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Convento de Nossa Senhora da Penha de França

Fonte: Porto Barroco
Convento da Nossa Senhora da Penha de França

IDENTIFICAÇÃO[editar | editar código-fonte]

Designação Convento de Nossa Senhora da Penha de França
Localização Avenida Central, freguesia de São José de São Lázaro e São João do Souto, Braga, Portugal.
Autor(es) Manuel António, Bento Correia, Manuel Fernandes da Silva, Estevão Moreira, Manuel Rebelo, João Ferreira Velho, Policarpo de Oliveira Bernardes.
Classificação Arquitetura religiosa barroca; arquitetura conventual feminina.

Cronologia[editar | editar código-fonte]

DATA ACONTECIMENTO OBSERVAÇÕES
Fevereiro de 1650 Lavrado contrato notarial por Pedro de Aguiar e Maria Vieira.1 Consignação de bens para construção de casa de recolhimento para mulheres beatas.
1652 Instituição do recolhimento para sete beatas capuchas. Donzelas ou viúvas; seguia a Terceira Regra de São Francisco.
Segunda metade do séc. XVII Fundação do Recolhimento das Beatas Capuchas. Destinado a donzelas e viúvas; capela dedicada a Nossa Senhora da Penha de França.
(Data não precisa) Testamento de Pedro de Aguiar e Maria Vieira. Deixam bens para eventual transformação em convento; condicionada a requisitos legais.
Cerca de 1719 Visita de D. Rodrigo de Moura Teles ao Recolhimento.2 Reacende o desejo de transformar o recolhimento em convento.
Cerca de 1719 Levantamento económico e estrutural por Custódio de Azevedo Proença.3 Avaliação da situação das beatas, espaço, materiais e fundos.
30 de junho de 1719 Primeiro recibo de pagamento das obras dos muros.4 Assinado pelo mestre Manuel António (Mestre Possas).
Julho 1719 - abril 1720 Recibos das obras da cerca.5 Assinados por Manuel António, Bento Correia e Custódio Antunes Barros.
4 de junho de 1720 Contrato de arrematação da igreja. Entre Madre Maria Sacramento e Manuel Fernandes da Silva; planta retangular conforme o Arcebispo.
7 de junho de 1720 Lançamento da primeira pedra da igreja.6 Cerimónia solene presidida por D. Rodrigo de Moura Teles.
3 de outubro de 1720 Relatório de balanço de pagamentos a mestres pedreiros. Indica valores pagos e por pagar.
18 de dezembro de 1721 Primeira missa na nova igreja. Celebrada pelo Arcebispo de Braga.
1721 Conclusão da 1.ª fase das obras. Igreja e cerca construídas.
Maio de 1723 Regente solicita à Misericórdia o legado de Maria Vieira.7 Para continuar as obras e adquirir arte sacra.
8 de setembro de 1725 Contrato com Estevão Moreira e Manuel Rebelo.8 Mestres pedreiros contratados para continuação das obras.
1725–1728 Segunda fase das obras do convento. Construção das dependências conventuais.
4 de agosto de 1727 Sagração da igreja. Cerimónia religiosa.
6 de julho de 1728 Pagamento final aos mestres pedreiros.9 Valor de 7 contos, 892 mil e 560 réis.
4 de junho de 1727 Entrada solene das religiosas no convento. Acompanhadas por senhoras, amigas e parentes.
Final da década de 1720 Encomenda de azulejos da capela-mor a Policarpo de Oliveira Bernardes. Provenientes de Lisboa.
Década de 1730 Provável construção do púlpito por Marceliano de Araújo. Obra artística.
Século XIX Execução do órgão.10 Sem data exata.
1833 Extinção das Ordens Religiosas.11 Resultado das reformas liberais em Portugal.
1879 Edifício conventual é cedido para o Asilo da Infância Desvalida D. Pedro V.

[1] «Em meados do século XVII o casal Pedro Aguiar e Maria Vieira, instituíram, no Campo de Santa Ana, na cidade de Braga, o Recolhimento das Beatas Capuchas, para aí se recolherem donzellas ou viúvas, vivendo na observância da Regra de S. Francisco.» («Manuel Fernandes da Silva: Mestre e Arquitecto de Braga», Manuel Joaquim Moreira da Rocha, p. 104)

[2] Recolhimento de Nossa Senhora da Conceição da Penha de França / Convento de Nossa Senhora da Conceição da Penha de França, SIPA, disponível em http://www.monumentos.gov.pt/Site/APP_PagesUser/SIPA.aspx?id=11127

