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Mosteiro de Santa Clara-a-Nova: diferenças entre revisões

Fonte: Porto Barroco
Created page with "'''1. IDENTIFICAÇÃO''' {| class="wikitable" |'''Designação''' |Mosteiro de Santa Clara-a-Nova |- |'''Localização''' |Calçada Santa Isabel, 3040-270 Coimbra, Portugal |- |'''Cronologia''' |Século XVII e XVIII |- |'''Autor(es)''' |João Turriano (1610–1679) |- |'''Classificação''' |Categoria: MN - Monumento Nacional, Decreto de 16-06-1910, DG, n.º 136, de 23-06-1910 (classificou o Mosteiro de Santa Clara, compreendendo o túmulo da Rainha Santa Isabel); Dec..."
 
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'''1. IDENTIFICAÇÃO'''
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|João Turriano (1610–1679)
|João Turriano (1610–1679),Domingos Freitas, Mateus do Couto, Manuel do Couto, Custodio Vieira, Carlos Mardel
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|'''Classificação'''
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Decreto n.º 31-A/2012, DR, 1.ª série, n.º 252 (suplemento), de 31-12-2012 (ampliou a área classificada e alterou a designação para "Mosteiro de Santa Clara-a-Nova")
Decreto n.º 31-A/2012, DR, 1.ª série, n.º 252 (suplemento), de 31-12-2012 (ampliou a área classificada e alterou a designação para "Mosteiro de Santa Clara-a-Nova")
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'''ESTADO DA ARTE'''
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|O Mosteiro de Santa Clara-a-Nova é um marco da arquitetura religiosa em Portugal, destacando-se entre os conjuntos monásticos da sua época pela imponência da sua construção e pela harmonia do seu traçado. A grandiosidade do edifício, reflete a importância do mosteiro na história religiosa e cultural da cidade, sendo um dos melhores exemplos do barroco monástico em Portugal. (BONIFÁCIO, Horácio, 1990).
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'''ENQUADRAMENTO'''
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|'''Contexto físico patrimonial de proximidade'''
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|O Mosteiro de Santa Clara-a-Nova esta localizado em Coimbra, na margem esquerda do rio Mondego, fora do antigo núcleo urbano amuralhado, no Alto de Santa Clara, antigamente conhecido por monte da Esperança, uma zona elevada e estratégica da cidade. O edifício pertence à freguesia de Santa Clara e Castelo Viegas, integrando um dos mais importantes conjuntos patrimoniais da cidade, ao lado do antigo Mosteiro de Santa Clara-a-Velha, hoje em ruínas, e o antigo Mosteiro dos Franciscanos.
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|'''Contextualização'''
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|'''Como chegar'''
|                O primeiro Convento de Santa Clara, em Coimbra, foi erguido junto do convento franciscano, tendo sido fundado por D. Mor Dias, uma dama da nobreza conimbricense, que se encontrava recolhida no convento feminino de São João das Donas, ligado aos Cónegos de Santa Cruz. A primeira pedra da Igreja foi lançada em 1286, e no ano seguinte o mosteiro foi entregue à Ordem de Santa Clara. No entanto, sua fundação gerou conflitos com os Cónegos de Santa Cruz, que duraram muitos anos. Após a morte de D. Mor Dias, em 1302, os frades crúzios contestaram seu testamento, levando ao fechamento do mosteiro.
|Localizado numa região de fácil acesso, é possível chegar ao Mosteiro de Santa Clara-a-Nova de várias maneiras.


