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Solar Condes de Resende: diferenças entre revisões

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[[File:Solar Condes de Resende - Imagem panorâmica da fachada principal.jpg|thumb|335x335px|Imagem panorâmica da fachada principal do Solar Condes de Resende. ]]
[[File:Solar Condes de Resende - Imagem panorâmica da fachada principal.jpg|thumb|335x335px|Imagem panorâmica da fachada principal do Solar Condes de Resende. ]]


# '''1. IDENTIFICAÇÃO'''
=== 1. IDENTIFICAÇÃO ===
{| class="wikitable"
{| class="wikitable"
|'''Designação'''
|'''Designação'''
|Solar Condes de Resende / Quinta da Costa / Casa Municipal da Cultura / Casa Queirosiana de Gaia
|Solar Condes de Resende / Quinta da Costa / Casa Municipal da Cultura / Casa Queirosiana de Gaia
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|'''Localização'''  
|'''Localização'''  
|Portugal,  Porto, Vila nova de Gaia, Canelas
|Travessa Condes de Resende 110, 4410-264 Canelas
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|'''Cronologia'''
|'''Cronologia'''
|Foi  na época medieval que a construção da arquitetura se iniciou. No século XIII  a casa já esta sob o domínio de Tomé da Costa. Século XVIII é adicionado outro  corpo que fica perpendicular ao corpo primitivo. Finalmente, em 1984, a  residência é comprada pela Comprada pela Câmara Municipal de Vila Nova de  Gaia e são realizadas intervenções para adaptar a arquitetura para que no dia  21 de maio de 1984 pudesse ser utilizada para a Casa da Cultura da Câmara.
|Século XIII, com acréscimo no século XVIII e adaptação em 1984
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|'''Autor(es)'''
|'''Autor(es)'''
|s/n
|Desconhecido
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|'''Classificação'''
|'''Classificação'''
|Inexistente,  mas encontra-se sobre propriedade da Câmara Municipal de Vila Nova de Gaia
|Em estudo
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|'''Como chegar?'''
|A  partir da Avenida dos Aliados do Porto, apanhar o metro na linha D no sentido  Santo Ovídio. Sair na Paragem D. João II e apanhar o autocarro que une a  estação aos Carvalhos (via canelas). Por fim, é necessário sair no  Agrupamento de Escolas de Canelas (R. Delfim Lima  Apartado 512, 4411-701 Vila Nova de Gaia) e caminhar 11 minutos.
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'''2. ESTADO DA ARTE'''
=== 2. ESTADO DA ARTE ===
[[File:Solar Condes de Resende - detalhe de um painel azulejar com uma citação de António Lebre.jpg|left|thumb|235x235px|Detalhe de um painel azulejar com uma citação de António Lebre que diz “Foi aqui que Eça começou a enamorar-se de Emília, que veio a ter na vida literária de seu marido notável preponderância”. Esta citação é acompanhada com datação da realização do mesmo painel (1995 – ano queirosiano) e o brasão da família Resende e o brasão da Câmara Municipal de Vila Nova de Gaia.]]
 
{| class="wikitable"
A construção do corpo primitivo da casa iniciou-se no século XIII, sob a posse de Tomé da Costa. No século XVIII, é adicionado outro corpo que fica perpendicular ao corpo primitivo. Finalmente, em 1984, a residência é comprada pela Câmara Municipal de Vila Nova de Gaia. Nesta última fase, são realizadas intervenções para adaptar a arquitetura para que, a partir do dia 21 de maio de 1984, pudesse ser utilizada para a Casa da Cultura da Câmara.
|São  vários os autores a mencionar o Solar Condes de Resende seja pelo seu drama  familiar, seja pela presença de Eça Queiroz ou pelos eventos que atualmente este abrega. Mas, Susana Guimarães, numa iniciativa em conjunto com os ''Amigos do Solar Condes de Resende'', realizou uma síntese de toda a história do  edifício (conhecida até à data) estudando o edifício em si, a evolução e dinâmica da própria construção, estudar a Quinta como propriedade, produtora  de rendimentos e gestora de uma área de domínio definida, avaliando se este fator era a garantida da sua influencia a nível local, seguir a transmissão geracional da propriedade, questão que implica abordagens de foro  genealógico, e estudar a sua articulação com o exterior, a sociedade, através  das relações dos possidentes com os outros.
 
