Convento de Jesus de Aveiro
Enquadramento
O Convento de Jesus de Aveiro, também conhecido por Mosteiro de Jesus, localiza-se na União das freguesias de Glória e Vera Cruz, em Aveiro. Atualmente é o Museu de Aveiro ou Museu de Santa Joana. Na sua envolvente possui a Sé de Aveiro (obra primitiva do século XV), Igreja da Misericórdia de Aveiro, Igreja Carmelita de Aveiro e um dos canais da cidade, da zona do Rossio.
Local pertencente à Ordem Dominicana feminina, foi onde a Princesa Joana, filha de Afonso V de Portugal, viveu até morrer no dia 12 de maio (1490), data tornada em feriado municipal devido à sua importância como padroeira da cidade e da diocese. O convento possui relações com o culto religioso devido à vida de santidade que a Princesa Joana levou até sua beatificação em 1693. Mesmo com obras de melhoramento nos séculos seguintes, a clausura foi mantida até 1874.
A igreja é monumento nacional desde 1911. Integram o Museu o túmulo da Princesa Joana, a talha dourada preservada da Igreja de Jesus e o retrato da Princesa são obras ligadas a esse espaço, que o tornam uma das arquiteturas exemplares da arte portuguesa, principalmente na expressão artística do período Barroco. Contém ainda uma coleção de arte religiosa do século XV ao século XX. A Igreja de Jesus possui o arco gótico próximo ao púlpito como marca da continuação da estrutura primitiva. Diferentes linguagens estão presentes no revestimento interno dela, com investimentos de famílias como os Tavares, os Duques de Aveiro e a casa Real.
Convento de Jesus de Aveiro | |
| Código SIPA | IPA.00002255 |
| Ordem religiosa | Ordem Dominicana feminina |
| Outras nomenclaturas | Mosteiro de Jesus, Museu de Santa Joana ou Museu de Aveiro |
| Localização | |
| País | Portugal |
| Cidade | Aveiro |
| Freguesia | Freguesia de Glória e Vera Cruz |
| Localidade | Av. Santa Joana, 3810-329 |
| Coordenadas | 40.63933292904409, -8.65095453441705 |
Estado da Arte
O Museu de Aveiro possui suas partes documentadadas no Roteiro do Museu de Aveiro de 1960. O SIPA configura-se como a fonte para as datas referentes a evolução do monumento ao longo da diacronia e dos artifícies e artistas que trabalharam nele.
Domingos Maurício Gomes dos Santos, com a sua obra de 6 volumes intitulada "O Mosteiro de Jesus de Aveiro", configura-se como um dos autores que reuniu o maior número de informações sobre essa arquitetura e a história dela, assim como das pessoas a ela relacionadas. Na dimensão do Barroco em edifícios religiosos, Natália Marinho Ferreira Alves disserta sobre o convento e a talha dourada presente na Igreja de Jesus em sua obra.
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Fundado por D. Brites Leitão e D. Mécia Pereira e construído após a autorização para instituição em 1461 por bula papal do Papa Pio II. Sabe-se que a clausura era existente em 1465 desde o princípio de janeiro. Acompanhadas de D. Catarina, essas figuras teriam chegado a Aveiro em 24 de novembro de 1458 e residido em casas junto a atual Catedral, ou seja, no Convento Dominicano ali existente.
Através do SIPA [1] é possível obter uma sequência cronológica sobre os acontecimentos que envolveram o monumento em estudo. Quanto a sua edificação, destacam-se também os anos de 1459, em que casas na Rua Direita são vendidas a D. Mécia Pereira pelo cónego do Porto, Rodrigo Anes, para fundação do mosteiro. As primeiras monjas do Mosteiro, segundo esta fonte, teriam recebido o hábito de noviças em 25 dezembro de 1464. A ajuda régia ao mosteiro ocorre por esmola anual de 6 mil reais (unidade monetária da época) feita por D. Afonso V (1432-1481) concedida em 1466.