[3] «Custódio Proença conclui o relatório, que envia para o Arcebispo, alertando para a pertinência da ocasião para se meter mãos à obra» («Manuel Fernandes da Silva: Mestre e Arquitecto de Braga», Manuel Joaquim Moreira da Rocha, p. 104)

[4] «mestre pedreiro Manuel António, também identificado como Mestre Possas» («Manuel Fernandes da Silva: Mestre e Arquitecto de Braga», Manuel Joaquim Moreira da Rocha, p. 106)

[5] «Já o seguinte, de Setembro, exibe a assinatura do mestre Bento Correia.[…] até Abril de 1720 […] recibos assinados pelo mestre e da parte do convento pelo Padre Custódio Antunes Barros.» («Manuel Fernandes da Silva: Mestre e Arquitecto de Braga», Manuel Joaquim Moreira da Rocha, p. 106)

[6] «O contrato de arrematação desta obra foi lavrado a 4 de Junho de 1720 (Doc. n.25), entre a regente do Recolhimento, a Madre Maria Sacramento, e Manuel Fernandes da Silva, e três dias depois, em cerimónia presidida por D. Rodrigo de Moura Teles, lançou-se a primeira pedra» («Manuel Fernandes da Silva: Mestre e Arquitecto de Braga», Manuel Joaquim Moreira da Rocha, p. 106)

[7] «Para dar andamento à edificação das várias dependências do futuro espaço conventual ou para aquisição de peças artísticas para caracterização do espaço já construído, a Regente reclama, em Maio de 1723, à Misericórdia o legado de Maria Vieira, anotando, que embora incompleto o ciclo de obras» («Manuel Fernandes da Silva: Mestre e Arquitecto de Braga», Manuel Joaquim Moreira da Rocha, p. 110)

[8] «São contratados por D. Rodrigo de Moura Teles, os mestres pedreiros Estevão Moreira e Manuel Rebelo, […], segundo escritura pública lavrada a 8 de Setembro de 1725.» («Manuel Fernandes da Silva: Mestre e Arquitecto de Braga», Manuel Joaquim Moreira da Rocha, p. 110)

[9] O custo total da obra dos mestres pedreiros e da sua equipa no Convento da Penha de França atingiu os «sete contos oitocentos e noventa e dois mil e quinhentos e sacenta reis», conforme declara a quitação do último pagamento que D. Rodrigo de Moura Teles fez a Estevão Moreira, datado de 6 de Julho de 1728.» («Manuel Fernandes da Silva: Mestre e Arquitecto de Braga», Manuel Joaquim Moreira da Rocha, p. 110)

[10] Recolhimento de Nossa Senhora da Conceição da Penha de França / Convento de Nossa Senhora da Conceição da Penha de França, SIPA, disponível em http://www.monumentos.gov.pt/Site/APP_PagesUser/SIPA.aspx?id=11127

[11] Recolhimento de Nossa Senhora da Conceição da Penha de França / Convento de Nossa Senhora da Conceição da Penha de França, SIPA, disponível em http://www.monumentos.gov.pt/Site/APP_PagesUser/SIPA.aspx?id=11127

ESTADO DA ARTE[editar | editar código-fonte]

Portal Convento de Nossa Senhora da Penha de França

A investigação sobre o Convento de Nossa Senhora da Penha de França tem vindo a revelar uma riqueza de estudos que abordam a sua relevância no estudo da Arquitetura Barroca dos séculos XVII e XVIII.

A bibliografia existente explora desde a arquitetura e artes decorativas do edifício, a cronologia das intervenções feitas ao longo do tempo, os mestres e intervenientes diretos na conceção do mesmo detalhadamente, a intervenção de D Rodrigo Moura Teles como grande mecenas da obra, a vivencia conventual analisando a clausura e a organização interna dos conventos femininos e a sua implantação na malha urbana da cidade de Braga.

Ao longo da pesquisa destacaram-se livros como «A adoção do Barroco nas igrejas conventuais femininas de Braga no pontificado de D. Rodrigo de Moura Teles: diálogos artísticos.» e «Manuel Fernandes da Silva: Mestre e Arquitecto de Braga» de Manuel Joaquim Moreira da Rocha, e ainda registos do SIPA e outras fontes online sobre património.

ENQUADRAMENTO[editar | editar código-fonte]

Fachada atual Lar D. Pedro V

Contextualização[editar | editar código-fonte]

Interior do Convento de Nossa Senhora da Penha de França
Interior do Convento de Nossa Senhora da Penha de França

O Convento de Nossa Senhora da Penha de França, localizado em Braga, teve origem num pequeno recolhimento fundado a 31 de maio de 1652 por Pedro Aguiar e a sua esposa, Maria Vieira, no então chamado Campo de Santana. Inicialmente, o espaço acolhia sete mulheres (donzelas ou viúvas) em situação de vulnerabilidade, que viviam em comunidade segundo a Regra de São Francisco12. A primeira regente foi Ana de Santa Maria, natural de Guimarães, responsável tanto pela orientação espiritual como pela administração da comunidade.