|}
Vários os autores mencionam o Solar Condes de Resende seja pelo seu drama  familiar, seja pela presença de Eça Queiroz ou pelos eventos que atualmente este alberga. No entanto, Susana Guimarães, numa iniciativa em conjunto com os ''Amigos do Solar Condes de Resende'', realizou uma síntese de toda a história do  edifício (conhecida até à data) estudando o edifício em si, a evolução e dinâmica da própria construção. O seu estudo analisa a Quinta como propriedade, como produtora  de rendimentos e como gestora de uma área de domínio definida. Avalia ainda se este fator era a garantida da sua influência a nível local, seguindo a transmissão geracional da propriedade, o que implica abordagens de foro  genealógico e o estudo da sua articulação com o exterior, a sociedade, através  das relações dos possidentes com os outros.
 
 
=== 3. ENQUADRAMENTO ===
 
Relativamente ao contexto físico patrimonial de proximidade, destaca-se o Coreto Paroquial de Canelas (1907). Este coreto está classificado como Imóvel  de Valor Concelhio desde 1980 e situa-se no Jardim de S. João de Canelas em frente à Igreja Matriz. Para além disso, é de notar a Igreja Paroquial de Canelas (1779),  que veio substituir um templo que existia no mesmo lugar e apresenta  características essencialmente barrocas embora ainda estejam presentes alguns traços renascentistas.
 
 
=== 4. DESCRIÇÃO ===
 
Desconhece-se a origem da construção do Solar dos Condes de Resende. Através dos Arquivos Paroquiais do distrito do Porto, foi possível descobrir que este terreno apresenta já algum tipo de presença senhorial desde 1042. No entanto, propriedade compreendia uma área mais alargada do que é atualmente. Esta edificação destaca-se por um barroco mais singelo, mas, nunca deixa de apresentar a extravagância e cenografia tão apreciada por esta burguesia.  Atualmente, o visitante depara-se com um edifício composto de três corpos  principais que são interligados por ângulos retos que formam um pequeno claustro quadrangular que receciona o sujeito. Em suma, a casa forma um total  de dois L sendo que o corpo barroco une todo o complexo pelo exterior e interior.


'''3. ENQUADRAMENTO'''
A casa apresenta dois andares nos quais o rés do chão serviria para funções laborais de domínio agrícola e para cavalarias. O andar nobre agregava as funções habitacionais e de lazer. Apesar de simples, esta arquitetura seguiu o cânone desta tipologia de casas nobres no barroco onde o andar inferior era ocupado por criados e os seus trabalhos que, neste caso, se prendiam  muito a produção têxtil e de gado. O andar superior fazia jus ao seu  nome e era ocupado pelos habitantes da casa e acabava por ser diferenciado  para destacar a importância de quem o preenchia. Passando agora para a descrição dos dois corpos principais da arquitetura irei denominá-los de corpo A (leste) e corpo B (norte).  
{| class="wikitable"
|'''Contexto físico patrimonial de proximidade '''
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|Destaque  ao Coreto Paroquial de Canelas (contruído em 1907), classificado como Imóvel  de Valor Concelhio desde 1980 que se situa no Jardim de S. João de Canelas,  em frente à Igreja Matriz. Não esquecer a Igreja Paroquial de Canelas(1779),  que veio substituir um templo que existia no mesmo lugar e apresenta  características essencialmente barrocas embora que, ainda são presentes  alguns traços renascentistas.
|}


'''4. DESCRIÇÃO'''
O corpo A é o mais antigo. Este não apresenta traços de nobilitação em comparação com o corpo adjacente. A fachada é simples e apresenta um andar nobre onde se situavam os quartos residenciais. Diretamente abaixo dos quartos, encontravam-se as cavalarias que forneciam o calor necessário para os seus habitantes. Funcionavam, em conjunto, uma adega e uma pequena arrecadação. As janelas apresentam cantarias pétreas que as destacam da parede branca e, ligeiramente à direita, encontramos uma pedra-de-armas dos Condes de Resende, para deixar claro quem eram os novos proprietários do Solar.  
{| class="wikitable"
|'''Objeto arquitetónico'''
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|Desconhece-se  a origem da construção do Solar dos Condes de Resende, no entanto, através  dos Arquivos Paroquiais do distrito do Porto, foi possível descobrir que este  terreno apresenta já algum tipo de presença senhorial desde 1042 – contudo,  este terreno compreendia uma área mais alargada do que é atualmente.[[File:Solar Condes de Resende I (49856138448).jpg|left|thumb|Fachada principal da casa a partir do exterior.]]Esta  edificação destaca-se por um barroco mais singelo, mas, nunca deixa de  apresentar a extravagância e cenografia tão apreciada por esta burguesiaAtualmente, o visitante depara-se com um edifício composto de três corpos  principais que são interligados por ângulos retos que formam um pequeno  claustro quadrangular que receciona o sujeito. Em suma, a casa forma um total  de dois L sendo que o corpo barroco une todo o complexo pelo exterior e  interior.