As fontes bibliográficas apontam a data de 1472 como aquela na qual a Princesa-Infanta D. Joana, nascida em 1452, entra no Convento, onde viveu até morrer. “Embora senhora da vila de Aveiro pelos finais do século XV, a infanta D. Joana, filha de D. Afonso V, decidiu, contra a vontade do pai e da corte, professar como religiosa [...]. No entanto, impedida de o fazer por razões claramente políticas [...], Joana resistiu e manteve-se como secular no convento. [...] será apesar de tudo, após a coroação do irmão como D. João II, aceite finalmente na ordem, fazendo voto de castidade a 25 de novembro de 1481.” (PEREIRA, 2006)
Em 28 agosto 1472, “D. Afonso V compromete-se a pagar a Aires Gomes as casas que lhe tomara, para incorporar no Mosteiro, bem como o de cercar, madeirar, forrar e ladrilhar o edifício” (SIPA). Há o testamento feito em 19 de março de 1490 por D. Joana, a aforrar seus escravos e deixando, todos os seus bens ao Mosteiro, com exceção de alguns legados. No dia 12 maio do mesmo ano, ela morre na Sala ou Casa de Lavor, recebendo desde logo reverência por parte das freiras do espaço quanto a sua santidade, oficializada apenas em 1693 por meio da beatificação da Princesa Joana.
D. António de Vasconcelos e Sousa, bispo de Coimbra, procede o exame do corpo de Santa Joana em 1711 com outras religiosas e o Provincial da Ordem de São Domingos. D. José permite em 1777 que as religiosas a nomeiem um juiz executor e escrivão para a cobrança de rendas e foros.
O decreto de 30 de maio de 1834, com Portaria de 4 de junho[2], durante o período do Liberalismo e o crescente laicismo nas instituições de poder, a Extinção das Ordens Religiosas faz com que a clausura termine em 1874 com a morte da última religiosa do local. Natália Marinho Ferreira Alves escreve sobre que os “conventos femininos portugueses dão-nos hoje uma imagem profundamente distorcida, não só do espírito que presidiu à sua fundação, mas também da evolução artística dos próprios edifícios. Para este facto contribuiram a cobiça, o vandalismo e a ignorância que golpearam as instituições religiosas a partir dos inícios do século XIX” (ALVES, 2019).
A autora destaca a Extinção das Ordens como uma das principais causas para o estado atual dessas construções, caracterizando-as como: “Locais de grande prestígio, os conventos acolhiam senhoras da melhor nobreza, inclusivé de sangue real, encontrando-se entre os seus fundadores os próprios monarcas e, como protectoras por excelência, rainhas e infantas. Dispondo de rendimentos de diversa índole, e por vezes avultados, alguns deles, a partir do último quartel do século XVII e durante os dois primeiros terços do século XVIII, sofrem importantes obras de transformação nas suas dependências. Serão as suas igrejas que irão reflectir a feição magnífica e opulenta do barroco com os revestimentos a azulejo e nomeadamente a talha dourada, criando um espaço único, de que são paradigmas as de Jesus e de Santa Clara.” (ALVES, 2019).
O convento é convertido no Colégio de Santa Joana para educação de meninas a partir de Portaria do Governo de 30 de maio. Nos anos seguintes é criada a Irmandade de Santa Joana (1877) e o colégio funciona a partir de 1882 como externato para crianças pobres[3], sendo encerrado em 21 de junho de 1910, quando o local é “fechado e lacrado e os seus bens arrolados e transferidos para o Estado[3]”.
Em 1911 é classificado como monumento nacional e transformado em espaço museológico. A portaria de 7 de junho cria legalmente o Museu de Aveiro, sendo João Augusto Marques Gomes nomeado 1º diretor pela portaria de 24 de janeiro de 1915. Afeto ao Instituto dos Museus e Conservação, I.P. em 29 de março de 2007, o imóvel tem inauguração em 18 dezembro de 2008 e reabertura do Museu ao público com projeto do arquiteto Alcino Soutinho.
Modificações Arquitetônicas e no Interior
Em relação as alterações na estrutura do objeto de estudo antes da beatificação, juntamente com as adições de elementos artísticos a sua estrutura, revelam-se a reedificação da capela-mor em 1592 por Francisco de Tavares, [o contrato de 02 de novembro de 1685 para a obra de Domingos Lopes do forro da igreja e a criação de uma capela na Casa de Lavor em 1689 pelo simbolismo do local de falecimento da infanta D. Joana.
Em 12 de maio de 1694, terminam as festas de comemoração da beatificação da Princesa Santa Joana por meio de uma procissão. Logo em seguida ao feito, o arquiteto régio João Antunes realiza em 1699 o risco e executa o túmulo para a princesa na reforma do coro-baixo[4], perdurando até 1711. Em 23 de outubro deste ano é transladado o corpo da princesa para o túmulo feito a expensas de D. Pedro II .
