .jpg|thumb|Chafariz do dragão]]&lt;br /&gt;
[[File:Vista Lateral da Quinta dos Cónegos .jpg|thumb|Vista Lateral da Quinta dos Cónegos ]]&lt;br /&gt;
[[File:Pormenor das janelas.jpg|thumb|pormenor das janelas]]&lt;br /&gt;
[[File:Espelho de água .jpg|thumb|Espelho de água]]&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
=== &#039;&#039;&#039;1. IDENTIFICAÇÃO&#039;&#039;&#039; ===&lt;br /&gt;
{| class=&amp;quot;wikitable&amp;quot;&lt;br /&gt;
|&#039;&#039;&#039;Designação&#039;&#039;&#039;&lt;br /&gt;
|Quinta dos Cónegos &lt;br /&gt;
|-&lt;br /&gt;
|&#039;&#039;&#039;Localização&#039;&#039;&#039; &lt;br /&gt;
|Rua do Souto, Município da Maia, Maia&lt;br /&gt;
|-&lt;br /&gt;
|&#039;&#039;&#039;Cronologia&#039;&#039;&#039;&lt;br /&gt;
|Século XVIII, 1727 a 1737 (construção da Quinta dos Cónegos)&lt;br /&gt;
|-&lt;br /&gt;
|&#039;&#039;&#039;Autor(es)&#039;&#039;&#039;&lt;br /&gt;
|Desconhecida, Nicolau Nasoni (alguns autores cogitam a possibilidade de Nasoni ter sido o autor de alguns elementos arquitetônicos, nomeadamente, o Chafariz do Dragão)&lt;br /&gt;
|-&lt;br /&gt;
|&#039;&#039;&#039;Classificação&#039;&#039;&#039;&lt;br /&gt;
|Desconhecida&lt;br /&gt;
|}&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&#039;&#039;&#039;2. ESTADO DA ARTE&#039;&#039;&#039;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
A Quinta dos Cónegos ainda é uma arquitetura pouco estudada tanto a nível arquitetónico quanto a nível histórico. Logo, existe pouca produção científica sobre esta arquitetura, A Quinta dos Cónegos é primeiramente mencionada na obra &#039;&#039;Nicolau Nasoni: o arquiteto do Porto&#039;&#039;, da autoria de Robert C. Smith. A primeira edição do livro Nicolau Nasoni: arquiteto do Porto foi publicada no século XX, em 1966. Robert Smith foi um historiador da arte que estudou a vida e as obras tanto arquitetônicas quanto escultóricas de Nicolau Nasoni. Por causa dos estudos que Robert Smith fez acerca das arquiteturas de Nicolau Nasoni, Robert Smith levantou a hipótese de Nicolau Nasoni ter sido autor de alguns elementos arquitetônicos na Quinta dos Cónegos, tendo atribuindo a autoria do chafariz do dragão a Nicolau Nasoni.  &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Em 2012, um artigo científico foi publicado na revista &#039;&#039;TC: Tribuna de la construcción&#039;&#039; em que a Quinta dos Cónegos é estudada de um ponto de vista arquitetônico. O título do artigo científico é “Casa en la Quinta dos Cónegos” (2012), da autoria de João Álvaro Rocha. Posteriormente, Liliana Aguiar incluiu a Quinta dos Cónegos em um artigo científico para a revista &#039;&#039;Revista Cultural da Câmara da Maia&#039;&#039;. Neste artigo científico a Quinta dos Cónegos é analisada do ponto de vista arquitetônico, assim como o seu patrimônio integrado (a capela). Além disso, também explora brevemente a história da arquitetura. Para além de uma vasta compilação de arquiteturas barrocas que se localizam na Maia, a Quinta dos Cónegos foi a primeira a ser mencionada no artigo, devido a ser o ponto histórico de maior referência na Maia. O título do artigo científico mencionado é “O Barroco no Concelho da Maia: um património a (re)conhecer. Parte um.” (2018).&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&#039;&#039;&#039;3. ENQUADRAMENTO&#039;&#039;&#039;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Apesar da Quinta dos Cónegos se localizar no que antigamente era uma zona rural, em termos de patrimônio físico na sua proximidade a Quinta dos Cónegos localiza-se perto da antiga linha férrea de Guimarães. perto da estação da Maia, que atualmente foi reclassificada e agora faz parte do Eco Caminho da Maia.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&#039;&#039;&#039;4. DESCRIÇÃO&#039;&#039;&#039;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
De um ponto de vista de análise formal, na fachada da Quinta dos Cónegos pode se ver uma das principais características do barroco nacional que era a sobriedade da fachada. Um dos elementos presentes na arquitetura é a presença do movimento, pois as seções laterais à entrada da casa encontram-se mais avançadas enquanto que o centro é mais recuado, criando assim a ilusão de movimento. A entrada da residência tem uma escadaria nobre, que monumentaliza a arquitetura e era um símbolo de poder, e traça o olhar do espectador para a porta principal. Ainda na entrada principal vê-se duas janelas e assim como a porta principal à volta destes elementos criaram-se uma espécie de molduras feitas de pedra que criam um contraste com o reboco branco do restante da fachada. A composição destas molduras envolve linhas retangulares nas laterais e no inferior das janelas, no entanto, no topo prevalece o uso da linha ondulada para criar ritmo a esta fachada. A emolduração das janelas repete-se por toda a fachada, não só no centro do edifício, o que cria harmonia. Contudo, este elemento não fica tão visível no lado esquerdo, pois é ofuscado devido as janelas encontrarem-se num plano mais recuado. &lt;br /&gt;
Esta arquitetura é de dois registos, no primeiro vê-se arcos de volta perfeita e pilastras de ordem dórica de pequena dimensão que suportam as balaustradas da arquitetura. No segundo registo, existem três balaustradas que são repartidas por pilastras, ou seja, acontece a repetição dos mesmos elementos arquitetónicos do primeiro registo. A presença destas balaustradas demonstram a presença de elementos cenográficos na arquitetura barroca, pois existe uma semelhança estética entre um camarote, o espaço mais elevado no teatro relativamente à plateia. Já na fachada lateral existe uma certa harmonia na arquitetura, devido à repetição constante dos vãos de iluminação. As janelas são decoradas com balaustradas, um frontão composto puramente por linhas onduladas e a presença de espirais enquanto pormenor. Todos estes elementos demonstram a substituição da linha reta pela linha ondulada que aconteceu durante a transição do Renascimento para o período barroco. Toda a cantaria da fachada é composta pela mesma pedra, o que cria um contraste entre o reboco branco utilizado na fachada e os elementos decorativos da arquitetura. Outros elementos decorativos presentes na Quinta dos Cónegos são os pináculos presentes no topo do registo superior da arquitetura. &lt;br /&gt;
Esta arquitetura é erroneamente designada como fazendo parte da escola de Nasoni, pois “Não há indícios de Nicolau Nasoni ter feito escola, no sentido de formar um grupo de alunos que sob a sua direção executasse um determinado número de obras.” (Smith, 1966, pp. 177), no entanto, existe uma clara presença da influência de Nicolau Nasoni. Contudo, também diversos historiadores de arte também propõem a hipótese de diversos elementos decorativos e arquitetônicos terem sido feitos por Nasoni.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Na quinta também encontra-se uma capela que invoca a sagrada família (José, Nossa Senhora e Jesus), que apesar de ser uma arquitetura bastante simples, de apenas uma nave e dimensões pequenas, o seu verdadeiro esplendor encontra-se no seu interior. No interior  encontra-se um retábulo feito de talha dourada e imaginária do século XVII - são representações de José, Nossa Senhora e Jesus. A capela tem um frontão quebrado, com uma cruz presente no centro da capela. A Capela também é referida como a Capela da Sagrada Família, no topo a adornar a sua decoração existem quatro estruturas pinaculares, trabalho em cantaria. A pedra utilizada é o granito. No alçado da capela existe não existe um vão de iluminação, não tendo quaisquer elementos decorativos a não ser por um crucifixo no registo superior, atraindo o olhar para o eixo central, e dois pináculos que encontram-se num nível mais baixo, elevando a arquitetura.  &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Na Quinta dos Cónegos a única arquitetura que é realmente atribuída a Nicolau Nasoni é o chafariz do dragão, que encontra-se de frente para a quinta, especificamente, no eixo central, atraindo o olhar para o centro da arquitetura. O chafariz do dragão é uma demonstração da “arte total”, pois demonstra a perfeita união da escultura com a arquitetura. A iconografia deste chafariz demonstra como o barroco começou a incorporar elementos iconográficos de outras culturas, neste caso o dragão que é um símbolo bastante presente nas civilizações asiáticas. Para além do chafariz, um dos espelhos de água também incorpora elementos de outras civilizações, nomeadamente, o elemento de onde sai a água assemelha-se a uma máscara das civilizações da América Latina.  Os jardins da Quinta do Cónego é o espaço que realmente chama a atenção do público, já que foram produzidos inúmeros artigos jornalísticos acerca do espaço e todos realçam os inúmeros chafarizes e espelhos de água que encontram-se na Quinta dos Cónegos.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&#039;&#039;&#039;5. FONTES E BIBLIOGRAFIA&#039;&#039;&#039;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Aguiar, L., (2018, Julho e Dezembro). O Barroco no Concelho da Maia: um património a (re)conhecer. Parte um. &#039;&#039;Revista Cultural da Câmara da Maia&#039;&#039;, &#039;&#039;3(2)&#039;&#039;, pp. 7 - 26. Disponível em:&amp;lt;nowiki&amp;gt;https://www.cm-maia.pt/cmmaia/uploads/document/file/2828/revista_maia_3__2__issn_2183_8437.pdf&amp;lt;/nowiki&amp;gt;.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Azevedo, A., (1939). &#039;&#039;A Terra da Maia (subsídios para a sua monografia)&#039;&#039;. Porto: Imprensa Moderna, Lda.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Rocha, J. A., (2012). Casa en la Quinta dos Cónegos. &#039;&#039;TC: Tribuna de la construcción, 112(113),&#039;&#039; pp. 90 - 111. ISSN:1136-906 X.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Smith, R. C., (1966). &#039;&#039;Nicolau Nasoni: Arquiteto do Porto.&#039;&#039; Lisboa: Livros Horizonte.&lt;/div&gt;</summary>
		<author><name>Ltrigo</name></author>
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		<title>Quinta dos Cónegos</title>
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		<updated>2025-12-09T11:45:34Z</updated>

		<summary type="html">&lt;p&gt;Ltrigo: Ltrigo moveu Quinta dos conegos para Quinta dos Cónegos sem deixar um redirecionamento&lt;/p&gt;
&lt;hr /&gt;
&lt;div&gt;[[File:Chafariz do dragão .jpg|thumb|Chafariz do dragão]]&lt;br /&gt;
[[File:Vista Lateral da Quinta dos Cónegos .jpg|thumb|Vista Lateral da Quinta dos Cónegos ]]&lt;br /&gt;
[[File:Pormenor das janelas.jpg|thumb|pormenor das janelas]]&lt;br /&gt;
[[File:Espelho de água .jpg|thumb|Espelho de água]]&lt;br /&gt;
&#039;&#039;&#039;1.Identificação&#039;&#039;&#039;&lt;br /&gt;
{| class=&amp;quot;wikitable&amp;quot;&lt;br /&gt;
|&#039;&#039;&#039;Designação&#039;&#039;&#039;&lt;br /&gt;
|Quinta dos Cónegos &lt;br /&gt;
|-&lt;br /&gt;
|&#039;&#039;&#039;Localização&#039;&#039;&#039; &lt;br /&gt;
|Rua do Souto, Município da Maia, Maia&lt;br /&gt;
|-&lt;br /&gt;
|&#039;&#039;&#039;Cronologia&#039;&#039;&#039;&lt;br /&gt;
|Século XVIII, 1727 a 1737 (construção da Quinta dos Cónegos)&lt;br /&gt;
|-&lt;br /&gt;
|&#039;&#039;&#039;Autor(es)&#039;&#039;&#039;&lt;br /&gt;
|Desconhecida, Nicolau Nasoni (alguns autores cogitam a possibilidade de Nasoni ter sido o autor de alguns elementos arquitetônicos, nomeadamente, o Chafariz do Dragão)&lt;br /&gt;
|-&lt;br /&gt;
|&#039;&#039;&#039;Classificação&#039;&#039;&#039;&lt;br /&gt;