A  casa apresenta dois andares nos quais o rés do chão serviria para funções  laborais de domínio agrícola e para cavalarias. Já o andar nobre agregava as  funções habitacionais e de lazer. Apesar de simples, esta arquitetura seguiu  o “cânone” desta tipologia de casas nobres no barroco onde o andar inferior  era ocupado por criados e os seus trabalhos que, neste caso, se prendiam  muito a produção têxtil e de gado, enquanto o andar superior fazia jus ao seu  nome e era ocupado pelos habitantes da casa e acabava por ser diferenciado  para destacar a importância de quem o preenchia. Passando agora para a  descrição dos dois corpos principais da arquitetura irei denominá-los de  corpo A (leste) e corpo B (norte).[[File:Solar Condes de Resende - Corpo Leste.jpg|thumb|Corpo A (leste).]]O  corpo A é o mais antigo, não apresenta grande nobilitação e até causa  estranheza em comparação com o corpo adjacente. A fachada é simples e  apresenta um andar nobre onde se situavam os quartos residenciais e,  diretamente abaixo deles, encontravam-se as cavalarias que forneciam o calor  necessário para os seus habitantes. Funcionavam, em conjunto, uma adega e uma  pequena arrecadação. As janelas apresentam cantarias pétreas que as destacam  da parede branca e, ligeiramente à direita, encontramos uma pedra-de-armas  dos Condes de Resende, para deixar claro quem eram os novos proprietários do  Solar.[[File:Solar Condes de Resende - Escadaria do corpo norte.jpg|thumb|Corpo B (norte).]]O  corpo B, apesar de não haver registo de quando o mesmo foi edificado, através das memórias paroquiais de 1758, onde é referido “''ambas cazas com foro de  fidalgos, aparentados com muitas casas ilustres, respeitadas de toda a  Provincia''” e, antes disso, ainda menciona a Capela de São Tomé que se encontra no edificado. Ou seja, já são referidas duas casas já no terceiro  quartel do século XVIII e a capela, então, podemos concluir que a mesma deve  ter sido contruída dentro dessas mesmas datas porque confronta outras fontes  que apenas referem um corpo existencial. O corpo B é realçado através de uma  escadaria cenográfica que encontra uma ''loggia'' suportada por colunas dóricas que é ampliada para esta comunicar com a capela de S. Tomé. Nesta fachada, surgem janelas com cantarinhas pétreas com forma de volutas e franjas de cortinados realizadas por pedreiros de Canelas. No lado norte, voltado para o jardim das Camélias, é também decorado com ornatos nas janelas e na porta com acesso ao jardim é introduzida uma escadaria semicircular para  dar ênfase a uma entrada mais dramática.[[File:Solar Condes de Resende - Porta de acesso ao Jardim das Camélias.jpg|left|thumb|218x218px|Porta de acesso ao Jardim das Camélias.]]Passando  para o Jardim das Camélias, é uma área de refresco com uma pequena forte com  paredes ondulares concavas e convexas, que realçam esta ideia de dinamismo  plástico e a sumptuosidade.[[File:Solar Condes de Resende - fonte do Jardim das Camélias.jpg|thumb|243x243px|Fonte do Jardim das Camélias.]]No  lado leste existe uma horta comunitária (ainda ativa) com várias espécies e o  restante de um lavadoiro.
Sabe-se que o corpo B estava edificado em 1758 através das memórias paroquiais desse ano, onde é referido “''ambas cazas com foro de  fidalgos, aparentados com muitas casas ilustres, respeitadas de toda a  Provincia''”. Este registo menciona também a Capela de São Tomé que se encontra no mesmo conjunto edificado. O corpo B destaca-se pela escadaria cenográfica que encontra uma ''loggia'' suportada por colunas dóricas. A escadaria é ampliada para comunicar com a capela de S. Tomé. Nesta fachada, constam janelas com cantarinhas pétreas com forma de volutas e franjas de cortinados, realizadas por pedreiros locais. No lado norte, voltado para o jardim das Camélias, as janelas e a porta são decoradas com ornatos. Para aceder ao jardim, é introduzida uma escadaria semicircular que dá ênfase à entrada.  