Após a morte de Pedro Aguiar, Maria Vieira e o seu cunhado Jerónimo de Barros deixaram em testamento a vontade de transformar o recolhimento num convento regular da Ordem da Imaculada Conceição, caso houvesse aprovação papal. Essa transformação foi promovida pelo arcebispo de Braga, Dom Rodrigo de Moura Teles, que lançou a primeira pedra da nova igreja a 7 de junho de 1720. As obras terminaram em 1727.

A aprovação papal foi concedida pelo Papa Bento XIII, através de um Breve datado de 2 de maio de 1725.13 A formalização do convento foi celebrada com um tríduo solene em junho de 1727. A primeira abadessa foi Madre Josefa Maria da Assunção, que ficou conhecida como reformadora do convento. Uma inscrição na sacristia, datada de 1733, assinala a sua contribuição.

Este processo de institucionalização enquadra-se no contexto da reforma monástica pós-Trento, em que houve uma forte expansão das ordens religiosas femininas em Portugal, com apoio das elites locais e da autoridade episcopal. Os conventos de clausura tornaram-se espaços destinados à vivência religiosa de mulheres, privilegiando valores como a pureza, o recato e a disciplina espiritual.

A entrada numa vida religiosa implicava, geralmente, a entrega de um dote por parte da família da candidata — prática comum na época como forma de garantir um futuro honrado às mulheres. Os dotes podiam incluir dinheiro, propriedades, cereais ou outros bens, e contribuíam também para o sustento dos conventos. Caso a noviça morresse antes de professar os votos, parte do dote era devolvida à família, exceto a esmola de entrada e os custos com a sua estadia. Em casos de ausência de familiares, as jovens podiam ser ajudadas por instituições de caridade ou por benfeitores.


[12] (Lar D. Pedro V, História da Instituição, disponível em: https://www.lardompedrov.com/instituicao.html, consultado a 14 de maio de 2025).

[13] (Lar D. Pedro V, História da Instituição, disponível em: https://www.lardompedrov.com/instituicao.html, consultado a 14 de maio de 2025).

Contexto físico e patrimonial de proximidade[editar | editar código-fonte]

Capela-mor Convento de Nossa Senhora da Penha de França
Teto nave Convento de Nossa Senhora da Penha de França
Interior Convento de Nossa Senhora da Penha de França
Interior Convento de Nossa Senhora da Penha de França
Claustro Convento de Nossa Senhora da Penha de França

Na altura da fundação, o Campo de Santana situava-se nos limites da cidade de Braga, mas a expansão urbana do século XVIII levou à sua integração na malha urbana. O crescimento da cidade foi acompanhado por um aumento do número de instituições religiosas e de caridade, que contribuíram para o desenvolvimento e valorização dessa zona.

O convento foi encerrado a 21 de dezembro de 1874, após a morte da última religiosa, Madre Luiza Maria da Natividade. No ano seguinte, o edifício foi cedido ao Asilo da Infância Desvalida de D. Pedro V, por iniciativa do conselheiro Jerónimo Pimentel. Esta cedência foi aprovada por lei em 1879. Mais tarde, a instituição fundiu-se com o Conservatório das Órfãs do Menino Deus e, desde 1939, passou a chamar-se oficialmente Lar de D. Pedro V, mantendo até hoje uma função assistencial e educativa.

A Igreja de Nossa Senhora da Conceição da Penha de França, anexa ao convento, foi recentemente reaberta ao público, com visitas e celebrações eucarísticas regulares, refletindo um esforço de valorização do património e de ligação entre o passado e a vida urbana contemporânea.

O antigo convento insere-se numa zona da cidade com forte presença de edifícios históricos e religiosos, como o Palácio do Raio, a Igreja dos Congregados, a Igreja de São Marcos, o Museu dos Biscainhos e a Igreja do Pópulo. A proximidade à Sé de Braga reforça o papel central da cidade como centro do poder eclesiástico em Portugal.

Nos séculos XVII e XVIII, Braga era conhecida como a “Roma portuguesa” devido à grande concentração de instituições religiosas e à sua importância no contexto da Igreja Católica. O Convento da Penha de França é um exemplo da ocupação de zonas em transformação urbana por comunidades monásticas, funcionando como elo entre o centro histórico e as áreas em crescimento da cidade barroca.