|Desconhecida&lt;br /&gt;
|-&lt;br /&gt;
|&#039;&#039;&#039;Localização&#039;&#039;&#039;&lt;br /&gt;
|Quinta dos Cónegos&lt;br /&gt;
|-&lt;br /&gt;
|&#039;&#039;&#039;Horário&#039;&#039;&#039;&lt;br /&gt;
|Horário: 09:00 - 19:00,&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Visitas guiadas: Primeiros sábados de cada mês a partir das 13:00. &lt;br /&gt;
|-&lt;br /&gt;
|&#039;&#039;&#039;Site&#039;&#039;&#039;&lt;br /&gt;
|&amp;lt;nowiki&amp;gt;https://www.visitmaia.pt&amp;lt;/nowiki&amp;gt;&lt;br /&gt;
|}&lt;br /&gt;
&#039;&#039;&#039;2.Estado Da Arte&#039;&#039;&#039;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
A Quinta dos Cónegos ainda é uma arquitetura pouco estudada tanto a nível arquitetónico quanto a nível histórico. Logo, existe pouca produção científica sobre esta arquitetura, A Quinta dos Cónegos é primeiramente mencionada na obra &#039;&#039;Nicolau Nasoni: o arquiteto do Porto&#039;&#039;, da autoria de Robert C. Smith. A primeira edição do livro Nicolau Nasoni: arquiteto do Porto foi publicada no século XX, em 1966. Robert Smith foi um historiador da arte que estudou a vida e as obras tanto arquitetônicas quanto escultóricas de Nicolau Nasoni. Por causa dos estudos que Robert Smith fez acerca das arquiteturas de Nicolau Nasoni, Robert Smith levantou a hipótese de Nicolau Nasoni ter sido autor de alguns elementos arquitetônicos na Quinta dos Cónegos, tendo atribuindo a autoria do chafariz do dragão a Nicolau Nasoni.  &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Em 2012, um artigo científico foi publicado na revista &#039;&#039;TC: Tribuna de la construcción&#039;&#039; em que a Quinta dos Cónegos é estudada de um ponto de vista arquitetônico. O título do artigo científico é “Casa en la Quinta dos Cónegos” (2012), da autoria de João Álvaro Rocha. Posteriormente, Liliana Aguiar incluiu a Quinta dos Cónegos em um artigo científico para a revista &#039;&#039;Revista Cultural da Câmara da Maia&#039;&#039;. Neste artigo científico a Quinta dos Cónegos é analisada do ponto de vista arquitetônico, assim como o seu patrimônio integrado (a capela). Além disso, também explora brevemente a história da arquitetura. Para além de uma vasta compilação de arquiteturas barrocas que se localizam na Maia, a Quinta dos Cónegos foi a primeira a ser mencionada no artigo, devido a ser o ponto histórico de maior referência na Maia. O título do artigo científico mencionado é “O Barroco no Concelho da Maia: um património a (re)conhecer. Parte um.” (2018).&lt;br /&gt;
&#039;&#039;&#039;3.Enquadramento&#039;&#039;&#039;Apesar da Quinta dos Cónegos se localizar no que antigamente era uma zona rural, em termos de patrimônio físico na sua proximidade a Quinta dos Cónegos localiza-se perto da antiga linha férrea de Guimarães. perto da estação da Maia, que atualmente foi reclassificada e agora faz parte do Eco Caminho da Maia.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&#039;&#039;&#039;4.Descrição&#039;&#039;&#039; &lt;br /&gt;
  De um ponto de vista de análise formal, na fachada da Quinta dos Cónegos pode se ver uma das principais características do barroco nacional que era a sobriedade da fachada. Um dos elementos presentes na arquitetura é a presença do movimento, pois as seções laterais à entrada da casa encontram-se mais avançadas enquanto que o centro é mais recuado, criando assim a ilusão de movimento. A entrada da residência tem uma escadaria nobre, que monumentaliza a arquitetura e era um símbolo de poder, e traça o olhar do espectador para a porta principal. Ainda na entrada principal vê-se duas janelas e assim como a porta principal à volta destes elementos criaram-se uma espécie de molduras feitas de pedra que criam um contraste com o reboco branco do restante da fachada. A composição destas molduras envolve linhas retangulares nas laterais e no inferior das janelas, no entanto, no topo prevalece o uso da linha ondulada para criar ritmo a esta fachada. A emolduração das janelas repete-se por toda a fachada, não só no centro do edifício, o que cria harmonia. Contudo, este elemento não fica tão visível no lado esquerdo, pois é ofuscado devido as janelas encontrarem-se num plano mais recuado. &lt;br /&gt;
Esta arquitetura é de dois registos, no primeiro vê-se arcos de volta perfeita e pilastras de ordem dórica de pequena dimensão que suportam as balaustradas da arquitetura. No segundo registo, existem três balaustradas que são repartidas por pilastras, ou seja, acontece a repetição dos mesmos elementos arquitetónicos do primeiro registo. A presença destas balaustradas demonstram a presença de elementos cenográficos na arquitetura barroca, pois existe uma semelhança estética entre um camarote, o espaço mais elevado no teatro relativamente à plateia. Já na fachada lateral existe uma certa harmonia na arquitetura, devido à repetição constante dos vãos de iluminação. As janelas são decoradas com balaustradas, um frontão composto puramente por linhas onduladas e a presença de espirais enquanto pormenor. Todos estes elementos demonstram a substituição da linha reta pela linha ondulada que aconteceu durante a transição do Renascimento para o período barroco. Toda a cantaria da fachada é composta pela mesma pedra, o que cria um contraste entre o reboco branco utilizado na fachada e os elementos decorativos da arquitetura. Outros elementos decorativos presentes na Quinta dos Cónegos são os pináculos presentes no topo do registo superior da arquitetura. &lt;br /&gt;
Esta arquitetura é erroneamente designada como fazendo parte da escola de Nasoni, pois “Não há indícios de Nicolau Nasoni ter feito escola, no sentido de formar um grupo de alunos que sob a sua direção executasse um determinado número de obras.” (Smith, 1966, pp. 177), no entanto, existe uma clara presença da influência de Nicolau Nasoni. Contudo, também diversos historiadores de arte também propõem a hipótese de diversos elementos decorativos e arquitetônicos terem sido feitos por Nasoni.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Na quinta também encontra-se uma capela que invoca a sagrada família (José, Nossa Senhora e Jesus), que apesar de ser uma arquitetura bastante simples, de apenas uma nave e dimensões pequenas, o seu verdadeiro esplendor encontra-se no seu interior. No interior  encontra-se um retábulo feito de talha dourada e imaginária do século XVII - são representações de José, Nossa Senhora e Jesus. A capela tem um frontão quebrado, com uma cruz presente no centro da capela. A Capela também é referida como a Capela da Sagrada Família, no topo a adornar a sua decoração existem quatro estruturas pinaculares, trabalho em cantaria. A pedra utilizada é o granito. No alçado da capela existe não existe um vão de iluminação, não tendo quaisquer elementos decorativos a não ser por um crucifixo no registo superior, atraindo o olhar para o eixo central, e dois pináculos que encontram-se num nível mais baixo, elevando a arquitetura.  &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Na Quinta dos Cónegos a única arquitetura que é realmente atribuída a Nicolau Nasoni é o chafariz do dragão, que encontra-se de frente para a quinta, especificamente, no eixo central, atraindo o olhar para o centro da arquitetura. O chafariz do dragão é uma demonstração da “arte total”, pois demonstra a perfeita união da escultura com a arquitetura. A iconografia deste chafariz demonstra como o barroco começou a incorporar elementos iconográficos de outras culturas, neste caso o dragão que é um símbolo bastante presente nas civilizações asiáticas. Para além do chafariz, um dos espelhos de água também incorpora elementos de outras civilizações, nomeadamente, o elemento de onde sai a água assemelha-se a uma máscara das civilizações da América Latina.  Os jardins da Quinta do Cónego é o espaço que realmente chama a atenção do público, já que foram produzidos inúmeros artigos jornalísticos acerca do espaço e todos realçam os inúmeros chafarizes e espelhos de água que encontram-se na Quinta dos Cónegos.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&#039;&#039;&#039;5. Fontes e bibliografia&#039;&#039;&#039;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Aguiar, L., (2018, Julho e Dezembro). O Barroco no Concelho da Maia: um património a (re)conhecer. Parte um. &#039;&#039;Revista Cultural da Câmara da Maia&#039;&#039;, &#039;&#039;3(2)&#039;&#039;, pp. 7 - 26. Disponível em:&amp;lt;nowiki&amp;gt;https://www.cm-maia.pt/cmmaia/uploads/document/file/2828/revista_maia_3__2__issn_2183_8437.pdf&amp;lt;/nowiki&amp;gt;.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Azevedo, A., (1939). &#039;&#039;A Terra da Maia (subsídios para a sua monografia)&#039;&#039;. Porto: Imprensa Moderna, Lda.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Rocha, J. A., (2012). Casa en la Quinta dos Cónegos. &#039;&#039;TC: Tribuna de la construcción, 112(113),&#039;&#039; pp. 90 - 111. ISSN:1136-906 X.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Smith, R. C., (1966). &#039;&#039;Nicolau Nasoni: Arquiteto do Porto.&#039;&#039; Lisboa: Livros Horizonte.&lt;/div&gt;</summary>
		<author><name>Ltrigo</name></author>
	</entry>
	<entry>
		<id>https://wikimedia.pt/portobarroco/index.php?title=Casa_das_Sereias&amp;diff=965</id>
		<title>Casa das Sereias</title>
		<link rel="alternate" type="text/html" href="https://wikimedia.pt/portobarroco/index.php?title=Casa_das_Sereias&amp;diff=965"/>
		<updated>2025-12-09T11:35:36Z</updated>

		<summary type="html">&lt;p&gt;Ltrigo: /* Património integrado */&lt;/p&gt;
&lt;hr /&gt;
&lt;div&gt;=== 1. IDENTIFICAÇÃO ===&lt;br /&gt;
{| class=&amp;quot;wikitable&amp;quot;&lt;br /&gt;
|&#039;&#039;&#039;Designação&#039;&#039;&#039;&lt;br /&gt;
|Casa das Sereias / Palácio da  Bandeirinha&lt;br /&gt;
|-&lt;br /&gt;
|&#039;&#039;&#039;Localização&#039;&#039;&#039; &lt;br /&gt;
|Rua da Bandeirinha, n° 27,  4050-088 – Miragaia, Porto &lt;br /&gt;
|-&lt;br /&gt;
|&#039;&#039;&#039;Cronologia&#039;&#039;&#039;&lt;br /&gt;
|Séc. XVIII&lt;br /&gt;
|-&lt;br /&gt;
|&#039;&#039;&#039;Autor(es)&#039;&#039;&#039;&lt;br /&gt;
|Provavelmente Nicolau Nasoni&lt;br /&gt;
|-&lt;br /&gt;
|&#039;&#039;&#039;Classificação&#039;&#039;&#039;&lt;br /&gt;
|Casa Nobre /Arquitetura  Civil Não Classificado &lt;br /&gt;
|}&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
=== 2. ESTADO DA ARTE ===&lt;br /&gt;
A Casa das Sereias é mencionada pela sua importância na obra “&#039;&#039;A casa nobre no Porto nos séculos XVII e XVIII&#039;&#039;” de Joaquim Jaime Ferreira Alves e trabalhada com especificidade nas obras do Tripeiro na série nova, ano VIII, n° 11/12 (pp. 373 - 374) e na série 7, ano XXI, n° 12. Porto (pp. 356 - 358).  Nas três fontes é visto o destaque dado a habitação nobre de meados do século XVIII que apresenta tanto na sua fachada principal quanto na traseira o cariz barroco.  &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
=== &#039;&#039;&#039;3. ENQUADRAMENTO&#039;&#039;&#039; ===&lt;br /&gt;
Próximo da Casa das Sereias é visto outros objetos patrimoniais como Casa de São João Novo, Igreja de São João Novo e Igreja do Carmo.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
=== 4. DESCRIÇÃO ===&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
==== &#039;&#039;&#039;Objeto arquitetónico&#039;&#039;&#039; ====&lt;br /&gt;