Durante o século XVIII a linguagem do Barroco se faz presente fortemente com a introdução da talha da capela-mor pelos entalhadores António Gomes e José Correia[5] e com o douramento dela por Manuel da Silva, pintor de Coimbra, e António José Correia, pintor do Porto. Os painéis laterais foram pintados em 1729 por Manuel Ferreira e Sousa, pintor portuense. Outros acontecimentos são a produção do órgão da igreja (1739), as ampliações da ala poente do claustro (1743-1744) e a feitura do órgão do coro-alto (1792).
Quanto à talha do convento, Robert C. Smith e Natália Alves dissertam sobre ela. “A influência de S. Pedro, de Miragaia, faz-se sentir na opulenta capela do convento de Jesus, em Aveiro, cuja talha foi principiada cerca de 1702, data que se encontra no arco cruzeiro.” (SMITH, 1962, p.84). “Nos anos seguintes [a 1685], a talha dourada prolifera, iniciando-se o processo que levará ao revestimento total do interior, concretizado no século seguinte. Datado de 1702 é o arco cruzeiro, sendo também contemporâneos os retábulos laterais desconhecendo-se, até ao momento, a sua autoria.” (ALVES, 2019).
A riqueza da igreja de Jesus de Aveiro, ainda existente na atualidade, segundo Natália Alves “não corresponde de forma alguma à sobriedade da sua arquitectura”. Para ela, interessa “o período que medeia entre os entre os reinados de D. Pedro II (1683-1706) e D. José I (1750-1777) sendo, no entanto, na época de D. João V (1707-1750) que se atingirá o máximo esplendor no interior das igrejas conventuais”. O rei D. João V, portanto, promove a difusão da influência portuguesa no Mundo, auxiliada pela exploração do ouro do Brasil, ao buscar comparar-se à grandeza do Vaticano e da corte papal. Através de doações, dotes conventuais e mecenas, o luxo e aparato instauram-se nas instituições religiosas, permitindo-as a aquisição de ilustres obras de arte.
A ala poente do claustro é ampliada durante 1743 e 1744. Em 8 de julho de 1745, há o sepultamento do sétimo duque de Aveiro D. Gabriel de Lencastre na Capela de Santo Agostinho. A Capela de Nossa Senhora do Rosário possui, em madeira dourada e policromada, um altar com catorze tábuas de pintura a óleo do século XVII de autoria de António André. Há um altar secundário decorado com baixos-relevos em cera e conjunto escultórico da Sagrada Família ao centro em madeira policromada; albergando a imagem do Menino Jesus deitado em maquineta-relicário do século XVIII. As portas laterais permitiriam o acesso a capelas, a oratórios e espaços de arrumação de alfaias religiosas. A invocação de Nossa Senhora do Rosário nesta capela é justificada por esta ser a invocação mariana predileta dos Dominicanos. (COSTA, 2008-2009).
A Capela do Senhor dos Passos é construída no século XVIII nas remodelações do convento e, em virtude da devoção pelos mistérios de Cristo terem destaque à época, uma imagem processional do Senhor dos Passos é albergada pelo retábulo (meados do XVIII) em talha dourada. Do lado direito uma porta dava acesso a desaparecida Capela de Santa Maria Madalena.
A Sala do Capítulo Velho era onde as freiras se reuniam para decidir assuntos referentes a posse, compra, venda e administração de bens conventuais. Nela se recebiam as noviças, onde o hábito era tomado, realizava-se as eleições para nomear a prioresa, local em que se lia a Regra e eram tratadas questões disciplinares. As espreitadeiras – janelas laterais, possibilitavam que o maior número de religiosas conseguissem assistir aos atos de maior participação. Foi também usado como capela com invocação de Nossa Senhora da Assunção. Com retábulo de talha dourada do século XVIII, teto com molduras em talha dourada com pinturas alusivas à Virgem, foi o local de enterramento das fundadoras do convento.
Com a extinção das ordens religiosas por decreto de D. Pedro IV em 1834, é convertido em Colégio de Educação de meninas a partir de 1874 e transformado em espaço museológico em 1911. Com o projeto de Alcino Soutinho a reabertura ao público do Museu ocorre em 2008. Abrem-se a nova Sala de Exposições Temporárias, o espaço da biblioteca e a Galeria da Pedra em 2009, e é votado a "municipalização" do museu pela Assembleia Municipal de Aveiro em 2015.
