Igreja Paroquial de Vilar do Paraíso: diferenças entre revisões
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Edição atual desde as 16h56min de 27 de maio de 2024
- Identificação
| Designação | Igreja Paroquial de Vilar do Paraíso ou Igreja de São Pedro |
| Localização | Rua Igreja do Paraíso 11, Vila Nova de Gaia |
| Cronologia | A igreja era inicialmente uma Capela inserida numa Quinta, foi doada ao convento de Grijó em 1299, porém a arquitetura inicial do edifício religioso sofreu alterações devido a reconstruções dos séculos XVIII e XIX. |
| Autor | O pintor dos azulejos presentes na nave foi Joaquim Lopes (1886-1956) |
| Classificação | Monumento Nacional |
| Como chegar de transportes públicos | A partir da estação de Porto-São Bento, apanhar o comboio em direção a Aveiro e sair em Valadares, Valadares apanhar o autocarro 901 e sair em Tv. Penedo de seguida caminhar certa de 20 minutos até a Igreja. |
| Coordenadas GPS | 41.08704932395889, -8.62206982939231 |
| Contactos Telefónico / Email | 227110132 / paroquiavilardoparaiso@gmail.com |
2. Estado da Arte
No século XVIII, as mudanças estruturais começaram a moldar a igreja e a paróquia. As obras de ampliação da nave e a gravação da data de 1707 no púlpito testemunham o crescimento contínuo da comunidade. No século XIX, novas mudanças ocorreram com a construção da torre sineira e do cemitério, bem como a demolição parcial do antigo Solar dos Camelos. O adro da igreja foi calcetado no início do século XX e nas décadas seguintes deram-se alterações no interior da igreja como o revestimento do interior da nave com azulejos este revestimento foi realizado pela Fábrica do Agueiro sob a autoria do mestre Joaquim Lopes. Em 1962, foi colocado soalho na nave da igreja e em 1971, um novo altar foi instalado. Na década de 1980, o coro-alto foi construído, criando assim um espaço para a música sacra e coral durante as celebrações. A arquitetura da igreja é uma fusão de estilos gótico e barroco. A planta longitudinal com a torre sineira na fachada, a capela-mor mais estreita e baixa, e a sacristia adossada a norte, demostra essa evolução gradual do edifício ao longo do tempo.
3. Enquadramento
Em torno da Igreja existe um imenso cemitério e na União de Freguesias de Mafamude e Vilar do Paraíso, em Vila Nova de Gaia existem ainda as Capelas de São Martinho e a de São Caetano.
4. Descrição
A Igreja Paroquial de Vilar do Paraíso ou Igreja de São Pedro localizada na antiga freguesia de Vilar do Paraíso que foi extinta em 2013 e hoje está na união de freguesias de Mafamude e Vilar do Paraíso, em Vila Nova de Gaia. A freguesia pertenceu ao antigo Couto da Tarouquela que era propriedade de Dom Afonso Henriques e alguns anos depois do Mosteiro de Grijó. Desta forma, conseguimos ver o histórico milenar da freguesia. A Igreja de Vilar do Paraíso é a peça mais bem preservada do património religioso da paroquia. Esta igreja foi doada ao convento de Grijó em 1299, através de um contrato, em que o mosteiro de Grijó cede ao bispo do Porto, Dom Vicente, o padroado de Vilar do Paraíso. O seu nome atual surge já nos princípios do século XIV, quando o Censual do Cabido se refere á mesma como ecclaesia sacti Petri de Paraíso. A freguesia conta ainda com a Capela de São Martinho e a de São Caetano.
A arquitetura da igreja é uma fusão de estilos gótico e barroco. A planta longitudinal com a torre sineira na fachada, a capela-mor mais estreita e baixa, e a sacristia adossada a norte, demostra essa evolução gradual do edifício ao longo do tempo.
