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	<title>Igreja de São Nicolau - Histórico de revisões</title>
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		<title>Francisco Santos: Created page with &quot;  &#039;&#039;&#039;1. Introdução e Localização&#039;&#039;&#039; Fachada da Igreja de São Nicolau A Igreja de São Nicolau está localizada no centro histórico do Porto, classificado como Património Cultural da Humanidade, mais concretamente na Rua do Infante D. Henrique 93, 4050-298 da freguesia de São Nicolau, no Concelho do Porto, próximo ao Cais da Ribeira, podendo normalmente ser acessada entre 09:00–20:00 aos dias úteis e sába...&quot;</title>
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		<summary type="html">&lt;p&gt;Created page with &amp;quot;  &amp;#039;&amp;#039;&amp;#039;1. Introdução e Localização&amp;#039;&amp;#039;&amp;#039; &lt;a href=&quot;/portobarroco/index.php?title=Ficheiro:Igreja_de_S%C3%A3o_Nicolau,_Vista_Geral.jpg&quot; title=&quot;Ficheiro:Igreja de São Nicolau, Vista Geral.jpg&quot;&gt;thumb|Fachada da Igreja de São Nicolau&lt;/a&gt; A Igreja de São Nicolau está localizada no centro histórico do Porto, classificado como Património Cultural da Humanidade, mais concretamente na Rua do Infante D. Henrique 93, 4050-298 da freguesia de São Nicolau, no Concelho do Porto, próximo ao Cais da Ribeira, podendo normalmente ser acessada entre 09:00–20:00 aos dias úteis e sába...&amp;quot;&lt;/p&gt;
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&amp;#039;&amp;#039;&amp;#039;1. Introdução e Localização&amp;#039;&amp;#039;&amp;#039;&lt;br /&gt;
[[File:Igreja de São Nicolau, Vista Geral.jpg|thumb|Fachada da Igreja de São Nicolau]]&lt;br /&gt;
A Igreja de São Nicolau está localizada no centro histórico do Porto, classificado como Património Cultural da Humanidade, mais concretamente na Rua do Infante D. Henrique 93, 4050-298 da freguesia de São Nicolau, no Concelho do Porto, próximo ao Cais da Ribeira, podendo normalmente ser acessada entre 09:00–20:00 aos dias úteis e sábados e entre 09:00–11:00 aos domingos; às terça-feiras e nos feriados encontra-se fechada. Por sua vez, é uma arquitetura datada de 1758 da autoria do Frei Manuel de Jesus Maria, que desenhou a planta, e construída sob uma antiga igreja medieval, que foi parcialmente destruída por um incêndio. A antiga igreja foi aberta ao público em 6 de Setembro de 1676 “e consagrada com toda a solenidade pelo Bispo D. Fernando Correia de Lacerda” (GUERRA, 1961). A partir dos Aliados, o caminho mais rápido até à igreja passa por apanhar um dos autocarros das linhas 901 ou 906 e sair na paragem “Ribeira”. Por fim, no meu conhecimento, não é uma igreja classificada, por ora.       &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&amp;#039;&amp;#039;&amp;#039;2. Estado da Arte e Contexto Patrimonial de Proximidade&amp;#039;&amp;#039;&amp;#039;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Em primeiro lugar, interessa percorrer pelo estudo feito até à data da igreja, de modo que, após recorrer a fontes como as “Memórias Paroquiais do Distrito do Porto” ou “O Tripeiro”, baseei-me sobretudo no estudo de Jaime Ferreira Alves, Rui Moreira de Sá e Guerra e na obra coautorada de Manuel de Sampaio Graça e Fernando Noronha, sobretudo. A bibliografia específica ainda é curta. Neste sentido, uma vez entendido o estado da arte, interessa também situar a igreja no contexto físico patrimonial de proximidade, influenciado, logicamente, pela sua posição privilegiada do centro histórico do Porto. Deste modo, rodeiam-na obras como o Palácio da Bolsa, a Sé do Porto e o Paço Episcopal do Porto, o Mercado Ferreira Borges, a Casa do Infante, a Igreja da Misericórdia, a Igreja de Santa Clara e o Mosteiro de São Bento da Vitória, por exemplo, todos eles classificados e pertencentes ao centro histórico da cidade do Porto.        &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&amp;#039;&amp;#039;&amp;#039;3. Objeto de Estudo&amp;#039;&amp;#039;&amp;#039;&lt;br /&gt;
[[File:Interior da Igreja de São Nicolau.jpg|thumb|Interior da Igreja de São Nicolau]]&lt;br /&gt;