De carro, a partir de Lisboa ou do Porto, basta seguir pela autoestrada A1 em direção a Coimbra, saindo na saída 12 (Coimbra-Sul) ao quilómetro 189. Após a portagem, continue pelo IC2 em direção a Coimbra e, antes de atravessar o rio Mondego, saia à direita em direção a Lisboa/Condeixa. Siga pela Rua da Guarda Inglesa até à rotunda do Portugal dos Pequenitos, continue pela R. Carlos Alberto Pinto de Abreu até à rotunda Baden Powell, saindo na primeira à direita para a R. Mendes dos Remédios. Após cerca de 400 metros, vire à direita para a Calçada de Santa Isabel e desça até o Mosteiro.
                O Mosteiro foi refundado com o apoio de D. Isabel de Aragão (1270-1336), que tendo conseguido resolver os problemas com os Cónegos de Santa Cruz, obteve autorização do Papa Clemente V, em 1314, para fundar um novo mosteiro dedicado a Santa Clara. A nova edificação foi erguida no mesmo local onde outrora se localizava o mosteiro fundado por D. Mor Dias. Contudo, a rainha adquiriu terrenos adjacentes, permitindo a ampliação da área e o planejamento de um edifício de maiores proporções.


Para quem vem de Vilar Formoso, deve seguir pela A25 até Aveiro e, daí, entrar na A1 em direção a Lisboa. A partir daí, o percurso segue da mesma forma: saída 12 Coimbra-Sul, IC2, Rua da Guarda Inglesa, rotunda do Portugal dos Pequenitos e Calçada de Santa Isabel.
                Após a morte de seu marido, D. Dinis, em 1325, a rainha passou a vestir o hábito das Clarissas, embora não tenha se tornado freira de fato, e viveu até à sua morte num paço que mandou edificar nas imediações do Mosteiro.


De comboio, é possível desembarcar na estação Coimbra-B e fazer a ligação para Coimbra-A. Os horários podem ser consultados no site da CP (<nowiki>https://www.cp.pt/passageiros/pt</nowiki> ).
                A Rainha Santa Isabel se tornou uma das figuras mais veneradas da história religiosa de Portugal, não apenas por seu papel como monarca, mas sobretudo pelo exemplo de santidade que demonstrou ao longo da vida. Logo após sua morte, começaram a surgir relatos de milagres atribuídos à sua intercessão. Foi D. Manuel I quem solicitou ao Papa Leão X, em 1516, a beatificação de D. Isabel. A partir dessa concessão, tomaram-se as primeiras diligências para sua canonização, incluindo a fundação da Confraria da Rainha Santa Isabel. A canonização foi oficialmente realizada em 1625.


De autocarro, é possível utilizar serviços como Rede Expressos, RodoNorte ou ALSA. Dentro da cidade de Coimbra, as linhas 6, 14 e 14T dos SMTUC passam pelo Mosteiro de Santa Clara-a-Nova. Mais informações estão disponíveis em <nowiki>https://www.smtuc.pt/</nowiki> .
                O antigo Mosteiro, contudo, começou a degradar-se devido às cheias constantes do rio Mondego, que também afetavam o Convento de São Francisco. Em 1602, começou a construção do novo convento dos franciscanos, mas as Clarissas continuaram no mesmo local, fazendo reformas na igreja e elevando o piso para evitar problemas com as inundações


Link Google Maps: <nowiki>https://maps.app.goo.gl/Gx5dSx7uo844ioCe7</nowiki>
                Após a Restauração da Independência, as freiras clarissas, por meio da abadessa, solicitaram a D. João IV a mudança do Mosteiro de Santa Clara para um local mais seguro. O mesmo acatou o pedido, e em 12 de dezembro de 1647, assinou um documento autorizando a mudança, visando proteger as religiosas e preservar o túmulo da Rainha Santa Isabel.
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Revisão das 19h18min de 17 de maio de 2025

IDENTIFICAÇÃO

Designação Mosteiro de Santa Clara-a-Nova
Localização Calçada Santa Isabel, 3040-270 Coimbra, Portugal
Cronologia Século XVII e XVIII
Autor(es) João Turriano (1610–1679),Domingos Freitas, Mateus do Couto, Manuel do Couto, Custodio Vieira, Carlos Mardel
Classificação Categoria: MN - Monumento Nacional,


Decreto de 16-06-1910, DG, n.º 136, de 23-06-1910 (classificou o Mosteiro de Santa Clara, compreendendo o túmulo da Rainha Santa Isabel);

Decreto de 20-05-1911, DG, n.º 119, de 23-05-1911 (determinou que a classificação compreende não só o túmulo, mas ainda o claustro e coros);

