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| | O presente projecto foca-se no estudo das arquiteturas barrocas do século XVII e XVIII. Tem como objetivo promover uma aprendizagem ativa na Unidade Curricular "História da Arquitetura da Época Moderna II" para aprofundar o conhecimento teórico dos estudantes e desenvolver competências digitais e de comunicação. |
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| '''TRABALHO DE PESQUISA''' | | '''Project coordinators:''' Manuel Rocha (scientific), Luís Trigo, Vera Moitinho de Almeida, André Barbosa. |
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| | '''Support:''' Departamento de Ciências e Técnicas do Património (DCTP), Transdisciplinary Research Center for Culture, Space and Memory (CITCEM), Faculty of Arts and Humanities of the University of Porto (FLUP), Fundação para a Ciência e a Tecnologia (FCT). |
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| '''1. IDENTIFICAÇÃO'''
| | == Objectos Arquitectónicos == |
| [[File:Topo da Torre dos Clérigos no Porto Portugal Patricia Laraia.jpg|thumb]] | | * [[Casa das Sereias]] |
| | | * [[Casa e Quinta de São Gens/Casa e Quinta do Viso]] [[index.php?title=Categoria:Arquitetura]] |
| {| class="wikitable"
| | * [[Clérigos: A caixa de música e o campanário]] |
| |'''Designação'''
| | * [[Convento da Madre de Deus Guimarães]] |
| |Convento de Santa Clara
| | * [[Convento de Jesus de Aveiro]] |
| |-
| | * [[Convento de Nossa Senhora da Penha de França]] |
| |'''Localização'''
| | * [[Convento de Santa Ana de Viana do Castelo]] |
| |Vila do Conde
| | * [[Convento de Santa Clara do Porto]] |
| |-
| | * [[Convento de santa clara]] |
| |'''Cronologia'''
| | * [[Convento de santa teresa]] |
| |Séc. XVIII
| | * [[Convento do Salvador de Braga]] |
| |-
| | * [[Corpus Christi]] |
| |'''Autor(es)'''
| | * [[Fonte da Praça da Ribeira]] |
| |Atribuído a Henrique Ventura Lobo
| | * [[Fonte das Virtudes]] |
| |-
| | * [[Igreja Barroca em Braga]] |
| |'''Classificação'''
| | * [[Igreja Bom Jesus de Matosinhos]] |
| |Imóvel de Interesse Público (1977)
| | * [[Igreja Matriz Póvoa de Varzim]] |
| |}
| | * [[Igreja Nossa Senhora das Dores]] |
| | | * [[Igreja Paroquial de Moreira da Maia]] |
| | | * [[Igreja Paroquial de Santa Marinha]] |
| '''2. ESTADO DA ARTE'''
| | * [[Igreja Paroquial de Santiago de Bougado]] |
| | | * [[Igreja Paroquial de Vilar do Paraíso]] |
| A fachada do Convento de Santa Clara de Vila do Conde constitui uma manifestação rara e notável do barroco monástico no norte de Portugal, destacando-se não apenas pela sua qualidade estética, mas sobretudo pela sua força simbólica e função representativa no contexto da arquitetura conventual feminina. A sua expressão formal, austera e monumental, confere-lhe um estatuto excecional enquanto exemplo do barroco disciplinado e institucional que se desenvolveu no Norte do país ao longo do século XVIII.
| | * [[Igreja São Cristóvão de Louredo]] |
| | | * [[Igreja de Nossa Senhora da Esperança]] |
| Implantada numa elevação dominante sobre a cidade e o rio Ave, a fachada assume um caráter cenográfico e impositivo, não tendo sido concebida com os propósitos litúrgicos tradicionais das igrejas — como a receção de fiéis ou a teatralização dos ritos religiosos — mas antes como uma afirmação do prestígio e da autoridade da instituição monástica. A sua presença na paisagem urbana não se limita a um gesto de integração; pelo contrário, impõe-se como estrutura fundadora da imagem da cidade, articulando-se com a malha urbana e o território através de uma lógica de visibilidade e domínio.