A Casa das Sereias inicia sua cronologia em meados do século XVIII como moradia da família nobre de origem asturiana Portocarrero. Entretanto, a morte de João da Cunha de Araújo Portocarrero causada na sequência da invasão do Porto por Soult, levou a família escolher desabitar a casa.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Após o espaço ser abandonado por gerações, o local é assumido pelo Instituto das Filhas da Caridade Canossianas. Inicialmente ocuparam a casa com o intuito de terem estadia temporária. Porém ao estabelecerem o funcionamento do espaço que se encontrava precário, acabaram por se fixar ajudando as pessoas mais necessitadas da freguesia de Miragaia. Tinham o foco principal nas crianças e jovens, trazendo atividades recreativas e pedagógicas baseadas numa formação cristã.    &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Atulamente, esta entidade possui valência de Creche e Educação Pré-escolar. &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
A arquitetura do espaço merece o mesmo destaque que sua história pelo influência que trouxe para o barroco portuense, nomeadamente de Nicolau Nasoni, pelaa harmonia do conjunto e por certos pormenores esculturais terem a presença do arquiteto italiano.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
O edifício apresenta uma planta retangular alongada dividida em três níveis. Sua fachada é centralizada no piso térreo com o portal de granito que traz a origem do nome da casa pelas duas estípites de sereias que o ladeiam, podendo ser alusivas ao “real de água” - tributo imposto a toda a embarcação que pretendesse fazer a subida do rio, e do qual os senhores da Casa eram arrendatários.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
No centro da casa é visível duas janelas balaustradas no segundo piso. Acima destas, no terceiro nível, há uma varanda também balaustrada apoiada por três mísulas de pedra lavrada. Seu grande destaque é dado pelos elementos decorativos em redor, como o remate superior pelo frontão recurvado. Nessa fachada também é notório a repetição de vãos de iluminação - no piso térreo existem aberturas retangulares gradeadas; nos outros dois pisos há janelas de peito que, ao chegar no terceiro andar, se decoram na parte superior por volutas nas quais são rematadas por conchas. E nas laterais do edifício, é ligeiramente erguido uma simulação de torreões por serem encimadas por ameias de pedra nua.        &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
A traseira da casa é desenvolvida por um terreno retangular, onde em sua entrada um imponente portão de ferro é erguido. Há também a presença das armas da família com coronel, sendo ele ladeado por janelas gradeadas.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Segundo O Tripeiro, o seu interior não possui o mesmo esplendor de quando a família Portocarrero vivia no espaço. Apenas sendo mantido pelo Instituto das Filhas da Caridade Canossianas a divisão dos cômodos, os tetos de estuque trabalhado e claraboias que ajudam na iluminação dos corredores. Apenas nos anos 60 e 70 ocorre a construção de refeitórios e garagem anexos à casa, construção de corpo destinado ao dormitório das Irmãs na quinta anexa e o posto médico.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
==== &#039;&#039;&#039;Património integrado&#039;&#039;&#039; ====&lt;br /&gt;
Neste edifício tem destaque como património integrado as esculturas encontradas tanto na sua fachada principal quanto em seu portão traseiro, compreendido pelas sereias em granito, a decoração com motivos rococó e o grandioso brasão que estão virados para o Rio Douro. Do lado oposto, face à rampa que leva para o Largo de Viriato, há o portão com motivos decorativos alusivos ao mar e, novamente, o brasão da família com coronel, ladeado por pequenas sereias.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
==== &#039;&#039;&#039;Objeto ou conjunto em destaque&#039;&#039;&#039; ====&lt;br /&gt;
O portal ganha mais destaque através do frontão curvo que o encima. Nesse frontão apresenta o brasão de armas das famílias Portocarrero, Osório, Cunha e Coutinho, arrematado com um coronel de nobreza. As sereias que ladeiam a entrada, trazem a centralidade para o edifício.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&amp;lt;gallery&amp;gt;&lt;br /&gt;
File:Figura 1 Casa das Sereias.jpg|Visão da Casa das Sereias a partir da beira do Rio Douro&lt;br /&gt;
File:Figura 2 Casa das Sereias.png|&#039;&#039;Fachada focada no portal da casa&#039;&#039;&lt;br /&gt;
File:Figura 5 Casa das Sereias.jpg|&#039;&#039;Brasão da Família&#039;&#039;&lt;br /&gt;
File:Figura 3 Casa das Sereias.jpg|&#039;&#039;Fachada com lateral que simula torreão&#039;&#039; &lt;br /&gt;
File:Figura 7 Casa das Sereias.jpg|&#039;&#039;Estípite de sereia junto com o Brasão&#039;&#039;&lt;br /&gt;
File:Figura 4 Casa das Sereias.jpg|&#039;&#039;Entrada traseira da casa&#039;&#039; &lt;br /&gt;
File:Figura 6 Casa das Sereias.jpg|&#039;&#039;Brasão ladeado por sereias e encimado por coronel&#039;&#039; &lt;br /&gt;
&amp;lt;/gallery&amp;gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
== Bibliografia ==&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
* CASA MADALENA DE CANOSSA. &#039;&#039;A Comunidade Canossiana no Port&#039;&#039;o. [Consult. 15 Abril 2024] Disponível em WWW: &amp;lt;nowiki&amp;gt;https://cmcanossa.com/canossianas-no-porto/&amp;lt;/nowiki&amp;gt; &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
* LANGFORD, Helena. &#039;&#039;Um Palácio Setecentista nas Arribas do Douro: A Casa das Sereias&#039;&#039;. O Tripeiro: 7° série, ano XXI, n° 12. Porto (2002).&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
* MACHADO, João Afonso. &#039;&#039;O Palácio das Sereias na Rua da Bandeirinha.&#039;&#039; O Tripeiro: série nova, ano VIII, n° 11/12. Porto (1989).&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
* QUARESMA, Maria Clementina de Carvalho. &#039;&#039;Inventário Artístico de Portugal: Cidade do Porto&#039;&#039;. Editor: Academia Nacional das Belas-Artes, dezembro de 1995.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
* SISTEMA DE INFORMAÇÃO PARA O PATRIMÓNIO ARQUITETÓNICO. &#039;&#039;Palácio das Sereias&#039;&#039;. [Consult. 15 Abril 2024] Disponível em WWW: &amp;lt;nowiki&amp;gt;http://www.monumentos.gov.pt/Site/APP_PagesUser/SIPA.aspx?id=5551&amp;lt;/nowiki&amp;gt;&lt;/div&gt;</summary>
		<author><name>Ltrigo</name></author>
	</entry>
	<entry>
		<id>https://wikimedia.pt/portobarroco/index.php?title=Casa_das_Sereias&amp;diff=964</id>
		<title>Casa das Sereias</title>
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		<updated>2025-12-09T11:08:18Z</updated>

		<summary type="html">&lt;p&gt;Ltrigo: /* Objeto arquitetónico */&lt;/p&gt;
&lt;hr /&gt;
&lt;div&gt;=== 1. IDENTIFICAÇÃO ===&lt;br /&gt;
{| class=&amp;quot;wikitable&amp;quot;&lt;br /&gt;
|&#039;&#039;&#039;Designação&#039;&#039;&#039;&lt;br /&gt;
|Casa das Sereias / Palácio da  Bandeirinha&lt;br /&gt;
|-&lt;br /&gt;
|&#039;&#039;&#039;Localização&#039;&#039;&#039; &lt;br /&gt;
|Rua da Bandeirinha, n° 27,  4050-088 – Miragaia, Porto &lt;br /&gt;
|-&lt;br /&gt;
|&#039;&#039;&#039;Cronologia&#039;&#039;&#039;&lt;br /&gt;
|Séc. XVIII&lt;br /&gt;
|-&lt;br /&gt;
|&#039;&#039;&#039;Autor(es)&#039;&#039;&#039;&lt;br /&gt;
|Provavelmente Nicolau Nasoni&lt;br /&gt;
|-&lt;br /&gt;
|&#039;&#039;&#039;Classificação&#039;&#039;&#039;&lt;br /&gt;
|Casa Nobre /Arquitetura  Civil Não Classificado &lt;br /&gt;
|}&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
=== 2. ESTADO DA ARTE ===&lt;br /&gt;
A Casa das Sereias é mencionada pela sua importância na obra “&#039;&#039;A casa nobre no Porto nos séculos XVII e XVIII&#039;&#039;” de Joaquim Jaime Ferreira Alves e trabalhada com especificidade nas obras do Tripeiro na série nova, ano VIII, n° 11/12 (pp. 373 - 374) e na série 7, ano XXI, n° 12. Porto (pp. 356 - 358).  Nas três fontes é visto o destaque dado a habitação nobre de meados do século XVIII que apresenta tanto na sua fachada principal quanto na traseira o cariz barroco.  &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
=== &#039;&#039;&#039;3. ENQUADRAMENTO&#039;&#039;&#039; ===&lt;br /&gt;
Próximo da Casa das Sereias é visto outros objetos patrimoniais como Casa de São João Novo, Igreja de São João Novo e Igreja do Carmo.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
=== 4. DESCRIÇÃO ===&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
==== &#039;&#039;&#039;Objeto arquitetónico&#039;&#039;&#039; ====&lt;br /&gt;
A Casa das Sereias inicia sua cronologia em meados do século XVIII como moradia da família nobre de origem asturiana Portocarrero. Entretanto, a morte de João da Cunha de Araújo Portocarrero causada na sequência da invasão do Porto por Soult, levou a família escolher desabitar a casa.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Após o espaço ser abandonado por gerações, o local é assumido pelo Instituto das Filhas da Caridade Canossianas. Inicialmente ocuparam a casa com o intuito de terem estadia temporária. Porém ao estabelecerem o funcionamento do espaço que se encontrava precário, acabaram por se fixar ajudando as pessoas mais necessitadas da freguesia de Miragaia. Tinham o foco principal nas crianças e jovens, trazendo atividades recreativas e pedagógicas baseadas numa formação cristã.    &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Atulamente, esta entidade possui valência de Creche e Educação Pré-escolar. &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
A arquitetura do espaço merece o mesmo destaque que sua história pelo influência que trouxe para o barroco portuense, nomeadamente de Nicolau Nasoni, pelaa harmonia do conjunto e por certos pormenores esculturais terem a presença do arquiteto italiano.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
O edifício apresenta uma planta retangular alongada dividida em três níveis. Sua fachada é centralizada no piso térreo com o portal de granito que traz a origem do nome da casa pelas duas estípites de sereias que o ladeiam, podendo ser alusivas ao “real de água” - tributo imposto a toda a embarcação que pretendesse fazer a subida do rio, e do qual os senhores da Casa eram arrendatários.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
No centro da casa é visível duas janelas balaustradas no segundo piso. Acima destas, no terceiro nível, há uma varanda também balaustrada apoiada por três mísulas de pedra lavrada. Seu grande destaque é dado pelos elementos decorativos em redor, como o remate superior pelo frontão recurvado. Nessa fachada também é notório a repetição de vãos de iluminação - no piso térreo existem aberturas retangulares gradeadas; nos outros dois pisos há janelas de peito que, ao chegar no terceiro andar, se decoram na parte superior por volutas nas quais são rematadas por conchas. E nas laterais do edifício, é ligeiramente erguido uma simulação de torreões por serem encimadas por ameias de pedra nua.        &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
A traseira da casa é desenvolvida por um terreno retangular, onde em sua entrada um imponente portão de ferro é erguido. Há também a presença das armas da família com coronel, sendo ele ladeado por janelas gradeadas.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Segundo O Tripeiro, o seu interior não possui o mesmo esplendor de quando a família Portocarrero vivia no espaço. Apenas sendo mantido pelo Instituto das Filhas da Caridade Canossianas a divisão dos cômodos, os tetos de estuque trabalhado e claraboias que ajudam na iluminação dos corredores. Apenas nos anos 60 e 70 ocorre a construção de refeitórios e garagem anexos à casa, construção de corpo destinado ao dormitório das Irmãs na quinta anexa e o posto médico.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