Decreto n.º 31-A/2012, DR, 1.ª série, n.º 252 (suplemento), de 31-12-2012 (ampliou a área classificada e alterou a designação para "Mosteiro de Santa Clara-a-Nova")


ESTADO DA ARTE

O Mosteiro de Santa Clara-a-Nova é um marco da arquitetura religiosa em Portugal, destacando-se entre os conjuntos monásticos da sua época pela imponência da sua construção e pela harmonia do seu traçado. A grandiosidade do edifício, reflete a importância do mosteiro na história religiosa e cultural da cidade, sendo um dos melhores exemplos do barroco monástico em Portugal. (BONIFÁCIO, Horácio, 1990).

ENQUADRAMENTO

Contexto físico patrimonial de proximidade
O Mosteiro de Santa Clara-a-Nova esta localizado em Coimbra, na margem esquerda do rio Mondego, fora do antigo núcleo urbano amuralhado, no Alto de Santa Clara, antigamente conhecido por monte da Esperança, uma zona elevada e estratégica da cidade. O edifício pertence à freguesia de Santa Clara e Castelo Viegas, integrando um dos mais importantes conjuntos patrimoniais da cidade, ao lado do antigo Mosteiro de Santa Clara-a-Velha, hoje em ruínas, e o antigo Mosteiro dos Franciscanos.
Contextualização
                O primeiro Convento de Santa Clara, em Coimbra, foi erguido junto do convento franciscano, tendo sido fundado por D. Mor Dias, uma dama da nobreza conimbricense, que se encontrava recolhida no convento feminino de São João das Donas, ligado aos Cónegos de Santa Cruz. A primeira pedra da Igreja foi lançada em 1286, e no ano seguinte o mosteiro foi entregue à Ordem de Santa Clara. No entanto, sua fundação gerou conflitos com os Cónegos de Santa Cruz, que duraram muitos anos. Após a morte de D. Mor Dias, em 1302, os frades crúzios contestaram seu testamento, levando ao fechamento do mosteiro.

                O Mosteiro foi refundado com o apoio de D. Isabel de Aragão (1270-1336), que tendo conseguido resolver os problemas com os Cónegos de Santa Cruz, obteve autorização do Papa Clemente V, em 1314, para fundar um novo mosteiro dedicado a Santa Clara. A nova edificação foi erguida no mesmo local onde outrora se localizava o mosteiro fundado por D. Mor Dias. Contudo, a rainha adquiriu terrenos adjacentes, permitindo a ampliação da área e o planejamento de um edifício de maiores proporções.

                Após a morte de seu marido, D. Dinis, em 1325, a rainha passou a vestir o hábito das Clarissas, embora não tenha se tornado freira de fato, e viveu até à sua morte num paço que mandou edificar nas imediações do Mosteiro.

                A Rainha Santa Isabel se tornou uma das figuras mais veneradas da história religiosa de Portugal, não apenas por seu papel como monarca, mas sobretudo pelo exemplo de santidade que demonstrou ao longo da vida. Logo após sua morte, começaram a surgir relatos de milagres atribuídos à sua intercessão. Foi D. Manuel I quem solicitou ao Papa Leão X, em 1516, a beatificação de D. Isabel. A partir dessa concessão, tomaram-se as primeiras diligências para sua canonização, incluindo a fundação da Confraria da Rainha Santa Isabel. A canonização foi oficialmente realizada em 1625.

                O antigo Mosteiro, contudo, começou a degradar-se devido às cheias constantes do rio Mondego, que também afetavam o Convento de São Francisco. Em 1602, começou a construção do novo convento dos franciscanos, mas as Clarissas continuaram no mesmo local, fazendo reformas na igreja e elevando o piso para evitar problemas com as inundações

                Após a Restauração da Independência, as freiras clarissas, por meio da abadessa, solicitaram a D. João IV a mudança do Mosteiro de Santa Clara para um local mais seguro. O mesmo acatou o pedido, e em 12 de dezembro de 1647, assinou um documento autorizando a mudança, visando proteger as religiosas e preservar o túmulo da Rainha Santa Isabel.