Apesar  das intervenções realizadas pela Câmara Municipal de Gaia, houve uma  preocupação em manter o interior original. As abóbadas são de madeira com motivos geometrizantes, as janelas eram acompanhadas com namoradeiras em  pedra para os visitantes poderem usufruir das suas conversas com cenários  vegetativos e, no caso daquelas que se encontravam no lado oeste, para terem uma vista privilegiada para o mar.
O Jardim das Camélias (ou das Japoneiras) é uma área de refresco com uma fonte de pequenas dimensões. Ao estilo barroco, a fonte combina paredes ondulares concavas e convexas, que evocam o dinamismo plástico e a sumptuosidade. No lado leste, existe uma horta comunitária (ainda ativa) com várias espécies e as ruínas de um lavadoiro. O jardim das Japoneiras contém exemplares com 300 anos e uma Estátua de Eça de Queiroz (mais recente) que se enamorou nesta mesma casa por Emília de Castro Pamplona. Este espaço encontra-se atualmente na inventariação da coleção de Marciano Azuaga.


As  salas e o salão nobre (todos localizados no corpo B) eram posicionados no andar nobre.
Apesar  das intervenções realizadas pela Câmara Municipal de Gaia, houve uma preocupação em manter o interior original. As abóbadas são de madeira com motivos geometrizantes, as janelas eram acompanhadas com namoradeiras em pedra para os visitantes poderem usufruir das suas conversas com cenários vegetativos e, no caso daquelas que se encontravam no lado oeste, para terem vista para o mar.




'''5. IMAGENS E ICONOGRAFIA DO OBJETO'''


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=== 5. IMAGENS E ICONOGRAFIA DO OBJETO ===
[[File:Solar Condes de Resende V (49856678136).jpg|thumb|Escultura de Eça de Queiroz.]]
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|'''Património integrado'''
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|Realçar  o jardim das Japoneiras ou das Camélias com exemplares com 300 anos e, a  Estátua de Eça de Queiroz (mais recente) que se enamorou nesta mesma casa por  emília de Castro Pamplona. Este espaço encontra-se atualmente na  inventariação da coleção de Marciano Azuaga. Também importante destacar o  valor do património fundiário e de herança da casa que já atravessa longos  séculos e como as identidades de várias famílias acabaram por influenciar  Canelas e a própria arquitetura do Solar.
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|'''6. FONTES E BIBLIOGRAFIA''' 
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|·       Capela,  José Viriato (2009). “Portugal nas memórias paroquiais de 1758: As freguesias  do distrito do Porto nas Memórias Paroquiais de 1758 – memórias, história e  património. Vol. 5”. Braga: [Edição do autor]. <nowiki>ISBN 978-972-98662-4-1</nowiki> (pg.  757-758)
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File:Solar Condes de Resende - detalhe de um painel azulejar com uma citação de António Lebre.jpg|left|thumb|235x235px|Detalhe de um painel azulejar com uma citação de António Lebre que diz “Foi aqui que Eça começou a enamorar-se de Emília, que veio a ter na vida literária de seu marido notável preponderância”. Esta citação é acompanhada com datação da realização do mesmo painel (1995 – ano queirosiano) e o brasão da família Resende e o brasão da Câmara Municipal de Vila Nova de Gaia.
File:Solar Condes de Resende V (49856678136).jpg|thumb|Escultura de Eça de Queiroz.
File:Solar Condes de Resende I (49856138448).jpg|left|thumb|Fachada principal da casa a partir do exterior.
File:Solar Condes de Resende - fonte do Jardim das Camélias.jpg|thumb|243x243px|Fonte do Jardim das Camélias.
File:Solar Condes de Resende - Porta de acesso ao Jardim das Camélias.jpg|left|thumb|218x218px|Porta de acesso ao Jardim das Camélias.
File:Solar Condes de Resende - Corpo Leste.jpg|thumb|Corpo A (leste).
File:Solar Condes de Resende - Escadaria do corpo norte.jpg|thumb|Corpo B (norte).
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=== 6. FONTES E BIBLIOGRAFIA ===