| | * [[Igreja de São Francisco Porto]] |
| | | * [[Igreja de São Francisco de Azurara]] |
| Este efeito cénico é obtido por uma composição arquitetónica de grande sobriedade formal, onde se destaca a regularidade dos vãos, a repetição rítmica dos volumes e a horizontalidade sublinhada por frisos e cornijas. Esta organização rigorosa aproxima a fachada de uma linguagem palaciana, adaptada à realidade clausurada do feminino monástico. A teatralidade que dela emana não se apoia na exuberância decorativa característica de outras expressões do barroco, mas na massa arquitetónica e na força da composição volumétrica.
| | * [[Igreja de São João Batista da Foz do Douro]] |
| | | * [[Igreja de São Nicolau]] |
| Neste sentido, Joaquim Pacheco Neves sublinha a importância da fachada como um exemplo representativo do barroco nortenho, onde o tratamento das massas murárias adquire uma imponência teatral própria, sem recorrer à profusão ornamental. Trata-se, portanto, de uma expressão exemplar do barroco conventual setecentista português, em que a contenção decorativa não enfraquece a sua presença simbólica, antes a reforça, conferindo-lhe uma autoridade silenciosa mas inequívoca.
| | * [[Igreja de São Pedro de Miragaia]] |
| | | * [[Igreja de São Tomé de Bitarães]] |
| Por fim, esta fachada deve ser entendida como um documento arquitetónico fundamental para a compreensão da evolução da arquitetura conventual feminina em Portugal. A monumentalidade exterior, longe de comprometer a clausura, parece antes acentuá-la: a fachada afirma o convento perante o mundo exterior, enquanto o espaço interno permanece resguardado, encerrado num silêncio arquitetónico que traduz a natureza reclusa da vida monástica. Esta dialética entre exterioridade monumental e interioridade reservada traduz, com clareza, os valores simbólicos e institucionais da arquitetura religiosa feminina do período.
| | * [[Igreja de santo ildefonso]] |
| | | * [[Igreja do Colégio de Nossa Senhora da Esperança]] |
| | | * [[Igreja do Convento de Santa Clara (Porto)]] |
| '''3. ENQUADRAMENTO'''
| | * [[Igreja do Corpo Santo de Massarelos]] |
| | | * [[Igreja dos Carmelitas Descalços]] |
| O edifício do convento de Santa Clara insere-se num conjunto arquitetónico e paisagístico de grande relevância para a cidade de Vila do Conde, composto pela Igreja de Santa Clara, pelas ruínas do antigo claustro gótico e pelo aqueduto construído no século XVIII. Este conjunto localiza-se na encosta sul de uma elevação sobranceira ao rio Ave, dominando visualmente a malha urbana e estabelecendo uma relação direta com o território ribeirinho e os acessos à cidade. A zona a norte do convento é estruturada por um tecido urbano consolidado, delimitado por vias como a Rua das Donas, a Calçada de São Francisco e a Rua Trás dos Arcos, que acompanham o traçado do aqueduto e asseguram a ligação entre o mosteiro e o núcleo urbano inferior.
| | * [[Igreja dos Terceiros do Carmo]] |
| | | * [[Igreja e Casa do Despacho da Santa Casa da Misericórdia de Vila do Conde]] |
| A colina onde se ergue o convento corresponde a um antigo ponto de ocupação humana, com registos arqueológicos que remontam ao período pré-romano. No topo deste monte existiu o Castro de São João, um povoado fortificado de origem proto-histórica, associado à cultura castreja. Fontes históricas e arqueológicas sugerem que este castro poderá ter sido habitado pelos Gróvios, uma das tribos celtas do Noroeste Peninsular. Com a chegada dos Romanos, a região integrou-se progressivamente na rede administrativa e viária do Conventus Bracaraugustanus, tendo o castro sido provavelmente romanizado ou abandonado em favor de núcleos mais adaptados à nova organização territorial.
| | * [[Igreja e Colégio de S.Lourenço]] |
| | | * [[Mosteiro de Arouca]] |
| A ocupação do local foi retomada na Idade Média, com a fundação do Mosteiro de Santa Clara em 1318, por iniciativa de D. Afonso Sanches e de sua esposa D. Teresa Martins. A construção do convento beneficiou da autorização e apoio do rei D. Dinis, pai de D. Afonso, sendo possível que o patrocínio régio tenha estado ligado a estratégias de consolidação de poder e influência no território. A proximidade ao rio Ave e a sua posição dominante sobre a cidade conferiam ao mosteiro uma posição privilegiada, tanto do ponto de vista visual como logístico, permitindo o controlo das principais vias fluviais e terrestres da região.