Partes do Convento de Jesus

- Claustro - O claustro renascentista é “adintelado de dois pisos, desenvolvendo colunata jónica de fuste liso com correspondência de finas colunas pseudo-toscanas no piso superior e implantação central de chafariz com obelisco, em área rebaixada. Ao longo do piso térreo rasgam-se capelas de diferentes dimensões com portais arquivoltados e ogivais.” (SIPA).
- Refeitório - Localizado na ala nascente, o refeitório possui planta retangular, com um portal gótico-manuelino. Mantém a estrutura para leitura – a tribuna da leitora – é aberta em três vãos com balcão assente em duas colunas com capitéis anelares de folhagem e de lintéis cortados em arco rebaixado, possuindo acesso através de dois degraus. As paredes são revestidas por azulejo coimbrão do tipo rosácea, padrão azul e branco dos séculos XVII-XVIII, o teto é plano, conservando-se as mesas e bancos; a iluminação é feita por meio de janelas em capialço.
- Coro-baixo - O Coro-baixo apresenta o túmulo da princesa Santa Joana, em mármores embutidos policromos ao gosto italiano. Obra realizada entre 1699 e 1711 do arquiteto régio João Antunes (1645-1712) – responsável pelas obras na Igreja de Santa Engrácia em Lisboa-, o artista faz o risco e executa o túmulo para princesa durante a reforma do espaço. Com pavimento de mosaico, a porta de acesso do ante-coro na sala é uma obra de marcenaria engradada e embrechada, com inspiração no estilo renascentista. Segundo Paulo Pereira[6]:
“[O arquiteto João Antunes] Usou os embrechados que na altura se acomodavam ao gosto cortesão e áulico português, por influência italiana. Antunes já experimentara esta solução com excelentes resultados no retábulo da Capela da Quinta do Calhariz, em Sesimbra (de 1683). Conhecedor da técnica e dos oficiais que dominavam a artesania do embutido de pedra-mármore, e certamente com base em algum modelo preexistente hoje difícil de encontrar, projeta a arca, instalando-a suspensa sobre quatro anjos em cada canto e com escultura de uma fênix no eixo. A arca é paralelepipédica, com emolduramento jônico e enrolamento em forma de consolas. No cimo e ao centro, põe um grupo de lavores heráldicos, oferecendo duas fachadas com volutas. O sentido de toda esta obra é, no entanto, mais do que heráldico: é emblemático. São emblemas os anjos que suportam o túmulo, bem como a fênix, símbolo da Ressurreição. Do mesmo modo, a ordem arquitetônica escolhida, o jônico, remete para o gênero feminino, como era de tradição vitruviana, traduzida embora de forma barroca. Do mesmo modo, a inexistência de qualquer imagem identificadora de Santa Joana, substituída pelas armas do reino, ou a de «desmaterialização» da inércia da pedra pela representação dos leves e inefáveis anjinhos-atlantes, perpetua o mistério sagrado que ali se encena: a incorruptibilidade de um corpo santo.”
- Sala de Lavor - A Sala de Lavor é atualmente revestida a talha e telas pintadas, que são divididas por cartelões. O local instituído desde o principio da clausura era destinado ao bordado de alfaias e paramentos utilizados no culto, ao “trabalho de lavor”. A Princesa Santa Joana é trazida a esse espaço ao adoecer e, consequentemente, interrompendo a função deste, visto que residiu nele até sua morte. Passa a ser um cartório onde foi reunida a documentação necessária para o processo canônico de beatificação concluído em 1693. Um pequeno altar localiza-se na parede de frente à entrada, com tela representando a morte de Santa Joana, a qual duas mísulas ladeiam com imaginária. As pinturas narram à vida da Princesa: a chegada a Aveiro à realização do seu cortejo fúnebre. Sua remodelação decorativa ocorre em 1734, como indicado pela presença desta data numa cartela da Casa de Lavor, convertendo a sala em capela-relicário.
- Fachada do Convento - A fachada principal reveste a primitiva e prolonga o corpo principal do edifício. Com dois registros, estes divididos por frisos e cinco panos, há uma entrada central de portal nobre circunscrito por pilastras e frontão semicircular interrompido. Nota-se o escudo e coroa real. Enquanto o piso térreo caracteriza-se assimétrico em relação à abertura dos vãos por vezes entaipados, o piso superior sistema de abertura de pares de janelões retangulares e gradeados de frontões interrompidos. Há um entablamento dórico – friso com métopas e triglifos – na parte superior, com correspondência das pilastras da ordem colossal.