==== &#039;&#039;&#039;Património integrado&#039;&#039;&#039; ====&lt;br /&gt;
Neste edifício tem destaque como património integrado as esculturas encontradas tanto na sua fachada principal quanto em seu portão traseiro, como é entendido pelas sereias em granito, a decoração com motivos rococó e o grandioso brasão que estão virados para o Rio Douro. Enquanto do lado oposto, face à rampa que leva para o Largo de Viriato, há o portão com motivos decorativos que trazem alusão ao mar e, novamente, o brasão da família com coronel que é ladeado por pequenas sereias.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
==== &#039;&#039;&#039;Objeto ou conjunto em destaque&#039;&#039;&#039; ====&lt;br /&gt;
O portal ganha mais destaque por ser encimado com frontão curvo no qual apresenta o brasão de armas das famílias Portocarrero, Osório, Cunha e Coutinho que é arrematado com um coronel de nobreza. Além das sereias que ladeiam a entrada, trazendo centralidade para o edifício.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&amp;lt;gallery&amp;gt;&lt;br /&gt;
File:Figura 1 Casa das Sereias.jpg|Visão da Casa das Sereias a partir da beira do Rio Douro&lt;br /&gt;
File:Figura 2 Casa das Sereias.png|&#039;&#039;Fachada focada no portal da casa&#039;&#039;&lt;br /&gt;
File:Figura 5 Casa das Sereias.jpg|&#039;&#039;Brasão da Família&#039;&#039;&lt;br /&gt;
File:Figura 3 Casa das Sereias.jpg|&#039;&#039;Fachada com lateral que simula torreão&#039;&#039; &lt;br /&gt;
File:Figura 7 Casa das Sereias.jpg|&#039;&#039;Estípite de sereia junto com o Brasão&#039;&#039;&lt;br /&gt;
File:Figura 4 Casa das Sereias.jpg|&#039;&#039;Entrada traseira da casa&#039;&#039; &lt;br /&gt;
File:Figura 6 Casa das Sereias.jpg|&#039;&#039;Brasão ladeado por sereias e encimado por coronel&#039;&#039; &lt;br /&gt;
&amp;lt;/gallery&amp;gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
== Bibliografia ==&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
* CASA MADALENA DE CANOSSA. &#039;&#039;A Comunidade Canossiana no Port&#039;&#039;o. [Consult. 15 Abril 2024] Disponível em WWW: &amp;lt;nowiki&amp;gt;https://cmcanossa.com/canossianas-no-porto/&amp;lt;/nowiki&amp;gt; &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
* LANGFORD, Helena. &#039;&#039;Um Palácio Setecentista nas Arribas do Douro: A Casa das Sereias&#039;&#039;. O Tripeiro: 7° série, ano XXI, n° 12. Porto (2002).&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
* MACHADO, João Afonso. &#039;&#039;O Palácio das Sereias na Rua da Bandeirinha.&#039;&#039; O Tripeiro: série nova, ano VIII, n° 11/12. Porto (1989).&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
* QUARESMA, Maria Clementina de Carvalho. &#039;&#039;Inventário Artístico de Portugal: Cidade do Porto&#039;&#039;. Editor: Academia Nacional das Belas-Artes, dezembro de 1995.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
* SISTEMA DE INFORMAÇÃO PARA O PATRIMÓNIO ARQUITETÓNICO. &#039;&#039;Palácio das Sereias&#039;&#039;. [Consult. 15 Abril 2024] Disponível em WWW: &amp;lt;nowiki&amp;gt;http://www.monumentos.gov.pt/Site/APP_PagesUser/SIPA.aspx?id=5551&amp;lt;/nowiki&amp;gt;&lt;/div&gt;</summary>
		<author><name>Ltrigo</name></author>
	</entry>
	<entry>
		<id>https://wikimedia.pt/portobarroco/index.php?title=Casa_das_Sereias&amp;diff=961</id>
		<title>Casa das Sereias</title>
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		<updated>2025-12-09T10:58:17Z</updated>

		<summary type="html">&lt;p&gt;Ltrigo: primeira revisão&lt;/p&gt;
&lt;hr /&gt;
&lt;div&gt;=== 1. IDENTIFICAÇÃO ===&lt;br /&gt;
{| class=&amp;quot;wikitable&amp;quot;&lt;br /&gt;
|&#039;&#039;&#039;Designação&#039;&#039;&#039;&lt;br /&gt;
|Casa das Sereias / Palácio da  Bandeirinha&lt;br /&gt;
|-&lt;br /&gt;
|&#039;&#039;&#039;Localização&#039;&#039;&#039; &lt;br /&gt;
|Rua da Bandeirinha, n° 27,  4050-088 – Miragaia, Porto &lt;br /&gt;
|-&lt;br /&gt;
|&#039;&#039;&#039;Cronologia&#039;&#039;&#039;&lt;br /&gt;
|Séc. XVIII&lt;br /&gt;
|-&lt;br /&gt;
|&#039;&#039;&#039;Autor(es)&#039;&#039;&#039;&lt;br /&gt;
|Provavelmente Nicolau Nasoni&lt;br /&gt;
|-&lt;br /&gt;
|&#039;&#039;&#039;Classificação&#039;&#039;&#039;&lt;br /&gt;
|Casa Nobre /Arquitetura  Civil Não Classificado &lt;br /&gt;
|}&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
=== 2. ESTADO DA ARTE ===&lt;br /&gt;
A Casa das Sereias é mencionada pela sua importância na obra “&#039;&#039;A casa nobre no Porto nos séculos XVII e XVIII&#039;&#039;” de Joaquim Jaime Ferreira Alves e trabalhada com especificidade nas obras do Tripeiro na série nova, ano VIII, n° 11/12 (pp. 373 - 374) e na série 7, ano XXI, n° 12. Porto (pp. 356 - 358).  Nas três fontes é visto o destaque dado a habitação nobre de meados do século XVIII que apresenta tanto na sua fachada principal quanto na traseira o cariz barroco.  &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
=== &#039;&#039;&#039;3. ENQUADRAMENTO&#039;&#039;&#039; ===&lt;br /&gt;
Próximo da Casa das Sereias é visto outros objetos patrimoniais como Casa de São João Novo, Igreja de São João Novo e Igreja do Carmo.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
=== 4. DESCRIÇÃO ===&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
==== &#039;&#039;&#039;Objeto arquitetónico&#039;&#039;&#039; ====&lt;br /&gt;
A Casa das Sereias inicia sua cronologia em meados do século XVIII como moradia da família nobre de origem asturiana Portocarrero. Entretanto, a morte de João da Cunha de Araújo Portocarrero causada na sequência da invasão do Porto por Soult, levou a família escolher desabitar a casa.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Após o espaço ser abandonado por gerações, o local é assumido pelo Instituto das Filhas da Caridade Canossianas. Inicialmente ocuparam a casa com o intuito de terem estadia temporária. Porém ao estabelecerem o funcionamento do espaço que se encontrava precário, acabaram por se fixar ajudando as pessoas mais necessitadas da freguesia de Miragaia. Tinham o foco principal nas crianças e jovens, trazendo atividades recreativas e pedagógicas baseadas numa formação cristã.    &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Atulamente, esta entidade possui valência de Creche e Educação Pré-escolar. &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
A arquitetura do espaço merece o mesmo destaque que sua história pelo influência que trouxe para o barroco portuense, nomeadamente de Nicolau Nasoni, pelaa harmonia do conjunto e por certos pormenores esculturais terem a presença do arquiteto italiano.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
O edifício apresenta uma planta retangular alongada dividida em três níveis. Sua fachada é centralizada no piso térreo com o portal de granito que traz a origem do nome da casa pelas duas estípites de sereias que o ladeiam, podendo ser alusivas ao “real de água” - tributo imposto a toda a embarcação que pretendesse fazer a subida do rio, e do qual os senhores da Casa eram arrendatários.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
No centro da casa é visto no segundo piso duas janelas balaustradas. Acima destas, no terceiro nível, há uma varanda também balaustrada apoiada por três mísulas de pedra lavrada. Seu grande destaque é dado pelos elementos decorativos em redor, como o remate superior pelo frontão recurvado. Nessa fachada também é notório a repetição de vãos de iluminação, sendo no piso térreo aberturas retangulares gradeadas, enquanto nos outros dois pisos há janelas de peito que, ao chegar no terceiro andar, são decoradas na parte superior por volutas nas quais são rematadas por conchas. E nas laterais do edifício, é ligeiramente erguido uma simulação de torreões por serem encimadas por ameias de pedra nua.        &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
A traseira da casa é desenvolvida por um terreno retangular, onde em sua entrada um imponente portão de ferro é erguido. Há também a presença das armas da família com coronel, sendo ele ladeado por janelas gradeadas.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
O seu interior, segundo O Tripeiro, não possui o mesmo esplendor de quando a família Portocarrero vivia no espaço. Apenas sendo mantido pelo Instituto das Filhas da Caridade Canossianas a divisão dos cômodos, os tetos de estuque trabalhado e claraboias que ajudam na iluminação dos corredores. Apenas nos anos 60 e 70 ocorre a construção de refeitórios e garagem anexos à casa, construção de corpo destinado ao dormitório das Irmãs na quinta anexa e o posto médico.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
==== &#039;&#039;&#039;Património integrado&#039;&#039;&#039; ====&lt;br /&gt;
Neste edifício tem destaque como património integrado as esculturas encontradas tanto na sua fachada principal quanto em seu portão traseiro, como é entendido pelas sereias em granito, a decoração com motivos rococó e o grandioso brasão que estão virados para o Rio Douro. Enquanto do lado oposto, face à rampa que leva para o Largo de Viriato, há o portão com motivos decorativos que trazem alusão ao mar e, novamente, o brasão da família com coronel que é ladeado por pequenas sereias.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
==== &#039;&#039;&#039;Objeto ou conjunto em destaque&#039;&#039;&#039; ====&lt;br /&gt;
O portal ganha mais destaque por ser encimado com frontão curvo no qual apresenta o brasão de armas das famílias Portocarrero, Osório, Cunha e Coutinho que é arrematado com um coronel de nobreza. Além das sereias que ladeiam a entrada, trazendo centralidade para o edifício.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&amp;lt;gallery&amp;gt;&lt;br /&gt;
File:Figura 1 Casa das Sereias.jpg|Visão da Casa das Sereias a partir da beira do Rio Douro&lt;br /&gt;
File:Figura 2 Casa das Sereias.png|&#039;&#039;Fachada focada no portal da casa&#039;&#039;&lt;br /&gt;
File:Figura 5 Casa das Sereias.jpg|&#039;&#039;Brasão da Família&#039;&#039;&lt;br /&gt;
File:Figura 3 Casa das Sereias.jpg|&#039;&#039;Fachada com lateral que simula torreão&#039;&#039; &lt;br /&gt;
File:Figura 7 Casa das Sereias.jpg|&#039;&#039;Estípite de sereia junto com o Brasão&#039;&#039;&lt;br /&gt;
File:Figura 4 Casa das Sereias.jpg|&#039;&#039;Entrada traseira da casa&#039;&#039; &lt;br /&gt;
File:Figura 6 Casa das Sereias.jpg|&#039;&#039;Brasão ladeado por sereias e encimado por coronel&#039;&#039; &lt;br /&gt;
&amp;lt;/gallery&amp;gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
== Bibliografia ==&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
* CASA MADALENA DE CANOSSA. &#039;&#039;A Comunidade Canossiana no Port&#039;&#039;o. [Consult. 15 Abril 2024] Disponível em WWW: &amp;lt;nowiki&amp;gt;https://cmcanossa.com/canossianas-no-porto/&amp;lt;/nowiki&amp;gt; &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
* LANGFORD, Helena. &#039;&#039;Um Palácio Setecentista nas Arribas do Douro: A Casa das Sereias&#039;&#039;. O Tripeiro: 7° série, ano XXI, n° 12. Porto (2002).&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
* MACHADO, João Afonso. &#039;&#039;O Palácio das Sereias na Rua da Bandeirinha.&#039;&#039; O Tripeiro: série nova, ano VIII, n° 11/12. Porto (1989).&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