| | * [[Mosteiro de Bom Jesus de Viseu]] |
| | | * [[Mosteiro de Celas]] |
| O edifício atual apresenta uma volumetria compacta e impositiva, desenvolvida em planta em “U”, com três pisos organizados em torno de um pátio interior. A fachada principal, voltada a sul, adapta-se ao declive natural do terreno através de um embasamento em socalco, que acentua a sua monumentalidade e reforça a sua presença urbana. Esta implantação aproveita a topografia da antiga plataforma castreja, prolongando a longa história de ocupação deste lugar e testemunhando a sua permanência como ponto estruturante do território de Vila do Conde.
| | * [[Mosteiro de Lorvão]] |
| | | * [[Mosteiro de Nossa Senhora da Conceição / Igreja de Nossa Senhora do Terço]] |
| '''4. DESCRIÇÃO'''
| | * [[Mosteiro de Nossa Senhora da Assunção de Tabosa]] |
| | | * [[Mosteiro de Santa Clara-a-Nova]] |
| O edifício atual do antigo Mosteiro de Santa Clara resulta de uma profunda reformulação barroca do conjunto monástico original. Essa intervenção, iniciada no final do século XVIII, substituiu parcialmente as estruturas primitivas, das quais subsiste apenas a igreja medieval homónima e o claustro, do qual hoje se conserva apenas a arcaria e um chafariz central de linguagem barroca.
| | * [[O Convento de Santa Clara de Vila do Conde]] |
| | | * [[O Palácio de São João Novo]] |
| Originalmente destinado às monjas clarissas, o mosteiro teve uma relevância significativa na história religiosa e social de Vila do Conde, acolhendo mulheres oriundas da nobreza que procuravam vida religiosa em clausura. No final do século XVIII, a abadessa Madre Mariana de São Paulo procurou apoio do rei, das autoridades eclesiásticas e das famílias das religiosas para a construção de um novo edifício, dada a degradação do antigo dormitório e a sua insuficiente capacidade.
| | * [[Os Conventos Franciscanos que o Tempo Apagou]] |
| | | * [[Palácio do Freixo]] |
| O projeto só avançaria com o contributo de Leonardo Lopes de Azevedo, familiar da então abadessa D. Luísa de Azevedo, que em 1777 possibilitou o início das obras. Os trabalhos começaram em 1778 e terão sido dirigidos por Henrique Ventura Lobo. É provável que o plano inicial previsse uma reformulação integral do conjunto monástico, incluindo a construção de uma nova igreja e das dependências conventuais, tal como sucedeu noutros mosteiros clarissas, como o de Santa Clara do Porto.
| | * [[Quinta dos conegos]] |
| | | * [[Santuário de Santa Rita]] |
| As religiosas transferiram-se para a nova ala ainda incompleta, e os trabalhos seriam interrompidos pelas invasões francesas. Retomadas em 1816, as obras nunca foram concluídas integralmente por falta de verbas, tendo sido finalizada apenas a ala sul, o que condicionou a leitura e simetria do conjunto edificado.
| | * [[Solar Condes de Resende]] |
| | | * [[Sé do Porto]] |
| Após a extinção das ordens religiosas em 1834, o edifício passou para a posse do Estado. A partir do final do século XIX, foi adaptado a reformatório feminino, função que manteve até ao século XX. Essa adaptação procurou respeitar a volumetria barroca exterior do projeto inacabado, tendo sido encerrada a ala este do projeto inicial nesta época, encerrando-se o conjunto num volume em U. As fachadas foram rematadas com soluções coerentes com a linguagem barroca existente, apesar da compartimentação interior ter sido amplamente alterada
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| Que objeto destaca? Justifique o motivo de destacar este objeto / conjunto e apresente-o sumariamente.
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| '''5. IMAGENS E ICONOGRAFIA DO OBJETO'''
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| Mapas, plantas, alçados, fotografias recentes / antigas, estampas, etc., com legenda individual que identifique o autor ou da fonte da imagem.
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| '''6. FONTES E BIBLIOGRAFIA'''
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