DESCRIÇÃO[editar | editar código-fonte]

O Convento de Nossa Senhora da Penha de França começou a ser construído entre 1719 e 1721, com a participação de padres, mestres pedreiros, arquitetos e artistas. Na primeira fase, foram erguidos a igreja e os muros, com destaque para os mestres pedreiros Manuel António (ou Mestre Possas)14 e Bento Correia15. A obra foi inicialmente supervisionada pelo Padre Custódio Antunes Barros16, depois substituído por Manuel Fernandes da Silva, arquiteto responsável pela planta da igreja e pela coordenação geral17.

A segunda fase (1725-1728) focou nas áreas internas do convento, construída pelos mestres Estevão Moreira e Manuel Rebelo18. Esta etapa teve a supervisão direta do arcebispo D. Rodrigo de Moura Teles.

Na decoração, destacam-se João Ferreira Velho, que instalou as grades de madeira da capela-mor em 172619, e Policarpo de Oliveira Bernardes20, responsável pelos azulejos da mesma capela. O conjunto da obra é um importante exemplo do barroco religioso em Portugal.


[14]«mestre pedreiro Manuel António, também identificado como Mestre Possas» («Manuel Fernandes da Silva: Mestre e Arquitecto de Braga», Manuel Joaquim Moreira da Rocha, p. 106)

[15] «assinatura do mestre Bento Correia» («Manuel Fernandes da Silva: Mestre e Arquitecto de Braga», Manuel Joaquim Moreira da Rocha, p. 106)

[16] «recibos assinados pelo mestre e da parte do convento pelo Padre Custódio Antunes Barros» («Manuel Fernandes da Silva: Mestre e Arquitecto de Braga», Manuel Joaquim Moreira da Rocha, p. 10)

[17] «Manuel Fernandes da Silva […] Era um artista de prestígio no meio arquitectónico bracarense. […]  encarregando-o responsável de toda a empresa construtiva. Desta forma, substitui a administração directa que o convento vinha fazendo, e assume o papel de mestre de obras do convento de Penha de França» («Manuel Fernandes da Silva: Mestre e Arquitecto de Braga», Manuel Joaquim Moreira da Rocha, p. 107)

[18] «São contratados por D. Rodrigo de Moura Teles, os mestres pedreiros Estevão Moreira e Manuel Rebelo […] para a «obra do novo convento da Senhora da Conceição da Penha França», segundo escritura […] Além dos mestres trabalhariam continuadamente na obra «corenta officiaes».» («Manuel Fernandes da Silva: Mestre e Arquitecto de Braga», Manuel Joaquim Moreira da Rocha, p. 110)

[19] «Igreja de Penha de França | 1726 | João Ferreira Velho» («A adoção do Barroco nas igrejas conventuais femininas de Braga no pontificado de D. Rodrigo de Moura Teles: diálogos artísticos.», Manuel Joaquim Moreira da Rocha, p.56)

[20] «O conjunto é assinado por Policarpo de Oliveira Bernardes.» («A adoção do Barroco nas igrejas conventuais femininas de Braga no pontificado de D. Rodrigo de Moura Teles: diálogos artísticos.», Manuel Joaquim Moreira da Rocha, p.60)

Exterior[editar | editar código-fonte]

A igreja do convento segue a organização típica das igrejas conventuais femininas de Braga no século XVIII, com uma planta longitudinal e funcional. O espaço desenvolve-se a partir de um eixo central que liga os coros, a nave, a capela-mor e a sacristia. Esta disposição simples e linear é visível também do exterior.

Detalhe do púlpito do Convento de Nossa Senhora da Penha de França

A fachada principal, voltada a norte e pintada de branco, reflete uma estética maneirista, com pilastras encimadas por pináculos, cornija discreta e um portal de verga reta emoldurado por pilastras toscanas. Acima do portal, destaca-se uma edícula com a imagem de Nossa Senhora da Penha. A sobriedade da fachada é quebrada por elementos barrocos, como o frontão triangular da edícula e as armas do Arcebispo D. Rodrigo de Moura Teles.

O edifício apresenta cobertura de duas águas, com exceção da capela-mor, onde se ergue uma pequena sineira com telhado de quatro águas.

Interior[editar | editar código-fonte]

O interior da igreja apresenta uma decoração barroca exuberante, contrastando com a sobriedade exterior. As paredes estão revestidas com azulejos figurativos azul e branco, organizados em dois registos. Do lado da Epístola figuram-se cenas como a Adoração dos Pastores, a Apresentação de Nossa Senhora e o Casamento da Virgem; do lado do Evangelho, a Anunciação, a Visitação e o Nascimento da Virgem21.