* QUARESMA, Maria Clementina de Carvalho. &#039;&#039;Inventário Artístico de Portugal: Cidade do Porto&#039;&#039;. Editor: Academia Nacional das Belas-Artes, dezembro de 1995.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
* SISTEMA DE INFORMAÇÃO PARA O PATRIMÓNIO ARQUITETÓNICO. &#039;&#039;Palácio das Sereias&#039;&#039;. [Consult. 15 Abril 2024] Disponível em WWW: &amp;lt;nowiki&amp;gt;http://www.monumentos.gov.pt/Site/APP_PagesUser/SIPA.aspx?id=5551&amp;lt;/nowiki&amp;gt;&lt;/div&gt;</summary>
		<author><name>Ltrigo</name></author>
	</entry>
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		<id>https://wikimedia.pt/portobarroco/index.php?title=Casa_das_Sereias&amp;diff=960</id>
		<title>Casa das Sereias</title>
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		<updated>2025-12-09T10:27:48Z</updated>

		<summary type="html">&lt;p&gt;Ltrigo: aplicação de template&lt;/p&gt;
&lt;hr /&gt;
&lt;div&gt;=== 1. IDENTIFICAÇÃO ===&lt;br /&gt;
{| class=&amp;quot;wikitable&amp;quot;&lt;br /&gt;
|&#039;&#039;&#039;Designação&#039;&#039;&#039;&lt;br /&gt;
|Casa das Sereias / Palácio da  Bandeirinha&lt;br /&gt;
|-&lt;br /&gt;
|&#039;&#039;&#039;Localização&#039;&#039;&#039; &lt;br /&gt;
|Rua da Bandeirinha, n° 27,  4050-088 – Miragaia, Porto &lt;br /&gt;
|-&lt;br /&gt;
|&#039;&#039;&#039;Cronologia&#039;&#039;&#039;&lt;br /&gt;
|Séc. XVIII&lt;br /&gt;
|-&lt;br /&gt;
|&#039;&#039;&#039;Autor(es)&#039;&#039;&#039;&lt;br /&gt;
|Provavelmente Nicolau Nasoni&lt;br /&gt;
|-&lt;br /&gt;
|&#039;&#039;&#039;Classificação&#039;&#039;&#039;&lt;br /&gt;
|Casa Nobre /Arquitetura  Civil Não Classificado &lt;br /&gt;
|}&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
=== 2. ESTADO DA ARTE ===&lt;br /&gt;
A Casa das Sereias é mencionada pela sua importância na obra “&#039;&#039;A casa nobre no Porto nos séculos XVII e XVIII&#039;&#039;” de Joaquim Jaime Ferreira Alves e trabalhada com especificidade nas obras do Tripeiro na série nova, ano VIII, n° 11/12 (pp. 373 - 374) e na série 7, ano XXI, n° 12. Porto (pp. 356 - 358).  Nas três fontes é visto o destaque dado a habitação nobre de meados do século XVIII que apresenta tanto na sua fachada principal quanto na traseira o cariz barroco.  &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
=== &#039;&#039;&#039;3. ENQUADRAMENTO&#039;&#039;&#039; ===&lt;br /&gt;
Próximo da Casa das Sereias é visto outros objetos patrimoniais como Casa de São João Novo, Igreja de São João Novo e Igreja do Carmo.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
=== 4. DESCRIÇÃO ===&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
==== &#039;&#039;&#039;Objeto arquitetónico&#039;&#039;&#039; ====&lt;br /&gt;
A Casa das Sereias inicia sua cronologia em meados do século XVIII, onde inicialmente era a moradia nobre de uma família de origem asturiana chamada Portocarrero. Entretanto, a morte de João da Cunha de Araújo Portocarrero causada com a invasão de Soult sobre o Porto, levou a família escolher desabitar a casa.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Após o espaço ser abandonado por gerações, o local é assumido pelo Instituto das Filhas da Caridade Canossianas, no qual inicialmente ocuparam a casa com o intuito de terem estadia temporária, porém ao estabelecerem o funcionamento do espaço que se encontrava precário, acabaram por se fixar ajudando as pessoas mais necessitadas da freguesia de Miragaia tendo o foco principal nas crianças e jovens, trazendo atividades recreativas e pedagógicas baseadas para uma formação cristã.    &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
A instituição se encontra presente até aos dias atuais, sendo vista como uma entidade que possui valência de Creche e Educação Pré-escolar.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Além da importante história do espaço para entender sua funcionalidade ao longo do tempo, também sua arquitetura merece o mesmo destaque pelo realce que trouxe para o barroco portuense, podendo ter tido influência de Nicolau Nasoni em razão da harmonia do conjunto e de certos pormenores esculturais terem a presença do arquiteto italiano.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Dessa maneira, o edifício apresenta uma planta retangular alongada dividida em três níveis, sendo sua fachada centralizada no piso térreo com o portal de granito que traz a origem do nome da casa pelas duas estípites de sereias que o ladeiam, podendo ser alusivas ao “real de água” (tributo imposto a toda a embarcação que pretendesse fazer a subida do rio, e do qual os senhores da Casa eram arrendatários).&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Na centralidade da casa, é visto no segundo piso duas janelas balaustradas, enquanto acima destas, no seu terceiro nível, há uma varanda também balaustrada apoiada por três mísulas de pedra lavrada, possuindo grande destaque pelos elementos decorativos ao seu redor, como o remate superior pelo frontão recurvado. Nessa fachada também é notório a repetição de vãos de iluminação, sendo no piso térreo aberturas retangulares gradeadas, enquanto nos outros dois pisos há janelas de peito que, ao chegar no terceiro andar, são decoradas na parte superior por volutas nas quais são rematadas por conchas. E nas laterais do edifício, é ligeiramente erguido uma simulação de torreões por serem encimadas por ameias de pedra nua.        &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
A traseira da casa é desenvolvida por um terreno retangular, onde em sua entrada um imponente portão de ferro é erguido. Há também a presença das armas da família com coronel, sendo ele ladeado por janelas gradeadas.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
O seu interior, segundo O Tripeiro, não possui o mesmo esplendor de quando a família Portocarrero vivia no espaço. Apenas sendo mantido pelo Instituto das Filhas da Caridade Canossianas a divisão dos cômodos, os tetos de estuque trabalhado e claraboias que ajudam na iluminação dos corredores. Apenas nos anos 60 e 70 ocorre a construção de refeitórios e garagem anexos à casa, construção de corpo destinado ao dormitório das Irmãs na quinta anexa e o posto médico.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
==== &#039;&#039;&#039;Património integrado&#039;&#039;&#039; ====&lt;br /&gt;
Neste edifício há património integrado relacionado às esculturas encontradas tanto na sua fachada principal quanto em seu portão traseiro, como é entendido pelas sereias em granito, a decoração com motivos rococó e o grandioso brasão que estão virados para o Rio Douro. Enquanto do lado oposto, face à rampa que leva para o Largo de Viriato, há o portão com motivos decorativos que trazem alusão ao mar e, novamente, o brasão da família com coronel que é ladeado por pequenas sereias.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
==== &#039;&#039;&#039;Objeto ou conjunto em destaque&#039;&#039;&#039; ====&lt;br /&gt;
O portal ganha mais destaque por ser encimado com frontão curvo no qual apresenta o brasão de armas das famílias Portocarrero, Osório, Cunha e Coutinho que é arrematado com um coronel de nobreza. Além das sereias que ladeiam a entrada, trazendo centralidade para o edifício.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&amp;lt;gallery&amp;gt;&lt;br /&gt;
File:Figura 1 Casa das Sereias.jpg|Visão da Casa das Sereias a partir da beira do Rio Douro&lt;br /&gt;
File:Figura 2 Casa das Sereias.png|&#039;&#039;Fachada focada no portal da casa&#039;&#039;&lt;br /&gt;
File:Figura 5 Casa das Sereias.jpg|&#039;&#039;Brasão da Família&#039;&#039;&lt;br /&gt;
File:Figura 3 Casa das Sereias.jpg|&#039;&#039;Fachada com lateral que simula torreão&#039;&#039; &lt;br /&gt;
File:Figura 7 Casa das Sereias.jpg|&#039;&#039;Estípite de sereia junto com o Brasão&#039;&#039;&lt;br /&gt;
File:Figura 4 Casa das Sereias.jpg|&#039;&#039;Entrada traseira da casa&#039;&#039; &lt;br /&gt;
File:Figura 6 Casa das Sereias.jpg|&#039;&#039;Brasão ladeado por sereias e encimado por coronel&#039;&#039; &lt;br /&gt;
&amp;lt;/gallery&amp;gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
== Bibliografia ==&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
* CASA MADALENA DE CANOSSA. &#039;&#039;A Comunidade Canossiana no Port&#039;&#039;o. [Consult. 15 Abril 2024] Disponível em WWW: &amp;lt;nowiki&amp;gt;https://cmcanossa.com/canossianas-no-porto/&amp;lt;/nowiki&amp;gt; &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
* LANGFORD, Helena. &#039;&#039;Um Palácio Setecentista nas Arribas do Douro: A Casa das Sereias&#039;&#039;. O Tripeiro: 7° série, ano XXI, n° 12. Porto (2002).&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
* MACHADO, João Afonso. &#039;&#039;O Palácio das Sereias na Rua da Bandeirinha.&#039;&#039; O Tripeiro: série nova, ano VIII, n° 11/12. Porto (1989).&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
* QUARESMA, Maria Clementina de Carvalho. &#039;&#039;Inventário Artístico de Portugal: Cidade do Porto&#039;&#039;. Editor: Academia Nacional das Belas-Artes, dezembro de 1995.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
* SISTEMA DE INFORMAÇÃO PARA O PATRIMÓNIO ARQUITETÓNICO. &#039;&#039;Palácio das Sereias&#039;&#039;. [Consult. 15 Abril 2024] Disponível em WWW: &amp;lt;nowiki&amp;gt;http://www.monumentos.gov.pt/Site/APP_PagesUser/SIPA.aspx?id=5551&amp;lt;/nowiki&amp;gt;&lt;/div&gt;</summary>
		<author><name>Ltrigo</name></author>
	</entry>
	<entry>
		<id>https://wikimedia.pt/portobarroco/index.php?title=P%C3%A1gina_principal&amp;diff=955</id>
		<title>Página principal</title>
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		<updated>2025-06-16T08:55:52Z</updated>

		<summary type="html">&lt;p&gt;Ltrigo: &lt;/p&gt;
&lt;hr /&gt;
&lt;div&gt;O presente projecto foca-se no estudo das arquiteturas barrocas do século XVII e XVIII. Tem como objetivo promover uma aprendizagem ativa na Unidade Curricular &amp;quot;História da Arquitetura da Época Moderna II&amp;quot;  para aprofundar o conhecimento teórico dos estudantes e desenvolver competências digitais e de comunicação.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
== Objectos Arquitectónicos ==&lt;br /&gt;
* [[Casa das Sereias]]&lt;br /&gt;
* [[Casa e Quinta de São Gens/Casa e Quinta do Viso]] [[Categoria:Arquitetura]]&lt;br /&gt;
* [[Clérigos: A caixa de música e o campanário]]&lt;br /&gt;
* [[Convento da Madre de Deus Guimarães]]&lt;br /&gt;
* [[Convento de Jesus de Aveiro]]&lt;br /&gt;
* [[Convento de Nossa Senhora da Penha de França]]&lt;br /&gt;
* [[Convento de Santa Ana de Viana do Castelo]]&lt;br /&gt;
* [[Convento de Santa Clara do Porto]]&lt;br /&gt;
* [[Convento de santa clara]]&lt;br /&gt;
* [[Convento de santa teresa]]&lt;br /&gt;
* [[Convento do Salvador de Braga]]&lt;br /&gt;
* [[Corpus Christi]]&lt;br /&gt;
* [[Fonte da Praça da Ribeira]]&lt;br /&gt;
* [[Fonte das Virtudes]]&lt;br /&gt;
* [[Igreja Barroca em Braga]]&lt;br /&gt;
* [[Igreja Bom Jesus de Matosinhos]]&lt;br /&gt;
* [[Igreja Matriz Póvoa de Varzim]]&lt;br /&gt;
* [[Igreja Nossa Senhora das Dores]]&lt;br /&gt;
* [[Igreja Paroquial de Moreira da Maia]]&lt;br /&gt;
* [[Igreja Paroquial de Santa Marinha]]&lt;br /&gt;
* [[Igreja Paroquial de Santiago de Bougado]]&lt;br /&gt;
* [[Igreja Paroquial de Vilar do Paraíso]]&lt;br /&gt;
* [[Igreja São Cristóvão de Louredo]]&lt;br /&gt;
* [[Igreja de Nossa Senhora da Esperança]]&lt;br /&gt;
* [[Igreja de São Francisco Porto]]&lt;br /&gt;