- Igreja de Jesus - A Igreja de Jesus possui nave retangular com cobertura em caixotões almofadados, com duas estruturas retabulares e silhar de azulejos decorativos. Órgão junto ao coro, porta de acesso à zona conventual, arco triunfal a pleno centro. A capela-mor é profunda e com cobertura em falsa abóbada de lunetas; portas de acesso às primitivas sacristias existem nas paredes laterais.
Na Igreja de Jesus localiza-se, conforme texto de O Roteiro do Museu de Aveiro de 1960, nas páginas 56 a 59: “A pequena porta de acesso da capela de Santo Agostinho à igreja, entrevista da nave do templo, apresenta-se como obra mestra do ogival dos fins de quatrocentos. Enquadra-se nos trechos decorativos mais tardios de azulejo, pintura, talha e outra marcenaria, a formar sequente conjunto. Logo em frente a esta porta se depara o monumental órgão da igreja[...]”.
Diferentes artistas foram chamados para executar obras na Igreja de Jesus de Aveiro após a morte da Princesa Joana entre os séculos XVI e XVIII. (Tabela 1).
- Tabela 1
| Obras e contratos da Igreja de Jesus | |||
| Obra | Artista/Feitor da obra | Cronologia | Custo em real |
| Reedificação da capela-mor | Francisco de Tavares | 1592 | _ |
| Feitura do retábulo-mor | Domingos Lopes | 24 janeiro de 1668 | 90$000 |
| Contrato da obra do forro da igreja | Domingos Lopes | 02 de novembro de 1685 | 470$0000 |
| Reforma do coro-baixo e execução do túmulo para a princesa D. Joana | João Antunes | 1699 - 1711 | _ |
| Contrato para a execução da talha da capela-mor 111 | António Gomes e José Correia | 17 de janeiro de 1725 | 3:000$300 |
| Contrato para recuo de dois degraus do adro do Convento para ampliação da capela-mor da igreja | Religiosos de São Domingos | 10 de janeiro de 1726 | _ |
| Contrato para feitura de várias vidraças | Manuel da Costa Vale | 30 de dezembro de 1727 | $060 casa palmo |
| Contrato para o douramento da talha e pintura dos painéis laterais | Manuel da Silva e António José Correia (douramento); Manuel Ferreira e Sousa (pintura dos painéis) | 02 de abril de 1729 | 1.050$000 |
| Caixotões do coro-alto | _ | 1731 (data inscrita) | _ |
| Feitura do órgão da igreja | _ | 07 de maio de 1739 | _ |
| Execução do órgão | _ | 1784 | _ |
| Feitura do órgão do coro-alto | _ | 1792 | _ |
Fonte: SIPA. (*) : Obra não realizada. Real: moeda portuguesa à época.
- Tabela 2
| Artistas no Convento de Jesus de Aveiro | |
| Artista | Função |
| Francisco de Tavares | Arquiteto |
| Domingos Lopes (1685) | Carpinteiro |
| João Antunes (1699-1711) | Arquiteto |
| António Gomes (1725) | Entalhador |
| José Correia (1725) | Entalhador |
| Manuel da Costa Vale (1727) | Mestre vidraceiro (do Porto) |
| Manuel da Silva (1729) | Pintor dourador (de Coimbra) |
| António José Correia (1729) | Pintor dourador (do Porto) |
| Manuel Ferreira e Sousa (1729) | Pintor (do Porto) |
| Pedro Guimarães (2003) | Organeiro |
| Alcino Soutinho (séc. 21) | Arquiteto |
Fonte: SIPA.
[1] Sistema de Informação para o Património Arquitetónico (SIPA). http://www.monumentos.gov.pt/site/APP_PagesUser/SIPA.aspx?id=2255. Último acesso em 03/05/2025.
[2] Ribeiro, R. R. G. (2013). A atividade do arquiteto João Antunes no norte de Portugal.
[3] Segundo o SIPA, “a obra seria à semelhança do Mosteiro de São Bento da Avé Maria, no Porto”. A obra detalha da capela-mor da encontra-se concluída a data de 01 de maio de 1728.
[4] Ribeiro, R. R. G. (2013). A atividade do arquiteto João Antunes no norte de Portugal.
[5] Segundo o SIPA, “a obra seria à semelhança do Mosteiro de São Bento da Avé Maria, no Porto”. A obra detalha da capela-mor da encontra-se concluída a data de 01 de maio de 1728.
[6] Pereira Paulo (2006). História da arte portuguesa (1a ed. reimpressão). Vol. III. Círculo de Leitores.