A cobertura é em abóbada de berço, pintada de branco e azul. O pavimento é em soalho de madeira. O coro-alto possui balaustrada, armas do arcebispo e uma cartela com inscrição, bem como uma tribuna com imagem do Crucificado.

A nave é iluminada por janelões com sanefas em talha dourada, alguns dos quais foram entaipados e cobertos com azulejos. Inclui ainda elementos como um confessionário, pias de água benta, guarda-vento em madeira e dois retábulos laterais: um com a imagem do Sagrado Coração de Jesus e outro com Nossa Senhora da Penha.


[21] «A adoção do Barroco nas igrejas conventuais femininas de Braga no pontificado de D. Rodrigo de Moura Teles: diálogos artísticos. Poligrafia», Manuel Joaquim Moreira da Rocha, p. 59.

Capela-mor e sacristia[editar | editar código-fonte]

A capela-mor, acessível por dois degraus de pedra, é coberta por uma abóbada estucada com elementos decorativos em branco e azul. Apresenta quatro janelões, sendo os do lado da Epístola entaipados e revestidos a azulejos. O retábulo-mor, em talha dourada e planta côncava, é ricamente ornamentado com motivos vegetalistas, anjos e as armas do arcebispo. Possui um trono eucarístico elevado, um sacrário decorado e altar com frontal trabalhado.

A sacristia tem teto de madeira, soalho e lambris com azulejos seiscentistas de padrão, colocados de forma aleatória. Contém ainda um arcaz em madeira22.


[22] “Recolhimento de Nossa Senhora da Conceição da Penha de França / Convento de Nossa Senhora da Conceição da Penha de França” – Monumentos.pt. (http://www.monumentos.gov.pt/Site/APP_PagesUser/SIPA.aspx?id=11127)

Claustro[editar | editar código-fonte]

O claustro tem planta quadrada e dois pisos. No piso térreo, há uma arcaria com colunas toscanas e uma galeria interior decorada com azulejos industriais azuis. O piso superior possui janelas amplas. Ao centro, existe um jardim com um chafariz circular, composto por uma taça, urna e uma esfera armilar. Estão atualmente a decorrer obras de intervenção nesta área.

Estado atual[editar | editar código-fonte]

As restantes dependências conventuais foram significativamente alteradas ao longo do tempo, estando atualmente adaptadas a novas funções, distintas da sua utilização original.

FONTES E BIBLIOGRAFIA[editar | editar código-fonte]

Fontes[editar | editar código-fonte]

SISTEMA DE INFORMAÇÃO PARA O PATRIMÓNIO ARQUITETÓNICO (SIPA). “Recolhimento de Nossa Senhora da Conceição da Penha de França / Convento de Nossa Senhora da Conceição da Penha de França” – Monumentos.pt. (http://www.monumentos.gov.pt/Site/APP_PagesUser/SIPA.aspx?id=11127)

ARQUIVO ONLINE DO PATRIMÓNIO CULTURAL, I.P. – MINISTÉRIO DA CULTURA (PORTUGAL). Disponível em: https://arquiva.patrimoniocultural.gov.pt/index.php/recolhimento-de-nossa-senhora-da conceicao-da-penha-de-franca-convento-de-nossa-senhora-da-conceicao-da-penha-de-franca.

COSTA, Luís. A Igreja e o Convento da Penha de França. UBATI – Universidade Bracarense do Autodidacta e da Terceira Idade, 2009. Disponível em: https://bragamonumental2.blogs.sapo.pt/32055.html.

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Bibliografia[editar | editar código-fonte]

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ROCHA, Manuel Joaquim Moreira da. A adoção do Barroco nas igrejas conventuais femininas de Braga no pontificado de D. Rodrigo de Moura Teles: diálogos artísticos, Braga: Centro de Estudos D. Domingos de Pinho Brandão, n. 9/10, 2000/2001.

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SERRÃO, Vítor. História da Arte em Portugal - o Barroco. Barcarena: Editorial Presença, 2003.

ROCHA, Manuel Joaquim Moreira da. Panorama artístico no século XVIII dos conventos franciscanos femininos em Braga: tópicos para uma abordagem. In: FERREIRA-ALVES, Natália Marinho (Coord.). Os Franciscanos no Mundo Português: artistas e obras. I. Porto: CEPESE, 2009.

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CADAFAZ DE MATOS, Manuel. A vida religiosa em Portugal nos séculos XVII e XVIII. Lisboa: Imprensa Nacional – Casa da Moeda, 1998.

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