* [[Igreja de São Francisco de Azurara]]&lt;br /&gt;
* [[Igreja de São João Batista da Foz do Douro]]&lt;br /&gt;
* [[Igreja de São Nicolau]]&lt;br /&gt;
* [[Igreja de São Pedro de Miragaia]]&lt;br /&gt;
* [[Igreja de São Tomé de Bitarães]]&lt;br /&gt;
* [[Igreja de santo ildefonso]]&lt;br /&gt;
* [[Igreja do Colégio de Nossa Senhora da Esperança]]&lt;br /&gt;
* [[Igreja do Convento de Santa Clara (Porto)]]&lt;br /&gt;
* [[Igreja do Corpo Santo de Massarelos]]&lt;br /&gt;
* [[Igreja dos Carmelitas Descalços]]&lt;br /&gt;
* [[Igreja dos Terceiros do Carmo]]&lt;br /&gt;
* [[Igreja e Casa do Despacho da Santa Casa da Misericórdia de Vila do Conde]]&lt;br /&gt;
* [[Igreja e Colégio de S.Lourenço]]&lt;br /&gt;
* [[Mosteiro da nossa senhora tabosa]]&lt;br /&gt;
* [[Mosteiro de Arouca]]&lt;br /&gt;
* [[Mosteiro de Bom Jesus de Viseu]]&lt;br /&gt;
* [[Mosteiro de Celas]]&lt;br /&gt;
* [[Mosteiro de Lorvão]]&lt;br /&gt;
* [[Mosteiro de Nossa Senhora da Conceição / Igreja de Nossa Senhora do Terço]]&lt;br /&gt;
* [[Mosteiro de Nossa senhora da Assunção de Tabosa]]&lt;br /&gt;
* [[Mosteiro de Santa Clara-a-Nova]]&lt;br /&gt;
* [[O Convento de Santa Clara de Vila do Conde]]&lt;br /&gt;
* [[O Palácio de São João Novo]]&lt;br /&gt;
* [[Os Conventos Franciscanos que o Tempo Apagou]]&lt;br /&gt;
* [[Palácio do Freixo]]&lt;br /&gt;
* [[Quinta dos conegos]]&lt;br /&gt;
* [[Santuário de Santa Rita]]&lt;br /&gt;
* [[Solar Condes de Resende]]&lt;br /&gt;
* [[Sé do Porto]]&lt;/div&gt;</summary>
		<author><name>Ltrigo</name></author>
	</entry>
	<entry>
		<id>https://wikimedia.pt/portobarroco/index.php?title=P%C3%A1gina_principal&amp;diff=954</id>
		<title>Página principal</title>
		<link rel="alternate" type="text/html" href="https://wikimedia.pt/portobarroco/index.php?title=P%C3%A1gina_principal&amp;diff=954"/>
		<updated>2025-06-16T08:06:09Z</updated>

		<summary type="html">&lt;p&gt;Ltrigo: &lt;/p&gt;
&lt;hr /&gt;
&lt;div&gt;O presente projecto foca-se no estudo das arquiteturas barrocas do século XVII e XVIII. Tem como objetivo promover uma aprendizagem ativa na Unidade Curricular &amp;quot;História da Arquitetura da Época Moderna II&amp;quot;  para aprofundar o conhecimento teórico dos estudantes e desenvolver competências digitais e de comunicação.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
== Objectos Arquitectónico ==&lt;br /&gt;
* [[Casa das Sereias]]&lt;br /&gt;
* [[Casa e Quinta de São Gens/Casa e Quinta do Viso]] [[Categoria:Arquitetura]]&lt;br /&gt;
* [[Clérigos: A caixa de música e o campanário]]&lt;br /&gt;
* [[Convento da Madre de Deus Guimarães]]&lt;br /&gt;
* [[Convento de Jesus de Aveiro]]&lt;br /&gt;
* [[Convento de Nossa Senhora da Penha de França]]&lt;br /&gt;
* [[Convento de Santa Ana de Viana do Castelo]]&lt;br /&gt;
* [[Convento de Santa Clara do Porto]]&lt;br /&gt;
* [[Convento de santa clara]]&lt;br /&gt;
* [[Convento de santa teresa]]&lt;br /&gt;
* [[Convento do Salvador de Braga]]&lt;br /&gt;
* [[Corpus Christi]]&lt;br /&gt;
* [[Fonte da Praça da Ribeira]]&lt;br /&gt;
* [[Fonte das Virtudes]]&lt;br /&gt;
* [[Igreja Barroca em Braga]]&lt;br /&gt;
* [[Igreja Bom Jesus de Matosinhos]]&lt;br /&gt;
* [[Igreja Matriz Póvoa de Varzim]]&lt;br /&gt;
* [[Igreja Nossa Senhora das Dores]]&lt;br /&gt;
* [[Igreja Paroquial de Moreira da Maia]]&lt;br /&gt;
* [[Igreja Paroquial de Santa Marinha]]&lt;br /&gt;
* [[Igreja Paroquial de Santiago de Bougado]]&lt;br /&gt;
* [[Igreja Paroquial de Vilar do Paraíso]]&lt;br /&gt;
* [[Igreja São Cristóvão de Louredo]]&lt;br /&gt;
* [[Igreja de Nossa Senhora da Esperança]]&lt;br /&gt;
* [[Igreja de São Francisco Porto]]&lt;br /&gt;
* [[Igreja de São Francisco de Azurara]]&lt;br /&gt;
* [[Igreja de São João Batista da Foz do Douro]]&lt;br /&gt;
* [[Igreja de São Nicolau]]&lt;br /&gt;
* [[Igreja de São Pedro de Miragaia]]&lt;br /&gt;
* [[Igreja de São Tomé de Bitarães]]&lt;br /&gt;
* [[Igreja de santo ildefonso]]&lt;br /&gt;
* [[Igreja do Colégio de Nossa Senhora da Esperança]]&lt;br /&gt;
* [[Igreja do Convento de Santa Clara (Porto)]]&lt;br /&gt;
* [[Igreja do Corpo Santo de Massarelos]]&lt;br /&gt;
* [[Igreja dos Carmelitas Descalços]]&lt;br /&gt;
* [[Igreja dos Terceiros do Carmo]]&lt;br /&gt;
* [[Igreja e Casa do Despacho da Santa Casa da Misericórdia de Vila do Conde]]&lt;br /&gt;
* [[Igreja e Colégio de S.Lourenço]]&lt;br /&gt;
* [[Mosteiro da nossa senhora tabosa]]&lt;br /&gt;
* [[Mosteiro de Arouca]]&lt;br /&gt;
* [[Mosteiro de Bom Jesus de Viseu]]&lt;br /&gt;
* [[Mosteiro de Celas]]&lt;br /&gt;
* [[Mosteiro de Lorvão]]&lt;br /&gt;
* [[Mosteiro de Nossa Senhora da Conceição / Igreja de Nossa Senhora do Terço]]&lt;br /&gt;
* [[Mosteiro de Nossa senhora da Assunção de Tabosa]]&lt;br /&gt;
* [[Mosteiro de Santa Clara-a-Nova]]&lt;br /&gt;
* [[O Convento de Santa Clara de Vila do Conde]]&lt;br /&gt;
* [[O Palácio de São João Novo]]&lt;br /&gt;
* [[Os Conventos Franciscanos que o Tempo Apagou]]&lt;br /&gt;
* [[Palácio do Freixo]]&lt;br /&gt;
* [[Quinta dos conegos]]&lt;br /&gt;
* [[Santuário de Santa Rita]]&lt;br /&gt;
* [[Solar Condes de Resende]]&lt;br /&gt;
* [[Sé do Porto]]&lt;/div&gt;</summary>
		<author><name>Ltrigo</name></author>
	</entry>
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		<updated>2025-06-15T20:49:31Z</updated>

		<summary type="html">&lt;p&gt;Ltrigo: &lt;/p&gt;
&lt;hr /&gt;
&lt;div&gt;O presente projeto foca-se no estudo das arquiteturas barrocas do século XVII e XVIII. Tem como objetivo promover uma aprendizagem ativa na Unidade Curricular &amp;quot;História da Arquitetura da Época Moderna II&amp;quot;  para aprofundar o conhecimento teórico dos estudantes e desenvolver competências digitais e de comunicação.&lt;br /&gt;
* [[Special:AllPages|Todos os objetos arquitetónicos]]&lt;/div&gt;</summary>
		<author><name>Ltrigo</name></author>
	</entry>
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		<updated>2025-06-15T20:46:15Z</updated>

		<summary type="html">&lt;p&gt;Ltrigo: Replaced content with &amp;quot;O presente projeto foca-se no estudo das arquiteturas barrocas do século XVII e XVIII. Tem como objetivo promover uma aprendizagem ativa na Unidade Curricular &amp;quot;História da Arquitetura da Época Moderna II&amp;quot;  para aprofundar o conhecimento teórico dos estudantes e desenvolver competências digitais e de comunicação.&amp;quot;&lt;/p&gt;
&lt;hr /&gt;
&lt;div&gt;O presente projeto foca-se no estudo das arquiteturas barrocas do século XVII e XVIII. Tem como objetivo promover uma aprendizagem ativa na Unidade Curricular &amp;quot;História da Arquitetura da Época Moderna II&amp;quot;  para aprofundar o conhecimento teórico dos estudantes e desenvolver competências digitais e de comunicação.&lt;/div&gt;</summary>
		<author><name>Ltrigo</name></author>
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		<title>Mosteiro de Arouca</title>
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		<updated>2024-12-06T10:46:19Z</updated>

		<summary type="html">&lt;p&gt;Ltrigo: /* Descrição */&lt;/p&gt;
&lt;hr /&gt;
&lt;div&gt;{| class=&amp;quot;wikitable&amp;quot;&lt;br /&gt;
|&#039;&#039;&#039;Designação&#039;&#039;&#039;&lt;br /&gt;
|Mosteiro  de Santa Maria de Arouca / Museu da Arte Sacra&lt;br /&gt;
|-&lt;br /&gt;
|&#039;&#039;&#039;Localização&#039;&#039;&#039; &lt;br /&gt;
|Largo  Santa Mafalda, Arouca&lt;br /&gt;
|-&lt;br /&gt;
|&#039;&#039;&#039;Cronologia&#039;&#039;&#039;&lt;br /&gt;
|Séc.  XVII/XVIII&lt;br /&gt;
|-&lt;br /&gt;
|&#039;&#039;&#039;Autor&#039;&#039;&#039;&lt;br /&gt;
|Carlos  Gimac&lt;br /&gt;
|-&lt;br /&gt;
|&#039;&#039;&#039;Classificação&#039;&#039;&#039; &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
|Monumento  Nacional, Decreto 16-06-1910, DG nº 136, de 23 junho 1910&lt;br /&gt;
|-&lt;br /&gt;
|&#039;&#039;&#039;Como Chegar&#039;&#039;&#039; &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
|A 71 km da  cidade do Porto, o deslocamento pode ser feito de carro pela via A32 e N326  ou pelos transportes da UNIR na linha 1007 que parte de São João da Madeira.&lt;br /&gt;
|-&lt;br /&gt;
|&#039;&#039;&#039;Horários&#039;&#039;&#039;&lt;br /&gt;
|O museu e convento estão abertos todos  os dias das 9:30 até as 17:00 (com exceções de segundas e terças de manhã,  terceiro final de semana de cada mês e feriados)&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
|}&lt;br /&gt;
{| class=&amp;quot;wikitable&amp;quot;&lt;br /&gt;
|&#039;&#039;&#039;Contexto  físico patrimonial de proximidade &#039;&#039;&#039; &lt;br /&gt;
|-&lt;br /&gt;
|Calvário de  Arouca e Igreja da Santa Misericórdia de Arouca.&lt;br /&gt;
|}&lt;br /&gt;
[[File:Fachada Oeste e Alçado do Celeiro.jpg|border|thumb|Fachada Oeste e Alçado do Celeiro do Mosteiro]]&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
O mosteiro de Santa Maria em Arouca é fruto das diversas construções e reconstruções que ocorreram ao longo do tempo. Esta instituição, responsável pelo desenvolvimento desta região, tem suas origens no século X. Embora a informação acerca da fase inicial seja escassa, sabe-se que a antiga igreja ficava onde atualmente se situa o coro. No século XIII, o mosteiro ganha destaque quando passa a propriedade da rainha D. Mafalda, neta do primeiro rei de Portugal. Através desta ação, o mosteiro adere à ordem de Cister em uma comunidade que se torna exclusivamente feminina como parte da sua renovação. O túmulo de D. Mafalda está em uma capela na igreja do mesmo. A presença da rainha no mosteiro atraiu a mais alta nobreza e muitas filhas de nobres passaram a ingressar na comunidade monástica. A presença desta classe contribuiu para a sua economia pujante e importância administrativa, se tornando o mais rico e influente mosteiro feminino português.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
== &#039;&#039;&#039;Descrição&#039;&#039;&#039; ==&lt;br /&gt;
As principais renovações no mosteiro, que ditam sua forma atual, vão desde a nobilitação dos materiais construtivos até a atualização das expressões estéticas ao Barroco. As obras se iniciam nos finais do século XVII e perduram por mais de um século, começando com o projeto de Carlos Gimac que renova a fachada ocidental (onde é hoje a entrada do Museu da Arte Sacra). O arquiteto maltês organiza-a com uma nova portaria central destacada pela verticalidade, distribuição uniforme de janelas para as clausuras individuais e divisão dos níveis por cornijas e pilastras contínua. A fachada ocidental passa então a servir como modelo para as reconstruções posteriores das fachadas norte e sul, criando assim uma imagem palaciana homogênea para o mosteiro.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
O projeto de Carlos Gimac passa a multiplicar os espaços do mosteiro, aplicando seus conhecimentos científicos e estéticos para elaboração de toda composição do espaço com a nova igreja e coro, inaugurados em 1718. Após esta data, é construída a ala ligando o coro ao torreão norte. Um incêndio em 1725 faz necessária a renovação da fachada sul, chamada “fachada de Mafra” pelo trabalho realizado por pedreiros vindos de Mafra, e acrecenta um novo torreão paralelo ao da fachada norte. Em 1740, as expansões seguem com a construção do celeiro e uma sumptuosa escadaria de dois lances que se estende para alem do novo torreão e delimita o terreiro. Este abriga a casa dos padres, atual Biblioteca Municipal de Arouca, em frente à portaria. Após 30 anos, se dá a construção da ala nascente conectando a fachada sul ao coro. Aqui instala-se a casa do capítulo, cozinha e refeitório ligados ao claustro que fora finalizado apenas no século XX, com intervenções da Direção-Geral dos Edifícios e Monumentos Nacionais.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