·       '''Cardoso''', Rúben Ricardo Oliveira (2020). “Continuidade pela transformação: o solar dos condes de Paço Vitorino”. Dissertação de Mestrado em Arquitetura apresentada a 29 de abril de 2020 na Universidade Lusíada do Porto.
Capela, José Viriato (2009). “Portugal nas memórias paroquiais de 1758: As freguesias do distrito do Porto nas Memórias Paroquiais de 1758 – memórias, história e património. Vol. 5”. Braga: [Edição do autor]. <nowiki>ISBN 978-972-98662-4-1</nowiki> (pg. 757-758)


·       '''Costa''', V. B. da (junho de 2014).  “Boletim da Associação Cultural amigos de Gaia: ''A Capela de Santo Ovídio''”Edição nº 78 – 13º Vol. Vila Nova de Gaia. (pg. 5-13).
'''Cardoso''', Rúben Ricardo Oliveira (2020).  “Continuidade pela transformação: o solar dos condes de Paço Vitorino”Dissertação de Mestrado em Arquitetura apresentada a 29 de abril de 2020 na  Universidade Lusíada do Porto.


·       '''Fernandes''', João Luis (2023). “A coleção Marciano Azuaga: Gaia e Porto na segunda metade do século XIX e primeira  década do século XX”. Dossiê temático “Museologia: diálogos e encontros  ibéricos”. Edição nº16.
'''Costa''', V. B. da (2014).  “Boletim da Associação Cultural amigos de Gaia: ''A Capela de Santo Ovídio''”.  Edição nº 78 – 13º Vol. Vila Nova de Gaia. (pg. 5-13).


·       '''Ferreira-Alves,''' Joaquim Jaime B. (2001). “Coleção Portucale: A casa Nobre no Porto na Época Moderna”. Lisboa: Edições Inapa. ISBN: 972-8387-91-1. (pg. 119-122)
'''Fernandes''', João Luis (2023). “A coleção Marciano Azuaga: Gaia e Porto na segunda metade do século XIX e primeira  década do século XX”. Dossiê temático “Museologia: diálogos e encontros ibéricos”. Edição nº16.


·       '''Gonçalves''', Flávio (1984). “Revista do Gabinete de História e Arqueologia de vila nova de Gaia: Mestres de pedraria  gaienses que trabalharam, no século XVIII, na “Torre de Garcia D’Ávila””Edição s/n – 2º Vol. Vila Nova de Gaia. (pg. 259-271).
'''Ferreira-Alves,''' Joaquim Jaime B. (2001). “Coleção Portucale: A casa Nobre no Porto na Época Moderna”. Lisboa: Edições InapaISBN: 972-8387-91-1. (pg. 119-122)


·       '''GUIMARÃES''', J. A. (1995). “Eça de Queiroz os Condes de Resende”. Vila Nova de Gaia: Casa Municipal de Cultura. Solar  dos Condes de Resende.
'''Gonçalves''', Flávio (1984). “Revista do  Gabinete de História e Arqueologia de vila nova de Gaia: Mestres de pedraria gaienses que trabalharam, no século XVIII, na “Torre de Garcia D’Ávila””.  Edição s/n – 2º Vol. Vila Nova de Gaia. (pg. 259-271).


·       '''Guimarães''', J. A. G. e Guimarães, Susana (dezembro de 2011). ”Boletim da Associação Cultural Amigos de Gaia: ''Vila  nova de Gaia e as Invasões Francesas''”. Edição nº 13 – 13º Vol. Vila Nova de Gaia. (pg. 22-33).
'''Guimarães''', J. A. (1995). “Eça de Queiroz os Condes de Resende”. Vila Nova de Gaia: Casa Municipal de Cultura. Solar dos Condes de Resende.


·       '''Guimarães''', Susana (junho de 2012). “Boletim  da Associação Cultural amigos de Gaia: ''O Solar Condes de Resende e os  Cavalos''”. Edição nº 74 12º Vol. Vila Nova de Gaia. (pg. 27-33).
'''Guimarães''', J. A. e Guimarães, Susana (dezembro de 2011). ”Boletim da Associação Cultural Amigos de Gaia: ''Vila  nova de Gaia e as Invasões Francesas''”. Edição nº 13 13º Vol. Vila Nova de Gaia. (pg. 22-33).