Por sua vez, cursando à descrição e investigação do objeto de estudo, a igreja de São Nicolau é uma obra de planta longitudinal com uma única nave retangular e uma capela-mor meramente estreita e mais baixa. O piso da nave é de madeira, enquanto o da capela-mor é de granito, e as paredes são rebocadas a branco, com azulejos no terço inferior. A fachada principal é revestida de azulejos policromados em azul, ainda que interrompidos por quatros pilastras toscanas, rematadas por capitéis dóricos, um entablamento, um frontão triangular e pináculos. Este par de pilastras toscanas  enquadram a fachada nos extremos e dão ritmo à fachada, que no centro do remate do frontão, encontra uma cruz e na extensão das respectivas pilastras, os plintos encimados pelos altos pináculos. No tímpano, encontra-se um mero óculo. O portal barroco é ricamente ordenado por arquitetura escultórica e é enquadrado por colunas sobre pilastras e por colunas coríntias sobre pedestais, sustentando um frontão triangular quebrado pela pedra de armas do bispo D. Frei António de Sousa. Acima do portal, encontra-se uma grande janela, ladeada por pilastras e urnas assentes em aletas de volutas, rematada por um frontão curvo também quebrado por um nicho com uma imagem do padroeiro. Por um lado, a fachada leste é composta pelo corpo da única nave, sendo dividida em dois registros por um friso de granito, de forma horizontal, e com um par de pilastras toscanas nos cantos do frontispício, de forma vertical, e portanto, o registo inferior é revestido de azulejos, enquanto o superior é rebocado a branco, com três janelas gradeadas. Por outro lado, a fachada da sacristia nova (a oeste) é mais baixa, com envasamento de granito, revestida de azulejos na sua totalidade e com duas pilastras que enquadram a porta e duas janelas superiores gradeadas. Há também um pano mais estreito, na extremidade sul, com porta sobreposta por uma janela quadrada e gradeada.  No seu interior, sente-se a axialidade da planta, uma vez que a única nave é dividida em três tramos por pilastras dóricas e um entablamento ao longo das paredes laterais, e que seguem até à parede da capela-mor, conferindo um ritmo e uma sequência ao interior. O teto é abobadado (abóbada de berço), decorado com florões em cada tramo. Os acabamentos incluem ainda um entablamento da ordem toscana nas fachadas laterais da nave e um entablamento com arquitrave da ordem compósita nas laterais da capela-mor, conjugados pela cornija. As fachadas dos topos da nave e da capela-mor têm empenas elevadas acima da cobertura, rematadas por uma cornija, sendo a empena do topo posterior da nave revestida de telha e uma cruz latina sobre um acrotério no vértice das empenas. Por fim, encontram-se vários retábulos, talhas, dois púlpitos e uma capela-mor puramente barroca. Nela, há um retábulo em talha dourada e uma tribuna em arco ultrapassado. Como dito, é uma reconstrução da antiga igreja medieval que havia sido incendiada, não restando nada da primitiva construção. No entanto, a reconstrução trouxe não apenas uma nova planta e fachada, como também o retábulo, em talha dourada, no estilo rococó, da autoria de Frei Manuel de Jesus Monteiro, bem como o painel do pintor João Glama. Posteriormente, no século XX, mais concretamente entre 1966 e 1969 sucedeu-se uma intervenção de substituição dos rebocos exteriores, de colocação de azulejos nas fachadas laterais e de reforço estrutural da parede cabeceira da igreja com vigas de ferro H.         &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&amp;#039;&amp;#039;&amp;#039;4. Património Integrado&amp;#039;&amp;#039;&amp;#039;&lt;br /&gt;
[[File:Retábulo.jpg|thumb|Retábulo-Mor]]&lt;br /&gt;
Em jeito de conclusão, no seu património integrado entendemos a sua importância e riqueza artística, dado que inclui, no coro, um altar de N. Sra. de Fátima em talha dourada e marmoreada, com um retábulo de nicho central enquadrado por três pilastras compósitas; na nave, um altar de Santo Elói em talha dourada, de planta convexa; um altar de N. Sra. da Conceição; no arco triunfal, um altar de N. Sra. da Boa Nova em talha dourada. O retábulo-mor rococó, em talha dourada, do mestre entalhador José Teixeira Guimarães,  apresenta uma configuração típica do retábulo joanino, devido ao seu coroamento mais arranjado e expressivo, por exemplo. No entanto, seguem-se outras particularidades também aqui evidenciadas, como por exemplo a grande diversidade de elementos arquitetónicos como adereços cenográficos: frontões interrompidos, volutas folheadas, colunas torsas, etc. e a utilização de lambrequins e dosséis, que imitam um cortinado de franjas na parte superior do painel. Por sua vez, o retábulo apresenta uma notável expressividade de figuras, nomeadamente às duas estátuas presentes nas laterais, perfeitamente bem inseridas no objeto arquitetónicas. Não obstante, a presença de elementos vegetalistas de pequena ou média dimensão contribuem para dar mais vigor e ornamentação ao riquíssimo retábulo. Por fim, o painel centralizado, datado de 1756/1757, foi pintado pelo renomado João Glama, o autor da obra &amp;quot;Terramoto de 1755&amp;quot;.&lt;/div&gt;</summary>
		<author><name>Francisco Santos</name></author>
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