A riqueza da ornamentação se renova e multiplica juntamente com os espaços no séc. XVIII, tornando o edifício um verdadeiro templo Barroco, seja pelo conhecimento humanista aplicado a arquitetura com o uso racional da luz e das forma ou pela rica escultura e pintura encomendada pelas monjas do mosteiro que buscaram os melhores artistas e artificies disponíveis para nobilitar sue espaço.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
É na igreja e no coro onde essa riqueza material e intelectual se faz mais presente, começando pelo coro onde a luz banha o cadeiral da nave central, reluzindo a sua talha dourada feita pelos entalhadores portuenses António Gomes e Filipe da Silva em 1722, e iluminando suas pinturas nos espaldares, as esculturas de pedra de Ançã esculpidas por Jacinto Vieira cercam o espaço pela galeria do primeiro piso, na altura das tribunas por onde as monjas assistiam as cerimónias, um grande arco gradeado separa o coro da igreja e acima dele o coro-alto que da acesso ao majestoso órgão de 1352 tubos encostado a galeria, ornamentado com ouro e uma pintura que representa a padroeira dos músicos Santa Cecília, construído em 1739 é um dos mais bem conservados em Portugal.&lt;br /&gt;
[[File:Alçado norte do Claustro com fonte.jpg|thumb|Alçado norte do Claustro com fonte |left]]&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Na igreja as esculturas de Jacinto Vieira seguem no nível das tribunas e a talha dourada se espalha pela nave, da capela-mor até as oito capelas, uma delas com o tumulo de D. Mafalda, com retábulos executados por Miguel Francisco da Silva em 1738 (com exceção dos que ladeiam a capela-mor) até a capela-mor com seu imponente retábulo joanino realizado por Luís Vieira da Silva onde a talha se expande pra as galerias laterais servindo como moldura para as pinturas no nível da abóboda com autoria de André Gonçalves, um dos maiores pintores do Barroco nacional, no centro do retábulo o trono eucarístico onde as linhas convertem e denotam sua grandiosidade.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Em 1834 as ordens religiosas são extintas em Portugal e em 1886 morre a última monja em Arouca, porem os patrimónios artísticos do mosteiro são preservados pela Real Irmandade Rainha Santa Mafalda que evita sua dispersão, as obras que antes faziam parte do mosteiro se encontram atualmente no Museu da Arte Sacra localizado em parte nos antigos dormitórios e abriga a riquíssima ourivesaria, esculturas e pinturas de mestres portugueses como Diogo Teixeira e Josefa d’Óbidos, como tambem as pinturas da rainha Santa Mafalda de autoria do italiano Giovanni Odazzi.&amp;lt;gallery mode=&amp;quot;slideshow&amp;quot;&amp;gt;&lt;br /&gt;
File:Coro e Igreja vistos da galeria a leste no coro.jpg|alt=|Coro e Igreja vistos da galeria a leste no coro&lt;br /&gt;
File:Detalhe do Claustro.jpg|alt=|Detalhe do Claustro&lt;br /&gt;
File:Cadeiral visto do Coro-Alto.jpg|alt=|Cadeiral visto do Coro-Alto&lt;br /&gt;
File:Cadeiral, órgão e esculturas vistas do Coro-Alto.jpg|alt=|Cadeiral, órgão e esculturas vistas do Coro-Alto&lt;br /&gt;
File:Vista da Capela-Mor a partir do Coro.jpg|alt=|Vista da Capela-Mor a partir do Coro&lt;br /&gt;
File:Visão da entrada pela portaria.jpg|alt=|Visão da entrada pela portaria&lt;br /&gt;
File:Iluminação na Casa do Capítulo com Azulejo.jpg|alt=|Iluminação na Casa do Capítulo com Azulejo&lt;br /&gt;
File:Detalhe da cobertura do Coro e Igreja.jpg|alt=|Detalhe da cobertura do Coro e Igreja&lt;br /&gt;
File:Corredor dos dormitórios, atual Museu da Arte Sacra.jpg|alt=|Corredor dos dormitórios, atual Museu da Arte Sacra&lt;br /&gt;
File:Alçado com escadaria de aparato do celeiro.jpg|alt=|Alçado com escadaria de aparato do celeiro&lt;br /&gt;
&amp;lt;/gallery&amp;gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
=== &#039;&#039;&#039;Patrimonio Integrado&#039;&#039;&#039; ===&lt;br /&gt;
[[File:Escultura de Jacinto Vieira no Coro.jpg|thumb|Escultura de Jacinto Vieira no Coro]]&lt;br /&gt;
Do aparato arquitetónico até os azulejos do séc. XVIII que circundam a Casa do Capítulo, é a Igreja e o Coro que recebem a maior parte do património integrado, dando espaço as esculturas de pedra Ançã por Jacinto Vieira na galeria e a talha dourada que se prolifera dos espaldares do cadeiral do Coro até a Capela-mor.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Ambos espaços contam com capelas dedicadas a Virgem, a Cristo e aos Santos, seis na lateral do coro e oito ao redor da igreja, conjugando os elaborados retábulos de talha dourada com as esculturas policromadas em madeira, cada uma dessas capelas recebe uma atenção especial dos artistas, com ênfase na capela mortuária de D. Mafalda com sua urna ornamentada executada em ébano, prata e bronze. Na capela-mor a talha dourada se expande além do retábulo para as galerias laterais com molduras para as oito pinturas de André Gonçalves.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
No Coro o cadeiral de madeira com motivos escultórios recebe talha dourada e pinturas em seus espaldares, no Coro-Alto um imenso órgão do século XVIII com 1325 tubos que conjuga a talha dourada e escultura com a pintura representando Santa Cecília e motivos de chinoiserie nos painéis adjacentes.  &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
O cadeiral de madeira do Coro é indubitavelmente o objeto mais particular do convento, ele cerca as laterais da nave central do Coro e é constituído em dois níveis que dão espaço a 104 cadeiras, cada uma com um elemento escultórico único em sua misericórdia, em seu majestoso espaldar ricamente ornamentado a talha dourada serve como moldura para as pinturas, particularmente únicas as representações da vida de Santa Mafalda.&amp;lt;gallery mode=&amp;quot;packed-hover&amp;quot;&amp;gt;&lt;br /&gt;
File:Pintura de Nossa Sra. da Conceição no espaldar do cadeiral.jpg|Pintura de Nossa Sra. da Conceição no espaldar do cadeiral&lt;br /&gt;
File:Misericóridas e espaldar do cadeiral.jpg|Misericóridas e espaldar do cadeiral&lt;br /&gt;
File:Espaldar do cadeiral.jpg|Espaldar do cadeiral&lt;br /&gt;
File:Detalhe de capela na lateral do Coro 1.jpg|Detalhe de capela na lateral do Coro&lt;br /&gt;
File:Detalhe de capela na lateral do Coro.jpg|Detalhe de capela na lateral do Coro&lt;br /&gt;
File:Detalhe do Azulejo na Casa do Capítulo.jpg|Detalhe do Azulejo na Casa do Capítulo&lt;br /&gt;
&amp;lt;/gallery&amp;gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
== &#039;&#039;&#039;Estado da Arte&#039;&#039;&#039; ==&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
O mosteiro é mencionado com distinção pela sua arquitetura e espólio artístico em “&#039;&#039;&#039;Arouca - Notas Monográficas&#039;&#039;&#039;” de Domingos Brandão e Olímpia Loureiro publicado em 1991 pelo Centro de Estudos D. Domingos de Pinho Brandão, com informações dos dicionários geográficos, memorias paroquiais e documentos diocesanos sobre Arouca, todos do século XVIII.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
A arquitetura do mosteiro, sua importância sociocultural e seu percurso pela história são extensamente exploradas por Manuel Moreira da Rocha em sua dissertação de doutoramento “&#039;&#039;&#039;Das Construções e Reconstruções, A memória de um Mosteiro: Santa Maria de Arouca (Séculos XVII-XX)&#039;&#039;&#039;” publicada como livro em 2011 pela editora Afrontamento.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
== &#039;&#039;&#039;Fontes e Bibliografia&#039;&#039;&#039; ==&lt;br /&gt;
ALÇADA, Margarida e RUÃO, Carlos – SIPA Mosteiro de Arouca / Museu de Arte Sacra de Arouca / Igreja Paroquial de Arouca / Igreja de São Bartolomeu. Em linha, verificado em 25/04/2024 &amp;lt;nowiki&amp;gt;http://www.monumentos.gov.pt/site/app_pagesuser/sipa.aspx?id=1039&amp;lt;/nowiki&amp;gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
AROUCA: Câmara Municipal de Arouca (2009) - O órgão do Mosteiro de Arouca: conservação e restauro do património musical, &amp;lt;nowiki&amp;gt;ISBN 978-972-8978-04-4&amp;lt;/nowiki&amp;gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
BRANDÃO, Domingos de Pinho e LOUREIRO, Olímpia (1991) - Arouca: notas monográficas 1. Arouca: Centro de Estudos D. Domingos de Pinho Brandão.  (Centro de estudos D. Domingos de Pinho Brandão)&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
GOMES, Paulo Varela, Guia Mosteiro de Arouca, IPPAR, Lisboa, 2006&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
ROCHA, Manuel Joaquim Moreira da (2011) - A memória de um mosteiro, Santa Maria de Arouca: (séculos XVII-XX): das construções e das reconstruções. Porto: Afrontamento. (Biblioteca das ciências sociais). ISBN 987-972-36-1134-2&lt;/div&gt;</summary>
		<author><name>Ltrigo</name></author>
	</entry>
	<entry>
		<id>https://wikimedia.pt/portobarroco/index.php?title=Mosteiro_de_Arouca&amp;diff=292</id>
		<title>Mosteiro de Arouca</title>
		<link rel="alternate" type="text/html" href="https://wikimedia.pt/portobarroco/index.php?title=Mosteiro_de_Arouca&amp;diff=292"/>
		<updated>2024-12-06T10:31:31Z</updated>

		<summary type="html">&lt;p&gt;Ltrigo: &lt;/p&gt;
&lt;hr /&gt;
&lt;div&gt;{| class=&amp;quot;wikitable&amp;quot;&lt;br /&gt;
|&#039;&#039;&#039;Designação&#039;&#039;&#039;&lt;br /&gt;
|Mosteiro  de Santa Maria de Arouca / Museu da Arte Sacra&lt;br /&gt;
|-&lt;br /&gt;
|&#039;&#039;&#039;Localização&#039;&#039;&#039; &lt;br /&gt;
|Largo  Santa Mafalda, Arouca&lt;br /&gt;
|-&lt;br /&gt;
|&#039;&#039;&#039;Cronologia&#039;&#039;&#039;&lt;br /&gt;
|Séc.  XVII/XVIII&lt;br /&gt;
|-&lt;br /&gt;
|&#039;&#039;&#039;Autor&#039;&#039;&#039;&lt;br /&gt;
|Carlos  Gimac&lt;br /&gt;
|-&lt;br /&gt;
|&#039;&#039;&#039;Classificação&#039;&#039;&#039; &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
|Monumento  Nacional, Decreto 16-06-1910, DG nº 136, de 23 junho 1910&lt;br /&gt;
|-&lt;br /&gt;
|&#039;&#039;&#039;Como Chegar&#039;&#039;&#039; &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
|A 71 km da  cidade do Porto, o deslocamento pode ser feito de carro pela via A32 e N326  ou pelos transportes da UNIR na linha 1007 que parte de São João da Madeira.&lt;br /&gt;
|-&lt;br /&gt;
|&#039;&#039;&#039;Horários&#039;&#039;&#039;&lt;br /&gt;
|O museu e convento estão abertos todos  os dias das 9:30 até as 17:00 (com exceções de segundas e terças de manhã,  terceiro final de semana de cada mês e feriados)&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
|}&lt;br /&gt;
{| class=&amp;quot;wikitable&amp;quot;&lt;br /&gt;
|&#039;&#039;&#039;Contexto  físico patrimonial de proximidade &#039;&#039;&#039; &lt;br /&gt;
|-&lt;br /&gt;
|Calvário de  Arouca e Igreja da Santa Misericórdia de Arouca.&lt;br /&gt;
|}&lt;br /&gt;
[[File:Fachada Oeste e Alçado do Celeiro.jpg|border|thumb|Fachada Oeste e Alçado do Celeiro do Mosteiro]]&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