·       '''Guimarães''', Gonçalves (dezembro de 1993).  “Boletim da Associação Cultural amigos de Gaia: ''Jardins de Vila Nova de  Gaia''”. Edição nº 36 – 6º Vol. Vila Nova de Gaia. (pg. 11-16).
'''Guimarães''', Susana (1993).  “Boletim da Associação Cultural amigos de Gaia: ''Jardins de Vila Nova de  Gaia''”. Edição nº 36 – 6º Vol. Vila Nova de Gaia. (pg. 11-16).


·       '''Guimarães''', Gonçalves (junho de 1996).  “Boletim da Associação Cultural amigos de Gaia: ''Títulos nobiliárquicos de  Vila Nova de Gaia – II''”. Edição nº 41 – 6º Vol. Vila Nova de Gaia. (pg.  23-27).
'''Guimarães''', Susana (1996).  “Boletim da Associação Cultural amigos de Gaia: ''Títulos nobiliárquicos de  Vila Nova de Gaia – II''”. Edição nº 41 – 6º Vol. Vila Nova de Gaia. (pg.  23-27).


·       '''Guimarães''', Susana Cristina Gomes Gonçalves  (2005). “A Quinta da Costa em Canelas. Vila Nova de Gaia (1766-1816):  Família, Património e Casa.” Dissertação de mestrado em Estudos Locais e  Regionais, apresentada à Faculdade de Letras da Universidade do Porto. ISBN: 972-99222-1-7.
'''Guimarães''', Susana (2005). “A Quinta da Costa em Canelas. Vila Nova de Gaia (1766-1816):  Família, Património e Casa.” Dissertação de mestrado em Estudos Locais e  Regionais, apresentada à Faculdade de Letras da Universidade do Porto. ISBN: 972-99222-1-7.


·       '''Madureira''', Nuno Luís, Cidade: Espaço Quotidiano (Lisboa, 1740-1830), Lisboa, Livros Horizonte, 1992.
'''Guimarães''', Susana (2012). “Boletim  da Associação Cultural amigos de Gaia: ''O Solar Condes de Resende e os Cavalos''”. Edição nº 74 – 12º Vol. Vila Nova de Gaia. (pg. 27-33).


·       '''Miranda''', A. I. F. (dezembro de 2005).  “Boletim da Associação Cultural Amigos de Gaia”. “''Peças de fiação tecelagem do Solar Condes de Resende''”. Edição nº 61 – 10º Vol. Vila Nova  de Gaia. (pg. 25-33).
'''Madureira''', Nuno Luís, Cidade: Espaço Quotidiano (Lisboa, 1740-1830), Lisboa, Livros Horizonte, 1992.


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'''Miranda''', A. I. F. (2005).  “Boletim da Associação Cultural Amigos de Gaia”. “''Peças de fiação e  tecelagem do Solar Condes de Resende''”. Edição nº 61 – 10º Vol. Vila Nova  de Gaia. (pg. 25-33).

Edição atual desde as 07h53min de 9 de dezembro de 2025

Imagem panorâmica da fachada principal do Solar Condes de Resende.

1. IDENTIFICAÇÃO[editar | editar código-fonte]

Designação Solar Condes de Resende / Quinta da Costa / Casa Municipal da Cultura / Casa Queirosiana de Gaia
Localização Travessa Condes de Resende 110, 4410-264 Canelas
Cronologia Século XIII, com acréscimo no século XVIII e adaptação em 1984
Autor(es) Desconhecido
Classificação Em estudo

2. ESTADO DA ARTE[editar | editar código-fonte]

A construção do corpo primitivo da casa iniciou-se no século XIII, sob a posse de Tomé da Costa. No século XVIII, é adicionado outro corpo que fica perpendicular ao corpo primitivo. Finalmente, em 1984, a residência é comprada pela Câmara Municipal de Vila Nova de Gaia. Nesta última fase, são realizadas intervenções para adaptar a arquitetura para que, a partir do dia 21 de maio de 1984, pudesse ser utilizada para a Casa da Cultura da Câmara.