A igreja em si tem uma estrutura longa com uma torre sineira frente, uma capela-mor estreita e baixa, uma sacristia ao lado norte e uma antiga casa paroquial quadrangular ao fundo. A torre é destacada, porque contrasta com as grandes massas horizontais. O telhado da nave é em duas águas e possui coruchéus piramidais nos cantos e uma cruz latina ao centro. A capela-mor e a sacristia compartilham um telhado mais baixo de quatro águas. As paredes são rebocadas e pintadas de branco, com azulejos na fachada principal.
A fachada principal tem um embasamento de dois níveis, pilastras nos cantos e uma escada de quatro degraus que leva a uma porta com arco abatido, acima da qual há uma janela semelhante. A torre do sino na fachada norte tem uma janela sineira de cada lado e frontões curvos. A fachada norte também inclui a sacristia e a parte mais alta da casa paroquial. A fachada sul inclui a nave, a capela-mor e a residência paroquial. A capela-mor tem dois contrafortes nos cantos e uma fresta no centro. A parte inferior da residência paroquial tem uma pilastra que a separa da capela-mor. Dentro da igreja, há uma nave única com um coro alto e um teto em abóbada. A capela-mor é separada por arcos triunfais e a sacristia fica do lado do Evangelho.
No interior possui uma nave única com teto em abóbada abatida e o coro-alto assim como detalhes ornamentais, como os azulejos nas paredes da nave e os retábulos em talha branca e dourada na capela-mor que refletem a devoção e o cuidado artístico dedicado à igreja ao longo dos séculos.
As paredes são brancas, com azulejos nas da nave. Há um guarda-vento quadrangular e um coro alto com órgão. Na capela-mor, há um supedâneo elevado em três degraus, com uma abóbada de cruzaria de ogivas. Retábulos dedicados a Nossa Senhora do Rosário e ao Santíssimo estão presentes. Há também uma pia de água benta, um nicho com uma imagem e um antigo púlpito na nave.
Os azulejos, como já foi referido, foram pintados por Joaquim Lopes (1886-1956) da Fábrica do Agueiro. Nas paredes laterais da nave existe um painel oval delimitado por folhas de acanto. Dentro desse painel, obras de arte sacra ganham vida: à esquerda, a cena da "Anunciação à Virgem" do Evangelho; à direita a "Adoração dos Pastores" da Epístola. Na área do coro vemos trifólios que se entrelaçam com folhas de acanto e abaixo destes temos um friso elaborado, também com acanto. No topo, as albarradas ornamentais juntam-se, formando uma grinalda. Acima do cruzeiro, a parede é revestida por um painel de azulejos adornada com acantos e albarradas. No centro desse painel esta retratada a “Ultima Ceia” que completa a sacralidade de todos os azulejos aplicados na Igreja Paroquial de Vilar do Paraíso.
No que toca á ornamentação da Igreja, é comum ver o mesmo tipo de decoração com azulejos e talha dourada em muitas outras igrejas de Portugal, por exemplo, a Igreja se Santo Ildefonso possui também uma fachada decorada com azulejos e um interior ornamentado com talha dourada assim como a Igreja do Carmo ou a Capela das Almas, também no Porto.
5. Bibliografia
Alves, J. J. B. F. (2014). Ensaio sobre a arquitectura barroca e neoclássica a Norte da bacia do Douro. Revista da Faculdade de Letras: Ciências e Técnicas do Património, vol. 4 (2005), p. 135-153.
Baeta, R. E. (2010). O barroco, a arquitetura e a cidade nos séculos XVII e XVIII. SciELO-EDUFBA.
Bonifácio, H. M. P. (2010). As diferentes interpretações da arquitectura barroca em Portugal: notas para uma metodologia. Revista Arquitectura Lusíada, 177-186.
de Carvalho, R. S. Azulejo e arquitectura no período barroco (1675-1750).
Guimarães, G. (1986). Inventário do Património Cultural Construído da Freguesia de Vilar do Paraíso [Separata da Revista Gaia, Volume IV]. Vila Nova de Gaia, Portugal
http://www.monumentos.gov.pt/site/app_pagesuser/sipa.aspx?id=19979 (Consultado a: 02.05.2024)
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