O mosteiro de Santa Maria em Arouca é fruto das diversas construções e reconstruções que ocorreram ao longo do tempo. Esta instituição, responsável pelo desenvolvimento desta região, tem suas origens no século X. Embora a informação acerca da fase inicial seja escassa, sabe-se que a antiga igreja ficava onde atualmente se situa o coro. No século XIII, o mosteiro ganha destaque quando passa a propriedade da rainha D. Mafalda, neta do primeiro rei de Portugal. Através desta ação, o mosteiro adere à ordem de Cister em uma comunidade que se torna exclusivamente feminina como parte da sua renovação. O túmulo de D. Mafalda está em uma capela na igreja do mesmo. A presença da rainha no mosteiro atraiu a mais alta nobreza e muitas filhas de nobres passaram a ingressar na comunidade monástica. A presença desta classe contribuiu para a sua economia pujante e importância administrativa, se tornando o mais rico e influente mosteiro feminino português.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
== &#039;&#039;&#039;Descrição&#039;&#039;&#039; ==&lt;br /&gt;
As principais renovações no mosteiro, que ditam sua forma atual, vão desde a nobilitação dos materiais construtivos até a atualização das expressões estéticas ao Barroco. As obras se iniciam nos finais do século XVII e perduram por mais de um século, começando com o projeto de Carlos Gimac que renova a fachada ocidental (onde é hoje a entrada do Museu da Arte Sacra). O arquiteto maltês organiza-a com uma nova portaria central destacada pela verticalidade, distribuição uniforme de janelas para as clausuras individuais e divisão dos níveis por cornijas e pilastras contínua. A fachada ocidental passa então a servir como modelo para as reconstruções posteriores das fachadas norte e sul, criando assim uma imagem palaciana homogénea para o mosteiro.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
O projeto de Carlos Gimac passa então a multiplicar os espaços do mosteiro, aplicando seus conhecimentos científicos e estéticos para elaboração de toda composição do espaço com a nova igreja e coro, inaugurados em 1718, após esta data é construída a ala ligando o coro ao torreão norte, um incendio em 1725 faz necessária a renovação da fachada sul (chamada “fachada de Mafra” pelo trabalho dos pedreiros vindos de Mafra) aplicando o uso da pedra e erguendo um novo torreão paralelo ao da fachada norte, em 1740 as expansões seguem com a construção do celeiro e uma sumptuosa escadaria de dois lances que se estende para alem do novo torreão e delimita o terreiro, que abriga a casa do padres (atual Biblioteca Municipal de Arouca) em frente a portaria; após 30 anos se da a construção da ala nascente conectando a fachada sul ao coro e dando espaço a casa do capitulo, cozinha e refeitório ligados ao claustro que fora finalizado apenas no século XX com intervenções da Direção-Geral dos Edifícios e Monumentos Nacionais.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
A riqueza da ornamentação se renova e multiplica juntamente com os espaços no séc. XVIII, tornando o edifício um verdadeiro templo Barroco, seja pelo conhecimento humanista aplicado a arquitetura com o uso racional da luz e das forma ou pela rica escultura e pintura encomendada pelas monjas do mosteiro que buscaram os melhores artistas e artificies disponíveis para nobilitar sue espaço.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
É na igreja e no coro onde essa riqueza material e intelectual se faz mais presente, começando pelo coro onde a luz banha o cadeiral da nave central, reluzindo a sua talha dourada feita pelos entalhadores portuenses António Gomes e Filipe da Silva em 1722, e iluminando suas pinturas nos espaldares, as esculturas de pedra de Ançã esculpidas por Jacinto Vieira cercam o espaço pela galeria do primeiro piso, na altura das tribunas por onde as monjas assistiam as cerimónias, um grande arco gradeado separa o coro da igreja e acima dele o coro-alto que da acesso ao majestoso órgão de 1352 tubos encostado a galeria, ornamentado com ouro e uma pintura que representa a padroeira dos músicos Santa Cecília, construído em 1739 é um dos mais bem conservados em Portugal.&lt;br /&gt;
[[File:Alçado norte do Claustro com fonte.jpg|thumb|Alçado norte do Claustro com fonte |left]]&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Na igreja as esculturas de Jacinto Vieira seguem no nível das tribunas e a talha dourada se espalha pela nave, da capela-mor até as oito capelas, uma delas com o tumulo de D. Mafalda, com retábulos executados por Miguel Francisco da Silva em 1738 (com exceção dos que ladeiam a capela-mor) até a capela-mor com seu imponente retábulo joanino realizado por Luís Vieira da Silva onde a talha se expande pra as galerias laterais servindo como moldura para as pinturas no nível da abóboda com autoria de André Gonçalves, um dos maiores pintores do Barroco nacional, no centro do retábulo o trono eucarístico onde as linhas convertem e denotam sua grandiosidade.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Em 1834 as ordens religiosas são extintas em Portugal e em 1886 morre a última monja em Arouca, porem os patrimónios artísticos do mosteiro são preservados pela Real Irmandade Rainha Santa Mafalda que evita sua dispersão, as obras que antes faziam parte do mosteiro se encontram atualmente no Museu da Arte Sacra localizado em parte nos antigos dormitórios e abriga a riquíssima ourivesaria, esculturas e pinturas de mestres portugueses como Diogo Teixeira e Josefa d’Óbidos, como tambem as pinturas da rainha Santa Mafalda de autoria do italiano Giovanni Odazzi.&amp;lt;gallery mode=&amp;quot;slideshow&amp;quot;&amp;gt;&lt;br /&gt;
File:Coro e Igreja vistos da galeria a leste no coro.jpg|alt=|Coro e Igreja vistos da galeria a leste no coro&lt;br /&gt;
File:Detalhe do Claustro.jpg|alt=|Detalhe do Claustro&lt;br /&gt;
File:Cadeiral visto do Coro-Alto.jpg|alt=|Cadeiral visto do Coro-Alto&lt;br /&gt;
File:Cadeiral, órgão e esculturas vistas do Coro-Alto.jpg|alt=|Cadeiral, órgão e esculturas vistas do Coro-Alto&lt;br /&gt;
File:Vista da Capela-Mor a partir do Coro.jpg|alt=|Vista da Capela-Mor a partir do Coro&lt;br /&gt;
File:Visão da entrada pela portaria.jpg|alt=|Visão da entrada pela portaria&lt;br /&gt;
File:Iluminação na Casa do Capítulo com Azulejo.jpg|alt=|Iluminação na Casa do Capítulo com Azulejo&lt;br /&gt;
File:Detalhe da cobertura do Coro e Igreja.jpg|alt=|Detalhe da cobertura do Coro e Igreja&lt;br /&gt;
File:Corredor dos dormitórios, atual Museu da Arte Sacra.jpg|alt=|Corredor dos dormitórios, atual Museu da Arte Sacra&lt;br /&gt;
File:Alçado com escadaria de aparato do celeiro.jpg|alt=|Alçado com escadaria de aparato do celeiro&lt;br /&gt;
&amp;lt;/gallery&amp;gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
=== &#039;&#039;&#039;Patrimonio Integrado&#039;&#039;&#039; ===&lt;br /&gt;
[[File:Escultura de Jacinto Vieira no Coro.jpg|thumb|Escultura de Jacinto Vieira no Coro]]&lt;br /&gt;
Do aparato arquitetónico até os azulejos do séc. XVIII que circundam a Casa do Capítulo, é a Igreja e o Coro que recebem a maior parte do património integrado, dando espaço as esculturas de pedra Ançã por Jacinto Vieira na galeria e a talha dourada que se prolifera dos espaldares do cadeiral do Coro até a Capela-mor.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Ambos espaços contam com capelas dedicadas a Virgem, a Cristo e aos Santos, seis na lateral do coro e oito ao redor da igreja, conjugando os elaborados retábulos de talha dourada com as esculturas policromadas em madeira, cada uma dessas capelas recebe uma atenção especial dos artistas, com ênfase na capela mortuária de D. Mafalda com sua urna ornamentada executada em ébano, prata e bronze. Na capela-mor a talha dourada se expande além do retábulo para as galerias laterais com molduras para as oito pinturas de André Gonçalves.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
No Coro o cadeiral de madeira com motivos escultórios recebe talha dourada e pinturas em seus espaldares, no Coro-Alto um imenso órgão do século XVIII com 1325 tubos que conjuga a talha dourada e escultura com a pintura representando Santa Cecília e motivos de chinoiserie nos painéis adjacentes.  &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
O cadeiral de madeira do Coro é indubitavelmente o objeto mais particular do convento, ele cerca as laterais da nave central do Coro e é constituído em dois níveis que dão espaço a 104 cadeiras, cada uma com um elemento escultórico único em sua misericórdia, em seu majestoso espaldar ricamente ornamentado a talha dourada serve como moldura para as pinturas, particularmente únicas as representações da vida de Santa Mafalda.&amp;lt;gallery mode=&amp;quot;packed-hover&amp;quot;&amp;gt;&lt;br /&gt;
File:Pintura de Nossa Sra. da Conceição no espaldar do cadeiral.jpg|Pintura de Nossa Sra. da Conceição no espaldar do cadeiral&lt;br /&gt;
File:Misericóridas e espaldar do cadeiral.jpg|Misericóridas e espaldar do cadeiral&lt;br /&gt;
File:Espaldar do cadeiral.jpg|Espaldar do cadeiral&lt;br /&gt;
File:Detalhe de capela na lateral do Coro 1.jpg|Detalhe de capela na lateral do Coro&lt;br /&gt;
File:Detalhe de capela na lateral do Coro.jpg|Detalhe de capela na lateral do Coro&lt;br /&gt;
File:Detalhe do Azulejo na Casa do Capítulo.jpg|Detalhe do Azulejo na Casa do Capítulo&lt;br /&gt;
&amp;lt;/gallery&amp;gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
== &#039;&#039;&#039;Estado da Arte&#039;&#039;&#039; ==&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
O mosteiro é mencionado com distinção pela sua arquitetura e espólio artístico em “&#039;&#039;&#039;Arouca - Notas Monográficas&#039;&#039;&#039;” de Domingos Brandão e Olímpia Loureiro publicado em 1991 pelo Centro de Estudos D. Domingos de Pinho Brandão, com informações dos dicionários geográficos, memorias paroquiais e documentos diocesanos sobre Arouca, todos do século XVIII.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
A arquitetura do mosteiro, sua importância sociocultural e seu percurso pela história são extensamente exploradas por Manuel Moreira da Rocha em sua dissertação de doutoramento “&#039;&#039;&#039;Das Construções e Reconstruções, A memória de um Mosteiro: Santa Maria de Arouca (Séculos XVII-XX)&#039;&#039;&#039;” publicada como livro em 2011 pela editora Afrontamento.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
== &#039;&#039;&#039;Fontes e Bibliografia&#039;&#039;&#039; ==&lt;br /&gt;
ALÇADA, Margarida e RUÃO, Carlos – SIPA Mosteiro de Arouca / Museu de Arte Sacra de Arouca / Igreja Paroquial de Arouca / Igreja de São Bartolomeu. Em linha, verificado em 25/04/2024 &amp;lt;nowiki&amp;gt;http://www.monumentos.gov.pt/site/app_pagesuser/sipa.aspx?id=1039&amp;lt;/nowiki&amp;gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
AROUCA: Câmara Municipal de Arouca (2009) - O órgão do Mosteiro de Arouca: conservação e restauro do património musical, &amp;lt;nowiki&amp;gt;ISBN 978-972-8978-04-4&amp;lt;/nowiki&amp;gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
BRANDÃO, Domingos de Pinho e LOUREIRO, Olímpia (1991) - Arouca: notas monográficas 1. Arouca: Centro de Estudos D. Domingos de Pinho Brandão.  (Centro de estudos D. Domingos de Pinho Brandão)&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
GOMES, Paulo Varela, Guia Mosteiro de Arouca, IPPAR, Lisboa, 2006&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
ROCHA, Manuel Joaquim Moreira da (2011) - A memória de um mosteiro, Santa Maria de Arouca: (séculos XVII-XX): das construções e das reconstruções. Porto: Afrontamento. (Biblioteca das ciências sociais). ISBN 987-972-36-1134-2&lt;/div&gt;</summary>
		<author><name>Ltrigo</name></author>
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