Vários os autores mencionam o Solar Condes de Resende seja pelo seu drama familiar, seja pela presença de Eça Queiroz ou pelos eventos que atualmente este alberga. No entanto, Susana Guimarães, numa iniciativa em conjunto com os Amigos do Solar Condes de Resende, realizou uma síntese de toda a história do edifício (conhecida até à data) estudando o edifício em si, a evolução e dinâmica da própria construção. O seu estudo analisa a Quinta como propriedade, como produtora de rendimentos e como gestora de uma área de domínio definida. Avalia ainda se este fator era a garantida da sua influência a nível local, seguindo a transmissão geracional da propriedade, o que implica abordagens de foro genealógico e o estudo da sua articulação com o exterior, a sociedade, através das relações dos possidentes com os outros.


3. ENQUADRAMENTO[editar | editar código-fonte]

Relativamente ao contexto físico patrimonial de proximidade, destaca-se o Coreto Paroquial de Canelas (1907). Este coreto está classificado como Imóvel de Valor Concelhio desde 1980 e situa-se no Jardim de S. João de Canelas em frente à Igreja Matriz. Para além disso, é de notar a Igreja Paroquial de Canelas (1779), que veio substituir um templo que existia no mesmo lugar e apresenta características essencialmente barrocas embora ainda estejam presentes alguns traços renascentistas.


4. DESCRIÇÃO[editar | editar código-fonte]

Desconhece-se a origem da construção do Solar dos Condes de Resende. Através dos Arquivos Paroquiais do distrito do Porto, foi possível descobrir que este terreno apresenta já algum tipo de presença senhorial desde 1042. No entanto, propriedade compreendia uma área mais alargada do que é atualmente. Esta edificação destaca-se por um barroco mais singelo, mas, nunca deixa de apresentar a extravagância e cenografia tão apreciada por esta burguesia. Atualmente, o visitante depara-se com um edifício composto de três corpos principais que são interligados por ângulos retos que formam um pequeno claustro quadrangular que receciona o sujeito. Em suma, a casa forma um total de dois L sendo que o corpo barroco une todo o complexo pelo exterior e interior.

A casa apresenta dois andares nos quais o rés do chão serviria para funções laborais de domínio agrícola e para cavalarias. O andar nobre agregava as funções habitacionais e de lazer. Apesar de simples, esta arquitetura seguiu o cânone desta tipologia de casas nobres no barroco onde o andar inferior era ocupado por criados e os seus trabalhos que, neste caso, se prendiam muito a produção têxtil e de gado. O andar superior fazia jus ao seu nome e era ocupado pelos habitantes da casa e acabava por ser diferenciado para destacar a importância de quem o preenchia. Passando agora para a descrição dos dois corpos principais da arquitetura irei denominá-los de corpo A (leste) e corpo B (norte).

O corpo A é o mais antigo. Este não apresenta traços de nobilitação em comparação com o corpo adjacente. A fachada é simples e apresenta um andar nobre onde se situavam os quartos residenciais. Diretamente abaixo dos quartos, encontravam-se as cavalarias que forneciam o calor necessário para os seus habitantes. Funcionavam, em conjunto, uma adega e uma pequena arrecadação. As janelas apresentam cantarias pétreas que as destacam da parede branca e, ligeiramente à direita, encontramos uma pedra-de-armas dos Condes de Resende, para deixar claro quem eram os novos proprietários do Solar.

Sabe-se que o corpo B estava edificado em 1758 através das memórias paroquiais desse ano, onde é referido “ambas cazas com foro de fidalgos, aparentados com muitas casas ilustres, respeitadas de toda a Provincia”. Este registo menciona também a Capela de São Tomé que se encontra no mesmo conjunto edificado. O corpo B destaca-se pela escadaria cenográfica que encontra uma loggia suportada por colunas dóricas. A escadaria é ampliada para comunicar com a capela de S. Tomé. Nesta fachada, constam janelas com cantarinhas pétreas com forma de volutas e franjas de cortinados, realizadas por pedreiros locais. No lado norte, voltado para o jardim das Camélias, as janelas e a porta são decoradas com ornatos. Para aceder ao jardim, é introduzida uma escadaria semicircular que dá ênfase à entrada.

O Jardim das Camélias (ou das Japoneiras) é uma área de refresco com uma fonte de pequenas dimensões. Ao estilo barroco, a fonte combina paredes ondulares concavas e convexas, que evocam o dinamismo plástico e a sumptuosidade. No lado leste, existe uma horta comunitária (ainda ativa) com várias espécies e as ruínas de um lavadoiro. O jardim das Japoneiras contém exemplares com 300 anos e uma Estátua de Eça de Queiroz (mais recente) que se enamorou nesta mesma casa por Emília de Castro Pamplona. Este espaço encontra-se atualmente na inventariação da coleção de Marciano Azuaga.

Apesar das intervenções realizadas pela Câmara Municipal de Gaia, houve uma preocupação em manter o interior original. As abóbadas são de madeira com motivos geometrizantes, as janelas eram acompanhadas com namoradeiras em pedra para os visitantes poderem usufruir das suas conversas com cenários vegetativos e, no caso daquelas que se encontravam no lado oeste, para terem vista para o mar.


5. IMAGENS E ICONOGRAFIA DO OBJETO[editar | editar código-fonte]

6. FONTES E BIBLIOGRAFIA[editar | editar código-fonte]

Capela, José Viriato (2009). “Portugal nas memórias paroquiais de 1758: As freguesias do distrito do Porto nas Memórias Paroquiais de 1758 – memórias, história e património. Vol. 5”. Braga: [Edição do autor]. ISBN 978-972-98662-4-1 (pg. 757-758)

Cardoso, Rúben Ricardo Oliveira (2020). “Continuidade pela transformação: o solar dos condes de Paço Vitorino”. Dissertação de Mestrado em Arquitetura apresentada a 29 de abril de 2020 na Universidade Lusíada do Porto.

Costa, V. B. da (2014). “Boletim da Associação Cultural amigos de Gaia: A Capela de Santo Ovídio”. Edição nº 78 – 13º Vol. Vila Nova de Gaia. (pg. 5-13).

Fernandes, João Luis (2023). “A coleção Marciano Azuaga: Gaia e Porto na segunda metade do século XIX e primeira década do século XX”. Dossiê temático “Museologia: diálogos e encontros ibéricos”. Edição nº16.

Ferreira-Alves, Joaquim Jaime B. (2001). “Coleção Portucale: A casa Nobre no Porto na Época Moderna”. Lisboa: Edições Inapa. ISBN: 972-8387-91-1. (pg. 119-122)

Gonçalves, Flávio (1984). “Revista do Gabinete de História e Arqueologia de vila nova de Gaia: Mestres de pedraria gaienses que trabalharam, no século XVIII, na “Torre de Garcia D’Ávila””. Edição s/n – 2º Vol. Vila Nova de Gaia. (pg. 259-271).

Guimarães, J. A. (1995). “Eça de Queiroz e os Condes de Resende”. Vila Nova de Gaia: Casa Municipal de Cultura. Solar dos Condes de Resende.

Guimarães, J. A. e Guimarães, Susana (dezembro de 2011). ”Boletim da Associação Cultural Amigos de Gaia: Vila nova de Gaia e as Invasões Francesas”. Edição nº 13 – 13º Vol. Vila Nova de Gaia. (pg. 22-33).

Guimarães, Susana (1993). “Boletim da Associação Cultural amigos de Gaia: Jardins de Vila Nova de Gaia”. Edição nº 36 – 6º Vol. Vila Nova de Gaia. (pg. 11-16).

Guimarães, Susana (1996). “Boletim da Associação Cultural amigos de Gaia: Títulos nobiliárquicos de Vila Nova de Gaia – II”. Edição nº 41 – 6º Vol. Vila Nova de Gaia. (pg. 23-27).

Guimarães, Susana (2005). “A Quinta da Costa em Canelas. Vila Nova de Gaia (1766-1816): Família, Património e Casa.” Dissertação de mestrado em Estudos Locais e Regionais, apresentada à Faculdade de Letras da Universidade do Porto. ISBN: 972-99222-1-7.

Guimarães, Susana (2012). “Boletim da Associação Cultural amigos de Gaia: O Solar Condes de Resende e os Cavalos”. Edição nº 74 – 12º Vol. Vila Nova de Gaia. (pg. 27-33).

Madureira, Nuno Luís, Cidade: Espaço e Quotidiano (Lisboa, 1740-1830), Lisboa, Livros Horizonte, 1992.

Miranda, A. I. F. (2005). “Boletim da Associação Cultural Amigos de Gaia”. “Peças de fiação e tecelagem do Solar Condes de Resende”. Edição nº 61 – 10º Vol. Vila Nova de Gaia. (pg. 25-33).